Wesley, em defesa dos Dons do Espírito

  

Odilon Massolar Chaves

 

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Toda gloria a Deus!

Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

Filho do rev. Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.

É casado com RoseMary.

Tem duas filhas: Liliana e Luciana.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Teologia.

 

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do livro

·       Sobre o Espírito Santo

·       Sobre os dons do Espírito

·       Experiências de Wesley com os dons do Espírito

·       Combatendo o cessacionismo 

·       Sobre o uso dos dons do Espírito em 1 Coríntios 12

 

 

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Introdução

 

“Wesley, em defesa dos Dons do Espírito” é um livro de 29 páginas que trata da compreensão e defesa de Wesley em relação aos dons do Espírito Santo.

Para Wesley, o propósito dos dons é o serviço, a edificação do corpo de Cristo e a glorificação de Deus, nunca a exaltação pessoal. Em seus comentários, ele enfatiza que os dons são "diversos riachos, mas todos de uma única fonte". [1]

Os títulos dos capítulos são:

·       Sobre o Espírito Santo

·       Sobre os dons do Espírito

·       Experiências de Wesley com os dons do Espírito

·       Combatendo o cessacionismo 

·       Sobre o uso dos dons do Espírito em 1 Coríntios 12

A grande questão é que no século XVIII, na Inglaterra, diversas denominações ou pessoas defendiam que os dons do Espírito haviam cessado.

Wesley saiu em defesa da continuidade dos dons do Espírito e combateu o cessacionismo.

Wesley restaurou a doutrina do Espírito Santo.

Hoje a situação não é diferente em nosso meio.

Neste livro, Wesley aborda a importância dos dons do Espírito.

 

O Autor

 

 

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Destaques dos capítulos do livro

 

Sobre o Espírito Santo

A compreensão de John Wesley sobre o Espírito Santo é central para a teologia metodista, focando na experiência pessoal da graça, na santificação e na certeza da salvação. Para Wesley, o Espírito Santo não é apenas uma doutrina abstrata, mas uma presença viva que transforma o coração e a vida do crente. [2]

Sobre os dons do Espírito

A compreensão de John Wesley sobre os dons do Espírito Santo era uma mistura de crença na continuidade dos dons (continuismo) com uma forte ênfase na maturidade espiritual e na ordem. Diferente de muitos de seus contemporâneos no século XVIII que abraçavam o cessacionismo (crença de que os dons milagrosos cessaram com os apóstolos), Wesley argumentava que a ausência dos dons extraordinários na igreja não se devia à vontade de Deus, mas à "frieza" e falta de fé dos cristãos. [3]

Experiências de Wesley com os dons do Espírito 

John Wesley experimentou o Espírito Santo como uma presença ativa, marcada pelo seu "coração aquecido" em 1738 (Aldersgate), focado na certeza da salvação e santificação. Embora cauteloso com excessos, Wesley reconhecia dons como cura e profecia, focando na transformação do caráter e na capacitação para o ministério, em vez de apenas prodígios. [4]

Combatendo o cessacionismo  

John Wesley (1703-1791), fundador do metodismo, opôs-se firmemente ao cessacionismo — a crença de que os dons miraculosos do Espírito Santo, como cura e profecia, cessaram após a era apostólica. Wesley adotou uma postura continuacionista, argumentando que a falta de milagres na igreja de sua época não se devia à vontade de Deus, mas à perda da fé viva e à rápida apostasia da igreja cristã, que se tornou "deísta" ou formalista. [5]

Sobre o uso dos dons do Espírito em 1 Coríntios 12

Wesley defendia que os dons do Espírito Santo são relevantes e aplicáveis à igreja em todas as épocas, não apenas no tempo dos apóstolos. Ele argumentava que a igreja precisa redescobrir seu "primeiro amor" para acessar esses dons para um ministério eficaz. [6]

 

 

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Sobre o Espírito Santo

 

A compreensão de John Wesley sobre o Espírito Santo é central para a teologia metodista, focando na experiência pessoal da graça, na santificação e na certeza da salvação. Para Wesley, o Espírito Santo não é apenas uma doutrina abstrata, mas uma presença viva que transforma o coração e a vida do crente. [7]

 

Para Wesley, o Espírito Santo é tão importante que “as menores coisas não podem ser executadas sem a assistência de seu Espírito”.[8]

Mas quando uma pessoa recebe o Espírito Santo? 

