Wesley, em
defesa do livre arbítrio
Odilon Massolar Chaves
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Capa: John Wesley - Facebook José
Viladecans
Toda
gloria a Deus!
Odilon Massolar Chaves é pastor metodista
aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São
Paulo.
Filho do rev.
Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.
É casado com RoseMary.
Tem duas filhas: Liliana e Luciana.
Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na
Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos
dias.
Teologia.
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Índice
·
Introdução
·
Destaques dos capítulos do livro
·
Em defesa do Arminianismo
·
Conflito com o Calvinismo
·
A "Graça Preveniente"
·
Controvérsias com Whitefield
·
Pregações de Wesley para a salvação de todo
aquele que crê
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Introdução
“Wesley, em defesa do livre arbítrio” é um livro0 de 33 páginas sobre o
tema “livre arbítrio”.
“Para John Wesley, o livre-arbítrio não é uma capacidade natural humana
após a queda, mas sim um dom restaurado pela Graça Preveniente de Deus a todas as pessoas. Ele
defendia que, por natureza, a vontade humana está escravizada ao pecado, mas a
graça divina capacita o indivíduo a aceitar ou rejeitar a salvação”.[1]
Entender sobre a graça preveniente, termo utilizado por Wesley, é fundamental.
“No século XVIII, a Inglaterra passou por um intenso avivamento religioso, onde o metodismo, liderado por John Wesley, surgiu como um contraponto teológico à forte influência calvinista )puritana) que dominava parte do pensamento protestante da época especialmente no que tange à predestinação”. [2]
Uma das controvérsias que Wesley teve foi com seu amigo George
Whitefield.
Tema que é necessário entendermos, pois é uma das marcas do metodismo.
O Autor
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Destaques dos capítulos do livro
John Wesley foi um
defensor central do arminianismo no século XVIII, sistematizando-o no
metodismo. Ele defendeu a graça preveniente universal, a expiação
ilimitada, a possibilidade de apostasia (perder a salvação) e a perfeição
cristã. Wesley enfatizou a responsabilidade
humana de aceitar ou rejeitar a graça de Deus, contra a predestinação
calvinista. [3]
Conflito com o Calvinismo
O conflito entre John
Wesley (1703-1791) e o calvinismo foi um dos debates teológicos mais
significativos do século XVIII, centrando-se na compreensão da graça de Deus,
da salvação e do livre-arbítrio. Embora Wesley
mantivesse respeito pessoal por líderes calvinistas como George Whitefield, ele
discordava veementemente da doutrina da predestinação absoluta. [4]
A "Graça
Preveniente"
Para John Wesley, a Graça
Preveniente (ou "precedente") é o amor ativo de Deus que
chega antes de qualquer resposta humana, iluminando a consciência de todas as
pessoas e capacitando-as a escolher o bem. Ela
restaura parcialmente a liberdade moral corrompida pelo pecado, oferecendo a
oportunidade de aceitar ou rejeitar a salvação, sem forçar a vontade humana. [5]
Controvérsias com
Whitefield
“Ele me disse que ele e eu
pregamos dois evangelhos diferentes; e, portanto, ele não só não se uniu nem me
deu a mão direita da comunhão, mas foi decidido publicamente a pregar contra
mim e meu irmão, onde quer que ele pregasse”
Pregações de Wesley para a
salvação de todo aquele que crê
As pregações de John Wesley sobre a salvação centram-se na ideia de
que a graça é a
fonte e a fé
é a condição indispensável para ser salvo. Wesley ensinava que a salvação não é conquistada por
méritos humanos ou boas obras, mas é um presente gratuito de Deus recebido
através da confiança plena em Jesus Cristo. [6]
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Em defesa do Arminianismo
John Wesley foi um defensor central do
arminianismo no século XVIII, sistematizando-o no metodismo. Ele defendeu
a graça preveniente universal, a expiação ilimitada, a possibilidade de
apostasia (perder a salvação) e a perfeição cristã.
Wesley enfatizou a responsabilidade humana de aceitar ou rejeitar a graça de
Deus, contra a predestinação calvinista. [7]
Wesley
alinhou-se teologicamente a Jacó Armínio, argumentando que a graça de Deus é
universal e que a salvação está disponível a todos, mas depende da resposta
humana (fé e livre aceitação). [8]
Wesley é
chamado de “Principe do arminianismo”. Outros o chamam de “um Principe entre os
arminianos”.
O pregador
inglês reformado Charles Spurgeon (1834-1892) chamou Wesley de “O príncipe
moderno dos arminianos”.[9]
Apesar de ser
contrário ao arminianismo, ele admirava Wesley pelo seu caráter.
No passado,
especialmente no XVIII, na Inglaterra, houve muitas controvérsias sobre livre
arbítrio e a predestinação.
João Wesley e
George Whitefield tiveram divergências.
Mas hoje você
encontra artigos perguntando se um arminiano pode ser salvo. Outros chamam
Wesley de herege.
Importante
conhecer sobre o arminianismo, a história de Jacob Arminius e a sua teologia.
Dois lideres
metodistas do tempo de Wesley - John William Fletcher e Adam Clark –
tiveram argumentos fortes em favor do arminianismo e contra a predestinação.
Sobre Jacob
Arminius
Jacob Arminius estudou Teologia, Filosofia, Hebraico, Literatura e
outras disciplinas. Pastoreou uma igreja em Amsterdã.[10]
Ao ser chamado para defender o calvinismo extremado criticado pelo rico
negociante Koornher, Armínius acabou criticando a doutrina da predestinação
trazendo uma grande polêmica e criando inimigos, como Franz Gomarus,[11] que
dava ênfase na soberania de Deus e negava o valor da fé do ser humano.
No conceito
de Armínius:
“(...) a
predestinação ia de encontro à natureza de Deus e a do homem, gerava desespero, tirava o estímulo para uma
vida de santidade e diminuía a importância do Evangelho.”[12]
Entre as
declarações de fé do calvinismo, na Confissão de Westminster,[13] está a
doutrina da predestinação:
“Pelo decreto
de Deus, para a manifestação de sua glória, alguns homens e anjos são
predestinados para a vida eterna e outros preordenados para a morte eterna.
