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fevereiro de 1998.
Livros publicados na Biblioteca Digital Wesleyana:
750
Livros publicados pelo autor: 795
Endereço: https://bibliotecawesleyana.blogspot.com
Capa: John Fletcher,
Wesley, Susanna Wesley (em cima); Thomas Coke, Mary Bosanquet, George
Whitefield e Carlos Wesley (embaixo).
Toda gloria a Deus!
Odilon Massolar Chaves é pastor metodista
aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São
Paulo.
Filho do rev.
Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.
É casado com RoseMary.
Tem duas filhas: Liliana e Luciana.
Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na
Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos
dias.
Foi editor do jornal oficial metodista e coordenador
de Curso de Teologia.
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Índice
· Introdução
· Destaques dos capítulos do livro
·
Susanna Wesley,
a “Mãe do metodismo”
·
Carlos Wesley,
“Pai da hinologia no metodismo”
·
George
Whitefield, “Pai da pregação ao ar livre”
·
John Fletcher,
“Pai da sistematização teológica do metodismo”
·
Thomas Coke,
“Pai das missões metodistas”
·
William Morgan,
“Pai do trabalho social do metodismo”
·
Mary
Bosanquet, “Mãe do acolhimento de órfãos”
·
Hannah Ball, a
“Mãe da Escola Dominical”
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Introdução
“Pais e Mães do Movimento Metodista” é um livro de 54 páginas que relata
a história de metodistas que foram pioneiros em algumas áreas da Missão.
“O movimento metodista, surgido no século XVIII como um avivamento
dentro da Igreja Anglicana, teve como principais "pais" os
irmãos John e Charles Wesley, e como figura materna central, Susanna
Wesley. O movimento focava na santidade pessoal, no estudo bíblico rigoroso
e na ação social”.
Outras figuras como Mary Bosanquet, John Fletcher, Hanna Ball, William
Morgan e George Whitefield foram pioneiros, “Pais e mães”, dentro do Movimento
Metodista.
Os capítulos estão assim divididos:
· Susanna Wesley, a “Mãe do metodismo”
· Carlos Wesley, “Pai da hinologia no
metodismo”
· George Whitefield, “Pai da pregação ao ar
livre”
· John Fletcher, “Pai da sistematização teológica
do metodismo”
· Thomas Coke, “Pai das missões metodistas”
· William Morgan, “Pai do trabalho social do
metodismo”
· Mary Bosanquet, “Mãe do acolhimento de
órfãos”
· Hannah Ball, a “Mãe da Escola Dominical”
Cada um contribuiu dentro de uma área específica trazendo um equilíbrio
ao metodismo em sua missão.
O Autor
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Destaques dos capítulos
Susanna Wesley, a “Mãe do metodismo”
Susanna Wesley (1669–1742), conhecida como a "Mãe do
Metodismo", moldou o movimento através de uma educação rígida,
disciplinada e baseada na piedade cristã para seus 19 filhos, incluindo John e
Charles Wesley. Ela introduziu cultos domésticos
e métodos de ensino que prefiguraram a estrutura do Metodismo, focando na
oração, disciplina diária e estudo bíblico. [1]
Carlos Wesley, “Pai da
hinologia no metodismo”
Carlos Wesley (ou Charles Wesley) foi uma das figuras centrais e fundadoras do
movimento metodista no século XVIII, exercendo uma influência que equilibrava
a liderança organizativa de seu irmão, John Wesley, com uma profunda expressão espiritual e teológica através
da música. [2]
George Whitefield, “Pai da
pregação ao ar livre”
George Whitefield (1714–1770) foi um
evangelista anglicano inglês e figura central do Primeiro Grande Despertar na
Grã-Bretanha e na América. Ele é amplamente
considerado o "Pai da pregação ao ar livre" (ou "Príncipe dos
pregadores ao ar livre") por ter sido pioneiro em levar a mensagem do
evangelho para fora das paredes da igreja, alcançando multidões nas praças,
campos e minas durante o século XVIII. [3]
John Fletcher, “Pai da sistematização teológica do metodismo”
John William Fletcher (1729-1785), vigário de Madeley, foi o principal
sistematizador teológico do metodismo primitivo e braço direito de John
Wesley. Sua defesa da santificação completa, oração fervorosa e teologia
wesleyana contra o antinomianismo solidificou o movimento, influenciando profundamente
a teologia do amor e os movimentos de santidade.[4]
Thomas Coke, “Pai das missões metodistas”
Thomas Coke (1747–1814) foi uma das figuras mais influentes do
movimento metodista, frequentemente descrito como o "braço direito"
de John Wesley e o "pai das missões metodistas". Ordenado sacerdote anglicano, juntou-se a Wesley em
1776, tornando-se um organizador-chave, missionário incansável e o primeiro
bispo metodista. [5]
William Morgan, “Pai do
trabalho social do metodismo”
Fundador da "Ação Social" no Metodismo: Diferente de John Wesley, que
inicialmente focava na devoção pessoal, Morgan convenceu os outros membros do
"Holy Club" (Clube Santo) a visitar prisioneiros na prisão do Castelo
de Oxford e cuidar dos doentes. [6]
Mary Bosanquet, “Mãe do acolhimento
de órfãos”
Mary Bosanquet Fletcher (1739–1815) é frequentemente celebrada como a
figura central do trabalho social e acolhimento de órfãos nos primórdios do metodismo. Vinda de uma
família aristocrática, ela renunciou à sua riqueza para dedicar-se inteiramente
ao serviço cristão e à filantropia. [7]
Hannah Ball,
a “Mãe da Escola Dominical”
Hannah Ball (1734–1792) foi uma pioneira metodista inglesa, frequentemente chamada de a "Mãe da Escola Dominical" por
ter estabelecido uma das primeiras iniciativas de ensino religioso e secular
para crianças, anos antes da popularização do
movimento por Robert Raikes. [8]
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Susanna Wesley, a “Mãe do metodismo”
Susanna Wesley (1669–1742), conhecida como a "Mãe
do Metodismo", moldou o movimento através de uma educação rígida,
disciplinada e baseada na piedade cristã para seus 19 filhos, incluindo John e
Charles Wesley. Ela introduziu cultos domésticos
e métodos de ensino que prefiguraram a estrutura do Metodismo, focando na
oração, disciplina diária e estudo bíblico. [9]
A primeira
professora
Susanna Wesley (1669-1742)
era a 25ª filha do Dr. Samuel Annesley e Mary White.
Ela gostava de Teologia.
Dominava bem francês, latim e o grego. Em 1688, com 19 anos, casou-se com
Samuel Wesley, que tinha 26 anos, e tiveram 19 filhos.
Samuel e Susanna “eram
descendentes de não-conformistas, seus avós estavam entre os clérigos expulsos
em 1662. O pai, Samuel Wesley (1662-1735), preferira o ministério da Igreja
estabelecida e fora, desde 1696 até a morte, pároco da igreja campesina de Epworth.
Homem de sincera tendência religiosa, no entanto era pouco prático. Escreveu a
Vida de Cristo em verso e um comentário ao livro de Jó. A mãe, Suzana Annesley,
era mulher de notável fortaleza de caráter, sendo, como seu marido, anglicana
devota. Os filhos tinham muito dos pais, mais talvez da força materna. Num lar
de dezenove filhos, dos quais oito morreram na infância, a regra era do
trabalho duro e de estrita economia.”[10]
“Certa vez, quando seu
marido lhe perguntou exasperado: ‘Por que você se assenta aí ensinando a mesma
lição pela 20ª vez a essa criança medíocre?’, ela respondeu calmamente: ‘Se
tivesse me satisfeito em mencionar esse assunto somente 19 vezes, todo o esforço
teria sido em vão. Foi a 20ª vez que coroou todo o trabalho”.[11]
Ela começava a ensinar o
alfabeto aos filhos no dia do aniversário de cinco anos.
Ela se preocupava com a
felicidade de seus filhos. Mantinha um horário rigoroso em seu lar, era
disciplinada e metódica. Ela sempre recompensava a obediência.[12]
Susanna passou a realizar
culto nos domingos à tarde para a família. Muitos vieram participar, chegando a
haver cerca de 200 pessoas.
Além de cartas, Susanna
Wesley escreveu meditações e comentários bíblicos para seu próprio uso.
Durante sua vida, ela deu
conselhos a João Wesley.
Em uma carta, Susanna
enfatizou que “o propósito principal da pregação era consertar a vida das
pessoas e não encher suas cabeças com teologia ou doutrina”.[13]
Uma mãe
virtuosa
Susanna Wesley foi exemplar
mesmo sendo mãe de dezenove filhos e filhas. Passou por lutas iguais às da
família de hoje. Na verdade, muito mais.
Seu marido Samuel foi preso
por causa de dívida e ela teve que manter sozinha sua casa por um período.
Naquele tempo, enquanto não pagasse a dívida, a pessoa permanecia presa.
Sofreu a dor da perda. Nove
de seus filhos morreram ainda bebes. “Seus gêmeos morreram, assim como sua
primeira filha, Susanna. Entre 1697 e 1701, cinco de seus bebês morreram (...).
Alguns de seus filhos tiveram varíola”.[14]
E ela foi mãe exemplar a
ponto de haver diversos livros sobre sua educação e cuidado com seus filhos e
filhas. Mas ela era uma mulher determinada e com uma visão a frente de seu
tempo.
Seus filhos e filhas quando
aprendiam a ler, ela ensinava primeiramente os primeiros versículos da Bíblia.
Reservava cada dia para um dos seus filhos e filhas para conversar e saber de
suas dificuldades e desenvolvimento.
Foi muito metódica. Dois de
seus filhos revolucionaram a vida espiritual na Inglaterra, no século XVIII.
Eles se chamavam João e Carlos Wesley.
João Wesley foi grande
organizador, administrador. Pregava de forma maravilhosa e foi extremamente
dedicado na busca da santidade. Restaurou as doutrinas do Espírito Santo e da
Perfeição Cristã que estavam esquecidas em sua época. Carlos Wesley foi pregador
e compôs cerca de nove mil hinos, que o povo metodista cantava com entusiasmo.
Susanna foi pregadora da
Palavra em uma época em que as mulheres não pregavam. Seu lar foi transformado
em local de culto. Com a prisão de seu esposo, ela abriu as portas de sua casa
e ministrava a Palavra para cerca de 200 pessoas.
Susanna foi conselheira de
Wesley. Depois da morte de seu marido Samuel, em 1735, ela foi morar com uma
filha e, depois, com João Wesley na chamada Fundição, que era o “Quartel
General” do metodismo.