Com respeito à frase bíblica “receber o Espírito Santo”, Wesley insistiu que isso ocorre na justificação. Escrevendo a Joseph Benson em 28 de dezembro de 1770, respeitando a inteira santificação, ele o exortou a confirmar os irmãos "com todo zelo e diligência" de duas maneiras, primeiro, "mantendo firme o que eles alcançaram - a saber, a remissão de todos os seus pecados pela fé em um Senhor sangrento”, e em segundo lugar, “esperando uma segunda mudança, pela qual eles serão salvos de todo pecado e aperfeiçoados em amor”. Imediatamente após o segundo ponto, Wesley acrescenta este importante comentário. Se eles gostam de chamar isso de "receber o Espírito Santo", eles podem: apenas a frase nesse sentido não é bíblica e não é muito apropriada; pois todos eles “receberam o Espírito Santo” quando foram justificados. Deus então “enviou o Espírito de Seu Filho aos seus corações, clamando Abba, Pai”.[9]

Para Wesley, “o Espírito Santo é dado para convencer os seguidores de Cristo desta verdade e capacitá-los a serem santos.”[10]

A pneumatologia de Wesley (o estudo teológico do Espírito Santo) era trinitária em estrutura e incluía temas soteriológicos (salvação), epistemológicos (conhecimento) e escatológicos (últimos tempos).[11]

João Wesley acreditava também na ‘personalidade’ do Espírito Santo. “Repetidamente faz uso de pronomes pessoais e imagens ao descrever o Espírito na relação com os seres humanos. Uma leitura dos Hinos dos Wesleys na trindade revela uma concepção do Espírito Santo como ‘uma presença viva, ativa, ‘pessoal’ que entra em uma amizade interpessoal intima com o homem (...).”[12]

Mais do que um poder, uma energia ou um dom, o Espírito Santo é uma pessoa e faz parte da Trindade: Deus-Pai, Deus-Filho, Deus-Espírito Santo. Podemos dizer que Ele é Deus em nós.

Wesley disse assim sobre o Espírito Santo: “Creio no Espírito infinito e eterno de Deus, igual ao Pai e ao Filho, não somente perfeito em si mesmo, mas sendo a causa de toda a nossa perfeição. Aquele que ilumina nosso entendimento, retifica a nossa vontade e afeições, renova a nossa natureza, une a nossa pessoa com Cristo, dá-nos a certeza da nossa adoção como filhos, guia-nos em nossas ações, purifica a nossa alma e nosso corpo para gozo completo e eterno de Deus.”[13]

Wesley ensinou que o Espírito Santo é de "uma substância, majestade e glória, com o Pai e o Filho, muito e eterno Deus". Na carta acima, Wesley resume os atributos divinos do Espírito Santo ("infinito... eterno... perfeitamente santo em si mesmo") e seu status dentro da Cabeça de Deus ("igual com o Pai e o Filho") a fim de ressaltar seu papel como o agente divino da salvação, transmitindo aos crentes os benefícios salvadores do trabalho redentor de Cristo.[14] 

Wesley escreveu que “o autor da fé e da salvação é só Deus. É ele que opera em nós o querer e o fazer. É o único doador de todo dom perfeito e o único autor de toda a boa obra. Não há mais poder do que mérito no homem; mas como todo mérito está no Filho de Deus pelo que Ele fez e sofreu por nós, assim todo o poder está no Espírito de Deus. Por- tanto, todo o homem para crer para salvação, precisa receber o Espírito Santo. É isto essencialmente necessário a todo cristão, não para que opere milagres, mas para fé, paz, alegria e amor - os frutos comuns do Espírito”.[15]

Para Wesley: “O mesmo Espírito que conduz o pecador arrependido a Cristo e lhe permite confessar ´Jesus é Senhor´ (1Co 12.3) faz-nos não apenas andar uniformemente como Cristo andou (1Co 11.1) como também ter o mesmo sentimento que nele houve, a saber, o de esvaziar-se a si mesmo e identificar-se com  a nossa humanidade, nossa  miséria, nosso pecado e nossas contradições, a  fim de nos remir (...).”[16]

O Espírito Santo completa a obra justificativa e redentora do Pai e do Filho aos que creem.

“Wesley usou uma variedade de verbos para descrever a atividade salvífica do Espírito — permite, inspira, auxilia, respira, guias, assessores, confortos, assegura, unifica e santifica. Essas ações internas trazem o trabalho objetivo do Pai e do Filho para se concretizar na vida do povo de Deus. Como o Espírito de Deus e o Espírito de Cristo, o Espírito Santo aplica efetivamente a obra justificativa e redentora do Pai e do Filho aos corações dos crentes, efetuando sua recuperação na imagem divina”.[17]

 

Sobre os dons do Espírito

 

A compreensão de John Wesley sobre os dons do Espírito Santo era uma mistura de crença na continuidade dos dons (continuismo) com uma forte ênfase na maturidade espiritual e na ordem. Diferente de muitos de seus contemporâneos no século XVIII que abraçavam o cessacionismo (crença de que os dons milagrosos cessaram com os apóstolos), Wesley argumentava que a ausência dos dons extraordinários na igreja não se devia à vontade de Deus, mas à "frieza" e falta de fé dos cristãos. [18]

 

 

Wesley acreditava que os dons “estão disponíveis para os cristãos hoje”.[19] Para ele os dons do Espírito são uma consequência natural da santidade genuína e da morada do Espírito de Deus no coração.[20]  Ele falava dos dons extraordinários e comuns do Espírito. Os primeiros são ocasionais e especiais; o segundo é comum a todos os crentes.[21] 

