Vocação e resiliência da primeira pregadora
autorizada a pregar pela Conferência metodista
Sarah
Mallet foi incentivada por Wesley e a Conferência de 1787 a autorizou a pregar
Odilon Massolar Chaves
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Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia
e História pela Universidade Metodista de São Paulo.
Filho do rev. Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.
É casado com RoseMary.
Tem duas filhas: Liliana e Luciana.
Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século
XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.
Índice
· Introdução
· Quem foi
Sarah Mallet
· Nenhuma
arma formada contra você prosperará se você se mantiver afastado de afetos
excessivos
· Mas eles
não podem te machucar enquanto seu coração se apega a Deus
· Não é de se
admirar que você se deparasse com cruzes
· Ele, por
Seu Espírito, abrirá um caminho para que você possa escapar
· Tenha
cuidado em todas as suas ações
· E me diga
quaisquer manifestações da sempre abençoada Trindade que você encontre
· Não deve
julgar pelos seus próprios sentimentos
· Nada é mais
lucrativo para nós do que cortar uma mão direita ou arrancar um olho direito
· Se você
exortar outros a servi-Lo, então espere uma onda de tentação
============================
Introdução
“Vocação e resiliência da primeira pregadora
autorizada a pregar pela Conferência metodista” é um livro de 21 páginas
baseado especialmente nas cartas de Wesley para Sarah Mallet.
“A trajetória de Sarah Mallet (posteriormente Sarah Boyce, 1764–1846) é um dos
testemunhos mais marcantes de vocação espiritual e resiliência na história do
Metodismo primitivo. Em uma época na qual o espaço público e o púlpito eram
estritamente masculinos, ela desafiou convenções para cumprir o que entendia
ser um chamado divino”.[1]
Wesley a chamava carinhosamente de “Querida Sally”,
“Srta. Sarah
Mallet” ou simplesmente “Querida Sarah Mallet”..
Mallet acreditava que tinha o chamada para a
pregação e Wesley se baseando no “chamado extraordinário” ao metodismo
sabiamente a indicou e a Conferência Metodista de 1787 a autorizou a pregar. A Conferência Metodista decidiu que não tinha objeção à sua pregação,
“desde que ela continue pregando a Doutrina Metodista e atenda à nossa
Disciplina." [2]
Um dos conselhos de Wesley dizia: “Não me
surpreende que você deva ter julgamentos: pode esperar por eles de todos os
lados. Você pisa diariamente em perigos, armadilhas e a morte. Mas eles não
podem te machucar enquanto seu coração se apega a Deus. Cuidado com o orgulho!
Cuidado com bajuladores! Cuidado com desânimos! Mas acima de tudo, cuidado com
o afeto excessivo”.
E, durante 55 anos, Sarah Mallet pregou inclusive
atuando na itinerância.
“Sarah Mallet não abandonou sua vocação. Mesmo sob
censura e restrições severas, ela continuou a pregar por mais de 40 anos após o
banimento institucional”,[3] em
1803.
Não foi noticiado oficialmente quando faleceu, aos
82 anos. Foi esquecida.
Sua vocação e resiliência, contudo, não foram em
vão. Apesar de tardio, em 1918, “a Conferência Metodista na Inglaterra revogou
definitivamente as restrições, permitindo formalmente que mulheres atuassem
como pregadoras locais com plenos direito”. [4]
Uma história de vocação, pioneirismo e resiliência.
O Autor
============================
Quem foi
Sarah Mallet
“Sarah nasceu em 1764 em uma família da classe trabalhadora na vila de Loddon,
em Norfolk, Inglaterra. Sarah e seus irmãos trabalhavam com seu pai e tio no
negócio de alfaiataria da família. De uma nota que ela escreveu em uma carta a
Wesley, parece que a família não produzia roupas para pessoas ricas, mas
principalmente para pessoas pobres ou de recursos modestos”.[5]
Sua adolescência
Sarah teve depressão e crises na adolescência.
