Coletânea das
Doutrinas de Wesley
===============================
Copyright © 2026, Odilon Massolar Chaves Todos os direitos reservados ao autor.
É permitido ler, copiar e compartilhar
gratuitamente.
Art. 184 do Código Penal e Lei 96710 de 19 de
fevereiro de 1998.
Livros publicados na Biblioteca Digital Wesleyana:
766
Livros publicados pelo autor: 810
Endereço: https://bibliotecawesleyana.blogspot.com
Capa: John Wesley - Facebook José
Viladecans
Toda
gloria a Deus!
Odilon Massolar Chaves é pastor metodista
aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São
Paulo.
Filho do rev.
Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.
É casado com RoseMary.
Tem duas filhas: Liliana e Luciana.
Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na
Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos
dias.
Teologia.
===============================
Índice
·
Introdução
·
A graça de Deus
·
A graça preveniente
·
A justificação pela fé
·
O novo nascimento
·
A perfeição cristã
·
O livre arbítrio
·
A Trindade
·
O Espírito Santo e a atualidade dos Dons
·
A Bíblia como autoridade suprema
·
Os sacramentos da Igreja
·
Os 25 artigos de religião
·
A volta de Jesus
===============================
Introdução
“Coletânea das Doutrinas de
Wesley” é um livro de 331 páginas contendo 12 estudos sobre as principais
doutrinas ensinadas por João Wesley.
“As principais doutrinas de
John Wesley (1703–1791) fundamentam o metodismo e o arminianismo,
enfatizando a graça de Deus disponível a todos, a necessidade de santidade
pessoal e social, e a experiência de salvação. Seus pilares teológicos incluem
a graça preveniente (que capacita o livre-arbítrio), a
justificação pela fé, a garantia da salvação pelo Espírito Santo e a perfeição
cristã”.
Uma coletânea essencial para
os wesleyanos e para todos que têm desejo de praticar as doutrinas bíblicas.
Com essas doutrinas Wesley foi
instrumento de Deus para transformar a Inglaterra, no século XVIII.
Bom proveito nos estudos!
O Autor
===============================
============================================================
A Graça
de Deus
===============================
Índice
· Introdução
· A graça
· A graça em Wesley e Paulo
· Amor, o fundamento da graça de
Deus
· A trindade na concessão da graça
· A analogia da graça
· Crescendo em graça
===============================
Introdução
“Para John Wesley, a graça de Deus é o
favor imerecido e ativo que permeia toda a existência humana, buscando
restaurar a imagem divina no homem e santificá-lo. Ela é entendida como um processo contínuo que inclui a
graça preveniente (universal e atraente), justificadora (perdão) e
santificadora (transformação de coração e vida)”.[1]
A palavra graça tem raiz na palavra grega: CHARIS,
a qual tem por significado: amor incondicional, dom gratuito, favor concedido a
alguém, generosidade incondicional
Wesley definiu a graça como a
"generosidade ou favor de Deus: seu favor gratuito e imerecido, ... o
homem não tendo direito à menor das suas misericórdias.
“A graça de Deus é livre em todos
e livre para todos”, disse João Wesley.
Foi a graça livre que 'formou o homem do pó da
terra e soprou em ele uma alma vivente.
Graça é a presença de Deus para criar, curar,
perdoar, reconciliar e transformar os corações humanos, comunidades e toda a
criação. Onde quer que Deus esteja presente, há graça!
===============================
A graça
Graça
pode ter, pelo menos, dois sentidos na Bíblia. Primeiro, a ação de graças
significa agradecimento.
Paulo
diz: “Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus
para vocês em Cristo Jesus” (1Ts 5.18).
Um hino conhecido é
“Graças dou”, que no primeiro verso diz:
Graças dou por esta vida:
Pelo bem que revelou
Graças dou pelo futuro,
E por tudo que passou
Pelas bênçãos derramadas,
Pela dor, pela aflição
Pela graça revelada!
Graças dou pelo perdão.
O segundo
significado de graça é em relação à salvação.
Paulo
disse aos efésios: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não
vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que
ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus
para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef
2.8-10).
Essa
palavra graça tem raiz na palavra grega: CHARIS, a qual tem por significado:
Amor incondicional, Dom gratuito, Favor concedido a alguém, Generosidade
incondicional.[2]
A
história de John Newton (1725 -1807) revela bem o sentido de graça.
John
Newton era uma traficante de escravos, mas se converteu e se tornou um defensor
da libertação. Ele se tornou um pastor anglicano e escreveu “Amazing grace”,
que nos primeiros versos retrata bem o que é a graça de Deus:
Graça sublime
Maravilhosa graça, quão doce é o som
Que salvou um miserável como eu
Eu estive perdido, mas agora fui encontrado
Era cego, mas agora eu vejo
Foi a graça que ensinou meu coração a temer
E a graça meus medos aliviou
Quão preciosa foi a aparição da graça
Na hora em que eu acreditei
Coro
Minhas correntes se foram,
Eu fui liberto
Meu Deus, meu Salvador, me resgatou
E como num dilúvio,
Sua misericórdia chove
Amor sem fim[3]
Graça incrível.
Aqui está o reconhecimento de que não merecemos nada, pois somos
pecadores, mas o grande amor de Deus nos alcança e nos restaura.
Na atualidade, Paulo Cesar Baruk escreveu na canção “Sobre a
graça”:
Não
importa o que eu faça
Não importa o que eu diga
Seu amor por mim não falha
Sua graça é maior que a vida
Pela
graça eu salvo sou, pela graça me libertou
Eu jamais fui merecedor
Mas pela graça, pela graça.[4]
A história
do Filho Pródigo ou Filho Perdido, em Lucas 15.11-32, retrata bem o que é a
graça de Deus.
Um filho
que deixa o lar e se perde no mundão, mas arrependido volta para a casa do Pai,
que o receber com alegria e realiza uma festa para ele.
O pai
disse ao seu irmão: “Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos, porque este
seu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado” (Lucas 15.32).
No
passado, diversos hinos e corinhos expressaram o que é a graça, como o hino
“Maravilhosa graça”.
Outro
corinho é “A graça de Jesus”, que diz:
A Graça
de Jesus
A graça
de Jesus
Jamais me faltará
Jamais me faltará
Jamais me faltará
Eu canto
noite e dia
Dia e noite sem parar
Com muita alegria
Sem nunca me cansar
A graça
de Jesus
Jamais me faltará
Jamais me faltará
Jamais me faltará
No
coração
Mas a
graça precisa ser bem entendida para podermos desfrutarmos melhor dessa
maravilha de Deus.
A graça em Wesley e Paulo
Wesley: A
generosidade ou favor de Deus: seu favor gratuito e imerecido
John
Wesley definiu a graça como a "generosidade ou favor de
Deus: seu favor gratuito e imerecido, ... o homem não tendo direito à menor das
suas misericórdias.
Foi a
graça livre que 'formou o homem do pó da terra e soprou em ele uma alma vivente
', e estampou naquela alma a imagem de Deus, e' pôs todas as coisas debaixo de
seus pés '. ... Pois não há nada que sejamos, ou tenhamos, ou façamos, que
possa merecer a mínima coisa das mãos de Deus." [5]
Graça é a
presença de Deus para criar, curar, perdoar, reconciliar e transformar os
corações humanos, comunidades e toda a criação. Onde quer que Deus esteja
presente, há graça![6]
A
salvação não é pelo esforço humano.
A graça
na teologia de Paulo
Um
exemplo bíblico clássico de querer a salvação pelo próprio esforço foi a
situação que os gálatas viviam. “Os gálatas estavam decaídos na carne devido a
busca da salvação pelos próprios méritos na lei (Gl 3.3). Paulo enfatiza que a
salvação é pela fé (Gl 2.16), não se comportar para ser salvo. A lei mostra o
pecado e quando o ser humano olha constata que está morto, a letra (leis
mosaicas) mata, mas o espírito (graça) vivifica (2 Cor 3.6)”.[7]
Não
depende de nossos esforços.
“A graça
na teologia de Paulo está na justiça de Deus revelada à humanidade em Cristo
que justifica aqueles que creem.
A graça é
um favor imerecido. O plano da Graça de Deus se consuma em Jesus Cristo através
da morte e ressurreição.
Em
Cristo, Deus realiza o processo da justificação para justificar a humanidade
pela sua justiça”.[8]
Amor, o
fundamento da graça de Deus, o tesouro celestial
João Wesley disse: “Logo que
cremos, amamos a Deus...”; “nós o amamos porque Ele nos amou
primeiro”.[9]
Esse amor é apenas o início,
pois há uma medida maior do amor de Deus para recebermos.
O amor de Deus derramado em
nossos corações, segundo Romanos 5.5, “é um dom transformador - produz amor por
Deus e pelos outros”.[10]
“Wesley descreve o amor de
Deus derramado em nossos corações como um tesouro celestial em um vaso de
barro. ‘Esse tesouro produz nossa felicidade duradoura.”[11]
Um presente transformador
Para Wesley, Romanos 5:5
revela o amor de Deus como um presente transformador: “É o dom de experimentar
o amor de Deus por si mesmo. Esse dom é recebido pela fé como evidência da
relação filial justificada de alguém com Deus. Este presente é a fonte de
nosso amor por Deus e pelos outros, quando respondemos ao amor de Deus com
gratidão. [12]
A graça deve ser buscada
Mas não podemos ficar de
braços cruzados esperando um milagre vir dos céus.
Quem quer receber a graça
deve buscá-la pela oração, dizia Wesley, apontando a referência onde Jesus
ensinou tal coisa, em Mt 7.7-8 e Mt 13.46. Ele insiste que Jesus ensinou a
pedir a presença do Espírito em oração [Lc 11.13].
Wesley também lembra que a
oração pode pedir a sabedoria divina (Tg 4.2) e acrescenta: “Mas peça com fé,
do contrário, não pense que você receberá qualquer coisa do Senhor.[13]
A
Trindade na concessão da graça
Wesley
afirmou que a “A graça de Deus é livre em todos e livre
para todos”.[14]
Para
Wesley, a graça não é irresistível. Para ele, Deus deixa ao ser humano a
possibilidade de aceitar ou rejeitar a graça.[15]
Segundo
João Wesley, o que o ser humano fizer para a sua salvação não é a causa, mas
sim o efeito da graça de Deus,
A ação da
graça de Deus não força, mas assiste e capacita o ser humano.
“A graça
de Deus precede a todo conhecimento e decisão humana. Esta é a base da mensagem
paulina da graça.”[16]
A
influência da graça preveniente é o primeiro passo na vida do homem no caminho
para a salvação. A graça salvadora precede a todo esforço e a toda ação humana.[17]
Paulo
disse aos filipenses: “Sendo assim, meus amados, como sempre obedecestes, não
somente na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, colocai em
prática a vossa salvação com reverência e temor a Deus, pois é Deus quem produz
em vós tanto o querer como o realizar, de acordo com sua boa vontade. Fazei
tudo sem murmurações nem contendas” (Fp 2.13-14).
A ação da
Trindade na concessão da graça
- A graça
preveniente corresponde a ação de Deus como Criador;
- A graça
justificante, à ação redentora de Jesus Cristo;
- A graça
santificante, à ação do Espírito Santo.[18]
Os meios
de graça
Para
Wesley, os meios de graça são oferecidos como auxílios divinos para a diagnose
e para a cura total.
Nele, as
pessoas podem encontrar diretrizes e são despertados como auxílios divinos:
- “A
pregação que fala no coração; leituras da Bíblia e de livros que os levam a
entende-la; tentativas iniciais de orar por próprio impulso e a comunhão com
homens que ensinam, pelos seus exemplos, como abrir seu próprio coração a Deus
em oração; participação na santa ceia – tudo são passos que levam os homens a
encontrar o caminho para Deus”.[19]
Os meios
de graça também nos ajudam no nosso crescimento espiritual.
Sem a
graça de Deus não somos nada!
A
analogia da casa para entender a graça
Três
expressões de graça
Wesley
descreve três movimentos ou expressões de graça de Deus:[20]
Graça Preventiva: O amor que vem antes
Uma
dinâmica ou expressão da graça de Deus é preveniência ou "prevenção"
da graça.
A graça
preveniente inclui,
de acordo com Wesley, "tudo o que é operado na alma pelo que é apresentado
denominado 'consciência natural', ... todos os 'desenhos' do 'Pai', 'os desejos
após Deus, ... que 'luz' com a qual o Filho de Deus
'ilumina a todos os que fornecemos ao mundo,' mostrando a cada homem 'que faça
justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com seu Deus'; todas as
convicções que seu Espírito de vez em quando opera em cada filho do homem.[21]
Todos que
nascem recebem uma dose de fé para poderem buscar a ajuda e também para poderem
responder à graça de Deus.
Alguns
canalizam a fé para deuses ou ídolos.
Por isso,
a necessidade de ensinarmos ao ser humano para onde deve canalizar a sua fé,
para Jesus.
Graça
preveniente, a varanda
Wesley
define a graça preveniente como a varanda de uma casa. É onde nos
preparamos para entrar na casa.
A graça
também pode ser comparada a uma viagem.
A vontade
de embarcar na viagem, uma estrada ou uma trilha, o veículo em que se fará uma
viagem e o mapa a ser percorrido são dádivas ou dádivas. A beleza da
paisagem, a mente e os olhos que conceberam a viagem e percebem a sua beleza,
até o explorador que abriu o caminho são dons imerecidos - graça!
Mas, uma
casa é mais do que a varanda! Uma viagem é mais do que o desejo de
viajar! Devemos entrar na casa ou começar a jornada.[22]
Graça Justificadora: As boas vindas, a porta para uma nova existência
A graça preveniente nos prepara para a graça
justificadora. “Justificação”, disse Wesley, “é outra palavra para
perdão. É o perdão de todos os nossos pecados, e ... nossa aceitação por
Deus”.[23]
A graça
justificadora é a certeza do perdão que vem do arrependimento, de se voltar
para o dom gracioso de Deus de uma nova vida. É ser reconciliado e
realinhado com Deus e a aceitação do ato expiatório de Deus em Jesus Cristo.[24]
Wesley
considerou a justificação, ou graça justificadora, como a porta de entrada na
casa da salvação de Deus. Deus nos reconcilia com o próprio Deus, nos adota na
vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, confere sobre nós nossa identidade
como filhos e filhas amados e nos incorpora ao corpo de Cristo, a igreja.[25]
A
descrição de Wesley de sua experiência em Aldersgate Street em 24 de maio de
1738, talvez retrate o significado da graça justificadora:
"Cerca
de quinze para as nove, enquanto ele [o líder] estava descrevendo a mudança que
Deus opera no coração pela fé em Cristo. Senti meu coração estranhamente
aquecido. Senti que confiava em Cristo, somente Cristo para a salvação e uma
certeza foi dada que ele havia tirado meus pecados, até mesmo
os meus, e me salvou da lei do pecado e
da morte. "
Aceitar
nossa identidade é entrar na porta de uma existência totalmente nova. É
uma identidade que nunca podemos conquistar.
Continuando
a analogia da casa, a graça justificadora é a porta e o processo de passar por
ela.
A porta
está aberta com um sinal de boas-vindas. Se a graça é comparada a uma
viagem, chega o momento em que o viajante faz como malas, se junta ao guia e se
dirige ao destino. Isso é graça justificadora, voltando-se para um novo
futuro.[26]
Graça Santificadora: o amor nos
aperfeiçoando.
Os
cômodos da ampla habitação da presença de Deus
A
compreensão de Wesley da graça vai além do perdão e aceitação de nossa
identidade como filhos amados de Deus. O objetivo de Deus para a
humanidade é uma restauração completa da imagem divina e a conformidade de toda
a criação à imagem de Jesus Cristo. Santificação (de sanctus ,
santo) denota o processo pelo qual o crente é feito santo e completo em
resposta à justificação.[27]
Wesley
afirmou que a graça de Deus busca nada menos do que uma nova criação à
semelhança de Jesus Cristo. A graça santificadora é a presença e o poder
dados gratuitamente por Deus para restaurar a plenitude da imagem de Deus na
qual fomos criados. Wesley falou sobre santificação em termos de perfeição
cristã, pelo que ele quer dizer completa "santidade de coração e
vida".[28]
Santificação
é o processo contínuo de ser aperfeiçoado no amor e de remover o desejo de
pecar.
Crescendo
em graça
Apóstolo
Pedro ensinou: “Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, agora e para sempre! Amém” (2Pe
3.18).
Para Wesley, “a graça libera o crente para seguir a vontade do Espírito
e crescer na graça. Tal amadurecimento - indo até a perfeição no amor -
requer que o crente abra sua alma para o derramamento do Espírito de Deus
através das obras de piedade e obras de misericórdia que nos trazem na comunhão
diária com o Espírito para que nosso espírito possa ser conformado com o
espírito de Cristo”.[29]
Graça
envolve dom e resposta. Nossa identidade como filhos e filhas de Deus é um presente de Deus
para nós. Viver no mundo como filhos redimidos de Deus é o nosso presente para
Deus. A graça justificadora nos reconcilia com Deus, nos incorpora ao corpo de
Cristo e nos coloca na jornada em direção à totalidade.[30]
A graça
santificante continuamente nos forma à semelhança de Cristo e derramamento o
amor de Deus em nossos corações, nossas ações e nossos serviços.
Podemos
resistir à presença graciosa de Deus e retroceder
Wesley
afirmou que a graça de Deus está universalmente presente em todos. Embora a
presença e o poder de Deus para criar, perdoar, reconciliar e transformar
universal e persistentemente presentes, podemos resistir
à presença graciosa de Deus.
A
liberdade de dizer "não" ao convite à reconciliação e à transformação
reconhecida. Wesley afirmou que podemos perder nossa capacidade de resposta à
graça e, portanto, "retroceder" ou nos desligar da graça de Deus.
Mesmo
assim, a graça de Deus permanece constante, sempre abençoando, sustentando e
acenando para a integridade e salvação.
Em outras
palavras, palavras crescemos na semelhança de Cristo à medida que abrimos
nossas vidas para a presença e o poder de Deus em ação em nós e no mundo.[31]
Crescer
na graça não pode ser feito com as nossas próprias normas ou forças.
Precisamos
da ação do Espírito Santo em nossa vida. Precisamos viver como Corpo de Cristo.
Paulo
disse aos tessalonicenses: “Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo
menção de vós em nossas orações, lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé,
do trabalho do amor, e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo,
diante de nosso Deus e Pai (1 Tessalonicenses 1.2-3).
Assim
aprendemos também a sempre dar graças pela graça de Deus em nossas vidas.
============================================================
Graça Preveniente
===============================
Índice
· Introdução
· Notas sobre a graça preveniente
· Sua
importância
·
O que é Graça Preveniente?
·
A Trindade age na graça preveniente
·
Não é um termo bíblico e sim teológico
·
A graça preveniente e a cooperação do ser
humano
·
Um processo quádruplo da graça
·
Textos bíblicos sobre a graça preveniente
·
Sua origem
·
Posição da Igreja do Nazareno e Metodista
Unida
·
A graça preveniente no chamado de Saulo
·
A graça preveniente no ato de Jesus
permitir a Zaqueu tomar uma decisão para mudança de vida
·
Graça preveniente nos hinos de Carlos e
João Wesley
=============================
Introdução
Graça preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus
capacita o homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação.
Significa
preceder ou chegar antes. Há uma ação de Deus, Jesus e o Espírito Santo na
graça preveniente.
Tem um
lugar fundamental na teologia de João Wesley porque salvação é algo central na
fé cristã.
A graça preveniente
permite as pessoas exercerem o seu livre-arbítrio dado por Deus, podendo
então, escolher a salvação oferecida por Deus em Jesus Cristo ou rejeitar a oferta
salvífica.
Os
capítulos estão assim divididos: Notas sobre a graça
preveniente; Sua importância; O que é Graça Preveniente; A Trindade age na
graça preveniente; Não é um termo bíblico e sim teológico; A graça preveniente
e a cooperação do ser humano; Um processo quádruplo da graça; Textos bíblicos sobre
a graça preveniente; Sua origem; Posição da Igreja do Nazareno e Metodista
Unida; A graça preveniente no chamado de Saulo; A graça preveniente no ato de
Jesus permite a Zaqueu tomar uma decisão para mudança de vida; Graça
preveniente nos hinos de Carlos e João Wesley.
Um estudo com as notas
explicativas de Wesley muito importante para nossos dias. Um tema quase
desconhecido por muitos, inclusive por pastores, pastoras e bispos.
=============================
Notas sobre a graça preveniente
Graça preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus
capacita o homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação.
Significa
preceder ou chegar antes. A cada ser humano Deus dá uma certa dose de fé para
que ele possa responder ao apelo para conversão.
Tem um
lugar fundamental na teologia de João Wesley porque salvação é algo central na
fé cristã.
A graça
preveniente permite as pessoas exercerem o seu livre-arbítrio dado por Deus, podendo então,
escolher a salvação oferecida por Deus em Jesus Cristo ou rejeitar a oferta
salvífica.
A graça
preveniente inclui, de acordo com Wesley, "tudo o que é feito na alma
pelo que é frequentemente chamado de 'consciência natural”.
A graça
preveniente nos capacita a responder a Deus—em termos wesleyanos “trabalhar
junto” ou “cooperar” com Deus.
Essa
restauração pela graça preveniente de Deus nos permite cooperar com essa graça
e nos movemos para o arrependimento, justificação, regeneração, santificação e,
finalmente, glorificação.
A graça
preveniente, enquanto é parte de uma ampla tradição ocidental agostiniana, veio
para Wesley particularmente pelas tradições arminiana e anglicana.
Mas também cremos que a graça de
Deus mediante Jesus Cristo é dada gratuitamente a todos os seres humanos,
capacitando todos os que queiram converter-se do pecado para a retidão, a crer
em Jesus Cristo para perdão e purificação do pecado, e a praticar boas obras
agradáveis e aceitáveis à Sua vista.
Sua importância
Tem um
lugar fundamental na teologia de João Wesley porque salvação é algo central na
fé cristã
“A graça
preveniente tem um lugar fundamental na teologia de João Wesley porque salvação
é algo central na fé cristã. Wesley declarou: “a salvação começa com o que é
geralmente chamado (e muito adequadamente) ‘graça preveniente’, afirmou o
teólogo da Igreja do Nazareno Geordan Hammond.[32]
O que é Graça Preveniente
Significa preceder ou chegar antes. A cada ser
humano Deus dá uma certa dose de fé para que ele possa responder ao apelo para
conversão
O Espírito
Santo age para que possamos nos aproximar de Deus.
Wesley, como era comum nos seus dias, geralmente
usava o termo graça “preventiva" no sentido que estava em harmonia com a
raiz de sua palavra latina
“Preveniente
é do latin praevenire, que significa preceder ou chegar antes. Wesley, como era
comum nos seus dias, geralmente usava o termo graça “preventiva" no
sentido que estava em harmonia com a raiz de sua palavra latina. Isso era
diferente do significado comum de “prevenir” no inglês de hoje (que seria
impedir que alguma coisa aconteça). Se definirmos de acordo com Wesley e o
cristianismo clássico, termos alternativos como “graça preparatória” ou “graça
capacitadora” podem ser usados. A graça preveniente pode ser descrita como o
trabalho do Espírito Santo nos aproximando de Deus”. [33]
a graça
preveniente permite as pessoas exercerem o seu livre-arbítrio dado por Deus, podendo então, escolher a
salvação oferecida por Deus em Jesus Cristo ou rejeitar a oferta salvífica
“Graça
preveniente é divina
graça que precede a decisão humana. Ela existe antes de e sem referência
a qualquer feito humano. Como os homens foram corrompidos pelo efeito do pecado, a graça
preveniente permite as pessoas exercerem o seu livre-arbítrio dado
por Deus, podendo então, escolher a salvação oferecida por Deus em Jesus
Cristo ou rejeitar a oferta salvífica. Agostinho disse que a graça
preveniente não pode ser resistida, arminianos wesleyanos acreditam que ela
permite, mas não assegura, a aceitação pessoal do dom da salvação”. [34]
A Trindade age na graça preveniente
A graça preveniente inclui, de acordo com Wesley, "tudo o que
é feito na alma pelo que é frequentemente chamado de 'consciência natural”
“Uma
dinâmica ou expressão da graça de Deus é a preveniência ou a graça
"preventiva". A graça preveniente inclui, de acordo
com Wesley, "tudo o que é feito na alma pelo que é frequentemente chamado
de 'consciência natural', ... todos os 'desenhos' do 'Pai', os desejos de Deus,
... aquela 'luz' com a qual o Filho de Deus 'ilumina todo aquele que vem ao
mundo', mostrando a cada homem 'que pratique a justiça, ame a misericórdia e
ande humildemente com seu Deus;' todas as convicções que seu Espírito de tempos
em tempos opera em cada filho do homem. Embora levasse a sério a seriedade do
pecado humano e do quebrantamento, Wesley acreditava que a graça de Deus impede
a destruição total da imagem divina em nós”.[35]
Não é um termo bíblico e sim teológico
“Graça
preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus capacita o
homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação
E a
pergunta que muitos fazem é se o termo está na Bíblia.
Valmir Nascimento afirma que “Graça preveniente é o
termo teológico que explica a forma como Deus capacita o homem previamente para
que possa atender ao chamado da salvação. Assim como muitas outras doutrinas
bíblicas, a exemplo da Trindade e da depravação total, o termo "graça
preveniente" não se encontra expressamente nas Escrituras, mas o ensino
sim, visto tratar-se de uma categoria bíblica tácita, evidenciada por meio da
interpretação sistemática do Texto Sagrado”. [36]
A doutrina da graça
preveniente está dentro do retrato maior das Escrituras
“A doutrina da graça preveniente está dentro do retrato maior das
Escrituras, a partir da compreensão do trabalho divino para a salvação do
homem. Brian Shelton, com razão, afirma que a teologia sistemática examina cada
doutrina à luz do maior testemunho das Escrituras para maior coerência ou
correção. “Esta é a melhor maneira de testar a nossa interpretação de qualquer
doutrina bíblica, incluindo o de nossa capacidade restaurada a crer em Cristo”. [37]
Ao mesmo tempo que o termo graça preveniente não
aparece na Bíblia, o conceito, contudo, aparece profundamente incorporado nela
E Geordan
Hammond completa: “Ao mesmo tempo que o termo graça preveniente não aparece na
Bíblia, o conceito, contudo, aparece profundamente incorporado nela. Na Bíblia
e na vida do cristão, graça é revelada e incorporada de forma suprema na
encarnação e no trabalho preveniente da Santa Trindade ao nos enviar o Filho de
Deus. Wesley viu a encarnação de Cristo—“a verdadeira, luz que ilumina a todos,
estava chegando ao mundo” (João 1:9)—como um presente da graça preveniente para
todas as pessoas. A graça preveniente também pode ser implicitamente ligada ao
trabalho de Deus direcionando “seu grande amor ao enviar Cristo para morrer por
nós quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5:8)”. [38]
A graça preveniente e a cooperação do ser humano
O ser
humano é necessário participar do processo da graça preveniente. Só assim ela
será concretizada em sua vida.
“Essa
restauração pela graça preveniente de Deus nos permite cooperar com essa graça
e nos movemos para o arrependimento, justificação, regeneração, santificação e,
finalmente, glorificação”. [39]
Wesley, o ser humano é capacitado a cooperar com
Deus ao ser convencido, justificado e santificado
Para
Wesley, o ser humano é capacitado a cooperar com Deus ao ser convencido,
justificado e santificado.
A
iniciativa é de Deus com Sua graça, seu amor imerecido.
a graça preveniente nos capacita a responder a
Deus—em termos wesleyanos “trabalhar junto” ou “cooperar” com Deus
“Como
iniciativa de Deus, a graça preveniente nos capacita a responder a Deus—em
termos wesleyanos “trabalhar junto” ou “cooperar” com Deus. Ao mesmo tempo que
a doutrina pode ser encontrada em muitos dos escritos de Wesley, o único lugar
que ela é mais claramente expressa é no seu sermão “On Working Out Our Own
Salvation” (“Sobre o Trabalhar da Nossa Própria Salvação”) que ele usa
Filipenses 2:12-13 como seu texto: “Trabalhem com afinco a sua salvação,
obedecendo a Deus com reverência e temor. Pois Deus está agindo em vocês,
dando-lhes o desejo e o poder de realizarem aquilo que é do agrado dele”.
Wesley resume de forma memorável este ensinamento como “primeiro, Deus
trabalha; portanto, você pode trabalhar. Em segundo lugar, Deus trabalha;
portanto, você deve trabalhar”. Aqui Wesley destaca a universalidade da graça
preveniente; portanto: “nenhum homem peca, porque ele não tem a graça, mas
porque ele não usa a graça que ele tem”.” [40]
Um processo quádruplo da graça
“Wesley
descreveu um processo quádruplo da graça. Ser despertado pela graça
preveniente; graça convincente é o movimento e o desejo pelo arrependimento.
Graça justificadora nos permite confiar em Cristo para a nossa salvação. A
graça santificadora nos traz salvação até a sua plenitude—salvação do poder e
da raiz do pecado e a restauração à imagem de Deus. Wesley declarou: “toda
experiência, como as Escrituras, mostram que a salvação é tanto instantânea
quando gradual”. [41]
A graça é dada a nós enquanto éramos pecadores.
Textos bíblicos sobre a graça preveniente
Na Bíblia
encontramos diversos textos que indicam ou falam abertamente sobre a graça
preveniente.
Dentre
eles, estão:
Jeremias 1:5: "Antes que eu te formasse no ventre materno,
eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei…"
Jeremias 31:3: "...Com amor eterno te
amei, portanto com benignidade te atraí."
Ezequiel 34:11–16: "Porque assim diz o
SENHOR Deus: Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei.…A
perdida buscarei, a desgarrada tornarei a trazer, a quebrada ligarei e a
enferma fortalecerei…"
Lucas 19:10: "Porque o Filho do Homem veio buscar e
salvar o perdido."
João 6:44: "Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me
enviou, não o trouxer..."
Romanos 2:4: "…a bondade de Deus é que te conduz ao
arrependimento…"
Filipenses 2:12–13: "…desenvolvei a vossa
salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer
como o realizar, segundo a sua boa vontade."
I João 4:19: "Nós amamos ele, porque ele nos amou
primeiro." [42]
Sua origem
A graça preveniente, enquanto é parte de uma ampla
tradição ocidental agostiniana, veio para Wesley particularmente pelas
tradições arminiana e anglicana
A graça
preveniente foi desenvolvida especialmente a partir da igreja primitiva e da
Igreja da Inglaterra.
“A graça
preveniente, enquanto é parte de uma ampla tradição ocidental agostiniana, veio
para Wesley particularmente pelas tradições arminiana e anglicana. Wesley, como
um herdeiro e contribuinte dessas tradições, enfatizou que a graça de Deus é
uma “graça gratuita”. [43]
Sua origem,
vem de Agostinho. “Graça preveniente é uma teologia cristã enraizada em Agostinho de Hipona, porém foi defendida por inúmeros pais da igreja
antes do bispo de Hipona, que hoje chamamos de constituintes da Patrística. Ela é abraçada primeiramente
pelos cristãos arminianos que são influênciados pela
teologia de Jacó Armínio ou John Wesley.” [44]
O fato é
que com o pecado de Adão e Eva, o ser humano não pode por si mesmo ser salvo.
Não há poder no ser humano para fazer uma boa obra sem a graça de Deus.
Paulo
escrevendo aos efésios foi muito claro: “Porque pela graça sois salvos, por
meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. 9 Não vem das obras, para que
ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9).
Posição da Igreja do Nazareno e Metodista Unida
A Igreja do Nazareno fez da graça preveniente
um dos seus dezesseis "Artigos de Fé", podendo ser encontrada em
seu Manual. O Manual da Igreja do Nazareno
declara o seguinte sobre o assunto:
“Cremos que a criação da raça humana à imagem de Deus inclui a capacidade de escolher entre o bem e o mal e que, assim, seres humanos foram feitos moralmente responsáveis; que pela queda de Adão se tornaram depravados, de maneira que agora não são capazes de se voltar e se reabilitar pelas suas próprias forças e obras, e, desta forma, renovar a fé e a comunhão com Deus. Mas também cremos que a graça de Deus mediante Jesus Cristo é dada gratuitamente a todos os seres humanos, capacitando todos os que queiram converter-se do pecado para a retidão, a crer em Jesus Cristo para perdão e purificação do pecado, e a praticar boas obras agradáveis e aceitáveis à Sua vista”. [45]
"… o amor divino que cerca toda humanidade e precede cada um de, e todos, os nossos impulsos conscientes”
“O Livro de Disciplina da Metodista Unida (2004) define graça
preveniente como, "… o amor divino que cerca toda humanidade e precede
cada um de, e todos, os nossos impulsos conscientes. Essa graça proporciona o
nosso primeiro desejo de agradar a Deus, o nosso primeiro vislumbre de entendimento
sobre a vontade de Deus, e a nossa 'primeira breve convicção' de ter pecado
contra Deus. A graça de Deus também desperta em nós um ardente desejo de
libertação do pecado e morte, assim como nos leva ao arrependimento e a
fé." [46]
A graça preveniente no chamado de Saulo
Lucas que escreveu Atos dos apóstolos disse: “E
caiu por terra, e ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me
persegues?”, Wesley comentou: “severa, mas cheia de graça”
Saulo, por
si somente, não tinha condições de abrir seu coração e aceitar Cristo. Ele
estava perseguindo os cristãos e havia consentindo na morte de Estevão. Seu
coração tinha ódio e desejo de morte.
Foi preciso
um primeiro agir da graça de Deus na sua vida causando um impacto para
despertá-lo. Foi uma graça preveniente audível.
Lucas
que escreveu Atos dos apóstolos disse: “E, enquanto caminhava, chegou perto de
Damasco, e de repente brilhou ao redor dele uma luz do céu”.
E
Wesley explicou sobre o fato sobrenatural na vida de Saulo: “E de
repente - Quando Deus de repente e veementemente ataca um pecador, é o
mais alto ato de misericórdia. Então Saulo, quando sua raiva atingiu o auge, é
ensinado a não respirar matança. E o que estava faltando a tempo de confirmá-lo
em seu discipulado, é compensado pelo terror inexprimível que ele sustentou.”
Lucas que escreveu Atos dos apóstolos disse: “E caiu por
terra, e ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?”.
Wesley comentou: “severa, mas cheia de graça”.
E
quando Lucas registrou que Saulo “esteve três dias sem ver, e não comeu nem
bebeu”, Wesley explicou: “Uma temporada importante! Por tanto tempo ele parece
ter estado nas dores do novo nascimento”.
E
quando Lucas registrou que Saulo que ele esteve sem visão, Wesley comenta a
ação da graça preveniente em Saulo: “Por
escamas crescendo sobre seus
olhos, para intimar-lhe a cegueira do estado em que ele estava, para
impressioná-lo com um senso mais profundo do poder onipotente de Cristo, e para
voltar seus pensamentos para dentro, enquanto ele era menos capaz de conversar
com objetos externos”.
Vejamos na
bíblia o acontecimento com comentários de Wesley:
A graça preveniente em Atos 9
Atos 9.1
Atos 22:3,
etc; Atos 26:9,
etc.
Versículo 2
Quando Deus de repente e veementemente ataca um
pecador, é o mais alto ato de misericórdia
Vinculado
- Pela conivência, se não autoridade, do governador, sob o rei Aretas.
Veja Atos 9:14, Atos 9:24.
Versículo 3
de repente brilhou ao redor dele
uma luz do céu
E, enquanto caminhava, chegou perto de Damasco, e
de repente brilhou ao redor dele uma luz do céu.
Quando Deus de repente e veementemente ataca um
pecador, é o mais alto ato de misericórdia
E de repente -
Quando Deus de repente e veementemente ataca um pecador, é o mais alto ato de
misericórdia. Então Saulo, quando sua raiva atingiu o auge, é ensinado a não
respirar matança. E o que estava faltando a tempo de confirmá-lo em seu
discipulado, é compensado pelo terror inexprimível que ele sustentou. Por ele
também o apóstolo subitamente constituído foi guardado contra a grande
armadilha em que os noviços tendem a cair, disse Wesley.
Versículo 4
Ele ouviu uma voz - severa, mas cheia de graça
E caiu por terra, e ouviu uma voz que lhe dizia:
Saulo, Saulo, por que me persegues?
Ele ouviu uma voz -
severa, mas cheia de graça, disse Wesley.
Versículo 5
Quem és tu, Senhor?
E ele disse: Quem és tu,
Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; é difícil para
ti recalcitrar contra os aguilhões.
expressando uma tentativa que não traz nada além de
dor
Chutar contra os aguilhões - é um provérbio siríaco, expressando uma
tentativa que não traz nada além de dor, disse Wesley.
Versículo 6
Levanta-te, e entra na cidade, e ser-te-á dito o
que deves fazer
E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que
queres que eu faça? E o Senhor lhe disse: Levanta-te, e
entra na cidade, e ser-te-á dito o que deves fazer.
Dir-se-te-á -
Então o próprio Deus envia Saulo para ser ensinado por um homem, como o anjo
faz Cornélio, Atos 10: 5 .
Condescendência admirável! que o Senhor nos trata por homens, como nós, disse
Wesley.
Versículo 7
Os homens - ficaram de pé - Tendo se levantado
diante de Saulo; pois eles também caíram no chão
E os homens que partiam com ele ficaram mudos,
ouvindo uma voz, mas não vendo ninguém.
Os homens -
ficaram de pé - Tendo se levantado diante de Saulo; pois eles também caíram no
chão, Atos 26:14 .
É provável que todos tenham viajado a pé, disse Wesley.
Mas não uma voz articulada
Ouvindo o barulho -
Mas não uma voz articulada. E vendo a luz, mas não
o próprio Jesus, Atos 26:13 ,
etc, afirmou Wesley.
Versículo 9
E esteve três dias sem ver, e não comeu nem bebeu.
E ele foi três dias - Uma temporada importante! Por tanto tempo ele
parece ter estado nas dores do novo nascimento, disse Wesley.
Por escamas crescendo sobre seus olhos, para
intimar-lhe a cegueira do estado em que ele estava, para impressioná-lo com um
senso mais profundo do poder onipotente de Cristo, e para voltar seus
pensamentos para dentro, enquanto ele era menos capaz de conversar com objetos
externos
Comentou
Wesley: Sem visão - Por escamas crescendo sobre seus olhos, para
intimar-lhe a cegueira do estado em que ele estava, para impressioná-lo com um
senso mais profundo do poder onipotente de Cristo, e para voltar seus
pensamentos para dentro, enquanto ele era menos capaz de conversar com objetos
externos. Isso também era um sinal manifesto para os outros, do que havia
acontecido com ele em sua jornada, e deveria ter humilhado e convencido aqueles
judeus fanáticos, a quem ele havia sido enviado do sinédrio.
Versículo 11
E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua
chamada Direita
E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua
chamada Direita, e consulta na casa de Judas por alguém chamado Saulo, de
Tarso; porque eis que ele ora:
Eis que ele está orando - Ele foi mostrado assim a Ananias, disse Wesley.
Versículo 12
Um homem chamado Ananias - Seu nome também foi
revelado a Saulo
E viu numa visão um homem chamado Ananias que
entrava e lhe impunha a mão, para que recuperasse a vista.
Um homem chamado Ananias - Seu nome
também foi revelado a Saulo, disse Wesley.
Versículo 13
Mas ele respondeu - Como é natural raciocinar
contra Deus
Então respondeu Ananias: Senhor, tenho ouvido de
muitos a respeito deste homem, quanto mal tem feito aos teus santos em
Jerusalém.
Mas ele respondeu -
Como é natural raciocinar contra Deus, disse Wesley.
Versículo 14
E aqui ele tem autoridade dos principais sacerdotes
para amarrar todos os que invocam o teu nome.
Todos os que invocam o teu nome – Ou seja, todos os cristãos, disse Wesley.
Versículo 15
Ele é um vaso escolhido para levar o meu
nome - Isto é, para testificar de mim
Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque ele é para mim
um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos
filhos de Israel.
Ele é um vaso escolhido para levar o meu nome -
Isto é, para testificar de mim. É
inegável que alguns homens são incondicionalmente escolhidos ou eleitos para
fazer algumas obras para Deus, disse Wesley.
Versículo 16
Pois eu - Faça o que lhe foi ordenado. Eu
cuidarei do resto; vai mostrar-lhe - Na verdade, durante todo o curso de seu ministério
Pois mostrar-lhe-ei quão grandes coisas ele deve
sofrer por causa do meu nome.
Pois eu -
Faça o que lhe foi ordenado. Eu cuidarei do resto; vai mostrar-lhe - Na
verdade, durante todo o curso de seu ministério.
Quão grandes coisas ele deve sofrer - Até agora ele estará agora de perseguir os
outros.
Ananias não diz a Saulo tudo o que Cristo havia
dito a respeito dele
Versículo 17
E Ananias foi embora, e entrou na casa; e,
impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor, Jesus, que te apareceu no
caminho por onde vieste, enviou-me, para que recuperes a vista e sejas cheio do
Espírito Santo.
O Senhor me enviou - Ananias não diz a Saulo tudo o que Cristo
havia dito a respeito dele. Não era conveniente que ele soubesse ainda a que
grande dignidade ele era chamado, disse Wesley.
Versículo 24
Mas Saulo sabia que estavam de emboscada
Mas Saulo sabia que estavam de emboscada. E
vigiavam as portas dia e noite para o matar.
Eles guardavam os portões dia e noite - Ou seja, o governador fez, a seu
pedido, 2 Coríntios 11:32, disse Wesley.
Quando Saulo chegou a Jerusalém, tentou juntar-se
aos discípulos, mas todos o temiam
Quando Saulo chegou a Jerusalém, tentou juntar-se
aos discípulos, mas todos o temiam, e não creram que fosse discípulo.
E vindo a Jerusalém - Três anos depois, Gálatas 1:18.
Esses três anos São Paulo passa, Atos 22:17, da mesma forma, disse Wesley.
Versículo 27
Mas Barnabé, tomando-o, levou-o aos apóstolos
Mas Barnabé, tomando-o, levou-o aos apóstolos, e
contou-lhes como tinha visto o Senhor no caminho, e que lhe falara, e como
tinha pregado ousadamente em Damasco em nome de Jesus.
Aos apóstolos -
Pedro e Tiago, Gálatas 1, 18,19. Gálatas 1:18-19 E declarou - Aquele que
tem sido um inimigo da verdade não deve ser confiável até que ele dê prova de
que ele é mudado, disse Wesley.
Versículo 31
Então a Igreja - Todo o corpo de crentes
cristãos, teve paz - Seu mais amargo perseguidor sendo convertido
Então as igrejas descansaram em toda a Judéia,
Galiléia e Samaria, e foram edificadas; e andando no temor do Senhor e na
consolação do Espírito Santo multiplicaram-se.
Então a Igreja -
Todo o corpo de crentes cristãos, teve paz - Seu mais amargo perseguidor sendo
convertido, disse Wesley.
Na fé santa e amorosa, aumentando continuamente e
andando
Comentou
Wesley: E sendo edificado - Na fé santa e amorosa, aumentando
continuamente e andando - Ou seja, falando e agindo apenas a partir deste
princípio, o temor de Deus e o conforto do Espírito Santo - Uma excelente
mistura de paz interior e exterior, temperada com temor filial.[47]
A graça preveniente no ato de Jesus permitir a
Zaqueu tomar uma decisão para mudança de vida
E Jesus lhe
disse: Hoje veio a salvação a esta casa, porquanto também ele é filho de Abraão
O fato de Jesus ter tomado uma
decisão de pousar na casa de Zaqueu, uma pessoa reconhecidamente pecadora, sem
ter sido convidado, mostra o primeiro agir da graça preveniente para impactar
Zaqueu e levá-lo a uma mudança de vida.
Jesus disse: Hoje houve salvação nessa casa.
Lucas
19
Versículo 1
Jesus entrado em Jericó
E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando.
Ele
passou por Jericó - De modo que Zaqueu deve ter vivido perto do final da
cidade: a árvore estava na própria cidade. E ele era rico - Essas palavras
parecem se referir ao discurso do último capítulo, Lucas 18:24-27, particularmente a Lucas 18:27.
Zaqueu é uma prova de que é possível, pelo poder de Deus, até mesmo um homem
rico entrar no reino dos céus, disse Wesley.
Versículo 2
homem chamado Zaqueu
E eis que havia um homem chamado Zaqueu, que era o
chefe entre os publicanos, e era rico.
O chefe dos publicanos - O que chamaríamos, comissário da alfândega.
Um lugar muito honroso e lucrativo, disse Wesley.
Versículo 4
E ele correu na frente e subiu em um sicômoro para
vê-lo: pois ele deveria passar por ali.
E correndo antes -
Com grande seriedade.
Ele subiu - Apesar de sua qualidade: desejo
conquistando honra e vergonha.
Versículo 5
Zaqueu, desce depressa; pois hoje devo ficar em tua
casa
E Jesus, chegando àquele lugar, ergueu os olhos,
viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa; pois hoje devo ficar em tua casa.
Comentários
de Wesley:
Jesus disse: Zaqueu, apresse-se e desça - Que estranha mistura de paixões Zaqueu deve
ter sentido agora, ouvindo alguém falar, como sabendo seu nome e seu coração!
Versículo 7
Que ele tinha ido hospedar-se a um homem pecador
E, vendo isso, todos murmuraram, dizendo: Que ele
tinha ido hospedar-se a um homem pecador.
Todos murmuraram -
Todos os que estavam por perto: embora a maioria deles mais por surpresa do que
por indignação, disse Wesley.
Versículo 8
Eis, Senhor, a metade dos meus bens dou aos pobres
E Zaqueu levantou-se e disse ao
Senhor: Eis, Senhor, a metade dos meus bens dou aos pobres; e se eu tirei
alguma coisa de alguém por falsa acusação, eu o restituo quatro vezes mais.
E Zaqueu se levantou - Mostrando por sua postura, seu deliberado,
propósito e mente pronta, e disse: Eis, Senhor, eu dou - Eu determino fazê-lo
imediatamente, disse Wesley.
Versículo 9
Hoje veio a salvação a esta casa
E Jesus lhe disse: Hoje veio a salvação a esta
casa, porquanto também ele é filho de Abraão.
Ele também é filho de Abraão - Um judeu nascido e, como tal, tem direito à
primeira oferta de salvação, disse Wesley.
Versículo 10
Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia
perdido
Porque o Filho do homem
veio buscar e salvar o que se havia perdido. Mateus 18:11.[48]
Graça preveniente nos hinos de Carlos e João Wesley
Impuro, de
vida e coração impuro
Um
hino de João Wesley que aborda sobre o pecado, a impureza humana que só o “bom
Médico” Jesus pode curar. Wesley pede que o sangue de Jesus seja aplicado:
“Espero sentir seu sangue aplicado, seu sangue aplicado me fará inteiro”.
A
letra é de João Wesley e a música é de “Admah Lowell Mason, Carmina
Sacra (Boston, Massachusetts: John H. Wilkins & Richard B. Carter,
1841), página 42”.[49]
Imundo, de vida e coração
imundos,
como aparecerei aos Seus olhos?
Consciente do meu pecado
inveterado, coro e tremo para me aproximar;
No entanto, através das vestes de Sua Palavra,
procuro humildemente tocar meu Senhor.
O
Hino
Imundo, de vida e coração imundos,
como aparecerei aos Seus olhos?
Consciente do meu pecado
inveterado, coro e tremo para me aproximar;
No entanto, através das vestes de Sua Palavra,
procuro humildemente tocar meu Senhor.
Volta-te, pois, bom Médico,
volta-te,
fonte de amor inesgotável;
Único consolador das almas desamparadas,
que só pode remover a minha praga,
lançai sobre mim
um olhar piedoso que não ousa erguer os meus olhos para ti!
Mas eu confiarei no meu Deus,
que vem ao encontro da minha alma buscadora;
Aguardo para sentir o Teu sangue aplicado,
o Teu sangue aplicado me tornará inteiro;
E eis! Confio no Teu poder
gracioso para me tocar e curar nesta hora.[50][
O Filho da justiça, com cura em
sua asa
Um hino de João Wesley onde é enfatizada a
cura por Jesus de uma doída e fraca alma, pelo Filho da Justiça que traz vida e
salvação.
Ele pede que seus olhos sejam iluminados com
fé e o coração com a santa esperança inflamada.
O Filho da justiça,
com cura em sua asa,
à minha doída, minha alma fraca,
vida e salvação trazem.
Essas nuvens de orgulho e pecado
dissipam
pelo seu raio perfurante?
Ilumine meus olhos com fé, meu coração
com a santa esperança inflamada.
O Hino
1 O Filho da justiça,
com cura em sua asa,
à minha doída, minha alma fraca,
vida e salvação trazem.
2 Essas nuvens de orgulho e
pecado dissipam
pelo seu raio perfurante?
Ilumine meus olhos com fé, meu coração
com a santa esperança inflamada.
3 Minha mente, pelo seu poder de
aceleração,
de baixos desejos libertados;
Una meus pensamentos dispersos, e conserte
meu amor inteiro em você.
4 Pai, seu filho há muito
perdido receber:
Salvador, sua própria compra;
Bendito Consolador, com paz e alegria
Tua nova coroa criatura.
5 Senhor eterno e indivisível,
co-igual um e três,
em você toda a fé, toda a esperança seja colocada
todo o amor seja pago a você.[51]
(João Wesley)
Agora encontrei o terreno
Hino de Johann Andreas Rothe traduzido do
alemão por João Wesley onde a ênfase é na exaltação de Jesus e na imutabilidade
de Deus, que nunca falha.
Podemos perder tudo, mas Deus é
fiel. O hino diz: “quando as fundações da Terra derreterem. O poder
total da Misericórdia, então provarei, amado com um amor eterno”. Agora, uma
vida sem culpa.
Ó amor, o teu abismo
insondável afogou os meus pecados eternamente;
coberto está a minha injustiça, nenhum ponto de culpa permanece sobre mim,
enquanto o sangue de Jesus,
através da terra e dos céus,
"Misericórdia,
misericórdia livre e ilimitada!" clama.
O Hino
1. Agora encontrei o terreno
onde
certamente a âncora da minha alma permanecerá
as chagas de Jesus, pois o meu pecado
antes da fundação do mundo foi morto;
cuja misericórdia permanecerá inabalável quando o céu e a terra tiverem fugido.
2. Pai, a tua graça
eterna o nosso escasso pensamento supera longe;
seu coração ainda se derrete de ternura, seus braços de amor ainda estão
abertos, pecadores
que retornam para receber
essa misericórdia que eles possam provar e viver.
3. Ó amor, o teu abismo
insondável afogou os meus pecados eternamente;
coberto está a minha injustiça, nenhum ponto de culpa permanece sobre mim,
enquanto o sangue de Jesus,
através da terra e dos céus,
"Misericórdia,
misericórdia livre e ilimitada!" clama.
4 Jesus, eu sei, morreu por mim;
Aqui está minha esperança, minha alegria, meu descanso;
Quando o inferno ataca, eu fujo,
olho para o peito do meu Salvador:
Longe, triste dúvida e medo ansioso!
Misericórdia é tudo o que está escrito lá.
5. Ainda que ondas e tempestades
caiam sobre minha cabeça,
embora a força, a saúde, e os amigos se foram;
Embora as alegrias sejam muradas a todos e mortos,
embora todo conforto seja retirado;
Nesta minha alma firme confia,
Pai, Tua misericórdia nunca morre.
6. Fixado neste chão eu
permanecerei,
embora meu coração falhe e força decadência;
Esta âncora deve sustentar minha alma,
quando as fundações da Terra derreterem.
O poder total da Misericórdia, então provarei,
amado com um amor eterno.[52]
============================================================
A Justificação pela Fé
===============================
Índice
· Introdução
· O fundamento do sermão
· Introdução ao sermão de Wesley
· Qual é o fundamento geral de toda essa doutrina da justificação?
· O que é justificação.
· Quem são eles que são justificados. E
· Em que termos eles são justificados.
===============================
Introdução
“A justificação pela fé para
John Wesley é o perdão dos pecados e a aceitação por Deus, recebidos
exclusivamente pela fé em Jesus Cristo, não por obras ou méritos próprios. É um
ato gratuito da graça de Deus, onde o ‘ímpios’ que crê é reconciliado,
transformando seu relacionamento com Ele. A fé é a única condição
indispensável, funcionando como "a mão que se estende para receber o
presente".[53]
O texto básico de Wesley para o
sermão “Justificação pela fé” foi: “Ao que não trabalha, mas crê no que
justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça” (Romanos
4.5).
Os tópicos do sermão
“Justificação pela fé” estão divididos da seguinte forma:
Primeiro. Qual é o fundamento
geral de toda essa doutrina da justificação?
Em segundo lugar. O que é
justificação.
Terceiro. Quem são eles que são
justificados. E
Quarto. Em que termos eles são
justificados.
Na conclusão, Wesley afirma: “Tu
és o homem! Eu te quero para o meu Senhor! Eu desafio "ti" como filho
de Deus pela fé! O Senhor precisa de ti. Tu que sentes que estás apto para o
inferno, estás apto para promover sua glória; a glória da sua livre graça,
justificando o ímpio e o que não trabalha. Vem depressa! Creia no Senhor Jesus;
e tu, tu, estás reconciliado com Deus”.
O sermão original tem 14 páginas
no word. Com as interpretações e acrescimentos ao sermão, o total ficou em 28
páginas.
Wesley conclui dizendo: “Tu,
ímpio, que ouves ou lês estas palavras! Pecador vil, indefeso e miserável!
Conjuro-te diante de Deus, o Juiz de todos, que vá diretamente a ele, com toda
a tua impiedade. Tome cuidado, não destrua sua própria alma pleiteando sua
justiça, mais ou menos. Vá como totalmente ímpio, culpado, perdido, destruído,
merecedor e caindo no inferno; e então acharás graça aos seus olhos, e saberás
que ele justifica o ímpio”.
