“Pais e Mães” do Movimento Metodista

 

Odilon Massolar Chaves

 

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Art. 184 do Código Penal e Lei 96710 de 19 de fevereiro de 1998. 

Livros publicados na Biblioteca Digital Wesleyana: 750

Livros publicados pelo autor: 795

Endereço: https://bibliotecawesleyana.blogspot.com

Capa: John Fletcher, Wesley, Susanna Wesley (em cima); Thomas Coke, Mary Bosanquet, George Whitefield e Carlos Wesley (embaixo).

Toda gloria a Deus!

Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

Filho do rev. Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.

É casado com RoseMary.

Tem duas filhas: Liliana e Luciana.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Foi editor do jornal oficial metodista e coordenador de Curso de Teologia.

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do livro

·       Susanna Wesley, a “Mãe do metodismo”

·       Carlos Wesley, “Pai da hinologia no metodismo”

·       George Whitefield, “Pai da pregação ao ar livre”

·       John Fletcher, “Pai da sistematização teológica do metodismo”

·       Thomas Coke, “Pai das missões metodistas”

·       William Morgan, “Pai do trabalho social do metodismo”

·       Mary Bosanquet, “Mãe do acolhimento de órfãos”

·       Hannah Ball, a “Mãe da Escola Dominical”

 

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Introdução

 

“Pais e Mães do Movimento Metodista” é um livro de 54 páginas que relata a história de metodistas que foram pioneiros em algumas áreas da Missão.

“O movimento metodista, surgido no século XVIII como um avivamento dentro da Igreja Anglicana, teve como principais "pais" os irmãos John e Charles Wesley, e como figura materna central, Susanna Wesley. O movimento focava na santidade pessoal, no estudo bíblico rigoroso e na ação social”.

Outras figuras como Mary Bosanquet, John Fletcher, Hanna Ball, William Morgan e George Whitefield foram pioneiros, “Pais e mães”, dentro do Movimento Metodista.

Os capítulos estão assim divididos:

·       Susanna Wesley, a “Mãe do metodismo”

·       Carlos Wesley, “Pai da hinologia no metodismo”

·       George Whitefield, “Pai da pregação ao ar livre”

·       John Fletcher, “Pai da sistematização teológica do metodismo”

·       Thomas Coke, “Pai das missões metodistas”

·       William Morgan, “Pai do trabalho social do metodismo”

·       Mary Bosanquet, “Mãe do acolhimento de órfãos”

·       Hannah Ball, a “Mãe da Escola Dominical”

Cada um contribuiu dentro de uma área específica trazendo um equilíbrio ao metodismo em sua missão.

 

O Autor

 

 

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Destaques dos capítulos

 

 

Susanna Wesley, a “Mãe do metodismo”

Susanna Wesley (1669–1742), conhecida como a "Mãe do Metodismo", moldou o movimento através de uma educação rígida, disciplinada e baseada na piedade cristã para seus 19 filhos, incluindo John e Charles Wesley. Ela introduziu cultos domésticos e métodos de ensino que prefiguraram a estrutura do Metodismo, focando na oração, disciplina diária e estudo bíblico. [1]

Carlos Wesley, “Pai da hinologia no metodismo”

Carlos Wesley (ou Charles Wesley) foi uma das figuras centrais e fundadoras do movimento metodista no século XVIII, exercendo uma influência que equilibrava a liderança organizativa de seu irmão, John Wesley, com uma profunda expressão espiritual e teológica através da música. [2]

George Whitefield, “Pai da pregação ao ar livre”

George Whitefield (1714–1770) foi um evangelista anglicano inglês e figura central do Primeiro Grande Despertar na Grã-Bretanha e na América. Ele é amplamente considerado o "Pai da pregação ao ar livre" (ou "Príncipe dos pregadores ao ar livre") por ter sido pioneiro em levar a mensagem do evangelho para fora das paredes da igreja, alcançando multidões nas praças, campos e minas durante o século XVIII. [3]

John Fletcher, “Pai da sistematização teológica do metodismo”

John William Fletcher (1729-1785), vigário de Madeley, foi o principal sistematizador teológico do metodismo primitivo e braço direito de John Wesley. Sua defesa da santificação completa, oração fervorosa e teologia wesleyana contra o antinomianismo solidificou o movimento, influenciando profundamente a teologia do amor e os movimentos de santidade.[4]

Thomas Coke, “Pai das missões metodistas”

Thomas Coke (1747–1814) foi uma das figuras mais influentes do movimento metodista, frequentemente descrito como o "braço direito" de John Wesley e o "pai das missões metodistas". Ordenado sacerdote anglicano, juntou-se a Wesley em 1776, tornando-se um organizador-chave, missionário incansável e o primeiro bispo metodista. [5]

William Morgan, “Pai do trabalho social do metodismo” 

Fundador da "Ação Social" no Metodismo: Diferente de John Wesley, que inicialmente focava na devoção pessoal, Morgan convenceu os outros membros do "Holy Club" (Clube Santo) a visitar prisioneiros na prisão do Castelo de Oxford e cuidar dos doentes. [6]

Mary Bosanquet, “Mãe do acolhimento de órfãos”

Mary Bosanquet Fletcher (1739–1815) é frequentemente celebrada como a figura central do trabalho social e acolhimento de órfãos nos primórdios do metodismo. Vinda de uma família aristocrática, ela renunciou à sua riqueza para dedicar-se inteiramente ao serviço cristão e à filantropia. [7]

Hannah Ball, a “Mãe da Escola Dominical”

Hannah Ball (1734–1792) foi uma pioneira metodista inglesa, frequentemente chamada de a "Mãe da Escola Dominical" por ter estabelecido uma das primeiras iniciativas de ensino religioso e secular para crianças, anos antes da popularização do movimento por Robert Raikes. [8]

 

 

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Susanna Wesley, a “Mãe do metodismo”

 

Susanna Wesley (1669–1742), conhecida como a "Mãe do Metodismo", moldou o movimento através de uma educação rígida, disciplinada e baseada na piedade cristã para seus 19 filhos, incluindo John e Charles Wesley. Ela introduziu cultos domésticos e métodos de ensino que prefiguraram a estrutura do Metodismo, focando na oração, disciplina diária e estudo bíblico. [9]

 

A primeira professora

Susanna Wesley (1669-1742) era a 25ª filha do Dr. Samuel Annesley e Mary White.

Ela gostava de Teologia. Dominava bem francês, latim e o grego. Em 1688, com 19 anos, casou-se com Samuel Wesley, que tinha 26 anos, e tiveram 19 filhos.

Samuel e Susanna “eram descendentes de não-conformistas, seus avós estavam entre os clérigos expulsos em 1662. O pai, Samuel Wesley (1662-1735), preferira o ministério da Igreja estabelecida e fora, desde 1696 até a morte, pároco da igreja campesina de Epworth. Homem de sincera tendência religiosa, no entanto era pouco prático. Escreveu a Vida de Cristo em verso e um comentário ao livro de Jó. A mãe, Suzana Annesley, era mulher de notável fortaleza de caráter, sendo, como seu marido, anglicana devota. Os filhos tinham muito dos pais, mais talvez da força materna. Num lar de dezenove filhos, dos quais oito morreram na infância, a regra era do trabalho duro e de estrita economia.”[10]

“Certa vez, quando seu marido lhe perguntou exasperado: ‘Por que você se assenta aí ensinando a mesma lição pela 20ª vez a essa criança medíocre?’, ela respondeu calmamente: ‘Se tivesse me satisfeito em mencionar esse assunto somente 19 vezes, todo o esforço teria sido em vão. Foi a 20ª vez que coroou todo o trabalho”.[11]

Ela começava a ensinar o alfabeto aos filhos no dia do aniversário de cinco anos.

Ela se preocupava com a felicidade de seus filhos. Mantinha um horário rigoroso em seu lar, era disciplinada e metódica. Ela sempre recompensava a obediência.[12]

Susanna passou a realizar culto nos domingos à tarde para a família. Muitos vieram participar, chegando a haver cerca de 200 pessoas.

Além de cartas, Susanna Wesley escreveu meditações e comentários bíblicos para seu próprio uso.

Durante sua vida, ela deu conselhos a João Wesley.

Em uma carta, Susanna enfatizou que “o propósito principal da pregação era consertar a vida das pessoas e não encher suas cabeças com teologia ou doutrina”.[13]

Uma mãe virtuosa

Susanna Wesley foi exemplar mesmo sendo mãe de dezenove filhos e filhas. Passou por lutas iguais às da família de hoje. Na verdade, muito mais.

Seu marido Samuel foi preso por causa de dívida e ela teve que manter sozinha sua casa por um período. Naquele tempo, enquanto não pagasse a dívida, a pessoa permanecia presa.

Sofreu a dor da perda. Nove de seus filhos morreram ainda bebes. “Seus gêmeos morreram, assim como sua primeira filha, Susanna. Entre 1697 e 1701, cinco de seus bebês morreram (...). Alguns de seus filhos tiveram varíola”.[14]

E ela foi mãe exemplar a ponto de haver diversos livros sobre sua educação e cuidado com seus filhos e filhas. Mas ela era uma mulher determinada e com uma visão a frente de seu tempo.

Seus filhos e filhas quando aprendiam a ler, ela ensinava primeiramente os primeiros versículos da Bíblia. Reservava cada dia para um dos seus filhos e filhas para conversar e saber de suas dificuldades e desenvolvimento.

Foi muito metódica. Dois de seus filhos revolucionaram a vida espiritual na Inglaterra, no século XVIII. Eles se chamavam João e Carlos Wesley.

João Wesley foi grande organizador, administrador. Pregava de forma maravilhosa e foi extremamente dedicado na busca da santidade. Restaurou as doutrinas do Espírito Santo e da Perfeição Cristã que estavam esquecidas em sua época. Carlos Wesley foi pregador e compôs cerca de nove mil hinos, que o povo metodista cantava com entusiasmo.

Susanna foi pregadora da Palavra em uma época em que as mulheres não pregavam. Seu lar foi transformado em local de culto. Com a prisão de seu esposo, ela abriu as portas de sua casa e ministrava a Palavra para cerca de 200 pessoas.

Susanna foi conselheira de Wesley. Depois da morte de seu marido Samuel, em 1735, ela foi morar com uma filha e, depois, com João Wesley na chamada Fundição, que era o “Quartel General” do metodismo.