Em diversas ocasiões,
orientou seus filhos e filhas por carta e pessoalmente. Quando um leigo do
grupo chamado metodista começou a pregar nas ruas, Wesley pensou em impedir,
mas sua mãe o aconselhou primeiro a ouvi-lo.
Não era costume pregar nas
ruas. Wesley foi ouvi-lo e aprovou a nova estratégia. Ele mesmo constantemente
pregou nas ruas. Quando foi impedido de pregar nos templos anglicanos, Wesley
disse: “O mundo é a minha paróquia”.
Veja algumas práticas de
Susanna com seus filhos e filhas:
- Seus filhos eram ensinados
sobre a importância da confissão. Quando eles faziam algo errado e confessavam,
ela não os punia, mas louvava suas atitudes.
- Quando era necessário
disciplinar, ela era gentil e moderada.
- O respeito pelos outros
era uma obrigação.
- Nenhuma das crianças podia
invadir a privacidade de um irmão ou irmã por mais insignificante que fosse.[15]
A mestre em Psicologia
Janete Suárez escreveu um artigo onde ela comenta sobre a educação para crianças e faz uso de dicas de
Susanna Wesley:
“Não permita que as crianças
comam entre as refeições e estejam na cama após às 20h.
As crianças devem tomar seu
remédio sem reclamar e nada deve ser dado se pedem chorando. Apenas
educadamente.
As crianças devem aprender a
orar tão logo comecem a falar. Elas também devem ficar em silêncio durante o
culto familiar.
Para evitar mentiras, não
deve ser punido nenhum erro confessado e do qual logo os filhos se arrependam.
A obstinação dos filhos deve ser dominada e trabalhada com Deus para salvar sua
alma.
Não permita que um ato
pecaminoso da criança passe impune.
Não puna os filhos duas
vezes por uma única ofensa.
O bom comportamento dos
filhos deve ser sempre elogiado e recompensado e toda tentativa de agradar,
mesmo que pequena, também deve ser elogiada.
As crianças devem preservar
o direito de propriedade, mesmo em caso de menor importância.
Os filhos devem ser
ensinados a temer a vara e cumprir com rigor todas as promessas feitas.
Não exija que uma filha
trabalhe antes que aprenda a ler bem”.[16]
Susanna teve os mesmos
problemas da família atual ou muito mais. Mas foi uma vencedora e hoje é vista
como uma mãe modelo, uma mãe virtuosa.
Seus métodos
de ensino
Susanna Wesley é citada por
alguns historiadores como a "mãe do Metodismo",[17]
pois através dos seus métodos disciplinou os seus filhos e filhas e sua
atuação junto à Wesley foi determinante em sua vida espiritual.
Susanna marcou profundamente
a vida de seus filhos. Ela tinha consciência de sua responsabilidade. Muitas
vezes, teve que tomar decisão sozinha pela ausência de seu esposo, Samuel
Wesley.
Wesley um dia solicitou a
sua mãe que lhe escrevesse sobre as principais regras que ela usou na educação
familiar. Susanna lhe respondeu, em 24 de julho de 1732, dizendo que ele
poderia dispor das regras, se as julgasse proveitosas.[18]
Dentre as diversas regras
utilizadas por Susanna Wesley com os filhos e filhas, estão:
“As crianças tinham de
conformar-se a certo método de viver, em certas coisas compreensíveis, desde o
nascimento; tais como, vestir, despir, mudança de fralda, etc.”[19]
“Quando chegavam à idade de
um ano (e algumas antes dito), eram ensinadas a temer a vara, e a chorar
brandamente.”[20]
“Uma vez crescidas e mais
fortes, eram limitadas a três refeições do dia.”[21]
“Às dezoito horas, logo que
terminasse o culto doméstico, jantavam; às dezenove horas a empregada dava
banho nelas; e, começando com a mais nova, ela mudava a roupa delas e preparava
todas para a cama às vinte horas.”[22]
“As crianças do nosso lar,
logo que podiam falar, era ensinado o ´Pai Nosso´, que tinham de repetir na
hora de deitar e levantar.”[23]
“Muito cedo na sua vida,
meus filhos aprenderam distinguir entre o domingo e os outros dias da semana.”[24]
“Logo aprenderam que não
seriam atendidas se gritassem por alguma coisa, e tinham que falar com
delicadeza quando pediam alguma coisa.”[25]
“Não se ensinava a ler antes
dos cinco anos de idade, mas a Kezzy, por exceção se tentou mais cedo.”[26]
A educação era rígida.
“Sair do lugar, ou sair da
sala não lhes era permitido, sem boa razão; correr no jardim ou na rua, sem
permissão, era considerado falta grave.”[27]
Até os quatro anos de idade,
Wesley conviveu apenas com umas quatro ou cinco irmãs, pois somente depois
nasceria Carlos Wesley.[28]
Quando era pequeno, aos
cinco anos de idade, Wesley foi salvo de um incêndio, em 9 de fevereiro de
1709, e ficou conhecido como "tição tirado do fogo.”[29]
A infância de Wesley teve
momentos difíceis. Dentre eles:
“Mais de uma vez, a pobreza
instalou-se tal qual uma hóspede importuna naquele lar. Seu pai morreu
endividado, a despeito dos prodígios econômicos realizados por sua digna
esposa. A morte visitou aquela família com frequência, deixando lembranças
dolorosas. A casa pastoral foi atingida duas vezes por um incêndio criminoso”.[30]
Quando tinha nove anos de
idade, Wesley teve varíola. Ele suportou os sofrimentos com paciência, o que
levou sua mãe a escrever ao marido, que estava em Londres, e dizer: “João tem
aguentado sua enfermidade como um homem e um verdadeiro cristão, sem proferir
uma única queixa.”[31]
Samuel e Susanna Wesley
enviaram seus filhos para receberem uma educação mais formal em escolas
excelentes. Samuel e Carlos foram para Westminster e João Wesley para
Charterhouse.
Com dificuldades e
dedicação, Wesley conseguiu terminar seus estudos e se formar. “Em março de
1726, John Wesley recebeu altas honrarias na Universidade de Oxford, sendo
eleito professor da Faculdade Lincoln.”[32]
João Wesley esteve ao lado
de sua mãe no final de sua vida.
“Enquanto pregava em Bristol
num domingo de julho de 1742, John foi avisado que sua mãe estava enferma e
retornou às pressas. Na sexta-feira seguinte, ela despertou do sono para
clamar: Meu querido Salvador, tu estás vindo socorrer-me nos meus últimos momentos
de vida?’ Mais tarde naquele dia, enquanto seus filhos estavam ao redor de seu
leito, ela disse: ‘Filhos, tão logo eu tenha sido transferida, cantem um salmo
de louvor a Deus”.[33]
Susanna faleceu em 23 de
julho de 1742.
Carlos Wesley, “Pai da
hinologia no metodismo”
Carlos Wesley (ou Charles Wesley) foi uma das figuras centrais e fundadoras do
movimento metodista no século XVIII, exercendo uma influência que equilibrava
a liderança organizativa de seu irmão, John Wesley, com uma profunda expressão espiritual e teológica através
da música. [34]
Carlos Wesley (1707-1788) nasceu em Epworth,
Lincolnshire, Inglaterra, onde seu pai, Samuel Wesley, era pastor. Sua mãe se
chamava Suzana.
Foi o 18º filho. Com nove anos, matriculou-se
na Escola de Westminster e morava com seu irmão Samuel. Sendo bom aluno,
recebeu o direito de continuar os seus estudos com todas as suas despesas pagas
na Universidade de Oxford. Foi eleito capitão dos graduandos no quarto ano de
seus estudos.
Na escola, defendia o aluno Guilherme Murray
dos outros estudantes e ganhou sua amizade que se estendeu até o fim da vida.
Guilherme veio a ser Juiz do Supremo Tribunal da Inglaterra e Conde de
Mansfield. Muitas vezes, visitou Carlos Wesley, em Londres, onde Carlos era
pregador metodista.
Em 1726, foi estudar em "Christ Church
College", na Universidade de Oxford. Nos doze primeiros meses, pensou mais
em se divertir. João Wesley procurou despertá-lo para a vida espiritual, mas
ele recusou. Quando João Wesley deixou a universidade para ir ajudar seu pai,
Carlos começou a sentir a necessidade de apoio para enfrentar os desafios da
vida.
Em 1729, formou o grupo entre seus
companheiros de escola, que foi chamado de Clube Santo e metodista. O grupo se
reunia regularmente para adoração e realizava um trabalho de caridade visitando
doentes e presos.
Missionário na América
Em 1735, seis meses após a morte do pai, João
Wesley e Carlos Wesley embarcaram para a Savannah, Geórgia, na América, no
navio "Simmonds".
Savannah era uma “colônia fundada pelo general
Oglethorpe, em 1732. O fim dessa colônia era aliviar a aflição dos pobres
endividados e encarcerados na Inglaterra. O governo inglês tinha cedido uma
zona na América, para fundar tal colônia. O general Oglethorpe estava
procurando meios e homens com os quais pudesse estabelecer esse novo lar para
essas pessoas infortunadas. Ele precisava de um capelão e de um secretário.
Como João, irmão de Carlos, houvesse aceitado o lugar de capelão, este resolveu
aceitar o cargo de secretário”.[35]
Chegou em 6 de
fevereiro e voltou em 26 de outubro de
1736.
Sua experiência espiritual
Carlos Wesley voltou à Inglaterra e procurou
seus antigos amigos do Clube Santo. Foi apoiado em sua vida espiritual pelo
moraviano Pedro Bohler. Pregou, visitou, mas precisava ter a confiança da
salvação. Ficou doente.
Buscou intensamente em oração e recebeu essa
benção. “Era o dia de Pentecostes.
Às nove horas da manhã o seu irmão João e alguns amigos o visitaram e juntos
oraram e cantaram um hino ao Espírito Santo. Ali se demoraram meia hora. Carlos
Wesley entregou-se à oração pedindo o cumprimento da promessa do dom do
espírito Santo. Sentindo-se fraco no corpo, desejou dormir e quando estava se
acomodando para dormir ouviu uma voz que dizia: ‘Em nome de Jesus de Nazareth,
levanta-te e crê, e serás curado das tuas enfermidades. Estas palavras fizeram
grande impressão sobre ele. Oh! Se Cristo me falasse assim..., suspirou ele.
Aquelas palavras foram preferidas por uma senhora que havia alcançado a
salvação pela fé. Ele confiou em Cristo e somente nele e logo alcançou paz para
sua alma. Poucas horas depois as boas notícias chegaram aos ouvidos do seu
irmão João que escreveu: "Eu recebi a notícia que meu irmão alcançara paz
para sua alma. A força física voltou a seu corpo desde àquela hora. Quem é
semelhante a nosso Deus?"
