Wesley, a Bíblia como autoridade suprema

 

 

Odilon Massolar Chaves

 

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Capa: John Wesley - Facebook José Viladecans

Toda gloria a Deus!

Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

Filho do rev. Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.

É casado com RoseMary.

Tem duas filhas: Liliana e Luciana.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Teologia.

 

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do livro

·       Determinado a ser um cristão bíblico

·       A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana

·       Regras e princípios de interpretação de um texto bíblico

·       Homo unius libri

·       Os sermões bíblicos de Wesley

·       Da suficiência das Santas Escrituras para a salvação

 

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Introdução

 

“Wesley, a Bíblia como autoridade suprema”, é um livro de 28 páginas que trata sobre a visão, ensino e prática de Wesley sobre a Bíblia.

Wesley tinha a Bíblia como autoridade suprema.

Ele “consolidou a Bíblia como a autoridade suprema e única norma para fé, ensino e prática cristã, defendendo o princípio da Sola Scriptura. Ele a considerava a Palavra de Deus infalível, inerrante e ‘agente explicador de si mesmo’, sobrepondo-a à autoridade da igreja”. [1]

Wesley estava determinado a ser um cristão bíblico. 

Apesar de Wesley ter lido muitos outros livros, ele disse: “Aqui estou: eu e minha Bíblia. Eu não vou, não ouso, variar deste livro, seja em grandes coisas ou pequenas (...). Estou determinado a ser cristão bíblico, não quase, mas completamente. Quem vai me encontrar neste terreno? Junte-se a mim sobre isso, ou não em tudo”. [2] 

Wesley  “estava profundamente determinado a ser um cristão estritamente bíblico, uma busca que definiu sua vida, teologia e o movimento metodista”. [3]

Dentre os pontos principais deste propósito, estão:

A Bíblia como Autoridade: Wesley defendia o cristianismo bíblico como um equilíbrio de ‘santidade pessoal’ e ‘santidade social’, priorizando a graça de Deus, a fé e o serviço ao próximo.

O ‘Homem de um Livro Só’: Wesley focava na Bíblia como a autoridade suprema e encorajava seus seguidores a estudar as Escrituras diariamente. Ele via a fé como uma transformação do coração pelo Espírito Santo”. [4]

Um tema importante para nosso tempo.

 

O Autor

 

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Destaques dos capítulos do livro

 

Determinado a ser um cristão bíblico 

“Aqui estou: eu e minha Bíblia. Eu não vou, não ouso, variar deste livro, seja em grandes coisas ou pequenas (...). Estou determinado a ser cristão bíblico, não quase, mas completamente. Quem vai me e

contrar neste terreno? Junte-se a mim sobre isso, ou não em tudo”. 

A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana 

Sim, essa frase resume com precisão a visão de John Wesley sobre as Escrituras. Para Wesley, a Bíblia não era apenas um livro histórico, mas a Palavra de Deus viva, inspirada e autoridade final em assuntos de fé e prática. Ao mesmo tempo, ele reconhecia que ela foi registrada por autores humanos, em línguas humanas e dentro de contextos históricos específicos. [5] 

Regras e princípios de interpretação de um texto bíblico 

John Wesley (1703–1791), fundador do metodismo, adotava uma abordagem teológica da Bíblia que combinava rigor exegético com uma leitura focada na experiência de salvação e santidade. Ele prezava o sentido literal e natural do texto, mas subordinava interpretações difíceis à "analogia da fé". [6]

Homo unius libri

 John Wesley, fundador do Metodismo, adotava a expressão latina Homo unius libri ("homem de um só livro") para descrever sua devoção exclusiva à Bíblia como a regra final de fé e conduta. Wesley enfatizava que a Escritura era sua única fonte para conhecer o caminho para o céu, dedicando sua vida ao estudo e aplicação da Palavra de Deus. [7]

 Os sermões bíblicos de Wesley

Os sermões de John Wesley são a base doutrinária do Metodismo e um dos legados mais influentes do cristianismo protestante. Ao longo de sua vida, Wesley pregou mais de 40.000 sermões, muitas vezes ao ar livre para multidões que as igrejas tradicionais não alcançavam. [8] 

Da suficiência das Santas Escrituras para a salvação 

A base dos 25 Artigos de Religião de John Wesley é uma versão abreviada e adaptada dos 39 Artigos de Religião da Igreja Anglicana. [9]

 

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Determinado a ser um cristão bíblico 

 

“Aqui estou: eu e minha Bíblia. Eu não vou, não ouso, variar deste livro, seja em grandes coisas ou pequenas (...). Estou determinado a ser cristão bíblico, não quase, mas completamente. Quem vai me e

contrar neste terreno? Junte-se a mim sobre isso, ou não em tudo”. 

