Coletânea das Doutrinas de Wesley

 

 Odilon Massolar Chaves

 

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Copyright © 2026, Odilon Massolar Chaves Todos os direitos reservados ao autor.

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Art. 184 do Código Penal e Lei 96710 de 19 de fevereiro de 1998. 

Livros publicados na Biblioteca Digital Wesleyana: 766

Livros publicados pelo autor: 810

Endereço: https://bibliotecawesleyana.blogspot.com

Capa: John Wesley - Facebook José Viladecans

Toda gloria a Deus!

Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

Filho do rev. Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.

É casado com RoseMary.

Tem duas filhas: Liliana e Luciana.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Teologia.

 

 

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Índice

 

·       Introdução

·       A graça de Deus

·       A graça preveniente

·       A justificação pela fé

·       O novo nascimento

·       A perfeição cristã

·       O livre arbítrio

·       A Trindade

·       O Espírito Santo e a atualidade dos Dons

·       A Bíblia como autoridade suprema

·       Os sacramentos da Igreja

·       Os 25 artigos de religião

·       A volta de Jesus

 

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Introdução  

 

“Coletânea das Doutrinas de Wesley” é um livro de 331 páginas contendo 12 estudos sobre as principais doutrinas ensinadas por João Wesley.

“As principais doutrinas de John Wesley (1703–1791) fundamentam o metodismo e o arminianismo, enfatizando a graça de Deus disponível a todos, a necessidade de santidade pessoal e social, e a experiência de salvação. Seus pilares teológicos incluem a graça preveniente (que capacita o livre-arbítrio), a justificação pela fé, a garantia da salvação pelo Espírito Santo e a perfeição cristã”.

Uma coletânea essencial para os wesleyanos e para todos que têm desejo de praticar as doutrinas bíblicas.

Com essas doutrinas Wesley foi instrumento de Deus para transformar a Inglaterra, no século XVIII.

Bom proveito nos estudos!

 

O Autor

 

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A Graça de Deus

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Índice

 

·       Introdução

·       A graça

·       A graça em Wesley e Paulo

·       Amor, o fundamento da graça de Deus

·       A trindade na concessão da graça

·       A analogia da graça

·       Crescendo em graça

 

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Introdução

 

“Para John Wesley, a graça de Deus é o favor imerecido e ativo que permeia toda a existência humana, buscando restaurar a imagem divina no homem e santificá-lo. Ela é entendida como um processo contínuo que inclui a graça preveniente (universal e atraente), justificadora (perdão) e santificadora (transformação de coração e vida)”.[1]

A palavra graça tem raiz na palavra grega: CHARIS, a qual tem por significado: amor incondicional, dom gratuito, favor concedido a alguém, generosidade incondicional

Wesley definiu a graça como a "generosidade ou favor de Deus: seu favor gratuito e imerecido, ... o homem não tendo direito à menor das suas misericórdias.

“A graça de Deus é livre em todos e livre para todos”, disse João Wesley.

Foi a graça livre que 'formou o homem do pó da terra e soprou em ele uma alma vivente. 

Graça é a presença de Deus para criar, curar, perdoar, reconciliar e transformar os corações humanos, comunidades e toda a criação. Onde quer que Deus esteja presente, há graça!

 

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A graça

 

Graça pode ter, pelo menos, dois sentidos na Bíblia. Primeiro, a ação de graças significa agradecimento.

Paulo diz: “Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus” (1Ts 5.18).

Um hino conhecido é “Graças dou”, que no primeiro verso diz:

Graças dou por esta vida:

Pelo bem que revelou
Graças dou pelo futuro,

E por tudo que passou

Pelas bênçãos derramadas,

Pela dor, pela aflição
Pela graça revelada!

Graças dou pelo perdão.

O segundo significado de graça é em relação à salvação.

Paulo disse aos efésios: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.  Não vem das obras, para que ninguém se glorie.  Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.8-10).

Essa palavra graça tem raiz na palavra grega: CHARIS, a qual tem por significado: Amor incondicional, Dom gratuito, Favor concedido a alguém, Generosidade incondicional.[2]

A história de John Newton (1725 -1807) revela bem  o sentido de graça.

John Newton era uma traficante de escravos, mas se converteu e se tornou um defensor da libertação. Ele se tornou um pastor anglicano e escreveu “Amazing grace”, que nos primeiros versos retrata bem o que é a graça de Deus:

Graça sublime

 

Maravilhosa graça, quão doce é o som

Que salvou um miserável como eu

Eu estive perdido, mas agora fui encontrado

Era cego, mas agora eu vejo

 

Foi a graça que ensinou meu coração a temer

E a graça meus medos aliviou

Quão preciosa foi a aparição da graça

Na hora em que eu acreditei

 

Coro

 

Minhas correntes se foram,

Eu fui liberto

Meu Deus, meu Salvador, me resgatou

E como num dilúvio,

Sua misericórdia chove

Amor sem fim[3]

Graça incrível.

 

Aqui está o reconhecimento de que não merecemos nada, pois somos pecadores, mas o grande amor de Deus nos alcança e nos restaura.

 

Na atualidade, Paulo Cesar Baruk escreveu na canção “Sobre a graça”:

 

Não importa o que eu faça
Não importa o que eu diga
Seu amor por mim não falha
Sua graça é maior que a vida

Pela graça eu salvo sou, pela graça me libertou
Eu jamais fui merecedor
Mas pela graça, pela graça.
[4]

A história do Filho Pródigo ou Filho Perdido, em Lucas 15.11-32, retrata bem o que é a graça de Deus.

Um filho que deixa o lar e se perde no mundão, mas arrependido volta para a casa do Pai, que o receber com alegria e realiza uma festa para ele.

O pai disse ao seu irmão: “Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos, porque este seu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado” (Lucas 15.32).

No passado, diversos hinos e corinhos expressaram o que é a graça, como o hino “Maravilhosa graça”.

Outro corinho é “A graça de Jesus”, que diz:

A Graça de Jesus

A graça de Jesus
Jamais me faltará
Jamais me faltará
Jamais me faltará

Eu canto noite e dia
Dia e noite sem parar
Com muita alegria
Sem nunca me cansar

A graça de Jesus
Jamais me faltará
Jamais me faltará
Jamais me faltará

No coração

Mas a graça precisa ser bem entendida para podermos desfrutarmos melhor dessa maravilha de Deus.

 

A graça em Wesley e Paulo

 

Wesley: A generosidade ou favor de Deus: seu favor gratuito e imerecido

 

John Wesley definiu a graça como a "generosidade ou favor de Deus: seu favor gratuito e imerecido, ... o homem não tendo direito à menor das suas misericórdias.

Foi a graça livre que 'formou o homem do pó da terra e soprou em ele uma alma vivente ', e estampou naquela alma a imagem de Deus, e' pôs todas as coisas debaixo de seus pés '. ... Pois não há nada que sejamos, ou tenhamos, ou façamos, que possa merecer a mínima coisa das mãos de Deus." [5]

Graça é a presença de Deus para criar, curar, perdoar, reconciliar e transformar os corações humanos, comunidades e toda a criação. Onde quer que Deus esteja presente, há graça![6]

A salvação não é pelo esforço humano.

A graça na teologia de Paulo

Um exemplo bíblico clássico de querer a salvação pelo próprio esforço foi a situação que os gálatas viviam. “Os gálatas estavam decaídos na carne devido a busca da salvação pelos próprios méritos na lei (Gl 3.3). Paulo enfatiza que a salvação é pela fé (Gl 2.16), não se comportar para ser salvo. A lei mostra o pecado e quando o ser humano olha constata que está morto, a letra (leis mosaicas) mata, mas o espírito (graça) vivifica (2 Cor 3.6)”.[7]

Não depende de nossos esforços.

“A graça na teologia de Paulo está na justiça de Deus revelada à humanidade em Cristo que justifica aqueles que creem.

A graça é um favor imerecido. O plano da Graça de Deus se consuma em Jesus Cristo através da morte e ressurreição.

Em Cristo, Deus realiza o processo da justificação para justificar a humanidade pela sua justiça”.[8]

 

Amor, o fundamento da graça de Deus, o tesouro celestial

 

João Wesley disse: “Logo que cremos, amamos a Deus...”; “nós o amamos porque Ele nos amou primeiro”.[9]

Esse amor é apenas o início, pois há uma medida maior do amor de Deus para recebermos.

O amor de Deus derramado em nossos corações, segundo Romanos 5.5, “é um dom transformador - produz amor por Deus e pelos outros”.[10] 

“Wesley descreve o amor de Deus derramado em nossos corações como um tesouro celestial em um vaso de barro. ‘Esse tesouro produz nossa felicidade duradoura.”[11]

Um presente transformador

Para Wesley, Romanos 5:5 revela o amor de Deus como um presente transformador: “É o dom de experimentar o amor de Deus por si mesmo. Esse dom é recebido pela fé como evidência da relação filial justificada de alguém com Deus. Este presente é a fonte de nosso amor por Deus e pelos outros, quando respondemos ao amor de Deus com gratidão. [12]

A graça deve ser buscada

Mas não podemos ficar de braços cruzados esperando um milagre vir dos céus.

Quem quer receber a graça deve buscá-la pela oração, dizia Wesley, apontando a referência onde Jesus ensinou tal coisa, em Mt 7.7-8 e Mt 13.46. Ele insiste que Jesus ensinou a pedir a presença do Espírito em oração [Lc 11.13].

Wesley também lembra que a oração pode pedir a sabedoria divina (Tg 4.2) e acrescenta: “Mas peça com fé, do contrário, não pense que você receberá qualquer coisa do Senhor.[13]

 

A Trindade na concessão da graça

 

Wesley afirmou que a “A graça de Deus é livre em todos e livre para todos”.[14]

Para Wesley, a graça não é irresistível. Para ele, Deus deixa ao ser humano a possibilidade de aceitar ou rejeitar a graça.[15]

Segundo João Wesley, o que o ser humano fizer para a sua salvação não é a causa, mas sim o efeito da graça de Deus,

A ação da graça de Deus não força, mas assiste e capacita o ser humano.

“A graça de Deus precede a todo conhecimento e decisão humana. Esta é a base da mensagem paulina da graça.”[16]

A influência da graça preveniente é o primeiro passo na vida do homem no caminho para a salvação. A graça salvadora precede a todo esforço e a toda ação humana.[17]

Paulo disse aos filipenses: “Sendo assim, meus amados, como sempre obedecestes, não somente na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, colocai em prática a vossa salvação com reverência e temor a Deus, pois é Deus quem produz em vós tanto o querer como o realizar, de acordo com sua boa vontade. Fazei tudo sem murmurações nem contendas” (Fp 2.13-14).

A ação da Trindade na concessão da graça

- A graça preveniente corresponde a ação de Deus como Criador;

- A graça justificante, à ação redentora de Jesus Cristo;

- A graça santificante, à ação do Espírito Santo.[18]

Os meios de graça

Para Wesley, os meios de graça são oferecidos como auxílios divinos para a diagnose e para a cura total.

Nele, as pessoas podem encontrar diretrizes e são despertados como auxílios divinos:

- “A pregação que fala no coração; leituras da Bíblia e de livros que os levam a entende-la; tentativas iniciais de orar por próprio impulso e a comunhão com homens que ensinam, pelos seus exemplos, como abrir seu próprio coração a Deus em oração; participação na santa ceia – tudo são passos que levam os homens a encontrar o caminho para Deus”.[19]

Os meios de graça também nos ajudam no nosso crescimento espiritual.

Sem a graça de Deus não somos nada!

 

A analogia da casa para entender a graça

 

Três expressões de graça

Wesley descreve três movimentos ou expressões de graça de Deus:[20]

Graça Preventiva: O amor que vem antes

Uma dinâmica ou expressão da graça de Deus é preveniência ou "prevenção" da graça. 

A graça preveniente inclui, de acordo com Wesley, "tudo o que é operado na alma pelo que é apresentado denominado 'consciência natural', ... todos os 'desenhos' do 'Pai', 'os desejos após Deus, ... que 'luz' com a qual o Filho de Deus 'ilumina a todos os que fornecemos ao mundo,' mostrando a cada homem 'que faça justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com seu Deus'; todas as convicções que seu Espírito de vez em quando opera em cada filho do homem.[21]

Todos que nascem recebem uma dose de fé para poderem buscar a ajuda e também para poderem responder à graça de Deus.

Alguns canalizam a fé para deuses ou ídolos.

Por isso, a necessidade de ensinarmos ao ser humano para onde deve canalizar a sua fé, para Jesus.

Graça preveniente, a varanda

Wesley define a graça preveniente como a varanda de uma casa. É onde nos preparamos para entrar na casa.

A graça também pode ser comparada a uma viagem

A vontade de embarcar na viagem, uma estrada ou uma trilha, o veículo em que se fará uma viagem e o mapa a ser percorrido são dádivas ou dádivas. A beleza da paisagem, a mente e os olhos que conceberam a viagem e percebem a sua beleza, até o explorador que abriu o caminho são dons imerecidos - graça!

Mas, uma casa é mais do que a varanda! Uma viagem é mais do que o desejo de viajar! Devemos entrar na casa ou começar a jornada.[22]

Graça Justificadora: As boas vindas, a porta para uma nova existência

 

A graça preveniente nos prepara para a graça justificadora. “Justificação”, disse Wesley, “é outra palavra para perdão. É o perdão de todos os nossos pecados, e ... nossa aceitação por Deus”.[23]

A graça justificadora é a certeza do perdão que vem do arrependimento, de se voltar para o dom gracioso de Deus de uma nova vida. É ser reconciliado e realinhado com Deus e a aceitação do ato expiatório de Deus em Jesus Cristo.[24]

Wesley considerou a justificação, ou graça justificadora, como a porta de entrada na casa da salvação de Deus. Deus nos reconcilia com o próprio Deus, nos adota na vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, confere sobre nós nossa identidade como filhos e filhas amados e nos incorpora ao corpo de Cristo, a igreja.[25]

A descrição de Wesley de sua experiência em Aldersgate Street em 24 de maio de 1738, talvez retrate o significado da graça justificadora:

"Cerca de quinze para as nove, enquanto ele [o líder] estava descrevendo a mudança que Deus opera no coração pela fé em Cristo. Senti meu coração estranhamente aquecido. Senti que confiava em Cristo, somente Cristo para a salvação e uma certeza foi dada que ele havia tirado meus pecados, até mesmo os meus, e me salvou da lei do pecado e da morte. "

Aceitar nossa identidade é entrar na porta de uma existência totalmente nova. É uma identidade que nunca podemos conquistar.

Continuando a analogia da casa, a graça justificadora é a porta e o processo de passar por ela. 

A porta está aberta com um sinal de boas-vindas. Se a graça é comparada a uma viagem, chega o momento em que o viajante faz como malas, se junta ao guia e se dirige ao destino. Isso é graça justificadora, voltando-se para um novo futuro.[26]

Graça Santificadora: o amor nos aperfeiçoando. 

Os cômodos da ampla habitação da presença de Deus 

A compreensão de Wesley da graça vai além do perdão e aceitação de nossa identidade como filhos amados de Deus. O objetivo de Deus para a humanidade é uma restauração completa da imagem divina e a conformidade de toda a criação à imagem de Jesus Cristo. Santificação (de sanctus , santo) denota o processo pelo qual o crente é feito santo e completo em resposta à justificação.[27]

Wesley afirmou que a graça de Deus busca nada menos do que uma nova criação à semelhança de Jesus Cristo. A graça santificadora é a presença e o poder dados gratuitamente por Deus para restaurar a plenitude da imagem de Deus na qual fomos criados. Wesley falou sobre santificação em termos de perfeição cristã, pelo que ele quer dizer completa "santidade de coração e vida".[28]

Santificação é o processo contínuo de ser aperfeiçoado no amor e de remover o desejo de pecar.

 

Crescendo em graça

 

Apóstolo Pedro ensinou: “Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, agora e para sempre! Amém” (2Pe 3.18).

Para Wesley, “a graça libera o crente para seguir a vontade do Espírito e crescer na graça. Tal amadurecimento - indo até a perfeição no amor - requer que o crente abra sua alma para o derramamento do Espírito de Deus através das obras de piedade e obras de misericórdia que nos trazem na comunhão diária com o Espírito para que nosso espírito possa ser conformado com o espírito de Cristo”.[29]

Graça envolve dom e resposta. Nossa identidade como filhos e filhas de Deus é um presente de Deus para nós. Viver no mundo como filhos redimidos de Deus é o nosso presente para Deus. A graça justificadora nos reconcilia com Deus, nos incorpora ao corpo de Cristo e nos coloca na jornada em direção à totalidade.[30]

A graça santificante continuamente nos forma à semelhança de Cristo e derramamento o amor de Deus em nossos corações, nossas ações e nossos serviços.

Podemos resistir à presença graciosa de Deus e retroceder

Wesley afirmou que a graça de Deus está universalmente presente em todos. Embora a presença e o poder de Deus para criar, perdoar, reconciliar e transformar universal e persistentemente presentes, podemos resistir à presença graciosa de Deus.

A liberdade de dizer "não" ao convite à reconciliação e à transformação reconhecida. Wesley afirmou que podemos perder nossa capacidade de resposta à graça e, portanto, "retroceder" ou nos desligar da graça de Deus.

Mesmo assim, a graça de Deus permanece constante, sempre abençoando, sustentando e acenando para a integridade e salvação.

Em outras palavras, palavras crescemos na semelhança de Cristo à medida que abrimos nossas vidas para a presença e o poder de Deus em ação em nós e no mundo.[31]

Crescer na graça não pode ser feito com as nossas próprias normas ou forças.

Precisamos da ação do Espírito Santo em nossa vida. Precisamos viver como Corpo de Cristo.

Paulo disse aos tessalonicenses: “Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações, lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé, do trabalho do amor, e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai (1 Tessalonicenses 1.2-3).

Assim aprendemos também a sempre dar graças pela graça de Deus em nossas vidas.

 


  

 

 

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Graça Preveniente

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Índice

 

·       Introdução

·       Notas sobre a graça preveniente

·       Sua importância

·       O que é Graça Preveniente?

·       A Trindade age na graça preveniente

·       Não é um termo bíblico e sim teológico

·       A graça preveniente e a cooperação do ser humano

·       Um processo quádruplo da graça

·       Textos bíblicos sobre a graça preveniente

·       Sua origem

·       Posição da Igreja do Nazareno e Metodista Unida

·       A graça preveniente no chamado de Saulo

·       A graça preveniente no ato de Jesus permitir a Zaqueu tomar uma decisão para mudança de vida

·       Graça preveniente nos hinos de Carlos e João Wesley

 

 

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Introdução

 

Graça preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus capacita o homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação.

Significa preceder ou chegar antes. Há uma ação de Deus, Jesus e o Espírito Santo na graça preveniente.

Tem um lugar fundamental na teologia de João Wesley porque salvação é algo central na fé cristã.

A graça preveniente permite as pessoas exercerem o seu livre-arbítrio dado por Deus, podendo então, escolher a salvação oferecida por Deus em Jesus Cristo ou rejeitar a oferta salvífica.

Os capítulos estão assim divididos: Notas sobre a graça preveniente; Sua importância; O que é Graça Preveniente; A Trindade age na graça preveniente; Não é um termo bíblico e sim teológico; A graça preveniente e a cooperação do ser humano; Um processo quádruplo da graça; Textos bíblicos sobre a graça preveniente; Sua origem; Posição da Igreja do Nazareno e Metodista Unida; A graça preveniente no chamado de Saulo; A graça preveniente no ato de Jesus permite a Zaqueu tomar uma decisão para mudança de vida; Graça preveniente nos hinos de Carlos e João Wesley.

Um estudo com as notas explicativas de Wesley muito importante para nossos dias. Um tema quase desconhecido por muitos, inclusive por pastores, pastoras e bispos.

 

 

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Notas sobre a graça preveniente

 

Graça preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus capacita o homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação.

Significa preceder ou chegar antes. A cada ser humano Deus dá uma certa dose de fé para que ele possa responder ao apelo para conversão.

Tem um lugar fundamental na teologia de João Wesley porque salvação é algo central na fé cristã.

A graça preveniente permite as pessoas exercerem o seu livre-arbítrio dado por Deus, podendo então, escolher a salvação oferecida por Deus em Jesus Cristo ou rejeitar a oferta salvífica.

A graça preveniente inclui, de acordo com Wesley, "tudo o que é feito na alma pelo que é frequentemente chamado de 'consciência natural”.

A graça preveniente nos capacita a responder a Deus—em termos wesleyanos “trabalhar junto” ou “cooperar” com Deus.

Essa restauração pela graça preveniente de Deus nos permite cooperar com essa graça e nos movemos para o arrependimento, justificação, regeneração, santificação e, finalmente, glorificação.

A graça preveniente, enquanto é parte de uma ampla tradição ocidental agostiniana, veio para Wesley particularmente pelas tradições arminiana e anglicana.

Mas também cremos que a graça de Deus mediante Jesus Cristo é dada gratuitamente a todos os seres humanos, capacitando todos os que queiram converter-se do pecado para a retidão, a crer em Jesus Cristo para perdão e purificação do pecado, e a praticar boas obras agradáveis e aceitáveis à Sua vista.


Sua importância

Tem um lugar fundamental na teologia de João Wesley porque salvação é algo central na fé cristã

 

“A graça preveniente tem um lugar fundamental na teologia de João Wesley porque salvação é algo central na fé cristã. Wesley declarou: “a salvação começa com o que é geralmente chamado (e muito adequadamente) ‘graça preveniente’, afirmou o teólogo da Igreja do Nazareno Geordan Hammond.[32]


O que é Graça Preveniente

Significa preceder ou chegar antes. A cada ser humano Deus dá uma certa dose de fé para que ele possa responder ao apelo para conversão

O Espírito Santo age para que possamos nos aproximar de Deus.

Wesley, como era comum nos seus dias, geralmente usava o termo graça “preventiva" no sentido que estava em harmonia com a raiz de sua palavra latina

“Preveniente é do latin praevenire, que significa preceder ou chegar antes. Wesley, como era comum nos seus dias, geralmente usava o termo graça “preventiva" no sentido que estava em harmonia com a raiz de sua palavra latina. Isso era diferente do significado comum de “prevenir” no inglês de hoje (que seria impedir que alguma coisa aconteça). Se definirmos de acordo com Wesley e o cristianismo clássico, termos alternativos como “graça preparatória” ou “graça capacitadora” podem ser usados. A graça preveniente pode ser descrita como o trabalho do Espírito Santo nos aproximando de Deus”. [33]

a graça preveniente permite as pessoas exercerem o seu livre-arbítrio dado por Deus, podendo então, escolher a salvação oferecida por Deus em Jesus Cristo ou rejeitar a oferta salvífica

“Graça preveniente é divina graça que precede a decisão humana. Ela existe antes de e sem referência a qualquer feito humano. Como os homens foram corrompidos pelo efeito do pecado, a graça preveniente permite as pessoas exercerem o seu livre-arbítrio dado por Deus, podendo então, escolher a salvação oferecida por Deus em Jesus Cristo ou rejeitar a oferta salvífica. Agostinho disse que a graça preveniente não pode ser resistida, arminianos wesleyanos acreditam que ela permite, mas não assegura, a aceitação pessoal do dom da salvação”. [34]

 

A Trindade age na graça preveniente

 

A graça preveniente inclui, de acordo com Wesley, "tudo o que é feito na alma pelo que é frequentemente chamado de 'consciência natural”

 

“Uma dinâmica ou expressão da graça de Deus é a preveniência ou a graça "preventiva". A graça preveniente inclui, de acordo com Wesley, "tudo o que é feito na alma pelo que é frequentemente chamado de 'consciência natural', ... todos os 'desenhos' do 'Pai', os desejos de Deus, ... aquela 'luz' com a qual o Filho de Deus 'ilumina todo aquele que vem ao mundo', mostrando a cada homem 'que pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com seu Deus;' todas as convicções que seu Espírito de tempos em tempos opera em cada filho do homem. Embora levasse a sério a seriedade do pecado humano e do quebrantamento, Wesley acreditava que a graça de Deus impede a destruição total da imagem divina em nós”.[35]

 

Não é um termo bíblico e sim teológico

Graça preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus capacita o homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação

E a pergunta que muitos fazem é se o termo está na Bíblia.

Valmir Nascimento afirma queGraça preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus capacita o homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação. Assim como muitas outras doutrinas bíblicas, a exemplo da Trindade e da depravação total, o termo "graça preveniente" não se encontra expressamente nas Escrituras, mas o ensino sim, visto tratar-se de uma categoria bíblica tácita, evidenciada por meio da interpretação sistemática do Texto Sagrado”. [36]

A doutrina da graça preveniente está dentro do retrato maior das Escrituras

“A doutrina da graça preveniente está dentro do retrato maior das Escrituras, a partir da compreensão do trabalho divino para a salvação do homem. Brian Shelton, com razão, afirma que a teologia sistemática examina cada doutrina à luz do maior testemunho das Escrituras para maior coerência ou correção. “Esta é a melhor maneira de testar a nossa interpretação de qualquer doutrina bíblica, incluindo o de nossa capacidade restaurada a crer em Cristo”. [37]

Ao mesmo tempo que o termo graça preveniente não aparece na Bíblia, o conceito, contudo, aparece profundamente incorporado nela

E Geordan Hammond completa: “Ao mesmo tempo que o termo graça preveniente não aparece na Bíblia, o conceito, contudo, aparece profundamente incorporado nela. Na Bíblia e na vida do cristão, graça é revelada e incorporada de forma suprema na encarnação e no trabalho preveniente da Santa Trindade ao nos enviar o Filho de Deus. Wesley viu a encarnação de Cristo—“a verdadeira, luz que ilumina a todos, estava chegando ao mundo” (João 1:9)—como um presente da graça preveniente para todas as pessoas. A graça preveniente também pode ser implicitamente ligada ao trabalho de Deus direcionando “seu grande amor ao enviar Cristo para morrer por nós quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5:8)”. [38]

 

A graça preveniente e a cooperação do ser humano

Essa restauração pela graça preveniente de Deus nos permite cooperar com essa graça e nos movemos para o arrependimento, justificação, regeneração, santificação e, finalmente, glorificação

O ser humano é necessário participar do processo da graça preveniente. Só assim ela será concretizada em sua vida.

“Essa restauração pela graça preveniente de Deus nos permite cooperar com essa graça e nos movemos para o arrependimento, justificação, regeneração, santificação e, finalmente, glorificação”. [39]

Wesley, o ser humano é capacitado a cooperar com Deus ao ser convencido, justificado e santificado

Para Wesley, o ser humano é capacitado a cooperar com Deus ao ser convencido, justificado e santificado.

A iniciativa é de Deus com Sua graça, seu amor imerecido.

a graça preveniente nos capacita a responder a Deus—em termos wesleyanos “trabalhar junto” ou “cooperar” com Deus

“Como iniciativa de Deus, a graça preveniente nos capacita a responder a Deus—em termos wesleyanos “trabalhar junto” ou “cooperar” com Deus. Ao mesmo tempo que a doutrina pode ser encontrada em muitos dos escritos de Wesley, o único lugar que ela é mais claramente expressa é no seu sermão “On Working Out Our Own Salvation” (“Sobre o Trabalhar da Nossa Própria Salvação”) que ele usa Filipenses 2:12-13 como seu texto: “Trabalhem com afinco a sua salvação, obedecendo a Deus com reverência e temor. Pois Deus está agindo em vocês, dando-lhes o desejo e o poder de realizarem aquilo que é do agrado dele”. Wesley resume de forma memorável este ensinamento como “primeiro, Deus trabalha; portanto, você pode trabalhar. Em segundo lugar, Deus trabalha; portanto, você deve trabalhar”. Aqui Wesley destaca a universalidade da graça preveniente; portanto: “nenhum homem peca, porque ele não tem a graça, mas porque ele não usa a graça que ele tem”.” [40]

Um processo quádruplo da graça

“Wesley descreveu um processo quádruplo da graça. Ser despertado pela graça preveniente; graça convincente é o movimento e o desejo pelo arrependimento. Graça justificadora nos permite confiar em Cristo para a nossa salvação. A graça santificadora nos traz salvação até a sua plenitude—salvação do poder e da raiz do pecado e a restauração à imagem de Deus. Wesley declarou: “toda experiência, como as Escrituras, mostram que a salvação é tanto instantânea quando gradual”. [41]

A graça é dada a nós enquanto éramos pecadores. 

Textos bíblicos sobre a graça preveniente

Na Bíblia encontramos diversos textos que indicam ou falam abertamente sobre a graça preveniente.

Dentre eles, estão:

Jeremias 1:5: "Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei…"

Jeremias 31:3: "...Com amor eterno te amei, portanto com benignidade te atraí."

Ezequiel 34:11–16: "Porque assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei.…A perdida buscarei, a desgarrada tornarei a trazer, a quebrada ligarei e a enferma fortalecerei…"

Lucas 19:10: "Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido."

João 6:44: "Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer..."

Romanos 2:4: "…a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento…"

Filipenses 2:12–13: "…desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade."

I João 4:19: "Nós amamos ele, porque ele nos amou primeiro." [42]

Sua origem

A graça preveniente, enquanto é parte de uma ampla tradição ocidental agostiniana, veio para Wesley particularmente pelas tradições arminiana e anglicana

 

A graça preveniente foi desenvolvida especialmente a partir da igreja primitiva e da Igreja da Inglaterra.

“A graça preveniente, enquanto é parte de uma ampla tradição ocidental agostiniana, veio para Wesley particularmente pelas tradições arminiana e anglicana. Wesley, como um herdeiro e contribuinte dessas tradições, enfatizou que a graça de Deus é uma “graça gratuita”. [43]

Sua origem, vem de Agostinho. “Graça preveniente é uma teologia cristã enraizada em Agostinho de Hipona, porém foi defendida por inúmeros pais da igreja antes do bispo de Hipona, que hoje chamamos de constituintes da Patrística. Ela é abraçada primeiramente pelos cristãos arminianos que são influênciados pela teologia de Jacó Armínio ou John Wesley.” [44]

O fato é que com o pecado de Adão e Eva, o ser humano não pode por si mesmo ser salvo. Não há poder no ser humano para fazer uma boa obra sem a graça de Deus.

Paulo escrevendo aos efésios foi muito claro: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. 9 Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9).

Posição da Igreja do Nazareno e Metodista Unida

 Mas também cremos que a graça de Deus mediante Jesus Cristo é dada gratuitamente a todos os seres humanos, capacitando todos os que queiram converter-se do pecado para a retidão, a crer em Jesus Cristo para perdão e purificação do pecado, e a praticar boas obras agradáveis e aceitáveis à Sua vista

 

Igreja do Nazareno fez da graça preveniente um dos seus dezesseis "Artigos de Fé", podendo ser encontrada em seu Manual. O Manual da Igreja do Nazareno declara o seguinte sobre o assunto:

“Cremos que a criação da raça humana à imagem de Deus inclui a capacidade de escolher entre o bem e o mal e que, assim, seres humanos foram feitos moralmente responsáveis; que pela queda de Adão se tornaram depravados, de maneira que agora não são capazes de se voltar e se reabilitar pelas suas próprias forças e obras, e, desta forma, renovar a fé e a comunhão com Deus. Mas também cremos que a graça de Deus mediante Jesus Cristo é dada gratuitamente a todos os seres humanos, capacitando todos os que queiram converter-se do pecado para a retidão, a crer em Jesus Cristo para perdão e purificação do pecado, e a praticar boas obras agradáveis e aceitáveis à Sua vista”. [45] 

"… o amor divino que cerca toda humanidade e precede cada um de, e todos, os nossos impulsos conscientes” 

“O Livro de Disciplina da Metodista Unida (2004) define graça preveniente como, "… o amor divino que cerca toda humanidade e precede cada um de, e todos, os nossos impulsos conscientes. Essa graça proporciona o nosso primeiro desejo de agradar a Deus, o nosso primeiro vislumbre de entendimento sobre a vontade de Deus, e a nossa 'primeira breve convicção' de ter pecado contra Deus. A graça de Deus também desperta em nós um ardente desejo de libertação do pecado e morte, assim como nos leva ao arrependimento e a fé." [46]

 

A graça preveniente no chamado de Saulo

 

Lucas que escreveu Atos dos apóstolos disse: “E caiu por terra, e ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?”, Wesley comentou: “severa, mas cheia de graça”

 

Saulo, por si somente, não tinha condições de abrir seu coração e aceitar Cristo. Ele estava perseguindo os cristãos e havia consentindo na morte de Estevão. Seu coração tinha ódio e desejo de morte.

Foi preciso um primeiro agir da graça de Deus na sua vida causando um impacto para despertá-lo. Foi uma graça preveniente audível.

Lucas que escreveu Atos dos apóstolos disse: “E, enquanto caminhava, chegou perto de Damasco, e de repente brilhou ao redor dele uma luz do céu”.

E Wesley explicou sobre o fato sobrenatural na vida de Saulo: “E de repente - Quando Deus de repente e veementemente ataca um pecador, é o mais alto ato de misericórdia. Então Saulo, quando sua raiva atingiu o auge, é ensinado a não respirar matança. E o que estava faltando a tempo de confirmá-lo em seu discipulado, é compensado pelo terror inexprimível que ele sustentou.”

Lucas que escreveu Atos dos apóstolos disse: “E caiu por terra, e ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?”. Wesley comentou: “severa, mas cheia de graça”.

E quando Lucas registrou que Saulo “esteve três dias sem ver, e não comeu nem bebeu”, Wesley explicou: “Uma temporada importante! Por tanto tempo ele parece ter estado nas dores do novo nascimento”.

E quando Lucas registrou que Saulo que ele esteve sem visão, Wesley comenta a ação da graça preveniente em Saulo: “Por escamas crescendo sobre seus olhos, para intimar-lhe a cegueira do estado em que ele estava, para impressioná-lo com um senso mais profundo do poder onipotente de Cristo, e para voltar seus pensamentos para dentro, enquanto ele era menos capaz de conversar com objetos externos”.

Vejamos na bíblia o acontecimento com comentários de Wesley:

A graça preveniente em Atos 9

 

 Atos 9.1

Atos 22:3, etc; Atos 26:9, etc.

Versículo 2

Quando Deus de repente e veementemente ataca um pecador, é o mais alto ato de misericórdia

Vinculado - Pela conivência, se não autoridade, do governador, sob o rei Aretas. Veja Atos 9:14Atos 9:24.

Versículo 3

de repente brilhou ao redor dele uma luz do céu

E, enquanto caminhava, chegou perto de Damasco, e de repente brilhou ao redor dele uma luz do céu.

Quando Deus de repente e veementemente ataca um pecador, é o mais alto ato de misericórdia

E de repente - Quando Deus de repente e veementemente ataca um pecador, é o mais alto ato de misericórdia. Então Saulo, quando sua raiva atingiu o auge, é ensinado a não respirar matança. E o que estava faltando a tempo de confirmá-lo em seu discipulado, é compensado pelo terror inexprimível que ele sustentou. Por ele também o apóstolo subitamente constituído foi guardado contra a grande armadilha em que os noviços tendem a cair, disse Wesley.

Versículo 4

Ele ouviu uma voz - severa, mas cheia de graça

E caiu por terra, e ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?

Ele ouviu uma voz - severa, mas cheia de graça, disse Wesley.

Versículo 5

Quem és tu, Senhor?

E ele disse: Quem és tu, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; é difícil para ti recalcitrar contra os aguilhões.

expressando uma tentativa que não traz nada além de dor

Chutar contra os aguilhões - é um provérbio siríaco, expressando uma tentativa que não traz nada além de dor, disse Wesley.

Versículo 6

Levanta-te, e entra na cidade, e ser-te-á dito o que deves fazer

E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? E o Senhor lhe disse: Levanta-te, e entra na cidade, e ser-te-á dito o que deves fazer.

Dir-se-te-á - Então o próprio Deus envia Saulo para ser ensinado por um homem, como o anjo faz Cornélio, Atos 10: 5 . Condescendência admirável! que o Senhor nos trata por homens, como nós, disse Wesley.

Versículo 7

Os homens - ficaram de pé - Tendo se levantado diante de Saulo; pois eles também caíram no chão

E os homens que partiam com ele ficaram mudos, ouvindo uma voz, mas não vendo ninguém.

Os homens - ficaram de pé - Tendo se levantado diante de Saulo; pois eles também caíram no chão, Atos 26:14 . É provável que todos tenham viajado a pé, disse Wesley.

Mas não uma voz articulada

Ouvindo o barulho - Mas não uma voz articulada. E vendo a luz, mas não o próprio Jesus, Atos 26:13 , etc, afirmou Wesley.

Versículo 9

E esteve três dias sem ver, e não comeu nem bebeu.

E ele foi três dias - Uma temporada importante! Por tanto tempo ele parece ter estado nas dores do novo nascimento, disse Wesley.

Por escamas crescendo sobre seus olhos, para intimar-lhe a cegueira do estado em que ele estava, para impressioná-lo com um senso mais profundo do poder onipotente de Cristo, e para voltar seus pensamentos para dentro, enquanto ele era menos capaz de conversar com objetos externos

Comentou Wesley: Sem visão - Por escamas crescendo sobre seus olhos, para intimar-lhe a cegueira do estado em que ele estava, para impressioná-lo com um senso mais profundo do poder onipotente de Cristo, e para voltar seus pensamentos para dentro, enquanto ele era menos capaz de conversar com objetos externos. Isso também era um sinal manifesto para os outros, do que havia acontecido com ele em sua jornada, e deveria ter humilhado e convencido aqueles judeus fanáticos, a quem ele havia sido enviado do sinédrio.

Versículo 11

E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua chamada Direita

E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e consulta na casa de Judas por alguém chamado Saulo, de Tarso; porque eis que ele ora:

Eis que ele está orando - Ele foi mostrado assim a Ananias, disse Wesley.

Versículo 12

Um homem chamado Ananias - Seu nome também foi revelado a Saulo

E viu numa visão um homem chamado Ananias que entrava e lhe impunha a mão, para que recuperasse a vista.

Um homem chamado Ananias - Seu nome também foi revelado a Saulo, disse Wesley.

Versículo 13

Mas ele respondeu - Como é natural raciocinar contra Deus

Então respondeu Ananias: Senhor, tenho ouvido de muitos a respeito deste homem, quanto mal tem feito aos teus santos em Jerusalém.

Mas ele respondeu - Como é natural raciocinar contra Deus, disse Wesley.

Versículo 14

E aqui ele tem autoridade dos principais sacerdotes para amarrar todos os que invocam o teu nome.

Todos os que invocam o teu nome – Ou seja, todos os cristãos, disse Wesley.

Versículo 15

Ele é um vaso escolhido para levar o meu nome - Isto é, para testificar de mim

Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque ele é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel.

Ele é um vaso escolhido para levar o meu nome - Isto é, para testificar de mim. É inegável que alguns homens são incondicionalmente escolhidos ou eleitos para fazer algumas obras para Deus, disse Wesley.

Versículo 16

Pois eu - Faça o que lhe foi ordenado. Eu cuidarei do resto; vai mostrar-lhe - Na verdade, durante todo o curso de seu ministério

Pois mostrar-lhe-ei quão grandes coisas ele deve sofrer por causa do meu nome.

Comentou Wesley:

Pois eu - Faça o que lhe foi ordenado. Eu cuidarei do resto; vai mostrar-lhe - Na verdade, durante todo o curso de seu ministério.

Quão grandes coisas ele deve sofrer - Até agora ele estará agora de perseguir os outros.

Ananias não diz a Saulo tudo o que Cristo havia dito a respeito dele

Versículo 17

E Ananias foi embora, e entrou na casa; e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor, Jesus, que te apareceu no caminho por onde vieste, enviou-me, para que recuperes a vista e sejas cheio do Espírito Santo.

O Senhor me enviou - Ananias não diz a Saulo tudo o que Cristo havia dito a respeito dele. Não era conveniente que ele soubesse ainda a que grande dignidade ele era chamado, disse Wesley.

Versículo 24

Mas Saulo sabia que estavam de emboscada

Mas Saulo sabia que estavam de emboscada. E vigiavam as portas dia e noite para o matar.

Eles guardavam os portões dia e noite - Ou seja, o governador fez, a seu pedido, 2 Coríntios 11:32, disse Wesley.

Versículo 26

Quando Saulo chegou a Jerusalém, tentou juntar-se aos discípulos, mas todos o temiam

Quando Saulo chegou a Jerusalém, tentou juntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, e não creram que fosse discípulo.

E vindo a Jerusalém - Três anos depois, Gálatas 1:18. Esses três anos São Paulo passa, Atos 22:17, da mesma forma, disse Wesley.

Versículo 27

Mas Barnabé, tomando-o, levou-o aos apóstolos

Mas Barnabé, tomando-o, levou-o aos apóstolos, e contou-lhes como tinha visto o Senhor no caminho, e que lhe falara, e como tinha pregado ousadamente em Damasco em nome de Jesus.

Aos apóstolos - Pedro e Tiago, Gálatas 1, 18,19. Gálatas 1:18-19 E declarou - Aquele que tem sido um inimigo da verdade não deve ser confiável até que ele dê prova de que ele é mudado, disse Wesley.

Versículo 31

Então a Igreja - Todo o corpo de crentes cristãos, teve paz - Seu mais amargo perseguidor sendo convertido

Então as igrejas descansaram em toda a Judéia, Galiléia e Samaria, e foram edificadas; e andando no temor do Senhor e na consolação do Espírito Santo multiplicaram-se.

Então a Igreja - Todo o corpo de crentes cristãos, teve paz - Seu mais amargo perseguidor sendo convertido, disse Wesley.

Na fé santa e amorosa, aumentando continuamente e andando

Comentou Wesley: E sendo edificado - Na fé santa e amorosa, aumentando continuamente e andando - Ou seja, falando e agindo apenas a partir deste princípio, o temor de Deus e o conforto do Espírito Santo - Uma excelente mistura de paz interior e exterior, temperada com temor filial.[47]

 

A graça preveniente no ato de Jesus permitir a Zaqueu tomar uma decisão para mudança de vida

 

E Jesus lhe disse: Hoje veio a salvação a esta casa, porquanto também ele é filho de Abraão

 

O fato de Jesus ter tomado uma decisão de pousar na casa de Zaqueu, uma pessoa reconhecidamente pecadora, sem ter sido convidado, mostra o primeiro agir da graça preveniente para impactar Zaqueu e levá-lo a uma mudança de vida.

Jesus disse: Hoje houve salvação nessa casa.

 

Lucas 19

 

Versículo 1

Jesus entrado em Jericó

 E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando.

 

Ele passou por Jericó - De modo que Zaqueu deve ter vivido perto do final da cidade: a árvore estava na própria cidade. E ele era rico - Essas palavras parecem se referir ao discurso do último capítulo, Lucas 18:24-27, particularmente a Lucas 18:27. Zaqueu é uma prova de que é possível, pelo poder de Deus, até mesmo um homem rico entrar no reino dos céus, disse Wesley.

Versículo 2

homem chamado Zaqueu

E eis que havia um homem chamado Zaqueu, que era o chefe entre os publicanos, e era rico.

O chefe dos publicanos - O que chamaríamos, comissário da alfândega. Um lugar muito honroso e lucrativo, disse Wesley.

Versículo 4

E ele correu na frente e subiu em um sicômoro para vê-lo: pois ele deveria passar por ali.

Comentários de Wesley:

E correndo antes - Com grande seriedade.

Ele subiu - Apesar de sua qualidade: desejo conquistando honra e vergonha.

Versículo 5

Zaqueu, desce depressa; pois hoje devo ficar em tua casa

E Jesus, chegando àquele lugar, ergueu os olhos, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa; pois hoje devo ficar em tua casa.

Comentários de Wesley:

Jesus disse: Zaqueu, apresse-se e desça - Que estranha mistura de paixões Zaqueu deve ter sentido agora, ouvindo alguém falar, como sabendo seu nome e seu coração!

Versículo 7

Que ele tinha ido hospedar-se a um homem pecador

E, vendo isso, todos murmuraram, dizendo: Que ele tinha ido hospedar-se a um homem pecador.

Todos murmuraram - Todos os que estavam por perto: embora a maioria deles mais por surpresa do que por indignação, disse Wesley.

Versículo 8

Eis, Senhor, a metade dos meus bens dou aos pobres

E Zaqueu levantou-se e disse ao Senhor: Eis, Senhor, a metade dos meus bens dou aos pobres; e se eu tirei alguma coisa de alguém por falsa acusação, eu o restituo quatro vezes mais.

E Zaqueu se levantou - Mostrando por sua postura, seu deliberado, propósito e mente pronta, e disse: Eis, Senhor, eu dou - Eu determino fazê-lo imediatamente, disse Wesley.

Versículo 9

Hoje veio a salvação a esta casa

E Jesus lhe disse: Hoje veio a salvação a esta casa, porquanto também ele é filho de Abraão.

Ele também é filho de Abraão - Um judeu nascido e, como tal, tem direito à primeira oferta de salvação, disse Wesley.

Versículo 10

Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido

Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. Mateus 18:11.[48]

 

Graça preveniente nos hinos de Carlos e João Wesley

 

Impuro, de vida e coração impuro

 

Um hino de João Wesley que aborda sobre o pecado, a impureza humana que só o “bom Médico” Jesus pode curar. Wesley pede que o sangue de Jesus seja aplicado: “Espero sentir seu sangue aplicado, seu sangue aplicado me fará inteiro”.

A letra é de João Wesley e a música é de “Admah Lowell Mason, Carmina Sacra (Boston, Massachusetts: John H. Wilkins & Richard B. Carter, 1841), página 42”.[49]

 

Imundo, de vida e coração imundos,
como aparecerei aos Seus olhos?
Consciente do meu pecado
inveterado, coro e tremo para me aproximar;
No entanto, através das vestes de Sua Palavra,
procuro humildemente tocar meu Senhor.

 

O Hino

 

Imundo, de vida e coração imundos,
como aparecerei aos Seus olhos?
Consciente do meu pecado
inveterado, coro e tremo para me aproximar;
No entanto, através das vestes de Sua Palavra,
procuro humildemente tocar meu Senhor.

Volta-te, pois, bom Médico, volta-te,
fonte de amor inesgotável;
Único consolador das almas desamparadas,
que só pode remover a minha praga,
lançai sobre mim
um olhar piedoso que não ousa erguer os meus olhos para ti!

Mas eu confiarei no meu Deus,
que vem ao encontro da minha alma buscadora;
Aguardo para sentir o Teu sangue aplicado,
o Teu sangue aplicado me tornará inteiro;
E eis! Confio no Teu poder
gracioso para me tocar e curar nesta hora.[50][

 

O Filho da justiça, com cura em sua asa

 

Um hino de João Wesley onde é enfatizada a cura por Jesus de uma doída e fraca alma, pelo Filho da Justiça que traz vida e salvação.

Ele pede que seus olhos sejam iluminados com fé e o coração com a santa esperança inflamada.

 

O Filho da justiça,
com cura em sua asa,
à minha doída, minha alma fraca,
vida e salvação trazem.

Essas nuvens de orgulho e pecado dissipam
pelo seu raio perfurante?
Ilumine meus olhos com fé, meu coração
com a santa esperança inflamada
.

 

O Hino

1 O Filho da justiça,
com cura em sua asa,
à minha doída, minha alma fraca,
vida e salvação trazem.

2 Essas nuvens de orgulho e pecado dissipam
pelo seu raio perfurante?
Ilumine meus olhos com fé, meu coração
com a santa esperança inflamada.

3 Minha mente, pelo seu poder de aceleração,
de baixos desejos libertados;
Una meus pensamentos dispersos, e conserte
meu amor inteiro em você.

4 Pai, seu filho há muito perdido receber:
Salvador, sua própria compra;
Bendito Consolador, com paz e alegria
Tua nova coroa criatura.

5 Senhor eterno e indivisível,
co-igual um e três,
em você toda a fé, toda a esperança seja colocada
todo o amor seja pago a você.[51]

 

(João Wesley)

 

 

 

 

Agora encontrei o terreno

 

 

Hino de Johann Andreas Rothe traduzido do alemão por João Wesley onde a ênfase é na exaltação de Jesus e na imutabilidade de Deus, que nunca falha.

Podemos perder tudo, mas Deus é fiel.  O hino diz: “quando as fundações da Terra derreterem. O poder total da Misericórdia, então provarei, amado com um amor eterno”. Agora, uma vida sem culpa.

 

Ó amor, o teu abismo
insondável afogou os meus pecados eternamente;
coberto está a minha injustiça, nenhum ponto de culpa permanece sobre mim, enquanto o sangue de Jesus,
através da terra e dos céus,
"Misericórdia,
misericórdia livre e ilimitada!" clama.

 

O Hino

1. Agora encontrei o terreno onde
certamente a âncora da minha alma permanecerá
as chagas de Jesus, pois o meu pecado
antes da fundação do mundo foi morto;
cuja misericórdia permanecerá inabalável quando o céu e a terra tiverem fugido.

2. Pai, a tua graça
eterna o nosso escasso pensamento supera longe;
seu coração ainda se derrete de ternura, seus braços de amor ainda estão abertos, pecadores
que retornam para receber
essa misericórdia que eles possam provar e viver.

3. Ó amor, o teu abismo
insondável afogou os meus pecados eternamente;
coberto está a minha injustiça, nenhum ponto de culpa permanece sobre mim, enquanto o sangue de Jesus,
através da terra e dos céus,
"Misericórdia,
misericórdia livre e ilimitada!" clama.

4 Jesus, eu sei, morreu por mim;
Aqui está minha esperança, minha alegria, meu descanso;
Quando o inferno ataca, eu fujo,
olho para o peito do meu Salvador:
Longe, triste dúvida e medo ansioso!
Misericórdia é tudo o que está escrito lá.

5. Ainda que ondas e tempestades caiam sobre minha cabeça,
embora a força, a saúde, e os amigos se foram;
Embora as alegrias sejam muradas a todos e mortos,
embora todo conforto seja retirado;
Nesta minha alma firme confia,
Pai, Tua misericórdia nunca morre.

6. Fixado neste chão eu permanecerei,
embora meu coração falhe e força decadência;
Esta âncora deve sustentar minha alma,
quando as fundações da Terra derreterem.
O poder total da Misericórdia, então provarei,
amado com um amor eterno.[52]

(Tradutor João Wesley)

 



 

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A Justificação pela Fé

 

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Índice

 

 

·       Introdução

·       O fundamento do sermão

·       Introdução ao sermão de Wesley

·       Qual é o fundamento geral de toda essa doutrina da justificação?

·       O que é justificação.

·       Quem são eles que são justificados. E

·       Em que termos eles são justificados.

 

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Introdução

 

 

“A justificação pela fé para John Wesley é o perdão dos pecados e a aceitação por Deus, recebidos exclusivamente pela fé em Jesus Cristo, não por obras ou méritos próprios. É um ato gratuito da graça de Deus, onde o ‘ímpios’ que crê é reconciliado, transformando seu relacionamento com Ele. A fé é a única condição indispensável, funcionando como "a mão que se estende para receber o presente".[53]

O texto básico de Wesley para o sermão “Justificação pela fé” foi: “Ao que não trabalha, mas crê no que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça” (Romanos 4.5).

Os tópicos do sermão “Justificação pela fé” estão divididos da seguinte forma:

Primeiro. Qual é o fundamento geral de toda essa doutrina da justificação?

Em segundo lugar. O que é justificação.

Terceiro. Quem são eles que são justificados. E

Quarto. Em que termos eles são justificados.

Na conclusão, Wesley afirma: “Tu és o homem! Eu te quero para o meu Senhor! Eu desafio "ti" como filho de Deus pela fé! O Senhor precisa de ti. Tu que sentes que estás apto para o inferno, estás apto para promover sua glória; a glória da sua livre graça, justificando o ímpio e o que não trabalha. Vem depressa! Creia no Senhor Jesus; e tu, tu, estás reconciliado com Deus”.

O sermão original tem 14 páginas no word. Com as interpretações e acrescimentos ao sermão, o total ficou em 28 páginas.

Wesley conclui dizendo: “Tu, ímpio, que ouves ou lês estas palavras! Pecador vil, indefeso e miserável! Conjuro-te diante de Deus, o Juiz de todos, que vá diretamente a ele, com toda a tua impiedade. Tome cuidado, não destrua sua própria alma pleiteando sua justiça, mais ou menos. Vá como totalmente ímpio, culpado, perdido, destruído, merecedor e caindo no inferno; e então acharás graça aos seus olhos, e saberás que ele justifica o ímpio”. 