Ninguém é redimido por Cristo senão somente os eleitos. O resto da humanidade aprouve a Deus (...) deixá-la de lado e
ordená-la para a desonra e para a ira (...).”[14]
O fato é que
o rigor do calvinismo havia produzido reações, especialmente na Holanda e com
Jacob Armínius[15] ela alcançou expressão plena.[16]
Após a morte
de Arminius
Depois da
morte de Arminius, João Wtenbogaert (1557-1644) e Simão Episcopius (1583-1643)
sistematizaram e desenvolveram opiniões arminianas e se opuseram à ênfase
corrente sobre minúcias de doutrina, considerando o cristianismo
primordialmente uma força para a transformação moral. Em 1610 eles e outros
quarenta e um simpatizantes redigiram uma declaração de fé contrariando a
doutrina calvinista da predestinação.[17]
“Em oposição
à doutrina calvinista da graça irresistível, ensinavam que a graça pode ser
rechaçada, e, mostravam incerteza com referência ao ensino calvinista da
perseverança dela, assegurando ser possível perder a graça uma vez recebida.”[18]
A teologia do
bispo Burnet
Jacob
Armínius não trouxe tanta influência na Holanda, mas sim na Inglaterra de
Wesley.[19] Outras pessoas
seguiram seus passos, entre elas, o Bispo Burnet:
“O Bispo
Burnet, em 1699, deu novo impulso às tendências arminianas, quando publicou
suas obras Exposição dos Trinta e Nove Artigos, dedicadas ao rei Guilherme III.
Nela, ao interpretar o Artigo XVIII, que tratava da Predestinação, deu-lhe
sentido arminiano e lhe atribuiu igual validez ao calvinista.”[20]
O bispo
George Bull, em 1699, defendeu e escreveu sobre as ideias de Armínio e teve
grande aceitação, especialmente através de sua obra Exposição dos Trinta e Nove
Artigos, dedicada ao Rei Guilherme III:
“Nela, ao
interpretar o Artigo XVII, que trata da Predestinação, deu-lhe sentido
arminiano e lhe atribuiu igual validez do calvinismo. Quer dizer que tanto
importava um quanto o outro. Ambos podiam ser aceitos. Havia lugar na Igreja
para as duas posições.”[21]
Os avós de
Wesley[22] participaram da Igreja dissidente, mas seus
pais se filiaram à Igreja Anglicana. Samuel e Susana Wesley inculcaram em João
Wesley ideias da Harmonia Apostólica[23] do
bispo Bull, que teve grande aceitação na Inglaterra.
“A teologia de Bull generalizou-se, pois no
seio da Igreja Oficial e para termos
noção da mesma, daremos, a seguir, breve apanhado: Jesus Cristo, por Sua
obra expiatória, é o Salvador dos homens, mas cada qual tem a sua parte a
fazer, procurando ativamente reformar a própria vida. Se cada um agir desse
modo, tornar-se-á capaz de receber méritos da expiação. Fé e obra são
identificadas numa só finalidade. A justificação é pela fé e pelas obras. São
dois aspectos de uma só realidade. Nem Paulo se opõe a Tiago e nem Tiago a
Paulo. No conceito do bispo Bull, a fé inclui todas as obras da piedade cristã.
A fé não se limita só a aceitar como válidos os ensinos do Evangelho: envolve,
também, desejo de ser bom e de fazer o bem.
Noutras palavras: a fé passa a ser ato do próprio homem” (...)..A justificação
exige, igualmente, a copartipação do homem. Deus considera ao transgressor como
justo, livre da pena, desde que este assim queira”.[24]
Pontos
principais o arminianismo
Os pontos principais são: Livre
arbítrio, eleição condicional, expiação ilimitada, graça resistível e Queda da
Graça; salvação condicional.
Livre arbítrio
Para Arminius
há a vontade livre do ser humano desejar ou não a salvação, pois ele não foi
corrompido totalmente pelo pecado original. Ele não está impedido de exercer
sua livre decisão.
Eleição
condicional
Deus elege
aqueles que creem em Cristo como seu Salvador.
Expiação
ilimitada
Jesus Cristo
morreu por todos nós.
Graça
resistível
Nem todos
aceitam o chamado de Deus para a salvação. É a livre vontade do ser humano em
tomar decisões.
Queda da
Graça; salvação condicional
Na salvação condicional,
o ser humano mesmo depois de salvo, pode desviar-se de Cristo, se não tiver
perseverança na fé e tornar a pecar.[25]
A graça
preveniente
Wesley ainda
acrescentou s graça preveniente.
“A graça
preveniente é a ‘graça que vem antes.[26]
Conflito com o Calvinismo
O conflito entre John Wesley (1703-1791) e o
calvinismo foi um dos debates teológicos mais significativos do século
XVIII, centrando-se na compreensão da graça de Deus, da salvação e do
livre-arbítrio. Embora Wesley mantivesse
respeito pessoal por líderes calvinistas como George Whitefield, ele discordava
veementemente da doutrina da predestinação absoluta. [27]
A postura de
Wesley “gerou tensões com líderes calvinistas da época, como George Whitefield,
que defendiam a eleição incondicional (que Deus escolheu antecipadamente quem
seria salvo)”. [28]
Em 1770, na
Conferência Anual, houve um conflito entre metodistas calvinistas e metodistas
arminianos. Havia uma acusação de que os metodistas calvinistas levaram à
“mediocridade espiritual e ao antinomianismo.”[29]
A Condessa Selina foi quem levantou questões.
Defendendo
Wesley
O metodista e
pároco John Fletcher então se levantou na reunião para defender Wesley.
Para os
ouvidos calvinistas, as atas da Conferencia Anual de 1770, pareciam “endossar
obras necessárias para a salvação. A Condessa exigiu que seus professores
assinassem uma desaprovação, o que no final Fletcher se recusou a fazer.
Renunciando à faculdade, ele colocou sua caneta a serviço de Wesley e sua
teologia arminiana”.[30]
O metodista
José Benson era diretor do colégio Trevecca que a Condessa Selina havia criado.