 

Wesley disse: "Esta é uma lanterna aos pés de um cristão, e uma luz em todos os seus caminhos”.[10] 

Ele disse: “Aqui estou: eu e minha Bíblia. Eu não vou, não ouso, variar deste livro, seja em grandes coisas ou pequenas (...). Estou determinado a ser cristão bíblico, não quase, mas completamente. Quem vai me encontrar neste terreno? Junte-se a mim sobre isso, ou não em tudo”.[11] 

A palavra Bíblia é derivada da palavra grega Biblos, que significa “papel, livro, papiro”.[12]

Significa livro, rolo ou Coleção de livros. 

Wesley disse sobre as Escrituras: 

“Com referência às Escrituras em geral, pode-se observar que a palavra do Deus vivo que dirigiu também os primeiros patriarcas foi escrita no tempo de Moisés. Foram adicionados a esta os escritos dos outros profetas em várias gerações posteriores. Depois os apóstolos e os evangelistas escreveram o que o Filho de Deus pregou e o que o Espírito Santo falou através dos apóstolos. Isto é o que nós agora chamamos de Escritura Sagrada. Esta é a palavra de Deus que permanece para sempre; dessa palavra não passará um til, embora passem os céus e a terra. Portanto, a Escritura do Antigo e do Novo Testamentos é o mais sólido e precioso sistema de verdade divina”. [13] 

A Bíblia foi inspirada por Deus. Esta palavra deriva-se de in spiro, que significa “soprar para dentro, insuflar”. 

“A palavra inspiração, quando empregada em relação à Bíblia, significa soprada por Deus”.[14]

“Wesley firmemente considerou que a Escritura foi inspirada, no entanto, ele acreditava que não era sempre exata sobre “assuntos tangenciais” (genealogias, por exemplo). Wesley argumentou que a Bíblia era “infalivelmente verdadeira”. A palavra “inerrância” não estava em uso no seu tempo”.[15] 

A diferença entre um autor ter a inspiração para escrever um livro secular e um homem santo ter a inspiração para escrever a Bíblia: 

A inspiração do autor secular vem de dentro, de sua inteligência.

O autor bíblico recebeu de fora para dentro porque veio de Deus (in spiro). 

Vela estas afirmações bíblicas: 

“Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que todo o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3.16-17). 

“Homens santos falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.20). 

Wesley disse: “Peço licença para propor um argumento curto, claro e forte para provar a inspiração divina das Sagradas Escrituras. A Bíblia deve ser a invenção de homens bons ou de anjos; de homens maus ou de demônios; ou de Deus. 1 - Ela não podia ser a invenção de homens bons ou de anjos, pois eles não fariam nem poderiam fazer um livro contando mentiras durante todo o tempo em que o estavam escrevendo, dizendo: "Assim disse o Senhor" quando o livro era a sua própria invenção. 2 - Ela não podia ser a invenção de homens maus ou de demônios pois eles não fariam um livro que impõe todos os deveres, proíbe todos os pecados e condena as suas almas ao inferno por toda a eternidade. 3 - Eu tiro portanto a conclusão de que a Bíblia precisa ter sido dada pela inspiração divina”.[16].

Deus transmitiu a homens santos Seus pensamentos. A Bíblia tem uma autoria dupla: 

Contém as palavras humanas, como autor secundário, e a Palavra de Deus. 

A Bíblia não foi ditada por Deus ao ser humano. Foi inspirada. Deus não eliminou o estilo, perspectiva e o condicionamento cultural do escritor. 

No Apocalipse, o Senhor disse ao apóstolo João que ele deveria escrever: “O que vês escreve em livro e manda às sete Igrejas” (Ap 1.11). 

O texto “O que vês escreve em livro e manda às sete Igrejas” mostra a liberdade de escrever que o Senhor deu aos homens santos. 

A Bíblia é chamada de “As Escrituras” e os “oráculos de Deus” (Rm 3.2). 

A frase “está escrito” mostra a sua origem em Deus. Segundo alguns, a expressão “assim diz o Senhor” ocorre 359 vezes na Bíblia. 

Para outros: “Assim diz o Senhor”, ocorre no Antigo Testamento 276 vezes em 18 livros”.[17]

Por fim, outros afirmam que as “expressões como “Assim diz o Senhor” aparecem aproximadamente 500 vezes no Pentateuco e mais de 1.200 vezes nos profetas”.[18]

Deus agiu e inspirou durante séculos sendo comprovada a veracidade da Bíblia através da confirmação dos acontecimentos previstos e na sua prática para se obter a vitória. 

Assim, as Escrituras são consideradas de autoridade divina. 

Jesus disse: “E a Escritura não pode falhar” (Jo 10.34) 

Jesus disse também: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam (João 5.39). 

Wesley traduziu o Novo e o Antigo Testamento para corrigir muitos erros da Bíblia a versão do Rei James, usada especialmente na Inglaterra. 