O fundamento do sermão

 

O fundamento do sermão "Justificação pela Fé" (Sermão nº 5) de João Wesley é a doutrina bíblica de que a aceitação de uma pessoa por Deus não se baseia em seus próprios méritos ou obras, mas exclusivamente na fé nos méritos e na morte sacrificial de Jesus Cristo.[54]

 

“Baseado no texto bíblico de Romanos 4:5, Wesley estrutura o fundamento deste sermão em quatro pontos principais para esclarecer como o pecador é reconciliado com Deus:

1. O Fundamento Geral da Doutrina 

Wesley explica que, originalmente, o ser humano foi criado perfeito e sob uma "lei de obras" que exigia obediência total. Com a queda, essa perfeição foi perdida, tornando o homem incapaz de se salvar por si mesmo. Assim, o novo fundamento da aceitação divina passa a ser o sacrifício de Cristo, que satisfez a justiça de Deus.  

2. O que significa ser Justificado 

Para Wesley, a justificação não é ser tornado "justo" ou "santo" no sentido de mudança de caráter (isso ele chama de regeneração), mas sim o perdão dos pecados. É um ato judicial de Deus onde Ele deixa de imputar a culpa ao pecador, tratando-o como se nunca tivesse pecado. 

3. Quem são os Justificados 

O sermão enfatiza que Deus justifica o ímpio. Isso significa que a pessoa não precisa se tornar "boa" primeiro para ser aceita; pelo contrário, é justamente por reconhecer sua condição de pecadora e incapaz que ela pode recorrer à 

4. A Condição da Justificação: A Fé 

A única condição indispensável é a . Wesley a define não apenas como um assentimento intelectual ou racional, mas como uma "disposição do coração" e uma confiança total nos méritos de Cristo para a própria salvação”. [55]

 

Introdução ao sermão de Wesley

 

“Como um pecador pode ser justificado diante de Deus, o Senhor e Juiz de todos, é uma questão de importância comum para todos os filhos do homem”

Wesley afirma que “como um pecador pode ser justificado diante de Deus, o Senhor e Juiz de todos, é uma questão de importância comum para todos os filhos do homem. Ele contém o fundamento de toda a nossa esperança, visto que enquanto estamos em inimizade com Deus, não pode haver paz verdadeira, nem alegria sólida, nem no tempo nem na eternidade”.

“Que paz pode haver, enquanto nosso próprio coração nos condena”

Wesley pergunta: “Que paz pode haver, enquanto nosso próprio coração nos condena; e muito mais, Aquele que é "maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas?" Que alegria sólida, seja neste mundo ou no vindouro, enquanto "a ira de Deus permanece sobre nós?".

“Na verdade, não apenas confuso, mas muitas vezes totalmente falso”

Wesley faz afirmações fortes: “E, no entanto, quão pouco esta importante questão foi compreendida! Que noções confusas muitos tiveram a respeito disso! Na verdade, não apenas confuso, mas muitas vezes totalmente falso; contrário à verdade, como a luz às trevas; noções absolutamente inconsistentes com os oráculos de Deus e com toda a analogia da fé”.

“E, portanto, errando em relação ao próprio fundamento, eles não poderiam construir sobre ele”

“E, portanto, errando em relação ao próprio fundamento, eles não poderiam construir sobre ele; pelo menos, não "ouro, prata ou pedras preciosas", que resistiriam quando provados como pelo fogo; mas apenas "feno e restolho", nem aceitável a Deus, nem lucrativo para o homem”, diz Wesley.

“Para salvar aqueles que buscam a verdade com sinceridade de ‘vãs discórdias e contendas de palavras"

“A fim de justiça, no que me interessa, à vasta importância do assunto, para salvar aqueles que buscam a verdade com sinceridade de "vãs discórdias e contendas de palavras", para esclarecer a confusão de pensamento a que tantos já foram levados por isso, e para dar-lhes concepções verdadeiras e justas deste grande mistério de piedade,  vou me esforçar para mostrar, diz Wesley: 

Para dar-lhes concepções verdadeiras e justas deste grande mistério de piedade, vou me esforçar para mostrar”

Primeiro. Qual é o fundamento geral de toda essa doutrina da justificação?

Em segundo lugar. O que é justificação.

Terceiro. Quem são eles que são justificados. E

Quarto. Em que termos eles são justificados.

 

I. Qual é o fundamento geral de toda essa doutrina da justificação? 

 

“Devo, em primeiro lugar, mostrar qual é o fundamento geral de toda essa doutrina da justificação”, diz Wesley.

“Ele era, portanto, puro, como Deus é puro, de todo ponto de pecado. Ele não conhecia o mal em nenhum tipo ou grau, mas era interior e exteriormente sem pecado e imaculado”

Wesley passar a explicar: “À imagem de Deus foi feito o homem, santo como é santo aquele que o criou; misericordioso como o Autor de tudo é misericordioso; perfeito como seu Pai no céu é perfeito. Como Deus é amor, assim o homem, habitando em amor, habitou em Deus, e Deus nele. Deus o fez para ser uma "imagem de sua própria eternidade", uma figura incorruptível do Deus da glória. Ele era, portanto, puro, como Deus é puro, de todo ponto de pecado. Ele não conhecia o mal em nenhum tipo ou grau, mas era interior e exteriormente sem pecado e imaculado. Ele "amou o Senhor seu Deus de todo o seu coração, e de todo o seu entendimento, e alma, e força".

“Ele exigia obediência total em todos os pontos, e isso deveria ser realizado sem qualquer intervalo, desde o momento em que o homem se tornasse uma alma vivente, até que o tempo de sua provação terminasse”

Wesley ainda explica: “Ao homem assim reto e perfeito, Deus deu uma lei perfeita, à qual exigiu obediência plena e perfeita. Ele exigia obediência total em todos os pontos, e isso deveria ser realizado sem qualquer intervalo, desde o momento em que o homem se tornasse uma alma vivente, até que o tempo de sua provação terminasse. Nenhuma concessão foi feita para qualquer falha: Como, de fato, não havia necessidade de nenhum; o homem sendo totalmente igual à tarefa atribuída e totalmente equipado para toda boa palavra e obra”.

“A toda a lei do amor que estava escrita em seu coração (contra a qual, talvez, ele não pudesse pecar diretamente), parecia bom à sabedoria soberana de Deus acrescentar uma lei positiva”

E Wesley diz: “A toda a lei do amor que estava escrita em seu coração (contra a qual, talvez, ele não pudesse pecar diretamente), parecia bom à sabedoria soberana de Deus acrescentar uma lei positiva: "Não comerás do fruto da árvore que cresce no meio do jardim;" anexando essa penalidade a ela, "No dia em que comeres, certamente morrerás."

“Pelo amor livre e imerecido de Deus, ele era santo e feliz: Ele conhecia, amava, desfrutava de Deus, que é, em substância, a vida eterna”

“Tal era, então, o estado do homem no Paraíso. Pelo amor livre e imerecido de Deus, ele era santo e feliz: Ele conhecia, amava, desfrutava de Deus, que é, em substância, a vida eterna. E nesta vida de amor, ele deveria continuar para sempre, se continuasse a obedecer a Deus em todas as coisas; mas, se ele o desobedecesse em alguma, ele perderia tudo. "Naquele dia", disse Deus, "certamente morrerás", diz Wesley.

“Então também a sentença da qual ele foi avisado antes, começou a ocorrer sobre ele. No momento em que provou aquela fruta, ele morreu”

“O homem desobedeceu a Deus”, lembra Wesley. Ele "comeu da árvore da qual Deus lhe ordenou, dizendo: Não comerás dela". E naquele dia ele foi condenado pelo justo julgamento de Deus. Então também a sentença da qual ele foi avisado antes, começou a ocorrer sobre ele. No momento em que provou aquela fruta, ele morreu. Sua alma morreu, foi separada de Deus; separado de quem a alma não tem mais vida do que o corpo tem quando separado da alma”, disse Wesley.

“Seu corpo, da mesma forma, tornou-se corruptível e mortal; de modo que a morte também se apoderou disso”

E afirmou mais: “Seu corpo, da mesma forma, tornou-se corruptível e mortal; de modo que a morte também se apoderou disso. E já estando morto em espírito, morto para Deus, morto em pecado, apressou-se para a morte eterna; para a destruição do corpo e da alma, no fogo que nunca se apagará”.

“E assim a morte passou sobre todos os homens", como estando contida naquele que era o pai comum e representante de todos nós”

Wesley disse mais: Assim, "por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte. E assim a morte passou sobre todos os homens", como estando contida naquele que era o pai comum e representante de todos nós. Assim, "pela ofensa de um", todos estão mortos, mortos para Deus, mortos em pecado, habitando em um corpo mortal corruptível, prestes a ser dissolvido e sob a sentença de morte eterna. Pois, como "pela desobediência de um homem", todos "foram feitos pecadores"; assim, por essa ofensa de um, "o julgamento veio sobre todos os homens para condenação". (Romanos v. 12, etc.)”.

“Nesse estado estávamos, sim, toda a humanidade, quando "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que não pereçamos, mas tenhamos a vida eterna"

“Nesse estado estávamos, sim, toda a humanidade, quando "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que não pereçamos, mas tenhamos a vida eterna", disse Wesley. “Na plenitude dos tempos, ele foi feito Homem, outro Chefe comum da humanidade, um segundo Pai geral e Representante de toda a raça humana. E foi como tal que "ele levou nossas enfermidades", "o Senhor colocando sobre ele as iniqüidades de todos nós". Então ele foi "ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades". "Ele fez de sua alma uma oferta pelo pecado:"

“Ele derramou seu sangue pelos transgressores: Ele "levou nossos pecados em seu próprio corpo sobre o madeiro", para que por suas pisaduras fôssemos curados”

Wesley diz mais: “Ele derramou seu sangue pelos transgressores: Ele "levou nossos pecados em seu próprio corpo sobre o madeiro", para que por suas pisaduras fôssemos curados: E por aquela única oblação de si mesmo, uma vez oferecida, ele redimiu a mim e a toda a humanidade; tendo assim "feito um sacrifício e satisfação completos, perfeitos e suficientes pelos pecados de todo o mundo".

“E assim, "assim como pela ofensa de um só juízo veio sobre todos os homens para condenação, assim também pela justiça de um veio o dom gratuito sobre todos os homens para justificação"

“Em consideração a isso, que o Filho de Deus "provou a morte por todos os homens", Deus agora "reconciliou o mundo consigo mesmo, não imputando a eles suas" "ofensas" anteriores, disse Wesley.

E assim, "assim como pela ofensa de um só juízo veio sobre todos os homens para condenação, assim também pela justiça de um veio o dom gratuito sobre todos os homens para justificação"

“E assim, "assim como pela ofensa de um só juízo veio sobre todos os homens para condenação, assim também pela justiça de um veio o dom gratuito sobre todos os homens para justificação". De modo que, por causa de seu Filho bem-amado, do que ele fez e sofreu por nós, Deus agora concede, com uma única condição (que ele mesmo também nos capacita a cumprir), tanto para perdoar o castigo devido aos nossos pecados, para nos restabelecer em seu favor, quanto para restaurar nossas almas mortas à vida espiritual,  como o penhor da vida eterna”, disse Wesley.

Pelo pecado do primeiro Adão, que não era apenas o pai, mas também o representante de todos nós, todos nós ficamos aquém do favor de Deus; todos nós nos tornamos filhos da ira; ou, como o apóstolo expressa, "o julgamento veio sobre todos os homens para condenação"

“Este, portanto, é o fundamento geral de toda a doutrina da justificação. Pelo pecado do primeiro Adão, que não era apenas o pai, mas também o representante de todos nós, todos nós ficamos aquém do favor de Deus; todos nós nos tornamos filhos da ira; ou, como o apóstolo expressa, "o julgamento veio sobre todos os homens para condenação". Mesmo assim, pelo sacrifício pelo pecado feito pelo Segundo Adão, como o Representante de todos nós, Deus está tão reconciliado com todo o mundo, que lhes deu uma nova aliança; a condição clara da qual, uma vez cumprida, "não há mais condenação" para nós, mas "somos justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Jesus Cristo".

 

II. O que é justificação 

 

O que é "justificação"?

Wesley pergunta: “Mas o que é ser "justificado"? O que é "justificação"? Esta foi a segunda coisa que me propus a mostrar. E é evidente, pelo que já foi observado, que não é o ser feito realmente justo e reto. Isso é "santificação"; que é, de fato, em algum grau, o fruto imediato da justificação, mas, no entanto, é um dom distinto de Deus e de uma natureza totalmente diferente”.

“Um implica o que Deus faz por nós por meio de seu Filho; o outro, o que ele opera em nós pelo seu Espírito”

Wesley explica: “Um implica o que Deus faz por nós por meio de seu Filho; o outro, o que ele opera em nós pelo seu Espírito. De modo que, embora alguns casos raros possam ser encontrados, em que o termo "justificado" ou "justificação" é usado em um sentido tão amplo que inclui "santificação" também; no entanto, no uso geral, eles são suficientemente distinguidos uns dos outros, tanto por São Paulo quanto pelos outros escritores inspirados”.

“Em todo o relato bíblico deste assunto, como acima estabelecido, nem esse acusador nem sua acusação parecem ser aceitos”

“Nem é esse conceito rebuscado, que a justificação é a limpeza de acusações, particularmente a de Satanás, facilmente demonstrável a partir de qualquer texto claro das escrituras sagradas”, diz Wesley. “Em todo o relato bíblico deste assunto, como acima estabelecido, nem esse acusador nem sua acusação parecem ser aceitos. Na verdade, não se pode negar que ele é o "acusador" dos homens, enfaticamente assim chamados. Mas de forma alguma parece que o grande apóstolo tenha qualquer referência a isso, mais ou menos, em tudo o que escreveu sobre a justificação, seja para os romanos ou para os gálatas”. 

“Também é muito mais fácil dar como certo do que provar a partir de qualquer testemunho claro das escrituras que a justificação é nos livrar da acusação feita contra nós pela lei”

Wesley diz: “Também é muito mais fácil dar como certo do que provar a partir de qualquer testemunho claro das escrituras que a justificação é nos livrar da acusação feita contra nós pela lei: Pelo menos se essa maneira forçada e antinatural de falar significa mais ou menos do que isso, que, embora tenhamos transgredido a lei de Deus,  e, portanto, mereceu a condenação do inferno, Deus não inflige àqueles que são justificados o castigo que eles mereciam”.

“De forma alguma implica que Deus julgue a nosso respeito contrário à natureza real das coisas”

“Menos do que tudo a justificação implica que Deus é enganado naqueles a quem ele justifica; que ele pensa que eles são o que, de fato, não são; que ele os considera diferentes do que são. De forma alguma implica que Deus julgue a nosso respeito contrário à natureza real das coisas; que ele nos estima melhor do que realmente somos, ou acredita que somos justos quando somos injustos. Certamente não”, diz Wesley.

“O julgamento do Deus todo-sábio é sempre de acordo com a verdade”

O julgamento do Deus todo-sábio é sempre de acordo com a verdade. Nem pode consistir com sua sabedoria infalível, pensar que sou inocente, julgar que sou justo ou santo, porque outro o é. Ele não pode, dessa maneira, me confundir com Cristo, mais do que com Davi ou Abraão. Que qualquer homem a quem Deus deu entendimento, pese isso sem preconceito; e ele não pode deixar de perceber que tal noção de justificação não é reconciliável com a razão nem com as Escrituras”.

“A noção bíblica clara de justificação é perdão, o perdão dos pecados”

“A noção bíblica clara de justificação é perdão, o perdão dos pecados. É esse ato de Deus Pai, por meio deste, por causa da propiciação feita pelo sangue de seu Filho, ele "mostra sua justiça (ou misericórdia) pela remissão dos pecados passados", diz Wesley.

"Bem-aventurados aqueles", diz ele, "cujas iniquidades são perdoadas e cujos pecados são cobertos: Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputará pecado"

Wesley diz mais: “Este é o relato fácil e natural dado por São Paulo, ao longo de toda esta epístola. Então ele mesmo explica, mais particularmente neste e no capítulo seguinte. Assim, nos próximos versículos, exceto um do texto: "Bem-aventurados aqueles", diz ele, "cujas iniquidades são perdoadas e cujos pecados são cobertos: Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputará pecado".

“Seus pecados, todos os seus pecados passados, em pensamento, palavra e ação, são cobertos, são apagados, não devem ser lembrados ou mencionados contra ele, não mais do que se não tivessem sido”

Wesley afirma: “Àquele que é justificado ou perdoado, Deus "não imputará pecado" à sua condenação. Ele não o condenará por causa disso, nem neste mundo nem no que está por vir. Seus pecados, todos os seus pecados passados, em pensamento, palavra e ação, são cobertos, são apagados, não devem ser lembrados ou mencionados contra ele, não mais do que se não tivessem sido. Deus não infligirá a esse pecador o que ele merecia sofrer, porque o Filho de seu amor sofreu por ele. E desde o momento em que somos "aceitos pelo Amado", "reconciliados com Deus pelo seu sangue", ele ama, abençoa e cuida de nós para o bem, como se nunca tivéssemos pecado”.

"Por tuas palavras serás justificado"

“De fato, o apóstolo em um lugar parece estender o significado da palavra muito mais longe, onde ele diz: "Não serão justificados os que ouvem a lei, mas os que praticam a lei". Aqui ele parece referir nossa justificação à sentença do grande dia. E assim o próprio Senhor inquestionavelmente o faz, quando diz: "Por tuas palavras serás justificado;" provando por meio disso, que "para cada palavra ociosa que os homens falarem, eles darão conta no dia do julgamento". Mas talvez dificilmente possamos produzir outro exemplo de São Paulo usando a palavra nesse sentido distante. No teor geral de seus escritos, é evidente que não; e muito menos no texto diante de nós, que inegavelmente fala, não daqueles que já "terminaram sua carreira", mas daqueles que agora estão apenas "partindo", apenas começando a "correr a corrida que está diante deles".


III. Quem são eles que são justificados

 

 "Ele (isto é, Deus) justifica o ímpio;" o ímpio de todo tipo e grau; e ninguém além dos ímpios” 

 

“Mas esta é a terceira coisa que deveria ser considerada, a saber: Quem são os justificados? E o apóstolo nos diz expressamente, o ímpio: "Ele (isto é, Deus) justifica o ímpio;" o ímpio de todo tipo e grau; e ninguém além dos ímpios”, explica Wesley.

“O perdão, portanto, tem uma referência imediata ao pecado e, a esse respeito, a nada mais”

Wesley diz mais: “Assim como "os justos não precisam de arrependimento", eles não precisam de perdão. São apenas os pecadores que têm alguma ocasião para o perdão: é somente o pecado que admite ser perdoado. O perdão, portanto, tem uma referência imediata ao pecado e, a esse respeito, a nada mais. É a nossa "injustiça" para a qual o Deus perdoador é "misericordioso": É a nossa "iniquidade" que ele "não se lembra mais".

“Tão longe disso, que a própria suposição não é apenas totalmente impossível”

“Isso parece não ser considerado por aqueles que afirmam com tanta veemência que um homem deve ser santificado, isto é, santo, antes que ele possa ser justificado; especialmente por aqueles que afirmam que a santidade ou obediência universal deve preceder a justificação. (A menos que eles queiram dizer essa justificação no último dia, que está totalmente fora da questão atual.) Tão longe disso, que a própria suposição não é apenas totalmente impossível (pois onde não há amor a Deus, não há santidade e não há amor a Deus, mas também grosseiramente, intrinsecamente absurda, contraditória a si mesma”, diz Wesley.

“Deus justifica não o piedoso, mas o ímpio; não aqueles que já são santos, mas os profanos”

Wesley afirma: “Pois não é um santo, mas um pecador que é perdoado, e sob a noção de um pecador. Deus justifica não o piedoso, mas o ímpio; não aqueles que já são santos, mas os profanos. Sob a condição de que ele faz isso, será considerado rapidamente: mas seja o que for, não pode ser santidade. Afirmar isso é dizer que o Cordeiro de Deus tira apenas os pecados que foram tirados antes”.

“Então o bom Pastor busca e salva apenas aqueles que já foram encontrados? Não: Ele busca e salva o que está perdido”

Wesley diz mais: “Então o bom Pastor busca e salva apenas aqueles que já foram encontrados? Não: Ele busca e salva o que está perdido. Ele perdoa aqueles que precisam de sua misericórdia perdoadora. Ele salva da culpa do pecado (e, ao mesmo tempo, do poder) pecadores de todo tipo, de todos os graus: homens que, até então, eram totalmente ímpios; em quem não estava o amor do Pai; e, consequentemente, em quem não habitava nada de bom, nenhum temperamento bom ou verdadeiramente cristão, - mas todos os que eram maus e abomináveis, - orgulho, raiva, amor ao mundo, - os frutos genuínos daquela "mente carnal" que é "inimizade contra Deus".

“São os que precisam de um médico”

Para Wesley, “estes que estão doentes, cujo fardo dos pecados é intolerável, são os que precisam de um médico; estes que são culpados, que gemem sob a ira de Deus, são os que precisam de perdão. Estes que já estão "condenados", não apenas por Deus, mas também por sua própria consciência, como por mil testemunhas, de toda a sua impiedade, tanto em pensamento, palavra e obra, clamam em alta voz por “

“Pois seu coração é necessariamente, essencialmente mau, até que o amor de Deus seja derramado nele”

Aquele que "justifica o ímpio", por meio da redenção que está em Jesus; - o ímpio, e "aquele que não trabalha;" que não trabalha, antes de ser justificado, qualquer coisa que seja boa, que seja verdadeiramente virtuosa ou santa, mas apenas má continuamente. Pois seu coração é necessariamente, essencialmente mau, até que o amor de Deus seja derramado nele. E enquanto a árvore está corrompida, assim são os frutos; "pois uma árvore má não pode dar bons frutos."

“Mas o homem, antes de ser justificado, pode alimentar os famintos ou vestir os nus; e estas são boas obras”

Wesley diz: “Se for objetado: "Não, mas o homem, antes de ser justificado, pode alimentar os famintos ou vestir os nus; e estas são boas obras;" a resposta é fácil: Ele pode fazer isso, mesmo antes de ser justificado; e estas são, em certo sentido, "boas obras"; eles são "bons e proveitosos para os homens". Mas não se segue que eles sejam, estritamente falando, bons em si mesmos, ou bons aos olhos de Deus. Todas as verdadeiras "boas obras" (para usar as palavras de nossa Igreja) "seguem a justificação"; e são, portanto, boas e "aceitáveis a Deus em Cristo", porque "brotam de uma fé verdadeira e viva".

“Todas as "obras feitas antes da justificação não são boas", no sentido cristão, "na medida em que não brotam da fé em Jesus Cristo"

Wesley esclarece: “Por uma paridade de razão, todas as "obras feitas antes da justificação não são boas", no sentido cristão, "na medida em que não brotam da fé em Jesus Cristo"; (embora de algum tipo de fé em Deus eles possam brotar;) "Sim, antes, porque eles não são feitos como Deus quis e ordenou que fossem feitos, não duvidamos" (por mais estranho que possa parecer a alguns) "mas eles têm a natureza do pecado".

“O argumento é claramente assim”

“Talvez aqueles que duvidam disso não tenham considerado devidamente a razão de peso que é aqui atribuída, por que nenhuma obra feita antes da justificação pode ser verdadeira e apropriadamente boa. O argumento é claramente assim: -

Nenhuma obra é boa que não seja feita como Deus quis e ordenou que fossem feitas.

Mas nenhuma obra feita antes da justificação é feita como Deus quis e ordenou que fossem feitas;

Portanto, nenhuma obra feita antes da justificação é boa, diz Wesley.

“Mas nenhuma de nossas obras pode ser feita neste amor, enquanto o amor do Pai (de Deus como nosso Pai) não estiver em nós; e esse amor não pode estar em nós até que recebamos o "Espírito de Adoção”

Wesley afirma: “A primeira proposição é auto evidente; e a segunda, que nenhuma obra feita antes da justificação é feita como Deus quis e ordenou que fossem feitas, parecerá igualmente clara e inegável, se apenas considerarmos que Deus quis e ordenou que "todas as nossas obras" fossem "feitas em caridade"; (en agapE) no amor, naquele amor a Deus que produz amor a todos os homens. Mas nenhuma de nossas obras pode ser feita neste amor, enquanto o amor do Pai (de Deus como nosso Pai) não estiver em nós; e esse amor não pode estar em nós até que recebamos o "Espírito de Adoção, clamando em nossos corações, Abba, Pai".

Portanto, Deus não "justifica o ímpio", e aquele que (neste sentido) "não trabalha", então Cristo morreu em vão”

“Se, portanto, Deus não "justifica o ímpio", e aquele que (neste sentido) "não trabalha", então Cristo morreu em vão; então, apesar de sua morte, nenhuma carne viva pode ser justificada”, afirma Wesley.


IV.  Em que termos eles são justificados 

 

"Porque a justiça (ou misericórdia) de Deus é pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem”

 

Wesley pergunta: “Mas em que termos, então, é justificado aquele que é totalmente "ímpio" e até aquele momento "não trabalha"? Em um sozinho; que é fé: Ele "crê naquele que justifica o ímpio". E "aquele que crê não é condenado;" sim, ele "passou da morte para a vida". "Porque a justiça (ou misericórdia) de Deus é pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem: –Os quais Deus estabeleceu para propiciação, pela fé em seu sangue; para que ele possa ser justo e" (de acordo com sua justiça) "o Justificador daquele que crê em Jesus:"

"Portanto, concluímos que um homem é justificado pela fé sem as obras da lei;" sem obediência prévia à lei moral, que, de fato, ele não podia, até agora, cumprir”

 "Portanto, concluímos que um homem é justificado pela fé sem as obras da lei;" sem obediência prévia à lei moral, que, de fato, ele não podia, até agora, cumprir. Que é a lei moral, e somente isso, que aqui se pretende, aparece evidentemente nas palavras que se seguem: "Anulamos então a lei pela fé? Deus me livre: sim, nós estabelecemos a lei. Que lei estabelecemos pela fé? Não a lei ritual: Não a lei cerimonial de Moisés. De forma alguma; mas a grande e imutável lei do amor, o santo amor de Deus e do próximo".

“A fé justificadora implica, não apenas uma evidência ou convicção divina de que "Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo"; mas uma confiança segura de que Cristo morreu pelos "meus" pecados, que ele me amou e se entregou por "mim"

Wesley explica sobre a fé: “A fé em geral é um "elegchos" divino e sobrenatural, "evidência" ou "convicção", "de coisas não vistas", não detectáveis por nossos sentidos corporais, como sendo passado, futuro ou espiritual. A fé justificadora implica, não apenas uma evidência ou convicção divina de que "Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo"; mas uma confiança segura de que Cristo morreu pelos "meus" pecados, que ele me amou e se entregou por "mim".

“Deus, por causa de seu Filho, perdoa e absolve aquele que tinha nele, até então, nada de bom”

Wesley diz: “E em qualquer momento em que um pecador assim acredita, seja na primeira infância, na força de seus anos, ou quando ele é velho e de cabelos grisalhos, Deus justifica aquele ímpio: Deus, por causa de seu Filho, perdoa e absolve aquele que tinha nele, até então, nada de bom”.

“E o que quer que ele tenha de bom ou faça, desde a hora em que crê em Deus pela primeira vez por meio de Cristo, a fé não "encontra", mas "traz"

“Arrependimento, de fato, Deus lhe dera antes; mas esse arrependimento não era nem mais nem menos do que um profundo senso da falta de todo o bem e da presença de todo o mal”, afirma Wesley. “E o que quer que ele tenha de bom ou faça, desde a hora em que crê em Deus pela primeira vez por meio de Cristo, a fé não "encontra", mas "traz". Este é o fruto da fé. Primeiro a árvore é boa, e depois o fruto também é bom”.

«O único instrumento de salvação» (do qual a justificação é um ramo) «é a fé; isto é, uma confiança segura de que Deus tem e perdoará nossos pecados, que ele nos aceitou novamente em Seu favor, pelos méritos da morte e paixão de Cristo”

Wesley descreve sobre a fé: “Não posso descrever melhor a natureza desta fé do que nas palavras da nossa própria Igreja: «O único instrumento de salvação» (do qual a justificação é um ramo) «é a fé; isto é, uma confiança segura de que Deus tem e perdoará nossos pecados, que ele nos aceitou novamente em Seu favor, pelos méritos da morte e paixão de Cristo. –Mas aqui devemos ter cuidado para não nos determos com Deus, por uma fé inconstante e vacilante: Pedro, vindo a Cristo sobre as águas, porque desmaiou de fé, corria o risco de se afogar; então nós, se começarmos a vacilar ou duvidar, é de se temer que afundemos como Pedro, não na água, mas no poço sem fundo do fogo do inferno. ("Segundo Sermão da Paixão")”.

“Ele fez um sacrifício total e suficiente por "ti", uma perfeita purificação de "tus" pecados, para que possas dizer, com o apóstolo, que ele te amou e se entregou por "ti"

"Portanto, tenha uma fé segura e constante, não apenas de que a morte de Cristo está disponível para todo o mundo, mas de que ele fez um sacrifício total e suficiente por "ti", uma perfeita purificação de "tus" pecados, para que possas dizer, com o apóstolo, que ele te amou e se entregou por "ti", diz Wesley. “Pois isso é tornar Cristo "seu" e aplicar seus méritos a "ti mesmo". ("Sermão sobre o Sacramento, Primeira Parte").

“Ao afirmar que essa fé é o termo ou "condição da justificação", quero dizer, primeiro, que não há justificação sem ela”

“Ao afirmar que essa fé é o termo ou "condição da justificação", quero dizer, primeiro, que não há justificação sem ela”, diz Wesley.

“De modo que, enquanto estivermos sem essa fé, somos "estranhos à aliança da promessa", somos "estranhos à comunidade de Israel e sem Deus no mundo"

"Aquele que não crê já está condenado;" e enquanto ele não crê, essa condenação não pode ser removida, mas "a ira de Deus permanece sobre ele". Como "não há outro nome dado debaixo do céu", senão o de Jesus de Nazaré, nenhum outro mérito pelo qual um pecador condenado possa ser salvo da culpa do pecado; portanto, não há outra maneira de obter uma parte de seu mérito, a não ser "pela fé em seu nome". De modo que, enquanto estivermos sem essa fé, somos "estranhos à aliança da promessa", somos "estranhos à comunidade de Israel e sem Deus no mundo".

“Quaisquer boas obras (assim consideradas) que ele possa fazer, não aproveita; ele ainda é um "filho da ira", ainda sob a maldição, até que ele creia em Jesus”

“Quaisquer que sejam as virtudes (assim chamadas) que um homem possa ter, - falo daqueles a quem o evangelho é pregado; pois "o que tenho que fazer para julgar os que estão de fora?" – quaisquer boas obras (assim consideradas) que ele possa fazer, não aproveita; ele ainda é um "filho da ira", ainda sob a maldição, até que ele creia em Jesus”, afirma Wesley. 

“Este é o segundo ponto a ser observado com cuidado; que, no exato momento em que Deus dá fé (pois "é dom de Deus") ao "ímpio" que "não trabalha", "a fé é contada para ele como justiça"

“A fé, portanto, é a condição "necessária" da justificação; sim, e a condição "única necessária" disso. Este é o segundo ponto a ser observado com cuidado; que, no exato momento em que Deus dá fé (pois "é dom de Deus") ao "ímpio" que "não trabalha", "a fé é contada para ele como justiça", diz Wesley.

“Ele não tem justiça alguma, antecedente a isso, nem tanto quanto justiça negativa ou inocência”

“Ele não tem justiça alguma, antecedente a isso, nem tanto quanto justiça negativa ou inocência”, afirma Wesley. “Mas "a fé lhe é imputada como justiça", no exato momento em que ele crê. Não que Deus (como foi observado antes) pense que ele é o que não é. Mas como "ele fez Cristo pecado por nós", isto é, tratou-o como um pecador, punindo-o por nossos pecados; então ele nos considera justos, desde o momento em que cremos nele: isto é, ele não nos pune por nossos pecados; sim, trata-nos como se fôssemos inocentes e justos”.

“Queremos dizer assim, que é a única coisa sem a qual ninguém é justificado; a única coisa que é imediata, indispensável, absolutamente necessária para perdoar”

Wesley afirma: “Certamente a dificuldade de concordar com esta proposição, de que "a fé é a "única condição" da justificação", deve surgir de não entendê-la. Queremos dizer assim, que é a única coisa sem a qual ninguém é justificado; a única coisa que é imediata, indispensável, absolutamente necessária para perdoar. Como, por um lado, embora um homem deva ter tudo o mais sem fé, ele não pode ser justificado; então, por outro lado, embora se deva que ele queira tudo o mais, ainda assim, se ele tem fé, ele não pode deixar de ser justificado”.

“Quem pode duvidar, mas ele é perdoado naquele momento?

“Pois suponha um pecador de qualquer tipo ou grau, em um sentido pleno de sua total impiedade, de sua total incapacidade de pensar, falar ou fazer o bem, e sua absoluta adequação ao fogo do inferno; suponha, eu digo, que esse pecador, desamparado e sem esperança, se lance totalmente na misericórdia de Deus em Cristo (o que de fato ele não pode fazer senão pela graça de Deus), quem pode duvidar, mas ele é perdoado naquele momento? Quem afirmará que mais é "indispensavelmente necessário" antes que o pecador possa ser justificado?,” pergunta Wesley.

“A única condição da justificação”

“Agora, se alguma vez houve um exemplo desde o início do mundo (e não houve, e não há, dez mil vezes dez mil?), segue-se claramente que a fé é, no sentido acima, a única condição da justificação”, diz Wesley.

“Não é adequado para nós questioná-lo”

“Não se torna vermes pobres, culpados e pecadores, que recebem todas as bênçãos de que desfrutam (desde a menor gota d'água que esfria nossa língua, até as imensas riquezas da glória na eternidade), de graça, de mero favor, e não de dívida, pedir a Deus as razões de sua conduta. Não é adequado para nós questioná-lo "que não dá conta de nenhum dos seus caminhos"; para exigir:

"Por que fizeste da fé a condição, a única condição, da justificação?”

"Por que fizeste da fé a condição, a única condição, da justificação?”, pergunta Wesley. “Por que decretaste: "Aquele que crê", e somente ele, "será salvo?" Este é o ponto em que São Paulo insiste tão fortemente no nono capítulo desta epístola, a saber, que os termos de perdão e aceitação devem depender, não de nós, mas "daquele que nos chama;" que não há "injustiça com Deus", em fixar seus próprios termos, não de acordo com os nossos, mas com seu próprio prazer; que pode dizer com justiça: "Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia;" ou seja, daquele que crê em Jesus.

"Portanto, não é do que quer, nem do que corre", escolher a condição em que encontrará aceitação”

"Portanto, não é do que quer, nem do que corre", escolher a condição em que encontrará aceitação; "mas de Deus que mostra misericórdia;" que não aceita nada, mas de seu próprio amor livre, sua bondade imerecida”, diz Wesley. "Portanto, tem misericórdia de quem quer ter misericórdia", a saber, daqueles que creem no Filho de seu amor; "e a quem ele quiser", isto é, aqueles que não creem, "ele endurece", deixa finalmente para a dureza de seus corações”.

“Uma razão, no entanto, podemos humildemente conceber, de Deus fixar esta condição de justificação”

“Uma razão, no entanto, podemos humildemente conceber, de Deus fixar esta condição de justificação: "Se crês no Senhor Jesus Cristo, serás salvo", era "esconder o orgulho do homem", diz  Wesley… “O orgulho já havia destruído os próprios anjos de Deus, derrubado "a terça parte das estrelas do céu". Foi também em grande parte devido a isso, quando o tentador disse: "Sereis como deuses", que Adão caiu de sua própria firmeza e trouxe o pecado e a morte ao mundo. Foi, portanto, um exemplo de sabedoria digna de Deus, designar uma condição de reconciliação para ele e toda a sua posteridade que pudesse efetivamente humilhá-los, poderia rebaixá-los ao pó”.

“E assim é a fé”

“E assim é a fé. É peculiarmente adequado para este fim: Pois aquele que vem a Deus por esta fé, deve fixar seus olhos unicamente em sua própria maldade, em sua culpa e desamparo, sem ter a menor consideração por qualquer suposto bem em si mesmo, por qualquer virtude ou retidão. Ele deve vir como um "mero pecador", interior e exteriormente, autodestruído e autocondenado, não trazendo nada a Deus além de impiedade, não alegando nada de si mesmo, exceto pecado e miséria.

“Somente assim ele pode ser "achado nele" e receber a "justiça que é de Deus pela fé"

Assim é, e somente assim, quando sua "boca é fechada", e ele permanece totalmente "culpado diante de" Deus, que ele pode "olhar para Jesus", como a única e completa "propiciação por seus pecados". Somente assim ele pode ser "achado nele" e receber a "justiça que é de Deus pela fé", afirma Wesley.

“Conjuro-te diante de Deus, o Juiz de todos, que vá diretamente a ele, com toda a tua impiedade”

Wesley conclui dizendo: “Tu, ímpio, que ouves ou lês estas palavras! Pecador vil, indefeso e miserável! Conjuro-te diante de Deus, o Juiz de todos, que vá diretamente a ele, com toda a tua impiedade. Tome cuidado, não destrua sua própria alma pleiteando sua justiça, mais ou menos. Vá como totalmente ímpio, culpado, perdido, destruído, merecedor e caindo no inferno; e então acharás graça aos seus olhos, e saberás que ele justifica o ímpio”.

“Assim, "olhe para Jesus!" Há "o Cordeiro de Deus", que "tira os teus pecados!"

Wesley conclui: “Como tal, serás levado ao "sangue da aspersão", como um pecador desfeito, desamparado e condenado. Assim, "olhe para Jesus!" Há "o Cordeiro de Deus", que "tira os teus pecados!" Não pleiteias nenhuma obra, nenhuma justiça sua! Sem humildade, contrição, sinceridade! De jeito nenhum. Isso era, de fato, negar o Senhor que te comprou. Não: Implora tu, isoladamente, o sangue da aliança, o resgate pago por tua alma orgulhosa, teimosa e pecadora. Quem és tu, que agora vês e sentes a tua impiedade interior e exterior? Tu és o homem! Eu te quero para o meu Senhor! Eu desafio "ti" como filho de Deus pela fé! O Senhor precisa de ti. Tu que sentes que estás apto para o inferno, estás apto para promover sua glória; a glória da sua livre graça, justificando o ímpio e o que não trabalha. Vem depressa! Creia no Senhor Jesus; e tu, tu, estás reconciliado com Deus.[56]

 


 

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O Novo Nascimento

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do estudo

·       Novo nascimento: Início da nova vida

·       As principais marcas do Novo Nascimento 

·       Nicodemos e o novo nascimento

·       O Espírito Santo e o novo nascimento

·       Sinais do novo nascimento no ministério de Wesley

·       Novo Nascimento e a circuncisão do coração

·       As marcas do que é nascido de Deus

 

 

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Introdução

 

Para John Wesley, o novo nascimento é uma transformação interior radical e sobrenatural, operada pelo Espírito Santo, que muda a natureza humana de uma morte espiritual para a vida em Deus. Não é apenas uma reforma externa, mas o início da santificação, onde o amor de Deus é derramado no coração, capacitando o crente a vencer o pecado”.[57]

Em nosso tempo, tem havido uma redução de pregações e estudos sobre o novo nascimento.

Uma das razões de hoje termos bastante adesão nas Igrejas em vez de novo nascimento.

“A observação de que hoje temos muitas adesões (pessoas que frequentam ou se identificam) e poucas conversões (mudança real de vida e valores) é um tema recorrente na reflexão teológica e sociológica contemporânea. Essa realidade é frequentemente descrita como um ‘evangelho sincrético’ ou um cristianismo superficial, onde se busca o benefício da fé sem o custo do discipulado”. [58]

Neste estudo, procuramos destacar o ensinamento de Wesley sobre o Novo Nascimento.

Um tema vital para o ser humano e o cristianismo.

 

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Destaques dos capítulos do estudo

 

Novo nascimento: Início da nova vida

Sim, para John Wesley, o novo nascimento (ou regeneração) é o início da vida cristã.

Ele acreditava que o novo nascimento é a obra de Deus no coração e na vida de uma pessoa, através do Espírito Santo, que a liberta do poder do pecado e a capacita a viver uma vida de santidade e retidão. Não é meramente uma mudança de comportamento externo, mas uma transformação espiritual interna fundamental, necessária para entrar no Reino de Deus e começar uma vida de fé genuína.

Wesley enfatizava que essa experiência deve ser buscada por todos os cristãos e é um passo essencial na jornada em direção à santificação completa (perfeição cristã).[59]

As principais marcas do Novo Nascimento 

Para John Wesley, as principais marcas do novo nascimento são a Fé Viva em Jesus Cristo, que leva à Prática da Justiça e ao Amor incondicional a Deus e ao próximo, resultando em uma vida onde o pecado não reina mais, mas se manifesta um despertar dos sentidos espirituais, capacitando o crente a vencer o mundo e sentir o amor de Deus derramado no coração, buscando a santificação contínua através dos meios da graça, como a oração e a disciplina eclesiástica.[60]

Nicodemos e o novo nascimento

John Wesley usou o diálogo de Jesus com Nicodemos no Evangelho de João (João 3:1-15) como a base bíblica fundamental para sua doutrina do novo nascimento (ou regeneração espiritual), que ele detalha em seu influente "Sermão 45: O Novo Nascimento"[61]

O Espírito Santo e o novo nascimento

Para John Wesley, o Espírito Santo é o agente central do novo nascimento (regeneração), uma profunda transformação interior onde o crente, antes espiritualmente morto, é vivificado e passa a viver uma nova vida em Cristo, marcada pelo amor e pela busca por santidade, sendo o batismo uma porta para essa graça, mas exigindo crescimento contínuo através dos meios da graça. A experiência não é só um evento, mas o início de uma jornada em direção à perfeição cristã, onde o Espírito purifica gradualmente o coração e a mente, resultando em evidências práticas como justiça, amor e vitória sobre o pecado habitual, culminando na plenitude do amor de Deus. [62]

Sinais do novo nascimento no ministério de Wesley

 

Os colisores selvagens e grosseiros de Kingswood foram finalmente domados pelo metodismo. O fundador do movimento, John Wesley, afirmou em 1769 que os antigos selvagens haviam sido transformados em ‘um povo humano e hospitaleiro, cheio de amor a Deus e ao homem"

 

Novo Nascimento e a circuncisão do coração

 

John Wesley abordou a "circuncisão do coração" em seus sermões, como o famoso Sermão 17, descrevendo-a como uma transformação interior profunda operada pelo Espírito Santo, não uma marca física, que resulta em um estado de alma renovado, um coração aberto à vontade de Deus e à salvação, e uma vida de santidade e obediência, fundamental para o metodismo e o cristianismo autêntico, contrastando com rituais exteriores vazios[63]

 

As marcas do que é nascido de Deus

 

Para John Wesley, as marcas do que é nascido de Deus são uma transformação interior profunda operada pelo Espírito Santo, resultando em uma fé viva que vence o mundo, um amor de Deus derramado no coração, a prática da justiça, o desejo de santidade, e uma vida de obediência e testemunho (como amar a Deus acima de tudo, não pecar habitualmente e amar os irmãos), contrastando com o espírito mundano e focado na salvação de almas[64]

 

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Novo nascimento: Início da nova vida

 

Sim, para John Wesley, o novo nascimento (ou regeneração) é o início da vida cristã.

Ele acreditava que o novo nascimento é a obra de Deus no coração e na vida de uma pessoa, através do Espírito Santo, que a liberta do poder do pecado e a capacita a viver uma vida de santidade e retidão. Não é meramente uma mudança de comportamento externo, mas uma transformação espiritual interna fundamental, necessária para entrar no Reino de Deus e começar uma vida de fé genuína.

Wesley enfatizava que essa experiência deve ser buscada por todos os cristãos e é um passo essencial na jornada em direção à santificação completa (perfeição cristã).[65]

  

 

Para alcançar o caráter de Cristo. a perfeição cristã, são necessários a conversão e o novo nascimento. “Nossa conversão inaugura uma jornada durante a qual estamos sendo transformados na semelhança de Cristo. Assim, a salvação não é um estado a ser preservado nem uma apólice de seguro que não requer mais investimento. É o começo de uma peregrinação com Cristo”.[66] 

“Você nasceu em pecado”, disse Wesley, “portanto, importa nascer de novo’, nascer de Deus. Por natureza, você é totalmente corrompido; pela graça, será totalmente renovado”.[67]

Temos conversões genuínas, mas vivemos dias em que as verdadeiras conversões são mais escassas. Talvez por vivermos numa geração muito tecnológica sem profundidade espiritual, imediatista e que quer tudo rápido e pronto.[68] Há mais adesão e atração por determinado tipo de Igreja, de líder espiritual, de louvor do que um verdadeiro novo nascimento.

Os líderes não podem esperar encontrar o fruto do Espírito na vida de quem não nasceu de novo!

Jesus disse que “se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3). Para João Wesley, nascer de novo não tem nada a ver com o batismo ou mudança exterior, mas é uma “mudança operada na alma pela influência do Espírito Santo: mudança em todo o modo de existência, porque, desde o momento em que somos nascidos de Deus, passamos a viver de maneira totalmente diversa da que éramos antes: entramos por assim dizer, num mundo diferente”.[69]

Se antes seus sentidos eram bloqueados, “(...) toda a sua alma é agora sensível às manifestações de Deus (...)”.[70] Segundo Wesley, o sopro do Espírito penetra naquele que nasceu de novo e continuamente ele é inspirado pela fé e expirado pelo amor, orações, louvor e ações de graças. Essas orações, louvor e amor são respirados pela alma que é verdadeiramente nascida de Deus. Quem nasce de novo tem os olhos do entendimento abertos e vê o invisível; seus ouvidos estão abertos e ouvem a voz de Deus; conhece a voz de seu Pastor.

Quem é nascido de Deus recebe sempre na alma o fôlego da vida comunicado por Deus e a graciosa influência do Seu Espírito. Ele, “crendo, amando e constantemente percebendo, pela fé, a ação de Deus sobre seu Espírito, retribui, por uma espécie de reação espiritual, a graça que recebe, com incessante amor, louvor e oração”.[71]

Wesley afirma que a circuncisão do coração, ou perfeição cristã, é “um reto estado de alma, mente e espírito renovados à imagem Daquele que os criou”.[72]

O certo é que, mesmo após o novo nascimento, a alma ainda tem marcas do pecado e de desgastes. Por isso, Paulo afirma: “(...) mesmo que o nosso homem exterior (alma) se corrompa, contudo, o nosso homem interior (espírito) se renova de dia em dia” (2 Co 4.16).

Sim, o Espírito Santo fortalece e testifica: “(...) vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior” (Ef 3.16). Ele diz ainda: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).     

Há uma experiência linda no novo nascimento. Um mundo novo se abre para nós. Mas não é o bastante.

Para restaurar a natureza humana, Wesley fala sobre “o método divino de curar a alma, que se encontra enferma”.[73] Ele diz que somos curados do amor ao mundo em todos os seus aspectos pelo derramamento do amor de Deus em nossos corações (Rm 5.5). Segundo Wesley, este é o soberano remédio.

Portanto, o verdadeiro novo nascimento inicia a cura da alma que está enferma e dá início a uma nova vida.

 

As principais marcas do Novo Nascimento 

 

Para John Wesley, as principais marcas do novo nascimento são a Fé Viva em Jesus Cristo, que leva à Prática da Justiça e ao Amor incondicional a Deus e ao próximo, resultando em uma vida onde o pecado não reina mais, mas se manifesta um despertar dos sentidos espirituais, capacitando o crente a vencer o mundo e sentir o amor de Deus derramado no coração, buscando a santificação contínua através dos meios da graça, como a oração e a disciplina eclesiástica.[74]

 

 O diálogo de Jesus com Nicodemos para Wesley ilustra bem a necessidade de novo nascimento (João 3.1-21). Wesley considerava a justificação pela fé e o novo nascimento como as doutrinas fundamentais do cristianismo.

Ele disse: “A primeira relacionada com a grande obra que Deus faz por nós, em perdoando nossos pecados; o último, para a grande obra que Deus faz em nós, renovando nossa natureza decaída. Na ordem do tempo, nenhum destes é anterior ao outro: no momento em que somos justificados pela graça de Deus, pela redenção que está em Jesus, também somos “nascidos do Espírito”.[75]

Mas quais as principais marcas de alguém que nasceu de novo? 

Interpretando o pensamento de Wesley, o professor Kevin M. Watson, do Candler School of Theology, Emory University, EUA, afirma sobre as principais marcas do novo nascimento: 

1 - A fé 

“A verdadeira fé viva não é apenas um assentimento, mas uma disposição que Deus operou no coração de uma pessoa. Um fruto imediato e constante desta fé é o poder sobre o pecado. Todo aquele que é nascido de Deus não peca. Outro fruto desta fé viva é a paz. [76]

2 - A esperança 

“Esta esperança implica (1) testemunho de nosso próprio espírito. Andamos em sinceridade e (2) no testemunho do Espírito. O próprio Espírito testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus”. [77]

3 - O amor 

Quem nasceu de novo “está unido ao Senhor que é "um só espírito". O fruto necessário deste amor a Deus é o amor ao próximo. [78]

O amor é derramado em nossos corações pelo Santo Espírito.[79] Ao próximo deve ser ministrado esse amor, que proporciona ao cristão compromisso social. Segundo Wesley: “Os frutos necessários desse amor de Deus são o amor a nosso próximo – a toda alma que Deus criou, não excetuando nossos inimigos (...)”.[80]

Quem nasceu de novo tem os olhos do seu entendimento abertos. Está pronto para ouvir o que Deus tem a lhe ensinar. 

João Wesley disse mais. Quem nasceu de novo sente em seu coração “a poderosa operação do Espírito de Deus’; não em um sentido grosseiro e carnal, já que os homens do mundo estupidamente e intencionalmente interpretam mal a expressão; embora tenham sido contados repetidas vezes, não queremos dizer nem mais nem menos do que isso: Ele sente, é interiormente sensível às graças que o Espírito de Deus opera em seu coração. Ele sente, tem consciência de uma ‘paz que ultrapassa todo o entendimento’. Ele muitas vezes sente uma alegria em Deus que é ‘inexprimível e cheio de glória’. Ele sente “o amor de Deus derramado em seu coração pelo Espírito Santo que é dado a ele”; e todos os seus sentidos espirituais são então exercitados para discernir o bem e o mal espirituais. Pelo uso deles, ele está diariamente aumentando no conhecimento de Deus, de Jesus Cristo a quem ele enviou e de todas as coisas pertencentes ao seu reino interior. E agora pode-se dizer que ele vive apropriadamente: Deus o tendo vivificado pelo seu Espírito, ele está vivo para Deus por meio de Jesus Cristo. Ele vive uma vida que o mundo não conhece, uma ‘vida que está escondida com Cristo em Deus’. Deus está respirando continuamente, por assim dizer, na alma; e sua alma está respirando em Deus. A graça está descendo em seu coração; e oração e louvor ascendendo ao céu: E por esta relação entre Deus e o homem, esta comunhão com o Pai e o Filho, como por uma espécie de respiração espiritual, a vida de Deus na alma é sustentada (...)”.[81]

 

Nicodemos e o novo nascimento

 

John Wesley usou o diálogo de Jesus com Nicodemos no Evangelho de João (João 3:1-15) como a base bíblica fundamental para sua doutrina do novo nascimento (ou regeneração espiritual), que ele detalha em seu influente "Sermão 45: O Novo Nascimento"[82]

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João 3

 

Versículo 1

Nicodemos, príncipe dos judeus

Apóstolo João escreveu: E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.

Este veio a Jesus de noite

Um governante - Um dos grandes conselhos.

Versículo 2

sabemos que és mestre vindo de Deus

Apóstolo João escreveu: Este veio a Jesus de noite e disse-lhe: Rabi, sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.

