Wesley, em defesa do livre arbítrio

 

 

 

Odilon Massolar Chaves

 

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Capa: John Wesley - Facebook José Viladecans

Toda gloria a Deus!

Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

Filho do rev. Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.

É casado com RoseMary.

Tem duas filhas: Liliana e Luciana.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Teologia.

 

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do livro

·       Em defesa do Arminianismo

·       Conflito com o Calvinismo

·       A "Graça Preveniente"

·       Controvérsias com Whitefield

·       Pregações de Wesley para a salvação de todo aquele que crê

 

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Introdução

 

“Wesley, em defesa do livre arbítrio” é um livro0 de 33 páginas sobre o tema “livre arbítrio”.

“Para John Wesley, o livre-arbítrio não é uma capacidade natural humana após a queda, mas sim um dom restaurado pela Graça Preveniente de Deus a todas as pessoas. Ele defendia que, por natureza, a vontade humana está escravizada ao pecado, mas a graça divina capacita o indivíduo a aceitar ou rejeitar a salvação”.[1]

Entender sobre a graça preveniente, termo utilizado por Wesley, é fundamental.

“No século XVIII, a Inglaterra passou por um intenso avivamento religioso, onde o metodismo, liderado por John Wesley, surgiu como um contraponto teológico à forte influência calvinista )puritana) que dominava parte do pensamento protestante da época especialmente no que tange à predestinação”. [2]

Uma das controvérsias que Wesley teve foi com seu amigo George Whitefield.

Tema que é necessário entendermos, pois é uma das marcas do metodismo.



[1] Visão geral criada por IA do Google

[2] Visão geral criada por IA do Google

 

O Autor

 

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Destaques dos capítulos do livro

 

 

Em defesa do Arminianismo 

John Wesley foi um defensor central do arminianismo no século XVIII, sistematizando-o no metodismo. Ele defendeu a graça preveniente universal, a expiação ilimitada, a possibilidade de apostasia (perder a salvação) e a perfeição cristã. Wesley enfatizou a responsabilidade humana de aceitar ou rejeitar a graça de Deus, contra a predestinação calvinista. [3]

Conflito com o Calvinismo

O conflito entre John Wesley (1703-1791) e o calvinismo foi um dos debates teológicos mais significativos do século XVIII, centrando-se na compreensão da graça de Deus, da salvação e do livre-arbítrio. Embora Wesley mantivesse respeito pessoal por líderes calvinistas como George Whitefield, ele discordava veementemente da doutrina da predestinação absoluta. [4]

A "Graça Preveniente"

Para John Wesley, a Graça Preveniente (ou "precedente") é o amor ativo de Deus que chega antes de qualquer resposta humana, iluminando a consciência de todas as pessoas e capacitando-as a escolher o bem. Ela restaura parcialmente a liberdade moral corrompida pelo pecado, oferecendo a oportunidade de aceitar ou rejeitar a salvação, sem forçar a vontade humana. [5]

Controvérsias com Whitefield

“Ele me disse que ele e eu pregamos dois evangelhos diferentes; e, portanto, ele não só não se uniu nem me deu a mão direita da comunhão, mas foi decidido publicamente a pregar contra mim e meu irmão, onde quer que ele pregasse”

Pregações de Wesley para a salvação de todo aquele que crê

As pregações de John Wesley sobre a salvação centram-se na ideia de que a graça é a fonte e a fé é a condição indispensável para ser salvo. Wesley ensinava que a salvação não é conquistada por méritos humanos ou boas obras, mas é um presente gratuito de Deus recebido através da confiança plena em Jesus Cristo. [6]



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Em defesa do Arminianismo

 

John Wesley foi um defensor central do arminianismo no século XVIII, sistematizando-o no metodismo. Ele defendeu a graça preveniente universal, a expiação ilimitada, a possibilidade de apostasia (perder a salvação) e a perfeição cristã. Wesley enfatizou a responsabilidade humana de aceitar ou rejeitar a graça de Deus, contra a predestinação calvinista. [7]

 

Wesley alinhou-se teologicamente a Jacó Armínio, argumentando que a graça de Deus é universal e que a salvação está disponível a todos, mas depende da resposta humana (fé e livre aceitação). [8]

Wesley é chamado de “Principe do arminianismo”. Outros o chamam de “um Principe entre os arminianos”.

O pregador inglês reformado Charles Spurgeon (1834-1892) chamou Wesley de “O príncipe moderno dos arminianos”.[9]

Apesar de ser contrário ao arminianismo, ele admirava Wesley pelo seu caráter.

No passado, especialmente no XVIII, na Inglaterra, houve muitas controvérsias sobre livre arbítrio e a predestinação.

João Wesley e George Whitefield tiveram divergências.

Mas hoje você encontra artigos perguntando se um arminiano pode ser salvo. Outros chamam Wesley de herege.

Importante conhecer sobre o arminianismo, a história de Jacob Arminius e a sua teologia.

Dois lideres metodistas do tempo de Wesley - John William Fletcher e Adam Clark – tiveram argumentos fortes em favor do arminianismo e contra a predestinação.

Sobre Jacob Arminius

Jacob Arminius estudou Teologia, Filosofia, Hebraico, Literatura e outras disciplinas. Pastoreou uma igreja em Amsterdã.[10] Ao ser chamado para defender o calvinismo extremado criticado pelo rico negociante Koornher, Armínius acabou criticando a doutrina da predestinação trazendo uma grande polêmica e criando inimigos, como Franz Gomarus,[11] que dava ênfase na soberania de Deus e negava o valor da fé do ser humano.