“A tradução de John Wesley do Novo Testamento foi publicada em 1755. Ele também traduziu o Antigo Testamento, mas isso só foi publicado em 1764. A tradução de Wesley do Novo Testamento foi feita para corrigir milhares de erros que estavam contidos na Versão do Rei James, e ele consultou os textos gregos diretamente para fazer isso”.[19]

 

 

A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana

 

Sim, essa frase resume com precisão a visão de John Wesley sobre as Escrituras. Para Wesley, a Bíblia não era apenas um livro histórico, mas a Palavra de Deus viva, inspirada e autoridade final em assuntos de fé e prática. Ao mesmo tempo, le reconhecia que ela foi registrada por autores humanos, em línguas humanas e dentro de contextos históricos específicos. [20]

 

Wesley sabiamente disse: “O Antigo e o Novo Testamento foram escritos pelos homens. Se nós os abstrairmos da sua autoridade divina, eles devem ser tão dignos de aceitação pelo menos quanto todos os outros escritos antigos. Mesmo que nós suponhamos que eles sejam um mero testemunho humano, ainda assim eles merecem pelo menos o mesmo crédito que damos à história profana. Agora, se adicionarmos o testemunho divino a este humano, o que nenhum outro escrito no mundo pode pretender, sendo os milagres de Cristo e de seus apóstolos uma prova desse testemunho, e ainda mais: o cumprimento somente em Cristo de todas as profecias desde o começo do mundo, o fato de que as Escrituras são o único livro no mundo que nos dá uma descrição das séries completas das dispensações de Deus para com o homem durante 4 mil anos desde a criação, a grande exaltação da religião natural visível em todas as partes da mesma, e, por último, o cuidado providencial tão manifesto em todos os tempos na transmissão de diversos livros escritos coma mediação de longo espaço de tempo uns dos outros e todos de nós e o serem eles hoje,   na sua infinita variedade de assuntos os quais foram cuidadosamente colecionados, tão isentos de qualquer erro material que não se pode encontrar oposição entre quaisquer pontos fundamentais de fé ou prática; eu digo que, se estas coisas forem totalmente consideradas, elas darão às Escrituras um tal grau de veracidade que nenhum escrito meramente humano pode ter e serão a maior evidência da verdade das coisas que elas são capazes de receber com uma repetição contínua e diária de milagres”[21]

Deus usou a compreensão, temperamento, capacidade dos profetas, evangelistas e apóstolos para escrever a Bíblia. 

“Visto que muitos empreenderam compor uma narração dos fatos que entre nós se consumaram, como no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e se tornaram «Servidores da Palavra», resolvi eu também, depois de tudo ter investigado cuidadosamente desde a origem, expô-los a ti por escrito e pela sua ordem, caríssimo Teófilo, a fim de reconheceres a solidez da doutrina em que foste instruído” (Lc 1.1-4). 

Wesley disse: “A teologia nada mais é do que a gramática da língua do Espírito Santo. Para entendermos isto perfeitamente, devemos observar a ênfase que existe em cada palavra, os santos sentimentos ali expressos e o temperamento manifesto pelos escritores”.[22] 

 

Regras e princípios de interpretação de um texto bíblico

  

John Wesley (1703–1791), fundador do metodismo, adotava uma abordagem teológica da Bíblia que combinava rigor exegético com uma leitura focada na experiência de salvação e santidade. Ele prezava o sentido literal e natural do texto, mas subordinava interpretações difíceis à "analogia da fé". [23] 

 

Apresentamos algumas das principais regras e princípios relacionadas aos ensinamentos e visão de Wesley: 

Preferência pelo Sentido Literal e Natural 

“Wesley preferia o que chamava de "sentido literal" ou natural das Escrituras. Ele acreditava que, na maioria das vezes, o sentido claro é o correto. No entanto, ele não era um "literalista ingênuo"; se o sentido literal levasse a uma contradição com o todo da Escritura ou fosse absurdo, ele buscava um sentido figurado ou mais profundo”. [24] 

A Regra da fé 

Wesley apelou para o que ele chamou de "A Regra da Fé" como uma ferramenta para interpretar a Bíblia. 

O que essa regra significa? 

“A regra da fé identifica os temas centrais e unificadores na Bíblia. Passagens difíceis, ambíguas ou obscuras devem ser interpretadas à luz dos temas centrais das Escrituras”.[25]

Wesley diz para termos “um olhar constante para a analogia da fé; a conexão e harmonia que existe entre essas doutrinas grandiosas e fundamentais, Pecado Original, Justificação pela Fé, o Novo Nascimento, Santidade Interior e Exterior”.[26]

Ler o texto dentro do seu contexto 

João Wesley fez algumas perguntas para determinar o nosso nível de seriedade em relação ao estudo da Bíblia.

