A resiliência de Susanna Wesley

 

Odilon Massolar Chaves

 

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Livros publicados pelo autor: 785

Capa: https://cultoinfantil.com/susanna-wesley-e-john-wesley/?srsltid=AfmBOooZife2lEPybsC9ItfW0BsJYfk8Wai9fIGB8tpABCL9_MlE2Sib

Tradutor: Google

Toda gloria a Deus!

Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

É casado com RoseMary.

Tem duas filhas: Liliana e Luciana.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Foi editor do jornal oficial metodista e coordenador de Curso de Teologia.

 

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“Nosso bendito Senhor, que veio do céu para nos salvar de nossos pecados. . . não pretendia, ao ordenar-nos que 'tomassemos a cruz', que devêssemos dizer adeus a toda alegria e satisfação [indefinidamente], mas ele abre e estende nossos pontos de vista além do tempo, até a eternidade. Ele nos orienta a colocar nossa alegria para que seja durável como o nosso ser; não para gratificar, mas para reprimir nossos apetites sensuais; não em obedecer, mas em corrigir nossas paixões irregulares, submetendo todo apetite do corpo e poder da alma às suas leis, [se o seguirmos para o céu].”

 

(Susanna Wesley)

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do livro

·       Origem da sua resiliência

·       Sua resiliência gerenciando a casa

·       Seu resiliência enfrentado a perda de 9 filhos na infância

·       Sua resiliência enfrentando dois incêndios na casa pastoral

·       Sua resiliência na ausência do marido

·       Sua resiliência na educação dos filhos e filhas

·       Sua resiliência enfrentando a pobreza

 

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Introdução

 

“A resiliência de Susanna Wesley” é um livro de 25 páginas que trata da luta de Susanna Wesley diante de questões como a perda de 9 filhos e filhas; a vida na pobreza, dois incêndios na casa pastoral; ausência do marido que chegou a ser preso por questões financeiras, etc.

“Ser resiliente é a capacidade de superar adversidades, adaptar-se a mudanças e lidar com situações de alta pressão de forma positiva, saindo fortalecido e sem se deixar abater. Envolve inteligência emocional para aprender com erros e falhas, mantendo o equilíbrio e a flexibilidade para enfrentar crises.”.[1]

“Susanna Wesley (1669–1742), conhecida como a "Mãe do Metodismo" e mãe de John e Charles Wesley, é um dos maiores exemplos históricos de resiliência cristã e familiar. Apesar de viver em um contexto de extrema pobreza, ter 19 filhos (dos quais apenas 10 sobreviveram à infância) [2]

Susanna era uma líder e que dava grande ênfase à vida espiritual. Ela passou a realizar culto nos domingos à tarde para a família. Muitos vieram participar, chegando a haver cerca de 200 pessoas.

Durante sua vida, ela deu conselhos a João Wesley. Em uma carta, Susanna enfatizou que “o propósito principal da pregação era consertar a vida das pessoas e não encher suas cabeças com teologia ou doutrina”.[3]

O apoio da Inteligência Artificial do Google (IA) foi fundamental.

Um exemplo de mulher cristã para nossos dias.

O Autor

 

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Destaques dos capítulos do livro

 

Origem da sua resiliência

A resiliência de Susanna Wesley (frequentemente referida em contextos de resiliência cristã e educação), mãe de John e Charles Wesley e conhecida como a "Mãe do Metodismo", teve sua origem em uma fé cristã profunda, uma rotina disciplinada e uma determinação férrea para superar adversidades extremas.[4]

Sua resiliência gerenciando a casa

“As frequentes ausências de seu marido no negócio da igreja deixaram a gerência da casa em suas mãos”

Seu resiliência enfrentado a perda de 9 filhos na infância

Susanna Wesley, conhecida como a "mãe do metodismo", teve 19 filhos com seu marido Samuel, dos quais nove morreram ainda bebês ou na infância, incluindo dois pares de gêmeos. A maioria das mortes ocorreu cedo, e apenas oito dos dezenove filhos chegaram à idade adulta.[5]

Sua resiliência enfrentando dois incêndios na casa pastoral

A resiliência de Susanna Wesley (1669–1742), frequentemente chamada de "Mãe do Metodismo", foi testada ao extremo ao enfrentar dois incêndios devastadores na casa pastoral (rectory) de Epworth, na Inglaterra, em 1702 e, mais notavelmente, em 9 de fevereiro de 1709.