Em diversas ocasiões, orientou seus filhos e filhas por carta e pessoalmente. Quando um leigo do grupo chamado metodista começou a pregar nas ruas, Wesley pensou em impedir, mas sua mãe o aconselhou primeiro a ouvi-lo.

Não era costume pregar nas ruas. Wesley foi ouvi-lo e aprovou a nova estratégia. Ele mesmo constantemente pregou nas ruas. Quando foi impedido de pregar nos templos anglicanos, Wesley disse: “O mundo é a minha paróquia”.

Veja algumas práticas de Susanna com seus filhos e filhas:

- Seus filhos eram ensinados sobre a importância da confissão. Quando eles faziam algo errado e confessavam, ela não os punia, mas louvava suas atitudes.

- Quando era necessário disciplinar, ela era gentil e moderada.

- O respeito pelos outros era uma obrigação.

- Nenhuma das crianças podia invadir a privacidade de um irmão ou irmã por mais insignificante que fosse.[15]

A mestre em Psicologia Janete Suárez escreveu um artigo onde ela comenta sobre a educação para crianças e faz uso de dicas de Susanna Wesley:

“Não permita que as crianças comam entre as refeições e estejam na cama após às 20h.

As crianças devem tomar seu remédio sem reclamar e nada deve ser dado se pedem chorando. Apenas educadamente.

As crianças devem aprender a orar tão logo comecem a falar. Elas também devem ficar em silêncio durante o culto familiar.

Para evitar mentiras, não deve ser punido nenhum erro confessado e do qual logo os filhos se arrependam. A obstinação dos filhos deve ser dominada e trabalhada com Deus para salvar sua alma.

Não permita que um ato pecaminoso da criança passe impune.

Não puna os filhos duas vezes por uma única ofensa.

O bom comportamento dos filhos deve ser sempre elogiado e recompensado e toda tentativa de agradar, mesmo que pequena, também deve ser elogiada.

As crianças devem preservar o direito de propriedade, mesmo em caso de menor importância.

Os filhos devem ser ensinados a temer a vara e cumprir com rigor todas as promessas feitas.

Não exija que uma filha trabalhe antes que aprenda a ler bem”.[16]

Susanna teve os mesmos problemas da família atual ou muito mais. Mas foi uma vencedora e hoje é vista como uma mãe modelo, uma mãe virtuosa.

Seus métodos de ensino

Susanna Wesley é citada por alguns historiadores como a "mãe do Metodismo",[17] pois através dos seus métodos disciplinou os seus filhos e filhas e sua atuação junto à Wesley foi determinante em sua vida espiritual.

Susanna marcou profundamente a vida de seus filhos. Ela tinha consciência de sua responsabilidade. Muitas vezes, teve que tomar decisão sozinha pela ausência de seu esposo, Samuel Wesley.

Wesley um dia solicitou a sua mãe que lhe escrevesse sobre as principais regras que ela usou na educação familiar. Susanna lhe respondeu, em 24 de julho de 1732, dizendo que ele poderia dispor das regras, se as julgasse proveitosas.[18]

Dentre as diversas regras utilizadas por Susanna Wesley com os filhos e filhas, estão:

“As crianças tinham de conformar-se a certo método de viver, em certas coisas compreensíveis, desde o nascimento; tais como, vestir, despir, mudança de fralda, etc.”[19]

“Quando chegavam à idade de um ano (e algumas antes dito), eram ensinadas a temer a vara, e a chorar brandamente.”[20]

“Uma vez crescidas e mais fortes, eram limitadas a três refeições do dia.”[21]

“Às dezoito horas, logo que terminasse o culto doméstico, jantavam; às dezenove horas a empregada dava banho nelas; e, começando com a mais nova, ela mudava a roupa delas e preparava todas para a cama às vinte horas.”[22]

“As crianças do nosso lar, logo que podiam falar, era ensinado o ´Pai Nosso´, que tinham de repetir na hora de deitar e levantar.”[23]

“Muito cedo na sua vida, meus filhos aprenderam distinguir entre o domingo e os outros dias da  semana.”[24]

“Logo aprenderam que não seriam atendidas se gritassem por alguma coisa, e tinham que falar com delicadeza quando pediam alguma coisa.”[25]

“Não se ensinava a ler antes dos cinco anos de idade, mas a Kezzy, por exceção se tentou mais cedo.”[26]

A educação era rígida.

“Sair do lugar, ou sair da sala não lhes era permitido, sem boa razão; correr no jardim ou na rua, sem permissão, era considerado falta grave.”[27]

Até os quatro anos de idade, Wesley conviveu apenas com umas quatro ou cinco irmãs, pois somente depois nasceria Carlos Wesley.[28]

Quando era pequeno, aos cinco anos de idade, Wesley foi salvo de um incêndio, em 9 de fevereiro de 1709, e ficou conhecido como "tição tirado do fogo.”[29] 

A infância de Wesley teve momentos difíceis. Dentre eles:

“Mais de uma vez, a pobreza instalou-se tal qual uma hóspede importuna naquele lar. Seu pai morreu endividado, a despeito dos prodígios econômicos realizados por sua digna esposa. A morte visitou aquela família com frequência, deixando lembranças dolorosas. A casa pastoral foi atingida duas vezes por um incêndio criminoso”.[30]

Quando tinha nove anos de idade, Wesley teve varíola. Ele suportou os sofrimentos com paciência, o que levou sua mãe a escrever ao marido, que estava em Londres, e dizer: “João tem aguentado sua enfermidade como um homem e um verdadeiro cristão, sem proferir uma única queixa.”[31]

Samuel e Susanna Wesley enviaram seus filhos para receberem uma educação mais formal em escolas excelentes. Samuel e Carlos foram para Westminster e João Wesley para Charterhouse.

Com dificuldades e dedicação, Wesley conseguiu terminar seus estudos e se formar. “Em março de 1726, John Wesley recebeu altas honrarias na Universidade de Oxford, sendo eleito professor da Faculdade Lincoln.”[32]

João Wesley esteve ao lado de sua mãe no final de sua vida.

“Enquanto pregava em Bristol num domingo de julho de 1742, John foi avisado que sua mãe estava enferma e retornou às pressas. Na sexta-feira seguinte, ela despertou do sono para clamar: Meu querido Salvador, tu estás vindo socorrer-me nos meus últimos momentos de vida?’ Mais tarde naquele dia, enquanto seus filhos estavam ao redor de seu leito, ela disse: ‘Filhos, tão logo eu tenha sido transferida, cantem um salmo de louvor a Deus”.[33]

Susanna faleceu em 23 de julho de 1742.

 

Carlos Wesley, “Pai da hinologia no metodismo”

 

Carlos Wesley (ou Charles Wesley) foi uma das figuras centrais e fundadoras do movimento metodista no século XVIII, exercendo uma influência que equilibrava a liderança organizativa de seu irmão, John Wesley, com uma profunda expressão espiritual e teológica através da música. [34]

 

Carlos Wesley (1707-1788) nasceu em Epworth, Lincolnshire, Inglaterra, onde seu pai, Samuel Wesley, era pastor. Sua mãe se chamava Suzana.

Foi o 18º filho. Com nove anos, matriculou-se na Escola de Westminster e morava com seu irmão Samuel. Sendo bom aluno, recebeu o direito de continuar os seus estudos com todas as suas despesas pagas na Universidade de Oxford. Foi eleito capitão dos graduandos no quarto ano de seus estudos.

Na escola, defendia o aluno Guilherme Murray dos outros estudantes e ganhou sua amizade que se estendeu até o fim da vida. Guilherme veio a ser Juiz do Supremo Tribunal da Inglaterra e Conde de Mansfield. Muitas vezes, visitou Carlos Wesley, em Londres, onde Carlos era pregador metodista.

Em 1726, foi estudar em "Christ Church College", na Universidade de Oxford. Nos doze primeiros meses, pensou mais em se divertir. João Wesley procurou despertá-lo para a vida espiritual, mas ele recusou. Quando João Wesley deixou a universidade para ir ajudar seu pai, Carlos começou a sentir a necessidade de apoio para enfrentar os desafios da vida. 

Em 1729, formou o grupo entre seus companheiros de escola, que foi chamado de Clube Santo e metodista. O grupo se reunia regularmente para adoração e realizava um trabalho de caridade visitando doentes e presos.

Missionário na América

Em 1735, seis meses após a morte do pai, João Wesley e Carlos Wesley embarcaram para a Savannah, Geórgia, na América, no navio "Simmonds".

Savannah era uma “colônia fundada pelo general Oglethorpe, em 1732. O fim dessa colônia era aliviar a aflição dos pobres endividados e encarcerados na Inglaterra. O governo inglês tinha cedido uma zona na América, para fundar tal colônia. O general Oglethorpe estava procurando meios e homens com os quais pudesse estabelecer esse novo lar para essas pessoas infortunadas. Ele precisava de um capelão e de um secretário. Como João, irmão de Carlos, houvesse aceitado o lugar de capelão, este resolveu aceitar o cargo de secretário”.[35]

Carlos logo foi para Frederica trabalhando com entusiasmo, mas ele não se eu muito bem. Os colonos não gostavam de se submeterem a regulamentos tão severos. Os seus sermões não era o que os colonos precisavam. Foi criticado e caiu doente.

Chegou em 6 de fevereiro e voltou em 26 de  outubro de 1736.

Sua experiência espiritual

Carlos Wesley voltou à Inglaterra e procurou seus antigos amigos do Clube Santo. Foi apoiado em sua vida espiritual pelo moraviano Pedro Bohler. Pregou, visitou, mas precisava ter a confiança da salvação. Ficou doente.

Buscou intensamente em oração e recebeu essa benção. “Era o dia de Pentecostes. Às nove horas da manhã o seu irmão João e alguns amigos o visitaram e juntos oraram e cantaram um hino ao Espírito Santo. Ali se demoraram meia hora. Carlos Wesley entregou-se à oração pedindo o cumprimento da promessa do dom do espírito Santo. Sentindo-se fraco no corpo, desejou dormir e quando estava se acomodando para dormir ouviu uma voz que dizia: ‘Em nome de Jesus de Nazareth, levanta-te e crê, e serás curado das tuas enfermidades. Estas palavras fizeram grande impressão sobre ele. Oh! Se Cristo me falasse assim..., suspirou ele. Aquelas palavras foram preferidas por uma senhora que havia alcançado a salvação pela fé. Ele confiou em Cristo e somente nele e logo alcançou paz para sua alma. Poucas horas depois as boas notícias chegaram aos ouvidos do seu irmão João que escreveu: "Eu recebi a notícia que meu irmão alcançara paz para sua alma. A força física voltou a seu corpo desde àquela hora. Quem é semelhante a nosso Deus?"