Como ele não abraçou a predestinação, foi demitido. Fletcher, era presidente da
Instituição da Condessa, então tomou uma posição.[31]
Fletcher
escreveu à Condessa renunciando à presidência da Instituição: “O Sr. Benson fez
uma defesa muito justa quando disse que comigo sustentava a possibilidade de
salvação para todos os homens e que a misericórdia ou é oferecida a todos,
embora possa ser recebida ou rejeitada. Se isto é o que sua senhoria identifica
como opinião do Sr. Wesley, livre arbítrio ou arminianismo, e se qualquer
arminiano tem de deixar o colégio, de fato estou igualmente despedido. Diante
de meu atual ponto de vista nesta questão, vejo-me obrigado a manter este
sentimento (...) a Bíblia é verdadeira e Deus é Amor”.[32]
Era uma
pessoa de princípios e de caráter. Ele se demitiu preferindo deixar a
presidência da Universidade do Sul de Gales fundada por Selina, Condessa de
Huntingdon.
Desde, então,
“Fletcher emergiu como intérprete autoritário de Wesley com a publicação de uma
série de livros sob o título, Checks to Antinomianism, que foram editados,
corrigidos e publicados por Wesley”. [33]
Defendendo o
arminianismo
João Fletcher
foi muito útil a Wesley e ao metodismo.
Foi “muito útil na luta que precisou sustentar para defender o ponto de
vista arminiano perante seus opositores calvinistas. Dessa maneira, o metodismo
produziu um grande teólogo sem que este realmente escrevesse um tratado de
teologia como a “Suma Teológica” de Tomás de Aquino ou “As Instituições
Cristãs” de Calvino. Limitou-se a defender uma doutrina que lhe pareceu mais
afinada com o ensino que o cristianismo primitivo ministrava segundo o
testemunho do Novo Testamento”.[34]
Fletcher não
havia aceitado o convite de Wesley para trabalhar junto a ele e para ser seu
sucessor, pois “acreditava que sua tarefa contínua era escrever como um
intérprete da teologia de Wesley: ‘Eu coloquei minha caneta de lado por algum
tempo; no entanto, retomei-o na semana passada, a pedido do seu irmão, para
continuar com o meu tratado sobre a Perfeição Cristã”.[35]
Entre 1770 e
1778-81 foi pregador do movimento de reavivamento durante estadias em Nyon.[36]
Quando Wesley
percebeu que os pregadores metodistas no País de Gales estavam recebendo
influência do calvinismo, determinou que todos os pregadores lessem os escritos
de John Fletcher.
A "Graça Preveniente"
Para John Wesley, a Graça
Preveniente (ou
"precedente") é o amor ativo
de Deus que chega antes de qualquer resposta humana, iluminando a consciência
de todas as pessoas e capacitando-as a escolher o bem. Ela restaura parcialmente a liberdade moral corrompida pelo pecado, oferecendo
a oportunidade de aceitar ou rejeitar a salvação, sem forçar a vontade humana. [37]
Graça preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus capacita o homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação.
Significa preceder ou chegar antes. Há uma ação de Deus, Jesus e o Espírito Santo na graça preveniente.
“Preveniente
é do latin praevenire, que significa preceder ou chegar antes. Wesley, como era
comum nos seus dias, geralmente usava o termo graça “preventiva" no
sentido que estava em harmonia com a raiz de sua palavra latina. Isso era
diferente do significado comum de “prevenir” no inglês de hoje (que seria
impedir que alguma coisa aconteça). Se definirmos de acordo com Wesley e o
cristianismo clássico, termos alternativos como “graça preparatória” ou “graça
capacitadora” podem ser usados. A graça preveniente pode ser descrita como o
trabalho do Espírito Santo nos aproximando de Deus”. [38]
Tem um lugar fundamental na teologia de João Wesley
porque salvação é algo central na fé cristã.
A graça
preveniente permite as pessoas exercerem o seu livre-arbítrio dado por Deus, podendo
então, escolher a salvação oferecida por Deus em Jesus Cristo ou rejeitar a oferta
salvífica.
Wesley
desenvolveu o conceito de graça preveniente, que seria a graça de Deus que
"precede" o ser humano, restaurando parcialmente a liberdade de
escolha (livre-arbítrio) e permitindo que o indivíduo responda à oferta de
salvação.[39]
“A graça
preveniente é a ‘graça que vem antes’, um conceito central na teologia de
John Wesley que descreve o amor ativo e inicial de Deus, que atua em todas as
pessoas antes da salvação. Ela capacita o livre-arbítrio humano, corrompido
pelo pecado, a responder ao convite de Deus para a fé e salvação”. [40]
“Ensinava que a graça de Deus age em todos os seres humanos, capacitando-os a responder ao convite da salvação, restaurando parcialmente o livre-arbítrio corrompido pelo pecado”. [41]
Pontos principais da graça preveniente:
·
Universalidade: Wesley ensinava que esta
graça é estendida a todos os indivíduos, não apenas aos eleitos, capacitando
qualquer pessoa a responder ao Evangelho.
·
Capacitação: Embora a humanidade seja
depravada pelo pecado, a graça preveniente restaura parcialmente a capacidade
humana de discernir o bem do mal e buscar a Deus.
·
Iniciativa
Divina: Deus
toma a iniciativa; não precisamos implorar por amor, pois a graça busca o
pecador ativamente. [42]
Wesley via essa graça como o poder do Espírito Santo operando na vida de todos, muitas vezes associada à "luz verdadeira que ilumina todo homem" (João 1.9).
A graça de Deus mediante Jesus
Cristo é dada gratuitamente a todos os seres humanos, capacitando todos os que
queiram converter-se do pecado para a retidão, a crer em Jesus Cristo para
perdão e purificação do pecado, e a praticar boas obras agradáveis e aceitáveis
à Sua vista.