Este dia, o dia 21 de maio de 1738, foi um dia memorável na vida de Carlos
Wesley. Foi o começo de uma nova época em sua vida.”[36]
Carlos Wesley foi impedido de pregar nas igrejas anglicanas e se juntou
a Whitefield e Wesley para pregar onde o povo estava.
“Até 1742 o trabalho dos irmãos Wesley tinha sido limitado às cidades de
Londres e Bristol. Mas depois da visita que João Wesley fez ao norte da
Inglaterra até Newcastle, o trabalho itinerante dos Metodistas estendeu-se por
toda parte da Inglaterra, Galles, Escócia e Irlanda.
Durante uns dez anos Carlos Wesley viajou tanto quanto seu irmão João.
Mas poucos anos depois do seu casamento limitou-se às cidades de Bristol e
Londres”.[37]
Seus hinos
“Seus hinos funcionavam como uma ferramenta de educação
teológica para as massas, muitas vezes iletradas, ensinando doutrinas complexas
como a graça livre e a santidade bíblica de forma memorável”. [38]
Escreveu mais de 9 mil hinos. Os hinos de
Carlos tinham uma mensagem fundamentada na piedade cristã, própria para as
reuniões devocionais e para os grandes agrupamentos ao ar livre.
Eles destacavam o fervor da fé. Compôs alguns
dos hinos mais memoráveis : "Ouça, os Anjos do Arauto Cantam",
"E Pode Ser", "O para Mil Línguas a Cantar", "Amor
Divino, Jesus, Amante da Minha Alma","Cristo, o Senhor Ressuscitou
Hoje”, "Soldados de Cristo, Levantai-vos ", e "Alegrai-vos!”.
No livro Hinologia Metodista, de David Creamer publicado, em 1848, em
Nova Iorque, EUA, Carlos Wesley tem 501 hinos incluídos.
No Hinário Evangélico, publicado no Brasil,
alguns dos hinos de Carlos Wesley são: 11 – "Natal";· 41 – "A
ressurreição de Jesus (com Aleluias)";· 62 – "Ei-lo que vem!";·
82 – "Invocação";· 265 – "Perdão";· 293 – "Grande
amor", etc.
“Eis dos anjos a harmonia” é um hino escrito
por ele, que apareceu pela primeira vez em Hinos e Poemas Sagrados, em 1739. Um
verso diz:
Eis dos anjos a
harmonia!
Cantem glória ao Rei Jesus.
Paz aos homens! Que alegria!
Paz com Deus, em plena luz.
Ouçam povos, exultantes;
Ergam salmos triunfantes,
Aclamando o seu Senhor;
Nasce Cristo, o Salvador!
Toda a terra e os altos céus
Cantem sempre glória a Deus!
A Gospel Music Association dos EUA reconheceu
sua contribuição para a música gospel e o incluiu no Hall da Fama da Música
Gospel, em 1995.[39]
É chamado de “um dos pais da hinologia cristã
moderna.”[40]
George Whitefield, “Pai da
pregação ao ar livre”
George Whitefield (1714–1770) foi um
evangelista anglicano inglês e figura central do Primeiro Grande Despertar na
Grã-Bretanha e na América. Ele é amplamente
considerado o "Pai da pregação ao ar livre" (ou "Príncipe dos
pregadores ao ar livre") por ter sido pioneiro em levar a mensagem do
evangelho para fora das paredes da igreja, alcançando multidões nas praças,
campos e minas durante o século XVIII. [41]
George Whitefield é considerado por muitos estudiosos como cofundador do
Movimento Metodista junto com Carlos e João Wesley: “junto com John Wesley e Charles Wesley, fundou o movimento metodista. Evangelista anglicano e líder dos
metodistas calvinistas, ele foi o pregador mais popular do Avivamento
Evangélico na Grã-Bretanha e do Grande Despertar na América. Sua habilidade incomparável
de pregação, fervor evangelístico e métodos irregulares abriram caminho para o
sistema protestante multidenominacional que se desenvolveu na América”.[42]
George
Whitefield (1714-1770) nasceu em uma taberna de venda de bebidas
alcoólicas, em Gloucester, Gloucestershire, Inglaterra. [43]
Ficou órfão com apenas três
anos. Sempre viveu na pobreza e lutou muito para estudar.
“Durante sua infância,
demonstrou interesse pelas artes cênicas e lia peças de teatro incansavelmente,
muitas vezes até faltando aula para ensaiar. George abandonou os estudos por um
tempo para ajudar sua mãe, retomando-o em 1730”.[44]
Sua mãe se casou novamente e a Whitefield “foi
permitido continuar os estudos na escola. Na pensão de sua mãe, fazia a limpeza
dos quartos, lavava roupa e vendia bebidas no bar”.[45]
“Custeou os próprios estudos em Pembroke College, Oxford,
servindo como garçom em um hotel. Depois de estar algum tempo em Oxford,
ajuntou-se ao grupo de estudantes a que pertenciam João e Carlos
Wesley”. [46]
Sua participação no Clube Santo
Ele participou do Clube Santo
com os irmãos Wesley.
Whitefield tinha ouvido falar do "Clube Santo" e quando
Charles Wesley gentilmente lhe convidou para o café da manhã, ele foi
rapidamente atraído para o grupo.
Wesley lhe
emprestou um livro
Em 1733, Whitefield “conheceu os irmãos Wesley e se juntou ao grupo de
cristãos do 1Clube Santo1, chamado por muitos críticos de ‘metodistas’, pela
abordagem sistemática às questões religiosas. Assim como seus amigos do clube,
Whitefield também buscou a salvação através de disciplina rígida e boas obras.
Isso lhe custou sua saúde e ele jamais se recuperou totalmente. John Wesley
emprestou a Whitefield o livro de Henry Scougal The life of God in the soul of
man (A vida de Deus na alma humana) que mostrou sua necessidade em nascer de
novo”.[47]
Pai
espiritual em Cristo
Whitefield falou "com a maior deferência e respeito’ dos irmãos
Wesley, que tinham estado em internatos famosos e eram seus mais velhos.
Durante um período de aguda aflição, Whitefield foi enviado para aconselhamento
a John, e graças ao seu ‘excelente conselho e gestão’, Whitefield ‘foi
libertado das artimanhas de Satanás’. Esta era uma relação um tanto
subserviente. Whitefield escreveu: ‘De tempos em tempos, o Sr. Wesley me
permitiu ir a ele e me instruiu como eu era capaz de suportá-lo’. Whitefield
deferiu a John Wesley como seu ‘pai espiritual em Cristo’ e suas cartas se
dirigiam a Wesley como "Senhor honrado".[48]
Wesley confiou a Whitefield
uma supervisão
“Em 1736,
John Wesley confiou ao recém-ordenado Whitefield a supervisão
dos metodistas de Oxford, enquanto ele estava ausente na Geórgia.
Whitefield logo alcançou a fama nacional como "o menino pregador’.
Caçadores de autógrafos o sitiaram. Uma enxurrada de panfletos o atacou. Ele
foi ricamente louvado e comparado a Moisés, a Davi e a Wycliffe como a ‘estrela
da manhã’ de uma segunda Reforma."[49]
George Whitefield substituiu Wesley em Savannah,
em 1738.
A função
de Whitefield em Savannah foi apenas temporária. Ele ainda não havia sido
ordenado como presbítero na Igreja da Inglaterra.
Ele
sentiu o desejo de estabelecer um lar para órfãos na Geórgia. Retornou à
Inglaterra para sua ordenação, em 1739, e levantou fundos para a construção do
Orfanato Bethesda”.
O
orfanato foi fundado em 1740.[50]
Trabalhando juntos pelo
Reino de Deus
Whiefield se formou em Oxford.
Foi ordenado ao ministério pastoral da Igreja Anglicana. Para uns, foi o maior
avivalista do século dezoito. “Pregava cerca de 10 vezes por semana, em
auditórios geralmente com 10 mil pessoas”.[51]
Foi considerado um metodista
calvinista e por isso teve dificuldades com Wesley, mas sempre foram grandes
amigos. Convidado por Whitefield, Wesley realizou seu ofício fúnebre. Wesley
disse que sempre o honraria.
Em 17 de fevereiro de 1739,
George Whitefield, começou a pregar ao ar livre em Bristol e atraiu imensas
multidões.
A Gentleman's
Magazine relatou em 1739, em Bristol:
“O Rev. Sr. Whitefield . . .
tem sido maravilhosamente trabalhoso e bem-sucedido, especialmente entre os
pobres prisioneiros em Newgate e os rudes
Colliers de Kingswood, pregando todos os dias para
grandes audiências, visitando e expondo a sociedades religiosas. No sábado, dia
18, ele pregou no Monte Hannum para 5 ou 6000 pessoas, entre elas muitos
Colliers”.[52]
Os Colliers de Kingswood eram
os mineiros das minas de carvão.
Ele “pediu a seu amigo, John
Wesley, que continuasse seu trabalho em Bristol. A princípio, Wesley relutou em
pregar ao ar livre porque a Igreja desaprovava tal comportamento, mas depois se
convenceu de seu valor ao ver o impacto que Whitefield estava causando”.[53]
Na segunda-feira, 2 de abril,
John Wesley foi a uma olaria na área de St. Philips e pregou para uma multidão
de cerca de três mil pessoas: “Às quatro da tarde me submeti a ser mais vil e
proclamei nas estradas as boas novas da salvação”, disse Wesley.
E foi assim que começaram das
pregações de Wesley para multidões e o desenvolvimento do metodismo em Bristol.
John Fletcher, “Pai da sistematização teológica
do metodismo”
John William
Fletcher (1729-1785), vigário de Madeley, foi o principal sistematizador
teológico do metodismo primitivo e braço direito de John Wesley. Sua
defesa da santificação completa, oração fervorosa e teologia wesleyana contra o
antinomianismo solidificou o movimento, influenciando profundamente a teologia
do amor e os movimentos de santidade.[54]
Seus estudos e vocação
Jean Guillaume de la Fléchère ou
John William Fletcher
(1729-1785), foi um suíço de língua francesa que nasceu em Nyon, Suiça.[55]
Era “filho de Jacques, juiz do
Landvogteigericht, e Suzanne-Elisabeth Crinsoz de Colombier”.[56]
Fletcher foi educado em Genebra.