Por isso, seu entusiasmo inicial pela religião diminuiu.
“Aos 16 anos, foi morar com seu tio William, um líder de classe
metodista. Lá, ela experimentou Deus, mas adoeceu gravemente e teve que voltar
para casa. Problemas de saúde a atormentaram durante toda a vida, mas ela
continuou sentindo um forte chamado para falar publicamente sobre Deus”. [6]
Sarah conheceu a pregação wesleyana em “meados da década de 1770, em
meio à expansão das sociedades metodistas no interior da East Anglia, onde
pregadores itinerantes estabeleceram circuitos que incluíam pregações de campo
e reuniões sociais acessíveis ao público da classe trabalhadora. O negócio
de alfaiataria de sua família na vila os posicionava dentro dessa rede
emergente, já que a organização metodista enfatizava reuniões disciplinadas de
classe e sociedades de banda para fomentar a piedade pessoal, contrastando com
a percepção de entusiasmo desenfreado por parte dos críticos que viam tais
reuniões como propensas a excessos emocionais”.[7]
O chamado de Deus e as crises
Em 1785, Sarah sentiu o chamado para pregar.
“Enquanto lutava com esse chamado, começou a ter ‘crises’, pregando
aparentemente inconsciente ou em transe. Os ‘acessos’ continuaram por várias
semanas, a notícia se espalhou e cada vez mais pessoas vinham ouvi-la falar.
Uma multidão de cerca de 200 pessoas se reuniu para ouvi-la em uma ocasião.
Esses episódios esclareceram o chamado de Deus em sua vida e a convenceram do
desejo de Deus de que ela pregue. Quando os episódios diminuíram e ela
recuperou a saúde, seu tio pediu que ela falasse em sua casa de pregação
metodista. Ela falava lá toda semana e começou a receber convites para pregar
em vilarejos vizinhos. [8]
O que eram as suas crises?
As crises (chamadas
originalmente em inglês de "fits" ou
convulsões/ataques) sofridas por Sarah Mallet (1764–1846), “eram
episódios médicos e espirituais peculiares que misturavam sintomas físicos
graves com pregações em estado de transe.
Esses episódios começaram por
volta de dezembro de 1785, logo após ela passar por um período de depressão e
uma doença física severa que quase a levou à morte”.[9]
Sarah, inicialmente, resistiu ao chamado, pois não era “amiga das
pregações de mulheres”, como ela mesma dizia.
Mas enquanto “recuperava na casa do tio em Long Stratton, foi tomada por
uma série de ‘crises’ durante as quais pregava coerentemente a partir de várias
passagens das escrituras. Logo, grandes multidões se reuniram para ouvir
Mallett pregar e, em 1786, ela já conseguiu pregar sem entrar em transe”. [10]
“Na visão de Sarah e da
comunidade metodista da época, essas crises foram interpretadas como um sinal
físico do chamado divino para o ministério, contra o qual ela
inicialmente lutava internamente (já que a pregação feminina não era aceita).
As crises cessaram completamente
por volta de 1786, logo após Sarah ceder e clamar em oração: ‘Senhor, eu te
obedecerei; chamarei os pecadores ao arrependimento’. A partir do momento
em que ela aceitou pregar publicamente por livre vontade e de forma consciente,
os ataques nunca mais voltaram, dando início a uma carreira de mais de 55 anos
como pregadora”. [11]
Aprovação da Conferência
Wesley conheceu Sarah no final de 1786. Ele ouvira falar de uma jovem
que teve convulsões e tinha começado a pregar.
Wesley visitou Mallet em 1786 e ficou impressionado com sua experiência
espiritual e seu chamado para pregar.