Segundo Wesley, “os ‘dons comuns’ incluíam ‘discurso convincente’, persuasão, conhecimento, fé, ‘elocução fácil’ e pastores e professores como ‘oficiais comuns’.  Entre os ‘dons extraordinários’ que ele incluiu cura, milagres, profecia (no sentido de prever), o discernimento dos espíritos, falar em línguas, e a interpretação de línguas. Ele descreve os apóstolos, os profetas e os evangelistas como ‘oficiais extraordinários."[22]  

“Embora o ‘caminho mais excelente’ seja o caminho do amor, Wesley ainda insistiu para que possamos ‘cobiçar fervorosamente’ dons como evangelismo para ‘ sondar os incrédulos corações; o dom do conhecimento para entender tanto a providência quanto a graça de Deus, ou o dom da fé ‘que em ocasiões particulares vai muito além do poder das causas naturais."[23] 

Para Wesley os dons do Espírito são uma consequência natural da santidade genuína e da morada do Espírito de Deus no coração. 

Mas o esfriamento do amor pode apagar o Espírito.

Ele afirmou: "Não parece que esses dons extraordinários do Espírito Santo fossem comuns na Igreja por mais de dois ou três séculos ... A causa disso não era porque não havia ocasião para eles porque todo o mundo se tornou cristão.  A verdadeira causa foi [que] "o amor de muitos", quase todos os cristãos, assim chamados, estavam "gelados". Esta era a verdadeira razão pela qual os dons extraordinários do Espírito Santo já não se encontravam na Igreja cristã, porque os cristãos voltaram a ser pagãos e só restavam uma forma morta”.[24]

Essa foi a razão de apagar o Espírito Santo, segundo Wesley.

 

Experiências de Wesley com os dons do Espírito

 

John Wesley experimentou o Espírito Santo como uma presença ativa, marcada pelo seu "coração aquecido" em 1738 (Aldersgate), focado na certeza da salvação e santificação. Embora cauteloso com excessos, Wesley reconhecia dons como cura e profecia, focando na transformação do caráter e na capacitação para o ministério, em vez de apenas prodígios. [25]

 

 

Wesley estava vivendo um momento em que os dons do Espírito estavam sendo revitalizados na Igreja depois de séculos apagados por causa da do amor ter se esfriado. 

“A afirmação de Wesley sobre os dons e manifestações do Espírito não era meramente teórica. Sua insistência sobre os dons do Espírito também resultou dos primeiros dias do avivamento metodista (1739-1759), onde muitos indivíduos em Londres, Oxford e Bristol relataram curas sobrenaturais, visões, sonhos, impressões espirituais, poder em evangelização, concessão extraordinária de sabedoria” etc.[26] 

Wesley cria plenamente na cura pela oração. Ele orou muitas vezes por sua própria recuperação e registrou que Deus o curou de muitas enfermidades em sua vida. Wesley descreve que uma noite, na capela, seus dentes estavam muito prejudicados. Ele orou e “minha dor cessou e não voltou mais.”[27] 

Ele experimentou outras curas: “Em 10 de maio de 1741, Wesley ficou bastante doente. Ele tinha dor na cabeça, bem como nas costas, febre e tosse que era tão grande que dificilmente podia falar. Mas então um milagre aconteceu com Wesley enquanto ele ‘invocava Jesus em voz alta’. Enquanto falava, sua dor desapareceu, a sua febre se afastou e sua força voltou. E, além disso, ele não sentiu nenhuma fraqueza ou dor por muitas semanas depois.”[28] 

Mas Wesley acreditava também que “o dom da cura não precisa ser completamente confinado às doenças de cura com uma palavra ou um toque. Pode também exercer-se, embora em menor grau, onde os remédios naturais são aplicados; E muitas vezes pode ser essa, não habilidade superior, o que torna alguns médicos mais bem sucedidos do que outros”.[29] 

Em 25 dezembro de 1742, Wesley orou por um homem em seu leito de morte que foi recuperado. 

Em 16 outubro de 1778, uma mulher estava doente por sete meses.  Imediatamente ficou recuperada depois que ele visitou e orou por ela.[30]  

Nas suas notas explicativas da Bíblia, para a passagem de Marcos 16. 17, Wesley registra uma de suas experiências na cidade de Leonberg, onde um aleijado foi curado através da pregação deste texto.[31] 

Wesley cita um fato ocorrido com o Sr. Sr. Meyrick como um milagre: “Eu subi e achei todos eles chorando sobre ele, suas pernas estavam frias e (como parecia) já estavam mortas. Todos nos ajoelhamos e invocamos Deus com fortes gritos e lágrimas. Ele abriu os olhos e me chamou. E, a partir daquela hora, continuou a recuperar a força, até restaurar a saúde perfeita”.[32] 

Wesley via a importância de uma série de dons espirituais, dentre eles: Expulsar demônios; falar novas línguas; curar os enfermos; profecia, predizendo coisas por vir; visões; sonhos divinos; discernimento dos espíritos etc.[33] 

