O modelo de pastoreio de Wesley para nossos dias

 

Odilon Massolar Chaves

 

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Livros publicados pelo autor: 812

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Capa: Facebook José Viladecans

Toda gloria a Deus!

Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

Filho do rev. Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.

É casado com RoseMary.

Tem duas filhas: Liliana e Luciana.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Teologia.

 

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do livro

·  Wesley via no testemunho e na prática se o pregador tinha um chamado

·       Wesley realizava mentoria e mantinha amizade com líderes

·       Wesley investia e dava oportunidade aos novos

·    Wesley aproveitava toda oportunidade para falar de Jesus trazendo conversões e formando líderes

· As pregações e discipulado de Wesley traziam conversões e formavam líderes 

   · Wesley tinha pregadores aliados próximos

·   Wesley apoiava seus líderes em situações difíceis e cuidava com carinho

·       Wesley era aberto ao novo e investiu no ministério das mulheres

·       Wesley mantinha contato e valorizava seus pregadores

·    Wesley frequentava a casa dos líderes tendo um tratamento carinhoso com eles

·       Wesley sempre incentivava e honrava seus pregadores

·       Wesley tinha parceria ministerial com pregadores

·    Wesley era muito leal com os que queriam ser pregadores e alertava das dificuldades do ministério

·  Wesley teve uma vida simples, teve pareceria espiritual com os pregadores e participou das fadigas e dos perigos da vida itinerante

·       Wesley mantinha colaboração teológica com outros pastores

 

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Introdução

 

“O modelo de pastoreio de Wesley para nossos dias” é um livro de 56 páginas baseado no Diário de Wesley e nos comentários de diversos autores.

O pastoreio de Wesley é semelhante ao de um bispo ou bispa.

“O pastoreio de John Wesley com seus pregadores (também chamados de "ajudantes" ou helpers) era fundamentado em alta prestação de contas, disciplina rigorosa, cuidado pastoral mútuo e foco inabalável na salvação de almas e santidade. Wesley não apenas pregava, mas treinava e supervisionava pessoalmente uma equipe de pregadores leigos para garantir a consistência doutrinária e a eficácia espiritual do movimento metodista”.[1]

Os pregadores eram vistos como "ajudantes" pessoais de Wesley. Eles deviam ser humildes e servos de todos.

 

“Forma de Pastoreio e Supervisão

 

  • Conferências Anuais: Wesley reunia seus pregadores em conferências para instrução, exame doutrinário e planejamento.
  • O "Circuito" (Itinerância): Os pregadores não ficavam fixos em uma igreja. Eles se moviam de um local para outro, o que impedia a estagnação e garantia que novos locais fossem alcançados.
  • Supervisão de Perto: Wesley supervisionava seus pregadores através de relatórios, reuniões semanais e exames de registros (class books).
  • Mentoria e Cuidado: Wesley promovia a cultura de ‘carregar as cargas uns dos outros’, onde os líderes eram vigiados e incentivados, garantindo que nenhuma aflição passasse despercebida”. [2]

Um exemplo para nossos dias.

Neste livro, colocamos alguns princípios e forma de pastoreio de Wesley a partir de seu relacionamento com os pregadores e líderes.

 

O Autor

 

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Destaques dos capítulos do livro

 

 

Wesley via no testemunho e na prática se o pregador tinha um chamado 

Thomas Walsh aproveitou que Wesley estava em uma excursão de três meses na Irlanda e lhe perguntou sobre o chamado de Deus que acreditava ter recebido. Wesley pediu que Thomas lhe enviasse um testemunho escrito de sua conversão e experiência espiritual. Depois, Wesley respondeu em uma nota: "Meu caro Irmão. É difícil julgar o que Deus tem chamado a você até que a experimentação seja feita. Portanto, quando tiverem oportunidade, poderão ir a Shronell e passar dois ou três dias com as pessoas ali. Fale com eles em irlandês”. 

Wesley realizava mentoria e mantinha amizade com líderes 

Entre 1776 e 1784, Wesley anualmente visitou Macclesfield.

 Hester Ann Roe registrou seis encontros com Wesley em seu diário. Anotava o tempo e o sermão de Wesley pregado. Ela teve uma renovação espiritual ocasionada por uma "conversa confortável com ele sozinha "durante uma visita em abril de 1777. [3] 

Wesley investia e dava oportunidade aos novos 

Em 1777, aos 17 anos, Adam Clarke ouviu o metodista John Brettel pregar e se converteu. Passou a caminhar três ou quatro milhas para a reunião metodista. Começou a estudar a Bíblia e visitava as aldeias vizinhas exortando.  Em 1782 um dos pregadores do circuito Londonderry viu nele uma promessa e escreveu a Wesley, que o convidou para a Escola Metodista de Kingswood. Foi o pregador mais jovem do metodismo.

Wesley aproveitava toda oportunidade para falar de Jesus trazendo conversões e formando líderes

Em 1757, Nathaniel Gilbert foi para a Inglaterra levando três escravos. Gilbert não perdeu tempo em localizar João Wesley e se converteu ao metodismo. Wesley escreveu no jornal 17 de janeiro de 1758: 

“Eu preguei em Wandsworth. Um cavalheiro vindo da América tinha aberto uma porta neste lugar desolado. Pela manhã eu preguei na casa do Sr. Gilbert. Dois servos negros dele e um mulato aparentam estar muito despertos. Sua saúde salvadora não será conhecida a todas as nações?"

As pregações e discipulado de Wesley traziam conversões e formavam líderes

Barbara heck se converteu aos 18 anos através da pregação de Wesley. “Na sequência da segunda visita de John Wesley à Irlanda, em 1748, o que levaria ao estabelecimento da Conferência Irlandesa, muitos neste grupo de cerca de 100 famílias se tornaram metodistas. Entre os convertidos, que foram reunidos em sociedades metodistas, estavam Barbara Ruckle e seu futuro marido, Paul Heck”. Eles se casaram em 1760 e tiveram duas filhas e três filhos.

Em 1760, partiram com um grupo de irlandeses para o Novo Mundo, estabelecendo-se na colônia de Nova York onde deram início ao metodismo na América.

Wesley tinha pregadores aliados próximos

 

Wesley convenceu Thomas Olivers a ser um pregador itinerante, o que ele fez por 22 anos. Viajou a cavalo mais de 100 mil milhas.

 

Em 1775, Wesley o nomeou para ser coeditor da Revista Arminian Magazine (1775-1789). Apesar de alguns erros de grafia, Wesley o manteve até 1789. 

Wesley apoiava seus líderes em situações difíceis e cuidava com carinho

Martha Thompson foi examinada por um médico que a diagnosticou como sofrendo de "mania religiosa". Foi internada em Bedlam, a “Casa de Loucos”. Tempo depois, um cavalheiro metodista visitou Bedlam, conheceu Martha e levou uma carta sua para João Wesley, em Londres. 

No dia seguinte, Wesley enviou dois médicos, que a declararam sã. Wesley a levou para a casa de metodistas, que cuidaram dela. Seu desejo era voltar para casa em Preston. Um dia Wesley a levou a cavalo por muitos quilômetros e a levou para seus pais. 

Wesley era aberto ao novo e investiu no ministério das mulheres 

Em 1771, escreveu para Wesley afirmando: "Se eu não acreditasse que eu tivesse um chamado extraordinário, eu não agiria de uma maneira extraordinária." 

Wesley lhe disse: “Você me coloca em uma grande dificuldade”, pois os metodistas não permitiam mulheres pregadoras. Wesley continuou: “Mas vou simplesmente dizer-lhe o que está em meu coração. '... Não vejo que você tenha quebrado qualquer lei. Vá com calma e firmemente”. 

Wesley mantinha contato e valorizava seus pregadores 

Em 1766, Wesley persuadiu John Haime a ir morar com a família Hoskins em St Ives, em Cornwall, onde queriam um pregador. Nesse ano, sua esposa faleceu e continuou angustiado, mas um dia "instantaneamente se recuperou". 

Viveu como pregador em Whitchurch e se correspondeu com os irmãos Wesley. Seu testemunho "Um relato curto das relações de Deus com o Sr. John Haime" foi publicado por Wesley 

Wesley frequentava a casa dos líderes tendo um tratamento carinhoso com eles 

Wesley ficou na casa da familia Merryweathers em dezenove ocasiões e se correspondia constantemente com George. 

Em 24 de janeiro de 1760, Wesley recomendou a George dois livros, a quem chamou de “Meu querido irmão”. Ele disse: “Gostaria que você recomendasse em todos os lugares dois livros em particular – “O Padrão Cristão” e o “Físico Primitivo”. 

Wesley sempre incentivava e honrava seus pregadores 

Wesley sempre honrou seus pregadores. Em 1781, ele publicou na revista Arminian Magazine*, um Epitáfio** sobre Peter Jaco: 

“Pescador dos homens, ordenado por Cristo somente,

Almas imortais ele ganhou para seu Salvador;

Com fé amorosa e zelo fervoroso,

Sofreu e realizou a vontade do Redentor;

Impassível*** em todas as tempestades da vida permaneceu,

E na boa velha nave o porto ganhou”. 

Wesley tinha parceria ministerial com pregadores 

Em 1776, Robert Carr Brackenbury conheceu João Wesley quando estava vivendo em Raithby como herdeiro de uma grande fortuna e propriedade. Desenvolveu uma profunda amizade com Wesley e o acompanhou em algumas viagens. Era muito influente e suas habilidades reconhecidas em todo o país. 

Wesley era muito leal com os que queriam ser pregadores e alertava das dificuldades do ministério 

Em 1756, Alexander Mather ao se sentir chamado a pregar, Wesley lhe disse "ser um pregador metodista não é o caminho para a facilidade, honra, prazer ou lucro. É uma vida de muito trabalho e reprovação”. 

Sendo franco, Wesley disse que os pregadores muitas vezes, vivem com escassez e “são propensos de serem apedrejados, espancados e abusados de várias maneiras. Considere isso antes de se envolver em um modo de vida tão desconfortável”. 