“Menos de um ano depois, Sarah recebeu uma carta afirmando que, por
ordem de John Wesley, a Conferência Metodista de 1787 não tinha objeção à sua
pregação, ‘desde que ela continue pregando a Doutrina Metodista e atenda à
nossa Disciplina." [12]
Apesar da oposição de alguns
pregadores do sexo masculino, Wesley autorizou Sarah Mallet a pregar.[13]
Os metodistas seguiam oficialmente seguido a Igreja da Inglaterra contra
a pregação das mulheres, mas Wesley acreditava que Mallet possuía um ‘chamado
extraordinário’ e, com seu apoio, a Conferência de Manchester de 1787 lhe
concedeu uma licença para pregar.
A própria licença dizia: “Damos a mão direita da comunhão a Sarah
Mallet, e não temos objeção a que ela seja pregadora em nossa conexão, desde
que pregue as doutrinas metodistas e atenda à nossa disciplina.’ Essa aprovação
por escrito foi altamente única e, de fato, permitiu que Mallett continuasse
pregando muito tempo após a morte de Wesley, e de fato mesmo depois da
Conferência de 1803 ter oficialmente proibido a pregação feminina”. [14]
Sarah Mallet praticou pregações itinerantes pela Inglaterra após sua
autorização por John Wesley após a Conferência Metodista de 1787.
”Inicialmente centrada em circuitos de Norfolk, incluindo Loddon,
vilarejos próximos e Lowestoft. Suas atividades se estendiam a Londres e
Birmingham, envolvendo viagens pelo centro da Inglaterra, frequentemente em
casas de pregação metodistas, celeiros ou carroças quando o acesso formal não
estava disponível”. [15]
Após a morte de Wesley, em 1791, Sarah Mallet se casou em 1793, com
Thomas Boyce, um pregador metodista local e líder de classe.
O casamento limitou sua
participação em pregações e no ministério itinerante para ela se concentrar nas
responsabilidades familiares, incluindo criar filhos.
Após a morte de seu marido, em 1813, Sarah voltou ao ministério
itinerante.
“Ela retomou o ministério itinerante a partir de então, em parceria com
Martha Grigson, outra exortadora, para conduzir cultos em East Anglia, Londres
e Birmingham, apesar da proibição da Conferência Wesleyana de 1803 de mulheres
pregarem publicamente. Mallett se adaptou à proibição passando a exortar para
exortações privadas em casas, celeiros e carroças quando capelas negavam seu
acesso, contando com o apoio de sociedades metodistas locais simpáticas em vez
do endosso formal da conferência. Nas décadas de 1810 e 1820, ela e
Grigson realizaram viagens prolongadas, incluindo uma turnê de seis meses pelo
centro da Inglaterra que terminou com a condução de cultos em todas as seis
capelas de Birmingham, onde Mallett visitou a envelhecida Mary Tooth, ex-associada
da líder metodista Mary Bosanquet. Seus esforços contribuíram para um
crescimento modesto em sociedades locais, como em North Lopham, Norfolk, onde o
número de membros chegou a 101 em 1813, durante suas visitas regulares. No
entanto, a oposição institucional se intensificou, limitando seu escopo a
atividades informais e regionais, em vez dos circuitos mais amplos de seus anos
pré-proibição”. [16]
Conselhos de Wesley
Pensando em proteger Mallet dos preconceitos, Wesley lhe deu alguns
ensinamentos.
“Wesley aconselhou Mallett: "Nunca continue o serviço por mais de
uma hora de uma vez, cantando, pregando, orando e tudo. Você não deve julgar
pelos seus próprios sentimentos, mas pela palavra de Deus. Nunca grite. Nunca
fale acima do tom natural da sua voz; é repugnante para os ouvintes. Isso lhes
dá dor, não prazer." Claramente, Wesley estava preocupada com a forma como
Mallett seria recebida em uma cultura tão preconceituosa contra a pregação das
mulheres, embora ela tenha sido uma pregadora poderosa e eficaz ao longo da
vida”. [17]
Apoiada pela Conferência e pelo líder metodista por possuir um
"chamado extraordinário", Sarah Mallet (1764–1846) foi uma das poucas
mulheres autorizadas por John Wesley a pregar no início do metodismo. Sarah desafiou
as restrições da época e manteve um ministério itinerante de pelo menos 55
anos.