Ele cita alguns fatos relacionados a expulsão de demônios, dentre eles: “Um homem, com o nome de John Haydon, teria lido um sermão, quando ‘mudou de cor, caiu da cadeira e começou a gritar terrivelmente e a bater-se contra o chão’. Wesley chegou à cena apenas para ser acusado pelo demônio como ‘um enganador do povo’. O demônio fingiu ser uma manifestação do Espírito Santo na esperança de transformar as pessoas contra Wesley, mas Wesley lutou. Ele e todos os outros lá começaram a orar. Logo, as dores de Haydon cessaram e seu corpo e alma ficaram livres.”[34]

 

Combatendo o cessacionismo 

 

John Wesley (1703-1791), fundador do metodismo, opôs-se firmemente ao cessacionismo — a crença de que os dons miraculosos do Espírito Santo, como cura e profecia, cessaram após a era apostólica. Wesley adotou uma postura continuacionista, argumentando que a falta de milagres na igreja de sua época não se devia à vontade de Deus, mas à perda da fé viva e à rápida apostasia da igreja cristã, que se tornou "deísta" ou formalista. [35]

 

O cessacionismo é a crença de que os dons cessaram depois que os apóstolos morreram. 

“Cessacionismo é a visão cristã na qual se formula que parte dos chamados dons do Espírito Santo, apesar de terem sido de fundamental utilidade e importância nos primórdios da igreja cristã, cessaram de existir ainda no período da Igreja Primitiva”.[36]

Para Wesley, “a grande razão pela qual os presentes milagrosos foram tão logo retirados foi não apenas que a fé e a santidade estavam bem perdidas, mas que os homens secos, formais e ortodoxos começaram então a ridicularizar quaisquer dons que não tinham e a chorar (Contra) todos eles como loucura maligna”.[37]

Essa crença foi generalizada durante o tempo de João Wesley, que ensinou que os dons do Espírito permanecem. 

“Portanto, Wesley foi um dos precursores ao declarar a necessidade de que os dons sobrenaturais de Deus sejam vivenciados hoje. Wesley acreditava que não era possível apenas que as pessoas em seu tempo falassem em línguas e experimentassem os outros dons milagrosos do Espírito Santo, mas que era necessário!”[38]

O derramar do Espírito ocorria nas ministrações de João Wesley porque havia a busca de santidade e clamor de todo coração. Wesley sabia que “(...) onde não se encontra o poder de Deus, o trabalho enfraquece.”[39]

Havia manifestações espirituais e Wesley descrevia as pessoas como sendo fulminadas, feridas pela espada do Espírito, tomadas de fortes dores. Algumas caíam de joelhos, outras tinham estranhos acessos, mas ele registra ainda que a maioria era aliviada pela oração e alcançava a paz.[40] Mas isso não era ainda Pentecostes. 

Em 1749, Wesley relatou sobre algumas manifestações no final do culto: “Quando, enfim, despedi o povo com a benção, ninguém se mexeu; ficaram todos nos seus lugares, enquanto eu ia passando no meio deles. Logo se ouviu uma pessoa que gritou: ´Meu Deus, meu Deus, tu te esquecestes de mim´. Tendo dito isto, caiu no chão. Oramos a Deus em favor dela. Seus gritos junto com de muitos outros, clamando a Deus, se aumentaram. Mas nós continuamos lutando com Deus em oração, até que Ele nos atendeu com a paz.”[41] Mas isso não era ainda Pentecostes. 

Wesley fala de um avivamento ocorrido em 1767 em Cork: “Estive aqui quando a chama do avivamento estava mais alta, e preguei ao ar livre, no centro da cidade e no lado sul, perto do quartel, e diversas vezes em Blackpool, que fica ao norte. Mais e mais interessados, e houve aqui avivamento maior do que em qualquer outra parte do reino”.[42]

Wesley acreditava que o Pentecostes traria transformações profundas e muitas pessoas seriam justificadas e santificadas. 

Era comum o avivamento, reavivamento, derramar do Espírito ou Pentecostes no movimento metodista. Wesley disse: “Aprouve a Deus derramar Seu Espírito em todas as partes, tanto na Inglaterra como na Irlanda, e de uma maneira tal que nunca sequer vimos antes, pelo menos nestes últimos vinte anos.”[43]

O avivamento em Dublin foi o mais notável para Wesley. Teve início com um pregador chamado João Manners, pessoa singela e sem eloquência, mas que parecia destinada a essa obra. 

João Wesley descreveu o que viu: “Essa gente está tomada pelo fogo divino; nunca presenciei dias como o domingo passado. Enquanto orava na sociedade, o poder de Deus tomou conta de nós completamente, e alguns exclamavam em voz alta, ‘Senhor, já posso crer.”[44]

Ele pregou em cima do túmulo de seu pai, por ter sido impedido de pregar no templo anglicano, em Epworth: “Neste local, algumas vezes, sua voz era abafada pelo choro e clamor dos ouvintes e diversos caíram como se estivessem mortos. Ele disse: Meu pai trabalhou aqui durante quase 40 anos; mas houve pouco fruto. Eu sofri também entre este povo, e parecia que os meus esforços eram feitos em vão, mas os frutos aparecem agora.”[45]

Samuel Wesley, seu pai e pastor, havia dito para João Wesley esperar porque o Pentecostes viria. O Pentecostes também é possível em nossos dias. Ele pode demorar, mas se perseverarmos e o buscarmos dentro dos princípios bíblicos, ele virá. 