No conceito de Armínius:

“(...) a predestinação ia de encontro à natureza de Deus e a do homem,  gerava desespero, tirava o estímulo para uma vida de santidade e diminuía a importância do Evangelho.”[12]

Entre as declarações de fé do calvinismo, na Confissão de Westminster,[13] está a doutrina da predestinação:

“Pelo decreto de Deus, para a manifestação de sua glória, alguns homens e anjos são predestinados para a vida eterna e outros preordenados para a morte eterna. Ninguém é redimido por Cristo senão somente os eleitos. O resto da humanidade  aprouve a Deus (...) deixá-la de lado e ordená-la para a desonra e para a ira (...).”[14]

O fato é que o rigor do calvinismo havia produzido reações, especialmente na Holanda e com Jacob Armínius[15]  ela alcançou expressão plena.[16]

Após a morte de Arminius

Depois da morte de Arminius, João Wtenbogaert (1557-1644) e Simão Episcopius (1583-1643) sistematizaram e desenvolveram opiniões arminianas e se opuseram à ênfase corrente sobre minúcias de doutrina, considerando o cristianismo primordialmente uma força para a transformação moral. Em 1610 eles e outros quarenta e um simpatizantes redigiram uma declaração de fé contrariando a doutrina calvinista da predestinação.[17]

“Em oposição à doutrina calvinista da graça irresistível, ensinavam que a graça pode ser rechaçada, e, mostravam incerteza com referência ao ensino calvinista da perseverança dela, assegurando ser possível perder a graça uma vez recebida.”[18]

A teologia do bispo Burnet

Jacob Armínius não trouxe tanta influência na Holanda, mas sim na Inglaterra de Wesley.[19] Outras pessoas seguiram seus passos, entre elas, o Bispo Burnet:

“O Bispo Burnet, em 1699, deu novo impulso às tendências arminianas, quando publicou suas obras Exposição dos Trinta e Nove Artigos, dedicadas ao rei Guilherme III. Nela, ao interpretar o Artigo XVIII, que tratava da Predestinação, deu-lhe sentido arminiano e lhe atribuiu igual validez ao calvinista.”[20]

O bispo George Bull, em 1699, defendeu e escreveu sobre as ideias de Armínio e teve grande aceitação, especialmente através de sua obra Exposição dos Trinta e Nove Artigos, dedicada ao Rei Guilherme III:

“Nela, ao interpretar o Artigo XVII, que trata da Predestinação, deu-lhe sentido arminiano e lhe atribuiu igual validez do calvinismo. Quer dizer que tanto importava um quanto o outro. Ambos podiam ser aceitos. Havia lugar na Igreja para as duas posições.”[21]

Os avós de Wesley[22]  participaram da Igreja dissidente, mas seus pais se filiaram à Igreja Anglicana. Samuel e Susana Wesley inculcaram em João Wesley ideias da  Harmonia Apostólica[23] do bispo Bull, que teve grande aceitação na Inglaterra.

 “A teologia de Bull generalizou-se, pois no seio da Igreja Oficial e para termos  noção da mesma, daremos, a seguir, breve apanhado: Jesus Cristo, por Sua obra expiatória, é o Salvador dos homens, mas cada qual tem a sua parte a fazer, procurando ativamente reformar a própria vida. Se cada um agir desse modo, tornar-se-á capaz de receber méritos da expiação. Fé e obra são identificadas numa só finalidade. A justificação é pela fé e pelas obras. São dois aspectos de uma só realidade. Nem Paulo se opõe a Tiago e nem Tiago a Paulo. No conceito do bispo Bull, a fé inclui todas as obras da piedade cristã. A fé não se limita só a aceitar como válidos os ensinos do Evangelho: envolve, também,  desejo de ser bom e de fazer o bem. Noutras palavras: a fé passa a ser ato do próprio homem” (...)..A justificação exige, igualmente, a copartipação do homem. Deus considera ao transgressor como justo, livre da pena, desde que este assim queira”.[24]

Pontos principais o arminianismo

Os pontos principais são: Livre arbítrio, eleição condicional, expiação ilimitada, graça resistível e Queda da Graça; salvação condicional.

 

Livre arbítrio

Para Arminius há a vontade livre do ser humano desejar ou não a salvação, pois ele não foi corrompido totalmente pelo pecado original. Ele não está impedido de exercer sua livre decisão.

Eleição condicional

Deus elege aqueles que creem em Cristo como seu Salvador.

Expiação ilimitada

Jesus Cristo morreu por todos nós.

Graça resistível

Nem todos aceitam o chamado de Deus para a salvação. É a livre vontade do ser humano em tomar decisões.

Queda da Graça; salvação condicional

Na salvação condicional, o ser humano mesmo depois de salvo, pode desviar-se de Cristo, se não tiver perseverança na fé e tornar a pecar.[25]

A graça preveniente

Wesley ainda acrescentou s graça preveniente.

“A graça preveniente é a ‘graça que vem antes.[26]

 

Conflito com o Calvinismo

 

O conflito entre John Wesley (1703-1791) e o calvinismo foi um dos debates teológicos mais significativos do século XVIII, centrando-se na compreensão da graça de Deus, da salvação e do livre-arbítrio. Embora Wesley mantivesse respeito pessoal por líderes calvinistas como George Whitefield, ele discordava veementemente da doutrina da predestinação absoluta. [27]

 

A postura de Wesley “gerou tensões com líderes calvinistas da época, como George Whitefield, que defendiam a eleição incondicional (que Deus escolheu antecipadamente quem seria salvo)”. [28]

Em 1770, na Conferência Anual, houve um conflito entre metodistas calvinistas e metodistas arminianos. Havia uma acusação de que os metodistas calvinistas levaram à “mediocridade espiritual e ao antinomianismo.”[29] A Condessa Selina foi quem levantou questões.

Defendendo Wesley

O metodista e pároco John Fletcher então se levantou na reunião para defender Wesley.