O relacionamento e a trajetória de Sarah Mallet no movimento destacam-se
por:
Licença Exclusiva: Em 1787, a Conferência de Manchester emitiu uma
licença formal que permitia a Mallet pregar, desde que mantivesse a doutrina e
disciplina metodistas.
Relação com Wesley: Ela manteve uma correspondência regular com o
fundador do metodismo, que a chamava carinhosamente de "Minha querida
Sally". Wesley a visitou pessoalmente em 1786 e ficou impressionado com
sua experiência espiritual.
Ministério Duradouro: Mesmo após a morte de Wesley e o posterior
banimento de mulheres pregadoras pela Igreja Metodista Wesleyana em 1803, ela
casou-se (tornando-se Sarah Boyce) e continuou pregando por mais 40 anos”. [18]
Seu casamento
“Em 1793, Mallett casou-se com Thomas Boyce, um alfaiate e pregador
metodista local. Juntos, tiveram quatro filhas (três das quais morreram) e dois
filhos. Após a morte do marido, ela se uniu a outra pregadora chamada Martha
Grigson e as duas viajaram pelo país pregando em capelas metodistas pelo resto
de suas longas vidas. Mallett também manteve contato frequente com Mary Tooth –
companheira de Mary Bonsanquet Fletcher em Madeley – ilustrando novamente a
importância dessas comunidades de mulheres para o metodismo inicial. Sarah
Mallett Boyce faleceu em 1843, aos 82 anos, tendo pregado o evangelho durante
grande parte de sua vida adulta.”[19]
As cartas de Wesley para Sarah Mallet revelam todo um cuidado, respeito
e incentivo:
Nenhuma arma formada contra você prosperará se você se mantiver afastado
de afetos excessivos
Parece-me que nenhuma arma formada contra você prosperará
se você se mantiver afastado de afetos excessivos. Ó, guarde seu coração com
toda diligência! Marque as primeiras elevações do desejo. Rode-se (como Davi
fala) sobre o Senhor, e Ele é e sempre será sua porção suficiente
Para Sarah Mallet
BRISTOL, 6 de outubro de 1787.
MINHA QUERIDA IRMÃ, -- Desde que te vi, sinto um grande amor por você e
o desejo de te ver novamente. Quando eu vier para Harwich, espero que você
encontre meios para estar lá; depois provavelmente vou visitá-la em Long
Stratton. Fico feliz que você tenha escrito. Recentemente vi uma jovem [Srta.
Bisson, de St. Heller. Veja as cartas de 4 de agosto e 17 de dezembro para ela.
Compare os de 4 de julho de 1787 e 8 de agosto de 1788 com Lady Maxwell.] na
Ilha de Jersey, cuja experiência é tão extraordinária quanto a sua; em uma
coisa parece ser mais clara do que a sua — ou seja, na comunhão dela com a
Santíssima Trindade, com Deus Pai e Deus Filho e Deus Espírito Santo.
Na segunda-feira devo voltar para Londres. Sempre que tiver tempo,
escreva livremente para, minha querida Sally,
Com carinho. [20]
Mas eles não podem te machucar enquanto seu coração
se apega a Deus
Para Sarah Mallet
BATH, 11 de março de 1788.
MINHA QUERIDA IRMÃ, -- Eu deveria ter ficado extremamente feliz em
vê-la; pois tenho um carinho terno por você, e sempre ficarei muito satisfeito
em ouvir de você e saber como sua alma prospera.