O fundamento do sermão
O
fundamento do sermão "Justificação pela Fé" (Sermão nº 5) de João Wesley é a
doutrina bíblica de que a aceitação de uma pessoa por Deus não se baseia em
seus próprios méritos ou obras, mas exclusivamente na fé nos méritos e na morte sacrificial de
Jesus Cristo.[54]
“Baseado no texto bíblico de
Romanos 4:5, Wesley estrutura o fundamento deste sermão em quatro pontos
principais para esclarecer como o pecador é reconciliado com Deus:
1. O Fundamento
Geral da Doutrina
Wesley explica que, originalmente, o ser humano foi criado perfeito e sob uma "lei de obras" que exigia obediência total. Com a queda, essa perfeição foi perdida, tornando o homem incapaz de se salvar por si mesmo. Assim, o novo fundamento da aceitação divina passa a ser o sacrifício de Cristo, que satisfez a justiça de Deus.
2. O que
significa ser Justificado
Para Wesley, a justificação não é ser tornado "justo" ou "santo" no sentido de mudança de caráter (isso ele chama de regeneração), mas sim o perdão dos pecados. É um ato judicial de Deus onde Ele deixa de imputar a culpa ao pecador, tratando-o como se nunca tivesse pecado.
3. Quem são
os Justificados
O sermão enfatiza que Deus justifica o ímpio. Isso significa que a pessoa não precisa se tornar "boa" primeiro para ser aceita; pelo contrário, é justamente por reconhecer sua condição de pecadora e incapaz que ela pode recorrer à
4. A
Condição da Justificação: A Fé
A única
condição indispensável é a fé. Wesley a define não apenas como um
assentimento intelectual ou racional, mas como uma "disposição do
coração" e uma confiança total nos méritos de Cristo para a própria
salvação”. [55]
Introdução ao sermão de Wesley
“Como um pecador pode ser justificado
diante de Deus, o Senhor e Juiz de todos, é uma questão de importância comum
para todos os filhos do homem”
Wesley afirma que “como um
pecador pode ser justificado diante de Deus, o Senhor e Juiz de todos, é uma
questão de importância comum para todos os filhos do homem. Ele contém o
fundamento de toda a nossa esperança, visto que enquanto estamos em inimizade
com Deus, não pode haver paz verdadeira, nem alegria sólida, nem no tempo nem
na eternidade”.
“Que paz pode haver, enquanto
nosso próprio coração nos condena”
Wesley pergunta: “Que paz pode
haver, enquanto nosso próprio coração nos condena; e muito mais, Aquele que é
"maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas?" Que alegria
sólida, seja neste mundo ou no vindouro, enquanto "a ira de Deus permanece
sobre nós?".
“Na verdade, não apenas confuso,
mas muitas vezes totalmente falso”
Wesley faz afirmações fortes:
“E, no entanto, quão pouco esta importante questão foi compreendida! Que noções
confusas muitos tiveram a respeito disso! Na verdade, não apenas confuso, mas
muitas vezes totalmente falso; contrário à verdade, como a luz às trevas;
noções absolutamente inconsistentes com os oráculos de Deus e com toda a
analogia da fé”.
“E, portanto, errando em relação
ao próprio fundamento, eles não poderiam construir sobre ele”
“E, portanto, errando em relação
ao próprio fundamento, eles não poderiam construir sobre ele; pelo menos, não
"ouro, prata ou pedras preciosas", que resistiriam quando provados
como pelo fogo; mas apenas "feno e restolho", nem aceitável a Deus,
nem lucrativo para o homem”, diz Wesley.
“Para salvar aqueles que buscam
a verdade com sinceridade de ‘vãs discórdias e contendas de palavras"
“A fim de justiça, no que me interessa, à vasta importância do assunto, para salvar aqueles que buscam a verdade com sinceridade de "vãs discórdias e contendas de palavras", para esclarecer a confusão de pensamento a que tantos já foram levados por isso, e para dar-lhes concepções verdadeiras e justas deste grande mistério de piedade, vou me esforçar para mostrar, diz Wesley:
“Para dar-lhes concepções
verdadeiras e justas deste grande mistério de piedade, vou me esforçar para
mostrar”
Primeiro. Qual é o fundamento
geral de toda essa doutrina da justificação?
Em segundo lugar. O que é
justificação.
Terceiro. Quem são eles que são
justificados. E
Quarto. Em que termos eles são
justificados.
I. Qual é o fundamento geral de toda essa doutrina da justificação?
“Devo, em primeiro lugar,
mostrar qual é o fundamento geral de toda essa doutrina da justificação”, diz
Wesley.
“Ele era, portanto, puro, como
Deus é puro, de todo ponto de pecado. Ele não conhecia o mal em nenhum tipo ou
grau, mas era interior e exteriormente sem pecado e imaculado”
Wesley passar a explicar: “À
imagem de Deus foi feito o homem, santo como é santo aquele que o criou;
misericordioso como o Autor de tudo é misericordioso; perfeito como seu Pai no
céu é perfeito. Como Deus é amor, assim o homem, habitando em amor, habitou em
Deus, e Deus nele. Deus o fez para ser uma "imagem de sua própria
eternidade", uma figura incorruptível do Deus da glória. Ele era,
portanto, puro, como Deus é puro, de todo ponto de pecado. Ele não conhecia o
mal em nenhum tipo ou grau, mas era interior e exteriormente sem pecado e
imaculado. Ele "amou o Senhor seu Deus de todo o seu coração, e de todo o
seu entendimento, e alma, e força".
“Ele exigia obediência total em
todos os pontos, e isso deveria ser realizado sem qualquer intervalo, desde o
momento em que o homem se tornasse uma alma vivente, até que o tempo de sua
provação terminasse”
Wesley ainda explica: “Ao homem
assim reto e perfeito, Deus deu uma lei perfeita, à qual exigiu obediência
plena e perfeita. Ele exigia obediência total em todos os pontos, e isso
deveria ser realizado sem qualquer intervalo, desde o momento em que o homem se
tornasse uma alma vivente, até que o tempo de sua provação terminasse. Nenhuma
concessão foi feita para qualquer falha: Como, de fato, não havia necessidade
de nenhum; o homem sendo totalmente igual à tarefa atribuída e totalmente
equipado para toda boa palavra e obra”.
“A toda a lei do amor que estava
escrita em seu coração (contra a qual, talvez, ele não pudesse pecar
diretamente), parecia bom à sabedoria soberana de Deus acrescentar uma lei
positiva”
E Wesley diz: “A toda a lei do
amor que estava escrita em seu coração (contra a qual, talvez, ele não pudesse
pecar diretamente), parecia bom à sabedoria soberana de Deus acrescentar uma
lei positiva: "Não comerás do fruto da árvore que cresce no meio do
jardim;" anexando essa penalidade a ela, "No dia em que comeres,
certamente morrerás."
“Pelo amor livre e imerecido de
Deus, ele era santo e feliz: Ele conhecia, amava, desfrutava de Deus, que é, em
substância, a vida eterna”
“Tal era, então, o estado do
homem no Paraíso. Pelo amor livre e imerecido de Deus, ele era santo e feliz:
Ele conhecia, amava, desfrutava de Deus, que é, em substância, a vida eterna. E
nesta vida de amor, ele deveria continuar para sempre, se continuasse a
obedecer a Deus em todas as coisas; mas, se ele o desobedecesse em alguma, ele
perderia tudo. "Naquele dia", disse Deus, "certamente
morrerás", diz Wesley.
“Então também a sentença da qual
ele foi avisado antes, começou a ocorrer sobre ele. No momento em que provou
aquela fruta, ele morreu”
“O homem desobedeceu a Deus”,
lembra Wesley. Ele "comeu da árvore da qual Deus lhe ordenou, dizendo: Não
comerás dela". E naquele dia ele foi condenado pelo justo julgamento de
Deus. Então também a sentença da qual ele foi avisado antes, começou a ocorrer
sobre ele. No momento em que provou aquela fruta, ele morreu. Sua alma morreu,
foi separada de Deus; separado de quem a alma não tem mais vida do que o corpo
tem quando separado da alma”, disse Wesley.
“Seu corpo, da mesma forma,
tornou-se corruptível e mortal; de modo que a morte também se apoderou disso”
E afirmou mais: “Seu corpo, da
mesma forma, tornou-se corruptível e mortal; de modo que a morte também se
apoderou disso. E já estando morto em espírito, morto para Deus, morto em
pecado, apressou-se para a morte eterna; para a destruição do corpo e da alma,
no fogo que nunca se apagará”.
“E assim a morte passou sobre
todos os homens", como estando contida naquele que era o pai comum e
representante de todos nós”
Wesley disse mais: Assim,
"por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte. E assim
a morte passou sobre todos os homens", como estando contida naquele que
era o pai comum e representante de todos nós. Assim, "pela ofensa de
um", todos estão mortos, mortos para Deus, mortos em pecado, habitando em
um corpo mortal corruptível, prestes a ser dissolvido e sob a sentença de morte
eterna. Pois, como "pela desobediência de um homem", todos
"foram feitos pecadores"; assim, por essa ofensa de um, "o
julgamento veio sobre todos os homens para condenação". (Romanos v. 12,
etc.)”.
“Nesse estado estávamos, sim,
toda a humanidade, quando "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu
Filho unigênito, para que não pereçamos, mas tenhamos a vida eterna"
“Nesse estado estávamos, sim,
toda a humanidade, quando "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu
Filho unigênito, para que não pereçamos, mas tenhamos a vida eterna",
disse Wesley. “Na plenitude dos tempos, ele foi feito Homem, outro Chefe comum
da humanidade, um segundo Pai geral e Representante de toda a raça humana. E
foi como tal que "ele levou nossas enfermidades", "o Senhor
colocando sobre ele as iniqüidades de todos nós". Então ele foi
"ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas
iniqüidades". "Ele fez de sua alma uma oferta pelo pecado:"
“Ele derramou seu sangue pelos
transgressores: Ele "levou nossos pecados em seu próprio corpo sobre o
madeiro", para que por suas pisaduras fôssemos curados”
Wesley diz mais: “Ele derramou
seu sangue pelos transgressores: Ele "levou nossos pecados em seu próprio
corpo sobre o madeiro", para que por suas pisaduras fôssemos curados: E
por aquela única oblação de si mesmo, uma vez oferecida, ele redimiu a mim e a
toda a humanidade; tendo assim "feito um sacrifício e satisfação
completos, perfeitos e suficientes pelos pecados de todo o mundo".
“E assim, "assim como pela
ofensa de um só juízo veio sobre todos os homens para condenação, assim também
pela justiça de um veio o dom gratuito sobre todos os homens para
justificação"
“Em consideração a isso, que o
Filho de Deus "provou a morte por todos os homens", Deus agora
"reconciliou o mundo consigo mesmo, não imputando a eles suas"
"ofensas" anteriores, disse Wesley.
E assim, "assim como pela ofensa de um só
juízo veio sobre todos os homens para condenação, assim também pela justiça de
um veio o dom gratuito sobre todos os homens para justificação"
“E
assim, "assim como pela ofensa de um só juízo veio sobre todos os homens
para condenação, assim também pela justiça de um veio o dom gratuito sobre
todos os homens para justificação". De
modo que, por causa de seu Filho bem-amado, do que ele fez e sofreu por nós,
Deus agora concede, com uma única condição (que ele mesmo também nos capacita a
cumprir), tanto para perdoar o castigo devido aos nossos pecados, para nos
restabelecer em seu favor, quanto para restaurar nossas almas mortas à vida
espiritual, como o penhor da vida
eterna”, disse Wesley.
“Pelo pecado do primeiro Adão, que não era apenas o
pai, mas também o representante de todos nós, todos nós ficamos aquém do favor
de Deus; todos nós nos tornamos filhos da ira; ou, como o apóstolo expressa,
"o julgamento veio sobre todos os homens para condenação"
“Este, portanto, é o fundamento
geral de toda a doutrina da justificação. Pelo pecado do primeiro Adão, que não
era apenas o pai, mas também o representante de todos nós, todos nós ficamos
aquém do favor de Deus; todos nós nos tornamos filhos da ira; ou, como o
apóstolo expressa, "o julgamento veio sobre todos os homens para
condenação". Mesmo assim, pelo sacrifício pelo pecado feito pelo Segundo
Adão, como o Representante de todos nós, Deus está tão reconciliado com todo o
mundo, que lhes deu uma nova aliança; a condição clara da qual, uma vez
cumprida, "não há mais condenação" para nós, mas "somos
justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Jesus
Cristo".
II. O que é justificação
O que é
"justificação"?
Wesley pergunta: “Mas o que é
ser "justificado"? O que é "justificação"? Esta foi a
segunda coisa que me propus a mostrar. E é evidente, pelo que já foi observado,
que não é o ser feito realmente justo e reto. Isso é "santificação";
que é, de fato, em algum grau, o fruto imediato da justificação, mas, no
entanto, é um dom distinto de Deus e de uma natureza totalmente diferente”.
“Um implica o que Deus faz por
nós por meio de seu Filho; o outro, o que ele opera em nós pelo seu Espírito”
Wesley explica: “Um implica o
que Deus faz por nós por meio de seu Filho; o outro, o que ele opera em nós
pelo seu Espírito. De modo que, embora alguns casos raros possam ser
encontrados, em que o termo "justificado" ou "justificação"
é usado em um sentido tão amplo que inclui "santificação" também; no
entanto, no uso geral, eles são suficientemente distinguidos uns dos outros,
tanto por São Paulo quanto pelos outros escritores inspirados”.
“Em todo o relato bíblico deste
assunto, como acima estabelecido, nem esse acusador nem sua acusação parecem
ser aceitos”
“Nem é esse conceito rebuscado, que a justificação é a limpeza de acusações, particularmente a de Satanás, facilmente demonstrável a partir de qualquer texto claro das escrituras sagradas”, diz Wesley. “Em todo o relato bíblico deste assunto, como acima estabelecido, nem esse acusador nem sua acusação parecem ser aceitos. Na verdade, não se pode negar que ele é o "acusador" dos homens, enfaticamente assim chamados. Mas de forma alguma parece que o grande apóstolo tenha qualquer referência a isso, mais ou menos, em tudo o que escreveu sobre a justificação, seja para os romanos ou para os gálatas”.
“Também é muito mais fácil dar
como certo do que provar a partir de qualquer testemunho claro das escrituras
que a justificação é nos livrar da acusação feita contra nós pela lei”
Wesley diz: “Também é muito mais
fácil dar como certo do que provar a partir de qualquer testemunho claro das
escrituras que a justificação é nos livrar da acusação feita contra nós pela
lei: Pelo menos se essa maneira forçada e antinatural de falar significa mais
ou menos do que isso, que, embora tenhamos transgredido a lei de Deus, e, portanto, mereceu a condenação do inferno,
Deus não inflige àqueles que são justificados o castigo que eles mereciam”.
“De forma alguma implica que
Deus julgue a nosso respeito contrário à natureza real das coisas”
“Menos do que tudo a
justificação implica que Deus é enganado naqueles a quem ele justifica; que ele
pensa que eles são o que, de fato, não são; que ele os considera diferentes do
que são. De forma alguma implica que Deus julgue a nosso respeito contrário à
natureza real das coisas; que ele nos estima melhor do que realmente somos, ou
acredita que somos justos quando somos injustos. Certamente não”, diz Wesley.
“O julgamento do Deus todo-sábio
é sempre de acordo com a verdade”
O julgamento do Deus todo-sábio
é sempre de acordo com a verdade. Nem pode consistir com sua sabedoria
infalível, pensar que sou inocente, julgar que sou justo ou santo, porque outro
o é. Ele não pode, dessa maneira, me confundir com Cristo, mais do que com Davi
ou Abraão. Que qualquer homem a quem Deus deu entendimento, pese isso sem
preconceito; e ele não pode deixar de perceber que tal noção de justificação
não é reconciliável com a razão nem com as Escrituras”.
“A noção bíblica clara de
justificação é perdão, o perdão dos pecados”
“A noção bíblica clara de
justificação é perdão, o perdão dos pecados. É esse ato de Deus Pai, por meio
deste, por causa da propiciação feita pelo sangue de seu Filho, ele
"mostra sua justiça (ou misericórdia) pela remissão dos pecados passados",
diz Wesley.
"Bem-aventurados
aqueles", diz ele, "cujas iniquidades são perdoadas e cujos pecados
são cobertos: Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputará pecado"
Wesley diz mais: “Este é o
relato fácil e natural dado por São Paulo, ao longo de toda esta epístola.
Então ele mesmo explica, mais particularmente neste e no capítulo seguinte.
Assim, nos próximos versículos, exceto um do texto: "Bem-aventurados aqueles",
diz ele, "cujas iniquidades são perdoadas e cujos pecados são cobertos:
Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputará pecado".
“Seus pecados, todos os seus
pecados passados, em pensamento, palavra e ação, são cobertos, são apagados,
não devem ser lembrados ou mencionados contra ele, não mais do que se não
tivessem sido”
Wesley afirma: “Àquele que é
justificado ou perdoado, Deus "não imputará pecado" à sua condenação.
Ele não o condenará por causa disso, nem neste mundo nem no que está por vir. Seus pecados, todos os seus pecados passados, em
pensamento, palavra e ação, são cobertos, são apagados, não devem ser lembrados
ou mencionados contra ele, não mais do que se não tivessem sido. Deus não
infligirá a esse pecador o que ele merecia sofrer, porque o Filho de seu amor
sofreu por ele. E desde o momento em que somos "aceitos pelo Amado",
"reconciliados com Deus pelo seu sangue", ele ama, abençoa e cuida de
nós para o bem, como se nunca tivéssemos pecado”.
"Por tuas palavras serás justificado"
“De fato, o apóstolo em um lugar
parece estender o significado da palavra muito mais longe, onde ele diz:
"Não serão justificados os que ouvem a lei, mas os que praticam a
lei". Aqui ele parece referir nossa justificação à sentença do grande dia.
E assim o próprio Senhor inquestionavelmente o faz, quando diz: "Por tuas
palavras serás justificado;" provando por meio disso, que "para cada
palavra ociosa que os homens falarem, eles darão conta no dia do
julgamento". Mas talvez dificilmente possamos produzir outro exemplo de
São Paulo usando a palavra nesse sentido distante. No teor geral de seus
escritos, é evidente que não; e muito menos no texto diante de nós, que
inegavelmente fala, não daqueles que já "terminaram sua carreira",
mas daqueles que agora estão apenas "partindo", apenas começando a
"correr a corrida que está diante deles".
III. Quem são eles que são
justificados
"Ele (isto é, Deus) justifica o ímpio;" o ímpio de todo tipo e grau; e ninguém além dos ímpios”
“Mas esta é a terceira coisa que
deveria ser considerada, a saber: Quem são os justificados? E o apóstolo nos
diz expressamente, o ímpio: "Ele (isto é, Deus) justifica o ímpio;" o
ímpio de todo tipo e grau; e ninguém além dos ímpios”, explica Wesley.
“O perdão, portanto, tem uma
referência imediata ao pecado e, a esse respeito, a nada mais”
Wesley diz mais: “Assim como
"os justos não precisam de arrependimento", eles não precisam de
perdão. São apenas os pecadores que têm alguma ocasião para o perdão: é somente
o pecado que admite ser perdoado. O perdão, portanto,
tem uma referência imediata ao pecado e, a esse respeito, a nada mais. É a
nossa "injustiça" para a qual o Deus perdoador é
"misericordioso": É a nossa "iniquidade" que ele "não
se lembra mais".
“Tão longe disso, que a própria
suposição não é apenas totalmente impossível”
“Isso parece não ser considerado
por aqueles que afirmam com tanta veemência que um homem deve ser santificado,
isto é, santo, antes que ele possa ser justificado; especialmente por aqueles
que afirmam que a santidade ou obediência universal deve preceder a
justificação. (A menos que eles queiram dizer essa justificação no último dia,
que está totalmente fora da questão atual.) Tão longe
disso, que a própria suposição não é apenas totalmente impossível (pois
onde não há amor a Deus, não há santidade e não há amor a Deus, mas também
grosseiramente, intrinsecamente absurda, contraditória a si mesma”, diz Wesley.
“Deus justifica não o piedoso,
mas o ímpio; não aqueles que já são santos, mas os profanos”
Wesley afirma: “Pois não é um
santo, mas um pecador que é perdoado, e sob a noção de um pecador. Deus
justifica não o piedoso, mas o ímpio; não aqueles que já são santos, mas os
profanos. Sob a condição de que ele faz isso, será considerado rapidamente: mas
seja o que for, não pode ser santidade. Afirmar isso é dizer que o Cordeiro de
Deus tira apenas os pecados que foram tirados antes”.
“Então o bom Pastor busca e
salva apenas aqueles que já foram encontrados? Não: Ele busca e salva o que
está perdido”
Wesley diz mais: “Então o bom
Pastor busca e salva apenas aqueles que já foram encontrados? Não: Ele busca e
salva o que está perdido. Ele perdoa aqueles que precisam de sua misericórdia
perdoadora. Ele salva da culpa do pecado (e, ao mesmo tempo, do poder)
pecadores de todo tipo, de todos os graus: homens que, até então, eram
totalmente ímpios; em quem não estava o amor do Pai; e, consequentemente, em
quem não habitava nada de bom, nenhum temperamento bom ou verdadeiramente
cristão, - mas todos os que eram maus e abomináveis, - orgulho, raiva, amor ao
mundo, - os frutos genuínos daquela "mente carnal" que é
"inimizade contra Deus".
“São os que precisam de um
médico”
Para Wesley, “estes que estão
doentes, cujo fardo dos pecados é intolerável, são os que precisam de um
médico; estes que são culpados, que gemem sob a ira de Deus, são os que
precisam de perdão. Estes que já estão "condenados", não apenas por
Deus, mas também por sua própria consciência, como por mil testemunhas, de toda
a sua impiedade, tanto em pensamento, palavra e obra, clamam em alta voz por “
“Pois seu coração é
necessariamente, essencialmente mau, até que o amor de Deus seja derramado
nele”
Aquele que "justifica o
ímpio", por meio da redenção que está em Jesus; - o ímpio, e "aquele
que não trabalha;" que não trabalha, antes de ser justificado, qualquer
coisa que seja boa, que seja verdadeiramente virtuosa ou santa, mas apenas má
continuamente. Pois seu coração é necessariamente, essencialmente mau, até que
o amor de Deus seja derramado nele. E enquanto a árvore está corrompida, assim
são os frutos; "pois uma árvore má não pode dar bons frutos."
“Mas o homem, antes de ser
justificado, pode alimentar os famintos ou vestir os nus; e estas são boas
obras”
Wesley diz: “Se for objetado:
"Não, mas o homem, antes de ser justificado, pode alimentar os famintos ou
vestir os nus; e estas são boas obras;" a resposta é fácil: Ele pode fazer
isso, mesmo antes de ser justificado; e estas são, em certo sentido, "boas
obras"; eles são "bons e proveitosos para os homens". Mas não se
segue que eles sejam, estritamente falando, bons em si mesmos, ou bons aos
olhos de Deus. Todas as verdadeiras "boas obras" (para usar as
palavras de nossa Igreja) "seguem a justificação"; e são, portanto,
boas e "aceitáveis a Deus em Cristo", porque "brotam de uma fé
verdadeira e viva".
“Todas as "obras feitas
antes da justificação não são boas", no sentido cristão, "na medida
em que não brotam da fé em Jesus Cristo"
Wesley esclarece: “Por uma
paridade de razão, todas as "obras feitas antes da justificação não são
boas", no sentido cristão, "na medida em que não brotam da fé em
Jesus Cristo"; (embora de algum tipo de fé em Deus eles possam brotar;)
"Sim, antes, porque eles não são feitos como Deus quis e ordenou que
fossem feitos, não duvidamos" (por mais estranho que possa parecer a
alguns) "mas eles têm a natureza do pecado".
“O argumento é claramente assim”
“Talvez aqueles que duvidam
disso não tenham considerado devidamente a razão de peso que é aqui atribuída,
por que nenhuma obra feita antes da justificação pode ser verdadeira e
apropriadamente boa. O argumento é claramente assim: -
Nenhuma obra é boa que não seja
feita como Deus quis e ordenou que fossem feitas.
Mas nenhuma obra feita antes da
justificação é feita como Deus quis e ordenou que fossem feitas;
Portanto, nenhuma obra feita
antes da justificação é boa, diz Wesley.
“Mas nenhuma de nossas obras
pode ser feita neste amor, enquanto o amor do Pai (de Deus como nosso Pai) não
estiver em nós; e esse amor não pode estar em nós até que recebamos o
"Espírito de Adoção”
Wesley afirma: “A primeira
proposição é auto evidente; e a segunda, que nenhuma obra feita antes da
justificação é feita como Deus quis e ordenou que fossem feitas, parecerá
igualmente clara e inegável, se apenas considerarmos que Deus quis e ordenou
que "todas as nossas obras" fossem "feitas em caridade"; (en
agapE) no amor, naquele amor a Deus que produz amor a todos os homens. Mas
nenhuma de nossas obras pode ser feita neste amor, enquanto o amor do Pai (de
Deus como nosso Pai) não estiver em nós; e esse amor não pode estar em nós até
que recebamos o "Espírito de Adoção, clamando em nossos corações, Abba,
Pai".
Portanto, Deus não
"justifica o ímpio", e aquele que (neste sentido) "não
trabalha", então Cristo morreu em vão”
“Se, portanto, Deus não
"justifica o ímpio", e aquele que (neste sentido) "não
trabalha", então Cristo morreu em vão; então, apesar de sua morte, nenhuma
carne viva pode ser justificada”, afirma Wesley.
IV. Em que termos eles são justificados
"Porque
a justiça (ou misericórdia) de Deus é pela fé em Jesus Cristo para todos e
sobre todos os que creem”
Wesley pergunta: “Mas em que
termos, então, é justificado aquele que é totalmente "ímpio" e até
aquele momento "não trabalha"? Em um sozinho; que é fé: Ele "crê
naquele que justifica o ímpio". E "aquele que crê não é condenado;"
sim, ele "passou da morte para a vida". "Porque a justiça (ou
misericórdia) de Deus é pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que
creem: –Os quais Deus estabeleceu para propiciação, pela fé em seu sangue; para
que ele possa ser justo e" (de acordo com sua justiça) "o Justificador
daquele que crê em Jesus:"
"Portanto, concluímos que
um homem é justificado pela fé sem as obras da lei;" sem obediência prévia
à lei moral, que, de fato, ele não podia, até agora, cumprir”
"Portanto, concluímos que um homem é
justificado pela fé sem as obras da lei;" sem obediência prévia à lei
moral, que, de fato, ele não podia, até agora, cumprir. Que é a lei moral, e
somente isso, que aqui se pretende, aparece evidentemente nas palavras que se
seguem: "Anulamos então a lei pela fé? Deus me livre: sim, nós
estabelecemos a lei. Que lei estabelecemos pela fé? Não a lei ritual: Não a lei
cerimonial de Moisés. De forma alguma; mas a grande e imutável lei do amor, o
santo amor de Deus e do próximo".
“A fé justificadora implica, não
apenas uma evidência ou convicção divina de que "Deus estava em Cristo,
reconciliando consigo o mundo"; mas uma confiança segura de que Cristo
morreu pelos "meus" pecados, que ele me amou e se entregou por
"mim"
Wesley explica sobre a fé: “A fé
em geral é um "elegchos" divino e sobrenatural, "evidência"
ou "convicção", "de coisas não vistas", não detectáveis por
nossos sentidos corporais, como sendo passado, futuro ou espiritual. A fé
justificadora implica, não apenas uma evidência ou convicção divina de que "Deus
estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo"; mas uma confiança segura
de que Cristo morreu pelos "meus" pecados, que ele me amou e se
entregou por "mim".
“Deus, por causa de seu Filho,
perdoa e absolve aquele que tinha nele, até então, nada de bom”
Wesley diz: “E em qualquer
momento em que um pecador assim acredita, seja na primeira infância, na força
de seus anos, ou quando ele é velho e de cabelos grisalhos, Deus justifica
aquele ímpio: Deus, por causa de seu Filho, perdoa e absolve aquele que tinha
nele, até então, nada de bom”.
“E o que quer que ele tenha de
bom ou faça, desde a hora em que crê em Deus pela primeira vez por meio de
Cristo, a fé não "encontra", mas "traz"
“Arrependimento, de fato, Deus
lhe dera antes; mas esse arrependimento não era nem mais nem menos do que um
profundo senso da falta de todo o bem e da presença de todo o mal”, afirma
Wesley. “E o que quer que ele tenha de bom ou faça, desde a hora em que crê em
Deus pela primeira vez por meio de Cristo, a fé não "encontra", mas
"traz". Este é o fruto da fé. Primeiro a árvore é boa, e depois o
fruto também é bom”.
«O único instrumento de
salvação» (do qual a justificação é um ramo) «é a fé; isto é, uma confiança
segura de que Deus tem e perdoará nossos pecados, que ele nos aceitou novamente
em Seu favor, pelos méritos da morte e paixão de Cristo”
Wesley descreve sobre a fé: “Não
posso descrever melhor a natureza desta fé do que nas palavras da nossa própria
Igreja: «O único instrumento de salvação» (do qual a
justificação é um ramo) «é a fé; isto é, uma confiança segura de que Deus tem e
perdoará nossos pecados, que ele nos aceitou novamente em Seu favor, pelos
méritos da morte e paixão de Cristo. –Mas aqui devemos ter cuidado para não
nos determos com Deus, por uma fé inconstante e vacilante: Pedro, vindo a
Cristo sobre as águas, porque desmaiou de fé, corria o risco de se afogar;
então nós, se começarmos a vacilar ou duvidar, é de se temer que afundemos como
Pedro, não na água, mas no poço sem fundo do fogo do inferno. ("Segundo
Sermão da Paixão")”.
“Ele fez um sacrifício total e
suficiente por "ti", uma perfeita purificação de "tus"
pecados, para que possas dizer, com o apóstolo, que ele te amou e se entregou
por "ti"
"Portanto, tenha uma fé
segura e constante, não apenas de que a morte de Cristo está disponível para
todo o mundo, mas de que ele fez um sacrifício total e suficiente por
"ti", uma perfeita purificação de "tus" pecados, para que possas
dizer, com o apóstolo, que ele te amou e se entregou por "ti", diz
Wesley. “Pois isso é tornar Cristo "seu" e aplicar seus méritos a
"ti mesmo". ("Sermão sobre o Sacramento, Primeira Parte").
“Ao afirmar que essa fé é o
termo ou "condição da justificação", quero dizer, primeiro, que não
há justificação sem ela”
“Ao afirmar que essa fé é o
termo ou "condição da justificação", quero dizer, primeiro, que não
há justificação sem ela”, diz Wesley.
“De modo que, enquanto
estivermos sem essa fé, somos "estranhos à aliança da promessa",
somos "estranhos à comunidade de Israel e sem Deus no mundo"
"Aquele que não crê já está
condenado;" e enquanto ele não crê, essa condenação não pode ser removida,
mas "a ira de Deus permanece sobre ele". Como "não há outro nome
dado debaixo do céu", senão o de Jesus de Nazaré, nenhum outro mérito pelo
qual um pecador condenado possa ser salvo da culpa do pecado; portanto, não há
outra maneira de obter uma parte de seu mérito, a não ser "pela fé em seu
nome". De modo que, enquanto estivermos sem essa fé, somos "estranhos
à aliança da promessa", somos "estranhos à comunidade de Israel e sem
Deus no mundo".
“Quaisquer boas obras (assim
consideradas) que ele possa fazer, não aproveita; ele ainda é um "filho da
ira", ainda sob a maldição, até que ele creia em Jesus”
“Quaisquer que sejam as virtudes (assim chamadas) que um homem possa ter, - falo daqueles a quem o evangelho é pregado; pois "o que tenho que fazer para julgar os que estão de fora?" – quaisquer boas obras (assim consideradas) que ele possa fazer, não aproveita; ele ainda é um "filho da ira", ainda sob a maldição, até que ele creia em Jesus”, afirma Wesley.
“Este é o segundo ponto a ser
observado com cuidado; que, no exato momento em que Deus dá fé (pois "é
dom de Deus") ao "ímpio" que "não trabalha", "a
fé é contada para ele como justiça"
“A fé, portanto, é a condição
"necessária" da justificação; sim, e a condição "única
necessária" disso. Este é o segundo ponto a ser
observado com cuidado; que, no exato momento em que Deus dá fé (pois "é
dom de Deus") ao "ímpio" que "não trabalha", "a
fé é contada para ele como justiça", diz Wesley.
“Ele não tem justiça alguma,
antecedente a isso, nem tanto quanto justiça negativa ou inocência”
“Ele não tem justiça alguma,
antecedente a isso, nem tanto quanto justiça negativa ou inocência”, afirma Wesley. “Mas "a fé lhe é imputada
como justiça", no exato momento em que ele crê. Não que Deus (como foi
observado antes) pense que ele é o que não é. Mas como "ele fez Cristo
pecado por nós", isto é, tratou-o como um pecador, punindo-o por nossos
pecados; então ele nos considera justos, desde o momento em que cremos nele:
isto é, ele não nos pune por nossos pecados; sim, trata-nos como se fôssemos
inocentes e justos”.
“Queremos dizer assim, que é a
única coisa sem a qual ninguém é justificado; a única coisa que é imediata,
indispensável, absolutamente necessária para perdoar”
Wesley afirma: “Certamente a
dificuldade de concordar com esta proposição, de que "a fé é a "única
condição" da justificação", deve surgir de não entendê-la. Queremos
dizer assim, que é a única coisa sem a qual ninguém é justificado; a única
coisa que é imediata, indispensável, absolutamente necessária para perdoar.
Como, por um lado, embora um homem deva ter tudo o mais sem fé, ele não pode
ser justificado; então, por outro lado, embora se deva que ele queira tudo o
mais, ainda assim, se ele tem fé, ele não pode deixar de ser justificado”.
“Quem pode duvidar, mas ele é
perdoado naquele momento?
“Pois suponha um pecador de
qualquer tipo ou grau, em um sentido pleno de sua total impiedade, de sua total
incapacidade de pensar, falar ou fazer o bem, e sua absoluta adequação ao fogo
do inferno; suponha, eu digo, que esse pecador, desamparado e sem esperança, se
lance totalmente na misericórdia de Deus em Cristo (o que de fato ele não pode
fazer senão pela graça de Deus), quem pode duvidar, mas ele é perdoado naquele
momento? Quem afirmará que mais é "indispensavelmente necessário"
antes que o pecador possa ser justificado?,” pergunta Wesley.
“A única condição da
justificação”
“Agora, se alguma vez houve um
exemplo desde o início do mundo (e não houve, e não há, dez mil vezes dez
mil?), segue-se claramente que a fé é, no sentido acima, a única condição da
justificação”, diz Wesley.
“Não é adequado para nós questioná-lo”
“Não se torna vermes pobres,
culpados e pecadores, que recebem todas as bênçãos de que desfrutam (desde a
menor gota d'água que esfria nossa língua, até as imensas riquezas da glória na
eternidade), de graça, de mero favor, e não de dívida, pedir a Deus as razões
de sua conduta. Não é adequado para nós questioná-lo "que
não dá conta de nenhum dos seus caminhos"; para exigir:
"Por que fizeste da fé a
condição, a única condição, da justificação?”
"Por que fizeste da fé a
condição, a única condição, da justificação?”, pergunta Wesley. “Por que
decretaste: "Aquele que crê", e somente ele, "será salvo?"
Este é o ponto em que São Paulo insiste tão fortemente no nono capítulo desta
epístola, a saber, que os termos de perdão e aceitação devem depender, não de
nós, mas "daquele que nos chama;" que não há "injustiça com
Deus", em fixar seus próprios termos, não de acordo com os nossos, mas com
seu próprio prazer; que pode dizer com justiça: "Terei misericórdia de
quem eu tiver misericórdia;" ou seja, daquele que crê em Jesus.
"Portanto, não é do que
quer, nem do que corre", escolher a condição em que encontrará aceitação”
"Portanto, não é do que
quer, nem do que corre", escolher a condição em que encontrará aceitação;
"mas de Deus que mostra misericórdia;" que não aceita nada, mas de
seu próprio amor livre, sua bondade imerecida”, diz Wesley. "Portanto, tem
misericórdia de quem quer ter misericórdia", a saber, daqueles que creem
no Filho de seu amor; "e a quem ele quiser", isto é, aqueles que não
creem, "ele endurece", deixa finalmente para a dureza de seus
corações”.
“Uma razão, no entanto, podemos
humildemente conceber, de Deus fixar esta condição de justificação”
“Uma razão, no entanto, podemos
humildemente conceber, de Deus fixar esta condição de justificação: "Se
crês no Senhor Jesus Cristo, serás salvo", era "esconder o orgulho do
homem", diz Wesley… “O orgulho já
havia destruído os próprios anjos de Deus, derrubado "a terça parte das
estrelas do céu". Foi também em grande parte devido a isso, quando o
tentador disse: "Sereis como deuses", que Adão caiu de sua própria
firmeza e trouxe o pecado e a morte ao mundo. Foi, portanto, um exemplo de
sabedoria digna de Deus, designar uma condição de reconciliação para ele e toda
a sua posteridade que pudesse efetivamente humilhá-los, poderia rebaixá-los ao
pó”.
“E assim é a fé”
“E assim é a fé. É peculiarmente
adequado para este fim: Pois aquele que vem a Deus por esta fé, deve fixar seus
olhos unicamente em sua própria maldade, em sua culpa e desamparo, sem ter a
menor consideração por qualquer suposto bem em si mesmo, por qualquer virtude
ou retidão. Ele deve vir como um "mero pecador", interior e
exteriormente, autodestruído e autocondenado, não trazendo nada a Deus além de
impiedade, não alegando nada de si mesmo, exceto pecado e miséria.
“Somente assim ele pode ser
"achado nele" e receber a "justiça que é de Deus pela fé"
Assim é, e somente assim, quando
sua "boca é fechada", e ele permanece totalmente "culpado diante
de" Deus, que ele pode "olhar para Jesus", como a única e
completa "propiciação por seus pecados". Somente assim ele pode ser
"achado nele" e receber a "justiça que é de Deus pela fé",
afirma Wesley.
“Conjuro-te diante de Deus, o
Juiz de todos, que vá diretamente a ele, com toda a tua impiedade”
Wesley conclui dizendo: “Tu,
ímpio, que ouves ou lês estas palavras! Pecador vil, indefeso e miserável!
Conjuro-te diante de Deus, o Juiz de todos, que vá diretamente a ele, com toda
a tua impiedade. Tome cuidado, não destrua sua própria alma pleiteando sua
justiça, mais ou menos. Vá como totalmente ímpio, culpado, perdido, destruído,
merecedor e caindo no inferno; e então acharás graça aos seus olhos, e saberás
que ele justifica o ímpio”.
“Assim, "olhe para
Jesus!" Há "o Cordeiro de Deus", que "tira os teus
pecados!"
Wesley conclui: “Como tal, serás
levado ao "sangue da aspersão", como um pecador desfeito, desamparado
e condenado. Assim, "olhe para Jesus!" Há "o Cordeiro de
Deus", que "tira os teus pecados!" Não pleiteias nenhuma obra,
nenhuma justiça sua! Sem humildade, contrição, sinceridade! De jeito nenhum.
Isso era, de fato, negar o Senhor que te comprou. Não: Implora tu,
isoladamente, o sangue da aliança, o resgate pago por tua alma orgulhosa,
teimosa e pecadora. Quem és tu, que agora vês e sentes a tua impiedade interior
e exterior? Tu és o homem! Eu te quero para o meu Senhor! Eu desafio
"ti" como filho de Deus pela fé! O Senhor precisa de ti. Tu que
sentes que estás apto para o inferno, estás apto para promover sua glória; a
glória da sua livre graça, justificando o ímpio e o que não trabalha. Vem
depressa! Creia no Senhor Jesus; e tu, tu, estás reconciliado com Deus.[56]
============================================================
O Novo Nascimento
===============================
Índice
· Introdução
· Destaques dos capítulos do
estudo
· Novo nascimento: Início da nova
vida
· As principais marcas do Novo Nascimento
· Nicodemos e o novo nascimento
· O Espírito Santo e o novo
nascimento
· Sinais do novo nascimento no
ministério de Wesley
· Novo Nascimento e a circuncisão
do coração
· As marcas do que é nascido de
Deus
===============================
Introdução
“Para John Wesley, o novo
nascimento é
uma transformação interior radical e sobrenatural, operada pelo Espírito Santo,
que muda a natureza humana de uma morte espiritual para a vida em Deus. Não é apenas uma reforma externa, mas
o início da santificação, onde o amor de Deus é derramado no coração,
capacitando o crente a vencer o pecado”.[57]
Em nosso tempo, tem havido uma redução de pregações e estudos
sobre o novo nascimento.
Uma das razões de hoje termos bastante adesão nas Igrejas em
vez de novo nascimento.
“A observação de que hoje temos muitas adesões (pessoas que
frequentam ou se identificam) e poucas conversões (mudança real de vida e
valores) é um tema recorrente na reflexão teológica e sociológica
contemporânea. Essa realidade é frequentemente descrita como um ‘evangelho
sincrético’ ou um cristianismo superficial, onde se busca o benefício da fé sem
o custo do discipulado”. [58]
Neste estudo, procuramos destacar o ensinamento de
Wesley sobre o Novo Nascimento.
Um tema vital para o ser humano e o cristianismo.
===============================
Destaques dos capítulos do
estudo
Novo
nascimento: Início da nova vida
Sim, para
John Wesley, o novo nascimento (ou regeneração) é o início da vida
cristã.
Ele
acreditava que o novo nascimento é a obra de Deus no coração e na vida de uma
pessoa, através do Espírito Santo, que a liberta do poder do pecado e a
capacita a viver uma vida de santidade e retidão. Não é meramente uma mudança
de comportamento externo, mas uma transformação espiritual interna fundamental,
necessária para entrar no Reino de Deus e começar uma vida de fé genuína.
Wesley
enfatizava que essa experiência deve ser buscada por todos os cristãos e é um
passo essencial na jornada em direção à santificação completa
(perfeição cristã).[59]
As principais marcas do Novo
Nascimento
Para John Wesley, as principais marcas do novo nascimento
são a Fé Viva em Jesus Cristo, que leva à Prática
da Justiça e ao Amor incondicional a Deus e ao
próximo, resultando em uma vida onde o pecado
não reina mais, mas se manifesta um despertar dos sentidos espirituais,
capacitando o crente a vencer o mundo e sentir o amor de Deus
derramado no coração, buscando a santificação contínua através dos meios da
graça, como a oração e a disciplina eclesiástica.[60]
Nicodemos e o novo nascimento
John Wesley usou o diálogo de Jesus com Nicodemos no
Evangelho de João (João 3:1-15) como a base bíblica fundamental para sua
doutrina do novo nascimento (ou regeneração espiritual), que
ele detalha em seu influente "Sermão 45: O Novo Nascimento". [61]
O Espírito Santo e o novo nascimento
Para John
Wesley, o Espírito Santo é o agente central do novo
nascimento (regeneração), uma profunda transformação interior onde o
crente, antes espiritualmente morto, é vivificado e passa a viver uma nova vida
em Cristo, marcada pelo amor e pela busca por santidade, sendo o batismo uma
porta para essa graça, mas exigindo crescimento contínuo através dos meios da graça. A experiência não é só um evento, mas o início de uma jornada em direção à perfeição cristã, onde o
Espírito purifica gradualmente o coração e a mente, resultando em evidências
práticas como justiça, amor e vitória sobre o pecado habitual, culminando na
plenitude do amor de Deus. [62]
Sinais do novo nascimento no ministério de Wesley
“Os colisores selvagens e grosseiros de Kingswood foram finalmente
domados pelo metodismo. O fundador do movimento, John Wesley, afirmou em 1769
que os antigos selvagens haviam sido transformados em ‘um povo humano e
hospitaleiro, cheio de amor a Deus e ao homem"
Novo Nascimento e a circuncisão do coração
John
Wesley abordou a "circuncisão do coração" em seus sermões, como o
famoso Sermão 17, descrevendo-a como uma transformação interior profunda
operada pelo Espírito Santo, não uma marca física, que resulta em um estado de alma
renovado, um coração aberto à vontade de Deus e à salvação, e uma vida de
santidade e obediência, fundamental para o metodismo e o cristianismo
autêntico, contrastando com rituais exteriores vazios. [63]
As marcas do que é nascido de Deus
Para John Wesley, as marcas do que é nascido
de Deus são uma transformação interior profunda operada
pelo Espírito Santo, resultando em uma fé viva que vence o
mundo, um amor de Deus derramado no coração, a prática da
justiça, o desejo de santidade, e uma vida de obediência e testemunho (como
amar a Deus acima de tudo, não pecar habitualmente e amar os irmãos),
contrastando com o espírito mundano e focado na salvação de almas. [64]
===============================
Novo nascimento: Início da nova vida
Sim, para
John Wesley, o novo nascimento (ou regeneração) é o início da vida
cristã.
Ele
acreditava que o novo nascimento é a obra de Deus no coração e na vida de uma
pessoa, através do Espírito Santo, que a liberta do poder do pecado e a
capacita a viver uma vida de santidade e retidão. Não é meramente uma mudança
de comportamento externo, mas uma transformação espiritual interna fundamental,
necessária para entrar no Reino de Deus e começar uma vida de fé genuína.
Wesley
enfatizava que essa experiência deve ser buscada por todos os cristãos e é um
passo essencial na jornada em direção à santificação completa
(perfeição cristã).[65]
Para alcançar o caráter de Cristo. a
perfeição cristã, são necessários a conversão e o novo nascimento. “Nossa
conversão inaugura uma jornada durante a qual estamos sendo transformados na
semelhança de Cristo. Assim, a salvação não é um estado a ser preservado
nem uma apólice de seguro que não requer mais investimento. É o começo de
uma peregrinação com Cristo”.[66]
“Você nasceu em pecado”, disse Wesley,
“portanto, importa nascer de novo’, nascer de Deus. Por natureza, você é
totalmente corrompido; pela graça, será totalmente renovado”.[67]
Temos conversões genuínas, mas vivemos dias
em que as verdadeiras conversões são mais escassas. Talvez por vivermos numa
geração muito tecnológica sem profundidade espiritual, imediatista e que quer
tudo rápido e pronto.[68]
Há mais adesão e atração por determinado tipo de Igreja, de líder espiritual,
de louvor do que um verdadeiro novo nascimento.
Os líderes não podem esperar encontrar o
fruto do Espírito na vida de quem não nasceu de novo!
Jesus disse que “se alguém não nascer de
novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3). Para João Wesley, nascer de novo
não tem nada a ver com o batismo ou mudança exterior, mas é uma “mudança
operada na alma pela influência do Espírito Santo: mudança em todo o modo de
existência, porque, desde o momento em que somos nascidos de Deus, passamos a
viver de maneira totalmente diversa da que éramos antes: entramos por assim
dizer, num mundo diferente”.[69]
Se antes seus sentidos eram bloqueados,
“(...) toda a sua alma é agora sensível às manifestações de Deus (...)”.[70]
Segundo Wesley, o sopro do Espírito penetra naquele que nasceu de novo e
continuamente ele é inspirado pela fé e expirado pelo amor, orações, louvor e
ações de graças. Essas orações, louvor e amor são respirados pela alma que é
verdadeiramente nascida de Deus. Quem nasce de novo tem os olhos do
entendimento abertos e vê o invisível; seus ouvidos estão abertos e ouvem a voz
de Deus; conhece a voz de seu Pastor.
Quem é nascido de Deus recebe sempre na alma
o fôlego da vida comunicado por Deus e a graciosa influência do Seu Espírito.
Ele, “crendo, amando e constantemente percebendo, pela fé, a ação de Deus sobre
seu Espírito, retribui, por uma espécie de reação espiritual, a graça que
recebe, com incessante amor, louvor e oração”.[71]
Wesley afirma que a circuncisão do coração,
ou perfeição cristã, é “um reto estado de alma, mente e espírito renovados à
imagem Daquele que os criou”.[72]
O certo é que, mesmo após o novo nascimento,
a alma ainda tem marcas do pecado e de desgastes. Por isso, Paulo afirma:
“(...) mesmo que o nosso homem exterior (alma) se corrompa, contudo, o nosso
homem interior (espírito) se renova de dia em dia” (2 Co 4.16).
Sim, o Espírito Santo fortalece e testifica:
“(...) vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito
no homem interior” (Ef 3.16). Ele diz ainda: “O próprio Espírito testifica com
o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).
Há uma experiência linda no novo nascimento.
Um mundo novo se abre para nós. Mas não é o bastante.
Para restaurar a natureza humana, Wesley fala
sobre “o método divino de curar a alma, que se encontra enferma”.[73]
Ele diz que somos curados do amor ao mundo em todos os seus aspectos pelo
derramamento do amor de Deus em nossos corações (Rm 5.5). Segundo Wesley, este
é o soberano remédio.
Portanto, o verdadeiro novo nascimento inicia
a cura da alma que está enferma e dá início a uma nova vida.
As principais marcas do Novo Nascimento
Para John Wesley, as
principais marcas do novo nascimento são a Fé Viva em
Jesus Cristo, que leva à Prática da Justiça e ao Amor incondicional
a Deus e ao próximo, resultando em
uma vida onde o pecado não reina mais, mas se manifesta um despertar
dos sentidos espirituais, capacitando o crente a vencer o mundo e
sentir o amor de Deus derramado no coração, buscando a santificação contínua
através dos meios da graça, como a oração e a disciplina eclesiástica.[74]
O
diálogo de Jesus com Nicodemos para Wesley ilustra bem a necessidade de novo
nascimento (João 3.1-21). Wesley
considerava a justificação pela fé e o novo nascimento como as doutrinas
fundamentais do cristianismo.
Ele
disse: “A primeira relacionada com a grande obra que Deus faz por nós, em
perdoando nossos pecados; o último, para a grande obra que Deus faz em nós,
renovando nossa natureza decaída. Na ordem do tempo, nenhum destes é anterior
ao outro: no momento em que somos justificados pela graça de Deus, pela
redenção que está em Jesus, também somos “nascidos do Espírito”.[75]
Mas
quais as principais marcas de alguém que nasceu de novo?
Interpretando
o pensamento de Wesley, o professor Kevin M.
Watson, do Candler School of Theology, Emory
University, EUA, afirma sobre as principais marcas do novo nascimento:
1
- A fé
“A
verdadeira fé viva não é apenas um assentimento, mas uma disposição que Deus
operou no coração de uma pessoa. Um fruto imediato e constante desta fé é o
poder sobre o pecado. Todo aquele que é nascido de Deus não peca. Outro fruto
desta fé viva é a paz. [76]
2
- A esperança
“Esta
esperança implica (1) testemunho de nosso próprio espírito. Andamos em
sinceridade e (2) no testemunho do Espírito. O próprio Espírito testifica com
nosso espírito que somos filhos de Deus”. [77]
3
- O amor
Quem
nasceu de novo “está unido ao Senhor que é "um só espírito". O fruto
necessário deste amor a Deus é o amor ao próximo. [78]
O
amor é derramado em nossos corações pelo Santo Espírito.[79] Ao próximo deve ser ministrado esse
amor, que proporciona ao cristão compromisso social. Segundo Wesley: “Os frutos
necessários desse amor de Deus são o amor a nosso próximo – a toda alma que
Deus criou, não excetuando nossos inimigos (...)”.[80]
Quem
nasceu de novo tem os olhos do seu entendimento abertos. Está pronto para ouvir
o que Deus tem a lhe ensinar.
João
Wesley disse mais. Quem nasceu de novo sente em seu coração “a poderosa
operação do Espírito de Deus’; não em um sentido grosseiro e carnal, já que os
homens do mundo estupidamente e intencionalmente interpretam mal a expressão;
embora tenham sido contados repetidas vezes, não queremos dizer nem mais nem
menos do que isso: Ele sente, é interiormente sensível às graças que o Espírito
de Deus opera em seu coração. Ele sente, tem consciência de uma ‘paz que
ultrapassa todo o entendimento’. Ele muitas vezes sente uma alegria em Deus que
é ‘inexprimível e cheio de glória’. Ele sente “o amor de Deus derramado em seu
coração pelo Espírito Santo que é dado a ele”; e todos os seus sentidos
espirituais são então exercitados para discernir o bem e o mal espirituais.
Pelo uso deles, ele está diariamente aumentando no conhecimento de Deus, de
Jesus Cristo a quem ele enviou e de todas as coisas pertencentes ao seu reino
interior. E agora pode-se dizer que ele vive apropriadamente: Deus o tendo
vivificado pelo seu Espírito, ele está vivo para Deus por meio de Jesus Cristo.
Ele vive uma vida que o mundo não conhece, uma ‘vida que está escondida com
Cristo em Deus’. Deus está respirando continuamente, por assim dizer, na alma;
e sua alma está respirando em Deus. A graça está descendo em seu coração; e
oração e louvor ascendendo ao céu: E por esta relação entre Deus e o homem,
esta comunhão com o Pai e o Filho, como por uma espécie de respiração
espiritual, a vida de Deus na alma é sustentada (...)”.[81]
John Wesley usou o
diálogo de Jesus com Nicodemos no Evangelho de João (João
3:1-15) como a base bíblica fundamental para sua doutrina do novo
nascimento (ou regeneração espiritual), que ele detalha em seu
influente "Sermão 45: O Novo Nascimento". [82]
.
João 3
Versículo 1
Nicodemos,
príncipe dos judeus
Apóstolo João escreveu: E havia entre os fariseus um homem, chamado
Nicodemos, príncipe dos judeus.
Este veio a
Jesus de noite
Um
governante - Um dos grandes conselhos.
sabemos que
és mestre vindo de Deus
Apóstolo
João escreveu: Este veio a Jesus de noite e
disse-lhe: Rabi, sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer
estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.
O mesmo veio - Através do desejo; mas de noite - Pela
vergonha: Nós sabemos - Até nós, governantes e fariseus.
aquele que
não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus
Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que aquele que não
nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
Neste
discurso solene, nosso Senhor mostra que nenhuma profissão externa, nenhuma
ordenança cerimonial ou privilégio de nascimento poderia dar direito às bênçãos
do reino do Messias
Jesus respondeu - Que o conhecimento
não te valerá a menos que nasças de novo - Caso contrário, não poderás ver,
isto é, experimentar e desfrutar, seja o reino interior ou o glorioso reino de
Deus.