“Uma dinâmica ou expressão da
graça de Deus é a preveniência ou a graça "preventiva". A graça
preveniente inclui, de acordo com Wesley, "tudo o que é feito na alma
pelo que é frequentemente chamado de 'consciência natural', ... todos os
'desenhos' do 'Pai', os desejos de Deus, ... aquela 'luz' com a qual o Filho de
Deus 'ilumina todo aquele que vem ao mundo', mostrando a cada homem 'que
pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com seu Deus;' todas
as convicções que seu Espírito de tempos em tempos opera em cada filho do
homem. Embora levasse a sério a seriedade do pecado humano e do quebrantamento,
Wesley acreditava que a graça de Deus impede a destruição total da imagem
divina em nós”.[43]
A expressão
“graça preveniente” não se encontra na Bíblia, assim como não se encontra a
palavra “Trindade”.
“Graça
preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus capacita o
homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação. Assim como
muitas outras doutrinas bíblicas, a exemplo da Trindade e da depravação total,
o termo "graça preveniente" não se encontra expressamente nas
Escrituras, mas o ensino sim, visto tratar-se de uma categoria bíblica tácita,
evidenciada por meio da interpretação sistemática do Texto Sagrado”. [44]
Aprofundando o tema
“Ao mesmo
tempo que o termo graça preveniente não aparece na Bíblia, o conceito, contudo,
aparece profundamente incorporado nela. Na Bíblia e na vida do cristão, graça é
revelada e incorporada de forma suprema na encarnação e no trabalho preveniente
da Santa Trindade ao nos enviar o Filho de Deus. Wesley viu a encarnação de
Cristo—“a verdadeira, luz que ilumina a todos, estava chegando ao mundo” (João
1:9)—como um presente da graça preveniente para todas as pessoas. A graça
preveniente também pode ser implicitamente ligada ao trabalho de Deus
direcionando “seu grande amor ao enviar Cristo para morrer por nós quando ainda
éramos pecadores” (Romanos 5:8)”. [45]
Para Wesley, o ser humano é capacitado a cooperar com Deus ao
ser convencido, justificado e santificado.
A
iniciativa é de Deus com Sua graça, seu amor imerecido.
A graça preveniente nos capacita a responder a
Deus—em termos wesleyanos “trabalhar junto” ou “cooperar” com Deus
“Como
iniciativa de Deus, a graça preveniente nos capacita a responder a Deus—em
termos wesleyanos “trabalhar junto” ou “cooperar” com Deus. Ao mesmo tempo que
a doutrina pode ser encontrada em muitos dos escritos de Wesley, o único lugar
que ela é mais claramente expressa é no seu sermão “On Working Out Our Own
Salvation” (“Sobre o Trabalhar da Nossa Própria Salvação”) que ele usa
Filipenses 2:12-13 como seu texto: “Trabalhem com afinco a sua salvação,
obedecendo a Deus com reverência e temor. Pois Deus está agindo em vocês,
dando-lhes o desejo e o poder de realizarem aquilo que é do agrado dele”.
Wesley resume de forma memorável este ensinamento como “primeiro, Deus
trabalha; portanto, você pode trabalhar. Em segundo lugar, Deus trabalha;
portanto, você deve trabalhar”. Aqui Wesley destaca a universalidade da graça
preveniente; portanto: “nenhum homem peca, porque ele não tem a graça, mas
porque ele não usa a graça que ele tem”.” [46]
Controvérsias com Whitefield
“Ele me disse que ele e eu pregamos dois evangelhos
diferentes; e, portanto, ele não só não se uniu nem me deu a mão direita da
comunhão, mas foi decidido publicamente a pregar contra mim e meu irmão, onde
quer que ele pregasse”
“No
início, Whitefield não era um predestinariano, mas quando ele navegou para a
América no verão de 1739, ele estava lendo livros calvinistas. O contato com
calvinistas americanos fervorosos preencheu seu conhecimento”.[47]
“Em
Northampton, Massachusetts, Whitefield hospedou-se na casa de Jonathan Edwards,
o ardente pregador revivalista das Igrejas Reformadas”.[48]
E
dessa maneira Whitefield se tornou um calvinista.
“Whitefield
era um calvinista moderado; ele não deixou que a doutrina da predestinação o
impedisse de oferecer graça a todos, ou de insistir na necessidade de santidade
nos crentes”.[49]
Cartas
entre Whitefield e Wesley
Em
resposta ao sermão de Wesley “Livre Graça”, Whitefield respondeu a Wesley em 24
de dezembro de 1740 onde ele defende fortemente a predestinação, “a graça livre
de Deus”.[50]
Outra
carta sugeriu distribuída indevidamente.
“Eu o rasguei em pedaços diante de todos eles”
No
domingo, 1º de fevereiro de 1741, Wesley registrou em seu diário: “Uma carta
privada, escrita a mim pelo Sr. Whitefield, foi impressa sem sua licença nem
minha, e um grande número de cópias foi dado ao nosso povo, tanto na porta
quanto na própria Fundição”, disse Wesley.[51]
“Todos os que a receberam, fizeram o mesmo”
“Tendo
adquirido um deles, relatei (depois de pregar) o fato nu à congregação e
disse-lhes: ‘Farei exatamente o que acredito que o Sr. Whitefield faria, se ele
mesmo estivesse aqui", disse. [52]
“Sobre
o qual eu a rasguei em pedaços diante de todos eles. Todos os que a receberam,
fizeram o mesmo. De modo que em dois minutos não sobrou uma cópia inteira”,
afirmou Wesley.[53]
Wesley
vai até Whitefield
“Fui até ele para ouvi-lo falar por si mesmo para
que eu soubesse como julgar”
No
sábado, 28 de março de 1741, Wesley escreveu: “Tendo ouvido muito do
comportamento cruel do Sr. Whitefield, desde seu retorno da Geórgia, fui até
ele para ouvi-lo falar por si mesmo para que eu soubesse como julgar. Aprovei
muito a sua simplicidade de discurso. Ele me disse que
ele e eu pregamos dois evangelhos diferentes; e, portanto, ele não só não se
uniu nem me deu a mão direita da comunhão, mas foi decidido publicamente a
pregar contra mim e meu irmão, onde quer que ele pregasse. O Sr. Hall (que
foi comigo) colocou-o em mente da promessa que ele havia feito, mas alguns dias
antes, de que, qualquer que fosse sua opinião privada, ele nunca pregaria
publicamente contra nós. Ele disse que a promessa era apenas um efeito da
fraqueza humana, e ele agora era de outra mente.[54]
Acusação
“Odioso e desprezível”
“Na
Inglaterra e na Escócia (1741-1744), Whitefield acusou amargamente John Wesley
de minar seu trabalho. Ele pregou contra Wesley, argumentando que os ataques de
Wesley à predestinação haviam alienado ‘muitos dos meus filhos espirituais’.