Sua capacidade de superar essas tragédias, cuidando de uma família numerosa em meio à pobreza e desastres, demonstrou uma fé inabalável e uma disciplina disciplinada.[6] 

Sua resiliência na ausência do marido

A resiliência de Susanna Wesley (1669-1742) diante da frequente ausência de seu marido, Samuel Wesley, é um dos exemplos mais notáveis de força espiritual, disciplina e liderança feminina na história cristã. Mãe de 19 filhos (dos quais apenas 10 sobreviveram à infância), ela gerenciou o lar, a educação das crianças e a administração da propriedade em Epworth, Inglaterra, muitas vezes sozinha por meses ou até um ano, enfrentando pobreza extrema e isolamento. [7]

Sua resiliência na educação dos filhos e filhas

A resiliência de Susanna Wesley (1669–1742) é um dos pilares mais citados na história da educação cristã, especialmente por sua capacidade de manter uma estrutura educacional e espiritual rigorosa diante de adversidades extremas. Frequentemente chamada de "Mãe do Metodismo", ela educou seus filhos e filhas com uma disciplina que moldou líderes como John e Charles Wesley. [8]

Sua resiliência enfrentando a pobreza

Sim, Susanna Wesley (1669–1742), conhecida como a "mãe do Metodismo" e mãe de John e Charles Wesley, enfrentou pobreza extrema e dificuldades financeiras significativas ao longo de sua vida. Apesar de ter sido criada em um lar confortável, sua vida como esposa de um pastor de paróquia no campo foi marcada por escassez, dívidas e tragédias familiares. [9]

 

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Origem da sua resiliência

 

A resiliência de Susanna Wesley (frequentemente referida em contextos de resiliência cristã e educação), mãe de John e Charles Wesley e conhecida como a "Mãe do Metodismo", teve sua origem em uma fé cristã profunda, uma rotina disciplinada e uma determinação férrea para superar adversidades extremas.[10]

 

 

Susanna Wesley (1669-1742) era a 25ª filha do Dr. Samuel Annesley e Mary White.

Ela gostava de Teologia. Dominava bem francês, latim e o grego. Em 1688, com 19 anos, casou-se com Samuel Wesley, que tinha 26 anos, e tiveram 19 filhos.

Samuel e Susanna “eram descendentes de não-conformistas, seus avós estavam entre os clérigos expulsos em 1662. O pai, Samuel Wesley (1662-1735), preferira o ministério da Igreja estabelecida e fora, desde 1696 até a morte, pároco da igreja campesina de Epworth. Homem de sincera tendência religiosa, no entanto era pouco prático. Escreveu a Vida de Cristo em verso e um comentário ao livro de Jó. A mãe, Suzana Annesley, era mulher de notável fortaleza de caráter, sendo, como seu marido, anglicana devota. Os filhos tinham muito dos pais, mais talvez da força materna. Num lar de dezenove filhos, dos quais oito morreram na infância, a regra era do trabalho duro e de estrita economia.”[11]

Sua força, sabedoria e perseverança nas adversidades vinham da sua formação religiosa, vida de oração, meditação na Palavra, fé inabalável, consagração e disciplina rigorosa.

“Servir e influenciar são duas palavras que marcaram a vida de Susanna Wesley. Sua vida foi marcada por desafios profundos, fé inabalável, sabedoria, disciplina e perseverança em compartilhar seus princípios e valores cristãos”. [12]

 

Sua resiliência gerenciando a casa

 

“As frequentes ausências de seu marido no negócio da igreja deixaram a gerência da casa em suas mãos”

 

Alguns dos pilares da resiliência de Susanna Wesley foram: 

“1. Rotina Disciplinada (Metodismo Doméstico) 

Susanna não apenas cuidava da casa, ela a estruturava com regras rígidas que formaram o caráter de seus filhos, influenciando o futuro movimento metodista de John e Charles Wesley. 

 

  • Rotina Rigorosa: Estabeleceu horários estritos para acordar, comer, estudar e dormir. Os filhos eram colocados na cama às 20h.
  • "Conquistar a Vontade": Sua filosofia baseava-se em subjugar a "obstinação" da criança cedo, para que pudessem aprender a obedecer a Deus.
  • Educação Igualitária: Ensinava seus filhos (meninos e meninas) a ler e escrever, priorizando a educação formal antes de trabalhos domésticos.  

2. O "Avental sobre a Cabeça": Resiliência Espiritual 

Mesmo com uma casa cheia e barulhenta, Susanna encontrava tempo para oração pessoal e meditação, dedicando duas horas diárias a Deus. 