Neste
discurso solene, nosso Senhor mostra que nenhuma profissão externa, nenhuma
ordenança cerimonial ou privilégio de nascimento poderia dar direito às bênçãos
do reino do Messias: que uma mudança completa de coração e de vida era
necessária para esse propósito: que isso só poderia ser operado no homem pelo
poder onipotente de Deus:
que todo
homem nascido no mundo estava por natureza em estado de pecado, condenação e
miséria: que a livre misericórdia de Deus havia dado seu Filho para libertá-los
disso e ressuscitá-los para uma imortalidade abençoada
que todo
homem nascido no mundo estava por natureza em estado de pecado, condenação e
miséria: que a livre misericórdia de Deus havia dado seu Filho para libertá-los
disso e ressuscitá-los para uma imortalidade abençoada: que toda a humanidade,
gentios e judeus, pudesse compartilhar desses benefícios, obtidos por ele ser
levantado na cruz, e ser recebido pela fé nele: mas que se eles o rejeitassem,
sua condenação eterna e agravada seria a consequência certa.
A menos que um homem nasça de novo
A menos que um homem nasça de novo - Se
o nosso Senhor, por nascer de novo, significa apenas a reforma da vida, em vez
de fazer qualquer nova descoberta, ele só jogou uma grande quantidade de
obscuridade sobre o que era antes claro e óbvio.
Apóstolo
João escreveu que Nicodemos perguntou a Jesus:
Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode ele entrar segunda vez no ventre
de sua mãe e nascer?
Como o
próprio Nicodemos era
Quando ele é velho - Como o próprio
Nicodemos era.
aquele que
não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus
Apóstolo
João escreveu: Respondeu Jesus: Em verdade, em
verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar
no reino de Deus.
A menos que um homem nasça da água e do Espírito - A menos que ele experimente essa grande mudança interior pelo
Espírito, e seja batizado (onde quer que o batismo possa ser feito) como o
sinal externo e os meios dele.
o que é
nascido do Espírito é espírito
Aquilo que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é
espírito, apóstolo João escreveu.
O que é nascido da carne é carne -
Mera carne, vazia do Espírito, sim, em inimizade com ele; E o que é nascido do
Espírito é espírito - É espiritual, celestial, divino, como seu Autor.
É
necessário que nasçais de novo
Apóstolo
João escreveu: Não vos maravilheis de que eu te
disse: É necessário que nasçais de novo.
Nascer de
novo, é ser interiormente mudado de toda pecaminosidade para toda santidade
Vós deveis nascer de novo - Nascer de novo, é ser interiormente mudado de toda
pecaminosidade para toda santidade. É apropriadamente assim chamado, porque
uma mudança tão grande passa para a alma quanto para o corpo quando nasce no
mundo.
assim é
todo aquele que é nascido do Espírito
Citando Jesus, o apóstolo João escreveu: O vento sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas
não sabes de onde vem, e para onde vai: assim é todo aquele que é nascido do
Espírito.
Comentários
de Wesley:
O vento sopra - De acordo com sua própria natureza,
não a tua vontade, e tu ouves o som do mesmo - Tu tens certeza de que sopra,
mas não podes explicar a maneira particular de sua ação.
Assim é todo aquele que é nascido do Espírito - O fato é claro, a maneira de suas operações inexplicável.
Em verdade,
em verdade te digo
Citando
Jesus, o apóstolo João escreveu: Em verdade, em
verdade te digo: Falamos que sabemos e testificamos que vimos; e não recebeis o
nosso testemunho.
Falamos o que sabemos - eu
e todos os que acreditam em mim.
como
crereis, se eu vos falar das coisas celestiais?
Citando Jesus,
o apóstolo João escreveu: Se eu vos disse coisas
terrenas, e vós não credes, como crereis, se eu vos falar das coisas
celestiais?
Comentários
de Wesley
Coisas terrenas - Coisas feitas na
terra; como o novo nascimento e os privilégios atuais dos filhos de Deus.
Coisas celestiais - Como a eternidade do
Filho e a unidade do Pai, Filho e Espírito.
E ninguém
subiu ao céu, senão aquele que desceu do céu
E ninguém subiu ao céu, senão aquele que desceu do
céu, o Filho do homem que está nos
céus, escreveu o apóstolo João.
Por ninguém - Pois aqui você deve confiar no meu
único testemunho, enquanto lá você tem uma nuvem de testemunhas: subiu ao céu,
mas aquele que desceu do céu, disse Wesley.
Portanto,
ele é onipresente; caso contrário, ele não poderia estar no céu e na terra ao
mesmo tempo
Comentou
Wesley: Quem está no céu -
Portanto, ele é onipresente; caso contrário, ele não poderia estar no céu e na
terra ao mesmo tempo. Este é um exemplo claro do que geralmente é chamado de
comunicação de propriedades entre a natureza divina e humana; pelo que o que é
próprio da natureza divina é falado a respeito do humano, e o que é próprio do
humano é, como aqui, falado do divino.
assim
importa que o Filho do homem seja levantado
Citando
Jesus, o apóstolo João escreveu: E como Moisés
levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja
levantado.
E como Moisés - E mesmo esta única testemunha em breve
será tirada de você; sim, e da maneira mais ignominiosa. Números 21:8-9, disse Wesley.
todo aquele
que nele crê
Citando
Jesus, o apóstolo João completou: para que todo
aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Disse
Wesley: Que todo aquele que –
Ele deve ser levantado, para que assim ele possa comprar a salvação para todos
os crentes: todos aqueles que olham para ele pela fé recuperam a saúde
espiritual, assim como todos os que olharam para aquela serpente recuperaram a
saúde corporal.
Porque Deus
amou o mundo de tal maneira
O apóstolo João escreveu: Porque Deus
amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna.
Comentários
de Wesley:
sim, e esse
foi o próprio desígnio do amor de Deus ao enviá-lo ao mundo.
Todo aquele que crê nele - Com
aquela fé que opera pelo amor, e retém firme o início de sua confiança firme
até o fim.
Deus amou o mundo de tal maneira - Ou
seja, todos os homens debaixo do céu; mesmo aqueles que desprezam seu amor e,
por essa causa, finalmente perecerão. Caso contrário, não acreditar não seria
pecado para eles. Pois em que eles deveriam acreditar? Deveriam crer que Cristo
foi dado por eles? Então ele foi dado por eles.
Ele deu seu único Filho -
Verdadeira e seriamente. E o Filho de Deus se entregou, Gálatas 4:4, verdadeira e seriamente.
mas para
que o mundo seja salvo por meio dele
Escreveu
João: Porque Deus enviou seu Filho ao mundo para
condenar o mundo; mas para que o mundo seja salvo por meio dele.
Deus não enviou seu Filho ao
mundo para condenar o mundo - Embora muitos o
acusem disso, afirmou Wesley.
Quem nele
crê não é condenado
Citando
Jesus, o apóstolo João escreveu: Quem nele crê
não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no nome do
Filho unigênito de Deus.
Aquele que crê nele não é condenado - É
absolvido, é justificado diante de Deus, disse Wesley.
O nome do
Filho unigênito de Deus
O nome do Filho unigênito de Deus - O nome de uma pessoa é muitas vezes colocado para a própria pessoa.
Mas talvez seja mais sugerido nessa expressão, que a pessoa mencionada é grande
e magnífica. E, portanto, é geralmente usado para expressar Deus Pai ou Filho,
explicou Wesley.
amaram mais
as trevas do que a luz
O apóstolo
João escreveu: E esta é a condenação: que a luz
veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas
obras eram más.
Esta é a condenação - isto é, a causa
disso. Portanto, Deus é claro, afirmou Wesley.
Citando
Jesus, o apóstolo João escreveu: Mas aquele que
pratica a verdade vem para a luz, para que as suas obras se manifestem, para
que sejam realizadas em Deus.
Aquele que
pratica a verdade (isto é, a verdadeira religião) vem para a luz - Assim fez
até Nicodemos, depois.
São forjados em Deus - Isto é, na luz,
poder e amor de Deus.[83]
O Espírito
Santo e o novo nascimento
Para John Wesley, o Espírito Santo é
o agente central do novo nascimento (regeneração), uma
profunda transformação interior onde o crente, antes espiritualmente morto, é
vivificado e passa a viver uma nova vida em Cristo, marcada pelo amor e pela
busca por santidade, sendo o batismo uma porta para essa graça, mas exigindo
crescimento contínuo através dos meios da graça. A experiência não é só um evento, mas o início de uma jornada em direção à perfeição cristã,
onde o Espírito purifica gradualmente o coração e a mente, resultando em
evidências práticas como justiça, amor e vitória sobre o pecado habitual,
culminando na plenitude do amor de Deus. [84]
Pessoas salvas de dentro e de fora do pecado
“Provas vivas do poder de fé; pessoas salvas de
dentro e de fora do pecado, pelo ‘amor de Deus derramado em seus corações"
Em
1738, na viagem à Alemanha para se encontrar com os moravianos, Wesley disse:
“E aqui eu me deparei continuamente com o que busquei, a saber, provas vivas do
poder de fé; pessoas salvas de dentro e de fora do pecado, pelo ‘amor de Deus
derramado em seus corações’; e de toda dúvida e medo, pelo testemunho
permanente do ‘Espírito Santo que lhes foi dado". [85]
A
razão assistida pelo Espírito Santo
“A
razão que, assistida pelo Espírito Santo, nos capacita”
Wesley
pergunta: “Não é a razão que, assistida pelo Espírito Santo, nos capacita a
entender o que as Sagradas Escrituras declaram a respeito do ser e dos
atributos de Deus? Da sua eternidade e imensidade, do seu poder, sabedoria e
santidade? É pela razão que Deus nos capacita, até certo ponto, a
compreendermos o seu método de tratar com os filhos dos homens, a natureza de
suas várias dispensações - da velha e da nova, da lei e do evangelho. É por
esta que nós entendemos (o seu Espírito abrindo e iluminando os olhos do nosso
entendimento) que não nos devemos arrepender de nos termos arrependido, que é
pela fé que somos salvos, quais são a natureza e a condição da justificação e
quais são os seus frutos imediatos e subsequentes. Pela razão aprendemos o que
é o novo nascimento sem o qual não podemos entrar no reino do céu, e a
santidade sem a qual nenhum homem verá o Senhor. Pelo uso devido da razão, nós
chegamos a conhecer os elementos implícitos na santidade interior e o que
significa ser santo exteriormente - santo em toda conversação; em outras
palavras: qual é a mente que houve em Cristo e o que é andar como Cristo
andou”.[86]
Ponto
de maior importância
“É
o Espírito Santo que nos guia em toda verdade e santidade”
Wesley
disse que “não pode haver ponto de maior importância para ele que sabia que é o
Espírito Santo que nos guia em toda verdade e santidade do que considerar com
que sentimento da alma nos certificamos da sua divina presença de maneira que
não o afastemos de nós nem o desapontemos nos seus objetivos graciosos que
constituem a finalidade da sua habitação conosco, o qual não é diversão para
nosso entendimento, mas conversão e completa santificação do nos so coração e
da nossa vida”. [87]
Como
saber?
“Todo
o homem para crer para salvação, precisa receber o Espírito Santo”
“O
autor da fé e da salvação é só Deus”, explicou Wesley. “É ele que opera em nós
o querer e o fazer. É o único doador de todo dom perfeito e o único autor de
toda a boa obra. Não há mais poder do que mérito no homem; mas como todo mérito
está no Filho de Deus pelo que Ele fez e sofreu por nós, assim todo o poder
está no Espírito de Deus. Portanto, todo o homem para crer para salvação,
precisa receber o Espírito Santo. É isto essencialmente necessário a todo
cristão, não para que opere milagres, mas para fé, paz, alegria e amor - os
frutos comuns do Espírito. Embora nenhum homem na terra possa explicar o modo
particular pelo qual o Espírito de Deus opera em nossa alma, contudo todo
aquele que tiver estes frutos sabe e sente que Deus operou-os em seu coração. [88]
“Por
esses mesmos frutos distinguirei a voz de Deus de qualquer engano do Diabo”
Wesley
diz mais: “Por esses mesmos frutos distinguirei a voz de Deus de qualquer
engano do Diabo. Aquele espírito orgulhoso não pode humilhar-me diante de Deus.
Ele, também, não pode abrandar o meu coração e fazê-lo aborrecer-se contra Deus
e do meu amor filial. Não é o adversário de Deus e do homem que me capacita a
amar o meu vizinho ou o que me dá mansidão, benignidade, paciência, temperança
e toda a armadura de Deus. Ele não está dividido contra si mesmo nem é
destruidor do pecado - a sua própria obra. Somente o filho de Deus veio
"para destruir as obras do diabo". Assim como certamente a santidade
é de Deus e o pecado é obra do diabo, assim o testemunho que tenho em mim mesmo
não é de Satanás, mas de Deus”.
[89]
O
Espírito Santo nos prepara
“O
Espírito Santo nos prepara para o seu reino interior”
Wesley
ensinou que o “Espírito Santo nos prepara para o seu reino interior removendo o
véu de nosso coração e capacitando-nos a conhecermos-nos a nós mesmos como
somos conhecidos por Ele, ‘convencendo-nos do pecado’, da nossa má natureza,
dos nossos maus sentimentos, das nossas más palavras e ações e de tudo que
participa da corrupção do nosso coração do qual promanam. Ele, então, nos
convence do deserto dos nossos pecados”.
[90]
Sinais do novo nascimento no ministério de Wesley
“Os colisores selvagens e grosseiros de Kingswood
foram finalmente domados pelo metodismo. O fundador do movimento, John Wesley,
afirmou em 1769 que os antigos selvagens haviam sido transformados em ‘um povo
humano e hospitaleiro, cheio de amor a Deus e ao homem"
Na terça-feira, 27 de
novembro de 1738, após um pedido, Wesley faz um relato do que havia acontecido
em Kingswood:
“Na primavera, ele fez
isso”, [91]
escreveu Wesley.
“E como havia milhares que não recorriam a nenhum lugar de culto
público, ele foi atrás deles em seu próprio deserto”
“E como havia milhares que
não recorriam a nenhum lugar de culto público, ele foi atrás deles em seu
próprio deserto, "para buscar e salvar o que estava perdido". Quando
ele foi chamado, outros entraram ‘nas estradas e sebes, para obrigá-los a entrar’.
E, pela graça de Deus, seu trabalho não foi em vão”, [92]escreveu
Wesley.
“O cenário já mudou. Kingswood não ressoa agora, como há um ano, com xingamentos
e blasfêmias”
“O cenário já mudou.
Kingswood não ressoa agora, como há um ano, com xingamentos e blasfêmias. Não
está mais cheio de embriaguez e impureza e os desvios ociosos que naturalmente
levam a isso. Não está mais cheia de guerras e lutas, de clamor e amargura, de
ira e invejas. Paz e amor estão lá. Grande número de pessoas é suave, gentil e
fácil de ser suplicado. Eles ‘não choram, nem se esforçam’; e dificilmente a
sua ‘voz é ouvida nas ruas’; ou, na verdade, na sua própria madeira; a não ser
quando estiverem em seu habitual desvio noturno - cantando louvor a Deus, seu
Salvador”,[93]
escreveu Wesley.
No
domingo, dia 9 de agosto de 1739, Wesley pregou “a cerca de dez mil em
Moorfields, o que eles devem fazer para serem salvos”.[94]
Na
quarta, dia 12 de setembro de 1739. À noite, em Fetter-lane, Wesley descreveu a
vida de fé, e muitos dos se “descobriram que não eram mais do que bebês
recém-nascidos”[95].
Às quatro horas, de 4 de
setembro de 1739, Carlos Wesley escreveu:
“Preguei na escola em Kingswood, para alguns
milhares, (principalmente colisores), e cumpri as promessas, de Isaías xxxv.:
"O deserto e o lugar solitário se alegrarão por eles; e o deserto se
alegrará, e florescerá como a rosa." Eu triunfei na misericórdia de Deus
para com esses pobres párias (pois ele os chamou de um povo que não era um
povo) e na realização dessa escritura: "Então os olhos dos cegos serão
abertos, e os ouvidos dos surdos serão ininterruptos; então o coxo saltará como
um cervo, e a língua do mudo cantará; porque no deserto irromperão águas, e
riachos no deserto",[96]
disse Carlos.
“Oh, quão alegremente os pobres recebem o Evangelho”
“Oh, quão alegremente os
pobres recebem o Evangelho: Nós mal sabíamos como nos separar. Assim que eu
comecei no salão de Weaver, o diabo colocou sua garganta em Benjamin Eutter. Eu
peguei isso ocasião para convencer os ouvintes do pecado; do próprio pecado
daquele pobre réprobo. O capítulo exposto foi Rom. A Deus seja toda a glória
que falei de forma convincente”, [97]
disse Carlos.
“Os colisores selvagens e
grosseiros de Kingswood foram finalmente domados pelo metodismo. O fundador do
movimento, John Wesley, afirmou em 1769 que os antigos selvagens haviam sido
transformados em "um povo humano e hospitaleiro, cheio de amor a Deus e ao
homem".[98]
“Seu diário é uma exposição viva de homens e mulheres cujas
vidas haviam sido renovadas pelo evangelho. Nele há o relato de um barbeiro que
passou doze meses sem beber, embora tenha sido "um dos bêbados mais
conhecidos de toda a cidade" até encontrar-se com Wesley. Há um tropeiro a
caminho do prostíbulo que, convidado por um metodista para participar de um
culto de vigília, sai de lá se regozijando no caminho estreito. Há um esposo
que testifica que os metodistas silenciaram a língua rabugenta de sua esposa.
Há uma pobre alma desesperada, afastada do suicídio. Não é de se admirar que
este tipo de religião, capaz de operar tais milagres morais, tenha se espalhado
pela Inglaterra”.[99]
Em 8 de
março de 1781, Wesley registrou essa mudança em Burslem: “Voltei para Burslem.
Como toda a face deste país muda em cerca de vinte Anos! Desde então, os
habitantes têm fluído continuamente de todos os lados. Por isso, o deserto está
literalmente se tornando um campo fecundo. Casas Surgiram: aldeias, vilas, e o
país não melhorou mais do que o povo. A palavra de Deus teve curso livre entre
eles; Pecadores são diariamente despertados e convertidos a Deus, e os crentes
crescem no conhecimento de Cristo. À noite a casa encheu-se de gente, e com a
presença de Deus. Isso me obrigou a estender o serviço muito mais tempo do que
estou acostumado a fazer."[100]
Novo Nascimento e a circuncisão do coração
John Wesley abordou a
"circuncisão do coração" em seus sermões, como o famoso Sermão 17,
descrevendo-a como uma transformação interior profunda operada pelo Espírito
Santo, não uma marca física, que resulta em um estado de alma renovado, um
coração aberto à vontade de Deus e à salvação, e uma vida de santidade e
obediência, fundamental para o metodismo e o cristianismo autêntico,
contrastando com rituais exteriores vazios. [101]
“Circuncisão é a do coração, no espírito, e
não na letra” (Rm 2.29; Fp 3.3; Cl 2.11-15).
Circuncisão
do coração é outro nome para perfeição cristã.
A
santificação se inicia no momento em que a pessoa é justificada. a regeneração,
o novo nascimento não é o mesmo que santidade. o novo nascimento é o começo da
santificação.
“Em seu sermão
'O Novo Nascimento' ... João Wesley três frases para marcar essas dimensões de
ser criado à imagem de Deus: imagem natural (somos seres
humanos espirituais com liberdade de vontade); imagem política (somos
governantes do mundo criado e nos relacionamos com os outros); e imagem
moral (pretendemos ser santos e justos).
Esta imagem
perfeita, este reflexo ininterrupto de Deus, foi destruída pelo pecado
humano. Foi necessária a perfeição de Jesus Cristo para restaurar a
imagem”.[102]
Wesley
pregou o sermão “Circuncisão do coração” na Universidade de Oxford. Começa
dizendo que o homem sensato que prega os deveres essenciais do Cristianismo
corre o risco de ser tido como divulgador de doutrinas novas. As pessoas vivem
tão distantes das verdades, amam mais o mundo do que a Deus, que acham que as
mensagens são coisas estranhas.
Ele diz que
a circuncisão do coração, as marcas do verdadeiro cristão não “são nem a
circuncisão exterior, ou o batismo, ou qualquer outra forma externa, mas um
reto estado de alma, a mente e o espírito renovados à imagem daquele que os
criou”.
Em que
consiste a circuncisão do coração?
É o que se
chama nas escrituras de santidade, que implica em purificação de pecados e, em
conseqüência, o cristão passa a ser “dotado das virtudes que também havia em
Cristo Jesus; ser renovado no espírito de sua mente, de modo a ser perfeito
como nosso Pai celestial é perfeito”.
“A circuncisão implica em humildade, fé,
esperança e caridade.”
A humildade
é uma justa apreciação de nós mesmos. Ela purifica nossas mentes do alto
conceito, “da indevida opinião acerca de nossas capacidades e talentos, que é
genuíno fruto da natureza corrompida.”
“Convence-nos de que somos, por natureza,
mesmo em nossa melhor condição, pecado e vaidade; que a confusão, a ignorância
e o erro reinam em nosso entendimento; que as paixões irracionais, terrenas,
sensuais e diabólicas usurpam o domínio de nossa vontade.”
Sabemos que
não podemos nos auxiliar, que sem o Espírito Santo nada podemos fazer, nem
nutrir um bom pensamento.
Pela
humildade conhecemo-nos a nós mesmos, por isso, não desejamos o aplauso que
sabemos não merecer.
“Esta é
aquela humildade de mente que aprenderam de Cristo, seguindo seu exemplo e
marchando em suas pegadas.” E esse conhecimento da enfermidade e a cura das
enfermidades (orgulho e vaidade) nos levam a abraçar a fé, que é a
segunda coisa que se inclui na circuncisão do coração.
Mas essa
deve ser uma fé poderosa em Deus, que derruba fortalezas, destrói preconceitos
e todos os costumes e hábitos ruins, bem como toda sabedoria do mundo.
Pela
circuncisão do coração, os olhos do entendimento são iluminados e vemos a nossa
vocação: glorificar a Deus, que nos comprou por preço elevado.
Essa fé é o
fundamento inabalável de tudo quanto Deus revelou nas Escrituras, mas é também
“a revelação de Cristo em nosso coração; uma divina evidência ou convicção de
Seu amor; Seu livre espontâneo amor a mim, pecador; uma segura confiança em Sua
misericórdia perdoadora operando em nós pelo Espírito Santo; uma confiança pela
qual todo verdadeiro crente é habilitado a dar este testemunho: 'Sei que meu
Remidor vive', que tenho um 'Advogado junto ao Pai' e que 'Jesus Cristo, o
Justo', é meu Senhor e a 'propiciação pelos meus pecados'; sei que Ele 'me amou
e entregou-se a si mesmo por mim'; que Ele me reconciliou com Deus e 'tenho
redenção pelo sangue e o perdão de pecados”.
Essa fé
liberta do jugo do pecado e purifica a consciência de obras mortas. Fortalece
de tal modo que não mais somos constrangidos a obedecer ao pecado, mas nos
entregarmos inteiramente a Deus.
A outra
qualidade em que implica a circuncisão do coração é a esperança. O Espírito
testifica no nosso próprio espírito de que somos filhos e filhas de Deus.
É o
Espírito quem “dá uma viva expectação de receber das mãos de Deus todas as boas
dádivas, uma jubilosa expectativa daquela coroa de glória que lhes está
reservada nos céus. Por essa âncora, o cristão se guarda firme em meio das
ondas tempestuosas do mundo, sendo libertado do perigo de lançar-se contra uma
destas escolhas fatais; a presunção ou o desespero”.
Não
desanima em face da inconcebível severidade de seu Senhor, nem considera que as
adversidades da carreira que lhe está proposta sejam maiores do que as suas
forças lhe permitam vencer.
Se desejas
ser perfeito, junte às virtudes citadas, a prática do amor “e aí tens a
circuncisão do coração”.
“O amor
resume em si todos os mandamentos. Nele está a perfeição, a glória e a
felicidade. A lei real dos céus e da terra é esta: 'Amarás o Senhor teu Deus de
todo o coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua mente, e de toda a tua
força.”
Wesley diz
algo importante: “Não que esse mandamento nos proíba de ter amor a outro objeto
além de Deus: implica, ao revés, em que amemos também a nosso irmão. Nem proíbe
(como alguns têm a extravagância de imaginar) que tenhamos prazer em qualquer
coisa, exceto em Deus”.
O que o
Senhor diz é que devemos amar a Deus como único Senhor. Não devemos ter outros
deuses diante de nós. Uma só coisa desejarás: gozar daquele que é Tudo em todas
as coisas. Um único objetivo terás: perseverar até o fim no gozo de Deus, no
tempo e na eternidade. “Seja o que for que desejas ou temas, que procures ou
evites, penses, fales ou faças - nisso palpite como alvo tua felicidade em Deus, o Fim único e a Fonte de teu ser.”
A procura
da felicidade nas coisas do mundo gratifica o desejo da carne.
Wesley
passa a mencionar as reflexões que fez sobre o significado da circuncisão do
coração: “Ninguém possui credenciais que
o habilitem a agradar a Deus, a não ser que seu coração seja circuncidado pela
humildade; a não ser que se faça pequenino, baixo e vil a seus próprios olhos
(...), a não ser que continuamente sinta no íntimo de sua alma que, sem o
Espírito Santo, repousando sobre si, não pode pensar, nem desejar, nem falar,
nem realizar nenhum bem, ou coisa que seja agradável à vista de Deus.”
Outra
verdade - diz Wesley - “é que ninguém obterá a honra que vem de Deus enquanto
seu coração não for circuncidado pela fé, uma fé de operação divina”.
Uma fé que
dirija todos os passos, que “guie todos
os seus desejos, desígnios e pensamentos, todas as suas ações e conversações,
como quem penetrou através do véu, para além do qual Jesus se assenta à mão
direita de Deus”.
Em terceiro
lugar, “ninguém é verdadeiramente conduzido pelo Espírito, a não ser que o
Espírito testifique com seu espírito, que ele é filho de Deus”.
Wesley
adverte que é errado ensinar que servindo a Deus não devemos ter em vista a
nossa própria felicidade. Ao contrário, diz ele, somos chamados por Deus a
atentarmos para a recompensa da retribuição; a contrastar o sofrimento com a
alegria colocada dentro de nós. Estamos na esperança de uma herança
incorruptível.
Por fim,
Wesley fala do amor que suprime toda a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a
vaidade da vida e nos leva unicamente a agradar a Deus e a amar ao próximo.
Diz ele:
“Eis, pois, aí a súmula da lei perfeita; esta é a verdadeira circuncisão do
coração”. Diz mais: “Que o homem se ofereça continuamente a Deus através de
Cristo, em chamas de vivo amor”.
Ele conclui
dizendo: “Que tua alma se encha tão completamente de seu amor, que não ames a
qualquer outra coisa senão por amor dele”. Assim teremos a mente que houve em
Cristo.[103]
As marcas do que é nascido de Deus
Para
John Wesley, as marcas do que é nascido de Deus são uma transformação
interior profunda operada pelo Espírito Santo, resultando em uma fé
viva que vence o mundo, um amor de Deus derramado no coração,
a prática da justiça, o desejo de santidade, e uma vida
de obediência e testemunho (como amar a Deus
acima de tudo, não pecar habitualmente e amar os irmãos), contrastando com o
espírito mundano e focado na salvação de almas. [104]
Wesley pregou o sermão “O quase cristão” em St. Mary's, Oxford, perante a Universidade, em 25 de julho de 1741, na Inglaterra.
O texto bíblico base foi: "Quase me persuade a ser cristão" (Atos 26.28).
Depois de considerações sobre
práticas que parecem indicar quer a pessoa é cristão, Wesley coloca três marcas
que indicam verdadeiramente que uma pessoa é cristã.
A primeira é amar a Deus.
Wesley afirma: “Se for
perguntado: "O que mais do que isso está implícito em ser totalmente
cristão?" Eu respondo primeiro, o amor de Deus. Pois assim diz sua
palavra: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua
alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças". [105]
A segunda é amar ao próximo.
“A segunda coisa implícita em
ser totalmente cristão é o amor ao próximo. Pois assim disse nosso
Senhor nas seguintes palavras: "Amarás o teu próximo como a ti
mesmo", [106] lembra
Wesley.
A terceira coisa implícita é que
“Todo aquele que crê é nascido de Deus”.
Todo aquele
que crê é nascido de Deus
"A todos quantos o
receberam, deu-lhe o poder de se tornarem filhos de Deus. até mesmo para
aqueles que creem em seu nome."
Em terceiro lugar, Wesley diz:
“Há ainda mais uma coisa que pode ser considerada separadamente, embora não
possa realmente ser separada da anterior, que está implícita em ser totalmente
cristão; e essa é a base de tudo, até mesmo da fé. Coisas muito excelentes
são ditas sobre isso em todos os oráculos de Deus. "Todo aquele que crê é
nascido de Deus", diz o discípulo amado. "A todos quantos o
receberam, deu-lhe o poder de se tornarem filhos de Deus. até mesmo para
aqueles que creem em seu nome." E "esta é a vitória que vence o
mundo, a nossa fé". sim, o próprio nosso Senhor declara: "Quem crê no
Filho tem a vida eterna; e não entra em condenação, mas passou da morte para a
vida."
"Deve-se diligentemente
notar que a fé que não produz arrependimento, amor e todas as boas obras não é
aquela fé viva e correta, mas morta e diabólica”
“Mas aqui que nenhum homem
engane sua própria alma. "Deve-se diligentemente notar que a fé que não
produz arrependimento, amor e todas as boas obras não é aquela fé viva e
correta, mas morta e diabólica”, diz Wesley. “Pois, até os demônios acreditam
que Cristo nasceu de uma virgem: que ele operou todos os tipos de milagres,
declarando-se verdadeiro Deus: que, por nossa causa, ele sofreu uma morte muito
dolorosa, para nos redimir da morte eterna; que ressuscitou ao terceiro dia:
que subiu ao céu, e está assentado à direita do Pai, e na consumação dos
séculos virá outra vez para julgar tanto os vivos como os mortos”.
“Esses artigos de nossa fé os
demônios acreditam, e assim eles acreditam em tudo o que está escrito no Antigo
e no Novo Testamento. E, no entanto, apesar de toda essa fé, eles são apenas
demônios”
“Esses artigos de nossa fé os
demônios acreditam, e assim eles acreditam em tudo o que está escrito no Antigo
e no Novo Testamento”, diz Wesley. “E, no entanto, apesar de toda essa fé, eles
são apenas demônios. Eles permanecem ainda em seu estado condenável, sem a
verdadeira fé cristã. [Homilia sobre a Salvação do Homem”.
A fé cristã correta e verdadeira
é...
"A
fé cristã correta e verdadeira é" (para continuar com as palavras de
nossa própria Igreja), "não apenas acreditar que a Sagrada Escritura e os
Artigos de nossa Fé são verdadeiros, mas também ter uma confiança segura e
confiança para ser salvo da condenação eterna por Cristo”, diz Wesley. “É uma
confiança segura que um homem tem em Deus, que, pelos méritos de Cristo, seus
pecados são perdoados e ele se reconcilia com o favor de Deus; do qual segue um
coração amoroso, para obedecer aos seus mandamentos”.
A fé que
purifica o coração
“Agora, quem tem essa fé, que
"purifica o coração" (pelo poder de Deus, que nele habita) do
"orgulho, ira, desejo, de toda injustiça" de "toda imundícia de
carne e espírito;" que o enche de amor mais forte que a morte, tanto para
Deus quanto para toda a humanidade”, diz Wesley;
“Quem tem essa fé operando assim
pelo amor não é quase apenas, mas
completamente, um cristão”
E Wesley continua: “Amor que faz
as obras de Deus, gloriando-se de gastar e ser gasto por todos os homens, e que
suporta com alegria, não apenas o opróbrio de Cristo, o ser escarnecido,
desprezado e odiado por todos os homens, mas tudo o que a sabedoria de Deus
permite que a malícia dos homens ou demônios infliga, - quem tem essa fé
operando assim pelo amor não é quase apenas,
mas completamente, um cristão”. [107]
============================================================
A Perfeição Cristã
===============================
Índice
·
Introdução
·
Destaques dos capítulos
do estudo
·
A perfeição cristã
·
Fundamento bíblico sobre a perfeição cristã
·
Em que sentido somos e não somos perfeitos
·
Wesley, John
Fletcher e a perfeição cristã
===============================
Introdução
“A
perfeição cristã para John Wesley não é infalibilidade ou perfeição angelical,
mas sim o "perfeito amor" a Deus e ao próximo, onde o crente é
liberto do pecado voluntário e purificado de segundas intenções. É uma santificação integral (corpo, alma e espírito)
alcançável nesta vida através da graça, permitindo viver com um coração
totalmente dedicado a Deus, embora ainda sujeito a limitações humanas e à
necessidade contínua da graça de Cristo”.[108]
Os títulos dos capítulos são:
·
A perfeição
cristã
·
Fundamento bíblico sobre a perfeição cristã
·
Em que sentido somos e não somos perfeitos
· Wesley, John Fletcher e a perfeição cristã
O termo “perfeição” não é ainda compreendido em nossos dias. Nem mesmo entre os metodistas.
A perfeição cristã não implica em uma isenção da
ignorância ou do erro, ou das enfermidades ou tentações.
Em seu tempo, Wesley resgatou a doutrina da
perfeição cristã, que fazia parte da responsabilidade dada por Deus ao
metodismo, no século XVIII:
“A perfeição cristã, cria Wesley, era o depositum
que Deus havia entregue aos metodistas como sua responsabilidade especial.”[109]
===============================
Destaques dos capítulos do estudo
A perfeição cristã para John Wesley não é
infalibilidade ou perfeição angelical, mas sim o "perfeito amor"
a Deus e ao próximo, onde o crente é liberto do pecado voluntário e purificado
de segundas intenções. É uma santificação
integral (corpo, alma e espírito) alcançável nesta vida através da graça,
permitindo viver com um coração totalmente dedicado a Deus, embora ainda
sujeito a limitações humanas e à necessidade contínua da graça de Cristo.[110]
Fundamento
bíblico sobre a perfeição cristã
A perfeição cristã
de John Wesley, ou "inteira santificação", é fundamentada
biblicamente como o amor a Deus e ao próximo de todo o coração,
purificando as intenções e libertando do pecado original nesta vida. Não é
perfeição angélica ou isenção de erros, mas um estado de graça onde a alma é
restaurada à imagem de Deus. [111]
Em que sentido somos e não somos
perfeitos
Segundo John Wesley, fundador do
Metodismo, a "perfeição cristã" (ou inteira santificação) não
significa perfeição absoluta ou sem pecado no sentido divino, mas sim perfeição
no amor. Para Wesley, ser perfeito é ter o coração tão cheio de amor a Deus
e ao próximo que não resta lugar para o pecado voluntário. [112]
Wesley, John Fletcher e a perfeição cristã
John Fletcher (1729–1785) foi um dos principais teólogos metodistas do
século XVIII e o principal aliado de John Wesley na defesa e definição da
doutrina da Perfeição Cristã (ou inteira santificação). Ele
ajudou a sistematizar a ideia de que o amor perfeito de Deus pode purificar o
coração do crente, libertando-o do pecado inato.
===============================
A perfeição cristã
A perfeição cristã para John Wesley não é infalibilidade ou perfeição
angelical, mas sim o "perfeito amor" a Deus e ao próximo, onde o
crente é liberto do pecado voluntário e purificado de segundas intenções. É uma santificação integral (corpo, alma e espírito)
alcançável nesta vida através da graça, permitindo viver com um coração
totalmente dedicado a Deus, embora ainda sujeito a limitações humanas e à
necessidade contínua da graça de Cristo.[113]
A palavra
perfeição não é tão comentada no meio evangélico. Traz a ideia de soberba,
pretensão etc. Mas é uma expressão bíblica e é uma recomendação do Senhor:
“Sede perfeito” (Mt 5.43-48).
O que temos que fazer
é entender o significado da perfeição. Algumas pessoas acham impossível
alcançá-la porque a entendem de uma forma equivocada.
Mas o que é a
perfeição?
É acima de tudo
amor perfeito! (1Jo 4.18).
Em seu livro “Um Relato Claro da Perfeição Cristã”, Wesley afirma que a
perfeição implica em “amar a Deus com todo o nosso coração, entendimento, alma
e força e que nada de mau gênio, nada contrário ao amor, permanece na alma; que
todos os pensamentos, palavras e ações, são governadas pelo puro amor”.[114]
Veja a seguir
alguns princípios sobre a perfeição:
Nós podemos
alcançar a perfeição.
Wesley conheceu em
suas sociedades várias pessoas que tinham alcançado a perfeição. Eis os
procedimentos de uma senhora que a alcançou:
*
Trabalhava para os pobres;
*
Tinha ardente amor;
*
Tinha grande alegria;
*
Estava pronta a morrer;
*
Não gostava de faltar aos cultos;
*
Sentia que a sua vontade era a vontade de Deus.
* Verifique: Mt 5.43; Ef 4.13; Cl 1.28; Fl 3.15
A perfeição não se
alcança imediatamente.
Nós temos que
caminhar em sua direção (Ef 4.15; 1Ts
3.12; 2Pe 3.18; Tg 1.4; Hb 6.1).
A perfeição não é
absoluta.
*
Não nos coloca em igualdade a Deus (Fl 2.6),
*
A nossa palavra não é a palavra de Deus,
*
O nosso ensino sobre as Escrituras não é infalível.
A perfeição não
nos torna sem erros.
Somente Deus não
erra. Podemos ser perfeitos e não saber nada sobre os sinais de trânsito.
Podemos errar numa conta de matemática etc (Rm 7.19; Lc 11.4; Lc 6.37).
A perfeição não
evita a tentação.
*
O próprio Jesus era perfeito e foi tentado;
verifique: Lc 4.1-2; Lc 6.13.
A perfeição pode
ser perdida.
*
Temos o livre arbítrio. O diabo anda ao nosso
redor; verifique: 1Co 10.12; Ap 3.11.
No seu livro “Explicação clara da perfeição cristã”, Wesley afirma que podemos ter um amor perfeito mesmo sofrendo com tribulações: “(...) a mente pode estar profundamente abatida e aflita, perplexa e oprimida por pesares ao ponto de sentir-se angustiada, enquanto o coração se apega a Deus por meio do amor perfeito e a vontade está completamente submetida a Ele. Não foi assim com o próprio Filho de Deus?”[115]
Mas ele insistia que quem não é feliz não é
cristão. Também Wesley ensinava que o amor puro pode nos levar a cometer
equívocos, pois o amor nascido de Deus não pensa mal e tudo crê. Esta própria
disposição livre de desconfiança, pronta a crer e esperar o melhor de todos os
homens, pode levar-nos a “pensar que alguns são melhores do que na verdade são.[116]
Mas o que é perfeição a cristã?
Wesley a descreveu
assim: “(...) aquele em quem existe a mente que houve em Cristo e que
anda como Cristo andou; um homem que tem as mãos limpas e um coração puro.
(...) Aquele que
não é motivo de tropeço para os outros e aquele que de fato não cometeu pecado.
(...) A sua alma é
realmente toda amor, cheia de entranhas de misericórdia, bondade, magnanimidade
e tolerância.
A sua vida está de
acordo com estas qualidades, cheias das obras da fé, da paciência, da esperança
e da obra do amor”.[117]
Importante lembrar que a santificação plena,
segundo Wesley, é “o grande depósito que Deus colocou com o povo chamado
metodista; e para propagar isso, ele parecia ter nos levantado”.[118]
Para Wesley, perfeição cristã é sinônimo de
perfeito amor.
Fundamento bíblico sobre a perfeição cristã
A perfeição cristã de John Wesley, ou "inteira santificação",
é fundamentada biblicamente como o amor a Deus e ao próximo de todo o
coração, purificando as intenções e libertando do pecado original nesta vida. Não é perfeição angélica ou isenção de erros, mas um
estado de graça onde a alma é restaurada à imagem de Deus. [119]
João Wesley utilizou algumas expressões bíblicas para explicar o que é a
perfeição cristã, dentre elas, santidade, circuncisão do coração, inteira
santificação e perfeição em amor.
Ele explicou e fundamentou o que ele entendia por circuncisão do coração
pregando na Universidade, na Igreja de Santa Maria 1º de janeiro de 1733.
Ele disse: “Em 1º de janeiro de 1733, preguei na Universidade, na Igreja
de Santa Maria (Oxford), sobre “a circuncisão do coração” [Deuteronômio 30:
6; Romanos 2:29; cf. Deuteronômio 10:16; Jeremias 4:
4]; um relato que fiz nestas palavras:
É aquela
disposição habitual da alma, que nas escrituras sagradas é denominada santidade e que implica diretamente ser
purificado do pecado; de toda imundície tanto da carne quanto do espírito; e,
por consequência, o ser dotado daquelas virtudes que estavam em Cristo
Jesus; ser tão “renovado na imagem de nossa mente” [Efésios 4:23], a ponto
de ser “perfeito como nosso Pai que está nos céus é perfeito” [Mateus 5:48.][120]
No livro, “Um relato claro da perfeição cristã”, ele continuou a
explicar no sermão “circuncisão do coração”:
No mesmo sermão que observei, “O amor é o cumprimento da lei”
[Romanos 13:10], “o fim do mandamento” [ 1 Timóteo 1: 5 ]. Não é apenas o
primeiro e grande mandamento [Mateus 22:38], mas todos os mandamentos em um:
“Tudo o que é justo, tudo o que é puro, se houver virtude, se houver louvor”
[Filipenses 4: 8], todos eles estão incluídos nesta palavra, amor. Nisso está perfeição, glória e felicidade!
A lei real do céu e da terra é esta: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu
coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua mente e de todas as tuas forças”
[Marcos 12:30; Lucas 10:27; cf. Deuteronômio 6: 5]. O único bem perfeito será o
seu fim último. Uma coisa desejareis por si mesma - a fruição d'Aquele que é
tudo em todos. Uma felicidade que vocês devem propor a suas almas, sim, uma
união com Aquele que as criou; o “ter comunhão com o Pai e o Filho” [1 João 1:
3]; o ser "unido ao Senhor em um só espírito" [1 Coríntios
6:17] Um desígnio que vocês devem seguir até o fim dos tempos - o desfrute
de Deus neste tempo e na eternidade. Deseje outras coisas na medida em que
elas tendam a isso: ame a criatura, pois ela conduz ao Criador. Mas em
cada passo que você dá, seja este o ponto glorioso que encerra a sua
visão. Que toda afeição, pensamento, palavra e ação sejam subordinados a
isso. O que quer que desejem ou temam, tudo o que busquem ou evitem, tudo
o que pensem, falem ou façam, seja para sua felicidade em Deus - o único fim,
bem como a fonte, de seu ser.[121]
Nos seus comentários sobre o Novo Testamento, ele explicou alguns
versículos sobre o tema
“santidade” e “perfeição”:
Um mandamento de
Jesus: sede perfeitos
“Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês” (Mateus 5.48).
Só este mandamento basta para termos que crer e seguir o que Jesus
disse. A perfeição é possível!
Jesus não nos daria um mandamento, se não fosse possível praticarmos.
Portanto, sereis perfeitos; como o seu
Pai que está nos céus é perfeito - Assim o original é executado,
referindo-se a toda aquela santidade que é descrita nos versículos anteriores,
que nosso Senhor no início do capítulo recomenda como felicidade, e no final
disso como perfeição. E quão sábio e gracioso é isso, para resumir e, por
assim dizer, selar todos os seus mandamentos com uma promessa! Até mesmo a
promessa adequada do Evangelho! Que ele coloque essas leis em nossas
mentes e as escreva em nossos corações! Ele sabia muito bem como nossa
descrença estaria pronta para gritar, isso é impossível! E, portanto,
aposta nele todo o poder, verdade e fidelidade daquele a quem todas as coisas
são possíveis.[122]
O
perfeito amor lança fora o medo
“No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor
expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está
aperfeiçoado no amor” (1 João 4.18).
O perfeito amor é possível!
Amor perfeito é sinônimo de perfeição cristã ou
santidade.
É o que o apóstolo João ensinou.
João Wesley
comentou:
Não há medo no
amor; mas o amor perfeito lança fora o medo: porque o medo traz
tormento. Aquele que teme não é perfeito no amor.
Não há medo no amor - Nenhum medo servil
pode estar onde o amor reina. Mas o amor adulto perfeito lança fora o medo
servil: porque tal medo traz tormento - E assim é inconsistente com a
felicidade do amor. Um homem natural não tem medo nem amor; aquele que
está desperto, medo sem amor; um bebê em Cristo, amor e medo; um pai
em Cristo, amor sem medo.[123]
Em que sentido somos e não somos perfeitos
Segundo John Wesley, fundador do Metodismo, a
"perfeição cristã" (ou inteira santificação) não significa perfeição
absoluta ou sem pecado no sentido divino, mas sim perfeição no amor.
Para Wesley, ser perfeito é ter o coração tão cheio de amor a Deus e ao próximo
que não resta lugar para o pecado voluntário. [124]
“1. Em que
sentido NÃO somos perfeitos (Perfeição Absoluta)
Wesley
enfatizava que os cristãos, mesmo os mais santificados, continuam humanos e
falíveis nesta vida:
- Não
perfeitos em conhecimento: Não
estamos isentos de ignorância ou erros de julgamento.
- Não
livres de enfermidades: Ainda
estamos sujeitos a fraquezas físicas, lapsos de memória e tentações, que
Wesley chamava de "pecados indevidamente chamados".
- Não
imunes à queda: A perfeição cristã não significa
incapacidade de pecar; ela pode ser perdida se o cristão não permanecer em
amor.
- Não perfeitos como Adão: Não
é uma perfeição adâmica (impecabilidade original), mas uma perfeição
focada na intenção e no coração”.[125]
Wesley começa o sermão “Perfeição cristã” tendo como base o texto: “Não como se eu já tivesse alcançado, qualquer um deles já era perfeito” (Filipenses 3.12).
Wesley faz
um alerta: “A palavra perfeito é o que muitos não podem
suportar. O próprio som disso é uma abominação para eles. E quem quer que pregue
a perfeição (como é a frase), isto é, afirme que ela é alcançável
nesta vida, corre grande risco de ser considerado por eles pior do que um pagão
ou um publicano”. [126]
Wesley
divide o sermão em dois capítulos: primeiro, em que sentido os cristãos não
são; e em segundo lugar, em que sentido eles são perfeitos.
Num resumo
do seu sermão, temos:
Em que
sentido não somos perfeitos
Wesley
ensina em que não somos perfeitos:
Não estamos
livres de erros
Esclarecedor
o que Wesley afirma: “4. Ninguém, então, é tão perfeito nesta vida, a
ponto de estar livre da ignorância. Nem, em segundo lugar, por engano; o que de
fato é quase uma consequência inevitável disso; vendo aqueles que
"conhecem apenas em parte" [1 Coríntios 13:12] estão sempre sujeitos
a errar em relação às coisas que não conhecem”. [127]
E
complementa: “É verdade que os filhos de Deus não se enganam quanto às coisas
essenciais para a salvação: eles não "fazem das trevas luz, nem da luz trevas"; [Isaías
5:20] nem "buscam a morte no erro de sua vida". [Sabedoria 1:12].
Pois eles são "ensinados por Deus", e o caminho que ele os ensina, o
caminho da santidade, é tão claro, que "o viajante, embora tolo, não
precisa errar nele". [Isaías 35:8]”. [128]
Portanto,
mesmo os filhos de Deus não concordam quanto à interpretação de muitos lugares
nas escrituras sagradas: Nem sua diferença de opinião é prova de que eles não
são filhos de Deus em nenhum dos lados; mas é uma prova de que não devemos
esperar que qualquer homem vivo seja infalível mais do que onisciente”. [129]
Não estamos
livres da tentação
“Nem
podemos esperar, até então, estar totalmente livres da tentação”, afirma
Wesley no item 8. “Tal perfeição não
pertence a esta vida. É verdade que há aqueles que, sendo entregues a fazer
toda a impureza com ganância, [Efésios 4:19] mal percebem as tentações às quais
não resistem e, portanto, parecem estar sem tentação. Há também muitos a quem o
sábio inimigo das almas, vendo estar profundamente adormecido na forma morta da
piedade, não tentará a pecado grave, para que não despertem antes de caírem em
chamas eternas”. [130]
Não há
isenção de enfermidades
“A perfeição cristã, portanto,
não implica (como alguns homens parecem ter imaginado) uma isenção da
ignorância ou do erro, ou das enfermidades ou tentações”, diz Wesley,
no item 9. “Na verdade, é apenas outro termo para santidade. São dois nomes
para a mesma coisa. Assim, todo aquele que é perfeito é santo, e todo aquele
que é santo é, no sentido bíblico, perfeito”. [131]
Não há
perfeição absoluta na Terra
E para
completar esse capítulo, Wesley diz: “No entanto, podemos, finalmente, observar
que nem a esse respeito há perfeição absoluta na terra. Não há perfeição
de graus, como é chamado; nenhum que não admita um aumento contínuo. De
modo que o quanto qualquer homem alcançou, ou em quão alto grau ele é perfeito,
ele ainda precisa "crescer na graça" [2 Pedro 3:18] e diariamente
avançar no conhecimento e amor de Deus, seu Salvador. [ver Filipenses 1:9]”. [132]
Em que sentido
somos perfeitos
Segundo John Wesley, a perfeição cristã não
significa uma perfeição absoluta, angelical ou intelectual, onde o ser humano
nunca erra ou não precisa mais da graça de Deus. Pelo contrário, Wesley define
a perfeição como a perfeição no
amor ou inteira santificação. [133]
“2. Em que
sentido SOMOS perfeitos (Perfeição Cristã/Amor)
Para
Wesley, a perfeição possível nesta vida é a maturidade espiritual:
- Perfeitos
no Amor: É o amor de Deus e do próximo
governando nossos pensamentos, palavras e ações.
- Livres
do Pecado Voluntário: A pessoa
inteiramente santificada não peca intencionalmente, pois o amor de Deus
governa sua vontade.
- Pureza
de Intenção: Todo o coração e a vida são
dedicados a Deus; a intenção do fiel é agradar a Deus em tudo.
- Graça
em progresso: É uma perfeição
"dinâmica", onde o cristão pode sempre crescer mais no amor,
mesmo já amando perfeitamente”. [134]
No seu
sermão “Perfeição cristã”, Wesley aprofunda o tema: em que sentido somos
perfeitos:
Aqueles que
são justificados, que nascem de novo no sentido mais baixo, "não continuam
em pecado"
E Wesley
comenta no item 3: “Agora, a Palavra de Deus declara claramente que mesmo
aqueles que são justificados, que nascem de novo no sentido mais baixo,
"não continuam em pecado;" que eles não podem "viver mais
nele"; (Rom. 6:1, 2) que eles são "plantados juntos na semelhança da
morte" de Cristo; (Romanos 6:5) que seu "velho homem é crucificado
com ele", o corpo do pecado sendo destruído, para que doravante eles não
sirvam ao pecado; que, estando mortos com Cristo, estão livres do pecado;
(Romanos 6:6, 7) que eles estão "mortos para o pecado e vivos para
Deus"; (Romanos 6:11) que "o pecado não tem mais domínio sobre
eles", que "não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça;" mas
que estes, "estando livres do pecado, tornaram-se servos da justiça".
(Rom. 6:14, 18)”. [135]
E Wesley esclarece: “Ele não peca voluntariamente; ou ele não
comete pecado habitualmente; ou, não como os outros homens fazem;
ou, não como ele fez antes”. [136]
Sobre o pecado, Wesley diz: “Ele declara: Primeiro,
o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado. Em segundo lugar, nenhum homem
pode dizer: Eu não pequei, não tenho pecado do qual ser purificado. Em terceiro
lugar, mas Deus está pronto para perdoar nossos pecados passados e nos salvar
deles para o futuro. [1 João 1:7-10] Em quarto lugar, "Estas coisas vos escrevo",
diz o apóstolo, "para que não pequeis. Mas se alguém "pecar"
ou tiver pecado (como a palavra pode ser traduzida), ele não
precisa continuar em pecado; visto que "temos um Advogado junto ao Pai,
Jesus Cristo, o justo". [1 João 2:1-2] Até agora, tudo está claro”. [137]
Aquele que comete pecado é do diabo; pois o
diabo peca desde o princípio
“Mas para
que nenhuma dúvida permaneça em um ponto de tão grande importância,” diz
Wesley, “o apóstolo retoma esse assunto no terceiro capítulo e explica
amplamente seu próprio significado. "Filhinhos", disse ele,
"ninguém vos engane:" (Como se eu tivesse dado algum encorajamento
aos que continuam no pecado:) "Aquele que pratica a justiça é justo, assim
como ele é justo. Aquele que comete pecado é do diabo; pois o diabo peca desde
o princípio”. [138]
Um cristão
é tão perfeito que não comete pecado
“Para isso
se manifestou o Filho de Deus, a fim de destruir as obras do diabo”, lembra
Wesley. “Todo aquele que é nascido de Deus não comete pecado, porque a sua
descendência permanece nele; e ele não pode pecar, porque é nascido de Deus.
Nisto se manifestam os filhos de Deus e os filhos do diabo." (1 João
3:7-10) Aqui o ponto, que até então poderia ter admitido alguma dúvida em
mentes fracas, é propositadamente resolvido pelo último dos escritores
inspirados e decidido da maneira mais clara. Em conformidade, portanto, tanto
com a doutrina de São João quanto com todo o teor do Novo Testamento, fixamos
esta conclusão - Um cristão é tão perfeito que
não comete pecado”. [139]
Wesley, John Fletcher e a perfeição cristã
John Fletcher (1729–1785) foi um dos principais teólogos metodistas do
século XVIII e o principal aliado de John Wesley na defesa e definição da
doutrina da Perfeição Cristã (ou inteira santificação). Ele
ajudou a sistematizar a ideia de que o amor perfeito de Deus pode purificar o
coração do crente, libertando-o do pecado inato nesta vida.[140]
“John Fletcher (1729–1785), conhecido como o Pároco de Madeley, foi o principal sistematizador e defensor teológico da doutrina da Perfeição Cristã (ou Inteira Santificação) no movimento metodista inicial.