Wesley respondeu que os ataques de Whitefield eram ‘traiçoeiros’ e que
Whitefield havia se tornado ‘odioso e desprezível’. No entanto, os dois se
reconciliaram mais tarde na vida”.[55]
Foram grandes amigos e as divergência acabaram com o passar dos anos. Havia um respeito muito grande entre os dois.
Controvérsias teológicas entre Whitefield e Wesley
As
batalhas teológicas contra a predestinação foram intensas.
Umas
das piores dificuldades que Wesley teve em seu ministério foi as controvérsias
teológicas com o seu amigo George Whitefield, membro do Clube Santo.
Por
causa da defesa de Whitefield da predestinação, “a graça livre de Deus,”[56]
que Wesley entendia que depreciava a necessidade de santificação, eles se
separaram.[57]
Whitefield
era o principal líder calvinista e não hesitava em se opor aos Wesley.[58]
A
diferença básica entre o arminianismo de Wesley e a predestinação de Whitefield
Para
Wesley, o livre arbítrio contribuía mais para a glória de Deus do que a predestinação,
que ele chamava também de “condenação”.[59]
Ao
contrário de Wesley, George Whitefield acreditava na doutrina da perseverança
do crente:
“A disputa teológica de Wesley com Whitefield tinha dois pontos: as doutrinas relacionadas com a predestinação e as questões da justiça imputada. Whitefield aceitava a crença dos calvinistas de que uma pessoa verdadeiramente justificada por Deus perseveraria na fé até o fim – não havia nada parecido com recaída entre os verdadeiros crentes.”[60]
Sobre
essa “perseverança dos santos”,[61]
Wesley lembra Ezequiel 33.13: “Mais uma vez, assim diz ao Senhor:
"Quando direi aos justos, que ele certamente viverá; se ele confiar
em sua justiça conquistada, (sim, ou a essa promessa como absoluta e
incondicional) e cometer iniquidade, toda a sua justiça não será lembrada;
mas por sua iniquidade que ele cometeu ele deve morrer por isso." [62]
Wesley
argumenta ainda: “Mais uma vez: "Eu sou o pão vivo; se qualquer homem
comer deste pão, (pela fé,) ele deve viver para sempre." João
6:51. Verdade, se ele continuar a comer isso. e quem pode duvidar
disso?
Mais
uma vez: "Minhas ovelhas ouvem minha voz, e eu sei então, e eles me
seguem. E eu dou a eles a vida eterna; e eles nunca perecerão, nem
qualquer deve arrancá-los da minha mão." João 10:27-29.
No
texto anterior, a condição está apenas implícita; nisso é claramente
expressa. São minhas ovelhas que ouvem minha voz, que me seguem em toda a
santidade. E "se você fizer essas coisas, vós nunca
cairá." Ninguém deve "arrancar você da minha mão, disse
Wesley."
Mais
uma vez: "Tendo amado o seu próprio que estavam no mundo, ele os amou até
o fim.’ João 13:1.
‘Tendo
amado o seu próprio." (ou seja, os apóstolos, como as seguintes
palavras, "que estavam no mundo.’ ‘ele os amou até o fim’ de sua
vida, e manifestou esse amor até o fim”, disse João Wesley.[63]
Whitefield
era o principal líder calvinista entre os reavivalistas evangélicos.[64] Em
1741, eles se separaram. Foi inevitável, pois Wesley era arminiano e
Whitefield, calvinista.[65]
Entre as discordâncias com Whitefield estava sobre a possibilidade da
eliminação do pecado na vida humana.
Whitefield
disse:
“Não concordo que a realidade do pecado íntimo
possa ser destruída nesta vida.”[66]
Em
abril de 1739, Wesley pregou seu sermão “Livre Graça” e depois o publicou
juntamente com o poema “Redenção Universal” de Carlos Wesley:
“O sermão tratou diretamente de seu ponto
básico de diferença com George Whitefield, a doutrina da graça irresistível e
todos os corolários da predestinação: redenção limitada, eleição incondicional,
condenação (lei ‘horrível’) e perseverança dos santos.[67]
Mas
mesmo tendo dificuldades com George Whitefield, eles continuaram amigos. [68]
Pregações de Wesley para a salvação de todo
aquele que crê
As pregações de John Wesley sobre a salvação
centram-se na ideia de que a graça
é a fonte e a fé
é a condição indispensável para ser salvo. Wesley ensinava que a salvação não é conquistada por
méritos humanos ou boas obras, mas é um presente gratuito de Deus recebido
através da confiança plena em Jesus Cristo. [69]
Wesley pregava especialmente sobre arrependimento e
salvação. Pregava que a graça é a fonte, que vem de Deus e a fé
é a condição para o ser humano ser salvo..
Dentre suas pregações, selecionamos essas:
Wesley prega para 3 mil pessoas
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me
ungiu para pregar boas-novas aos pobres”
Na
segunda-feira, dia 2 de abril de 1739, Wesley disse: “Às quatro da tarde,
apresentei-me a ser mais vil, e proclamei nas estradas as boas-novas da
salvação, falando de uma pequena eminência num terreno contíguo à cidade, a
cerca de três mil pessoas”. [70]Wesley
pregou sobre: “O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque ele me ungiu para pregar boas-novas aos pobres. Ele me enviou para
proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar
os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor” (Lucas 4:18-19 NVI).