O mesmo veio - Através do desejo; mas de noite - Pela vergonha: Nós sabemos - Até nós, governantes e fariseus.

Versículo 3

aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus

Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

 

Neste discurso solene, nosso Senhor mostra que nenhuma profissão externa, nenhuma ordenança cerimonial ou privilégio de nascimento poderia dar direito às bênçãos do reino do Messias

Jesus respondeu - Que o conhecimento não te valerá a menos que nasças de novo - Caso contrário, não poderás ver, isto é, experimentar e desfrutar, seja o reino interior ou o glorioso reino de Deus.

Neste discurso solene, nosso Senhor mostra que nenhuma profissão externa, nenhuma ordenança cerimonial ou privilégio de nascimento poderia dar direito às bênçãos do reino do Messias: que uma mudança completa de coração e de vida era necessária para esse propósito: que isso só poderia ser operado no homem pelo poder onipotente de Deus:

que todo homem nascido no mundo estava por natureza em estado de pecado, condenação e miséria: que a livre misericórdia de Deus havia dado seu Filho para libertá-los disso e ressuscitá-los para uma imortalidade abençoada

que todo homem nascido no mundo estava por natureza em estado de pecado, condenação e miséria: que a livre misericórdia de Deus havia dado seu Filho para libertá-los disso e ressuscitá-los para uma imortalidade abençoada: que toda a humanidade, gentios e judeus, pudesse compartilhar desses benefícios, obtidos por ele ser levantado na cruz, e ser recebido pela fé nele: mas que se eles o rejeitassem, sua condenação eterna e agravada seria a consequência certa.

A menos que um homem nasça de novo

A menos que um homem nasça de novo - Se o nosso Senhor, por nascer de novo, significa apenas a reforma da vida, em vez de fazer qualquer nova descoberta, ele só jogou uma grande quantidade de obscuridade sobre o que era antes claro e óbvio.

Versículo 4

Apóstolo João escreveu que Nicodemos perguntou a Jesus: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode ele entrar segunda vez no ventre de sua mãe e nascer?

Como o próprio Nicodemos era

Quando ele é velho - Como o próprio Nicodemos era.

Versículo 5

aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus

Apóstolo João escreveu: Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.

A menos que um homem nasça da água e do Espírito - A menos que ele experimente essa grande mudança interior pelo Espírito, e seja batizado (onde quer que o batismo possa ser feito) como o sinal externo e os meios dele.

Versículo 6

o que é nascido do Espírito é espírito

Aquilo que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito, apóstolo João escreveu.

O que é nascido da carne é carne - Mera carne, vazia do Espírito, sim, em inimizade com ele; E o que é nascido do Espírito é espírito - É espiritual, celestial, divino, como seu Autor.

Versículo 7

É necessário que nasçais de novo

Apóstolo João escreveu: Não vos maravilheis de que eu te disse: É necessário que nasçais de novo.

Nascer de novo, é ser interiormente mudado de toda pecaminosidade para toda santidade

Vós deveis nascer de novo - Nascer de novo, é ser interiormente mudado de toda pecaminosidade para toda santidade. É apropriadamente assim chamado, porque uma mudança tão grande passa para a alma quanto para o corpo quando nasce no mundo.

Versículo 8

assim é todo aquele que é nascido do Espírito

Citando Jesus, o apóstolo João escreveu: O vento sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, e para onde vai: assim é todo aquele que é nascido do Espírito.

Comentários de Wesley:

O vento sopra - De acordo com sua própria natureza, não a tua vontade, e tu ouves o som do mesmo - Tu tens certeza de que sopra, mas não podes explicar a maneira particular de sua ação.

Assim é todo aquele que é nascido do Espírito - O fato é claro, a maneira de suas operações inexplicável.

Versículo 11

Em verdade, em verdade te digo

Citando Jesus, o apóstolo João escreveu: Em verdade, em verdade te digo: Falamos que sabemos e testificamos que vimos; e não recebeis o nosso testemunho.

Falamos o que sabemos - eu e todos os que acreditam em mim.

Versículo 12

como crereis, se eu vos falar das coisas celestiais?

Citando Jesus, o apóstolo João escreveu: Se eu vos disse coisas terrenas, e vós não credes, como crereis, se eu vos falar das coisas celestiais?

Comentários de Wesley

Coisas terrenas - Coisas feitas na terra; como o novo nascimento e os privilégios atuais dos filhos de Deus.

Coisas celestiais - Como a eternidade do Filho e a unidade do Pai, Filho e Espírito.

Versículo 13

E ninguém subiu ao céu, senão aquele que desceu do céu

E ninguém subiu ao céu, senão aquele que desceu do céu, o Filho do homem que está nos céus, escreveu o apóstolo João.

Por ninguém - Pois aqui você deve confiar no meu único testemunho, enquanto lá você tem uma nuvem de testemunhas: subiu ao céu, mas aquele que desceu do céu, disse Wesley.

Portanto, ele é onipresente; caso contrário, ele não poderia estar no céu e na terra ao mesmo tempo

Comentou Wesley: Quem está no céu - Portanto, ele é onipresente; caso contrário, ele não poderia estar no céu e na terra ao mesmo tempo. Este é um exemplo claro do que geralmente é chamado de comunicação de propriedades entre a natureza divina e humana; pelo que o que é próprio da natureza divina é falado a respeito do humano, e o que é próprio do humano é, como aqui, falado do divino.

Versículo 14

assim importa que o Filho do homem seja levantado

Citando Jesus, o apóstolo João escreveu: E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado.

E como Moisés - E mesmo esta única testemunha em breve será tirada de você; sim, e da maneira mais ignominiosa. Números 21:8-9, disse Wesley.

Versículo 15

todo aquele que nele crê

Citando Jesus, o apóstolo João completou: para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Disse Wesley: Que todo aquele que – Ele deve ser levantado, para que assim ele possa comprar a salvação para todos os crentes: todos aqueles que olham para ele pela fé recuperam a saúde espiritual, assim como todos os que olharam para aquela serpente recuperaram a saúde corporal.

Versículo 16

Porque Deus amou o mundo de tal maneira

O apóstolo João escreveu: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Comentários de Wesley:

sim, e esse foi o próprio desígnio do amor de Deus ao enviá-lo ao mundo.

Todo aquele que crê nele - Com aquela fé que opera pelo amor, e retém firme o início de sua confiança firme até o fim.

Deus amou o mundo de tal maneira - Ou seja, todos os homens debaixo do céu; mesmo aqueles que desprezam seu amor e, por essa causa, finalmente perecerão. Caso contrário, não acreditar não seria pecado para eles. Pois em que eles deveriam acreditar? Deveriam crer que Cristo foi dado por eles? Então ele foi dado por eles.

Ele deu seu único Filho - Verdadeira e seriamente. E o Filho de Deus se entregou, Gálatas 4:4, verdadeira e seriamente.

Versículo 17

mas para que o mundo seja salvo por meio dele

Escreveu João: Porque Deus enviou seu Filho ao mundo para condenar o mundo; mas para que o mundo seja salvo por meio dele.

Deus não enviou seu Filho ao mundo para condenar o mundo - Embora muitos o acusem disso, afirmou Wesley.

Versículo 18

Quem nele crê não é condenado

Citando Jesus, o apóstolo João escreveu: Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no nome do Filho unigênito de Deus.

Aquele que crê nele não é condenado - É absolvido, é justificado diante de Deus, disse Wesley.

O nome do Filho unigênito de Deus

O nome do Filho unigênito de Deus - O nome de uma pessoa é muitas vezes colocado para a própria pessoa. Mas talvez seja mais sugerido nessa expressão, que a pessoa mencionada é grande e magnífica. E, portanto, é geralmente usado para expressar Deus Pai ou Filho, explicou Wesley.

Versículo 19

amaram mais as trevas do que a luz

O apóstolo João escreveu: E esta é a condenação: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.

Esta é a condenação - isto é, a causa disso. Portanto, Deus é claro, afirmou Wesley.

Versículo 21

Citando Jesus, o apóstolo João escreveu: Mas aquele que pratica a verdade vem para a luz, para que as suas obras se manifestem, para que sejam realizadas em Deus.

Comentários de Wesley:

Aquele que pratica a verdade (isto é, a verdadeira religião) vem para a luz - Assim fez até Nicodemos, depois.

São forjados em Deus - Isto é, na luz, poder e amor de Deus.[83]

 

O Espírito Santo e o novo nascimento

 

Para John Wesley, o Espírito Santo é o agente central do novo nascimento (regeneração), uma profunda transformação interior onde o crente, antes espiritualmente morto, é vivificado e passa a viver uma nova vida em Cristo, marcada pelo amor e pela busca por santidade, sendo o batismo uma porta para essa graça, mas exigindo crescimento contínuo através dos meios da graça. A experiência não é só um evento, mas o início de uma jornada em direção à perfeição cristã, onde o Espírito purifica gradualmente o coração e a mente, resultando em evidências práticas como justiça, amor e vitória sobre o pecado habitual, culminando na plenitude do amor de Deus[84]

 

Pessoas salvas de dentro e de fora do pecado

“Provas vivas do poder de fé; pessoas salvas de dentro e de fora do pecado, pelo ‘amor de Deus derramado em seus corações" 

Em 1738, na viagem à Alemanha para se encontrar com os moravianos, Wesley disse: “E aqui eu me deparei continuamente com o que busquei, a saber, provas vivas do poder de fé; pessoas salvas de dentro e de fora do pecado, pelo ‘amor de Deus derramado em seus corações’; e de toda dúvida e medo, pelo testemunho permanente do ‘Espírito Santo que lhes foi dado". [85]

A razão assistida pelo Espírito Santo

“A razão que, assistida pelo Espírito Santo, nos capacita”

Wesley pergunta: “Não é a razão que, assistida pelo Espírito Santo, nos capacita a entender o que as Sagradas Escrituras declaram a respeito do ser e dos atributos de Deus? Da sua eternidade e imensidade, do seu poder, sabedoria e santidade? É pela razão que Deus nos capacita, até certo ponto, a compreendermos o seu método de tratar com os filhos dos homens, a natureza de suas várias dispensações - da velha e da nova, da lei e do evangelho. É por esta que nós entendemos (o seu Espírito abrindo e iluminando os olhos do nosso entendimento) que não nos devemos arrepender de nos termos arrependido, que é pela fé que somos salvos, quais são a natureza e a condição da justificação e quais são os seus frutos imediatos e subsequentes. Pela razão aprendemos o que é o novo nascimento sem o qual não podemos entrar no reino do céu, e a santidade sem a qual nenhum homem verá o Senhor. Pelo uso devido da razão, nós chegamos a conhecer os elementos implícitos na santidade interior e o que significa ser santo exteriormente - santo em toda conversação; em outras palavras: qual é a mente que houve em Cristo e o que é andar como Cristo andou”.[86]

Ponto de maior importância

“É o Espírito Santo que nos guia em toda verdade e santidade”

Wesley disse que “não pode haver ponto de maior importância para ele que sabia que é o Espírito Santo que nos guia em toda verdade e santidade do que considerar com que sentimento da alma nos certificamos da sua divina presença de maneira que não o afastemos de nós nem o desapontemos nos seus objetivos graciosos que constituem a finalidade da sua habitação conosco, o qual não é diversão para nosso entendimento, mas conversão e completa santificação do nos so coração e da nossa vida”.  [87]

Como saber?

“Todo o homem para crer para salvação, precisa receber o Espírito Santo”

“O autor da fé e da salvação é só Deus”, explicou Wesley. “É ele que opera em nós o querer e o fazer. É o único doador de todo dom perfeito e o único autor de toda a boa obra. Não há mais poder do que mérito no homem; mas como todo mérito está no Filho de Deus pelo que Ele fez e sofreu por nós, assim todo o poder está no Espírito de Deus. Portanto, todo o homem para crer para salvação, precisa receber o Espírito Santo. É isto essencialmente necessário a todo cristão, não para que opere milagres, mas para fé, paz, alegria e amor - os frutos comuns do Espírito. Embora nenhum homem na terra possa explicar o modo particular pelo qual o Espírito de Deus opera em nossa alma, contudo todo aquele que tiver estes frutos sabe e sente que Deus operou-os em seu coração.  [88]

“Por esses mesmos frutos distinguirei a voz de Deus de qualquer engano do Diabo”

Wesley diz mais: “Por esses mesmos frutos distinguirei a voz de Deus de qualquer engano do Diabo. Aquele espírito orgulhoso não pode humilhar-me diante de Deus. Ele, também, não pode abrandar o meu coração e fazê-lo aborrecer-se contra Deus e do meu amor filial. Não é o adversário de Deus e do homem que me capacita a amar o meu vizinho ou o que me dá mansidão, benignidade, paciência, temperança e toda a armadura de Deus. Ele não está dividido contra si mesmo nem é destruidor do pecado - a sua própria obra. Somente o filho de Deus veio "para destruir as obras do diabo". Assim como certamente a santidade é de Deus e o pecado é obra do diabo, assim o testemunho que tenho em mim mesmo não é de Satanás, mas de Deus”.  [89]

O Espírito Santo nos prepara

“O Espírito Santo nos prepara para o seu reino interior”

Wesley ensinou que o “Espírito Santo nos prepara para o seu reino interior removendo o véu de nosso coração e capacitando-nos a conhecermos-nos a nós mesmos como somos conhecidos por Ele, ‘convencendo-nos do pecado’, da nossa má natureza, dos nossos maus sentimentos, das nossas más palavras e ações e de tudo que participa da corrupção do nosso coração do qual promanam. Ele, então, nos convence do deserto dos nossos pecados”. [90]

 

Sinais do novo nascimento no ministério de Wesley

 

 

Os colisores selvagens e grosseiros de Kingswood foram finalmente domados pelo metodismo. O fundador do movimento, John Wesley, afirmou em 1769 que os antigos selvagens haviam sido transformados em ‘um povo humano e hospitaleiro, cheio de amor a Deus e ao homem"

 

Na terça-feira, 27 de novembro de 1738, após um pedido, Wesley faz um relato do que havia acontecido em Kingswood:

“Na primavera, ele fez isso”, [91] escreveu Wesley.

“E como havia milhares que não recorriam a nenhum lugar de culto público, ele foi atrás deles em seu próprio deserto”

“E como havia milhares que não recorriam a nenhum lugar de culto público, ele foi atrás deles em seu próprio deserto, "para buscar e salvar o que estava perdido". Quando ele foi chamado, outros entraram ‘nas estradas e sebes, para obrigá-los a entrar’. E, pela graça de Deus, seu trabalho não foi em vão”, [92]escreveu Wesley.

“O cenário já mudou. Kingswood não ressoa agora, como há um ano, com xingamentos e blasfêmias”

“O cenário já mudou. Kingswood não ressoa agora, como há um ano, com xingamentos e blasfêmias. Não está mais cheio de embriaguez e impureza e os desvios ociosos que naturalmente levam a isso. Não está mais cheia de guerras e lutas, de clamor e amargura, de ira e invejas. Paz e amor estão lá. Grande número de pessoas é suave, gentil e fácil de ser suplicado. Eles ‘não choram, nem se esforçam’; e dificilmente a sua ‘voz é ouvida nas ruas’; ou, na verdade, na sua própria madeira; a não ser quando estiverem em seu habitual desvio noturno - cantando louvor a Deus, seu Salvador”,[93] escreveu Wesley.

No domingo, dia 9 de agosto de 1739, Wesley pregou “a cerca de dez mil em Moorfields, o que eles devem fazer para serem salvos”.[94]

Na quarta, dia 12 de setembro de 1739. À noite, em Fetter-lane, Wesley descreveu a vida de fé, e muitos dos se “descobriram que não eram mais do que bebês recém-nascidos”[95].

Às quatro horas, de 4 de setembro de 1739, Carlos Wesley escreveu:

 “Preguei na escola em Kingswood, para alguns milhares, (principalmente colisores), e cumpri as promessas, de Isaías xxxv.: "O deserto e o lugar solitário se alegrarão por eles; e o deserto se alegrará, e florescerá como a rosa." Eu triunfei na misericórdia de Deus para com esses pobres párias (pois ele os chamou de um povo que não era um povo) e na realização dessa escritura: "Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos serão ininterruptos; então o coxo saltará como um cervo, e a língua do mudo cantará; porque no deserto irromperão águas, e riachos no deserto",[96] disse Carlos.

“Oh, quão alegremente os pobres recebem o Evangelho”

“Oh, quão alegremente os pobres recebem o Evangelho: Nós mal sabíamos como nos separar. Assim que eu comecei no salão de Weaver, o diabo colocou sua garganta em Benjamin Eutter. Eu peguei isso ocasião para convencer os ouvintes do pecado; do próprio pecado daquele pobre réprobo. O capítulo exposto foi Rom. A Deus seja toda a glória que falei de forma convincente”, [97] disse Carlos.

“Os colisores selvagens e grosseiros de Kingswood foram finalmente domados pelo metodismo. O fundador do movimento, John Wesley, afirmou em 1769 que os antigos selvagens haviam sido transformados em "um povo humano e hospitaleiro, cheio de amor a Deus e ao homem".[98]

“Seu diário é uma exposição viva de homens e mulheres cujas vidas haviam sido renovadas pelo evangelho. Nele há o relato de um barbeiro que passou doze meses sem beber, embora tenha sido "um dos bêbados mais conhecidos de toda a cidade" até encontrar-se com Wesley. Há um tropeiro a caminho do prostíbulo que, convidado por um metodista para participar de um culto de vigília, sai de lá se regozijando no caminho estreito. Há um esposo que testifica que os metodistas silenciaram a língua rabugenta de sua esposa. Há uma pobre alma desesperada, afastada do suicídio. Não é de se admirar que este tipo de religião, capaz de operar tais milagres morais, tenha se espalhado pela Inglaterra”.[99]

Em 8 de março de 1781, Wesley registrou essa mudança em Burslem: “Voltei para Burslem. Como toda a face deste país muda em cerca de vinte Anos! Desde então, os habitantes têm fluído continuamente de todos os lados. Por isso, o deserto está literalmente se tornando um campo fecundo. Casas Surgiram: aldeias, vilas, e o país não melhorou mais do que o povo. A palavra de Deus teve curso livre entre eles; Pecadores são diariamente despertados e convertidos a Deus, e os crentes crescem no conhecimento de Cristo. À noite a casa encheu-se de gente, e com a presença de Deus. Isso me obrigou a estender o serviço muito mais tempo do que estou acostumado a fazer."[100]

 

 

Novo Nascimento e a circuncisão do coração

 

 

John Wesley abordou a "circuncisão do coração" em seus sermões, como o famoso Sermão 17, descrevendo-a como uma transformação interior profunda operada pelo Espírito Santo, não uma marca física, que resulta em um estado de alma renovado, um coração aberto à vontade de Deus e à salvação, e uma vida de santidade e obediência, fundamental para o metodismo e o cristianismo autêntico, contrastando com rituais exteriores vazios[101]

 

 

“Circuncisão é a do coração, no espírito, e não na letra” (Rm 2.29; Fp 3.3; Cl 2.11-15).

 

Circuncisão do coração é outro nome para perfeição cristã.

A santificação se inicia no momento em que a pessoa é justificada. a regeneração, o novo nascimento não é o mesmo que santidade. o novo nascimento é o começo da santificação.

“Em seu sermão 'O Novo Nascimento' ... João Wesley três frases para marcar essas dimensões de ser criado à imagem de Deus: imagem natural (somos seres humanos espirituais com liberdade de vontade); imagem política (somos governantes do mundo criado e nos relacionamos com os outros); e imagem moral (pretendemos ser santos e justos).

 

Esta imagem perfeita, este reflexo ininterrupto de Deus, foi destruída pelo pecado humano. Foi necessária a perfeição de Jesus Cristo para restaurar a imagem”.[102]

 

Wesley pregou o sermão “Circuncisão do coração” na Universidade de Oxford. Começa dizendo que o homem sensato que prega os deveres essenciais do Cristianismo corre o risco de ser tido como divulgador de doutrinas novas. As pessoas vivem tão distantes das verdades, amam mais o mundo do que a Deus, que acham que as mensagens são coisas estranhas.

 

Ele diz que a circuncisão do coração, as marcas do verdadeiro cristão não “são nem a circuncisão exterior, ou o batismo, ou qualquer outra forma externa, mas um reto estado de alma, a mente e o espírito renovados à imagem daquele que os criou”.

 

Em que consiste a circuncisão do coração?

 

É o que se chama nas escrituras de santidade, que implica em purificação de pecados e, em conseqüência, o cristão passa a ser “dotado das virtudes que também havia em Cristo Jesus; ser renovado no espírito de sua mente, de modo a ser perfeito como nosso Pai celestial é perfeito”.

 

 “A circuncisão implica em humildade, fé, esperança e caridade.”

 

A humildade é uma justa apreciação de nós mesmos. Ela purifica nossas mentes do alto conceito, “da indevida opinião acerca de nossas capacidades e talentos, que é genuíno fruto da natureza corrompida.”

 

 “Convence-nos de que somos, por natureza, mesmo em nossa melhor condição, pecado e vaidade; que a confusão, a ignorância e o erro reinam em nosso entendimento; que as paixões irracionais, terrenas, sensuais e diabólicas usurpam o domínio de nossa vontade.”

 

Sabemos que não podemos nos auxiliar, que sem o Espírito Santo nada podemos fazer, nem nutrir um bom pensamento.

 

Pela humildade conhecemo-nos a nós mesmos, por isso, não desejamos o aplauso que sabemos não merecer.

 

“Esta é aquela humildade de mente que aprenderam de Cristo, seguindo seu exemplo e marchando em suas pegadas.” E esse conhecimento da enfermidade e a cura das enfermidades  (orgulho e  vaidade) nos levam a abraçar a fé, que é a segunda coisa que se inclui na circuncisão do coração.

 

Mas essa deve ser uma fé poderosa em Deus, que derruba fortalezas, destrói preconceitos e todos os costumes e hábitos ruins, bem como toda sabedoria do mundo.

 

Pela circuncisão do coração, os olhos do entendimento são iluminados e vemos a nossa vocação: glorificar a Deus, que nos comprou por preço elevado.

 

Essa fé é o fundamento inabalável de tudo quanto Deus revelou nas Escrituras, mas é também “a revelação de Cristo em nosso coração; uma divina evidência ou convicção de Seu amor; Seu livre espontâneo amor a mim, pecador; uma segura confiança em Sua misericórdia perdoadora operando em nós pelo Espírito Santo; uma confiança pela qual todo verdadeiro crente é habilitado a dar este testemunho: 'Sei que meu Remidor vive', que tenho um 'Advogado junto ao Pai' e que 'Jesus Cristo, o Justo', é meu Senhor e a 'propiciação pelos meus pecados'; sei que Ele 'me amou e entregou-se a si mesmo por mim'; que Ele me reconciliou com Deus e 'tenho redenção pelo sangue e o perdão de pecados”.

 

Essa fé liberta do jugo do pecado e purifica a consciência de obras mortas. Fortalece de tal modo que não mais somos constrangidos a obedecer ao pecado, mas nos entregarmos inteiramente a Deus.

 

A outra qualidade em que implica a circuncisão do coração é a esperança. O Espírito testifica no nosso próprio espírito de que somos filhos e filhas de Deus.

 

É o Espírito quem “dá uma viva expectação de receber das mãos de Deus todas as boas dádivas, uma jubilosa expectativa daquela coroa de glória que lhes está reservada nos céus. Por essa âncora, o cristão se guarda firme em meio das ondas tempestuosas do mundo, sendo libertado do perigo de lançar-se contra uma destas escolhas fatais; a presunção ou o desespero”.

 

Não desanima em face da inconcebível severidade de seu Senhor, nem considera que as adversidades da carreira que lhe está proposta sejam maiores do que as suas forças lhe permitam vencer.

 

Se desejas ser perfeito, junte às virtudes citadas, a prática do amor “e aí tens a circuncisão do coração”.

 

“O amor resume em si todos os mandamentos. Nele está a perfeição, a glória e a felicidade. A lei real dos céus e da terra é esta: 'Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua mente, e de toda a tua força.”

 

Wesley diz algo importante: “Não que esse mandamento nos proíba de ter amor a outro objeto além de Deus: implica, ao revés, em que amemos também a nosso irmão. Nem proíbe (como alguns têm a extravagância de imaginar) que tenhamos prazer em qualquer coisa, exceto em Deus”.

 

O que o Senhor diz é que devemos amar a Deus como único Senhor. Não devemos ter outros deuses diante de nós. Uma só coisa desejarás: gozar daquele que é Tudo em todas as coisas. Um único objetivo terás: perseverar até o fim no gozo de Deus, no tempo e na eternidade. “Seja o que for que desejas ou temas, que procures ou evites, penses, fales ou faças - nisso palpite como alvo tua felicidade  em Deus, o Fim único e a Fonte de teu ser.”

 

A procura da felicidade nas coisas do mundo gratifica o desejo da carne.

 

Wesley passa a mencionar as reflexões que fez sobre o significado da circuncisão do coração: “Ninguém possui credenciais que o habilitem a agradar a Deus, a não ser que seu coração seja circuncidado pela humildade; a não ser que se faça pequenino, baixo e vil a seus próprios olhos (...), a não ser que continuamente sinta no íntimo de sua alma que, sem o Espírito Santo, repousando sobre si, não pode pensar, nem desejar, nem falar, nem realizar nenhum bem, ou coisa que seja agradável à vista de Deus.”

 

Outra verdade - diz Wesley - “é que ninguém obterá a honra que vem de Deus enquanto seu coração não for circuncidado pela fé, uma fé de operação divina”.

 

Uma fé que dirija todos os passos, que  “guie todos os seus desejos, desígnios e pensamentos, todas as suas ações e conversações, como quem penetrou através do véu, para além do qual Jesus se assenta à mão direita de Deus”.

 

Em terceiro lugar, “ninguém é verdadeiramente conduzido pelo Espírito, a não ser que o Espírito testifique com seu espírito, que ele é filho de Deus”.

 

Wesley adverte que é errado ensinar que servindo a Deus não devemos ter em vista a nossa própria felicidade. Ao contrário, diz ele, somos chamados por Deus a atentarmos para a recompensa da retribuição; a contrastar o sofrimento com a alegria colocada dentro de nós. Estamos na esperança de uma herança incorruptível.

 

Por fim, Wesley fala do amor que suprime toda a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a vaidade da vida e nos leva unicamente a agradar a Deus e a amar ao próximo.

 

Diz ele: “Eis, pois, aí a súmula da lei perfeita; esta é a verdadeira circuncisão do coração”. Diz mais: “Que o homem se ofereça continuamente a Deus através de Cristo, em chamas de vivo amor”.

 

Ele conclui dizendo: “Que tua alma se encha tão completamente de seu amor, que não ames a qualquer outra coisa senão por amor dele”. Assim teremos a mente que houve em Cristo.[103]



 

As marcas do que é nascido de Deus

 

Para John Wesley, as marcas do que é nascido de Deus são uma transformação interior profunda operada pelo Espírito Santo, resultando em uma fé viva que vence o mundo, um amor de Deus derramado no coração, a prática da justiça, o desejo de santidade, e uma vida de obediência e testemunho (como amar a Deus acima de tudo, não pecar habitualmente e amar os irmãos), contrastando com o espírito mundano e focado na salvação de almas[104]

 

Wesley pregou o sermão “O quase cristão”  em St. Mary's, Oxford, perante a Universidade, em 25 de julho de 1741, na Inglaterra. 

O texto bíblico base foi: "Quase me persuade a ser cristão" (Atos 26.28). 

Depois de considerações sobre práticas que parecem indicar quer a pessoa é cristão, Wesley coloca três marcas que indicam verdadeiramente que uma pessoa é cristã.

A primeira é amar a Deus.

Wesley afirma: “Se for perguntado: "O que mais do que isso está implícito em ser totalmente cristão?" Eu respondo primeiro, o amor de Deus. Pois assim diz sua palavra: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças". [105]

A segunda é amar ao próximo.

“A segunda coisa implícita em ser totalmente cristão é o amor ao próximo. Pois assim disse nosso Senhor nas seguintes palavras: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo", [106] lembra Wesley.

A terceira coisa implícita é que “Todo aquele que crê é nascido de Deus”.

Todo aquele que crê é nascido de Deus

"A todos quantos o receberam, deu-lhe o poder de se tornarem filhos de Deus. até mesmo para aqueles que creem em seu nome."

Em terceiro lugar, Wesley diz: “Há ainda mais uma coisa que pode ser considerada separadamente, embora não possa realmente ser separada da anterior, que está implícita em ser totalmente cristão; e essa é a base de tudo, até mesmo da fé. Coisas muito excelentes são ditas sobre isso em todos os oráculos de Deus. "Todo aquele que crê é nascido de Deus", diz o discípulo amado. "A todos quantos o receberam, deu-lhe o poder de se tornarem filhos de Deus. até mesmo para aqueles que creem em seu nome." E "esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé". sim, o próprio nosso Senhor declara: "Quem crê no Filho tem a vida eterna; e não entra em condenação, mas passou da morte para a vida."

"Deve-se diligentemente notar que a fé que não produz arrependimento, amor e todas as boas obras não é aquela fé viva e correta, mas morta e diabólica”

“Mas aqui que nenhum homem engane sua própria alma. "Deve-se diligentemente notar que a fé que não produz arrependimento, amor e todas as boas obras não é aquela fé viva e correta, mas morta e diabólica”, diz Wesley. “Pois, até os demônios acreditam que Cristo nasceu de uma virgem: que ele operou todos os tipos de milagres, declarando-se verdadeiro Deus: que, por nossa causa, ele sofreu uma morte muito dolorosa, para nos redimir da morte eterna; que ressuscitou ao terceiro dia: que subiu ao céu, e está assentado à direita do Pai, e na consumação dos séculos virá outra vez para julgar tanto os vivos como os mortos”.

“Esses artigos de nossa fé os demônios acreditam, e assim eles acreditam em tudo o que está escrito no Antigo e no Novo Testamento. E, no entanto, apesar de toda essa fé, eles são apenas demônios”

“Esses artigos de nossa fé os demônios acreditam, e assim eles acreditam em tudo o que está escrito no Antigo e no Novo Testamento”, diz Wesley. “E, no entanto, apesar de toda essa fé, eles são apenas demônios. Eles permanecem ainda em seu estado condenável, sem a verdadeira fé cristã. [Homilia sobre a Salvação do Homem”.

A fé cristã correta e verdadeira é...

"A fé cristã correta e verdadeira é" (para continuar com as palavras de nossa própria Igreja), "não apenas acreditar que a Sagrada Escritura e os Artigos de nossa Fé são verdadeiros, mas também ter uma confiança segura e confiança para ser salvo da condenação eterna por Cristo”, diz Wesley. “É uma confiança segura que um homem tem em Deus, que, pelos méritos de Cristo, seus pecados são perdoados e ele se reconcilia com o favor de Deus; do qual segue um coração amoroso, para obedecer aos seus mandamentos”.

A fé que purifica o coração

“Agora, quem tem essa fé, que "purifica o coração" (pelo poder de Deus, que nele habita) do "orgulho, ira, desejo, de toda injustiça" de "toda imundícia de carne e espírito;" que o enche de amor mais forte que a morte, tanto para Deus quanto para toda a humanidade”, diz Wesley;

“Quem tem essa fé operando assim pelo amor não é quase apenas,  mas completamente, um cristão”

E Wesley continua: “Amor que faz as obras de Deus, gloriando-se de gastar e ser gasto por todos os homens, e que suporta com alegria, não apenas o opróbrio de Cristo, o ser escarnecido, desprezado e odiado por todos os homens, mas tudo o que a sabedoria de Deus permite que a malícia dos homens ou demônios infliga, - quem tem essa fé operando assim pelo amor não é quase apenas,  mas completamente, um cristão”. [107]

 

 

 

 

 

 

 

 

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A Perfeição Cristã

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do estudo

·       A perfeição cristã

·       Fundamento bíblico sobre a perfeição cristã

·       Em que sentido somos e não somos perfeitos

·       Wesley, John Fletcher e a perfeição cristã

 

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Introdução

 

“A perfeição cristã para John Wesley não é infalibilidade ou perfeição angelical, mas sim o "perfeito amor" a Deus e ao próximo, onde o crente é liberto do pecado voluntário e purificado de segundas intenções. É uma santificação integral (corpo, alma e espírito) alcançável nesta vida através da graça, permitindo viver com um coração totalmente dedicado a Deus, embora ainda sujeito a limitações humanas e à necessidade contínua da graça de Cristo”.[108]

 

Os títulos dos capítulos são:

·        A perfeição cristã

·       Fundamento bíblico sobre a perfeição cristã

·       Em que sentido somos e não somos perfeitos

·       Wesley, John Fletcher e a perfeição cristã 

O termo “perfeição” não é ainda compreendido em nossos dias. Nem mesmo entre os metodistas. 

A perfeição cristã não implica em uma isenção da ignorância ou do erro, ou das enfermidades ou tentações.

Em seu tempo, Wesley resgatou a doutrina da perfeição cristã, que fazia parte da responsabilidade dada por Deus ao metodismo, no século XVIII:

“A perfeição cristã, cria Wesley, era o depositum que Deus havia entregue aos metodistas como sua responsabilidade especial.”[109]

 

 

 

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Destaques dos capítulos do estudo

 

A perfeição cristã

A perfeição cristã para John Wesley não é infalibilidade ou perfeição angelical, mas sim o "perfeito amor" a Deus e ao próximo, onde o crente é liberto do pecado voluntário e purificado de segundas intenções. É uma santificação integral (corpo, alma e espírito) alcançável nesta vida através da graça, permitindo viver com um coração totalmente dedicado a Deus, embora ainda sujeito a limitações humanas e à necessidade contínua da graça de Cristo.[110] 

Fundamento bíblico sobre a perfeição cristã

 

A perfeição cristã de John Wesley, ou "inteira santificação", é fundamentada biblicamente como o amor a Deus e ao próximo de todo o coração, purificando as intenções e libertando do pecado original nesta vida. Não é perfeição angélica ou isenção de erros, mas um estado de graça onde a alma é restaurada à imagem de Deus. [111]

 

Em que sentido somos e não somos perfeitos 

Segundo John Wesley, fundador do Metodismo, a "perfeição cristã" (ou inteira santificação) não significa perfeição absoluta ou sem pecado no sentido divino, mas sim perfeição no amor. Para Wesley, ser perfeito é ter o coração tão cheio de amor a Deus e ao próximo que não resta lugar para o pecado voluntário. [112] 

Wesley, John Fletcher e a perfeição cristã 

John Fletcher (1729–1785) foi um dos principais teólogos metodistas do século XVIII e o principal aliado de John Wesley na defesa e definição da doutrina da Perfeição Cristã (ou inteira santificação). Ele ajudou a sistematizar a ideia de que o amor perfeito de Deus pode purificar o coração do crente, libertando-o do pecado inato.

 

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A perfeição cristã

 

A perfeição cristã para John Wesley não é infalibilidade ou perfeição angelical, mas sim o "perfeito amor" a Deus e ao próximo, onde o crente é liberto do pecado voluntário e purificado de segundas intenções. É uma santificação integral (corpo, alma e espírito) alcançável nesta vida através da graça, permitindo viver com um coração totalmente dedicado a Deus, embora ainda sujeito a limitações humanas e à necessidade contínua da graça de Cristo.[113]

 

 

A palavra perfeição não é tão comentada no meio evangélico. Traz a ideia de soberba, pretensão etc. Mas é uma expressão bíblica e é uma recomendação do Senhor: “Sede perfeito” (Mt 5.43-48).

 

O que temos que fazer é entender o significado da perfeição. Algumas pessoas acham impossível alcançá-la porque a entendem de uma forma equivocada.

 

Mas o que é a perfeição?

 

É acima de tudo amor perfeito! (1Jo 4.18).

 

Em seu livro “Um Relato Claro da Perfeição Cristã”, Wesley afirma que a perfeição implica em “amar a Deus com todo o nosso coração, entendimento, alma e força e que nada de mau gênio, nada contrário ao amor, permanece na alma; que todos os pensamentos, palavras e ações, são governadas pelo puro amor”.[114]

Veja a seguir alguns princípios sobre a perfeição:

 

Nós podemos alcançar a perfeição.

 

Wesley conheceu em suas sociedades várias pessoas que tinham alcançado a perfeição. Eis os procedimentos de uma senhora que a alcançou:

 

*      Trabalhava para os pobres;

*      Tinha ardente amor;

*      Tinha grande alegria;

*      Estava pronta a morrer;

*      Não gostava de faltar aos cultos;

*      Sentia que a sua vontade era a vontade de Deus.

*      Verifique: Mt 5.43; Ef 4.13; Cl 1.28; Fl 3.15

 

A perfeição não se alcança imediatamente.

 

Nós temos que caminhar em sua direção (Ef 4.15;  1Ts 3.12; 2Pe 3.18; Tg 1.4; Hb 6.1).

 

A perfeição não é absoluta.

 

*      Não nos coloca em igualdade a Deus (Fl 2.6),

*      A nossa palavra não é a palavra de Deus,

*      O nosso ensino sobre as Escrituras não é infalível.

 

A perfeição não nos torna sem erros.

 

Somente Deus não erra. Podemos ser perfeitos e não saber nada sobre os sinais de trânsito. Podemos errar numa conta de matemática etc (Rm 7.19; Lc 11.4; Lc 6.37).

 

A perfeição não evita a tentação.

 

*      O próprio Jesus era perfeito e foi tentado; verifique: Lc 4.1-2; Lc 6.13.

 

A perfeição pode ser perdida.

 

*      Temos o livre arbítrio. O diabo anda ao nosso redor; verifique: 1Co 10.12; Ap 3.11.

 

No seu livro “Explicação clara da perfeição cristã”, Wesley afirma que podemos ter um amor perfeito mesmo sofrendo com tribulações: “(...) a mente pode estar profundamente abatida e aflita, perplexa e oprimida por pesares ao ponto de sentir-se angustiada, enquanto o coração se apega a Deus por meio do amor perfeito e a vontade está completamente submetida a Ele. Não foi assim com o próprio Filho de Deus?”[115] 

Mas ele insistia que quem não é feliz não é cristão. Também Wesley ensinava que o amor puro pode nos levar a cometer equívocos, pois o amor nascido de Deus não pensa mal e tudo crê. Esta própria disposição livre de desconfiança, pronta a crer e esperar o melhor de todos os homens, pode levar-nos a “pensar que alguns são melhores do que na verdade são.[116]

 

Mas o que é perfeição a cristã?

 

Wesley a descreveu assim: “(...) aquele em quem existe a mente que houve em Cristo e que anda como Cristo andou; um homem que tem as mãos limpas e um coração puro.

 

(...) Aquele que não é motivo de tropeço para os outros e aquele que de fato não cometeu pecado.

 

(...) A sua alma é realmente toda amor, cheia de entranhas de misericórdia, bondade, magnanimidade e tolerância.

 

A sua vida está de acordo com estas qualidades, cheias das obras da fé, da paciência, da esperança e da obra do amor”.[117]

Importante lembrar que a santificação plena, segundo Wesley, é “o grande depósito que Deus colocou com o povo chamado metodista; e para propagar isso, ele parecia ter nos levantado”.[118]

 

Para Wesley, perfeição cristã é sinônimo de perfeito amor.

 

 

Fundamento bíblico sobre a perfeição cristã

 

 

A perfeição cristã de John Wesley, ou "inteira santificação", é fundamentada biblicamente como o amor a Deus e ao próximo de todo o coração, purificando as intenções e libertando do pecado original nesta vida. Não é perfeição angélica ou isenção de erros, mas um estado de graça onde a alma é restaurada à imagem de Deus. [119]

 

João Wesley utilizou algumas expressões bíblicas para explicar o que é a perfeição cristã, dentre elas, santidade, circuncisão do coração, inteira santificação e perfeição em amor.

 

Ele explicou e fundamentou o que ele entendia por circuncisão do coração pregando na Universidade, na Igreja de Santa Maria 1º de janeiro de 1733.

 

Ele disse: “Em 1º de janeiro de 1733, preguei na Universidade, na Igreja de Santa Maria (Oxford), sobre “a circuncisão do coração” [Deuteronômio 30: 6; Romanos 2:29; cf. Deuteronômio 10:16; Jeremias 4: 4]; um relato que fiz nestas palavras:

 

É aquela disposição habitual da alma, que nas escrituras sagradas é denominada santidade e que implica diretamente ser purificado do pecado; de toda imundície tanto da carne quanto do espírito; e, por consequência, o ser dotado daquelas virtudes que estavam em Cristo Jesus; ser tão “renovado na imagem de nossa mente” [Efésios 4:23], a ponto de ser “perfeito como nosso Pai que está nos céus é perfeito” [Mateus 5:48.][120]

 

No livro, “Um relato claro da perfeição cristã”, ele continuou a explicar no sermão “circuncisão do coração”:

 

No mesmo sermão que observei, “O amor é o cumprimento da lei” [Romanos 13:10], “o fim do mandamento” [ 1 Timóteo 1: 5 ]. Não é apenas o primeiro e grande mandamento [Mateus 22:38], mas todos os mandamentos em um: “Tudo o que é justo, tudo o que é puro, se houver virtude, se houver louvor” [Filipenses 4: 8], todos eles estão incluídos nesta palavra, amor. Nisso está perfeição, glória e felicidade! A lei real do céu e da terra é esta: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua mente e de todas as tuas forças” [Marcos 12:30; Lucas 10:27; cf. Deuteronômio 6: 5]. O único bem perfeito será o seu fim último. Uma coisa desejareis por si mesma - a fruição d'Aquele que é tudo em todos. Uma felicidade que vocês devem propor a suas almas, sim, uma união com Aquele que as criou; o “ter comunhão com o Pai e o Filho” [1 João 1: 3]; o ser "unido ao Senhor em um só espírito" [1 Coríntios 6:17] Um desígnio que vocês devem seguir até o fim dos tempos - o desfrute de Deus neste tempo e na eternidade. Deseje outras coisas na medida em que elas tendam a isso: ame a criatura, pois ela conduz ao Criador. Mas em cada passo que você dá, seja este o ponto glorioso que encerra a sua visão. Que toda afeição, pensamento, palavra e ação sejam subordinados a isso. O que quer que desejem ou temam, tudo o que busquem ou evitem, tudo o que pensem, falem ou façam, seja para sua felicidade em Deus - o único fim, bem como a fonte, de seu ser.[121]

 

Nos seus comentários sobre o Novo Testamento, ele explicou alguns versículos sobre o tema “santidade” e “perfeição”:

 

Um mandamento de Jesus: sede perfeitos

“Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês” (Mateus 5.48).

 

Só este mandamento basta para termos que crer e seguir o que Jesus disse. A perfeição é possível!

 

Jesus não nos daria um mandamento, se não fosse possível praticarmos.

 

João Wesley comentou: “Sede vós, pois, perfeitos, como também é perfeito o vosso Pai que está nos céus”.

 

Portanto, sereis perfeitos; como o seu Pai que está nos céus é perfeito - Assim o original é executado, referindo-se a toda aquela santidade que é descrita nos versículos anteriores, que nosso Senhor no início do capítulo recomenda como felicidade, e no final disso como perfeição. E quão sábio e gracioso é isso, para resumir e, por assim dizer, selar todos os seus mandamentos com uma promessa! Até mesmo a promessa adequada do Evangelho! Que ele coloque essas leis em nossas mentes e as escreva em nossos corações! Ele sabia muito bem como nossa descrença estaria pronta para gritar, isso é impossível! E, portanto, aposta nele todo o poder, verdade e fidelidade daquele a quem todas as coisas são possíveis.[122]

O perfeito amor lança fora o medo

“No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor” (1 João 4.18).

O perfeito amor é possível!

Amor perfeito é sinônimo de perfeição cristã ou santidade.

É o que o apóstolo João ensinou.

João Wesley comentou:

Não há medo no amor; mas o amor perfeito lança fora o medo: porque o medo traz tormento. Aquele que teme não é perfeito no amor.

Não há medo no amor - Nenhum medo servil pode estar onde o amor reina. Mas o amor adulto perfeito lança fora o medo servil: porque tal medo traz tormento - E assim é inconsistente com a felicidade do amor. Um homem natural não tem medo nem amor; aquele que está desperto, medo sem amor; um bebê em Cristo, amor e medo; um pai em Cristo, amor sem medo.[123]

 

Em que sentido somos e não somos perfeitos 

 

Segundo John Wesley, fundador do Metodismo, a "perfeição cristã" (ou inteira santificação) não significa perfeição absoluta ou sem pecado no sentido divino, mas sim perfeição no amor. Para Wesley, ser perfeito é ter o coração tão cheio de amor a Deus e ao próximo que não resta lugar para o pecado voluntário. [124]

 

“1. Em que sentido NÃO somos perfeitos (Perfeição Absoluta) 

Wesley enfatizava que os cristãos, mesmo os mais santificados, continuam humanos e falíveis nesta vida: 

 

  • Não perfeitos em conhecimento: Não estamos isentos de ignorância ou erros de julgamento.
  • Não livres de enfermidades: Ainda estamos sujeitos a fraquezas físicas, lapsos de memória e tentações, que Wesley chamava de "pecados indevidamente chamados".
  • Não imunes à queda: A perfeição cristã não significa incapacidade de pecar; ela pode ser perdida se o cristão não permanecer em amor.
  • Não perfeitos como Adão: Não é uma perfeição adâmica (impecabilidade original), mas uma perfeição focada na intenção e no coração”.[125]

 

Wesley começa o sermão “Perfeição cristã” tendo como base o texto: “Não como se eu já tivesse alcançado, qualquer um deles já era perfeito” (Filipenses 3.12). 

Wesley faz um alerta: “A palavra perfeito é o que muitos não podem suportar. O próprio som disso é uma abominação para eles. E quem quer que pregue a perfeição (como é a frase), isto é, afirme que ela é alcançável nesta vida, corre grande risco de ser considerado por eles pior do que um pagão ou um publicano”. [126]

Wesley divide o sermão em dois capítulos: primeiro, em que sentido os cristãos não são; e em segundo lugar, em que sentido eles são perfeitos.

Num resumo do seu sermão, temos:


Em que sentido não somos perfeitos

A perfeição cristã, portanto, não implica (como alguns homens parecem ter imaginado) uma isenção da ignorância ou do erro, ou das enfermidades ou tentações

 

Wesley ensina em que não somos perfeitos:

Não estamos livres de erros

Esclarecedor o que Wesley afirma: “4. Ninguém, então, é tão perfeito nesta vida, a ponto de estar livre da ignorância. Nem, em segundo lugar, por engano; o que de fato é quase uma consequência inevitável disso; vendo aqueles que "conhecem apenas em parte" [1 Coríntios 13:12] estão sempre sujeitos a errar em relação às coisas que não conhecem”. [127]

E complementa: “É verdade que os filhos de Deus não se enganam quanto às coisas essenciais para a salvação: eles não "fazem das trevas luz, nem da luz trevas"; [Isaías 5:20] nem "buscam a morte no erro de sua vida". [Sabedoria 1:12]. Pois eles são "ensinados por Deus", e o caminho que ele os ensina, o caminho da santidade, é tão claro, que "o viajante, embora tolo, não precisa errar nele". [Isaías 35:8]”. [128]

Portanto, mesmo os filhos de Deus não concordam quanto à interpretação de muitos lugares nas escrituras sagradas: Nem sua diferença de opinião é prova de que eles não são filhos de Deus em nenhum dos lados; mas é uma prova de que não devemos esperar que qualquer homem vivo seja infalível mais do que onisciente”. [129]

Não estamos livres da tentação

“Nem podemos esperar, até então, estar totalmente livres da tentação”, afirma Wesley  no item 8. “Tal perfeição não pertence a esta vida. É verdade que há aqueles que, sendo entregues a fazer toda a impureza com ganância, [Efésios 4:19] mal percebem as tentações às quais não resistem e, portanto, parecem estar sem tentação. Há também muitos a quem o sábio inimigo das almas, vendo estar profundamente adormecido na forma morta da piedade, não tentará a pecado grave, para que não despertem antes de caírem em chamas eternas”. [130]

Não há isenção de enfermidades

A perfeição cristã, portanto, não implica (como alguns homens parecem ter imaginado) uma isenção da ignorância ou do erro, ou das enfermidades ou tentações”, diz Wesley, no item 9. “Na verdade, é apenas outro termo para santidade. São dois nomes para a mesma coisa. Assim, todo aquele que é perfeito é santo, e todo aquele que é santo é, no sentido bíblico, perfeito”. [131]

Não há perfeição absoluta na Terra

E para completar esse capítulo, Wesley diz: “No entanto, podemos, finalmente, observar que nem a esse respeito há perfeição absoluta na terra. Não há perfeição de graus, como é chamado; nenhum que não admita um aumento contínuo. De modo que o quanto qualquer homem alcançou, ou em quão alto grau ele é perfeito, ele ainda precisa "crescer na graça" [2 Pedro 3:18] e diariamente avançar no conhecimento e amor de Deus, seu Salvador. [ver Filipenses 1:9]”. [132]

Em que sentido somos perfeitos

Segundo John Wesley, a perfeição cristã não significa uma perfeição absoluta, angelical ou intelectual, onde o ser humano nunca erra ou não precisa mais da graça de Deus. Pelo contrário, Wesley define a perfeição como a perfeição no amor ou inteira santificação. [133]

“2. Em que sentido SOMOS perfeitos (Perfeição Cristã/Amor)

 

Para Wesley, a perfeição possível nesta vida é a maturidade espiritual

 

  • Perfeitos no Amor: É o amor de Deus e do próximo governando nossos pensamentos, palavras e ações.
  • Livres do Pecado Voluntário: A pessoa inteiramente santificada não peca intencionalmente, pois o amor de Deus governa sua vontade.
  • Pureza de Intenção: Todo o coração e a vida são dedicados a Deus; a intenção do fiel é agradar a Deus em tudo.
  • Graça em progresso: É uma perfeição "dinâmica", onde o cristão pode sempre crescer mais no amor, mesmo já amando perfeitamente”. [134]

No seu sermão “Perfeição cristã”, Wesley aprofunda o tema: em que sentido somos perfeitos:

Aqueles que são justificados, que nascem de novo no sentido mais baixo, "não continuam em pecado"

E Wesley comenta no item 3: “Agora, a Palavra de Deus declara claramente que mesmo aqueles que são justificados, que nascem de novo no sentido mais baixo, "não continuam em pecado;" que eles não podem "viver mais nele"; (Rom. 6:1, 2) que eles são "plantados juntos na semelhança da morte" de Cristo; (Romanos 6:5) que seu "velho homem é crucificado com ele", o corpo do pecado sendo destruído, para que doravante eles não sirvam ao pecado; que, estando mortos com Cristo, estão livres do pecado; (Romanos 6:6, 7) que eles estão "mortos para o pecado e vivos para Deus"; (Romanos 6:11) que "o pecado não tem mais domínio sobre eles", que "não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça;" mas que estes, "estando livres do pecado, tornaram-se servos da justiça". (Rom. 6:14, 18)”. [135]

E Wesley esclarece: “Ele não peca voluntariamente; ou ele não comete pecado habitualmente; ou, não como os outros homens fazem; ou, não como ele fez antes”. [136]

 

Ele não precisa continuar em pecado; visto que "temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo".