Para os ouvidos calvinistas, as atas da Conferencia Anual de 1770, pareciam “endossar obras necessárias para a salvação. A Condessa exigiu que seus professores assinassem uma desaprovação, o que no final Fletcher se recusou a fazer. Renunciando à faculdade, ele colocou sua caneta a serviço de Wesley e sua teologia arminiana”.[30]

O metodista José Benson era diretor do colégio Trevecca que a Condessa Selina havia criado. Como ele não abraçou a predestinação, foi demitido. Fletcher, era presidente da Instituição da Condessa, então tomou uma posição.[31]

Fletcher escreveu à Condessa renunciando à presidência da Instituição: “O Sr. Benson fez uma defesa muito justa quando disse que comigo sustentava a possibilidade de salvação para todos os homens e que a misericórdia ou é oferecida a todos, embora possa ser recebida ou rejeitada. Se isto é o que sua senhoria identifica como opinião do Sr. Wesley, livre arbítrio ou arminianismo, e se qualquer arminiano tem de deixar o colégio, de fato estou igualmente despedido. Diante de meu atual ponto de vista nesta questão, vejo-me obrigado a manter este sentimento (...) a Bíblia é verdadeira e Deus é Amor”.[32]

Era uma pessoa de princípios e de caráter. Ele se demitiu preferindo deixar a presidência da Universidade do Sul de Gales fundada por Selina, Condessa de Huntingdon.

Desde, então, “Fletcher emergiu como intérprete autoritário de Wesley com a publicação de uma série de livros sob o título, Checks to Antinomianism, que foram editados, corrigidos e publicados por Wesley”. [33]

Defendendo o arminianismo

João Fletcher foi muito útil a Wesley e ao metodismo.  Foi “muito útil na luta que precisou sustentar para defender o ponto de vista arminiano perante seus opositores calvinistas. Dessa maneira, o metodismo produziu um grande teólogo sem que este realmente escrevesse um tratado de teologia como a “Suma Teológica” de Tomás de Aquino ou “As Instituições Cristãs” de Calvino. Limitou-se a defender uma doutrina que lhe pareceu mais afinada com o ensino que o cristianismo primitivo ministrava segundo o testemunho do Novo Testamento”.[34]

Fletcher não havia aceitado o convite de Wesley para trabalhar junto a ele e para ser seu sucessor, pois “acreditava que sua tarefa contínua era escrever como um intérprete da teologia de Wesley: ‘Eu coloquei minha caneta de lado por algum tempo; no entanto, retomei-o na semana passada, a pedido do seu irmão, para continuar com o meu tratado sobre a Perfeição Cristã”.[35]

Entre 1770 e 1778-81 foi pregador do movimento de reavivamento durante estadias em Nyon.[36]

Quando Wesley percebeu que os pregadores metodistas no País de Gales estavam recebendo influência do calvinismo, determinou que todos os pregadores lessem os escritos de John Fletcher.

 

A "Graça Preveniente"

 

Para John Wesley, a Graça Preveniente (ou "precedente") é o amor ativo de Deus que chega antes de qualquer resposta humana, iluminando a consciência de todas as pessoas e capacitando-as a escolher o bem. Ela restaura parcialmente a liberdade moral corrompida pelo pecado, oferecendo a oportunidade de aceitar ou rejeitar a salvação, sem forçar a vontade humana. [37]

 

Graça preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus capacita o homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação.

Significa preceder ou chegar antes. Há uma ação de Deus, Jesus e o Espírito Santo na graça preveniente.

“Preveniente é do latin praevenire, que significa preceder ou chegar antes. Wesley, como era comum nos seus dias, geralmente usava o termo graça “preventiva" no sentido que estava em harmonia com a raiz de sua palavra latina. Isso era diferente do significado comum de “prevenir” no inglês de hoje (que seria impedir que alguma coisa aconteça). Se definirmos de acordo com Wesley e o cristianismo clássico, termos alternativos como “graça preparatória” ou “graça capacitadora” podem ser usados. A graça preveniente pode ser descrita como o trabalho do Espírito Santo nos aproximando de Deus”. [38]

Tem um lugar fundamental na teologia de João Wesley porque salvação é algo central na fé cristã.

A graça preveniente permite as pessoas exercerem o seu livre-arbítrio dado por Deus, podendo então, escolher a salvação oferecida por Deus em Jesus Cristo ou rejeitar a oferta salvífica.

Wesley desenvolveu o conceito de graça preveniente, que seria a graça de Deus que "precede" o ser humano, restaurando parcialmente a liberdade de escolha (livre-arbítrio) e permitindo que o indivíduo responda à oferta de salvação.[39]

“A graça preveniente é a ‘graça que vem antes’, um conceito central na teologia de John Wesley que descreve o amor ativo e inicial de Deus, que atua em todas as pessoas antes da salvação. Ela capacita o livre-arbítrio humano, corrompido pelo pecado, a responder ao convite de Deus para a fé e salvação”. [40]

“Ensinava que a graça de Deus age em todos os seres humanos, capacitando-os a responder ao convite da salvação, restaurando parcialmente o livre-arbítrio corrompido pelo pecado”. [41] 

Pontos principais da graça preveniente: 

·         Universalidade: Wesley ensinava que esta graça é estendida a todos os indivíduos, não apenas aos eleitos, capacitando qualquer pessoa a responder ao Evangelho.

·         Capacitação: Embora a humanidade seja depravada pelo pecado, a graça preveniente restaura parcialmente a capacidade humana de discernir o bem do mal e buscar a Deus.

·         Iniciativa Divina: Deus toma a iniciativa; não precisamos implorar por amor, pois a graça busca o pecador ativamente. [42]

Wesley via essa graça como o poder do Espírito Santo operando na vida de todos, muitas vezes associada à "luz verdadeira que ilumina todo homem" (João 1.9).  

A graça de Deus mediante Jesus Cristo é dada gratuitamente a todos os seres humanos, capacitando todos os que queiram converter-se do pecado para a retidão, a crer em Jesus Cristo para perdão e purificação do pecado, e a praticar boas obras agradáveis e aceitáveis à Sua vista.

