Wesley, os sacramentos e os seus benefícios

 

 Odilon Massolar Chaves

 

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Toda gloria a Deus!

Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

Filho do rev. Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.

É casado com RoseMary.

Tem duas filhas: Liliana e Luciana.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Teologia.

 

 

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 “Em resumo, portanto, é nosso dever não somente legal e inocente, mas justo e estrito, de conformidade com a prática ininterrupta de toda a Igreja de Cristo desde os primeiros tempos, consagrarmos nossos filhos a Deus pelo batismo como era ordem para que a Igreja dos judeus o fizesse pela circuncisão”

 

(João Wesley)

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do livro

·       O sacramento da Ceia do Senhor

·       O Batismo Cristão

·       Os benefícios do batismo

·       Wesley e a prática de batismo

·       Wesley e o batismo de crianças

·       Pais da Igreja que defenderam o batismo de crianças

 

 

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Introdução

 

“Wesley, os sacramentos e os seus benefícios” é um livro de 30 páginas que trata sobre os sacramentos e os seus benefícios na visão e ensino de Wesley.

“Para John Wesley, os sacramentos são meios de graça essenciais, definidos como sinais exteriores e canais ordenados por Deus para comunicar sua graça preventiva, justificadora e santificante às almas. Seguindo a tradição da Reforma e sua formação na Igreja Anglicana, o Metodismo reconhece formalmente dois sacramentos: o Batismo e a Ceia do Senhor”. [1]

Wesley defendeu três formas de batismo: aspersão, imersão e derramamento ou lavagem.

“Wesley mantinha a prática do batismo de crianças, vendo-o como um sinal da graça de Deus que precede a própria resposta humana (graça preveniente)”. [2]

Wesley se fundamenta na Bíblia e na tradição da Igreja, “Os Pais da Igreja (patrística) apoiaram majoritariamente o batismo de crianças desde os primeiros séculos, considerando-o uma tradição apostólica para a regeneração espiritual e purificação do pecado original. Figuras como Orígenes (séc. III) e Santo Agostinho enfatizaram a necessidade do sacramento para recém-nascidos, enquanto Hipólito de Roma descreveu ritos envolvendo crianças (séc. II-III)”. [3]

Os benefícios dos sacramentos são diversos e essenciais.

Um tema necessário para nossos dias.

 

O Autor

 

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Destaques dos capítulos do livro

 

 

O sacramento da Ceia do Senhor

Para John Wesley, a Ceia do Senhor é um "meio de graça" essencial e o principal banquete de nutrição espiritual, onde Cristo está realmente presente de forma espiritual para os fiéis. Wesley via o sacramento não apenas como um memorial, mas como um encontro real com Deus que fortalece a alma, confirma o perdão e impulsiona o crente rumo à santidade.[4]

O Batismo Cristão

John Wesley via o batismo como um sacramento sagrado e um "meio de graça" instituído por Cristo, que simboliza a lavagem do pecado e a nova vida. Ele defendia o batismo infantil como acolhimento na aliança de Deus e aceitava formas como aspersão, infusão ou imersão, focando na regeneração e incorporação à igreja. [5]

Os benefícios do batismo

Para John Wesley, o batismo era um sacramento instituído por Cristo, funcionando como um "sinal visível de uma graça invisível" e um meio de graça que traz benefícios espirituais significativos, tanto para adultos quanto para crianças. [6]

Wesley e a prática de batismo

A prática do batismo no ministério de John Wesley (1703-1791) era profundamente sacramental, influenciada por sua formação anglicana, mas adaptada ao contexto avivalista do movimento metodista. Wesley via o batismo como um sinal visível da graça invisível e um meio de aliança com Deus.[7]

 Wesley e o batismo de crianças

John Wesley defendia firmemente o batismo de crianças (pedobatismo), vendo-o como um meio de graça que purifica do pecado original e acolhe a criança na aliança de Deus. Baseado na tradição da igreja, ele argumentava que, como Jesus abençoou as crianças, elas não devem ser impedidas, sendo batismo um sinal de acolhimento. [8]

Pais da Igreja que defenderam o batismo de crianças

Os principais Pais da Igreja que defenderam ou mencionaram o batismo de crianças (pedobatismo) na Igreja Primitiva incluem OrígenesCipriano de CartagoAgostinho de Hipona e Irineu de Lyon. Eles viam o rito como necessário para a remissão do pecado original, com a prática consolidando-se principalmente a partir do século III como tradição apostólica. [9]

 

 

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O sacramento da Ceia do Senhor

 

Para John Wesley, a Ceia do Senhor é um "meio de graça" essencial e o principal banquete de nutrição espiritual, onde Cristo está realmente presente de forma espiritual para os fiéis. Wesley via o sacramento não apenas como um memorial, mas como um encontro real com Deus que fortalece a alma, confirma o perdão e impulsiona o crente rumo à santidade.[10]