Sobre o pecado, Wesley diz: “Ele declara: Primeiro, o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado. Em segundo lugar, nenhum homem pode dizer: Eu não pequei, não tenho pecado do qual ser purificado. Em terceiro lugar, mas Deus está pronto para perdoar nossos pecados passados e nos salvar deles para o futuro. [1 João 1:7-10] Em quarto lugar, "Estas coisas vos escrevo", diz o apóstolo, "para que não pequeis. Mas se alguém "pecar" ou tiver pecado (como a palavra pode ser traduzida), ele não precisa continuar em pecado; visto que "temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo". [1 João 2:1-2] Até agora, tudo está claro”. [137]

 Aquele que comete pecado é do diabo; pois o diabo peca desde o princípio

“Mas para que nenhuma dúvida permaneça em um ponto de tão grande importância,” diz Wesley, “o apóstolo retoma esse assunto no terceiro capítulo e explica amplamente seu próprio significado. "Filhinhos", disse ele, "ninguém vos engane:" (Como se eu tivesse dado algum encorajamento aos que continuam no pecado:) "Aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que comete pecado é do diabo; pois o diabo peca desde o princípio”. [138]

Um cristão é tão perfeito que não comete pecado

“Para isso se manifestou o Filho de Deus, a fim de destruir as obras do diabo”, lembra Wesley. “Todo aquele que é nascido de Deus não comete pecado, porque a sua descendência permanece nele; e ele não pode pecar, porque é nascido de Deus. Nisto se manifestam os filhos de Deus e os filhos do diabo." (1 João 3:7-10) Aqui o ponto, que até então poderia ter admitido alguma dúvida em mentes fracas, é propositadamente resolvido pelo último dos escritores inspirados e decidido da maneira mais clara. Em conformidade, portanto, tanto com a doutrina de São João quanto com todo o teor do Novo Testamento, fixamos esta conclusão - Um cristão é tão perfeito que não comete pecado”. [139]

 

Wesley, John Fletcher e a perfeição cristã

 

John Fletcher (1729–1785) foi um dos principais teólogos metodistas do século XVIII e o principal aliado de John Wesley na defesa e definição da doutrina da Perfeição Cristã (ou inteira santificação). Ele ajudou a sistematizar a ideia de que o amor perfeito de Deus pode purificar o coração do crente, libertando-o do pecado inato nesta vida.[140]

“John Fletcher (1729–1785), conhecido como o Pároco de Madeley, foi o principal sistematizador e defensor teológico da doutrina da Perfeição Cristã (ou Inteira Santificação) no movimento metodista inicial.  

Embora o conceito tenha sido formulado por John Wesley, foi Fletcher quem deu a ele uma estrutura teológica robusta, especialmente em sua obra Checks to Antinomianism (Verificações contra o Antinomianismo)”.[141]

Jean Guillaume de la Fléchère ou John William Fletcher (1729-1785), foi um suíço de língua francesa que nasceu em Nyon, Suiça.[142]

Em 1751, em “uma das estadias da família em Londres, Fletcher ouviu pela primeira vez dos metodistas e tornou-se pessoalmente familiarizado com John e Charles Wesley, assim como sua futura esposa, Mary Bosanquet”,[143] que era uma metodista que tinha um orfanato.

John Fletcher foi pároco da Igreja Anglicana em Medeley.

Tendo se mudado para a Inglaterra, em 1751, e conhecendo Wesley e o metodismo, “começou a trabalhar com John Wesley, tornando-se um intérprete-chave da teologia wesleyana no século XVIII e um dos primeiros grandes teólogos do Metodismo”.[144]

“Ambos compartilhavam uma paixão profunda pela doutrina da santificação completa ou "perfeição cristã", com Fletcher influenciando grandemente o entendimento de Wesley sobre a perfeição através do amor”. [145]

João Fletcher era um arminiano. “Na teologia, ele confirmou as doutrinas arminianas do livre-arbítrio, a redenção universal e expiação geral, contra as doutrinas calvinistas da eleição incondicional e expiação limitada. Sua teologia arminiana é mais claramente delineado em seus cheques famosos para Antinomianismo. Ele tentou confrontar seus adversários teológicos com cortesia e justiça (e de John Wesley), embora alguns de seus contemporâneos julgou severamente por seus escritos”.[146]

Em 1770, na Conferência Anual, houve um conflito entre metodistas calvinistas e metodistas arminianos. Havia uma acusação de que os metodistas calvinistas levaram à “mediocridade espiritual e ao antinomianismo.”[147] A Condessa Selina que levantou questões.

Fletcher, então se levantou na reunião para defender Wesley.

Para os ouvidos calvinistas, as atas da Conferencia Anual de 1770, pareciam “endossar obras necessárias para a salvação. A Condessa exigiu que seus professores assinassem uma desaprovação, o que no final Fletcher se recusou a fazer. Renunciando à faculdade, ele colocou sua caneta a serviço de Wesley e sua teologia arminiana”.[148]

“John Wesley o admirava tanto que o considerava seu sucessor ideal para liderar o movimento metodista, embora Fletcher tenha falecido seis anos antes de Wesley”. [149]

Fletcher não havia aceitado o convite de Wesley para trabalhar junto a ele e para ser seu sucessor, pois “acreditava que sua tarefa contínua era escrever como um intérprete da teologia de Wesley: ‘Eu coloquei minha caneta de lado por algum tempo; no entanto, retomei-o na semana passada, a pedido do seu irmão, para continuar com o meu tratado sobre a Perfeição Cristã”.[150]

Contribuições de John Fletcher:

“Definição de Perfeição: Ele a definia não como uma perfeição absoluta (divina) ou sem falhas humanas, mas como a "perfeição no amor". É o estado em que o coração é tão preenchido pelo amor a Deus e ao próximo que não há mais lugar para o pecado voluntário ou malícia.

O Batismo no Espírito Santo: Fletcher foi inovador ao associar a perfeição cristã diretamente ao batismo com o Espírito Santo. Ele via essa experiência como uma segunda //obra da graça, subsequente à conversão, que purifica o crente”.[151]

 

 

 

 

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O livre arbítrio

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do estudo

·       Em defesa do Arminianismo

·       Conflito com o Calvinismo

·       A "Graça Preveniente"

·       Controvérsias com Whitefield

·       Pregações de Wesley para a salvação de todo aquele que crê

 

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Introdução

 

“Para John Wesley, o livre-arbítrio não é uma capacidade natural humana após a queda, mas sim um dom restaurado pela Graça Preveniente de Deus a todas as pessoas. Ele defendia que, por natureza, a vontade humana está escravizada ao pecado, mas a graça divina capacita o indivíduo a aceitar ou rejeitar a salvação”.[152]

Entender sobre a graça preveniente, termo utilizado por Wesley, é fundamental.

“No século XVIII, a Inglaterra passou por um intenso avivamento religioso, onde o metodismo, liderado por John Wesley, surgiu como um contraponto teológico à forte influência calvinista (puritana) que dominava parte do pensamento protestante da época, especialmente no que tange à predestinação”. [153]

Uma das controvérsias que Wesley teve foi com seu amigo George Whitefield.

Tema que é necessário entendermos, pois é uma das marcas do metodismo.

 

 

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Destaques dos capítulos do estudo

 

 

Em defesa do Arminianismo

 

John Wesley foi um defensor central do arminianismo no século XVIII, sistematizando-o no metodismo. Ele defendeu a graça preveniente universal, a expiação ilimitada, a possibilidade de apostasia (perder a salvação) e a perfeição cristã. Wesley enfatizou a responsabilidade humana de aceitar ou rejeitar a graça de Deus, contra a predestinação calvinista. [154]

Conflito com o Calvinismo

O conflito entre John Wesley (1703-1791) e o calvinismo foi um dos debates teológicos mais significativos do século XVIII, centrando-se na compreensão da graça de Deus, da salvação e do livre-arbítrio. Embora Wesley mantivesse respeito pessoal por líderes calvinistas como George Whitefield, ele discordava veementemente da doutrina da predestinação absoluta. [155]

A "Graça Preveniente"

Para John Wesley, a Graça Preveniente (ou "precedente") é o amor ativo de Deus que chega antes de qualquer resposta humana, iluminando a consciência de todas as pessoas e capacitando-as a escolher o bem. Ela restaura parcialmente a liberdade moral corrompida pelo pecado, oferecendo a oportunidade de aceitar ou rejeitar a salvação, sem forçar a vontade humana. [156]

Controvérsias com Whitefield

“Ele me disse que ele e eu pregamos dois evangelhos diferentes; e, portanto, ele não só não se uniu nem me deu a mão direita da comunhão, mas foi decidido publicamente a pregar contra mim e meu irmão, onde quer que ele pregasse”

Pregações de Wesley para a salvação de todo aquele que crê

As pregações de John Wesley sobre a salvação centram-se na ideia de que a graça é a fonte e a fé é a condição indispensável para ser salvo. Wesley ensinava que a salvação não é conquistada por méritos humanos ou boas obras, mas é um presente gratuito de Deus recebido através da confiança plena em Jesus Cristo. [157]

 

Em defesa do Arminianismo

 

John Wesley foi um defensor central do arminianismo no século XVIII, sistematizando-o no metodismo. Ele defendeu a graça preveniente universal, a expiação ilimitada, a possibilidade de apostasia (perder a salvação) e a perfeição cristã. Wesley enfatizou a responsabilidade humana de aceitar ou rejeitar a graça de Deus, contra a predestinação calvinista. [158]

 

Wesley alinhou-se teologicamente a Jacó Armínio, argumentando que a graça de Deus é universal e que a salvação está disponível a todos, mas depende da resposta humana (fé e livre aceitação). [159]

Wesley é chamado de “Principe do arminianismo”. Outros o chamam de “um Principe entre os arminianos”.

O pregador inglês reformado Charles Spurgeon (1834-1892) chamou Wesley de “O príncipe moderno dos arminianos”.[160]

Apesar de ser contrário ao arminianismo, ele admirava Wesley pelo seu caráter.

No passado, especialmente no XVIII, na Inglaterra, houve muitas controvérsias sobre livre arbítrio e a predestinação.

João Wesley e George Whitefield tiveram divergências.

Mas hoje você encontra artigos perguntando se um arminiano pode ser salvo. Outros chamam Wesley de herege.

Importante conhecer sobre o arminianismo, a história de Jacob Arminius e a sua teologia.

Dois lideres metodistas do tempo de Wesley - John William Fletcher e Adam Clark – tiveram argumentos fortes em favor do arminianismo e contra a predestinação.

Sobre Jacob Arminius

Jacob Arminius estudou Teologia, Filosofia, Hebraico, Literatura e outras disciplinas. Pastoreou uma igreja em Amsterdã.[161] Ao ser chamado para defender o calvinismo extremado criticado pelo rico negociante Koornher, Armínius acabou criticando a doutrina da predestinação trazendo uma grande polêmica e criando inimigos, como Franz Gomarus,[162] que dava ênfase na soberania de Deus e negava o valor da fé do ser humano.

No conceito de Armínius:

“(...) a predestinação ia de encontro à natureza de Deus e a do homem,  gerava desespero, tirava o estímulo para uma vida de santidade e diminuía a importância do Evangelho.”[163]

Entre as declarações de fé do calvinismo, na Confissão de Westminster,[164] está a doutrina da predestinação:

“Pelo decreto de Deus, para a manifestação de sua glória, alguns homens e anjos são predestinados para a vida eterna e outros preordenados para a morte eterna. Ninguém é redimido por Cristo senão somente os eleitos. O resto da humanidade  aprouve a Deus (...) deixá-la de lado e ordená-la para a desonra e para a ira (...).”[165]

O fato é que o rigor do calvinismo havia produzido reações, especialmente na Holanda e com Jacob Armínius[166]  ela alcançou expressão plena.[167]

Após a morte de Arminius

Depois da morte de Arminius, João Wtenbogaert (1557-1644) e Simão Episcopius (1583-1643) sistematizaram e desenvolveram opiniões arminianas e se opuseram à ênfase corrente sobre minúcias de doutrina, considerando o cristianismo primordialmente uma força para a transformação moral. Em 1610 eles e outros quarenta e um simpatizantes redigiram uma declaração de fé contrariando a doutrina calvinista da predestinação.[168]

“Em oposição à doutrina calvinista da graça irresistível, ensinavam que a graça pode ser rechaçada, e, mostravam incerteza com referência ao ensino calvinista da perseverança dela, assegurando ser possível perder a graça uma vez recebida.”[169]

A teologia do bispo Burnet

Jacob Armínius não trouxe tanta influência na Holanda, mas sim na Inglaterra de Wesley.[170] Outras pessoas seguiram seus passos, entre elas, o Bispo Burnet:

“O Bispo Burnet, em 1699, deu novo impulso às tendências arminianas, quando publicou suas obras Exposição dos Trinta e Nove Artigos, dedicadas ao rei Guilherme III. Nela, ao interpretar o Artigo XVIII, que tratava da Predestinação, deu-lhe sentido arminiano e lhe atribuiu igual validez ao calvinista.”[171]

O bispo George Bull, em 1699, defendeu e escreveu sobre as ideias de Armínio e teve grande aceitação, especialmente através de sua obra Exposição dos Trinta e Nove Artigos, dedicada ao Rei Guilherme III:

“Nela, ao interpretar o Artigo XVII, que trata da Predestinação, deu-lhe sentido arminiano e lhe atribuiu igual validez do calvinismo. Quer dizer que tanto importava um quanto o outro. Ambos podiam ser aceitos. Havia lugar na Igreja para as duas posições.”[172]

Os avós de Wesley[173]  participaram da Igreja dissidente, mas seus pais se filiaram à Igreja Anglicana. Samuel e Susana Wesley inculcaram em João Wesley ideias da  Harmonia Apostólica[174] do bispo Bull, que teve grande aceitação na Inglaterra.

 “A teologia de Bull generalizou-se, pois no seio da Igreja Oficial e para termos  noção da mesma, daremos, a seguir, breve apanhado: Jesus Cristo, por Sua obra expiatória, é o Salvador dos homens, mas cada qual tem a sua parte a fazer, procurando ativamente reformar a própria vida. Se cada um agir desse modo, tornar-se-á capaz de receber méritos da expiação. Fé e obra são identificadas numa só finalidade. A justificação é pela fé e pelas obras. São dois aspectos de uma só realidade. Nem Paulo se opõe a Tiago e nem Tiago a Paulo. No conceito do bispo Bull, a fé inclui todas as obras da piedade cristã. A fé não se limita só a aceitar como válidos os ensinos do Evangelho: envolve, também,  desejo de ser bom e de fazer o bem. Noutras palavras: a fé passa a ser ato do próprio homem” (...)..A justificação exige, igualmente, a copartipação do homem. Deus considera ao transgressor como justo, livre da pena, desde que este assim queira”.[175]

Pontos principais o arminianismo

Os pontos principais são: Livre arbítrio, eleição condicional, expiação ilimitada, graça resistível e Queda da Graça; salvação condicional.

 

Livre arbítrio

Para Arminius há a vontade livre do ser humano desejar ou não a salvação, pois ele não foi corrompido totalmente pelo pecado original. Ele não está impedido de exercer sua livre decisão.

Eleição condicional

Deus elege aqueles que creem em Cristo como seu Salvador.

Expiação ilimitada

Jesus Cristo morreu por todos nós.

Graça resistível

Nem todos aceitam o chamado de Deus para a salvação. É a livre vontade do ser humano em tomar decisões.

Queda da Graça; salvação condicional

Na salvação condicional, o ser humano mesmo depois de salvo, pode desviar-se de Cristo, se não tiver perseverança na fé e tornar a pecar.[176]

A graça preveniente

Wesley ainda acrescentou s graça preveniente.

“A graça preveniente é a ‘graça que vem antes.[177]

 

Conflito com o Calvinismo

 

O conflito entre John Wesley (1703-1791) e o calvinismo foi um dos debates teológicos mais significativos do século XVIII, centrando-se na compreensão da graça de Deus, da salvação e do livre-arbítrio. Embora Wesley mantivesse respeito pessoal por líderes calvinistas como George Whitefield, ele discordava veementemente da doutrina da predestinação absoluta. [178]

 

A postura de Wesley “gerou tensões com líderes calvinistas da época, como George Whitefield, que defendiam a eleição incondicional (que Deus escolheu antecipadamente quem seria salvo)”. [179]

Em 1770, na Conferência Anual, houve um conflito entre metodistas calvinistas e metodistas arminianos. Havia uma acusação de que os metodistas calvinistas levaram à “mediocridade espiritual e ao antinomianismo.”[180] A Condessa Selina foi quem levantou questões.

Defendendo Wesley

O metodista e pároco John Fletcher então se levantou na reunião para defender Wesley.

Para os ouvidos calvinistas, as atas da Conferencia Anual de 1770, pareciam “endossar obras necessárias para a salvação. A Condessa exigiu que seus professores assinassem uma desaprovação, o que no final Fletcher se recusou a fazer. Renunciando à faculdade, ele colocou sua caneta a serviço de Wesley e sua teologia arminiana”.[181]

O metodista José Benson era diretor do colégio Trevecca que a Condessa Selina havia criado. Como ele não abraçou a predestinação, foi demitido. Fletcher, era presidente da Instituição da Condessa, então tomou uma posição.[182]

Fletcher escreveu à Condessa renunciando à presidência da Instituição: “O Sr. Benson fez uma defesa muito justa quando disse que comigo sustentava a possibilidade de salvação para todos os homens e que a misericórdia ou é oferecida a todos, embora possa ser recebida ou rejeitada. Se isto é o que sua senhoria identifica como opinião do Sr. Wesley, livre arbítrio ou arminianismo, e se qualquer arminiano tem de deixar o colégio, de fato estou igualmente despedido. Diante de meu atual ponto de vista nesta questão, vejo-me obrigado a manter este sentimento (...) a Bíblia é verdadeira e Deus é Amor”.[183]

Era uma pessoa de princípios e de caráter. Ele se demitiu preferindo deixar a presidência da Universidade do Sul de Gales fundada por Selina, Condessa de Huntingdon.

Desde, então, “Fletcher emergiu como intérprete autoritário de Wesley com a publicação de uma série de livros sob o título, Checks to Antinomianism, que foram editados, corrigidos e publicados por Wesley”. [184]

Defendendo o arminianismo

João Fletcher foi muito útil a Wesley e ao metodismo.  Foi “muito útil na luta que precisou sustentar para defender o ponto de vista arminiano perante seus opositores calvinistas. Dessa maneira, o metodismo produziu um grande teólogo sem que este realmente escrevesse um tratado de teologia como a “Suma Teológica” de Tomás de Aquino ou “As Instituições Cristãs” de Calvino. Limitou-se a defender uma doutrina que lhe pareceu mais afinada com o ensino que o cristianismo primitivo ministrava segundo o testemunho do Novo Testamento”.[185]

Fletcher não havia aceitado o convite de Wesley para trabalhar junto a ele e para ser seu sucessor, pois “acreditava que sua tarefa contínua era escrever como um intérprete da teologia de Wesley: ‘Eu coloquei minha caneta de lado por algum tempo; no entanto, retomei-o na semana passada, a pedido do seu irmão, para continuar com o meu tratado sobre a Perfeição Cristã”.[186]

Entre 1770 e 1778-81 foi pregador do movimento de reavivamento durante estadias em Nyon.[187]

Quando Wesley percebeu que os pregadores metodistas no País de Gales estavam recebendo influência do calvinismo, determinou que todos os pregadores lessem os escritos de John Fletcher.

 

A "Graça Preveniente"

 

Para John Wesley, a Graça Preveniente (ou "precedente") é o amor ativo de Deus que chega antes de qualquer resposta humana, iluminando a consciência de todas as pessoas e capacitando-as a escolher o bem. Ela restaura parcialmente a liberdade moral corrompida pelo pecado, oferecendo a oportunidade de aceitar ou rejeitar a salvação, sem forçar a vontade humana. [188]

 

Graça preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus capacita o homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação.

Significa preceder ou chegar antes. Há uma ação de Deus, Jesus e o Espírito Santo na graça preveniente.

“Preveniente é do latin praevenire, que significa preceder ou chegar antes. Wesley, como era comum nos seus dias, geralmente usava o termo graça “preventiva" no sentido que estava em harmonia com a raiz de sua palavra latina. Isso era diferente do significado comum de “prevenir” no inglês de hoje (que seria impedir que alguma coisa aconteça). Se definirmos de acordo com Wesley e o cristianismo clássico, termos alternativos como “graça preparatória” ou “graça capacitadora” podem ser usados. A graça preveniente pode ser descrita como o trabalho do Espírito Santo nos aproximando de Deus”. [189]

Tem um lugar fundamental na teologia de João Wesley porque salvação é algo central na fé cristã.

A graça preveniente permite as pessoas exercerem o seu livre-arbítrio dado por Deus, podendo então, escolher a salvação oferecida por Deus em Jesus Cristo ou rejeitar a oferta salvífica.

Wesley desenvolveu o conceito de graça preveniente, que seria a graça de Deus que "precede" o ser humano, restaurando parcialmente a liberdade de escolha (livre-arbítrio) e permitindo que o indivíduo responda à oferta de salvação.[190]

“A graça preveniente é a ‘graça que vem antes’, um conceito central na teologia de John Wesley que descreve o amor ativo e inicial de Deus, que atua em todas as pessoas antes da salvação. Ela capacita o livre-arbítrio humano, corrompido pelo pecado, a responder ao convite de Deus para a fé e salvação”. [191]

“Ensinava que a graça de Deus age em todos os seres humanos, capacitando-os a responder ao convite da salvação, restaurando parcialmente o livre-arbítrio corrompido pelo pecado”. [192] 

Pontos principais da graça preveniente: 

·         Universalidade: Wesley ensinava que esta graça é estendida a todos os indivíduos, não apenas aos eleitos, capacitando qualquer pessoa a responder ao Evangelho.

·         Capacitação: Embora a humanidade seja depravada pelo pecado, a graça preveniente restaura parcialmente a capacidade humana de discernir o bem do mal e buscar a Deus.

·         Iniciativa Divina: Deus toma a iniciativa; não precisamos implorar por amor, pois a graça busca o pecador ativamente. [193]

Wesley via essa graça como o poder do Espírito Santo operando na vida de todos, muitas vezes associada à "luz verdadeira que ilumina todo homem" (João 1.9). 

 

A graça de Deus mediante Jesus Cristo é dada gratuitamente a todos os seres humanos, capacitando todos os que queiram converter-se do pecado para a retidão, a crer em Jesus Cristo para perdão e purificação do pecado, e a praticar boas obras agradáveis e aceitáveis à Sua vista.

“Uma dinâmica ou expressão da graça de Deus é a preveniência ou a graça "preventiva". A graça preveniente inclui, de acordo com Wesley, "tudo o que é feito na alma pelo que é frequentemente chamado de 'consciência natural', ... todos os 'desenhos' do 'Pai', os desejos de Deus, ... aquela 'luz' com a qual o Filho de Deus 'ilumina todo aquele que vem ao mundo', mostrando a cada homem 'que pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com seu Deus;' todas as convicções que seu Espírito de tempos em tempos opera em cada filho do homem. Embora levasse a sério a seriedade do pecado humano e do quebrantamento, Wesley acreditava que a graça de Deus impede a destruição total da imagem divina em nós”.[194]

A expressão “graça preveniente” não se encontra na Bíblia, assim como não se encontra a palavra “Trindade”.

“Graça preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus capacita o homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação. Assim como muitas outras doutrinas bíblicas, a exemplo da Trindade e da depravação total, o termo "graça preveniente" não se encontra expressamente nas Escrituras, mas o ensino sim, visto tratar-se de uma categoria bíblica tácita, evidenciada por meio da interpretação sistemática do Texto Sagrado”. [195]

Aprofundando o tema

“Ao mesmo tempo que o termo graça preveniente não aparece na Bíblia, o conceito, contudo, aparece profundamente incorporado nela. Na Bíblia e na vida do cristão, graça é revelada e incorporada de forma suprema na encarnação e no trabalho preveniente da Santa Trindade ao nos enviar o Filho de Deus. Wesley viu a encarnação de Cristo—“a verdadeira, luz que ilumina a todos, estava chegando ao mundo” (João 1:9)—como um presente da graça preveniente para todas as pessoas. A graça preveniente também pode ser implicitamente ligada ao trabalho de Deus direcionando “seu grande amor ao enviar Cristo para morrer por nós quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5:8)”. [196]

Para Wesley, o ser humano é capacitado a cooperar com Deus ao ser convencido, justificado e santificado.

A iniciativa é de Deus com Sua graça, seu amor imerecido.

A graça preveniente nos capacita a responder a Deus—em termos wesleyanos “trabalhar junto” ou “cooperar” com Deus

“Como iniciativa de Deus, a graça preveniente nos capacita a responder a Deus—em termos wesleyanos “trabalhar junto” ou “cooperar” com Deus. Ao mesmo tempo que a doutrina pode ser encontrada em muitos dos escritos de Wesley, o único lugar que ela é mais claramente expressa é no seu sermão “On Working Out Our Own Salvation” (“Sobre o Trabalhar da Nossa Própria Salvação”) que ele usa Filipenses 2:12-13 como seu texto: “Trabalhem com afinco a sua salvação, obedecendo a Deus com reverência e temor. Pois Deus está agindo em vocês, dando-lhes o desejo e o poder de realizarem aquilo que é do agrado dele”. Wesley resume de forma memorável este ensinamento como “primeiro, Deus trabalha; portanto, você pode trabalhar. Em segundo lugar, Deus trabalha; portanto, você deve trabalhar”. Aqui Wesley destaca a universalidade da graça preveniente; portanto: “nenhum homem peca, porque ele não tem a graça, mas porque ele não usa a graça que ele tem”.” [197]

 

Controvérsias com Whitefield

 

 

“Ele me disse que ele e eu pregamos dois evangelhos diferentes; e, portanto, ele não só não se uniu nem me deu a mão direita da comunhão, mas foi decidido publicamente a pregar contra mim e meu irmão, onde quer que ele pregasse”

 

“No início, Whitefield não era um predestinariano, mas quando ele navegou para a América no verão de 1739, ele estava lendo livros calvinistas. O contato com calvinistas americanos fervorosos preencheu seu conhecimento”.[198]

 

“Em Northampton, Massachusetts, Whitefield hospedou-se na casa de Jonathan Edwards, o ardente pregador revivalista das Igrejas Reformadas”.[199]

 

E dessa maneira Whitefield se tornou um calvinista.

 

“Whitefield era um calvinista moderado; ele não deixou que a doutrina da predestinação o impedisse de oferecer graça a todos, ou de insistir na necessidade de santidade nos crentes”.[200]

 

Cartas entre Whitefield e Wesley

 

Em resposta ao sermão de Wesley “Livre Graça”, Whitefield respondeu a Wesley em 24 de dezembro de 1740 onde ele defende fortemente a predestinação, “a graça livre de Deus”.[201]

 

Outra carta sugeriu distribuída indevidamente.

 

“Eu o rasguei em pedaços diante de todos eles”

 

No domingo, 1º de fevereiro de 1741, Wesley registrou em seu diário: “Uma carta privada, escrita a mim pelo Sr. Whitefield, foi impressa sem sua licença nem minha, e um grande número de cópias foi dado ao nosso povo, tanto na porta quanto na própria Fundição”, disse Wesley.[202]

 

“Todos os que a receberam, fizeram o mesmo”

 

“Tendo adquirido um deles, relatei (depois de pregar) o fato nu à congregação e disse-lhes: ‘Farei exatamente o que acredito que o Sr. Whitefield faria, se ele mesmo estivesse aqui", disse. [203]

 

“Sobre o qual eu a rasguei em pedaços diante de todos eles. Todos os que a receberam, fizeram o mesmo. De modo que em dois minutos não sobrou uma cópia inteira”, afirmou Wesley.[204]

 

Wesley vai até Whitefield

 

“Fui até ele para ouvi-lo falar por si mesmo para que eu soubesse como julgar”

 

No sábado, 28 de março de 1741, Wesley escreveu: “Tendo ouvido muito do comportamento cruel do Sr. Whitefield, desde seu retorno da Geórgia, fui até ele para ouvi-lo falar por si mesmo para que eu soubesse como julgar. Aprovei muito a sua simplicidade de discurso. Ele me disse que ele e eu pregamos dois evangelhos diferentes; e, portanto, ele não só não se uniu nem me deu a mão direita da comunhão, mas foi decidido publicamente a pregar contra mim e meu irmão, onde quer que ele pregasse. O Sr. Hall (que foi comigo) colocou-o em mente da promessa que ele havia feito, mas alguns dias antes, de que, qualquer que fosse sua opinião privada, ele nunca pregaria publicamente contra nós. Ele disse que a promessa era apenas um efeito da fraqueza humana, e ele agora era de outra mente.[205]

 

Acusação

 

“Odioso e desprezível”

 

“Na Inglaterra e na Escócia (1741-1744), Whitefield acusou amargamente John Wesley de minar seu trabalho. Ele pregou contra Wesley, argumentando que os ataques de Wesley à predestinação haviam alienado ‘muitos dos meus filhos espirituais’. Wesley respondeu que os ataques de Whitefield eram ‘traiçoeiros’ e que Whitefield havia se tornado ‘odioso e desprezível’. No entanto, os dois se reconciliaram mais tarde na vida”.[206] 

 

Foram grandes amigos e as divergência acabaram com o passar dos anos. Havia um respeito muito grande entre os dois.

 Controvérsias teológicas entre Whitefield e Wesley

 

As batalhas teológicas contra a predestinação foram intensas.

 

Umas das piores dificuldades que Wesley teve em seu ministério foi as controvérsias teológicas com o seu amigo George Whitefield, membro do Clube Santo.

 

Por causa da defesa de Whitefield da predestinação, “a graça livre de Deus,”[207] que Wesley entendia que depreciava a necessidade de santificação, eles se separaram.[208]

 

Whitefield era o principal líder calvinista e não hesitava em se opor aos Wesley.[209]

 

A diferença básica entre o arminianismo de Wesley e a predestinação de Whitefield

 

Para Wesley, o livre arbítrio contribuía mais para a glória de Deus do que a predestinação, que ele chamava também de “condenação”.[210]

 

Ao contrário de Wesley, George Whitefield acreditava na doutrina da perseverança do crente:

 “A disputa teológica de Wesley com Whitefield tinha dois pontos: as doutrinas relacionadas com a predestinação e as questões da justiça imputada. Whitefield aceitava a crença dos calvinistas de que uma pessoa verdadeiramente justificada por Deus perseveraria na fé até o fim – não havia nada parecido com recaída entre os verdadeiros crentes.”[211]

 

Sobre essa “perseverança dos santos”,[212] Wesley lembra Ezequiel 33.13: “Mais uma vez, assim diz ao Senhor: "Quando direi aos justos, que ele certamente viverá; se ele confiar em sua justiça conquistada, (sim, ou a essa promessa como absoluta e incondicional) e cometer iniquidade, toda a sua justiça não será lembrada; mas por sua iniquidade que ele cometeu ele deve morrer por isso." [213]

 

Wesley argumenta ainda: “Mais uma vez: "Eu sou o pão vivo; se qualquer homem comer deste pão, (pela fé,) ele deve viver para sempre." João 6:51. Verdade, se ele continuar a comer isso. e quem pode duvidar disso?

 

Mais uma vez: "Minhas ovelhas ouvem minha voz, e eu sei então, e eles me seguem. E eu dou a eles a vida eterna; e eles nunca perecerão, nem qualquer deve arrancá-los da minha mão." João 10:27-29.

 

No texto anterior, a condição está apenas implícita; nisso é claramente expressa. São minhas ovelhas que ouvem minha voz, que me seguem em toda a santidade. E "se você fizer essas coisas, vós nunca cairá." Ninguém deve "arrancar você da minha mão, disse Wesley."

 

Mais uma vez: "Tendo amado o seu próprio que estavam no mundo, ele os amou até o fim.’ João 13:1.

 

‘Tendo amado o seu próprio." (ou seja, os apóstolos, como as seguintes palavras, "que estavam no mundo.’ ‘ele os amou até o fim’ de sua vida, e manifestou esse amor até o fim”, disse João Wesley.[214]

 

Whitefield era o principal líder calvinista entre os reavivalistas evangélicos.[215] Em 1741, eles se separaram. Foi inevitável, pois Wesley era arminiano e Whitefield, calvinista.[216] Entre as discordâncias com Whitefield estava sobre a possibilidade da eliminação do pecado na vida humana.

 

Whitefield disse:

 

“Não concordo que a realidade do pecado íntimo possa ser destruída nesta vida.”[217]

 

Em abril de 1739, Wesley pregou seu sermão “Livre Graça” e depois o publicou juntamente com o poema “Redenção Universal” de Carlos Wesley:

 

 “O sermão tratou diretamente de seu ponto básico de diferença com George Whitefield, a doutrina da graça irresistível e todos os corolários da predestinação: redenção limitada, eleição incondicional, condenação (lei ‘horrível’) e perseverança dos santos.[218]

 

Mas mesmo tendo dificuldades com George Whitefield, eles continuaram amigos. [219]

 

 

Pregações de Wesley para a salvação de todo aquele que crê

 

As pregações de John Wesley sobre a salvação centram-se na ideia de que a graça é a fonte e a fé é a condição indispensável para ser salvo. Wesley ensinava que a salvação não é conquistada por méritos humanos ou boas obras, mas é um presente gratuito de Deus recebido através da confiança plena em Jesus Cristo. [220]

 

Wesley pregava especialmente sobre arrependimento e salvação. Pregava que a graça é a fonte, que vem de Deus e a fé é a condição para o ser humano ser salvo..

Dentre suas pregações, selecionamos essas:

Wesley prega para 3 mil pessoas

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas-novas aos pobres”

Na segunda-feira, dia 2 de abril de 1739, Wesley disse: “Às quatro da tarde, apresentei-me a ser mais vil, e proclamei nas estradas as boas-novas da salvação, falando de uma pequena eminência num terreno contíguo à cidade, a cerca de três mil pessoas”. [221]Wesley pregou sobre: O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas-novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor” (Lucas 4:18-19 NVI).

Às sete horas, Wesley pregou numa reunião da “sociedade na rua Baldwin: e no dia seguinte, o evangelho de São João na capela de Newgate; onde eu também lia diariamente o culto matinal da igreja”, disse Wesley.[222]

Organizando bands e pregando para 1500 pessoas

“À noite, três mulheres concordaram em reunir-se semanalmente, com a mesma intenção que as de Londres a saber, colocar suas faltas umas nas outras, e orar umas pelas outras”

Na quarta-feira, da 4 de abril, na Baptist-Mills (uma espécie de subúrbio ou aldeia a cerca de meia milha de Bristol) “ofereci a graça de Deus a cerca de mil e quinhentas pessoas”.[223]

Início da Band

“À noite, três mulheres concordaram em reunir-se semanalmente, com a mesma intenção que as de Londres a saber, colocar suas faltas umas nas outras, e orar umas pelas outras (...). Às oito horas, quatro jovens concordaram em se encontrar, em busca do mesmo desígnio. Como se atreve qualquer homem a negar que isso seja (quanto à substância disso) um meio de graça, ordenado por Deus? (...)”.[224]

Pregando em sociedades

“Declarei que Evangelho a todos, que é o poder de Deus para a salvação, a todo aquele que crê”

Na quinta-feira, dia 5 de abril de 1739, “às cinco da noite, comecei em uma sociedade na rua Castle, expondo a epístola ao Romanos”, disse Wesley, “e na noite seguinte, em uma sociedade em Gloucester-lane, a primeira epístola de São João. Na noite do dia de sábado no Weaver's-Hall também comecei a expor a epístola aos Romanos, e declarei que Evangelho a todos, que é o poder de Deus para a salvação, a todo aquele que crê[225]

Pregando para 7500 mil pessoas

“Aquele que crê em mim, como as escrituras tanto disseram, do seu ventre fluirão rios de água viva”

“Às sete da manhã, preguei a cerca de mil pessoas em Bristol, e depois a cerca de mil e quinhentos, no topo do Hannam-Mount em Kingswood (...). Cerca de cinco mil estavam à tarde em Rose-Green (do outro lado de Kingswood), entre os quais eu me levantei e clamei, em nome do Senhor: Se alguém tem sede, venha a nós e beba. Aquele que crê em mim, como as escrituras tanto disseram, do seu ventre fluirão rios de água viva”.

Pregando para 5 mil pessoas em três cultos

“Ofereci a cerca de mil almas, a graça gratuita de Deus para curar seus retrocessos”

Na terça-feira, dia 10 de abril de 1739, Wesley foi a Bath; “onde ofereci a cerca de mil almas, a graça gratuita de Deus para curar seus retrocessos, e de manhã para (creio) mais de dois mil. Eu preguei mais ou menos para o mesmo número, em Baptist-Mills, no pós meio-dia sobre Cristo, feito de Deus para nós, sabedoria, e justiça, e santificação e redenção”.

Pregando para 800 pessoas

“Preguei na casa dos pobres”

No sábado, dia 14 de abril de 1739, “preguei na casa dos pobres; mais trezentos ou quatrocentos dentro, e mais do que o dobro disso fora: a quem eu expliquei estas palavras confortáveis, quando eles não tinham nada a pagar, ele francamente perdoou os dois”, disse Wesley.[226]

Pregando para 14 mil pessoas em três cultos

A história do fariseu e do publicano

No domingo, dia 15 de abril, Wesley disse: “Expliquei às sete a 5 ou 6000 por filhos, a história do fariseu e do publicano. Cerca de três mil estavam presentes em Hannam-Mount. Eu preguei em Newgate depois do jantar para uma congregação desonesta. Entre cinco e meia fomos para Rose Green: choveu forte em Bristol, mas nem uma gota caiu sobre nós, enquanto eu declarei a cerca de cinco mil, Cristo nossa sabedoria, e justiça, e santificação e redenção. Concluí o dia gritando para a sociedade em Baldwin treet”.[227]

Wesley em Cornualha

 "O reino de Deus não é carne e bebida; mas retidão, paz e alegria no Espírito Santo"

Apesar de ter pregado pela primeira vez no anfiteatro só em 1762, já em 1743 Wesley pregou em Cornualha.

Gwennap pertence ao condado da Cornualha que está localizado no sudoeste de uma península da Inglaterra. 

Ele registrou em seu diário:

“Sexta-feira, 26 de agosto de 1743. - Parti para a Cornualha. À noite, preguei na cruz em Taunton, sobre: "O reino de Deus não é carne e bebida; mas retidão, paz e alegria no Espírito Santo." Um pobre homem tinha-se colocado para trás para causar alguma perturbação: mas a hora não tinha chegado; os miseráveis zelosos que ‘negam o Senhor que os comprou" ainda não haviam agitado o povo. Muitos gritavam: "Jogue lá fora esse patife; derrubá-lo; bateu em seus cérebros": de modo que eu fui obrigado a implorar por ele mais de uma vez ou ele teria sido apenas grosseiramente manuseado”.[228]

“Não preguei naquela noite, apenas a um pobre pecador na estalagem”

“Sábado, 27. - Cheguei a Exeter à tarde; mas, como ninguém sabia da minha vinda, não preguei naquela noite, apenas a um pobre pecador na estalagem; que, depois de ouvir nossa conversa por um tempo, olhou seriamente para nós e perguntou se era possível para alguém que, em alguma medida, conhecia "o poder do mundo vindouro" e estava "caído" (o que ela disse ser seu caso), ser "renovado novamente ao arrependimento". Imploramos a Deus em seu favor e a deixamos triste, mas não sem esperança”.[229]

Pregando em Gwennap

Wesley já havia pregado em Gwennap, mas não ainda no anfiteatro.

‘Ele me ungiu para pregar o evangelho aos pobres

Eis seu registro:

“Sábado, 3 de setembro de 1743. - Cavalguei até o Three-cornered Down (assim chamado), nove ou dez milhas a leste de St. Ives, onde encontramos duzentos ou trezentos tinners, que estavam há algum tempo esperando por nós. Todos pareciam bastante satisfeitos e despreocupados; e muitos deles correram atrás de nós para Gwennap (duas milhas a leste), onde seu número foi rapidamente aumentado para quatrocentos ou quinhentos. Tive muito conforto aqui em aplicar essas palavras: ‘Ele me ungiu para pregar o evangelho aos pobres’ (Lucas 4:18). Alguém que morava perto nos convidou para nos alojarmos em sua casa e nos conduziu de volta ao Verde pela manhã. Chegamos lá assim que o dia amanheceu”. [230]

Eu vou curar seus retrocessos, eu vou amá-los livremente

E Wesley completou: “Eu apliquei fortemente aquelas palavras graciosas, ‘Eu vou curar seus retrocessos, eu vou amá-los livremente’, para quinhentas ou seiscentas pessoas sérias. Em Trezuthan Downs, cinco milhas mais perto de St. Ives, encontramos setecentas ou oitocentas pessoas, a quem eu gritei em voz alta: ‘Lançai fora todas as vossas transgressões; porque morrereis, ó casa de Israel?’ Depois do jantar, preguei novamente a cerca de mil pessoas sobre Aquele a quem ‘Deus exaltou para ser Príncipe e Salvador’. Foi aqui primeiro que observei uma pequena impressão feita em dois ou três dos ouvintes; o resto, como de costume, mostrando enorme aprovação e absoluta despreocupação”.[231]

: "Todas as coisas estão prontas; vinde ao casamento"

Na quinta-feira, 19 de setembro de 1749, em Bolton, Wesley disse: “Abundantemente mais do que a casa poderia conter estavam presentes às cinco da manhã, a quem eu estava constrangido a falar muito mais do que estou acostumado a fazer. Percebendo que eles ainda queriam ouvir, prometi pregar novamente às nove, em um prado perto da cidade. De todos os lados, afluíram; e eu chamei em voz alta: "Todas as coisas estão prontas; vinde ao casamento" [Mt. 22:4]. Ah, como algumas horas mudaram o cenário! Agora podíamos andar por todas as ruas da cidade, e ninguém molestava ou abria a boca, a menos que nos agradecesse ou nos abençoasse”.[232]

“A Palavra de Deus cresceu e prevaleceu”

Na segunda-feira, 9 de setembro de 1754, “preguei em Charlton, uma aldeia a seis milhas de Taunton, para uma grande congregação reunida das cidades e do campo por muitos quilômetros ao redor”, [233] disse Wesley.

Havia uma orientação para não dar trabalho a qualquer agricultor que fosse ouvir um pregador metodista.

“Mas não de morou muito”, disse Wesley, “para o Sr. G se “convencer da verdade e desejou que aqueles mesmos homens pregassem em sua casa. Muitos dos outros confederados vieram ouvir, a quem seus servos e trabalhadores de bom grado seguiram. Assim, todo o artifício de Satanás caiu no chão; e a Palavra de Deus cresceu e prevaleceu”, disse Wesley.[234]

“Grande Sumo Sacerdote, que é passado para os céus”

 

Em 1755, Wesley foi a Breage. Breage é uma vila na Cornualha, Reino Unido.

Wesley mudou de atitude quando viu o pobre povo chegando para ouvir sua pregação: “Eu não tinha dado nenhuma atenção à pregação aqui; mas vendo o pobre povo afluir de todos os lados, não pude mandá-los vazios. Então eu preguei a uma pequena distância da casa e implorei que considerassem o nosso ‘grande Sumo Sacerdote, que é passado para os céus’ (Hb. 4:14]; e ninguém lhe abriu a boca, pois também os leões de Breage estão agora transformados em cordeiros”. [235]

"Cristo crucificado"

Em julho de 1756, na Irlanda, Wesley escreveu: “Andei de tarde para Belfast, a maior cidade de Ulster. Alguns pensam que contém tantas pessoas quanto Limerick. É muito mais limpo e agradável. Às sete, preguei na casa de mercado para uma congregação tão grande como em Lisburn, e para perto do mesmo número de manhã. Mas alguns deles não ficaram até eu concluir. Eles foram embora à pressa quando lhes mostrei como "Cristo crucificado" é ‘para os gregos insensatez."[236]

“Deus é um Espírito; e os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade”

Na sexta-feira, 17 agosto de 1787, Wesley disse que esteve com o Governador. “À tarde, demos um passeio sobre o cais, o maior e melhor que já vi. A cidade está aumentando rapidamente, novas casas começando por todos os lados”.[237]

À noite, Wesley pregou no quintal: “À noite, não tentei entrar na casa, mas fiquei perto dela no quintal, cercado de árvores altas e frondosas, e proclamei a uma grande congregação: ‘Deus é um Espírito; e os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade.’ Acredito que muitos foram cortados no coração nesta hora, e alguns nem um pouco confortados”.[238]

“Cristo crucificado’, e a salvação que é através dele”

“À noite preguei na igreja no Monte Mellick. Talvez tal congregação nunca esteve lá antes. Sexta-feira, 29 de abril. Eu preguei em nossa casa em Kilkenny para outra congregação”. [239]

“Sábado, 30 de abril, eu preguei em Waterford na Corte, uma das maiores do reino”. [240]

Na segunda-feira, 16 de julho de 1770, “às nove horas preguei em Awkborough para um povo de outro tipo. Então eu falei a eles diretamente de ‘Cristo crucificado’, e a salvação que é através dele. Por volta do meio-dia eu preguei a um povo do mesmo espírito em Amcoats. À noite, a casa em Swinfleet não sendo capaz de um terço da congregação, preguei em um lugar liso, verde, protegido do vento, em Heb. vii, 25. Muitos se alegraram ao saber de ser ‘salvo ao máximo", a mesma coisa que suas almas ansiavam.

“Falei fortemente de morte e julgamento, céu e inferno”

Na quarta-feira, 22 de abril de 1772, “por volta das oito eu preguei mais uma vez na Loja dos Maçons, em Port Glasgow. A casa estava muito lotada; e suponho que toda a nobreza da cidade fazia parte da congregação. Decidido a não atirar sobre suas cabeças, como eu havia feito no dia anterior, falei fortemente de morte e julgamento, céu e inferno. Isso eles pareciam compreender; e não havia mais riso entre eles, ou conversando uns com os outros; mas todos estavam calma e profundamente atentos”,[241]  disse Wesley.

 


 

 

 

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A Trindade

 

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Índice

 

·       Introdução


·       Destaques dos principais capítulos do estudo


·       A Trindade

·       Os Pais apostólicos e a Trindade

·       Os Pais da Igreja e a Trindade


·       A Trindade na criação do mundo

·       A Trindade no batismo de Jesus

·       A Trindade na missão dada por Jesus

·       A Trindade no Evangelho de João

·       A benção apostólica na epistola de Paulo

·       A Trindade na epístola de Paulo

·       Trindade na epístola de Pedro

 

 

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Introdução

 

“A Trindade segundo a Bíblia, Pais Apostólicos e Wesley” é um livro de 32 páginas baseado na Bíblia, Pais Apostólicos e nas notas explicativas de Wesley.

Os Pais Apostólicos (Pais da Igreja) eram escritores que lideraram a Igreja Antiga entre os anos de 95 e 150 d.C. De alguma forma, eles tiveram um contato próximo com os apóstolos. Viveram em diferentes regiões do mundo como Roma, Alexandria, Antioquia e Constantinopla. 

Eles eram chamados carinhosamente de “Pais” “devido ao amor e zelo que tinham pela Igreja.”[242]

Vivendo em um ambiente hostil de perseguição e de heresias, “os Pais Apostólicos ajudaram a desenvolver a doutrina cristã sobre a Trindade, a encarnação e a salvação, entre outras questões teológicas. Eles também defendiam a autoridade das Escrituras e da tradição apostólica, e estabeleceram os fundamentos da igreja como uma instituição”.[243]

O período em que vieram os Pais da Igreja é chamado de Patrística.

Os questionamentos sobre a Trindade e outras doutrinas bíblicas não cessaram. Permanecem e é importante, por isso, conhecer nossos fundamentos bíblicos e heranças doutrinárias.

Há uma riqueza de textos bíblicos sobre a Trindade e uma grande contribuição dos Pais Apostólicos e de João Wesley na defesa e afirmação da doutrina da Trindade.

 

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Destaques dos principais capítulos do estudo

 

A Trindade

“Há três que dão testemunho no céu; e estes três são um; creio também neste fato ... Que Deus é três em Um. O modo pelo qual ele é três e ao mesmo tempo um não compreendo ... mas nesse modo está o mistério de Deus (Wesley)

Os Pais apostólicos e a Trindade

“Esses líderes cristãos viveram durante as primeiras gerações do Cristianismo, liderando a Igreja Antiga entre 95 e 150 d.C. Inclusive, de alguma forma esses indivíduos tiveram um contato próximo com os apóstolos

Os Pais da Igreja e a Trindade 

A doutrina da Trindade, que afirma a existência de um único Deus em três pessoas distintas (Pai, Filho e Espírito Santo), foi desenvolvida pelos Pais da Igreja em resposta a desafios teológicos e heréticos que surgiram no período pós-apostólico 

A Trindade na criação do mundo

A pluralidade de pessoas na Divindade, Pai, Filho e Espírito Santo. O nome plural de Deus em hebraico, que fala dele como muitos, embora ele seja apenas um, era para os gentios talvez um favor de morte para morte, endurecendo-os em sua idolatria; mas é para nós um favor de vida para vida, confirmando nossa fé na doutrina da Trindade

A Trindade no batismo de Jesus

E Jesus, sendo batizado, saiu logo da água, e eis que os céus se lhe abriram, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, e pousando sobre ele. E eis uma voz do céu, que diz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

A Trindade na missão dada por Jesus

Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo

A Trindade no Evangelho de João

Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito

A benção apostólica na epistola de Paulo

 A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém

A Trindade na epístola de Paulo

Ora, aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus; o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações

Trindade na epístola de Pedro

Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, pela santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo; graça e paz vos sejam multiplicadas

 

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A Trindade

 

“Há três que dão testemunho no céu; e estes três são um; creio também neste fato ... Que Deus é três em Um. O modo pelo qual ele é três e ao mesmo tempo um não compreendo ... mas nesse modo está o mistério de Deus

(Wesley)

 

 

Nós cremos em Deus-Pai, Deus-Filho, Deus-Espírito Santo. Não são três deuses, mas um só.

A Bíblia mostra a sua existência:

“... Jesus, saiu logo da água ... e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre Ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: este é o meu Filho amado, ...” (Mt 3.16-17).

 “E eu (Jesus) rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador,” (Jo 14.16).

 “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam, com todos vós.” (2Co 13.13).

Wesley disse: “Há um só Deus vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo nem partes; de poder e sabedoria e bondade infinitos; criador e conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Na unidade desta divindade, há pessoas da mesma substância, poder e eternidade - Pai, Filho e Espírito Santo.” [244]

 Assim, há um só Deus - Dt 4.35; 1Co 8.6; Ef 4.6; 1Tm 1.17.

 

Entendendo a Trindade

 

        Não vamos entender pela razão, pois:

 

        Pai       -       Filho     -    Espírito Santo  


                   São Três em Um

João Wesley disse: “Há três que dão testemunho no céu; e estes três são um; creio também neste fato ... Que Deus é três em Um. O modo pelo qual ele é três e ao mesmo tempo um não compreendo ... mas nesse modo está o mistério de Deus ...” [245]

“Não seria um absurdo negar o fato porque não entendo o modo?”, disse Wesley. [246]

Dentre outros atributos:

Deus é:

 

*      Criador (Gn 1.1)

*      Pai (Jo 14.1-2; 14.16; Hb 1.3);

*      Amor (Jo 3.16).

 

Jesus é:

 

*      Salvador (Lc 2.11; Jo 4.42);

*      Senhor (At 2.36; Rm 5.1; 10.9);

*      Filho (Lc 3.22; Gl 1.16);

*      Deus conosco (Mt 1.23; Jo 20.28);

 

O Espírito Santo é:

 

*      Auxiliador de Jesus (Jo 16.8-13);

*      Pessoa Divina (Rm 8.26; 8.27);

*      Deus em nós (Jo 14.17; Rm 8.9-11).

 

Os Pais apostólicos e a Trindade

 

“Esses líderes cristãos viveram durante as primeiras gerações do Cristianismo, liderando a Igreja Antiga entre 95 e 150 d.C. Inclusive, de alguma forma esses indivíduos tiveram um contato próximo com os apóstolos”

 

Os Pais Apostólicos

 

“Embora não haja um consenso exato sobre quem são os Pais da Igreja, geralmente inclui-se aqueles que viveram e escreveram entre os séculos I e VIII, em diferentes regiões do mundo cristão, como Roma, Alexandria, Antioquia e Constantinopla”. [247]

Os Pais Apostólicos lideraram a Igreja Antiga entre os anos de 95 e 150 d.C. Inclusive, de alguma forma esses indivíduos tiveram um contato próximo com os apóstolos. Viveram em “diferentes regiões do mundo cristão, como Roma, Alexandria, Antioquia e Constantinopla”. [248]

Entre os principais nomes da liderança da Igreja naquela época, temos:

Clemente de Roma: “foi bispo de Roma, mas também ficou conhecido por ter exortado à igreja de Corinto através de uma carta que tinha por objetivo, em muitos aspectos, tratar dos meus problemas de divisão abordados anos antes pelo apóstolo Paulo em suas epístolas. Isso talvez seja um indicativo de que infelizmente a igreja de Corinto permaneceu problemática durante muito tempo”. [249] 

Inácio: “foi bispo da Igreja de Antioquia, na Síria. Inácio escreveu uma série de cartas nas quais ele exaltou a necessidade da liderança e da unidade na Igreja, e combateu uma heresia perigosa que trazia conceitos gnósticos. Inácio ficou amplamente conhecido por seu martírio. Algumas tradições dizem que Inácio foi separado para o ministério pelo apóstolo Pedro. [250] 

Policarpo: “foi bispo de Esmirna e discípulo do apóstolo João. Policarpo escreveu uma importante carta à igreja de Filipos na primeira década do século 2 d.C. Policarpo também ficou muito conhecido na história da Igreja por seu martírio em 155 d.C., quando foi queimado preso à uma estaca enquanto declarava através de louvores que Jesus Cristo era o seu Senhor e Salvador”.[251] 

Eles exerceram uma grande influência na teologia da Igreja cristã primitiva através de suas obras escritas e moldaram a compreensão sobre questões teológicas, como a Trindade.