 

Sobre o uso dos dons do Espírito em 1 Coríntios 12

 

 Wesley defendia que os dons do Espírito Santo são relevantes e aplicáveis à igreja em todas as épocas, não apenas no tempo dos apóstolos. Ele argumentava que a igreja precisa redescobrir seu "primeiro amor" para acessar esses dons para um ministério eficaz. [46]

 

Neste capítulo, Paulo escreve para procurar orientar à Igreja que vivia em estado de confusão ou incompreensão sobre os dons espirituais.

Wesley comentou: “A abundância destes nas igrejas da Grécia refutou fortemente o aprendizado ocioso dos filósofos gregos. Mas os coríntios não os usaram com sabedoria, o que ocasionou os escritos de São Paulo a respeito deles”.

Comparando com os pagãos, Wesley comentou: “Ninguém tem o Espírito Santo, mas os cristãos: todos os cristãos têm este Espírito”.

Wesley fala sobre o único Espírito, que recebemos no batismo: “todos estamos unidos em um só corpo”.

Paulo fala da importância do corpo de Cristo e Wesley explica cada um dos 12 dons relacionados em 1 Coríntios 12 e sobre as partes do corpo de Cristo: “Talvez o pé possa representar cristãos particulares; a mão, oficiais da igreja; o olho, professores; o ouvido, ouvintes”, disse Wesley.

Versículo 1

Eu não quero que vocês sejam ignorantes

Agora, quanto aos dons espirituais, irmãos, eu não quero que vocês sejam ignorantes.

Comentários de Wesley

Mas os coríntios não os usaram com sabedoria, o que ocasionou os escritos de São Paulo a respeito deles

Agora, no que diz respeito aos dons espirituais - A abundância destes nas igrejas da Grécia refutou fortemente o aprendizado ocioso dos filósofos gregos. Mas os coríntios não os usaram com sabedoria, o que ocasionou os escritos de São Paulo a respeito deles. Ele descreve, 1. A unidade do corpo, 1 Coríntios 12: 1-27: 2. A variedade de membros e cargos, 1 Coríntios 12:27-30: 3. A maneira de exercer os dons corretamente, ou seja, pelo amor, 1 Coríntios 12:311 Coríntios 13:1. por toda parte: e acrescenta, 4. Uma comparação de vários dons entre si, em 1 Coríntios 14:1. décimo quarto capítulo.

Versículo 2

Quaisquer dons que tenhais recebido, é da livre graça de Deus

Vós sabeis que éreis gentios, arrebatados para estes ídolos mudos, assim como fostes conduzidos.

Comentários de Wesley

Vós éreis pagãos - Portanto, quaisquer dons que tenhais recebido, é da livre graça de Deus.

Credulidade cega

Levado - Por uma credulidade cega.

Depois de ídolos mudos - O cego para o mudo; ídolos de madeira e pedra, incapazes de falar a si mesmos, e muito mais para abrir a boca, como Deus fez.

Como fostes conduzidos - Pela sutileza de seus sacerdotes.

Versículo 3

Uma vez que os ídolos pagãos não podem falar por si mesmos, muito menos dar dons espirituais aos outros

Portanto, eu vos dou a entender que ninguém, falando pelo Espírito de Deus, chama Jesus anátema, e que ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.

Comentários de Wesley

Portanto - Uma vez que os ídolos pagãos não podem falar por si mesmos, muito menos dar dons espirituais aos outros, estes devem necessariamente estar apenas entre os cristãos.

É acionado por esse Espírito, de modo a falar em línguas, curar doenças, ou expulsar demônios

Como ninguém que fala pelo Espírito de Deus chama Jesus de amaldiçoado - Isto é, como ninguém que faz isso, (o que todos os judeus e pagãos fizeram), fala pelo Espírito de Deus - É acionado por esse Espírito, de modo a falar em línguas, curar doenças, ou expulsar demônios.

Na linguagem das escrituras, dizer ou acreditar implica uma garantia experimental

Portanto, ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor - Ninguém pode recebê-lo como tal; pois, na linguagem das escrituras, dizer ou acreditar implica uma garantia experimental.

Todos os cristãos têm este Espírito

Mas pelo Espírito Santo - A soma é: Ninguém tem o Espírito Santo, mas os cristãos: todos os cristãos têm este Espírito.

Versículo 4

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

Comentários de Wesley

Diversas correntes, mas todas de uma fonte

Há diversidade de dons, mas o mesmo Espírito - Diversas correntes, mas todas de uma fonte. Este versículo fala do Espírito Santo, o próximo de Cristo, o sexto de Deus Pai. O apóstolo trata do Espírito, 1 Coríntios 12:7, etc .; de Cristo, 1 Coríntios 12:12, etc.; de Deus, 1 Coríntios 12:28, etc.