 

“Pontos Chave da Visão Wesleyana:

 

  • Meio de Graça: Wesley considerava a Ceia um dos mais importantes meios de graça instituídos, através do qual Deus comunica perdão, força e vida espiritual.
  • Presença Real Espiritual: Wesley rejeitava a transubstanciação, mas defendia uma presença real e espiritual de Cristo, que é recebida pela fé do cante.
  • Comunhão Constante: Ele defendia ardorosamente a celebração constante da Ceia (diária ou semanal), argumentando que todo cristão deve comungar sempre que possível para nutrir sua alma.
  • Mesa Aberta: A Ceia é vista como uma mesa ‘convertida’, um convite a todos os pecadores arrependidos que buscam a Deus, não apenas para os ‘perfeitos’.
  • Lembrança e Esperança: O ato é uma anamnese (relembrar) a morte de Cristo, ao mesmo tempo em que anuncia seu retorno.
  • Foco na Santidade: A Ceia é parte central do caminho para a santidade (perfeição cristã), pois dá força para amar e obedecer a Deus. 

Em resumo, Wesley via a Ceia como um encontro transformador e vitalício, não um simples rito simbólico”. [11] 

Alguns pontos importantes

Utilizando um pequeno pedaço de pão e um copinho de suco de uva, os evangélicos participam da Ceia do Senhor, geralmente, no primeiro domingo de cada mês.

A ceia do Senhor é um sacramento. É um sinal visível de uma graça invisível de Deus.

Foi instituída por Jesus.

Mas qual o motivo de praticarmos a Santa Ceia?

A Ceia do Senhor é o sinal de nossa redenção em Cristo e o memorial perpétuo de sua paixão e morte.

Quais os elementos que constituem a Ceia do Senhor?

*      O pão (Mt 26.26), que simboliza o corpo de Cristo.

*      O vinho (Mt 26.27), que simboliza o sangue de Cristo. 

A importância da confiança no ato da Ceia

Para Wesley, o simples ato da Ceia do Senhor para nada aproveita!

 

“Não há poder para salvação senão no Espírito de Deus”.

Não há mérito senão no sangue de Cristo.

 

“Aquilo que é ordenado por Deus não transmite graça se não confiarmos somente nele.” [12] 

Quais os benefícios que a Ceia do Senhor traz?

*      Perdão dos nossos pecados passados,

*      O fortalecimento presente,

*      E a renovação das nossas almas. [13] 

O que é necessário para participarmos da Ceia do Senhor?

*      Pertencer ao povo de Deus através da fé em Jesus (1Co 11.25),

*      Examinar a consciência e confessar o pecado (1Co 11.28-29),

*      Participar com a consciência em paz com Deus e com o próximo (1Co 11.20-22,33).

“Para John Wesley, o sacramento da Ceia do Senhor (ou Santa Comunhão) é muito mais do que um simples memorial; é um meio de graça divinamente ordenado, através do qual Deus comunica sua presença e amor aos fiéis. Wesley incentivava a comunhão constante, vendo-a como uma fonte vital de nutrição espiritual e santificação”. [14]

 

O Batismo Cristão

 

John Wesley via o batismo como um sacramento sagrado e um "meio de graça" instituído por Cristo, que simboliza a lavagem do pecado e a nova vida. Ele defendia o batismo infantil como acolhimento na aliança de Deus e aceitava formas como aspersão, infusão ou imersão, focando na regeneração e incorporação à igreja. [15]

 

“Pontos principais da visão de John Wesley sobre o batismo:

  • Sacramento como Meio de Graça: Wesley acreditava que o batismo é um canal através do qual Deus opera de forma invisível, fortalecendo a fé e oferecendo graça ao batizado.
  • Significado Teológico: Representa o novo nascimento, a purificação dos pecados e a marca de pertença à aliança da graça com Deus, não sendo apenas um ato simbólico.
  • Batismo Infantil: Wesley apoiava o batismo de crianças, vendo-o como o meio pelo qual o Cristo ressuscitado acolhe os pequenos na Sua igreja, comparável à circuncisão no Antigo Testamento.
  • Modo de Batismo: A água é necessária, mas o modo (imersão, aspersão ou derramamento) não é essencial. Wesley defendia que todos os métodos tradicionais de aplicação de água são aceitáveis, não se prendendo apenas à imersão.
  • Necessidade de Regeneração: Embora o batismo seja um sinal do novo nascimento, Wesley enfatizava que ele deve ser acompanhado pela fé pessoal e pela experiência do Espírito Santo para a salvação plena, pois o batismo por si só não garante a conversão interna. 