Embora o
conceito tenha sido formulado por John Wesley, foi Fletcher quem deu a ele uma
estrutura teológica robusta, especialmente em sua obra Checks to Antinomianism (Verificações
contra o Antinomianismo)”.[141]
Jean Guillaume de la Fléchère ou John William Fletcher (1729-1785), foi um suíço de língua francesa que nasceu em Nyon, Suiça.[142]
Em 1751, em
“uma das estadias da família em Londres, Fletcher ouviu pela primeira vez dos
metodistas e tornou-se pessoalmente familiarizado com John e Charles Wesley,
assim como sua futura esposa, Mary Bosanquet”,[143]
que era uma metodista que tinha um orfanato.
John Fletcher
foi pároco da Igreja Anglicana em Medeley.
Tendo se mudado para a Inglaterra, em 1751, e conhecendo Wesley e o
metodismo, “começou a trabalhar com John Wesley, tornando-se um intérprete-chave da teologia wesleyana no século XVIII e um dos primeiros grandes teólogos
do Metodismo”.[144]
“Ambos compartilhavam uma paixão profunda pela doutrina da santificação
completa ou "perfeição cristã", com Fletcher influenciando
grandemente o entendimento de Wesley sobre a perfeição através do amor”. [145]
João Fletcher era um arminiano. “Na teologia, ele confirmou as doutrinas
arminianas do livre-arbítrio, a redenção universal e expiação geral, contra as
doutrinas calvinistas da eleição incondicional e expiação limitada. Sua
teologia arminiana é mais claramente delineado em seus cheques famosos para
Antinomianismo. Ele tentou confrontar seus adversários teológicos com cortesia
e justiça (e de John Wesley), embora alguns de seus contemporâneos julgou
severamente por seus escritos”.[146]
Em 1770, na Conferência Anual, houve um conflito entre metodistas
calvinistas e metodistas arminianos. Havia uma acusação de que os metodistas
calvinistas levaram à “mediocridade espiritual e ao antinomianismo.”[147] A Condessa Selina que levantou questões.
Fletcher, então se levantou na reunião para defender Wesley.
Para os ouvidos calvinistas, as atas da Conferencia Anual de 1770,
pareciam “endossar obras necessárias para a salvação. A Condessa exigiu que
seus professores assinassem uma desaprovação, o que no final Fletcher se
recusou a fazer. Renunciando à faculdade, ele colocou sua caneta a serviço de
Wesley e sua teologia arminiana”.[148]
“John Wesley o admirava tanto que o considerava seu sucessor ideal para
liderar o movimento metodista, embora Fletcher tenha falecido seis anos antes
de Wesley”. [149]
Fletcher não havia aceitado o convite de Wesley para trabalhar junto a
ele e para ser seu sucessor, pois “acreditava que sua tarefa contínua era
escrever como um intérprete da teologia de Wesley: ‘Eu coloquei minha caneta de
lado por algum tempo; no entanto, retomei-o na semana passada, a pedido do seu
irmão, para continuar com o meu tratado sobre a Perfeição Cristã”.[150]
Contribuições de John Fletcher:
“Definição de Perfeição: Ele a
definia não como uma perfeição absoluta (divina) ou sem falhas humanas, mas
como a "perfeição no amor". É o estado em que o coração é
tão preenchido pelo amor a Deus e ao próximo que não há mais lugar para o
pecado voluntário ou malícia.
O Batismo no Espírito Santo: Fletcher foi
inovador ao associar a perfeição cristã diretamente ao batismo com o
Espírito Santo. Ele via essa experiência como uma segunda //obra da graça,
subsequente à conversão, que purifica o crente”.[151]
============================================================
O livre
arbítrio
===============================
Índice
·
Introdução
·
Destaques dos capítulos do estudo
·
Em defesa do Arminianismo
·
Conflito com o Calvinismo
·
A "Graça Preveniente"
·
Controvérsias com Whitefield
·
Pregações de Wesley para a salvação de todo
aquele que crê
===============================
Introdução
“Para John Wesley, o livre-arbítrio não é uma capacidade natural humana
após a queda, mas sim um dom restaurado pela Graça Preveniente de Deus a todas as pessoas. Ele
defendia que, por natureza, a vontade humana está escravizada ao pecado, mas a
graça divina capacita o indivíduo a aceitar ou rejeitar a salvação”.[152]
Entender sobre a graça preveniente, termo utilizado por Wesley, é
fundamental.
“No século XVIII, a Inglaterra passou por um intenso avivamento
religioso, onde o metodismo, liderado por John Wesley, surgiu como um
contraponto teológico à forte influência calvinista (puritana) que dominava
parte do pensamento protestante da época, especialmente no que tange
à predestinação”. [153]
Uma das controvérsias que Wesley teve foi com seu amigo George
Whitefield.
Tema que é necessário entendermos, pois é uma das marcas do metodismo.
===============================
Destaques dos capítulos do estudo
John Wesley foi um
defensor central do arminianismo no século XVIII, sistematizando-o no
metodismo. Ele defendeu a graça preveniente universal, a expiação
ilimitada, a possibilidade de apostasia (perder a salvação) e a perfeição
cristã. Wesley enfatizou a responsabilidade
humana de aceitar ou rejeitar a graça de Deus, contra a predestinação
calvinista. [154]
Conflito com o Calvinismo
O conflito entre John
Wesley (1703-1791) e o calvinismo foi um dos debates teológicos mais significativos
do século XVIII, centrando-se na compreensão da graça de Deus, da salvação e do
livre-arbítrio. Embora Wesley mantivesse
respeito pessoal por líderes calvinistas como George Whitefield, ele discordava
veementemente da doutrina da predestinação absoluta. [155]
A "Graça
Preveniente"
Para John Wesley, a Graça
Preveniente (ou "precedente") é o amor ativo de Deus que
chega antes de qualquer resposta humana, iluminando a consciência de todas as
pessoas e capacitando-as a escolher o bem. Ela
restaura parcialmente a liberdade moral corrompida pelo pecado, oferecendo a
oportunidade de aceitar ou rejeitar a salvação, sem forçar a vontade humana. [156]
Controvérsias com
Whitefield
“Ele me disse que ele e eu
pregamos dois evangelhos diferentes; e, portanto, ele não só não se uniu nem me
deu a mão direita da comunhão, mas foi decidido publicamente a pregar contra
mim e meu irmão, onde quer que ele pregasse”
Pregações de Wesley para a
salvação de todo aquele que crê
As pregações de John Wesley sobre a salvação centram-se na ideia de
que a graça é a
fonte e a fé
é a condição indispensável para ser salvo. Wesley ensinava que a salvação não é conquistada por
méritos humanos ou boas obras, mas é um presente gratuito de Deus recebido
através da confiança plena em Jesus Cristo. [157]
Em defesa do Arminianismo
John Wesley foi um defensor central do
arminianismo no século XVIII, sistematizando-o no metodismo. Ele defendeu
a graça preveniente universal, a expiação ilimitada, a possibilidade de
apostasia (perder a salvação) e a perfeição cristã.
Wesley enfatizou a responsabilidade humana de aceitar ou rejeitar a graça de
Deus, contra a predestinação calvinista. [158]
Wesley
alinhou-se teologicamente a Jacó Armínio, argumentando que a graça de Deus é universal
e que a salvação está disponível a todos, mas depende da resposta humana (fé e
livre aceitação). [159]
Wesley é
chamado de “Principe do arminianismo”. Outros o chamam de “um Principe entre os
arminianos”.
O pregador
inglês reformado Charles Spurgeon (1834-1892) chamou Wesley de “O príncipe
moderno dos arminianos”.[160]
Apesar de ser
contrário ao arminianismo, ele admirava Wesley pelo seu caráter.
No passado,
especialmente no XVIII, na Inglaterra, houve muitas controvérsias sobre livre
arbítrio e a predestinação.
João Wesley e
George Whitefield tiveram divergências.
Mas hoje você
encontra artigos perguntando se um arminiano pode ser salvo. Outros chamam
Wesley de herege.
Importante
conhecer sobre o arminianismo, a história de Jacob Arminius e a sua teologia.
Dois lideres
metodistas do tempo de Wesley - John William Fletcher e Adam Clark –
tiveram argumentos fortes em favor do arminianismo e contra a predestinação.
Sobre Jacob
Arminius
Jacob Arminius estudou Teologia, Filosofia, Hebraico, Literatura e
outras disciplinas. Pastoreou uma igreja em Amsterdã.[161]
Ao ser chamado para defender o calvinismo extremado criticado pelo rico
negociante Koornher, Armínius acabou criticando a doutrina da predestinação
trazendo uma grande polêmica e criando inimigos, como Franz Gomarus,[162] que
dava ênfase na soberania de Deus e negava o valor da fé do ser humano.
No conceito
de Armínius:
“(...) a predestinação
ia de encontro à natureza de Deus e a do homem,
gerava desespero, tirava o estímulo para uma vida de santidade e
diminuía a importância do Evangelho.”[163]
Entre as
declarações de fé do calvinismo, na Confissão de Westminster,[164] está a
doutrina da predestinação:
“Pelo decreto
de Deus, para a manifestação de sua glória, alguns homens e anjos são
predestinados para a vida eterna e outros preordenados para a morte eterna.
Ninguém é redimido por Cristo senão somente os eleitos. O resto da humanidade aprouve a Deus (...) deixá-la de lado e
ordená-la para a desonra e para a ira (...).”[165]
O fato é que
o rigor do calvinismo havia produzido reações, especialmente na Holanda e com
Jacob Armínius[166] ela alcançou expressão plena.[167]
Após a morte
de Arminius
Depois da
morte de Arminius, João Wtenbogaert (1557-1644) e Simão Episcopius (1583-1643)
sistematizaram e desenvolveram opiniões arminianas e se opuseram à ênfase
corrente sobre minúcias de doutrina, considerando o cristianismo
primordialmente uma força para a transformação moral. Em 1610 eles e outros
quarenta e um simpatizantes redigiram uma declaração de fé contrariando a
doutrina calvinista da predestinação.[168]
“Em oposição
à doutrina calvinista da graça irresistível, ensinavam que a graça pode ser
rechaçada, e, mostravam incerteza com referência ao ensino calvinista da
perseverança dela, assegurando ser possível perder a graça uma vez recebida.”[169]
A teologia do
bispo Burnet
Jacob
Armínius não trouxe tanta influência na Holanda, mas sim na Inglaterra de
Wesley.[170] Outras pessoas
seguiram seus passos, entre elas, o Bispo Burnet:
“O Bispo
Burnet, em 1699, deu novo impulso às tendências arminianas, quando publicou
suas obras Exposição dos Trinta e Nove Artigos, dedicadas ao rei Guilherme III.
Nela, ao interpretar o Artigo XVIII, que tratava da Predestinação, deu-lhe
sentido arminiano e lhe atribuiu igual validez ao calvinista.”[171]
O bispo
George Bull, em 1699, defendeu e escreveu sobre as ideias de Armínio e teve
grande aceitação, especialmente através de sua obra Exposição dos Trinta e Nove
Artigos, dedicada ao Rei Guilherme III:
“Nela, ao
interpretar o Artigo XVII, que trata da Predestinação, deu-lhe sentido
arminiano e lhe atribuiu igual validez do calvinismo. Quer dizer que tanto
importava um quanto o outro. Ambos podiam ser aceitos. Havia lugar na Igreja
para as duas posições.”[172]
Os avós de
Wesley[173] participaram da Igreja dissidente, mas seus
pais se filiaram à Igreja Anglicana. Samuel e Susana Wesley inculcaram em João
Wesley ideias da Harmonia Apostólica[174] do
bispo Bull, que teve grande aceitação na Inglaterra.
“A teologia de Bull generalizou-se, pois no
seio da Igreja Oficial e para termos
noção da mesma, daremos, a seguir, breve apanhado: Jesus Cristo, por Sua
obra expiatória, é o Salvador dos homens, mas cada qual tem a sua parte a
fazer, procurando ativamente reformar a própria vida. Se cada um agir desse
modo, tornar-se-á capaz de receber méritos da expiação. Fé e obra são
identificadas numa só finalidade. A justificação é pela fé e pelas obras. São
dois aspectos de uma só realidade. Nem Paulo se opõe a Tiago e nem Tiago a
Paulo. No conceito do bispo Bull, a fé inclui todas as obras da piedade cristã.
A fé não se limita só a aceitar como válidos os ensinos do Evangelho: envolve,
também, desejo de ser bom e de fazer o bem.
Noutras palavras: a fé passa a ser ato do próprio homem” (...)..A justificação
exige, igualmente, a copartipação do homem. Deus considera ao transgressor como
justo, livre da pena, desde que este assim queira”.[175]
Pontos
principais o arminianismo
Os pontos principais são: Livre
arbítrio, eleição condicional, expiação ilimitada, graça resistível e Queda da
Graça; salvação condicional.
Livre
arbítrio
Para Arminius
há a vontade livre do ser humano desejar ou não a salvação, pois ele não foi
corrompido totalmente pelo pecado original. Ele não está impedido de exercer
sua livre decisão.
Eleição
condicional
Deus elege
aqueles que creem em Cristo como seu Salvador.
Expiação
ilimitada
Jesus Cristo
morreu por todos nós.
Graça
resistível
Nem todos
aceitam o chamado de Deus para a salvação. É a livre vontade do ser humano em
tomar decisões.
Queda da
Graça; salvação condicional
Na salvação
condicional, o ser humano mesmo depois de salvo, pode desviar-se de Cristo, se
não tiver perseverança na fé e tornar a pecar.[176]
A graça
preveniente
Wesley ainda
acrescentou s graça preveniente.
“A graça
preveniente é a ‘graça que vem antes.[177]
Conflito com o Calvinismo
O conflito entre John Wesley (1703-1791) e o
calvinismo foi um dos debates teológicos mais significativos do século
XVIII, centrando-se na compreensão da graça de Deus, da salvação e do
livre-arbítrio. Embora Wesley mantivesse
respeito pessoal por líderes calvinistas como George Whitefield, ele discordava
veementemente da doutrina da predestinação absoluta. [178]
A postura de
Wesley “gerou tensões com líderes calvinistas da época, como George Whitefield,
que defendiam a eleição incondicional (que Deus escolheu antecipadamente quem
seria salvo)”. [179]
Em 1770, na
Conferência Anual, houve um conflito entre metodistas calvinistas e metodistas
arminianos. Havia uma acusação de que os metodistas calvinistas levaram à
“mediocridade espiritual e ao antinomianismo.”[180]
A Condessa Selina foi quem levantou questões.
Defendendo
Wesley
O metodista e
pároco John Fletcher então se levantou na reunião para defender Wesley.
Para os
ouvidos calvinistas, as atas da Conferencia Anual de 1770, pareciam “endossar
obras necessárias para a salvação. A Condessa exigiu que seus professores
assinassem uma desaprovação, o que no final Fletcher se recusou a fazer.
Renunciando à faculdade, ele colocou sua caneta a serviço de Wesley e sua
teologia arminiana”.[181]
O metodista
José Benson era diretor do colégio Trevecca que a Condessa Selina havia criado.
Como ele não abraçou a predestinação, foi demitido. Fletcher, era presidente da
Instituição da Condessa, então tomou uma posição.[182]
Fletcher
escreveu à Condessa renunciando à presidência da Instituição: “O Sr. Benson fez
uma defesa muito justa quando disse que comigo sustentava a possibilidade de
salvação para todos os homens e que a misericórdia ou é oferecida a todos,
embora possa ser recebida ou rejeitada. Se isto é o que sua senhoria identifica
como opinião do Sr. Wesley, livre arbítrio ou arminianismo, e se qualquer
arminiano tem de deixar o colégio, de fato estou igualmente despedido. Diante
de meu atual ponto de vista nesta questão, vejo-me obrigado a manter este
sentimento (...) a Bíblia é verdadeira e Deus é Amor”.[183]
Era uma
pessoa de princípios e de caráter. Ele se demitiu preferindo deixar a
presidência da Universidade do Sul de Gales fundada por Selina, Condessa de
Huntingdon.
Desde, então,
“Fletcher emergiu como intérprete autoritário de Wesley com a publicação de uma
série de livros sob o título, Checks to Antinomianism, que foram editados,
corrigidos e publicados por Wesley”. [184]
Defendendo o
arminianismo
João Fletcher
foi muito útil a Wesley e ao metodismo.
Foi “muito útil na luta que precisou sustentar para defender o ponto de
vista arminiano perante seus opositores calvinistas. Dessa maneira, o metodismo
produziu um grande teólogo sem que este realmente escrevesse um tratado de
teologia como a “Suma Teológica” de Tomás de Aquino ou “As Instituições
Cristãs” de Calvino. Limitou-se a defender uma doutrina que lhe pareceu mais
afinada com o ensino que o cristianismo primitivo ministrava segundo o
testemunho do Novo Testamento”.[185]
Fletcher não
havia aceitado o convite de Wesley para trabalhar junto a ele e para ser seu
sucessor, pois “acreditava que sua tarefa contínua era escrever como um
intérprete da teologia de Wesley: ‘Eu coloquei minha caneta de lado por algum
tempo; no entanto, retomei-o na semana passada, a pedido do seu irmão, para
continuar com o meu tratado sobre a Perfeição Cristã”.[186]
Entre 1770 e
1778-81 foi pregador do movimento de reavivamento durante estadias em Nyon.[187]
Quando Wesley
percebeu que os pregadores metodistas no País de Gales estavam recebendo
influência do calvinismo, determinou que todos os pregadores lessem os escritos
de John Fletcher.
A "Graça Preveniente"
Para John Wesley, a Graça
Preveniente (ou
"precedente") é o amor ativo
de Deus que chega antes de qualquer resposta humana, iluminando a consciência
de todas as pessoas e capacitando-as a escolher o bem. Ela restaura parcialmente a liberdade moral corrompida pelo pecado,
oferecendo a oportunidade de aceitar ou rejeitar a salvação, sem forçar a
vontade humana. [188]
Graça
preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus capacita o
homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação.
Significa
preceder ou chegar antes. Há uma ação de Deus, Jesus e o Espírito Santo na graça preveniente.
“Preveniente
é do latin praevenire, que significa preceder ou chegar antes. Wesley, como era
comum nos seus dias, geralmente usava o termo graça “preventiva" no
sentido que estava em harmonia com a raiz de sua palavra latina. Isso era
diferente do significado comum de “prevenir” no inglês de hoje (que seria
impedir que alguma coisa aconteça). Se definirmos de acordo com Wesley e o
cristianismo clássico, termos alternativos como “graça preparatória” ou “graça
capacitadora” podem ser usados. A graça preveniente pode ser descrita como o
trabalho do Espírito Santo nos aproximando de Deus”. [189]
Tem um lugar fundamental na teologia de João Wesley
porque salvação é algo central na fé cristã.
A graça
preveniente permite as pessoas exercerem o seu livre-arbítrio dado por Deus, podendo
então, escolher a salvação oferecida por Deus em Jesus Cristo ou rejeitar a oferta
salvífica.
Wesley
desenvolveu o conceito de graça preveniente, que seria a graça de Deus que
"precede" o ser humano, restaurando parcialmente a liberdade de
escolha (livre-arbítrio) e permitindo que o indivíduo responda à oferta de
salvação.[190]
“A graça
preveniente é a ‘graça que vem antes’, um conceito central na teologia de
John Wesley que descreve o amor ativo e inicial de Deus, que atua em todas as
pessoas antes da salvação. Ela capacita o livre-arbítrio humano, corrompido
pelo pecado, a responder ao convite de Deus para a fé e salvação”. [191]
“Ensinava que a graça de Deus age em todos os seres humanos, capacitando-os a responder ao convite da salvação, restaurando parcialmente o livre-arbítrio corrompido pelo pecado”. [192]
Pontos principais da graça preveniente:
·
Universalidade: Wesley ensinava que esta
graça é estendida a todos os indivíduos, não apenas aos eleitos, capacitando
qualquer pessoa a responder ao Evangelho.
·
Capacitação: Embora a humanidade seja
depravada pelo pecado, a graça preveniente restaura parcialmente a capacidade
humana de discernir o bem do mal e buscar a Deus.
·
Iniciativa
Divina: Deus
toma a iniciativa; não precisamos implorar por amor, pois a graça busca o
pecador ativamente. [193]
Wesley via
essa graça como o poder do Espírito Santo operando na vida de todos, muitas
vezes associada à "luz verdadeira que ilumina todo homem" (João
1.9).
A graça de Deus mediante Jesus
Cristo é dada gratuitamente a todos os seres humanos, capacitando todos os que
queiram converter-se do pecado para a retidão, a crer em Jesus Cristo para
perdão e purificação do pecado, e a praticar boas obras agradáveis e aceitáveis
à Sua vista.
“Uma dinâmica ou expressão da
graça de Deus é a preveniência ou a graça "preventiva". A graça
preveniente inclui, de acordo com Wesley, "tudo o que é feito na alma
pelo que é frequentemente chamado de 'consciência natural', ... todos os
'desenhos' do 'Pai', os desejos de Deus, ... aquela 'luz' com a qual o Filho de
Deus 'ilumina todo aquele que vem ao mundo', mostrando a cada homem 'que
pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com seu Deus;' todas
as convicções que seu Espírito de tempos em tempos opera em cada filho do
homem. Embora levasse a sério a seriedade do pecado humano e do quebrantamento,
Wesley acreditava que a graça de Deus impede a destruição total da imagem
divina em nós”.[194]
A expressão
“graça preveniente” não se encontra na Bíblia, assim como não se encontra a
palavra “Trindade”.
“Graça
preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus capacita o
homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação. Assim como
muitas outras doutrinas bíblicas, a exemplo da Trindade e da depravação total,
o termo "graça preveniente" não se encontra expressamente nas
Escrituras, mas o ensino sim, visto tratar-se de uma categoria bíblica tácita,
evidenciada por meio da interpretação sistemática do Texto Sagrado”. [195]
Aprofundando o tema
“Ao mesmo
tempo que o termo graça preveniente não aparece na Bíblia, o conceito, contudo,
aparece profundamente incorporado nela. Na Bíblia e na vida do cristão, graça é
revelada e incorporada de forma suprema na encarnação e no trabalho preveniente
da Santa Trindade ao nos enviar o Filho de Deus. Wesley viu a encarnação de
Cristo—“a verdadeira, luz que ilumina a todos, estava chegando ao mundo” (João
1:9)—como um presente da graça preveniente para todas as pessoas. A graça
preveniente também pode ser implicitamente ligada ao trabalho de Deus
direcionando “seu grande amor ao enviar Cristo para morrer por nós quando ainda
éramos pecadores” (Romanos 5:8)”. [196]
Para Wesley, o ser humano é capacitado a cooperar com Deus ao
ser convencido, justificado e santificado.
A
iniciativa é de Deus com Sua graça, seu amor imerecido.
A graça preveniente nos capacita a responder a
Deus—em termos wesleyanos “trabalhar junto” ou “cooperar” com Deus
“Como
iniciativa de Deus, a graça preveniente nos capacita a responder a Deus—em
termos wesleyanos “trabalhar junto” ou “cooperar” com Deus. Ao mesmo tempo que
a doutrina pode ser encontrada em muitos dos escritos de Wesley, o único lugar
que ela é mais claramente expressa é no seu sermão “On Working Out Our Own
Salvation” (“Sobre o Trabalhar da Nossa Própria Salvação”) que ele usa
Filipenses 2:12-13 como seu texto: “Trabalhem com afinco a sua salvação,
obedecendo a Deus com reverência e temor. Pois Deus está agindo em vocês,
dando-lhes o desejo e o poder de realizarem aquilo que é do agrado dele”.
Wesley resume de forma memorável este ensinamento como “primeiro, Deus
trabalha; portanto, você pode trabalhar. Em segundo lugar, Deus trabalha;
portanto, você deve trabalhar”. Aqui Wesley destaca a universalidade da graça
preveniente; portanto: “nenhum homem peca, porque ele não tem a graça, mas
porque ele não usa a graça que ele tem”.” [197]
Controvérsias com Whitefield
“Ele me disse que ele e eu pregamos dois evangelhos
diferentes; e, portanto, ele não só não se uniu nem me deu a mão direita da
comunhão, mas foi decidido publicamente a pregar contra mim e meu irmão, onde
quer que ele pregasse”
“No
início, Whitefield não era um predestinariano, mas quando ele navegou para a
América no verão de 1739, ele estava lendo livros calvinistas. O contato com
calvinistas americanos fervorosos preencheu seu conhecimento”.[198]
“Em
Northampton, Massachusetts, Whitefield hospedou-se na casa de Jonathan Edwards,
o ardente pregador revivalista das Igrejas Reformadas”.[199]
E
dessa maneira Whitefield se tornou um calvinista.
“Whitefield
era um calvinista moderado; ele não deixou que a doutrina da predestinação o
impedisse de oferecer graça a todos, ou de insistir na necessidade de santidade
nos crentes”.[200]
Cartas
entre Whitefield e Wesley
Em
resposta ao sermão de Wesley “Livre Graça”, Whitefield respondeu a Wesley em 24
de dezembro de 1740 onde ele defende fortemente a predestinação, “a graça livre
de Deus”.[201]
Outra
carta sugeriu distribuída indevidamente.
“Eu o rasguei em pedaços diante de todos eles”
No
domingo, 1º de fevereiro de 1741, Wesley registrou em seu diário: “Uma carta
privada, escrita a mim pelo Sr. Whitefield, foi impressa sem sua licença nem
minha, e um grande número de cópias foi dado ao nosso povo, tanto na porta
quanto na própria Fundição”, disse Wesley.[202]
“Todos os que a receberam, fizeram o mesmo”
“Tendo
adquirido um deles, relatei (depois de pregar) o fato nu à congregação e
disse-lhes: ‘Farei exatamente o que acredito que o Sr. Whitefield faria, se ele
mesmo estivesse aqui", disse. [203]
“Sobre
o qual eu a rasguei em pedaços diante de todos eles. Todos os que a receberam,
fizeram o mesmo. De modo que em dois minutos não sobrou uma cópia inteira”,
afirmou Wesley.[204]
Wesley
vai até Whitefield
“Fui até ele para ouvi-lo falar por si mesmo para
que eu soubesse como julgar”
No
sábado, 28 de março de 1741, Wesley escreveu: “Tendo ouvido muito do
comportamento cruel do Sr. Whitefield, desde seu retorno da Geórgia, fui até
ele para ouvi-lo falar por si mesmo para que eu soubesse como julgar. Aprovei
muito a sua simplicidade de discurso. Ele me disse que
ele e eu pregamos dois evangelhos diferentes; e, portanto, ele não só não se
uniu nem me deu a mão direita da comunhão, mas foi decidido publicamente a
pregar contra mim e meu irmão, onde quer que ele pregasse. O Sr. Hall (que
foi comigo) colocou-o em mente da promessa que ele havia feito, mas alguns dias
antes, de que, qualquer que fosse sua opinião privada, ele nunca pregaria
publicamente contra nós. Ele disse que a promessa era apenas um efeito da
fraqueza humana, e ele agora era de outra mente.[205]
Acusação
“Odioso e desprezível”
“Na
Inglaterra e na Escócia (1741-1744), Whitefield acusou amargamente John Wesley
de minar seu trabalho. Ele pregou contra Wesley, argumentando que os ataques de
Wesley à predestinação haviam alienado ‘muitos dos meus filhos espirituais’.
Wesley respondeu que os ataques de Whitefield eram ‘traiçoeiros’ e que
Whitefield havia se tornado ‘odioso e desprezível’. No entanto, os dois se
reconciliaram mais tarde na vida”.[206]
Foram grandes amigos e as divergência acabaram com
o passar dos anos. Havia um respeito muito grande entre os dois.
As
batalhas teológicas contra a predestinação foram intensas.
Umas
das piores dificuldades que Wesley teve em seu ministério foi as controvérsias
teológicas com o seu amigo George Whitefield, membro do Clube Santo.
Por
causa da defesa de Whitefield da predestinação, “a graça livre de Deus,”[207]
que Wesley entendia que depreciava a necessidade de santificação, eles se
separaram.[208]
Whitefield
era o principal líder calvinista e não hesitava em se opor aos Wesley.[209]
A
diferença básica entre o arminianismo de Wesley e a predestinação de Whitefield
Para
Wesley, o livre arbítrio contribuía mais para a glória de Deus do que a
predestinação, que ele chamava também de “condenação”.[210]
Ao
contrário de Wesley, George Whitefield acreditava na doutrina da perseverança
do crente:
“A disputa teológica de Wesley com Whitefield
tinha dois pontos: as doutrinas relacionadas com a predestinação e as questões
da justiça imputada. Whitefield aceitava a crença dos calvinistas de que uma
pessoa verdadeiramente justificada por Deus perseveraria na fé até o fim – não
havia nada parecido com recaída entre os verdadeiros crentes.”[211]
Sobre
essa “perseverança dos santos”,[212]
Wesley lembra Ezequiel 33.13: “Mais uma vez, assim diz ao Senhor:
"Quando direi aos justos, que ele certamente viverá; se ele confiar
em sua justiça conquistada, (sim, ou a essa promessa como absoluta e
incondicional) e cometer iniquidade, toda a sua justiça não será lembrada;
mas por sua iniquidade que ele cometeu ele deve morrer por isso." [213]
Wesley
argumenta ainda: “Mais uma vez: "Eu sou o pão vivo; se qualquer homem
comer deste pão, (pela fé,) ele deve viver para sempre." João
6:51. Verdade, se ele continuar a comer isso. e quem pode duvidar
disso?
Mais
uma vez: "Minhas ovelhas ouvem minha voz, e eu sei então, e eles me
seguem. E eu dou a eles a vida eterna; e eles nunca perecerão, nem
qualquer deve arrancá-los da minha mão." João 10:27-29.
No
texto anterior, a condição está apenas implícita; nisso é claramente
expressa. São minhas ovelhas que ouvem minha voz, que me seguem em toda a
santidade. E "se você fizer essas coisas, vós nunca
cairá." Ninguém deve "arrancar você da minha mão, disse
Wesley."
Mais
uma vez: "Tendo amado o seu próprio que estavam no mundo, ele os amou até
o fim.’ João 13:1.
‘Tendo
amado o seu próprio." (ou seja, os apóstolos, como as seguintes
palavras, "que estavam no mundo.’ ‘ele os amou até o fim’ de sua
vida, e manifestou esse amor até o fim”, disse João Wesley.[214]
Whitefield
era o principal líder calvinista entre os reavivalistas evangélicos.[215] Em
1741, eles se separaram. Foi inevitável, pois Wesley era arminiano e
Whitefield, calvinista.[216]
Entre as discordâncias com Whitefield estava sobre a possibilidade da
eliminação do pecado na vida humana.
Whitefield
disse:
“Não concordo que a realidade do pecado íntimo
possa ser destruída nesta vida.”[217]
Em
abril de 1739, Wesley pregou seu sermão “Livre Graça” e depois o publicou
juntamente com o poema “Redenção Universal” de Carlos Wesley:
“O sermão tratou diretamente de seu ponto
básico de diferença com George Whitefield, a doutrina da graça irresistível e
todos os corolários da predestinação: redenção limitada, eleição incondicional,
condenação (lei ‘horrível’) e perseverança dos santos.[218]
Mas
mesmo tendo dificuldades com George Whitefield, eles continuaram amigos. [219]
Pregações de Wesley para a salvação de todo aquele que crê
As pregações de John Wesley sobre a salvação
centram-se na ideia de que a graça
é a fonte e a fé
é a condição indispensável para ser salvo. Wesley ensinava que a salvação não é conquistada por
méritos humanos ou boas obras, mas é um presente gratuito de Deus recebido
através da confiança plena em Jesus Cristo. [220]
Wesley pregava especialmente sobre arrependimento e
salvação. Pregava que a graça é a fonte, que vem de Deus e a fé
é a condição para o ser humano ser salvo..
Dentre suas pregações, selecionamos essas:
Wesley prega para 3 mil pessoas
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me
ungiu para pregar boas-novas aos pobres”
Na
segunda-feira, dia 2 de abril de 1739, Wesley disse: “Às quatro da tarde,
apresentei-me a ser mais vil, e proclamei nas estradas as boas-novas da
salvação, falando de uma pequena eminência num terreno contíguo à cidade, a
cerca de três mil pessoas”. [221]Wesley
pregou sobre: “O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque ele me ungiu para pregar boas-novas aos pobres. Ele me enviou para
proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar
os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor” (Lucas 4:18-19 NVI).
Às
sete horas, Wesley pregou numa reunião da “sociedade na rua Baldwin: e no dia
seguinte, o evangelho de São João na capela de Newgate; onde eu também lia
diariamente o culto matinal da igreja”, disse Wesley.[222]
Organizando bands e pregando para 1500 pessoas
“À noite, três mulheres concordaram em reunir-se
semanalmente, com a mesma intenção que as de Londres a saber, colocar suas
faltas umas nas outras, e orar umas pelas outras”
Na
quarta-feira, da 4 de abril, na Baptist-Mills (uma espécie de subúrbio ou
aldeia a cerca de meia milha de Bristol) “ofereci
a graça de Deus a cerca de mil e quinhentas pessoas”.[223]
Início da Band
“À
noite, três mulheres concordaram em reunir-se semanalmente, com a mesma
intenção que as de Londres a saber, colocar suas faltas umas nas outras, e
orar umas pelas outras (...). Às oito horas, quatro jovens concordaram em
se encontrar, em busca do mesmo desígnio. Como se atreve qualquer homem a negar
que isso seja (quanto à substância disso) um meio de graça, ordenado por Deus?
(...)”.[224]
Pregando em sociedades
“Declarei que Evangelho a todos, que é o poder de
Deus para a salvação, a todo aquele que crê”
Na
quinta-feira, dia 5 de abril de 1739, “às cinco da noite, comecei em uma
sociedade na rua Castle, expondo a epístola ao Romanos”, disse Wesley, “e na
noite seguinte, em uma sociedade em Gloucester-lane, a primeira epístola de São
João. Na noite do dia de sábado no Weaver's-Hall também comecei a expor a
epístola aos Romanos, e declarei que Evangelho a todos,
que é o poder de Deus para a salvação, a todo aquele que crê”[225]
Pregando para 7500 mil pessoas
“Aquele que crê em mim, como as escrituras tanto
disseram, do seu ventre fluirão rios de água viva”
“Às
sete da manhã, preguei a cerca de mil pessoas em Bristol, e depois a cerca de
mil e quinhentos, no topo do Hannam-Mount em Kingswood (...). Cerca de cinco
mil estavam à tarde em Rose-Green (do outro lado de Kingswood), entre os quais
eu me levantei e clamei, em nome do Senhor: Se alguém tem sede, venha a nós
e beba. Aquele que crê em mim, como as escrituras tanto disseram, do seu ventre
fluirão rios de água viva”.
Pregando para 5 mil pessoas em três cultos
“Ofereci a cerca de mil almas, a graça gratuita de
Deus para curar seus retrocessos”
Na
terça-feira, dia 10 de abril de 1739, Wesley foi a Bath; “onde ofereci a cerca
de mil almas, a graça gratuita de Deus para curar seus retrocessos, e de
manhã para (creio) mais de dois mil. Eu preguei mais ou menos para o mesmo
número, em Baptist-Mills, no pós meio-dia sobre Cristo, feito de Deus para
nós, sabedoria, e justiça, e santificação e redenção”.
Pregando para 800 pessoas
“Preguei na casa dos pobres”
No
sábado, dia 14 de abril de 1739, “preguei na casa dos pobres; mais trezentos ou
quatrocentos dentro, e mais do que o dobro disso fora: a quem eu expliquei
estas palavras confortáveis, quando eles não tinham nada a pagar, ele
francamente perdoou os dois”, disse Wesley.[226]
Pregando para 14 mil pessoas em três cultos
“A história do
fariseu e do publicano”
No
domingo, dia 15 de abril, Wesley disse: “Expliquei às sete a 5 ou 6000 por
filhos, a história do fariseu e do publicano. Cerca de três mil estavam
presentes em Hannam-Mount. Eu preguei em Newgate depois do jantar para uma
congregação desonesta. Entre cinco e meia fomos para Rose Green: choveu forte
em Bristol, mas nem uma gota caiu sobre nós, enquanto eu declarei a cerca de
cinco mil, Cristo nossa sabedoria, e justiça, e santificação e redenção.
Concluí o dia gritando para a sociedade em Baldwin treet”.[227]
Wesley em Cornualha
"O reino de Deus não é carne e bebida;
mas retidão, paz e alegria no Espírito Santo"
Apesar de ter pregado pela
primeira vez no anfiteatro só em 1762, já em 1743 Wesley pregou em Cornualha.
Gwennap pertence ao condado da Cornualha que está
localizado no sudoeste de uma península da Inglaterra.
Ele registrou em seu diário:
“Sexta-feira, 26 de agosto de
1743. - Parti para a Cornualha. À noite, preguei na cruz em Taunton, sobre:
"O reino de Deus não é carne e bebida; mas retidão, paz e alegria no
Espírito Santo." Um pobre homem tinha-se colocado para trás para causar
alguma perturbação: mas a hora não tinha chegado; os miseráveis zelosos que
‘negam o Senhor que os comprou" ainda não haviam agitado o povo. Muitos
gritavam: "Jogue lá fora esse patife; derrubá-lo; bateu em seus
cérebros": de modo que eu fui obrigado a implorar por ele mais de uma vez
ou ele teria sido apenas grosseiramente manuseado”.[228]
“Não
preguei naquela noite, apenas a um pobre pecador na estalagem”
“Sábado, 27. - Cheguei a Exeter
à tarde; mas, como ninguém sabia da minha vinda, não preguei naquela
noite, apenas a um pobre pecador na estalagem; que, depois de ouvir nossa
conversa por um tempo, olhou seriamente para nós e perguntou se era possível
para alguém que, em alguma medida, conhecia "o poder do mundo
vindouro" e estava "caído" (o que ela disse ser seu caso), ser
"renovado novamente ao arrependimento". Imploramos a Deus em seu
favor e a deixamos triste, mas não sem esperança”.[229]
Pregando em Gwennap
Wesley já havia pregado em
Gwennap, mas não ainda no anfiteatro.
“‘Ele me ungiu para pregar o
evangelho aos pobres”
Eis seu registro:
“Sábado, 3 de setembro de 1743.
- Cavalguei até o Three-cornered Down (assim chamado), nove ou dez milhas a
leste de St. Ives, onde encontramos duzentos ou trezentos tinners, que estavam
há algum tempo esperando por nós. Todos pareciam bastante satisfeitos e
despreocupados; e muitos deles correram atrás de nós para Gwennap (duas milhas
a leste), onde seu número foi rapidamente aumentado para quatrocentos ou
quinhentos. Tive muito conforto aqui em aplicar essas palavras: ‘Ele me ungiu
para pregar o evangelho aos pobres’ (Lucas 4:18). Alguém que morava perto nos
convidou para nos alojarmos em sua casa e nos conduziu de volta ao Verde pela
manhã. Chegamos lá assim que o dia amanheceu”. [230]
“Eu vou curar seus retrocessos,
eu vou amá-los livremente”
E Wesley completou: “Eu apliquei
fortemente aquelas palavras graciosas, ‘Eu vou curar seus retrocessos, eu vou
amá-los livremente’, para quinhentas ou seiscentas pessoas sérias. Em Trezuthan
Downs, cinco milhas mais perto de St. Ives, encontramos setecentas ou
oitocentas pessoas, a quem eu gritei em voz alta: ‘Lançai fora todas as vossas
transgressões; porque morrereis, ó casa de Israel?’ Depois do jantar, preguei
novamente a cerca de mil pessoas sobre Aquele a quem ‘Deus exaltou para ser
Príncipe e Salvador’. Foi aqui primeiro que observei uma pequena impressão
feita em dois ou três dos ouvintes; o resto, como de costume, mostrando enorme
aprovação e absoluta despreocupação”.[231]
: "Todas as coisas estão
prontas; vinde ao casamento"
Na quinta-feira, 19 de setembro
de 1749, em Bolton, Wesley disse: “Abundantemente mais do que a casa poderia
conter estavam presentes às cinco da manhã, a quem eu estava constrangido a
falar muito mais do que estou acostumado a fazer. Percebendo que eles ainda
queriam ouvir, prometi pregar novamente às nove, em um prado perto da cidade.
De todos os lados, afluíram; e eu chamei em voz alta:
"Todas as coisas estão prontas; vinde ao casamento" [Mt. 22:4].
Ah, como algumas horas mudaram o cenário! Agora podíamos andar por todas as
ruas da cidade, e ninguém molestava ou abria a boca, a menos que nos
agradecesse ou nos abençoasse”.[232]
“A Palavra de Deus cresceu e
prevaleceu”
Na segunda-feira, 9 de setembro
de 1754, “preguei em Charlton, uma aldeia a seis milhas de Taunton, para uma grande congregação
reunida das cidades e do campo por muitos quilômetros ao redor”, [233]
disse Wesley.
Havia uma orientação para não
dar trabalho a qualquer agricultor que fosse ouvir um pregador metodista.
“Mas não de morou muito”, disse
Wesley, “para o Sr. G se “convencer da verdade e
desejou que aqueles mesmos homens pregassem em sua casa. Muitos dos outros
confederados vieram ouvir, a quem seus servos e trabalhadores de bom grado
seguiram. Assim, todo o artifício de Satanás caiu no chão; e a Palavra de Deus cresceu e prevaleceu”, disse Wesley.[234]
“Grande Sumo Sacerdote, que é
passado para os céus”
Em 1755, Wesley foi a Breage.
Breage é uma vila na Cornualha, Reino Unido.
Wesley mudou de atitude quando
viu o pobre povo chegando para ouvir sua pregação: “Eu não tinha dado nenhuma
atenção à pregação aqui; mas vendo o pobre povo afluir de todos os lados, não
pude mandá-los vazios. Então eu preguei a uma pequena distância da casa e
implorei que considerassem o nosso ‘grande Sumo Sacerdote, que é passado para
os céus’ (Hb. 4:14]; e ninguém lhe abriu a boca, pois também os leões de Breage estão agora transformados
em cordeiros”. [235]
"Cristo crucificado"
Em julho de 1756, na Irlanda, Wesley escreveu:
“Andei de tarde para Belfast, a maior cidade de Ulster. Alguns pensam que
contém tantas pessoas quanto Limerick. É muito mais limpo e agradável. Às sete, preguei na casa de mercado para uma
congregação tão grande como em Lisburn, e para perto do mesmo número de
manhã. Mas alguns deles não ficaram até eu concluir. Eles foram embora à pressa
quando lhes mostrei como "Cristo crucificado"
é ‘para os gregos insensatez."[236]
“Deus é um Espírito; e os que o
adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade”
Na sexta-feira, 17 agosto de
1787, Wesley disse que esteve com o Governador. “À tarde, demos um passeio
sobre o cais, o maior e melhor que já vi. A cidade está aumentando
rapidamente, novas casas começando por todos os lados”.[237]
À noite, Wesley pregou no
quintal: “À noite, não tentei entrar na casa, mas fiquei perto dela no quintal,
cercado de árvores altas e frondosas, e proclamei a uma grande congregação: ‘Deus é um Espírito; e os que o adoram devem adorá-lo em
espírito e em verdade.’ Acredito que muitos foram cortados no coração nesta
hora, e alguns nem um pouco confortados”.[238]
“Cristo crucificado’, e a
salvação que é através dele”
“À noite preguei na igreja no Monte Mellick. Talvez
tal congregação nunca esteve lá antes. Sexta-feira, 29 de abril. Eu preguei em nossa casa em Kilkenny para outra
congregação”. [239]
“Sábado, 30 de abril, eu preguei em Waterford na
Corte, uma das maiores do reino”. [240]
Na segunda-feira, 16 de julho de 1770, “às nove
horas preguei em Awkborough para um povo de outro tipo. Então eu
falei a eles diretamente de ‘Cristo
crucificado’, e a salvação que é através dele. Por volta do meio-dia
eu preguei a um povo do mesmo espírito em Amcoats. À noite, a casa em Swinfleet
não sendo capaz de um terço da congregação, preguei em um lugar liso, verde,
protegido do vento, em Heb. vii, 25. Muitos se alegraram ao saber de ser ‘salvo
ao máximo", a mesma coisa que suas almas ansiavam.
“Falei fortemente de morte e julgamento, céu e
inferno”
Na quarta-feira, 22 de abril de 1772, “por volta
das oito eu preguei mais uma vez na Loja dos Maçons, em Port Glasgow. A casa
estava muito lotada; e suponho que toda a nobreza da cidade fazia parte da
congregação. Decidido a não atirar sobre suas cabeças, como eu havia feito no
dia anterior, falei fortemente de morte e
julgamento, céu e inferno. Isso eles pareciam compreender; e não havia
mais riso entre eles, ou conversando uns com os outros; mas todos estavam calma
e profundamente atentos”,[241]
disse Wesley.
============================================================
A
Trindade
===============================
Índice
· Destaques dos principais capítulos do estudo
· A
Trindade
·
Os Pais apostólicos e a Trindade
· Os Pais da Igreja e a Trindade
· A Trindade na criação do mundo
· A Trindade no batismo de Jesus
· A Trindade na missão dada por Jesus
·
A Trindade no Evangelho de João
·
A benção apostólica na epistola de Paulo
· A Trindade
na epístola de Paulo
· Trindade
na epístola de Pedro
===============================
Introdução
“A Trindade
segundo a Bíblia, Pais Apostólicos e Wesley” é um livro de 32 páginas baseado
na Bíblia, Pais Apostólicos e nas notas explicativas de Wesley.
Os Pais Apostólicos (Pais da Igreja) eram escritores
que lideraram a Igreja Antiga entre os anos de 95 e 150 d.C. De alguma forma,
eles tiveram um contato próximo com os apóstolos. Viveram em diferentes regiões do mundo como Roma,
Alexandria, Antioquia e Constantinopla.
Eles eram chamados carinhosamente de “Pais” “devido
ao amor e zelo que tinham pela Igreja.”[242]
Vivendo em um ambiente hostil de perseguição e de
heresias, “os Pais Apostólicos ajudaram a desenvolver a doutrina cristã sobre a
Trindade, a encarnação e a salvação, entre outras questões teológicas. Eles
também defendiam a autoridade das Escrituras e da tradição apostólica, e
estabeleceram os fundamentos da igreja como uma instituição”.[243]
O período em que vieram os Pais da Igreja é chamado
de Patrística.
Os questionamentos sobre a Trindade e outras
doutrinas bíblicas não cessaram. Permanecem e é importante, por isso, conhecer
nossos fundamentos bíblicos e heranças doutrinárias.
Há uma riqueza de textos bíblicos sobre a Trindade
e uma grande contribuição dos Pais Apostólicos e de João Wesley na defesa e
afirmação da doutrina da Trindade.
===============================
Destaques dos principais capítulos do estudo
A
Trindade
“Há
três que dão testemunho no céu; e estes três são um; creio também neste fato ...
Que Deus é três em Um. O modo pelo qual ele é três e ao mesmo tempo um não
compreendo ... mas nesse modo está o mistério de Deus (Wesley)
Os Pais apostólicos e a Trindade
“Esses
líderes cristãos viveram durante as primeiras gerações do Cristianismo,
liderando a Igreja Antiga entre 95 e 150 d.C. Inclusive, de alguma forma esses
indivíduos tiveram um contato próximo com os apóstolos
Os Pais da
Igreja e a Trindade
A doutrina
da Trindade, que afirma a existência de um único Deus em três pessoas distintas
(Pai, Filho e Espírito Santo), foi desenvolvida pelos Pais da Igreja em
resposta a desafios teológicos e heréticos que surgiram no período
pós-apostólico
A
Trindade na criação do mundo
A
pluralidade de pessoas na Divindade, Pai, Filho e Espírito Santo. O nome plural
de Deus em hebraico, que fala dele como muitos, embora ele seja apenas um, era
para os gentios talvez um favor de morte para morte, endurecendo-os em sua
idolatria; mas é para nós um favor de vida para vida, confirmando nossa fé na
doutrina da Trindade
A
Trindade no batismo de Jesus
E Jesus, sendo batizado,
saiu logo da água, e eis que os céus se lhe abriram, e viu o Espírito de
Deus descendo como pomba, e pousando sobre ele. E eis uma voz do céu,
que diz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
A
Trindade na missão dada por Jesus
Ide, pois, fazei discípulos de
todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito
Santo
A
Trindade no Evangelho de João
Mas o
Consolador, que é o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu
nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto
vos tenho dito
A benção apostólica na epistola de Paulo
A graça do Senhor Jesus Cristo, e o
amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós.
Amém
A Trindade na epístola de Paulo
Ora, aquele que nos confirma convosco em Cristo,
e nos ungiu, é Deus; o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito
em nossos corações
Trindade na epístola de Pedro
Eleitos segundo a presciência de
Deus Pai, pela santificação do Espírito, para a obediência e
aspersão do sangue de Jesus Cristo; graça e paz vos sejam multiplicadas
===============================
A Trindade
“Há três que dão testemunho no céu; e estes três são um;
creio também neste fato ... Que Deus é três em Um. O modo pelo qual ele é três
e ao mesmo tempo um não compreendo ... mas nesse modo está o mistério de Deus
(Wesley)
Nós
cremos em Deus-Pai, Deus-Filho, Deus-Espírito Santo. Não são três deuses, mas
um só.
A
Bíblia mostra a sua existência:
“...
Jesus, saiu logo da água ... e viu o Espírito de Deus descendo
como pomba, vindo sobre Ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: este é o
meu Filho amado, ...” (Mt 3.16-17).
“E eu (Jesus) rogarei ao Pai, e
ele vos dará outro Consolador,” (Jo 14.16).
“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o
amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam, com todos
vós.” (2Co 13.13).
Wesley
disse: “Há um só Deus vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo nem partes; de poder
e sabedoria e bondade infinitos; criador e conservador de todas as coisas
visíveis e invisíveis.
Na
unidade desta divindade, há pessoas da mesma substância, poder e eternidade -
Pai, Filho e Espírito Santo.” [244]
Assim, há um só Deus - Dt 4.35; 1Co 8.6; Ef
4.6; 1Tm 1.17.
Entendendo
a Trindade
Não vamos entender pela razão, pois:
São Três em Um
João
Wesley disse: “Há três que dão testemunho no céu; e estes três são um; creio
também neste fato ... Que Deus é três em Um. O modo pelo qual ele é três e ao
mesmo tempo um não compreendo ... mas nesse modo está o mistério de Deus ...” [245]
“Não
seria um absurdo negar o fato porque não entendo o modo?”, disse Wesley. [246]
Dentre outros atributos:
Deus é:
*
Criador
(Gn 1.1)
*
Pai
(Jo 14.1-2; 14.16; Hb 1.3);
*
Amor
(Jo 3.16).
Jesus é:
*
Salvador
(Lc 2.11; Jo 4.42);
*
Senhor
(At 2.36; Rm 5.1; 10.9);
*
Filho
(Lc 3.22; Gl 1.16);
*
Deus
conosco (Mt 1.23; Jo 20.28);
O Espírito Santo é:
*
Auxiliador
de Jesus (Jo 16.8-13);
*
Pessoa
Divina (Rm 8.26; 8.27);
*
Deus
em nós (Jo 14.17; Rm 8.9-11).
Os Pais apostólicos e a Trindade
“Esses líderes cristãos viveram durante as primeiras gerações do
Cristianismo, liderando a Igreja Antiga entre 95 e 150 d.C. Inclusive, de
alguma forma esses indivíduos tiveram um contato próximo com os apóstolos”
Os Pais Apostólicos
“Embora não
haja um consenso exato sobre quem são os Pais da Igreja, geralmente inclui-se
aqueles que viveram e escreveram entre os séculos I e VIII, em diferentes regiões do mundo cristão, como Roma,
Alexandria, Antioquia e Constantinopla”. [247]
Os Pais Apostólicos lideraram a
Igreja Antiga entre os anos de 95 e 150 d.C. Inclusive, de alguma forma esses
indivíduos tiveram um contato próximo com os apóstolos. Viveram em “diferentes
regiões do mundo cristão, como Roma, Alexandria, Antioquia e
Constantinopla”. [248]
Entre os
principais nomes da liderança da Igreja naquela época, temos:
Clemente de
Roma: “foi
bispo de Roma, mas também ficou conhecido por ter exortado à igreja de Corinto
através de uma carta que tinha por objetivo, em muitos aspectos, tratar dos
meus problemas de divisão abordados anos antes pelo apóstolo
Paulo em
suas epístolas. Isso talvez seja um indicativo de que infelizmente a igreja de
Corinto permaneceu problemática durante muito tempo”. [249]
Inácio: “foi bispo da Igreja de Antioquia, na Síria. Inácio escreveu uma série de cartas nas quais ele exaltou a necessidade da liderança e da unidade na Igreja, e combateu uma heresia perigosa que trazia conceitos gnósticos. Inácio ficou amplamente conhecido por seu martírio. Algumas tradições dizem que Inácio foi separado para o ministério pelo apóstolo Pedro”. [250]
Policarpo: “foi bispo de Esmirna e discípulo do apóstolo João. Policarpo escreveu uma importante carta à igreja de Filipos na primeira década do século 2 d.C. Policarpo também ficou muito conhecido na história da Igreja por seu martírio em 155 d.C., quando foi queimado preso à uma estaca enquanto declarava através de louvores que Jesus Cristo era o seu Senhor e Salvador”.[251]
Eles exerceram uma grande influência na teologia da Igreja cristã primitiva através de suas obras escritas e moldaram a compreensão sobre questões teológicas, como a Trindade.
Os Pais Apostólicos foram principalmente escritores cristãos do primeiro e segundo séculos, como Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna, o autor da Didaché e o autor da Epístola de Barnabé.
A Igreja Primitiva, após os apóstolos, vivia em um ambiente hostil e procurou se estabelecer e se organizar desenvolvendo a teologia cristã.