Este dia, o dia 21 de maio de 1738, foi um dia memorável na vida de Carlos Wesley. Foi o começo de uma nova época em sua vida.”[36]

Carlos Wesley foi impedido de pregar nas igrejas anglicanas e se juntou a Whitefield e Wesley para pregar onde o povo estava.

“Até 1742 o trabalho dos irmãos Wesley tinha sido limitado às cidades de Londres e Bristol. Mas depois da visita que João Wesley fez ao norte da Inglaterra até Newcastle, o trabalho itinerante dos Metodistas estendeu-se por toda parte da Inglaterra, Galles, Escócia e Irlanda.

Durante uns dez anos Carlos Wesley viajou tanto quanto seu irmão João. Mas poucos anos depois do seu casamento limitou-se às cidades de Bristol e Londres”.[37]

Seus hinos

“Seus hinos funcionavam como uma ferramenta de educação teológica para as massas, muitas vezes iletradas, ensinando doutrinas complexas como a graça livre e a santidade bíblica de forma memorável”. [38]

Escreveu mais de 9 mil hinos. Os hinos de Carlos tinham uma mensagem fundamentada na piedade cristã, própria para as reuniões devocionais e para os grandes agrupamentos ao ar livre.

Eles destacavam o fervor da fé. Compôs alguns dos hinos mais memoráveis ​: "Ouça, os Anjos do Arauto Cantam", "E Pode Ser", "O para Mil Línguas a Cantar", "Amor Divino, Jesus, Amante da Minha Alma","Cristo, o Senhor Ressuscitou Hoje”, "Soldados de Cristo, Levantai-vos ", e "Alegrai-vos!”.

No livro Hinologia Metodista, de David Creamer publicado, em 1848, em Nova Iorque, EUA, Carlos Wesley tem 501 hinos incluídos.

No Hinário Evangélico, publicado no Brasil, alguns dos hinos de Carlos Wesley são: 11 – "Natal";· 41 – "A ressurreição de Jesus (com Aleluias)";· 62 – "Ei-lo que vem!";· 82 – "Invocação";· 265 – "Perdão";· 293 – "Grande amor", etc.

“Eis dos anjos a harmonia” é um hino escrito por ele, que apareceu pela primeira vez em Hinos e Poemas Sagrados, em 1739. Um verso diz:

 

Eis dos anjos a harmonia!
Cantem glória ao Rei Jesus.
Paz aos homens! Que alegria!
Paz com Deus, em plena luz.
Ouçam povos, exultantes;
Ergam salmos triunfantes,
Aclamando o seu Senhor;
Nasce Cristo, o Salvador!
Toda a terra e os altos céus
Cantem sempre glória a Deus!

A Gospel Music Association dos EUA reconheceu sua contribuição para a música gospel e o incluiu no Hall da Fama da Música Gospel, em 1995.[39]

É chamado de “um dos pais da hinologia cristã moderna.”[40]

 

George Whitefield, “Pai da pregação ao ar livre”

 

George Whitefield (1714–1770) foi um evangelista anglicano inglês e figura central do Primeiro Grande Despertar na Grã-Bretanha e na América. Ele é amplamente considerado o "Pai da pregação ao ar livre" (ou "Príncipe dos pregadores ao ar livre") por ter sido pioneiro em levar a mensagem do evangelho para fora das paredes da igreja, alcançando multidões nas praças, campos e minas durante o século XVIII. [41]

 

George Whitefield é considerado por muitos estudiosos como cofundador do Movimento Metodista junto com Carlos e João Wesley: “junto com John Wesley e Charles Wesley, fundou o movimento metodista. Evangelista anglicano e líder dos metodistas calvinistas, ele foi o pregador mais popular do Avivamento Evangélico na Grã-Bretanha e do Grande Despertar na América. Sua habilidade incomparável de pregação, fervor evangelístico e métodos irregulares abriram caminho para o sistema protestante multidenominacional que se desenvolveu na América”.[42]

George Whitefield (1714-1770) nasceu em uma taberna de venda de bebidas alcoólicas, em Gloucester, Gloucestershire, Inglaterra. [43]

Ficou órfão com apenas três anos. Sempre viveu na pobreza e lutou muito para estudar.

“Durante sua infância, demonstrou interesse pelas artes cênicas e lia peças de teatro incansavelmente, muitas vezes até faltando aula para ensaiar. George abandonou os estudos por um tempo para ajudar sua mãe, retomando-o em 1730”.[44]

Sua mãe se casou novamente e a Whitefield “foi permitido continuar os estudos na escola. Na pensão de sua mãe, fazia a limpeza dos quartos, lavava roupa e vendia bebidas no bar”.[45]

“Custeou os próprios estudos em Pembroke College, Ox­ford, servindo como garçom em um hotel. Depois de estar algum tempo em Oxford, ajuntou-se ao grupo de estudan­tes a que pertenciam João e Carlos Wesley”. [46]

Sua participação no Clube Santo

Ele participou do Clube Santo com os irmãos Wesley.

Whitefield tinha ouvido falar do "Clube Santo" e quando Charles Wesley gentilmente lhe convidou para o café da manhã, ele foi rapidamente atraído para o grupo.

Wesley lhe emprestou um livro

Em 1733, Whitefield “conheceu os irmãos Wesley e se juntou ao grupo de cristãos do 1Clube Santo1, chamado por muitos críticos de ‘metodistas’, pela abordagem sistemática às questões religiosas. Assim como seus amigos do clube, Whitefield também buscou a salvação através de disciplina rígida e boas obras. Isso lhe custou sua saúde e ele jamais se recuperou totalmente. John Wesley emprestou a Whitefield o livro de Henry Scougal The life of God in the soul of man (A vida de Deus na alma humana) que mostrou sua necessidade em nascer de novo”.[47]

Pai espiritual em Cristo

Whitefield falou "com a maior deferência e respeito’ dos irmãos Wesley, que tinham estado em internatos famosos e eram seus mais velhos. Durante um período de aguda aflição, Whitefield foi enviado para aconselhamento a John, e graças ao seu ‘excelente conselho e gestão’, Whitefield ‘foi libertado das artimanhas de Satanás’. Esta era uma relação um tanto subserviente. Whitefield escreveu: ‘De tempos em tempos, o Sr. Wesley me permitiu ir a ele e me instruiu como eu era capaz de suportá-lo’. Whitefield deferiu a John Wesley como seu ‘pai espiritual em Cristo’ e suas cartas se dirigiam a Wesley como "Senhor honrado".[48]

Wesley confiou a Whitefield uma supervisão

 

“Em 1736, John Wesley confiou ao recém-ordenado Whitefield a supervisão dos metodistas de Oxford, enquanto ele estava ausente na Geórgia. Whitefield logo alcançou a fama nacional como "o menino pregador’. Caçadores de autógrafos o sitiaram. Uma enxurrada de panfletos o atacou. Ele foi ricamente louvado e comparado a Moisés, a Davi e a Wycliffe como a ‘estrela da manhã’ de uma segunda Reforma."[49]

George Whitefield substituiu Wesley em Savannah, em 1738.

A função de Whitefield em Savannah foi apenas temporária. Ele ainda não havia sido ordenado como presbítero na Igreja da Inglaterra.

Ele sentiu o desejo de estabelecer um lar para órfãos na Geórgia. Retornou à Inglaterra para sua ordenação, em 1739, e levantou fundos para a construção do Orfanato Bethesda”.

O orfanato foi fundado em 1740.[50]

Trabalhando juntos pelo Reino de Deus

Whiefield se formou em Oxford. Foi ordenado ao ministério pastoral da Igreja Anglicana. Para uns, foi o maior avivalista do século dezoito. “Pregava cerca de 10 vezes por semana, em auditórios geralmente com 10 mil pessoas”.[51]

Foi considerado um metodista calvinista e por isso teve dificuldades com Wesley, mas sempre foram grandes amigos. Convidado por Whitefield, Wesley realizou seu ofício fúnebre. Wesley disse que sempre o honraria.

Em 17 de fevereiro de 1739, George Whitefield, começou a pregar ao ar livre em Bristol e atraiu imensas multidões.

 A Gentleman's Magazine relatou em 1739, em Bristol:

“O Rev. Sr. Whitefield . . . tem sido maravilhosamente trabalhoso e bem-sucedido, especialmente entre os pobres prisioneiros em Newgate e os rudes Colliers de Kingswood, pregando todos os dias para grandes audiências, visitando e expondo a sociedades religiosas. No sábado, dia 18, ele pregou no Monte Hannum para 5 ou 6000 pessoas, entre elas muitos Colliers”.[52]

Os Colliers de Kingswood eram os mineiros das minas de carvão.

Ele “pediu a seu amigo, John Wesley, que continuasse seu trabalho em Bristol. A princípio, Wesley relutou em pregar ao ar livre porque a Igreja desaprovava tal comportamento, mas depois se convenceu de seu valor ao ver o impacto que Whitefield estava causando”.[53]

Na segunda-feira, 2 de abril, John Wesley foi a uma olaria na área de St. Philips e pregou para uma multidão de cerca de três mil pessoas: “Às quatro da tarde me submeti a ser mais vil e proclamei nas estradas as boas novas da salvação”, disse Wesley.

E foi assim que começaram das pregações de Wesley para multidões e o desenvolvimento do metodismo em Bristol.