Para Wesley, o batismo marca o início da jornada cristã e a entrada na comunidade de fé, sendo o "primeiro sinal" da nova vida, essencialmente atrelado à fé pessoal.”    [16] 

O que é o batismo

 

Wesley diz: “É o sacramento iniciatório que nos faz entrar na aliança com Deus.

*      Foi instituído por Cristo, o único que tem poder para instituir um sacramento adequado,

*      Um sinal, um selo, garantia e meio de graça,

*      Perpetuamente obrigatório para todos os cristãos”. (28) 

A Bíblia não se preocupa com a forma. Apenas diz: “Quem crer e for batizado será salvo” (At 16.16).

Vamos agora ver as três formas de batismo: 

1.  Aspersão 

Embora o Novo Testamento não descreva explicitamente o modo de aplicação da água, defensores da aspersão (aspersão/efusão) apontam cenários onde a imersão seria difícil, como o batismo de 3.000 pessoas em um dia (Atos 2), o carcereiro de Filipos à meia-noite (Atos 16:33) e Paulo na "Rua Direita" (Atos 9:18). [17]

 A aspersão consiste em jogar um pouco de água na cabeça da pessoa. Há vários acontecimentos na Bíblia que mostram esta prática:

 - Ananias partiu, entrou na casa, impôs-lhe as mãos e disse: “Saulo, meu irmão, quem me envia é o Senhor, esse Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas ... A seguir, levantou-se e foi batizado” (At 9.17-19).

- O carcereiro de Filipos também foi batizado dentro da cadeia e não em um rio (At 16.31-33).

- É importante lembrar que  a palavra batismo é usada para dizer que o Espírito Santo veio sobre a pessoa (At 1.5-8; 11.15-17).

2. Imersão

“Segundo John Wesley, o principal exemplo bíblico que faz alusão ao batismo por imersão no Novo Testamento é encontrado em Romanos 6:4”. [18] 

Sobre Romanos 6.4, Wesley comentou: “Estamos enterrados com ele - aludindo à antiga forma de batizar por imersão. Que assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória – Poder glorioso. Do Pai, assim também nós, pelo mesmo poder, devemos ressuscitar; E assim como Ele vive uma nova vida no céu, também devemos caminhar na nova vida. Isso, diz o apóstolo, nosso próprio batismo representa para nós”.[19]

A imersão consiste em afundar a pessoa na água; há dois fatos na Bíblia que dão ideia de ser batismo por imersão;

- O batismo de João Batista (Mc 3.6).   

- O batismo do eunuco (At 8.26-40).

3. Derramamento ou lavagem 

Batismos em Jerusalém (Atos 2 e Atos 4): Wesley aponta que, quando Pedro batizou 3.000 pessoas no dia de Pentecostes e, posteriormente, mais 5.000, é improvável que houvesse rios ou tanques suficientes em Jerusalém para imersão total. Ele cita o observador Fuller, que notou a ausência de grandes correntes de água na cidade, tornando a aspersão/derramamento o método prático. [20]

 

Consiste em derramar água sobre a pessoa; há um fato na Bíblia que dá a impressão de ter havido este batismo: quando três mil pessoas foram batizadas num só dia (At 2.41),

Ezequiel 36.25 diz: “Derramarei água pura sobre vós e ficareis purificados ...”

“Segundo Ezequiel 36:25, a forma de purificação prometida por Deus é a aspersão (derramamento) de água pura sobre o seu povo”.[21]

Wesley comentou: “Aspergir - "Isso significa tanto o sangue de Cristo aspergido sobre sua consciência, para tirar sua culpa, como a água da purificação foi aspergida, para tirar sua impureza cerimonial e a graça do espírito aspergida sobre toda a alma, para purificá-la de todas as inclinações e disposições corruptas."[22]

Os elementos do Batismo:

 

*      Jesus apenas disse: “Ide, portanto, fazei discípulos de todos as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.  (Mt 28.19).

 

*      Então, importa no batismo:

 

        - Batizar com água;

        - Batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

 

Wesley afirma: “Digo pela lavagem, imersão ou aspersão porque a Escritura não determina qual destes meios deve ser usado quer por preceito expresso, quer por um exemplo claro que o prove, quer ainda pela força ou pelo significado da palavra batizar”.[23]

 

Os benefícios do batismo

 

Para John Wesley, o batismo era um sacramento instituído por Cristo, funcionando como um "sinal visível de uma graça invisível" e um meio de graça que traz benefícios espirituais significativos, tanto para adultos quanto para crianças. [24]

 

O batismo, como sinal e meio de graça, inicia uma pessoa em uma aliança com Deus na qual ela participa de cinco benefícios básicos[25]:

- Somos lavados da nossa culpa do pecado original

 Wesley afirma: “... todos nascemos sobre a culpa do pecado de Adão ... E a virtude deste dom gratuito, os méritos da vida e da morte de Cristo nos são aplicados no batismo”. [26]

“Wesley atribuiu a remoção da culpa do pecado original à graça preventiva como benefício incondicional (Carta a John Mason)”. [27]

- Entramos na aliança de Deus

Wesley diz: “Como a circuncisão era o meio de se entrar naquela aliança; o batismo o é agora”. [28]

“Para Wesley, essa aliança do Novo Testamento é aquela em que Deus promete "dar-lhes um novo coração e um novo espírito, para aspergir água limpa sobre eles." O batismo é, em suas palavras, "apenas uma figura" da realidade da renovação interior".[29]

- Somos feitos membros de Cristo

Wesley afirma: “Somos admitidos na Igreja pelo batismo e, consequentemente, feitos membros de Cristo, a sua cabeça ... Pois, ‘todos os que são batizados em Cristo’- (Gal 3.27), isto é, são misticamente unidos e feitos um com Ele”. [30]

“O terceiro e quarto benefícios conferem admissão na Igreja, ou filiação ao corpo de Cristo, e adoção na família de Deus para aqueles nascidos da água e do Espírito”. [31]

- Somos feitos filhos de Deus

 Wesley diz: “Sendo enxertados no corpo da Igreja de Cristo, somos feitos filhos de Deus pela adoção e pela graça”.

Isto se baseia no seguinte: “Se um homem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3.5). Assim, pela água como um meio, a água do batismo, somos regenerados ou nascidos de novo, de onde o ser ele chamado também pelo  apóstolo de ‘a lavagem da regeneração’ ”. [32]

- Somos herdeiros do Reino dos Céus

*      “Somos herdeiros do Reino dos Céus em consequência de sermos feitos filhos de Deus.” [33]

 

*      “O batismo nos salva se a nossa vida o corresponder, se nos arrependermos, crermos e obedecermos o Evangelho; supondo-se isso, como ele nos admite à Igreja daqui, assim também o somos na glória futura.” [34] 


Destacamos ainda dois outros benefícios 

O batismo também é um “Meio de Santificação: O batismo não é apenas um ritual de entrada, mas um meio pelo qual o Espírito Santo começa a trabalhar a santificação no crente”. [35]

“[O] mérito da vida e morte de Cristo são aplicados a nós no batismo. 'Ele se entregou pela igreja, para santificar e purificá-la com a lavagem da água pela palavra;' ou seja, no batismo, o instrumento comum de nossa justificação. Concordando com isso, nossa Igreja ora no ofício batismal para que a pessoa a ser batizada seja 'lavada e santificada pelo Espírito Santo, e, sendo libertada da ira de Deus, receba a remissão dos pecados e desfrute da bênção eterna de sua lavagem celestial'; e declara na rubrica ao final do ofício: 'É certo, pela Palavra de Deus, que crianças que se batizaram, morrendo antes de cometer pecado real, são salvas.' E isso concorda com o julgamento unânime dos antigos padres”.[36]

 

 

Wesley e a prática de batismo

 

A prática do batismo no ministério de John Wesley (1703-1791) era profundamente sacramental, influenciada por sua formação anglicana, mas adaptada ao contexto avivalista do movimento metodista. Wesley via o batismo como um sinal visível da graça invisível e um meio de aliança com Deus.[37]

 

O que é a Igreja [38]

Wesley pergunta e responde:

A Igreja católica ou universal consiste de todas as pessoas no universo a quem Deus chamou do mundo concedendo-lhes as qualidades acima referidas, ‘como sendo um corpo unido por um Espírito, tendo uma fé, uma esperança, um batismo; um Deus e Pai de todos, que está acima de todos, através de todos e em todos”. [39]

“Batizei sete adultos, dois deles por imersão”

Em Colchester, na quarta-feira, dia 21 março de 1759, Wesley disse: “Batizei sete adultos, dois deles por imersão; e à noite (os próprios ministros os expulsaram por irem ouvir os metodistas) Administrei a Ceia do Senhor a eles, e muitos outros, a quem seus vários professores haviam repelido pelo mesmo motivo”. [40]

O fundamento teológico do batismo

“Pela lavagem, imersão ou aspersão porque a Escritura não determina qual destes meios deve ser usado quer por preceito expresso”

O batismo e o novo nascimento

“Ele insiste sobre o batismo de crianças que ele baseia sobre a graça salvadora, um dos benefícios universais da expiação”

Para Wesley, “o batismo se relaciona com o novo nascimento e o exige para que se torne efetivo, real. Ele insiste sobre o batismo de crianças que ele baseia sobre a graça salvadora, um dos benefícios universais da expiação. Wesley nunca cessou de enfatizar o dever da expiação. Wesley nunca cessou de enfatizar o dever da comunhão frequente, desejando que sou povo participasse dela pelo menos uma vez por semana”.[41]

O que é o batismo?