“Os Pais Apostólicos ajudaram a desenvolver a doutrina cristã sobre a Trindade,
a encarnação e a salvação, entre outras questões teológicas. Eles também
defendiam a autoridade das Escrituras e da tradição apostólica, e estabeleceram
os fundamentos da igreja como uma instituição”.[252]
Os Pais da Igreja e a Trindade
A doutrina da Trindade, que afirma a existência de um único Deus em três pessoas distintas (Pai, Filho e Espírito Santo), foi desenvolvida pelos Pais da Igreja em resposta a desafios teológicos e heréticos que surgiram no período pós-apostólico
O que é a Trindade?
É
uma “doutrina cristã desenvolvida entre os
séculos II e IV d.C., que define Deus como
três pessoas consubstanciais, expressões ou hipóstases: o Pai (YHWH), o Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo; "um Deus em três
pessoas". As três pessoas são distintas, mas são uma "substância,
essência ou natureza". Neste contexto, a "natureza"
é o que se é, enquanto a "pessoa" é quem se é.
De acordo com a doutrina central da maioria das religiões cristãs, existe apenas um Deus em três pessoas. Apesar de distintas uma da outra nas suas relações de origem (como o Quarto Concílio de Latrão declarou, "é o Pai quem gera, o Filho quem é gerado e o Espírito Santo quem realiza"), nas suas relações uns com os outros são considerados como um todo, coiguais, coeternos e consubstanciais, e "cada um é Deus, completo e inteiro".[253]
A contribuição dos Pais da Igreja:
“Os Pais da Igreja contribuíram para a definição da doutrina da Trindade, cristologia, pneumatologia, escatologia, eclesiologia e outras áreas da teologia cristã.
A doutrina da Trindade, que afirma a existência de um único Deus em três pessoas distintas (Pai, Filho e Espírito Santo), foi desenvolvida pelos Pais da Igreja em resposta a desafios teológicos e heréticos que surgiram no período pós-apostólico. Alguns dos principais Pais da Igreja que contribuíram para a definição da doutrina da Trindade foram Tertuliano, Orígenes, Atanásio, Agostinho de Hipona e Gregório de Nissa”. [254]
Dentre os Pais da Igreja que contribuíram
para a afirmação da Trindade, estão:
Atenágoras
(175 d.C.)
“E estando o
Filho no Pai e o Pai no Filho, em unidade e potência de espírito, o Filho de
Deus é inteligência e Verbo do Pai
“E estando
o Filho no Pai e o Pai no Filho, em unidade e potência de espírito, o Filho de
Deus é inteligência e Verbo do Pai… Realmente uno não pode menos de maravilhar
se ao ouvir chamar ateus aos que admitem a um Deus Pai, e a um Deus Filho e a
um Espírito Santo, mostrando sua potência na unidade e sua distinção no ordem…
nos movemos pelo só desejo de chegar a conhecer ao Deus verdadeiro e ao Verbo
que está nele, qual é a comunhão que há entre o Pai e o Filho, que coisa seja o
Espírito, qual seja a unidade de tão grandes realidades e a distinção entre os
assim unidos, o Espírito, o Filho e o Pai”.[255]=
Tertuliano
(195 d.C.)
Ele é um Deus, e sobre essas formas e aspectos é
reconhecido pelo nome de Pai, Filho e Espírito Santo
“Enquanto o
mistério da dispensação está guardado, que distribui a Unidade na Trindade,
colocando em ordem as três Pessoas – o Pai, o Filho e o Espírito Santo: três,
entretanto, não em condição, mas em ordem, não em substância, mas em forma, não
em poder, mas em aspecto, mas ainda assim um na substância, uma condição, em um
poder e acima de tudo Ele é um Deus, e sobre essas formas e aspectos é
reconhecido pelo nome de Pai, Filho e Espírito Santo”. [256]
Irineu
(180 d.C)
um só Deus, o Pai Todo-Poderoso,
Criador do céu e da terra, e o mar e todas as coisas que neles há; e em um só
Cristo Jesus, o Filho de Deus, que se encarnou para nossa salvação e no
Espírito Santo, que proclamou através dos profetas as dispensações de Deus
"A
Igreja, embora dispersa por todo o mundo, até aos confins da terra, recebeu dos
apóstolos e dos seus discípulos esta fé: . . . um só Deus, o Pai Todo-Poderoso,
Criador do céu e da terra, e o mar e todas as coisas que neles há; e em um só
Cristo Jesus, o Filho de Deus, que se encarnou para nossa salvação e no
Espírito Santo, que proclamou através dos profetas as dispensações de Deus, e
os adventos, e os adventos; nascimento de uma virgem, e a paixão, e a
ressurreição dos mortos, e a ascensão ao céu na carne do amado Cristo Jesus,
nosso Senhor, e Sua manifestação do céu na glória do Pai 'para reunir todas as
coisas em um só', e ressuscitar toda a carne de toda a raça humana, a fim de
que diante de Cristo Jesus, nosso Senhor, e Deus, e Salvador, e Rei, de acordo
com a vontade do Pai invisível, 'todo joelho se dobre, das coisas no céu, e das
coisas na terra, e das coisas debaixo da terra, e que toda língua confesse;
para ele, e que Ele deveria executar julgamento justo para com todos. . .
'" (Contra Heresias X.l) [257]
Orígenes
(245 d.C.)
“E estes três são um (1Jo.5.7)
O Senhor
diz: “Eu e o Pai somos um.” E outra vez está escrito referente ao Pai, o Filho
e o Espírito Santo: “E estes três são um (1Jo.5.7).” [258]
Policarpo,
discípulo do apóstolo João
Ó Senhor Deus Todo-poderoso...
Eu te abençoo e te glorifico por meio do eterno e celestial sumo sacerdote
Jesus Cristo, teu Filho amado, por meio de quem te seja glória, com Ele e o
Espírito Santo
"Ó Senhor Deus Todo-poderoso... Eu te abençoo e te glorifico por meio do eterno e celestial sumo sacerdote Jesus Cristo, teu Filho amado, por meio de quem te seja glória, com Ele e o Espírito Santo, agora e para sempre" (nº 14, ed.).[259]
Justino
Mártir
Em nome de Deus, Pai e Senhor do
universo, e de nosso Salvador Jesus Cristo, e do Espírito Santo
“Pois, em
nome de Deus, Pai e Senhor do universo, e de nosso Salvador Jesus Cristo, e do
Espírito Santo, eles então recebem a lavagem com água” (Primeiro
Apol., LXI). [260]
A Trindade na criação do mundo
A pluralidade de pessoas na
Divindade, Pai, Filho e Espírito Santo. O nome plural de Deus em hebraico, que
fala dele como muitos, embora ele seja apenas um, era para os gentios talvez um
favor de morte para morte, endurecendo-os em sua idolatria; mas é para nós um
favor de vida para vida, confirmando nossa fé na doutrina da Trindade
Gênesis
1
Capítulo 1
Versículo 1
No princípio, Deus criou o céu e a terra.
No entanto,
mesmo nisso há segredos que não podem ser sondados, nem explicados
Observe
aqui - 1. O efeito produzido, O céu e a terra - Ou seja, o mundo, incluindo
toda a estrutura e mobília do universo. Mas é apenas a
parte visível da criação que Moisés planeja dar conta. No entanto, mesmo nisso
há segredos que não podem ser sondados, nem explicados. Mas do que vemos do
céu e da terra, podemos inferir o poder eterno e a divindade do grande Criador.
E que façamos e coloquemos, como homens, lembre-nos de nosso dever, como
cristãos, que é sempre manter o céu em nossos olhos e a terra sob nossos pés.
Observe –
O nome
plural de Deus em hebraico, que fala dele como muitos, embora ele seja apenas
um, era para os gentios talvez um favor de morte para morte, endurecendo-os em
sua idolatria; mas é para nós um favor de vida para vida, confirmando nossa fé
na doutrina da Trindade, que, embora sombriamente insinuada no Antigo
Testamento, é claramente revelada no Novo
2. O autor é causa desta grande
obra, Deus. A palavra hebraica é Elohim; que (1.) parece significar O Deus da
Aliança, sendo derivado de uma palavra que significa jurar. (2) A pluralidade
de pessoas na Divindade, Pai, Filho e Espírito Santo. O nome plural de Deus em
hebraico, que fala dele como muitos, embora ele seja apenas um, era para os
gentios talvez um favor de morte para morte, endurecendo-os em sua idolatria;
mas é para nós um favor de vida para vida, confirmando nossa fé na doutrina da
Trindade, que, embora sombriamente insinuada no Antigo Testamento, é claramente
revelada no Novo, [261] disse Wesley.
A
Trindade no batismo de Jesus
E Jesus, sendo batizado,
saiu logo da água, e eis que os céus se lhe abriram, e viu o Espírito de
Deus descendo como pomba, e pousando sobre ele. E eis uma voz do céu,
que diz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
Mateus
3
Versículo 13
Então veio
Jesus da Galiléia ao Jordão
Então veio Jesus da Galiléia ao Jordão, a João, para ser batizado por
ele.
Versículo 15
convém
cumprir toda a justiça
E Jesus, respondendo, disse-lhe: Deixa-se assim agora, porque assim nos
convém cumprir toda a justiça. Então ele o sofreu.
Comentários de Wesley
Cabe a nós cumprir toda a justiça -
Cabe a todo mensageiro de Deus observar todas as suas justas ordenanças. Mas o
significado particular de nosso Senhor parece ser que nos convém fazer (eu
receber o batismo e você administrá-lo) para cumprir, isto é, que eu possa
cumprir plenamente cada parte da justa lei de Deus e a comissão que ele me deu.
Versículo 16
E Jesus,
sendo batizado, saiu logo da água
E Jesus, sendo batizado, saiu
logo da água, e eis que os céus se lhe abriram, e viu o Espírito de Deus
descendo como pomba, e pousando sobre ele.
E Jesus sendo batizado - Que
a submissão de nosso Senhor ao batismo nos ensine uma santa exatidão na
observância daquelas instituições que devem sua obrigação apenas a um
mandamento divino. Certamente assim convém a todos os seus seguidores cumprir
toda a justiça. Jesus não tinha pecado para lavar. E ainda assim ele foi
batizado.
E Deus
possuía sua ordenança, de modo a torná-la a estação de derramar o Espírito
Santo sobre ele
Comentários de Wesley
E Deus
possuía sua ordenança, de modo a torná-la a estação de derramar o Espírito
Santo sobre ele. E onde podemos esperar essa efusão sagrada, senão em um
humilde comparecimento às nomeações divinas? Eis que os céus se abriram e ele
viu o Espírito de Deus - acrescenta São Lucas, em forma corporal -
Provavelmente em uma aparência gloriosa de fogo, talvez na forma de uma pomba,
descendo com um movimento flutuante, até pousar sobre ele. Este era um sinal
visível daquelas operações secretas do bendito Espírito, pelas quais ele foi
ungido de uma maneira peculiar; e abundantemente adequado para seu trabalho
público.
Versículo 17
Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo
E eis uma voz do céu, que diz: Este é o meu Filho
amado, em quem me comprazo.
Comentários de Wesley
E eis uma voz -
Temos aqui uma manifestação gloriosa da sempre - bendita Trindade: o Pai
falando do céu, o Filho falado, o Espírito Santo descendo sobre ele.
Em quem eu me deleito - Que elogio é esse! Quão pobres para isso
são todos os outros tipos de louvor! Para ele, o prazer, o deleite de Deus,
isso é realmente louvor: esta é a verdadeira glória: esta é a luz mais alta,
mais brilhante, em que a virtude pode aparecer.[262]
A
Trindade na missão dada por Jesus
Ide, pois, fazei discípulos de
todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito
Santo
Mateus
28
Versículo 16
Então os
onze discípulos foram para a Galiléia
Então os onze discípulos foram para a Galiléia, para um monte onde Jesus os havia designado.
Comentários de Wesley
Para a montanha onde Jesus os
havia designado - Este era provavelmente o Monte Tabor,
onde, (é comumente suposto), ele tinha sido antes transfigurado. Parece ter
sido aqui também, que ele apareceu para mais de quinhentos irmãos de uma só
vez.
Versículo 18
Todo o
poder me é dado no céu e na terra
E Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Todo o poder me é dado no
céu e na terra.
Todo o poder me é dado - Mesmo
como homem. Como Deus, ele tinha todo o poder desde a eternidade, disse Wesley.
Versículo 19
batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo
Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Comentários de Wesley
Discipule todas as nações - Faça-os meus discípulos. Isso inclui todo o
desígnio da comissão de Cristo. Batizar e ensinar são os dois grandes ramos
desse desígnio geral. E estes deveriam ser determinados pelas circunstâncias
das coisas; o que tornou necessário, no batismo de judeus adultos ou pagãos,
ensiná-los antes de serem batizados; discipulando seus filhos, batizando-os
antes de serem ensinados; como as crianças judias em todas as épocas foram
primeiro circuncidadas e depois ensinadas a fazer tudo o que Deus lhes
ordenara. Marcos 16:15. [263]
A
Trindade no Evangelho de João
Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, que o Pai
enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará
lembrar de tudo quanto vos tenho dito
Versículo 23
Se alguém me ama, guardará as minhas palavras
Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me ama, guardará as
minhas palavras; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada.
Comentários de Wesley
Jesus respondeu: Porque
vós me amais e me obedeceis, e eles não o fazem, por isso me revelarei a vós, e
não a eles.
Meu Pai o amará -
Quanto mais alguém ama e obedece, mais Deus o amará.
E nós viremos a ele, e faremos a nossa morada com
ele - O que implica uma
manifestação tão grande da presença e do amor divinos, que o primeiro na
justificação não é nada em comparação com ele.
Versículo 26
Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome
Mas o Consolador, que é o
Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as
coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Comentários de Wesley
Em meu nome -
Para o meu bem, no meu quarto e como meu agente.
Ele vai te ensinar todas as coisas - Necessário que você saiba. Aqui está uma
promessa clara aos apóstolos e seus sucessores na fé, de que o Espírito Santo
lhes ensinará toda a verdade necessária para sua salvação.
Versículo 27
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o
vosso coração, nem se atemorize.
Deixo a paz com você - Paz em geral; paz com Deus e com suas
próprias consciências,[264] disse
Wesley.
A bênção apostólica na epistola de Paulo
A graça do Senhor Jesus Cristo, e o
amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós.
Amém.
2 Coríntios 13
Versículo 11
Sede perfeitos, tende bom ânimo, sede unânimes, vivei em paz
Finalmente, irmãos, adeus. Sede perfeitos, tende
bom ânimo, sede unânimes, vivei em paz; e o Deus de amor e paz estará convosco.
Comentários de Wesley
Seja perfeito -
Aspire ao mais alto grau de santidade.
Seja de bom conforto - Cheio de consolo divino.
Seja de uma só mente - Deseje, trabalhe, ore por isso, no grau
mais possível
Versículos 12
Saudai-vos uns aos outros
Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo.
Versículo 13
Todos os santos te saúdam
Todos os santos te saúdam.
Comentários de Wesley
A graça -
Ou favor.
De nosso Senhor Jesus Cristo - Pelo qual somente podemos chegar ao Pai.
E o amor de Deus - Manifestado a você, e permanecendo em você.
E a comunhão -
Ou comunhão.
Em todos os seus dons e graças. É com grande razão que esta bênção
abrangente e instrutiva é pronunciada no final de nossas assembleias solenes
Comentários de Wesley
Do Espírito Santo - Em todos os seus dons e graças. É com grande razão que
esta bênção abrangente e instrutiva é pronunciada no final de nossas
assembleias solenes; e é uma coisa muito indecente ver tantos desistindo
deles, ou entrando em posturas de afastamento, antes que esta curta sentença
possa ser encerrada. Quantas vezes ouvimos essa terrível bênção pronunciada!
Vamos estudá-lo cada vez mais, para que possamos valorizá-lo proporcionalmente;
para que possamos entregá-lo ou recebê-lo com uma reverência adequada, com os
olhos e o coração elevados a Deus, "que dá a bênção de Sião e a vida para
sempre".[265]
Versículo 14
seja com todos vós
A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do
Espírito Santo seja com todos vós. Amém.[266]
A Trindade na epístola de Paulo
Ora, aquele que nos confirma convosco em Cristo,
e nos ungiu, é Deus; o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito
em nossos corações
Versículo 20
Porque
todas as promessas de Deus nele são sim
Porque todas as promessas de Deus nele são sim, e nele Amém, para glória de Deus por nós.
Comentários de Wesley
Pois todas as promessas de Deus são sim e amém nele - Certamente são estabelecidas nele e por meio dele. Eles são sim promissores com respeito a Deus; Amém, com respeito aos homens que creem; sim, com respeito aos apóstolos; Amém, com respeito aos seus ouvintes.
Versículo 21
Ora, aquele
que nos confirma
Ora, aquele que nos confirma convosco em
Cristo, e nos ungiu, é Deus;
Comentários de Wesley
Eu digo, para a glória de Deus - Pois é somente Deus que é capaz de cumprir
essas promessas.
Isso nos estabelece - apóstolos e mestres.
Com você - Todos os verdadeiros crentes. Na fé de
Cristo; e nos ungiu - Com óleo de alegria, com alegria no Espírito Santo,
dando-nos assim força para fazer e sofrer a sua vontade.
Versículo 22
o qual também nos selou e
deu o penhor do Espírito
o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito
em nossos corações.
Comentários de Wesley
Quem também nos selou -
Estampando sua imagem em nossos corações, marcando-nos e selando-nos como sua
própria propriedade.
E nos deu o penhor do seu Espírito - Há uma diferença entre um penhor e uma
promessa. O penhor deve ser restituído quando a dívida for paga; mas um penhor
não é tirado, mas completado. Tal penhor é o Espírito. Os primeiros frutos
disso temos Romanos 8:23;
e esperamos por toda a plenitude.[267]
Trindade na epístola de Pedro
Eleitos segundo a presciência de
Deus Pai, pela santificação do Espírito, para a obediência e
aspersão do sangue de Jesus Cristo; graça e paz vos sejam multiplicadas
Versículo 1
Pedro, apóstolo de Jesus Cristo
Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos estrangeiros espalhados pelo Ponto, Galácia,
Capadócia, Ásia e Bitínia,
Comentários de Wesley
Para os peregrinos - Na terra, os cristãos, principalmente
aqueles de origem judaica.
Espalhados -
Há muito tempo expulsos de sua própria terra. Os dispersos pela perseguição
mencionada em Atos 8:1 foram espalhados apenas pela Judéia e
Samaria, embora depois alguns deles tenham viajado para a Fenícia, Chipre e
Antioquia.
Através do Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e
Bitínia - Ele nomeia essas cinco
províncias na ordem em que lhe ocorreram, escrevendo do leste. Todos esses
países estão na Ásia Menor. A Ásia aqui distinguida das outras províncias é
aquela que geralmente era chamada de Ásia Proconsular, sendo uma província
romana.
Versículo 2
presciência de Deus Pai, pela santificação do Espírito, para a obediência
e aspersão do sangue de Jesus Cristo
Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, pela
santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus
Cristo; graça e paz vos sejam multiplicadas.
Comentários de Wesley
De acordo com a presciência de Deus - Falando à maneira dos homens. Estritamente falando, não há presciência, não mais do que a presciência, com Deus: mas todas as coisas são conhecidas por ele como presentes de eternidade em eternidade. Portanto, isso não é outro senão um exemplo da condescendência divina para com nossas baixas capacidades.
Eleição, no sentido das
escrituras, é Deus fazendo qualquer coisa em que nosso mérito ou poder não
tenha parte
Comentários de Wesley
Eleitos -
Pelo amor livre e poder onipotente de Deus tirado do mundo, separado dele.
Eleição, no sentido das escrituras, é Deus fazendo qualquer coisa em que nosso
mérito ou poder não tenha parte. A verdadeira predestinação, ou pré-nomeação de
Deus é: 1. Aquele que crer será salvo da culpa e do poder do pecado - 2. Aquele
que perseverar até o fim será salvo eternamente
Aqueles que recebem o precioso
dom da fé, tornam-se assim filhos de Deus; e, sendo filhos, receberão o
Espírito de santidade para andarem como também Cristo andou
Comentários de Wesley
-
3. Aqueles que recebem o precioso dom da fé, tornam-se assim filhos de Deus; e,
sendo filhos, receberão o Espírito de santidade para andarem como também Cristo
andou. Em todas as partes dessa designação de Deus, promessa e dever andam de
mãos dadas. Tudo é um presente gratuito; e, no entanto, tal é o dom, que a
questão final depende de nossa obediência futura ao chamado celestial. Mas
outra predestinação além desta, seja para a vida ou morte eterna, a escritura
não conhece. Além disso, é - 1. Respeito cruel pelas pessoas; uma consideração
injusta de um e um desrespeito injusto de outro. É mera parcialidade da
criatura, e não justiça infinita - 2. Não é uma doutrina clara das escrituras,
se for verdade; mas sim, inconsistente com a palavra escrita expressa, que fala
das ofertas universais de graça de Deus; seus convites, promessas, ameaças,
sendo todos gerais –
Somos convidados a escolher a vida e repreendidos por não fazê-la
Comentários de Wesley
3.
Somos convidados a escolher a vida e repreendidos por não fazê-la - 4. É
inconsistente com um estado de provação naqueles que devem ser salvos ou devem
ser perdidos - 5. É de conseqüência fatal; todos os homens estão prontos, por
motivos muito pequenos, a se imaginarem do número eleito. Mas a doutrina da
predestinação é inteiramente alterada do que era anteriormente. Ora, não
implica nem fé, nem paz, nem pureza. É algo que vai prescindir de todos eles.
A fé não é mais, de acordo com o esquema predestinacionista
Comentários de Wesley
A
fé não é mais, de acordo com o esquema predestinacionista moderno, uma
"evidência divina de coisas que não se veem", forjada na alma pelo
poder imediato do Espírito Santo; nenhuma evidência; mas uma mera noção. Nem a
fé é mais um meio de santidade; mas algo que vai passar sem ele. Cristo não é
mais um Salvador do pecado; mas uma defesa, um semblante dela. Ele não é mais
uma fonte de vida espiritual na alma dos crentes, mas deixa seus eleitos
interiormente secos e exteriormente infrutíferos; e é feito pouco mais do que
um refúgio da imagem do celestial; sim, da retidão, paz e alegria no Espírito
Santo.
Comentários de Wesley
Através da santificação do Espírito - Através das influências renovadoras e
purificadoras de seu Espírito em suas almas.
À obediência -
Para se envolver e capacitá-los a se renderem a toda santa obediência, o
fundamento de tudo o que é, a aspersão do sangue de Jesus Cristo - O sangue
expiatório de Cristo, que foi tipificado pela aspersão do sangue dos
sacrifícios sob a lei; em alusão ao que é chamado de "o sangue da
aspersão".
Versículo 3
e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus
Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança,
pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
Bendito seja o Deus e Pai de
nosso Senhor Jesus Cristo - Seu
Pai, com respeito à sua natureza divina; seu Deus, com respeito ao seu humano,
disse Wesley.
Uma esperança que implica verdadeira vida espiritual, que reaviva o
coração e torna a alma viva e vigorosa
Comentários de Wesley
Quem nos regenerou para uma esperança viva - Uma esperança que
implica verdadeira vida espiritual, que reaviva o coração e torna a alma viva e
vigorosa.
Pela ressurreição de Cristo - Que não é apenas uma promessa nossa, mas
uma parte do preço de compra. Tem também uma estreita conexão com a nossa
ressurreição da morte espiritual, que como ele vive, assim viveremos com ele.
Ele foi reconhecido como o Cristo, mas geralmente chamado de Jesus até sua
ressurreição; então ele também foi chamado de Cristo.
Versículo 4
para uma herança incorruptível
para uma herança incorruptível, imaculada e
imarcescível, reservada nos céus para vós,
Comentários de Wesley
Para uma herança -
Pois se somos filhos, então herdeiros.
Incorruptível - Não como tesouros terrenos.
Imaculado -
Puro e santo, incapaz de ser contaminado ou de ser desfrutado por qualquer alma
poluída.
Que nunca decai em seu valor
Comentários de Wesley
E que não desaparece - Que nunca decai em seu valor, doçura ou
beleza, como todos os prazeres deste mundo, como as guirlandas de folhas ou
flores, com as quais os antigos conquistadores costumavam ser coroados.
Reservado no céu para você - Que "pela perseverança paciente em
fazer o bem, busque a glória, a honra e a imortalidade".[268]
============================================================
O Espírito Santo e a atualidade dos Dons
===============================
Índice
· Introdução
· Destaques dos capítulos do estudo
· Sobre o Espírito Santo
· Sobre os dons do Espírito
·
Experiências de Wesley com os dons do Espírito
· Combatendo o cessacionismo
· Sobre o uso dos dons do Espírito em 1 Coríntios 12
===============================
Introdução
Para Wesley, o propósito dos dons é o serviço, a
edificação do corpo de Cristo e a glorificação de Deus, nunca a exaltação
pessoal. Em seus comentários, ele enfatiza que os dons são "diversos
riachos, mas todos de uma única fonte". [269]
Os títulos dos capítulos são:
· Sobre o Espírito Santo
· Sobre os dons do Espírito
· Experiências de Wesley com os dons do Espírito
· Combatendo o cessacionismo
· Sobre o uso dos dons do Espírito em 1 Coríntios 12
A grande questão é que no século XVIII, na Inglaterra, diversas
denominações ou pessoas defendiam que os dons do Espírito haviam cessado.
Wesley saiu em defesa da continuidade dos dons do Espírito e combateu o
cessacionismo.
Wesley restaurou a doutrina do Espírito Santo.
Hoje a situação não é diferente em nosso meio.
Neste estudo, Wesley aborda sobre o Espírito Santo e a importância dos
dons do Espírito.
===============================
Destaques dos capítulos do estudo
Sobre o Espírito Santo
A compreensão de John Wesley sobre o Espírito Santo é central para
a teologia metodista, focando na experiência pessoal da graça, na santificação
e na certeza da salvação. Para Wesley, o
Espírito Santo não é apenas uma doutrina abstrata, mas uma presença viva que
transforma o coração e a vida do crente. [270]
Sobre os dons do Espírito
A compreensão
de John Wesley sobre os dons do Espírito Santo era uma mistura de crença
na continuidade dos
dons (continuismo) com uma forte ênfase na maturidade espiritual e
na ordem. Diferente de muitos de seus
contemporâneos no século XVIII que abraçavam o cessacionismo (crença de que os
dons milagrosos cessaram com os apóstolos), Wesley argumentava que a ausência
dos dons extraordinários na igreja não se devia à vontade de Deus, mas à
"frieza" e falta de fé dos cristãos.
[271]
Experiências de Wesley com os dons do Espírito
John Wesley experimentou o Espírito Santo
como uma presença ativa, marcada pelo seu "coração aquecido" em 1738
(Aldersgate), focado na certeza da salvação e santificação. Embora cauteloso com excessos, Wesley
reconhecia dons como cura e profecia, focando na transformação do caráter e na
capacitação para o ministério, em vez de apenas prodígios. [272]
Combatendo o cessacionismo
John Wesley (1703-1791),
fundador do metodismo, opôs-se firmemente ao cessacionismo — a crença de que os dons miraculosos do
Espírito Santo, como cura e profecia, cessaram após a era apostólica. Wesley
adotou uma postura continuacionista, argumentando que a falta de milagres na
igreja de sua época não se devia à vontade de Deus, mas à perda da fé viva e à
rápida apostasia da igreja cristã, que se tornou "deísta" ou
formalista. [273]
Sobre o uso
dos dons do Espírito em 1 Coríntios 12
Wesley defendia que os dons do Espírito Santo são
relevantes e aplicáveis à igreja em todas as épocas, não apenas no tempo dos
apóstolos. Ele argumentava que a igreja precisa redescobrir seu "primeiro
amor" para acessar esses dons para um ministério eficaz. [274]
===============================
Sobre o Espírito Santo
A compreensão de John Wesley sobre o Espírito
Santo é central para a teologia metodista, focando na experiência pessoal
da graça, na santificação e na certeza da salvação.
Para Wesley, o Espírito Santo não é apenas uma doutrina abstrata, mas uma
presença viva que transforma o coração e a vida do crente. [275]
Para Wesley, o Espírito Santo é tão importante que
“as menores coisas não podem ser executadas sem a assistência de seu Espírito”.[276]
Mas quando uma pessoa recebe o Espírito
Santo?
Com respeito à frase bíblica “receber o Espírito
Santo”, Wesley insistiu que isso ocorre na justificação. Escrevendo a Joseph
Benson em 28 de dezembro de 1770, respeitando a inteira santificação, ele o
exortou a confirmar os irmãos "com todo zelo e diligência" de duas
maneiras, primeiro, "mantendo firme o que eles alcançaram - a saber, a
remissão de todos os seus pecados pela fé em um Senhor sangrento”, e em segundo
lugar, “esperando uma segunda mudança, pela qual eles serão salvos de todo
pecado e aperfeiçoados em amor”. Imediatamente após o segundo ponto, Wesley
acrescenta este importante comentário. Se eles gostam de chamar isso de
"receber o Espírito Santo", eles podem: apenas a frase nesse sentido
não é bíblica e não é muito apropriada; pois todos eles “receberam o Espírito
Santo” quando foram justificados. Deus então “enviou o Espírito de Seu Filho
aos seus corações, clamando Abba, Pai”.[277]
Para Wesley, “o Espírito Santo é dado para
convencer os seguidores de Cristo desta verdade e capacitá-los a serem santos.”[278]
A pneumatologia de Wesley (o estudo teológico do
Espírito Santo) era trinitária em estrutura e incluía temas soteriológicos
(salvação), epistemológicos (conhecimento) e escatológicos (últimos tempos).[279]
João Wesley acreditava também na ‘personalidade’ do
Espírito Santo. “Repetidamente faz uso de pronomes pessoais e imagens ao
descrever o Espírito na relação com os seres humanos. Uma leitura dos Hinos dos
Wesleys na trindade revela uma concepção do Espírito Santo como ‘uma presença
viva, ativa, ‘pessoal’ que entra em uma amizade interpessoal intima com o homem
(...).”[280]
Mais do que um poder, uma energia ou um dom, o
Espírito Santo é uma pessoa e faz parte da Trindade: Deus-Pai, Deus-Filho,
Deus-Espírito Santo. Podemos dizer que Ele é Deus em nós.
Wesley disse assim sobre o Espírito Santo: “Creio
no Espírito infinito e eterno de Deus, igual ao Pai e ao Filho, não somente
perfeito em si mesmo, mas sendo a causa de toda a nossa perfeição. Aquele que
ilumina nosso entendimento, retifica a nossa vontade e afeições, renova a nossa
natureza, une a nossa pessoa com Cristo, dá-nos a certeza da nossa adoção como
filhos, guia-nos em nossas ações, purifica a nossa alma e nosso corpo para gozo
completo e eterno de Deus.”[281]
Wesley ensinou que o Espírito Santo é de "uma
substância, majestade e glória, com o Pai e o Filho, muito e eterno
Deus". Na carta acima, Wesley resume os atributos divinos do Espírito
Santo ("infinito... eterno... perfeitamente santo em si mesmo") e seu
status dentro da Cabeça de Deus ("igual com o Pai e o Filho") a fim
de ressaltar seu papel como o agente divino da salvação, transmitindo aos
crentes os benefícios salvadores do trabalho redentor de Cristo.[282]
Wesley escreveu que “o autor da fé e da salvação é
só Deus. É ele que opera em nós o querer e o fazer. É o único doador de todo
dom perfeito e o único autor de toda a boa obra. Não há mais poder do que
mérito no homem; mas como todo mérito está no Filho de Deus pelo que Ele fez e
sofreu por nós, assim todo o poder está no Espírito de Deus. Por- tanto, todo o
homem para crer para salvação, precisa receber o Espírito Santo. É isto
essencialmente necessário a todo cristão, não para que opere milagres, mas para
fé, paz, alegria e amor - os frutos comuns do Espírito”.[283]
Para Wesley: “O mesmo Espírito que conduz o pecador
arrependido a Cristo e lhe permite confessar ´Jesus é Senhor´ (1Co 12.3)
faz-nos não apenas andar uniformemente como Cristo andou (1Co 11.1) como também
ter o mesmo sentimento que nele houve, a saber, o de esvaziar-se a si mesmo e
identificar-se com a nossa humanidade, nossa miséria,
nosso pecado e nossas contradições, a fim de nos remir (...).”[284]
O Espírito Santo completa a obra justificativa e
redentora do Pai e do Filho aos que creem.
“Wesley usou uma variedade de verbos para descrever
a atividade salvífica do Espírito — permite, inspira, auxilia, respira, guias,
assessores, confortos, assegura, unifica e santifica. Essas ações internas
trazem o trabalho objetivo do Pai e do Filho para se concretizar na vida do
povo de Deus. Como o Espírito de Deus e o Espírito de Cristo, o
Espírito Santo aplica efetivamente a obra justificativa e redentora do
Pai e do Filho aos corações dos crentes, efetuando sua recuperação na
imagem divina”.[285]
Sobre os dons do Espírito
A compreensão de John Wesley sobre os dons do
Espírito Santo era uma mistura de crença na continuidade dos dons (continuismo)
com uma forte ênfase na maturidade
espiritual e na ordem. Diferente de muitos de seus contemporâneos no século XVIII
que abraçavam o cessacionismo (crença de que os dons milagrosos cessaram com os
apóstolos), Wesley argumentava que a ausência dos dons extraordinários na
igreja não se devia à vontade de Deus, mas à "frieza" e falta de fé
dos cristãos. [286]
Wesley acreditava que os dons “estão disponíveis para os cristãos hoje”.[287] Para ele os dons do Espírito são uma consequência natural da santidade genuína e da morada do Espírito de Deus no coração.[288] Ele falava dos dons extraordinários e comuns do Espírito. Os primeiros são ocasionais e especiais; o segundo é comum a todos os crentes.[289]
Segundo Wesley, “os ‘dons comuns’ incluíam ‘discurso convincente’, persuasão, conhecimento, fé, ‘elocução fácil’ e pastores e professores como ‘oficiais comuns’. Entre os ‘dons extraordinários’ que ele incluiu cura, milagres, profecia (no sentido de prever), o discernimento dos espíritos, falar em línguas, e a interpretação de línguas. Ele descreve os apóstolos, os profetas e os evangelistas como ‘oficiais extraordinários."[290]
“Embora o ‘caminho mais excelente’ seja o caminho do amor, Wesley ainda insistiu para que possamos ‘cobiçar fervorosamente’ dons como evangelismo para ‘ sondar os incrédulos corações; o dom do conhecimento para entender tanto a providência quanto a graça de Deus, ou o dom da fé ‘que em ocasiões particulares vai muito além do poder das causas naturais."[291]
Para Wesley os dons do Espírito são uma consequência natural da santidade genuína e da morada do Espírito de Deus no coração.
Mas o esfriamento
do amor pode apagar o Espírito.
Ele afirmou:
"Não parece que esses dons extraordinários do Espírito Santo fossem comuns
na Igreja por mais de dois ou três séculos ... A causa disso não era porque não
havia ocasião para eles porque todo o mundo se tornou cristão. A
verdadeira causa foi [que] "o amor de muitos", quase todos os
cristãos, assim chamados, estavam "gelados". Esta era a verdadeira
razão pela qual os dons extraordinários do Espírito Santo já não se encontravam
na Igreja cristã, porque os cristãos voltaram a ser pagãos e só restavam uma
forma morta”.[292]
Essa foi a razão
de apagar o Espírito Santo, segundo Wesley.
Experiências de
Wesley com os dons do Espírito
John Wesley
experimentou o Espírito Santo como uma presença ativa, marcada pelo seu "coração
aquecido" em 1738 (Aldersgate), focado na certeza da salvação e
santificação. Embora cauteloso com
excessos, Wesley reconhecia dons como cura e profecia, focando na
transformação do caráter e na capacitação para o ministério, em vez de apenas
prodígios. [293]
Wesley estava vivendo um momento em que os dons do Espírito estavam sendo revitalizados na Igreja depois de séculos apagados por causa da do amor ter se esfriado.
“A afirmação de Wesley sobre os dons e manifestações do Espírito não era meramente teórica. Sua insistência sobre os dons do Espírito também resultou dos primeiros dias do avivamento metodista (1739-1759), onde muitos indivíduos em Londres, Oxford e Bristol relataram curas sobrenaturais, visões, sonhos, impressões espirituais, poder em evangelização, concessão extraordinária de sabedoria” etc.[294]
Wesley cria plenamente na cura pela oração. Ele orou muitas vezes por sua própria recuperação e registrou que Deus o curou de muitas enfermidades em sua vida. Wesley descreve que uma noite, na capela, seus dentes estavam muito prejudicados. Ele orou e “minha dor cessou e não voltou mais.”[295]
Ele experimentou outras curas: “Em 10 de maio de 1741, Wesley ficou bastante doente. Ele tinha dor na cabeça, bem como nas costas, febre e tosse que era tão grande que dificilmente podia falar. Mas então um milagre aconteceu com Wesley enquanto ele ‘invocava Jesus em voz alta’. Enquanto falava, sua dor desapareceu, a sua febre se afastou e sua força voltou. E, além disso, ele não sentiu nenhuma fraqueza ou dor por muitas semanas depois.”[296]
Mas Wesley acreditava também que “o dom da cura não precisa ser completamente confinado às doenças de cura com uma palavra ou um toque. Pode também exercer-se, embora em menor grau, onde os remédios naturais são aplicados; E muitas vezes pode ser essa, não habilidade superior, o que torna alguns médicos mais bem sucedidos do que outros”.[297]
Em 25 dezembro de 1742, Wesley orou por um homem em seu leito de morte que foi recuperado.
Em 16 outubro de 1778, uma mulher estava doente por sete meses. Imediatamente ficou recuperada depois que ele visitou e orou por ela.[298]
Nas suas notas explicativas da Bíblia, para a passagem de Marcos 16. 17, Wesley registra uma de suas experiências na cidade de Leonberg, onde um aleijado foi curado através da pregação deste texto.[299]
Wesley cita um fato ocorrido com o Sr. Sr. Meyrick como um milagre: “Eu subi e achei todos eles chorando sobre ele, suas pernas estavam frias e (como parecia) já estavam mortas. Todos nos ajoelhamos e invocamos Deus com fortes gritos e lágrimas. Ele abriu os olhos e me chamou. E, a partir daquela hora, continuou a recuperar a força, até restaurar a saúde perfeita”.[300]
Wesley via a importância de uma série de dons espirituais, dentre eles: Expulsar demônios; falar novas línguas; curar os enfermos; profecia, predizendo coisas por vir; visões; sonhos divinos; discernimento dos espíritos etc.[301]
Ele cita alguns fatos relacionados a expulsão de
demônios, dentre eles: “Um homem, com o nome de John Haydon, teria lido um
sermão, quando ‘mudou de cor, caiu da cadeira e começou a gritar terrivelmente
e a bater-se contra o chão’. Wesley chegou à cena apenas para ser acusado pelo
demônio como ‘um enganador do povo’. O demônio fingiu ser uma manifestação do
Espírito Santo na esperança de transformar as pessoas contra Wesley, mas Wesley
lutou. Ele e todos os outros lá começaram a orar. Logo, as dores de
Haydon cessaram e seu corpo e alma ficaram livres.”[302]
Combatendo o cessacionismo
John Wesley (1703-1791), fundador do metodismo,
opôs-se firmemente ao cessacionismo — a crença de que os dons
miraculosos do Espírito Santo, como cura e profecia, cessaram após a era
apostólica. Wesley adotou uma postura continuacionista, argumentando que a
falta de milagres na igreja de sua época não se devia à vontade de Deus, mas à
perda da fé viva e à rápida apostasia da igreja cristã, que se tornou
"deísta" ou formalista. [303]
O cessacionismo é a crença de que os dons cessaram
depois que os apóstolos morreram.
“Cessacionismo é a visão cristã na qual se
formula que parte dos chamados dons do Espírito Santo, apesar de terem sido de
fundamental utilidade e importância nos primórdios da igreja
cristã, cessaram de existir ainda no período da Igreja Primitiva”.[304]
Para Wesley, “a grande razão pela qual os presentes
milagrosos foram tão logo retirados foi não apenas que a fé e a santidade
estavam bem perdidas, mas que os homens secos, formais e ortodoxos começaram
então a ridicularizar quaisquer dons que não tinham e a chorar (Contra) todos
eles como loucura maligna”.[305]
Essa crença foi generalizada durante o tempo de
João Wesley, que ensinou que os dons do Espírito permanecem.
“Portanto, Wesley foi um dos precursores ao
declarar a necessidade de que os dons sobrenaturais de Deus sejam vivenciados
hoje. Wesley acreditava que não era possível apenas que as pessoas em
seu tempo falassem em línguas e experimentassem os outros dons milagrosos do
Espírito Santo, mas que era necessário!”[306]
O derramar do Espírito ocorria nas ministrações de
João Wesley porque havia a busca de santidade e clamor de todo coração. Wesley
sabia que “(...) onde não se encontra o poder de Deus, o trabalho enfraquece.”[307]
Havia manifestações espirituais e Wesley descrevia
as pessoas como sendo fulminadas, feridas pela espada do Espírito, tomadas de
fortes dores. Algumas caíam de joelhos, outras tinham estranhos acessos, mas
ele registra ainda que a maioria era aliviada pela oração e alcançava a paz.[308]
Mas isso não era ainda Pentecostes.
Em 1749, Wesley relatou sobre algumas manifestações
no final do culto: “Quando, enfim, despedi o povo com a benção, ninguém se
mexeu; ficaram todos nos seus lugares, enquanto eu ia passando no meio deles.
Logo se ouviu uma pessoa que gritou: ´Meu Deus, meu Deus, tu te esquecestes de
mim´. Tendo dito isto, caiu no chão. Oramos a Deus em favor dela. Seus gritos
junto com de muitos outros, clamando a Deus, se aumentaram. Mas nós continuamos
lutando com Deus em oração, até que Ele nos atendeu com a paz.”[309] Mas
isso não era ainda Pentecostes.
Wesley fala de um avivamento ocorrido em 1767 em
Cork: “Estive aqui quando a chama do avivamento estava mais alta, e preguei ao
ar livre, no centro da cidade e no lado sul, perto do quartel, e diversas vezes
em Blackpool, que fica ao norte. Mais e mais interessados, e houve aqui
avivamento maior do que em qualquer outra parte do reino”.[310]
Wesley acreditava que o Pentecostes traria
transformações profundas e muitas pessoas seriam justificadas e
santificadas.
Era comum o avivamento, reavivamento, derramar do
Espírito ou Pentecostes no movimento metodista. Wesley disse: “Aprouve a Deus
derramar Seu Espírito em todas as partes, tanto na Inglaterra como na Irlanda,
e de uma maneira tal que nunca sequer vimos antes, pelo menos nestes últimos
vinte anos.”[311]
O avivamento em Dublin foi o mais notável para
Wesley. Teve início com um pregador chamado João Manners, pessoa singela e sem
eloquência, mas que parecia destinada a essa obra.
João Wesley descreveu o que viu: “Essa gente está
tomada pelo fogo divino; nunca presenciei dias como o domingo passado. Enquanto
orava na sociedade, o poder de Deus tomou conta de nós completamente, e alguns
exclamavam em voz alta, ‘Senhor, já posso crer.”[312]
Ele pregou em cima do túmulo de seu pai, por ter
sido impedido de pregar no templo anglicano, em Epworth: “Neste local, algumas
vezes, sua voz era abafada pelo choro e clamor dos ouvintes e diversos caíram
como se estivessem mortos. Ele disse: Meu pai trabalhou aqui durante quase 40
anos; mas houve pouco fruto. Eu sofri também entre este povo, e parecia que os
meus esforços eram feitos em vão, mas os frutos aparecem agora.”[313]
Samuel Wesley, seu pai e pastor, havia dito para
João Wesley esperar porque o Pentecostes viria. O Pentecostes também é possível
em nossos dias. Ele pode demorar, mas se perseverarmos e o buscarmos dentro dos
princípios bíblicos, ele virá.
Sobre o
uso dos dons do Espírito em 1 Coríntios 12
Wesley defendia que os dons
do Espírito Santo são relevantes e aplicáveis à igreja em todas as épocas, não
apenas no tempo dos apóstolos. Ele argumentava que a igreja precisa redescobrir
seu "primeiro amor" para acessar esses dons para um ministério
eficaz. [314]
Neste capítulo, Paulo escreve para procurar orientar à Igreja que vivia
em estado de confusão ou incompreensão sobre os dons espirituais.
Wesley comentou: “A abundância destes nas igrejas
da Grécia refutou fortemente o aprendizado ocioso dos filósofos gregos. Mas os
coríntios não os usaram com sabedoria, o que ocasionou os escritos de São Paulo
a respeito deles”.
Comparando com os pagãos, Wesley comentou: “Ninguém
tem o Espírito Santo, mas os cristãos: todos os cristãos têm este Espírito”.
Wesley fala sobre o único Espírito, que recebemos
no batismo: “todos estamos unidos em um só corpo”.
Paulo fala da importância do corpo de Cristo e
Wesley explica cada um dos 12 dons relacionados em 1 Coríntios 12 e sobre as
partes do corpo de Cristo: “Talvez o pé possa representar cristãos
particulares; a mão, oficiais da igreja; o olho, professores; o ouvido,
ouvintes”, disse Wesley.
Eu não quero que vocês sejam ignorantes
Agora, quanto aos dons
espirituais, irmãos, eu não quero que vocês sejam ignorantes.
Comentários de Wesley
Mas os coríntios não os usaram com sabedoria, o que ocasionou os
escritos de São Paulo a respeito deles
Agora, no que diz respeito aos
dons espirituais - A
abundância destes nas igrejas da Grécia refutou fortemente o aprendizado ocioso
dos filósofos gregos. Mas os coríntios não os usaram com sabedoria, o que
ocasionou os escritos de São Paulo a respeito deles. Ele descreve, 1. A unidade
do corpo, 1 Coríntios 12: 1-27: 2. A variedade de membros e cargos, 1 Coríntios
12:27-30: 3. A maneira de exercer os dons corretamente, ou seja, pelo
amor, 1 Coríntios 12:31; 1 Coríntios 13:1. por toda parte: e acrescenta, 4. Uma comparação
de vários dons entre si, em 1 Coríntios 14:1. décimo quarto capítulo.
Versículo 2
Quaisquer dons que tenhais recebido, é da livre graça de Deus
Vós sabeis que éreis gentios,
arrebatados para estes ídolos mudos, assim como fostes conduzidos.
Comentários de Wesley
Vós éreis pagãos - Portanto, quaisquer dons
que tenhais recebido, é da livre graça de Deus.
Credulidade cega
Levado - Por uma credulidade
cega.
Depois de ídolos mudos - O cego para o mudo;
ídolos de madeira e pedra, incapazes de falar a si mesmos, e muito mais para
abrir a boca, como Deus fez.
Como fostes conduzidos - Pela sutileza de seus
sacerdotes.
Versículo 3
Uma vez que os ídolos pagãos não podem falar por si mesmos, muito menos
dar dons espirituais aos outros
Portanto, eu vos dou a entender
que ninguém, falando pelo Espírito de Deus, chama Jesus anátema, e que ninguém
pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.
Comentários de Wesley
Portanto - Uma vez que os ídolos
pagãos não podem falar por si mesmos, muito menos dar dons espirituais aos
outros, estes devem necessariamente estar apenas entre os cristãos.
É acionado por esse Espírito, de modo a falar em línguas, curar doenças,
ou expulsar demônios
Como ninguém que fala pelo
Espírito de Deus chama Jesus de amaldiçoado - Isto é, como ninguém que faz isso, (o que
todos os judeus e pagãos fizeram), fala pelo Espírito de Deus - É acionado por
esse Espírito, de modo a falar em línguas, curar doenças, ou expulsar demônios.
Na linguagem das escrituras, dizer ou acreditar implica uma garantia
experimental
Portanto, ninguém pode dizer:
Jesus é o Senhor -
Ninguém pode recebê-lo como tal; pois, na linguagem das escrituras, dizer ou
acreditar implica uma garantia experimental.
Todos os cristãos têm este Espírito
Mas pelo Espírito Santo - A soma é: Ninguém tem o
Espírito Santo, mas os cristãos: todos os cristãos têm este Espírito.
Versículo 4
Ora, há diversidade de dons, mas
o Espírito é o mesmo.
Comentários de Wesley
Diversas correntes, mas todas de uma fonte
Há diversidade de dons, mas o
mesmo Espírito -
Diversas correntes, mas todas de uma fonte. Este versículo fala do Espírito
Santo, o próximo de Cristo, o sexto de Deus Pai. O apóstolo trata do
Espírito, 1 Coríntios 12:7, etc .; de Cristo, 1 Coríntios 12:12, etc.; de Deus, 1 Coríntios 12:28, etc.
Versículo 5
E há diferenças de
administrações, mas o mesmo Senhor.
Comentários de Wesley
Administrações — Escritórios. Mas o mesmo
Senhor os designa a todos.
Versículo 6
E há diversidade de operações,
mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
Comentários de Wesley
Mas é o mesmo Deus que opera todos esses efeitos em todas as pessoas
envolvidas
Operações — Efeitos produzidos. Esta
palavra é de maior extensão do que qualquer uma das anteriores. Mas é o mesmo Deus que opera todos esses efeitos em todas
as pessoas envolvidas.
Mas a manifestação do Espírito é
dada a cada um para o seu proveito.
A manifestação - O dom pelo qual o Espírito se
manifesta.
É dado a cada um - Para o benefício de todo o
corpo.
Versículo 8
Um poder de entender e explicar a sabedoria múltipla de Deus
Pois a um é dada pelo Espírito a
palavra da sabedoria; a outro, a palavra do conhecimento pelo mesmo Espírito;
Comentários de Wesley
A palavra de sabedoria - Um poder de entender e
explicar a sabedoria múltipla de Deus no grande esquema da salvação do
evangelho.
Talvez uma capacidade extraordinária de entender e explicar
A palavra do conhecimento - Talvez uma capacidade
extraordinária de entender e explicar os tipos e profecias do Antigo
Testamento.
A outra fé pelo mesmo Espírito;
a outro os dons de cura pelo mesmo Espírito;
Comentários de Wesley
A fé pode significar aqui uma confiança extraordinária em Deus nas
circunstâncias mais difíceis ou perigosas
A fé pode significar aqui uma confiança
extraordinária em Deus nas circunstâncias mais difíceis ou perigosas. O dom da
cura não precisa ser totalmente confinado às doenças curativas com uma palavra
ou um toque. Pode se esforçar também, embora em menor grau, onde remédios
naturais são aplicados; e muitas vezes pode ser isso, não uma habilidade
superior, que torna alguns médicos mais bem-sucedidos do que outros. E assim
pode ser em relação a outros dons da mesma forma.
Depois que os dons puros foram perdidos, o poder de Deus se exerce de
maneira mais secreta
Como, depois que os escudos de ouro foram perdidos,
o rei de Judá colocou o bronze em seu lugar, assim, depois que os dons puros
foram perdidos, o poder de Deus se exerce de maneira mais secreta, sob estudos
e ajudas humanas; e isso tanto mais abundantemente, conforme houver, mais
espaço será dado para isso.
Para outro, a operação de milagres;
para outra profecia; para outro discernimento de espíritos; a outros diversos
tipos de línguas; a outro a interpretação das línguas:
Comentários de Wesley
Predizendo coisas que estão por vir
A operação de outros milagres.
Profecia -
Predizendo coisas que estão por vir.
Se aqueles que professam falar por inspiração falam de um espírito
divino, natural ou diabólico
O discernimento - Se os
homens são de um espírito reto ou não; se eles têm dons naturais ou
sobrenaturais para ofícios na igreja; e se aqueles que professam falar por
inspiração falam de um espírito divino, natural ou diabólico.
Versículo 11
Mas tudo isso opera um e o mesmo
Espírito, repartindo a cada um separadamente, como quer.
Comentários de Wesley
Uma determinação fundada em conselhos sábios
Como ele quer - A palavra grega não implica
tanto prazer arbitrário, como uma determinação fundada
em conselhos sábios.
Versículo 12
Porque, assim como o corpo é um,
e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim
também é Cristo.
Assim é Cristo - isto é, o corpo de
Cristo, a igreja.
Versículo 13
Por aquele único Espírito, que recebemos no batismo, todos estamos
unidos em um só corpo
Porque todos nós somos batizados
em um só Espírito, formando um só corpo, quer judeus, quer gentios, quer
escravos, quer livres; e todos foram feitos para beber de um só Espírito.
Comentários de Wesley
Pois por aquele único Espírito, que recebemos no
batismo, todos estamos unidos em um só corpo.
Se judeus ou gentios - Que estão a maior
distância uns dos outros por natureza.
Todos nós bebemos de um Espírito
Sejam escravos ou homens livres - Que estão à maior
distância por lei e costume.
Todos nós bebemos de um Espírito - Naquele cálice, recebido
pela fé, todos nós absorvemos um Espírito, que primeiro inspirou, e ainda
preserva, a vida de Deus em nossas almas.
Versículo 15
O pé é elegantemente apresentado como falando da mão
Se o pé disser: Porque não sou
mão, não sou do corpo; não é, portanto, do corpo?
Comentários de Wesley
O pé é elegantemente apresentado como falando da
mão; o ouvido, do olho; cada um, de uma parte que tem alguma semelhança com
ele. Assim, entre os homens, cada um tende a se comparar com aqueles cujos dons
de alguma forma se assemelham aos seus, e não com aqueles que estão à
distância, acima ou abaixo dele.
Talvez o pé possa representar cristãos particulares; a mão, oficiais da
igreja; o olho, professores; o ouvido, ouvintes
Não é, portanto, do corpo - A inferência é boa?
Talvez o pé possa representar cristãos particulares; a mão, oficiais da igreja;
o olho, professores; o ouvido, ouvintes.
Versículo 16
E se o ouvido disser: Porque eu
não sou o olho, não sou do corpo; não é, portanto, do corpo?
Comentários de Wesley
Com a mais requintada sabedoria e bondade
A orelha - Uma parte menos nobre.
O olho - O mais nobre.