Não me surpreende que você deva ter julgamentos:
pode esperar por eles de todos os lados. Você pisa diariamente em perigos,
armadilhas e a morte. Mas eles não podem te machucar enquanto seu coração se
apega a Deus. Cuidado com o orgulho! Cuidado com bajuladores! Cuidado com
desanimos! Mas acima de tudo, cuidado com o afeto excessivo! Aqueles que lucram com você
tendem a te amar mais do que o suficiente; e isso não te levará naturalmente à
mesma tentação? Não, Sally, não é isso já o caso? Seu coração está cheio de
Deus? Está livre de ídolos? Acho que você pode falar comigo livremente, embora
em um assunto tão delicado que dificilmente consiga falar com mais ninguém. Ele
ainda é o único objeto do seu desejo, o tesouro e a alegria do seu coração?
Considerando sua idade, sexo e situação, o que senão a onipotência pode
mantê-lo no meio do fogo
Você não vai levar mal se eu fizer outra pergunta. Sei que nem seu pai
nem seu tio são ricos; E ao viajar para cima e para baixo, você vai querer um
pouco de dinheiro. Você não está às vezes apertada? Só me avise, e não faltará
nada que esteja ao alcance de, minha querida Sally,
Com carinho.
Não é de se admirar que você se deparasse com
cruzes
Não duvido que você tenha dado a Deus seu coração,
e deseja em todas as coisas fazer Sua santa e aceitável vontade. Mas, se for
assim, não é de se admirar que você se deparasse com
cruzes, tanto do diabo quanto de seus filhos, especialmente porque acredita
ser chamado por Deus para dar um testemunho público contra Ele.
Para
Sarah Mallet
LONDRES, 2 de agosto de 1788.
MINHA
QUERIDA IRMÃ, -- Me avise a qualquer momento quais livros deseja ter, e eu
ordenarei que sejam enviados para você. [Veja as cartas de 11 de março e 26 de
dezembro.] É um prazer para mim se puder demonstrar em algo o respeito que
tenho por você, pois estou firmemente convencido de que você tem uma
consciência vazia de ofensa contra Deus e contra o homem. Não duvido que você tenha dado a Deus seu coração, e
deseja em todas as coisas fazer Sua santa e aceitável vontade. Mas, se for
assim, não é de se admirar que você se deparasse com cruzes, tanto do diabo
quanto de seus filhos, especialmente porque acredita ser chamado por Deus para
dar um testemunho público contra Ele. Mas você corre muito mais perigo de
aplausos do que de censura; E é bom para você que um equilibre o outro. Mas
confio que você nunca se cansará de fazer bem. Com o tempo, colherá se não
desmaiar. Quem elogia ou menospreza, cabe a você seguir em frente, falando a
verdade com amor. Não exijo que nenhum de nossos pregadores se licencie nem para
si mesmo nem para os lugares onde pregam. [Para o ato, veja Tyerman'a Wesley,
iii. De fato, um jovem atrevido em Northamptonshire causou alguns problemas a
si mesmo pregando em tempo de igreja, tão próximo da igreja que incomodou tanto
o ministro quanto a congregação. Mas isso não precisa assustar nenhum outro de
nossos pregadores. Eles continuam tão seguros quanto antes. Vá, portanto, e não
tema nada além do pecado. E me avise se houver algo em que eu possa ajudá-la, o
que será um prazer, querida Sally,
Com carinho. [21]
Ele, por Seu Espírito, abrirá um caminho para que
você possa escapar
Siga em frente firme e silenciosamente pelo caminho
que a Providência os guia, e em toda tentação, Ele, por
Seu Espírito, abrirá um caminho para que você possa escapar.
Para
Sarah Mallet
LONDRES, 26 de dezembro de 1788.