“Ele frequentou a academia em Genebra (mais tarde, a Universidade de Genebra)”.[57]
Em Genebra, “ele se distinguiu
como um brilhante estudioso de clássicos. Possuindo as qualificações
intelectuais para o trabalho como professor ou clérigo”.[58]
Quando jovem, ele pretendia
entrar no exército. Uma série de circunstâncias frustraram seus planos.[59]
“Ele estava programado para navegar em um navio de
guerra português que o levaria ao Brasil quando um acidente de pré-embarque o
limitou a pousar. Em seguida, um tio rico prometeu-lhe uma comissão no exército
holandês, mas morreu antes que o sobrinho pudesse se tornar um oficial.
Desanimado agora, Fletcher imigrou para a Inglaterra e encontrou trabalho como
tutor para os filhos de uma família proeminente”.[60]
Ele foi para a Inglaterra na década de
cinquenta. “No outono de 1751, ele se
tornou tutor para os filhos de Thomas e Susanna Hill, uma família rica de
Shropshire.”[61]
Foi através de um bispo que Fletcher entrou para a
vida sacerdotal. “Um bispo anglicano, tendo revisado o histórico acadêmico de
Fletcher da universidade suíça, ordenou-o. Logo ele estava ministrando com
outro anglicano, John Wesley, na Capela West Street, bem como onde quer que os
refugiados protestantes de língua francesa ("Huguenots") se reuniam
em Londres”.[62]
Fletcher descobriu sua vocação pastoral. “Em 1757
Fletcher foi ordenado diácono (6 de março 1757) e sacerdote (13 de março de
1757) na Igreja da Inglaterra, depois de pregar seu primeiro sermão em Atcham
ser nomeado coadjutor ao Rev. Rowland Chambre na freguesia de Madeley,
Shropshire”.[63]
Ele recusou uma oferta para ser rico vivendo em
Dunham, aceitando em vez uma humilde paróquia em Madeley em Shropshire.
Ele desenvolveu “uma preocupação religiosa e social
sincera para o povo desta parte populosa da região de West Midlands onde tinha
servido em primeiro lugar no ministério cristão, e aqui, há vinte e cinco anos
(1760-1785), viveu e trabalhou com exclusivo devoção e zelo, descrito por sua
mulher como seus ‘trabalhos’ sem exemplo no epitáfio que ela escreveu para seu
túmulo de ferro”.[64]
Fletcher era conhecido na Grã-Bretanha por sua piedade e generosidade.
Quando perguntado se ele tinha alguma necessidade, ele respondeu: “… Eu não
quero nada, mas mais graça.”[65]
Sua vida como metodista
“Ambos
compartilhavam uma paixão profunda pela doutrina da santificação completa ou
"perfeição cristã", com Fletcher influenciando grandemente o
entendimento de Wesley sobre a perfeição através do amor”. [66]
Fletcher ouviu
dizer bem dos metodistas como um povo que orava muito. Ele se interessou em
conhecer. Sua alma sentia necessidade de algo mais profundo.
Trabalhando
como tutor, seus patrões costumam viajar para Londres para passar alguns dias.
Em 1751, em
“uma das estadias da família em Londres, Fletcher ouviu pela primeira vez dos
metodistas e tornou-se pessoalmente familiarizado com John e Charles Wesley,
assim como sua futura esposa, Mary Bosanquet”.[67]
Assim, tendo se mudado para a Inglaterra, em 1751,
e conhecendo Wesley e o metodismo, “começou a trabalhar com John
Wesley,
tornando-se um intérprete-chave da teologia wesleyana no século
XVIII e um dos primeiros grandes teólogos do Metodismo”.[68]
Era amigo pessoal de Wesley e um metodista convicto
de suas doutrinas.
“No mesmo dia de sua ordenação, em 1757, Fletcher
correu para a Capela West Street, em Londres, para ajudar Wesley a servir a
Santa Comunhão, e para sempre se tornou o coadjutor de Wesley”.[69]
Fletcher se dedicou ao movimento de renovação e
reavivamento espiritual e se comprometeu com Wesley por correspondência a ir em
seu “auxílio como um teólogo, mantendo um compromisso nunca vacilando para a
Igreja da Inglaterra”.[70]
João Fletcher era um arminiano. “Na teologia, ele
confirmou as doutrinas arminianas do livre-arbítrio, a redenção universal e
expiação geral, contra as doutrinas calvinistas da eleição incondicional e
expiação limitada. Sua teologia arminiana é mais claramente delineado em seus
cheques famosos para Antinomianismo. Ele tentou confrontar seus adversários
teológicos com cortesia e justiça (e de John Wesley), embora alguns de seus
contemporâneos julgou severamente por seus escritos”.[71]
Em 1770, na Conferência Anual, houve um conflito
entre metodistas calvinistas e metodistas arminianos. Havia uma acusação de que
os metodistas calvinistas levaram à “mediocridade espiritual e ao
antinomianismo.”[72] A Condessa Selina que levantou
questões.
Fletcher, então se levantou na reunião para
defender Wesley.
Para os ouvidos calvinistas, as atas da Conferencia
Anual de 1770, pareciam “endossar obras necessárias para a salvação. A Condessa
exigiu que seus professores assinassem uma desaprovação, o que no final
Fletcher se recusou a fazer. Renunciando à faculdade, ele colocou sua caneta a
serviço de Wesley e sua teologia arminiana”.[73]
O metodista José Benson era diretor do colégio
Trevecca que a Condessa Selina havia criado. Como ele não abraçou a
predestinação, foi demitido. Fletcher, era presidente da Instituição da
Condessa, então tomou uma posição.[74]
Fletcher escreveu à Condessa renunciando à
presidência da Instituição: “O Sr. Benson fez uma defesa muito justa quando
disse que comigo sustentava a possibilidade de salvação para todos os homens e
que a misericórdia ou é oferecida a todos, embora possa ser recebida ou
rejeitada. Se isto é o que sua senhoria identifica como opinião do Sr. Wesley,
livre arbítrio ou arminianismo, e se qualquer arminiano tem de deixar o
colégio, de fato estou igualmente despedido. Diante de meu atual ponto de vista
nesta questão, vejo-me obrigado a manter este sentimento, ase em verdade a
Bíblia é verdadeira e Deus é Amor”.[75]
Era uma pessoa de princípios e de caráter. Ele se
demitiu preferindo deixar a presidência da
Universidade do Sul de Gales fundada por Selina, Condessa de Huntingdon.
Desde, então, “Fletcher emergiu como intérprete
autoritário de Wesley com a publicação de uma série de livros sob o
título, Checks to Antinomianism, que foram editados, corrigidos e
publicados por Wesley”. [76]
João Fletcher foi
muito útil a Wesley e ao metodismo. Foi
“muito útil na luta que precisou sustentar para defender o ponto de vista
arminiano perante seus opositores calvinistas. Dessa maneira, o metodismo
produziu um grande teólogo sem que este realmente escrevesse um tratado de
teologia como a “Suma Teológica” de Tomás de Aquino ou “As Instituições
Cristãs” de Calvino. Limitou-se a defender uma doutrina que lhe pareceu mais
afinada com o ensino que o cristianismo primitivo ministrava segundo o
testemunho do Novo Testamento”.[77]
Fletcher não havia aceitado o convite de Wesley
para trabalhar junto a ele e para ser seu sucessor, pois “acreditava que sua
tarefa contínua era escrever como um intérprete da teologia de Wesley: ‘Eu
coloquei minha caneta de lado por algum tempo; no entanto, retomei-o na semana
passada, a pedido do seu irmão, para continuar com o meu tratado sobre a
Perfeição Cristã”.[78]
Entre 1770 e
1778-81 foi pregador do movimento de reavivamento durante estadias em Nyon.[79]
Thomas Coke, “Pai das missões metodistas”
Thomas Coke (1747–1814) foi uma das
figuras mais influentes do movimento metodista, frequentemente descrito como o
"braço direito" de John Wesley e o "pai das missões
metodistas". Ordenado sacerdote anglicano,
juntou-se a Wesley em 1776, tornando-se um organizador-chave, missionário
incansável e o primeiro bispo metodista. [80]
Sua formação e experiência
Ele era filho único e viveu entre 1747-1814.
Thomas Coke nasceu em Brecon, Brecknockshire, País de Gales.
Seu pai era “um cirurgião rico e influente.
Sua educação inicial incluiu educação preparatória antes de ser colocado sob a
tutela do Rev. Griffiths até sua entrada no Jesuit College of Oxford aos
dezessete anos”.[81]
Thomas foi eleito conselheiro aos 22 anos e,
um ano depois, em 1770, eleito oficial de justiça.
Recebeu ordens anglicanas em 1772 e o diploma
de doutor em leis.
Ele, entretanto, não tinha ainda tido um
encontro com Cristo e se convertido genuinamente.
“Em sua busca, Coke acabou se convencendo de
que a ênfase metodista na justificação pela fé e no testemunho do Espírito era
verdadeira. Pregando em South Pemberton, a verdade da redenção mostrada cada
vez mais em seu próprio coração, ele logo se converteu genuinamente”.[82]
Ele passou a subir ao púlpito e pregar de
improviso e sua mensagem tocou em alguns corações que foram despertados, mas
suas mensagens também traíram a ira de algumas pessoas e do bispo. Acabou
expulso.
Em 13 de agosto de 1776, Wesley registrou no
seu diário que havia se encontrado com um jovem clérigo que havia viajado 30
quilômetros para se encontrar com ele.
O primeiro encontro de Thomas Coke com Wesley
foi decepcionante. “Em 13 de agosto de 1776, Coke encontrou o Rev’d John Wesley
pela primeira vez e esperava uma oferta de emprego como Pregador Metodista,
para sua decepção, Wesley o aconselhou a retornar à sua Curacy. Em um ano, Cock
foi expulso de sua paróquia quando ficou evidente que ele a dirigia como um
circuito metodista. Em desespero, ele foi até Wesley para apresentar seu caso e
foi aconselhado a ‘ir pregar o evangelho a todo o mundo. Thomas Coke tornou-se
um valioso ajudante para Wesley e foi fundamental para o início da Igreja
Metodista Episcopal, e logo se tornou um de seus Bispos”.[83]
No seu diário Wesley disse que havia
conversado muito com ele e afirmou que havia começado uma união que ele
acreditava que nunca terminaria. Em 19
de agosto de 1777, Wesley escreveu: “Eu fui para Taunton, com o Dr. Coke, que,
sendo demitido de sua curadoria, se despediu de seu nome honorável e está
determinado a lançar sua sorte conosco”. Dr. Coke iria investir toda sua
energia, fortuna e vida com os metodistas”.[84]
Wesley o considerava seu “braço direito” e foi
chamado “ministro das Relações Exteriores do Metodismo” por sua paixão
missionária.