Wesley teve uma vida simples, teve pareceria espiritual com os pregadores e participou das fadigas e dos perigos da vida itinerante

‘Wesley e eu nos deitamos no chão: ele teve minha capa para travesseiro e eu tive as ‘notas de Burkitt sobre o Novo Testamento’. Depois de ficar lá umas três semanas, uma manhã, cerca de três horas da madrugada, Wesley se virou e, descobrindo que eu estava acordado, me bateu no lado e disse: ‘Irmão Nelson, tenhamos bom ânimo, eu tenho ainda um lado inteiro, porque a pele está esfolada só dum lado”

Wesley mantinha colaboração teológica com outros pastores

Fletcher se dedicou ao movimento de renovação e reavivamento espiritual e se comprometeu com Wesley por correspondência a ir em seu “auxílio como um teólogo, mantendo um compromisso nunca vacilando para a Igreja da Inglaterra”.

 

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Wesley via no testemunho e na prática se o pregador tinha um chamado

 

 

Thomas Walsh aproveitou que Wesley estava em uma excursão de três meses na Irlanda e lhe perguntou sobre o chamado de Deus que acreditava ter recebido. Wesley pediu que Thomas lhe enviasse um testemunho escrito de sua conversão e experiência espiritual. Depois, Wesley respondeu em uma nota: "Meu caro Irmão. É difícil julgar o que Deus tem chamado a você até que a experimentação seja feita. Portanto, quando tiverem oportunidade, poderão ir a Shronell e passar dois ou três dias com as pessoas ali. Fale com eles em irlandês”. 

 

Vemos esse princípio e forma de pastoreio no relacionamento de Wesley com o pregador Thomas Walsh. 

“Thomas Walsh (1730-1759) foi um influente pregador metodista irlandês, descrito por John Wesley como o ‘melhor hebraísta’ que conheceu e ‘homem de Deus’. Convertido do catolicismo, Walsh pregou intensamente em morrer jovem devido à exaustão e tuberculose”. [4] 

Thomas Walsh nasceu em Ballylin, County Limerick, Irlanda. Era filho de um carpinteiro e de uma família católica. Aos 19 anos foi para a Igreja Anglicana.  Era professor em Limerick. 

Em 1749, o pregador metodista Robert Swindells foi pregar em Limerick e, dentre os ouvintes, estava Thomas Walsh que, em 1750, passou a frequentar a Sociedade Metodista em Newmarket. 

Depois de quatro meses nas reuniões, nasceu de novo em meio às orações e dos cânticos experimentando o verdadeiro poder e amor de Deus. 

Por causa de sua fé, foi ridicularizado por católicos e protestantes sendo chamado de hipócrita, louco, enganador, mas ele prosseguiu desejando ser ensinado mais a respeito de Cristo. Ele disse neste momento: "Desejei estar sempre na escola de Cristo, aprendendo as lições de Sua graça". 

Thomas Walsh aproveitou que Wesley estava em uma excursão de três meses na Irlanda e lhe perguntou sobre o chamado de Deus que acreditava ter recebido. Wesley pediu que Thomas lhe enviasse um testemunho escrito de sua conversão e experiência espiritual. Depois, Wesley respondeu em uma nota: "Meu caro Irmão. É difícil julgar o que Deus tem chamado a você até que a experimentação seja feita. Portanto, quando tiverem oportunidade, poderão ir a Shronell e passar dois ou três dias com as pessoas ali. Fale com eles em irlandês”. 

Ele foi com um amigo andando trinta milhas para sua primeira pregação em Shronell, onde uma grande congregação se reuniu em um celeiro. 

Thomas pregou sobre Romanos 3.28: "Portanto concluímos que um homem é justificado pela fé sem as obras da lei”. 

Ele pregava em irlandês e inglês e se tornou um evangelista talentoso e determinado. Era destemido e foi preso na cidade de Bandon, mas continuou a pregar a partir da janela da cela. Em 1753, Wesley o nomeou para a itinerância* inglesa. 

Em suas pregações, alguns zombavam e outros se voltaram para o Senhor. Sentindo o chamado ardente de Deus, ele se entregou ao ministério do Evangelho pregando duas vezes por dia em Limerick com grande poder. As pessoas que o ouviam começaram a ter profunda convicção do pecado e eram convertidas. 

Deixou seu trabalho de professor e viajou por outras partes do sul da Irlanda pregando duas a três vezes por dia. Pregava nas montanhas e estradas, prados, casas particulares, prisões e navios. 

“Multidões de todas as denominações vinham ouvi-lo pregar. Em cidades de campo muitas pessoas pararam para escutá-lo por curiosidade, mas logo foram encontradas chorando”. Os pobres caíam de joelhos clamando pela misericórdia de Deus. 

Além da língua irlandesa, sabia o inglês, latim, grego e hebraico. “Os sacerdotes e outros inimigos do Evangelho ficaram indignados com o seu sucesso e influência e assim começaram a espalhar relatórios falsos e rumores sobre ele. Isso não funcionou. Então, multidões foram agitadas contra ele. Freqüentemente era atacado com varas e pedras; mesmo enquanto pregava, teria de fugir da vida de uma turba arremessadora de pedras”. 

Em janeiro de 1752, viajava para Roscrea e um grupo de homens armados com paus e pedras, que haviam feito um juramento para prejudicá-lo,  o levou cativo. Eles trouxeram um padre católico e protestante fora da cidade na esperança que ele rejeitasse o metodismo. Como Estevão foi sábio em respostas e os confundiu. Então, eles prometeram deixá-lo ir desde que não voltasse mais à Roscrea. Ele respondeu que preferiria morrer a fazer isso. Foi levado para a cidade, onde ameaçaram jogá-lo em um poço, se ele não prometesse que ele não voltaria. Mais uma vez recusou. 

Um ministro local veio em seu auxílio e o escoltou com segurança. Mas Thomas era destemido como Estevão e logo foi para a rua. Em meio da multidão do mercado pregou ousadamente o Evangelho. A multidão o pegou violentamente e o jogou para fora da cidade. Em seu cavalo levantou a voz em oração a Deus. Thomas não desistiu e voltou, mais tarde, onde alguns haviam crido e assim formou uma Sociedade Metodista. 

Por volta de 1752, era um dos únicos nove pregadores itinerantes metodistas existentes na terra. 

Em maio de 1754, Thomas Walsh pregou em Londres, ao ar livre, para grandes multidões em sua própria língua. Uma semana depois, pregou em Moorfeilds, em irlandês e inglês. 

“Walsh voltou de Londres para Cork, onde teve uma boa audição de grandes multidões de católicos que o ouviram com alegria mesmo que os sacerdotes fizessem tudo o que estava ao seu alcance para o impedir”. 

Wesley disse que não conhecia nenhum pregador que em tão poucos anos Deus usasse para converter tantas pessoas. Wesley disse também: "Tal mestre de conhecimento bíblico que eu nunca vi antes, e nunca esperaria ver novamente." 

Thomas era fervoroso na Palavra e orações. Ele chorava ao ver as pessoas se voltarem para Cristo. 

Caiu gravemente enfermo, mas logo depois continuou a pregar. 

Em 1756, visitou Newtownards para pregar e uma multidão o arrastou pelas ruas. Conseguiu se libertar e, depois, fez outra tentativa de pregar, mas foi atacado por essa multidão e correu para salvar sua vida indo pelos campos até as montanhas se encharcando completamente, o que certamente piorou sua saúde. 

Em 1758 morreu em Dublin em um quarto na capela da Rua de Whitefriar. 

Em 1762, James Morgan escreveu, em Londres, o livro “A vida e a morte de Mr.Thomas Walsh”. 

João Wesley declarou que com seis homens como Thomas Walsh teria virado a Irlanda de cabeça para baixo.[5] 

 

 

Wesley realizava mentoria e mantinha amizade com líderes

 

 

Entre 1776 e 1784, Wesley anualmente visitou Macclesfield.

 Hester Ann Roe registrou seis encontros com Wesley em seu diário. Anotava o tempo e o sermão de Wesley pregado. Ela teve uma renovação espiritual ocasionada por uma "conversa confortável com ele sozinha "durante uma visita em abril de 1777. [6]

 

Vemos esse princípio e forma de pastoreio no relacionamento de Wesley com Hester Ann Roe Rogers. 

Hester Ann Roe Rogers (1756–1794) foi uma influente escritora, líder metodista e figura proeminente no movimento metodista britânico do século XVIII, mantendo uma estreita relação de mentoria e amizade com John Wesley, o fundador do metodismo”.  

Hester Ann Roe nasceu em Macclesfield, Inglaterra. Era filha do Rev. James Roe, da Igreja Anglicana, curador de São Miguel. “Seu irmão, Charles Roe, era um empreendedor principal nas indústrias da seda e do cobre”. Aos 9 anos, ela perdeu seu pai. Hester era uma menina religiosa, que se sentia sempre caindo em pecado: "eu caí em todos os vãos costumes e prazeres de um mundo ilusório”. Ela vivia em culpa e longe da alegria do Senhor. 

Em 1774, ouviu as pregações do metodista Samuel Bardsley e buscou o novo nascimento orando em casa e cortando laços com o mundo. Depois, disse: "Meus pecados se foram, minha alma estava feliz; e eu desejava partir e estar com Jesus. Eu era verdadeiramente uma nova criatura, e parecia estar em um mundo novo!". 

Em 1776, conheceu Wesley. A visita de dois dias de Wesley a Macclesfield, onde ela morava, foi um turbilhão. Numa manhã, Wesley pregou três vezes. 

Ela ficou impressionada com a "ternura parental", de pai para filha, de Wesley com ela e com a sabedoria de seu conselho espiritual. Ela esteve uma hora sozinha com Wesley, depois do café da manhã e disse: "Que maravilha é esse querido santo de Deus! Agora acima de 70 anos de idade. Quão saudável e forte! Quão alegre na piedade! Quão ativo e laborioso na obra de Deus! Dez bênçãos descem neste dia sobre os seus cabelos." 

Entre 1776 e 1784, Wesley anualmente visitou Macclesfield. Hester registrou seis encontros com Wesley em seu diário. Anotava o tempo e o sermão de Wesley pregado. Ela teve uma renovação espiritual ocasionada por uma "conversa confortável com ele sozinha "durante uma visita em abril de 1777. 

O envolvimento de Hester com os metodistas trouxe dura perseguição e indiferença de familiares e amigos. Certa vez, ela se aconselhou com Wesley e registrou sobre sua forma de orar: “orava com um espírito de luta, para que eu pudesse suportar”. 

Foi uma das mulheres que se relacionava com facilidade com Wesley, de quem se tornou amiga e correspondente devotada. Foi na leitura dos sermões e tratados de Wesley que ela o viu como seu mentor espiritual. 