 

John Fletcher, “Pai da sistematização teológica do metodismo”

 

John William Fletcher (1729-1785), vigário de Madeley, foi o principal sistematizador teológico do metodismo primitivo e braço direito de John Wesley. Sua defesa da santificação completa, oração fervorosa e teologia wesleyana contra o antinomianismo solidificou o movimento, influenciando profundamente a teologia do amor e os movimentos de santidade.[54]

 

Seus estudos e vocação

Jean Guillaume de la Fléchère ou John William Fletcher (1729-1785), foi um suíço de língua francesa que nasceu em Nyon, Suiça.[55]

Era “filho de Jacques, juiz do Landvogteigericht, e Suzanne-Elisabeth Crinsoz de Colombier”.[56]

Fletcher foi educado em Genebra. “Ele frequentou a academia em Genebra (mais tarde, a Universidade de Genebra)”.[57]

Em Genebra, “ele se distinguiu como um brilhante estudioso de clássicos. Possuindo as qualificações intelectuais para o trabalho como professor ou clérigo”.[58]

Quando jovem, ele pretendia entrar no exército. Uma série de circunstâncias frustraram seus planos.[59]

“Ele estava programado para navegar em um navio de guerra português que o levaria ao Brasil quando um acidente de pré-embarque o limitou a pousar. Em seguida, um tio rico prometeu-lhe uma comissão no exército holandês, mas morreu antes que o sobrinho pudesse se tornar um oficial. Desanimado agora, Fletcher imigrou para a Inglaterra e encontrou trabalho como tutor para os filhos de uma família proeminente”.[60]

Ele foi para a Inglaterra na década de cinquenta.  “No outono de 1751, ele se tornou tutor para os filhos de Thomas e Susanna Hill, uma família rica de Shropshire.”[61]

Foi através de um bispo que Fletcher entrou para a vida sacerdotal. “Um bispo anglicano, tendo revisado o histórico acadêmico de Fletcher da universidade suíça, ordenou-o. Logo ele estava ministrando com outro anglicano, John Wesley, na Capela West Street, bem como onde quer que os refugiados protestantes de língua francesa ("Huguenots") se reuniam em Londres”.[62]

Fletcher descobriu sua vocação pastoral. “Em 1757 Fletcher foi ordenado diácono (6 de março 1757) e sacerdote (13 de março de 1757) na Igreja da Inglaterra, depois de pregar seu primeiro sermão em Atcham ser nomeado coadjutor ao Rev. Rowland Chambre na freguesia de Madeley, Shropshire”.[63]

Ele recusou uma oferta para ser rico vivendo em Dunham, aceitando em vez uma humilde paróquia em Madeley em Shropshire.

Ele desenvolveu “uma preocupação religiosa e social sincera para o povo desta parte populosa da região de West Midlands onde tinha servido em primeiro lugar no ministério cristão, e aqui, há vinte e cinco anos (1760-1785), viveu e trabalhou com exclusivo devoção e zelo, descrito por sua mulher como seus ‘trabalhos’ sem exemplo no epitáfio que ela escreveu para seu túmulo de ferro”.[64]

Fletcher era conhecido na Grã-Bretanha por sua piedade e generosidade. Quando perguntado se ele tinha alguma necessidade, ele respondeu: “… Eu não quero nada, mas mais graça.”[65]

Sua vida como metodista

“Ambos compartilhavam uma paixão profunda pela doutrina da santificação completa ou "perfeição cristã", com Fletcher influenciando grandemente o entendimento de Wesley sobre a perfeição através do amor”. [66]

Fletcher ouviu dizer bem dos metodistas como um povo que orava muito. Ele se interessou em conhecer. Sua alma sentia necessidade de algo mais profundo.

Trabalhando como tutor, seus patrões costumam viajar para Londres para passar alguns dias.

Em 1751, em “uma das estadias da família em Londres, Fletcher ouviu pela primeira vez dos metodistas e tornou-se pessoalmente familiarizado com John e Charles Wesley, assim como sua futura esposa, Mary Bosanquet”.[67]

Assim, tendo se mudado para a Inglaterra, em 1751, e conhecendo Wesley e o metodismo, “começou a trabalhar com John Wesley, tornando-se um intérprete-chave da teologia wesleyana no século XVIII e um dos primeiros grandes teólogos do Metodismo”.[68]

Era amigo pessoal de Wesley e um metodista convicto de suas doutrinas.

“No mesmo dia de sua ordenação, em 1757, Fletcher correu para a Capela West Street, em Londres, para ajudar Wesley a servir a Santa Comunhão, e para sempre se tornou o coadjutor de Wesley”.[69]

Fletcher se dedicou ao movimento de renovação e reavivamento espiritual e se comprometeu com Wesley por correspondência a ir em seu “auxílio como um teólogo, mantendo um compromisso nunca vacilando para a Igreja da Inglaterra”.[70]

João Fletcher era um arminiano. “Na teologia, ele confirmou as doutrinas arminianas do livre-arbítrio, a redenção universal e expiação geral, contra as doutrinas calvinistas da eleição incondicional e expiação limitada. Sua teologia arminiana é mais claramente delineado em seus cheques famosos para Antinomianismo. Ele tentou confrontar seus adversários teológicos com cortesia e justiça (e de John Wesley), embora alguns de seus contemporâneos julgou severamente por seus escritos”.[71]

Em 1770, na Conferência Anual, houve um conflito entre metodistas calvinistas e metodistas arminianos. Havia uma acusação de que os metodistas calvinistas levaram à “mediocridade espiritual e ao antinomianismo.”[72] A Condessa Selina que levantou questões.

Fletcher, então se levantou na reunião para defender Wesley.

Para os ouvidos calvinistas, as atas da Conferencia Anual de 1770, pareciam “endossar obras necessárias para a salvação. A Condessa exigiu que seus professores assinassem uma desaprovação, o que no final Fletcher se recusou a fazer. Renunciando à faculdade, ele colocou sua caneta a serviço de Wesley e sua teologia arminiana”.[73]

O metodista José Benson era diretor do colégio Trevecca que a Condessa Selina havia criado. Como ele não abraçou a predestinação, foi demitido. Fletcher, era presidente da Instituição da Condessa, então tomou uma posição.[74]

Fletcher escreveu à Condessa renunciando à presidência da Instituição: “O Sr. Benson fez uma defesa muito justa quando disse que comigo sustentava a possibilidade de salvação para todos os homens e que a misericórdia ou é oferecida a todos, embora possa ser recebida ou rejeitada. Se isto é o que sua senhoria identifica como opinião do Sr. Wesley, livre arbítrio ou arminianismo, e se qualquer arminiano tem de deixar o colégio, de fato estou igualmente despedido. Diante de meu atual ponto de vista nesta questão, vejo-me obrigado a manter este sentimento, ase em verdade a Bíblia é verdadeira e Deus é Amor”.[75]

Era uma pessoa de princípios e de caráter. Ele se demitiu preferindo deixar a presidência da Universidade do Sul de Gales fundada por Selina, Condessa de Huntingdon.

Desde, então, “Fletcher emergiu como intérprete autoritário de Wesley com a publicação de uma série de livros sob o título, Checks to Antinomianism, que foram editados, corrigidos e publicados por Wesley”. [76]

João Fletcher foi muito útil a Wesley e ao metodismo.  Foi “muito útil na luta que precisou sustentar para defender o ponto de vista arminiano perante seus opositores calvinistas. Dessa maneira, o metodismo produziu um grande teólogo sem que este realmente escrevesse um tratado de teologia como a “Suma Teológica” de Tomás de Aquino ou “As Instituições Cristãs” de Calvino. Limitou-se a defender uma doutrina que lhe pareceu mais afinada com o ensino que o cristianismo primitivo ministrava segundo o testemunho do Novo Testamento”.[77]

Fletcher não havia aceitado o convite de Wesley para trabalhar junto a ele e para ser seu sucessor, pois “acreditava que sua tarefa contínua era escrever como um intérprete da teologia de Wesley: ‘Eu coloquei minha caneta de lado por algum tempo; no entanto, retomei-o na semana passada, a pedido do seu irmão, para continuar com o meu tratado sobre a Perfeição Cristã”.[78]

Entre 1770 e 1778-81 foi pregador do movimento de reavivamento durante estadias em Nyon.[79]

 

Thomas Coke, “Pai das missões metodistas”

 

Thomas Coke (1747–1814) foi uma das figuras mais influentes do movimento metodista, frequentemente descrito como o "braço direito" de John Wesley e o "pai das missões metodistas". Ordenado sacerdote anglicano, juntou-se a Wesley em 1776, tornando-se um organizador-chave, missionário incansável e o primeiro bispo metodista. [80]

 

Sua formação e experiência

Ele era filho único e viveu entre 1747-1814. Thomas Coke nasceu em Brecon, Brecknockshire, País de Gales.

Seu pai era “um cirurgião rico e influente. Sua educação inicial incluiu educação preparatória antes de ser colocado sob a tutela do Rev. Griffiths até sua entrada no Jesuit College of Oxford aos dezessete anos”.[81]

Thomas foi eleito conselheiro aos 22 anos e, um ano depois, em 1770, eleito oficial de justiça.

Recebeu ordens anglicanas em 1772 e o diploma de doutor em leis.

Ele, entretanto, não tinha ainda tido um encontro com Cristo e se convertido genuinamente.

“Em sua busca, Coke acabou se convencendo de que a ênfase metodista na justificação pela fé e no testemunho do Espírito era verdadeira. Pregando em South Pemberton, a verdade da redenção mostrada cada vez mais em seu próprio coração, ele logo se converteu genuinamente”.[82]

Ele passou a subir ao púlpito e pregar de improviso e sua mensagem tocou em alguns corações que foram despertados, mas suas mensagens também traíram a ira de algumas pessoas e do bispo. Acabou expulso.

Em 13 de agosto de 1776, Wesley registrou no seu diário que havia se encontrado com um jovem clérigo que havia viajado 30 quilômetros para se encontrar com ele.

O primeiro encontro de Thomas Coke com Wesley foi decepcionante. “Em 13 de agosto de 1776, Coke encontrou o Rev’d John Wesley pela primeira vez e esperava uma oferta de emprego como Pregador Metodista, para sua decepção, Wesley o aconselhou a retornar à sua Curacy. Em um ano, Cock foi expulso de sua paróquia quando ficou evidente que ele a dirigia como um circuito metodista. Em desespero, ele foi até Wesley para apresentar seu caso e foi aconselhado a ‘ir pregar o evangelho a todo o mundo. Thomas Coke tornou-se um valioso ajudante para Wesley e foi fundamental para o início da Igreja Metodista Episcopal, e logo se tornou um de seus Bispos”.[83]

No seu diário Wesley disse que havia conversado muito com ele e afirmou que havia começado uma união que ele acreditava que nunca terminaria.  Em 19 de agosto de 1777, Wesley escreveu: “Eu fui para Taunton, com o Dr. Coke, que, sendo demitido de sua curadoria, se despediu de seu nome honorável e está determinado a lançar sua sorte conosco”. Dr. Coke iria investir toda sua energia, fortuna e vida com os metodistas”.[84]

Wesley o considerava seu “braço direito” e foi chamado “ministro das Relações Exteriores do Metodismo” por sua paixão missionária.