  • O Sinal de Privacidade: Quando precisava de oração, ela colocava seu avental sobre a cabeça. Seus filhos sabiam que, com o avental sobre a cabeça, ela não podia ser interrompida.
  • Cultos Domésticos: Durante as ausências do marido, ela realizava cultos na cozinha que atraíam vizinhos, transformando sua necessidade de oração em um pequeno avivamento comunitário. 

3. Aconselhamento Individual 

Apesar da rotina intensa, ela encontrava tempo para dar atenção individual a cada filho. 


  • Tempo de Qualidade: Ela dedicava uma noite específica por semana para cada filho, aconselhando-os e orando com eles individualmente, o que fortalecia o laço familiar e a educação moral. 

4. Gestão no Meio do Caos (A "Fome" de Aprendizado)

 

  • Educação antes do Trabalho: Ela tinha uma regra: "Nenhuma menina deve ser ensinada a trabalhar [costurar, etc.] antes de saber ler muito bem".
  • Gerenciamento da Pobreza: Com recursos limitados, ela gerenciava a casa, o jardim e a educação, mantendo a calma em situações de grande pressão financeira e pessoal”. [13] 

Susanna Wesley foi a precursora das mulheres pregadoras do metodismo e foi quem inspirou João Wesley para a abertura da pregação às mulheres e apoiou a pregação ao ar livre para os leigos. “Ela praticava o que pregava a seus filhos”.[14]

Apesar de toda responsabilidade em casa, Susanna reservava duas horas por dia para ter comunhão com Deus e tempo em Sua Palavra, e ela aderiu a essa agenda fielmente.

Seus pais Dr. Samuel Annesley e Mary White eram dissidentes da Igreja Anglicana. Aos 13 anos, Susanna deixou a Igreja de seu pai e foi para a Igreja Anglicana.

“As frequentes ausências de seu marido no negócio da igreja deixaram a gerência da casa em suas mãos. Através dela, ela permaneceu uma cristã firme que ensinava não somente através das Escrituras, mas através de seu próprio exemplo de confiança diária em Deus. Uma vez ela escreveu: ‘Precisamos conhecer Deus por experiência, a menos que o coração perceba e o conheça como sendo o bem supremo, a sua única felicidade, a menos que a alma sinta e reconheça que não pode ter repouso, paz, alegria, Amar e ser amado por Ele”.[15]

Samuel nunca “foi um homem prático, não conseguia viver dentro do orçamento de sua família e, se não fosse pela gerência de sua mulher, com frequência não teriam tido alimento.”[16]

Mesmo quando Samuel Wesley esteve preso, a oração e o estudo da Palavra eram prioridades em sua vida.

Em carta escrita a seu esposo, em 6 de fevereiro de 1711, Susanna comenta sobre sua função e responsabilidade:

“Como sou mulher, assim também sou dona de numerosa família; e ainda que a maior responsabilidade, pelas almas deste lar, cai sobre você, contudo, na sua ausência não deixo de considerar cada alma que você deixa aqui sob meu cuidado, como um talento entregue a mim, pelo grande Senhor de todas as famílias, tanto no céu como na terra; e se eu for infiel a Deus ou a você, pela negligência de melhorar estes talentos, como posso eu responder a Ele, quando Ele exigir contas da minha mordomia?”[17]

Passava uma hora por dia com cada uma das crianças na semana. Ela começava a ensinar o alfabeto aos filhos no dia do aniversário de cinco anos.

A falta de diversos ensinamentos espirituais na Igreja levou Susanna a reunir seus filhos e filhas na tarde de domingo para cultos.

“Eles cantavam um salmo e então Susanna lia um sermão do arquivo do sermão de seu marido ou do pai seguido de outro salmo. A população local começou a perguntar se eles poderiam participar. Em um ponto, havia mais de duzentas pessoas que iriam assistir ao serviço da tarde de domingo de Susanna, enquanto o serviço da manhã de domingo diminuiu para quase nada”.[18]

Susanna escreveu várias peças que seriam fundamentais na educação dos seus filhos. Ela disse: (...) “Insisto na conquista da vontade dos filhos, pois este é o único fundamento forte e racional de uma educação religiosa, quando isso é feito, então uma criança é capaz de ser governada pela razão e pela piedade”.[19]

Certa vez, Samuel Wesley perguntou exasperado a Suzanna Wesley: “Por que você se assenta aí ensinando a mesma lição pela 20ª vez a essa criança medíocre?’, ela respondeu calmamente: ‘Se tivesse me satisfeito em mencionar esse assunto somente 19 vezes, todo o esforço teria sido em vão. Foi a 20ª vez que coroou todo o trabalho”.[20]

Ela começava a ensinar o alfabeto aos filhos no dia do aniversário de cinco anos.