“A Escritura não determina qual destes meios deve ser usado quer por preceito expresso”

“É o sacramento iniciatório que nos faz entrar na aliança de Deus. Foi instituído por Cristo o único que tem poder para instituir um sacramento adequado, um sinal, um selo, garantia e meio de graça, perpetuamente obrigatório para todos os cristãos. Não sabemos realmente o tempo exato da sua instituição, mas sabemos que foi muito antes da ascensão do Senhor. Foi instituído na sala da circuncisão, pois, como aquela era um sinal e um selo da aliança de Deus, assim é este. O elemento deste sacramento é a água que é o mais próprio para este uso simbólico, dado o seu poder natural de limpar. O batismo é realizado pela lavagem, pela imersão ou pela aspersão da pessoa em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, [42] disse Wesley.

E ele completa: “Digo pela lavagem, imersão ou aspersão porque a Escritura não determina qual destes meios deve ser usado quer por preceito expresso, quer por um exemplo claro o que prove, quer ainda pela força ou pelo significado da palavra batizar.”  [43]

Entramos na aliança de Deus pelo batismo

“Um novo coração e um novo espírito e borrifar-lhes água limpa"

“Entramos na aliança de Deus pelo batismo”, disse Wesley, “naquela aliança eterna que Ele ordenou para sempre - Sal. 111:9; aquela nova aliança que Ele prometeu fazer com o Israel espiritual, "o dar-lhes um novo coração e um novo espírito e borrifar-lhes água limpa", da qual o batismo é apenas uma figura, "e não mais lembrar-se dos seus pecados e iniquidades"; numa palavra, ser o seu Deus como prometeu a Abraão, na aliança evangélica feita com ele e com toda a sua descendência espiritual - Gên. 17:7,8”, [44]  disse Wesley.

 A circuncisão e o batismo

“Os judeus eram admitidos à Igreja pela circuncisão; assim são os cristãos pelo batismo”

“Como a circuncisão era o meio de se entrar naquela aliança”, disse Wesley, “o batismo o é agora, o qual é chamado pelo Apóstolo (sendo as suas palavras reproduzidas por muitos bons intérpretes) ‘a condição, contrato ou aliança de uma boa consciência para com Deus’. Somos admitidos na Igreja pelo batismo e, consequentemente, feitos membros de Cristo, a sua cabeça. Os judeus eram admitidos à Igreja pela circuncisão; assim são os cristãos pelo batismo. Pois ‘todos os que são batizados em Cristo’, em seu nome, por esse meio ‘revestiram-se de Cristo’- Gál.3:27, isto é, são misticamente unidos a Cristo e feitos um com Ele. "Somos todos batizados por um Espírito, formando uni corpo" - I Cor. 12:13, especialmente a Igreja – ‘o corpo de Cristo’ - Ef. 4:12”. [45] 

“Somos regenerados ou nascidos de novo”

“Assim, pela água como um meio, a água do batismo, somos regenerados ou nascidos de novo”, disse Wesley, “de onde o ser ele chamado também pelo Apóstolo ‘a lavagem da regeneração’. A nossa Igreja, portanto, não atribui maior virtude ao batismo do que o próprio Cristo o fez. Ela também não atribui esse fato à lavagem externa, mas à graça interior, a qual, adicionada ao ato, torna-o um sacramento”, [46] disse Wesley.

O batismo e a salvação

“O batismo nos salva se a nossa vida correspondê-lo, se nos arrependermos, crermos e obedecermos ao evangelho”

“O batismo nos salva se a nossa vida correspondê-lo, se nos arrependermos, crermos e obedecermos ao evangelho; supondo-se isso, como ele nos admite à Igreja daqui, assim também o somos na glória futura”, disse. [47] 

“De conformidade com a prática ininterrupta de toda a Igreja de Cristo desde os primeiros tempos”

“Em resumo, portanto, é nosso dever”, disse Wesley, “não somente legal e inocente, mas justo e estrito, de conformidade com a prática ininterrupta de toda a Igreja de Cristo desde os primeiros tempos, consagrarmos nossos filhos a Deus pelo batismo como era ordem para que a Igreja dos judeus o fizesse pela circuncisão. Obras: "Um trabalho sobre o batismo", 1, daqui e dali (X, 188, 190-92, 201)”. [48] 