Em 1782, ela se casou com o pregador metodista James Rogers, cuja primeira esposa havia morrido. Eles ministraram em Dublin, Irlanda, Cork e Londres. Haster era próxima de Wesley. Em 1791, estava no quarto, onde Wesley morreu. Provavelmente, devia ser governanta de Wesley, pois  estava presente em seu leito de morte. 

Liderou "reuniões de classe" e "bandas" para os que buscavam o "amor perfeito". Liderou as "Festas do Amor". Também visitava. Ela disse: "Fui com o Sr. Rogers para visitar muitas famílias”. Hester foi pregadora, líder de classe, escritora, visitadora dos doentes, etc. Ela escreveu o livro: “A experiência da Sra. HA Rogers”. Foi considerada por Wesley como “um grande exemplo vivo de sua doutrina da perfeição cristã”. Seu funeral foi dirigido por Thomas Coke, que a viu como pastora e não simplesmente uma pregadora. 

Após a morte de Hester, o sermão do Thomas Coke no funeral chamado “O Caráter e Morte da Sra. Hester Ann Rogers”, foi publicado, em 1795, e apresentou a vida de Hester como um modelo para as mulheres metodistas. Durante décadas seguintes, sua história foi reeditada dezenas de vezes. Também foi publicado “Vida e Diário da Sra. Hester Ann Rogers”, por E. Davies, em 1882. 

Era carinhosamente conhecida como "H.etty". Ela se tornou famosa pela sua “santidade, zelo e influência cristã”. Essa fama foi em grande parte graças à publicação de extratos do seu diário após sua morte publicado por R. Edwards, em 1796, “A Experiência da Sra. Hester Ann Rogers” tornou-se um trato devocional extremamente popular.[7]

 

 

Wesley investia e dava oportunidade aos novos 

 

Em 1777, aos 17 anos, Adam Clarke ouviu o metodista John Brettel pregar e se converteu. Passou a caminhar três ou quatro milhas para a reunião metodista. Começou a estudar a Bíblia e visitava as aldeias vizinhas exortando.  Em 1782 um dos pregadores do circuito Londonderry viu nele uma promessa e escreveu a Wesley, que o convidou para a Escola Metodista de Kingswood. Foi o pregador mais jovem do metodismo. 

 

Vemos esse princípio e forma de pastoreio no relacionamento de Wesley com Adam Clarke. 

“A influência de John Wesley sobre Adam Clarke (1760/1762–1832) foi profunda, moldando-o não apenas como um teólogo metodista, mas como um dos mais importantes estudiosos bíblicos do início do metodismo britânico. Clarke foi um dos ‘filhos do avivamento wesleyano’, tendo sua carreira iniciada e orientada diretamente por Wesley”. [8]

Adam Clarke nasceu na aldeia de Moybeg, na atual Irlanda do Norte. Teve uma educação limitada e trabalhou como aprendiz de um fabricante de roupas e na fazenda de seu pai. Era cheio de vida, mas não gostava de estudar. Sua mãe era presbiteriana e seu pai era um anglicano. Depois de ser ridicularizado pelos colegas, começou a estudar avidamente e se tornou um aluno estudioso.

Em 1777, aos 17 anos, ouviu o metodista John Brettel pregar e se converteu. Passou a caminhar três ou quatro milhas para a reunião metodista. Começou a estudar a Bíblia e visitava as aldeias vizinhas exortando.  Em 1782 um dos pregadores do circuito Londonderry viu nele uma promessa e escreveu a Wesley, que o convidou para a Escola Metodista de Kingswood. Foi o pregador mais jovem do metodismo. Aprendeu a ler na cela enquanto viajava a cavalo começando todos os dias às cinco horas da manhã. Só no Circuito Norwich pregou 450 sermões durante 11 meses. Serviu nos 24 circuitos metodistas, na Inglaterra e Irlanda. Trabalhou nas Ilhas Channels.

Ele se casou com Mary Cooke (1761-1837), na Igreja de Wanbridge, em 17 de abril de 1788. Ela era uma pessoa admirável e realizada. Cerca de uma semana depois, eles navegaram para as Ilhas Norman, para onde Adam foi nomeado. Tiveram 12 filhos.

Ele dizia que “um homem deveria ser grato por até mesmo uma esposa má, porque ela era muito melhor do que ninguém (...)”. Considerava Susanna Wesley um exemplo de mulher. Escreveu as Memórias da Família Wesley (1823).

Dominou diversas línguas, dentre elas: latim, hebraico, caldeu e línguas da Europa Ocidental. Três vezes foi presidente da Conferência Metodista (1806, 1814, 1822). Serviu duas vezes no circuito de Londres. Pregou ainda trinta anos após a morte de Wesley.

“Foi eleito membro das seis mais ilustres sociedades de seu tempo, incluindo a Sociedade Antiquariana, a Sociedade Real Asiática e a Academia Real Irlandesa”. 

Ele disse: “Aprender, eu amo, homens cultos, eu aprecio; com a companhia do grande e bom, eu estou freqüentemente deleitado. Mas infinitamente acima de todos esses, e todas as outras alegrias possíveis, eu me glorio em Cristo – em mim vivo, e reinando. e adequando-me para seu paraíso”.

A British and Foreign Bible Society o contratou para trabalhar na preparação da Bíblia em árabe. Sua grande obra foi seu comentário sobre a Bíblia em 6 volumes (1810-1826).

Levou 40 anos para escrever seu comentário. Cada volume é composto por cerca de 1.000 páginas e é considerado o comentário mais detalhado sobre a Bíblia preparado por uma só pessoa.

Adam Clarke afirmou: “Um pregador metodista precisa conhecer tudo. Conhecimento parcial sobre algum ramo da ciência ou negócios é melhor do que a total ignorância (…)”. 

Foi um estudioso e um expositor ardente da santidade bíblica. Ele afirmou: “Todo o desígnio de Deus foi restaurar o homem para sua imagem, e erguê-lo das ruínas de sua queda; em uma palavra, torná-lo perfeito; apagar todos os seus pecados; purificar sua alma, e preenchê-lo com toda santidade, de modo que nenhum temperamento não santo, desejo pecaminoso, ou afeição ou paixão, impura, pudessem tanto habitar ou ter alguma existência nele. Esta, e somente esta, é a religião verdadeira, ou Perfeição Cristã. E uma salvação menos do que isto seria desonra para o sacrifício de Cristo, e a operação do Espírito Santo (…). Chame isto pelo nome que quisermos, ela deve implicar o perdão de todas as transgressões e o remover de todo o corpo de pecado e morte (…). Isto, então, é o que eu imploro, eu oro, e recomendo de todo coração a todos os crentes verdadeiros, sob o nome de Perfeição Cristã”.[9]

Adam Clarke recebeu muitas homenagens. Ele reforçou os ensinamentos de João Wesley. Foi um teólogo metodista bíblico.

 

Wesley aproveitava toda oportunidade para falar de Jesus trazendo conversões e formando líderes

 

Em 1757, Nathaniel Gilbert foi para a Inglaterra levando três escravos. Gilbert não perdeu tempo em localizar João Wesley e se converteu ao metodismo. Wesley escreveu no jornal 17 de janeiro de 1758: 

“Eu preguei em Wandsworth. Um cavalheiro vindo da América tinha aberto uma porta neste lugar desolado. Pela manhã eu preguei na casa do Sr. Gilbert. Dois servos negros dele e um mulato aparentam estar muito despertos. Sua saúde salvadora não será conhecida a todas as nações?"

 

Vemos esse princípio e forma de pastoreio no relacionamento de Wesley com Nathaniel Gilbert.

“A influência de John Wesley (1703–1791) sobre Nathaniel Gilbert (c. 1721–1774) foi fundamental para a introdução do Metodismo nas Caraíbas, especificamente em Antígua, no século XVIII. Gilbert, um rico proprietário de plantações e advogado em Antígua, converteu-se ao metodismo após ler os escritos de Wesley e, posteriormente, encontrou-o pessoalmente na Inglaterra”. [10] 

Nathaniel Gilbert nasceu em Antígua, Caribe. Era advogado, formado em Londres, filho de um fazendeiro rico e proprietário de escravos. Seu irmão, Francis Gilbert, era formado em Medicina em Cambridge e exerceu a profissão na Inglaterra e Antígua. 

Nathaniel ficou pobre, endividado e fugiu para a Inglaterra, onde passou a frequentar a sociedade de João Wesley e se tornou pregador metodista itinerante. 

Em 1755, estava doente e leu o texto de João Wesley Um apelo aos homens de razão e religião enviado da Inglaterra por seu irmão Francis. 

Em 1757, foi para a Inglaterra levando três escravos. Gilbert não perdeu tempo em localizar João Wesley e se converteu ao metodismo. Wesley escreveu no jornal 17 de janeiro de 1758: 

“Eu preguei em Wandsworth. Um cavalheiro vindo da América tinha aberto uma porta neste lugar desolado. Pela manhã eu preguei na casa do Sr. Gilbert. Dois servos negros dele e um mulato aparentam estar muito despertos. Sua saúde salvadora não será conhecida a todas as nações?"

Ele e dois de seus escravos se converteram e foram batizados por Wesley.

Em 29 de novembro de 1758, Wesley escreveu: “Eu montei para Wandsworth e batizei dois negros pertencentes a Gilbert, um cavalheiro que veio recentemente de Antígua. Um deles está tão profundamente convencido do pecado: o outro se alegra em Deus, seu Salvador, e é o primeiro cristão africano que conheci".

Retornando à Antígua, em 1759, Nathaniel reuniu sua família, amigos e escravos em sua casa. Pregou e formou uma Sociedade Metodista, contando com o apoio de Francis. Nathaniel foi eleito presidente da Assembleia Legislativa de Antígua em 1763.

Após seu falecimento, em 1774, seu irmão Francis continuou o trabalho, mas adoeceu e precisou logo voltar para a Inglaterra.

Sophia Campbell, uma negra, e Mary Alley, uma mulata, continuaram o trabalho. É afirmado que: "se não fosse por essas mulheres, a luz acesa por Nathaniel Gilbert, poderia ter desbotado completamente."

John Baxter chegou da Inglaterra, em 1778, e se tornou pregador local. John Hodge, um negro livre, converteu-se ao metodismo em St. Barths, St. Eustatius.

Em 1813, John Hodge obteve do vice-governador permissão para pregar em Antígua. Suas pregações tiveram grande efeito sobre os escravos. Em 1822, ele se tornou pastor metodista. Hoje, cerca de 30% da população de Antígua são metodistas.