Uma delas: "Eu leio as Escrituras em grandes porções suficientes para ver passagens isoladas em seu contexto maior?"[27]

Dentro do contexto da parábola do Filho Prodigo, em Lucas 15, Wesley comentou que Jesus “falou - Três parábolas da mesma importação: para as ovelhas, o pedaço de prata, e o filho perdido, todos declaram (em contrariedade direta aos fariseus e escribas) de que forma Deus recebe os pecadores”.[28]

Wesley mostra que a questão das três parábolas era sobre a rejeição dos judeus em relação a salvação dos gentios:

“Nosso Senhor em toda essa parábola mostra, não só que os judeus não tinham motivos para murmurar na recepção dos gentios, (um ponto que na época não se enquadrava tão diretamente em consideração,), mas que se os fariseus fossem de fato tão bons quanto imaginavam ser, ainda não tinham razão para murmurar o tipo de tratamento de qualquer penitente sincero. Assim, ele os condena, mesmo por seus próprios princípios, e assim os deixa sem desculpas. Temos nesta parábola um emblema animado da condição e comportamento dos pecadores em seu estado natural”. [29] 

As passagens paralelas[30] 

“Wesley incentivava seus seguidores a comparar passagens bíblicas. Ele acreditava que as Escrituras são o melhor intérprete de si mesmas. O contexto mais amplo da Bíblia deve governar a interpretação de qualquer versículo isolado”.[31] 

Wesley dizia que quando estava estudando a Bíblia e se tinha alguma dúvida de um texto, ele procurava as passagens paralelas: “Em seguida, procuro e considero passagens paralelas das Escrituras, "comparando coisas espirituais com espirituais". Eu medito com toda a atenção e seriedade da qual minha mente é capaz. Se ainda restam dúvidas, consulto aqueles que são experientes nas coisas de Deus: e então os escritos pelos quais, estando mortos, eles ainda falam. E o que eu aprendo assim, que ensino”.[32] 

Algumas passagens bíblicas tratam do mesmo assunto. Lucas 4.37-39 e Mateus 8.14-17 tratam do mesmo assunto, a cura da sogra de Pedro. 

A leitura simultânea destes textos ajuda a esclarecer a mensagem, pois cada autor deu um enfoque especial por ser Evangelho segundo o autor. 

Algumas edições têm referencias no rodapé ou ao lado do texto bíblico que remetem o leitor às passagens paralelas. 

A chave bíblica traz a relação de passagens paralelas. 

Outro meio de descobrir as passagens paralelas é pelo dicionário bíblico. 

Quando não entendermos uma passagem bíblica devemos procurar uma passagem paralela. 

Exemplo: Paulo em Gálatas 3.27 diz que os batizados são “revestidos de Cristo” .

Em Romanos 13.13-14 e Colossenses 3.12-14 ele explica que significa deixar de ser carnal e ter uma nova vida de misericórdia, benignidade e amor. 

 O exame das passagens paralelas serve para: 

1. Confirmar alguma doutrina;

2. Esclarecer algum texto difícil

O Propósito Soteriológico (Foco na Salvação) 

“Para Wesley, a Bíblia tem um propósito claro: levar homens e mulheres à salvação e santidade. Portanto, qualquer interpretação deve ter como objetivo final entender como Deus salva, transforma e capacita o ser humano a amar a Deus e ao próximo”. [33] 

Leitura na Comunidade e Tradição (Patrística) 

“Wesley, como anglicano, acreditava que a leitura bíblica não era apenas um exercício individual, mas eclesiástico. Ele valorizava a interpretação da igreja primitiva (padres da igreja) para entender o sentido correto do texto, evitando interpretações privadas ou estranhas à tradição ortodoxa”. [34] 

Use a lente do amor 

Com qual lente lemos à Bíblia? 

“Talvez a maneira mais distinta de Wesley de ler a Bíblia diz respeito às lentes do amor que ele usou para interpretá-la. Wesley reconheceu que os cristãos consideram algumas lentes interpretativas como melhores que outras”. [35] 

Wesley valorizava a teologia de 1 João acima de todos os outros.  “Ele usou 1 João para seu texto de sermão com muito mais frequência do que qualquer outro livro bíblico".[36]

Wesley disse de 1 João 4.19: "Nós amamos [Deus] porque ele nos amou pela primeira vez" - é ‘a soma de todo o evangelho’. O livro enfatiza claramente o objetivo de Deus de nos transformar para que possamos amar tanto Deus quanto o próximo e viver livre da tirania do pecado”.[37]

Uso de Ferramentas Críticas (A "Bíblia Nua") 

“Embora distante da crítica histórica moderna (alta crítica), Wesley utilizava o que chamava de "a Bíblia nua", que envolvia estudar o texto original (grego/hebraico), analisar o contexto histórico e gramatical para garantir a precisão do sentido”. [38]

 

 

Homo unius libri

 

John Wesley, fundador do Metodismo, adotava a expressão latina Homo unius libri ("homem de um só livro") para descrever sua devoção exclusiva à Bíblia como a regra final de fé e conduta. Wesley enfatizava que a Escritura era sua única fonte para conhecer o caminho para o céu, dedicando sua vida ao estudo e aplicação da Palavra de Deus.[39]

 

Wesley se considerava um homem de um livro, a Bíblia, apesar de estudar e ter muitos outros livros. 