Inicialmente, Thomas Coke “se manteve ocupado
viajando a cavalo pelo país, usando seu treinamento jurídico para trabalhar em
nome de Wesley para resolver os problemas que surgiram quando o movimento
metodista começou a desenvolver uma existência própria”.[85]
Ele se tornou o primeiro presidente da
Conferência Irlandesa dos metodistas em 1782.
Juntamente com Francis Asbury, Wesley ordenou
Thomas Coke, em 1784, como superintendentes da Igreja Metodista nas colônias
americanas, com o poder de ordenar outros superintendentes no Novo Mundo.
Em 1784, Wesley pediu voluntários para acompanhar Thomas Coke na
América. Ele escolheu Thomás Vazey e Richard Whatcoat.[86]
Wesley registrou em seu Diário, no dia 31 de agosto de 1784:
“O Dr. Coke, Sr. Whatcoat e Sr.
Vazey chegaram de Londres com o fim de embarcar para a América. Quarta-feira,
1º de setembro. Estando agora esclarecido na minha própria mente tomei agora um
passo que me pesara por muito tempo, e nomeei o Sr. Whatcoat e Sr. Vazey para
irem servir às ovelhas desconsoladas na América”.[87]
Em 1784, no dia primeiro de setembro, Whatcoart e Vasey são nomeados por
Wesley como diáconos na América. Logo depois, foram ordenados presbíteros.
Thomas Coke foi nomeado como superintendente na América.[88]
Thomas Coke pregou em Paris. Promoveu a
criação de Missões na Escócia e Canadá. Após seu navio mudar de curso numa
tempestade, chegou, em I786, a Antígua, no Caribe, onde encontrou uma
congregação metodista composta quase só de negros.
“O Dr. Thomas Coke, fundador e diretor de missões estrangeiras dentro do
Metodismo, visitou Antígua em 1786. Durante sua visita, Anne Hart Gilbert e sua
irmã, Elizabeth Hart, converteram-se ao Metodismo após seu batismo na fé”.[89]
As irmãs Hart foram líderes da Igreja Metodista e na luta contra a
escravidão.
O Plano de Missões e o pioneirismo de Thomas
Coke no Caribe
É importante ressaltar a importância de
Thomas Coke no desenvolvimento do metodismo no Caribe.
Em 12 de março de 1786 ele propôs um
movimento de Missões para o metodismo. Ele fez uma carta introdutória para João
Wesley e imprimiu um panfleto de doze páginas propondo um movimento para
Missões.
Wesley aprovou o que seria chamado de
'Missões Locais' e 'Missões Estrangeiras.
O Plano de Missões tinha esses objetivos:
O primeiro objetivo foi estabelecer e apoiar
uma missão nas terras altas e nas ilhas adjacentes da Escócia.
O segundo objetivo foi um projeto de língua
francesa.
O propósito era “para cuidar e continuar o
trabalho ... em nossas ilhas de Jersey e Guernsey.' A Igreja Episcopal
Metodista dos EUA havia começado a trabalhar na Nova Escócia, Quebec e
Newfoundland”.
Thomas Coke queria enviar missionários para
as províncias na América e na ilha de Newfoundland.
Ele destacou o trabalho nas Índias Ocidentais
e o ministério de John Baxter entre os escravos negros de Antígua e as
possibilidades em São Cristóvão. O terceiro objetivo era estabelecer e apoiar
missões nas ilhas das Índias Ocidentais. [90]
Thomas Coke visitou Anguila, no Caribe, em 1786.
Pregou e batizou.
A libertação dos
escravos ainda não havia chegado à Inglaterra e nem à Antigua. Um movimento
grande a favor da abolição dos escravos em Antigua só começou de fato com as
irmãs Elizabeth Hart Thwaites (1772-1833) e Anne Hart Gilbert (1773-1833), que
foram batizadas por Thomas Coke, em 1786, e se tornaram lideres metodistas.
Elas foram educadoras, escritoras e abolicionistas.
Em 1786, homens e mulheres de raça mista que eram ex-escravos e servos,
foram pioneiros metodistas em St Kitts, São Cristovão. Thomas Coke visitou St Kitts, em 16 de
janeiro de 1787.[91]
Thomas Coke também visitou uma ilha holandesa. Ele “foi saudado por
vários negros livres quando desembarcou na ilha holandesa de Sint Eustatius em
24 de janeiro de 1787”.[92]
Prosseguindo
sua viagem missionária, Thomas Coke chegou a Dominica, no Caribe, em 5 de
janeiro de 1787 o “Dr. Thomas Coke com três outros pregadores metodistas
itinerantes, John Baxter e William Hammet, chegaram à Dominica, desembarcando
em Portsmouth. O capitão do saveiro havia lhes falado sobre um simpático
fazendeiro chamado Burn, e eles o procuraram imediatamente após o desembarque.
Ele os deu as boas-vindas e os encorajou a começar uma missão na ilha. Coke e
seu grupo seguiram para Roseau, onde encontraram uma mulata - a Sra. Webley -
que havia se convertido em Antígua sob a pregação de John Baxter. Ela abriu sua
casa para os missionários e foi lá que Cock pregou para um público lotado”.[93]
Thomas Coke levou o Evangelho à Jamaica, em 1789.
E foi a
providencia de Deus que conduziu Thomas Coke à Jamaica. Não era seu plano, mas
sim de Deus. Uma tempestade o levou à Jamaica. Ele havia deixado a “Inglaterra
em 24 de setembro de 1786 com destino aos EUA levando três missionários para
sua estação. No caminho, seu barco foi engolfado por uma tempestade, fazendo
com que ele se desviasse do curso. Ainda no mar em dezembro, Coke e seus
companheiros quase foram lançados ao mar como comida de peixe porque foram
considerados um mau presságio. No início da manhã de Natal, o barco deles
chegou ao porto de St. John em Antígua, a mais de 3.000 quilômetros de seu
destino, a Nova Escócia.”[94]
E mais
uma vez entrou a providencia de Deus e portas improváveis se abriram para
Thomas Coke e o metodismo. Um cavaleiro lhe deu as boas-vindas, outro lhe
ofereceu sua casa para os cultos e um católico romano lhe ofereceu uma sala de
concerto para suas pregações.
“Tendo
desembarcado em Port Royal em 17 de janeiro de 1789. Ele recebeu as calorosas
boas-vindas de um certo Sr. Fishley, o mestre Calafate do estaleiro a quem
apresentou sua carta de apresentação. O primeiro sermão de Coke foi diante de
uma grande congregação na casa de um certo Sr. Treble em Kingston. A casa do
Sr. Treble era pequena e, portanto, o Sr. Burn, um cavalheiro católico romano,
deu-lhe o uso de uma grande sala de concertos. A segunda noite trouxe um total
de seiscentas pessoas, 400 brancos e 200 negros”.[95]
Thomas Coke logo enfrentou a oposição da aristocracia quando um bando de homens
brancos bêbedos entrou gritando no local onde ele pregava para cerca de 400
brancos e 200 negros.
Foi defendido por Touro e Mary Ann Smith, que
pegaram um par de tesouras e exclamaram: “Agora você pode fazer o que quiser,
mas o primeiro homem que puser a mão violenta nele terá esta tesoura empurrada
em seu coração”.
Os molestadores recuaram resmungando. Em 1789,
chegou o primeiro missionário, o reverendo William Hammett. Foi aberta uma
célula com oito pessoas negras, brancas, pardas, escravas ou livres. Mary Ann
Smith era a líder. [96]
Thomas Coke também
visitou a ilha holandesa Sint Eustatius. Ele “foi saudado por vários negros
livres quando desembarcou na ilha holandesa de Sint Eustatius em 24 de janeiro
de 1787”.[97]
Liderança nas Missões
Em 1790, Thomas Coke também participou da última conferência com a
presença de John Wesley em Bristol. Coke “nomeado para chefiar o primeiro
comitê missionário metodista (ele mais tarde foi nomeado seu presidente, após a
revisão da organização em 1804). ‘Eu imploro de porta em porta’, disse ele a
seus amigos sem constrangimento, e doou a riqueza de sua família ao esforço
missionário. A partir de 1792, ele liderou o envio de missionários pioneiros
para a maioria das ilhas nas Índias Ocidentais, bem como para novas missões em
Serra Leoa, Nova Escócia, Irlanda e França”.[98]
Em 1800, como parte do trabalho da Conexão Metodista, Coke “foi o
principal responsável por estabelecer o Metodismo Wesleyano Galês como parte do
trabalho missionário da conexão Metodista, da mesma forma que pregadores foram
enviados em sua iniciativa para pregar em Erse, na Irlanda, em 1799”.[99]
Estabeleceu uma missão em Gibraltar, em 1803.
Viajou cinco anos pela causa de missões metodistas, incluindo uma visita a
Serra Leoa.
Pregou sempre com veemência contra a
escravidão na América.
Thomas Coke se casou no dia 1º de abril de
1805 com Penelope Goulding Smith, uma mulher rica que gastou sua fortuna em
missões. Ela faleceu em 1811. Thomas Coke se casou novamente com Anne Loxdale, que faleceu em 1812.[100]
Além dessas perdas,
foram “enormes dificuldades das viagens que empreendeu, tanto por terra como
por mar. Em terra, havia árduas jornadas a cavalo por vastas florestas e rios
largos, às vezes cheios de enchentes. No mar, muitos dias - e às vezes meses - foram
passados em pequenos veleiros de madeira, com a ferocidade dos vendavais do
meio do Atlântico para enfrentar”.[101]
Reconhecimento e legado
Thomas Coke publicou diversos livros, dentre eles: Comentários da Bíblia Sagrada; Uma história
das Índias Ocidentais (1808-1811); Uma vida de John Wesley (com Henry Moore,
1792); Ata de 1784, Conferencia da Igreja Metodista Episcopal na América, etc. [102]
Thomas Coke esperava abrir missões metodistas
nas Índias Orientais. Partiu para o Ceilão em 30 de dezembro de 1813 pagando
suas próprias despesas.
Ele morreu aos 66 anos após quatro meses no
mar a caminho do Ceilão (Sri Lanka). Morreu no dia 3 de maio de 1814 a bordo de
um navio, no Oceano Índico, onde também foi sepultado.[103]
O desejo de evangelizar o Ceilão (hoje Sri
Lanka) de Thomas Coke não foi em vão. Ele é reconhecido pela Igreja Metodista
do Sri Lanka como o “principal responsável pela missão no exterior ao Ceilão
(atual Sri Lanka) que zarpou do porto de Portsmouth em 30 de dezembro de 1813.
Durante a viagem, Coke adoeceu, morreu e foi enterrado no mar em 3 de maio de
1814. James Lynch, Thomas Hall Squance, William Ault, George Erskine e Benjamin
Clough chegaram a Galle em 29 de junho de 1814”.[104]
Os companheiros de Thomas Coke logo iniciaram
a missão. Eles se espalharam para diferentes lugares do país.