Versículo 5

E há diferenças de administrações, mas o mesmo Senhor.

Comentários de Wesley

Administrações — Escritórios. Mas o mesmo Senhor os designa a todos.

Versículo 6

E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.

Comentários de Wesley

Mas é o mesmo Deus que opera todos esses efeitos em todas as pessoas envolvidas

Operações — Efeitos produzidos. Esta palavra é de maior extensão do que qualquer uma das anteriores. Mas é o mesmo Deus que opera todos esses efeitos em todas as pessoas envolvidas.

Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o seu proveito.

A manifestação - O dom pelo qual o Espírito se manifesta.

É dado a cada um - Para o benefício de todo o corpo.

Versículo 8

Um poder de entender e explicar a sabedoria múltipla de Deus

Pois a um é dada pelo Espírito a palavra da sabedoria; a outro, a palavra do conhecimento pelo mesmo Espírito;

Comentários de Wesley

A palavra de sabedoria - Um poder de entender e explicar a sabedoria múltipla de Deus no grande esquema da salvação do evangelho.

Talvez uma capacidade extraordinária de entender e explicar

A palavra do conhecimento - Talvez uma capacidade extraordinária de entender e explicar os tipos e profecias do Antigo Testamento.

Versículo 9

A outra fé pelo mesmo Espírito; a outro os dons de cura pelo mesmo Espírito;

Comentários de Wesley

A fé pode significar aqui uma confiança extraordinária em Deus nas circunstâncias mais difíceis ou perigosas

A fé pode significar aqui uma confiança extraordinária em Deus nas circunstâncias mais difíceis ou perigosas. O dom da cura não precisa ser totalmente confinado às doenças curativas com uma palavra ou um toque. Pode se esforçar também, embora em menor grau, onde remédios naturais são aplicados; e muitas vezes pode ser isso, não uma habilidade superior, que torna alguns médicos mais bem-sucedidos do que outros. E assim pode ser em relação a outros dons da mesma forma.

Depois que os dons puros foram perdidos, o poder de Deus se exerce de maneira mais secreta

Como, depois que os escudos de ouro foram perdidos, o rei de Judá colocou o bronze em seu lugar, assim, depois que os dons puros foram perdidos, o poder de Deus se exerce de maneira mais secreta, sob estudos e ajudas humanas; e isso tanto mais abundantemente, conforme houver, mais espaço será dado para isso.

Versículo 10

Para outro, a operação de milagres; para outra profecia; para outro discernimento de espíritos; a outros diversos tipos de línguas; a outro a interpretação das línguas:

Comentários de Wesley

Predizendo coisas que estão por vir

A operação de outros milagres. Profecia - Predizendo coisas que estão por vir.

Se aqueles que professam falar por inspiração falam de um espírito divino, natural ou diabólico

O discernimento - Se os homens são de um espírito reto ou não; se eles têm dons naturais ou sobrenaturais para ofícios na igreja; e se aqueles que professam falar por inspiração falam de um espírito divino, natural ou diabólico.

Versículo 11

Mas tudo isso opera um e o mesmo Espírito, repartindo a cada um separadamente, como quer.

Comentários de Wesley

Uma determinação fundada em conselhos sábios

Como ele quer - A palavra grega não implica tanto prazer arbitrário, como uma determinação fundada em conselhos sábios.

Versículo 12

Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim também é Cristo.

Assim é Cristo - isto é, o corpo de Cristo, a igreja.

Versículo 13 

Por aquele único Espírito, que recebemos no batismo, todos estamos unidos em um só corpo

Porque todos nós somos batizados em um só Espírito, formando um só corpo, quer judeus, quer gentios, quer escravos, quer livres; e todos foram feitos para beber de um só Espírito.

Comentários de Wesley

Pois por aquele único Espírito, que recebemos no batismo, todos estamos unidos em um só corpo.

Se judeus ou gentios - Que estão a maior distância uns dos outros por natureza.

Todos nós bebemos de um Espírito

Sejam escravos ou homens livres - Que estão à maior distância por lei e costume.

Todos nós bebemos de um Espírito - Naquele cálice, recebido pela fé, todos nós absorvemos um Espírito, que primeiro inspirou, e ainda preserva, a vida de Deus em nossas almas.

Versículo 15

O pé é elegantemente apresentado como falando da mão

Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não é, portanto, do corpo?

Comentários de Wesley

O pé é elegantemente apresentado como falando da mão; o ouvido, do olho; cada um, de uma parte que tem alguma semelhança com ele. Assim, entre os homens, cada um tende a se comparar com aqueles cujos dons de alguma forma se assemelham aos seus, e não com aqueles que estão à distância, acima ou abaixo dele.

Talvez o pé possa representar cristãos particulares; a mão, oficiais da igreja; o olho, professores; o ouvido, ouvintes

Não é, portanto, do corpo - A inferência é boa? Talvez o pé possa representar cristãos particulares; a mão, oficiais da igreja; o olho, professores; o ouvido, ouvintes.