“Uma dinâmica ou expressão da graça de Deus é a preveniência ou a graça "preventiva". A graça preveniente inclui, de acordo com Wesley, "tudo o que é feito na alma pelo que é frequentemente chamado de 'consciência natural', ... todos os 'desenhos' do 'Pai', os desejos de Deus, ... aquela 'luz' com a qual o Filho de Deus 'ilumina todo aquele que vem ao mundo', mostrando a cada homem 'que pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com seu Deus;' todas as convicções que seu Espírito de tempos em tempos opera em cada filho do homem. Embora levasse a sério a seriedade do pecado humano e do quebrantamento, Wesley acreditava que a graça de Deus impede a destruição total da imagem divina em nós”.[43]

A expressão “graça preveniente” não se encontra na Bíblia, assim como não se encontra a palavra “Trindade”.

“Graça preveniente é o termo teológico que explica a forma como Deus capacita o homem previamente para que possa atender ao chamado da salvação. Assim como muitas outras doutrinas bíblicas, a exemplo da Trindade e da depravação total, o termo "graça preveniente" não se encontra expressamente nas Escrituras, mas o ensino sim, visto tratar-se de uma categoria bíblica tácita, evidenciada por meio da interpretação sistemática do Texto Sagrado”. [44]

Aprofundando o tema

“Ao mesmo tempo que o termo graça preveniente não aparece na Bíblia, o conceito, contudo, aparece profundamente incorporado nela. Na Bíblia e na vida do cristão, graça é revelada e incorporada de forma suprema na encarnação e no trabalho preveniente da Santa Trindade ao nos enviar o Filho de Deus. Wesley viu a encarnação de Cristo—“a verdadeira, luz que ilumina a todos, estava chegando ao mundo” (João 1:9)—como um presente da graça preveniente para todas as pessoas. A graça preveniente também pode ser implicitamente ligada ao trabalho de Deus direcionando “seu grande amor ao enviar Cristo para morrer por nós quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5:8)”. [45]

Para Wesley, o ser humano é capacitado a cooperar com Deus ao ser convencido, justificado e santificado.

A iniciativa é de Deus com Sua graça, seu amor imerecido.

A graça preveniente nos capacita a responder a Deus—em termos wesleyanos “trabalhar junto” ou “cooperar” com Deus

“Como iniciativa de Deus, a graça preveniente nos capacita a responder a Deus—em termos wesleyanos “trabalhar junto” ou “cooperar” com Deus. Ao mesmo tempo que a doutrina pode ser encontrada em muitos dos escritos de Wesley, o único lugar que ela é mais claramente expressa é no seu sermão “On Working Out Our Own Salvation” (“Sobre o Trabalhar da Nossa Própria Salvação”) que ele usa Filipenses 2:12-13 como seu texto: “Trabalhem com afinco a sua salvação, obedecendo a Deus com reverência e temor. Pois Deus está agindo em vocês, dando-lhes o desejo e o poder de realizarem aquilo que é do agrado dele”. Wesley resume de forma memorável este ensinamento como “primeiro, Deus trabalha; portanto, você pode trabalhar. Em segundo lugar, Deus trabalha; portanto, você deve trabalhar”. Aqui Wesley destaca a universalidade da graça preveniente; portanto: “nenhum homem peca, porque ele não tem a graça, mas porque ele não usa a graça que ele tem”.” [46]

 

Controvérsias com Whitefield

 

 

“Ele me disse que ele e eu pregamos dois evangelhos diferentes; e, portanto, ele não só não se uniu nem me deu a mão direita da comunhão, mas foi decidido publicamente a pregar contra mim e meu irmão, onde quer que ele pregasse”

 

“No início, Whitefield não era um predestinariano, mas quando ele navegou para a América no verão de 1739, ele estava lendo livros calvinistas. O contato com calvinistas americanos fervorosos preencheu seu conhecimento”.[47]

 

“Em Northampton, Massachusetts, Whitefield hospedou-se na casa de Jonathan Edwards, o ardente pregador revivalista das Igrejas Reformadas”.[48]

 

E dessa maneira Whitefield se tornou um calvinista.

 

“Whitefield era um calvinista moderado; ele não deixou que a doutrina da predestinação o impedisse de oferecer graça a todos, ou de insistir na necessidade de santidade nos crentes”.[49]

 

Cartas entre Whitefield e Wesley

 

Em resposta ao sermão de Wesley “Livre Graça”, Whitefield respondeu a Wesley em 24 de dezembro de 1740 onde ele defende fortemente a predestinação, “a graça livre de Deus”.[50]

 

Outra carta sugeriu distribuída indevidamente.

 

“Eu o rasguei em pedaços diante de todos eles”

 

No domingo, 1º de fevereiro de 1741, Wesley registrou em seu diário: “Uma carta privada, escrita a mim pelo Sr. Whitefield, foi impressa sem sua licença nem minha, e um grande número de cópias foi dado ao nosso povo, tanto na porta quanto na própria Fundição”, disse Wesley.[51]

 

“Todos os que a receberam, fizeram o mesmo”

 

“Tendo adquirido um deles, relatei (depois de pregar) o fato nu à congregação e disse-lhes: ‘Farei exatamente o que acredito que o Sr. Whitefield faria, se ele mesmo estivesse aqui", disse. [52]

 

“Sobre o qual eu a rasguei em pedaços diante de todos eles. Todos os que a receberam, fizeram o mesmo. De modo que em dois minutos não sobrou uma cópia inteira”, afirmou Wesley.[53]

 

Wesley vai até Whitefield

 

“Fui até ele para ouvi-lo falar por si mesmo para que eu soubesse como julgar”

 

No sábado, 28 de março de 1741, Wesley escreveu: “Tendo ouvido muito do comportamento cruel do Sr. Whitefield, desde seu retorno da Geórgia, fui até ele para ouvi-lo falar por si mesmo para que eu soubesse como julgar. Aprovei muito a sua simplicidade de discurso. Ele me disse que ele e eu pregamos dois evangelhos diferentes; e, portanto, ele não só não se uniu nem me deu a mão direita da comunhão, mas foi decidido publicamente a pregar contra mim e meu irmão, onde quer que ele pregasse. O Sr. Hall (que foi comigo) colocou-o em mente da promessa que ele havia feito, mas alguns dias antes, de que, qualquer que fosse sua opinião privada, ele nunca pregaria publicamente contra nós. Ele disse que a promessa era apenas um efeito da fraqueza humana, e ele agora era de outra mente.[54]