Em dezembro de 1816 foi concluída e aberta
para adoração a capela chamada de The Wesleyan Mission House.
A educação foi um ponto forte dos missionários
metodistas. Trabalharam com crianças por todo o país, criaram lar para órfãos,
lar para idosos e creches.
Outros missionários chegam depois. Publicaram
livros. Em 1834, os missionários fundaram o Colégio Feminino de Vembadi. “Junto
com Pandit Arumuga Navalar, Peter Percival traduziu a Bíblia para o Tamil. Ele
também escreveu o Dicionário Anglo-Tamil (1838), que junto com sua Coleção de
Provérbios em Tamil com sua tradução em Inglês foi publicado pela Jaffna Book
Society”.[105]
Thomas Coke havia expressado o desejo de ser
enterrado na catedral de sua cidade natal, Brecon, no País de Gales. Então, uma
grande placa memorial de ardósia na catedral dá testemunho de sua fé e serviço.[106]
Francis Asbury descreveu Thomas Coke como “um
cavalheiro, um estudioso, um bispo para nós; e como um ministro de Cristo, em
zelo, em trabalhos, em serviços, o maior homem do século passado”.[107]
Thomas Coke durante muito tempo “foi o principal promotor e pioneiro das
missões metodistas estrangeiras. Nomeado por John Wesley como
co-superintendente com Francis Asbury da Igreja Metodista na América (onde eram
conhecidos como Bispos), Coke fez dezoito viagens transatlânticas, visitou
treze ilhas caribenhas, presidiu muitas conferências irlandesas e organizou
sozinho o recrutamento, viagens e apoio dos primeiros missionários”.[108]
Um dos livros sobre Thomas Coke o denomina de apóstolo: “Thomas Coke:
Apostolo do Metodismo” de John A. Vicke, 2013.
Ele também é chamado de Pai das Missões Metodistas.[109]
William Morgan, “Pai do trabalho social do metodismo”
Fundador da "Ação Social" no Metodismo: Diferente de John Wesley, que
inicialmente focava na devoção pessoal, Morgan convenceu os outros membros do
"Holy Club" (Clube Santo) a visitar prisioneiros na prisão do Castelo
de Oxford e cuidar dos doentes. [110]
Membro fundador do
"Santo Clube", William Morgan (1714-1732) tinha uma profunda
preocupação com a situação dos necessitados. Era natural para ele encorajar
seus amigos estudantes a se juntarem a ele para visitar prisioneiros e ajudar
os pobres em Oxford.
“William Morgan era filho de
um cavalheiro irlandês. Ele era um plebeu da Igreja de Cristo ao mesmo tempo
que Charles Wesley. Desde a sua infância, ele era conhecido por ser caloroso e
caridoso”.[111]
Wesley e seu irmão Charles
foram pela primeira vez com Morgan visitar prisioneiros no castelo em agosto de
1730. “A maioria dos que estavam na prisão tinha caído em dívidas. Morgan
estava fazendo o que podia para ajudá-los a obter assistência financeira. Ele
também ajudava outras pessoas necessitadas e pagava para que crianças carentes
fossem à escola”. [112]
“Propôs que eles se
reunissem frequentemente para encorajar uns aos outros”
"Os Wesley já eram
falados para algumas práticas religiosas, que foram ocasionadas pela primeira
vez pelo Sr. Morgan, da Igreja de Cristo. Gastou muito em obras de caridade;
Ele mantinha várias crianças na escola e, quando encontrava mendigos na rua, as
trazia para seus aposentos e conversava com elas. Muitas dessas coisas ele fez;
e, conhecendo esses dois irmãos, convidou-os a juntarem-se a ele; e propôs que
eles se reunissem frequentemente para encorajar uns aos outros, e tivessem
algum esquema para prosseguir em seus empregos diários”.[113]
Wesley impressionado
“Impressionado com o
trabalho de Morgan, John Wesley começou a consultar sobre um plano para o grupo
iniciar um programa mais sistemático de assistência social. Samuel Wesley
aprovou. A família Wesley mais ampla desenvolveu um carinho e respeito por Morgan,
que se tornou parte de seu círculo próximo de amigos”. [114]
Saúde de Morgan
A saúde mental e física de
Morgan era motivo de preocupação.
“Em junho de 1732,
enfraquecido pela doença, William Morgan voltou para casa na Irlanda”.[115]
A preocupação começou a se
espalhar em Oxford de que as rotinas piedosas do “Clube Santo" eram
responsáveis. A família Wesley mais ampla ofereceu apoio e conselhos. No
entanto, depois de uma doença persistente, com algum tempo passado em Oxford e
depois na Irlanda, Morgan morreu em casa em Dublin em 26 de agosto de
1732. [116]
“O simpático Morgan morreu
de tuberculose em 1732”. [117]
Seu pai pensou que a
rigorosa rotina religiosa dos Wesley, que envolvia jejum, bem como visitar os
pobres e prisioneiros, desempenhou um papel em sua morte.
Wesley escreveu ao pai de
Morgan para se defender. Richard Morgan, pai de William, retirou de Wesley
todas acusações.
Morgan foi o primeiro
metodista a se engajar na ação social – um elemento que logo se tornou, e
permanece, uma parte intrínseca do modo de vida metodista.[118]
“William Morgan e seu
compromisso com os abatidos continuariam vivos. Quando John voltou da Geórgia
em 1738, ele continuou a pregar nas prisões de Oxford; Carlos também continuou
a pastoral carcerária com os condenados à morte. (Dadas as inúmeras ofensas que
o código penal inglês da época punia com a morte, havia muitas delas).”
"William Morgan não foi apenas um dos primeiros metodistas de
Oxford, mas o primeiro deles a entrar no céu"
O pastor metodista inglês e
escritor Luke Tyerman (1820-1889) escreve eloquentemente sobre a morte de
Morgan: "William Morgan não foi apenas um dos primeiros metodistas de
Oxford, mas o primeiro deles a entrar no céu".[119]
Mary
Bosanquet, “Mãe do acolhimento de órfãos”
Mary Bosanquet Fletcher (1739–1815) é
frequentemente celebrada como a figura central do trabalho social e
acolhimento de órfãos nos
primórdios do metodismo. Vinda de uma família aristocrática, ela renunciou à
sua riqueza para dedicar-se inteiramente ao serviço cristão e à filantropia. [120]
Maria
Bosanquet (1739-1815) nasceu em Forest House, Leytonstone, Essex, Inglaterra.
Seus pais, Samuel e Maria Dunster, eram ricos e de
origem huguenotes, que frequentavam a Igreja Anglicana, na Inglaterra.[121]
Maria, ao
nascer, “parecia que sua língua estava fundida no interior de sua boca, e ela
quase morreu depois que foi separada”. [122]
Eram de origem
francesa. Sua família era da alta sociedade. Seu pai
tinha uma mansão em Leytonstone, bem como era um dos principais comerciantes
em Londres. Além de
Maria Bosanquet, havia uma filha mais velha e dois filhos mais novos. O
filho Samuel era um diretor do Banco da Inglaterra.[123]
“No início dos
cinco anos, a pequena Maria estava ansiosa com sua alma, e perguntou aos mais
velhos o que era pecado à vista de Deus”.[124]
Desde pequena, ela
mostrou interesse espiritual reconhecendo ser pecadora e indagava se tinha fé
em Cristo. Sua família era da alta sociedade.
“Quando tinha
cerca de 18 anos, sentiu-se convencida de que não apenas por ficar longe dos
teatros, da dança, etc., ela deveria prestar seu testemunho, mas também
deixando de lado vestidos e ornamentos mundanos. Isso significava separar, de
fato, para um de seu alto escalão, mas a vontade do Senhor para ela era
suprema”.[125]
Uma conversa entre
sua irmã e uma empregada metodista confirmou a sua visão de fé. “Conheceu
algumas mulheres metodistas de Londres que a levou a abandonar a vida social
frívola para se dedicar a Cristo. Ela experimentou a presença de Jesus e
desejou ser santa e dedicada ao seu Salvador”. [126]
Maria foi forçada
a sair de casa, quando seu pai quis impedir dela exercer seu chamado de
testemunhar Jesus aos seus irmãos. Ela não aceitou isso. "Então," ele
disse, "você me força a colocá-lo para fora da minha casa. Eu não sei se
você nunca me desobedeceu intencionalmente [sic] em sua vida, mas apenas nessas
fantasias."[127]
Ela foi assim
forçada a sair de casa. Preferiu obedecer a Jesus. “Nada além de amor por Jesus
uma decisão fixa de ser obediente a toda a vontade do Senhor poderia
tê-la constrangido a fazê-lo. Ela era maior de idade, e já estava na posse de
uma pequena fortuna. Com sua empregada, ela foi para um alojamento de dois
quartos, e sua vida de autonegação e tarifa humilde começou”.[128]
Ela tinha 21 anos,
em 1760, quando deixou seus pais e se mudou para alojamentos em Londres. Ela se
uniu à Sociedade Metodista em Londres e participou do renascimento metodista em
1761-2.
“Em 1762 ela foi morar em sua própria casa em Leytonstone,
onde, com Sarah Crosby e Sarah Ryan,
ela estabeleceu uma comunidade cristã cuidando de crianças carentes e começou a
‘exortar, e a ler e
expor as escrituras". [129]
Desde a sua infância, Maria tinha consciência do
cuidado de Deus por ela.
“Ela estava consciente do espírito de Deus que se esforçava comigo e me oferecia salvação desde
a infância e que sua confirmação na Catedral de São Paulo aos treze anos,
seguindo instruções pessoais no catecismo de seu pai, era ' uma ordenança muito estimulante para mim'
(Moore, 13, 20). No entanto, rejeitando o estilo de vida elegante de sua
família, ela saiu de casa em 1760 e abraçou o Metodismo, juntando-se à London Foundery Society, onde experimentou um
aprofundamento de sua consciência espiritual durante o renascimento de 1761-2.”[130]
Seu interesse pelo
metodismo começou aos seis anos com uma empregada metodista que trabalha em sua
casa.
Quando tinha treze
anos, sua irmã mais velha a apresentou a Sra. Lefevre, uma metodista, membro
da London Foundery Society.