Versículo 16

E se o ouvido disser: Porque eu não sou o olho, não sou do corpo; não é, portanto, do corpo?

Comentários de Wesley

Com a mais requintada sabedoria e bondade

A orelha - Uma parte menos nobre.

O olho - O mais nobre.

Versículo 18

Mas agora Deus colocou os membros, cada um deles no corpo, como lhe aprouve.

Comentários de Wesley

Como lhe agradou - Com a mais requintada sabedoria e bondade.

Versículo 20

Mas agora eles são muitos membros, mas apenas um corpo.

Comentários de Wesley

Os vários membros precisam uns dos outros

Mas um corpo - E é uma consequência necessária dessa unidade, que os vários membros precisam uns dos outros.

Versículo 21

E os olhos não podem dizer à mão: Não preciso de ti, nem a cabeça aos pés, não preciso de ti.

Comentários de Wesley

A parte mais alta de todas

Nem a cabeça - A parte mais alta de todas.

Para o pé - O mais baixo.

Versículo 22

Não, muito mais aqueles membros do corpo, que parecem ser mais fracos, são necessários:

Comentários de Wesley

Os membros que parecem ser mais fracos

Os membros que parecem ser mais fracos - Sendo de uma estrutura mais delicada e terna; talvez o cérebro e os intestinos, ou as veias, artérias e outros canais minúsculos do corpo.

Versículo 23

Nós cercamos com honra mais abundante

E aqueles membros do corpo, que consideramos menos honrosos, a estes concedemos honra mais abundante; e nossas partes indecorosas têm mais formosura.

Comentários de Wesley

Nós cercamos com honra mais abundante - Cobrindo-os com tanto cuidado.

Beleza mais abundante - Com a ajuda do vestido.

Versículo 24

Deus temperou o corpo

Porque os nossos membros formosos não têm necessidade, mas Deus temperou o corpo, dando mais honra ao que faltava.

Comentários de Wesley

Dando honra mais abundante ao que faltava - Como sendo cuidado e servido pelas partes mais nobres.

Versículo 27

O corpo e os membros de Cristo

Ora, vós sois o corpo de Cristo, e membros em particular.

Agora vós - Coríntios.

O corpo e os membros de Cristo são parte deles, quero dizer, não o corpo inteiro.

Versículo 28

Que plantam o evangelho nas nações pagãs

E Deus colocou alguns na igreja, primeiros apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro lugar mestres, depois milagres, depois dons de curas, socorros, governos, diversidade de línguas.

Comentários de Wesley

Primeiros apóstolos - Que plantam o evangelho nas nações pagãs.

Que ou predizem as coisas que estão por vir, ou falam por inspiração extraordinária, para a edificação da igreja

Em segundo lugar, os profetas - que ou predizem as coisas que estão por vir, ou falam por inspiração extraordinária, para a edificação da igreja.

Precedem até mesmo aqueles que fazem milagres

Em terceiro lugar, os professores - que precedem até mesmo aqueles que fazem milagres. Sob profetas e mestres estão incluídos evangelistas e pastores, Efésios 4:11 .

Não parece que estes signifiquem ofícios distintos

Ajuda, governos - Não parece que estes signifiquem ofícios distintos: em vez disso, qualquer pessoa pode ser chamada de ajuda, por uma destreza peculiar em ajudar os aflitos; e governos, de um talento peculiar para governar ou presidir em assembleias.

Versículo 31

Mas cobiçai os melhores dons, e contudo vos anuncio um caminho mais excelente.

Comentários de Wesley

E eles valem a pena sua busca, embora poucos de vocês possam alcançá-los

Você cobiça sinceramente os melhores presentes - E eles valem a pena sua busca, embora poucos de vocês possam alcançá-los. Mas há um presente muito mais excelente do que todos esses; e um que todos podem, sim, deve alcançar ou perecer.[47]

 



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[8] BURTNER, Robert; CHILES, Robert. Coletânea da Teologia de João Wesley. Junta Geral de Educação Cristã, Imprensa Metodista, 1965p. 88.

[9] https://place.asburyseminary.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1773&context=asburyjournal

[10] Idem.

[11] https://wesleyscholar.com/john-wesleys-doctrine-of-the-holy-spirit/

[12] STAPLES, Rob L. John Wesley’s doctrine of the hole Spirit. https://iliff.instructure.com/courses/1439137/files/.../download?.

[13] BURTNER, Robert; CHILES, Robert. Coletânea da Teologia de João Wesley, p. 91-92

[14] https://wesleyscholar.com/john-wesleys-doctrine-of-the-holy-spirit/

[15] BURTNER, Robert; CHILES, Robert. Coletânea da Teologia de João Wesley, p. 86-87.

[16] REILY, Duncan Alexander. “João Wesley e o Espírito Santo”  em História, Metodismo, Libertações, Ibidem, p. 18. 