Os benefícios

Em “Um Tratado sobre o Batismo (1756)”, “Wesley baseou-se extensivamente na obra anterior de seu pai, The Pious Communicant (1700), para produzir uma defesa robusta da prática como sacramento instituído por Cristo e da obrigação perpétua. Aqui os benefícios conferidos são aqueles tradicionalmente associados ao batismo: a lavagem do pecado original; entrada na nova aliança em Cristo; incorporação à Igreja; e regeneração ou novo nascimento”. [49]

 

 

Wesley e o batismo de crianças

 

John Wesley defendia firmemente o batismo de crianças (pedobatismo), vendo-o como um meio de graça que purifica do pecado original e acolhe a criança na aliança de Deus. Baseado na tradição da igreja, ele argumentava que, como Jesus abençoou as crianças, elas não devem ser impedidas, sendo batismo um sinal de acolhimento. [50]

 

“Wesley considerava que a prática do batismo infantil era mantida tanto pelas escrituras quanto pela tradição da Igreja primitiva. Ele entendia o batismo, especificamente o batismo infantil, como a circuncisão do Novo Testamento, e citou sua prática no livro dos Atos e na tradição cristã durante os primeiros mil oitocentos anos”. [51]

“Ele reconheceu que o batismo infantil, como sacramento iniciático, era o ‘caminho ordinário’ para ser iniciado em Cristo e na graça regeneradora. No entanto, como obra iniciática, o batismo infantil não era um selo que completava a regeneração ou salvação. Wesley observou que muitos batizados ainda bebês pecavam sua graça batismal, como ele fazia aos dez anos de idade, e precisavam do novo nascimento. Embora batizado ainda bebê, Wesley veio ao lugar onde precisava nascer novamente para entrar no reino de Deus. Wesley responde àquele que depende estritamente do batismo infantil: "Não se apoiem mais no cajado daquela cana partida, que nasceram de novo no batismo. Quem nega que foram então feitos filhos de Deus e herdeiros do reino dos céus? Mas não obstante isso, agora vocês são filhos do diabo." Wesley encontrou muitos que reivindicavam o batismo em palavra, mas o negavam por seus atos, e não tinham as marcas do novo nascimento, que são ‘poder sobre o pecado exterior’, fé, esperança e amor (‘O Novo Nascimento’ e ‘Marcas do Novo Nascimento’). O fruto do Espírito, e não apenas a água, significa a verdadeira marca da regeneração”. [52]

“O batismo é a graça iniciadora que acompanha o batismo dos bebês”. [53]

Quem foi batizado quando criança precisa crescer na graça.

“A necessidade do novo nascimento nos anos mais recentes não descarta nem nega a graça inicial no batismo infantil, e também não nega que, mais tarde na vida, é preciso nascer novamente. O que é iniciado no batismo infantil precisa crescer à medida que a criança se desenvolve moralmente e amadurece até a idade adulta”. [54]

Clareza de Wesley sobre o batismo de crianças

“Em nenhum lugar o Novo Testamento proíbe explicitamente a prática” 

“Embora a evidência direta do batismo infantil seja bastante escassa no primeiro século, ele é claramente praticado no segundo, o que é difícil de explicar se não tivesse sido praticado nos primeiros anos da igreja. Para aqueles que continuam céticos, Wesley lembra-lhes que em nenhum lugar o Novo Testamento proíbe explicitamente a prática”.[43] 

Batize primeiro as crianças e, se elas puderem falar por si mesmas, deixe-as fazê-lo. Caso contrário, deixe que seus pais ou outros parentes falem por eles” (A Tradição Apostólica 21:16 [215 d.C.])”.[55]

Wesley se fundamenta na Bíblia e na tradição da Igreja, “Os Pais da Igreja (patrística) apoiaram majoritariamente o batismo de crianças desde os primeiros séculos, considerando-o uma tradição apostólica para a regeneração espiritual e purificação do pecado original. Figuras como Orígenes (séc. III) e Santo Agostinho enfatizaram a necessidade do sacramento para recém-nascidos, enquanto Hipólito de Roma descreveu ritos envolvendo crianças (séc. II-III)”. [56]

 

Pais da Igreja que defenderam o batismo de crianças

 

Os principais Pais da Igreja que defenderam ou mencionaram o batismo de crianças (pedobatismo) na Igreja Primitiva incluem OrígenesCipriano de CartagoAgostinho de Hipona e Irineu de Lyon. Eles viam o rito como necessário para a remissão do pecado original, com a prática consolidando-se principalmente a partir do século III como tradição apostólica. [57]

 

O que significa “Pais da Igreja”

É a designação que se dá a “um grupo influente de teólogos, bispos, escritores e líderes cristãos que viveram entre os séculos II e VII d.C.. Eles foram os sucessores naturais dos apóstolos, responsáveis por liderar a igreja primitiva logo após a morte dos discípulos de Jesus, estabelecendo as bases teológicas e doutrinárias do cristianismo”. [58]

Veja alguns deles:

Orígenes (185-254) nasceu de pais cristãos em Alexandria. Foi teólogo, escritor e filósofo.[59]  Foi o mais completo conhecedor da Bíblia entre os escritores cristãos dos primeiros séculos.