“Sra. Lefevre, uma
das primeiras escritoras metodistas e a ilustre autora de ‘Cartas sobre
Assuntos Religiosos’. Este clássico espiritual era um grande favorito com a
primeira geração de Metodistas, e foi especialmente recomendado por John
Wesley, que havia escrito o prefácio. A Srta. Bosanquet era uma visitante
frequente na casa da Sra. Lefeyre, onde ela conhecia os principais metodistas
de Londres”.[131]
Ela foi então
despertada para ser uma metodista. Bosanquet começou a rejeitar seu estilo de
vida luxuoso e passou a se vestir de maneira simples.[132]
Mas em 1757,
Bosanquet conheceu Sarah Crosby, que na época era uma líder de classe
metodista. Conhecer Crosby foi o empurrão final que Bosanquet precisava. Ela
começou a visitar Sarah Crosby e Sarah Ryan nos Moorfields, a fim de
aprender mais sobre o metodismo.
Aos 21 anos, em
1760, ela aborreceu seus pais ao se recusar se casar com um jovem rico. Ela
deixou seus pais e foi para uma propriedade da família em Leytonstone.
Ela então dedicou
sua vida ao metodismo e aos pobres rejeitando sua riqueza e tornando-se ativa
na Sociedade de Fundição.
Em 1763, decidiu
usar sua riqueza para ajudar aos carentes. Criou uma comunidade com a metodista
Sarah Ryan para cuidar de crianças e adultos carentes.
Os pregadores
metodistas itinerantes encontravam ali repouso. A casa se tornou uma escola,
orfanato, hospital e hospedaria.
“Em junho de 1768,
a fim de estabelecer o trabalho em uma base financeira mais segura, a
comunidade mudou-se para Cross Hall”.[133]
Ela foi uma das primeiras diaconisas metodista.
Maria Bosanquet
“nasceu em uma família rica, mas depois de se converter ao metodismo, rejeitou
sua vida luxuosa. Ela esteve envolvida em trabalhos de caridade ao longo de sua
vida, operando uma escola e orfanato até seu casamento com John Fletcher.”[134]
O legado de Maria
Bosanquet começou com Leytonstone House, uma casa que tinha sido propriedade da
sua família, localizada em Essex.
“De 1763 a 1768, a
casa de Leytonstone prosperou como um lugar para a comunidade cristã. Servindo
como ponto de encontro para oração e estudo bíblico, bem como uma casa de
pregação, orfanato e escola, a propriedade até funcionava como um centro de
serviço social para os pobres e necessitados do bairro. Visitado por John
Wesley em 1767, ele observou em seu diário: "Ó que casa de Deus é aqui!
Não só por decência e ordem, mas pela vida e poder da religião!"[135]
Maria era uma
mulher rica cuja fortuna foi aumentando. “Quando por volta dos 23 anos, ela,
com sua santa amiga, a Sra. Sarah Ryan, retirou de seus alojamentos em Hoxton
para uma de suas propriedades, uma mansão em Laytonstone. Isso ela montou para
órfãos, crianças carentes e mulheres carentes. Como seu Salvador, ela escolheu
os pobres, os publicitários e os pecadores. Ela mesma no comando, Sra. Ryan
auxiliando, eles administraram sua casa de vinte ou trinta com sucesso e bênção
divina”.[136]
A
partir de 1763, Maria Bosanquet começou a trabalhar com Crosby e Sarah Ryan em
seu orfanato, The Cedars (Os Cedros), em Leytonstone. [137]
Sarah
Ryan (1724-1768) “foi cofundadora do orfanato/escola metodista chamado The
Cedars com Mary Bosanquet Fletcher. O
trabalho de Ryan no The Cedars foi muito elogiado por John Wesley”.[138]
Sarah
Ryan se interessou pelo metodismo aos 17 anos ouvindo George Whitefield, mas só
se converteu mesmo ao metodismo com Wesley em 1754.
Ela
ficou muito próxima de Mary Bosanquet. Ryan compartilhou suas experiências de
trabalhar na Kingswood School com Maria Bosanquet.
Em
março de 1763, elas, então, estabeleceram “um orfanato/escola semelhante. Eles
fizeram isso no ‘The Cedars’, uma das propriedades da família Bosanquet
em Leytonstone. Ryan e
Bosanquet contrataram uma empregada para ajudá-los. Elas também acolheram a
sobrinha órfã de Ryan, Sarah "Sally" Lawrence”.[139]
“As
mulheres dos Cedars acolheram membros dos pobres de Londres, incluindo aqueles
que se desviaram do caminho de Deus. Os residentes usavam uniformes de algodão
roxo escuro e comiam juntos. As crianças foram ensinadas como, leitura,
religião, escrita, enfermagem e habilidades domésticas para prepará-las para a
vida posterior”.[140]
A
propriedade era conhecida localmente como '' The Cedars ". Ela havia
ficado vaga. “Maria e Sarah Ryan (a amiga que John Wesley mais tarde
descreveria como sua ‘alma gêmea’) se mudaram para lá em 24 de março com a
intenção de estabelecer um orfanato e uma escola com base no protótipo do
próprio Wesley em Kingswood. John Wesley manteve este modelo de comunidade
cristã, combinando piedade pessoal vibrante e serviço social ativo, sob sua
vigilância pessoal. Em 1º de dezembro de 17 64, ele expressou seu otimismo e
grandes expectativas em relação ao seu progresso: ‘M [ary] B [osanquetJ me deu
mais um relato de seus negócios na pedra de Leyton. É exatamente Pietas
Hallensis em miniatura. O que será ainda não aparece.’ No ano seguinte, em 12
de dezembro de 1765, ele relatou: ‘Cavalguei até Leytonstone e encontrei uma
família verdadeiramente cristã: isto é, o que aquilo em Kingswood deveria ser,
e seria, se tivesse tal governanta."[141]
Foi com a ajuda de um legado de sua avó e o apoio de
sua amiga próxima Sarah Ryan, que ela
“estabeleceu uma comunidade cristã em Leytonstone, fornecendo crianças e
adultos carentes, e começou a ler as escrituras nas reuniões de classe
metodista, que eram realizadas regularmente nas noites de quinta-feira. Entre
1763 e 1768, cerca de trinta e quatro adultos, incluindo seus colegas de
trabalho Sarah Crosby e Ann Tripp, e trinta e cinco filhos, incluindo Sally Lawrence, uma órfã de quatro anos, que
permaneceu devotadamente ligada a Maria pelo
resto de sua vida, se juntaram à comunidade”.[142]
Ryan faleceu e Mary Bosanquet estabeleceu o orfanato
em outro lugar Em 1768, ela transferiu a instituição para Cross
Hall, em Yorkshire.
Bosanquet
deixou Cedars e “colocou os olhos em Morley. Lá ela comprou uma fazenda que ela
chamou de Cross Hall, e começou um orfanato para 14
meninas. Cross Hall também se tornou um centro do Metodismo,
abrigando muitas figuras femininas proeminentes”.[143]
A transferência foi a fim de “estabelecer o trabalho em uma base
financeira mais segura, a comunidade mudou-se para Cross Hall, Gildersome,
Morley, perto de Leeds, onde Maria enfrentou
o considerável desafio de gerenciar um orfanato, escola, fazenda de laticínios
e maltkilns sem a ajuda de Sarah Ryan, que
morreu pouco depois de se mudar para o norte. Destemida, no entanto, ela
começou, com Sarah Crosby,
reuniões religiosas regulares de quarta-feira à noite, e as mulheres logo
estavam buscando conselhos de John Wesley”.[144]
Os pregadores
metodistas itinerantes encontravam ali repouso. A casa se tornou uma escola,
orfanato, hospital e hospedaria.
Mary Bosanquet se
casou com John Fletcher e foi uma das primeiras pregadoras autorizadas por
Wesley.
Hannah Ball, a “Mãe da Escola Dominical”
Hannah Ball (1734–1792) foi uma
pioneira metodista inglesa, frequentemente chamada de a "Mãe da Escola Dominical" por
ter estabelecido uma das primeiras iniciativas de ensino religioso e secular
para crianças, anos antes da popularização do
movimento por Robert Raikes. [145]
Hanna Ball
era filha de um fazendeiro. Ela nasceu em 13 de março de 1733 (ou 1734) e
passou a maior parte de sua vida em High Wycombe. Ela nunca se casou, mas viveu
com vários parentes e cuidou dos filhos de seu irmão.
“Hannah leu
os sermões de Thomas Walsh e ouviu John Wesley pregar em janeiro de 1765, após
o que ela começou uma correspondência com ele e eles se tornaram amigos. Eles
trocaram dezenas de cartas ao longo dos anos.
Hannah
tornou-se um membro importante da sociedade metodista em High Wycombe e foi
incansável em visitar os pobres e os doentes. Em 1769, ela começou uma
"aula" para crianças que trabalhavam nas pousadas locais. Eles se
reuniam antes do culto dominical para instrução religiosa e às segundas-feiras
para aprender a ler e escrever. Como se acredita que esta seja a primeira
instituição desse tipo, Hannah agora é considerada a fundadora do movimento da
Escola Dominical”.[146]
Hannah Ball era membro da Sociedade Metodista em
High Wycombe.[147]
A primeira Escola Dominical foi criada em 1769 pela
metodista Hannah Ball (1734-1792) em Wycombe. Ela escreveu a Wesley e relatou o
seu trabalho a John Wesley, em 1770: “As crianças se reúnem duas vezes por
semana, aos domingos e segundas-feiras. É um grupo meio selvagem, mas parece
receptivo à instrução. Trabalho entre eles com a ânsia de promover os
interesses de Cristo”.[148]
Hannah era
uma pessoa consagrada e estava preocupada com o bem-estar espiritual dos
adultos; Ela foi responsável pelas várias conversões, incluindo uma Charles
Dean, um homem "muito perverso" em seu leito de morte, bem como sua
esposa e irmã.
[149]
“Ela foi
muito encorajada em seu trabalho por John Wesley. Ele também pediu que ela
monitorasse o trabalho dos pregadores em sua área e contou a ela sobre os novos
pregadores de circuito e como apoiá-los. Por exemplo, em abril de 1774, ele
escreveu sobre Joseph Bradford;
"Adverti-o
gentilmente para não falar muito rápido ou muito alto, e diga-lhe se ele não
prega forte e explicitamente sobre a perfeição"
Seguindo o
conselho de Wesley, Hannah rompeu o noivado para se casar com um homem que ele
considerava "ímpio". Wesley, no entanto, encorajou Hannah e um grupo
de outras mulheres metodistas a se corresponderem, darem ajuda mútua e
visitarem as sociedades umas das outras”. [150]
[1] Visão geral criada por IA do Google
[2] Visão geral criada por IA do Google
[3] Visão geral criada por IA do Google
[4] Visão geral criada por IA do Google
[5] Visão geral criada por IA do Google
[6] Visão geral criada por IA do Google
[7] Visão geral criada por IA do Google
[8] Visão geral criada por IA do Google
[9] Visão geral criada por IA do Google
[10]https://pt.scribd.com/document/416974780/08-Historia-II-Walker-O-Reavivamento-Evangelico-Na-Gra-Bretanha#
[11]
https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/susanna-wesley/
[12] Idem.