MINHA
QUERIDA IRMÃ, -- Respondi sua carta há muito tempo e pedi que o Sr. Whitfield
enviasse minha carta com as revistas que ele estava enviando para Norwich,
desejando também que o próximo pregador que fosse para Long Stratton a lhe
entregasse. Mas, para o futuro, sempre que eu escrever, enviarei a carta pelo
correio, e posso facilmente compensar a despesa. [Ele o entregou ao seu
administrador de livros para que fosse encaminhado, para que a Srta. Mallet não
fosse descarregada, pois era pobre. Veja as cartas de 2 de agosto de 1788 e 21
de fevereiro de 1789 para ela.]
Fico muito
feliz em descobrir que você tem consideração por mim; Eu também por você. E,
portanto, é um prazer para mim servir a você em tudo o que estiver ao meu
alcance. De fato, não poderia tão bem enviar as Notas sobre o Antigo
Testamento, pois a edição está quase esgotada, e restam pouquíssimas delas, que
são reservadas para compor conjuntos completos. Mas qualquer outro livro está
ao seu dispor. Quero transmitir todo conhecimento útil, que de fato está em uma
bússola muito restrita. Você não espera viver sem cruzes; e alguns cairão sobre
você por minha causa; pois eu notar você pode trazer inveja sobre você. Mas na
sua paciência possua sua alma. Por favor, Deus, e isso é suficiente. Siga em frente firme e silenciosamente pelo caminho que a
Providência os guia, e em toda tentação, Ele, por Seu Espírito, abrirá um
caminho para que você possa escapar. Se surgir alguma dificuldade ou ajuste
específico, não deixe de me avisar. Ninguém pode estar mais disposto a te
ajudar do que, minha querida Sally, [22]
Tenha cuidado em todas as
suas ações
Como sua fala na casa do Sr.
Hunt não foi algo premeditado, não vejo mal nisso, e de fato você foi tão
cercada por uma coincidência de circunstâncias que não sei como poderia evitar.
Talvez houvesse algum fim da Providência Divina
Para Sarah Mallet
LONDRES, 21 de fevereiro de 1789.
MINHA QUERIDA IRMÃ, -- Como sua fala na casa do
Sr. Hunt não foi algo premeditado, não vejo mal nisso, e de fato você foi tão
cercada por uma coincidência de circunstâncias que não sei como poderia evitar.
Talvez houvesse algum fim da Providência Divina (desconhecido por nós) a
ser respondido por isso. Portanto, não me arrependo nem um pouco de que tenha
caído assim. Mas você deve esperar ser censurada por isso.
Mas fiquei um pouco surpreso há um tempo quando alguém falando de você
disse: 'Sally Mallet não é tão séria quanto Betty Reeve.' Achei Sally Mallet
tão séria quanto qualquer jovem em Norfolk. Tenha cuidado em todas as suas
ações, e você nunca vai querer qualquer ajuda que esteja ao alcance de minha
querida Sally,
Com carinho. [23]
E me diga quaisquer manifestações da sempre
abençoada Trindade que você encontre
E me diga, por outro lado, quaisquer manifestações
da sempre abençoada Trindade que você encontre, e qualquer grau incomum de fé,
esperança ou amor com o qual você seja favorecido de vez em quando
Para
Sarah Mallet
LEEDS,
Agosto 3, 1789.
QUERIDA
SALLY, -- Não recebi nenhuma carta sua além da que você escreveu no mês
passado. Pode ter certeza de que responderei a todas as cartas que recebo de
você, porque tenho um verdadeiro respeito por você. Eu te amo com um carinho
terno. Portanto, você faz bem em me abrir toda a sua alma. Você pode me contar
qualquer julgamento que enfrentar, e isso com toda simplicidade. E me diga, por outro lado, quaisquer manifestações da
sempre abençoada Trindade que você encontre, e qualquer grau incomum de fé,
esperança ou amor com o qual você seja favorecido de vez em quando. Espero
que você fale livremente com o Sr. Tattershall. [Veja carta de 15 de dezembro
para a Srta. Mallet.] Ele é um homem excelente e profundamente familiarizado
com as coisas de Deus. Você pode aprender muito com ele, e ainda mais porque
está disposto a aprender; Você está feliz por ser instruído. Prestar qualquer
serviço que esteja ao meu alcance será sempre um prazer, querida Sally,
Com
carinho.