Às
sete horas, Wesley pregou numa reunião da “sociedade na rua Baldwin: e no dia
seguinte, o evangelho de São João na capela de Newgate; onde eu também lia
diariamente o culto matinal da igreja”, disse Wesley.[71]
Organizando bands e pregando para 1500 pessoas
“À noite, três mulheres concordaram em reunir-se
semanalmente, com a mesma intenção que as de Londres a saber, colocar suas
faltas umas nas outras, e orar umas pelas outras”
Na
quarta-feira, da 4 de abril, na Baptist-Mills (uma espécie de subúrbio ou
aldeia a cerca de meia milha de Bristol) “ofereci
a graça de Deus a cerca de mil e quinhentas pessoas”.[72]
Início da Band
“À
noite, três mulheres concordaram em reunir-se semanalmente, com a mesma
intenção que as de Londres a saber, colocar suas faltas umas nas outras, e
orar umas pelas outras (...). Às oito horas, quatro jovens concordaram em
se encontrar, em busca do mesmo desígnio. Como se atreve qualquer homem a negar
que isso seja (quanto à substância disso) um meio de graça, ordenado por Deus?
(...)”.[73]
Pregando em sociedades
“Declarei que Evangelho a todos, que é o poder de
Deus para a salvação, a todo aquele que crê”
Na
quinta-feira, dia 5 de abril de 1739, “às cinco da noite, comecei em uma
sociedade na rua Castle, expondo a epístola ao Romanos”, disse Wesley, “e na
noite seguinte, em uma sociedade em Gloucester-lane, a primeira epístola de São
João. Na noite do dia de sábado no Weaver's-Hall também comecei a expor a
epístola aos Romanos, e declarei que Evangelho a todos,
que é o poder de Deus para a salvação, a todo aquele que crê”[74]
Pregando para 7500 mil pessoas
“Aquele que crê em mim, como as escrituras tanto disseram,
do seu ventre fluirão rios de água viva”
“Às
sete da manhã, preguei a cerca de mil pessoas em Bristol, e depois a cerca de
mil e quinhentos, no topo do Hannam-Mount em Kingswood (...). Cerca de cinco
mil estavam à tarde em Rose-Green (do outro lado de Kingswood), entre os quais
eu me levantei e clamei, em nome do Senhor: Se alguém tem sede, venha a nós
e beba. Aquele que crê em mim, como as escrituras tanto disseram, do seu ventre
fluirão rios de água viva”.
Pregando para 5 mil pessoas em três cultos
“Ofereci a cerca de mil almas, a graça gratuita de
Deus para curar seus retrocessos”
Na
terça-feira, dia 10 de abril de 1739, Wesley foi a Bath; “onde ofereci a cerca
de mil almas, a graça gratuita de Deus para curar seus retrocessos, e de
manhã para (creio) mais de dois mil. Eu preguei mais ou menos para o mesmo
número, em Baptist-Mills, no pós meio-dia sobre Cristo, feito de Deus para
nós, sabedoria, e justiça, e santificação e redenção”.
Pregando para 800 pessoas
“Preguei na casa dos pobres”
No
sábado, dia 14 de abril de 1739, “preguei na casa dos pobres; mais trezentos ou
quatrocentos dentro, e mais do que o dobro disso fora: a quem eu expliquei
estas palavras confortáveis, quando eles não tinham nada a pagar, ele
francamente perdoou os dois”, disse Wesley.[75]
Pregando para 14 mil pessoas em três cultos
“A história do
fariseu e do publicano”
No
domingo, dia 15 de abril, Wesley disse: “Expliquei às sete a 5 ou 6000 por
filhos, a história do fariseu e do publicano. Cerca de três mil estavam
presentes em Hannam-Mount. Eu preguei em Newgate depois do jantar para uma
congregação desonesta. Entre cinco e meia fomos para Rose Green: choveu forte
em Bristol, mas nem uma gota caiu sobre nós, enquanto eu declarei a cerca de
cinco mil, Cristo nossa sabedoria, e justiça, e santificação e redenção.
Concluí o dia gritando para a sociedade em Baldwin treet”.[76]
Wesley em Cornualha
"O reino de Deus não é carne e bebida;
mas retidão, paz e alegria no Espírito Santo"
Apesar de ter pregado pela
primeira vez no anfiteatro só em 1762, já em 1743 Wesley pregou em Cornualha.
Gwennap pertence ao condado da Cornualha que está
localizado no sudoeste de uma península da Inglaterra.
Ele registrou em seu diário:
“Sexta-feira, 26 de agosto de
1743. - Parti para a Cornualha. À noite, preguei na cruz em Taunton, sobre:
"O reino de Deus não é carne e bebida; mas retidão, paz e alegria no
Espírito Santo." Um pobre homem tinha-se colocado para trás para causar
alguma perturbação: mas a hora não tinha chegado; os miseráveis zelosos que
‘negam o Senhor que os comprou" ainda não haviam agitado o povo. Muitos
gritavam: "Jogue lá fora esse patife; derrubá-lo; bateu em seus
cérebros": de modo que eu fui obrigado a implorar por ele mais de uma vez
ou ele teria sido apenas grosseiramente manuseado”.[77]
“Não
preguei naquela noite, apenas a um pobre pecador na estalagem”
“Sábado, 27. - Cheguei a Exeter
à tarde; mas, como ninguém sabia da minha vinda, não preguei naquela
noite, apenas a um pobre pecador na estalagem; que, depois de ouvir nossa
conversa por um tempo, olhou seriamente para nós e perguntou se era possível
para alguém que, em alguma medida, conhecia "o poder do mundo
vindouro" e estava "caído" (o que ela disse ser seu caso), ser
"renovado novamente ao arrependimento". Imploramos a Deus em seu
favor e a deixamos triste, mas não sem esperança”.[78]
Pregando em Gwennap
Wesley já havia pregado em
Gwennap, mas não ainda no anfiteatro.
“‘Ele me ungiu para pregar o
evangelho aos pobres”
Eis seu registro:
“Sábado, 3 de setembro de 1743.