Nathaniel Gilbert teve um filho chamado Nathaniel Gilbert Junior. Nasceu na ilha de Antígua e foi ordenado na Igreja Anglicana, na Inglaterra. Serviu como um curador em Madeley com John Fletcher, amigo de Wesley.

Em 1792, foi nomeado como o primeiro capelão no estabelecimento de escravos liberados em Serra Leoa, África.

Depois retornou a Inglaterra servindo como vigário de Bledlow, em Buckinghamshire. Edgar W. Thompson escreveu, em 1960, o livro “Nathaniel Gilbert, advogado e evangelista”, publicado em Londres. [11]

 

As pregações e discipulado de Wesley traziam conversões e formavam líderes

 

Barbara heck se converteu aos 18 anos através da pregação de Wesley. “Na sequência da segunda visita de John Wesley à Irlanda, em 1748, o que levaria ao estabelecimento da Conferência Irlandesa, muitos neste grupo de cerca de 100 famílias se tornaram metodistas. Entre os convertidos, que foram reunidos em sociedades metodistas, estavam Barbara Ruckle e seu futuro marido, Paul Heck”. Eles se casaram em 1760 e tiveram duas filhas e três filhos.

Em 1760, partiram com um grupo de irlandeses para o Novo Mundo, estabelecendo-se na colônia de Nova York onde deram início ao metodismo na América.

Vemos esse princípio e forma de pastoreio no relacionamento de Wesley com Barbara Ruckle Heck.

Barbara Ruckle Heck (1734-1804), amplamente conhecida como a ‘Mãe do Metodismo Americano’, foi profundamente influenciada por John Wesley, o fundador do Metodismo. Essa influência moldou sua teologia, sua conduta cristã rigorosa e sua determinação em estabelecer o movimento metodista na América do Norte”. [12]

Barbara Ruckle Heck) nasceu no condado de Limerick, Irlanda. Seus pais haviam fugido da perseguição religiosa na Alemanha. Era filha de Sebastian Ruckle. Heck pertencia a uma colônia de alemães que veio de Palatinado* e se estabeleceu em Ballingrane, condado Limerick, por volta de 1708.

Ela se converteu aos 18 anos através da pregação de Wesley. “Na sequência da segunda visita de John Wesley à Irlanda, em 1748, o que levaria ao estabelecimento da Conferência Irlandesa, muitos neste grupo de cerca de 100 famílias se tornaram metodistas. Entre os convertidos, que foram reunidos em sociedades metodistas, estavam Barbara Ruckle e seu futuro marido, Paul Heck”. Eles se casaram em 1760 e tiveram duas filhas e três filhos.

Em 1760, partiram com um grupo de irlandeses para o Novo Mundo, estabelecendo-se na colônia de Nova York. Emigraram com o objetivo de fundar uma fábrica de linho em Nova York, o que não foi alcançado. Ela e os novos colonos tiveram várias outras formas de emprego.

No grupo estava seu primo Philip Embury, carpinteiro, que se converteu também com Wesley, na Irlanda, e que havia recebido carta de pregador. Mas o grupo perdeu o zelo religioso e passou para a decadência espiritual.

Em 1766, ao ver um grupo jogando cartas, Barbara varreu a mesa, jogou as cartas na lareira e desafiou Philip a pregar na sua própria casa com a frase: “Philip, tens de pregar para nós ou todos iremos para o inferno e Deus exigirá nosso sangue de tuas mãos”.

Criaram duas classes em Nova York. Logo o local se tornou pequeno e alugaram um “Cenáculo”.

O primeiro grupo incluiu os Hecks e seu escravo, Betty, imigrantes irlandeses e um número de afro-americanos. Barbara Heck desenhou a capela simples na John Street, que representou a primeira localização permanente do grupo.

No ano seguinte, eles foram apoiados pelo capitão e metodista Thomas Webb. Em 1768, na Rua St. John, em Nova York, foi erigida a primeira capela metodista na América.

Com o marido e outros membros da comunidade foi cultivar terras cultivadas perto de Salem, no condado de Washington, New York (1770);

Quando a Guerra Revolucionária Americana começou, em 1766, Paul Heck pegou em armas para lutar pelos britânicos.

Paul participou do exército do general inglês John Burgoyne** e acabou sendo preso por soldados patriotas, mas escapou à noite enquanto eles dormiam e fugiu com sua esposa para Augusta, Canadá. Em 1778, sua fazenda, em Vermont, foi confiscada pelos rebeldes.

Em 1774, a família recebeu uma doação de terras em Maynard, onde realizaram a primeira classe metodista em sua pequena cabana na floresta, onde permaneceram pelo resto de suas vidas.

“Eles e outras antigas famílias palatinas que vieram para esta área e para os bairros da Baía de Quinte aparentemente procuraram manter vivos os rudimentos da comunhão metodista e da disciplina. Estes dois grupos foram os núcleos dos primeiros circuitos no que viria a ser a Conferência do Canadá da Igreja Episcopal Metodista”.

O clérigo metodista Albert Carman comentou que Barbara Heck tinha uma vida humilde, santa, irrepreensível e morreu entre seus parentes com sua Bíblia em seus joelhos.

Em 1817, Samuel, filho de Barbara, foi ordenado diácono na capela metodista em Elizabethtown.[13]

 

Wesley tinha pregadores aliados próximos

 

 

Wesley  convenceu Thomas Olivers a ser um pregador itinerante, o que ele fez por 22 anos. Viajou a cavalo mais de 100 mil milhas.

 

Em 1775, Wesley o nomeou para ser coeditor da Revista Arminian Magazine (1775-1789). Apesar de alguns erros de grafia, Wesley o manteve até 1789.

Vemos esse princípio e forma de pastoreio no relacionamento de Wesley com Thomas Olivers.

“A influência de John Wesley sobre Thomas Olivers (1725-1799) foi fundamental, transformando-o de um jovem viajante problemático em um dos pregadores itinerantes e escritores de hinos mais notáveis do metodismo primitivo. Olivers foi um aliado próximo de Wesley, servindo sob sua liderança por décadas.”[14]

Thomas Olivers nasceu na aldeia de Tregynon, em Montgomeryshire, País de Gales. Seus pais morreram quando ele era bem pequeno (1728 e 1729). Isso o levou a ser repassado para o cuidado de um parente após o outro sendo criado de forma um tanto descuidada e com pouca educação.

 

Ele se tornou um sapateiro viajando de um lado para outro. Era imprudente, miseravelmente pobre, muito infeliz, ocioso e inquieto. Após um escândalo, deixou sua casa. Em Bristol, ouviu Whitefield pregar o texto "Não é este um tição tirado do fogo?". A pregação mudou o curso de sua vida. Ele se tornou um cristão decidido e entrou para a Sociedade Metodista.

 

Inicialmente, esteve com Whitefield, mas depois seguiu Wesley. Logo se tornou um pregador local. Inicialmente esteve estacionado* para pregar na Cornualha e depois como itinerante. Sua pregação era sem medo. Por isso, foi nomeado para pregar em toda a Grã-Bretanha e Irlanda por causa de seu estilo de pregação corajosa.

 

Wesley o convenceu a ser um pregador itinerante, o que ele fez por 22 anos. Viajou a cavalo mais de 100 mil milhas.

 

Em 1775, Wesley o nomeou para ser coeditor da Revista Arminian Magazine (1775-1789). Apesar de alguns erros de grafia, Wesley o manteve até 1789.

 

Era amigo de Wesley e eles tiveram um relacionamento quase pai-filho. Olivers escreveu defendendo Wesley e o metodismo de ataques dos opositores: "Resposta a um panfleto intitulado" ‘Alguns pensamentos sobre questões de fato sobre metodismo’; “Resposta a um panfleto sobre Wesley e Erskine”; “Uma defesa completa do Rev. John Wesley contra Rev.Caleb Evans”; "Defesa do Metodismo", etc.

 

Escreveu vinte hinos, dentre eles: “Vem, imortal Rei da glória”; “Nossos corações e mãos para Cristo se levantam” e o mais conhecido: “Ao Deus de Abrahão louvai”. Ele escreveu este hino depois de ouvir o cantor judeu Lyon cantar "Yigdal" na Grande Sinagoga de Londres.

 

O primeiro verso original diz:

 

O Deus de Abraão louvai,

Que reina entronizado acima;

Antigo de Dias Sempiternos,

E Deus de Amor;

Jeová, grande EU SOU!

Pela terra e pelo céu confessados;

Inclino-me e abençôo o nome sagrado

Para sempre abençoado.

 

Escreveu também uma elegia (poesia triste) sobre a morte de João Wesley, em 1891: "Uma Elegia descritiva e lamentável sobre a Morte do falecido Reverendo John Wesley".

 

Thomas ainda escreveu o livro: “Hinos e uma elegia sobre a morte do Rev. John Wesley”. Ele foi enterrado na sepultura de João Wesley.[15]

 

Wesley apoiava seus líderes em situações difíceis e cuidava com carinho

 

Martha Thompson foi examinada por um médico que a diagnosticou como sofrendo de "mania religiosa". Foi internada em Bedlam, a “Casa de Loucos”. Tempo depois, um cavalheiro metodista visitou Bedlam, conheceu Martha e levou uma carta sua para João Wesley, em Londres.

 

No dia seguinte, Wesley enviou dois médicos, que a declararam sã. Wesley a levou para a casa de metodistas, que cuidaram dela. Seu desejo era voltar para casa em Preston. Um dia Wesley a levou a cavalo por muitos quilômetros e a levou para seus pais. 

 

Vemos esse princípio e forma de pastoreio no relacionamento de Wesley com Martha Thompson. 

“John Wesley (1703–1791) foi um aliado fundamental de Martha Thompson (1731–1820), sendo diretamente responsável por sua libertação de um manicômio e por apoiar sua missão como pioneira do metodismo em Preston, Inglaterra”.[16] 

Martha Thompson nasceu em Preston, Inglaterra. Aos dezenove anos, já tinha aprendido a ser uma costureira. Mas sua mãe morreu e quando seu pai se casou de novo, seu lar se tornou infeliz. 

Martha desejou mudar e se lembrou de Crankshaw, uma senhora rica que havia se mudado e vivia em uma mansão em Londres. Ela lhe escreveu pedindo para ser doméstica e foi aceita. Fez uma viagem muita árdua e longa de 209 milhas. 