 

Acusação

 

“Odioso e desprezível”

 

“Na Inglaterra e na Escócia (1741-1744), Whitefield acusou amargamente John Wesley de minar seu trabalho. Ele pregou contra Wesley, argumentando que os ataques de Wesley à predestinação haviam alienado ‘muitos dos meus filhos espirituais’. Wesley respondeu que os ataques de Whitefield eram ‘traiçoeiros’ e que Whitefield havia se tornado ‘odioso e desprezível’. No entanto, os dois se reconciliaram mais tarde na vida”.[55] 

 

Foram grandes amigos e as divergência acabaram com o passar dos anos. Havia um respeito muito grande entre os dois. 

Controvérsias teológicas entre Whitefield e Wesley 

As batalhas teológicas contra a predestinação foram intensas.

 

Umas das piores dificuldades que Wesley teve em seu ministério foi as controvérsias teológicas com o seu amigo George Whitefield, membro do Clube Santo.

 

Por causa da defesa de Whitefield da predestinação, “a graça livre de Deus,”[56] que Wesley entendia que depreciava a necessidade de santificação, eles se separaram.[57]

 

Whitefield era o principal líder calvinista e não hesitava em se opor aos Wesley.[58]

 

A diferença básica entre o arminianismo de Wesley e a predestinação de Whitefield

 

Para Wesley, o livre arbítrio contribuía mais para a glória de Deus do que a predestinação, que ele chamava também de “condenação”.[59]

 

Ao contrário de Wesley, George Whitefield acreditava na doutrina da perseverança do crente:

 “A disputa teológica de Wesley com Whitefield tinha dois pontos: as doutrinas relacionadas com a predestinação e as questões da justiça imputada. Whitefield aceitava a crença dos calvinistas de que uma pessoa verdadeiramente justificada por Deus perseveraria na fé até o fim – não havia nada parecido com recaída entre os verdadeiros crentes.”[60] 

Sobre essa “perseverança dos santos”,[61] Wesley lembra Ezequiel 33.13: “Mais uma vez, assim diz ao Senhor: "Quando direi aos justos, que ele certamente viverá; se ele confiar em sua justiça conquistada, (sim, ou a essa promessa como absoluta e incondicional) e cometer iniquidade, toda a sua justiça não será lembrada; mas por sua iniquidade que ele cometeu ele deve morrer por isso." [62]

 

Wesley argumenta ainda: “Mais uma vez: "Eu sou o pão vivo; se qualquer homem comer deste pão, (pela fé,) ele deve viver para sempre." João 6:51. Verdade, se ele continuar a comer isso. e quem pode duvidar disso?

 

Mais uma vez: "Minhas ovelhas ouvem minha voz, e eu sei então, e eles me seguem. E eu dou a eles a vida eterna; e eles nunca perecerão, nem qualquer deve arrancá-los da minha mão." João 10:27-29.

 

No texto anterior, a condição está apenas implícita; nisso é claramente expressa. São minhas ovelhas que ouvem minha voz, que me seguem em toda a santidade. E "se você fizer essas coisas, vós nunca cairá." Ninguém deve "arrancar você da minha mão, disse Wesley."

 

Mais uma vez: "Tendo amado o seu próprio que estavam no mundo, ele os amou até o fim.’ João 13:1.

 

‘Tendo amado o seu próprio." (ou seja, os apóstolos, como as seguintes palavras, "que estavam no mundo.’ ‘ele os amou até o fim’ de sua vida, e manifestou esse amor até o fim”, disse João Wesley.[63]

 

Whitefield era o principal líder calvinista entre os reavivalistas evangélicos.[64] Em 1741, eles se separaram. Foi inevitável, pois Wesley era arminiano e Whitefield, calvinista.[65] Entre as discordâncias com Whitefield estava sobre a possibilidade da eliminação do pecado na vida humana.

 

Whitefield disse:

 

“Não concordo que a realidade do pecado íntimo possa ser destruída nesta vida.”[66]

 

Em abril de 1739, Wesley pregou seu sermão “Livre Graça” e depois o publicou juntamente com o poema “Redenção Universal” de Carlos Wesley:

 

 “O sermão tratou diretamente de seu ponto básico de diferença com George Whitefield, a doutrina da graça irresistível e todos os corolários da predestinação: redenção limitada, eleição incondicional, condenação (lei ‘horrível’) e perseverança dos santos.[67]

 

Mas mesmo tendo dificuldades com George Whitefield, eles continuaram amigos. [68]


 

 

Pregações de Wesley para a salvação de todo aquele que crê

 

As pregações de John Wesley sobre a salvação centram-se na ideia de que a graça é a fonte e a fé é a condição indispensável para ser salvo. Wesley ensinava que a salvação não é conquistada por méritos humanos ou boas obras, mas é um presente gratuito de Deus recebido através da confiança plena em Jesus Cristo. [69]

 

Wesley pregava especialmente sobre arrependimento e salvação. Pregava que a graça é a fonte, que vem de Deus e a fé é a condição para o ser humano ser salvo..

Dentre suas pregações, selecionamos essas:

Wesley prega para 3 mil pessoas

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas-novas aos pobres”

Na segunda-feira, dia 2 de abril de 1739, Wesley disse: “Às quatro da tarde, apresentei-me a ser mais vil, e proclamei nas estradas as boas-novas da salvação, falando de uma pequena eminência num terreno contíguo à cidade, a cerca de três mil pessoas”. [70]Wesley pregou sobre: O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas-novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor” (Lucas 4:18-19 NVI).