Inicialmente, Thomas Coke “se manteve ocupado viajando a cavalo pelo país, usando seu treinamento jurídico para trabalhar em nome de Wesley para resolver os problemas que surgiram quando o movimento metodista começou a desenvolver uma existência própria”.[85]

Ele se tornou o primeiro presidente da Conferência Irlandesa dos metodistas em 1782.

Juntamente com Francis Asbury, Wesley ordenou Thomas Coke, em 1784, como superintendentes da Igreja Metodista nas colônias americanas, com o poder de ordenar outros superintendentes no Novo Mundo.

Em 1784, Wesley pediu voluntários para acompanhar Thomas Coke na América. Ele escolheu Thomás Vazey e Richard Whatcoat.[86]

Wesley registrou em seu Diário, no dia 31 de agosto de 1784:

 “O Dr. Coke, Sr. Whatcoat e Sr. Vazey chegaram de Londres com o fim de embarcar para a América. Quarta-feira, 1º de setembro. Estando agora esclarecido na minha própria mente tomei agora um passo que me pesara por muito tempo, e nomeei o Sr. Whatcoat e Sr. Vazey para irem servir às ovelhas desconsoladas na América”.[87]

Em 1784, no dia primeiro de setembro, Whatcoart e Vasey são nomeados por Wesley como diáconos na América. Logo depois, foram ordenados presbíteros. Thomas Coke foi nomeado como superintendente na América.[88]

Thomas Coke pregou em Paris. Promoveu a criação de Missões na Escócia e Canadá. Após seu navio mudar de curso numa tempestade, chegou, em I786, a Antígua, no Caribe, onde encontrou uma congregação metodista composta quase só de negros.

“O Dr. Thomas Coke, fundador e diretor de missões estrangeiras dentro do Metodismo, visitou Antígua em 1786. Durante sua visita, Anne Hart Gilbert e sua irmã, Elizabeth Hart, converteram-se ao Metodismo após seu batismo na fé”.[89]

As irmãs Hart foram líderes da Igreja Metodista e na luta contra a escravidão.

O Plano de Missões e o pioneirismo de Thomas Coke no Caribe

É importante ressaltar a importância de Thomas Coke no desenvolvimento do metodismo no Caribe.

Em 12 de março de 1786 ele propôs um movimento de Missões para o metodismo. Ele fez uma carta introdutória para João Wesley e imprimiu um panfleto de doze páginas propondo um movimento para Missões.

Wesley aprovou o que seria chamado de 'Missões Locais' e 'Missões Estrangeiras.

O Plano de Missões tinha esses objetivos:

O primeiro objetivo foi estabelecer e apoiar uma missão nas terras altas e nas ilhas adjacentes da Escócia.

O segundo objetivo foi um projeto de língua francesa.

O propósito era “para cuidar e continuar o trabalho ... em nossas ilhas de Jersey e Guernsey.' A Igreja Episcopal Metodista dos EUA havia começado a trabalhar na Nova Escócia, Quebec e Newfoundland”.

Thomas Coke queria enviar missionários para as províncias na América e na ilha de Newfoundland.

Ele destacou o trabalho nas Índias Ocidentais e o ministério de John Baxter entre os escravos negros de Antígua e as possibilidades em São Cristóvão. O terceiro objetivo era estabelecer e apoiar missões nas ilhas das Índias Ocidentais. [90]

Thomas Coke visitou Anguila, no Caribe, em 1786. Pregou e batizou.

A libertação dos escravos ainda não havia chegado à Inglaterra e nem à Antigua. Um movimento grande a favor da abolição dos escravos em Antigua só começou de fato com as irmãs Elizabeth Hart Thwaites (1772-1833) e Anne Hart Gilbert (1773-1833), que foram batizadas por Thomas Coke, em 1786, e se tornaram lideres metodistas. Elas foram educadoras, escritoras e abolicionistas.

Em 1786, homens e mulheres de raça mista que eram ex-escravos e servos, foram pioneiros metodistas em St Kitts, São Cristovão.  Thomas Coke visitou St Kitts, em 16 de janeiro de 1787.[91]

Thomas Coke também visitou uma ilha holandesa. Ele “foi saudado por vários negros livres quando desembarcou na ilha holandesa de Sint Eustatius em 24 de janeiro de 1787”.[92]

Prosseguindo sua viagem missionária, Thomas Coke chegou a Dominica, no Caribe, em 5 de janeiro de 1787 o “Dr. Thomas Coke com três outros pregadores metodistas itinerantes, John Baxter e William Hammet, chegaram à Dominica, desembarcando em Portsmouth. O capitão do saveiro havia lhes falado sobre um simpático fazendeiro chamado Burn, e eles o procuraram imediatamente após o desembarque. Ele os deu as boas-vindas e os encorajou a começar uma missão na ilha. Coke e seu grupo seguiram para Roseau, onde encontraram uma mulata - a Sra. Webley - que havia se convertido em Antígua sob a pregação de John Baxter. Ela abriu sua casa para os missionários e foi lá que Cock pregou para um público lotado”.[93]

Thomas Coke levou o Evangelho à Jamaica, em 1789.

E foi a providencia de Deus que conduziu Thomas Coke à Jamaica. Não era seu plano, mas sim de Deus. Uma tempestade o levou à Jamaica. Ele havia deixado a “Inglaterra em 24 de setembro de 1786 com destino aos EUA levando três missionários para sua estação. No caminho, seu barco foi engolfado por uma tempestade, fazendo com que ele se desviasse do curso. Ainda no mar em dezembro, Coke e seus companheiros quase foram lançados ao mar como comida de peixe porque foram considerados um mau presságio. No início da manhã de Natal, o barco deles chegou ao porto de St. John em Antígua, a mais de 3.000 quilômetros de seu destino, a Nova Escócia.”[94]

E mais uma vez entrou a providencia de Deus e portas improváveis se abriram para Thomas Coke e o metodismo. Um cavaleiro lhe deu as boas-vindas, outro lhe ofereceu sua casa para os cultos e um católico romano lhe ofereceu uma sala de concerto para suas pregações.

“Tendo desembarcado em Port Royal em 17 de janeiro de 1789. Ele recebeu as calorosas boas-vindas de um certo Sr. Fishley, o mestre Calafate do estaleiro a quem apresentou sua carta de apresentação. O primeiro sermão de Coke foi diante de uma grande congregação na casa de um certo Sr. Treble em Kingston. A casa do Sr. Treble era pequena e, portanto, o Sr. Burn, um cavalheiro católico romano, deu-lhe o uso de uma grande sala de concertos. A segunda noite trouxe um total de seiscentas pessoas, 400 brancos e 200 negros”.[95]

Thomas Coke logo enfrentou a oposição da aristocracia quando um bando de homens brancos bêbedos entrou gritando no local onde ele pregava para cerca de 400 brancos e 200 negros.

Foi defendido por Touro e Mary Ann Smith, que pegaram um par de tesouras e exclamaram: “Agora você pode fazer o que quiser, mas o primeiro homem que puser a mão violenta nele terá esta tesoura empurrada em seu coração”.

Os molestadores recuaram resmungando. Em 1789, chegou o primeiro missionário, o reverendo William Hammett. Foi aberta uma célula com oito pessoas negras, brancas, pardas, escravas ou livres. Mary Ann Smith era a líder. [96]

Thomas Coke também visitou a ilha holandesa Sint Eustatius. Ele “foi saudado por vários negros livres quando desembarcou na ilha holandesa de Sint Eustatius em 24 de janeiro de 1787”.[97]

Liderança nas Missões

Em 1790, Thomas Coke também participou da última conferência com a presença de John Wesley em Bristol. Coke “nomeado para chefiar o primeiro comitê missionário metodista (ele mais tarde foi nomeado seu presidente, após a revisão da organização em 1804). ‘Eu imploro de porta em porta’, disse ele a seus amigos sem constrangimento, e doou a riqueza de sua família ao esforço missionário. A partir de 1792, ele liderou o envio de missionários pioneiros para a maioria das ilhas nas Índias Ocidentais, bem como para novas missões em Serra Leoa, Nova Escócia, Irlanda e França”.[98]

Em 1800, como parte do trabalho da Conexão Metodista, Coke “foi o principal responsável por estabelecer o Metodismo Wesleyano Galês como parte do trabalho missionário da conexão Metodista, da mesma forma que pregadores foram enviados em sua iniciativa para pregar em Erse, na Irlanda, em 1799”.[99]

Estabeleceu uma missão em Gibraltar, em 1803. Viajou cinco anos pela causa de missões metodistas, incluindo uma visita a Serra Leoa.

Pregou sempre com veemência contra a escravidão na América.

Thomas Coke se casou no dia 1º de abril de 1805 com Penelope Goulding Smith, uma mulher rica que gastou sua fortuna em missões. Ela faleceu em 1811. Thomas Coke se casou novamente com  Anne Loxdale, que faleceu em 1812.[100]

Além dessas perdas, foram “enormes dificuldades das viagens que empreendeu, tanto por terra como por mar. Em terra, havia árduas jornadas a cavalo por vastas florestas e rios largos, às vezes cheios de enchentes. No mar, muitos dias - e às vezes meses - foram passados ​​em pequenos veleiros de madeira, com a ferocidade dos vendavais do meio do Atlântico para enfrentar”.[101]

Reconhecimento e legado

Thomas Coke publicou diversos livros, dentre eles:  Comentários da Bíblia Sagrada; Uma história das Índias Ocidentais (1808-1811); Uma vida de John Wesley (com Henry Moore, 1792); Ata de 1784, Conferencia da Igreja Metodista Episcopal na América,  etc. [102]

Thomas Coke esperava abrir missões metodistas nas Índias Orientais. Partiu para o Ceilão em 30 de dezembro de 1813 pagando suas próprias despesas.