Versículo 18
Mas agora Deus colocou os
membros, cada um deles no corpo, como lhe aprouve.
Comentários de Wesley
Como lhe agradou - Com
a mais requintada sabedoria e bondade.
Mas agora eles são muitos
membros, mas apenas um corpo.
Comentários de Wesley
Os vários membros precisam uns dos outros
Mas um corpo - E é uma consequência
necessária dessa unidade, que os vários membros
precisam uns dos outros.
Versículo 21
E os olhos não podem dizer à
mão: Não preciso de ti, nem a cabeça aos pés, não preciso de ti.
Comentários de Wesley
A parte mais alta de todas
Nem a cabeça - A parte mais alta de
todas.
Para o pé - O mais baixo.
Não, muito mais aqueles membros
do corpo, que parecem ser mais fracos, são necessários:
Comentários de Wesley
Os membros que parecem ser mais fracos
Os membros que parecem ser mais
fracos -
Sendo de uma estrutura mais delicada e terna; talvez o cérebro e os intestinos,
ou as veias, artérias e outros canais minúsculos do corpo.
Nós cercamos com honra mais abundante
E aqueles membros do corpo, que consideramos
menos honrosos, a estes concedemos honra mais abundante; e nossas partes
indecorosas têm mais formosura.
Comentários de Wesley
Nós cercamos com honra mais
abundante - Cobrindo-os com tanto cuidado.
Beleza mais abundante - Com a ajuda do vestido.
Deus temperou o corpo
Porque os nossos membros
formosos não têm necessidade, mas Deus temperou o corpo,
dando mais honra ao que faltava.
Comentários de Wesley
Dando honra mais abundante ao
que faltava -
Como sendo cuidado e servido pelas partes mais nobres.
O corpo e os membros de Cristo
Ora, vós sois o corpo de Cristo,
e membros em particular.
Agora vós - Coríntios.
O corpo e os membros de Cristo
são parte
deles, quero dizer, não o corpo inteiro.
Que plantam o evangelho nas nações pagãs
E Deus colocou alguns na igreja,
primeiros apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro lugar mestres,
depois milagres, depois dons de curas, socorros, governos, diversidade de
línguas.
Comentários de Wesley
Primeiros apóstolos - Que plantam o evangelho
nas nações pagãs.
Que ou predizem as coisas que estão por vir, ou falam por inspiração
extraordinária, para a edificação da igreja
Em segundo lugar, os profetas - que ou predizem as
coisas que estão por vir, ou falam por inspiração extraordinária, para a
edificação da igreja.
Precedem até mesmo aqueles que fazem milagres
Em terceiro lugar, os
professores - que precedem até mesmo aqueles que fazem milagres. Sob
profetas e mestres estão incluídos evangelistas e pastores, Efésios
4:11 .
Não parece que estes signifiquem ofícios distintos
Ajuda, governos - Não
parece que estes signifiquem ofícios distintos: em vez disso, qualquer pessoa
pode ser chamada de ajuda, por uma destreza peculiar em ajudar os aflitos;
e governos, de um talento peculiar para governar ou presidir em assembleias.
Mas cobiçai os melhores dons, e
contudo vos anuncio um caminho mais excelente.
Comentários de Wesley
E eles valem a pena sua busca, embora poucos de vocês possam alcançá-los
Você cobiça sinceramente os
melhores presentes - E
eles valem a pena sua busca, embora poucos de vocês possam alcançá-los. Mas há
um presente muito mais excelente do que todos esses; e um que todos podem, sim,
deve alcançar ou perecer.[315]
============================================================
A Bíblia
como autoridade suprema
===============================
Índice
·
Introdução
·
Destaques dos capítulos do estudo
·
Determinado a ser um cristão bíblico
· A Bíblia
é a Palavra de Deus em linguagem humana
· Regras e
princípios de interpretação de um texto bíblico
·
Homo unius libri
·
Os sermões bíblicos de Wesley
·
Da suficiência das Santas Escrituras para a
salvação
===============================
Introdução
Wesley tinha a Bíblia como
autoridade suprema.
Ele “consolidou a Bíblia como a
autoridade suprema e única norma para fé, ensino e prática cristã, defendendo o
princípio da Sola Scriptura. Ele a considerava a Palavra de Deus
infalível, inerrante e ‘agente explicador de si mesmo’, sobrepondo-a à
autoridade da igreja”. [316]
Wesley estava determinado a ser um cristão bíblico.
Apesar de Wesley ter lido muitos outros livros, ele disse: “Aqui estou: eu e minha Bíblia. Eu não vou, não ouso, variar deste livro, seja em grandes coisas ou pequenas (...). Estou determinado a ser cristão bíblico, não quase, mas completamente. Quem vai me encontrar neste terreno? Junte-se a mim sobre isso, ou não em tudo”. [317]
Wesley “estava profundamente determinado a ser um cristão estritamente bíblico, uma busca que definiu sua vida, teologia e o movimento metodista”. [318]
Dentre os pontos principais deste
propósito, estão:
A Bíblia como
Autoridade: Wesley
defendia o cristianismo bíblico como um equilíbrio de ‘santidade pessoal’ e
‘santidade social’, priorizando a graça de Deus, a fé e o serviço ao próximo.
O ‘Homem de um Livro Só’: Wesley focava na Bíblia
como a autoridade suprema e encorajava seus seguidores a estudar as Escrituras
diariamente. Ele via a fé como uma transformação do coração pelo Espírito
Santo”. [319]
Um tema importante para nosso
tempo.
===============================
Destaques dos capítulos
do estudo
Determinado a ser um cristão bíblico
“Aqui
estou: eu e minha Bíblia. Eu não vou, não ouso, variar deste livro, seja em
grandes coisas ou pequenas (...). Estou determinado a ser cristão bíblico, não
quase, mas completamente. Quem vai me e
contrar neste terreno? Junte-se a mim sobre isso, ou não em tudo”.
A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana
Sim, essa frase resume com precisão a visão de John Wesley sobre as Escrituras. Para Wesley, a Bíblia não era apenas um livro histórico, mas a Palavra de Deus viva, inspirada e autoridade final em assuntos de fé e prática. Ao mesmo tempo, ele reconhecia que ela foi registrada por autores humanos, em línguas humanas e dentro de contextos históricos específicos. [320]
Regras e princípios de
interpretação de um texto bíblico
John Wesley (1703–1791),
fundador do metodismo, adotava uma abordagem teológica da Bíblia que combinava
rigor exegético com uma leitura focada na experiência de salvação e santidade.
Ele prezava o sentido literal e natural do texto, mas subordinava interpretações
difíceis à "analogia da fé". [321]
Homo unius libri
John Wesley, fundador do Metodismo, adotava a expressão
latina Homo unius libri ("homem de um só livro")
para descrever sua devoção exclusiva à Bíblia como a regra final de fé e
conduta. Wesley enfatizava que a Escritura era
sua única fonte para conhecer o caminho para o céu, dedicando sua vida ao
estudo e aplicação da Palavra de Deus. [322]
Os sermões bíblicos de Wesley
Os sermões de John Wesley
são a base doutrinária do Metodismo e um dos legados mais
influentes do cristianismo protestante. Ao longo de sua vida, Wesley pregou
mais de 40.000 sermões, muitas vezes ao ar livre para multidões que as
igrejas tradicionais não alcançavam. [323]
Da suficiência das Santas Escrituras para a salvação
A base dos 25 Artigos de Religião de
John Wesley é uma versão abreviada e adaptada dos 39
Artigos de Religião da Igreja Anglicana. [324]
===============================
Determinado a ser um cristão
bíblico
Wesley disse: "Esta é uma lanterna aos pés de um cristão, e uma luz em todos os seus caminhos”.[325]
Ele disse: “Aqui estou: eu e minha Bíblia. Eu não vou, não ouso, variar deste livro, seja em grandes coisas ou pequenas (...). Estou determinado a ser cristão bíblico, não quase, mas completamente. Quem vai me encontrar neste terreno? Junte-se a mim sobre isso, ou não em tudo”.[326]
A palavra Bíblia é derivada da palavra grega Biblos, que significa
“papel, livro, papiro”.[327]
Significa livro, rolo ou Coleção de livros.
Wesley disse sobre as Escrituras:
“Com referência às Escrituras em geral, pode-se observar que a palavra do Deus vivo que dirigiu também os primeiros patriarcas foi escrita no tempo de Moisés. Foram adicionados a esta os escritos dos outros profetas em várias gerações posteriores. Depois os apóstolos e os evangelistas escreveram o que o Filho de Deus pregou e o que o Espírito Santo falou através dos apóstolos. Isto é o que nós agora chamamos de Escritura Sagrada. Esta é a palavra de Deus que permanece para sempre; dessa palavra não passará um til, embora passem os céus e a terra. Portanto, a Escritura do Antigo e do Novo Testamentos é o mais sólido e precioso sistema de verdade divina”. [328]
A Bíblia foi inspirada por Deus. Esta palavra deriva-se de in spiro, que significa “soprar para dentro, insuflar”.
“A palavra inspiração, quando empregada em relação à Bíblia, significa
soprada por Deus”.[329]
“Wesley firmemente considerou
que a Escritura foi inspirada, no entanto, ele acreditava que não era sempre
exata sobre “assuntos tangenciais” (genealogias, por exemplo). Wesley
argumentou que a Bíblia era “infalivelmente verdadeira”. A palavra “inerrância”
não estava em uso no seu tempo”.[330]
A diferença entre um autor ter a inspiração para escrever um livro secular e um homem santo ter a inspiração para escrever a Bíblia:
A inspiração do autor secular vem de dentro, de sua inteligência.
O autor bíblico recebeu de fora para dentro porque veio de Deus (in spiro).
Vela estas afirmações bíblicas:
“Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que todo o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3.16-17).
“Homens santos falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1.20).
Wesley disse: “Peço
licença para propor um argumento curto, claro e forte para provar a inspiração
divina das Sagradas Escrituras. A Bíblia deve ser a invenção de homens bons ou
de anjos; de homens maus ou de demônios; ou de Deus. 1 - Ela não podia ser a
invenção de homens bons ou de anjos, pois eles não fariam nem poderiam fazer um
livro contando mentiras durante todo o tempo em que o estavam escrevendo,
dizendo: "Assim disse o Senhor" quando o livro era a sua própria
invenção. 2 - Ela não podia ser a invenção de homens maus ou de demônios pois
eles não fariam um livro que impõe todos os deveres, proíbe todos os pecados e
condena as suas almas ao inferno por toda a eternidade. 3 - Eu tiro portanto a
conclusão de que a Bíblia precisa ter sido dada pela inspiração divina”.[331]
.Deus transmitiu a homens santos Seus pensamentos. A Bíblia tem uma autoria dupla:
Contém as palavras humanas, como autor secundário, e a Palavra de Deus.
A Bíblia não foi ditada por Deus ao ser humano. Foi inspirada. Deus não eliminou o estilo, perspectiva e o condicionamento cultural do escritor.
No Apocalipse, o Senhor disse ao apóstolo João que ele deveria escrever: “O que vês escreve em livro e manda às sete Igrejas” (Ap 1.11).
O texto “O que vês escreve em livro e manda às sete Igrejas” mostra a liberdade de escrever que o Senhor deu aos homens santos.
A Bíblia é chamada de “As Escrituras” e os “oráculos de Deus” (Rm 3.2).
A frase “está escrito” mostra a sua origem em Deus. Segundo alguns, a expressão “assim diz o Senhor” ocorre 359 vezes na Bíblia.
Para
outros: “Assim diz o Senhor”, ocorre
no Antigo Testamento 276 vezes em 18 livros”.[332]
Por fim, outros
afirmam que as “expressões como “Assim diz o Senhor” aparecem aproximadamente
500 vezes no Pentateuco e mais de 1.200 vezes nos profetas”.[333]
Deus agiu e inspirou durante séculos sendo comprovada a veracidade da Bíblia através da confirmação dos acontecimentos previstos e na sua prática para se obter a vitória.
Assim, as Escrituras são consideradas de autoridade divina.
Jesus disse: “E a Escritura não pode falhar” (Jo 10.34).
Jesus disse também: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam (João 5.39).
Wesley traduziu o Novo e o Antigo Testamento para corrigir muitos erros da Bíblia a versão do Rei James, usada especialmente na Inglaterra.
“A tradução de John Wesley do Novo Testamento foi publicada em 1755. Ele
também traduziu o Antigo Testamento, mas isso só foi publicado em 1764. A
tradução de Wesley do Novo Testamento foi feita para corrigir milhares de erros
que estavam contidos na Versão do Rei James, e ele consultou os textos gregos
diretamente para fazer isso”.[334]
A Bíblia
é a Palavra de Deus em linguagem humana
Sim, essa frase resume com
precisão a visão de John Wesley sobre as Escrituras. Para Wesley, a Bíblia não
era apenas um livro histórico, mas a Palavra
de Deus viva, inspirada e
autoridade final em assuntos de fé e prática. Ao mesmo tempo, ele
reconhecia que ela foi registrada por autores humanos, em línguas humanas e
dentro de contextos históricos específicos. [335]
Wesley sabiamente disse: “O
Antigo e o Novo Testamento foram escritos pelos homens. Se nós os abstrairmos
da sua autoridade divina, eles devem ser tão dignos de aceitação pelo menos
quanto todos os outros escritos antigos. Mesmo que nós suponhamos que eles
sejam um mero testemunho humano, ainda assim eles merecem pelo menos o mesmo
crédito que damos à história profana. Agora, se adicionarmos o testemunho
divino a este humano, o que nenhum outro escrito no mundo pode pretender, sendo
os milagres de Cristo e de seus apóstolos uma prova desse testemunho, e ainda
mais: o cumprimento somente em Cristo de todas as profecias desde o começo do
mundo, o fato de que as Escrituras são o único livro no mundo que nos dá uma
descrição das séries completas das dispensações de Deus para com o homem
durante 4 mil anos desde a criação, a grande exaltação da religião natural
visível em todas as partes da mesma, e, por último, o cuidado providencial tão
manifesto em todos os tempos na transmissão de diversos livros escritos coma
mediação de longo espaço de tempo uns dos outros e todos de nós e o serem eles
hoje, na sua infinita variedade de
assuntos os quais foram cuidadosamente colecionados, tão isentos de qualquer
erro material que não se pode encontrar oposição entre quaisquer pontos
fundamentais de fé ou prática; eu digo que, se estas coisas forem totalmente
consideradas, elas darão às Escrituras um tal grau de veracidade que nenhum
escrito meramente humano pode ter e serão a maior evidência da verdade das
coisas que elas são capazes de receber com uma repetição contínua e diária de
milagres”[336]
Deus usou a compreensão, temperamento, capacidade dos profetas, evangelistas e apóstolos para escrever a Bíblia.
“Visto que muitos empreenderam compor uma narração dos fatos que entre nós se consumaram, como no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e se tornaram «Servidores da Palavra», resolvi eu também, depois de tudo ter investigado cuidadosamente desde a origem, expô-los a ti por escrito e pela sua ordem, caríssimo Teófilo, a fim de reconheceres a solidez da doutrina em que foste instruído” (Lc 1.1-4).
Wesley disse: “A teologia nada mais é do que a gramática da língua do Espírito Santo. Para entendermos isto perfeitamente, devemos observar a ênfase que existe em cada palavra, os santos sentimentos ali expressos e o temperamento manifesto pelos escritores”.[337]
Regras e
princípios de interpretação de um texto bíblico
John
Wesley (1703–1791), fundador do metodismo, adotava uma abordagem teológica da
Bíblia que combinava rigor exegético com uma leitura focada na experiência de
salvação e santidade. Ele prezava o sentido literal e natural do texto, mas
subordinava interpretações difíceis à "analogia da fé". [338]
Apresentamos algumas das principais regras e princípios relacionadas aos ensinamentos e visão de Wesley:
Preferência pelo Sentido Literal e Natural
“Wesley preferia o que chamava
de "sentido literal" ou natural das Escrituras. Ele acreditava que,
na maioria das vezes, o sentido claro é o correto. No entanto, ele não era um
"literalista ingênuo"; se o sentido literal levasse a uma contradição
com o todo da Escritura ou fosse absurdo, ele buscava um sentido figurado ou
mais profundo”. [339]
A Regra da fé
Wesley apelou para o que ele chamou de "A Regra da Fé" como uma ferramenta para interpretar a Bíblia.
O que essa regra significa?
“A regra da fé identifica os temas centrais e unificadores na Bíblia.
Passagens difíceis, ambíguas ou obscuras devem ser interpretadas à luz dos
temas centrais das Escrituras”.[340]
Wesley diz para
termos “um olhar constante para a analogia da fé; a conexão e harmonia que
existe entre essas doutrinas grandiosas e fundamentais, Pecado Original,
Justificação pela Fé, o Novo Nascimento, Santidade Interior e Exterior”.[341]
Ler o texto dentro do seu contexto
João Wesley fez algumas
perguntas para determinar o nosso nível de seriedade em relação ao estudo da
Bíblia.
Uma delas: "Eu leio
as Escrituras em grandes porções suficientes para ver passagens isoladas em seu
contexto maior?"[342]
Dentro do contexto da
parábola do Filho Prodigo, em Lucas 15, Wesley comentou que Jesus “falou - Três
parábolas da mesma importação: para as ovelhas, o pedaço de prata, e o filho
perdido, todos declaram (em contrariedade direta aos fariseus e escribas) de
que forma Deus recebe os pecadores”.[343]
Wesley mostra que a
questão das três parábolas era sobre a rejeição dos judeus em relação a
salvação dos gentios:
“Nosso Senhor em toda
essa parábola mostra, não só que os judeus não tinham motivos para murmurar na
recepção dos gentios, (um ponto que na época não se enquadrava tão diretamente
em consideração,), mas que se os fariseus fossem de fato tão bons quanto imaginavam
ser, ainda não tinham razão para murmurar o tipo de tratamento de qualquer
penitente sincero. Assim, ele os condena, mesmo por seus próprios princípios, e
assim os deixa sem desculpas. Temos nesta parábola um emblema animado da
condição e comportamento dos pecadores em seu estado natural”. [344]
As passagens paralelas[345]
“Wesley incentivava seus seguidores a comparar passagens bíblicas. Ele acreditava que as Escrituras são o melhor intérprete de si mesmas. O contexto mais amplo da Bíblia deve governar a interpretação de qualquer versículo isolado”. [346]
Wesley dizia que quando estava estudando a Bíblia e se tinha alguma dúvida de um texto, ele procurava as passagens paralelas: “Em seguida, procuro e considero passagens paralelas das Escrituras, "comparando coisas espirituais com espirituais". Eu medito com toda a atenção e seriedade da qual minha mente é capaz. Se ainda restam dúvidas, consulto aqueles que são experientes nas coisas de Deus: e então os escritos pelos quais, estando mortos, eles ainda falam. E o que eu aprendo assim, que ensino”.[347]
Algumas passagens bíblicas tratam do mesmo assunto. Lucas 4.37-39 e Mateus 8.14-17 tratam do mesmo assunto, a cura da sogra de Pedro.
A leitura simultânea destes textos ajuda a esclarecer a mensagem, pois cada autor deu um enfoque especial por ser Evangelho segundo o autor.
Algumas edições têm referencias no rodapé ou ao lado do texto bíblico que remetem o leitor às passagens paralelas.
A chave bíblica traz a relação de passagens paralelas.
Outro meio de descobrir as passagens paralelas é pelo dicionário bíblico.
Quando não entendermos uma passagem bíblica devemos procurar uma passagem paralela.
Exemplo: Paulo em Gálatas 3.27 diz que os batizados são “revestidos de Cristo”
Em Romanos 13.13-14 e Colossenses 3.12-14 ele explica que significa deixar de ser carnal e ter uma nova vida de misericórdia, benignidade e amor.
O exame das passagens paralelas serve para:
1. Confirmar alguma doutrina;
2. Esclarecer algum texto difícil
O Propósito Soteriológico (Foco na Salvação)
“Para Wesley, a Bíblia tem um propósito claro: levar homens e mulheres à salvação e santidade. Portanto, qualquer interpretação deve ter como objetivo final entender como Deus salva, transforma e capacita o ser humano a amar a Deus e ao próximo”. [348]
Leitura na Comunidade e Tradição (Patrística)
“Wesley, como anglicano, acreditava que a leitura bíblica não era apenas um exercício individual, mas eclesiástico. Ele valorizava a interpretação da igreja primitiva (padres da igreja) para entender o sentido correto do texto, evitando interpretações privadas ou estranhas à tradição ortodoxa”. [349]
Use a lente do amor
Com qual lente lemos à Bíblia?
“Talvez a maneira mais distinta de Wesley de ler a Bíblia diz respeito às lentes do amor que ele usou para interpretá-la. Wesley reconheceu que os cristãos consideram algumas lentes interpretativas como melhores que outras”. [350]
Wesley valorizava a teologia de 1 João acima de todos os outros. “Ele usou 1 João para seu texto de sermão com muito mais frequência do que qualquer outro livro bíblico".[351]
Wesley disse de 1 João 4.19: "Nós amamos [Deus] porque ele nos amou pela primeira vez" - é ‘a soma de todo o evangelho’. O livro enfatiza claramente o objetivo de Deus de nos transformar para que possamos amar tanto Deus quanto o próximo e viver livre da tirania do pecado”.[352]
Uso de Ferramentas Críticas (A
"Bíblia Nua")
“Embora distante da crítica histórica
moderna (alta crítica), Wesley utilizava o que chamava de "a Bíblia
nua", que envolvia estudar o texto original (grego/hebraico), analisar o
contexto histórico e gramatical para garantir a precisão do sentido”. [353]
Homo unius libri
John Wesley, fundador do Metodismo,
adotava a expressão latina Homo unius libri ("homem de um só livro")
para descrever sua devoção exclusiva à Bíblia como a regra final de fé e
conduta. Wesley enfatizava que a Escritura era
sua única fonte para conhecer o caminho para o céu, dedicando sua vida ao
estudo e aplicação da Palavra de Deus. [354]
Wesley se
considerava um homem de um livro, a Bíblia, apesar de estudar e ter muitos
outros livros.
“Wesley
quis dizer que não considera nenhum livro comparativamente além
da Bíblia. As Escrituras são o primeiro livro de importância, mas não o único
livro importante”.[355]
De uma
forma poética, bela e profunda, ele disse:
“Eu pensei, eu sou uma criatura
de um dia, passando pela vida como uma flecha através do ar. Eu sou um espírito
vindo de Deus, e voltando a Deus: Apenas pairando sobre o grande golfo; até
que, alguns momentos, portanto, eu não sou mais visto, mas eu não sou mais Eu
caio em uma eternidade imutável! Quero saber uma coisa, o caminho para o céu;
como pousar seguro naquela costa feliz. O próprio Deus condescendeu-se em
ensinar o caminho: Para este mesmo fim ele veio do céu. Ele escreveu em um
livro. Ó me dê esse livro! A qualquer preço, me dê o livro de Deus! Eu tenho
isso: aqui está o conhecimento suficiente para mim. Deixe-me ser homo
unius libri (" um homem de um livro")”.[356]
Randy L.
Maddox, teólogo norte-americano da Igreja Metodista Unida e professor de
Estudos Wesleyanos e Metodistas na Duke University, no seu livro: “John Wesley
– “Um homem de um livro” - explica que Wesley era um homem que tinha
o foco somente na Bíblia e utilizava várias traduções para compreender melhor
às Escrituras. Wesley e seu irmão Carlos liam o original grego e
hebraico.
“Como
seu irmão Charles, John Wesley
estudou outras traduções em
inglês, bem como traduções em alemão
e francês. Isso pode ser demonstrado mais plenamente para
Charles, porque temos
listas de catálogos da biblioteca pessoal
de Charles em torno de 1765.
Além do KJV (1611),
essas listas incluem o Novo
Testamento em a tradução em
inglês de Miles Coverdale,
que foi a primeira versão em
inglês da Bíblia autorizada para
a Igreja da Inglaterra por Henrique
VIII em 1539 (muitas vezes chamado de "
Grande Bíblia"). Carlos também
possuía uma renderização em
inglês da tradução de Theodore Beza
do Novo Testamento para o alemão
(em 1556), juntamente com um Novo Testamento
alemão e a "Bíblia de Genebra"
(1560) em francês”. [357]
Grande
parte da biblioteca pessoal de John
Wesley se perdeu. “Os irmãos Wesley
valorizavam a Bíblia em suas línguas
originais sobre todas as traduções posteriores. Eles
herdaram essa ênfase de seu pai,
que uma
vez descreveu comparando diferentes traduções com as
línguas originais como
"o melhor comentário no mundo",
e encorajou pastores a usar
uma Bíblia poliglota que incluía textos em
hebraico, grego, aramaico caldeano, siríaco, samaritano, árabe,
ethiopic e persa.
Enquanto há poucas evidências de facilidade com as outras línguas, João
e Carlos eram proficientes em
grego e hebraico. Eles frequentemente apelam
para essas línguas ao
sugerir alternativas às renderizações atuais em
inglês de palavras
ou frases bíblicas. E eles se equiparam para ler desta maneira comparativa.
Consultando novamente os registros mais
completos no caso de Carlos ,
sua biblioteca pessoal incluía um Testamento
Hebraico, dois saltérios hebraicos, uma
cópia da Septuaginta (o Antigo Testamento em
grego), e quatro versões gregas
diferentes do Novo Testamento.”[358]
“Como
Randy Maddox observa, Wesley possuía mais de 1.000 livros, desde a história
cristã até a medicina, política, poesia e além”.[359]
Mas Wesley
se considerava um homem de um livro, a Bíblia.
Wesley
disse: "Esta é uma lanterna aos pés de um cristão, e uma luz em todos os
seus caminhos”.[360]
Ele
disse: “Aqui estou: eu e minha Bíblia. Eu não vou, não ouso, variar deste
livro, seja em grandes coisas ou pequenas (...). Estou determinado a ser
cristão bíblico, não quase, mas completamente. Quem vai me encontrar neste
terreno? Junte-se a mim sobre isso, ou não em tudo”.[361]
Wesley disse: “Eu sou uma
criatura de um dia. Quero saber uma coisa — o caminho para o céu; como pousar
com segurança naquela costa feliz. O próprio Deus condescendeu em ensinar-me o
caminho; para este mesmo fim, Ele desceu do céu. Ele escreveu isso em um livro.
Dá-me esse Livro! A qualquer preço, dê-me o Livro de Deus! Eu tenho; aqui está
o conhecimento suficiente para mim. Deixe-me ser homo unius libri (um
homem de um livro). Aqui, então, eu estou, longe dos caminhos ocupados dos
homens. Sento-me sozinho; somente Deus está aqui. Em Sua presença, abro-me,
leio Seu Livro; para este fim — encontrar o caminho para o céu. [362]
Wesley possuía mais de 1.000
livros,
Esses livros iam “desde a
história cristã até a medicina, política, poesia e além. A elegante harmonia
que Wesley (como Hamann) viu entre os milhares de livros e o Livro Único já
está inscrita em seu ousado auto apelido – não deixe o humor passar por você –
Wesley anuncia que ele é homo unius libri em latim. Ele é uma mariposa bíblica de Oxford, com certeza”.[363]
Wesley era um homem além de
seu tempo.
Os sermões
bíblicos de Wesley
Os sermões de John Wesley são a base doutrinária
do Metodismo e um dos legados mais influentes do cristianismo
protestante. Ao longo de sua vida, Wesley pregou mais de 40.000 sermões,
muitas vezes ao ar livre para multidões que as igrejas tradicionais não
alcançavam. [364]
“Ponha fogo no seu sermão ou ponha seu sermão no fogo”. [365] Esta frase é atribuída a Wesley e revela a sua visão
sobre a pregação.
O tipo de pregação que traz
resultados, segundo Wesley, não pode ser uma mera formalidade. É preciso
convicção e o poder de Deus. Ele disse (...) onde não se encontra o poder de
Deus, o trabalho enfraquece.” [366]
Os temas principais de seus
sermões eram:
- Salvação pela fé;
- Novo nascimento;
- Testemunho do Espírito;
- Santidade.
Wesley pregou sobre o “Cristo Crucificado”,
“Salvação pela fé”, “arrependimento dos pecados”, “Ele foi ferido por nossas
transgressões”, "O que devo fazer para ser salvo?" “O nome de Jesus
Cristo de Nazaré”, "Confiai no Senhor Jeová; porque no Senhor está a força
eterna"; "Se continuardes na minha palavra, então sois realmente meus
discípulos" “A justiça da lei e a justiça da fé”, "Amai os vossos
inimigos", "Estai também prontos vós", etc.
Wesley pregou nos templos,
nas minas de carvão, nos cemitérios, no interior do país, em prisões, praças,
topo da montanha, etc.
Inicialmente, Wesley teve
receios em pregar “no campo”, mas depois viu que era necessário.
“Enquanto pregava para milhares
de mineiros pobres e sem educação e suas famílias, Wesley logo ficou viciado. O
poder do Espírito era facilmente evidente e os frutos das vidas transformadas
abundavam”.[367]
Wesley pregou em cima do
túmulo de seu pai em St. Andrews, na década de 1740, quando lhe foi negado
pregar na Igreja.
Ele “pediu ao atual reitor
permissão para entregar uma mensagem na antiga igreja. Quando lhe foi negado,
ele disse ao reitor que entregaria a mensagem sobre o único pedaço de terra
livre por perto. Foi a seis metros da porta da igreja que John Wesley subiu um
topo do túmulo de seu pai e mais uma vez deu a mensagem de ‘você deve nascer de
novo".[368]
Depois, Wesley disse:
"Tenho certeza de que fiz muito mais bem aos meus paroquianos de
Lincolnshire pregando três dias no túmulo do meu pai do que pregando três anos
em seu púlpito." [369]
Na Igreja de Santa Maria, a
Igreja Universitária de Oxford, João Wesley pregou várias vezes.[370]
Houve um sermão pregado por
Wesley nesta Universidade de Oxford que fez com que ele não fosse mais
convidado para pregar ali.
“John Wesley pregou o sermão
"Cristianismo Bíblico" na St. Mary's, Universidade de Oxford como o
sermão final que ele pregou antes da universidade em 24 de agosto de 1744.
Neste sermão, Wesley confronta sem rodeios a Universidade de Oxford com sua
falha em viver de acordo com o ensino das Escrituras. Quando você ler este
sermão, você provavelmente não ficará surpreso ao descobrir que esta foi a
última vez que Wesley foi convidado para pregar em St. Mary”.[371]
Wesley pregou aos
prisioneiros, alguns condenados à morte.
“Preguei o sermão aos
criminosos condenados em Newgate (Londres). Quarenta e sete estavam sob
sentença de morte. Enquanto entravam havia algo terrível no tinido de suas
correntes. Mas não se ouvia qualquer ruído, quer deles ou do auditório repleto,
depois que o texto foi anunciado: "Há mais alegria no céu por um pecador
arrependido, do que pelos noventa e nove justos que não precisam de
arrependimento". O poder do Senhor estava eminentemente presente, e grande
parte dos prisioneiros estavam em lágrimas. Alguns dias depois, vinte deles
morreram de uma só vez, cinco dos quais morreram em paz”.[372]
Ao ar livre a audiência era
muito grande. Por causa da Revolução Industrial, muitos perderam seus empregos,
suas terras, casas e vieram para as ruas das cidades e vilas. Quando Wesley
saia para pregar o povo já estava nas ruas.
“John Wesley pregou ao
ar livre para audiências estimadas em dezenas de milhares depois que os
púlpitos anglicanos foram fechados para ele. Às vezes ele começava a pregar ao
amanhecer ou mesmo antes do amanhecer, e regularmente pregava três vezes por
dia”.[373]
Na segunda-feira,
dia 23 de abril de 1739, “num convite repetido, fui a Pensford, a cerca de
cinco milhas de Bristol. Enviei ao ministro, para pedir licença para pregar na
igreja, mas tendo esperado algum tempo e não recebi resposta, chamei muitas das
pessoas que estavam reunidas para juntas em um lugar aberto, Se alguém
tem sede, que venha a mim e beba. Às quatro da tarde, havia mais de
três mil, em um lugar conveniente perto de Bristol, a quem eu declarei: A
hora está chegando, e agora é, quando os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus,
e os que ouvirem viverão”.[374]
Pregar no campo era “quase
um pecado” para João Wesley. Sobre pregar fora do templo, ele disse: "Até
hoje a pregação do campo é uma cruz para mim, mas eu conheço a minha comissão e
não vejo outra maneira de pregar o evangelho a cada criatura".[375]
Wesley pregou, muitas vezes,
cansado ou sem saúde. “Caminhei até Burnham. Não pensava em pregar lá,
duvidando que minhas forças me permitissem pregar sempre três vezes por dia,
como tenho feito desde que vim de Evesham. Mas, ao encontrar uma casa cheia de
pessoas, não pude conter-me: quanto mais uso minhas forças, mais forças tenho.
Quase sempre estou muito cansado quando prego pela primeira vez; um pouco,
depois da segunda; mas após a terceira ou quarta vez, raramente sinto fraqueza
ou cansaço.”[376]
Wesley fornecia seus sermões
escritos aos pregadores metodistas. Havia um propósito de unidade.
Seus sermões eram muito bem
preparados para que os ouvintes entendessem bem e a pregação tivesse resultado
em suas vidas.
“O objetivo principal
de Wesley sempre foi apresentar o evangelho tão bem quanto ele poderia com o
melhor entendimento que pudesse. Ele acreditava firmemente que a graça de nosso
Senhor Jesus Cristo era suficiente para curar a opressão do pecado encontrada
no coração humano. A santidade será uma doutrina essencial na leitura desses
sermões”.[377]
Segundo pesquisadores,
Wesley pregou mais de 40 mil sermões.
“Em 54 anos de ministério,
João pregou 42.000 sermões. De fato, em sua última turnê de pregação no último
ano de sua vida, John Wesley pregou em 96 lugares – aos 87 anos! Em 2 de março
de 1791, João finalmente completou sua fé”.[378]
Wesley tem muito o que ensinar às novas gerações onde há uma
grande influência da busca de ganhos
financeiros e de um salário maior.
“Um hoteleiro, em cujo
estabelecimento Wesley parou certa vez, perguntou-lhe quanto ganhava por ano
para pregar. Depois de citar certa quantia, Wesley acrescentou que sua
recompensa principal era a certeza de que por sua pregação muitas pessoas
estavam sendo salvas. O hoteleiro ficou mudo de espanto. No entanto, para
aquele que havia experimentado a salvação, esta resposta era perfeitamente
compreensível. O encontro místico de Wesley em Aldersgate preparou-o para
compreender simpaticamente as experiências de seus seguidores incultos, cujas
relações com Deus ficavam quase sempre em níveis baixíssimos”.[379]
A passagem por Aldersgate
fez toda a diferença.
Da
suficiência das Santas Escrituras para a salvação
A base dos 25 Artigos
de Religião de John Wesley é uma versão abreviada e adaptada
dos 39 Artigos de Religião da Igreja Anglicana. [380]
O metodismo tem 25 artigos
de religião como base doutrinária.
“Os Vinte e Cinco Artigos de
Religião são uma declaração doutrinária oficial
do Metodismo -
particularmente do Metodismo Americano e suas ramificações. John Wesley resumiu
os Trinta e Nove
Artigos da Igreja da
Inglaterra, removendo as partes calvinistas entre
outras, refletindo a teologia arminiana de
Wesley”. [381]
No artigo 5º, Wesley aborda
sobre a Bíblia, que ele chama de Santas Escrituras:
“Artigo 5º - Da suficiência das Santas Escrituras para a salvação
As Santas Escrituras contém
tudo que é necessário para a salvação, de maneira que o que nelas não se
encontre, nem por elas se possa provar, não se deve exigir de pessoa alguma
para ser crido como artigo de fé, nem se deve julgar necessário para a salvação.
Entende-se por Santas Escrituras os livros canónicos do Antigo e do Novo
Testamento de cuja autoridade nunca se duvidou na Igreja, a saber, do Antigo
Testamento:
Génesis, Êxodo, Levítico,
Números, Deuteronómio, Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II reis, I e II
Crónicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos
de Salomão, Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oseas,
Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias
e Malaquias; e do Novo Testamento: Evangelhos; segundo S. Mateus, S. Marcos. S.
Lucas e S. João, Actos dos Apóstolos; Epístolas de S. Paulo: aos Romanos, I e
II aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, I
e II aos Tessalonicenses, I e II a Timóteo, a Tito e a Filémon; Epístola aos
Hebreus; Epístola de S. Tiago; Epístolas I e II de S. Pedro; Epístolas I, II e
III de S. João; Epístola de S. Judas, e o Apocalipse”. [382]
Artigo 6º - Do Antigo Testamento
“O Antigo Testamento não
está em contradição com o Novo, pois tanto no Antigo como no Novo Testamento a
vida eterna é oferecida à humanidade por Cristo, que é o único mediador entre
Deus e o homem, sendo Ele mesmo Deus e Homem; portanto, não se deve dar ouvidos
àqueles que dizem que os patriarcas tinham em vista somente promessas
transitórias. Embora a lei dada por Deus a Moisés, quanto às cerimónias e
ritos, não se aplique aos cristãos, nem tão pouco os seus preceitos civis devam
ser necessariamente aceites por qualquer governo, nenhum cristão está isento de
obedecer aos mandamentos chamados morais”. [383]
============================================================
Os
sacramentos da Igreja
===============================
Índice
·
Introdução
·
Destaques dos capítulos
do estudo
·
O sacramento
da Ceia do Senhor
·
O Batismo
Cristão
·
Os benefícios
do batismo
·
Wesley e a
prática de batismo
·
Wesley e o
batismo de crianças
·
Pais da Igreja que defenderam o batismo de
crianças
===============================
Introdução
“Para John Wesley, os sacramentos são meios de graça essenciais, definidos como sinais exteriores e
canais ordenados por Deus para comunicar sua graça preventiva, justificadora e
santificante às almas. Seguindo a tradição da Reforma e sua formação na Igreja
Anglicana, o Metodismo reconhece formalmente dois sacramentos:
o Batismo e
a Ceia do Senhor”. [384]
Wesley defendeu três formas de batismo: aspersão,
imersão e derramamento ou lavagem.
“Wesley mantinha a prática do batismo de crianças,
vendo-o como um sinal da graça de Deus que precede a própria resposta humana
(graça preveniente)”. [385]
Wesley se fundamenta na Bíblia e na tradição
da Igreja, “Os Pais da Igreja (patrística) apoiaram majoritariamente o batismo
de crianças desde os primeiros séculos, considerando-o uma tradição apostólica
para a regeneração espiritual e purificação do pecado original. Figuras
como Orígenes (séc.
III) e Santo Agostinho enfatizaram a necessidade do sacramento para
recém-nascidos, enquanto Hipólito de Roma descreveu
ritos envolvendo crianças (séc. II-III)”. [386]
Os benefícios dos sacramentos são diversos e
essenciais.
Um tema necessário para nossos dias.
===============================
Destaques dos capítulos do estudo
O sacramento da Ceia do Senhor
Para John Wesley, a Ceia do Senhor é um
"meio de graça" essencial e o principal banquete de nutrição
espiritual, onde Cristo está realmente presente de forma espiritual para os
fiéis. Wesley via o sacramento não apenas como
um memorial, mas como um encontro real com Deus que fortalece a alma, confirma
o perdão e impulsiona o crente rumo à santidade.[387]
O Batismo Cristão
John Wesley via o batismo como um sacramento
sagrado e um "meio de graça" instituído por Cristo, que simboliza a
lavagem do pecado e a nova vida. Ele defendia o
batismo infantil como acolhimento na aliança de Deus e aceitava formas como
aspersão, infusão ou imersão, focando na regeneração e incorporação à igreja. [388]
Os benefícios do batismo
Para John Wesley, o batismo era um sacramento
instituído por Cristo, funcionando como um "sinal visível de uma
graça invisível" e um meio de graça que traz benefícios espirituais
significativos, tanto para adultos quanto para crianças. [389]
A prática do batismo
no ministério de John Wesley (1703-1791) era profundamente sacramental,
influenciada por sua formação anglicana, mas adaptada ao contexto avivalista do
movimento metodista. Wesley via o batismo como
um sinal visível da graça invisível e um meio de aliança com Deus.[390]
Wesley e o
batismo de crianças
John Wesley defendia firmemente o batismo de
crianças (pedobatismo), vendo-o como um meio de graça que purifica do pecado
original e acolhe a criança na aliança de Deus.
Baseado na tradição da igreja, ele argumentava que, como Jesus abençoou as
crianças, elas não devem ser impedidas, sendo batismo um sinal de acolhimento. [391]
Pais da Igreja que defenderam o batismo de
crianças
Os principais Pais da Igreja que defenderam
ou mencionaram o batismo de crianças (pedobatismo) na Igreja Primitiva
incluem Orígenes, Cipriano de Cartago, Agostinho de Hipona e Irineu de Lyon. Eles viam o rito como necessário para a remissão do
pecado original, com a prática consolidando-se principalmente a partir do
século III como tradição apostólica. [392]
===============================
O sacramento da Ceia do Senhor
Para John Wesley, a Ceia do Senhor é um
"meio de graça" essencial e o principal banquete de nutrição
espiritual, onde Cristo está realmente presente de forma espiritual para os
fiéis. Wesley via o sacramento não apenas como
um memorial, mas como um encontro real com Deus que fortalece a alma, confirma
o perdão e impulsiona o crente rumo à santidade.[393]
“Pontos
Chave da Visão Wesleyana:
- Meio
de Graça: Wesley considerava a Ceia um dos
mais importantes meios de graça instituídos, através do qual Deus comunica
perdão, força e vida espiritual.
- Presença
Real Espiritual: Wesley rejeitava a
transubstanciação, mas defendia uma presença real e espiritual de Cristo,
que é recebida pela fé do cante.
- Comunhão
Constante: Ele defendia ardorosamente a
celebração constante da Ceia (diária ou semanal), argumentando que todo
cristão deve comungar sempre que possível para nutrir sua alma.
- Mesa
Aberta: A Ceia é vista como uma mesa
‘convertida’, um convite a todos os pecadores arrependidos que buscam a
Deus, não apenas para os ‘perfeitos’.
- Lembrança
e Esperança: O ato é uma anamnese (relembrar)
a morte de Cristo, ao mesmo tempo em que anuncia seu retorno.
- Foco
na Santidade: A Ceia é parte central do caminho
para a santidade (perfeição cristã), pois dá força para amar e obedecer a
Deus.
Em resumo,
Wesley via a Ceia como um encontro transformador e vitalício, não um simples
rito simbólico”. [394]
Alguns pontos importantes
Utilizando um pequeno pedaço de pão e um
copinho de suco de uva, os evangélicos participam da Ceia do Senhor,
geralmente, no primeiro domingo de cada mês.
A ceia do Senhor é um sacramento. É um sinal
visível de uma graça invisível de Deus.
Foi instituída por Jesus.
Mas qual o motivo de praticarmos a Santa
Ceia?
A Ceia do Senhor é o sinal de nossa redenção
em Cristo e o memorial perpétuo de sua paixão e morte.
Quais os elementos que constituem a Ceia do
Senhor?
* O pão (Mt 26.26), que simboliza o corpo de Cristo.
* O vinho (Mt 26.27), que simboliza o sangue de Cristo.
A importância da confiança no ato da Ceia
Para Wesley, o
simples ato da Ceia do Senhor para nada aproveita!
“Não há poder
para salvação senão no Espírito de Deus”.
Não há mérito
senão no sangue de Cristo.
“Aquilo que é
ordenado por Deus não transmite graça se não confiarmos somente nele.” [395]
Quais os benefícios que a Ceia do Senhor
traz?
* Perdão dos nossos pecados passados,
* O fortalecimento presente,
* E a renovação das nossas almas. [396]
O que é necessário para participarmos da Ceia
do Senhor?
* Pertencer ao povo de Deus através da fé em Jesus (1Co 11.25),
* Examinar a consciência e confessar o pecado (1Co 11.28-29),
* Participar com a consciência em paz com Deus e com o próximo (1Co
11.20-22,33).
“Para John Wesley, o sacramento da Ceia do
Senhor (ou Santa Comunhão) é muito mais do que um simples memorial; é
um meio de graça divinamente ordenado, através do qual Deus
comunica sua presença e amor aos fiéis. Wesley incentivava a comunhão
constante, vendo-a como uma fonte vital de nutrição espiritual e santificação”. [397]
O Batismo Cristão
John Wesley via o batismo como um sacramento
sagrado e um "meio de graça" instituído por Cristo, que simboliza a
lavagem do pecado e a nova vida. Ele defendia o
batismo infantil como acolhimento na aliança de Deus e aceitava formas como
aspersão, infusão ou imersão, focando na regeneração e incorporação à igreja. [398]
“Pontos principais da visão
de John Wesley sobre o batismo:
- Sacramento
como Meio de Graça: Wesley acreditava
que o batismo é um canal através do qual Deus opera de forma invisível,
fortalecendo a fé e oferecendo graça ao batizado.
- Significado
Teológico: Representa o novo nascimento, a
purificação dos pecados e a marca de pertença à aliança da graça com Deus,
não sendo apenas um ato simbólico.
- Batismo
Infantil: Wesley apoiava o batismo de
crianças, vendo-o como o meio pelo qual o Cristo ressuscitado acolhe os
pequenos na Sua igreja, comparável à circuncisão no Antigo Testamento.
- Modo
de Batismo: A água é necessária, mas o modo
(imersão, aspersão ou derramamento) não é essencial. Wesley defendia que
todos os métodos tradicionais de aplicação de água são aceitáveis, não se
prendendo apenas à imersão.
- Necessidade
de Regeneração: Embora o batismo seja um sinal do
novo nascimento, Wesley enfatizava que ele deve ser acompanhado pela fé
pessoal e pela experiência do Espírito Santo para a salvação plena, pois o
batismo por si só não garante a conversão interna.
Para
Wesley, o batismo marca o início da jornada cristã e a entrada na comunidade de
fé, sendo o "primeiro sinal" da nova vida, essencialmente atrelado à
fé pessoal.” [399]
O que é o batismo
Wesley diz: “É o sacramento iniciatório que
nos faz entrar na aliança com Deus.
* Foi instituído por Cristo, o único que tem poder para instituir um
sacramento adequado,
* Um sinal, um selo, garantia e meio de graça,
* Perpetuamente obrigatório para todos os cristãos”. (28)
A Bíblia não se preocupa com a forma. Apenas
diz: “Quem crer e for batizado será salvo” (At 16.16).
Vamos agora ver as três formas de batismo:
1. Aspersão
Embora o Novo Testamento não descreva
explicitamente o modo de aplicação da água, defensores da aspersão
(aspersão/efusão) apontam cenários onde a imersão seria difícil, como o
batismo de 3.000 pessoas em um dia (Atos 2), o carcereiro de Filipos à meia-noite
(Atos 16:33) e Paulo na "Rua Direita" (Atos 9:18). [400]
A aspersão consiste em jogar um pouco de água
na cabeça da pessoa. Há vários acontecimentos na Bíblia que mostram esta
prática:
-
Ananias partiu, entrou na casa, impôs-lhe as mãos e disse: “Saulo, meu
irmão, quem me envia é o Senhor, esse Jesus que te apareceu no caminho por onde
vinhas ... A seguir, levantou-se e foi batizado” (At 9.17-19).
- O carcereiro de Filipos também foi batizado
dentro da cadeia e não em um rio (At 16.31-33).
- É importante lembrar que a palavra batismo é usada para dizer que o
Espírito Santo veio sobre a pessoa (At 1.5-8; 11.15-17).
2. Imersão
“Segundo John Wesley, o principal exemplo bíblico que faz
alusão ao batismo por imersão no Novo Testamento é encontrado em Romanos
6:4”. [401]
Sobre Romanos 6.4, Wesley
comentou: “Estamos enterrados com ele - aludindo à antiga forma de batizar por
imersão. Que assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória – Poder
glorioso. Do Pai, assim também nós, pelo mesmo poder, devemos ressuscitar; E
assim como Ele vive uma nova vida no céu, também devemos caminhar na nova vida.
Isso, diz o apóstolo, nosso próprio batismo representa para nós”.[402]
A imersão consiste em afundar a pessoa na
água; há dois fatos na Bíblia que dão ideia de ser batismo por imersão;
- O batismo de João Batista (Mc 3.6).
- O batismo do eunuco (At 8.26-40).
3. Derramamento ou lavagem
Batismos em Jerusalém (Atos 2 e Atos 4): Wesley aponta que, quando Pedro batizou
3.000 pessoas no dia de Pentecostes e, posteriormente, mais 5.000, é improvável
que houvesse rios ou tanques suficientes em Jerusalém para imersão total. Ele
cita o observador Fuller, que notou a ausência de grandes correntes de água na
cidade, tornando a aspersão/derramamento o método prático. [403]
Consiste em derramar água sobre a pessoa; há
um fato na Bíblia que dá a impressão de ter havido este batismo: quando três
mil pessoas foram batizadas num só dia (At 2.41),
Ezequiel 36.25 diz: “Derramarei água pura
sobre vós e ficareis purificados ...”
“Segundo Ezequiel 36:25, a forma de
purificação prometida por Deus é a aspersão (derramamento) de água pura sobre
o seu povo”.[404]
Wesley comentou: “Aspergir - "Isso
significa tanto o sangue de Cristo aspergido sobre sua consciência, para tirar
sua culpa, como a água da purificação foi aspergida, para tirar sua impureza
cerimonial e a graça do espírito aspergida sobre toda a alma, para purificá-la
de todas as inclinações e disposições corruptas."[405]
Os elementos do Batismo:
* Jesus apenas disse: “Ide, portanto, fazei discípulos de todos as nações,
batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. (Mt 28.19).
* Então, importa no batismo:
-
Batizar com água;
-
Batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Wesley afirma: “Digo pela lavagem, imersão ou
aspersão porque a Escritura não determina qual destes meios deve ser usado quer
por preceito expresso, quer por um exemplo claro que o prove, quer ainda pela
força ou pelo significado da palavra batizar”.[406]
Os benefícios do batismo
Para John Wesley, o batismo era um sacramento
instituído por Cristo, funcionando como um "sinal visível de uma
graça invisível" e um meio de graça que traz benefícios espirituais
significativos, tanto para adultos quanto para crianças. [407]
O batismo, como sinal e meio de
graça, inicia uma pessoa em uma aliança com Deus na qual ela participa de cinco benefícios básicos[408]:
- Somos lavados da nossa culpa do pecado
original
Wesley
afirma: “... todos nascemos sobre a culpa do pecado de Adão ... E a virtude
deste dom gratuito, os méritos da vida e da morte de Cristo nos são aplicados
no batismo”. [409]
“Wesley atribuiu a remoção da culpa do pecado
original à graça preventiva como benefício incondicional (Carta a John Mason)”.
[410]
- Entramos na aliança de Deus
Wesley diz: “Como a circuncisão era o meio de
se entrar naquela aliança; o batismo o é agora”. [411]
“Para Wesley, essa aliança do Novo Testamento
é aquela em que Deus promete "dar-lhes um novo coração e um novo espírito,
para aspergir água limpa sobre eles." O batismo é, em suas palavras,
"apenas uma figura" da realidade da renovação interior".[412]
- Somos feitos membros de Cristo
Wesley afirma: “Somos admitidos na Igreja
pelo batismo e, consequentemente, feitos membros de Cristo, a sua cabeça ...
Pois, ‘todos os que são batizados em Cristo’- (Gal 3.27), isto é, são
misticamente unidos e feitos um com Ele”. [413]
“O terceiro e quarto benefícios conferem
admissão na Igreja, ou filiação ao corpo de Cristo, e adoção na família de Deus
para aqueles nascidos da água e do Espírito”. [414]
- Somos feitos filhos de Deus
Wesley
diz: “Sendo enxertados no corpo da Igreja de Cristo, somos feitos filhos de
Deus pela adoção e pela graça”.
Isto se baseia no seguinte: “Se um homem não
nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3.5).
Assim, pela água como um meio, a água do batismo, somos regenerados ou nascidos
de novo, de onde o ser ele chamado também pelo
apóstolo de ‘a lavagem da regeneração’ ”. [415]
- Somos herdeiros do Reino dos Céus
* “Somos herdeiros do Reino dos Céus em consequência de sermos feitos
filhos de Deus.” [416]
* “O batismo nos salva se a nossa vida o corresponder, se nos
arrependermos, crermos e obedecermos o Evangelho; supondo-se isso, como ele nos
admite à Igreja daqui, assim também o somos na glória futura.” [417]
Destacamos ainda dois outros benefícios
O batismo também é um “Meio de Santificação: O batismo não é apenas um ritual de entrada,
mas um meio pelo qual o Espírito Santo começa a trabalhar a santificação no crente”. [418]
“[O] mérito da vida e morte de Cristo são aplicados
a nós no batismo. 'Ele se entregou pela igreja,
para santificar e purificá-la com a lavagem da água pela palavra;' ou seja, no
batismo, o instrumento comum de nossa justificação. Concordando com isso, nossa
Igreja ora no ofício batismal para que a pessoa a ser batizada seja 'lavada e
santificada pelo Espírito Santo, e, sendo libertada da ira de Deus, receba a
remissão dos pecados e desfrute da bênção eterna de sua lavagem celestial'; e
declara na rubrica ao final do ofício: 'É certo, pela Palavra de Deus, que
crianças que se batizaram, morrendo antes de cometer pecado real, são salvas.'