“Wesley quis dizer que não considera nenhum livro comparativamente além da Bíblia. As Escrituras são o primeiro livro de importância, mas não o único livro importante”.[40]

De uma forma poética, bela e profunda, ele disse: 

Eu pensei, eu sou uma criatura de um dia, passando pela vida como uma flecha através do ar. Eu sou um espírito vindo de Deus, e voltando a Deus: Apenas pairando sobre o grande golfo; até que, alguns momentos, portanto, eu não sou mais visto, mas eu não sou mais Eu caio em uma eternidade imutável! Quero saber uma coisa, o caminho para o céu; como pousar seguro naquela costa feliz. O próprio Deus condescendeu-se em ensinar o caminho: Para este mesmo fim ele veio do céu. Ele escreveu em um livro. Ó me dê esse livro! A qualquer preço, me dê o livro de Deus! Eu tenho isso: aqui está o conhecimento suficiente para mim. Deixe-me ser homo unius libri (" um homem de um livro")”.[41] 

Randy L. Maddox, teólogo norte-americano da Igreja Metodista Unida e professor de Estudos Wesleyanos e Metodistas na Duke University, no seu livro: “John Wesley – “Um homem de um livro” -  explica que Wesley era um homem que tinha o foco somente na Bíblia e utilizava várias traduções para compreender melhor às Escrituras.  Wesley e seu irmão Carlos liam o original grego e hebraico.

“Como seu  irmão Charles, John Wesley estudou  outras  traduções    em inglês, bem  como traduções  em alemão e  francês.    Isso  pode  ser  demonstrado  mais  plenamente  para Charles, porque    temos listas  de  catálogos   da  biblioteca  pessoal de Charles   em torno de   1765. Além   do  KJV (1611), essas  listas  incluem o  Novo Testamento  em a  tradução  em inglês  de  Miles Coverdale, que  foi  a  primeira  versão  em inglês  da    Bíblia autorizada  para a  Igreja  da  Inglaterra  por  Henrique VIII em 1539 (muitas vezes  chamado  de  " Grande  Bíblia"). Carlos também possuía  uma  renderização  em inglês  da  tradução  de  Theodore Beza do  Novo Testamento  para  o  alemão (em 1556), juntamente  com  um Novo Testamento alemão   e  a  "Bíblia de Genebra" (1560) em francês”.  [42]

Grande parte da  biblioteca  pessoal de   John Wesley  se perdeu. “Os  irmãos Wesley valorizavam  a  Bíblia em suas  línguas originais  sobre todas as traduções posteriores. Eles herdaram  essa  ênfase  de  seu  pai, que  uma vez  descreveu  comparando  diferentes  traduções  com  as línguas originais  como "o  melhor  comentário  no     mundo", e  encorajou  pastores  a  usar uma   Bíblia poliglota que  incluía  textos  em hebraico, grego, aramaico caldeano, siríaco, samaritano, árabe, ethiopic   e  persa. Enquanto    há  poucas  evidências  de  facilidade  com  as  outras  línguas,  João e  Carlos eram  proficientes  em grego  e  hebraico. Eles frequentemente  apelam para  essas  línguas  ao sugerir  alternativas  às  renderizações    atuais  em inglês de   palavras ou  frases  bíblicas.  E  eles  se  equiparam  para  ler  desta  maneira  comparativa. Consultando novamente  os  registros  mais completos   no  caso de Carlos , sua  biblioteca  pessoal  incluía  um   Testamento Hebraico, dois  saltérios hebraicos, uma cópia  da  Septuaginta  (o  Antigo  Testamento  em grego), e  quatro   versões gregas diferentes    do    Novo Testamento.”[43]

 “Como Randy Maddox observa, Wesley possuía mais de 1.000 livros, desde a história cristã até a medicina, política, poesia e além”.[44]

Mas Wesley se considerava um homem de um livro, a Bíblia. 

Wesley disse: "Esta é uma lanterna aos pés de um cristão, e uma luz em todos os seus caminhos”.[45]

Ele disse: “Aqui estou: eu e minha Bíblia. Eu não vou, não ouso, variar deste livro, seja em grandes coisas ou pequenas (...). Estou determinado a ser cristão bíblico, não quase, mas completamente. Quem vai me encontrar neste terreno? Junte-se a mim sobre isso, ou não em tudo”.[46]

Wesley disse: “Eu sou uma criatura de um dia. Quero saber uma coisa — o caminho para o céu; como pousar com segurança naquela costa feliz. O próprio Deus condescendeu em ensinar-me o caminho; para este mesmo fim, Ele desceu do céu. Ele escreveu isso em um livro. Dá-me esse Livro! A qualquer preço, dê-me o Livro de Deus! Eu tenho; aqui está o conhecimento suficiente para mim. Deixe-me ser homo unius libri (um homem de um livro). Aqui, então, eu estou, longe dos caminhos ocupados dos homens. Sento-me sozinho; somente Deus está aqui. Em Sua presença, abro-me, leio Seu Livro; para este fim — encontrar o caminho para o céu. [47]

Wesley possuía mais de 1.000 livros,

Esses livros iam “desde a história cristã até a medicina, política, poesia e além. A elegante harmonia que Wesley (como Hamann) viu entre os milhares de livros e o Livro Único já está inscrita em seu ousado auto apelido – não deixe o humor passar por você – Wesley anuncia que ele é homo unius libri em latim. Ele é uma mariposa bíblica de Oxford, com certeza”.[48]

Wesley era um homem além de seu tempo.