- Cavalguei até o Three-cornered Down (assim chamado), nove ou dez milhas a
leste de St. Ives, onde encontramos duzentos ou trezentos tinners, que estavam
há algum tempo esperando por nós. Todos pareciam bastante satisfeitos e
despreocupados; e muitos deles correram atrás de nós para Gwennap (duas milhas
a leste), onde seu número foi rapidamente aumentado para quatrocentos ou
quinhentos. Tive muito conforto aqui em aplicar essas palavras: ‘Ele me ungiu
para pregar o evangelho aos pobres’ (Lucas 4:18). Alguém que morava perto nos
convidou para nos alojarmos em sua casa e nos conduziu de volta ao Verde pela
manhã. Chegamos lá assim que o dia amanheceu”. [79]
“Eu vou curar seus retrocessos,
eu vou amá-los livremente”
E Wesley completou: “Eu apliquei
fortemente aquelas palavras graciosas, ‘Eu vou curar seus retrocessos, eu vou
amá-los livremente’, para quinhentas ou seiscentas pessoas sérias. Em Trezuthan
Downs, cinco milhas mais perto de St. Ives, encontramos setecentas ou
oitocentas pessoas, a quem eu gritei em voz alta: ‘Lançai fora todas as vossas
transgressões; porque morrereis, ó casa de Israel?’ Depois do jantar, preguei
novamente a cerca de mil pessoas sobre Aquele a quem ‘Deus exaltou para ser
Príncipe e Salvador’. Foi aqui primeiro que observei uma pequena impressão
feita em dois ou três dos ouvintes; o resto, como de costume, mostrando enorme
aprovação e absoluta despreocupação”.[80]
: "Todas as coisas estão
prontas; vinde ao casamento"
Na quinta-feira, 19 de setembro
de 1749, em Bolton, Wesley disse: “Abundantemente mais do que a casa poderia
conter estavam presentes às cinco da manhã, a quem eu estava constrangido a
falar muito mais do que estou acostumado a fazer. Percebendo que eles ainda
queriam ouvir, prometi pregar novamente às nove, em um prado perto da cidade.
De todos os lados, afluíram; e eu chamei em voz alta:
"Todas as coisas estão prontas; vinde ao casamento" [Mt. 22:4].
Ah, como algumas horas mudaram o cenário! Agora podíamos andar por todas as
ruas da cidade, e ninguém molestava ou abria a boca, a menos que nos
agradecesse ou nos abençoasse”.[81]
“A Palavra de Deus cresceu e
prevaleceu”
Na segunda-feira, 9 de setembro
de 1754, “preguei em Charlton, uma aldeia a seis milhas de Taunton, para uma grande congregação
reunida das cidades e do campo por muitos quilômetros ao redor”, [82]
disse Wesley.
Havia uma orientação para não
dar trabalho a qualquer agricultor que fosse ouvir um pregador metodista.
“Mas não de morou muito”, disse
Wesley, “para o Sr. G se “convencer da verdade e
desejou que aqueles mesmos homens pregassem em sua casa. Muitos dos outros
confederados vieram ouvir, a quem seus servos e trabalhadores de bom grado
seguiram. Assim, todo o artifício de Satanás caiu no chão; e a Palavra de Deus cresceu e prevaleceu”, disse Wesley.[83]
“Grande Sumo Sacerdote, que é
passado para os céus”
Em 1755, Wesley foi a Breage. Breage
é uma vila na Cornualha, Reino Unido.
Wesley mudou de atitude quando
viu o pobre povo chegando para ouvir sua pregação: “Eu não tinha dado nenhuma
atenção à pregação aqui; mas vendo o pobre povo afluir de todos os lados, não
pude mandá-los vazios. Então eu preguei a uma pequena distância da casa e
implorei que considerassem o nosso ‘grande Sumo Sacerdote, que é passado para
os céus’ (Hb. 4:14]; e ninguém lhe abriu a boca, pois também os leões de Breage estão agora transformados
em cordeiros”. [84]
"Cristo crucificado"
Em julho de 1756, na Irlanda, Wesley escreveu:
“Andei de tarde para Belfast, a maior cidade de Ulster. Alguns pensam que
contém tantas pessoas quanto Limerick. É muito mais limpo e agradável. Às sete, preguei na casa de mercado para uma
congregação tão grande como em Lisburn, e para perto do mesmo número de
manhã. Mas alguns deles não ficaram até eu concluir. Eles foram embora à pressa
quando lhes mostrei como "Cristo crucificado"
é ‘para os gregos insensatez."[85]
“Deus é um Espírito; e os que o
adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade”
Na sexta-feira, 17 agosto de
1787, Wesley disse que esteve com o Governador. “À tarde, demos um passeio
sobre o cais, o maior e melhor que já vi. A cidade está aumentando
rapidamente, novas casas começando por todos os lados”.[86]
À noite, Wesley pregou no
quintal: “À noite, não tentei entrar na casa, mas fiquei perto dela no quintal,
cercado de árvores altas e frondosas, e proclamei a uma grande congregação: ‘Deus é um Espírito; e os que o adoram devem adorá-lo em
espírito e em verdade.’ Acredito que muitos foram cortados no coração nesta
hora, e alguns nem um pouco confortados”.[87]
“Cristo crucificado’, e a
salvação que é através dele”
“À noite preguei na igreja no Monte Mellick. Talvez
tal congregação nunca esteve lá antes. Sexta-feira, 29 de abril. Eu preguei em nossa casa em Kilkenny para outra
congregação”. [88]
“Sábado, 30 de abril, eu preguei em Waterford na
Corte, uma das maiores do reino”. [89]
Na segunda-feira, 16 de julho de 1770, “às nove
horas preguei em Awkborough para um povo de outro tipo. Então eu
falei a eles diretamente de ‘Cristo
crucificado’, e a salvação que é através dele. Por volta do meio-dia
eu preguei a um povo do mesmo espírito em Amcoats. À noite, a casa em Swinfleet
não sendo capaz de um terço da congregação, preguei em um lugar liso, verde,
protegido do vento, em Heb. vii, 25. Muitos se alegraram ao saber de ser ‘salvo
ao máximo", a mesma coisa que suas almas ansiavam.
“Falei fortemente de morte e julgamento, céu e
inferno”
Na quarta-feira, 22 de abril de 1772, “por volta
das oito eu preguei mais uma vez na Loja dos Maçons, em Port Glasgow. A casa
estava muito lotada; e suponho que toda a nobreza da cidade fazia parte da
congregação. Decidido a não atirar sobre suas cabeças, como eu havia feito no
dia anterior, falei fortemente de morte e
julgamento, céu e inferno. Isso eles pareciam compreender; e não havia
mais riso entre eles, ou conversando uns com os outros; mas todos estavam calma
e profundamente atentos”,[90]
disse Wesley.