Ela se preocupava com a felicidade de seus filhos. Mantinha um horário rigoroso em seu lar, era disciplinada e metódica. Ela sempre recompensava a obediência.[21]

 

Seu resiliência enfrentado a perda de 9 filhos na infância

 

Susanna Wesley, conhecida como a "mãe do metodismo", teve 19 filhos com seu marido Samuel, dos quais nove morreram ainda bebês ou na infância, incluindo dois pares de gêmeos. A maioria das mortes ocorreu cedo, e apenas oito dos dezenove filhos chegaram à idade adulta.[22]

 

Sofreu a dor da perda. Nove de seus filhos morreram ainda bebes. “Seus gêmeos morreram, assim como sua primeira filha, Susanna. Entre 1697 e 1701, cinco de seus bebês morreram (...). Alguns de seus filhos tiveram varíola”.[23]

Dentre os filhos que Susanna perdeu ainda bebes ou na infância, estão:

  • Gêmeos: Entre os falecidos, quatro eram gêmeos.
  • Acidente: Uma empregada doméstica sufocou acidentalmente um dos filhos.

 Além das outras dificuldades na criação das crianças,             uma filha ficou deformada para sempre por descuido da empregada. Um dos seus filhos só aprendeu a falar aos seis anos de idade.

“Apesar de perder quase metade dos filhos, Susanna é reconhecida pela sua resiliência, oração disciplinada e por moldar o caráter dos filhos sobreviventes que impactaram o cristianismo”. [24]

 

Sua resiliência enfrentando dois incêndios na casa pastoral

 

A resiliência de Susanna Wesley (1669–1742), frequentemente chamada de "Mãe do Metodismo", foi testada ao extremo ao enfrentar dois incêndios devastadores na casa pastoral (rectory) de Epworth, na Inglaterra, em 1702 e, mais notavelmente, em 9 de fevereiro de 1709.

Sua capacidade de superar essas tragédias, cuidando de uma família numerosa em meio à pobreza e desastres, demonstrou uma fé inabalável e uma disciplina disciplinada.[25] 

 

Sua casa foi queimada também duas vezes. Em uma delas, quase João Wesley morreu. Susanna passou a dar maior atenção ao seu filho João, pois entendeu que Deus tinha algo especial para o menino.

Quando era pequeno, aos cinco anos de idade, Wesley foi salvo de um incêndio, em 9 de fevereiro de 1709, e ficou conhecido como "tição tirado do fogo.”[26] 

Após o segundo incêndio, A Igreja decidiu construir uma casa de tijolos vermelhos onde nem o vento e nem o fogo poderiam destruir. Susanna foi obrigada a colocar seus filhos e filhas em casas diferentes por logo período até a casa ser construída.

Quando as crianças voltaram para Susanna Wesley, ela percebeu que elas haviam adquirido hábitos nada agradáveis, que era teve quer corrigir.

Os estudiosos entendem que os incêndios foram criminosos provavelmente colocados por membros da igreja que não estavam gostando do ministério de Samuel Wesley.

Foi difícil recomeçar após perder parte dos móveis e utensílios da casa, mas Susanna conseguiu.

 

 

Sua resiliência na ausência do marido

 

A resiliência de Susanna Wesley (1669-1742) diante da frequente ausência de seu marido, Samuel Wesley, é um dos exemplos mais notáveis de força espiritual, disciplina e liderança feminina na história cristã. Mãe de 19 filhos (dos quais apenas 10 sobreviveram à infância), ela gerenciou o lar, a educação das crianças e a administração da propriedade em Epworth, Inglaterra, muitas vezes sozinha por meses ou até um ano, enfrentando pobreza extrema e isolamento. [27]

 

Susanna tinha uma posição política bem definida. Era da oposição e uma “jacobita inveterada, considerava o Príncipe de Orange um usurpador.[28]

“O termo jacobitismo refere-se a um movimento político ocorrido nos séculos XVII e XVIII que visava uma restauração monárquica da Casa Stuart nos reinos de Inglaterra e Escócia. A nomenclatura é uma derivação de “Iocubus”, versão latina do nome do rei James II, deposto pela Revolução Gloriosa em 1688”.[29]

O rei James Stuart fugiu para a França na esperança de voltar ao poder na Inglaterra ocupado pelo Príncipe Guilherme de Orange. Seus partidários passaram a ser chamados de “jabobitas”.