 

 

Os sermões bíblicos de Wesley

 

Os sermões de John Wesley são a base doutrinária do Metodismo e um dos legados mais influentes do cristianismo protestante. Ao longo de sua vida, Wesley pregou mais de 40.000 sermões, muitas vezes ao ar livre para multidões que as igrejas tradicionais não alcançavam.[49]

 

“Ponha fogo no seu sermão ou ponha seu sermão no fogo”. [50] Esta frase é atribuída a Wesley e revela a sua visão sobre a pregação.

O tipo de pregação que traz resultados, segundo Wesley, não pode ser uma mera formalidade. É preciso convicção e o poder de Deus. Ele disse (...) onde não se encontra o poder de Deus, o trabalho enfraquece.” [51]

Os temas principais de seus sermões eram:

- Salvação pela fé;

- Novo nascimento;

- Testemunho do Espírito;

- Santidade.

Wesley pregou sobre o “Cristo Crucificado”, “Salvação pela fé”, “arrependimento dos pecados”, “Ele foi ferido por nossas transgressões”, "O que devo fazer para ser salvo?" “O nome de Jesus Cristo de Nazaré”, "Confiai no Senhor Jeová; porque no Senhor está a força eterna"; "Se continuardes na minha palavra, então sois realmente meus discípulos" “A justiça da lei e a justiça da fé”, "Amai os vossos inimigos", "Estai também prontos vós", etc.

Wesley pregou nos templos, nas minas de carvão, nos cemitérios, no interior do país, em prisões, praças, topo da montanha, etc.

Inicialmente, Wesley teve receios em pregar “no campo”, mas depois viu que era necessário.

“Enquanto pregava para milhares de mineiros pobres e sem educação e suas famílias, Wesley logo ficou viciado. O poder do Espírito era facilmente evidente e os frutos das vidas transformadas abundavam”.[52]

Wesley pregou em cima do túmulo de seu pai em St. Andrews, na década de 1740, quando lhe foi negado pregar na Igreja.

Ele “pediu ao atual reitor permissão para entregar uma mensagem na antiga igreja. Quando lhe foi negado, ele disse ao reitor que entregaria a mensagem sobre o único pedaço de terra livre por perto. Foi a seis metros da porta da igreja que John Wesley subiu um topo do túmulo de seu pai e mais uma vez deu a mensagem de ‘você deve nascer de novo".[53]

Depois, Wesley disse: "Tenho certeza de que fiz muito mais bem aos meus paroquianos de Lincolnshire pregando três dias no túmulo do meu pai do que pregando três anos em seu púlpito." [54]

Na Igreja de Santa Maria, a Igreja Universitária de Oxford, João Wesley pregou várias vezes.[55]

Houve um sermão pregado por Wesley nesta Universidade de Oxford que fez com que ele não fosse mais convidado para pregar ali.

“John Wesley pregou o sermão "Cristianismo Bíblico" na St. Mary's, Universidade de Oxford como o sermão final que ele pregou antes da universidade em 24 de agosto de 1744. Neste sermão, Wesley confronta sem rodeios a Universidade de Oxford com sua falha em viver de acordo com o ensino das Escrituras. Quando você ler este sermão, você provavelmente não ficará surpreso ao descobrir que esta foi a última vez que Wesley foi convidado para pregar em St. Mary”.[56]

Wesley pregou aos prisioneiros, alguns condenados à morte.

“Preguei o sermão aos criminosos condenados em Newgate (Londres). Quarenta e sete estavam sob sentença de morte. Enquanto entravam havia algo terrível no tinido de suas correntes. Mas não se ouvia qualquer ruído, quer deles ou do auditório repleto, depois que o texto foi anunciado: "Há mais alegria no céu por um pecador arrependido, do que pelos noventa e nove justos que não precisam de arrependimento". O poder do Senhor estava eminentemente presente, e grande parte dos prisioneiros estavam em lágrimas. Alguns dias depois, vinte deles morreram de uma só vez, cinco dos quais morreram em paz”.[57]

Ao ar livre a audiência era muito grande. Por causa da Revolução Industrial, muitos perderam seus empregos, suas terras, casas e vieram para as ruas das cidades e vilas. Quando Wesley saia para pregar o povo já estava nas ruas.