Ele morreu aos 66 anos após quatro meses no mar a caminho do Ceilão (Sri Lanka). Morreu no dia 3 de maio de 1814 a bordo de um navio, no Oceano Índico, onde também foi sepultado.[103]

O desejo de evangelizar o Ceilão (hoje Sri Lanka) de Thomas Coke não foi em vão. Ele é reconhecido pela Igreja Metodista do Sri Lanka como o “principal responsável pela missão no exterior ao Ceilão (atual Sri Lanka) que zarpou do porto de Portsmouth em 30 de dezembro de 1813. Durante a viagem, Coke adoeceu, morreu e foi enterrado no mar em 3 de maio de 1814. James Lynch, Thomas Hall Squance, William Ault, George Erskine e Benjamin Clough chegaram a Galle em 29 de junho de 1814”.[104]

Os companheiros de Thomas Coke logo iniciaram a missão. Eles se espalharam para diferentes lugares do país.

Em dezembro de 1816 foi concluída e aberta para adoração a capela chamada de The Wesleyan Mission House.

A educação foi um ponto forte dos missionários metodistas. Trabalharam com crianças por todo o país, criaram lar para órfãos, lar para idosos e creches.

Outros missionários chegam depois. Publicaram livros. Em 1834, os missionários fundaram o Colégio Feminino de Vembadi. “Junto com Pandit Arumuga Navalar, Peter Percival traduziu a Bíblia para o Tamil. Ele também escreveu o Dicionário Anglo-Tamil (1838), que junto com sua Coleção de Provérbios em Tamil com sua tradução em Inglês foi publicado pela Jaffna Book Society”.[105]

Thomas Coke havia expressado o desejo de ser enterrado na catedral de sua cidade natal, Brecon, no País de Gales. Então, uma grande placa memorial de ardósia na catedral dá testemunho de sua fé e serviço.[106]

Francis Asbury descreveu Thomas Coke como “um cavalheiro, um estudioso, um bispo para nós; e como um ministro de Cristo, em zelo, em trabalhos, em serviços, o maior homem do século passado”.[107]

Thomas Coke durante muito tempo “foi o principal promotor e pioneiro das missões metodistas estrangeiras. Nomeado por John Wesley como co-superintendente com Francis Asbury da Igreja Metodista na América (onde eram conhecidos como Bispos), Coke fez dezoito viagens transatlânticas, visitou treze ilhas caribenhas, presidiu muitas conferências irlandesas e organizou sozinho o recrutamento, viagens e apoio dos primeiros missionários”.[108]

Um dos livros sobre Thomas Coke o denomina de apóstolo: “Thomas Coke: Apostolo do Metodismo” de John A. Vicke, 2013.

Ele também é chamado de Pai das Missões Metodistas.[109]

 

William Morgan, “Pai do trabalho social do metodismo”

 

Fundador da "Ação Social" no Metodismo: Diferente de John Wesley, que inicialmente focava na devoção pessoal, Morgan convenceu os outros membros do "Holy Club" (Clube Santo) a visitar prisioneiros na prisão do Castelo de Oxford e cuidar dos doentes. [110]

 

 

Membro fundador do "Santo Clube", William Morgan (1714-1732) tinha uma profunda preocupação com a situação dos necessitados. Era natural para ele encorajar seus amigos estudantes a se juntarem a ele para visitar prisioneiros e ajudar os pobres em Oxford.

“William Morgan era filho de um cavalheiro irlandês. Ele era um plebeu da Igreja de Cristo ao mesmo tempo que Charles Wesley. Desde a sua infância, ele era conhecido por ser caloroso e caridoso”.[111]

Wesley e seu irmão Charles foram pela primeira vez com Morgan visitar prisioneiros no castelo em agosto de 1730. “A maioria dos que estavam na prisão tinha caído em dívidas. Morgan estava fazendo o que podia para ajudá-los a obter assistência financeira. Ele também ajudava outras pessoas necessitadas e pagava para que crianças carentes fossem à escola”.  [112]

“Propôs que eles se reunissem frequentemente para encorajar uns aos outros”

"Os Wesley já eram falados para algumas práticas religiosas, que foram ocasionadas pela primeira vez pelo Sr. Morgan, da Igreja de Cristo. Gastou muito em obras de caridade; Ele mantinha várias crianças na escola e, quando encontrava mendigos na rua, as trazia para seus aposentos e conversava com elas. Muitas dessas coisas ele fez; e, conhecendo esses dois irmãos, convidou-os a juntarem-se a ele; e propôs que eles se reunissem frequentemente para encorajar uns aos outros, e tivessem algum esquema para prosseguir em seus empregos diários”.[113]

Wesley impressionado

“Impressionado com o trabalho de Morgan, John Wesley começou a consultar sobre um plano para o grupo iniciar um programa mais sistemático de assistência social. Samuel Wesley aprovou. A família Wesley mais ampla desenvolveu um carinho e respeito por Morgan, que se tornou parte de seu círculo próximo de amigos”. [114]

Saúde de Morgan

A saúde mental e física de Morgan era motivo de preocupação.

“Em junho de 1732, enfraquecido pela doença, William Morgan voltou para casa na Irlanda”.[115]

A preocupação começou a se espalhar em Oxford de que as rotinas piedosas do “Clube Santo" eram responsáveis. A família Wesley mais ampla ofereceu apoio e conselhos. No entanto, depois de uma doença persistente, com algum tempo passado em Oxford e depois na Irlanda, Morgan morreu em casa em Dublin em 26 de agosto de 1732.  [116]

“O simpático Morgan morreu de tuberculose em 1732”. [117]

Seu pai pensou que a rigorosa rotina religiosa dos Wesley, que envolvia jejum, bem como visitar os pobres e prisioneiros, desempenhou um papel em sua morte.

Wesley escreveu ao pai de Morgan para se defender. Richard Morgan, pai de William, retirou de Wesley todas acusações.

Morgan foi o primeiro metodista a se engajar na ação social – um elemento que logo se tornou, e permanece, uma parte intrínseca do modo de vida metodista.[118]

“William Morgan e seu compromisso com os abatidos continuariam vivos. Quando John voltou da Geórgia em 1738, ele continuou a pregar nas prisões de Oxford; Carlos também continuou a pastoral carcerária com os condenados à morte. (Dadas as inúmeras ofensas que o código penal inglês da época punia com a morte, havia muitas delas).”

 

"William Morgan não foi apenas um dos primeiros metodistas de Oxford, mas o primeiro deles a entrar no céu"

O pastor metodista inglês e escritor Luke Tyerman (1820-1889) escreve eloquentemente sobre a morte de Morgan: "William Morgan não foi apenas um dos primeiros metodistas de Oxford, mas o primeiro deles a entrar no céu".[119]

 

 

Mary Bosanquet, “Mãe do acolhimento de órfãos”

 

 

Mary Bosanquet Fletcher (1739–1815) é frequentemente celebrada como a figura central do trabalho social e acolhimento de órfãos nos primórdios do metodismo. Vinda de uma família aristocrática, ela renunciou à sua riqueza para dedicar-se inteiramente ao serviço cristão e à filantropia. [120]

 

Maria Bosanquet (1739-1815) nasceu em Forest House, Leytonstone, Essex, Inglaterra. Seus pais, Samuel e Maria Dunster, eram ricos e de origem huguenotes, que frequentavam a Igreja Anglicana, na Inglaterra.[121]

Maria, ao nascer, “parecia que sua língua estava fundida no interior de sua boca, e ela quase morreu depois que foi separada”. [122]

Eram de origem francesa. Sua família era da alta sociedade. Seu pai tinha uma mansão em Leytonstone, bem como era um dos principais comerciantes em Londres. Além de Maria Bosanquet, havia uma filha mais velha e dois filhos mais novos.  O filho Samuel era um diretor do Banco da Inglaterra.[123]

“No início dos cinco anos, a pequena Maria estava ansiosa com sua alma, e perguntou aos mais velhos o que era pecado à vista de Deus”.[124]

Desde pequena, ela mostrou interesse espiritual reconhecendo ser pecadora e indagava se tinha fé em Cristo. Sua família era da alta sociedade.

“Quando tinha cerca de 18 anos, sentiu-se convencida de que não apenas por ficar longe dos teatros, da dança, etc., ela deveria prestar seu testemunho, mas também deixando de lado vestidos e ornamentos mundanos. Isso significava separar, de fato, para um de seu alto escalão, mas a vontade do Senhor para ela era suprema”.[125]

Uma conversa entre sua irmã e uma empregada metodista confirmou a sua visão de fé. “Conheceu algumas mulheres metodistas de Londres que a levou a abandonar a vida social frívola para se dedicar a Cristo. Ela experimentou a presença de Jesus e desejou ser santa e dedicada ao seu Salvador”. [126]

Maria foi forçada a sair de casa, quando seu pai quis impedir dela exercer seu chamado de testemunhar Jesus aos seus irmãos. Ela não aceitou isso. "Então," ele disse, "você me força a colocá-lo para fora da minha casa. Eu não sei se você nunca me desobedeceu intencionalmente [sic] em sua vida, mas apenas nessas fantasias."[127]

Ela foi assim forçada a sair de casa. Preferiu obedecer a Jesus. “Nada além de amor por Jesus uma decisão fixa de ser obediente a toda a vontade do Senhor poderia tê-la constrangido a fazê-lo. Ela era maior de idade, e já estava na posse de uma pequena fortuna. Com sua empregada, ela foi para um alojamento de dois quartos, e sua vida de autonegação e tarifa humilde começou”.[128]

Ela tinha 21 anos, em 1760, quando deixou seus pais e se mudou para alojamentos em Londres. Ela se uniu à Sociedade Metodista em Londres e participou do renascimento metodista em 1761-2.

Em 1762 ela foi morar em sua própria casa em Leytonstone, onde, com Sarah Crosby e Sarah Ryan, ela estabeleceu uma comunidade cristã cuidando de crianças carentes e começou a ‘exortar, e a ler e expor as escrituras". [129]

Desde a sua infância, Maria tinha consciência do cuidado de Deus por ela.

“Ela estava consciente do espírito de Deus que se esforçava comigo e me oferecia salvação desde a infância e que sua confirmação na Catedral de São Paulo aos treze anos, seguindo instruções pessoais no catecismo de seu pai, era ' uma ordenança muito estimulante para mim' (Moore, 13, 20). No entanto, rejeitando o estilo de vida elegante de sua família, ela saiu de casa em 1760 e abraçou o Metodismo, juntando-se à London Foundery Society, onde experimentou um aprofundamento de sua consciência espiritual durante o renascimento de 1761-2.”[130]

Sua conversão ao metodismo

Seu interesse pelo metodismo começou aos seis anos com uma empregada metodista que trabalha em sua casa.