Os Pais Apostólicos foram principalmente escritores cristãos do primeiro e segundo séculos, como Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna, o autor da Didaché e o autor da Epístola de Barnabé. 

A Igreja Primitiva, após os apóstolos, vivia em um ambiente hostil e procurou se estabelecer e se organizar desenvolvendo a teologia cristã.

“Os Pais Apostólicos ajudaram a desenvolver a doutrina cristã sobre a Trindade, a encarnação e a salvação, entre outras questões teológicas. Eles também defendiam a autoridade das Escrituras e da tradição apostólica, e estabeleceram os fundamentos da igreja como uma instituição”.[252]

 

 

Os Pais da Igreja e a Trindade

 

 

A doutrina da Trindade, que afirma a existência de um único Deus em três pessoas distintas (Pai, Filho e Espírito Santo), foi desenvolvida pelos Pais da Igreja em resposta a desafios teológicos e heréticos que surgiram no período pós-apostólico 

O que é a Trindade? 

É uma “doutrina cristã desenvolvida entre os séculos II e IV d.C., que define Deus como três pessoas consubstanciais, expressões ou hipóstases: o Pai (YHWH), o Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo; "um Deus em três pessoas". As três pessoas são distintas, mas são uma "substância, essência ou natureza". Neste contexto, a "natureza" é o que se é, enquanto a "pessoa" é quem se é.

De acordo com a doutrina central da maioria das religiões cristãs, existe apenas um Deus em três pessoas. Apesar de distintas uma da outra nas suas relações de origem (como o Quarto Concílio de Latrão declarou, "é o Pai quem gera, o Filho quem é gerado e o Espírito Santo quem realiza"), nas suas relações uns com os outros são considerados como um todo, coiguais, coeternos e consubstanciais, e "cada um é Deus, completo e inteiro".[253] 

A contribuição dos Pais da Igreja: 

“Os Pais da Igreja contribuíram para a definição da doutrina da Trindade, cristologia, pneumatologia, escatologia, eclesiologia e outras áreas da teologia cristã.

A doutrina da Trindade, que afirma a existência de um único Deus em três pessoas distintas (Pai, Filho e Espírito Santo), foi desenvolvida pelos Pais da Igreja em resposta a desafios teológicos e heréticos que surgiram no período pós-apostólico. Alguns dos principais Pais da Igreja que contribuíram para a definição da doutrina da Trindade foram Tertuliano, Orígenes, Atanásio, Agostinho de Hipona e Gregório de Nissa”. [254] 

Dentre os Pais da Igreja que contribuíram para a afirmação da Trindade, estão:

 

Atenágoras (175 d.C.) 

 

“E estando o Filho no Pai e o Pai no Filho, em unidade e potência de espírito, o Filho de Deus é inteligência e Verbo do Pai

 

“E estando o Filho no Pai e o Pai no Filho, em unidade e potência de espírito, o Filho de Deus é inteligência e Verbo do Pai… Realmente uno não pode menos de maravilhar se ao ouvir chamar ateus aos que admitem a um Deus Pai, e a um Deus Filho e a um Espírito Santo, mostrando sua potência na unidade e sua distinção no ordem… nos movemos pelo só desejo de chegar a conhecer ao Deus verdadeiro e ao Verbo que está nele, qual é a comunhão que há entre o Pai e o Filho, que coisa seja o Espírito, qual seja a unidade de tão grandes realidades e a distinção entre os assim unidos, o Espírito, o Filho e o Pai”.[255]=

Tertuliano (195 d.C.)

Ele é um Deus, e sobre essas formas e aspectos é reconhecido pelo nome de Pai, Filho e Espírito Santo

“Enquanto o mistério da dispensação está guardado, que distribui a Unidade na Trindade, colocando em ordem as três Pessoas – o Pai, o Filho e o Espírito Santo: três, entretanto, não em condição, mas em ordem, não em substância, mas em forma, não em poder, mas em aspecto, mas ainda assim um na substância, uma condição, em um poder e acima de tudo Ele é um Deus, e sobre essas formas e aspectos é reconhecido pelo nome de Pai, Filho e Espírito Santo”. [256]

Irineu (180 d.C)

um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, e o mar e todas as coisas que neles há; e em um só Cristo Jesus, o Filho de Deus, que se encarnou para nossa salvação e no Espírito Santo, que proclamou através dos profetas as dispensações de Deus

"A Igreja, embora dispersa por todo o mundo, até aos confins da terra, recebeu dos apóstolos e dos seus discípulos esta fé: . . . um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, e o mar e todas as coisas que neles há; e em um só Cristo Jesus, o Filho de Deus, que se encarnou para nossa salvação e no Espírito Santo, que proclamou através dos profetas as dispensações de Deus, e os adventos, e os adventos; nascimento de uma virgem, e a paixão, e a ressurreição dos mortos, e a ascensão ao céu na carne do amado Cristo Jesus, nosso Senhor, e Sua manifestação do céu na glória do Pai 'para reunir todas as coisas em um só', e ressuscitar toda a carne de toda a raça humana, a fim de que diante de Cristo Jesus, nosso Senhor, e Deus, e Salvador, e Rei, de acordo com a vontade do Pai invisível, 'todo joelho se dobre, das coisas no céu, e das coisas na terra, e das coisas debaixo da terra, e que toda língua confesse; para ele, e que Ele deveria executar julgamento justo para com todos. . . '" (Contra Heresias X.l) [257]

 

Orígenes (245 d.C.)

 

“E estes três são um (1Jo.5.7)  

O Senhor diz: “Eu e o Pai somos um.” E outra vez está escrito referente ao Pai, o Filho e o Espírito Santo: “E estes três são um (1Jo.5.7).” [258]

Policarpo, discípulo do apóstolo João

Ó Senhor Deus Todo-poderoso... Eu te abençoo e te glorifico por meio do eterno e celestial sumo sacerdote Jesus Cristo, teu Filho amado, por meio de quem te seja glória, com Ele e o Espírito Santo

"Ó Senhor Deus Todo-poderoso... Eu te abençoo e te glorifico por meio do eterno e celestial sumo sacerdote Jesus Cristo, teu Filho amado, por meio de quem te seja glória, com Ele e o Espírito Santo, agora e para sempre" (nº 14, ed.).[259] 

Justino Mártir

Em nome de Deus, Pai e Senhor do universo, e de nosso Salvador Jesus Cristo, e do Espírito Santo

 

“Pois, em nome de Deus, Pai e Senhor do universo, e de nosso Salvador Jesus Cristo, e do Espírito Santo, eles então recebem a lavagem com água” (Primeiro Apol., LXI). [260]

 

A Trindade na criação do mundo

 

A pluralidade de pessoas na Divindade, Pai, Filho e Espírito Santo. O nome plural de Deus em hebraico, que fala dele como muitos, embora ele seja apenas um, era para os gentios talvez um favor de morte para morte, endurecendo-os em sua idolatria; mas é para nós um favor de vida para vida, confirmando nossa fé na doutrina da Trindade

 

Gênesis 1

 

Capítulo 1

Versículo 1

No princípio, Deus criou o céu e a terra.

Comentários de Wesley

No entanto, mesmo nisso há segredos que não podem ser sondados, nem explicados

Observe aqui - 1. O efeito produzido, O céu e a terra - Ou seja, o mundo, incluindo toda a estrutura e mobília do universo. Mas é apenas a parte visível da criação que Moisés planeja dar conta. No entanto, mesmo nisso há segredos que não podem ser sondados, nem explicados. Mas do que vemos do céu e da terra, podemos inferir o poder eterno e a divindade do grande Criador. E que façamos e coloquemos, como homens, lembre-nos de nosso dever, como cristãos, que é sempre manter o céu em nossos olhos e a terra sob nossos pés. Observe –

O nome plural de Deus em hebraico, que fala dele como muitos, embora ele seja apenas um, era para os gentios talvez um favor de morte para morte, endurecendo-os em sua idolatria; mas é para nós um favor de vida para vida, confirmando nossa fé na doutrina da Trindade, que, embora sombriamente insinuada no Antigo Testamento, é claramente revelada no Novo

2. O autor é causa desta grande obra, Deus. A palavra hebraica é Elohim; que (1.) parece significar O Deus da Aliança, sendo derivado de uma palavra que significa jurar. (2) A pluralidade de pessoas na Divindade, Pai, Filho e Espírito Santo. O nome plural de Deus em hebraico, que fala dele como muitos, embora ele seja apenas um, era para os gentios talvez um favor de morte para morte, endurecendo-os em sua idolatria; mas é para nós um favor de vida para vida, confirmando nossa fé na doutrina da Trindade, que, embora sombriamente insinuada no Antigo Testamento, é claramente revelada no Novo, [261]  disse Wesley.

 

A Trindade no batismo de Jesus

 

E Jesus, sendo batizado, saiu logo da água, e eis que os céus se lhe abriram, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, e pousando sobre ele. E eis uma voz do céu, que diz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

 

Mateus 3

Versículo 13

Então veio Jesus da Galiléia ao Jordão

Então veio Jesus da Galiléia ao Jordão, a João, para ser batizado por ele.

Marcos 1:9Lucas 3:21

Versículo 15

convém cumprir toda a justiça

E Jesus, respondendo, disse-lhe: Deixa-se assim agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o sofreu.

Comentários de Wesley

Cabe a nós cumprir toda a justiça - Cabe a todo mensageiro de Deus observar todas as suas justas ordenanças. Mas o significado particular de nosso Senhor parece ser que nos convém fazer (eu receber o batismo e você administrá-lo) para cumprir, isto é, que eu possa cumprir plenamente cada parte da justa lei de Deus e a comissão que ele me deu.

Versículo 16

E Jesus, sendo batizado, saiu logo da água

E Jesus, sendo batizado, saiu logo da água, e eis que os céus se lhe abriram, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, e pousando sobre ele.

Comentários de Wesley

E Jesus sendo batizado - Que a submissão de nosso Senhor ao batismo nos ensine uma santa exatidão na observância daquelas instituições que devem sua obrigação apenas a um mandamento divino. Certamente assim convém a todos os seus seguidores cumprir toda a justiça. Jesus não tinha pecado para lavar. E ainda assim ele foi batizado.

E Deus possuía sua ordenança, de modo a torná-la a estação de derramar o Espírito Santo sobre ele

Comentários de Wesley

E Deus possuía sua ordenança, de modo a torná-la a estação de derramar o Espírito Santo sobre ele. E onde podemos esperar essa efusão sagrada, senão em um humilde comparecimento às nomeações divinas? Eis que os céus se abriram e ele viu o Espírito de Deus - acrescenta São Lucas, em forma corporal - Provavelmente em uma aparência gloriosa de fogo, talvez na forma de uma pomba, descendo com um movimento flutuante, até pousar sobre ele. Este era um sinal visível daquelas operações secretas do bendito Espírito, pelas quais ele foi ungido de uma maneira peculiar; e abundantemente adequado para seu trabalho público.

Versículo 17

Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo

E eis uma voz do céu, que diz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

Comentários de Wesley

E eis uma voz - Temos aqui uma manifestação gloriosa da sempre - bendita Trindade: o Pai falando do céu, o Filho falado, o Espírito Santo descendo sobre ele.

Em quem eu me deleito - Que elogio é esse! Quão pobres para isso são todos os outros tipos de louvor! Para ele, o prazer, o deleite de Deus, isso é realmente louvor: esta é a verdadeira glória: esta é a luz mais alta, mais brilhante, em que a virtude pode aparecer.[262]

 

A Trindade na missão dada por Jesus

 

Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo

 

Mateus 28

Versículo 16

Então os onze discípulos foram para a Galiléia

Então os onze discípulos foram para a Galiléia, para um monte onde Jesus os havia designado.

Comentários de Wesley

Para a montanha onde Jesus os havia designado - Este era provavelmente o Monte Tabor, onde, (é comumente suposto), ele tinha sido antes transfigurado. Parece ter sido aqui também, que ele apareceu para mais de quinhentos irmãos de uma só vez.

Versículo 18

Todo o poder me é dado no céu e na terra

E Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Todo o poder me é dado no céu e na terra.

Todo o poder me é dado - Mesmo como homem. Como Deus, ele tinha todo o poder desde a eternidade, disse Wesley.

Versículo 19

batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo

Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

Comentários de Wesley

Discipule todas as nações - Faça-os meus discípulos. Isso inclui todo o desígnio da comissão de Cristo. Batizar e ensinar são os dois grandes ramos desse desígnio geral. E estes deveriam ser determinados pelas circunstâncias das coisas; o que tornou necessário, no batismo de judeus adultos ou pagãos, ensiná-los antes de serem batizados; discipulando seus filhos, batizando-os antes de serem ensinados; como as crianças judias em todas as épocas foram primeiro circuncidadas e depois ensinadas a fazer tudo o que Deus lhes ordenara. Marcos 16:15. [263]

 

A Trindade no Evangelho de João

 

Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito


João 14

 

Versículo 23

Se alguém me ama, guardará as minhas palavras

Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me ama, guardará as minhas palavras; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada.

Comentários de Wesley

Jesus respondeu: Porque vós me amais e me obedeceis, e eles não o fazem, por isso me revelarei a vós, e não a eles.

Meu Pai o amará - Quanto mais alguém ama e obedece, mais Deus o amará.

E nós viremos a ele, e faremos a nossa morada com ele - O que implica uma manifestação tão grande da presença e do amor divinos, que o primeiro na justificação não é nada em comparação com ele.

Versículo 26

Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome

Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

Comentários de Wesley

Em meu nome - Para o meu bem, no meu quarto e como meu agente.

Ele vai te ensinar todas as coisas - Necessário que você saiba. Aqui está uma promessa clara aos apóstolos e seus sucessores na fé, de que o Espírito Santo lhes ensinará toda a verdade necessária para sua salvação.

Versículo 27

Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou

Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.

Deixo a paz com você - Paz em geral; paz com Deus e com suas próprias consciências,[264] disse Wesley.


A bênção apostólica na epistola de Paulo

 

 A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém.

 

2 Coríntios 13

 

 

Versículo 11

Sede perfeitos, tende bom ânimo, sede unânimes, vivei em paz

Finalmente, irmãos, adeus. Sede perfeitos, tende bom ânimo, sede unânimes, vivei em paz; e o Deus de amor e paz estará convosco.

Comentários de Wesley

Seja perfeito - Aspire ao mais alto grau de santidade.

Seja de bom conforto - Cheio de consolo divino.

Seja de uma só mente - Deseje, trabalhe, ore por isso, no grau mais possível

Versículos 12

Saudai-vos uns aos outros

Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo.

Versículo 13

Todos os santos te saúdam

Todos os santos te saúdam.

Comentários de Wesley

A graça - Ou favor.

De nosso Senhor Jesus Cristo - Pelo qual somente podemos chegar ao Pai.

E o amor de Deus - Manifestado a você, e permanecendo em você.

E a comunhão - Ou comunhão.

Em todos os seus dons e graças. É com grande razão que esta bênção abrangente e instrutiva é pronunciada no final de nossas assembleias solenes

Comentários de Wesley

Do Espírito Santo - Em todos os seus dons e graças. É com grande razão que esta bênção abrangente e instrutiva é pronunciada no final de nossas assembleias solenes; e é uma coisa muito indecente ver tantos desistindo deles, ou entrando em posturas de afastamento, antes que esta curta sentença possa ser encerrada. Quantas vezes ouvimos essa terrível bênção pronunciada! Vamos estudá-lo cada vez mais, para que possamos valorizá-lo proporcionalmente; para que possamos entregá-lo ou recebê-lo com uma reverência adequada, com os olhos e o coração elevados a Deus, "que dá a bênção de Sião e a vida para sempre".[265]

Versículo 14

seja com todos vós

 A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém.[266]

 

A Trindade na epístola de Paulo

 

Ora, aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus; o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações

 

 

2 Coríntios

 

Versículo 20

Porque todas as promessas de Deus nele são sim

Porque todas as promessas de Deus nele são sim, e nele Amém, para glória de Deus por nós.

Comentários de Wesley

Pois todas as promessas de Deus são sim e amém nele - Certamente são estabelecidas nele e por meio dele. Eles são sim promissores com respeito a Deus; Amém, com respeito aos homens que creem; sim, com respeito aos apóstolos; Amém, com respeito aos seus ouvintes. 

Versículo 21

Ora, aquele que nos confirma

Ora, aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus;

Comentários de Wesley

Eu digo, para a glória de Deus - Pois é somente Deus que é capaz de cumprir essas promessas.

Isso nos estabelece - apóstolos e mestres.

Com você - Todos os verdadeiros crentes. Na fé de Cristo; e nos ungiu - Com óleo de alegria, com alegria no Espírito Santo, dando-nos assim força para fazer e sofrer a sua vontade.

Versículo 22

o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito

o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.

Comentários de Wesley

Quem também nos selou - Estampando sua imagem em nossos corações, marcando-nos e selando-nos como sua própria propriedade.

E nos deu o penhor do seu Espírito - Há uma diferença entre um penhor e uma promessa. O penhor deve ser restituído quando a dívida for paga; mas um penhor não é tirado, mas completado. Tal penhor é o Espírito. Os primeiros frutos disso temos Romanos 8:23; e esperamos por toda a plenitude.[267]

 

Trindade na epístola de Pedro

 

Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, pela santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo; graça e paz vos sejam multiplicadas

 

1 Pedro 1

Versículo 1

Pedro, apóstolo de Jesus Cristo

Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos estrangeiros espalhados pelo Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia,

Comentários de Wesley

Para os peregrinos - Na terra, os cristãos, principalmente aqueles de origem judaica.

Espalhados - Há muito tempo expulsos de sua própria terra. Os dispersos pela perseguição mencionada em Atos 8:1 foram espalhados apenas pela Judéia e Samaria, embora depois alguns deles tenham viajado para a Fenícia, Chipre e Antioquia.

Através do Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia - Ele nomeia essas cinco províncias na ordem em que lhe ocorreram, escrevendo do leste. Todos esses países estão na Ásia Menor. A Ásia aqui distinguida das outras províncias é aquela que geralmente era chamada de Ásia Proconsular, sendo uma província romana.

Versículo 2

presciência de Deus Pai, pela santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo

Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, pela santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo; graça e paz vos sejam multiplicadas.

Comentários de Wesley

De acordo com a presciência de Deus - Falando à maneira dos homens. Estritamente falando, não há presciência, não mais do que a presciência, com Deus: mas todas as coisas são conhecidas por ele como presentes de eternidade em eternidade. Portanto, isso não é outro senão um exemplo da condescendência divina para com nossas baixas capacidades. 

Eleição, no sentido das escrituras, é Deus fazendo qualquer coisa em que nosso mérito ou poder não tenha parte

Comentários de Wesley

Eleitos - Pelo amor livre e poder onipotente de Deus tirado do mundo, separado dele. Eleição, no sentido das escrituras, é Deus fazendo qualquer coisa em que nosso mérito ou poder não tenha parte. A verdadeira predestinação, ou pré-nomeação de Deus é: 1. Aquele que crer será salvo da culpa e do poder do pecado - 2. Aquele que perseverar até o fim será salvo eternamente

 Aqueles que recebem o precioso dom da fé, tornam-se assim filhos de Deus; e, sendo filhos, receberão o Espírito de santidade para andarem como também Cristo andou

Comentários de Wesley

- 3. Aqueles que recebem o precioso dom da fé, tornam-se assim filhos de Deus; e, sendo filhos, receberão o Espírito de santidade para andarem como também Cristo andou. Em todas as partes dessa designação de Deus, promessa e dever andam de mãos dadas. Tudo é um presente gratuito; e, no entanto, tal é o dom, que a questão final depende de nossa obediência futura ao chamado celestial. Mas outra predestinação além desta, seja para a vida ou morte eterna, a escritura não conhece. Além disso, é - 1. Respeito cruel pelas pessoas; uma consideração injusta de um e um desrespeito injusto de outro. É mera parcialidade da criatura, e não justiça infinita - 2. Não é uma doutrina clara das escrituras, se for verdade; mas sim, inconsistente com a palavra escrita expressa, que fala das ofertas universais de graça de Deus; seus convites, promessas, ameaças, sendo todos gerais –

Somos convidados a escolher a vida e repreendidos por não fazê-la

Comentários de Wesley

3. Somos convidados a escolher a vida e repreendidos por não fazê-la - 4. É inconsistente com um estado de provação naqueles que devem ser salvos ou devem ser perdidos - 5. É de conseqüência fatal; todos os homens estão prontos, por motivos muito pequenos, a se imaginarem do número eleito. Mas a doutrina da predestinação é inteiramente alterada do que era anteriormente. Ora, não implica nem fé, nem paz, nem pureza. É algo que vai prescindir de todos eles.

A fé não é mais, de acordo com o esquema predestinacionista

Comentários de Wesley

A fé não é mais, de acordo com o esquema predestinacionista moderno, uma "evidência divina de coisas que não se veem", forjada na alma pelo poder imediato do Espírito Santo; nenhuma evidência; mas uma mera noção. Nem a fé é mais um meio de santidade; mas algo que vai passar sem ele. Cristo não é mais um Salvador do pecado; mas uma defesa, um semblante dela. Ele não é mais uma fonte de vida espiritual na alma dos crentes, mas deixa seus eleitos interiormente secos e exteriormente infrutíferos; e é feito pouco mais do que um refúgio da imagem do celestial; sim, da retidão, paz e alegria no Espírito Santo.

Comentários de Wesley

Através da santificação do Espírito - Através das influências renovadoras e purificadoras de seu Espírito em suas almas.

À obediência - Para se envolver e capacitá-los a se renderem a toda santa obediência, o fundamento de tudo o que é, a aspersão do sangue de Jesus Cristo - O sangue expiatório de Cristo, que foi tipificado pela aspersão do sangue dos sacrifícios sob a lei; em alusão ao que é chamado de "o sangue da aspersão".

Versículo 3

e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo - Seu Pai, com respeito à sua natureza divina; seu Deus, com respeito ao seu humano, disse Wesley.

Uma esperança que implica verdadeira vida espiritual, que reaviva o coração e torna a alma viva e vigorosa

Comentários de Wesley

Quem nos regenerou para uma esperança viva - Uma esperança que implica verdadeira vida espiritual, que reaviva o coração e torna a alma viva e vigorosa.

Pela ressurreição de Cristo - Que não é apenas uma promessa nossa, mas uma parte do preço de compra. Tem também uma estreita conexão com a nossa ressurreição da morte espiritual, que como ele vive, assim viveremos com ele. Ele foi reconhecido como o Cristo, mas geralmente chamado de Jesus até sua ressurreição; então ele também foi chamado de Cristo.

Versículo 4

para uma herança incorruptível

para uma herança incorruptível, imaculada e imarcescível, reservada nos céus para vós,

Comentários de Wesley

Para uma herança - Pois se somos filhos, então herdeiros.

Incorruptível - Não como tesouros terrenos.

Imaculado - Puro e santo, incapaz de ser contaminado ou de ser desfrutado por qualquer alma poluída.

Que nunca decai em seu valor

Comentários de Wesley

E que não desaparece - Que nunca decai em seu valor, doçura ou beleza, como todos os prazeres deste mundo, como as guirlandas de folhas ou flores, com as quais os antigos conquistadores costumavam ser coroados.

Reservado no céu para você - Que "pela perseverança paciente em fazer o bem, busque a glória, a honra e a imortalidade".[268]

 

  

 

 

 

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O Espírito Santo e a atualidade dos Dons

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do estudo

·       Sobre o Espírito Santo

·       Sobre os dons do Espírito

·       Experiências de Wesley com os dons do Espírito

·       Combatendo o cessacionismo 

·       Sobre o uso dos dons do Espírito em 1 Coríntios 12

 

 

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Introdução

 

Para Wesley, o propósito dos dons é o serviço, a edificação do corpo de Cristo e a glorificação de Deus, nunca a exaltação pessoal. Em seus comentários, ele enfatiza que os dons são "diversos riachos, mas todos de uma única fonte". [269]

Os títulos dos capítulos são:

·       Sobre o Espírito Santo

·       Sobre os dons do Espírito

·       Experiências de Wesley com os dons do Espírito

·       Combatendo o cessacionismo 

·       Sobre o uso dos dons do Espírito em 1 Coríntios 12

A grande questão é que no século XVIII, na Inglaterra, diversas denominações ou pessoas defendiam que os dons do Espírito haviam cessado.

Wesley saiu em defesa da continuidade dos dons do Espírito e combateu o cessacionismo.

Wesley restaurou a doutrina do Espírito Santo.

Hoje a situação não é diferente em nosso meio.

Neste estudo, Wesley aborda sobre o Espírito Santo e a importância dos dons do Espírito.

 

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Destaques dos capítulos do estudo

 

Sobre o Espírito Santo

A compreensão de John Wesley sobre o Espírito Santo é central para a teologia metodista, focando na experiência pessoal da graça, na santificação e na certeza da salvação. Para Wesley, o Espírito Santo não é apenas uma doutrina abstrata, mas uma presença viva que transforma o coração e a vida do crente. [270]

Sobre os dons do Espírito

A compreensão de John Wesley sobre os dons do Espírito Santo era uma mistura de crença na continuidade dos dons (continuismo) com uma forte ênfase na maturidade espiritual e na ordem. Diferente de muitos de seus contemporâneos no século XVIII que abraçavam o cessacionismo (crença de que os dons milagrosos cessaram com os apóstolos), Wesley argumentava que a ausência dos dons extraordinários na igreja não se devia à vontade de Deus, mas à "frieza" e falta de fé dos cristãos. [271]

Experiências de Wesley com os dons do Espírito 

John Wesley experimentou o Espírito Santo como uma presença ativa, marcada pelo seu "coração aquecido" em 1738 (Aldersgate), focado na certeza da salvação e santificação. Embora cauteloso com excessos, Wesley reconhecia dons como cura e profecia, focando na transformação do caráter e na capacitação para o ministério, em vez de apenas prodígios. [272]

Combatendo o cessacionismo 

John Wesley (1703-1791), fundador do metodismo, opôs-se firmemente ao cessacionismo — a crença de que os dons miraculosos do Espírito Santo, como cura e profecia, cessaram após a era apostólica. Wesley adotou uma postura continuacionista, argumentando que a falta de milagres na igreja de sua época não se devia à vontade de Deus, mas à perda da fé viva e à rápida apostasia da igreja cristã, que se tornou "deísta" ou formalista. [273]

Sobre o uso dos dons do Espírito em 1 Coríntios 12

Wesley defendia que os dons do Espírito Santo são relevantes e aplicáveis à igreja em todas as épocas, não apenas no tempo dos apóstolos. Ele argumentava que a igreja precisa redescobrir seu "primeiro amor" para acessar esses dons para um ministério eficaz. [274]

 

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Sobre o Espírito Santo

 

A compreensão de John Wesley sobre o Espírito Santo é central para a teologia metodista, focando na experiência pessoal da graça, na santificação e na certeza da salvação. Para Wesley, o Espírito Santo não é apenas uma doutrina abstrata, mas uma presença viva que transforma o coração e a vida do crente. [275]

 

Para Wesley, o Espírito Santo é tão importante que “as menores coisas não podem ser executadas sem a assistência de seu Espírito”.[276]

Mas quando uma pessoa recebe o Espírito Santo? 

Com respeito à frase bíblica “receber o Espírito Santo”, Wesley insistiu que isso ocorre na justificação. Escrevendo a Joseph Benson em 28 de dezembro de 1770, respeitando a inteira santificação, ele o exortou a confirmar os irmãos "com todo zelo e diligência" de duas maneiras, primeiro, "mantendo firme o que eles alcançaram - a saber, a remissão de todos os seus pecados pela fé em um Senhor sangrento”, e em segundo lugar, “esperando uma segunda mudança, pela qual eles serão salvos de todo pecado e aperfeiçoados em amor”. Imediatamente após o segundo ponto, Wesley acrescenta este importante comentário. Se eles gostam de chamar isso de "receber o Espírito Santo", eles podem: apenas a frase nesse sentido não é bíblica e não é muito apropriada; pois todos eles “receberam o Espírito Santo” quando foram justificados. Deus então “enviou o Espírito de Seu Filho aos seus corações, clamando Abba, Pai”.[277]

Para Wesley, “o Espírito Santo é dado para convencer os seguidores de Cristo desta verdade e capacitá-los a serem santos.”[278]

A pneumatologia de Wesley (o estudo teológico do Espírito Santo) era trinitária em estrutura e incluía temas soteriológicos (salvação), epistemológicos (conhecimento) e escatológicos (últimos tempos).[279]

João Wesley acreditava também na ‘personalidade’ do Espírito Santo. “Repetidamente faz uso de pronomes pessoais e imagens ao descrever o Espírito na relação com os seres humanos. Uma leitura dos Hinos dos Wesleys na trindade revela uma concepção do Espírito Santo como ‘uma presença viva, ativa, ‘pessoal’ que entra em uma amizade interpessoal intima com o homem (...).”[280]

Mais do que um poder, uma energia ou um dom, o Espírito Santo é uma pessoa e faz parte da Trindade: Deus-Pai, Deus-Filho, Deus-Espírito Santo. Podemos dizer que Ele é Deus em nós.

Wesley disse assim sobre o Espírito Santo: “Creio no Espírito infinito e eterno de Deus, igual ao Pai e ao Filho, não somente perfeito em si mesmo, mas sendo a causa de toda a nossa perfeição. Aquele que ilumina nosso entendimento, retifica a nossa vontade e afeições, renova a nossa natureza, une a nossa pessoa com Cristo, dá-nos a certeza da nossa adoção como filhos, guia-nos em nossas ações, purifica a nossa alma e nosso corpo para gozo completo e eterno de Deus.”[281]

Wesley ensinou que o Espírito Santo é de "uma substância, majestade e glória, com o Pai e o Filho, muito e eterno Deus". Na carta acima, Wesley resume os atributos divinos do Espírito Santo ("infinito... eterno... perfeitamente santo em si mesmo") e seu status dentro da Cabeça de Deus ("igual com o Pai e o Filho") a fim de ressaltar seu papel como o agente divino da salvação, transmitindo aos crentes os benefícios salvadores do trabalho redentor de Cristo.[282] 

Wesley escreveu que “o autor da fé e da salvação é só Deus. É ele que opera em nós o querer e o fazer. É o único doador de todo dom perfeito e o único autor de toda a boa obra. Não há mais poder do que mérito no homem; mas como todo mérito está no Filho de Deus pelo que Ele fez e sofreu por nós, assim todo o poder está no Espírito de Deus. Por- tanto, todo o homem para crer para salvação, precisa receber o Espírito Santo. É isto essencialmente necessário a todo cristão, não para que opere milagres, mas para fé, paz, alegria e amor - os frutos comuns do Espírito”.[283]

Para Wesley: “O mesmo Espírito que conduz o pecador arrependido a Cristo e lhe permite confessar ´Jesus é Senhor´ (1Co 12.3) faz-nos não apenas andar uniformemente como Cristo andou (1Co 11.1) como também ter o mesmo sentimento que nele houve, a saber, o de esvaziar-se a si mesmo e identificar-se com  a nossa humanidade, nossa  miséria, nosso pecado e nossas contradições, a  fim de nos remir (...).”[284]

O Espírito Santo completa a obra justificativa e redentora do Pai e do Filho aos que creem.

“Wesley usou uma variedade de verbos para descrever a atividade salvífica do Espírito — permite, inspira, auxilia, respira, guias, assessores, confortos, assegura, unifica e santifica. Essas ações internas trazem o trabalho objetivo do Pai e do Filho para se concretizar na vida do povo de Deus. Como o Espírito de Deus e o Espírito de Cristo, o Espírito Santo aplica efetivamente a obra justificativa e redentora do Pai e do Filho aos corações dos crentes, efetuando sua recuperação na imagem divina”.[285]

 

Sobre os dons do Espírito

 

A compreensão de John Wesley sobre os dons do Espírito Santo era uma mistura de crença na continuidade dos dons (continuismo) com uma forte ênfase na maturidade espiritual e na ordem. Diferente de muitos de seus contemporâneos no século XVIII que abraçavam o cessacionismo (crença de que os dons milagrosos cessaram com os apóstolos), Wesley argumentava que a ausência dos dons extraordinários na igreja não se devia à vontade de Deus, mas à "frieza" e falta de fé dos cristãos. [286] 

 

Wesley acreditava que os dons “estão disponíveis para os cristãos hoje”.[287] Para ele os dons do Espírito são uma consequência natural da santidade genuína e da morada do Espírito de Deus no coração.[288]  Ele falava dos dons extraordinários e comuns do Espírito. Os primeiros são ocasionais e especiais; o segundo é comum a todos os crentes.[289] 

Segundo Wesley, “os ‘dons comuns’ incluíam ‘discurso convincente’, persuasão, conhecimento, fé, ‘elocução fácil’ e pastores e professores como ‘oficiais comuns’.  Entre os ‘dons extraordinários’ que ele incluiu cura, milagres, profecia (no sentido de prever), o discernimento dos espíritos, falar em línguas, e a interpretação de línguas. Ele descreve os apóstolos, os profetas e os evangelistas como ‘oficiais extraordinários."[290]  

“Embora o ‘caminho mais excelente’ seja o caminho do amor, Wesley ainda insistiu para que possamos ‘cobiçar fervorosamente’ dons como evangelismo para ‘ sondar os incrédulos corações; o dom do conhecimento para entender tanto a providência quanto a graça de Deus, ou o dom da fé ‘que em ocasiões particulares vai muito além do poder das causas naturais."[291] 

Para Wesley os dons do Espírito são uma consequência natural da santidade genuína e da morada do Espírito de Deus no coração. 

Mas o esfriamento do amor pode apagar o Espírito.

Ele afirmou: "Não parece que esses dons extraordinários do Espírito Santo fossem comuns na Igreja por mais de dois ou três séculos ... A causa disso não era porque não havia ocasião para eles porque todo o mundo se tornou cristão.  A verdadeira causa foi [que] "o amor de muitos", quase todos os cristãos, assim chamados, estavam "gelados". Esta era a verdadeira razão pela qual os dons extraordinários do Espírito Santo já não se encontravam na Igreja cristã, porque os cristãos voltaram a ser pagãos e só restavam uma forma morta”.[292]

Essa foi a razão de apagar o Espírito Santo, segundo Wesley.

 

Experiências de Wesley com os dons do Espírito 

 

John Wesley experimentou o Espírito Santo como uma presença ativa, marcada pelo seu "coração aquecido" em 1738 (Aldersgate), focado na certeza da salvação e santificação. Embora cauteloso com excessos, Wesley reconhecia dons como cura e profecia, focando na transformação do caráter e na capacitação para o ministério, em vez de apenas prodígios. [293] 

 

Wesley estava vivendo um momento em que os dons do Espírito estavam sendo revitalizados na Igreja depois de séculos apagados por causa da do amor ter se esfriado. 

“A afirmação de Wesley sobre os dons e manifestações do Espírito não era meramente teórica. Sua insistência sobre os dons do Espírito também resultou dos primeiros dias do avivamento metodista (1739-1759), onde muitos indivíduos em Londres, Oxford e Bristol relataram curas sobrenaturais, visões, sonhos, impressões espirituais, poder em evangelização, concessão extraordinária de sabedoria” etc.[294] 

Wesley cria plenamente na cura pela oração. Ele orou muitas vezes por sua própria recuperação e registrou que Deus o curou de muitas enfermidades em sua vida. Wesley descreve que uma noite, na capela, seus dentes estavam muito prejudicados. Ele orou e “minha dor cessou e não voltou mais.”[295] 

Ele experimentou outras curas: “Em 10 de maio de 1741, Wesley ficou bastante doente. Ele tinha dor na cabeça, bem como nas costas, febre e tosse que era tão grande que dificilmente podia falar. Mas então um milagre aconteceu com Wesley enquanto ele ‘invocava Jesus em voz alta’. Enquanto falava, sua dor desapareceu, a sua febre se afastou e sua força voltou. E, além disso, ele não sentiu nenhuma fraqueza ou dor por muitas semanas depois.”[296] 

Mas Wesley acreditava também que “o dom da cura não precisa ser completamente confinado às doenças de cura com uma palavra ou um toque. Pode também exercer-se, embora em menor grau, onde os remédios naturais são aplicados; E muitas vezes pode ser essa, não habilidade superior, o que torna alguns médicos mais bem sucedidos do que outros”.[297] 

Em 25 dezembro de 1742, Wesley orou por um homem em seu leito de morte que foi recuperado.  

Em 16 outubro de 1778, uma mulher estava doente por sete meses.  Imediatamente ficou recuperada depois que ele visitou e orou por ela.[298]  

Nas suas notas explicativas da Bíblia, para a passagem de Marcos 16. 17, Wesley registra uma de suas experiências na cidade de Leonberg, onde um aleijado foi curado através da pregação deste texto.[299] 

Wesley cita um fato ocorrido com o Sr. Sr. Meyrick como um milagre: “Eu subi e achei todos eles chorando sobre ele, suas pernas estavam frias e (como parecia) já estavam mortas. Todos nos ajoelhamos e invocamos Deus com fortes gritos e lágrimas. Ele abriu os olhos e me chamou. E, a partir daquela hora, continuou a recuperar a força, até restaurar a saúde perfeita”.[300] 

Wesley via a importância de uma série de dons espirituais, dentre eles: Expulsar demônios; falar novas línguas; curar os enfermos; profecia, predizendo coisas por vir; visões; sonhos divinos; discernimento dos espíritos etc.[301] 

Ele cita alguns fatos relacionados a expulsão de demônios, dentre eles: “Um homem, com o nome de John Haydon, teria lido um sermão, quando ‘mudou de cor, caiu da cadeira e começou a gritar terrivelmente e a bater-se contra o chão’. Wesley chegou à cena apenas para ser acusado pelo demônio como ‘um enganador do povo’. O demônio fingiu ser uma manifestação do Espírito Santo na esperança de transformar as pessoas contra Wesley, mas Wesley lutou. Ele e todos os outros lá começaram a orar. Logo, as dores de Haydon cessaram e seu corpo e alma ficaram livres.”[302]

 

Combatendo o cessacionismo 

 

John Wesley (1703-1791), fundador do metodismo, opôs-se firmemente ao cessacionismo — a crença de que os dons miraculosos do Espírito Santo, como cura e profecia, cessaram após a era apostólica. Wesley adotou uma postura continuacionista, argumentando que a falta de milagres na igreja de sua época não se devia à vontade de Deus, mas à perda da fé viva e à rápida apostasia da igreja cristã, que se tornou "deísta" ou formalista. [303]

 

O cessacionismo é a crença de que os dons cessaram depois que os apóstolos morreram. 

“Cessacionismo é a visão cristã na qual se formula que parte dos chamados dons do Espírito Santo, apesar de terem sido de fundamental utilidade e importância nos primórdios da igreja cristã, cessaram de existir ainda no período da Igreja Primitiva”.[304]

Para Wesley, “a grande razão pela qual os presentes milagrosos foram tão logo retirados foi não apenas que a fé e a santidade estavam bem perdidas, mas que os homens secos, formais e ortodoxos começaram então a ridicularizar quaisquer dons que não tinham e a chorar (Contra) todos eles como loucura maligna”.[305]

Essa crença foi generalizada durante o tempo de João Wesley, que ensinou que os dons do Espírito permanecem. 

“Portanto, Wesley foi um dos precursores ao declarar a necessidade de que os dons sobrenaturais de Deus sejam vivenciados hoje. Wesley acreditava que não era possível apenas que as pessoas em seu tempo falassem em línguas e experimentassem os outros dons milagrosos do Espírito Santo, mas que era necessário!”[306]

O derramar do Espírito ocorria nas ministrações de João Wesley porque havia a busca de santidade e clamor de todo coração. Wesley sabia que “(...) onde não se encontra o poder de Deus, o trabalho enfraquece.”[307]

Havia manifestações espirituais e Wesley descrevia as pessoas como sendo fulminadas, feridas pela espada do Espírito, tomadas de fortes dores. Algumas caíam de joelhos, outras tinham estranhos acessos, mas ele registra ainda que a maioria era aliviada pela oração e alcançava a paz.[308] Mas isso não era ainda Pentecostes. 

Em 1749, Wesley relatou sobre algumas manifestações no final do culto: “Quando, enfim, despedi o povo com a benção, ninguém se mexeu; ficaram todos nos seus lugares, enquanto eu ia passando no meio deles. Logo se ouviu uma pessoa que gritou: ´Meu Deus, meu Deus, tu te esquecestes de mim´. Tendo dito isto, caiu no chão. Oramos a Deus em favor dela. Seus gritos junto com de muitos outros, clamando a Deus, se aumentaram. Mas nós continuamos lutando com Deus em oração, até que Ele nos atendeu com a paz.”[309] Mas isso não era ainda Pentecostes. 

Wesley fala de um avivamento ocorrido em 1767 em Cork: “Estive aqui quando a chama do avivamento estava mais alta, e preguei ao ar livre, no centro da cidade e no lado sul, perto do quartel, e diversas vezes em Blackpool, que fica ao norte. Mais e mais interessados, e houve aqui avivamento maior do que em qualquer outra parte do reino”.[310]

Wesley acreditava que o Pentecostes traria transformações profundas e muitas pessoas seriam justificadas e santificadas. 

Era comum o avivamento, reavivamento, derramar do Espírito ou Pentecostes no movimento metodista. Wesley disse: “Aprouve a Deus derramar Seu Espírito em todas as partes, tanto na Inglaterra como na Irlanda, e de uma maneira tal que nunca sequer vimos antes, pelo menos nestes últimos vinte anos.”[311]

O avivamento em Dublin foi o mais notável para Wesley. Teve início com um pregador chamado João Manners, pessoa singela e sem eloquência, mas que parecia destinada a essa obra. 

João Wesley descreveu o que viu: “Essa gente está tomada pelo fogo divino; nunca presenciei dias como o domingo passado. Enquanto orava na sociedade, o poder de Deus tomou conta de nós completamente, e alguns exclamavam em voz alta, ‘Senhor, já posso crer.”[312]

Ele pregou em cima do túmulo de seu pai, por ter sido impedido de pregar no templo anglicano, em Epworth: “Neste local, algumas vezes, sua voz era abafada pelo choro e clamor dos ouvintes e diversos caíram como se estivessem mortos. Ele disse: Meu pai trabalhou aqui durante quase 40 anos; mas houve pouco fruto. Eu sofri também entre este povo, e parecia que os meus esforços eram feitos em vão, mas os frutos aparecem agora.”[313]

Samuel Wesley, seu pai e pastor, havia dito para João Wesley esperar porque o Pentecostes viria. O Pentecostes também é possível em nossos dias. Ele pode demorar, mas se perseverarmos e o buscarmos dentro dos princípios bíblicos, ele virá. 

 

Sobre o uso dos dons do Espírito em 1 Coríntios 12

 

 Wesley defendia que os dons do Espírito Santo são relevantes e aplicáveis à igreja em todas as épocas, não apenas no tempo dos apóstolos. Ele argumentava que a igreja precisa redescobrir seu "primeiro amor" para acessar esses dons para um ministério eficaz. [314]

 

Neste capítulo, Paulo escreve para procurar orientar à Igreja que vivia em estado de confusão ou incompreensão sobre os dons espirituais.

Wesley comentou: “A abundância destes nas igrejas da Grécia refutou fortemente o aprendizado ocioso dos filósofos gregos. Mas os coríntios não os usaram com sabedoria, o que ocasionou os escritos de São Paulo a respeito deles”.

Comparando com os pagãos, Wesley comentou: “Ninguém tem o Espírito Santo, mas os cristãos: todos os cristãos têm este Espírito”.

Wesley fala sobre o único Espírito, que recebemos no batismo: “todos estamos unidos em um só corpo”.

Paulo fala da importância do corpo de Cristo e Wesley explica cada um dos 12 dons relacionados em 1 Coríntios 12 e sobre as partes do corpo de Cristo: “Talvez o pé possa representar cristãos particulares; a mão, oficiais da igreja; o olho, professores; o ouvido, ouvintes”, disse Wesley.

Versículo 1

Eu não quero que vocês sejam ignorantes

Agora, quanto aos dons espirituais, irmãos, eu não quero que vocês sejam ignorantes.

Comentários de Wesley

Mas os coríntios não os usaram com sabedoria, o que ocasionou os escritos de São Paulo a respeito deles

Agora, no que diz respeito aos dons espirituais - A abundância destes nas igrejas da Grécia refutou fortemente o aprendizado ocioso dos filósofos gregos. Mas os coríntios não os usaram com sabedoria, o que ocasionou os escritos de São Paulo a respeito deles. Ele descreve, 1. A unidade do corpo, 1 Coríntios 12: 1-27: 2. A variedade de membros e cargos, 1 Coríntios 12:27-30: 3. A maneira de exercer os dons corretamente, ou seja, pelo amor, 1 Coríntios 12:311 Coríntios 13:1. por toda parte: e acrescenta, 4. Uma comparação de vários dons entre si, em 1 Coríntios 14:1. décimo quarto capítulo.

Versículo 2

Quaisquer dons que tenhais recebido, é da livre graça de Deus

Vós sabeis que éreis gentios, arrebatados para estes ídolos mudos, assim como fostes conduzidos.

Comentários de Wesley

Vós éreis pagãos - Portanto, quaisquer dons que tenhais recebido, é da livre graça de Deus.

Credulidade cega

Levado - Por uma credulidade cega.

Depois de ídolos mudos - O cego para o mudo; ídolos de madeira e pedra, incapazes de falar a si mesmos, e muito mais para abrir a boca, como Deus fez.

Como fostes conduzidos - Pela sutileza de seus sacerdotes.

Versículo 3

Uma vez que os ídolos pagãos não podem falar por si mesmos, muito menos dar dons espirituais aos outros

Portanto, eu vos dou a entender que ninguém, falando pelo Espírito de Deus, chama Jesus anátema, e que ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.

Comentários de Wesley

Portanto - Uma vez que os ídolos pagãos não podem falar por si mesmos, muito menos dar dons espirituais aos outros, estes devem necessariamente estar apenas entre os cristãos.

É acionado por esse Espírito, de modo a falar em línguas, curar doenças, ou expulsar demônios

Como ninguém que fala pelo Espírito de Deus chama Jesus de amaldiçoado - Isto é, como ninguém que faz isso, (o que todos os judeus e pagãos fizeram), fala pelo Espírito de Deus - É acionado por esse Espírito, de modo a falar em línguas, curar doenças, ou expulsar demônios.

Na linguagem das escrituras, dizer ou acreditar implica uma garantia experimental

Portanto, ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor - Ninguém pode recebê-lo como tal; pois, na linguagem das escrituras, dizer ou acreditar implica uma garantia experimental.

Todos os cristãos têm este Espírito

Mas pelo Espírito Santo - A soma é: Ninguém tem o Espírito Santo, mas os cristãos: todos os cristãos têm este Espírito.

Versículo 4

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

Comentários de Wesley

Diversas correntes, mas todas de uma fonte

Há diversidade de dons, mas o mesmo Espírito - Diversas correntes, mas todas de uma fonte. Este versículo fala do Espírito Santo, o próximo de Cristo, o sexto de Deus Pai. O apóstolo trata do Espírito, 1 Coríntios 12:7, etc .; de Cristo, 1 Coríntios 12:12, etc.; de Deus, 1 Coríntios 12:28, etc.

Versículo 5

E há diferenças de administrações, mas o mesmo Senhor.

Comentários de Wesley

Administrações — Escritórios. Mas o mesmo Senhor os designa a todos.

Versículo 6

E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.

Comentários de Wesley

Mas é o mesmo Deus que opera todos esses efeitos em todas as pessoas envolvidas

Operações — Efeitos produzidos. Esta palavra é de maior extensão do que qualquer uma das anteriores. Mas é o mesmo Deus que opera todos esses efeitos em todas as pessoas envolvidas.

Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o seu proveito.

A manifestação - O dom pelo qual o Espírito se manifesta.

É dado a cada um - Para o benefício de todo o corpo.

Versículo 8

Um poder de entender e explicar a sabedoria múltipla de Deus

Pois a um é dada pelo Espírito a palavra da sabedoria; a outro, a palavra do conhecimento pelo mesmo Espírito;

Comentários de Wesley

A palavra de sabedoria - Um poder de entender e explicar a sabedoria múltipla de Deus no grande esquema da salvação do evangelho.

Talvez uma capacidade extraordinária de entender e explicar

A palavra do conhecimento - Talvez uma capacidade extraordinária de entender e explicar os tipos e profecias do Antigo Testamento.

Versículo 9

A outra fé pelo mesmo Espírito; a outro os dons de cura pelo mesmo Espírito;

Comentários de Wesley

A fé pode significar aqui uma confiança extraordinária em Deus nas circunstâncias mais difíceis ou perigosas

A fé pode significar aqui uma confiança extraordinária em Deus nas circunstâncias mais difíceis ou perigosas. O dom da cura não precisa ser totalmente confinado às doenças curativas com uma palavra ou um toque. Pode se esforçar também, embora em menor grau, onde remédios naturais são aplicados; e muitas vezes pode ser isso, não uma habilidade superior, que torna alguns médicos mais bem-sucedidos do que outros. E assim pode ser em relação a outros dons da mesma forma.

Depois que os dons puros foram perdidos, o poder de Deus se exerce de maneira mais secreta

Como, depois que os escudos de ouro foram perdidos, o rei de Judá colocou o bronze em seu lugar, assim, depois que os dons puros foram perdidos, o poder de Deus se exerce de maneira mais secreta, sob estudos e ajudas humanas; e isso tanto mais abundantemente, conforme houver, mais espaço será dado para isso.

Versículo 10

Para outro, a operação de milagres; para outra profecia; para outro discernimento de espíritos; a outros diversos tipos de línguas; a outro a interpretação das línguas:

Comentários de Wesley

Predizendo coisas que estão por vir

A operação de outros milagres. Profecia - Predizendo coisas que estão por vir.

Se aqueles que professam falar por inspiração falam de um espírito divino, natural ou diabólico

O discernimento - Se os homens são de um espírito reto ou não; se eles têm dons naturais ou sobrenaturais para ofícios na igreja; e se aqueles que professam falar por inspiração falam de um espírito divino, natural ou diabólico.

Versículo 11

Mas tudo isso opera um e o mesmo Espírito, repartindo a cada um separadamente, como quer.

Comentários de Wesley

Uma determinação fundada em conselhos sábios

Como ele quer - A palavra grega não implica tanto prazer arbitrário, como uma determinação fundada em conselhos sábios.

Versículo 12

Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim também é Cristo.

Assim é Cristo - isto é, o corpo de Cristo, a igreja.

Versículo 13

 

Por aquele único Espírito, que recebemos no batismo, todos estamos unidos em um só corpo

Porque todos nós somos batizados em um só Espírito, formando um só corpo, quer judeus, quer gentios, quer escravos, quer livres; e todos foram feitos para beber de um só Espírito.

Comentários de Wesley

Pois por aquele único Espírito, que recebemos no batismo, todos estamos unidos em um só corpo.

Se judeus ou gentios - Que estão a maior distância uns dos outros por natureza.

Todos nós bebemos de um Espírito

Sejam escravos ou homens livres - Que estão à maior distância por lei e costume.

Todos nós bebemos de um Espírito - Naquele cálice, recebido pela fé, todos nós absorvemos um Espírito, que primeiro inspirou, e ainda preserva, a vida de Deus em nossas almas.

Versículo 15

O pé é elegantemente apresentado como falando da mão

Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não é, portanto, do corpo?