“John Wesley pregou ao ar livre para audiências estimadas em dezenas de milhares depois que os púlpitos anglicanos foram fechados para ele. Às vezes ele começava a pregar ao amanhecer ou mesmo antes do amanhecer, e regularmente pregava três vezes por dia”.[58]

Na segunda-feira, dia 23 de abril de 1739, “num convite repetido, fui a Pensford, a cerca de cinco milhas de Bristol. Enviei ao ministro, para pedir licença para pregar na igreja, mas tendo esperado algum tempo e não recebi resposta, chamei muitas das pessoas que estavam reunidas para juntas em um lugar aberto, Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. Às quatro da tarde, havia mais de três mil, em um lugar conveniente perto de Bristol, a quem eu declarei: A hora está chegando, e agora é, quando os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que ouvirem viverão”.[59]

Pregar no campo era “quase um pecado” para João Wesley. Sobre pregar fora do templo, ele disse: "Até hoje a pregação do campo é uma cruz para mim, mas eu conheço a minha comissão e não vejo outra maneira de pregar o evangelho a cada criatura".[60]

Wesley pregou, muitas vezes, cansado ou sem saúde. “Caminhei até Burnham. Não pensava em pregar lá, duvidando que minhas forças me permitissem pregar sempre três vezes por dia, como tenho feito desde que vim de Evesham. Mas, ao encontrar uma casa cheia de pessoas, não pude conter-me: quanto mais uso minhas forças, mais forças tenho. Quase sempre estou muito cansado quando prego pela primeira vez; um pouco, depois da segunda; mas após a terceira ou quarta vez, raramente sinto fraqueza ou cansaço.”[61]

Wesley fornecia seus sermões escritos aos pregadores metodistas. Havia um propósito de unidade.

Seus sermões eram muito bem preparados para que os ouvintes entendessem bem e a pregação tivesse resultado em suas vidas.

 “O objetivo principal de Wesley sempre foi apresentar o evangelho tão bem quanto ele poderia com o melhor entendimento que pudesse. Ele acreditava firmemente que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo era suficiente para curar a opressão do pecado encontrada no coração humano. A santidade será uma doutrina essencial na leitura desses sermões”.[62]

Segundo pesquisadores, Wesley pregou mais de 40 mil sermões.

“Em 54 anos de ministério, João pregou 42.000 sermões. De fato, em sua última turnê de pregação no último ano de sua vida, John Wesley pregou em 96 lugares – aos 87 anos! Em 2 de março de 1791, João finalmente completou sua fé”.[63]

Wesley tem muito  o que ensinar às novas gerações onde há uma grande influência da  busca de ganhos financeiros e de um salário maior.

“Um hoteleiro, em cujo estabelecimento Wesley parou certa vez, perguntou-lhe quanto ganhava por ano para pregar. Depois de citar certa quantia, Wesley acrescentou que sua recompensa principal era a certeza de que por sua pregação muitas pessoas estavam sendo salvas. O hoteleiro ficou mudo de espanto. No entanto, para aquele que havia experimentado a salvação, esta resposta era perfeitamente compreensível. O encontro místico de Wesley em Aldersgate preparou-o para compreender simpaticamente as experiências de seus seguidores incultos, cujas relações com Deus ficavam quase sempre em níveis baixíssimos”.[64]

A passagem por Aldersgate fez toda a diferença.

 

 

Da suficiência das Santas Escrituras para a salvação

 

A base dos 25 Artigos de Religião de John Wesley é uma versão abreviada e adaptada dos 39 Artigos de Religião da Igreja Anglicana. [65]

 

O metodismo tem 25 artigos de religião como base doutrinária.

 “Os Vinte e Cinco Artigos de Religião são uma declaração doutrinária oficial do Metodismo - particularmente do Metodismo Americano e suas ramificações. John Wesley resumiu os Trinta e Nove Artigos da Igreja da Inglaterra, removendo as partes calvinistas entre outras, refletindo a teologia arminiana de Wesley”.  [66]

No artigo 5º, Wesley aborda sobre a Bíblia, que ele chama de Santas Escrituras:

“Artigo 5º - Da suficiência das Santas Escrituras para a salvação

As Santas Escrituras contém tudo que é necessário para a salvação, de maneira que o que nelas não se encontre, nem por elas se possa provar, não se deve exigir de pessoa alguma para ser crido como artigo de fé, nem se deve julgar necessário para a salvação. Entende-se por Santas Escrituras os livros canónicos do Antigo e do Novo Testamento de cuja autoridade nunca se duvidou na Igreja, a saber, do Antigo Testamento:

Génesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronómio, Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II reis, I e II Crónicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos de Salomão, Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oseas, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias; e do Novo Testamento: Evangelhos; segundo S. Mateus, S. Marcos. S. Lucas e S. João, Actos dos Apóstolos; Epístolas de S. Paulo: aos Romanos, I e II aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, I e II aos Tessalonicenses, I e II a Timóteo, a Tito e a Filémon; Epístola aos Hebreus; Epístola de S. Tiago; Epístolas I e II de S. Pedro; Epístolas I, II e III de S. João; Epístola de S. Judas, e o Apocalipse”. [67]