Ele foi um “influente teólogo cristão, foi um dos primeiros a documentar e defender o batismo de crianças (pedobatismo) como uma prática tradicional da Igreja, ligando-a diretamente à tradição apostólica. Ele argumentava que, embora os bebês não tivessem pecado pessoal, necessitavam do batismo para a remissão do pecado original herdado de Adão”. [60]

Ele escreveu que o batismo de crianças veio dos apóstolos: 

“Orígenes também defende que a Igreja deve batizar as crianças: ‘A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém nascidos (Epist. ad Rom. Livro 5,9).”[61]

“A Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar o batismo até às crianças” 

Ele disse: “Toda alma que nasce na carne é manchada pela sujeira da maldade e do pecado... Na Igreja, o batismo é dado para a remissão dos pecados e, de acordo com o costume da Igreja, o batismo é dado até mesmo às crianças. Se não houvesse nada nas crianças que exigisse a remissão dos pecados e nada nelas pertinente ao perdão, a graça do batismo pareceria supérflua’ (Homilias sobre Levítico 8:3 [248 d.C.]). “A Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar o batismo até às crianças. Os apóstolos, a quem foram confiados os segredos dos sacramentos divinos, sabiam que existem em cada pessoa tensões inatas do pecado [original], que devem ser lavadas pela água e pelo Espírito’ (Comentários sobre Romanos 5:9 [248 d.C.])”. [62]

Testemunho de Cipriano 

São Cipriano de Cartago (século III) foi um firme defensor do batismo infantil, argumentando que a graça divina não deve ser negada às crianças. Ele sustentava que, como a criança carrega o pecado original, o batismo é necessário para a remissão e união com Cristo, prática que considerava unanimidade na Igreja primitiva. [63]

Cipriano foi bispo de Cartago do século III. Ele se empenhou na expansão do cristianismo na África. Ele afirmou que o batismo de crianças era prática comum dos cristãos. Isto é confirmado no Concílio de Cartago (255 - 256 d.C.).[64] 

“Eles não deveriam ser batizados no segundo ou terceiro dia após o nascimento” 

Ele disse: “Quanto ao que diz respeito ao caso dos bebês: Você [Fidus] disse que eles não deveriam ser batizados no segundo ou terceiro dia após o nascimento, que a antiga lei da circuncisão deveria ser levada em consideração, e que você não o fez. acho que alguém deveria ser batizado e santificado dentro do oitavo dia após seu nascimento. Em nosso conselho, parecia-nos muito diferente. Ninguém concordou com o curso que você achava que deveria ser seguido. Em vez disso, todos nós julgamos que a misericórdia e a graça de Deus não devem ser negadas a nenhum homem nascido” (Cartas 58:2 [253 d.C.])”.[65]

“Santo Irineu de Lyon (século II) é uma das primeiras evidências patrísticas da prática do batismo infantil na Igreja Primitiva. Em sua obra, ele menciona que ‘bebês, crianças pequenas... e adultos’ renascem a Deus por meio do batismo, defendendo que o batismo substituiu a circuncisão e é necessário para a remissão de pecados e salvação”. [66]

Quem foi Santo Irineu de Lyon (c. 130–202)?

Ele “foi um bispo, teólogo e Pai da Igreja do século II, fundamental na consolidação da teologia cristã ortodoxa contra o gnosticismo. Discípulo de Policarpo (que conheceu o Apóstolo João), ele atuou na Gália (atual França), combatendo heresias com a obra clássica "Adversus Haereses". [67]

A oposição ao batismo infantil 

Só no século XVI surgiram os anabatistas condenando o batismo de crianças. 

 “Os anabatistas levavam esse nome por recusarem o batismo em idade infantil, reservando-o apenas à idade adulta, na qual o indivíduo estaria apto para decidir a respeito”.[68] 

Martinho Lutero, que foi batizado quando criança e que fez a Reforma Protestante, não concordou com os anabatistas e foi a favor do batismo de crianças.

“Martinho Lutero defendeu fervorosamente o batismo de crianças (pedobatismo) durante a Reforma, contrapondo-se aos anabatistas. Para Lutero, o batismo é um meio de graça instituído por Deus, essencial para o perdão dos pecados e a fé, sendo capaz de regenerar a criança, mesmo sem o uso da razão”. [69]

Em nossos dias, um outro Martinho Lutero Junior também foi batizado quando criança. 