[1] Visão geral criada por IA do Google
[2] Visão geral criada por IA do Google
[3] Visão geral criada por IA do Google
[4] Visão geral criada por IA do Google
[5] Visão geral criada por IA do Google
[6] Visão geral criada por IA do Google
[7] Visão geral criada por IA do Google
[8] Visão geral criada por IA do Google
[9]https://reformedjournal.com/
reformed-assessments-of-arminianism-praise-from-unexpected-quarters/
[10] SALVADOR.José Gonçalves. Arminianismo
e Metodismo, Ibidem, p.22.
[11] Ibidem, p.28.
[12] Ibidem.
[13] A Confissão de Westminister foi
redigida em 1643 pela Assembléia de Clérigos ao qual fora confiada a tarefa de
organizar o New Establishment (BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã.
São Paulo: Imprensa Metodista, ASTE, 1967, p.278).
[14]BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja
Cristã. São Paulo: Imprensa Metodista, ASTE, 1967, p. 278-9.
[15] Também chamado de Jacobus Arminius
(BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã, Ibidem, p. 305).
[16] WALKER, Welliston. História da Igreja
Cristã. 2 v. São Paulo: ASTE, 1967, p.
15.
[17]
Ibidem, p.135.
[18]
Ibidem.
[19]
WALKER, Welliston. História
da Igreja Cristã. 2 v. São Paulo: ASTE
1967, p. 136.
[20] SALVADOR, José Gonçalves. Arminianismo e Metodismo. São
Paulo: Igreja Metodista do Brasil, [s.d], p. 51.
[21] Ibidem.
[22] Ibidem, p.63.
[23] Ibidem., p.61-2.
[24] Ibidem., p.62.
[25]
https://concursosnobrasil.com/escola/religiao/arminianismo.html
[26] Visão geral criada por IA do Google
[27] Visão geral criada por IA do Google
[28] Visão geral criada por IA do Google
[29] No. XXVI, Londres, terça-feira, 7 de
agosto de 1770, Q. 28. A. 2. Minutos das Conferências Metodistas
1744-98 [Mason, 1862] 95).
[30]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[33]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[34] BARBIEIRI, Sante Uberto.Estranha
Estirpe de Audazes, Cap. 7 – O Paladino da Divina Misericórdia.
https://arminianismo.wordpress.com/john-fletcher
[35]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[36]https://hls-dhs-dss.ch/de/articles/029084
[37] Visão geral criada por IA do Google
[38] Geordan
Hammond é diretor do Manchester Wesley Research
Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no
Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente
[39] Visão geral criada por IA do Google
[40] Visão geral criada por IA do Google
[41] Visão geral criada por IA do Google
[42] Visão geral criada por IA do Google
[43]https://www.resourceumc.org/
en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace
[44]
https://medium.com/valmir-nascimento/o-que-é-a-graça-preveniente-803ecb2a7b7f
[45] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente
[46] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente
[47] https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/wesley-vs-whitefield
[48]George Whitefield - Ministérios Pão Diário (paodiario.org).
https://paodiario.org/autores-classicos/george-whitefield/
[49]
https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/wesley-vs-whitefield
[50]
https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N03787.0001.001/1:4?rgn=div1;view=fulltext
[51]
https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/4
[52] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/4
[53] Idem.
[54] Idem.
[55] https://en.wikipedia.org/wiki/George_Whitefield
[56] HEITZENHATER,
Richard P., Wesley e o Povo Chamado Metodista, Editeo-Pastoral Bennett, 1996,
p.107.
[57] Ibidem, p.214.
[58] Idem, p.120.
[59] Eis um resumo
do que Wesley pensava sobre a predestinação: Se existe a eleição, toda a
pregação seria vã; ela tende a destruir diretamente a santidade; tende a
destruir o nosso zelo pelas boas obras; subverte toda a revelação cristã; faz a
revelação contradizer-se; é uma doutrina cheia de blasfêmia, pois coloca Jesus
como um hipócrita, um enganador do povo, etc (BURTNER, Robert W.; CHILES,
Robert E. Coletânea da teologia de João Wesley. Ibidem, p. 53-4)
[60] HEITZENHATER, Richard P.Ibidem,
p.107.
[61] Doutrina que
afirma que “Uma vez salvo, sempre salvo”.
[62]
www.imarc.cc/esecurity/perseverance.html
[63] Idem.
[64] Segundo
D.M.Lloyd-Jones, Os temas das pregações de Whitefield eram: O pecado original,
A regeneração, o Espírito Santo, a justificação pela fé, etc. (JONES, D. M.
Lloyd. Os puritanos. Ibidem, p.130-1).
[65] HEITZENHATER, Richard P.Ibidem,
p.120-1.
[66] Ibidem, p.120.
[67] Ibidem
[68] HEITZENHATER,
Richard P., Ibidem, p. 241.
[69] Visão geral criada por IA do Google
[70] Idem.
[71]
https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext
[72] Idem.
[73]
https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext
[74] Idem.
[75]
https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext
[76] Idem.
[77] A REVISTA de John Wesley. Editado por PERCY
LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO, MOODY PRESS, 1951
[78] A
REVISTA de John Wesley. Editado
por PERCY LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO, MOODY PRESS, 1951
[79] A
REVISTA de John Wesley. Editado
por PERCY LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO, MOODY PRESS, 1951
[80] A REVISTA
de John Wesley. Editado por PERCY LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO,
MOODY PRESS, 1951
[81] A Revista de John Wesley,
com uma introdução por Hugh Price Hughes, m.a., editado por Percy Livingstone
Parker, chicagomoody press, 1951.
[84] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/11
[85]
https://www.facebook.com/wesleyinireland/
[88] Wesley, seu próprio historiador.
https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley,
seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870.
[89] Wesley, seu próprio historiador.
https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley,
seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870.
[90] A Revista de John Wesley, com uma introdução por Hugh Price Hughes,
m.a., editado por Percy Livingstone Parker, chicagomoody press, 1951.
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