Comentários de Wesley

O pé é elegantemente apresentado como falando da mão; o ouvido, do olho; cada um, de uma parte que tem alguma semelhança com ele. Assim, entre os homens, cada um tende a se comparar com aqueles cujos dons de alguma forma se assemelham aos seus, e não com aqueles que estão à distância, acima ou abaixo dele.

Talvez o pé possa representar cristãos particulares; a mão, oficiais da igreja; o olho, professores; o ouvido, ouvintes

Não é, portanto, do corpo - A inferência é boa? Talvez o pé possa representar cristãos particulares; a mão, oficiais da igreja; o olho, professores; o ouvido, ouvintes.

Versículo 16

E se o ouvido disser: Porque eu não sou o olho, não sou do corpo; não é, portanto, do corpo?

Comentários de Wesley

Com a mais requintada sabedoria e bondade

A orelha - Uma parte menos nobre.

O olho - O mais nobre.

Versículo 18

Mas agora Deus colocou os membros, cada um deles no corpo, como lhe aprouve.

Comentários de Wesley

Como lhe agradou - Com a mais requintada sabedoria e bondade.

Versículo 20

Mas agora eles são muitos membros, mas apenas um corpo.

Comentários de Wesley

Os vários membros precisam uns dos outros

Mas um corpo - E é uma consequência necessária dessa unidade, que os vários membros precisam uns dos outros.

Versículo 21

E os olhos não podem dizer à mão: Não preciso de ti, nem a cabeça aos pés, não preciso de ti.

Comentários de Wesley

A parte mais alta de todas

Nem a cabeça - A parte mais alta de todas.

Para o pé - O mais baixo.

Versículo 22

Não, muito mais aqueles membros do corpo, que parecem ser mais fracos, são necessários:

Comentários de Wesley

Os membros que parecem ser mais fracos

Os membros que parecem ser mais fracos - Sendo de uma estrutura mais delicada e terna; talvez o cérebro e os intestinos, ou as veias, artérias e outros canais minúsculos do corpo.

Versículo 23

Nós cercamos com honra mais abundante

E aqueles membros do corpo, que consideramos menos honrosos, a estes concedemos honra mais abundante; e nossas partes indecorosas têm mais formosura.

Comentários de Wesley

Nós cercamos com honra mais abundante - Cobrindo-os com tanto cuidado.

Beleza mais abundante - Com a ajuda do vestido.

Versículo 24

Deus temperou o corpo

Porque os nossos membros formosos não têm necessidade, mas Deus temperou o corpo, dando mais honra ao que faltava.

Comentários de Wesley

Dando honra mais abundante ao que faltava - Como sendo cuidado e servido pelas partes mais nobres.

Versículo 27

O corpo e os membros de Cristo

Ora, vós sois o corpo de Cristo, e membros em particular.

Agora vós - Coríntios.

O corpo e os membros de Cristo são parte deles, quero dizer, não o corpo inteiro.

Versículo 28

Que plantam o evangelho nas nações pagãs

E Deus colocou alguns na igreja, primeiros apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro lugar mestres, depois milagres, depois dons de curas, socorros, governos, diversidade de línguas.

Comentários de Wesley

Primeiros apóstolos - Que plantam o evangelho nas nações pagãs.

Que ou predizem as coisas que estão por vir, ou falam por inspiração extraordinária, para a edificação da igreja

Em segundo lugar, os profetas - que ou predizem as coisas que estão por vir, ou falam por inspiração extraordinária, para a edificação da igreja.

Precedem até mesmo aqueles que fazem milagres

Em terceiro lugar, os professores - que precedem até mesmo aqueles que fazem milagres. Sob profetas e mestres estão incluídos evangelistas e pastores, Efésios 4:11 .

Não parece que estes signifiquem ofícios distintos

Ajuda, governos - Não parece que estes signifiquem ofícios distintos: em vez disso, qualquer pessoa pode ser chamada de ajuda, por uma destreza peculiar em ajudar os aflitos; e governos, de um talento peculiar para governar ou presidir em assembleias.

Versículo 31

Mas cobiçai os melhores dons, e contudo vos anuncio um caminho mais excelente.

Comentários de Wesley

E eles valem a pena sua busca, embora poucos de vocês possam alcançá-los

Você cobiça sinceramente os melhores presentes - E eles valem a pena sua busca, embora poucos de vocês possam alcançá-los. Mas há um presente muito mais excelente do que todos esses; e um que todos podem, sim, deve alcançar ou perecer.[315]

 

 

 

 

 

  

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A Bíblia como autoridade suprema

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do estudo

·       Determinado a ser um cristão bíblico

·       A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana

·       Regras e princípios de interpretação de um texto bíblico

·       Homo unius libri

·       Os sermões bíblicos de Wesley

·       Da suficiência das Santas Escrituras para a salvação

 

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Introdução

 

Wesley tinha a Bíblia como autoridade suprema.

Ele “consolidou a Bíblia como a autoridade suprema e única norma para fé, ensino e prática cristã, defendendo o princípio da Sola Scriptura. Ele a considerava a Palavra de Deus infalível, inerrante e ‘agente explicador de si mesmo’, sobrepondo-a à autoridade da igreja”. [316]

Wesley estava determinado a ser um cristão bíblico. 

Apesar de Wesley ter lido muitos outros livros, ele disse: “Aqui estou: eu e minha Bíblia. Eu não vou, não ouso, variar deste livro, seja em grandes coisas ou pequenas (...). Estou determinado a ser cristão bíblico, não quase, mas completamente. Quem vai me encontrar neste terreno? Junte-se a mim sobre isso, ou não em tudo”. [317] 

Wesley  “estava profundamente determinado a ser um cristão estritamente bíblico, uma busca que definiu sua vida, teologia e o movimento metodista”. [318] 

Dentre os pontos principais deste propósito, estão:

A Bíblia como Autoridade: Wesley defendia o cristianismo bíblico como um equilíbrio de ‘santidade pessoal’ e ‘santidade social’, priorizando a graça de Deus, a fé e o serviço ao próximo.

O ‘Homem de um Livro Só’: Wesley focava na Bíblia como a autoridade suprema e encorajava seus seguidores a estudar as Escrituras diariamente. Ele via a fé como uma transformação do coração pelo Espírito Santo”. [319]

Um tema importante para nosso tempo.

 

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Destaques dos capítulos do estudo

 

Determinado a ser um cristão bíblico 

“Aqui estou: eu e minha Bíblia. Eu não vou, não ouso, variar deste livro, seja em grandes coisas ou pequenas (...). Estou determinado a ser cristão bíblico, não quase, mas completamente. Quem vai me e

contrar neste terreno? Junte-se a mim sobre isso, ou não em tudo”. 

A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana 

Sim, essa frase resume com precisão a visão de John Wesley sobre as Escrituras. Para Wesley, a Bíblia não era apenas um livro histórico, mas a Palavra de Deus viva, inspirada e autoridade final em assuntos de fé e prática. Ao mesmo tempo, ele reconhecia que ela foi registrada por autores humanos, em línguas humanas e dentro de contextos históricos específicos. [320] 

Regras e princípios de interpretação de um texto bíblico 

John Wesley (1703–1791), fundador do metodismo, adotava uma abordagem teológica da Bíblia que combinava rigor exegético com uma leitura focada na experiência de salvação e santidade. Ele prezava o sentido literal e natural do texto, mas subordinava interpretações difíceis à "analogia da fé". [321]

Homo unius libri

 John Wesley, fundador do Metodismo, adotava a expressão latina Homo unius libri ("homem de um só livro") para descrever sua devoção exclusiva à Bíblia como a regra final de fé e conduta. Wesley enfatizava que a Escritura era sua única fonte para conhecer o caminho para o céu, dedicando sua vida ao estudo e aplicação da Palavra de Deus. [322]

 Os sermões bíblicos de Wesley

Os sermões de John Wesley são a base doutrinária do Metodismo e um dos legados mais influentes do cristianismo protestante. Ao longo de sua vida, Wesley pregou mais de 40.000 sermões, muitas vezes ao ar livre para multidões que as igrejas tradicionais não alcançavam. [323] 

Da suficiência das Santas Escrituras para a salvação 

A base dos 25 Artigos de Religião de John Wesley é uma versão abreviada e adaptada dos 39 Artigos de Religião da Igreja Anglicana. [324]

 

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Determinado a ser um cristão bíblico 

 

“Aqui estou: eu e minha Bíblia. Eu não vou, não ouso, variar deste livro, seja em grandes coisas ou pequenas (...). Estou determinado a ser cristão bíblico, não quase, mas completamente. Quem vai me encontrar neste terreno? Junte-se a mim sobre isso, ou não em tudo”. 

 

Wesley disse: "Esta é uma lanterna aos pés de um cristão, e uma luz em todos os seus caminhos”.[325] 

Ele disse: “Aqui estou: eu e minha Bíblia. Eu não vou, não ouso, variar deste livro, seja em grandes coisas ou pequenas (...). Estou determinado a ser cristão bíblico, não quase, mas completamente. Quem vai me encontrar neste terreno? Junte-se a mim sobre isso, ou não em tudo”.[326] 

A palavra Bíblia é derivada da palavra grega Biblos, que significa “papel, livro, papiro”.[327]


Significa livro, rolo ou Coleção de livros.
 

Wesley disse sobre as Escrituras: 

“Com referência às Escrituras em geral, pode-se observar que a palavra do Deus vivo que dirigiu também os primeiros patriarcas foi escrita no tempo de Moisés. Foram adicionados a esta os escritos dos outros profetas em várias gerações posteriores. Depois os apóstolos e os evangelistas escreveram o que o Filho de Deus pregou e o que o Espírito Santo falou através dos apóstolos. Isto é o que nós agora chamamos de Escritura Sagrada. Esta é a palavra de Deus que permanece para sempre; dessa palavra não passará um til, embora passem os céus e a terra. Portanto, a Escritura do Antigo e do Novo Testamentos é o mais sólido e precioso sistema de verdade divina”. [328] 

A Bíblia foi inspirada por Deus. Esta palavra deriva-se de in spiro, que significa “soprar para dentro, insuflar”. 

“A palavra inspiração, quando empregada em relação à Bíblia, significa soprada por Deus”.[329]

“Wesley firmemente considerou que a Escritura foi inspirada, no entanto, ele acreditava que não era sempre exata sobre “assuntos tangenciais” (genealogias, por exemplo). Wesley argumentou que a Bíblia era “infalivelmente verdadeira”. A palavra “inerrância” não estava em uso no seu tempo”.[330] 

A diferença entre um autor ter a inspiração para escrever um livro secular e um homem santo ter a inspiração para escrever a Bíblia: 

A inspiração do autor secular vem de dentro, de sua inteligência.

O autor bíblico recebeu de fora para dentro porque veio de Deus (in spiro). 

Vela estas afirmações bíblicas: 

“Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que todo o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3.16-17). 

“Homens santos falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1.20). 

Wesley disse: “Peço licença para propor um argumento curto, claro e forte para provar a inspiração divina das Sagradas Escrituras. A Bíblia deve ser a invenção de homens bons ou de anjos; de homens maus ou de demônios; ou de Deus. 1 - Ela não podia ser a invenção de homens bons ou de anjos, pois eles não fariam nem poderiam fazer um livro contando mentiras durante todo o tempo em que o estavam escrevendo, dizendo: "Assim disse o Senhor" quando o livro era a sua própria invenção. 2 - Ela não podia ser a invenção de homens maus ou de demônios pois eles não fariam um livro que impõe todos os deveres, proíbe todos os pecados e condena as suas almas ao inferno por toda a eternidade. 3 - Eu tiro portanto a conclusão de que a Bíblia precisa ter sido dada pela inspiração divina”.[331]

.Deus transmitiu a homens santos Seus pensamentos. A Bíblia tem uma autoria dupla: 

Contém as palavras humanas, como autor secundário, e a Palavra de Deus. 

A Bíblia não foi ditada por Deus ao ser humano. Foi inspirada. Deus não eliminou o estilo, perspectiva e o condicionamento cultural do escritor. 

No Apocalipse, o Senhor disse ao apóstolo João que ele deveria escrever: “O que vês escreve em livro e manda às sete Igrejas” (Ap 1.11). 

O texto “O que vês escreve em livro e manda às sete Igrejas” mostra a liberdade de escrever que o Senhor deu aos homens santos. 

A Bíblia é chamada de “As Escrituras” e os “oráculos de Deus” (Rm 3.2). 

A frase “está escrito” mostra a sua origem em Deus. Segundo alguns, a expressão “assim diz o Senhor” ocorre 359 vezes na Bíblia. 

Para outros: “Assim diz o Senhor”, ocorre no Antigo Testamento 276 vezes em 18 livros”.[332]

Por fim, outros afirmam que as “expressões como “Assim diz o Senhor” aparecem aproximadamente 500 vezes no Pentateuco e mais de 1.200 vezes nos profetas”.[333]

Deus agiu e inspirou durante séculos sendo comprovada a veracidade da Bíblia através da confirmação dos acontecimentos previstos e na sua prática para se obter a vitória. 

Assim, as Escrituras são consideradas de autoridade divina. 

Jesus disse: “E a Escritura não pode falhar” (Jo 10.34). 

Jesus disse também: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam (João 5.39). 

Wesley traduziu o Novo e o Antigo Testamento para corrigir muitos erros da Bíblia a versão do Rei James, usada especialmente na Inglaterra. 

“A tradução de John Wesley do Novo Testamento foi publicada em 1755. Ele também traduziu o Antigo Testamento, mas isso só foi publicado em 1764. A tradução de Wesley do Novo Testamento foi feita para corrigir milhares de erros que estavam contidos na Versão do Rei James, e ele consultou os textos gregos diretamente para fazer isso”.[334]

 

 

A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana

 

 

Sim, essa frase resume com precisão a visão de John Wesley sobre as Escrituras. Para Wesley, a Bíblia não era apenas um livro histórico, mas a Palavra de Deus viva, inspirada e autoridade final em assuntos de fé e prática. Ao mesmo tempo, ele reconhecia que ela foi registrada por autores humanos, em línguas humanas e dentro de contextos históricos específicos. [335]

 

Wesley sabiamente disse: “O Antigo e o Novo Testamento foram escritos pelos homens. Se nós os abstrairmos da sua autoridade divina, eles devem ser tão dignos de aceitação pelo menos quanto todos os outros escritos antigos. Mesmo que nós suponhamos que eles sejam um mero testemunho humano, ainda assim eles merecem pelo menos o mesmo crédito que damos à história profana. Agora, se adicionarmos o testemunho divino a este humano, o que nenhum outro escrito no mundo pode pretender, sendo os milagres de Cristo e de seus apóstolos uma prova desse testemunho, e ainda mais: o cumprimento somente em Cristo de todas as profecias desde o começo do mundo, o fato de que as Escrituras são o único livro no mundo que nos dá uma descrição das séries completas das dispensações de Deus para com o homem durante 4 mil anos desde a criação, a grande exaltação da religião natural visível em todas as partes da mesma, e, por último, o cuidado providencial tão manifesto em todos os tempos na transmissão de diversos livros escritos coma mediação de longo espaço de tempo uns dos outros e todos de nós e o serem eles hoje,   na sua infinita variedade de assuntos os quais foram cuidadosamente colecionados, tão isentos de qualquer erro material que não se pode encontrar oposição entre quaisquer pontos fundamentais de fé ou prática; eu digo que, se estas coisas forem totalmente consideradas, elas darão às Escrituras um tal grau de veracidade que nenhum escrito meramente humano pode ter e serão a maior evidência da verdade das coisas que elas são capazes de receber com uma repetição contínua e diária de milagres”[336]

Deus usou a compreensão, temperamento, capacidade dos profetas, evangelistas e apóstolos para escrever a Bíblia. 

“Visto que muitos empreenderam compor uma narração dos fatos que entre nós se consumaram, como no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e se tornaram «Servidores da Palavra», resolvi eu também, depois de tudo ter investigado cuidadosamente desde a origem, expô-los a ti por escrito e pela sua ordem, caríssimo Teófilo, a fim de reconheceres a solidez da doutrina em que foste instruído” (Lc 1.1-4). 

Wesley disse: “A teologia nada mais é do que a gramática da língua do Espírito Santo. Para entendermos isto perfeitamente, devemos observar a ênfase que existe em cada palavra, os santos sentimentos ali expressos e o temperamento manifesto pelos escritores”.[337] 

 

Regras e princípios de interpretação de um texto bíblico 

 

John Wesley (1703–1791), fundador do metodismo, adotava uma abordagem teológica da Bíblia que combinava rigor exegético com uma leitura focada na experiência de salvação e santidade. Ele prezava o sentido literal e natural do texto, mas subordinava interpretações difíceis à "analogia da fé". [338] 

 

Apresentamos algumas das principais regras e princípios relacionadas aos ensinamentos e visão de Wesley: 

Preferência pelo Sentido Literal e Natural 

“Wesley preferia o que chamava de "sentido literal" ou natural das Escrituras. Ele acreditava que, na maioria das vezes, o sentido claro é o correto. No entanto, ele não era um "literalista ingênuo"; se o sentido literal levasse a uma contradição com o todo da Escritura ou fosse absurdo, ele buscava um sentido figurado ou mais profundo”. [339] 

A Regra da fé 

Wesley apelou para o que ele chamou de "A Regra da Fé" como uma ferramenta para interpretar a Bíblia. 

O que essa regra significa? 

“A regra da fé identifica os temas centrais e unificadores na Bíblia. Passagens difíceis, ambíguas ou obscuras devem ser interpretadas à luz dos temas centrais das Escrituras”.[340]

Wesley diz para termos “um olhar constante para a analogia da fé; a conexão e harmonia que existe entre essas doutrinas grandiosas e fundamentais, Pecado Original, Justificação pela Fé, o Novo Nascimento, Santidade Interior e Exterior”.[341]

Ler o texto dentro do seu contexto 

João Wesley fez algumas perguntas para determinar o nosso nível de seriedade em relação ao estudo da Bíblia.

Uma delas: "Eu leio as Escrituras em grandes porções suficientes para ver passagens isoladas em seu contexto maior?"[342]

Dentro do contexto da parábola do Filho Prodigo, em Lucas 15, Wesley comentou que Jesus “falou - Três parábolas da mesma importação: para as ovelhas, o pedaço de prata, e o filho perdido, todos declaram (em contrariedade direta aos fariseus e escribas) de que forma Deus recebe os pecadores”.[343]

Wesley mostra que a questão das três parábolas era sobre a rejeição dos judeus em relação a salvação dos gentios:

“Nosso Senhor em toda essa parábola mostra, não só que os judeus não tinham motivos para murmurar na recepção dos gentios, (um ponto que na época não se enquadrava tão diretamente em consideração,), mas que se os fariseus fossem de fato tão bons quanto imaginavam ser, ainda não tinham razão para murmurar o tipo de tratamento de qualquer penitente sincero. Assim, ele os condena, mesmo por seus próprios princípios, e assim os deixa sem desculpas. Temos nesta parábola um emblema animado da condição e comportamento dos pecadores em seu estado natural”. [344] 

As passagens paralelas[345] 

“Wesley incentivava seus seguidores a comparar passagens bíblicas. Ele acreditava que as Escrituras são o melhor intérprete de si mesmas. O contexto mais amplo da Bíblia deve governar a interpretação de qualquer versículo isolado”. [346] 

Wesley dizia que quando estava estudando a Bíblia e se tinha alguma dúvida de um texto, ele procurava as passagens paralelas: “Em seguida, procuro e considero passagens paralelas das Escrituras, "comparando coisas espirituais com espirituais". Eu medito com toda a atenção e seriedade da qual minha mente é capaz. Se ainda restam dúvidas, consulto aqueles que são experientes nas coisas de Deus: e então os escritos pelos quais, estando mortos, eles ainda falam. E o que eu aprendo assim, que ensino”.[347] 

Algumas passagens bíblicas tratam do mesmo assunto. Lucas 4.37-39 e Mateus 8.14-17 tratam do mesmo assunto, a cura da sogra de Pedro. 

A leitura simultânea destes textos ajuda a esclarecer a mensagem, pois cada autor deu um enfoque especial por ser Evangelho segundo o autor. 

Algumas edições têm referencias no rodapé ou ao lado do texto bíblico que remetem o leitor às passagens paralelas. 

A chave bíblica traz a relação de passagens paralelas. 

Outro meio de descobrir as passagens paralelas é pelo dicionário bíblico. 

Quando não entendermos uma passagem bíblica devemos procurar uma passagem paralela. 

Exemplo: Paulo em Gálatas 3.27 diz que os batizados são “revestidos de Cristo” 

Em Romanos 13.13-14 e Colossenses 3.12-14 ele explica que significa deixar de ser carnal e ter uma nova vida de misericórdia, benignidade e amor. 

 O exame das passagens paralelas serve para: 

1. Confirmar alguma doutrina;

2. Esclarecer algum texto difícil 

O Propósito Soteriológico (Foco na Salvação) 

“Para Wesley, a Bíblia tem um propósito claro: levar homens e mulheres à salvação e santidade. Portanto, qualquer interpretação deve ter como objetivo final entender como Deus salva, transforma e capacita o ser humano a amar a Deus e ao próximo”. [348] 

Leitura na Comunidade e Tradição (Patrística) 

“Wesley, como anglicano, acreditava que a leitura bíblica não era apenas um exercício individual, mas eclesiástico. Ele valorizava a interpretação da igreja primitiva (padres da igreja) para entender o sentido correto do texto, evitando interpretações privadas ou estranhas à tradição ortodoxa”. [349] 

Use a lente do amor 

Com qual lente lemos à Bíblia? 

“Talvez a maneira mais distinta de Wesley de ler a Bíblia diz respeito às lentes do amor que ele usou para interpretá-la. Wesley reconheceu que os cristãos consideram algumas lentes interpretativas como melhores que outras”. [350] 

Wesley valorizava a teologia de 1 João acima de todos os outros.  “Ele usou 1 João para seu texto de sermão com muito mais frequência do que qualquer outro livro bíblico".[351] 

Wesley disse de 1 João 4.19: "Nós amamos [Deus] porque ele nos amou pela primeira vez" - é ‘a soma de todo o evangelho’. O livro enfatiza claramente o objetivo de Deus de nos transformar para que possamos amar tanto Deus quanto o próximo e viver livre da tirania do pecado”.[352]

Uso de Ferramentas Críticas (A "Bíblia Nua") 

“Embora distante da crítica histórica moderna (alta crítica), Wesley utilizava o que chamava de "a Bíblia nua", que envolvia estudar o texto original (grego/hebraico), analisar o contexto histórico e gramatical para garantir a precisão do sentido”. [353]

 

 

Homo unius libri

 

John Wesley, fundador do Metodismo, adotava a expressão latina Homo unius libri ("homem de um só livro") para descrever sua devoção exclusiva à Bíblia como a regra final de fé e conduta. Wesley enfatizava que a Escritura era sua única fonte para conhecer o caminho para o céu, dedicando sua vida ao estudo e aplicação da Palavra de Deus. [354]

 

Wesley se considerava um homem de um livro, a Bíblia, apesar de estudar e ter muitos outros livros. 

“Wesley quis dizer que não considera nenhum livro comparativamente além da Bíblia. As Escrituras são o primeiro livro de importância, mas não o único livro importante”.[355]

De uma forma poética, bela e profunda, ele disse: 

Eu pensei, eu sou uma criatura de um dia, passando pela vida como uma flecha através do ar. Eu sou um espírito vindo de Deus, e voltando a Deus: Apenas pairando sobre o grande golfo; até que, alguns momentos, portanto, eu não sou mais visto, mas eu não sou mais Eu caio em uma eternidade imutável! Quero saber uma coisa, o caminho para o céu; como pousar seguro naquela costa feliz. O próprio Deus condescendeu-se em ensinar o caminho: Para este mesmo fim ele veio do céu. Ele escreveu em um livro. Ó me dê esse livro! A qualquer preço, me dê o livro de Deus! Eu tenho isso: aqui está o conhecimento suficiente para mim. Deixe-me ser homo unius libri (" um homem de um livro")”.[356] 

Randy L. Maddox, teólogo norte-americano da Igreja Metodista Unida e professor de Estudos Wesleyanos e Metodistas na Duke University, no seu livro: “John Wesley – “Um homem de um livro” -  explica que Wesley era um homem que tinha o foco somente na Bíblia e utilizava várias traduções para compreender melhor às Escrituras.  Wesley e seu irmão Carlos liam o original grego e hebraico.

“Como seu  irmão Charles, John Wesley estudou  outras  traduções    em inglês, bem  como traduções  em alemão e  francês.    Isso  pode  ser  demonstrado  mais  plenamente  para Charles, porque    temos listas  de  catálogos   da  biblioteca  pessoal de Charles   em torno de   1765. Além   do  KJV (1611), essas  listas  incluem o  Novo Testamento  em a  tradução  em inglês  de  Miles Coverdale, que  foi  a  primeira  versão  em inglês  da    Bíblia autorizada  para a  Igreja  da  Inglaterra  por  Henrique VIII em 1539 (muitas vezes  chamado  de  " Grande  Bíblia"). Carlos também possuía  uma  renderização  em inglês  da  tradução  de  Theodore Beza do  Novo Testamento  para  o  alemão (em 1556), juntamente  com  um Novo Testamento alemão   e  a  "Bíblia de Genebra" (1560) em francês”.  [357]

Grande parte da  biblioteca  pessoal de   John Wesley  se perdeu. “Os  irmãos Wesley valorizavam  a  Bíblia em suas  línguas originais  sobre todas as traduções posteriores. Eles herdaram  essa  ênfase  de  seu  pai, que  uma vez  descreveu  comparando  diferentes  traduções  com  as línguas originais  como "o  melhor  comentário  no     mundo", e  encorajou  pastores  a  usar uma   Bíblia poliglota que  incluía  textos  em hebraico, grego, aramaico caldeano, siríaco, samaritano, árabe, ethiopic   e  persa. Enquanto    há  poucas  evidências  de  facilidade  com  as  outras  línguas,  João e  Carlos eram  proficientes  em grego  e  hebraico. Eles frequentemente  apelam para  essas  línguas  ao sugerir  alternativas  às  renderizações    atuais  em inglês de   palavras ou  frases  bíblicas.  E  eles  se  equiparam  para  ler  desta  maneira  comparativa. Consultando novamente  os  registros  mais completos   no  caso de Carlos , sua  biblioteca  pessoal  incluía  um   Testamento Hebraico, dois  saltérios hebraicos, uma cópia  da  Septuaginta  (o  Antigo  Testamento  em grego), e  quatro   versões gregas diferentes    do    Novo Testamento.”[358]

 “Como Randy Maddox observa, Wesley possuía mais de 1.000 livros, desde a história cristã até a medicina, política, poesia e além”.[359]

Mas Wesley se considerava um homem de um livro, a Bíblia. 

Wesley disse: "Esta é uma lanterna aos pés de um cristão, e uma luz em todos os seus caminhos”.[360]

Ele disse: “Aqui estou: eu e minha Bíblia. Eu não vou, não ouso, variar deste livro, seja em grandes coisas ou pequenas (...). Estou determinado a ser cristão bíblico, não quase, mas completamente. Quem vai me encontrar neste terreno? Junte-se a mim sobre isso, ou não em tudo”.[361]

Wesley disse: “Eu sou uma criatura de um dia. Quero saber uma coisa — o caminho para o céu; como pousar com segurança naquela costa feliz. O próprio Deus condescendeu em ensinar-me o caminho; para este mesmo fim, Ele desceu do céu. Ele escreveu isso em um livro. Dá-me esse Livro! A qualquer preço, dê-me o Livro de Deus! Eu tenho; aqui está o conhecimento suficiente para mim. Deixe-me ser homo unius libri (um homem de um livro). Aqui, então, eu estou, longe dos caminhos ocupados dos homens. Sento-me sozinho; somente Deus está aqui. Em Sua presença, abro-me, leio Seu Livro; para este fim — encontrar o caminho para o céu. [362]

Wesley possuía mais de 1.000 livros,

Esses livros iam “desde a história cristã até a medicina, política, poesia e além. A elegante harmonia que Wesley (como Hamann) viu entre os milhares de livros e o Livro Único já está inscrita em seu ousado auto apelido – não deixe o humor passar por você – Wesley anuncia que ele é homo unius libri em latim. Ele é uma mariposa bíblica de Oxford, com certeza”.[363]

Wesley era um homem além de seu tempo.

 

 

Os sermões bíblicos de Wesley

 

Os sermões de John Wesley são a base doutrinária do Metodismo e um dos legados mais influentes do cristianismo protestante. Ao longo de sua vida, Wesley pregou mais de 40.000 sermões, muitas vezes ao ar livre para multidões que as igrejas tradicionais não alcançavam. [364]

 

“Ponha fogo no seu sermão ou ponha seu sermão no fogo”. [365] Esta frase é atribuída a Wesley e revela a sua visão sobre a pregação.

O tipo de pregação que traz resultados, segundo Wesley, não pode ser uma mera formalidade. É preciso convicção e o poder de Deus. Ele disse (...) onde não se encontra o poder de Deus, o trabalho enfraquece.” [366]

Os temas principais de seus sermões eram:

- Salvação pela fé;

- Novo nascimento;

- Testemunho do Espírito;

- Santidade.

Wesley pregou sobre o “Cristo Crucificado”, “Salvação pela fé”, “arrependimento dos pecados”, “Ele foi ferido por nossas transgressões”, "O que devo fazer para ser salvo?" “O nome de Jesus Cristo de Nazaré”, "Confiai no Senhor Jeová; porque no Senhor está a força eterna"; "Se continuardes na minha palavra, então sois realmente meus discípulos" “A justiça da lei e a justiça da fé”, "Amai os vossos inimigos", "Estai também prontos vós", etc.

Wesley pregou nos templos, nas minas de carvão, nos cemitérios, no interior do país, em prisões, praças, topo da montanha, etc.

Inicialmente, Wesley teve receios em pregar “no campo”, mas depois viu que era necessário.

“Enquanto pregava para milhares de mineiros pobres e sem educação e suas famílias, Wesley logo ficou viciado. O poder do Espírito era facilmente evidente e os frutos das vidas transformadas abundavam”.[367]

Wesley pregou em cima do túmulo de seu pai em St. Andrews, na década de 1740, quando lhe foi negado pregar na Igreja.

Ele “pediu ao atual reitor permissão para entregar uma mensagem na antiga igreja. Quando lhe foi negado, ele disse ao reitor que entregaria a mensagem sobre o único pedaço de terra livre por perto. Foi a seis metros da porta da igreja que John Wesley subiu um topo do túmulo de seu pai e mais uma vez deu a mensagem de ‘você deve nascer de novo".[368]

Depois, Wesley disse: "Tenho certeza de que fiz muito mais bem aos meus paroquianos de Lincolnshire pregando três dias no túmulo do meu pai do que pregando três anos em seu púlpito." [369]

Na Igreja de Santa Maria, a Igreja Universitária de Oxford, João Wesley pregou várias vezes.[370]

Houve um sermão pregado por Wesley nesta Universidade de Oxford que fez com que ele não fosse mais convidado para pregar ali.

“John Wesley pregou o sermão "Cristianismo Bíblico" na St. Mary's, Universidade de Oxford como o sermão final que ele pregou antes da universidade em 24 de agosto de 1744. Neste sermão, Wesley confronta sem rodeios a Universidade de Oxford com sua falha em viver de acordo com o ensino das Escrituras. Quando você ler este sermão, você provavelmente não ficará surpreso ao descobrir que esta foi a última vez que Wesley foi convidado para pregar em St. Mary”.[371]

Wesley pregou aos prisioneiros, alguns condenados à morte.

“Preguei o sermão aos criminosos condenados em Newgate (Londres). Quarenta e sete estavam sob sentença de morte. Enquanto entravam havia algo terrível no tinido de suas correntes. Mas não se ouvia qualquer ruído, quer deles ou do auditório repleto, depois que o texto foi anunciado: "Há mais alegria no céu por um pecador arrependido, do que pelos noventa e nove justos que não precisam de arrependimento". O poder do Senhor estava eminentemente presente, e grande parte dos prisioneiros estavam em lágrimas. Alguns dias depois, vinte deles morreram de uma só vez, cinco dos quais morreram em paz”.[372]

Ao ar livre a audiência era muito grande. Por causa da Revolução Industrial, muitos perderam seus empregos, suas terras, casas e vieram para as ruas das cidades e vilas. Quando Wesley saia para pregar o povo já estava nas ruas.

“John Wesley pregou ao ar livre para audiências estimadas em dezenas de milhares depois que os púlpitos anglicanos foram fechados para ele. Às vezes ele começava a pregar ao amanhecer ou mesmo antes do amanhecer, e regularmente pregava três vezes por dia”.[373]

Na segunda-feira, dia 23 de abril de 1739, “num convite repetido, fui a Pensford, a cerca de cinco milhas de Bristol. Enviei ao ministro, para pedir licença para pregar na igreja, mas tendo esperado algum tempo e não recebi resposta, chamei muitas das pessoas que estavam reunidas para juntas em um lugar aberto, Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. Às quatro da tarde, havia mais de três mil, em um lugar conveniente perto de Bristol, a quem eu declarei: A hora está chegando, e agora é, quando os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que ouvirem viverão”.[374]

Pregar no campo era “quase um pecado” para João Wesley. Sobre pregar fora do templo, ele disse: "Até hoje a pregação do campo é uma cruz para mim, mas eu conheço a minha comissão e não vejo outra maneira de pregar o evangelho a cada criatura".[375]

Wesley pregou, muitas vezes, cansado ou sem saúde. “Caminhei até Burnham. Não pensava em pregar lá, duvidando que minhas forças me permitissem pregar sempre três vezes por dia, como tenho feito desde que vim de Evesham. Mas, ao encontrar uma casa cheia de pessoas, não pude conter-me: quanto mais uso minhas forças, mais forças tenho. Quase sempre estou muito cansado quando prego pela primeira vez; um pouco, depois da segunda; mas após a terceira ou quarta vez, raramente sinto fraqueza ou cansaço.”[376]

Wesley fornecia seus sermões escritos aos pregadores metodistas. Havia um propósito de unidade.

Seus sermões eram muito bem preparados para que os ouvintes entendessem bem e a pregação tivesse resultado em suas vidas.

 “O objetivo principal de Wesley sempre foi apresentar o evangelho tão bem quanto ele poderia com o melhor entendimento que pudesse. Ele acreditava firmemente que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo era suficiente para curar a opressão do pecado encontrada no coração humano. A santidade será uma doutrina essencial na leitura desses sermões”.[377]

Segundo pesquisadores, Wesley pregou mais de 40 mil sermões.

“Em 54 anos de ministério, João pregou 42.000 sermões. De fato, em sua última turnê de pregação no último ano de sua vida, John Wesley pregou em 96 lugares – aos 87 anos! Em 2 de março de 1791, João finalmente completou sua fé”.[378]

Wesley tem muito  o que ensinar às novas gerações onde há uma grande influência da  busca de ganhos financeiros e de um salário maior.

“Um hoteleiro, em cujo estabelecimento Wesley parou certa vez, perguntou-lhe quanto ganhava por ano para pregar. Depois de citar certa quantia, Wesley acrescentou que sua recompensa principal era a certeza de que por sua pregação muitas pessoas estavam sendo salvas. O hoteleiro ficou mudo de espanto. No entanto, para aquele que havia experimentado a salvação, esta resposta era perfeitamente compreensível. O encontro místico de Wesley em Aldersgate preparou-o para compreender simpaticamente as experiências de seus seguidores incultos, cujas relações com Deus ficavam quase sempre em níveis baixíssimos”.[379]

A passagem por Aldersgate fez toda a diferença.

 

 

Da suficiência das Santas Escrituras para a salvação

 

A base dos 25 Artigos de Religião de John Wesley é uma versão abreviada e adaptada dos 39 Artigos de Religião da Igreja Anglicana. [380]

 

O metodismo tem 25 artigos de religião como base doutrinária.

 “Os Vinte e Cinco Artigos de Religião são uma declaração doutrinária oficial do Metodismo - particularmente do Metodismo Americano e suas ramificações. John Wesley resumiu os Trinta e Nove Artigos da Igreja da Inglaterra, removendo as partes calvinistas entre outras, refletindo a teologia arminiana de Wesley”.  [381]

No artigo 5º, Wesley aborda sobre a Bíblia, que ele chama de Santas Escrituras:

“Artigo 5º - Da suficiência das Santas Escrituras para a salvação

As Santas Escrituras contém tudo que é necessário para a salvação, de maneira que o que nelas não se encontre, nem por elas se possa provar, não se deve exigir de pessoa alguma para ser crido como artigo de fé, nem se deve julgar necessário para a salvação. Entende-se por Santas Escrituras os livros canónicos do Antigo e do Novo Testamento de cuja autoridade nunca se duvidou na Igreja, a saber, do Antigo Testamento:

Génesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronómio, Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II reis, I e II Crónicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos de Salomão, Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oseas, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias; e do Novo Testamento: Evangelhos; segundo S. Mateus, S. Marcos. S. Lucas e S. João, Actos dos Apóstolos; Epístolas de S. Paulo: aos Romanos, I e II aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, I e II aos Tessalonicenses, I e II a Timóteo, a Tito e a Filémon; Epístola aos Hebreus; Epístola de S. Tiago; Epístolas I e II de S. Pedro; Epístolas I, II e III de S. João; Epístola de S. Judas, e o Apocalipse”. [382]


Artigo 6º - Do Antigo Testamento

“O Antigo Testamento não está em contradição com o Novo, pois tanto no Antigo como no Novo Testamento a vida eterna é oferecida à humanidade por Cristo, que é o único mediador entre Deus e o homem, sendo Ele mesmo Deus e Homem; portanto, não se deve dar ouvidos àqueles que dizem que os patriarcas tinham em vista somente promessas transitórias. Embora a lei dada por Deus a Moisés, quanto às cerimónias e ritos, não se aplique aos cristãos, nem tão pouco os seus preceitos civis devam ser necessariamente aceites por qualquer governo, nenhum cristão está isento de obedecer aos mandamentos chamados morais”. [383]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Os sacramentos da Igreja

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do estudo

·       O sacramento da Ceia do Senhor

·       O Batismo Cristão

·       Os benefícios do batismo

·       Wesley e a prática de batismo

·       Wesley e o batismo de crianças

·       Pais da Igreja que defenderam o batismo de crianças

 

 

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Introdução

 

“Para John Wesley, os sacramentos são meios de graça essenciais, definidos como sinais exteriores e canais ordenados por Deus para comunicar sua graça preventiva, justificadora e santificante às almas. Seguindo a tradição da Reforma e sua formação na Igreja Anglicana, o Metodismo reconhece formalmente dois sacramentos: o Batismo e a Ceia do Senhor”. [384]

Wesley defendeu três formas de batismo: aspersão, imersão e derramamento ou lavagem.

“Wesley mantinha a prática do batismo de crianças, vendo-o como um sinal da graça de Deus que precede a própria resposta humana (graça preveniente)”. [385]

Wesley se fundamenta na Bíblia e na tradição da Igreja, “Os Pais da Igreja (patrística) apoiaram majoritariamente o batismo de crianças desde os primeiros séculos, considerando-o uma tradição apostólica para a regeneração espiritual e purificação do pecado original. Figuras como Orígenes (séc. III) e Santo Agostinho enfatizaram a necessidade do sacramento para recém-nascidos, enquanto Hipólito de Roma descreveu ritos envolvendo crianças (séc. II-III)”. [386]

Os benefícios dos sacramentos são diversos e essenciais.

Um tema necessário para nossos dias.

 

 

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Destaques dos capítulos do estudo

 

 

O sacramento da Ceia do Senhor

Para John Wesley, a Ceia do Senhor é um "meio de graça" essencial e o principal banquete de nutrição espiritual, onde Cristo está realmente presente de forma espiritual para os fiéis. Wesley via o sacramento não apenas como um memorial, mas como um encontro real com Deus que fortalece a alma, confirma o perdão e impulsiona o crente rumo à santidade.[387]

O Batismo Cristão

John Wesley via o batismo como um sacramento sagrado e um "meio de graça" instituído por Cristo, que simboliza a lavagem do pecado e a nova vida. Ele defendia o batismo infantil como acolhimento na aliança de Deus e aceitava formas como aspersão, infusão ou imersão, focando na regeneração e incorporação à igreja. [388]

Os benefícios do batismo

Para John Wesley, o batismo era um sacramento instituído por Cristo, funcionando como um "sinal visível de uma graça invisível" e um meio de graça que traz benefícios espirituais significativos, tanto para adultos quanto para crianças. [389]

Wesley e a prática de batismo

A prática do batismo no ministério de John Wesley (1703-1791) era profundamente sacramental, influenciada por sua formação anglicana, mas adaptada ao contexto avivalista do movimento metodista. Wesley via o batismo como um sinal visível da graça invisível e um meio de aliança com Deus.[390]

 Wesley e o batismo de crianças

John Wesley defendia firmemente o batismo de crianças (pedobatismo), vendo-o como um meio de graça que purifica do pecado original e acolhe a criança na aliança de Deus. Baseado na tradição da igreja, ele argumentava que, como Jesus abençoou as crianças, elas não devem ser impedidas, sendo batismo um sinal de acolhimento. [391]

Pais da Igreja que defenderam o batismo de crianças

Os principais Pais da Igreja que defenderam ou mencionaram o batismo de crianças (pedobatismo) na Igreja Primitiva incluem OrígenesCipriano de CartagoAgostinho de Hipona e Irineu de Lyon. Eles viam o rito como necessário para a remissão do pecado original, com a prática consolidando-se principalmente a partir do século III como tradição apostólica. [392]

 

 

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O sacramento da Ceia do Senhor

 

Para John Wesley, a Ceia do Senhor é um "meio de graça" essencial e o principal banquete de nutrição espiritual, onde Cristo está realmente presente de forma espiritual para os fiéis. Wesley via o sacramento não apenas como um memorial, mas como um encontro real com Deus que fortalece a alma, confirma o perdão e impulsiona o crente rumo à santidade.[393]

 

“Pontos Chave da Visão Wesleyana:

 

  • Meio de Graça: Wesley considerava a Ceia um dos mais importantes meios de graça instituídos, através do qual Deus comunica perdão, força e vida espiritual.
  • Presença Real Espiritual: Wesley rejeitava a transubstanciação, mas defendia uma presença real e espiritual de Cristo, que é recebida pela fé do cante.
  • Comunhão Constante: Ele defendia ardorosamente a celebração constante da Ceia (diária ou semanal), argumentando que todo cristão deve comungar sempre que possível para nutrir sua alma.
  • Mesa Aberta: A Ceia é vista como uma mesa ‘convertida’, um convite a todos os pecadores arrependidos que buscam a Deus, não apenas para os ‘perfeitos’.
  • Lembrança e Esperança: O ato é uma anamnese (relembrar) a morte de Cristo, ao mesmo tempo em que anuncia seu retorno.
  • Foco na Santidade: A Ceia é parte central do caminho para a santidade (perfeição cristã), pois dá força para amar e obedecer a Deus. 

Em resumo, Wesley via a Ceia como um encontro transformador e vitalício, não um simples rito simbólico”. [394]

 

Alguns pontos importantes

Utilizando um pequeno pedaço de pão e um copinho de suco de uva, os evangélicos participam da Ceia do Senhor, geralmente, no primeiro domingo de cada mês.

A ceia do Senhor é um sacramento. É um sinal visível de uma graça invisível de Deus.

Foi instituída por Jesus.

Mas qual o motivo de praticarmos a Santa Ceia?

A Ceia do Senhor é o sinal de nossa redenção em Cristo e o memorial perpétuo de sua paixão e morte.

Quais os elementos que constituem a Ceia do Senhor?

*      O pão (Mt 26.26), que simboliza o corpo de Cristo.

*      O vinho (Mt 26.27), que simboliza o sangue de Cristo.

 

A importância da confiança no ato da Ceia

Para Wesley, o simples ato da Ceia do Senhor para nada aproveita!

 

“Não há poder para salvação senão no Espírito de Deus”.

Não há mérito senão no sangue de Cristo.

 

“Aquilo que é ordenado por Deus não transmite graça se não confiarmos somente nele.” [395]

 

Quais os benefícios que a Ceia do Senhor traz?

*      Perdão dos nossos pecados passados,

*      O fortalecimento presente,

*      E a renovação das nossas almas. [396]

 

O que é necessário para participarmos da Ceia do Senhor?

*      Pertencer ao povo de Deus através da fé em Jesus (1Co 11.25),

*      Examinar a consciência e confessar o pecado (1Co 11.28-29),

*      Participar com a consciência em paz com Deus e com o próximo (1Co 11.20-22,33).

“Para John Wesley, o sacramento da Ceia do Senhor (ou Santa Comunhão) é muito mais do que um simples memorial; é um meio de graça divinamente ordenado, através do qual Deus comunica sua presença e amor aos fiéis. Wesley incentivava a comunhão constante, vendo-a como uma fonte vital de nutrição espiritual e santificação”. [397]

 

O Batismo Cristão

 

John Wesley via o batismo como um sacramento sagrado e um "meio de graça" instituído por Cristo, que simboliza a lavagem do pecado e a nova vida. Ele defendia o batismo infantil como acolhimento na aliança de Deus e aceitava formas como aspersão, infusão ou imersão, focando na regeneração e incorporação à igreja. [398]

 

“Pontos principais da visão de John Wesley sobre o batismo:

  • Sacramento como Meio de Graça: Wesley acreditava que o batismo é um canal através do qual Deus opera de forma invisível, fortalecendo a fé e oferecendo graça ao batizado.
  • Significado Teológico: Representa o novo nascimento, a purificação dos pecados e a marca de pertença à aliança da graça com Deus, não sendo apenas um ato simbólico.
  • Batismo Infantil: Wesley apoiava o batismo de crianças, vendo-o como o meio pelo qual o Cristo ressuscitado acolhe os pequenos na Sua igreja, comparável à circuncisão no Antigo Testamento.
  • Modo de Batismo: A água é necessária, mas o modo (imersão, aspersão ou derramamento) não é essencial. Wesley defendia que todos os métodos tradicionais de aplicação de água são aceitáveis, não se prendendo apenas à imersão.
  • Necessidade de Regeneração: Embora o batismo seja um sinal do novo nascimento, Wesley enfatizava que ele deve ser acompanhado pela fé pessoal e pela experiência do Espírito Santo para a salvação plena, pois o batismo por si só não garante a conversão interna. 

Para Wesley, o batismo marca o início da jornada cristã e a entrada na comunidade de fé, sendo o "primeiro sinal" da nova vida, essencialmente atrelado à fé pessoal.”    [399]

 

O que é o batismo

 

Wesley diz: “É o sacramento iniciatório que nos faz entrar na aliança com Deus.

*      Foi instituído por Cristo, o único que tem poder para instituir um sacramento adequado,

*      Um sinal, um selo, garantia e meio de graça,

*      Perpetuamente obrigatório para todos os cristãos”. (28)

 

A Bíblia não se preocupa com a forma. Apenas diz: “Quem crer e for batizado será salvo” (At 16.16).

Vamos agora ver as três formas de batismo:

 

1.  Aspersão

 

Embora o Novo Testamento não descreva explicitamente o modo de aplicação da água, defensores da aspersão (aspersão/efusão) apontam cenários onde a imersão seria difícil, como o batismo de 3.000 pessoas em um dia (Atos 2), o carcereiro de Filipos à meia-noite (Atos 16:33) e Paulo na "Rua Direita" (Atos 9:18). [400]

 

A aspersão consiste em jogar um pouco de água na cabeça da pessoa. Há vários acontecimentos na Bíblia que mostram esta prática:

 - Ananias partiu, entrou na casa, impôs-lhe as mãos e disse: “Saulo, meu irmão, quem me envia é o Senhor, esse Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas ... A seguir, levantou-se e foi batizado” (At 9.17-19).

- O carcereiro de Filipos também foi batizado dentro da cadeia e não em um rio (At 16.31-33).

- É importante lembrar que  a palavra batismo é usada para dizer que o Espírito Santo veio sobre a pessoa (At 1.5-8; 11.15-17).

2. Imersão

“Segundo John Wesley, o principal exemplo bíblico que faz alusão ao batismo por imersão no Novo Testamento é encontrado em Romanos 6:4”. [401]

 

Sobre Romanos 6.4, Wesley comentou: “Estamos enterrados com ele - aludindo à antiga forma de batizar por imersão. Que assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória – Poder glorioso. Do Pai, assim também nós, pelo mesmo poder, devemos ressuscitar; E assim como Ele vive uma nova vida no céu, também devemos caminhar na nova vida. Isso, diz o apóstolo, nosso próprio batismo representa para nós”.[402]

A imersão consiste em afundar a pessoa na água; há dois fatos na Bíblia que dão ideia de ser batismo por imersão;

- O batismo de João Batista (Mc 3.6).   

- O batismo do eunuco (At 8.26-40).

3. Derramamento ou lavagem

 

Batismos em Jerusalém (Atos 2 e Atos 4): Wesley aponta que, quando Pedro batizou 3.000 pessoas no dia de Pentecostes e, posteriormente, mais 5.000, é improvável que houvesse rios ou tanques suficientes em Jerusalém para imersão total. Ele cita o observador Fuller, que notou a ausência de grandes correntes de água na cidade, tornando a aspersão/derramamento o método prático. [403]

 

Consiste em derramar água sobre a pessoa; há um fato na Bíblia que dá a impressão de ter havido este batismo: quando três mil pessoas foram batizadas num só dia (At 2.41),

Ezequiel 36.25 diz: “Derramarei água pura sobre vós e ficareis purificados ...”

“Segundo Ezequiel 36:25, a forma de purificação prometida por Deus é a aspersão (derramamento) de água pura sobre o seu povo”.[404]

Wesley comentou: “Aspergir - "Isso significa tanto o sangue de Cristo aspergido sobre sua consciência, para tirar sua culpa, como a água da purificação foi aspergida, para tirar sua impureza cerimonial e a graça do espírito aspergida sobre toda a alma, para purificá-la de todas as inclinações e disposições corruptas."[405]

Os elementos do Batismo:

 

*      Jesus apenas disse: “Ide, portanto, fazei discípulos de todos as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.  (Mt 28.19).

 

*      Então, importa no batismo:

 

        - Batizar com água;

        - Batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

 

Wesley afirma: “Digo pela lavagem, imersão ou aspersão porque a Escritura não determina qual destes meios deve ser usado quer por preceito expresso, quer por um exemplo claro que o prove, quer ainda pela força ou pelo significado da palavra batizar”.[406]

 

Os benefícios do batismo

 

Para John Wesley, o batismo era um sacramento instituído por Cristo, funcionando como um "sinal visível de uma graça invisível" e um meio de graça que traz benefícios espirituais significativos, tanto para adultos quanto para crianças. [407]

 

O batismo, como sinal e meio de graça, inicia uma pessoa em uma aliança com Deus na qual ela participa de cinco benefícios básicos[408]:

- Somos lavados da nossa culpa do pecado original

 Wesley afirma: “... todos nascemos sobre a culpa do pecado de Adão ... E a virtude deste dom gratuito, os méritos da vida e da morte de Cristo nos são aplicados no batismo”. [409]

“Wesley atribuiu a remoção da culpa do pecado original à graça preventiva como benefício incondicional (Carta a John Mason)”. [410]

- Entramos na aliança de Deus

Wesley diz: “Como a circuncisão era o meio de se entrar naquela aliança; o batismo o é agora”. [411]

“Para Wesley, essa aliança do Novo Testamento é aquela em que Deus promete "dar-lhes um novo coração e um novo espírito, para aspergir água limpa sobre eles." O batismo é, em suas palavras, "apenas uma figura" da realidade da renovação interior".[412]

- Somos feitos membros de Cristo

Wesley afirma: “Somos admitidos na Igreja pelo batismo e, consequentemente, feitos membros de Cristo, a sua cabeça ... Pois, ‘todos os que são batizados em Cristo’- (Gal 3.27), isto é, são misticamente unidos e feitos um com Ele”. [413]

“O terceiro e quarto benefícios conferem admissão na Igreja, ou filiação ao corpo de Cristo, e adoção na família de Deus para aqueles nascidos da água e do Espírito”. [414]

- Somos feitos filhos de Deus

 Wesley diz: “Sendo enxertados no corpo da Igreja de Cristo, somos feitos filhos de Deus pela adoção e pela graça”.