Quando tinha treze anos, sua irmã mais velha a apresentou a Sra. Lefevre, uma metodista, membro da London Foundery Society.

“Sra. Lefevre, uma das primeiras escritoras metodistas e a ilustre autora de ‘Cartas sobre Assuntos Religiosos’. Este clássico espiritual era um grande favorito com a primeira geração de Metodistas, e foi especialmente recomendado por John Wesley, que havia escrito o prefácio. A Srta. Bosanquet era uma visitante frequente na casa da Sra. Lefeyre, onde ela conhecia os principais metodistas de Londres”.[131]

Ela foi então despertada para ser uma metodista. Bosanquet começou a rejeitar seu estilo de vida luxuoso e passou a se vestir de maneira simples.[132]

Mas em 1757, Bosanquet conheceu Sarah Crosby, que na época era uma líder de classe metodista. Conhecer Crosby foi o empurrão final que Bosanquet precisava. Ela começou a visitar Sarah Crosby e Sarah Ryan nos Moorfields, a fim de aprender mais sobre  o metodismo.

Aos 21 anos, em 1760, ela aborreceu seus pais ao se recusar se casar com um jovem rico. Ela deixou seus pais e foi para uma propriedade da família em Leytonstone.

Ela então dedicou sua vida ao metodismo e aos pobres rejeitando sua riqueza e tornando-se ativa na Sociedade de Fundição.

Em 1763, decidiu usar sua riqueza para ajudar aos carentes. Criou uma comunidade com a metodista Sarah Ryan para cuidar de crianças e adultos carentes.

Os pregadores metodistas itinerantes encontravam ali repouso. A casa se tornou uma escola, orfanato, hospital e hospedaria.

“Em junho de 1768, a fim de estabelecer o trabalho em uma base financeira mais segura, a comunidade mudou-se para Cross Hall”.[133] Ela foi uma das primeiras diaconisas metodista.

Maria Bosanquet “nasceu em uma família rica, mas depois de se converter ao metodismo, rejeitou sua vida luxuosa. Ela esteve envolvida em trabalhos de caridade ao longo de sua vida, operando uma escola e orfanato até seu casamento com John Fletcher.[134]

O legado de Maria Bosanquet começou com Leytonstone House, uma casa que tinha sido propriedade da sua família, localizada em Essex.

“De 1763 a 1768, a casa de Leytonstone prosperou como um lugar para a comunidade cristã. Servindo como ponto de encontro para oração e estudo bíblico, bem como uma casa de pregação, orfanato e escola, a propriedade até funcionava como um centro de serviço social para os pobres e necessitados do bairro. Visitado por John Wesley em 1767, ele observou em seu diário: "Ó que casa de Deus é aqui! Não só por decência e ordem, mas pela vida e poder da religião!"[135]

Maria era uma mulher rica cuja fortuna foi aumentando. “Quando por volta dos 23 anos, ela, com sua santa amiga, a Sra. Sarah Ryan, retirou de seus alojamentos em Hoxton para uma de suas propriedades, uma mansão em Laytonstone. Isso ela montou para órfãos, crianças carentes e mulheres carentes. Como seu Salvador, ela escolheu os pobres, os publicitários e os pecadores. Ela mesma no comando, Sra. Ryan auxiliando, eles administraram sua casa de vinte ou trinta com sucesso e bênção divina”.[136]

A partir de 1763, Maria Bosanquet começou a trabalhar com Crosby e Sarah Ryan em seu orfanato, The Cedars (Os Cedros), em Leytonstone. [137]

Sarah Ryan (1724-1768) “foi cofundadora do orfanato/escola metodista chamado The Cedars com Mary Bosanquet Fletcher. O trabalho de Ryan no The Cedars foi muito elogiado por John Wesley”.[138]

Sarah Ryan se interessou pelo metodismo aos 17 anos ouvindo George Whitefield, mas só se converteu mesmo ao metodismo com Wesley em 1754.

Ela ficou muito próxima de Mary Bosanquet. Ryan compartilhou suas experiências de trabalhar na Kingswood School com Maria Bosanquet.

Em março de 1763, elas, então, estabeleceram “um orfanato/escola semelhante. Eles fizeram isso no ‘The Cedars’, uma das propriedades da família Bosanquet em Leytonstone. Ryan e Bosanquet contrataram uma empregada para ajudá-los. Elas também acolheram a sobrinha órfã de Ryan, Sarah "Sally" Lawrence”.[139]

“As mulheres dos Cedars acolheram membros dos pobres de Londres, incluindo aqueles que se desviaram do caminho de Deus. Os residentes usavam uniformes de algodão roxo escuro e comiam juntos. As crianças foram ensinadas como, leitura, religião, escrita, enfermagem e habilidades domésticas para prepará-las para a vida posterior”.[140]

A propriedade era conhecida localmente como '' The Cedars ". Ela havia ficado vaga. “Maria e Sarah Ryan (a amiga que John Wesley mais tarde descreveria como sua ‘alma gêmea’) se mudaram para lá em 24 de março com a intenção de estabelecer um orfanato e uma escola com base no protótipo do próprio Wesley em Kingswood. John Wesley manteve este modelo de comunidade cristã, combinando piedade pessoal vibrante e serviço social ativo, sob sua vigilância pessoal. Em 1º de dezembro de 17 64, ele expressou seu otimismo e grandes expectativas em relação ao seu progresso: ‘M [ary] B [osanquetJ me deu mais um relato de seus negócios na pedra de Leyton. É exatamente Pietas Hallensis em miniatura. O que será ainda não aparece.’ No ano seguinte, em 12 de dezembro de 1765, ele relatou: ‘Cavalguei até Leytonstone e encontrei uma família verdadeiramente cristã: isto é, o que aquilo em Kingswood deveria ser, e seria, se tivesse tal governanta."[141]

Foi com a ajuda de um legado de sua avó e o apoio de sua amiga próxima Sarah Ryan, que ela “estabeleceu uma comunidade cristã em Leytonstone, fornecendo crianças e adultos carentes, e começou a ler as escrituras nas reuniões de classe metodista, que eram realizadas regularmente nas noites de quinta-feira. Entre 1763 e 1768, cerca de trinta e quatro adultos, incluindo seus colegas de trabalho Sarah Crosby e Ann Tripp, e trinta e cinco filhos, incluindo Sally Lawrence, uma órfã de quatro anos, que permaneceu devotadamente ligada a Maria pelo resto de sua vida, se juntaram à comunidade”.[142]

Ryan faleceu e Mary Bosanquet estabeleceu o orfanato em outro lugar Em 1768, ela transferiu a instituição para Cross Hall, em Yorkshire.

Bosanquet deixou Cedars e “colocou os olhos em Morley. Lá ela comprou uma fazenda que ela chamou de Cross Hall, e começou um orfanato para 14 meninas. Cross Hall também se tornou um centro do Metodismo, abrigando muitas figuras femininas proeminentes”.[143]

A transferência foi a fim de “estabelecer o trabalho em uma base financeira mais segura, a comunidade mudou-se para Cross Hall, Gildersome, Morley, perto de Leeds, onde Maria enfrentou o considerável desafio de gerenciar um orfanato, escola, fazenda de laticínios e maltkilns sem a ajuda de Sarah Ryan, que morreu pouco depois de se mudar para o norte. Destemida, no entanto, ela começou, com Sarah Crosby, reuniões religiosas regulares de quarta-feira à noite, e as mulheres logo estavam buscando conselhos de John Wesley”.[144]

Os pregadores metodistas itinerantes encontravam ali repouso. A casa se tornou uma escola, orfanato, hospital e hospedaria.

Mary Bosanquet se casou com John Fletcher e foi uma das primeiras pregadoras autorizadas por Wesley.



Hannah Ball, a “Mãe da Escola Dominical”

 

Hannah Ball (1734–1792) foi uma pioneira metodista inglesa, frequentemente chamada de a "Mãe da Escola Dominical" por ter estabelecido uma das primeiras iniciativas de ensino religioso e secular para crianças, anos antes da popularização do movimento por Robert Raikes. [145]

 

Hanna Ball era filha de um fazendeiro. Ela nasceu em 13 de março de 1733 (ou 1734) e passou a maior parte de sua vida em High Wycombe. Ela nunca se casou, mas viveu com vários parentes e cuidou dos filhos de seu irmão.

“Hannah leu os sermões de Thomas Walsh e ouviu John Wesley pregar em janeiro de 1765, após o que ela começou uma correspondência com ele e eles se tornaram amigos. Eles trocaram dezenas de cartas ao longo dos anos.

Hannah tornou-se um membro importante da sociedade metodista em High Wycombe e foi incansável em visitar os pobres e os doentes. Em 1769, ela começou uma "aula" para crianças que trabalhavam nas pousadas locais. Eles se reuniam antes do culto dominical para instrução religiosa e às segundas-feiras para aprender a ler e escrever. Como se acredita que esta seja a primeira instituição desse tipo, Hannah agora é considerada a fundadora do movimento da Escola Dominical”.[146] 

Hannah Ball era membro da Sociedade Metodista em High Wycombe.[147]

A primeira Escola Dominical foi criada em 1769 pela metodista Hannah Ball (1734-1792) em Wycombe. Ela escreveu a Wesley e relatou o seu trabalho a John Wesley, em 1770: “As crianças se reúnem duas vezes por semana, aos domingos e segundas-feiras. É um grupo meio selvagem, mas parece receptivo à instrução. Trabalho entre eles com a ânsia de promover os interesses de Cristo”.[148] 

Hannah era uma pessoa consagrada e estava preocupada com o bem-estar espiritual dos adultos; Ela foi responsável pelas várias conversões, incluindo uma Charles Dean, um homem "muito perverso" em seu leito de morte, bem como sua esposa e irmã. [149] 

“Ela foi muito encorajada em seu trabalho por John Wesley. Ele também pediu que ela monitorasse o trabalho dos pregadores em sua área e contou a ela sobre os novos pregadores de circuito e como apoiá-los. Por exemplo, em abril de 1774, ele escreveu sobre Joseph Bradford;

"Adverti-o gentilmente para não falar muito rápido ou muito alto, e diga-lhe se ele não prega forte e explicitamente sobre a perfeição"

Seguindo o conselho de Wesley, Hannah rompeu o noivado para se casar com um homem que ele considerava "ímpio". Wesley, no entanto, encorajou Hannah e um grupo de outras mulheres metodistas a se corresponderem, darem ajuda mútua e visitarem as sociedades umas das outras”. [150] 

 

 



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[10]https://pt.scribd.com/document/416974780/08-Historia-II-Walker-O-Reavivamento-Evangelico-Na-Gra-Bretanha#

[11] https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/susanna-wesley/

[12] Idem.