Depois de dois anos trabalhando, ao passar um dia por Moorfields*, viu um pregador em meio a uma multidão que dizia: “Você deve nascer de novo”. Era Wesley. O sermão tocou seu coração. 

Meses mais tarde, ela passou em Moorfields e viu a multidão, ouviu hinos e Wesley pregando dizendo para se arrepender e ser nova pessoa em Jesus. Foi o que Martha fez. 

Ela passou a louvar no trabalho irritando seus companheiros que reclamaram com a patroa

Seu coração era metodista e ela viajava seis milhas para ir a uma Sociedade Metodista em Hoghton. Depois reuniu cinco pessoas interessadas numa classe em Preston e progrediu como costureira. 

Em 1766, ela se casou com o metodista Joseph Whitehead. Wesley esteve em Preston, pelo menos, três vezes pregando e visitando os doentes. Martha ministrava aos pobres e visitava os enfermos. 

Era chamada de “anjo da luz”. Sua história é contada no musical "Ride! Ride!", escrito por Alan Thornhill e composto por Penelope Thwaites, produzido pela primeira vez em 1973.[17]

 

 

Wesley era aberto ao novo e investiu no ministério das mulheres

 

Em 1771, escreveu para Wesley afirmando: "Se eu não acreditasse que eu tivesse um chamado extraordinário, eu não agiria de uma maneira extraordinária." 

Wesley lhe disse: “Você me coloca em uma grande dificuldade”, pois os metodistas não permitiam mulheres pregadoras. Wesley continuou: “Mas vou simplesmente dizer-lhe o que está em meu coração. '... Não vejo que você tenha quebrado qualquer lei. Vá com calma e firmemente”. 

 

Vemos esse princípio e forma de pastoreio no relacionamento de Wesley com Sarah Crosby. 

“O apoio de John Wesley a Sarah Crosby (1729-1804) foi fundamental para o desenvolvimento do metodismo primitivo, marcando a aceitação do ministério feminino. Crosby é reconhecida como a primeira mulher a ser autorizada por Wesley a pregar o evangelho, rompendo normas sociais e eclesiásticas do século XVIII.”[18]

Sarah Crosby nasceu em Leeds, Inglaterra. Ela foi atraída pelas pregações de Whitefield e, em 1750, aceitou a doutrina da perfeição cristã de João Wesley.  

Neste mesmo ano, ela se casou e, depois, foi líder de classe. Quando seu marido a deixou, em 1757, Crosby foi para Londres, o centro do metodismo na Inglaterra. 

Entrou em contato com as mulheres metodistas e se tornou uma conselheira para diversas mulheres metodistas, dentre elas, Mary Bosanquet. 

Em 1761, Crosby dirigiu uma reunião de classe em Derby para aproximadamente 200 pessoas. 

Insegura por haver tanta gente, apenas dirigiu um hino, orou e testemunhou como o Senhor a persuadiu a fugir de todo o pecado. 

Em 1771, escreveu para Wesley afirmando: "Se eu não acreditasse que eu tivesse um chamado extraordinário, eu não agiria de uma maneira extraordinária." 

Wesley lhe disse: “Você me coloca em uma grande dificuldade”, pois os metodistas não permitiam mulheres pregadoras. Wesley continuou: “Mas vou simplesmente dizer-lhe o que está em meu coração. '... Não vejo que você tenha quebrado qualquer lei. Vá com calma e firmemente”. 

Wesley reconheceu o "chamado extraordinário de Deus para o metodismo" incluindo Crosby e a autorizou a falar de sua "experiência". Wesley aprovou também a Mary Bosanquet. 

Elas foram evangelistas dedicadas junto com cerca de outras 41 mulheres no tempo de Wesley. Crosby pregou durante o resto de sua longa vida. 

No ano de 1777, “ela tinha percorrido 960 milhas, pregado em 220 reuniões públicas, 600 reuniões privadas, escrito 116 cartas espirituais de aconselhamento”. 

Crosby estava envolvida com a comunidade de mulheres metodistas, em Cross Hall, em Madelely, que contava com Mary Bosanquet Fletcher, Sarah Ryan, Mary Tooth, Ann Tripp e Elizabeth Mortimer. 

Nessa comunidade havia um orfanato. Posteriormente, Crosby voltou para Leeds.[19]

 

Wesley mantinha contato e valorizava seus pregadores

 

 

Em 1766, Wesley persuadiu John Haime a ir morar com a família Hoskins em St Ives, em Cornwall, onde queriam um pregador. Nesse ano, sua esposa faleceu e continuou angustiado, mas um dia "instantaneamente se recuperou". 

Viveu como pregador em Whitchurch e se correspondeu com os irmãos Wesley. Seu testemunho "Um relato curto das relações de Deus com o Sr. John Haime" foi publicado por Wesley 

 

Vemos esse princípio e forma de pastoreio no relacionamento de Wesley com John Haime. 

“John Wesley valorizava profundamente John Haime (1709–1784) como um dos exemplos mais notáveis de "pregadores leigos" e pela sua extraordinária coragem em manter a fé e o trabalho evangelístico em contextos hostis, especialmente no exército. 

Wesley via em Haime a prova viva de que a graça de Deus poderia sustentar um homem comum mesmo sob o terror da guerra e da depressão espiritual”. [20] 

John Haime) nasceu em Shaftesbury, Inglaterra. Teve uma infância triste e tinha prazer em fumar e beber. Foi um jardineiro. Muitas vezes, esteve a ponto de se destruir. 

Em 1729, ele se casou com Sussanah, depois se alistou no Regimento da Rainha* e foi para Gloucester. Teve dificuldades emocionais como fobias e obsessão durante 20 anos de sua vida. 

O Exército significava uma renda familiar. Em Londres, após uma traumática viagem marítima, teve um "despertar espiritual", mas ficou decepcionado com um pregador calvinista** e chegou a pensar em suicídio. 

Ouviu Carlos Wesley pregar perto de Colchester e se tornou metodista. 

Em junho de 1742, seu Regimento participou da Guerra da Sucessão Austríaca*** (1742-1749). Nesse período, manteve correspondência com Wesley. 

Em Flandres, formou uma Sociedade Metodista com soldados. John Haime via companheiros serem mortos ao seu lado. Suas depressões foram substituídas por um fervor religioso. 

O duque Cumberland (2º filho do rei George) lhe deu permissão de pregar. Foi o meio de converter centenas dos soldados. Era de coragem e nunca matou um soldado inimigo numa batalha. 

Em 1748, a guerra terminou e seu Regimento desembarcou na Inglaterra, em 1749. Deixou o Exército e entrou num estado depressivo por sete anos. Foi admitido por Wesley como um pregador. 

Em 1766, Wesley o persuadiu a ir morar com a família Hoskins em St Ives, em Cornwall, onde queriam um pregador. Nesse ano, sua esposa faleceu e continuou angustiado, mas um dia "instantaneamente se recuperou". 

Viveu como pregador em Whitchurch e se correspondeu com os irmãos Wesley. Seu testemunho "Um relato curto das relações de Deus com o Sr. John Haime" foi publicado por Wesley.[21]

 

Wesley frequentava a casa dos líderes tendo um tratamento carinhoso com eles

 

 

Wesley ficou na casa da familia Merryweathers em dezenove ocasiões e se correspondia constantemente com George. 

Em 24 de janeiro de 1760, Wesley recomendou a George dois livros, a quem chamou de “Meu querido irmão”. Ele disse: “Gostaria que você recomendasse em todos os lugares dois livros em particular – “O Padrão Cristão” e o “Físico Primitivo”.

 

 

Vemos esse princípio e forma de pastoreio no relacionamento de Wesley com George Merryweather. 

Sim, “John Wesley frequentava regularmente a casa de George Merryweather (c. 1743–1817) em Yarm, North Yorkshire. Estima-se que Wesley tenha se hospedado com a família Merryweather em pelo menos dezenove ocasiões durante suas viagens missionárias”. [22] 

George Merryweather * nasceu em Yarm, Inglaterra.  Era um rico comerciante e carregador de sal de Northumberland. Fundou a Sociedade Metodista em Yarm. 

Depois que Wesley pregou no celeiro de sua casa, George construiu uma capela octagonal no local, em 1763. 

Ela foi um modelo para Wesley e George esteve envolvido em sua construção. Wesley a descreveu, em 1764, “de longe a mais elegante na Inglaterra". 

Ele ficou na casa da familia Merryweathers em dezenove ocasiões e se correspondia constantemente com George. 

Em 24 de janeiro de 1760, Wesley recomendou a George dois livros, a quem chamou de “Meu querido irmão”. Ele disse: “Gostaria que você recomendasse em todos os lugares dois livros em particular – “O Padrão Cristão” e o “Físico Primitivo”. 

Em 16 de Janeiro de 1758, Wesley lhe escreveu: “Meu querido amigo, se a obra de Deus cresceu tanto em Yarm, não devemos deixar passar a oportunidade. Portanto, permita que o pregador itinerante fique aqui todo domingo à tarde, ou, pelo menos, um domingo sim, outro não.”  

George era o anfitrião de Wesley que pregou pela primeira vez em Yarm em 1748. Em 1763, doou a terra e construiu a capela metodista em Yarm. 

No Natal de 1763, a capela foi aberta pelo pregador metodista Peter Jaco. Para Wesley, a capela metodista em Yarm era sua "capela favorita". 

Ele ficou tão satisfeito com a capela octogonal que a usou como modelo e mais 14 capelas foram construídas na Inglaterra. 

A família Merryweather era partidária e amiga de Wesley, que pregou em Yarm, em 1774, no aniversário de 72 anos de George Merryweather. 

Para Wesley, a capela octogonal "é melhor para a voz e em muitos relatos mais convenientes do que qualquer outra". 

Dizem que Wesley também teria dito: "não há cantos para o diabo se esconder". Yarm é a mais antiga capela octogonal metodista do mundo. Em 2013, comemorou 250º anos.[23] 

 

Wesley sempre incentivava e honrava seus pregadores 

 

Wesley sempre honrou seus pregadores. Em 1781, ele publicou na revista Arminian Magazine*, um Epitáfio** sobre Peter Jaco: 

“Pescador dos homens, ordenado por Cristo somente,

Almas imortais ele ganhou para seu Salvador;

Com fé amorosa e zelo fervoroso,

Sofreu e realizou a vontade do Redentor;

Impassível*** em todas as tempestades da vida permaneceu,

E na boa velha nave o porto ganhou”. 

 

Vemos esse princípio e forma de pastoreio no relacionamento de Wesley com Peter Jaco. 