Isto se baseia no seguinte: “Se um homem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3.5). Assim, pela água como um meio, a água do batismo, somos regenerados ou nascidos de novo, de onde o ser ele chamado também pelo  apóstolo de ‘a lavagem da regeneração’ ”. [415]

- Somos herdeiros do Reino dos Céus

*      “Somos herdeiros do Reino dos Céus em consequência de sermos feitos filhos de Deus.” [416]

 

*      “O batismo nos salva se a nossa vida o corresponder, se nos arrependermos, crermos e obedecermos o Evangelho; supondo-se isso, como ele nos admite à Igreja daqui, assim também o somos na glória futura.” [417]

 

Destacamos ainda dois outros benefícios

 

O batismo também é um “Meio de Santificação: O batismo não é apenas um ritual de entrada, mas um meio pelo qual o Espírito Santo começa a trabalhar a santificação no crente”. [418]

“[O] mérito da vida e morte de Cristo são aplicados a nós no batismo. 'Ele se entregou pela igreja, para santificar e purificá-la com a lavagem da água pela palavra;' ou seja, no batismo, o instrumento comum de nossa justificação. Concordando com isso, nossa Igreja ora no ofício batismal para que a pessoa a ser batizada seja 'lavada e santificada pelo Espírito Santo, e, sendo libertada da ira de Deus, receba a remissão dos pecados e desfrute da bênção eterna de sua lavagem celestial'; e declara na rubrica ao final do ofício: 'É certo, pela Palavra de Deus, que crianças que se batizaram, morrendo antes de cometer pecado real, são salvas.' E isso concorda com o julgamento unânime dos antigos padres”.[419]

 

 

Wesley e a prática de batismo

 

A prática do batismo no ministério de John Wesley (1703-1791) era profundamente sacramental, influenciada por sua formação anglicana, mas adaptada ao contexto avivalista do movimento metodista. Wesley via o batismo como um sinal visível da graça invisível e um meio de aliança com Deus.[420]

 

O que é a Igreja [421]

Wesley pergunta e responde:

A Igreja católica ou universal consiste de todas as pessoas no universo a quem Deus chamou do mundo concedendo-lhes as qualidades acima referidas, ‘como sendo um corpo unido por um Espírito, tendo uma fé, uma esperança, um batismo; um Deus e Pai de todos, que está acima de todos, através de todos e em todos”. [422]

“Batizei sete adultos, dois deles por imersão”

Em Colchester, na quarta-feira, dia 21 março de 1759, Wesley disse: “Batizei sete adultos, dois deles por imersão; e à noite (os próprios ministros os expulsaram por irem ouvir os metodistas) Administrei a Ceia do Senhor a eles, e muitos outros, a quem seus vários professores haviam repelido pelo mesmo motivo”. [423]

O fundamento teológico do batismo

“Pela lavagem, imersão ou aspersão porque a Escritura não determina qual destes meios deve ser usado quer por preceito expresso”

O batismo e o novo nascimento

“Ele insiste sobre o batismo de crianças que ele baseia sobre a graça salvadora, um dos benefícios universais da expiação”

Para Wesley, “o batismo se relaciona com o novo nascimento e o exige para que se torne efetivo, real. Ele insiste sobre o batismo de crianças que ele baseia sobre a graça salvadora, um dos benefícios universais da expiação. Wesley nunca cessou de enfatizar o dever da expiação. Wesley nunca cessou de enfatizar o dever da comunhão frequente, desejando que sou povo participasse dela pelo menos uma vez por semana”.[424]

O que é o batismo?

“A Escritura não determina qual destes meios deve ser usado quer por preceito expresso”

“É o sacramento iniciatório que nos faz entrar na aliança de Deus. Foi instituído por Cristo o único que tem poder para instituir um sacramento adequado, um sinal, um selo, garantia e meio de graça, perpetuamente obrigatório para todos os cristãos. Não sabemos realmente o tempo exato da sua instituição, mas sabemos que foi muito antes da ascensão do Senhor. Foi instituído na sala da circuncisão, pois, como aquela era um sinal e um selo da aliança de Deus, assim é este. O elemento deste sacramento é a água que é o mais próprio para este uso simbólico, dado o seu poder natural de limpar. O batismo é realizado pela lavagem, pela imersão ou pela aspersão da pessoa em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, [425] disse Wesley.

E ele completa: “Digo pela lavagem, imersão ou aspersão porque a Escritura não determina qual destes meios deve ser usado quer por preceito expresso, quer por um exemplo claro o que prove, quer ainda pela força ou pelo significado da palavra batizar.”  [426]

Entramos na aliança de Deus pelo batismo

“Um novo coração e um novo espírito e borrifar-lhes água limpa"

“Entramos na aliança de Deus pelo batismo”, disse Wesley, “naquela aliança eterna que Ele ordenou para sempre - Sal. 111:9; aquela nova aliança que Ele prometeu fazer com o Israel espiritual, "o dar-lhes um novo coração e um novo espírito e borrifar-lhes água limpa", da qual o batismo é apenas uma figura, "e não mais lembrar-se dos seus pecados e iniquidades"; numa palavra, ser o seu Deus como prometeu a Abraão, na aliança evangélica feita com ele e com toda a sua descendência espiritual - Gên. 17:7,8”, [427]  disse Wesley.

 A circuncisão e o batismo

“Os judeus eram admitidos à Igreja pela circuncisão; assim são os cristãos pelo batismo”

“Como a circuncisão era o meio de se entrar naquela aliança”, disse Wesley, “o batismo o é agora, o qual é chamado pelo Apóstolo (sendo as suas palavras reproduzidas por muitos bons intérpretes) ‘a condição, contrato ou aliança de uma boa consciência para com Deus’. Somos admitidos na Igreja pelo batismo e, consequentemente, feitos membros de Cristo, a sua cabeça. Os judeus eram admitidos à Igreja pela circuncisão; assim são os cristãos pelo batismo. Pois ‘todos os que são batizados em Cristo’, em seu nome, por esse meio ‘revestiram-se de Cristo’- Gál.3:27, isto é, são misticamente unidos a Cristo e feitos um com Ele. "Somos todos batizados por um Espírito, formando uni corpo" - I Cor. 12:13, especialmente a Igreja – ‘o corpo de Cristo’ - Ef. 4:12”. [428] 

“Somos regenerados ou nascidos de novo”

“Assim, pela água como um meio, a água do batismo, somos regenerados ou nascidos de novo”, disse Wesley, “de onde o ser ele chamado também pelo Apóstolo ‘a lavagem da regeneração’. A nossa Igreja, portanto, não atribui maior virtude ao batismo do que o próprio Cristo o fez. Ela também não atribui esse fato à lavagem externa, mas à graça interior, a qual, adicionada ao ato, torna-o um sacramento”, [429] disse Wesley.

O batismo e a salvação

“O batismo nos salva se a nossa vida correspondê-lo, se nos arrependermos, crermos e obedecermos ao evangelho”

“O batismo nos salva se a nossa vida correspondê-lo, se nos arrependermos, crermos e obedecermos ao evangelho; supondo-se isso, como ele nos admite à Igreja daqui, assim também o somos na glória futura”, disse. [430] 

“De conformidade com a prática ininterrupta de toda a Igreja de Cristo desde os primeiros tempos”

“Em resumo, portanto, é nosso dever”, disse Wesley, “não somente legal e inocente, mas justo e estrito, de conformidade com a prática ininterrupta de toda a Igreja de Cristo desde os primeiros tempos, consagrarmos nossos filhos a Deus pelo batismo como era ordem para que a Igreja dos judeus o fizesse pela circuncisão. Obras: "Um trabalho sobre o batismo", 1, daqui e dali (X, 188, 190-92, 201)”. [431] 

Os benefícios

Em “Um Tratado sobre o Batismo (1756)”, “Wesley baseou-se extensivamente na obra anterior de seu pai, The Pious Communicant (1700), para produzir uma defesa robusta da prática como sacramento instituído por Cristo e da obrigação perpétua. Aqui os benefícios conferidos são aqueles tradicionalmente associados ao batismo: a lavagem do pecado original; entrada na nova aliança em Cristo; incorporação à Igreja; e regeneração ou novo nascimento”. [432]

 

 

Wesley e o batismo de crianças

 

John Wesley defendia firmemente o batismo de crianças (pedobatismo), vendo-o como um meio de graça que purifica do pecado original e acolhe a criança na aliança de Deus. Baseado na tradição da igreja, ele argumentava que, como Jesus abençoou as crianças, elas não devem ser impedidas, sendo batismo um sinal de acolhimento. [433]

 

“Wesley considerava que a prática do batismo infantil era mantida tanto pelas escrituras quanto pela tradição da Igreja primitiva. Ele entendia o batismo, especificamente o batismo infantil, como a circuncisão do Novo Testamento, e citou sua prática no livro dos Atos e na tradição cristã durante os primeiros mil oitocentos anos”. [434]

“Ele reconheceu que o batismo infantil, como sacramento iniciático, era o ‘caminho ordinário’ para ser iniciado em Cristo e na graça regeneradora. No entanto, como obra iniciática, o batismo infantil não era um selo que completava a regeneração ou salvação. Wesley observou que muitos batizados ainda bebês pecavam sua graça batismal, como ele fazia aos dez anos de idade, e precisavam do novo nascimento. Embora batizado ainda bebê, Wesley veio ao lugar onde precisava nascer novamente para entrar no reino de Deus. Wesley responde àquele que depende estritamente do batismo infantil: "Não se apoiem mais no cajado daquela cana partida, que nasceram de novo no batismo. Quem nega que foram então feitos filhos de Deus e herdeiros do reino dos céus? Mas não obstante isso, agora vocês são filhos do diabo." Wesley encontrou muitos que reivindicavam o batismo em palavra, mas o negavam por seus atos, e não tinham as marcas do novo nascimento, que são ‘poder sobre o pecado exterior’, fé, esperança e amor (‘O Novo Nascimento’ e ‘Marcas do Novo Nascimento’). O fruto do Espírito, e não apenas a água, significa a verdadeira marca da regeneração”. [435]

“O batismo é a graça iniciadora que acompanha o batismo dos bebês”. [436]

Quem foi batizado quando criança precisa crescer na graça.

“A necessidade do novo nascimento nos anos mais recentes não descarta nem nega a graça inicial no batismo infantil, e também não nega que, mais tarde na vida, é preciso nascer novamente. O que é iniciado no batismo infantil precisa crescer à medida que a criança se desenvolve moralmente e amadurece até a idade adulta”. [437]

Clareza de Wesley sobre o batismo de crianças

“Em nenhum lugar o Novo Testamento proíbe explicitamente a prática” 

“Embora a evidência direta do batismo infantil seja bastante escassa no primeiro século, ele é claramente praticado no segundo, o que é difícil de explicar se não tivesse sido praticado nos primeiros anos da igreja. Para aqueles que continuam céticos, Wesley lembra-lhes que em nenhum lugar o Novo Testamento proíbe explicitamente a prática”.[43] 

Batize primeiro as crianças e, se elas puderem falar por si mesmas, deixe-as fazê-lo. Caso contrário, deixe que seus pais ou outros parentes falem por eles” (A Tradição Apostólica 21:16 [215 d.C.])”.[438]

Wesley se fundamenta na Bíblia e na tradição da Igreja, “Os Pais da Igreja (patrística) apoiaram majoritariamente o batismo de crianças desde os primeiros séculos, considerando-o uma tradição apostólica para a regeneração espiritual e purificação do pecado original. Figuras como Orígenes (séc. III) e Santo Agostinho enfatizaram a necessidade do sacramento para recém-nascidos, enquanto Hipólito de Roma descreveu ritos envolvendo crianças (séc. II-III)”. [439]

 

Pais da Igreja que defenderam o batismo de crianças

 

Os principais Pais da Igreja que defenderam ou mencionaram o batismo de crianças (pedobatismo) na Igreja Primitiva incluem OrígenesCipriano de CartagoAgostinho de Hipona e Irineu de Lyon. Eles viam o rito como necessário para a remissão do pecado original, com a prática consolidando-se principalmente a partir do século III como tradição apostólica. [440]

 

O que significa “Pais da Igreja”

É a designação que se dá a “um grupo influente de teólogos, bispos, escritores e líderes cristãos que viveram entre os séculos II e VII d.C.. Eles foram os sucessores naturais dos apóstolos, responsáveis por liderar a igreja primitiva logo após a morte dos discípulos de Jesus, estabelecendo as bases teológicas e doutrinárias do cristianismo”. [441]

Veja alguns deles:

Orígenes (185-254) nasceu de pais cristãos em Alexandria. Foi teólogo, escritor e filósofo.[442]  Foi o mais completo conhecedor da Bíblia entre os escritores cristãos dos primeiros séculos.

Ele foi um “influente teólogo cristão, foi um dos primeiros a documentar e defender o batismo de crianças (pedobatismo) como uma prática tradicional da Igreja, ligando-a diretamente à tradição apostólica. Ele argumentava que, embora os bebês não tivessem pecado pessoal, necessitavam do batismo para a remissão do pecado original herdado de Adão”. [443]

Ele escreveu que o batismo de crianças veio dos apóstolos: 

“Orígenes também defende que a Igreja deve batizar as crianças: ‘A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém nascidos (Epist. ad Rom. Livro 5,9).”[444]

“A Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar o batismo até às crianças” 

Ele disse: “Toda alma que nasce na carne é manchada pela sujeira da maldade e do pecado... Na Igreja, o batismo é dado para a remissão dos pecados e, de acordo com o costume da Igreja, o batismo é dado até mesmo às crianças. Se não houvesse nada nas crianças que exigisse a remissão dos pecados e nada nelas pertinente ao perdão, a graça do batismo pareceria supérflua’ (Homilias sobre Levítico 8:3 [248 d.C.]). “A Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar o batismo até às crianças. Os apóstolos, a quem foram confiados os segredos dos sacramentos divinos, sabiam que existem em cada pessoa tensões inatas do pecado [original], que devem ser lavadas pela água e pelo Espírito’ (Comentários sobre Romanos 5:9 [248 d.C.])”. [445]

Testemunho de Cipriano 

São Cipriano de Cartago (século III) foi um firme defensor do batismo infantil, argumentando que a graça divina não deve ser negada às crianças. Ele sustentava que, como a criança carrega o pecado original, o batismo é necessário para a remissão e união com Cristo, prática que considerava unanimidade na Igreja primitiva. [446]

Cipriano foi bispo de Cartago do século III. Ele se empenhou na expansão do cristianismo na África. Ele afirmou que o batismo de crianças era prática comum dos cristãos. Isto é confirmado no Concílio de Cartago (255 - 256 d.C.).[447] 

“Eles não deveriam ser batizados no segundo ou terceiro dia após o nascimento” 

Ele disse: “Quanto ao que diz respeito ao caso dos bebês: Você [Fidus] disse que eles não deveriam ser batizados no segundo ou terceiro dia após o nascimento, que a antiga lei da circuncisão deveria ser levada em consideração, e que você não o fez. acho que alguém deveria ser batizado e santificado dentro do oitavo dia após seu nascimento. Em nosso conselho, parecia-nos muito diferente. Ninguém concordou com o curso que você achava que deveria ser seguido. Em vez disso, todos nós julgamos que a misericórdia e a graça de Deus não devem ser negadas a nenhum homem nascido” (Cartas 58:2 [253 d.C.])”.[448]

“Santo Irineu de Lyon (século II) é uma das primeiras evidências patrísticas da prática do batismo infantil na Igreja Primitiva. Em sua obra, ele menciona que ‘bebês, crianças pequenas... e adultos’ renascem a Deus por meio do batismo, defendendo que o batismo substituiu a circuncisão e é necessário para a remissão de pecados e salvação”. [449]

Quem foi Santo Irineu de Lyon (c. 130–202)?

Ele “foi um bispo, teólogo e Pai da Igreja do século II, fundamental na consolidação da teologia cristã ortodoxa contra o gnosticismo. Discípulo de Policarpo (que conheceu o Apóstolo João), ele atuou na Gália (atual França), combatendo heresias com a obra clássica "Adversus Haereses". [450]

A oposição ao batismo infantil 

Só no século XVI surgiram os anabatistas condenando o batismo de crianças. 

 “Os anabatistas levavam esse nome por recusarem o batismo em idade infantil, reservando-o apenas à idade adulta, na qual o indivíduo estaria apto para decidir a respeito”.[451] 

Martinho Lutero, que foi batizado quando criança e que fez a Reforma Protestante, não concordou com os anabatistas e foi a favor do batismo de crianças.

“Martinho Lutero defendeu fervorosamente o batismo de crianças (pedobatismo) durante a Reforma, contrapondo-se aos anabatistas. Para Lutero, o batismo é um meio de graça instituído por Deus, essencial para o perdão dos pecados e a fé, sendo capaz de regenerar a criança, mesmo sem o uso da razão”. [452]

Em nossos dias, um outro Martinho Lutero Junior também foi batizado quando criança. 

O batismo de Martin Luther King Jr 

“Rev. Martin Luther King Jr., foi batizado quando criança na igreja”

Martin Luther King Jr. (1929-1968) “foi um pastor batista norte-americano que ficou conhecido por sua liderança na luta contra a segregação racial nos EUA nas décadas de 1950 e 1960”.[453]

Martin Luther King Jr. era filho do pastor batista Martin Luther King e Alberta Williams King. Seu pai era pastor na Igreja Batista Ebenezer. 

“Ao longo de sua longa história, a Igreja Batista Ebenezer, localizada em Atlanta, Geórgia, tem sido um lar espiritual para muitos cidadãos da comunidade ‘Sweet Auburn’. Seu membro mais famoso, Rev. Martin Luther King Jr., foi batizado quando criança na igreja. Depois de proferir um sermão experimental à congregação em Ebenézer, aos 19 anos, Martin foi ordenado ministro. Em 1960, o Dr. tornou-se co-pastor de Ebenezer com seu pai, o Rev. Ele permaneceu nessa posição até sua morte em 1968. Como despedida final de seu lar espiritual, o funeral do Dr. Martin Luther King Jr.”[454]

O distrito de “Sweet Auburn” está localizado ao leste do centro de Atlanta. 

Um dever 

“Consagrarmos nossos filhos a Deus pelo batismo” 

Wesley afirma: “Em resumo, portanto, é nosso dever não somente legal e inocente, mas justo e estrito, de conformidade com a prática ininterrupta de toda a Igreja de Cristo desde os primeiros tempos, consagrarmos nossos filhos a Deus pelo batismo como era ordem para que a Igreja dos judeus o fizesse pela circuncisão”. [455]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Os 25 Artigos de Religião

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Resumo sobre a história e o conteúdo dos artigos de religião

·       A origem dos artigos de religião na Igreja Anglicana

·       Os artigos de religião no metodismo

·       Os 25 Artigos de Religião

·       Os artigos em sua totalidade

·       Entendendo o 1º artigo sobre a Trindade

·       A teologia metodista nos 25 artigos

 

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Introdução

 

“Os 25 Artigos de Religião do Metodismo” é um livro de 28 páginas e trata sobre a história e os 25 artigos de religião do metodismo.

Os artigos de religião começaram com o rei Henrique VIII, que ao se separar do catolicismo, precisava de uma base doutrinária começando com 10 artigos, em 1736, sendo concluído em 1771, com 39 artigos.

Wesley excluiu doutrinas e práticas que não tinham nada em comum com o metodismo, especialmente no que se referia a predestinação. Ele deixou apenas 25 artigos de religião.

Nos 25 artigos de religião, o metodismo aceita a “a autoridade final da Escritura e afirma a ortodoxia teológica e cristológica dos primeiros cinco séculos. O metodismo afirma a espiritualidade e o desejo de conformidade com Cristo expressos em muitos dos escritores espirituais do cristianismo medieval. O metodismo se separou claramente das principais doutrinas distintivas do calvinismo”.

Um livro necessário para todos os metodistas O fundamento essencial da doutrina metodista é a Bíblia. Outros fundamentos essenciais são o Credo Apostólico; os 25 Artigos de Religião;
os sermões doutrinários de Wesley e suas Notas explicativas sobre o Novo Testamento.

 

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Destaques dos capítulos do estudo

 

A origem dos artigos de religião na Igreja Anglicana

38 Artigos foram publicados em 1562 no início do reinado da Rainha Elizabeth I. Esses artigos foram aprovados pelos bispos e clérigos da Inglaterra, mas não sem alguns debates com a rainha. Em 1571, vários foram melhorados e o Artigo 19 foi adicionado para fazer os 39 artigos que temos agora

Os artigos de religião no metodismo

Uma disciplina foi adotada, contendo as Regras Gerais e Artigos de Religião, resumida por Wesley a partir dos Trinta e Nove Artigos, a nova forma sendo despojada de todos os elementos distintamente católicos e calvinistas, e uma liturgia, também preparada por Wesley

Os 25 Artigos de Religião

(1) Da fé na Santa Trindade; (2) Do Verbo ou Filho de Deus que se fez verdadeiro Homem; (3) Da ressurreição de Cristo; (4) Do Espírito Santo;[456] (5) Da suficiência das Santas Escrituras para a salvação; (6)

Os artigos em sua totalidade

Há um só Deus vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo nem partes; de poder, sabedoria e bondade infinitos; criador e conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis. Na unidade desta Divindade, há três pessoas da mesma substância, poder e eternidade – Pai, Filho e Espírito Santo

Entendendo o 1º artigo sobre a Trindade

Os metodistas evangélicos acreditam na Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo (Espírito Santo).

Eles são co-eternos em existência, co-iguais em poder, sabedoria e bondade

A teologia metodista nos 25 artigos

O Metodismo aceita a autoridade final da Escritura e afirma a ortodoxia teológica e cristológica dos primeiros cinco séculos

 

A origem dos artigos de religião na Igreja Anglicana

 

38 Artigos foram publicados em 1562 no início do reinado da Rainha Elizabeth I. Esses artigos foram aprovados pelos bispos e clérigos da Inglaterra, mas não sem alguns debates com a rainha. Em 1571, vários foram melhorados e o Artigo 19 foi adicionado para fazer os 39 artigos que temos agora

 

A origem dos Artigos de Religião tem origem no reinado do rei Henrique VIII.

“Os Artigos de Religião declaram as principais doutrinas da Igreja Anglicana, mas não são uma declaração sistemática de toda a doutrina cristã. A Igreja Anglicana assume que as Escrituras ensinam aos anglicanos a verdade sobre outras doutrinas.

Durante os reinados de Henrique VIII e Eduardo VI, vários conjuntos de artigos foram aprovados pelos reis. Henrique escreveu 10 em 1536, e 42 foram aprovados em 1553, perto do fim da vida de Eduardo.

38 Artigos foram publicados em 1562 no início do reinado da Rainha Elizabeth I. Esses artigos foram aprovados pelos bispos e clérigos da Inglaterra, mas não sem alguns debates com a rainha. Em 1571, vários foram melhorados e o Artigo 19 foi adicionado para fazer os 39 artigos que temos agora.

Eles ainda são a declaração oficial da doutrina anglicana”.[457]

Início no reinado de Henrique VIII

“Quando Henrique VIII rompeu com a Igreja Católica e foi excomungado, ele começou a reforma da Igreja da Inglaterra, que seria chefiada pelo monarca (ele mesmo), e não pelo papa. Nesse ponto, ele precisava determinar quais seriam suas doutrinas e práticas em relação à Igreja de Roma e aos novos movimentos protestantes na Europa continental. Uma série de documentos definidores foram escritos e substituídos ao longo de um período de trinta anos, à medida que a situação doutrinária e política mudou desde a excomunhão de Henrique VIII em 1533 até a excomunhão de Elizabeth I em 1570. Essas posições começaram com os Dez Artigos em 1536 e concluíram com a finalização dos Trinta e Nove Artigos em 1571. Os Trinta e Nove artigos, em última análise, serviram para definir a doutrina da Igreja da Inglaterra no que se refere à doutrina calvinista e à prática católica”.[458]

Durante o reinado de Eduardo VI

Durante o reinado de Eduardo VI, filho de Henrique VIII, os Quarenta e Dois Artigos foram escritos sob a direção do arcebispo Thomas Cranmer em 1552. Foi neste documento que o pensamento calvinista atingiu o auge de sua influência na Igreja Inglesa. Esses artigos nunca foram colocados em ação, devido à morte de Eduardo VI e à reversão da Igreja Inglesa ao catolicismo sob a filha mais velha de Henrique VIII, Maria I.

Finalmente, após a coroação de Elizabeth I e o restabelecimento da Igreja da Inglaterra como separada da Igreja Católica, os Trinta e Nove Artigos de Religião foram iniciados pela Convocação de 1563, sob a direção de Matthew Parker, o Arcebispo de Canterbury”. [459]

 

Os artigos de religião no metodismo

 

Uma disciplina foi adotada, contendo as Regras Gerais e Artigos de Religião, resumida por Wesley a partir dos Trinta e Nove Artigos, a nova forma sendo despojada de todos os elementos distintamente católicos e calvinistas, e uma liturgia, também preparada por Wesley

 

“Os Vinte e Cinco Artigos de Religião são uma declaração doutrinária oficial do Metodismo - particularmente do Metodismo Americano e suas ramificações. John Wesley resumiu os Trinta e Nove Artigos da Igreja da Inglaterra, removendo as partes calvinistas entre outras, refletindo a teologia arminiana de Wesley”.  [460]

Se João Wesley e os primeiros metodistas discordavam, em parte, da Igreja Anglicana e criam que Deus os havia levantado, inclusive, para mudar esta Igreja, ela deixou uma grande influência na  estrutura e na base doutrinária do metodismo.

A Igreja Anglicana surgiu em 1534 por vontade do rei Henrique VIII, que se separou da Igreja Católica para obter o divórcio e se casar de novo para ter um herdeiro. Ele havia se casado secretamente em 25 de janeiro de 1533 com Ana Bolena. O Papa Clemente VII preparara uma bula ameaçando o rei de excomunhão em 11 de julho de 1533.[461]

“A resposta do rei foi uma série de leis obtidas em 1534 do parlamento. Por elas foram proibidos quaisquer pagamentos ao papa; todos os bispos seriam eleitos por indicação do rei; todos os juramentos de obediência ao papa, licenças romanas e outros reconhecimentos da autoridade papal eram nulos.”[462]

O Parlamento inglês aprovou o "Ato de Supremacia"  reconhecendo  o rei como o único cabeça da Igreja na Inglaterra e não  mais o papa. O rei elaborou dez artigos de religião, uma espécie de credo, mas quando ele morreu a Inglaterra ainda tinha muito do catolicismo.[463]

Os antepassados de João e Carlos Wesley foram anglicanos. O pai, Samuel Wesley, foi pastor na Igreja da Inglaterra. Wesley foi ordenado sacerdote e serviu em Epworth durante três anos, ajudando  seu pai. Por isso, também  havia um respeito grande pela  Igreja de origem, tanto que João e Carlos Wesley lutaram contra a separação e morreram anglicanos.

Dos 39 Artigos de Religião da Igreja oficial, os metodistas deixaram 25 como parte da base doutrinária.

 Revisão de Wesley

 “Wesley revisou os Artigos em 1784 para o trabalho metodista na América.  Seus vinte e quatro artigos refletem tanto seus compromissos teológicos quanto seu desejo de clareza doutrinária, encurtando alguns artigos e excluindo outros se pudessem ser facilmente mal interpretados.”[464]

Dos itens excluídos

“Uma disciplina foi adotada, contendo as Regras Gerais e Artigos de Religião, resumida por Wesley a partir dos Trinta e Nove Artigos, a nova forma sendo despojada de todos os elementos distintamente católicos e calvinistas, e uma liturgia, também preparada por Wesley.” [465]

 “Entre os itens excluídos por Wesley como desnecessários para os metodistas estavam artigos sobre Das obras antes da justificação, que no calvinismo são amplamente descontados, mas no metodismo elogiados; Da Predestinação e Eleição, que Wesley sentiu que seria entendido de uma maneira calvinista que os metodistas rejeitaram; e Das Tradições da Igreja, que Wesley sentiu não estar mais em questão”. [466]

Conferência de Natal de 1784

“O credo foi aceito na conferência em Baltimore, Maryland, EUA, em 1784, quando a Igreja Metodista Episcopal foi formalmente organizada”.[467]

  “Os Vinte e Cinco Artigos resultantes foram adotados na Conferência de Natal de 1784,  e são encontrados nos Livros de Disciplina das Igrejas Metodistas, como o Capítulo I das Doutrinas e Disciplina da Igreja Metodista Episcopal Africana e o parágrafo 103 do Livro de Disciplina da Igreja Metodista Unida.  Eles permaneceram relativamente inalterados desde 1808, exceto por alguns artigos adicionais adicionados nos anos posteriores tanto na tradição Metodista Unida quanto na Conexão Metodista Wesleyana Allegheny, entre outras conexões metodistas”[468]

 

Os 25 Artigos de Religião

 

(1) Da fé na Santa Trindade; (2) Do Verbo ou Filho de Deus que se fez verdadeiro Homem; (3) Da ressurreição de Cristo; (4) Do Espírito Santo;[469] (5) Da suficiência das Santas Escrituras para a salvação

 

Nos 25 Artigos de Religião, que formam basicamente a herança doutrinária que o metodismo herdou do anglicanismo, estão: (1) Da fé na Santa Trindade; (2) Do Verbo ou Filho de Deus que se fez verdadeiro Homem; (3) Da ressurreição de Cristo; (4) Do Espírito Santo;[470] (5) Da suficiência das Santas Escrituras para a salvação; (6) Do Antigo Testamento; (7) Do pecado original;[471] (8) Do livre arbítrio; (9) Da justificação do homem; (10) Das boas obras; (11) Das obras de superrogação;[472] (12) Do pecado depois da justificação; (13) Da Igreja; (14) Do purgatório;[473] (15) Do falar na congregação em língua desconhecida; (16) Dos Sacramentos; (17) Do batismo; (18) Da Ceia do Senhor; (19) De ambas as espécies; (20) Da ablação única de Cristo sobre a cruz; (21) Do casamento dos ministros; (22) Dos ritos e cerimônias da Igreja; (23) Dos deveres civis dos cristãos; (24) Dos bens dos cristãos; (25) Do juramento do cristão. [474]

 

Os artigos em sua totalidade

 

Há um só Deus vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo nem partes; de poder, sabedoria e bondade infinitos; criador e conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis. Na unidade desta Divindade, há três pessoas da mesma substância, poder e eternidade – Pai, Filho e Espírito Santo

 

Os 25 Artigos de Fé datam do tempo do próprio John Wesley e foram por ele retirados dos 37 Artigos de Fé da Igreja Anglicana.

Artigo 1º - Da Fé na Santíssima Trindade.

 

Há um só Deus vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo nem partes; de poder, sabedoria e bondade infinitos; criador e conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis. Na unidade desta Divindade, há três pessoas da mesma substância, poder e eternidade – Pai, Filho e Espírito Santo.

 

Artigo 2º - Do Verbo ou Filho de Deus que se fez verdadeiro Homem

O Filho, que é o verbo do Pai, verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai, tomou a natureza humana no ventre da bendita Virgem, de maneira que duas naturezas inteiras e perfeitas, a saber, a divindade e a humanidade, se uniram em uma só pessoa para que jamais se separem, a qual pessoa é Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, que realmente sofreu, foi crucificado, morto e sepultado, para nos reconciliar com seu Pai e para ser um sacrifício não somente pelo pecado original, mas, também, pelos pecados actuais dos homens.

Artigo 3º - Da ressurreição de Cristo

Cristo, na verdade, ressuscitou dentre os mortos, tomando outra vez o seu corpo com todas as coisas necessárias a uma perfeita natureza humana, com as quais subiu ao Céu e lá está até que volte a julgar os homens, no último dia.

Artigo 4º - Do Espírito Santo

O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, é da mesma substância, majestade e glória com o Pai e com o Filho, verdadeiro e eterno Deus.

Artigo 5º - Da suficiência das Santas Escrituras para a salvação

As Santas Escrituras contém tudo que é necessário para a salvação, de maneira que o que nelas não se encontre, nem por elas se possa provar, não se deve exigir de pessoa alguma para ser crido como artigo de fé, nem se deve julgar necessário para a salvação. Entende-se por Santas Escrituras os livros canónicos do Antigo e do Novo Testamento de cuja autoridade nunca se duvidou na Igreja, a saber, do Antigo Testamento:

Génesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronómio, Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II reis, I e II Crónicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos de Salomão, Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oseas, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias; e do Novo Testamento: Evangelhos; segundo S. Mateus, S. Marcos. S. Lucas e S. João, Actos dos Apóstolos; Epístolas de S. Paulo: aos Romanos, I e II aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, I e II aos Tessalonicenses, I e II a Timóteo, a Tito e a Filémon; Epístola aos Hebreus; Epístola de S. Tiago; Epístolas I e II de S. Pedro; Epístolas I, II e III de S. João; Epístola de S. Judas, e o Apocalipse.

Artigo 6º - Do Antigo Testamento

O Antigo Testamento não está em contradição com o Novo, pois tanto no Antigo como no Novo Testamento a vida eterna é oferecida à humanidade por Cristo, que é o único mediador entre Deus e o homem, sendo Ele mesmo Deus e Homem; portanto, não se deve dar ouvidos àqueles que dizem que os patriarcas tinham em vista somente promessas transitórias. Embora a lei dada por Deus a Moisés, quanto às cerimónias e ritos, não se aplique aos cristãos, nem tão pouco os seus preceitos civis devam ser necessariamente aceites por qualquer governo, nenhum cristão está isento de obedecer aos mandamentos chamados morais.

Artigo 7º - Do pecado original

O pecado original não está em imitar a Adão, como erradamente dizem os Pelagianos, mas é a corrupção da natureza de todo o descendente de Adão, pela qual o homem está muito longe da rectidão original e é de sua própria natureza inclinado ao mal e isto continuamente.

Artigo 8º - Do livre arbítrio

A condição do homem, depois da queda de Adão, é tal que ele não pode converter-se e preparar-se pelo seu próprio poder e obras, para a fé e invocação de Deus; portanto, não temos forças para fazer boas obras agradáveis e aceitáveis a Deus sem a Sua graça por Cristo, predispondo-nos para que tenhamos boa vontade e operando em nós quando temos essa boa vontade.

Artigo 9º - Da justificação do homem

Somos reputados justos perante Deus somente pelos merecimentos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, por fé e não por obras ou merecimentos nossos; portanto, a doutrina de que somos justificados somente pela Fé é mui sã e cheia de conforto.

Artigo 10º - Das boas obras

Posto que as boas obras, que são o fruto da fé e seguem a justificação, não possam tirar os nossos pecados, nem suportar a severidade do juízo de Deus, contudo são agradáveis e aceitáveis a Deus em Cristo, e nascem de uma viva e verdadeira fé, tanto assim que uma fé viva é por elas conhecida como a árvore o é pelos seus frutos.

Artigo 11º - Das obras de superrogação

As obras voluntárias que não se achem compreendidas nos mandamentos de Deus, as quais se chamam obras de superrogação, não se podem ensinar sem arrogância e impiedade; pois, por elas, declaram os homens que não só rendem a Deus tudo quanto lhe é devido, mas também da sua parte fazem ainda mais do que devem, embora Cristo claramente diga: “Quando tiverdes feito tudo o que se vos manda, dizei: somos servos inúteis”.

Artigo 12º - Do pecado depois da justificação

Nem todo o pecado, voluntariamente cometido depois da justificação, é pecado contra o Espírito Santo e imperdoável; logo, não se deve negar a possibilidade de arrependimento aos que caem em pecado depois da justificação. Depois de termos recebido o Espírito Santo, é possível apartar-nos da graça recebida e cair em pecado, e pela graça de Deus levantar-nos de novo e emendar nossa vida. Devem, portanto, ser condenados os que digam que não podem mais pecar enquanto aqui vivem, ou que neguem a possibilidade de perdão àqueles que verdadeiramente se arrependam.

Artigo 13º - Da Igreja

A Igreja visível de Cristo é uma congregação de fiéis na qual se prega a pura Palavra de Deus e se ministram devidamente os sacramentos, com todas as coisas a eles necessárias, conforme a instituição de Cristo.

Artigo 14º - Do purgatório

A doutrina romana do purgatório, das indulgências, veneração e adoração, tanto de imagens como de relíquias, bem como a invocação dos santos, é uma invenção fútil, sem base em nenhum testemunho das Escrituras e até repugnante à Palavra de Deus.

Artigo 15º - Do falar na congregação em língua desconhecida

É claramente contrária à Palavra de Deus e ao costume da Igreja Primitiva celebrar o culto público na Igreja, ou ministrar os sacramentos, em língua que o povo não entenda.

Artigo 16º - Dos sacramentos

Os sacramentos instituídos por Cristo não são somente distintivos da profissão de fé dos Cristãos; são, também, sinais certos da graça e boa vontade de Deus para connosco, pelos quais Ele invisivelmente opera em nós, e não só desperta, como fortalece e confirma a nossa fé n’Ele. Dois somente são os sacramentos instituídos por Cristo, nosso Senhor, no Evangelho, a saber: o baptismo e a Ceia do Senhor. Os outros cinco, vulgarmente chamados sacramentos, a saber: a confirmação, a penitência, a ordem, o matrimónio e a extrema unção, não devem ser considerados sacramentos do Evangelho, sendo, como são, em parte, uma imitação corrompida de costumes apostólicos e, em parte, estados de vida permitidos nas Escrituras, mas que não tem a natureza do baptismo, nem a da Ceia do Senhor, porque não têm sinal visível, ou cerimónia estabelecida por Deus. Os sacramentos não foram instituídos por Cristo para servirem de espectáculo, mas para serem recebidos dignamente. E somente nos que participam deles dignamente é que produzem efeito salutar, mas aqueles que os recebem indignamente recebem para si mesmos a condenação, como diz S. Paulo. (I Coríntios 11.29)

Artigo 17º - Do batismo

O baptismo não é somente um sinal de profissão de fé e marca de diferenciação que distingue os cristãos dos que não são baptizados, mas é, também, um sinal de regeneração, ou de novo nascimento. O baptismo de crianças deve ser conservado na Igreja.

Artigo 18º - Da Ceia do Senhor

A Ceia do Senhor não é somente um sinal de amor que os cristãos devem ter uns para com os outros, mas antes é um sacramento da nossa redenção pela morte de Cristo, para quem recta, dignamente e com fé o recebe, o pão que partimos é participação do corpo de Cristo, como também o cálice de bênção é a participação do sangue de Cristo. A transubstanciação ou a mudança de substância do pão e do vinho na Ceia do Senhor, não se pode provar pelas Santas Escrituras, e é contrária às suas terminantes palavras; destrói a natureza de um sacramento e tem dado motivo a muitas superstições. O corpo de Cristo é dado, recebido e comido na ceia, somente de modo espiritual. O meio pelo qual é recebido e comido o corpo de Cristo, na ceia, é a fé. O sacramento da Ceia de Senhor não era, por ordenação de Cristo, custodiado, levado em procissão, elevado nem adorado.

Artigo 19º - De ambas as espécies

O cálice do Senhor não se deve negar aos leigos, porque ambas as espécies da Ceia do Senhor, por instituição e mandamento de Cristo, devem ser ministradas a todos os cristãos igualmente.

Artigo 20º - Da oblação única de Cristo sobre a cruz

A oblação de Cristo, feita uma só vez, é a perfeita redenção, propiciação e satisfação por todos os pecados de todo o mundo, tanto o original como os actuais, e não há nenhuma outra satisfação pelo pecado, senão essa. Portanto, o sacrifício da missa, no qual se diz geralmente que o sacerdote oferece a Cristo em expiação de pecados pelos vivos e defuntos, é fábula blasfema e engano perigoso.

Artigo 21º - Do casamento dos ministros

Os ministros de Cristo não são obrigados pela lei de Deus, quer a fazer voto de celibato, quer a abster-se do casamento; portanto, é tão lícito, a eles como aos demais cristãos, o casarem-se à sua vontade, segundo julgarem melhor à prática da piedade.

Artigo 22º - Dos ritos e cerimónias da Igreja

Não é necessário que os ritos e cerimónias das Igrejas sejam em todos os lugares iguais e exactamente os mesmos, porque sempre têm sido diferentes e podem mudar-se conforme a diversidade dos países, tempos e costumes dos homens, contanto que nada seja estabelecido contra a Palavra de Deus. Entretanto, todo aquele que, voluntária, aberta e propositadamente quebrar os ritos e cerimónias da Igreja a que pertença, os quais, não sendo repugnantes à Palavra de Deus, são ordenados e aprovados à autoridade competente, deve abertamente ser repreendido como ofensor da ordem comum da Igreja e da consciência dos irmãos fracos, para que os outros temam fazer o mesmo. Toda e qualquer Igreja pode estabelecer, mudar ou abolir ritos e cerimónias, contanto que isso se faça para edificação.

Artigo 23º - Dos deveres civis dos Cristãos

É dever dos cristãos, especialmente dos ministros de Cristo, sujeitarem-se à autoridade suprema do país onde residam e empregarem todos os meios louváveis para inculcar obediência aos poderes legitimamente constituídos. Espera-se, portanto, que os ministros e membros da Igreja se portem como cidadãos moderados e pacíficos.

Artigo 24º - Dos bens dos Cristãos

As riquezas e os bens dos cristãos não são comuns, quanto ao direito, título e posse dos mesmos, como falsamente apregoam alguns; não obstante, cada um deve dar liberalmente, do que possui, aos pobres.

Artigo 25º - Do juramento do Cristão

Assim como confessamos que é proibido aos cristãos por nosso Senhor Jesus Cristo e por Tiago, seu apóstolo, o jurar em vão e precipitadamente, assim também julgamos que a Religião Cristã não proíbe o juramento quando um magistrado o requer em causa de fé e caridade, contanto que se faça segundo ensino do profeta, em justiça, juízo e verdade. 


Entendendo o 1º artigo sobre a Trindade 

Os metodistas evangélicos acreditam na Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo (Espírito Santo).

Eles são co-eternos em existência, co-iguais em poder, sabedoria e bondade 

 

Os metodistas evangélicos acreditam na Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo (Espírito Santo).

Eles são co-eternos em existência, co-iguais em poder, sabedoria e bondade. Deus Pai, a quem pertence todo o poder, achou por bem designar esse poder a Deus Filho e que esse poder deveria ser expresso por meio dele (Mateus 28:18-20). Nele também habita toda a sabedoria, pois Nele está toda a plenitude da Divindade corporalmente.

Os metodistas evangélicos não são evolucionistas. Eles acreditam que no princípio Deus criou. Mais uma vez, Deus Pai expressou Seu poder criativo por meio de Deus, o Filho, pois lemos em João 1:1-2: "No princípio era o Verbo e o O Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada foi feito que foi feito." O Filho. por sua vez, usou Deus Espírito Santo como agente de ação e operação. Em Gênesis I é o Espírito Santo que se move sobre o caos e dele traz forma e ordem.

      Ele não é apenas o Criador de todas as coisas, mas também o Preservador de todas as coisas. Paulo em Colossenses afirma que Cristo não é único Criador, mas que por meio Dele todas as coisas consistem ou se mantêm juntas. Nenhum cristão que conhece sua Bíblia fica alarmado com a gritos de lobo de "cientistas, falsamente chamados" que estão gritando um alarme falso de que o mundo está prestes a se desintegrar, explodir ou encontrar algum outro destino terrível. Ele ainda segura o mundo na palma de Sua mão, os ventos e as ondas ainda obedecem à Sua vontade e as estrelas que lutaram contra Sísera são guiadas por Sua voz. O bebê no berço e o rei em seu trono vivem porque Ele dá o fôlego da vida. O sol que brilha em sua glória nos céus e o átomo invisível em uma gota d'água são as criaturas de Seu plano e propósito.

        Na Divindade Triúna há perfeita unidade. Deus Filho fala apenas as palavras que o Pai dá e vive para fazer a vontade do Pai. O ofício do Espírito Santo é tomar as coisas de Cristo e torná-las conhecidas a nós, operando assim em nós as palavras e vontade do Pai expressa pelo Filho.

        As seguintes referências bíblicas serão benéficas no estudo do primeiro artigo ou doutrina do evangelho Fé metodista: Gênesis 1:1, 17:1; Êxodo 3:13-15, 33:20”.[475]

 

A teologia metodista nos 25 artigos

 

o Metodismo aceita a autoridade final da Escritura e afirma a ortodoxia teológica e cristológica dos primeiros cinco séculos

 

Nos 25 artigos de religião, “o Metodismo aceita a autoridade final da Escritura e afirma a ortodoxia teológica e cristológica dos primeiros cinco séculos. O metodismo afirma a espiritualidade e o desejo de conformidade com Cristo expressos em muitos dos escritores espirituais do cristianismo medieval. O metodismo se separou claramente das principais doutrinas distintivas do calvinismo. A presciência divina é um efeito da onisciência absoluta em Deus e não em seu decreto. A obra expiatória de Cristo é a raiz da graça preveniente, pois seu efeito retroativo é universal na remoção da culpa do pecado de Adão de todos os homens. A obra do Espírito também é um fenômeno universal que restaura, por causa da expiação universal de Cristo, a capacidade intrínseca de responder positivamente à revelação de Deus. Embora mantendo um núcleo ortodoxo e evangélico de doutrina, o Metodismo abraçou a convicção de Wesley de que a experiência de muitos em toda a cristandade pode ser genuinamente salvadora- e fundamentalmente cristã (...)”.[476]

 


  

 

 

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A volta de Jesus

 

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Índice

 

·       Introdução

·      Pontos principais da teologia de Wesley sobre a volta de Jesus

·   Os sinais para aquela época e para o futuro sobre a vinda de Jesus

·       A importância de manter a fé viva e de vigiar

 

 

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Introdução

 

“A teologia de John Wesley (1703-1791) sobre a volta de Jesus e o paraíso é marcada por uma mistura de esperança escatológica, otimismo da graça e compromisso com a santidade prática. Wesley não focava em prever datas, mas em viver uma vida santa enquanto aguardava a restauração final de todas as coisas”.[477]

Será um acontecimento cósmico, visível e literal.

Wesley destaca a importância que Jesus alertou sobre vigiar. Ele ainda destaca a perseverança pela fé que opera no amor.

Para John Wesley, a segunda vinda de Jesus é entendida como um evento único, visível, cataclísmico e público, e não dividido em etapas secretas (como o conceito moderno de arrebatamento secreto).[478] 

No Evangelho de Lucas 21.28, Jesus diz claramente: “E quando essas coisas começarem a acontecer, então olhem para cima e levantem suas cabeças; pois a tua redenção se aproxima”.

Wesley comenta: “Agora, quando essas coisas - Mencionado Lucas 21:8; Lucas 21:10, etc., começam a acontecer, olhai para cima com fé firme e levantai a cabeça com alegria: porque a vossa redenção de muitas tribulações se aproxima, pela destruição de Deus dos vossos inimigos implacáveis”.[479]

As notas explicativas de Wesley, como sempre, são profundas e esclarecedoras. 

 

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Pontos principais da teologia de Wesley sobre a volta de Jesus

 

“A compreensão de John Wesley sobre a volta de Jesus (Segunda Vinda) era profundamente escatológica, gráfica e otimista, centrada na esperança de um triunfo final da graça de Deus sobre o pecado. Diferente de visões puramente pessimistas, Wesley acreditava que, antes da volta física de Cristo, o evangelho se espalharia e o mundo experimentaria uma transformação (um tipo de milênio), impulsionado pela santidade prática”.[480]

“Aqui estão os pontos principais da teologia de Wesley sobre a volta de Jesus:

 

  • Esperança Viva e Contínua: Para Wesley, a volta de Jesus não era apenas um evento futuro temido, mas uma realidade que deveria ser aguardada com expectativa diária. Ele afirmou que gostaria de estar fazendo o que fazia todos os dias ao ver Jesus voltar.
  • Visão Pós-Milenista (Otimismo de Graça): Influenciado por pensadores como Johann Bengel, Wesley inclinava-se para o pós-milenismo. Ele acreditava que o avivamento do século XVIII e a pregação do evangelho levariam à conversão das nações, resultando em um longo período de paz e retidão na Terra (um milênio) antes da vinda física de Cristo.
  • A Segunda Vinda Cósmica e Física: Wesley descrevia o retorno de Cristo como um evento literal, visível e cataclísmico: o Senhor desceria nas nuvens, os mortos ressuscitariam, os crentes seriam arrebatados e o cosmo seria purificado por fogo”. [481]

·         Juízo e Restauração: Antes da nova criação, Wesley visualizava eventos catastróficos, incluindo tremores de terra e o derretimento do cosmos atual pelo fogo. A volta de Cristo traz o julgamento final, onde os fiéis são reunidos, e o Anticristo é destruído. [482]

 

Os sinais para aquela época e para o futuro sobre a vinda de Jesus

Mateus 24

 

Neste longo capítulo, Jesus fala aos discípulos sobre os sinais da vinda do Filho do Homem.

E Wesley explica sabiamente que algumas afirmações de Jesus sobre os sinais eram para aquela época, outras, para o futuro.

Um exemplo foi quando Jesus lhes disse: “Não vedes todas estas coisas? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada”. Wesley comentou: “Não deixará pedra sobre pedra - Isso foi cumprido mais pontualmente; pois depois que o templo foi queimado, Tito, o general romano, ordenou que as próprias fundações fossem desenterradas; após o que o terreno em que estava foi arado por Turnus Rufus. 3”.

Outras afirmações de Jesus foram para o futuro.

Jesus disse: “Tome cuidado para que ninguém vos engane”  e Wesley explica: “ A cautela é mais particularmente projetada para os cristãos que se sucederam, a quem os apóstolos então representavam. O primeiro sinal da minha vinda é o surgimento de falsos profetas. Mas é altamente provável, muitas dessas coisas se referem a eventos mais importantes, que ainda estão por vir.”

Wesley comenta pouco sobre a grande tribulação, mas diz sabiamente: “Imediatamente após a tribulação daqueles dias - Aqui nosso Senhor começa a falar de sua última vinda. Mas ele fala não tanto na linguagem do homem quanto de Deus, para quem mil anos são como um dia, um momento”.

Sobre os sinais, Wesley comenta a afirmação de Jesus: “Então aparecerá o sinal do Filho do homem no céu” e diz: “Parece um pouco antes de ele mesmo descer. O sol, a lua e as estrelas sendo extintos (provavelmente não apenas os do nosso sistema), o sinal do Filho do homem (talvez a cruz) aparecerá na glória do Senhor”.

Wesley ainda fala da perseverança pela fé que opera no amor.

“A volta de Jesus está diretamente ligada ao julgamento final, onde todas as nações serão julgadas. Wesley chamava isso de "Grande Assize" (O Grande Julgamento)”. [483]

 

Mateus 24, Versículo 1

Marcos 13:1 ; Lucas 21:5 .

 

Versículo 2

Isso foi cumprido mais pontualmente

E Jesus lhes disse: Não vedes todas estas coisas? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.

Comentários de Wesley

Não deixará pedra sobre pedra - Isso foi cumprido mais pontualmente; pois depois que o templo foi queimado, Tito, o general romano, ordenou que as próprias fundações fossem desenterradas; após o que o terreno em que estava foi arado por Turnus Rufus. 3.

Nosso Senhor responde distintamente a respeito

Enquanto ele se sentava no monte das Oliveiras - de onde eles tinham uma visão completa do templo. Quando sucederão estas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim do mundo? - Os discípulos perguntam confusamente, 1. Sobre o tempo da destruição do templo; 2. Sobre os sinais da vinda de Cristo e do fim do mundo, como se imaginassem que esses dois eram a mesma coisa. Nosso Senhor responde distintamente a respeito:

O tempo do fim do mundo

 1. A destruição do templo e da cidade, com os sinais anteriores, versículo 4, etc., 15, etc. Mateus 24: 4,152 . Sua própria vinda, e o fim do mundo, com os seus sinais, versículos 29-31. Mateus 24:29-51. O tempo da destruição do templo, versículo 32, etc. Mateus 24:324. O tempo do fim do mundo, versículo - 36. Mateus 24:36.

Versículo 3

Comentários de Wesley

E qual será o sinal da tua vinda e do fim do mundo?