Às sete horas, Wesley pregou numa reunião da “sociedade na rua Baldwin: e no dia seguinte, o evangelho de São João na capela de Newgate; onde eu também lia diariamente o culto matinal da igreja”, disse Wesley.[71]

Organizando bands e pregando para 1500 pessoas

“À noite, três mulheres concordaram em reunir-se semanalmente, com a mesma intenção que as de Londres a saber, colocar suas faltas umas nas outras, e orar umas pelas outras”

Na quarta-feira, da 4 de abril, na Baptist-Mills (uma espécie de subúrbio ou aldeia a cerca de meia milha de Bristol) “ofereci a graça de Deus a cerca de mil e quinhentas pessoas”.[72]

Início da Band

“À noite, três mulheres concordaram em reunir-se semanalmente, com a mesma intenção que as de Londres a saber, colocar suas faltas umas nas outras, e orar umas pelas outras (...). Às oito horas, quatro jovens concordaram em se encontrar, em busca do mesmo desígnio. Como se atreve qualquer homem a negar que isso seja (quanto à substância disso) um meio de graça, ordenado por Deus? (...)”.[73]

Pregando em sociedades

“Declarei que Evangelho a todos, que é o poder de Deus para a salvação, a todo aquele que crê”

Na quinta-feira, dia 5 de abril de 1739, “às cinco da noite, comecei em uma sociedade na rua Castle, expondo a epístola ao Romanos”, disse Wesley, “e na noite seguinte, em uma sociedade em Gloucester-lane, a primeira epístola de São João. Na noite do dia de sábado no Weaver's-Hall também comecei a expor a epístola aos Romanos, e declarei que Evangelho a todos, que é o poder de Deus para a salvação, a todo aquele que crê[74]

Pregando para 7500 mil pessoas

“Aquele que crê em mim, como as escrituras tanto disseram, do seu ventre fluirão rios de água viva”

“Às sete da manhã, preguei a cerca de mil pessoas em Bristol, e depois a cerca de mil e quinhentos, no topo do Hannam-Mount em Kingswood (...). Cerca de cinco mil estavam à tarde em Rose-Green (do outro lado de Kingswood), entre os quais eu me levantei e clamei, em nome do Senhor: Se alguém tem sede, venha a nós e beba. Aquele que crê em mim, como as escrituras tanto disseram, do seu ventre fluirão rios de água viva”.

Pregando para 5 mil pessoas em três cultos

“Ofereci a cerca de mil almas, a graça gratuita de Deus para curar seus retrocessos”

Na terça-feira, dia 10 de abril de 1739, Wesley foi a Bath; “onde ofereci a cerca de mil almas, a graça gratuita de Deus para curar seus retrocessos, e de manhã para (creio) mais de dois mil. Eu preguei mais ou menos para o mesmo número, em Baptist-Mills, no pós meio-dia sobre Cristo, feito de Deus para nós, sabedoria, e justiça, e santificação e redenção”.

Pregando para 800 pessoas

“Preguei na casa dos pobres”

No sábado, dia 14 de abril de 1739, “preguei na casa dos pobres; mais trezentos ou quatrocentos dentro, e mais do que o dobro disso fora: a quem eu expliquei estas palavras confortáveis, quando eles não tinham nada a pagar, ele francamente perdoou os dois”, disse Wesley.[75]

Pregando para 14 mil pessoas em três cultos

A história do fariseu e do publicano

No domingo, dia 15 de abril, Wesley disse: “Expliquei às sete a 5 ou 6000 por filhos, a história do fariseu e do publicano. Cerca de três mil estavam presentes em Hannam-Mount. Eu preguei em Newgate depois do jantar para uma congregação desonesta. Entre cinco e meia fomos para Rose Green: choveu forte em Bristol, mas nem uma gota caiu sobre nós, enquanto eu declarei a cerca de cinco mil, Cristo nossa sabedoria, e justiça, e santificação e redenção. Concluí o dia gritando para a sociedade em Baldwin treet”.[76]

Wesley em Cornualha

 "O reino de Deus não é carne e bebida; mas retidão, paz e alegria no Espírito Santo"

Apesar de ter pregado pela primeira vez no anfiteatro só em 1762, já em 1743 Wesley pregou em Cornualha.

Gwennap pertence ao condado da Cornualha que está localizado no sudoeste de uma península da Inglaterra. 

Ele registrou em seu diário:

“Sexta-feira, 26 de agosto de 1743. - Parti para a Cornualha. À noite, preguei na cruz em Taunton, sobre: "O reino de Deus não é carne e bebida; mas retidão, paz e alegria no Espírito Santo." Um pobre homem tinha-se colocado para trás para causar alguma perturbação: mas a hora não tinha chegado; os miseráveis zelosos que ‘negam o Senhor que os comprou" ainda não haviam agitado o povo. Muitos gritavam: "Jogue lá fora esse patife; derrubá-lo; bateu em seus cérebros": de modo que eu fui obrigado a implorar por ele mais de uma vez ou ele teria sido apenas grosseiramente manuseado”.[77]

“Não preguei naquela noite, apenas a um pobre pecador na estalagem”

“Sábado, 27. - Cheguei a Exeter à tarde; mas, como ninguém sabia da minha vinda, não preguei naquela noite, apenas a um pobre pecador na estalagem; que, depois de ouvir nossa conversa por um tempo, olhou seriamente para nós e perguntou se era possível para alguém que, em alguma medida, conhecia "o poder do mundo vindouro" e estava "caído" (o que ela disse ser seu caso), ser "renovado novamente ao arrependimento". Imploramos a Deus em seu favor e a deixamos triste, mas não sem esperança”.[78]

Pregando em Gwennap

Wesley já havia pregado em Gwennap, mas não ainda no anfiteatro.