Sim, “John Wesley não apenas incentivou, mas também honrou e confiou profundamente em Peter Jaco (1729-1781), um dos mais notáveis pregadores itinerantes do início do metodismo britânico. Jaco foi reconhecido como um ‘pescador de homens’ dedicado”.[24] 

Peter Jaco (1729-1781) nasceu em Newlyn, em Cornwall, perto de Penzance, Inglaterra, um lugar considerado selvagem, espiritualmente sombrio. Era filho de um processador de sardinha. Estudou só até os 14 anos, pois seu professor bebia em excesso e Jaco não o suportava. Preferiu ir trabalhar com seu pai, que era um mestre em negócios e um verdadeiro homem. Passou muito tempo trabalhando na pescaria de sardinha. 

Desde a infância, tinha "pensamentos terríveis de Deus". Jaco sabia que era pecador, mas não sabia o que fazer. 

Era casado com Elizabeth e tinha uma filha, Eliza Fenwick. Em 1746, ouviu um pregador metodista pregar e se converteu. Depois, tornou-se um exortador metodista e um pregador itinerante. 

Pedro, o pescador, abandonou suas redes, seguiu a Cristo e se tornou um “pescador de homens”. Peter Jaco também era pescador. Ele deixou tudo e se tornou um “pescador de homens”. 

Em 1751, Wesley o visitou e o nomeou líder de várias sociedades. Em 1754, foi para Londres a convite de Wesley e foi nomeado para o circuito de Manchester. Quando foi chamado a pregar, duvidou de sua capacidade, mas João e Carlos Wesley o viam como um pregador de tempo integral. 

No Natal de 1763, uma nova casa de pregação foi aberta por Peter Jaco, em Yarm. Ele serviu em Warrington, Dublin, Cornualha, Sheffield e Londres sofrendo muita perseguição e passando dificuldades. 

Costumava pregar três ou quatro vezes por dia viajando 30 ou 40 milhas tendo muito pouco para suprir suas necessidades. Talvez, por isso, Wesley fez uma agradável ironia sobre Peter Jaco, “na carta de 7 de outubro de 1773, que sugere que um camelo ou um elefante seria necessário para tal itinerante”. 

Em Warrington, foi atingido no peito por um tijolo e o sangue jorrou através de sua boca, nariz e orelhas. Ele relatou: “Em Warrington eu fui golpeado tão violentamente com um tijolo no peito que o sangue jorrou para fora através de minha boca, nariz e ouvidos. 

Em Grampound, fui pressionado por um soldado [essencialmente sequestrado e forçado no Exército - normalmente reservado para vagabundos e pequenos criminosos] ... embora eu fosse honrosamente absolvido...isso me custou uma grande soma de dinheiro, bem como muitos problemas”. 

Jaco disse: "durante muitos anos, fui exposto a várias outras dificuldades e perigos, mas tendo obtido ajuda de Deus, continuo até hoje em Seu serviço. No momento, acho minha mente tanto dedicada a Ele como eu sempre fiz. Sinto a necessidade de uma maior conformidade com Cristo (...)".[25]

 Na edição de novembro de 1778 da revista The Arminian Magazine, Wesley publicou o relato autobiográfico do ministério de Jaco. “Nele, Jaco refletiu sobre sua fé de infância, sua chegada à conexão wesleyana, sua relutância em se tornar um pregador itinerante, e alguns ensaios e sucessos desde a aceitação deste convite”. 

Wesley sempre honrou seus pregadores. Em 1781, ele publicou na revista Arminian Magazine*, um Epitáfio** sobre Peter Jaco: 

“Pescador dos homens, ordenado por Cristo somente,

Almas imortais ele ganhou para seu Salvador;

Com fé amorosa e zelo fervoroso,

Sofreu e realizou a vontade do Redentor;

Impassível*** em todas as tempestades da vida permaneceu,

E na boa velha nave o porto ganhou”.

  

 

Wesley tinha parceria ministerial com pregadores 

 

Em 1776, Robert Carr Brackenbury conheceu João Wesley quando estava vivendo em Raithby como herdeiro de uma grande fortuna e propriedade. Desenvolveu uma profunda amizade com Wesley e o acompanhou em algumas viagens. Era muito influente e suas habilidades reconhecidas em todo o país.

 

“A amizade entre John Wesley (1703-1791), fundador do metodismo, e Robert Carr Brackenbury (1752-1818) foi uma relação profunda de mentoria, respeito mútuo e parceria ministerial que durou da década de 1770 até a morte de Wesley. Brackenbury, um homem rico e educado de Lincolnshire, tornou-se um dos pregadores leigos mais confiáveis e estimados por Wesley, apoiando financeiramente e ativamente a causa metodista”.[26] 

Vemos esse princípio e forma de pastoreio no relacionamento dew Wesley com Robert Carr Brackenbury. 

Robert Carr Brackenbury nasceu em Panton House, Lincolnshire, Inglaterra. Foi educado na Felsted School e no St Catharine's College, na Universidade de Cambridge. 

Uma reunião com um pregador metodista, em Hull, o levou a se tornar um metodista e, posteriormente, um pregador. 

Em 1776, conheceu João Wesley quando estava vivendo em Raithby como herdeiro de uma grande fortuna e propriedade. Desenvolveu uma profunda amizade com Wesley e o acompanhou em algumas viagens. Era muito influente e suas habilidades reconhecidas em todo o país. 

Em 1779, construiu uma capela metodista em sua propriedade em Raithby, Lincolnshire, e Wesley pregou inaugurando a capela. 

Wesley tinha alta consideração por Brackenbury e, em 1784, o nomeou para o "Legal Hundred", uma conferência que aconselhava Wesley sobre a nomeação de pregadores. 

Em 1791, foi pioneiro no trabalho na Ilha de Portland e influenciou no crescimento em Lincolnshire. Em 1792, construiu uma grande capela na vila de Fortuneswell. 

Em 1792, alugou uma casa de palha em Wakeham, onde foram realizadas as primeiras escolas dominicais. 

Ele falava um francês fluente e, em 1783, foi enviado por Wesley para o trabalho pioneiro nas Ilhas Anglo-Normandas. Durante sete anos, esteve em Jersey e Guernsey. 

Com o falecimento de sua esposa Jane, em 1782, ele se casou novamente, em 1795, com Sarah Holland, uma metodista dedicada. Até morrer, em 1847, ela apoiou as causas metodistas, onde Brackenbury tinha trabalhado. 

Era compositor e escritor. Dentre suas obras, destacamos: Poemas Sagrados, em 3 partes (1797). 

Era modesto e a sua amizade com Wesley era muito real. Em vista do respeito que cada um tinha pelo outro, Wesley visitou Raithby pelo menos quatro vezes, que ele descrevia como um paraíso. 

Uma vez, Brackenbury escreveu a Wesley dizendo: "O que é meu é teu, és o meu irmão, o meu amigo.”[27] 

 

Wesley era muito leal com os que queriam ser pregadores e alertava das dificuldades do ministério 

 

Em 1756, Alexander Mather ao se sentir chamado a pregar, Wesley lhe disse "ser um pregador metodista não é o caminho para a facilidade, honra, prazer ou lucro. É uma vida de muito trabalho e reprovação”. 

Sendo franco, Wesley disse que os pregadores muitas vezes, vivem com escassez e “são propensos de serem apedrejados, espancados e abusados de várias maneiras. Considere isso antes de se envolver em um modo de vida tão desconfortável”.

 

Vemos esse princípio e forma de pastoreio no relacionamento de Wesley com Alexander Mather. 

“Com base nos registros históricos e nos diários de John Wesley, a relação entre ele e Alexander Mather (1733-1800), um de seus pregadores metodistas mais próximos, exemplifica a forma direta e, por vezes, severa com que Wesley gerenciava sua liderança, frequentemente descrita como franqueza”.[28] 

Alexander Mather nasceu em Brechin, na Escócia. Foi educado de forma rigorosa e severa pelo pai, que era anglicano. Isso o levou a sair de casa aos 12 doze anos, em 1745, para apoiar os rebeldes contra o rei, na “Revolta Jacobita”*. 

Foi salvo de morrer em combate e, ao ser salvo de um afogamento, sentiu que Deus o salvara para um propósito. Os rebeldes foram perseguidos e seu pai não o recebeu de volta. 

Depois do perdão aos rebeldes, seu pai o deixou voltar para casa, mas não o apoiou na escola. Mather trabalhou com seu pai na padaria. Aos 19 anos, foi para Londres, onde se tornou padeiro e se converteu com a pregação de Wesley. 

Convenceu seu chefe e os outros padeiros de Londres a se recusarem a fazer pão aos domingos. Com o tempo, seu chefe se tornou rico. Isso foi visto como sendo por honrar o domingo. 

Em 1756, ao se sentir chamado a pregar, Wesley lhe disse "ser um pregador metodista não é o caminho para a facilidade, honra, prazer ou lucro. É uma vida de muito trabalho e reprovação”. 

Sendo franco, Wesley disse que os pregadores muitas vezes, vivem com escassez e “são propensos de serem apedrejados, espancados e abusados de várias maneiras. Considere isso antes de se envolver em um modo de vida tão desconfortável”. 

Ele era um guerreiro e aceitou. Mather organizou igrejas e sua pregação sobre a perfeição cristã era poderosa. Ficou na história metodista. 

Em 1757, ele se tornou o primeiro pregador casado a ser aceito e passou a ser itinerante indo pregar na Irlanda. 

Nesse mesmo ano, após seu pedido a Wesley, a Conferência Metodista em Londres aprovou um dinheiro adicional para a esposa de Alexander Mather começando assim a tradição de prover a esposa do pregador itinerante. 

Em 1788, ele se tornou o primeiro itinerante a ser ordenado para o trabalho na Inglaterra. 

Mather foi quem convidou Francis Asbury para ser pregador local. Mais tarde, na América, Asbury se tornou o primeiro bispo metodista norte-americano. Mather foi um dos confidentes mais próximos de Wesley. 

Ele pediu e Mather fez um relato de sua experiência, que ocorreu em 1857, em Rotherham, Inglaterra: “O que eu vivenciei em minha própria alma foi uma libertação instantânea de todos aqueles temperamentos e afeições errados que eu tinha (...), um desapego completo de toda criatura, com um inteiro devotamento a Deus; e desde esse momento eu encontrei um prazer indizível fazendo a vontade de Deus em todas as coisas. Eu tinha também um poder para fazê-lo, e a aprovação constante da minha própria consciência e de Deus. 