Artigo 6º - Do Antigo Testamento

“O Antigo Testamento não está em contradição com o Novo, pois tanto no Antigo como no Novo Testamento a vida eterna é oferecida à humanidade por Cristo, que é o único mediador entre Deus e o homem, sendo Ele mesmo Deus e Homem; portanto, não se deve dar ouvidos àqueles que dizem que os patriarcas tinham em vista somente promessas transitórias. Embora a lei dada por Deus a Moisés, quanto às cerimónias e ritos, não se aplique aos cristãos, nem tão pouco os seus preceitos civis devam ser necessariamente aceites por qualquer governo, nenhum cristão está isento de obedecer aos mandamentos chamados morais”. [68]

 

 

 

 

 



[1] Visão geral criada por IA do Google

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[4] Visão geral criada por IA do Google

[5] Visão geral criada por IA do Google

[6] Visão geral do IA do Google

[7] Visão geral do IA do Google

[11] Idem.

[12] https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/biblia.htm

[13] https://www.slideshare.net/deuzilenefrancisco/coletanea-da-teologiadejoaowesley-79740825

[14]http://irmaos.net/biblia04_04.html

[15] http://www.cacp.org.br/a-bíblia-e-john-wesley/

[16] https://www.slideshare.net/deuzilenefrancisco/coletanea-da-teologiadejoaowesley-79740825

[17] https:// irmaos.org/assim-diz-senhor

[18] https://juttadolle.com/pt/quantas-vezes-e-039-diz-o-senhor-039-repetido-na-biblia/

[19] https://library.garrett.edu/collections/special-collections/rare-bible-digital-exhibit/post

[20] Visão geral criada por IA do Google

[21] https://www.slideshare.net/deuzilenefrancisco/coletanea-da-teologiadejoaowesley-79740825

[22] https://pt.scribd.com/document/314478455/Coletanea-Da-Teologia-de-Joao-Wesley

[23] Visão geral do IA do Google

[24] Visão geral do IA do Google

[26] http://www.craigladams.com/archivefiles/john-wesley-on-the-bible.html

[27] https://faithalone.org/blog/john-wesley-on-how-to-read-the-bible/

[30] https://bibliotecadopregador.com.br/passagens-paralelas-biblia/

[31] Visão geral do IA do Google

[32] https://www.bartleby.com/209/750.html

[33] Visão geral do IA do Google

[34] Visão geral do IA do Google

[36] Idem.

[37] http://thomasjayoord.com/index.php/blog/archives/john-wesleys-view-scripture 

[38] Visão geral do IA do Google

[39] Visão geral do IA do Google

[40] http://thomasjayoord.com/index.php/blog/archives/john_wesley_and_the_bible

[41] http://www.craigladams.com/arquivo/files/john-wesley-on-the-bible.html

[42] https://divinity.duke.edu/sites/ divinity.duke.edu/files/documents/faculty-maddox/JW_A_Man_of_One_Book.pdf

[43] https://divinity.duke.edu/sites/ divinity.duke.edu/files/documents/faculty-maddox/JW_A_Man_of_One_Book.pdf

[44] https://www.ministrymatters.com/all/ entrada/5525/Wesley- a...Um-de-Um- livro-e- a...Mil

[47] https://bibletruthpublishers.com/homo-unius-libri-man-of-one-book/echoes-of-grace-1975/la104705

[50]https://frases.tube/455231_ponha-fogo-no-seu-sermao-ou-ponha-seu-sermao-no-fogo

[51] WESLEY, João. Trechos do diário de João Wesley, ibidem, p.115.

[54] Idem.

[55]https://www.umnews.org/en/news/wesley-pilgrimage-oxford-history-inspires-today

[56]https://kevinmwatson.com/2020/05/12/john-wesleys-sermon-scriptural-christianity-a-brief-summary/

[57] http://metodistavilaisabel.org.br/docs/Joao_Wesley_O_Evangelista.pdf

[58]https://www.christianitytoday.com/history/issues/issue-2/john-wesley-did-you-know.html

[59] https://www.blogger.com/u/0/blog/post/edit/2777667065980939692/2521436257207685717

[60] http://johnandellenduncan.com/jw_grave.htm

[61] http://metodistavilaisabel.org.br/docs/Joao_Wesley_O_Evangelista.pdf

[62]http://wesley.nnu.edu/john-wesley/the-sermons-of-john-wesley-1872-edition/an-introduction/

[63] https://www.tomokaumc.org/sermons/1-john-wesleys-journey-of-faith/

[64] http://metodistavilaisabel.org.br/docs/Joao_Wesley_O_Evangelista.pdf

[66]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles

[67]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles

[68]https://en.wikipedia.org/wiki/Twenty-five_Articles

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