Wesley foi fiel ao Rei.  Na tentativa de restauração da dinastia Stuart,[30] houve um episódio envolvendo  os irmãos Wesley. Rumores indicavam uma ligação deles com o pretendente à coroa, o Príncipe Charles, o Belo, que estava na França.  Eram suspeitos de serem Jacobitas, partidários de Stuart. E isso significava ser perseguido e agredido violentamente por parte do povo.[31]

O fato de Susanna Wesley ser uma jacobita provavelmente levaram às pessoas a considerarem Wesley também como partidário dos Stuarts: “Susanna, cujas simpatias sempre se voltaram para os Stuarts, suplantados por Guilherme e sua rainha em 1688, era uma jacobita confirmada. Para ela, o príncipe de Orange era um usurpador da coroa.” [32]

Isso trouxe dificuldades no seu relacionamento com seu marido Samuel Wesley. Eles se separaram por um bom tempo. “A separação se deu a que Susanna se negou a dizer ‘Amem’ quando Samuel orava por seu rei: Guilherme de Orange.”[33]

“Mais tarde, em seu escritório, Samuel repreendeu-a severamente, porém, ela sustentou sua posição.

- Se for esse o caso – clamou ele – devemos separar-nos. Se tivermos dois reis, precisaremos ter duas camas!”[34]

E Samuel saiu em seu cavalo prometendo não mais voltar, se ela não mudasse sua opinião. E Susanna não mudou.

“Samuel partiu para Londres como fiscal da Convocação por um ano. Ele voltou em 1702, quando a Rainha Anne, a quem ambos reconheciam como a soberana legítima, subiu ao trono”.[35]

Seu marido Samuel foi preso por causa de dívida e ela teve que manter sozinha sua casa por um período. Naquele tempo, enquanto não pagasse a dívida, a pessoa permanecia presa.

A falta de dinheiro dificultava a vida de Susanna. Quando Samuel voltou da prisão, Susanna o recebeu com toda alegria.

 

Sua resiliência na educação dos filhos e filhas

 

A resiliência de Susanna Wesley (1669–1742) é um dos pilares mais citados na história da educação cristã, especialmente por sua capacidade de manter uma estrutura educacional e espiritual rigorosa diante de adversidades extremas. Frequentemente chamada de "Mãe do Metodismo", ela educou seus filhos e filhas com uma disciplina que moldou líderes como John e Charles Wesley. [36]

 

Susanna Wesley é citada por alguns historiadores como a "mãe do Metodismo",[37] pois através dos seus métodos disciplinou os seus filhos e filhas e sua atuação junto à Wesley foi determinante em sua vida espiritual.

Susanna marcou profundamente a vida de seus filhos. Ela tinha consciência de sua responsabilidade. Muitas vezes, teve que tomar decisão sozinha pela ausência de seu esposo, Samuel Wesley.

Wesley um dia solicitou a sua mãe que lhe escrevesse sobre as principais regras que ela usou na educação familiar. Susanna lhe respondeu, em 24 de julho de 1732, dizendo que ele poderia dispor das regras, se as julgasse proveitosas.[38]

Dentre as diversas regras utilizadas por Susanna Wesley com os filhos e filhas, estão:

“As crianças tinham de conformar-se a certo método de viver, em certas coisas compreensíveis, desde o nascimento; tais como, vestir, despir, mudança de fralda, etc.”[39]

“Quando chegavam à idade de um ano (e algumas antes dito), eram ensinadas a temer a vara, e a chorar brandamente.”[40]

“Uma vez crescidas e mais fortes, eram limitadas a três refeições do dia.”[41]

“Às dezoito horas, logo que terminasse o culto doméstico, jantavam; às dezenove horas a empregada dava banho nelas; e, começando com a mais nova, ela mudava a roupa delas e preparava todas para a cama às vinte horas.”[42]

“As crianças do nosso lar, logo que podiam falar, era ensinado o ´Pai Nosso´, que tinham de repetir na hora de deitar e levantar.”[43]

“Muito cedo na sua vida, meus filhos aprenderam distinguir entre o domingo e os outros dias da  semana.”[44]

“Logo aprenderam que não seriam atendidas se gritassem por alguma coisa, e tinham que falar com delicadeza quando pediam alguma coisa.”[45]

“Não se ensinava a ler antes dos cinco anos de idade, mas a Kezzy, por exceção se tentou mais cedo.”[46]

A educação era rígida.