O batismo de Martin Luther King Jr 

“Rev. Martin Luther King Jr., foi batizado quando criança na igreja”

Martin Luther King Jr. (1929-1968) “foi um pastor batista norte-americano que ficou conhecido por sua liderança na luta contra a segregação racial nos EUA nas décadas de 1950 e 1960”.[70]

Martin Luther King Jr. era filho do pastor batista Martin Luther King e Alberta Williams King. Seu pai era pastor na Igreja Batista Ebenezer. 

“Ao longo de sua longa história, a Igreja Batista Ebenezer, localizada em Atlanta, Geórgia, tem sido um lar espiritual para muitos cidadãos da comunidade ‘Sweet Auburn’. Seu membro mais famoso, Rev. Martin Luther King Jr., foi batizado quando criança na igreja. Depois de proferir um sermão experimental à congregação em Ebenézer, aos 19 anos, Martin foi ordenado ministro. Em 1960, o Dr. tornou-se co-pastor de Ebenezer com seu pai, o Rev. Ele permaneceu nessa posição até sua morte em 1968. Como despedida final de seu lar espiritual, o funeral do Dr. Martin Luther King Jr.”[71]

O distrito de “Sweet Auburn” está localizado ao leste do centro de Atlanta. 

Um dever 

“Consagrarmos nossos filhos a Deus pelo batismo” 

Wesley afirma: “Em resumo, portanto, é nosso dever não somente legal e inocente, mas justo e estrito, de conformidade com a prática ininterrupta de toda a Igreja de Cristo desde os primeiros tempos, consagrarmos nossos filhos a Deus pelo batismo como era ordem para que a Igreja dos judeus o fizesse pela circuncisão”. [72]

 

 



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[12] WESLEY, J. - Sermões de Wesley. Imprensa Metodista, v.2, 1954, p. 352.

[13] WESLEY, J. - Sermões de Wesley, SP, Imp. Met., 1954, p. 111, v. 1. 

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[19] https://wesley.nnu.edu/john-wesley/john-wesleys-notes-on-the-bible/notes-on-st-pauls-epistle-to-the-romans/#c5572

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[22]https://wesley.nnu.edu/john-wesley/john-wesleys-notes-on-the-bible/notes-on-the-book-of-ezekiel/#Chapter+XXXVI

[23] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960, p. 273.

[24] Visão geral criada por IA do Google

[25] wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read

[26] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960, p. 274.

[27] wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read

[28] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960, p. 270.

[29] wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read

[30] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960. p. 275.

[31] wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read

[32] WESLEY, J. - Sermões de Wesley, SP, Imp. Met., 1954, p. 111, v. 1.

20.BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960, p. 275.

[33] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960. p. 275

[34] BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960. p. 275

[35] Visão geral criada por IA do Google

[36] https://firebrandmag.com/articles/a-wesleyan-view-of-baptism

[37] Visão geral criada por IA do Google

[38] COLETÂNIA DA TEOLOGIA DE JOÃO WESLEY Compilação de Robert W. Burtner e Robert E. Chiles. 2ª edição: 1995. Editor: Filipe P. de Mesquita. Setor de Publicações da Pastoral Bennett Instituto Metodista Bennett, p.101.

[39] Idem.

[40] Wesley, seu próprio historiador. Wesley, seu próprio historiador. https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley, seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870

[41] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960

[42] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960

[43] Idem.

[44] Idem.

[45] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960

[46] Idem.

[47] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960

[48] Idem.

[49] https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=137

[50] Visão geral criada por IA do Google

[51] wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read

[52] wesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-readwesleyan-baptism-sacramental-and-evangelical-firebrand-big-read

[53] Idem

[54] Idem.

[55] https://www.churchfathers.org/infant-baptism

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[59] https://www.estudantedefilosofia.com.br/filosofos/origenes.php

[60] Visão geral criada por IA do Google

[61] https://pt.wikipedia.org/wiki/Orígenes

[62] https://www.churchfathers.org/infant-baptism 

[63] Visão geral criada por IA do Google

[64] https://servantofchrist.tripod.com/ofsuchisthekingdom/id18.html; https://northamanglican.com/infant-baptism-a-treatise-in-defense-of-infant-baptism-written-in-the-scholastic-style-part-i/

[65] https://www.churchfathers.org/infant-baptism

[66] Visão geral criada por IA do Google

[67] Visão geral criada por IA do Google

[68] https://escolakids.uol.com.br/historia/revoltas-anabatistas.htm

[69] Visão geral criada por IA do Google

[70] https://brasilescola.uol.com.br/historiag/martin-luther-king.htm

[71] https://www.nps.gov/malu/planyourvisit/ebenezer_baptist_church.htm

[72] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960,.p.210.

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