‘Ele me ungiu para pregar o evangelho aos pobres

Eis seu registro:

“Sábado, 3 de setembro de 1743. - Cavalguei até o Three-cornered Down (assim chamado), nove ou dez milhas a leste de St. Ives, onde encontramos duzentos ou trezentos tinners, que estavam há algum tempo esperando por nós. Todos pareciam bastante satisfeitos e despreocupados; e muitos deles correram atrás de nós para Gwennap (duas milhas a leste), onde seu número foi rapidamente aumentado para quatrocentos ou quinhentos. Tive muito conforto aqui em aplicar essas palavras: ‘Ele me ungiu para pregar o evangelho aos pobres’ (Lucas 4:18). Alguém que morava perto nos convidou para nos alojarmos em sua casa e nos conduziu de volta ao Verde pela manhã. Chegamos lá assim que o dia amanheceu”. [79]

Eu vou curar seus retrocessos, eu vou amá-los livremente

E Wesley completou: “Eu apliquei fortemente aquelas palavras graciosas, ‘Eu vou curar seus retrocessos, eu vou amá-los livremente’, para quinhentas ou seiscentas pessoas sérias. Em Trezuthan Downs, cinco milhas mais perto de St. Ives, encontramos setecentas ou oitocentas pessoas, a quem eu gritei em voz alta: ‘Lançai fora todas as vossas transgressões; porque morrereis, ó casa de Israel?’ Depois do jantar, preguei novamente a cerca de mil pessoas sobre Aquele a quem ‘Deus exaltou para ser Príncipe e Salvador’. Foi aqui primeiro que observei uma pequena impressão feita em dois ou três dos ouvintes; o resto, como de costume, mostrando enorme aprovação e absoluta despreocupação”.[80]

: "Todas as coisas estão prontas; vinde ao casamento"

Na quinta-feira, 19 de setembro de 1749, em Bolton, Wesley disse: “Abundantemente mais do que a casa poderia conter estavam presentes às cinco da manhã, a quem eu estava constrangido a falar muito mais do que estou acostumado a fazer. Percebendo que eles ainda queriam ouvir, prometi pregar novamente às nove, em um prado perto da cidade. De todos os lados, afluíram; e eu chamei em voz alta: "Todas as coisas estão prontas; vinde ao casamento" [Mt. 22:4]. Ah, como algumas horas mudaram o cenário! Agora podíamos andar por todas as ruas da cidade, e ninguém molestava ou abria a boca, a menos que nos agradecesse ou nos abençoasse”.[81]

“A Palavra de Deus cresceu e prevaleceu”

Na segunda-feira, 9 de setembro de 1754, “preguei em Charlton, uma aldeia a seis milhas de Taunton, para uma grande congregação reunida das cidades e do campo por muitos quilômetros ao redor”, [82] disse Wesley.

Havia uma orientação para não dar trabalho a qualquer agricultor que fosse ouvir um pregador metodista.

“Mas não de morou muito”, disse Wesley, “para o Sr. G se “convencer da verdade e desejou que aqueles mesmos homens pregassem em sua casa. Muitos dos outros confederados vieram ouvir, a quem seus servos e trabalhadores de bom grado seguiram. Assim, todo o artifício de Satanás caiu no chão; e a Palavra de Deus cresceu e prevaleceu”, disse Wesley.[83]

“Grande Sumo Sacerdote, que é passado para os céus”

 

Em 1755, Wesley foi a Breage. Breage é uma vila na Cornualha, Reino Unido.

Wesley mudou de atitude quando viu o pobre povo chegando para ouvir sua pregação: “Eu não tinha dado nenhuma atenção à pregação aqui; mas vendo o pobre povo afluir de todos os lados, não pude mandá-los vazios. Então eu preguei a uma pequena distância da casa e implorei que considerassem o nosso ‘grande Sumo Sacerdote, que é passado para os céus’ (Hb. 4:14]; e ninguém lhe abriu a boca, pois também os leões de Breage estão agora transformados em cordeiros”. [84]

"Cristo crucificado"

Em julho de 1756, na Irlanda, Wesley escreveu: “Andei de tarde para Belfast, a maior cidade de Ulster. Alguns pensam que contém tantas pessoas quanto Limerick. É muito mais limpo e agradável. Às sete, preguei na casa de mercado para uma congregação tão grande como em Lisburn, e para perto do mesmo número de manhã. Mas alguns deles não ficaram até eu concluir. Eles foram embora à pressa quando lhes mostrei como "Cristo crucificado" é ‘para os gregos insensatez."[85]

“Deus é um Espírito; e os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade”

Na sexta-feira, 17 agosto de 1787, Wesley disse que esteve com o Governador. “À tarde, demos um passeio sobre o cais, o maior e melhor que já vi. A cidade está aumentando rapidamente, novas casas começando por todos os lados”.[86]

À noite, Wesley pregou no quintal: “À noite, não tentei entrar na casa, mas fiquei perto dela no quintal, cercado de árvores altas e frondosas, e proclamei a uma grande congregação: ‘Deus é um Espírito; e os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade.’ Acredito que muitos foram cortados no coração nesta hora, e alguns nem um pouco confortados”.[87]

“Cristo crucificado’, e a salvação que é através dele”

“À noite preguei na igreja no Monte Mellick. Talvez tal congregação nunca esteve lá antes. Sexta-feira, 29 de abril. Eu preguei em nossa casa em Kilkenny para outra congregação”. [88]

“Sábado, 30 de abril, eu preguei em Waterford na Corte, uma das maiores do reino”. [89]

Na segunda-feira, 16 de julho de 1770, “às nove horas preguei em Awkborough para um povo de outro tipo. Então eu falei a eles diretamente de ‘Cristo crucificado’, e a salvação que é através dele. Por volta do meio-dia eu preguei a um povo do mesmo espírito em Amcoats. À noite, a casa em Swinfleet não sendo capaz de um terço da congregação, preguei em um lugar liso, verde, protegido do vento, em Heb. vii, 25. Muitos se alegraram ao saber de ser ‘salvo ao máximo", a mesma coisa que suas almas ansiavam.