Para a Srta. Sarah Mallet.
Não deve julgar pelos seus próprios sentimentos
Nunca continue o serviço por mais de uma hora
seguida, cantando, pregando, orando e tudo. Você não deve julgar pelos seus
próprios sentimentos, mas pela palavra de Deus. Nunca grite.
Para Sarah Mallet
CANTERBURY, 15 de dezembro de 1789.
MINHA QUERIDA SALLY, -- É um prazer saber que o preconceito desaparece e
nossos pregadores se comportam de maneira amigável. O que é mais importante
para recuperar sua saúde você mesmo percebe claramente. Não esteja a ouvir o
chamado de todos. Você pode até cortar isso se não fosse a lugar nenhum sem o
conselho do Sr. Tattershall. Nunca continue o serviço
por mais de uma hora seguida, cantando, pregando, orando e tudo. Você não deve
julgar pelos seus próprios sentimentos, mas pela palavra de Deus. Nunca grite. Nunca
fale acima do tom natural da sua voz; é repugnante para os ouvintes. Isso lhes
dá dor, não prazer. E isso está destruindo a si mesmo. É oferecer a Deus
assassinato por sacrifício. Apenas siga esses três conselhos, e você terá uma
parte maior em relação a, minha querida Sally,
Com carinho. [24]
Nada é mais lucrativo para nós do que cortar uma
mão direita ou arrancar um olho direito
Nada é mais lucrativo para nós
do que cortar uma mão direita ou arrancar um olho direito. Se você continuar na obra para
a qual Deus te chamou, frequentemente terá ocasião para isso. Você terá
provações e mais provações. Mas o que então? Sua graça não é suficiente para
você?
Para Sarah Mallet
BRISTOL, 31
de julho de 1790.
QUERIDA
SALLY, -- Não me lembro de ter recebido nenhuma carta sua que eu não tenha
respondido. Eu deveria ter medo de que meu silêncio pudesse te causar dor; e
isso eu não faria de jeito nenhum. Fico feliz que tenha interrompido aquela
relação que não poderia deixar de ser uma armadilha para você. Nada é mais
lucrativo para nós do que cortar uma mão direita ou arrancar um olho direito.
Se você continuar na obra para a qual Deus te chamou, frequentemente terá
ocasião para isso. Você terá provações e mais provações. Mas o que então? Sua
graça não é suficiente para você? E Ele não abriu em toda tentação um caminho
para que você possa escapar para que possa suportá-la? Não deixe suas mãos
pendurarem; Deus está do seu lado. E se forem repreendidos por causa do Seu
nome, felizes são; e o espírito de glória e de Deus repousará sobre vocês. Se
quiser ter algum livro, me avise, e eu darei ordens ao Assistente. [Veja as
cartas de 15 de dezembro de 1789 e 13 de dezembro de 1790.] É bom que você
conheça nossa irmã [Elizabeth Reeve. Veja as cartas de 21 de fevereiro de 1789
e 13 de dezembro de 1790.] que também às vezes é empregado no mesmo trabalho de
amor; A Providência os marcou como amigos entre si, e não deve haver reservas
entre vocês. Despeje todos os seus pensamentos, problemas e tentações no seio
um do outro. Deus frequentemente confortará e fortalecerá vocês uns pelos
outros! Que a paz dele permaneça continuamente com vocês dois! -- Eu sou, minha
querida Sally, [25]
Se você exortar outros a servi-Lo, então espere uma
onda de tentação
Particularmente, se você exortar outros a servi-Lo, então espere uma onda de tentação. Aquilo que você mencionou é comum ao homem; mas quando Satanás nos ataca tão violentamente, provoca ao ciúme
Para Sarah Mallet
PERTO DE
LONDRES, 13 DE DEZEMBRO DE 1790.