E isso concorda com o julgamento unânime dos antigos padres”.[419]
Wesley e a prática de batismo
A prática do
batismo no ministério de John Wesley (1703-1791) era profundamente
sacramental, influenciada por sua formação anglicana, mas adaptada ao contexto
avivalista do movimento metodista. Wesley via o
batismo como um sinal visível da graça invisível e um meio de aliança com Deus.[420]
O que é a
Igreja [421]
Wesley
pergunta e responde:
“A Igreja católica ou universal consiste de todas as
pessoas no universo a quem Deus chamou do mundo concedendo-lhes as qualidades
acima referidas, ‘como sendo um corpo unido por um Espírito, tendo uma fé,
uma esperança, um batismo; um Deus e Pai de todos, que está acima de
todos, através de todos e em todos”. [422]
“Batizei sete adultos, dois deles por imersão”
Em Colchester, na quarta-feira, dia 21 março de 1759, Wesley disse:
“Batizei sete adultos, dois deles por imersão; e à noite (os próprios ministros
os expulsaram por irem ouvir os metodistas) Administrei a Ceia do Senhor a
eles, e muitos outros, a quem seus vários professores haviam repelido pelo
mesmo motivo”. [423]
O fundamento teológico do
batismo
“Pela
lavagem, imersão ou aspersão porque a Escritura não determina qual destes meios
deve ser usado quer por preceito expresso”
O batismo e o novo nascimento
“Ele
insiste sobre o batismo de crianças que ele baseia sobre a graça salvadora, um
dos benefícios universais da expiação”
Para
Wesley, “o batismo se relaciona com o novo nascimento e o exige para que se
torne efetivo, real. Ele insiste sobre o batismo de crianças que ele baseia
sobre a graça salvadora, um dos benefícios universais da expiação. Wesley nunca
cessou de enfatizar o dever da expiação. Wesley nunca cessou de enfatizar o
dever da comunhão frequente, desejando que sou povo participasse dela pelo
menos uma vez por semana”.[424]
O que é o
batismo?
“A
Escritura não determina qual destes meios deve ser usado quer por preceito
expresso”
“É o
sacramento iniciatório que nos faz entrar na aliança de Deus. Foi instituído
por Cristo o único que tem poder para instituir um sacramento adequado, um
sinal, um selo, garantia e meio de graça, perpetuamente obrigatório para todos
os cristãos. Não sabemos realmente o tempo exato da sua instituição, mas
sabemos que foi muito antes da ascensão do Senhor. Foi instituído na sala da
circuncisão, pois, como aquela era um sinal e um selo da aliança de Deus, assim
é este. O elemento deste sacramento é a água que é o mais próprio para este uso
simbólico, dado o seu poder natural de limpar. O batismo é realizado pela
lavagem, pela imersão ou pela aspersão da pessoa em nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo”, [425]
disse Wesley.
E ele
completa: “Digo pela lavagem, imersão ou aspersão porque a Escritura não
determina qual destes meios deve ser usado quer por preceito expresso, quer por
um exemplo claro o que prove, quer ainda pela força ou pelo significado da
palavra batizar.” [426]
Entramos na
aliança de Deus pelo batismo
“Um novo
coração e um novo espírito e borrifar-lhes água limpa"
“Entramos
na aliança de Deus pelo batismo”, disse Wesley, “naquela aliança eterna que Ele
ordenou para sempre - Sal. 111:9; aquela nova aliança que Ele prometeu fazer
com o Israel espiritual, "o dar-lhes um novo coração e um novo espírito e
borrifar-lhes água limpa", da qual o batismo é apenas uma figura, "e
não mais lembrar-se dos seus pecados e iniquidades"; numa palavra, ser o
seu Deus como prometeu a Abraão, na aliança evangélica feita com ele e com toda
a sua descendência espiritual - Gên. 17:7,8”, [427] disse Wesley.
A
circuncisão e o batismo
“Os judeus
eram admitidos à Igreja pela circuncisão; assim são os cristãos pelo batismo”
“Como a
circuncisão era o meio de se entrar naquela aliança”, disse Wesley, “o batismo
o é agora, o qual é chamado pelo Apóstolo (sendo as suas palavras reproduzidas
por muitos bons intérpretes) ‘a condição, contrato ou aliança de uma boa
consciência para com Deus’. Somos admitidos na Igreja pelo batismo e,
consequentemente, feitos membros de Cristo, a sua cabeça. Os judeus eram
admitidos à Igreja pela circuncisão; assim são os cristãos pelo
batismo. Pois ‘todos os que são batizados em Cristo’, em seu nome, por
esse meio ‘revestiram-se de Cristo’- Gál.3:27, isto é, são misticamente unidos
a Cristo e feitos um com Ele. "Somos todos batizados por um Espírito,
formando uni corpo" - I Cor. 12:13, especialmente a Igreja – ‘o corpo de
Cristo’ - Ef. 4:12”. [428]
“Somos
regenerados ou nascidos de novo”
“Assim,
pela água como um meio, a água do batismo, somos regenerados ou nascidos de
novo”, disse Wesley, “de onde o ser ele chamado também pelo Apóstolo ‘a lavagem
da regeneração’. A nossa Igreja, portanto, não atribui maior virtude ao batismo
do que o próprio Cristo o fez. Ela também não atribui esse fato à lavagem
externa, mas à graça interior, a qual, adicionada ao ato, torna-o um
sacramento”, [429] disse
Wesley.
O batismo e
a salvação
“O batismo
nos salva se a nossa vida correspondê-lo, se nos arrependermos, crermos e
obedecermos ao evangelho”
“O batismo
nos salva se a nossa vida correspondê-lo, se nos arrependermos, crermos e
obedecermos ao evangelho; supondo-se isso, como ele nos admite à Igreja daqui,
assim também o somos na glória futura”, disse. [430]
“De
conformidade com a prática ininterrupta de toda a Igreja de Cristo desde os
primeiros tempos”
“Em resumo,
portanto, é nosso dever”, disse Wesley, “não somente legal e inocente, mas
justo e estrito, de conformidade com a prática ininterrupta de toda a Igreja de
Cristo desde os primeiros tempos, consagrarmos nossos filhos a Deus pelo
batismo como era ordem para que a Igreja dos judeus o fizesse pela circuncisão.
Obras: "Um trabalho sobre o batismo", 1, daqui e dali (X, 188,
190-92, 201)”. [431]
Os benefícios
Em “Um
Tratado sobre o Batismo (1756)”, “Wesley baseou-se extensivamente na obra
anterior de seu pai, The Pious Communicant (1700), para produzir uma
defesa robusta da prática como sacramento instituído por Cristo e da obrigação
perpétua. Aqui os benefícios conferidos são aqueles tradicionalmente associados
ao batismo: a lavagem do pecado original; entrada na nova aliança em Cristo;
incorporação à Igreja; e regeneração ou novo nascimento”. [432]
Wesley e o batismo de crianças
John Wesley defendia firmemente o batismo de
crianças (pedobatismo), vendo-o como um meio de graça que purifica do pecado
original e acolhe a criança na aliança de Deus.
Baseado na tradição da igreja, ele argumentava que, como Jesus abençoou as
crianças, elas não devem ser impedidas, sendo batismo um sinal de acolhimento. [433]
“Wesley
considerava que a prática do batismo infantil era mantida tanto pelas
escrituras quanto pela tradição da Igreja primitiva. Ele entendia o batismo,
especificamente o batismo infantil, como a circuncisão do Novo Testamento, e
citou sua prática no livro dos Atos e na tradição cristã durante os primeiros
mil oitocentos anos”. [434]
“Ele
reconheceu que o batismo infantil, como sacramento iniciático, era o ‘caminho
ordinário’ para ser iniciado em Cristo e na graça regeneradora. No entanto,
como obra iniciática, o batismo infantil não era um selo que completava a regeneração ou
salvação. Wesley observou que muitos batizados ainda bebês pecavam sua graça
batismal, como ele fazia aos dez anos de idade, e precisavam do novo
nascimento. Embora batizado ainda bebê, Wesley veio ao lugar onde precisava
nascer novamente para entrar no reino de Deus. Wesley responde àquele que
depende estritamente do batismo infantil: "Não se apoiem mais no cajado
daquela cana partida, que nasceram de novo no batismo. Quem nega que foram
então feitos filhos de Deus e herdeiros do reino dos céus? Mas não obstante
isso, agora vocês são filhos do diabo." Wesley encontrou muitos que
reivindicavam o batismo em palavra, mas o negavam por seus atos, e não tinham
as marcas do novo nascimento, que são ‘poder sobre o pecado exterior’, fé,
esperança e amor (‘O Novo Nascimento’ e ‘Marcas do Novo Nascimento’). O fruto
do Espírito, e não apenas a água, significa a verdadeira marca da regeneração”. [435]
“O
batismo é a graça iniciadora que acompanha o batismo dos bebês”. [436]
Quem
foi batizado quando criança precisa crescer na graça.
“A
necessidade do novo nascimento nos anos mais recentes não descarta nem nega a
graça inicial no batismo infantil, e também não nega que, mais tarde na vida, é
preciso nascer novamente. O que é iniciado no batismo infantil precisa crescer
à medida que a criança se desenvolve moralmente e amadurece até a idade
adulta”. [437]
Clareza de Wesley sobre o batismo de
crianças
“Em nenhum lugar o Novo
Testamento proíbe explicitamente a prática”
“Embora a evidência direta do
batismo infantil seja bastante escassa no primeiro século, ele é claramente
praticado no segundo, o que é difícil de explicar se não tivesse sido praticado
nos primeiros anos da igreja. Para aqueles que continuam céticos, Wesley
lembra-lhes que em nenhum lugar o Novo Testamento proíbe explicitamente a
prática”.[43]
“Batize primeiro as crianças e,
se elas puderem falar por si mesmas, deixe-as fazê-lo. Caso contrário, deixe
que seus pais ou outros parentes falem por eles” (A Tradição Apostólica 21:16
[215 d.C.])”.[438]
Wesley se fundamenta na Bíblia e na tradição da Igreja, “Os Pais da
Igreja (patrística) apoiaram majoritariamente o batismo de crianças desde os
primeiros séculos, considerando-o uma tradição apostólica para a regeneração
espiritual e purificação do pecado original. Figuras como Orígenes (séc. III) e Santo Agostinho
enfatizaram a necessidade do sacramento para recém-nascidos, enquanto Hipólito de Roma descreveu ritos envolvendo crianças
(séc. II-III)”. [439]
Pais da Igreja que defenderam o batismo de crianças
Os principais Pais da Igreja que defenderam
ou mencionaram o batismo de crianças (pedobatismo) na Igreja Primitiva
incluem Orígenes, Cipriano de Cartago, Agostinho de Hipona e Irineu de Lyon. Eles viam o rito como necessário para a remissão do
pecado original, com a prática consolidando-se principalmente a partir do
século III como tradição apostólica. [440]
O que significa “Pais da Igreja”
É a designação que se dá a “um
grupo influente de teólogos, bispos, escritores e líderes cristãos que viveram
entre os séculos II e VII d.C.. Eles foram os sucessores naturais dos
apóstolos, responsáveis por liderar a igreja primitiva logo após a morte dos discípulos
de Jesus, estabelecendo as bases teológicas e doutrinárias do cristianismo”. [441]
Veja alguns deles:
Orígenes (185-254) nasceu de pais cristãos em
Alexandria. Foi teólogo, escritor e filósofo.[442]
Foi o mais completo conhecedor da Bíblia entre os escritores cristãos dos
primeiros séculos.
Ele foi um “influente teólogo
cristão, foi um dos primeiros a documentar e defender o batismo de
crianças (pedobatismo) como uma prática tradicional da Igreja, ligando-a
diretamente à tradição apostólica. Ele argumentava
que, embora os bebês não tivessem pecado pessoal, necessitavam do batismo para
a remissão do pecado original herdado de Adão”. [443]
Ele escreveu que o batismo de
crianças veio dos apóstolos:
“Orígenes também defende que a
Igreja deve batizar as crianças: ‘A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo
também aos recém nascidos (Epist. ad Rom. Livro 5,9).”[444]
“A Igreja recebeu dos apóstolos
a tradição de dar o batismo até às crianças”
Ele disse: “Toda alma que nasce
na carne é manchada pela sujeira da maldade e do pecado... Na Igreja, o batismo
é dado para a remissão dos pecados e, de acordo com o costume da Igreja, o
batismo é dado até mesmo às crianças. Se não houvesse nada nas crianças que
exigisse a remissão dos pecados e nada nelas pertinente ao perdão, a graça do
batismo pareceria supérflua’ (Homilias sobre Levítico 8:3 [248 d.C.]). “A
Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar o batismo até às crianças. Os
apóstolos, a quem foram confiados os segredos dos sacramentos divinos, sabiam
que existem em cada pessoa tensões inatas do pecado [original], que devem ser
lavadas pela água e pelo Espírito’ (Comentários sobre Romanos 5:9 [248
d.C.])”. [445]
Testemunho de Cipriano
São Cipriano de Cartago (século III) foi um firme defensor do
batismo infantil, argumentando que a graça divina não deve ser negada às
crianças. Ele sustentava que, como a criança
carrega o pecado original, o batismo é necessário para a remissão e união com
Cristo, prática que considerava unanimidade na Igreja primitiva. [446]
Cipriano foi bispo de Cartago do
século III. Ele se empenhou na expansão do cristianismo na África. Ele afirmou que o batismo de
crianças era prática comum dos cristãos. Isto é confirmado no Concílio de
Cartago (255 - 256 d.C.).[447]
“Eles não deveriam ser batizados
no segundo ou terceiro dia após o nascimento”
Ele disse: “Quanto ao que diz
respeito ao caso dos bebês: Você [Fidus] disse que eles não deveriam ser
batizados no segundo ou terceiro dia após o nascimento, que a antiga lei da
circuncisão deveria ser levada em consideração, e que você não o fez. acho que
alguém deveria ser batizado e santificado dentro do oitavo dia após seu
nascimento. Em nosso conselho, parecia-nos muito diferente. Ninguém concordou
com o curso que você achava que deveria ser seguido. Em vez disso, todos nós
julgamos que a misericórdia e a graça de Deus não devem ser negadas a nenhum
homem nascido” (Cartas 58:2 [253 d.C.])”.[448]
“Santo Irineu de Lyon (século II) é uma
das primeiras evidências patrísticas da prática do batismo infantil na Igreja
Primitiva. Em sua obra, ele menciona que ‘bebês,
crianças pequenas... e adultos’ renascem a Deus por meio do batismo, defendendo
que o batismo substituiu a circuncisão e é necessário para a remissão de
pecados e salvação”. [449]
Quem foi Santo Irineu de Lyon (c. 130–202)?
Ele “foi um bispo, teólogo e Pai da Igreja do
século II, fundamental na consolidação da teologia cristã ortodoxa contra o
gnosticismo. Discípulo de Policarpo (que conheceu o Apóstolo João), ele atuou
na Gália (atual França), combatendo heresias com a obra clássica "Adversus Haereses". [450]
A oposição ao batismo infantil
Só no século XVI surgiram os
anabatistas condenando o batismo de crianças.
“Os anabatistas levavam
esse nome por recusarem o batismo em idade infantil, reservando-o apenas à
idade adulta, na qual o indivíduo estaria apto para decidir a respeito”.[451]
Martinho Lutero, que foi batizado quando criança
e que fez a Reforma Protestante, não concordou com os anabatistas e foi a favor
do batismo de crianças.
“Martinho Lutero defendeu fervorosamente o batismo de crianças
(pedobatismo) durante a Reforma, contrapondo-se aos anabatistas. Para Lutero, o batismo é um meio de graça instituído
por Deus, essencial para o perdão dos pecados e a fé, sendo capaz de regenerar
a criança, mesmo sem o uso da razão”. [452]
Em nossos dias, um outro
Martinho Lutero Junior também foi batizado quando criança.
O batismo de Martin Luther King
Jr
“Rev. Martin Luther King Jr.,
foi batizado quando criança na igreja”
Martin Luther King Jr.
(1929-1968) “foi um pastor batista norte-americano que ficou conhecido por sua
liderança na luta contra a segregação racial nos EUA nas décadas de 1950 e
1960”.[453]
Martin Luther King
Jr. era filho do pastor batista Martin Luther King e Alberta Williams King. Seu pai era pastor na Igreja
Batista Ebenezer.
“Ao longo de sua longa história,
a Igreja Batista Ebenezer, localizada em Atlanta, Geórgia, tem sido um lar
espiritual para muitos cidadãos da comunidade ‘Sweet Auburn’. Seu membro mais
famoso, Rev. Martin Luther King Jr., foi batizado quando criança na igreja.
Depois de proferir um sermão experimental à congregação em Ebenézer, aos 19
anos, Martin foi ordenado ministro. Em 1960, o Dr. tornou-se co-pastor de
Ebenezer com seu pai, o Rev. Ele permaneceu nessa posição até sua morte em
1968. Como despedida final de seu lar espiritual, o funeral do Dr. Martin
Luther King Jr.”[454]
O distrito de “Sweet Auburn”
está localizado ao leste do centro de Atlanta.
Um dever
“Consagrarmos nossos filhos a
Deus pelo batismo”
Wesley afirma: “Em resumo,
portanto, é nosso dever não somente legal e inocente, mas justo e estrito, de
conformidade com a prática ininterrupta de toda a Igreja de Cristo desde os
primeiros tempos, consagrarmos nossos filhos a Deus pelo batismo como era ordem
para que a Igreja dos judeus o fizesse pela circuncisão”. [455]
============================================================
Os 25
Artigos de Religião
===============================
Índice
· Resumo sobre a história e o conteúdo dos
artigos de religião
· A
origem dos artigos de religião na Igreja Anglicana
· Os artigos de religião no metodismo
· Os 25 Artigos de Religião
· Os artigos em sua totalidade
· Entendendo o 1º artigo sobre a Trindade
· A teologia metodista nos 25 artigos
===============================
Introdução
“Os 25 Artigos de Religião do
Metodismo” é um livro de 28 páginas e trata sobre a história e os 25 artigos de
religião do metodismo.
Os artigos de religião
começaram com o rei Henrique VIII, que ao se separar do catolicismo, precisava
de uma base doutrinária começando com 10 artigos, em 1736, sendo concluído em
1771, com 39 artigos.
Wesley excluiu doutrinas e
práticas que não tinham nada em comum com o metodismo, especialmente no que se
referia a predestinação. Ele deixou apenas 25 artigos de religião.
Nos 25 artigos de religião, o metodismo aceita a “a
autoridade final da Escritura e afirma a ortodoxia teológica e cristológica dos
primeiros cinco séculos. O metodismo afirma a espiritualidade e o desejo de
conformidade com Cristo expressos em muitos dos escritores espirituais do
cristianismo medieval. O metodismo se separou claramente das principais
doutrinas distintivas do calvinismo”.
Um livro necessário para todos os metodistas O fundamento
essencial da doutrina metodista é a Bíblia. Outros fundamentos essenciais são o
Credo Apostólico; os 25 Artigos de Religião;
os sermões doutrinários de Wesley e suas Notas explicativas sobre o Novo
Testamento.
===============================
Destaques
dos capítulos do estudo
A origem dos artigos de
religião na Igreja Anglicana
38 Artigos foram publicados em 1562 no início do reinado da Rainha
Elizabeth I. Esses artigos foram aprovados pelos bispos e clérigos da
Inglaterra, mas não sem alguns debates com a rainha. Em 1571, vários foram
melhorados e o Artigo 19 foi adicionado para fazer os 39 artigos que temos
agora
Os artigos de religião no metodismo
Uma disciplina foi
adotada, contendo as Regras Gerais e Artigos de Religião, resumida por Wesley a
partir dos Trinta e Nove Artigos, a nova forma sendo despojada de todos os
elementos distintamente católicos e calvinistas, e uma liturgia, também
preparada por Wesley
Os 25
Artigos de Religião
(1) Da fé
na Santa Trindade; (2) Do Verbo ou Filho de Deus que se fez verdadeiro Homem;
(3) Da ressurreição de Cristo; (4) Do Espírito Santo;[456] (5) Da suficiência das Santas Escrituras para
a salvação; (6)
Os artigos
em sua totalidade
Há um só Deus vivo e
verdadeiro, eterno, sem corpo nem partes; de poder, sabedoria e bondade
infinitos; criador e conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis. Na
unidade desta Divindade, há três pessoas da mesma substância, poder e
eternidade – Pai, Filho e Espírito Santo
Entendendo o 1º artigo sobre a
Trindade
Os metodistas evangélicos
acreditam na Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo (Espírito
Santo).
Eles são co-eternos em
existência, co-iguais em poder, sabedoria e bondade
A teologia metodista nos 25
artigos
O Metodismo aceita a autoridade final da Escritura e afirma a ortodoxia
teológica e cristológica dos primeiros cinco séculos
A
origem dos artigos de religião na Igreja Anglicana
38 Artigos foram publicados em 1562 no início
do reinado da Rainha Elizabeth I. Esses artigos foram aprovados pelos bispos e
clérigos da Inglaterra, mas não sem alguns debates com a rainha. Em 1571,
vários foram melhorados e o Artigo 19 foi adicionado para fazer os 39 artigos
que temos agora
A origem dos Artigos de
Religião tem origem no reinado do rei Henrique VIII.
“Os Artigos de Religião
declaram as principais doutrinas da Igreja Anglicana, mas não são uma
declaração sistemática de toda a doutrina cristã. A Igreja Anglicana assume que
as Escrituras ensinam aos anglicanos a verdade sobre outras doutrinas.
Durante os reinados de
Henrique VIII e Eduardo VI, vários conjuntos de artigos foram aprovados pelos
reis. Henrique escreveu 10 em 1536, e 42 foram aprovados em 1553, perto do fim
da vida de Eduardo.
38 Artigos foram publicados em
1562 no início do reinado da Rainha Elizabeth I. Esses artigos foram aprovados
pelos bispos e clérigos da Inglaterra, mas não sem alguns debates com a rainha.
Em 1571, vários foram melhorados e o Artigo 19 foi adicionado para fazer os 39
artigos que temos agora.
Eles ainda são a declaração
oficial da doutrina anglicana”.[457]
Início no reinado de Henrique
VIII
“Quando Henrique VIII rompeu com
a Igreja Católica e foi excomungado, ele começou a reforma da
Igreja da Inglaterra, que seria chefiada pelo
monarca (ele mesmo), e não pelo papa. Nesse ponto, ele precisava determinar
quais seriam suas doutrinas e práticas em relação à Igreja de Roma e aos
novos movimentos protestantes na
Europa continental. Uma série de documentos definidores foram escritos e
substituídos ao longo de um período de trinta anos, à medida que a situação
doutrinária e política mudou desde a excomunhão de Henrique VIII em 1533 até
a excomunhão
de Elizabeth I em 1570. Essas posições começaram com os
Dez Artigos em 1536 e concluíram com a finalização dos Trinta e Nove Artigos em
1571. Os Trinta e Nove artigos, em última análise, serviram para definir a
doutrina da Igreja da Inglaterra no que se refere à doutrina calvinista e à prática católica”.[458]
Durante o reinado de Eduardo
VI
Durante o reinado de Eduardo VI, filho de Henrique VIII,
os Quarenta e Dois
Artigos foram escritos sob a direção do arcebispo Thomas Cranmer em 1552. Foi
neste documento que o pensamento calvinista atingiu o auge de sua influência na
Igreja Inglesa. Esses artigos nunca foram colocados em ação, devido à morte de
Eduardo VI e à reversão da Igreja Inglesa ao catolicismo sob a filha mais velha
de Henrique VIII, Maria I.
Finalmente, após a coroação de
Elizabeth I e o restabelecimento da Igreja da Inglaterra como separada da
Igreja Católica, os Trinta e Nove Artigos de Religião foram iniciados
pela Convocação de 1563, sob
a direção de Matthew Parker, o Arcebispo de
Canterbury”. [459]
Os artigos de religião no metodismo
Uma disciplina foi
adotada, contendo as Regras Gerais e Artigos de Religião, resumida por Wesley a
partir dos Trinta e Nove Artigos, a nova forma sendo despojada de todos os
elementos distintamente católicos e calvinistas, e uma liturgia, também
preparada por Wesley
“Os Vinte e Cinco Artigos
de Religião são uma declaração doutrinária oficial do Metodismo - particularmente do
Metodismo Americano e suas ramificações. John Wesley resumiu
os Trinta e Nove
Artigos da Igreja da Inglaterra,
removendo as partes calvinistas entre outras, refletindo
a teologia arminiana de Wesley”. [460]
Se João Wesley e os primeiros
metodistas discordavam, em parte, da Igreja Anglicana e criam que Deus os havia
levantado, inclusive, para mudar esta Igreja, ela deixou uma grande influência
na estrutura e na base doutrinária do
metodismo.
A Igreja Anglicana surgiu em
1534 por vontade do rei Henrique VIII, que se separou da Igreja Católica para
obter o divórcio e se casar de novo para ter um herdeiro. Ele havia se casado
secretamente em 25 de janeiro de 1533 com Ana Bolena. O Papa Clemente VII
preparara uma bula ameaçando o rei de excomunhão em 11 de julho de 1533.[461]
“A resposta do rei foi uma
série de leis obtidas em 1534 do parlamento. Por elas foram proibidos quaisquer
pagamentos ao papa; todos os bispos seriam eleitos por indicação do rei; todos
os juramentos de obediência ao papa, licenças romanas e outros reconhecimentos
da autoridade papal eram nulos.”[462]
O Parlamento inglês aprovou o
"Ato de Supremacia"
reconhecendo o rei como o único
cabeça da Igreja na Inglaterra e não
mais o papa. O rei elaborou dez artigos de religião, uma espécie de
credo, mas quando ele morreu a Inglaterra ainda tinha muito do catolicismo.[463]
Os antepassados de João e
Carlos Wesley foram anglicanos. O pai, Samuel Wesley, foi pastor na Igreja da
Inglaterra. Wesley foi ordenado sacerdote e serviu em Epworth durante três
anos, ajudando seu pai. Por isso, também havia um respeito grande pela Igreja de origem, tanto que João e Carlos
Wesley lutaram contra a separação e morreram anglicanos.
Dos 39 Artigos de Religião da
Igreja oficial, os metodistas deixaram 25 como parte da base doutrinária.
Revisão de Wesley
“Wesley revisou os Artigos em 1784 para o
trabalho metodista na América. Seus vinte e quatro artigos refletem tanto
seus compromissos teológicos quanto seu desejo de clareza doutrinária,
encurtando alguns artigos e excluindo outros se pudessem ser facilmente mal
interpretados.”[464]
Dos itens excluídos
“Uma
disciplina foi adotada, contendo as Regras Gerais e Artigos de Religião,
resumida por Wesley a partir dos Trinta e Nove Artigos, a nova forma sendo
despojada de todos os elementos distintamente católicos e calvinistas, e uma
liturgia, também preparada por Wesley.” [465]
“Entre os itens excluídos por Wesley como
desnecessários para os metodistas estavam artigos sobre Das obras antes da
justificação, que no calvinismo são amplamente descontados, mas no metodismo
elogiados; Da Predestinação e Eleição, que Wesley sentiu que seria entendido de
uma maneira calvinista que os metodistas rejeitaram; e Das Tradições da Igreja,
que Wesley sentiu não estar mais em questão”. [466]
Conferência de Natal de
1784
“O credo foi aceito na
conferência em Baltimore, Maryland, EUA, em 1784, quando a Igreja Metodista
Episcopal foi formalmente organizada”.[467]
“Os Vinte e Cinco Artigos resultantes foram
adotados na Conferência de Natal de
1784, e são encontrados nos
Livros de Disciplina das Igrejas Metodistas, como o Capítulo I
das Doutrinas e Disciplina da Igreja
Metodista Episcopal Africana e o parágrafo 103
do Livro
de Disciplina da Igreja Metodista Unida. Eles
permaneceram relativamente inalterados desde 1808, exceto por alguns artigos
adicionais adicionados nos anos posteriores tanto na tradição Metodista Unida
quanto na Conexão
Metodista Wesleyana Allegheny, entre outras conexões metodistas”[468]
Os 25 Artigos de Religião
(1) Da fé na Santa Trindade; (2) Do Verbo ou
Filho de Deus que se fez verdadeiro Homem; (3) Da ressurreição de Cristo; (4)
Do Espírito Santo;[469] (5) Da suficiência das Santas Escrituras para
a salvação
Nos 25 Artigos de Religião,
que formam basicamente a herança doutrinária que o metodismo herdou do
anglicanismo, estão: (1) Da fé na Santa Trindade; (2)
Do Verbo ou Filho de Deus que se fez verdadeiro Homem; (3) Da ressurreição de
Cristo; (4) Do Espírito Santo;[470] (5) Da suficiência das Santas Escrituras
para a salvação; (6) Do Antigo Testamento; (7) Do pecado original;[471] (8) Do livre
arbítrio; (9) Da justificação do homem; (10) Das boas obras; (11) Das obras de
superrogação;[472] (12) Do pecado
depois da justificação; (13) Da Igreja; (14) Do purgatório;[473]
(15) Do falar na congregação em língua desconhecida; (16) Dos Sacramentos; (17)
Do batismo; (18) Da Ceia do Senhor; (19) De ambas as espécies; (20) Da ablação
única de Cristo sobre a cruz; (21) Do casamento dos ministros; (22) Dos ritos e
cerimônias da Igreja; (23) Dos deveres civis dos cristãos; (24) Dos bens dos
cristãos; (25) Do juramento do cristão. [474]
Os artigos em sua totalidade
Há um só Deus vivo e
verdadeiro, eterno, sem corpo nem partes; de poder, sabedoria e bondade
infinitos; criador e conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis. Na
unidade desta Divindade, há três pessoas da mesma substância, poder e
eternidade – Pai, Filho e Espírito Santo
Os 25 Artigos de Fé datam do
tempo do próprio John Wesley e foram por ele retirados dos 37 Artigos de Fé da
Igreja Anglicana.
Artigo 1º - Da Fé na
Santíssima Trindade.
Há um só Deus vivo e
verdadeiro, eterno, sem corpo nem partes; de poder, sabedoria e bondade
infinitos; criador e conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis. Na
unidade desta Divindade, há três pessoas da mesma substância, poder e
eternidade – Pai, Filho e Espírito Santo.
Artigo 2º - Do Verbo ou Filho
de Deus que se fez verdadeiro Homem
O Filho, que é o verbo do Pai,
verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai, tomou a natureza humana
no ventre da bendita Virgem, de maneira que duas naturezas inteiras e
perfeitas, a saber, a divindade e a humanidade, se uniram em uma só pessoa para
que jamais se separem, a qual pessoa é Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro
Homem, que realmente sofreu, foi crucificado, morto e sepultado, para nos
reconciliar com seu Pai e para ser um sacrifício não somente pelo pecado
original, mas, também, pelos pecados actuais dos homens.
Artigo 3º - Da ressurreição de
Cristo
Cristo, na verdade,
ressuscitou dentre os mortos, tomando outra vez o seu corpo com todas as coisas
necessárias a uma perfeita natureza humana, com as quais subiu ao Céu e lá está
até que volte a julgar os homens, no último dia.
Artigo 4º - Do Espírito Santo
O Espírito Santo, que procede
do Pai e do Filho, é da mesma substância, majestade e glória com o Pai e com o
Filho, verdadeiro e eterno Deus.
Artigo 5º - Da suficiência das
Santas Escrituras para a salvação
As Santas Escrituras contém
tudo que é necessário para a salvação, de maneira que o que nelas não se
encontre, nem por elas se possa provar, não se deve exigir de pessoa alguma
para ser crido como artigo de fé, nem se deve julgar necessário para a salvação.
Entende-se por Santas Escrituras os livros canónicos do Antigo e do Novo
Testamento de cuja autoridade nunca se duvidou na Igreja, a saber, do Antigo
Testamento:
Génesis, Êxodo, Levítico,
Números, Deuteronómio, Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II reis, I e II
Crónicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos
de Salomão, Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oseas,
Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias
e Malaquias; e do Novo Testamento: Evangelhos; segundo S. Mateus, S. Marcos. S.
Lucas e S. João, Actos dos Apóstolos; Epístolas de S. Paulo: aos Romanos, I e
II aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, I
e II aos Tessalonicenses, I e II a Timóteo, a Tito e a Filémon; Epístola aos
Hebreus; Epístola de S. Tiago; Epístolas I e II de S. Pedro; Epístolas I, II e
III de S. João; Epístola de S. Judas, e o Apocalipse.
Artigo 6º - Do Antigo
Testamento
O Antigo Testamento não está
em contradição com o Novo, pois tanto no Antigo como no Novo Testamento a vida
eterna é oferecida à humanidade por Cristo, que é o único mediador entre Deus e
o homem, sendo Ele mesmo Deus e Homem; portanto, não se deve dar ouvidos
àqueles que dizem que os patriarcas tinham em vista somente promessas
transitórias. Embora a lei dada por Deus a Moisés, quanto às cerimónias e
ritos, não se aplique aos cristãos, nem tão pouco os seus preceitos civis devam
ser necessariamente aceites por qualquer governo, nenhum cristão está isento de
obedecer aos mandamentos chamados morais.
Artigo 7º - Do pecado original
O pecado original não está em
imitar a Adão, como erradamente dizem os Pelagianos, mas é a corrupção da
natureza de todo o descendente de Adão, pela qual o homem está muito longe da
rectidão original e é de sua própria natureza inclinado ao mal e isto continuamente.
Artigo 8º - Do livre arbítrio
A condição do homem, depois da
queda de Adão, é tal que ele não pode converter-se e preparar-se pelo seu
próprio poder e obras, para a fé e invocação de Deus; portanto, não temos
forças para fazer boas obras agradáveis e aceitáveis a Deus sem a Sua graça por
Cristo, predispondo-nos para que tenhamos boa vontade e operando em nós quando
temos essa boa vontade.
Artigo 9º - Da justificação do
homem
Somos reputados justos perante
Deus somente pelos merecimentos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, por fé
e não por obras ou merecimentos nossos; portanto, a doutrina de que somos
justificados somente pela Fé é mui sã e cheia de conforto.
Artigo 10º - Das boas obras
Posto que as boas obras, que
são o fruto da fé e seguem a justificação, não possam tirar os nossos pecados,
nem suportar a severidade do juízo de Deus, contudo são agradáveis e aceitáveis
a Deus em Cristo, e nascem de uma viva e verdadeira fé, tanto assim que uma fé
viva é por elas conhecida como a árvore o é pelos seus frutos.
Artigo 11º - Das obras de
superrogação
As obras voluntárias que não
se achem compreendidas nos mandamentos de Deus, as quais se chamam obras de
superrogação, não se podem ensinar sem arrogância e impiedade; pois, por elas,
declaram os homens que não só rendem a Deus tudo quanto lhe é devido, mas
também da sua parte fazem ainda mais do que devem, embora Cristo claramente
diga: “Quando tiverdes feito tudo o que se vos manda, dizei: somos servos
inúteis”.
Artigo 12º - Do pecado depois
da justificação
Nem todo o pecado,
voluntariamente cometido depois da justificação, é pecado contra o Espírito
Santo e imperdoável; logo, não se deve negar a possibilidade de arrependimento
aos que caem em pecado depois da justificação. Depois de termos recebido o
Espírito Santo, é possível apartar-nos da graça recebida e cair em pecado, e
pela graça de Deus levantar-nos de novo e emendar nossa vida. Devem, portanto,
ser condenados os que digam que não podem mais pecar enquanto aqui vivem, ou
que neguem a possibilidade de perdão àqueles que verdadeiramente se arrependam.
Artigo 13º - Da Igreja
A Igreja visível de Cristo é
uma congregação de fiéis na qual se prega a pura Palavra de Deus e se ministram
devidamente os sacramentos, com todas as coisas a eles necessárias, conforme a
instituição de Cristo.
Artigo 14º - Do purgatório
A doutrina romana do
purgatório, das indulgências, veneração e adoração, tanto de imagens como de
relíquias, bem como a invocação dos santos, é uma invenção fútil, sem base em
nenhum testemunho das Escrituras e até repugnante à Palavra de Deus.
Artigo 15º - Do falar na
congregação em língua desconhecida
É claramente contrária à
Palavra de Deus e ao costume da Igreja Primitiva celebrar o culto público na
Igreja, ou ministrar os sacramentos, em língua que o povo não entenda.
Artigo 16º - Dos sacramentos
Os sacramentos instituídos por
Cristo não são somente distintivos da profissão de fé dos Cristãos; são,
também, sinais certos da graça e boa vontade de Deus para connosco, pelos quais
Ele invisivelmente opera em nós, e não só desperta, como fortalece e confirma a
nossa fé n’Ele. Dois somente são os sacramentos instituídos por Cristo, nosso
Senhor, no Evangelho, a saber: o baptismo e a Ceia do Senhor. Os outros cinco,
vulgarmente chamados sacramentos, a saber: a confirmação, a penitência, a
ordem, o matrimónio e a extrema unção, não devem ser considerados sacramentos
do Evangelho, sendo, como são, em parte, uma imitação corrompida de costumes
apostólicos e, em parte, estados de vida permitidos nas Escrituras, mas que não
tem a natureza do baptismo, nem a da Ceia do Senhor, porque não têm sinal
visível, ou cerimónia estabelecida por Deus. Os sacramentos não foram
instituídos por Cristo para servirem de espectáculo, mas para serem recebidos
dignamente. E somente nos que participam deles dignamente é que produzem efeito
salutar, mas aqueles que os recebem indignamente recebem para si mesmos a
condenação, como diz S. Paulo. (I Coríntios 11.29)
Artigo 17º - Do batismo
O baptismo não é somente um
sinal de profissão de fé e marca de diferenciação que distingue os cristãos dos
que não são baptizados, mas é, também, um sinal de regeneração, ou de novo
nascimento. O baptismo de crianças deve ser conservado na Igreja.
Artigo 18º - Da Ceia do Senhor
A Ceia do Senhor não é somente
um sinal de amor que os cristãos devem ter uns para com os outros, mas antes é
um sacramento da nossa redenção pela morte de Cristo, para quem recta,
dignamente e com fé o recebe, o pão que partimos é participação do corpo de
Cristo, como também o cálice de bênção é a participação do sangue de Cristo. A
transubstanciação ou a mudança de substância do pão e do vinho na Ceia do
Senhor, não se pode provar pelas Santas Escrituras, e é contrária às suas
terminantes palavras; destrói a natureza de um sacramento e tem dado motivo a
muitas superstições. O corpo de Cristo é dado, recebido e comido na ceia,
somente de modo espiritual. O meio pelo qual é recebido e comido o corpo de
Cristo, na ceia, é a fé. O sacramento da Ceia de Senhor não era, por ordenação
de Cristo, custodiado, levado em procissão, elevado nem adorado.
Artigo 19º - De ambas as
espécies
O cálice do Senhor não se deve
negar aos leigos, porque ambas as espécies da Ceia do Senhor, por instituição e
mandamento de Cristo, devem ser ministradas a todos os cristãos igualmente.
Artigo 20º - Da oblação única
de Cristo sobre a cruz
A oblação de Cristo, feita uma
só vez, é a perfeita redenção, propiciação e satisfação por todos os pecados de
todo o mundo, tanto o original como os actuais, e não há nenhuma outra
satisfação pelo pecado, senão essa. Portanto, o sacrifício da missa, no qual se
diz geralmente que o sacerdote oferece a Cristo em expiação de pecados pelos
vivos e defuntos, é fábula blasfema e engano perigoso.
Artigo 21º - Do casamento dos
ministros
Os ministros de Cristo não são
obrigados pela lei de Deus, quer a fazer voto de celibato, quer a abster-se do
casamento; portanto, é tão lícito, a eles como aos demais cristãos, o
casarem-se à sua vontade, segundo julgarem melhor à prática da piedade.
Artigo 22º - Dos ritos e
cerimónias da Igreja
Não é necessário que os ritos
e cerimónias das Igrejas sejam em todos os lugares iguais e exactamente os
mesmos, porque sempre têm sido diferentes e podem mudar-se conforme a
diversidade dos países, tempos e costumes dos homens, contanto que nada seja estabelecido
contra a Palavra de Deus. Entretanto, todo aquele que, voluntária, aberta e
propositadamente quebrar os ritos e cerimónias da Igreja a que pertença, os
quais, não sendo repugnantes à Palavra de Deus, são ordenados e aprovados à
autoridade competente, deve abertamente ser repreendido como ofensor da ordem
comum da Igreja e da consciência dos irmãos fracos, para que os outros temam
fazer o mesmo. Toda e qualquer Igreja pode estabelecer, mudar ou abolir ritos e
cerimónias, contanto que isso se faça para edificação.
Artigo 23º - Dos deveres civis
dos Cristãos
É dever dos cristãos,
especialmente dos ministros de Cristo, sujeitarem-se à autoridade suprema do
país onde residam e empregarem todos os meios louváveis para inculcar
obediência aos poderes legitimamente constituídos. Espera-se, portanto, que os
ministros e membros da Igreja se portem como cidadãos moderados e pacíficos.
Artigo 24º - Dos bens dos
Cristãos
As riquezas e os bens dos
cristãos não são comuns, quanto ao direito, título e posse dos mesmos, como
falsamente apregoam alguns; não obstante, cada um deve dar liberalmente, do que
possui, aos pobres.
Artigo 25º - Do juramento do
Cristão
Assim como confessamos que é proibido aos cristãos por nosso Senhor Jesus Cristo e por Tiago, seu apóstolo, o jurar em vão e precipitadamente, assim também julgamos que a Religião Cristã não proíbe o juramento quando um magistrado o requer em causa de fé e caridade, contanto que se faça segundo ensino do profeta, em justiça, juízo e verdade.
Entendendo o 1º artigo sobre a
Trindade
Os metodistas evangélicos
acreditam na Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo (Espírito
Santo).
Eles são co-eternos em existência, co-iguais em poder, sabedoria e bondade
“Os metodistas evangélicos acreditam na Trindade: Deus Pai, Deus Filho e
Deus Espírito Santo (Espírito Santo).
Eles são co-eternos em
existência, co-iguais em poder, sabedoria e bondade. Deus Pai, a quem pertence
todo o poder, achou por bem designar esse poder a Deus Filho e que esse poder
deveria ser expresso por meio dele (Mateus 28:18-20). Nele também habita toda a
sabedoria, pois Nele está toda a plenitude da Divindade corporalmente.
Os metodistas evangélicos não
são evolucionistas. Eles acreditam que no princípio Deus criou. Mais uma vez,
Deus Pai expressou Seu poder criativo por meio de Deus, o Filho, pois lemos em
João 1:1-2: "No princípio era o Verbo e o O Verbo estava com Deus e o
Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada foi feito
que foi feito." O Filho. por sua vez, usou Deus Espírito Santo como agente
de ação e operação. Em Gênesis I é o Espírito Santo que se move sobre o caos e
dele traz forma e ordem.
Ele não é apenas o Criador de todas as
coisas, mas também o Preservador de todas as coisas. Paulo em Colossenses
afirma que Cristo não é único Criador, mas que por meio Dele todas as coisas
consistem ou se mantêm juntas. Nenhum cristão que conhece sua Bíblia fica
alarmado com a gritos de lobo de "cientistas, falsamente chamados"
que estão gritando um alarme falso de que o mundo está prestes a se
desintegrar, explodir ou encontrar algum outro destino terrível. Ele ainda
segura o mundo na palma de Sua mão, os ventos e as ondas ainda obedecem à Sua
vontade e as estrelas que lutaram contra Sísera são guiadas por Sua voz. O bebê
no berço e o rei em seu trono vivem porque Ele dá o fôlego da vida. O sol que
brilha em sua glória nos céus e o átomo invisível em uma gota d'água são as
criaturas de Seu plano e propósito.
Na Divindade Triúna há perfeita
unidade. Deus Filho fala apenas as palavras que o Pai dá e vive para fazer a
vontade do Pai. O ofício do Espírito Santo é tomar as coisas de Cristo e
torná-las conhecidas a nós, operando assim em nós as palavras e vontade do Pai
expressa pelo Filho.
As seguintes referências bíblicas serão
benéficas no estudo do primeiro artigo ou doutrina do evangelho Fé metodista:
Gênesis 1:1, 17:1; Êxodo 3:13-15, 33:20”.[475]
A teologia metodista nos 25
artigos
o Metodismo aceita a autoridade final da Escritura e afirma a
ortodoxia teológica e cristológica dos primeiros cinco séculos
Nos 25 artigos de religião, “o Metodismo aceita a autoridade final da
Escritura e afirma a ortodoxia teológica e cristológica dos primeiros cinco
séculos. O metodismo afirma a espiritualidade e o desejo de conformidade com
Cristo expressos em muitos dos escritores espirituais do cristianismo medieval.
O metodismo se separou claramente das principais doutrinas distintivas do
calvinismo. A presciência divina é um efeito da onisciência absoluta em Deus e
não em seu decreto. A obra expiatória de Cristo é a raiz da graça preveniente,
pois seu efeito retroativo é universal na remoção da culpa do pecado de Adão de
todos os homens. A obra do Espírito também é um fenômeno universal que
restaura, por causa da expiação universal de Cristo, a capacidade intrínseca de
responder positivamente à revelação de Deus. Embora mantendo um núcleo ortodoxo
e evangélico de doutrina, o Metodismo abraçou a convicção de Wesley de que a
experiência de muitos em toda a cristandade pode ser genuinamente salvadora- e
fundamentalmente cristã (...)”.[476]
============================================================
A
volta de Jesus
===============================
Índice
· Introdução
· Pontos principais da teologia de
Wesley sobre a volta de Jesus
· Os
sinais para aquela época e para o futuro sobre a vinda de Jesus
· A importância de manter a fé viva e de vigiar
===============================
Introdução
“A
teologia de John Wesley (1703-1791) sobre a volta de Jesus e o paraíso é
marcada por uma mistura de esperança escatológica, otimismo da graça e
compromisso com a santidade prática. Wesley não focava em prever datas, mas
em viver uma vida santa enquanto aguardava a restauração final de todas as
coisas”.[477]
Será
um acontecimento cósmico, visível e literal.
Wesley
destaca a importância que Jesus alertou sobre vigiar. Ele ainda destaca a
perseverança pela fé que opera no amor.
Para John Wesley, a segunda vinda de Jesus é entendida como um evento único, visível, cataclísmico e público, e não dividido em etapas secretas (como o conceito moderno de arrebatamento secreto).[478]
No
Evangelho de Lucas 21.28, Jesus diz claramente: “E quando essas coisas
começarem a acontecer, então olhem para cima e levantem suas cabeças; pois a
tua redenção se aproxima”.
Wesley comenta: “Agora, quando
essas coisas - Mencionado Lucas 21:8; Lucas 21:10, etc., começam
a acontecer, olhai para cima com fé firme e levantai a cabeça com alegria:
porque a vossa redenção de muitas tribulações se aproxima, pela destruição de
Deus dos vossos inimigos implacáveis”.[479]
As notas explicativas de Wesley, como sempre, são profundas e esclarecedoras.
===============================
Pontos principais da teologia de Wesley sobre a volta de Jesus
“A
compreensão de John Wesley sobre a volta de Jesus (Segunda Vinda) era
profundamente escatológica, gráfica e otimista, centrada na
esperança de um triunfo final da graça de Deus sobre o pecado. Diferente de
visões puramente pessimistas, Wesley acreditava que, antes da volta física de
Cristo, o evangelho se espalharia e o mundo experimentaria uma transformação
(um tipo de milênio), impulsionado pela santidade prática”.[480]
“Aqui estão os pontos principais da teologia de Wesley sobre a volta de Jesus:
- Esperança Viva e Contínua: Para
Wesley, a volta de Jesus não era apenas um evento futuro temido, mas uma
realidade que deveria ser aguardada com expectativa diária. Ele afirmou
que gostaria de estar fazendo o que fazia todos os dias ao ver Jesus
voltar.
- Visão Pós-Milenista (Otimismo de
Graça): Influenciado por pensadores como Johann Bengel, Wesley
inclinava-se para o pós-milenismo. Ele acreditava que o avivamento do
século XVIII e a pregação do evangelho levariam à conversão das nações,
resultando em um longo período de paz e retidão na Terra (um milênio)
antes da vinda física de Cristo.
- A Segunda Vinda Cósmica e
Física: Wesley descrevia o retorno de Cristo como um evento literal,
visível e cataclísmico: o Senhor desceria nas nuvens, os mortos
ressuscitariam, os crentes seriam arrebatados e o cosmo seria purificado
por fogo”. [481]
·
Juízo e Restauração: Antes da
nova criação, Wesley visualizava eventos catastróficos, incluindo tremores de
terra e o derretimento do cosmos atual pelo fogo. A volta de Cristo traz o
julgamento final, onde os fiéis são reunidos, e o Anticristo é destruído.
[482]
Os sinais para aquela época e para o futuro sobre a vinda de Jesus
Mateus
24
Neste longo capítulo, Jesus
fala aos discípulos sobre os sinais da vinda do Filho do Homem.
E Wesley explica sabiamente
que algumas afirmações de Jesus sobre os sinais eram para aquela época, outras,
para o futuro.
Um exemplo foi quando Jesus
lhes disse: “Não vedes todas estas coisas? Em verdade vos digo que não ficará
aqui pedra sobre pedra que não seja derribada”. Wesley comentou: “Não deixará
pedra sobre pedra - Isso foi cumprido mais pontualmente; pois depois que o
templo foi queimado, Tito, o general romano, ordenou que as próprias fundações
fossem desenterradas; após o que o terreno em que estava foi arado por Turnus
Rufus. 3”.
Outras
afirmações de Jesus foram para o futuro.
Jesus
disse: “Tome cuidado para que ninguém vos engane” e Wesley explica: “ A
cautela é mais particularmente projetada para os cristãos que se sucederam, a
quem os apóstolos então representavam. O primeiro sinal da minha vinda é o
surgimento de falsos profetas. Mas é altamente provável, muitas dessas coisas
se referem a eventos mais importantes, que ainda estão por vir.”
Wesley comenta pouco sobre a
grande tribulação, mas diz sabiamente: “Imediatamente após a tribulação
daqueles dias - Aqui nosso Senhor começa a falar de sua última vinda. Mas
ele fala não tanto na linguagem do homem quanto de Deus, para quem mil anos são
como um dia, um momento”.
Sobre os sinais, Wesley
comenta a afirmação de Jesus: “Então aparecerá o sinal do Filho do homem no
céu” e diz: “Parece um pouco antes de ele mesmo descer. O sol, a lua e as
estrelas sendo extintos (provavelmente não apenas os do nosso sistema), o sinal
do Filho do homem (talvez a cruz) aparecerá na glória do Senhor”.
Wesley
ainda fala da perseverança pela fé que opera no amor.
“A volta de Jesus está diretamente ligada ao julgamento final, onde todas as nações serão julgadas. Wesley chamava isso de "Grande Assize" (O Grande Julgamento)”. [483]
Mateus 24, Versículo 1
Versículo 2
Isso foi
cumprido mais pontualmente
E Jesus lhes disse: Não vedes todas estas coisas?
Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja
derribada.
Não deixará pedra sobre pedra - Isso foi cumprido mais pontualmente; pois
depois que o templo foi queimado, Tito, o general romano, ordenou que as
próprias fundações fossem desenterradas; após o que o terreno em que estava foi
arado por Turnus Rufus. 3.
Nosso
Senhor responde distintamente a respeito
Enquanto ele se sentava no monte das Oliveiras - de onde eles tinham uma visão completa do
templo. Quando sucederão estas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do
fim do mundo? - Os discípulos perguntam confusamente, 1. Sobre o tempo da
destruição do templo; 2. Sobre os sinais da vinda de Cristo e do fim do mundo,
como se imaginassem que esses dois eram a mesma coisa. Nosso Senhor responde
distintamente a respeito:
O tempo do
fim do mundo
1. A destruição do templo e da cidade, com os
sinais anteriores, versículo 4, etc., 15, etc. Mateus 24: 4,152 . Sua própria
vinda, e o fim do mundo, com os seus sinais, versículos 29-31. Mateus 24:29-51. O tempo da destruição do templo, versículo 32,
etc. Mateus 24:324. O tempo do fim do mundo, versículo - 36. Mateus 24:36.
Versículo 3
Comentários de Wesley
E qual será
o sinal da tua vinda e do fim do mundo?
Enquanto
ele estava sentado no monte das Oliveiras - de onde eles tinham uma visão
completa do templo. Quando sucederão estas coisas? E qual será o sinal da tua
vinda e do fim do mundo? - Os discípulos perguntam confusamente: Sobre o tempo
da destruição do templo; Sobre os sinais da vinda de Cristo e do fim do mundo,
como se imaginassem que esses dois eram a mesma coisa. Nosso Senhor responde
distintamente a respeito: A destruição do templo e da cidade, com os sinais
anteriores, Mateus 24: 4, etc, Mateus 24:15, etc. Sua própria vinda, e o fim do mundo, com os
sinais disso, Mateus 24: 29-31. O tempo da destruição do templo, Mateus 24:32, etc. O tempo do fim do mundo, Mateus 24:36.
Versículo 4
Comentários de Wesley
A cautela é
mais particularmente projetada para os cristãos que se sucederam
Tome cuidado para que ninguém vos engane - A cautela é mais
particularmente projetada para os cristãos que se sucederam, a quem os
apóstolos então representavam. O primeiro sinal da minha vinda é o surgimento
de falsos profetas. Mas é altamente provável, muitas dessas coisas se referem a
eventos mais importantes, que ainda estão por vir.
Versículo 5
Primeiro,
falsos cristos, em seguida, falsos profetas
Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o
Cristo; e enganará a muitos.
Comentários de Wesley
Muitos virão em meu nome - Primeiro, falsos
cristos, em seguida, falsos profetas, Mateus 24:11. Por fim, os dois juntos, Mateus 24:24 . E, de fato, nunca tantos impostores
apareceram no mundo como alguns anos antes da destruição de Jerusalém; sem
dúvida, porque esse era o tempo em que os judeus em geral esperavam o Messias.
Versículo 6
Todas essas
coisas devem acontecer
E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras;
vede que não vos perturbeis, porque é necessário que todas estas coisas
aconteçam, mas ainda não é o fim.
Comentários
de Wesley
Guerras -
Perto: Rumores de guerras - À distância.
Todas essas coisas devem acontecer - Como base para uma tranquilidade duradoura.
Este é
apenas o começo das tristezas
Mas o fim -
Sobre o qual você pergunta, ainda não está - Tão longe disso, que este é apenas
o começo das tristezas.
Versículo 9
Como se
fôsseis a causa de todos esses males
Então vos entregarão para serdes afligidos, e vos
matarão, e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.
Comentários de Wesley
Então eles vos entregarão à aflição - Como se fôsseis a causa de todos esses
males.
Mas em
nenhuma nação os filhos do diabo tolerarão os filhos de Deus
E ele odiará de todas as nações - Mesmo daqueles que toleram todas as outras
seitas e partidos; mas em nenhuma nação os filhos do diabo tolerarão os filhos
de Deus. Mateus 10:17.