Eu tinha simplicidade de coração, e um único olhar para Deus, em todos os momentos e em todos os lugares, com tanto zelo para a glória de Deus e o bem das almas (...). Acima de tudo, tive uma comunhão ininterrupta com Deus (...)”.[29]

Era visto com alguém que poderia substituir Wesley, junto com Thomas Coke, numa supervisão episcopal.  Wesley faleceu em 1791 e, em 1792, Mather foi presidente da Conferência e membro de todos os comitês da Conferência até 1797.

 

Wesley teve uma vida simples, teve pareceria espiritual com os pregadores e participou das fadigas e dos perigos da vida itinerante

 

‘Wesley e eu nos deitamos no chão: ele teve minha capa para travesseiro e eu tive as ‘notas de Burkitt sobre o Novo Testamento’. Depois de ficar lá umas três semanas, uma manhã, cerca de três horas da madrugada, Wesley se virou e, descobrindo que eu estava acordado, me bateu no lado e disse: ‘Irmão Nelson, tenhamos bom ânimo, eu tenho ainda um lado inteiro, porque a pele está esfolada só dum lado”

 

Vemos esse princípio e forma de pastoreio no relacionamento de Wesley com John Nelson. 

“A convivência entre John Wesley (1703-1791) e John Nelson (1707-1774) nas viagens evangelísticas do século XVIII foi marcada por uma profunda parceria espiritual, perseguição compartilhada e mútua admiração, consolidando Nelson como um dos leigos mais influentes no início do metodismo”. [30] 

John Nelson foi um pedreiro de Yorkshire.[31] Ele nasceu em Birstal, oeste do condado de York, na Inglaterra.

Ele se converteu com Wesley e se tornou um pregador metodista sendo chamado de “Principe dos pregadores metodistas”.

João Nelson trabalhou nas congregações em Bristol, Leeds, Manchester, Sheffeild e York.

João Wesley, o convidou para entrar na itinerância e ele aceitou. “Viajou com Wesley e participou com ele das fadigas e dos perigos da vida itinerante. Fizeram uma viagem a Cornwall, e Nelson, descrevendo a experiência, disse: ‘Wesley e eu nos deitamos no chão: ele teve minha capa para travesseiro e eu tive as ‘notas de Burkitt sobre o Novo Testamento’. Depois de ficar lá umas três semanas, uma manhã, cerca de três horas da madrugada, Wesley se virou e, descobrindo que eu estava acordado, me bateu no lado e disse: ‘Irmão Nelson, tenhamos bom ânimo, eu tenho ainda um lado inteiro, porque a pele está esfolada só dum lado”. [32]

Nas viagens missionárias, havia dificuldade de conseguir alimentação. “Geralmente pregamos nos campos, indo de um para outro lado, e era raro que alguém se lembrasse de convidar-nos para comer ou beber. Quando voltamos, Wesley parou, apeou do cavalo e começou a apanhar amoras silvestres, dizendo: ‘Irmão Nelson, devemos ser gratos a Deus por haver muitas amoras silvestres, porque este é um dos melhores lugares para ficar com fome, mas o pior que já vi para achar comida. Pensa o povo que nós podemos viver da pregação?"[33]

Em 1742, Wesley visitou e pregou em seu bairro e ficou em sua casa. Nelson foi o pioneiro metodista em Yorkshire. Ele deixou seu trabalho e saiu por diversos lugares para pregar o Evangelho. Wesley o chamou a Londres para evangelizar. Muitas vidas se converteram.

Viajaram pregando, pegaram amoras para a refeição e dormiram no chão. Nelson sofreu forte perseguição dos clérigos e de pessoas hostis. Era de coragem destemida. Sua vida parecia ser um ato contínuo de fé.

Um bom exemplo de sua dedicação foi no outono de 1743, quando ele acompanhou John Wesley ao Oeste da Inglaterra junto com outro pregador, John Downes. Passando por Bristol e Gwennap, eles se perderam antes de chegar à cidade de St. Ives tarde da noite, e Downes ficou com febre. Isso significava que Wesley e Nelson tinham que dormir no chão.[34]

João Nelson “trabalhou em Bristol entre os seus irmãos e o trabalho ali prosperou. Exortava o povo com muito proveito, mas, quando refletia sobre o papel do pregador, dizia: ‘Antes eu desejaria ser enforcado numa árvore do que pregar". Mas o povo que o ouvia não pensava assim, pois as suas exortações sempre eram proveitosas. Ficou surpreendido consigo mesmo e escreveu para Wesley, pedindo que o aconselhasse. Dizia ele: "Como prosseguirei no trabalho que Deus começara por meio de um instrumento tão rude como eu me julgo?’ Wesley desceu logo a Bristol. Nelson diz a respeito: ‘Ele sentou-se à lareira na mesma atitude que.eu sonhara quatro meses antes e falou as mesmas palavras que eu sonhara que proferiria’. Wesley achou tanto o pregador como a congregação de Bristol levantados sem qualquer ato ou conhecimento dele e, enquanto o contemplava e ouvia, sentiu que a questão da pregação de leigos fora resolvida para todo o sempre (Fitchett, Vol. I, p. 237)”.[35]

João Nelson visitou e pregou em diversos lugares. “Visitou Leeds, partes de Lancashire e Cheshire, e vários lugares no norte de Lincolnshire. As viagens eram longas, as estradas ruins para viajar, e a acomodação frequentemente muito pobre de fato. Uma grande parcela da população era intensamente hostil; ovos, pedras e paus eram as armas favoritas da multidão indisciplinada, e ainda no último condado, em Epworth, Grimsby, e nas aldeias que intervieram seu sucesso foi verdadeiramente glorioso. Mr. Wesley agora enviado para ele para Londres; ele obedeceu a chamada, e com ele fez uma longa turnê através de Cornwall. Durante esta jornada eles tiveram que colher as amoras das cercas para satisfazer sua fome, e dormiram por noites juntos nas tábuas duras”.[36]

 

Wesley mantinha colaboração teológica com outros pastores

 

Fletcher se dedicou ao movimento de renovação e reavivamento espiritual e se comprometeu com Wesley por correspondência a ir em seu “auxílio como um teólogo, mantendo um compromisso nunca vacilando para a Igreja da Inglaterra”.

“John Wesley e John William Fletcher (1729-1785) mantiveram uma profunda amizade e colaboração teológica. Fletcher foi o principal sistematizador do metodismo, defendendo Wesley contra calvinistas e sendo considerado por ele como ‘o homem mais santo’ que conheceu. Wesley desejou que Fletcher o sucedesse na liderança do movimento”. [37]

Vemos esse princípio e forma de pastoreio no relacionamento de Wesley com John William Fletcher. 

Jean Guillaume de la Fléchère ou John William Fletcher foi um suíço de língua francesa que nasceu em Nyon, Suiça.[38]

Era “filho de Jacques, juiz do Landvogteigericht, e Suzanne-Elisabeth Crinsoz de Colombier”.[39]

Fletcher foi educado em Genebra. “Ele frequentou a academia em Genebra (mais tarde, a Universidade de Genebra)”.[40]

Em Genebra, “ele se distinguiu como um brilhante estudioso de clássicos. Possuindo as qualificações intelectuais para o trabalho como professor ou clérigo”.[41]

Ele se tornou pároco de Medeley e se casou com a metodista Mary Bosanquet.

Era um metodista.

Fletcher ouviu dizer bem dos metodistas como um povo que orava muito. Ele se interessou em conhecer. Sua alma sentia necessidade de algo mais profundo.

Trabalhando como tutor, seus patrões costumam viajar para Londres para passar alguns dias.

Em 1751, em “uma das estadias da família em Londres, Fletcher ouviu pela primeira vez dos metodistas e tornou-se pessoalmente familiarizado com John e Charles Wesley, assim como sua futura esposa, Mary Bosanquet”.[42]

Assim, tendo se mudado para a Inglaterra, em 1751, e conhecendo Wesley e o metodismo, “começou a trabalhar com John Wesley, tornando-se um intérprete-chave da teologia wesleyana no século XVIII e um dos primeiros grandes teólogos do Metodismo”.[43]

Era amigo pessoal de Wesley e um metodista convicto de suas doutrinas.

“No mesmo dia de sua ordenação, em 1757, Fletcher correu para a Capela West Street, em Londres, para ajudar Wesley a servir a Santa Comunhão, e para sempre se tornou o coadjutor de Wesley”.[44]

Fletcher se dedicou ao movimento de renovação e reavivamento espiritual e se comprometeu com Wesley por correspondência a ir em seu “auxílio como um teólogo, mantendo um compromisso nunca vacilando para a Igreja da Inglaterra”.[45]

João Fletcher era um arminiano. “Na teologia, ele confirmou as doutrinas arminianas do livre-arbítrio, a redenção universal e expiação geral, contra as doutrinas calvinistas da eleição incondicional e expiação limitada. Sua teologia arminiana é mais claramente delineado em seus cheques famosos para Antinomianismo. Ele tentou confrontar seus adversários teológicos com cortesia e justiça (e de John Wesley), embora alguns de seus contemporâneos julgou severamente por seus escritos”.[46]

Em 1770, na Conferência Anual, houve um conflito entre metodistas calvinistas e metodistas arminianos. Havia uma acusação de que os metodistas calvinistas levou à “mediocridade espiritual e ao antinomianismo.”[47] A Condessa Selina que levantou questões.

Fletcher, então se levantou na reunião para defender Wesley.

Para os ouvidos calvinistas, as atas da Conferencia Anual de 1770, pareciam “endossar obras necessárias para a salvação. A Condessa exigiu que seus professores assinassem uma desaprovação, o que no final Fletcher se recusou a fazer. Renunciando à faculdade, ele colocou sua caneta a serviço de Wesley e sua teologia arminiana”.[48]

O metodista José Benson era diretor do colégio Trevecca que a Condessa Selina havia criado. Como ele não abraçou a predestinação, foi demitido. Fletcher, era presidente da Instituição da Condessa, então tomou uma posição.[49]

Fletcher escreveu à Condessa renunciando à presidência da Instituição: “O Sr. Benson fez uma defesa muito justa quando disse que comigo sustentava a possibilidade de salvação para todos os homens e que a misericórdia ou é oferecida a todos, embora possa ser recebida ou rejeitada. Se isto é o que sua senhoria identifica como opinião do Sr. Wesley, livre arbítrio ou arminianismo, e se qualquer arminiano tem de deixar o colégio, de fato estou igualmente despedido. Diante de meu atual ponto de vista nesta questão, vejo-me obrigado a manter este sentimento, ase em verdade a Bíblia é verdadeira e Deus é Amor”.[50]

Era uma pessoa de princípios e de caráter. Ele se demitiu preferindo deixar a presidência da Universidade do Sul de Gales fundada por Selina, Condessa de Huntingdon.