QUERIDA
SALLY,-- Fico feliz que você me tenha lembrado dos livros. O irmão George
Whitfield já havia esquecido deles. Vou refrescar a memória dele. Me conte
sobre qualquer coisa que quiser, e eu te amo muito bem para deixar você querer
por muito tempo. Há algum tempo, parece que você deixou essa palavra escapar da
sua mente: 'Meu filho, se servires ao Senhor, prepara tua alma para a
tentação.' Particularmente, se você exortar outros a servi-Lo, então espere uma
onda de tentação. Aquilo que você mencionou é comum ao homem; mas quando
Satanás nos ataca tão violentamente, provoca ao ciúme Alguém mais forte que
ele. Fico feliz que você tenha estado em e sobre a Diss, e que haja um bom
entendimento entre você e sua irmã. [Elizabeth Reeve. Veja carta de 31 de julho.]
Que essa seja a única disputa entre vocês, que será a mais zelosa e humilde.
Fiquei muito satisfeito, quando juntos, ao descobrir que você podia falar
comigo sem reservas, como espero que sempre fará. Pois Deus não me deu a você
como uma guarda terna da sua juventude? E acredito que encontrará poucos que
cuidarão de você com mais ternura do que, querida Sally,
Com
carinho. [26]
[1]
Visão geral do modo IA do Google
[2]
https://18thcenturyculture.wordpress.com/primary-sources/the-armenian-magazine/an-account-of-sarah-mallett/
[3]
Visão geral do modo IA do Google
[4]
Visão geral do modo IA do Google
[5]https://www.umc.org/en
/content/ask-the-umc-pioneers-in-methodism-sarah-mallet
[6]https://www.umc.org/en
/content/ask-the-umc-pioneers-in-methodism-sarah-mallet
[7]
https://grokipedia.com/page/sarah_mallett
[8]https://www.umc.org/en /content/ask-the-umc-pioneers-in-methodism-sarah-mallet
[9]
Visão geral do modo IA do GToogle
[10]
https://18thcenturyculture.wordpress.com/primary-sources/the-armenian-magazine/an-account-of-sarah-mallett/
[11]
Visão geral do modo IA do GToogle
[12]
https://18thcenturyculture.wordpress.com/primary-sources/the-armenian-magazine/an-account-of-sarah-mallett/
[13]
https://www.seedbed.com/key-leaders-of-the-wesleyan-movement/
[14]
https://18thcenturyculture.wordpress.com/primary-sources/the-armenian-magazine/an-account-of-sarah-mallett/
[15]
https://grokipedia.com/page/sarah_mallett
[16]
https://grokipedia.com/page/sarah_mallett
[17]
https://18thcenturyculture.wordpress.com/primary-sources/the-armenian-magazine/an-account-of-sarah-mallett/
[18]
Visão geral do modo IA do Google
[19]
https://18thcenturyculture.wordpress.com/primary-sources/the-armenian-magazine/an-account-of-sarah-mallett/
[20]
https://wesley.nnu.edu/john-wesley/the-letters-of-john-wesley/wesleys-letters-1787/
[21]
https://wesley.nnu.edu/john-wesley/the-letters-of-john-wesley/wesleys-letters-1788/
[22]
https://wesley.nnu.edu/john-wesley/the-letters-of-john-wesley/wesleys-letters-1788/
[23]
https://wesley.nnu.edu/john-wesley/the-letters-of-john-wesley/wesleys-letters-1789/
[24]
https://wesley.nnu.edu/john-wesley/the-letters-of-john-wesley/wesleys-letters-1789/
[25]
https://wesley.nnu.edu/john-wesley/the-letters-of-john-wesley/wesleys-letters-1790/
[26]
https://wesley.nnu.edu/john-wesley/the-letters-of-john-wesley/wesleys-letters-1790/
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