Versículo 10
E então muitos se escandalizarão, e se trairão uns
aos outros, e se odiarão uns aos outros.
Comentários de Wesley
De modo a
naufragar totalmente na fé e na consciência pura
Então muitos ele ofendeu - De modo a naufragar totalmente na fé e na
consciência pura. Mas mantende firme fé, Mateus 24:11 . apesar dos falsos
profetas: amor, mesmo quando a iniqüidade e as ofensas abundam, Mateus 24:12.
E espere, até o fim, Mateus
24:13 . Aquele que fizer isso,
será arrebatado do fogo.
Deixará seu
primeiro amor
O amor de muitos esfriará - A generalidade daqueles que amam a Deus
(como a Igreja em Éfeso, Apocalipse
2: 4) deixará seu primeiro amor.
Versículo 13
Mas aquele que perseverar até o fim, esse será
salvo.
Mateus 10:22; Marcos 13:13; Lucas 21:17.
Versículo 14
Não
universalmente: isso ainda não foi feito: mas em geral através das várias
partes do mundo
E este evangelho do reino será pregado em todo o
mundo, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.
Comentários de Wesley
Este Evangelho ele pregará em todo o mundo - Não universalmente: isso ainda não foi
feito: mas em geral através das várias partes do mundo, e não apenas na Judéia
E isso foi feito por São Paulo e os outros apóstolos, antes de Jerusalém ser
destruída.
A História
da Guerra Judaica de Josefo é o melhor comentário sobre este capítulo
E então virá o fim - Da cidade e do templo. A História da Guerra
Judaica de Josefo é o melhor comentário sobre este capítulo. é um exemplo
maravilhoso da providência de Deus, que ele, uma testemunha ocular, e alguém
que viveu e morreu judeu, deve, especialmente de maneira tão extraordinária,
ser preservado, para nos transmitir uma coleção de fatos importantes, que
ilustram tão exatamente esta gloriosa profecia, em quase todas as
circunstâncias. Marcos 13:10.
Versículo 15
O termo de
Daniel é: A abominação que faz desolação
Quando, pois, virdes a abominação da desolação, de
que falou o profeta Daniel, estar no lugar santo (quem lê, entenda),
Comentários de Wesley
De pé no
lugar santo
Quando virdes a abominação da desolação - O termo de Daniel é: A abominação que faz
desolação, Daniel 11:31; isto é, os estandartes das legiões desoladoras,
nas quais carregam as imagens abomináveis de seus ídolos: De pé no lugar santo
- Não apenas o templo e a montanha em que estava, mas toda a cidade de
Jerusalém, e vários estádios de terra ao seu redor, foram considerados santos;
particularmente o monte em que nosso Senhor agora estava sentado, e no qual os
romanos depois plantaram suas insígnias.
Aquele que lê que ele entenda - Quem lê essa profecia de Daniel, que ele
considere profundamente. Marcos
13:14; Lucas 21:20; Daniel 9:27.
Versículo 16
Então os que estiverem na Judéia fujam para os
montes;
Comentários de Wesley
Os cristãos
tomaram isso como um sinal para se retirar, o que fizeram
Então, os que estão na Judéia fujam para as
montanhas - Assim os cristãos
fizeram, e foram preservados. É notável que, depois que os romanos sob Cesto
Galo fizeram seus primeiros avanços em direção a Jerusalém, eles se retiraram
repentinamente novamente, da maneira mais inesperada e de fato impolítica. Os
cristãos tomaram isso como um sinal para se retirar, o que fizeram, alguns para
Pela e outros para o Monte Líbano.
Versículo 17
Quem estiver sobre o eirado não desça para tirar
coisa alguma de sua casa;
Comentários de Wesley
Pode-se
lembrar que suas escadas costumavam estar do lado de fora de suas casas
Não desça aquele que está no topo da casa para
tirar qualquer coisa de sua casa -
Pode-se lembrar que suas escadas costumavam estar do lado de fora de suas
casas.
Versículo 19
Porque eles
não podem escapar tão facilmente
E ai dos que estiverem grávidas, e dos que
amamentarem naqueles dias!
Comentários de Wesley
Ai dos que estão grávidas e dos que amamentam - Porque eles não podem escapar tão
facilmente.
Versículo 20
Eles o
fizeram; e sua fuga foi na primavera
Mas orai para que a vossa fuga não seja no inverno,
nem no dia de sábado;
Comentários de Wesley
Ore para que sua fuga não seja no inverno - Eles o fizeram; e sua fuga foi na primavera.
Pois os
judeus achavam ilegal andar acima de dois mil passos (duas milhas) no dia de
sábado
Nem no sábado -
Sendo em muitos casos inconveniente; além disso, muitos teriam escrúpulos em
viajar para longe naquele dia. Pois os judeus achavam ilegal andar acima de
dois mil passos (duas milhas) no dia de sábado.
Versículo 21
Porque
então haverá grande tribulação
Porque então haverá grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até
agora, nem tampouco haverá jamais.
Comentários de Wesley
Então haverá grande tribulação - Não têm muitas coisas faladas no capítulo,
bem como em Marcos 13:14 etc., Lucas 21:21 etc. um significado mais
amplo e muito mais extenso do que já foi cumprido?
Versículo 22
Por causa
dos cristãos
E se aqueles dias não forem abreviados, nenhuma
carne se salvará, mas por causa dos escolhidos aqueles dias serão abreviados.
Comentários de Wesley
E a menos que aqueles dias foram encurtados - Pela tomada de Jerusalém mais cedo do que
se poderia esperar: Nenhuma carne seria sã.
Mas por causa dos eleitos – Isto é, por causa dos cristãos.
Versículo 23
Não
acredite
Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo, ou
ali; não acredite.
Marcos 13:21; Lucas 17:23.
Versículo 24
Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e
farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se fosse possível, enganariam os
próprios eleitos.
Comentários de Wesley
Mas não é
possível que Deus deva permitir que o corpo de cristãos seja assim enganado
Eles enganariam, se possível, os próprios eleitos - Mas não é possível que Deus deva permitir
que o corpo de cristãos seja assim enganado.
Versículo 27
Para que
não haja tempo para tal aviso prévio
Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se
faz bem ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem.
Comentários de Wesley
Pois como o relâmpago sai - Para a próxima vinda de Cristo, ele será
tão rápido quanto um relâmpago; para que não haja tempo para tal aviso prévio.
Versículo 28
Não espere
nenhum libertador da nação judaica
Pois onde estiver o cadáver, ali se ajuntarão as
águias.
Comentários de Wesley
Pois onde quer que esteja a carcaça, ali estarão as
águias que ele reuniu - Nosso Senhor dá isso,
como uma razão adicional, por que eles não devem ouvir nenhum pretenso
libertador. Como se ele tivesse dito: Não espere nenhum libertador da nação
judaica; pois é dedicado à destruição. Já é diante de Deus uma carcaça morta,
que as águias romanas logo devorarão. Lucas 17:37.
Aqui nosso
Senhor começa a falar de sua última vinda
Logo depois da tribulação daqueles dias, o sol
escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e os
poderes dos céus serão abalados.
Comentários de Wesley
Imediatamente após a tribulação daqueles dias - Aqui nosso Senhor começa a falar de sua
última vinda. Mas ele fala não tanto na linguagem do homem quanto de Deus, para
quem mil anos são como um dia, um momento.
Um erro que
São Paulo se esforça para remover
Muitos
dos cristãos primitivos, não observando isso, pensaram que ele viria
imediatamente, no sentido comum da palavra: um erro que São Paulo se esforça
para remover, em sua Segunda Epístola aos Tessalonicenses.
Os poderes dos céus - Provavelmente as influências dos corpos
celestes. Marcos 13:24; Lucas 21:25.
O sinal do
Filho do homem (talvez a cruz) aparecerá na glória do Senhor
Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e
então todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem vir
sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.
Comentários de Wesley
O sol, a
lua e as estrelas sendo extintos
Então aparecerá o sinal do Filho do homem no céu - Parece um pouco antes de ele mesmo descer.
O sol, a lua e as estrelas sendo extintos (provavelmente não apenas os do nosso
sistema), o sinal do Filho do homem (talvez a cruz)
aparecerá na glória do Senhor.
Versículo 31
Isto é,
todos os que perseveraram até o fim na fé que opera pelo amor
E ele enviará os seus anjos com grande clangor de
trombeta, e eles ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à
outra extremidade do céu.
Comentários de Wesley
Eles reunirão os seus eleitos - Isto é, todos os
que perseveraram até o fim na fé que opera pelo amor.
Nosso
Senhor, tendo falado dos sinais que precedem os dois grandes eventos
Agora aprenda uma parábola da figueira; Quando o
seu ramo ainda está tenro, e brota folhas, sabeis que o verão está próximo.
Comentários de Wesley
Começa aqui
a falar do tempo deles
Aprenda uma parábola - Nosso Senhor, tendo falado dos sinais que
precedem os dois grandes eventos, sobre os quais os apóstolos haviam
perguntado, começa aqui a falar do tempo deles. E à pergunta proposta, Mateus 24:3,
sobre o tempo da destruição de Jerusalém, ele responde Mateus 24:34.
Com relação ao tempo do fim do mundo, ele responde Mateus 24:36. Marcos 13:28; Lucas 21:29.
Em verdade vos digo que não passará esta geração
sem que todas estas coisas se cumpram.
Comentários de Wesley
A expressão
implica que grande parte dessa geração passaria, mas não o todo
Esta
geração de homens que agora vivem não passará até que todas essas coisas sejam feitas
- A expressão implica que grande parte dessa geração passaria, mas não o todo.
Assim foi. Pois a cidade e o templo foram destruídos trinta e nove ou quarenta
anos depois.
Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos
do céu, nem o Pai.
Comentários de Wesley
Não
enquanto nosso Senhor estava na terra
Mas daquele dia -
O dia do julgamento; Não conhece ninguém - Não enquanto nosso Senhor estava na
terra. No entanto, pode ser posteriormente revelado a São João de forma
consistente com isso.
Como foi
nos dias de Noé
Mas, como foi nos dias de Noé, assim será também a
vinda do Filho do homem.
Lucas 17:26.
Para a
proteção imediata de Deus: e um é deixado - Para compartilhar as calamidades
comuns
Então dois estarão no campo; um será tomado e o
outro deixado.
Comentários de Wesley
Um é levado -
Para a proteção imediata de Deus: e um é deixado - Para
compartilhar as calamidades comuns. Nosso Senhor fala como tendo toda a
transação presente diante de seus olhos.
Duas mulheres estarão moendo no moinho; uma será
tomada e a outra deixada.
Comentários de Wesley
Duas
mulheres estarão moendo
Duas mulheres estarão moendo - O que era então um emprego comum das
mulheres.
Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora virá o
vosso Senhor.
Comentários de Wesley
Não sabeis
a que hora vem o vosso Senhor
Não sabeis a que hora vem o vosso Senhor - Ou para exigir a vossa alma de vós, ou para
vingar-se desta nação. Marcos
13:33; Lucas 12:35; Lucas 21:34.
Servo fiel
e sábio
Quem, pois, é o servo fiel e prudente, a quem o seu
senhor constituiu sobre a sua casa, para lhe dar o sustento a seu tempo?
Comentários de Wesley
Quem é então o servo fiel e sábio - Qual de vocês aspira a esse caráter? Sábio
- A cada momento mantendo a mais clara convicção, de que tudo o que ele agora
tem é confiado a ele apenas como mordomo: Fiel - Pensando, falando e agindo
continuamente, de maneira adequada a essa convicção.
Mas se aquele servo mau disser em seu coração: Meu
senhor tarda em vir;
Comentários de Wesley
Agora mau,
tendo deixado de lado a fé
Mas se aquele servo mau - Agora mau, tendo deixado de lado a fé e uma
boa consciência.
e o cortará em pedaços, e lhe dará a sua parte com
os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.
Comentários de Wesley
Pois
nenhuma hipocrisia pode ser mais vil do que nos chamarmos ministros de Cristo,
enquanto somos escravos da avareza, ambição ou sensualidade
E repartiu-lhe a sua parte com os hipócritas - O pior dos pecadores, tão reto e sincero
como ele era uma vez. Se os ministros são as pessoas aqui pretendidas, há uma
propriedade peculiar na expressão. Pois nenhuma
hipocrisia pode ser mais vil do que nos chamarmos ministros de Cristo, enquanto
somos escravos da avareza, ambição ou sensualidade. Onde quer que sejam
encontrados, que Deus os reforme por sua graça, ou os desarme daquele poder e
influência, dos quais eles continuamente abusam para sua desonra e para sua
própria condenação agravada![484]
A importância de manter a fé viva e de vigiar
Mateus
25
E
Jesus conta logo a seguir parábolas sobre sua vinda. A parábola das 10 virgens
é um alerta de Jesus sobre a importância de manter a fé viva.
Wesley
disse sobre a descoberta das virgens: “A nossa fé está morta. Que momento para
descobrir isso! Quer signifique a hora da morte ou do julgamento. Para qual dos
santos te voltarás? Quem pode te ajudar em tal época?”
Essa
parábola também destaca a importância de vigiar.
Wesley
comenta a afirmação de Jesus: “Vigiai, portanto” – “Aquele que vigia não
tem apenas uma lâmpada acesa, mas também óleo em seu vaso. E mesmo quando ele
dorme, seu coração acorda. Ele está quieto; mas não seguro”.
Capítulo 25, Versículo 1
Comentários
de Wesley
As damas de honra na noite de
núpcias costumavam ir à casa onde a noiva estava, com lâmpadas acesas ou tochas
nas mãos, para esperar a vinda do noivo
Então
o reino dos céus - Ou seja, os candidatos a ele, serão como dez virgens - As damas
de honra na noite de núpcias costumavam ir à casa onde a noiva estava, com
lâmpadas acesas ou tochas nas mãos, para esperar a vinda do noivo. Quando ele
se aproximou, eles foram encontrá-lo com suas lâmpadas e conduzi-lo à noiva.
Versículo 3
Os insensatos tomaram as suas lâmpadas, e não
levaram azeite consigo.
Comentários
de Wesley
.Uma
lâmpada e óleo com ela, é a fé operando pelo amor
Os tolos não levaram óleo com eles - Não mais do que os manteve queimando apenas
por enquanto. Ninguém para suprir sua necessidade futura, para recrutar a
decadência de sua lâmpada. A lâmpada é a fé. Uma lâmpada e óleo com ela, é a fé
operando pelo amor.
Versículo 4
Mas os sábios levaram óleo em seus vasos com suas
lâmpadas.
Comentários
de Wesley
Até que sua fé se tornasse
perfeita
Os sábios levaram óleo em seus vasos - Amor em seus corações. E eles diariamente
buscavam um novo suprimento de força espiritual, até que sua fé se tornasse
perfeita.
Versículo 5
Enquanto o noivo se demorava, todos cochilaram e
dormiram.
Comentários
de Wesley
Os sábios desfrutando de uma
verdadeira paz, os tolos uma falsa paz
Enquanto o noivo demorava - Ou seja, antes de serem chamados para
atendê-lo, todos cochilaram e dormiram - Foram fáceis e tranquilos, os sábios
desfrutando de uma verdadeira paz, os tolos uma falsa paz.
Versículo 6
E à meia-noite ouviu-se um grito: Eis o noivo; saí
ao seu encontro.
Comentários
de Wesley
Em uma hora impensada
À meia-noite -
Em uma hora impensada.
Versículo 7
Então todas aquelas virgens se levantaram e
prepararam suas lâmpadas.
Comentários
de Wesley
Eles se
examinaram e se prepararam para encontrar seu Deus
Eles prepararam suas lâmpadas - Eles se examinaram
e se prepararam para encontrar seu Deus.
Versículo 8
E os tolos disseram aos sábios: Dá-nos do teu
azeite; porque as nossas lâmpadas se apagaram.
Comentários
de Wesley
Quer signifique a hora da morte
ou do julgamento
Dá-nos do teu óleo, pois as nossas lâmpadas se
apagaram - A nossa fé está morta.
Que momento para descobrir isso! Quer signifique a hora
da morte ou do julgamento. Para qual dos santos te voltarás? Quem pode te
ajudar em tal época?
Versículo 9
Mas o sábio respondeu, dizendo: Não é assim; para
que não haja o suficiente para nós e para vós, mas ide antes aos que vendem, e
comprai para vós.
Comentários
de Wesley
Como mostraram sua surpresa com
o estado daqueles pobres desgraçados
Mas os sábios responderam: Para que não nos baste e
a vós! — Começando a frase com
uma bela brusquidão; como mostraram sua surpresa com o
estado daqueles pobres desgraçados, que os receberam por tanto tempo, bem
como suas próprias almas.
Pois nenhum
homem tem mais do que santidade suficiente para si mesmo
Para que não haja o suficiente - É certo que não há; pois nenhum homem tem
mais do que santidade suficiente para si mesmo.
Ide antes aos que vendem - Sem dinheiro e sem preço: isto é, a Deus, a
Cristo.
O tempo
passou e não retorna mais
E compre -
Se puder. Oh, não! O tempo passou e não retorna mais!
Versículo 13
Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em
que há de vir o Filho do homem.
Comentários
de Wesley
Aquele que
vigia não tem apenas uma lâmpada acesa
Vigiai, portanto -
Aquele que vigia não tem apenas uma lâmpada acesa, mas também óleo em seu vaso.
E mesmo quando ele dorme, seu coração acorda. Ele está quieto; mas não seguro.[485]
===============================
[1] Visão geral criada por IA do google
[2] https://www.oholyao-em-queimados-rj.com.br/estudos-escriturais/o-verdadeiro-significado-da-palavra-gra%C3%A7a/
[3] https://www.letras.mus.br/elida-araujo/maravilhosa-graca/
[4] https://www.letras.mus.br/paulo-cesar-baruk/sobre-a-graca/
[5]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace
[6] Idem.
[7] A TEOLOGIA DA GRAÇA EM PAULO: a
Suficiência do Sacrifício de Cristo para a Salvação. Ruberdan de Souza Lima. https://faculdadecristadecuritiba.com.br/storage/2018/12/Numero8-Junho-2018-Art2.pdf
[8] Idem.
[9] BURTNER, Robert - CHILES, Robert. Coletânea
da Teologia de João Wesley. Junta Geral de Educação Cristã, Imprensa Metodista,
1960, p. 207.
[10]NASMITH, Ben - https://medium.com/@BNasmith/john-wesley-on-the-love-of-god-shed-abroad-in-our-hearts-9b9c45cf66b3
- As Obras de John Wesley [vol. 2; ed. AC Outler; Abingdon, 1985],
433.
[11] Idem.
[12] Idem.
[13]
https://salcultural.com.br/wesleyano/index.php/2019/01/29/os-meios-da-graca-no-pensamento-de-john-wesley/
[14] KLAIBER, Walter – MARQUARDT, Manfred. Viver
a graça de Deus – Um compendio da teologia metodista. SP, Editeo – Editora
Cedro, 1999, p´.238.
[15] Op.cit, p.239.
[16] Idem.
[17] Op.cit., p.240.
[18] Op.cit., p.241
[19] Op.cit, p.243.
[20]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace
[21] Idem.
[22]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace
[23] Idem.
[24] Idem.
[25] Idem.
[26]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace
[27] Idem.
[28] Idem.
[29] SMITH, J.Warren. “Estar aberto ao
Espírito de Deus: a teologia de Wesley sobre os meios da graça” -
https://wesleyancovenant.org/2018/05/17/being-open-to-the-spirit-of-god-wesleys-theology-of-the-means-of-grace/
[30]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace
[31]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace
[32] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente
[33] Geordan Hammond é diretor do
Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e
Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/
pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente
[34] https://pt.wikipedia.org/wiki/Graça_preveniente
[35]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace
[36]
https://medium.com/valmir-nascimento/o-que-é-a-graça-preveniente-803ecb2a7b7f
[37]
https://medium.com/valmir-nascimento/o-que-é-a-graça-preveniente-803ecb2a7b7f
[38] Geordan Hammond é diretor do
Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e
Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/
pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente
[39] Idem.
[40] Geordan Hammond é diretor do
Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e
Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/
pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente
[41] Idem.
[42] https://pt.wikipedia.org/wiki/Graça_preveniente
[43] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente
[44] https://medium.com/valmir-nascimento/o-que-é-a-graça-preveniente-803ecb2a7b7f
[45] https://pt.wikipedia.org/wiki/Graça_preveniente
[46] https://pt.wikipedia.org/wiki/Graça_preveniente
[47] https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/acts-9.html
[48] https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/luke-19.html.
[49] http://www.hymntime.com/tch/htm/u/n/c/l/unclean.htm
[50] http://www.hymntime.com/tch/htm/u/n/c/l/unclean.htm
[51] https://hymnary.org/text/o_sun_of_righteousness_arise_with_healin
[52] https://hymnary.org/text/o_sun_of_righteousness_arise_with_healin
[53] Visão geral criada por IA do Google
[54] Visão geral do IA do Google
[55] Visão geral do IA do Google
[57] Visão geral criada por IA do Google
[58] Visão geral criada por IA do Google
[59] Visão geral criada por IA do Google
[60] Visão geral criada por IA do Google
[61] Visão geral criada por IA do Google
[62] Visão geral criada por IA do Google
[63] Visão geral criada por IA do Google
[64] Visão geral criada por IA do Google
[65] Visão geral criada por IA do Google
[66]
https://www.salvationist.org/extranet_main.nsf/vw_sublinks/8E93913570C2699B80256F16006D3C6F?openDocument
[67] WESLEY, João. Sermões. Imprensa
Metodista, SP, volume 1, 1994, p.37.
[68] As últimas gerações são chamadas de
Geração X, Geração Y, Geração Z, Geração Alpha, etc muito ligadas às redes
sociais. http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Geracao_X_Geracao_Y_Geracao_Z.htm
[69] WESLEY, John. Sermões de Wesley. Segundo
volume, São Bernardo do Campo, SP, Imprensa Metodista, 1981, p.388.
[70] Idem, p. 390.
[71] Idem, p. 392.
[72] WESLEY, João . Vol. I, p. 351.
[73] WESLEY, João. Vol. II, op. cit. p. 375.
[74] Visão geral criada por IA do Google
[75]
https://www.hopefaithprayer.com/salvationnew/the-new-birth-john-wesley/
[76] Kevin M. Watson é
professor no Candler School of Theology, Emory
University. https://kevinmwatson.com/2020/08/18/john-wesleys-sermon-the-marks-of-the-new-birth-a-brief-summary/
[77] Kevin M. Watson é
professor no Candler School of Theology, Emory
University. https://kevinmwatson.com/2020/08/18/john-wesleys-sermon-the-marks-of-the-new-birth-a-brief-summary/
[78] Kevin M. Watson é
professor no Candler School of Theology, Emory
University. https://kevinmwatson.com/2020/08/18/john-wesleys-sermon-the-marks-of-the-new-birth-a-brief-summary/
[79] WESLEY, João. Sermões de Wesley. 1 v.,
p.376.
[80] WESLEY, João. Sermões de Wesley. 1 v.,
p.376.
[81] Kevin M. Watson é
professor no Candler School of Theology, Emory University. https://kevinmwatson.com/2020/08/18/john-wesleys-sermon-the-marks-of-the-new-birth-a-brief-summary/
[82] Visão geral criada por IA do Google
[83] https://www.studylight.org/NicodemusComentários/Eng/Wen/john-3.html.
[84] Visão geral criada por IA do Google
[85] Wesley, seu próprio historiador.
https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley,
seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870
[86] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E.
Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista,
1960. IV O Espírito Santo.
[87] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E.
Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista,
1960. IV O Espírito Santo.
[88] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E.
Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista,
1960. IV O Espírito Santo.
[89] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E.
Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista,
1960. IV O Espírito Santo.
[90] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E.
Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista,
1960. IV O Espírito Santo.
[91]A Revista de John Wesley, Editado por Percy Livingstone Parker, Chicagomoody Press,
1951, CHICAGO, MOODY PRESS. Op.cit.
[92] Idem.
[93]A Revista
de John Wesley, Editado por Percy Livingstone Parker, Chicagomoody Press,
1951, op.cit.
[94] Idem.
[95] Idem.
[98]https://www.jdwetherspoon.com/pub-histories/england/bristol/the-kingswood-colliers-kingswood
[99]
http://metodistavilaisabel.org.br/docs/Joao_Wesley_O_Evangelista.pdf
[100]
http://www.thepotteries.org/borough/010_wesley.htm
[101] Visão geral criada por IA do Google
[102] https://www.umc.org/en/content/ask-the-umc-what-is-meant-by-the-term-image-of-god.
Este conteúdo foi produzido por Ask The UMC, um ministério das Comunicações
Metodistas Unidos.
[103] Para um melhor entendimento, leia todo
sermão em Sermões de Wesley, volume I, entre as páginas 350 e 362. WESLEY,
Sermões de Wesley. Tradutor Nicodemus Nunes. São Paulo: Imprensa metodista,
1953.
[104] Visão geral criada por IA do Google
[105] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2661&t=feat
- Capela de Wesley e Missão
Leysian 49 City Road, Londres EC1Y 1AU – The Museum of Methodism & John
Wesley’s Housed=
[106] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2661&t=feat
- Capela de Wesley e Missão
Leysian 49 City Road, Londres EC1Y 1AU – The Museum of Methodism & John
Wesley’s Housed=
[107] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2661&t=feat
- Capela de Wesley e Missão
Leysian 49 City Road, Londres EC1Y 1AU – The Museum of Methodism & John
Wesley’s Housed=
[108] Visão geral da IA do Google
[109] REILY, Duncan Alexander. Wesley e sua
Bíblia. São Paulo: Editeo, 1997, p.39.
[110] Visão geral da IA do Google
[111] Visão geral da IA do Google
[112] Visão geral criado por IA do Google
[113] Visão geral da IA do Google
[114] WESLEY, John. Explicação clara da
perfeição cristã. Imprensa Metodista, São Bernardo do Campo, SP, 1984, p.53.
[115] WESLEY, João. Explicação clara da perfeição
cristã, p.61.
[116] Idem., p.57.
[118]https://timothytennent.com/2018/09/04/my-2018-opening-convocation-address-a-spirit-filled-and-sanctified-community/;https://core.ac.uk/download/pdf/43167474.pdf;
https://en.wikipedia.org/wiki/Methodism.
[119] Visão geral da IA do Google
[120]
https://finestofthewheat.org/plain_account_01/
[121] Op.cit.
[122]
https://www.christianity.com/bible/commentary.php?com=wes&b=40&c=5
[123]
https://www.christianity.com/bible/commentary.php?com=wes&b=62&c=4
[124] Visão geral criado por IA do Google
[125] Visão geral criado por IA do Google
[126]
https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat
[127]
https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat
[128]
https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat
[129]
https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat
[130]
https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat
[131]
https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat
[132]
https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat
[133] Visão geral criado por IA do Google
[134] Visão geral da IA do Google
[135]
https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat
[136]
https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat
[137]
https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat
[138]
https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat
[139]
https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat
[140] Visão geral da IA do google
[142]
https://www.eismeaqui.com.br/sem-categoria/john-fletcher-1729-1785
[143]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.
[144]
https://wikimili.com/en/John_William_Fletcher
[145] Visão geral criada por IA do Google
[146] Idem.
[147] No. XXVI, Londres, terça-feira, 7 de
agosto de 1770, Q. 28. A. 2. Minutos das Conferências Metodistas
1744-98 [Mason, 1862] 95).
[148]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[149] Visão geral da IA do Google
[150]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[151] Visão geral da IA do Google
[152] Visão geral criada por IA do Google
[153] Visão geral criada por IA do Google
[154] Visão geral criada por IA do Google
[155] Visão geral criada por IA do Google
[156] Visão geral criada por IA do Google
[157] Visão geral criada por IA do Google
[158] Visão geral criada por IA do Google
[159] Visão geral criada por IA do Google
[160]https://reformedjournal.com/
reformed-assessments-of-arminianism-praise-from-unexpected-quarters/
[161] SALVADOR.José Gonçalves. Arminianismo e
Metodismo, Ibidem, p.22.
[162] Ibidem, p.28.
[163] Ibidem.
[164] A Confissão de Westminister foi
redigida em 1643 pela Assembléia de Clérigos ao qual fora confiada a tarefa de
organizar o New Establishment (BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã.
São Paulo: Imprensa Metodista, ASTE, 1967, p.278).
[165]BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja
Cristã. São Paulo: Imprensa Metodista, ASTE, 1967, p. 278-9.
[166] Também chamado de Jacobus Arminius
(BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã, Ibidem, p. 305).
[167] WALKER, Welliston. História da Igreja
Cristã. 2 v. São Paulo: ASTE, 1967, p.
15.
[168] Ibidem, p.135.
[169] Ibidem.
[170] WALKER, Welliston. História da Igreja
Cristã. 2 v. São Paulo: ASTE 1967, p.
136.
[171] SALVADOR, José Gonçalves. Arminianismo e Metodismo. São
Paulo: Igreja Metodista do Brasil, [s.d], p. 51.
[172] Ibidem.
[173] Ibidem, p.63.
[174] Ibidem., p.61-2.
[175] Ibidem., p.62.
[176]
https://concursosnobrasil.com/escola/religiao/arminianismo.html
[177] Visão geral criada por IA do Google
[178] Visão geral criada por IA do Google
[179] Visão geral criada por IA do Google
[180] No. XXVI, Londres, terça-feira, 7 de
agosto de 1770, Q. 28. A. 2. Minutos das Conferências Metodistas
1744-98 [Mason, 1862] 95).
[181]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[184]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[185] BARBIEIRI, Sante Uberto.Estranha Estirpe
de Audazes, Cap. 7 – O Paladino da Divina Misericórdia.
https://arminianismo.wordpress.com/john-fletcher
[186]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[187]https://hls-dhs-dss.ch/de/articles/029084
[188] Visão geral criada por IA do Google
[189] Geordan Hammond é diretor do
Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e
Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/
pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente
[190] Visão geral criada por IA do Google
[191] Visão geral criada por IA do Google
[192] Visão geral criada por IA do Google
[193] Visão geral criada por IA do Google
[194]https://www.resourceumc.org/
en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace
[195]
https://medium.com/valmir-nascimento/o-que-é-a-graça-preveniente-803ecb2a7b7f
[196] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente
[197] Geordan Hammond é diretor do
Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e
Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/
pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente
[199]George
Whitefield - Ministérios Pão Diário (paodiario.org).
https://paodiario.org/autores-classicos/george-whitefield/
[200]
https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/wesley-vs-whitefield
[201]
https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N03787.0001.001/1:4?rgn=div1;view=fulltext
[202]
https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/4
[203] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/4
[204] Idem.
[205] Idem.
[206] https://en.wikipedia.org/wiki/George_Whitefield
[207] HEITZENHATER, Richard P., Wesley e o
Povo Chamado Metodista, Editeo-Pastoral Bennett, 1996, p.107.
[208] Ibidem, p.214.
[209] Idem, p.120.
[210] Eis um resumo do que Wesley pensava
sobre a predestinação: Se existe a eleição, toda a pregação seria vã; ela tende
a destruir diretamente a santidade; tende a destruir o nosso zelo pelas boas
obras; subverte toda a revelação cristã; faz a revelação contradizer-se; é uma
doutrina cheia de blasfêmia, pois coloca Jesus como um hipócrita, um enganador
do povo, etc (BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da teologia de
João Wesley. Ibidem, p. 53-4)
[211] HEITZENHATER, Richard P.Ibidem, p.107.
[212] Doutrina que afirma que “Uma vez salvo,
sempre salvo”.
[213]
www.imarc.cc/esecurity/perseverance.html
[214] Idem.
[215] Segundo D.M.Lloyd-Jones, Os temas das
pregações de Whitefield eram: O pecado original, A regeneração, o Espírito
Santo, a justificação pela fé, etc. (JONES, D. M. Lloyd. Os puritanos. Ibidem,
p.130-1).
[216] HEITZENHATER, Richard P.Ibidem,
p.120-1.
[217] Ibidem, p.120.
[218] Ibidem
[219] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p.
241.
[220] Visão geral criada por IA do Google
[221] Idem.
[222]
https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext
[223] Idem.
[224]
https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext
[225] Idem.
[226]
https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext
[227] Idem.
[228] A REVISTA de John Wesley. Editado
por PERCY LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO, MOODY PRESS, 1951
[229] A REVISTA de John Wesley. Editado
por PERCY LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO, MOODY PRESS, 1951
[230] A REVISTA de John Wesley. Editado
por PERCY LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO, MOODY PRESS, 1951
[231] A REVISTA de John Wesley. Editado
por PERCY LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO, MOODY PRESS, 1951
[232] A Revista de John Wesley, com uma
introdução por Hugh Price Hughes, m.a., editado por Percy Livingstone Parker,
chicagomoody press, 1951.
[235]
https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/11
[236]
https://www.facebook.com/wesleyinireland/
[239] Wesley, seu próprio historiador.
https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley,
seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870.
[240] Wesley, seu próprio historiador.
https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley,
seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870.
[241] A Revista de John Wesley, com uma introdução por Hugh Price Hughes,
m.a., editado por Percy Livingstone Parker, chicagomoody press, 1951.
[242] https://marcosandreclubdateologia.blogspot.com//2018/11/estudo-biblico-quem-foram-os-pais-da.html
[243] https://www.repositoriocristao.com/conteúdo/estudos/pais-da-igreja
[244] Cânones da Igreja Metodista, São Paulo, Imprensa Metodista, 1971, p. 19.
[245] BURTNER, R. - Chiles, R. Coletânea da Teologia de
João Wesley, S. P., Jugec - 1960. p. 43 e 44.
[246] BURTNER, R. - Chiles, R. op. cit. p. 91
[247]
https://www.repositoriocristao.com/conteúdo/estudos/pais-da-igreja
[248]
https://www.repositoriocristao.com/conteúdo/estudos/pais-da-igreja
[249]
https://estiloadoracao.com/pais-da-igreja/#google_vignette
[250]
https://estiloadoracao.com/pais-da-igreja/#google_vignette
[251]
https://estiloadoracao.com/pais-da-igreja/#google_vignette
[252]
https://www.repositoriocristao.com/conteúdo/estudos/pais-da-igreja
[253]https://pt.wikipedia.org/
wiki/Trindade_(cristianismo)
[254]
https://www.repositoriocristao.com/conteúdo/estudos/pais-da-igreja
[255]https://marceloberti.wordpress.com/2010/05/21/doutrina-da-trindade-antes-de-niceia/
[256]https://marceloberti.wordpress.com/2010/05/21/doutrina-da-trindade-antes-de-niceia/
[257]https://www.reddit.com/
r/Reformed/comments/67vdcy/early_church_fathers_and_the_trinity/?tl=pt-br&rdt=63428
[258]https://marceloberti.wordpress.com/2010/05/21/doutrina-da-trindade-antes-de-niceia/
[259]https://www.reddit.com/
r/Reformed/comments/67vdcy/early_church_fathers_and_the_trinity/?tl=pt-br&rdt=63428
[260]https://www.reddit.com/ r/Reformed/comments/67vdcy/early_church_fathers_and_the_trinity/?tl=pt-br&rdt=63428
[261]
https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/genesis-1.html
[262] https://www.studylight.org/ comentários/en/wen/matthew-3.html.
[263] https://www.studylight.org/ comentários/en/wen/matthew-28.html.
[264] https://www.studylight.org/comentários/eng/wen/john-14.html.
[265] https://www.studylight.org/comentários/eng/wen/2-corinthians-13.html.
[266] https://www.studylight.org/comentários/eng/wen/2-corinthians-13.html.
[267]https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/2-corinthians-1.html
[268]https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/1-peter-1.html
[269] Visão geral criada por IA do Google
[270] Visão geral criada por IA do Google
[271] Visão geral criada por IA do Google
[272] Visão geral criada por IA do Google
[273] Visão geral criada por IA do Google
[274] Visão geral criada por IA do Google
[275] Visão geral criada por IA do Google
[276] BURTNER, Robert; CHILES, Robert. Coletânea da Teologia de João Wesley.
Junta Geral de Educação Cristã, Imprensa Metodista, 1965p. 88.
[277] https://place.asburyseminary.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1773&context=asburyjournal
[278] Idem.
[279] https://wesleyscholar.com/john-wesleys-doctrine-of-the-holy-spirit/
[280] STAPLES, Rob L. John Wesley’s doctrine of the hole Spirit.
https://iliff.instructure.com/courses/1439137/files/.../download?.
[281] BURTNER, Robert; CHILES, Robert. Coletânea da Teologia de João Wesley,
p. 91-92
[282] https://wesleyscholar.com/john-wesleys-doctrine-of-the-holy-spirit/
[283] BURTNER, Robert; CHILES, Robert. Coletânea da Teologia de João Wesley,
p. 86-87.
[284] REILY, Duncan Alexander. “João Wesley e o Espírito Santo” em
História, Metodismo, Libertações, Ibidem, p. 18.
[286] Visão geral criada por IA do Google
[287] ZIVADINOVIC, Dojcin. Wesley and Charisma: An Analysis of John Wesley’s
view spiritual gifts (Wesley e Carisma: Análise da visão de João Wesley sobre
dons espirituais). Dojcin Zivadinovic, Ph.D. Candidato à História da
Igreja (Andrews University), p.70.
[288] Ibid, p.58. In Wesley, “The More Excellent Way,” (1787) in Works of the
Rev. John Wesley, 12 vols. (London: Wesleyan Conference Office, 1872), 7:27
[hereafter referred to as WRJW]. See Wesley’s early longings for Fruits of the
Holy Spirit in his diary entry of August 12, 1738 in WRJW 1:120ff; January 4,
1739 in WRJW 1:170-72. See also the entire sermon 4, “Scriptural Christianity,”
August 24, 1747, in WRJW 5:37-52.
[289] E. H. Sugden,'The Standard Sermons of John Wesley', Vol. I . https://www.cai.org/bible-studies/scriptural-christianity-john-wesley.
[290] Notas Explicativas , p. 625 (1 Corintios 12:31). Observe
seu comentário sobre cura, p. 623. Veja também o Sermão,
"O caminho mais excelente", Works (Jackson),
7:27; Notas Explicativas , p. 713 (em Eph. 4: 8-11). http://www.swartzentrover.com/cotor/e-books/freemeth/flame/tdf04.html.
[291].JR, Robert G. Tutlle. João Wesley e os dons do Espírito Santo.
Professor de evangelismo na Escola Missões Mundiais E. Stanley Jones e Evangelismo no Asbury Theological Seminary em
Wilmore, Kentucky, EUA.. https://ucmpage.org/articles/rtuttle1.html; ZIVADINOVIC,
Dojcin. Wesley and Charisma: An Analysis of John Wesley’s view spiritual gifts
(Wesley e Carisma: Análise da visão de João Wesley sobre dons espirituais).
Dojcin Zivadinovic, Ph.D. Candidato à História da Igreja (Andrews
University), p.58.
[292] E. H. Sugden. The Standard Sermons of John Wesley' por Vol. I '. https://www.cai.org/bible-studies/scriptural-christianity-john-wesley.cf.
http://enrichmentjournal.ag.org/201103/201103_000_holy_sp.cfm
[293] Visão geral criada por IA do Google
[294] Idem, p. 58.
[295] ZIVADINOVIC, Dojcin. Wesley and Charisma: An Analysis of John Wesley’s
view spiritual gifts (Wesley e Carisma: Análise da visão de João Wesley sobre
dons espirituais), op. cit., p. 64.
[296] Jamin Bradley
citando The Works of John Wesley, Volume 19: Journal and Diaries II
(1738-1743). https://newfangled.wordpress.com/2010/05/12/john-wesley-and-the-power-of-the-spirit/
[297]John Wesley's Notes on the Bible.
http://wesley.nnu.edu/john-wesley/john-wesleys-notes-on-the-bible/notes-on-st-pauls-first-epistle-to-the-corinthians/#Chapter+XII.
[298] ZIVADINOVIC, Dojcin. Wesley and Charisma: An Analysis of John Wesley’s
view spiritual gifts (Wesley e Carisma: Análise da visão de João Wesley sobre
dons espirituais), op. cit., p. 64.
[299] ZIVADINOVIC, Dojcin. Wesley and Charisma: An Analysis of John Wesley’s
view spiritual gifts (Wesley e Carisma: Análise da visão de João Wesley sobre
dons espirituais), op. cit., p. 63.
[300] Jamin Bradley
citando The Works of John Wesley, Volume 19: Journal and Diaries II
(1738-1743). https://newfangled.wordpress.com/2010/05/12/john-wesley-and-the-power-of-the-spirit/
[301] JR, Robert G. Tuttle. João Wesley e os dons do Espírito Santo. Op.cit.,p.58.
[302] Jamin Bradley
citando The Works of John Wesley, Volume 19: Journal and Diaries II
(1738-1743). https://newfangled.wordpress.com/2010/05/12/john-wesley-and-the-power-of-the-spirit/
[303] Visão geral criada por IA do Google
[304] https://pt.wikipedia.org/wiki/Cessacionismo
[305] http://www.alaskandreams.net/ekklesia/Wesley%20Quotes.htm
[306] Andrew Williams. Publicado por Duke Lancaster. John Wesley e o
sobrenatural. http://www.vineyardjackson.org/blog/wesley.
[307] WESLEY, João. Trechos do diário de João Wesley, ibidem, p.115.
[308] Ibidem, p.37-8.
[309] Ibidem, p.84.
[310] Ibidem, p.156.
[311] LILIÈVRE, Mateo. João Wesley – Sua vida e obra. São Paulo: Editora
Vida, 1997p.217.p.217.
[312] LILIÈVRE, Mateo. João Wesley – Sua vida e obra. São Paulo: Editora
Vida, 1997p.217p.218.
[313] FISCHER, Harold A. Avivamentos que avivam. Ibidem, p.102.
[314] Visão geral criada por IA do Google
[315]
https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/1-corinthians-12.html
[316] Visão geral criada por IA do Google
[319] Visão geral criada por IA do Google
[320] Visão geral criada por IA do Google
[323] https://www.ministrymatters.com/all/entry/5525/wesley-a-lsquoman-of-one-bookrsquo-and-a-thousand
[324] https://www.ministrymatters.com/all/entry/5525/wesley-a-lsquoman-of-one-bookrsquo-and-a-thousand
[326] Idem.
[327]
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/biblia.htm
[328]
https://www.slideshare.net/deuzilenefrancisco/coletanea-da-teologiadejoaowesley-79740825
[329]http://irmaos.net/biblia04_04.html
[330]
http://www.cacp.org.br/a-bíblia-e-john-wesley/
[331] https://www.slideshare.net/deuzilenefrancisco/coletanea-da-teologiadejoaowesley-79740825
[332] https://
irmaos.org/assim-diz-senhor
[333]
https://juttadolle.com/pt/quantas-vezes-e-039-diz-o-senhor-039-repetido-na-biblia/
[334]
https://library.garrett.edu/collections/special-collections/rare-bible-digital-exhibit/post
[335] Visão
geral criada por IA do Google
[336]
https://www.slideshare.net/deuzilenefrancisco/coletanea-da-teologiadejoaowesley-79740825
[337]
https://pt.scribd.com/document/314478455/Coletanea-Da-Teologia-de-Joao-Wesley
[341]
http://www.craigladams.com/archivefiles/john-wesley-on-the-bible.html
[342]
https://faithalone.org/blog/john-wesley-on-how-to-read-the-bible/
[343] http://wesley.nnu.edu/john-wesleyjohn-wesleys-notes-on-the-bible/notes-on-the-gospel-according-to-st-luke/#Chapter+XV
[344] http://wesley.nnu.edu/john-wesleyjohn-wesleys-notes-on-the-bible/notes-on-the-gospel-according-to-st-luke/#Chapter+XV
[345]
https://bibliotecadopregador.com.br/passagens-paralelas-biblia/
[347]
https://www.bartleby.com/209/750.html
[351] Idem.
[352]
http://thomasjayoord.com/index.php/blog/archives/john-wesleys-view-scripture
[355]
http://thomasjayoord.com/index.php/blog/archives/john_wesley_and_the_bible
[356]
http://www.craigladams.com/arquivo/files/john-wesley-on-the-bible.html
[357]
https://divinity.duke.edu/sites/
divinity.duke.edu/files/documents/faculty-maddox/JW_A_Man_of_One_Book.pdf
[358]
https://divinity.duke.edu/sites/
divinity.duke.edu/files/documents/faculty-maddox/JW_A_Man_of_One_Book.pdf
[359]
https://www.ministrymatters.com/all/ entrada/5525/Wesley- a...Um-de-Um-
livro-e- a...Mil
[362]
https://bibletruthpublishers.com/homo-unius-libri-man-of-one-book/echoes-of-grace-1975/la104705
[363] https://www.ministrymatters.com/all/entry/5525/wesley-a-lsquoman-of-one-bookrsquo-and-a-thousand
[364] https://www.ministrymatters.com/all/entry/5525/wesley-a-lsquoman-of-one-bookrsquo-and-a-thousand
[365]https://frases.tube/455231_ponha-fogo-no-seu-sermao-ou-ponha-seu-sermao-no-fogo
[366] WESLEY,
João. Trechos do diário de João Wesley, ibidem, p.115.
[369] Idem.
[370]https://www.umnews.org/en/news/wesley-pilgrimage-oxford-history-inspires-today
[371]https://kevinmwatson.com/2020/05/12/john-wesleys-sermon-scriptural-christianity-a-brief-summary/
[372]
http://metodistavilaisabel.org.br/docs/Joao_Wesley_O_Evangelista.pdf
[373]https://www.christianitytoday.com/history/issues/issue-2/john-wesley-did-you-know.html
[374]
https://www.blogger.com/u/0/blog/post/edit/2777667065980939692/2521436257207685717
[375]
http://johnandellenduncan.com/jw_grave.htm
[376]
http://metodistavilaisabel.org.br/docs/Joao_Wesley_O_Evangelista.pdf
[377]http://wesley.nnu.edu/john-wesley/the-sermons-of-john-wesley-1872-edition/an-introduction/
[378]
https://www.tomokaumc.org/sermons/1-john-wesleys-journey-of-faith/
[379]
http://metodistavilaisabel.org.br/docs/Joao_Wesley_O_Evangelista.pdf
[380] https://www.ministrymatters.com/all/entry/5525/wesley-a-lsquoman-of-one-bookrsquo-and-a-thousand
[381]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles
[382]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles
[383]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles
[384] Visão
geral criada por IA do Google
[385] Visão geral criada por IA do Google
[386] Visão geral criada por IA do Google
[387] Visão geral criada por IA do Google
[388] Visão geral criada por IA do Google
[389] Visão geral criada por IA do Google
[390] Visão geral criada por IA do Google
[391] Visão geral criada por IA do Google
[392] Visão geral criada por IA do Google
[393] Visão geral criada por IA do Google
[394] Visão geral criada por IA do Google
[395] WESLEY, J. - Sermões de Wesley.
Imprensa Metodista, v.2, 1954, p. 352.
[396] WESLEY, J. - Sermões de Wesley, SP, Imp. Met., 1954, p. 111, v. 1.
[397] Visão geral criada por IA do Google
[398] Visão geral criada por IA do Google
[399] Visão geral criada por IA do Google
[400] Visão geral criada por IA do Google
[401] Visão geral criada por IA do Google
[402]
https://wesley.nnu.edu/john-wesley/john-wesleys-notes-on-the-bible/notes-on-st-pauls-epistle-to-the-romans/#c5572
[403] Visão geral criada por IA do Google
[404] Visão geral criada por IA do Google
[405]https://wesley.nnu.edu/john-wesley/john-wesleys-notes-on-the-bible/notes-on-the-book-of-ezekiel/#Chapter+XXXVI
[406] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da
Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960, p. 273.
[407] Visão geral criada por IA do Google
[408]
wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read
[409] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da
Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960, p. 274.
[410]
wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read
[411] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da
Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960, p. 270.
[412]
wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read
[413] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da
Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960. p. 275.
[414]
wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read
[415] WESLEY, J. - Sermões de Wesley, SP,
Imp. Met., 1954, p. 111, v. 1.
20.BURTNER
R. R. CHILES, R. - Coletânea da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960, p.
275.
[416] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da
Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960. p. 275
[417] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da
Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960. p. 275
[418] Visão geral criada por IA do Google
[419]
https://firebrandmag.com/articles/a-wesleyan-view-of-baptism
[420] Visão geral criada por IA do Google
[421] COLETÂNIA DA TEOLOGIA DE JOÃO WESLEY
Compilação de Robert W. Burtner e Robert E. Chiles. 2ª edição: 1995. Editor:
Filipe P. de Mesquita. Setor de Publicações da Pastoral Bennett Instituto
Metodista Bennett, p.101.
[422] Idem.
[423] Wesley, seu próprio historiador.
Wesley, seu próprio historiador.
https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley,
seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870
[424] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E.
Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960
[425] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E.
Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960
[426] Idem.
[427] Idem.
[428] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E.
Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960
[429] Idem.
[430] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E.
Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960
[431] Idem.
[432]
https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=137
[433] Visão geral criada por IA do Google
[434]
wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read
[435]
wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read
[436] Idem
[437] Idem.
[438]
https://www.churchfathers.org/infant-baptism
[439] Visão geral criada por IA do Google
[440] Visão geral criada por IA do Google
[441] Visão geral criada por IA do Google
[442]
https://www.estudantedefilosofia.com.br/filosofos/origenes.php
[443] Visão geral criada por IA do Google
[444] https://pt.wikipedia.org/wiki/Orígenes
[445]
https://www.churchfathers.org/infant-baptism
[446] Visão geral criada por IA do Google
[447] https://servantofchrist.tripod.com/ofsuchisthekingdom/id18.html;
https://northamanglican.com/infant-baptism-a-treatise-in-defense-of-infant-baptism-written-in-the-scholastic-style-part-i/
[448]
https://www.churchfathers.org/infant-baptism
[449] Visão geral criada por IA do Google
[450] Visão geral criada por IA do Google
[451]
https://escolakids.uol.com.br/historia/revoltas-anabatistas.htm
[452] Visão geral criada por IA do Google
[453]
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/martin-luther-king.htm
[454]
https://www.nps.gov/malu/planyourvisit/ebenezer_baptist_church.htm
[455] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E.
Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista,
1960,.p.210.
[456] Este artigo 4º afirma: “O Espírito
Santo, que procede do Pai e do Filho, é da mesma substância, majestade e glória
com o Pai e com Filho, verdadeiro e eterno Deus” (CÂNONES da Igreja Metodista,
Ibidem, p.34).
[457]https://www.allsaintsjakarta.org/anglican-belief
[458] https://en.wikipedia.org/wiki/Thirty-nine_Articles
[459] https://en.wikipedia.org/wiki/Thirty-nine_Articles
[460]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles
[461] WALKER, Welliston, Ibidem, p.83.
[462] Ibidem.
[463] Ibidem, p. 84.
[464]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles
[465]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles
[466]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles
[467]
https://www.britannica.com/topic/Twenty-five-Articles-of-Religion
[468]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles
[469] Este artigo 4º afirma: “O Espírito
Santo, que procede do Pai e do Filho, é da mesma substância, majestade e glória
com o Pai e com Filho, verdadeiro e eterno Deus” (CÂNONES da Igreja Metodista,
Ibidem, p.34).
[470] Este artigo 4º afirma: “O Espírito
Santo, que procede do Pai e do Filho, é da mesma substância, majestade e glória
com o Pai e com Filho, verdadeiro e eterno Deus” (CÂNONES da Igreja Metodista,
Ibidem, p.34).
[471] Este artigo diz : “O pecado original
não está em imitar Adão, como erradamente dizem os Pelagianos, mas é a
corrupção da natureza de todo descendente de Adão, pela qual o homem está muito
longe da retidão original e é de sua própria natureza inclinado ao mal e isto
continuamente” (CÂNONES da Igreja Metodista, Ibidem, p.36). “Pelágio era um
monge inglês, possivelmente, de
origem irlandesa. Em 400 veio a Roma e ficou chocado com o baixo nível da
península itálica. Achando que havia necessidade de um esforço moral mais
acentuado, chocou-se com a oração de Santo Agostinho: ‘Concede-me, Senhor, o
que tu exiges, e manda o que for de teu agrado. ’Sua doutrina, parece não Ter
provocado distúrbios antes de sua ida `a África após o saque de Roma”
(BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã, ibidem, p.87).Ele acredita que
o homem podia permanecer sem pecado. Com isso, ele dizia glorificar a Deus “já
que reconhecemos que dEle nos vem esta dádiva e este poder” (BETTENSON, Henry,
Ibidem, p.88).
[472] Obras de superrogação significa: “As
obras voluntárias que não se achem compreendidas nos mandamentos de Deus, as
quais se chamam de obras de superrogação, não se podem ensinar sem arrogância e
impiedade; pois, por elas, declaram os homens que não só rendem a Deus tudo
quanto lhe é devido, mas também de sua
parte fazem ainda mais do que devem, embora Cristo claramente diga: ´Quando
tiverdes feito tudo o que se vos manda, dizeis: Somos servos inúteis” (CÂNONES
da Igreja Metodista. Ibidem, p.37).
[473] Este 14º artigo afirma: “A doutrina
romana do purgatório, das indulgências, veneração e adoração, tanto de imagens
de relíquias, bem como a invocação dos santos, é uma invenção fútil, sem base
em nenhum testemunho das Escrituras e até repugnantes à Palavra de Deus (CÂNONES da Igreja Metodista. São Paulo:
Associação Religiosa Imprensa da Fé, 1998, p. 38)
[474] CÂNONES da Igreja Metodista. Ibidem,
p.33-43.
[475] https://www.imarc.cc/br/br2/wesley25ar1.html
[477] Visão geral criada por IA do Google
[478]
Visão geral criada por IA do Google
[479] https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/luke-21.html
[480] Visão geral criada por IA do Google
[481] Visão geral criada por IA do Google
[482] Visão geral criada por IA do Google
[483] Visão geral criada por IA do Google
[484] https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/matthew-24.html
[485] https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/matthew-25.html
Comentários
Postar um comentário