[18] Visão geral criada por IA do Google

[19] ZIVADINOVIC, Dojcin. Wesley and Charisma: An Analysis of John Wesley’s view spiritual gifts (Wesley e Carisma: Análise da visão de João Wesley sobre dons espirituais). Dojcin Zivadinovic, Ph.D. Candidato à História da Igreja (Andrews University), p.70.

[20] Ibid, p.58. In Wesley, “The More Excellent Way,” (1787) in Works of the Rev. John Wesley, 12 vols. (London: Wesleyan Conference Office, 1872), 7:27 [hereafter referred to as WRJW]. See Wesley’s early longings for Fruits of the Holy Spirit in his diary entry of August 12, 1738 in WRJW 1:120ff; January 4, 1739 in WRJW 1:170-72. See also the entire sermon 4, “Scriptural Christianity,” August 24, 1747, in WRJW 5:37-52.

[21] E. H. Sugden,'The Standard Sermons of John Wesley', Vol. I . https://www.cai.org/bible-studies/scriptural-christianity-john-wesley.

[22] Notas Explicativas , p. 625 (1 Corintios 12:31). Observe seu comentário sobre cura, p. 623.   Veja também o Sermão, "O caminho mais excelente", Works (Jackson), 7:27; Notas Explicativas , p. 713 (em Eph. 4: 8-11). http://www.swartzentrover.com/cotor/e-books/freemeth/flame/tdf04.html.

[23].JR, Robert G. Tutlle. João Wesley e os dons do Espírito Santo. Professor de evangelismo na Escola Missões Mundiais E. Stanley Jones e Evangelismo  no  Asbury Theological Seminary em Wilmore, Kentucky, EUA.. https://ucmpage.org/articles/rtuttle1.html; ZIVADINOVIC, Dojcin. Wesley and Charisma: An Analysis of John Wesley’s view spiritual gifts (Wesley e Carisma: Análise da visão de João Wesley sobre dons espirituais). Dojcin Zivadinovic, Ph.D. Candidato à História da Igreja (Andrews University), p.58.

[24] E. H. Sugden. The Standard Sermons of John Wesley' por Vol. I '. https://www.cai.org/bible-studies/scriptural-christianity-john-wesley.cf. http://enrichmentjournal.ag.org/201103/201103_000_holy_sp.cfm

[25] Visão geral criada por IA do Google

[26] Idem, p. 58.

[27] ZIVADINOVIC, Dojcin. Wesley and Charisma: An Analysis of John Wesley’s view spiritual gifts (Wesley e Carisma: Análise da visão de João Wesley sobre dons espirituais), op. cit., p. 64.

[28] Jamin Bradley citando The Works of John Wesley, Volume 19: Journal and Diaries II (1738-1743). https://newfangled.wordpress.com/2010/05/12/john-wesley-and-the-power-of-the-spirit/

[29]John Wesley's Notes on the Bible. http://wesley.nnu.edu/john-wesley/john-wesleys-notes-on-the-bible/notes-on-st-pauls-first-epistle-to-the-corinthians/#Chapter+XII.

[30] ZIVADINOVIC, Dojcin. Wesley and Charisma: An Analysis of John Wesley’s view spiritual gifts (Wesley e Carisma: Análise da visão de João Wesley sobre dons espirituais), op. cit., p. 64.

[31] ZIVADINOVIC, Dojcin. Wesley and Charisma: An Analysis of John Wesley’s view spiritual gifts (Wesley e Carisma: Análise da visão de João Wesley sobre dons espirituais), op. cit., p. 63.

[32] Jamin Bradley citando The Works of John Wesley, Volume 19: Journal and Diaries II (1738-1743). https://newfangled.wordpress.com/2010/05/12/john-wesley-and-the-power-of-the-spirit/

[33] JR, Robert G. Tuttle. João Wesley e os dons do Espírito Santo. Op.cit.,p.58.

[34] Jamin Bradley citando The Works of John Wesley, Volume 19: Journal and Diaries II (1738-1743). https://newfangled.wordpress.com/2010/05/12/john-wesley-and-the-power-of-the-spirit/

[35] Visão geral criada por IA do Google

[36] https://pt.wikipedia.org/wiki/Cessacionismo

[37] http://www.alaskandreams.net/ekklesia/Wesley%20Quotes.htm

[38] Andrew Williams. Publicado por Duke Lancaster. John Wesley e o sobrenatural. http://www.vineyardjackson.org/blog/wesley.

[39] WESLEY, João. Trechos do diário de João Wesley, ibidem, p.115.

[40] Ibidem, p.37-8.

[41] Ibidem, p.84.

[42] Ibidem, p.156.

[43] LILIÈVRE, Mateo. João Wesley – Sua vida e obra. São Paulo: Editora Vida, 1997p.217.p.217.

[44] LILIÈVRE, Mateo. João Wesley – Sua vida e obra. São Paulo: Editora Vida, 1997p.217p.218.

[45] FISCHER, Harold A. Avivamentos que avivam. Ibidem, p.102.

[46] Visão geral criada por IA do Google

[47] https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/1-corinthians-12.html

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