[13]
https://www.ultimato.com.br/conteudo/a-devocao-de-susanna-wesley
[14]
https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/susanna-wesley/
[15]
https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/susanna-wesley/
[16]https://guiame.com.br/gospel/familia/mae-do-pregador-john-wesley-deixou-dicas-de-como-educar-criancas-luz-do-evangelho.html
[17] REILY, Duncan Alexander. Metodismo brasileiro e
wesleyano, Ibidem, p.49.
[18] WESLEY, João. Trechos do Diário de João Wesley, Ibidem,
p.225.
[19] Ibidem.
[20] Ibidem, p.226.
[21] Ibidem.
[22] Ibidem, p.227.
[23] Ibidem, p.229.
[24] Ibidem.
[25] Ibidem.
[26] Ibidem, p.230.
[27] Ibidem, p.231.
[28] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p.26.
[29] LILIÈVRE, Mateo. João Wesley – Sua vida e obra. São
Paulo: Editora Vida, 1997, p.28.
[30] Ibidem, p.27.
[31] Ibidem, p.29.
[32] WILLIAMSON, Glen. Susanna. Miami, EUA: Editora Vida,
1988, p.182.
[33]
https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/susanna-wesley/
[34] Visão geral criada por IA do Google
[35] Paul E. Buyers. A vida de Carlos Wesley, o poeta do Metodismo (1707-1788). http://www.metodista.org.br/a-vida-de-carlos-wesley-o-poeta-do-metodismo-1707-1788
[36] Idem.
[37] Idem
[38] Visão geral criada por IA do Google
[39]
http://www.metodista.org.br/a-vida-de-carlos-wesley-o-poeta-do-metodismo-1707-1788
www.pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Wesley
https://gbgm-umc.org/UMhistory/wesley/hymns
www.bbc.co.uk/religion/.../charleswesley_1.shtm
http://www.bbc.co.uk/religion/religions/christianity/people/charleswesley_1.shtml
http://www.christianitytoday.com/history/people/poets/charles-wesley.html
[40] Visão geral criada por IA
[41] Visão geral criada por IA do Google
[42]
https://www.georgiaencyclopedia.org/articles/arts-culture/george-whitefield-1714-1770/
[43]
https://apmt.org.br/george-whitefield-o-principe-dos-pregadores-ao-ar-livre/
[44]George
Whitefield - Ministérios Pão Diário (paodiario.org).
https://paodiario.org/autores-classicos/george-whitefield/
[45]http://biografiadosheroisdafe.blogspot.com/
2010/01/jorge-whitefield.html
[46]http://biografiadosheroisdafe.blogspot.com/
2010/01/jorge-whitefield.html
[47] George
Whitefield - Ministérios Pão Diário (paodiario.org).
https://paodiario.org/autores-classicos/george-whitefield/
[48]
https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/wesley-vs-whitefield
[49]
https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/wesley-vs-whitefield
[50]
https://www.georgiaencyclopedia.org/articles/arts-culture/bethesda/
[51]https://apmt.org.br/george-whitefield-o-principe-dos-pregadores-ao-ar-livre/
[52] https://seedbed.com/
when-george-whitefield-and-john-wesley-met-radical-things-started-to-happen/
[53]
https://www.newroombristol.org.uk/content/uploads/2017/04/A_brief_guide_to_the_New_Room.pdf
[54] Visão geral criada por IA do Google
[55]
https://www.eismeaqui.com.br/sem-categoria/john-fletcher-1729-1785
[56] https://hls-dhs-dss.ch/de/articles/029084
[57]
https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[59]
https://www.christianity.com/church/church-history/timeline/1701-1800/
[60]
https://victorshepherd.ca/john-fletcher-jean-guillaume-de-la-flechere
[62]
https://victorshepherd.ca/john-fletcher-jean-guillaume-de-la-flechere
[63]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.
[64]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.
[65] Idem.
[66] Visão geral criada por IA do Google
[67]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.
[68] https://wikimili.com/en/John_William_Fletcher
[69]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[70]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.
[71] Idem.
[72] No. XXVI, Londres, terça-feira, 7 de agosto de 1770, Q.
28. A. 2. Minutos das Conferências Metodistas 1744-98 [Mason, 1862]
95).
[73]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[76]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[77] Sante Uberto Barbieri.Estranha Estirpe de Audazes,Cap. 7
– O Paladino da Divina Misericórdia.
https://arminianismo.wordpress.com/john-fletcher
[78]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[79]https://hls-dhs-dss.ch/de/articles/029084
[80] Visão geral criada por IA do Google
[81] https://holyjoys.org/the-legacy-of-thomas-coke-the-father-of-methodist-missions-part-1/
[82]
https://holyjoys.org/the-legacy-of-thomas-coke-the-father-of-methodist-missions-part-1/
[84]
https://holyjoys.org/the-legacy-of-thomas-coke-the-father-of-methodist-missions-part-1/
[85]
http://www.methodistheritage.org.uk/thomas-coke-memorial-celebrations-readings-from-brecon-cathedral-0514.pdf
[86]
HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p
p.287.
[87] WESLEY,
João. Trechos do diário de João Wesley. Ibidem, p.165.
[88] HEITZENHATER, Richard P., cit, p.287.
[89]
http://www.bu.edu/missiology/gilbert-anne-hart-1768-1833/
[91]
www.methodistheritage.org.uk/missionary-history-neal-in-the-beginning-2011.pdf
[93]
https://www.localprayers.com/DM/Roseau/138256516537928/Dominica-Circuit-of-the-Methodist-Church-in-the-Caribbean-and-the-Americas
[96] http://jamaicamethodist.org/index.php?option=com_content&view=article&id=46&Itemid=27http://jamaica-gleaner.com/gleaner/20060122/out/out3.htmlhttps://sites.google.com/site/beemethodistjamaica/history-of-the-methodists-in-jmhttp://jis.gov.jm/kingston-heritage-sites/
[98]http://www.bu.edu/missiology/missionary-biography/c-d/coke-thomas-1747-1814/
[99]
https://biography.wales/article/s-COKE-THO-1747?&query=Lewis%20Owen&sort=sort_name&page=6
[100] https://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Coke_(bishop)
[101]
http://www.methodistheritage.org.uk/thomas-coke-memorial-celebrations-readings-from-brecon-cathedral-0514.pdf
[102]
https://www.goodreads.com/author/list/2842681.Thomas_Coke
[103] https://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Coke_(bishop)
[104]
https://en.wikipedia.org/wiki/Methodist_Church_in_Sri_Lanka
[105] Idem.
[106]
http://www.methodistheritage.org.uk/thomas-coke-memorial-celebrations.htm
[107] Idem.
[108]
http://www.methodistheritage.org.uk/missionaryhistory-overview.htm
[109]
https://holyjoys.org/the-legacy-of-thomas-coke-the-father-of-methodist-missions-part-1/
[110]
Visão geral criada por IA do Google
[111]
https://www.wesleysoxford.org.uk/people/holy-club/william-morgan
[112]
https://www.wesleysoxford.org.uk/people/holy-club/william-morgan
[113]
https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=1370
[114]
https://www.wesleysoxford.org.uk/people/holy-club/william-morgan
[115]
https://www.wesleysoxford.org.uk/people/holy-club/what-was-the-holy-club
[116]
https://www.wesleysoxford.org.uk/people/holy-club/what-was-the-holy-club
[117]
https://www.whdl.org/sites/default/files/resource/7387091/John%20Wesley%20The%20Methodist.pdf
[119] http
https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/william-morgans-gift
s://www.utpjournals.press/doi/abs/10.3138/tjt.19.1.25
[120]
Visão geral criada por IA do Google
[121]Huguenotes era
o nome dado aos protestantes franceses
durante as guerras
religiosas na França (segunda metade do século XVI). https://pt.wikipedia.org/wiki/Huguenote.
[122]
https://pipiwiki.com/wiki/Maria_Bosanquet_Fletcher
[123]
ttps://www.oxforddnb.com/view/10.1093/ref:odnb/9780198614128.001.0001/...
[124]
https://historyswomen.com/women-of-faith/Maria-bosanquet-fletcher
[125]
https://historyswomen.com/women-of-faith/Maria-bosanquet-fletcher
[126] Idem
[127] Idem.
[128]
https://historyswomen.com/women-of-faith/Maria-bosanquet-fletcher
[129]https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=383
[130]
https://www.oxforddnb.com/view/10.1093/ref:odnb/9780198614128.001.0001/...
[131]
https://www.mywesleyanmethodists.org.uk/content/people-2/lay_people
[132]
https://en.m.wikipedia.org/wiki/Maria_Bosanquet_Fletcher
[133]
https://www.oxforddnb.com/view/10.1093/ref:odnb/9780198614128.001.0001/odnb-9780198614128-e-40209
[134] Idem.
[135]
https://difficultwomenconference.wordpress.com/2014/11/26/i-would-be.
[136]
https://historyswomen.com/women-of-faith/Maria-bosanquet-fletcher
[137]
en.wikipedia.org/wiki/Crosby,_Sarah
[138]
https://www.wikizero.com/en/Sarah_Ryan_(Methodist)
[139] Idem.
[140]
https://www.howold.co/person/Maria-bosanquet-fletcher/biography
[141]
archives.gcah.org/bitstream/handle/10516/6481/MH-2000-07-Chil…, “An early
methodist community of women” por Paul
Wesley Chilote, Methodist History, 2000.
[142]https://www.oxforddnb.com/view/10.1093/ref:odnb/9780198614128.001.0001/
[143] https://pipiwiki.com/wiki/Maria_Bosanquet_Fletcher
[144]
https://www.oxforddnb.com/view/10.1093/ref:odnb/9780198614128.001.0001/...
[145]
Visão geral criada por IA do Google
[146]
https://www.mywesleyanmethodists.org.uk/content/people-2/lay_people/hannah-ball-friend-john-wesley-founder-first-sunday-school
[147] LUCCOCK,
Halford, Ibidem, p. 86.
[148] https://www.mywesleyanmethodists.org.uk/content/people-2/lay_people/hannah-ball-friend-john-wesley-founder-first-sunday-school
[149]
https://www.mywesleyanmethodists.org.uk/content/people-2/lay_people/hannah-ball-friend-john-wesley-founder-first-sunday-school
[150]
https://www.mywesleyanmethodists.org.uk/content/people-2/lay_people/hannah-ball-friend-john-wesley-founder-first-sunday-school
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