[13] https://www.ultimato.com.br/conteudo/a-devocao-de-susanna-wesley

[14] https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/susanna-wesley/

[15] https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/susanna-wesley/

[16]https://guiame.com.br/gospel/familia/mae-do-pregador-john-wesley-deixou-dicas-de-como-educar-criancas-luz-do-evangelho.html

[17] REILY, Duncan Alexander. Metodismo brasileiro e wesleyano, Ibidem, p.49.

[18] WESLEY, João. Trechos do Diário de João Wesley, Ibidem, p.225.

[19] Ibidem.

[20] Ibidem, p.226.

[21] Ibidem.

[22] Ibidem, p.227.

[23] Ibidem, p.229.

[24] Ibidem.

[25] Ibidem.           

[26] Ibidem, p.230.

[27] Ibidem, p.231.

[28] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p.26.

[29] LILIÈVRE, Mateo. João Wesley – Sua vida e obra. São Paulo: Editora Vida, 1997, p.28.

[30] Ibidem, p.27.

[31] Ibidem, p.29.

[32] WILLIAMSON, Glen. Susanna. Miami, EUA: Editora Vida, 1988, p.182.

[33] https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/susanna-wesley/

[34] Visão geral criada por IA do Google

[35] Paul E. Buyers. A vida de Carlos Wesley, o poeta do Metodismo (1707-1788). http://www.metodista.org.br/a-vida-de-carlos-wesley-o-poeta-do-metodismo-1707-1788   

[36] Idem.

[37] Idem

[38] Visão geral criada por IA do Google

[39] http://www.metodista.org.br/a-vida-de-carlos-wesley-o-poeta-do-metodismo-1707-1788

www.pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Wesley

https://gbgm-umc.org/UMhistory/wesley/hymns

www.bbc.co.uk/religion/.../charleswesley_1.shtm

http://www.bbc.co.uk/religion/religions/christianity/people/charleswesley_1.shtml

http://www.christianitytoday.com/history/people/poets/charles-wesley.html

[40] Visão geral criada por IA

[41] Visão geral criada por IA do Google

[42] https://www.georgiaencyclopedia.org/articles/arts-culture/george-whitefield-1714-1770/

[43] https://apmt.org.br/george-whitefield-o-principe-dos-pregadores-ao-ar-livre/

[44]George Whitefield - Ministérios Pão Diário (paodiario.org). https://paodiario.org/autores-classicos/george-whitefield/

[45]http://biografiadosheroisdafe.blogspot.com/ 2010/01/jorge-whitefield.html

[46]http://biografiadosheroisdafe.blogspot.com/ 2010/01/jorge-whitefield.html

[47] George Whitefield - Ministérios Pão Diário (paodiario.org). https://paodiario.org/autores-classicos/george-whitefield/

[48] https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/wesley-vs-whitefield

[49] https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/wesley-vs-whitefield

[50] https://www.georgiaencyclopedia.org/articles/arts-culture/bethesda/

[51]https://apmt.org.br/george-whitefield-o-principe-dos-pregadores-ao-ar-livre/

[52] https://seedbed.com/ when-george-whitefield-and-john-wesley-met-radical-things-started-to-happen/

[53] https://www.newroombristol.org.uk/content/uploads/2017/04/A_brief_guide_to_the_New_Room.pdf

[54] Visão geral criada por IA do Google

[55] https://www.eismeaqui.com.br/sem-categoria/john-fletcher-1729-1785

[56] https://hls-dhs-dss.ch/de/articles/029084

[57] https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[59] https://www.christianity.com/church/church-history/timeline/1701-1800/

[60] https://victorshepherd.ca/john-fletcher-jean-guillaume-de-la-flechere

[62] https://victorshepherd.ca/john-fletcher-jean-guillaume-de-la-flechere

[63]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.

[64]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.

[65] Idem.

[66] Visão geral criada por IA do Google

[67]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.

[68] https://wikimili.com/en/John_William_Fletcher

[69]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[70]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.

[71] Idem.

[72] No. XXVI, Londres, terça-feira, 7 de agosto de 1770, Q. 28. A. 2. Minutos das Conferências Metodistas 1744-98 [Mason, 1862] 95).

[73]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[76]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[77] Sante Uberto Barbieri.Estranha Estirpe de Audazes,Cap. 7 – O Paladino da Divina Misericórdia. https://arminianismo.wordpress.com/john-fletcher

[78]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar

[79]https://hls-dhs-dss.ch/de/articles/029084

[80] Visão geral criada por IA do Google

[81] https://holyjoys.org/the-legacy-of-thomas-coke-the-father-of-methodist-missions-part-1/ 

[82] https://holyjoys.org/the-legacy-of-thomas-coke-the-father-of-methodist-missions-part-1/

[84] https://holyjoys.org/the-legacy-of-thomas-coke-the-father-of-methodist-missions-part-1/

[85] http://www.methodistheritage.org.uk/thomas-coke-memorial-celebrations-readings-from-brecon-cathedral-0514.pdf

[86] HEITZENHATER, Richard  P., Ibidem, p p.287.

[87] WESLEY, João. Trechos do diário de João Wesley. Ibidem, p.165.

[88] HEITZENHATER, Richard P., cit, p.287.

[89] http://www.bu.edu/missiology/gilbert-anne-hart-1768-1833/

[91] www.methodistheritage.org.uk/missionary-history-neal-in-the-beginning-2011.pdf

[93] https://www.localprayers.com/DM/Roseau/138256516537928/Dominica-Circuit-of-the-Methodist-Church-in-the-Caribbean-and-the-Americas

[98]http://www.bu.edu/missiology/missionary-biography/c-d/coke-thomas-1747-1814/

[99] https://biography.wales/article/s-COKE-THO-1747?&query=Lewis%20Owen&sort=sort_name&page=6

[100] https://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Coke_(bishop)

[101] http://www.methodistheritage.org.uk/thomas-coke-memorial-celebrations-readings-from-brecon-cathedral-0514.pdf

[102] https://www.goodreads.com/author/list/2842681.Thomas_Coke

[103] https://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Coke_(bishop)

[104] https://en.wikipedia.org/wiki/Methodist_Church_in_Sri_Lanka

[105] Idem.

[106] http://www.methodistheritage.org.uk/thomas-coke-memorial-celebrations.htm

[107] Idem.

[108] http://www.methodistheritage.org.uk/missionaryhistory-overview.htm

[109] https://holyjoys.org/the-legacy-of-thomas-coke-the-father-of-methodist-missions-part-1/

[110] Visão geral criada por IA do Google

[111] https://www.wesleysoxford.org.uk/people/holy-club/william-morgan

[112] https://www.wesleysoxford.org.uk/people/holy-club/william-morgan

[113] https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=1370

[114] https://www.wesleysoxford.org.uk/people/holy-club/william-morgan

[115] https://www.wesleysoxford.org.uk/people/holy-club/what-was-the-holy-club

[116] https://www.wesleysoxford.org.uk/people/holy-club/what-was-the-holy-club

[117] https://www.whdl.org/sites/default/files/resource/7387091/John%20Wesley%20The%20Methodist.pdf

[119] http https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/william-morgans-gift

s://www.utpjournals.press/doi/abs/10.3138/tjt.19.1.25

[120] Visão geral criada por IA do Google

[121]Huguenotes era o nome dado aos protestantes franceses durante as guerras religiosas na França (segunda metade do século XVI). https://pt.wikipedia.org/wiki/Huguenote.

[122] https://pipiwiki.com/wiki/Maria_Bosanquet_Fletcher

[123] ttps://www.oxforddnb.com/view/10.1093/ref:odnb/9780198614128.001.0001/...

[124] https://historyswomen.com/women-of-faith/Maria-bosanquet-fletcher

[125] https://historyswomen.com/women-of-faith/Maria-bosanquet-fletcher

[126] Idem

[127] Idem.

[128] https://historyswomen.com/women-of-faith/Maria-bosanquet-fletcher

[129]https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=383

[130] https://www.oxforddnb.com/view/10.1093/ref:odnb/9780198614128.001.0001/...

[131] https://www.mywesleyanmethodists.org.uk/content/people-2/lay_people

[132] https://en.m.wikipedia.org/wiki/Maria_Bosanquet_Fletcher

[133] https://www.oxforddnb.com/view/10.1093/ref:odnb/9780198614128.001.0001/odnb-9780198614128-e-40209

[134]  Idem.

[135] https://difficultwomenconference.wordpress.com/2014/11/26/i-would-be.

[136] https://historyswomen.com/women-of-faith/Maria-bosanquet-fletcher

[137] en.wikipedia.org/wiki/Crosby,_Sarah

[138] https://www.wikizero.com/en/Sarah_Ryan_(Methodist)

[139] Idem.

[140] https://www.howold.co/person/Maria-bosanquet-fletcher/biography

[141] archives.gcah.org/bitstream/handle/10516/6481/MH-2000-07-Chil…, “An early methodist community of women”  por Paul Wesley Chilote, Methodist History, 2000.

[142]https://www.oxforddnb.com/view/10.1093/ref:odnb/9780198614128.001.0001/

[143] https://pipiwiki.com/wiki/Maria_Bosanquet_Fletcher

[144] https://www.oxforddnb.com/view/10.1093/ref:odnb/9780198614128.001.0001/...

[145] Visão geral criada por IA do Google

[146] https://www.mywesleyanmethodists.org.uk/content/people-2/lay_people/hannah-ball-friend-john-wesley-founder-first-sunday-school

[147] LUCCOCK, Halford, Ibidem, p. 86.

[148] https://www.mywesleyanmethodists.org.uk/content/people-2/lay_people/hannah-ball-friend-john-wesley-founder-first-sunday-school

[149] https://www.mywesleyanmethodists.org.uk/content/people-2/lay_people/hannah-ball-friend-john-wesley-founder-first-sunday-school

[150] https://www.mywesleyanmethodists.org.uk/content/people-2/lay_people/hannah-ball-friend-john-wesley-founder-first-sunday-school

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