“Sair do lugar, ou sair da sala não lhes era permitido, sem boa razão; correr no jardim ou na rua, sem permissão, era considerado falta grave.”[47]

Até os quatro anos de idade, Wesley conviveu apenas com umas quatro ou cinco irmãs, pois somente depois nasceria Carlos Wesley.[48]

Quando era pequeno, aos cinco anos de idade, Wesley foi salvo de um incêndio, em 9 de fevereiro de 1709, e ficou conhecido como "tição tirado do fogo.”[49] 

Quando tinha nove anos de idade, Wesley teve varíola. Ele suportou os sofrimentos com paciência, o que levou sua mãe a escrever ao marido, que estava em Londres, e dizer: “João tem aguentado sua enfermidade como um homem e um verdadeiro cristão, sem proferir uma única queixa.”[50]

Samuel e Susanna Wesley enviaram seus filhos para receberem uma educação mais formal em escolas excelentes. Samuel e Carlos foram para Westminster e João Wesley para Charterhouse.

Com dificuldades e dedicação, Wesley conseguiu terminar seus estudos e se formar. “Em março de 1726, John Wesley recebeu altas honrarias na Universidade de Oxford, sendo eleito professor da Faculdade Lincoln.”[51]

João Wesley esteve ao lado de sua mãe no final de sua vida.

“Enquanto pregava em Bristol num domingo de julho de 1742, John foi avisado que sua mãe estava enferma e retornou às pressas. Na sexta-feira seguinte, ela despertou do sono para clamar: Meu querido Salvador, tu estás vindo socorrer-me nos meus últimos momentos de vida?’ Mais tarde naquele dia, enquanto seus filhos estavam ao redor de seu leito, ela disse: ‘Filhos, tão logo eu tenha sido transferida, cantem um salmo de louvor a Deus”.[52]

 

Sua resiliência enfrentando a pobreza

 

Sim, Susanna Wesley (1669–1742), conhecida como a "mãe do Metodismo" e mãe de John e Charles Wesley, enfrentou pobreza extrema e dificuldades financeiras significativas ao longo de sua vida. Apesar de ter sido criada em um lar confortável, sua vida como esposa de um pastor de paróquia no campo foi marcada por escassez, dívidas e tragédias familiares. [53]

 

“Após seu casamento com Samuel Wesley, um ministro, em 1688, ela percebeu que a pobreza e a dívida faziam parte da vida paroquial. Seu marido escrevia poesias e precisava pedir ajuda a outros para se sustentar financeiramente”. [54] 

A vida de Wesley e seus irmãos e irmãs não foi fácil. A questão financeira foi algo real e difícil. “Mais de uma vez, a pobreza instalou-se tal qual uma hóspede importuna naquele lar. Seu pai morreu endividado, a despeito dos prodígios econômicos realizados por sua digna esposa. A morte visitou aquela família com frequência, deixando lembranças dolorosas. A casa pastoral foi atingida duas vezes por um incêndio criminoso”.[55]

Era comum a pobreza se instalar e ser uma hóspede inoportuna no lar. Samuel morreu endividado, a despeito dos prodígios econômicos realizados por Susanna.[56]

“O relacionamento volátil deles não era segredo para os filhos, que escreviam muito (quando se tornaram adultos) sobre as brigas que presenciaram. A mente forte de Susanna e a liberdade de expressão e não conformidade sob a qual cresceu causaram muita fricção em seu casamento”. [57]

Mas Samuel amava Susanna. Em um de seus poemas, ele escreveu sobre ela: "Ela abençoou meu humilde teto e abençoou minha vida, abençoe-me com um nome muito maior que esposa." No entanto, o casamento não foi completamente isento de complicações. Samuel era um mau gestor financeiro, o que levava a família a enfrentar constantemente problemas financeiros – não importando o que ele sustentava com a igreja. Ele chegou a enfrentar prisão por sua dívida em 1705, o que trouxe vergonha à sua família. Esse período difícil para Susanna foi humilhante. Com uma família para cuidar e um marido preso, ela escreveu ao arcebispo pedindo ajuda. Ela também enviou seus anéis para o marido na prisão para que ele pudesse receber melhor comida e tratamento. Samuel imediatamente os devolveu. Ele foi libertado da prisão três meses depois, quando seus amigos e familiares juntaram dinheiro suficiente”. [58]

Susanna admite que seu marido não era um homem sábio de negócios, “amplas evidências foram facilmente convincentes, mas acrescenta:

E se eu não soubesse que a Sabedoria onipotente tem visões e fins em fixar os limites de nossa habitação que estão fora de nosso alcance, eu pensaria que seria uma pena que um homem com seu brilho e raros dotes de erudição e conhecimento útil em relação a a igreja de Deus deveria ser confinada a um canto obscuro do país, onde seus talentos estão enterrados e ele está determinado a um modo de vida para o qual não está tão qualificado quanto eu poderia desejar.