Desde, então, “Fletcher emergiu como intérprete autoritário de Wesley com a publicação de uma série de livros sob o título, Checks to Antinomianism, que foram editados, corrigidos e publicados por Wesley”. [51]

João Fletcher foi muito útil a Wesley e ao metodismo.  Foi “muito útil na luta que precisou sustentar para defender o ponto de vista arminiano perante seus opositores calvinistas. Dessa maneira, o metodismo produziu um grande teólogo sem que este realmente escrevesse um tratado de teologia como a “Suma Teológica” de Tomás de Aquino ou “As Instituições Cristãs” de Calvino. Limitou-se a defender uma doutrina que lhe pareceu mais afinada com o ensino que o cristianismo primitivo ministrava segundo o testemunho do Novo Testamento”.[52]

Fletcher não havia aceitado o convite de Wesley para trabalhar junto a ele e para ser seu sucessor, pois “acreditava que sua tarefa contínua era escrever como um intérprete da teologia de Wesley: ‘Eu coloquei minha caneta de lado por algum tempo; no entanto, retomei-o na semana passada, a pedido do seu irmão, para continuar com o meu tratado sobre a Perfeição Cristã”.[53]

Entre 1770 e 1778-81 foi pregador do movimento de reavivamento durante estadias em Nyon.[54]

Faleceu antes de Wesley.

 

 

 



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[6] Visão geral criada por IA do Google

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[10] Visão geral criada por IA do Google

[11] http://methodistchurchantigua.org/new/our-history/our-history-1

https://library.soas.ac.uk/Record/503117

http://www.library.manchester.ac.uk/search-resources/guide-to-special-collections/methodist/using-the-collections/biographicalindex/galland-gwyther/header-title-max-32-words-365801-en.htm

http://www.stampsoftheworld.co.uk/wiki/Antigua_and_Barbuda_1983_Methodist_Church

Pesquisa: www.mccalive.org/connexional_conference.php?mi

www.umcmission.org ›... › Projects

http://archives.gcah.org/xmlui/bitstream/handle/10516/2866/Methodist-History-2011-10-Neal.pdf?sequence=1

http://methodistchurchantigua.org/new/our-history/our-history-1/

http://www.aps.ai/issueDetails.php?id=92

[12] Visão geral criada por IA do Google

[13]*O Palatinado historicamente é uma região no sudoeste Alemanha (https://en.wikipedia.org/wiki/Palatinate_(region).

 ** O general John Burgoyne (1722 -1792) foi um oficial do exército britânico, político e dramaturgo. É mais conhecido por seu papel na Guerra Revolucionária Americana. Ele projetou um esquema de invasão e foi nomeado para comandar uma força que se deslocava para o sul do Canadá para separar a Nova Inglaterra e acabar com a rebelião (https://en.wikipedia.org/wiki/John_Burgoyne).

http://www.biographi.ca/en/bio/ruckle_barbara_5E.html

http://www.encyclopedia.com/women/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/heck-barbara-ruckle-1734-1804

http://www.fumcphoenixville.org/pt/Divided-Families/blog.htm

Pesquisa: www.en.wikipedia.org/wiki/Barbara_Heck

www.victorshepherd.on.ca/Heritage/barbara.html

https://en.wikipedia.org/wiki/Barbara_Heck

www.home.ripnet.com/.../barbara_and_paul_heck.html‎

http://home.ripnet.com/legacy/colonel_edward_jessup/UEL_Col_J/barbara_and_paul_heck.html

www.interpretermagazine.org ›... › April 2004

[14] Visão geral criada por IA do Google

[15]  *Estacionado, fixo ou parado é o contrário de itinerante, que circula por várias igrejas.

www.cyberhymndl.org/bio/o/l/i/olivers_+.htm

     HEITZENHATER, Richard. Wesley e o povo chamado metodista. Editeo – pastoral Bennett, 1996.

     http://hu.wikipedia.org/wiki/Thomas_Olivers

     https://en.wikisource.org/wiki/Olivers,_Thomas_(DNB00)

[16] Visão geral criada por IA do Google

[17] * No início do século 18, Moorfields, Londres, foi o local de esporádicos mercados ao ar livre, shows e vendedores / leilões. As casas perto e dentro de Moorfields eram lugares dos pobres, ea área tinha uma reputação de abrigar bandidos, (https://en.wikipedia.org/wiki/Moorfields).

http://www.blogpreston.co.uk/2014/10/notable-people-of-preston-martha-thompson-the-first-methodist/

http://openplaques.org/places/gb/areas/preston/plaques

http://www.fulwoodmethodist.org.uk/fmcmag/Summer%202013/thompson/martha_thompson.htm

https://en.wikipedia.org/wiki/Martha_Thompson

[18] Visão geral criada por IA do Google

[20] Visão geral criada por IA do Google

[21] *Formada em 1685 como o regimento da princesa Anne. Após a adesão da Rainha Anne, em 1702, o regimento foi designado Regimento da Rainha (http://queensregiment.co.uk/history/).

** Aquele que se vincula ao pensamento de João Calvino. Acredita que o homem para obter a salvação deve ser escolhido por Deus (http://www.dicionarioinformal.com.br/calvinista/).

*** A Guerra de Sucessão da Áustria (1740-1748) foi um conflito europeu causado pela Pragmática Sanção, segundo a qual o imperador Carlos VI legou o Sacro Império Romano à filha (https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Sucess%C3%A3o_Austr%C3%ADaca).

http://www.southwilts.com/site/My-family-history-by-Mark-Wareham/John%20Haime%201709.pdf

http://chrisfieldblog.com/2008/08/18/john-haime-fights-the-devil

http://www.southamptonmethodistdistrict.org.uk/printer-friendly.php?page_id=397

https://en.wikisource.org/wiki/Page:The_Methodist_Hymn-Book_Illustrated.djvu/349 

[22] Visão geral criada por IA do Google

[24] Visão geral criada por IA do Google

[25] *Em 1778, John Wesley começou a publicar a Revista Arminian. Ele testemunhou o sucesso de revistas calvinistas como a revista cristã e a revista Gospel, e queria fornecer uma publicação mensal alternativa que afirmaria e defenderia a oferta universal de salvação de Deus. Cada parcela mensal da revista Arminian tinha três seções principais.

 **Contendo uma inscrição sobre a lápide.

***Que não é susceptível de padecer, de sofrer. Que não experimenta ou não denota exteriormente nenhuma emoção, sentimento ou perturbação; imperturbável.

 http://www.christian-witness.org/archives/cetf2007/wesleybro39.html

http://weeklywesley.blogspot.com.br/2010/09/peter-jaco-methodist-preacher.html

http://edpopehistory.co.uk/entries/fenwick-eliza/1788-11-09-000000

http://allenjaco.tripod.com/id28.htm

https://www.tentmaker.org.uk/product/biographies/lives-of-the-early-methodist-preachers-the-3-vols/http://www.library.manchester.ac.uk/search-resources/guide-to-special-collections/methodist/using-the-collections/biographicalindex/jackson-julian/header-title-max-32-words-365576-en.htm

https://oimts.files.wordpress.com/2013/04/2002-3-m-turner.pdf

http://www.johnwesley-izildabella.com.br/2016/02/11/george-merryweather-1758/

http://wesley.nnu.edu/john-wesley/the-letters-of-john-wesley/editors-introductory-notes-1772/

https://divinity.duke.edu/sites/divinity.duke.edu/files/documents/cswt/73_Arminian_Magazine_%281778-87%29.pdf

[26] Visão geral criada por IA do Google

[28] Visão geral criada por IA do Google

[29] * Os levantes jacobitas, uma série de insurreições, rebeliões e batalhas nos reinos da InglaterraEscóciaIrlanda ocorridas entre 1688 e 1746. As insurreições tinham o objetivo de reconduzir Jaime II da Inglaterra, e mais tarde os descendentes da Casa de Stuart, para o trono após este ter sido deposto pelo Parlamento durante a Revolução Gloriosa. A origem do nome da série de conflitos está em Jacobus, a forma latina do nome inglês James. Apesar de cada levante jacobita ter características únicas, eles foram parte de uma série maior de campanhas militares dos jacobitas, a chamada mesmo a Guerra Jacobita, na tentativa de reconduzir os reis Stuart aos tronos da Escócia e Inglaterra (https://pt.wikipedia.org/wiki/Levantes_jacobitas).

http://holinesslibrary.com/index/htec/m/alexander-mather/

https://www.francisasburytriptych.com/alexander-mather/

http://weeklywesley.blogspot.com.br/2010/11/alexander-mather-methodist-preacher.html

http://www.npg.org.uk/collections/search/portrait/mw64790/Alexander-Mather

http://www.library.manchester.ac.uk/search-resources/guide-to-special-collections/methodist/using-the-collections/biographicalindex/mcallum-mylne/header-title-max-32-words-365421-en.htm  

[30] Visão geral criada por IA do Google

[31] www.methodistheritage.org.uk/johnnelsonsstudy.htm

[32] www.metodistavilaisabel.org.br/artigosepublicacoes/descricaobiografias.asp?Numero=1229

[35] www.metodistavilaisabel.org.br/artigosepublicacoes/descricaobiografias.asp?Numero=1229

[37] Visão geral criada por IA do Google

[38] https://www.eismeaqui.com.br/sem-categoria/john-fletcher-1729-1785

[39] https://hls-dhs-dss.ch/de/articles/029084

[40] https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[42]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.

[43] https://wikimili.com/en/John_William_Fletcher

[44]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[45]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.

[46] Idem.

[47] No. XXVI, Londres, terça-feira, 7 de agosto de 1770, Q. 28. A. 2. Minutos das Conferências Metodistas 1744-98 [Mason, 1862] 95).

[48]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[51]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[52] Sante Uberto Barbieri.Estranha Estirpe de Audazes,Cap. 7 – O Paladino da Divina Misericórdia. https://arminianismo.wordpress.com/john-fletcher

[53]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[54]https://hls-dhs-dss.ch/de/articles/029084

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