“Falei fortemente de morte e julgamento, céu e inferno”

Na quarta-feira, 22 de abril de 1772, “por volta das oito eu preguei mais uma vez na Loja dos Maçons, em Port Glasgow. A casa estava muito lotada; e suponho que toda a nobreza da cidade fazia parte da congregação. Decidido a não atirar sobre suas cabeças, como eu havia feito no dia anterior, falei fortemente de morte e julgamento, céu e inferno. Isso eles pareciam compreender; e não havia mais riso entre eles, ou conversando uns com os outros; mas todos estavam calma e profundamente atentos”,[90]  disse Wesley.

 

 

 

 

 



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[9]https://reformedjournal.com/ reformed-assessments-of-arminianism-praise-from-unexpected-quarters/

[10] SALVADOR.José Gonçalves. Arminianismo e Metodismo, Ibidem, p.22.

[11] Ibidem, p.28.

[12] Ibidem.

[13] A Confissão de Westminister foi redigida em 1643 pela Assembléia de Clérigos ao qual fora confiada a tarefa de organizar o New Establishment (BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã. São Paulo: Imprensa Metodista, ASTE, 1967, p.278).

[14]BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã. São Paulo: Imprensa Metodista, ASTE, 1967, p. 278-9.

[15] Também chamado de Jacobus Arminius (BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã, Ibidem, p. 305).

[16] WALKER, Welliston. História da Igreja Cristã.  2 v. São Paulo: ASTE, 1967, p. 15.

[17] Ibidem, p.135.

[18] Ibidem.

[19] WALKER, Welliston. História da Igreja Cristã.  2 v. São Paulo: ASTE 1967, p. 136.

[20] SALVADOR, José  Gonçalves. Arminianismo e Metodismo. São Paulo: Igreja Metodista do Brasil, [s.d], p. 51.

[21] Ibidem.

[22] Ibidem, p.63.

[23] Ibidem., p.61-2.

[24] Ibidem., p.62.

[25] https://concursosnobrasil.com/escola/religiao/arminianismo.html

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[28] Visão geral criada por IA do Google 

[29] No. XXVI, Londres, terça-feira, 7 de agosto de 1770, Q. 28. A. 2. Minutos das Conferências Metodistas 1744-98 [Mason, 1862] 95).

[30]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[33]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[34] BARBIEIRI, Sante Uberto.Estranha Estirpe de Audazes, Cap. 7 – O Paladino da Divina Misericórdia. https://arminianismo.wordpress.com/john-fletcher

[35]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[36]https://hls-dhs-dss.ch/de/articles/029084

[37] Visão geral criada por IA do Google

[38] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente

[39] Visão geral criada por IA do Google 

[40] Visão geral criada por IA do Google

[41] Visão geral criada por IA do Google 

[42] Visão geral criada por IA do Google

[43]https://www.resourceumc.org/ en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace

[44] https://medium.com/valmir-nascimento/o-que-é-a-graça-preveniente-803ecb2a7b7f

[45] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente 

[46] Geordan Hammond é diretor do Manchester Wesley Research Centre e palestrante senior em História da Igreja e Estudos Wesleyanos no Nazarene Theological College em Manchester, Reino Unido. https://holinesstoday.org/ pt-br/destaque-news/joao-wesley-sobre-graca-preveniente

[47] https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/wesley-vs-whitefield

[48]George Whitefield - Ministérios Pão Diário (paodiario.org). https://paodiario.org/autores-classicos/george-whitefield/

[49] https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/wesley-vs-whitefield

[50] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N03787.0001.001/1:4?rgn=div1;view=fulltext

[51] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/4

[52] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/4

[53] Idem.

[54] Idem.

[55] https://en.wikipedia.org/wiki/George_Whitefield

[56] HEITZENHATER, Richard P., Wesley e o Povo Chamado Metodista, Editeo-Pastoral Bennett, 1996, p.107.

[57] Ibidem, p.214.

[58] Idem, p.120.

[59] Eis um resumo do que Wesley pensava sobre a predestinação: Se existe a eleição, toda a pregação seria vã; ela tende a destruir diretamente a santidade; tende a destruir o nosso zelo pelas boas obras; subverte toda a revelação cristã; faz a revelação contradizer-se; é uma doutrina cheia de blasfêmia, pois coloca Jesus como um hipócrita, um enganador do povo, etc (BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da teologia de João Wesley. Ibidem, p. 53-4)

[60] HEITZENHATER, Richard P.Ibidem, p.107.

[61] Doutrina que afirma que “Uma vez salvo, sempre salvo”.

[62] www.imarc.cc/esecurity/perseverance.html

[63] Idem.

[64] Segundo D.M.Lloyd-Jones, Os temas das pregações de Whitefield eram: O pecado original, A regeneração, o Espírito Santo, a justificação pela fé, etc. (JONES, D. M. Lloyd. Os puritanos. Ibidem, p.130-1).

[65] HEITZENHATER, Richard P.Ibidem, p.120-1.

[66] Ibidem, p.120.

[67] Ibidem

[68] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p. 241.

[69] Visão geral criada por IA do Google

[70] Idem.

[71] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[72] Idem. 

[73] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[74] Idem. 

[75] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[76] Idem. 

[77] A REVISTA de John Wesley. Editado por PERCY LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO, MOODY PRESS, 1951

[78] A REVISTA de John Wesley. Editado por PERCY LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO, MOODY PRESS, 1951

[79] A REVISTA de John Wesley. Editado por PERCY LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO, MOODY PRESS, 1951

[80] A REVISTA de John Wesley. Editado por PERCY LIVINGSTONE PARKER, CHICAGO, MOODY PRESS, 1951

[81] A Revista de John Wesley, com uma introdução por Hugh Price Hughes, m.a., editado por Percy Livingstone Parker, chicagomoody press, 1951.

[84] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/11 

[85] https://www.facebook.com/wesleyinireland/

[88] Wesley, seu próprio historiador. https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley, seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870. 

[89] Wesley, seu próprio historiador. https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley, seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870. 

[90] A Revista de John Wesley, com uma introdução por Hugh Price Hughes, m.a., editado por Percy Livingstone Parker, chicagomoody press, 1951.

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