Ela admite a falta de perspicácia empresarial dele – o que causou sofrimento à família – mas continua a admirar e respeitar seu aprendizado e espiritualidade, que é para ela uma realidade mais importante”. [59]

“Após a morte de seu marido, ela teve que vender móveis para pagar as dívidas remanescentes, vivendo com seus filhos em seus anos finais. Ela é lembrada não apenas pela sua fé inabalável, mas por sua resiliência em meio a condições de vida extremamente difíceis”. [60]

Susanna não aceitava que a pobreza tivesse vindo por um decreto de Deus. “No final da primavera de 1725, Susanna Wesley (1669–1742) escreveu uma carta para seu segundo filho mais velho, John, a quem ela chamava de Jacky. Depois de observar algumas frustrações específicas vividas por seu irmão Charles em uma viagem recente, frustrações que envolveram sua irmã Hester, Susanna volta-se para reflexões mais teológicas. João, ao que parece, incluiu algumas citações de Thomas Kempis numa carta anterior, e Susanna partilhou a sua opinião de que à Kempis estava “extremamente errado” ao sugerir que Deus “por um decreto irreversível determinou que qualquer homem fosse miserável neste mundo. ” Ela continua escrevendo: “Nosso bendito Senhor, que veio do céu para nos salvar de nossos pecados. . . não pretendia, ao ordenar-nos que 'tomassemos a cruz', que devêssemos dizer adeus a toda alegria e satisfação [indefinidamente], mas ele abre e estende nossos pontos de vista além do tempo, até a eternidade. Ele nos orienta a colocar nossa alegria para que seja durável como o nosso ser; não para gratificar, mas para reprimir nossos apetites sensuais; não em obedecer, mas em corrigir nossas paixões irregulares, submetendo todo apetite do corpo e poder da alma às suas leis, [se o seguirmos para o céu].” Devemos tomar a nossa cruz, escreve ela a João, em contraste com a “nossa animalidade corrupta”, a fim de lutar sob “a sua bandeira contra a carne”. Esta luta não é vazia, porque “quando pela graça divina somos tão vencedores que nunca ofendemos voluntariamente, mas ainda assim prosseguimos em busca de graus mais elevados de perfeição cristã. . . experimentaremos então a verdade da afirmação de Salomão: 'Os caminhos da virtude são caminhos agradáveis, e todos os seus caminhos são paz.'”[61]

Susanna não acreditava que Deus nos conduz para a miséria.

“A miséria é vista como miséria para Susanna, que reconhece como pode ser usada por Deus, mas não é em si o lugar para onde Deus nos conduz. “Podemos e devemos nos alegrar porque Deus nos garantiu que nunca nos deixará ou nos abandonará; mas se continuarmos fiéis a ele, ele cuidará de nos conduzir com segurança através de todas as mudanças e oportunidades desta vida mortal para aquelas regiões abençoadas de alegria e imortalidade onde a tristeza e o pecado nunca poderão entrar!”. [62]

 

 



[1] Visão geral criada por IA do Google

[2] Visão geral criada por IA do Google

[3] https://www.ultimato.com.br/conteudo/a-devocao-de-susanna-wesley

[4] Visão geral criada por IA do Google

[5] Visão geral criada por IA do Google

[6] Visão geral criada por IA do Google

[7] Visão geral criada por IA do Google

[8] Visão geral criada por IA do Google

[9] Visão geral criada por IA do Google

[10] Visão geral criada por IA do Google

[11]https://pt.scribd.com/document/416974780/08-Historia-II-Walker-O-Reavivamento-Evangelico-Na-Gra-Bretanha#

[12]https://ufadville.com.br/artigo/suzanna-wesley-uma-serva-influenciadora/

[13] Visão geral criada por IA do Google

[14] https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/susanna-wesley/

[15]https://www.christianity.com/church/church-history/timeline/1701-1800/susanna-wesley-christian-mother-11630240.html

[16] https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/susanna-wesley/

[17] WESLEY, João. Trechos do Diário de João Wesley. São Paulo: Imprensa Metodista, 1965, p.222.