Enquanto ele estava sentado no monte das Oliveiras - de onde eles tinham uma visão completa do templo. Quando sucederão estas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim do mundo? - Os discípulos perguntam confusamente: Sobre o tempo da destruição do templo; Sobre os sinais da vinda de Cristo e do fim do mundo, como se imaginassem que esses dois eram a mesma coisa. Nosso Senhor responde distintamente a respeito: A destruição do templo e da cidade, com os sinais anteriores, Mateus 24: 4, etc, Mateus 24:15, etc. Sua própria vinda, e o fim do mundo, com os sinais disso, Mateus 24: 29-31. O tempo da destruição do templo, Mateus 24:32, etc. O tempo do fim do mundo, Mateus 24:36.

Versículo 4 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane.

Comentários de Wesley

A cautela é mais particularmente projetada para os cristãos que se sucederam

Tome cuidado para que ninguém vos engane - A cautela é mais particularmente projetada para os cristãos que se sucederam, a quem os apóstolos então representavam. O primeiro sinal da minha vinda é o surgimento de falsos profetas. Mas é altamente provável, muitas dessas coisas se referem a eventos mais importantes, que ainda estão por vir.

Versículo 5

Primeiro, falsos cristos, em seguida, falsos profetas

Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganará a muitos.

Comentários de Wesley

Muitos virão em meu nome - Primeiro, falsos cristos, em seguida, falsos profetasMateus 24:11. Por fim, os dois juntos, Mateus 24:24 . E, de fato, nunca tantos impostores apareceram no mundo como alguns anos antes da destruição de Jerusalém; sem dúvida, porque esse era o tempo em que os judeus em geral esperavam o Messias.

Versículo 6

Todas essas coisas devem acontecer

E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede que não vos perturbeis, porque é necessário que todas estas coisas aconteçam, mas ainda não é o fim.

 Comentários de Wesley

Guerras - Perto: Rumores de guerras - À distância.

Todas essas coisas devem acontecer - Como base para uma tranquilidade duradoura.

Este é apenas o começo das tristezas

Mas o fim - Sobre o qual você pergunta, ainda não está - Tão longe disso, que este é apenas o começo das tristezas.

Versículo 9

Como se fôsseis a causa de todos esses males

Então vos entregarão para serdes afligidos, e vos matarão, e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.

Comentários de Wesley

Então eles vos entregarão à aflição - Como se fôsseis a causa de todos esses males.

Mas em nenhuma nação os filhos do diabo tolerarão os filhos de Deus

E ele odiará de todas as nações - Mesmo daqueles que toleram todas as outras seitas e partidos; mas em nenhuma nação os filhos do diabo tolerarão os filhos de Deus. Mateus 10:17.

Versículo 10

E então muitos se escandalizarão, e se trairão uns aos outros, e se odiarão uns aos outros.

Comentários de Wesley

De modo a naufragar totalmente na fé e na consciência pura

Então muitos ele ofendeu - De modo a naufragar totalmente na fé e na consciência pura. Mas mantende firme fé, Mateus 24:11 . apesar dos falsos profetas: amor, mesmo quando a iniqüidade e as ofensas abundam, Mateus 24:12. E espere, até o fim, Mateus 24:13 . Aquele que fizer isso, será arrebatado do fogo.

Deixará seu primeiro amor

O amor de muitos esfriará - A generalidade daqueles que amam a Deus (como a Igreja em Éfeso, Apocalipse 2: 4) deixará seu primeiro amor.

Versículo 13

Mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.

Mateus 10:22Marcos 13:13Lucas 21:17.

Versículo 14

Não universalmente: isso ainda não foi feito: mas em geral através das várias partes do mundo

E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.

Comentários de Wesley

Este Evangelho ele pregará em todo o mundo - Não universalmente: isso ainda não foi feito: mas em geral através das várias partes do mundo, e não apenas na Judéia E isso foi feito por São Paulo e os outros apóstolos, antes de Jerusalém ser destruída.

A História da Guerra Judaica de Josefo é o melhor comentário sobre este capítulo

E então virá o fim - Da cidade e do templo. A História da Guerra Judaica de Josefo é o melhor comentário sobre este capítulo. é um exemplo maravilhoso da providência de Deus, que ele, uma testemunha ocular, e alguém que viveu e morreu judeu, deve, especialmente de maneira tão extraordinária, ser preservado, para nos transmitir uma coleção de fatos importantes, que ilustram tão exatamente esta gloriosa profecia, em quase todas as circunstâncias. Marcos 13:10.

Versículo 15

O termo de Daniel é: A abominação que faz desolação

Quando, pois, virdes a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, estar no lugar santo (quem lê, entenda),

Comentários de Wesley

De pé no lugar santo

Quando virdes a abominação da desolação - O termo de Daniel é: A abominação que faz desolação, Daniel 11:31; isto é, os estandartes das legiões desoladoras, nas quais carregam as imagens abomináveis de seus ídolos: De pé no lugar santo - Não apenas o templo e a montanha em que estava, mas toda a cidade de Jerusalém, e vários estádios de terra ao seu redor, foram considerados santos; particularmente o monte em que nosso Senhor agora estava sentado, e no qual os romanos depois plantaram suas insígnias.

Aquele que lê que ele entenda - Quem lê essa profecia de Daniel, que ele considere profundamente. Marcos 13:14Lucas 21:20Daniel 9:27.

Versículo 16

Então os que estiverem na Judéia fujam para os montes;

Comentários de Wesley

Os cristãos tomaram isso como um sinal para se retirar, o que fizeram

Então, os que estão na Judéia fujam para as montanhas - Assim os cristãos fizeram, e foram preservados. É notável que, depois que os romanos sob Cesto Galo fizeram seus primeiros avanços em direção a Jerusalém, eles se retiraram repentinamente novamente, da maneira mais inesperada e de fato impolítica. Os cristãos tomaram isso como um sinal para se retirar, o que fizeram, alguns para Pela e outros para o Monte Líbano.

Versículo 17

Quem estiver sobre o eirado não desça para tirar coisa alguma de sua casa;

Comentários de Wesley

Pode-se lembrar que suas escadas costumavam estar do lado de fora de suas casas

Não desça aquele que está no topo da casa para tirar qualquer coisa de sua casa - Pode-se lembrar que suas escadas costumavam estar do lado de fora de suas casas.

Versículo 19

Porque eles não podem escapar tão facilmente

E ai dos que estiverem grávidas, e dos que amamentarem naqueles dias!

Comentários de Wesley

Ai dos que estão grávidas e dos que amamentam - Porque eles não podem escapar tão facilmente.

Versículo 20

Eles o fizeram; e sua fuga foi na primavera

Mas orai para que a vossa fuga não seja no inverno, nem no dia de sábado;

Comentários de Wesley

Ore para que sua fuga não seja no inverno - Eles o fizeram; e sua fuga foi na primavera.

Pois os judeus achavam ilegal andar acima de dois mil passos (duas milhas) no dia de sábado

Nem no sábado - Sendo em muitos casos inconveniente; além disso, muitos teriam escrúpulos em viajar para longe naquele dia. Pois os judeus achavam ilegal andar acima de dois mil passos (duas milhas) no dia de sábado.

Versículo 21

Porque então haverá grande tribulação

Porque então haverá grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais.

Comentários de Wesley

Então haverá grande tribulação - Não têm muitas coisas faladas no capítulo, bem como em Marcos 13:14 etc., Lucas 21:21 etc. um significado mais amplo e muito mais extenso do que já foi cumprido?

Versículo 22

Por causa dos cristãos

E se aqueles dias não forem abreviados, nenhuma carne se salvará, mas por causa dos escolhidos aqueles dias serão abreviados.

Comentários de Wesley

E a menos que aqueles dias foram encurtados - Pela tomada de Jerusalém mais cedo do que se poderia esperar: Nenhuma carne seria sã.

Mas por causa dos eleitos – Isto é, por causa dos cristãos. 

Versículo 23

Não acredite

Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo, ou ali; não acredite.

Marcos 13:21Lucas 17:23.

Versículo 24

Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se fosse possível, enganariam os próprios eleitos.

Comentários de Wesley

Mas não é possível que Deus deva permitir que o corpo de cristãos seja assim enganado

Eles enganariam, se possível, os próprios eleitos - Mas não é possível que Deus deva permitir que o corpo de cristãos seja assim enganado.

Versículo 27

Para que não haja tempo para tal aviso prévio

Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se faz bem ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem.

Comentários de Wesley

Pois como o relâmpago sai - Para a próxima vinda de Cristo, ele será tão rápido quanto um relâmpago; para que não haja tempo para tal aviso prévio.

Versículo 28

Não espere nenhum libertador da nação judaica

Pois onde estiver o cadáver, ali se ajuntarão as águias.

Comentários de Wesley

Pois onde quer que esteja a carcaça, ali estarão as águias que ele reuniu - Nosso Senhor dá isso, como uma razão adicional, por que eles não devem ouvir nenhum pretenso libertador. Como se ele tivesse dito: Não espere nenhum libertador da nação judaica; pois é dedicado à destruição. Já é diante de Deus uma carcaça morta, que as águias romanas logo devorarão. Lucas 17:37.

Versículo 29

Aqui nosso Senhor começa a falar de sua última vinda

Logo depois da tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e os poderes dos céus serão abalados.

Comentários de Wesley

Imediatamente após a tribulação daqueles dias - Aqui nosso Senhor começa a falar de sua última vinda. Mas ele fala não tanto na linguagem do homem quanto de Deus, para quem mil anos são como um dia, um momento.

Um erro que São Paulo se esforça para remover

Muitos dos cristãos primitivos, não observando isso, pensaram que ele viria imediatamente, no sentido comum da palavra: um erro que São Paulo se esforça para remover, em sua Segunda Epístola aos Tessalonicenses.

Os poderes dos céus - Provavelmente as influências dos corpos celestes. Marcos 13:24Lucas 21:25.

Versículo 30

O sinal do Filho do homem (talvez a cruz) aparecerá na glória do Senhor

Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e então todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem vir sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.

Comentários de Wesley

O sol, a lua e as estrelas sendo extintos

Então aparecerá o sinal do Filho do homem no céu - Parece um pouco antes de ele mesmo descer. O sol, a lua e as estrelas sendo extintos (provavelmente não apenas os do nosso sistema), o sinal do Filho do homem (talvez a cruz) aparecerá na glória do Senhor.

Versículo 31

Isto é, todos os que perseveraram até o fim na fé que opera pelo amor

E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, e eles ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade do céu.

Comentários de Wesley

Eles reunirão os seus eleitos - Isto é, todos os que perseveraram até o fim na fé que opera pelo amor.

Versículo 32

Nosso Senhor, tendo falado dos sinais que precedem os dois grandes eventos

Agora aprenda uma parábola da figueira; Quando o seu ramo ainda está tenro, e brota folhas, sabeis que o verão está próximo.

Comentários de Wesley

Começa aqui a falar do tempo deles

Aprenda uma parábola - Nosso Senhor, tendo falado dos sinais que precedem os dois grandes eventos, sobre os quais os apóstolos haviam perguntado, começa aqui a falar do tempo deles. E à pergunta proposta, Mateus 24:3, sobre o tempo da destruição de Jerusalém, ele responde Mateus 24:34. Com relação ao tempo do fim do mundo, ele responde Mateus 24:36Marcos 13:28Lucas 21:29.

Versículo 34

Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas se cumpram.

Comentários de Wesley

A expressão implica que grande parte dessa geração passaria, mas não o todo

Esta geração de homens que agora vivem não passará até que todas essas coisas sejam feitas - A expressão implica que grande parte dessa geração passaria, mas não o todo. Assim foi. Pois a cidade e o templo foram destruídos trinta e nove ou quarenta anos depois.

Versículo 36

Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Pai.

Comentários de Wesley

Não enquanto nosso Senhor estava na terra

Mas daquele dia - O dia do julgamento; Não conhece ninguém - Não enquanto nosso Senhor estava na terra. No entanto, pode ser posteriormente revelado a São João de forma consistente com isso.

Versículo 37

Como foi nos dias de Noé

Mas, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem.

Lucas 17:26.

Versículo 40

Para a proteção imediata de Deus: e um é deixado - Para compartilhar as calamidades comuns

Então dois estarão no campo; um será tomado e o outro deixado.

Comentários de Wesley

Um é levado - Para a proteção imediata de Deus: e um é deixado - Para compartilhar as calamidades comuns. Nosso Senhor fala como tendo toda a transação presente diante de seus olhos.

Versículo 41

Duas mulheres estarão moendo no moinho; uma será tomada e a outra deixada.

Comentários de Wesley

Duas mulheres estarão moendo

Duas mulheres estarão moendo - O que era então um emprego comum das mulheres.

Versículo 42

Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora virá o vosso Senhor.

Comentários de Wesley

Não sabeis a que hora vem o vosso Senhor

Não sabeis a que hora vem o vosso Senhor - Ou para exigir a vossa alma de vós, ou para vingar-se desta nação. Marcos 13:33Lucas 12:35Lucas 21:34.

Versículo 45

Servo fiel e sábio

Quem, pois, é o servo fiel e prudente, a quem o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para lhe dar o sustento a seu tempo?

Comentários de Wesley

Quem é então o servo fiel e sábio - Qual de vocês aspira a esse caráter? Sábio - A cada momento mantendo a mais clara convicção, de que tudo o que ele agora tem é confiado a ele apenas como mordomo: Fiel - Pensando, falando e agindo continuamente, de maneira adequada a essa convicção.

Versículo 48

Mas se aquele servo mau disser em seu coração: Meu senhor tarda em vir;

Comentários de Wesley

Agora mau, tendo deixado de lado a fé

Mas se aquele servo mau - Agora mau, tendo deixado de lado a fé e uma boa consciência.

Versículo 51

e o cortará em pedaços, e lhe dará a sua parte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.

Comentários de Wesley

Pois nenhuma hipocrisia pode ser mais vil do que nos chamarmos ministros de Cristo, enquanto somos escravos da avareza, ambição ou sensualidade

E repartiu-lhe a sua parte com os hipócritas - O pior dos pecadores, tão reto e sincero como ele era uma vez. Se os ministros são as pessoas aqui pretendidas, há uma propriedade peculiar na expressão. Pois nenhuma hipocrisia pode ser mais vil do que nos chamarmos ministros de Cristo, enquanto somos escravos da avareza, ambição ou sensualidade. Onde quer que sejam encontrados, que Deus os reforme por sua graça, ou os desarme daquele poder e influência, dos quais eles continuamente abusam para sua desonra e para sua própria condenação agravada![484]

 

A importância de manter a fé viva e de vigiar

 

Mateus 25

 

E Jesus conta logo a seguir parábolas sobre sua vinda. A parábola das 10 virgens é um alerta de Jesus sobre a importância de manter a fé viva.

Wesley disse sobre a descoberta das virgens: “A nossa fé está morta. Que momento para descobrir isso! Quer signifique a hora da morte ou do julgamento. Para qual dos santos te voltarás? Quem pode te ajudar em tal época?”

Essa parábola também destaca a importância de vigiar.

Wesley comenta a afirmação de Jesus: “Vigiai, portanto” – “Aquele que vigia não tem apenas uma lâmpada acesa, mas também óleo em seu vaso. E mesmo quando ele dorme, seu coração acorda. Ele está quieto; mas não seguro”.

 

Capítulo 25, Versículo 1

Comentários de Wesley

As damas de honra na noite de núpcias costumavam ir à casa onde a noiva estava, com lâmpadas acesas ou tochas nas mãos, para esperar a vinda do noivo

Então o reino dos céus - Ou seja, os candidatos a ele, serão como dez virgens - As damas de honra na noite de núpcias costumavam ir à casa onde a noiva estava, com lâmpadas acesas ou tochas nas mãos, para esperar a vinda do noivo. Quando ele se aproximou, eles foram encontrá-lo com suas lâmpadas e conduzi-lo à noiva.

Versículo 3

Os insensatos tomaram as suas lâmpadas, e não levaram azeite consigo.

Comentários de Wesley

.Uma lâmpada e óleo com ela, é a fé operando pelo amor

Os tolos não levaram óleo com eles - Não mais do que os manteve queimando apenas por enquanto. Ninguém para suprir sua necessidade futura, para recrutar a decadência de sua lâmpada. A lâmpada é a fé. Uma lâmpada e óleo com ela, é a fé operando pelo amor.

Versículo 4

Mas os sábios levaram óleo em seus vasos com suas lâmpadas.

Comentários de Wesley

Até que sua fé se tornasse perfeita

Os sábios levaram óleo em seus vasos - Amor em seus corações. E eles diariamente buscavam um novo suprimento de força espiritual, até que sua fé se tornasse perfeita.

Versículo 5

Enquanto o noivo se demorava, todos cochilaram e dormiram.

Comentários de Wesley

Os sábios desfrutando de uma verdadeira paz, os tolos uma falsa paz

Enquanto o noivo demorava - Ou seja, antes de serem chamados para atendê-lo, todos cochilaram e dormiram - Foram fáceis e tranquilos, os sábios desfrutando de uma verdadeira paz, os tolos uma falsa paz.

Versículo 6

E à meia-noite ouviu-se um grito: Eis o noivo; saí ao seu encontro.

Comentários de Wesley

Em uma hora impensada

À meia-noite - Em uma hora impensada.

Versículo 7

Então todas aquelas virgens se levantaram e prepararam suas lâmpadas.

Comentários de Wesley

Eles se examinaram e se prepararam para encontrar seu Deus

Eles prepararam suas lâmpadas - Eles se examinaram e se prepararam para encontrar seu Deus.

Versículo 8

E os tolos disseram aos sábios: Dá-nos do teu azeite; porque as nossas lâmpadas se apagaram.

Comentários de Wesley

Quer signifique a hora da morte ou do julgamento

Dá-nos do teu óleo, pois as nossas lâmpadas se apagaram - A nossa fé está morta. Que momento para descobrir isso! Quer signifique a hora da morte ou do julgamento. Para qual dos santos te voltarás? Quem pode te ajudar em tal época?

Versículo 9

Mas o sábio respondeu, dizendo: Não é assim; para que não haja o suficiente para nós e para vós, mas ide antes aos que vendem, e comprai para vós.

Comentários de Wesley

Como mostraram sua surpresa com o estado daqueles pobres desgraçados

Mas os sábios responderam: Para que não nos baste e a vós! — Começando a frase com uma bela brusquidão; como mostraram sua surpresa com o estado daqueles pobres desgraçados, que os receberam por tanto tempo, bem como suas próprias almas.

Pois nenhum homem tem mais do que santidade suficiente para si mesmo

Para que não haja o suficiente - É certo que não há; pois nenhum homem tem mais do que santidade suficiente para si mesmo.

Ide antes aos que vendem - Sem dinheiro e sem preço: isto é, a Deus, a Cristo.

O tempo passou e não retorna mais

E compre - Se puder. Oh, não! O tempo passou e não retorna mais!

Versículo 13

Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que há de vir o Filho do homem.

Comentários de Wesley

Aquele que vigia não tem apenas uma lâmpada acesa

Vigiai, portanto - Aquele que vigia não tem apenas uma lâmpada acesa, mas também óleo em seu vaso. E mesmo quando ele dorme, seu coração acorda. Ele está quieto; mas não seguro.[485]

 

 

 

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[1] Visão geral criada por IA do google

[2] https://www.oholyao-em-queimados-rj.com.br/estudos-escriturais/o-verdadeiro-significado-da-palavra-gra%C3%A7a/

[3] https://www.letras.mus.br/elida-araujo/maravilhosa-graca/

[4] https://www.letras.mus.br/paulo-cesar-baruk/sobre-a-graca/

[5]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace

[6] Idem.

[7] A TEOLOGIA DA GRAÇA EM PAULO: a Suficiência do Sacrifício de Cristo para a Salvação.  Ruberdan de Souza Lima. https://faculdadecristadecuritiba.com.br/storage/2018/12/Numero8-Junho-2018-Art2.pdf

[8] Idem.

[9] BURTNER, Robert - CHILES, Robert. Coletânea da Teologia de João Wesley. Junta Geral de Educação Cristã, Imprensa Metodista, 1960, p. 207.

[10]NASMITH, Ben - https://medium.com/@BNasmith/john-wesley-on-the-love-of-god-shed-abroad-in-our-hearts-9b9c45cf66b3 - As Obras de John Wesley [vol. 2; ed. AC Outler; Abingdon, 1985], 433. 

[11] Idem.

[12] Idem.

[13] https://salcultural.com.br/wesleyano/index.php/2019/01/29/os-meios-da-graca-no-pensamento-de-john-wesley/

[14] KLAIBER, Walter – MARQUARDT, Manfred. Viver a graça de Deus – Um compendio da teologia metodista. SP, Editeo – Editora Cedro, 1999, p´.238.

[15] Op.cit, p.239.

[16] Idem.

[17] Op.cit., p.240.

[18] Op.cit., p.241

[19] Op.cit, p.243.

[20]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace 

[21] Idem.

[22]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace 

[23] Idem.

[24] Idem.

[25] Idem.

[26]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace

[27] Idem.

[28] Idem.

[29] SMITH, J.Warren. “Estar aberto ao Espírito de Deus: a teologia de Wesley sobre os meios da graça” - https://wesleyancovenant.org/2018/05/17/being-open-to-the-spirit-of-god-wesleys-theology-of-the-means-of-grace/

[30]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace 

[31]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace 

[32] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente 

[33] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente

[34] https://pt.wikipedia.org/wiki/Graça_preveniente

[35]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace

[36] https://medium.com/valmir-nascimento/o-que-é-a-graça-preveniente-803ecb2a7b7f

[37] https://medium.com/valmir-nascimento/o-que-é-a-graça-preveniente-803ecb2a7b7f

[38] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente

[39] Idem. 

[40] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente

[41] Idem. 

[42] https://pt.wikipedia.org/wiki/Graça_preveniente

[43] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente 

[44] https://medium.com/valmir-nascimento/o-que-é-a-graça-preveniente-803ecb2a7b7f

[45] https://pt.wikipedia.org/wiki/Graça_preveniente

[46] https://pt.wikipedia.org/wiki/Graça_preveniente

[47] https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/acts-9.html

[48] https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/luke-19.html. 

[49] http://www.hymntime.com/tch/htm/u/n/c/l/unclean.htm

[50] http://www.hymntime.com/tch/htm/u/n/c/l/unclean.htm 

[51] https://hymnary.org/text/o_sun_of_righteousness_arise_with_healin

[52] https://hymnary.org/text/o_sun_of_righteousness_arise_with_healin

[53] Visão geral criada por IA do Google

[54] Visão geral do IA do Google

[55] Visão geral do IA do Google

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[63] Visão geral criada por IA do Google

[64] Visão geral criada por IA do Google

[65] Visão geral criada por IA do Google

[66] https://www.salvationist.org/extranet_main.nsf/vw_sublinks/8E93913570C2699B80256F16006D3C6F?openDocument

[67] WESLEY, João. Sermões. Imprensa Metodista, SP, volume 1, 1994, p.37.

[68] As últimas gerações são chamadas de Geração X, Geração Y, Geração Z, Geração Alpha, etc muito ligadas às redes sociais. http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Geracao_X_Geracao_Y_Geracao_Z.htm

[69] WESLEY, John. Sermões de Wesley. Segundo volume, São Bernardo do Campo, SP, Imprensa Metodista, 1981, p.388.

[70] Idem, p. 390.

[71] Idem, p. 392.

[72] WESLEY, João . Vol. I, p. 351.

[73] WESLEY, João. Vol. II, op. cit. p. 375.

[74] Visão geral criada por IA do Google

[75] https://www.hopefaithprayer.com/salvationnew/the-new-birth-john-wesley/

[76] Kevin M. Watson é professor no Candler School of Theology, Emory University. https://kevinmwatson.com/2020/08/18/john-wesleys-sermon-the-marks-of-the-new-birth-a-brief-summary/

[77] Kevin M. Watson é professor no Candler School of Theology, Emory University. https://kevinmwatson.com/2020/08/18/john-wesleys-sermon-the-marks-of-the-new-birth-a-brief-summary/

[78] Kevin M. Watson é professor no Candler School of Theology, Emory University. https://kevinmwatson.com/2020/08/18/john-wesleys-sermon-the-marks-of-the-new-birth-a-brief-summary/

[79] WESLEY, João. Sermões de Wesley. 1 v., p.376.

[80] WESLEY, João. Sermões de Wesley. 1 v., p.376.

[82] Visão geral criada por IA do Google

[83] https://www.studylight.org/NicodemusComentários/Eng/Wen/john-3.html. 

[84] Visão geral criada por IA do Google

[85] Wesley, seu próprio historiador. https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley, seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870

[86] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960. IV O Espírito Santo.

[87] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960. IV O Espírito Santo.

[88] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960. IV O Espírito Santo.

[89] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960. IV O Espírito Santo.

[90] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960. IV O Espírito Santo.

[91]A Revista de  John Wesley, Editado por  Percy Livingstone Parker, Chicagomoody Press, 1951, CHICAGO, MOODY PRESS. Op.cit.

[92] Idem.

[94] Idem.

[95] Idem.

[98]https://www.jdwetherspoon.com/pub-histories/england/bristol/the-kingswood-colliers-kingswood

[99] http://metodistavilaisabel.org.br/docs/Joao_Wesley_O_Evangelista.pdf

[100] http://www.thepotteries.org/borough/010_wesley.htm

[101] Visão geral criada por IA do Google

[102] https://www.umc.org/en/content/ask-the-umc-what-is-meant-by-the-term-image-of-god. Este conteúdo foi produzido por Ask The UMC, um ministério das Comunicações Metodistas Unidos.

[103] Para um melhor entendimento, leia todo sermão em Sermões de Wesley, volume I, entre as páginas 350 e 362. WESLEY, Sermões de Wesley. Tradutor Nicodemus Nunes. São Paulo: Imprensa metodista, 1953.

[104] Visão geral criada por IA do Google

[105] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2661&t=feat - Capela de Wesley e Missão
Leysian 49 City Road, Londres EC1Y 1AU – The Museum of Methodism & John Wesley’s Housed=

[106] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2661&t=feat - Capela de Wesley e Missão
Leysian 49 City Road, Londres EC1Y 1AU – The Museum of Methodism & John Wesley’s Housed=

[107] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2661&t=feat - Capela de Wesley e Missão
Leysian 49 City Road, Londres EC1Y 1AU – The Museum of Methodism & John Wesley’s Housed=

[108] Visão geral da IA do Google

[109] REILY, Duncan Alexander. Wesley e sua Bíblia. São Paulo: Editeo, 1997, p.39.

[110] Visão geral da IA do Google

[111] Visão geral da IA do Google

[112] Visão geral criado por IA do Google

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[114] WESLEY, John. Explicação clara da perfeição cristã. Imprensa Metodista, São Bernardo do Campo, SP, 1984, p.53.

[115] WESLEY, João. Explicação clara da perfeição cristã, p.61.

[116] Idem., p.57.

[119] Visão geral da IA do Google

[120] https://finestofthewheat.org/plain_account_01/

[121] Op.cit.

[122] https://www.christianity.com/bible/commentary.php?com=wes&b=40&c=5

[123] https://www.christianity.com/bible/commentary.php?com=wes&b=62&c=4

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[125] Visão geral criado por IA do Google

[126] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat

[127] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat

[128] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat

[129] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat

[130] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat

[131] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat

[132] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat

[133] Visão geral criado por IA do Google

[134] Visão geral da IA do Google

[135] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat

[136] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat

[137] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat

[138] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat

[139] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2699&t=feat

[140] Visão geral da IA do google

[142] https://www.eismeaqui.com.br/sem-categoria/john-fletcher-1729-1785

[143]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.

[144] https://wikimili.com/en/John_William_Fletcher

[145] Visão geral criada por IA do Google

[146] Idem.

[147] No. XXVI, Londres, terça-feira, 7 de agosto de 1770, Q. 28. A. 2. Minutos das Conferências Metodistas 1744-98 [Mason, 1862] 95).

[148]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[149] Visão geral da IA do Google

[150]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[151] Visão geral da IA do Google

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[159] Visão geral criada por IA do Google

[160]https://reformedjournal.com/ reformed-assessments-of-arminianism-praise-from-unexpected-quarters/

[161] SALVADOR.José Gonçalves. Arminianismo e Metodismo, Ibidem, p.22.

[162] Ibidem, p.28.

[163] Ibidem.

[164] A Confissão de Westminister foi redigida em 1643 pela Assembléia de Clérigos ao qual fora confiada a tarefa de organizar o New Establishment (BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã. São Paulo: Imprensa Metodista, ASTE, 1967, p.278).

[165]BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã. São Paulo: Imprensa Metodista, ASTE, 1967, p. 278-9.

[166] Também chamado de Jacobus Arminius (BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã, Ibidem, p. 305).

[167] WALKER, Welliston. História da Igreja Cristã.  2 v. São Paulo: ASTE, 1967, p. 15.

[168] Ibidem, p.135.

[169] Ibidem.

[170] WALKER, Welliston. História da Igreja Cristã.  2 v. São Paulo: ASTE 1967, p. 136.

[171] SALVADOR, José  Gonçalves. Arminianismo e Metodismo. São Paulo: Igreja Metodista do Brasil, [s.d], p. 51.

[172] Ibidem.

[173] Ibidem, p.63.

[174] Ibidem., p.61-2.

[175] Ibidem., p.62.

[176] https://concursosnobrasil.com/escola/religiao/arminianismo.html

[177] Visão geral criada por IA do Google

[178] Visão geral criada por IA do Google

[179] Visão geral criada por IA do Google

[180] No. XXVI, Londres, terça-feira, 7 de agosto de 1770, Q. 28. A. 2. Minutos das Conferências Metodistas 1744-98 [Mason, 1862] 95).

[181]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[184]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[185] BARBIEIRI, Sante Uberto.Estranha Estirpe de Audazes, Cap. 7 – O Paladino da Divina Misericórdia. https://arminianismo.wordpress.com/john-fletcher

[186]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[187]https://hls-dhs-dss.ch/de/articles/029084

[188] Visão geral criada por IA do Google

[189] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente

[190] Visão geral criada por IA do Google 

[191] Visão geral criada por IA do Google

[192] Visão geral criada por IA do Google 

[193] Visão geral criada por IA do Google

[194]https://www.resourceumc.org/ en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace

[195] https://medium.com/valmir-nascimento/o-que-é-a-graça-preveniente-803ecb2a7b7f

[196] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente 

[197] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente

[199]George Whitefield - Ministérios Pão Diário (paodiario.org). https://paodiario.org/autores-classicos/george-whitefield/

[200] https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/wesley-vs-whitefield

[201] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N03787.0001.001/1:4?rgn=div1;view=fulltext

[202] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/4

[203] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/4

[204] Idem.

[205] Idem.

[206] https://en.wikipedia.org/wiki/George_Whitefield

[207] HEITZENHATER, Richard P., Wesley e o Povo Chamado Metodista, Editeo-Pastoral Bennett, 1996, p.107.

[208] Ibidem, p.214.

[209] Idem, p.120.

[210] Eis um resumo do que Wesley pensava sobre a predestinação: Se existe a eleição, toda a pregação seria vã; ela tende a destruir diretamente a santidade; tende a destruir o nosso zelo pelas boas obras; subverte toda a revelação cristã; faz a revelação contradizer-se; é uma doutrina cheia de blasfêmia, pois coloca Jesus como um hipócrita, um enganador do povo, etc (BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da teologia de João Wesley. Ibidem, p. 53-4)

[211] HEITZENHATER, Richard P.Ibidem, p.107.

[212] Doutrina que afirma que “Uma vez salvo, sempre salvo”.

[213] www.imarc.cc/esecurity/perseverance.html

[214] Idem.

[215] Segundo D.M.Lloyd-Jones, Os temas das pregações de Whitefield eram: O pecado original, A regeneração, o Espírito Santo, a justificação pela fé, etc. (JONES, D. M. Lloyd. Os puritanos. Ibidem, p.130-1).

[216] HEITZENHATER, Richard P.Ibidem, p.120-1.

[217] Ibidem, p.120.

[218] Ibidem

[219] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p. 241.

[220] Visão geral criada por IA do Google

[221] Idem.

[222] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[223] Idem. 

[224] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[225] Idem. 

[226] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[227] Idem.

[228] A REVISTA de John Wesley. Editado por PERCY LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO, MOODY PRESS, 1951

[229] A REVISTA de John Wesley. Editado por PERCY LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO, MOODY PRESS, 1951

[230] A REVISTA de John Wesley. Editado por PERCY LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO, MOODY PRESS, 1951

[231] A REVISTA de John Wesley. Editado por PERCY LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO, MOODY PRESS, 1951

[232] A Revista de John Wesley, com uma introdução por Hugh Price Hughes, m.a., editado por Percy Livingstone Parker, chicagomoody press, 1951.

[235] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/11

[236] https://www.facebook.com/wesleyinireland/

[239] Wesley, seu próprio historiador. https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley, seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870. 

[240] Wesley, seu próprio historiador. https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley, seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870. 

[241] A Revista de John Wesley, com uma introdução por Hugh Price Hughes, m.a., editado por Percy Livingstone Parker, chicagomoody press, 1951.

[242] https://marcosandreclubdateologia.blogspot.com//2018/11/estudo-biblico-quem-foram-os-pais-da.html

[243] https://www.repositoriocristao.com/conteúdo/estudos/pais-da-igreja

[244] Cânones da Igreja Metodista, São Paulo, Imprensa Metodista, 1971, p. 19. 

[245] BURTNER, R. - Chiles, R. Coletânea da Teologia de João Wesley, S. P., Jugec - 1960. p. 43 e 44.

[246] BURTNER, R. - Chiles, R. op. cit. p. 91 

[247] https://www.repositoriocristao.com/conteúdo/estudos/pais-da-igreja

[248] https://www.repositoriocristao.com/conteúdo/estudos/pais-da-igreja

[249] https://estiloadoracao.com/pais-da-igreja/#google_vignette

[250] https://estiloadoracao.com/pais-da-igreja/#google_vignette

[251] https://estiloadoracao.com/pais-da-igreja/#google_vignette

[252] https://www.repositoriocristao.com/conteúdo/estudos/pais-da-igreja

[253]https://pt.wikipedia.org/ wiki/Trindade_(cristianismo)

[254] https://www.repositoriocristao.com/conteúdo/estudos/pais-da-igreja

[255]https://marceloberti.wordpress.com/2010/05/21/doutrina-da-trindade-antes-de-niceia/

[256]https://marceloberti.wordpress.com/2010/05/21/doutrina-da-trindade-antes-de-niceia/

[257]https://www.reddit.com/ r/Reformed/comments/67vdcy/early_church_fathers_and_the_trinity/?tl=pt-br&rdt=63428

[258]https://marceloberti.wordpress.com/2010/05/21/doutrina-da-trindade-antes-de-niceia/

[259]https://www.reddit.com/ r/Reformed/comments/67vdcy/early_church_fathers_and_the_trinity/?tl=pt-br&rdt=63428

[260]https://www.reddit.com/ r/Reformed/comments/67vdcy/early_church_fathers_and_the_trinity/?tl=pt-br&rdt=63428

[261] https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/genesis-1.html

[262] https://www.studylight.org/ comentários/en/wen/matthew-3.html

[263] https://www.studylight.org/ comentários/en/wen/matthew-28.html. 

[264] https://www.studylight.org/comentários/eng/wen/john-14.html. 

[265] https://www.studylight.org/comentários/eng/wen/2-corinthians-13.html.

[266]  https://www.studylight.org/comentários/eng/wen/2-corinthians-13.html.

[267]https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/2-corinthians-1.html

[268]https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/1-peter-1.html

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[273] Visão geral criada por IA do Google

[274] Visão geral criada por IA do Google

[275] Visão geral criada por IA do Google

[276] BURTNER, Robert; CHILES, Robert. Coletânea da Teologia de João Wesley. Junta Geral de Educação Cristã, Imprensa Metodista, 1965p. 88.

[277] https://place.asburyseminary.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1773&context=asburyjournal

[278] Idem.

[279] https://wesleyscholar.com/john-wesleys-doctrine-of-the-holy-spirit/

[280] STAPLES, Rob L. John Wesley’s doctrine of the hole Spirit. https://iliff.instructure.com/courses/1439137/files/.../download?.

[281] BURTNER, Robert; CHILES, Robert. Coletânea da Teologia de João Wesley, p. 91-92

[282] https://wesleyscholar.com/john-wesleys-doctrine-of-the-holy-spirit/

[283] BURTNER, Robert; CHILES, Robert. Coletânea da Teologia de João Wesley, p. 86-87.

[284] REILY, Duncan Alexander. “João Wesley e o Espírito Santo”  em História, Metodismo, Libertações, Ibidem, p. 18.

[286] Visão geral criada por IA do Google

[287] ZIVADINOVIC, Dojcin. Wesley and Charisma: An Analysis of John Wesley’s view spiritual gifts (Wesley e Carisma: Análise da visão de João Wesley sobre dons espirituais). Dojcin Zivadinovic, Ph.D. Candidato à História da Igreja (Andrews University), p.70.

[288] Ibid, p.58. In Wesley, “The More Excellent Way,” (1787) in Works of the Rev. John Wesley, 12 vols. (London: Wesleyan Conference Office, 1872), 7:27 [hereafter referred to as WRJW]. See Wesley’s early longings for Fruits of the Holy Spirit in his diary entry of August 12, 1738 in WRJW 1:120ff; January 4, 1739 in WRJW 1:170-72. See also the entire sermon 4, “Scriptural Christianity,” August 24, 1747, in WRJW 5:37-52.

[289] E. H. Sugden,'The Standard Sermons of John Wesley', Vol. I . https://www.cai.org/bible-studies/scriptural-christianity-john-wesley.

[290] Notas Explicativas , p. 625 (1 Corintios 12:31). Observe seu comentário sobre cura, p. 623.   Veja também o Sermão, "O caminho mais excelente", Works (Jackson), 7:27; Notas Explicativas , p. 713 (em Eph. 4: 8-11). http://www.swartzentrover.com/cotor/e-books/freemeth/flame/tdf04.html.

[291].JR, Robert G. Tutlle. João Wesley e os dons do Espírito Santo. Professor de evangelismo na Escola Missões Mundiais E. Stanley Jones e Evangelismo  no  Asbury Theological Seminary em Wilmore, Kentucky, EUA.. https://ucmpage.org/articles/rtuttle1.html; ZIVADINOVIC, Dojcin. Wesley and Charisma: An Analysis of John Wesley’s view spiritual gifts (Wesley e Carisma: Análise da visão de João Wesley sobre dons espirituais). Dojcin Zivadinovic, Ph.D. Candidato à História da Igreja (Andrews University), p.58.

[292] E. H. Sugden. The Standard Sermons of John Wesley' por Vol. I '. https://www.cai.org/bible-studies/scriptural-christianity-john-wesley.cf. http://enrichmentjournal.ag.org/201103/201103_000_holy_sp.cfm

[293] Visão geral criada por IA do Google

[294] Idem, p. 58.

[295] ZIVADINOVIC, Dojcin. Wesley and Charisma: An Analysis of John Wesley’s view spiritual gifts (Wesley e Carisma: Análise da visão de João Wesley sobre dons espirituais), op. cit., p. 64.

[296] Jamin Bradley citando The Works of John Wesley, Volume 19: Journal and Diaries II (1738-1743). https://newfangled.wordpress.com/2010/05/12/john-wesley-and-the-power-of-the-spirit/

[297]John Wesley's Notes on the Bible. http://wesley.nnu.edu/john-wesley/john-wesleys-notes-on-the-bible/notes-on-st-pauls-first-epistle-to-the-corinthians/#Chapter+XII.

[298] ZIVADINOVIC, Dojcin. Wesley and Charisma: An Analysis of John Wesley’s view spiritual gifts (Wesley e Carisma: Análise da visão de João Wesley sobre dons espirituais), op. cit., p. 64.

[299] ZIVADINOVIC, Dojcin. Wesley and Charisma: An Analysis of John Wesley’s view spiritual gifts (Wesley e Carisma: Análise da visão de João Wesley sobre dons espirituais), op. cit., p. 63.

[300] Jamin Bradley citando The Works of John Wesley, Volume 19: Journal and Diaries II (1738-1743). https://newfangled.wordpress.com/2010/05/12/john-wesley-and-the-power-of-the-spirit/

[301] JR, Robert G. Tuttle. João Wesley e os dons do Espírito Santo. Op.cit.,p.58.

[302] Jamin Bradley citando The Works of John Wesley, Volume 19: Journal and Diaries II (1738-1743). https://newfangled.wordpress.com/2010/05/12/john-wesley-and-the-power-of-the-spirit/

[303] Visão geral criada por IA do Google

[304] https://pt.wikipedia.org/wiki/Cessacionismo

[305] http://www.alaskandreams.net/ekklesia/Wesley%20Quotes.htm

[306] Andrew Williams. Publicado por Duke Lancaster. John Wesley e o sobrenatural. http://www.vineyardjackson.org/blog/wesley.

[307] WESLEY, João. Trechos do diário de João Wesley, ibidem, p.115.

[308] Ibidem, p.37-8.

[309] Ibidem, p.84.

[310] Ibidem, p.156.

[311] LILIÈVRE, Mateo. João Wesley – Sua vida e obra. São Paulo: Editora Vida, 1997p.217.p.217.

[312] LILIÈVRE, Mateo. João Wesley – Sua vida e obra. São Paulo: Editora Vida, 1997p.217p.218.

[313] FISCHER, Harold A. Avivamentos que avivam. Ibidem, p.102.

[314] Visão geral criada por IA do Google

[315] https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/1-corinthians-12.html

[316] Visão geral criada por IA do Google

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[319] Visão geral criada por IA do Google

[320] Visão geral criada por IA do Google

[321] Visão geral do IA do Google

[322] Visão geral do IA do Google

[326] Idem.

[327] https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/biblia.htm

[328] https://www.slideshare.net/deuzilenefrancisco/coletanea-da-teologiadejoaowesley-79740825

[329]http://irmaos.net/biblia04_04.html

[330] http://www.cacp.org.br/a-bíblia-e-john-wesley/

[331] https://www.slideshare.net/deuzilenefrancisco/coletanea-da-teologiadejoaowesley-79740825

[332] https:// irmaos.org/assim-diz-senhor

[333] https://juttadolle.com/pt/quantas-vezes-e-039-diz-o-senhor-039-repetido-na-biblia/

[334] https://library.garrett.edu/collections/special-collections/rare-bible-digital-exhibit/post

[335] Visão geral criada por IA do Google

[336] https://www.slideshare.net/deuzilenefrancisco/coletanea-da-teologiadejoaowesley-79740825

[337] https://pt.scribd.com/document/314478455/Coletanea-Da-Teologia-de-Joao-Wesley

[338] Visão geral do IA do Google

[339] Visão geral do IA do Google

[341] http://www.craigladams.com/archivefiles/john-wesley-on-the-bible.html

[342] https://faithalone.org/blog/john-wesley-on-how-to-read-the-bible/

[345] https://bibliotecadopregador.com.br/passagens-paralelas-biblia/

[346] Visão geral do IA do Google

[347] https://www.bartleby.com/209/750.html

[348] Visão geral do IA do Google

[349] Visão geral do IA do Google

[351] Idem.

[352] http://thomasjayoord.com/index.php/blog/archives/john-wesleys-view-scripture

[353] Visão geral do IA do Google

[354] Visão geral do IA do Google

[355] http://thomasjayoord.com/index.php/blog/archives/john_wesley_and_the_bible

[356] http://www.craigladams.com/arquivo/files/john-wesley-on-the-bible.html

[357] https://divinity.duke.edu/sites/ divinity.duke.edu/files/documents/faculty-maddox/JW_A_Man_of_One_Book.pdf

[358] https://divinity.duke.edu/sites/ divinity.duke.edu/files/documents/faculty-maddox/JW_A_Man_of_One_Book.pdf

[359] https://www.ministrymatters.com/all/ entrada/5525/Wesley- a...Um-de-Um- livro-e- a...Mil

[362] https://bibletruthpublishers.com/homo-unius-libri-man-of-one-book/echoes-of-grace-1975/la104705

[365]https://frases.tube/455231_ponha-fogo-no-seu-sermao-ou-ponha-seu-sermao-no-fogo

[366] WESLEY, João. Trechos do diário de João Wesley, ibidem, p.115.

[369] Idem.

[370]https://www.umnews.org/en/news/wesley-pilgrimage-oxford-history-inspires-today

[371]https://kevinmwatson.com/2020/05/12/john-wesleys-sermon-scriptural-christianity-a-brief-summary/

[372] http://metodistavilaisabel.org.br/docs/Joao_Wesley_O_Evangelista.pdf

[373]https://www.christianitytoday.com/history/issues/issue-2/john-wesley-did-you-know.html

[374] https://www.blogger.com/u/0/blog/post/edit/2777667065980939692/2521436257207685717

[375] http://johnandellenduncan.com/jw_grave.htm

[376] http://metodistavilaisabel.org.br/docs/Joao_Wesley_O_Evangelista.pdf

[377]http://wesley.nnu.edu/john-wesley/the-sermons-of-john-wesley-1872-edition/an-introduction/

[378] https://www.tomokaumc.org/sermons/1-john-wesleys-journey-of-faith/

[379] http://metodistavilaisabel.org.br/docs/Joao_Wesley_O_Evangelista.pdf

[381]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles

[382]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles

[383]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles

[384] Visão geral criada por IA do Google

[385] Visão geral criada por IA do Google

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[394] Visão geral criada por IA do Google

[395] WESLEY, J. - Sermões de Wesley. Imprensa Metodista, v.2, 1954, p. 352.

[396] WESLEY, J. - Sermões de Wesley, SP, Imp. Met., 1954, p. 111, v. 1. 

[397] Visão geral criada por IA do Google

[398] Visão geral criada por IA do Google

[399] Visão geral criada por IA do Google

[400] Visão geral criada por IA do Google

[401] Visão geral criada por IA do Google

[402] https://wesley.nnu.edu/john-wesley/john-wesleys-notes-on-the-bible/notes-on-st-pauls-epistle-to-the-romans/#c5572

[403] Visão geral criada por IA do Google

[404] Visão geral criada por IA do Google

[405]https://wesley.nnu.edu/john-wesley/john-wesleys-notes-on-the-bible/notes-on-the-book-of-ezekiel/#Chapter+XXXVI

[406] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960, p. 273.

[407] Visão geral criada por IA do Google

[408] wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read

[409] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960, p. 274.

[410] wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read

[411] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960, p. 270.

[412] wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read

[413] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960. p. 275.

[414] wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read

[415] WESLEY, J. - Sermões de Wesley, SP, Imp. Met., 1954, p. 111, v. 1.

20.BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960, p. 275.

[416] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960. p. 275

[417] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960. p. 275

[418] Visão geral criada por IA do Google

[419] https://firebrandmag.com/articles/a-wesleyan-view-of-baptism

[420] Visão geral criada por IA do Google

[421] COLETÂNIA DA TEOLOGIA DE JOÃO WESLEY Compilação de Robert W. Burtner e Robert E. Chiles. 2ª edição: 1995. Editor: Filipe P. de Mesquita. Setor de Publicações da Pastoral Bennett Instituto Metodista Bennett, p.101.

[422] Idem.

[423] Wesley, seu próprio historiador. Wesley, seu próprio historiador. https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley, seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870

[424] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960

[425] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960

[426] Idem.

[427] Idem.

[428] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960

[429] Idem.

[430] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960

[431] Idem.

[432] https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=137

[433] Visão geral criada por IA do Google

[434] wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read

[435] wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read

[436] Idem

[437] Idem.

[438] https://www.churchfathers.org/infant-baptism

[439] Visão geral criada por IA do Google

[440] Visão geral criada por IA do Google

[441] Visão geral criada por IA do Google

[442] https://www.estudantedefilosofia.com.br/filosofos/origenes.php

[443] Visão geral criada por IA do Google

[444] https://pt.wikipedia.org/wiki/Orígenes

[445] https://www.churchfathers.org/infant-baptism 

[446] Visão geral criada por IA do Google

[447] https://servantofchrist.tripod.com/ofsuchisthekingdom/id18.html; https://northamanglican.com/infant-baptism-a-treatise-in-defense-of-infant-baptism-written-in-the-scholastic-style-part-i/

[448] https://www.churchfathers.org/infant-baptism

[449] Visão geral criada por IA do Google

[450] Visão geral criada por IA do Google

[451] https://escolakids.uol.com.br/historia/revoltas-anabatistas.htm

[452] Visão geral criada por IA do Google

[453] https://brasilescola.uol.com.br/historiag/martin-luther-king.htm

[454] https://www.nps.gov/malu/planyourvisit/ebenezer_baptist_church.htm

[455] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960,.p.210.

[456] Este artigo 4º afirma: “O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, é da mesma substância, majestade e glória com o Pai e com Filho, verdadeiro e eterno Deus” (CÂNONES da Igreja Metodista, Ibidem, p.34).

[457]https://www.allsaintsjakarta.org/anglican-belief

[458] https://en.wikipedia.org/wiki/Thirty-nine_Articles

[459] https://en.wikipedia.org/wiki/Thirty-nine_Articles

[460]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles

[461] WALKER, Welliston, Ibidem, p.83.

[462] Ibidem.

[463] Ibidem, p. 84.

[464]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles

[465]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles

[466]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles

[467] https://www.britannica.com/topic/Twenty-five-Articles-of-Religion

[468]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles

[469] Este artigo 4º afirma: “O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, é da mesma substância, majestade e glória com o Pai e com Filho, verdadeiro e eterno Deus” (CÂNONES da Igreja Metodista, Ibidem, p.34).

[470] Este artigo 4º afirma: “O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, é da mesma substância, majestade e glória com o Pai e com Filho, verdadeiro e eterno Deus” (CÂNONES da Igreja Metodista, Ibidem, p.34).

[471] Este artigo diz : “O pecado original não está em imitar Adão, como erradamente dizem os Pelagianos, mas é a corrupção da natureza de todo descendente de Adão, pela qual o homem está muito longe da retidão original e é de sua própria natureza inclinado ao mal e isto continuamente” (CÂNONES da Igreja Metodista, Ibidem, p.36). “Pelágio era um monge inglês, possivelmente, de origem irlandesa. Em 400 veio a Roma e ficou chocado com o baixo nível da península itálica. Achando que havia necessidade de um esforço moral mais acentuado, chocou-se com a oração de Santo Agostinho: ‘Concede-me, Senhor, o que tu exiges, e manda o que for de teu agrado. ’Sua doutrina, parece não Ter provocado distúrbios antes de sua ida `a África após o saque de Roma” (BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã, ibidem, p.87).Ele acredita que o homem podia permanecer sem pecado. Com isso, ele dizia glorificar a Deus “já que reconhecemos que dEle nos vem esta dádiva e este poder” (BETTENSON, Henry, Ibidem, p.88).

[472] Obras de superrogação significa: “As obras voluntárias que não se achem compreendidas nos mandamentos de Deus, as quais se chamam de obras de superrogação, não se podem ensinar sem arrogância e impiedade; pois, por elas, declaram os homens que não só rendem a Deus tudo quanto  lhe é devido, mas também de sua parte fazem ainda mais do que devem, embora Cristo claramente diga: ´Quando tiverdes feito tudo o que se vos manda, dizeis: Somos servos inúteis” (CÂNONES da Igreja Metodista. Ibidem, p.37).

[473] Este 14º artigo afirma: “A doutrina romana do purgatório, das indulgências, veneração e adoração, tanto de imagens de relíquias, bem como a invocação dos santos, é uma invenção fútil, sem base em nenhum testemunho das Escrituras e até repugnantes à Palavra de Deus  (CÂNONES da Igreja Metodista. São Paulo: Associação Religiosa Imprensa da Fé, 1998, p. 38)

[474] CÂNONES da Igreja Metodista. Ibidem, p.33-43.

[475] https://www.imarc.cc/br/br2/wesley25ar1.html

[477] Visão geral criada por IA do Google

[478]
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[479] https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/luke-21.html

[480] Visão geral criada por IA do Google

[481] Visão geral criada por IA do Google

[482] Visão geral criada por IA do Google

[483] Visão geral criada por IA do Google

[484] https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/matthew-24.html

[485] https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/matthew-25.html

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