[18] https://en.wikipedia.org/wiki/Susanna_Wesley

[19] https://pt.scribd.com/document/110645339/Criacao-de-Filhos- A#

[20] https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/susanna-wesley/

[21] Idem.

[22] Visão geral criada por IA do Google

[23] https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/susanna-wesley/

[24] Visão geral criada por IA do Google

[25] Visão geral criada por IA do Google

[26] LILIÈVRE, Mateo. João Wesley – Sua vida e obra. São Paulo: Editora Vida, 1997, p.28.

[27] Visão geral criada por IA do Google

[28]Pastor Carlos Vargas Valdez. Los Descubrimientos de Suzana Wesley. https://www.devocionalescristianos.org/2006/06/los-descubrimientos-de-susana-wesley-biblia.html

[29] https://www.infoescola.com/historia/jacobitismo/

[30] Segundo Heitzenhater, “a restauração da monarquia sob Charles II (convidado a voltar para o trono pelo próprio Parlamento) significava o restabelecimento também da Igreja. A monarquia dos Stuart, considerando-se autorizada por ‘direito divino’, seguiu o ritual tradicional de auto autorização através de uma série de atos do Parlamento (..) (HEITZENHATER, Richard P., Wesley e o Povo Chamado Metodista, Editeo-Pastoral Bennett, 1996.p.13). Charles I havia sido executado “diante de uma multidão ávida por vingança, Charles foi ao encontro da morte com tal graça e dignidade que, dez anos depois, após uma década sem monarquia e sem uma Igreja estabelecida, mesmo as forças revolucionárias que formavam o Parlamento reconheceram que a Inglaterra estaria melhor com a antiga forma de governo do que nas condições precárias, tanto políticas, como religiosas, que Oliver Cromwell havia tentado dirigir (..) (Ibidem, p.13). “A execução de Charles I, em 1649, chamada, nos livros de orações posteriores de ‘o Martírio do abençoado Rei Charles o Primeiro’, cuja dignidade e conduta real naquela ocasião ajudou, mais tarde, a reforçar a perspectiva de direito divino dos defensores dos Stuart” (HEITZENHATER, Richard P., Wesley e o Povo Chamado Metodista, Editeo-Pastoral Bennett, 1996, p.14).

[31] JOY, James Richard. O Despertamento Religioso de João Wesley. Setor de Publicações da Pastoral Bennett,  Instituto Metodista Bennett, 1996, p.95.

[33]Pastor Carlos Vargas Valdez. Op.cit.

[34] WILLIAMSON, Glen. Susanna. Miami, EUA: Editora Vida, 1988, p.144.

[35]https://www.christianity.com/church/church-history/timeline/1701-1800/susanna-wesley-christian-mother-11630240.html

[36] Visão geral criada por IA do Google

[37] REILY, Duncan Alexander. Metodismo brasileiro e wesleyano, Ibidem, p.49.

[38] WESLEY, João. Trechos do Diário de João Wesley, Ibidem, p.225.

[39] Ibidem.

[40] Ibidem, p.226.

[41] Ibidem.

[42] Ibidem, p.227.

[43] Ibidem, p.229.

[44] Ibidem.

[45] Ibidem.       

[46] Ibidem, p.230.

[47] Ibidem, p.231.

[48] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p.26.

[49] LILIÈVRE, Mateo. João Wesley – Sua vida e obra. São Paulo: Editora Vida, 1997, p.28.

[50] Ibidem, p.29.

[51] WILLIAMSON, Glen. Susanna. Miami, EUA: Editora Vida, 1988, p.182.

[52] https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/susanna-wesley/

[53] Visão geral criada por IA do Google

[54] https://melissaspoelstra.com//2024/02/susanna-wesley/

[55] Ibidem, p.27.

[56] Ibidem, p.27.

[57] https://melissaspoelstra.com//2024/02/susanna-wesley/

[58] https://melissaspoelstra.com//2024/02/susanna-wesley/

[59] https://www.cbeinternational.org/pt/recurso/Susanna-Wesley%2C-uma-mãe-para-seus-filhos/

[60] Visão geral criada por IA do Google

[61]https://www.cbeinternational.org/pt/ recurso/Susanna-Wesley%2C-uma-mãe-para-seus-filhos/

[62]https://www.cbeinternational.org/pt/ recurso/Susanna-Wesley%2C-uma-mãe-para-seus-filhos/

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