Metodistas que enfrentaram a ditadura
Ditaduras no Brasil, Coréia e Angola
Odilon
Massolar Chaves
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fevereiro de 1998.
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Toda gloria a Deus!
Odilon Massolar Chaves é pastor metodista
aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São
Paulo.
Filho do rev.
Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.
É casado com RoseMary.
Tem duas filhas: Liliana e Luciana.
Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na
Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos
dias.
Foi editor do jornal oficial metodista e
coordenador de Curso de Teologia.
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Índice
· Introdução
· Destaques dos capítulos do livro
· Líder da juventude metodista no
Brasil preso e exilado por defender a democracia
· Uma menina arisca no tempo da
ditadura
· Mártires pelo testemunho de
Jesus
· A Joana d’Arc da Coreia
· Metodistas que lutaram contra o
domínio português em Angola
· Missionário preso por se opor ao
domínio português em Angola
· Da prisão e exílio à presidência
e herói de Angola
· Mártires e heróis de Angola
· Bispo metodista de Angola que
apoiou a causa da independência
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Introdução
“Metodistas que enfrentaram a ditadura” no Brasil,
Coréia e Angola é um livro de 27 páginas.
Sobre a ditadura em Angola: “O domínio português em Angola na década de
1960 é amplamente caracterizado como uma ditadura colonial, inserida no
contexto do Estado Novo (1933-1974). Este
regime autoritário impôs repressão política, censura, trabalho forçado até 1961
e iniciou uma violenta guerra colonial (1961-1974) para impedir a independência”.[1]
Sobre a ditadura na Coréia: “O domínio japonês na Coreia na década
de 1920 (parte do período de 1910-1945) pode ser considerado uma ditadura
colonial totalitária. Após a repressão brutal do Movimento Primeiro de Março (1919), o Japão adotou
uma "política cultural" que, embora parecesse mais branda, manteve o
controle militar rígido, perseguição política, supressão de sindicatos e uma
intensa espoliação econômica”. [2]
Sobre a ditadura no Brasil: “A ditadura militar
brasileira teve início com o golpe de 31 de março de 1964, que depôs João Goulart,
estabelecendo um regime autoritário de 21 anos. Na década de 60, o regime
consolidou-se através de atos institucionais (especialmente o AI-5 em 1968),
censura, perseguição política, prisões e tortura de opositores, pautando-se pelo
anticomunismo e nacionalismo”. [3]
Nestes três países, leigos e pastores e bispos
metodistas lutaram pela liberdade e pela democracia. Alguns foram presos,
torturados e outros mortos.
O Autor
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Destaques dos capítulos do livro
Líder da juventude metodista no
Brasil preso e exilado por defender a democracia
Anivaldo Pereira Padilha é um sociólogo,
liderança religiosa metodista e ativista brasileiro, reconhecido por sua
resistência à ditadura militar (1964–1985) e sua defesa dos direitos humanos. Ele é pai de Alexandre Padilha, atual ministro das
Relações Institucionais. [4]
Uma menina arisca no tempo da ditadura
Heleny Ferreira Telles Guariba (1941–1971) foi
uma proeminente diretora
de teatro, filósofa e militante política brasileira, que se tornou um símbolo da resistência contra a
ditadura militar no Brasil. [5]
Mártires pelo testemunho de
Jesus
Pastores metodistas coreanos sofreram perseguição intensa em dois
períodos: durante o domínio japonês (1910-1945), devido à recusa em adorar no xintoísmo, e na Guerra da Coreia (1950-1953), alvos do regime
comunista do norte por sua fé e influência. Muitos foram presos, torturados e
mortos, tornando-se mártires da igreja metodista na península.[6]
A Joana d’Arc da Coreia
Ryu Gwansun (1902–1920) foi uma jovem cristã e estudante metodista que se tornou o rosto da resistência coreana contra a ocupação japonesa. Frequentemente chamada de "Joana d'Arc da Coreia", seu martírio ocorreu na Prisão de Seodaemun, em Seul, após sua liderança no histórico Movimento 1º de Março de 1919. [7]
Metodistas
que lutaram contra o domínio português em Angola
O reverendo
metodista Gaspar de Almeida (1907–2007) foi uma figura central na resistência ao domínio colonial
português em Angola, utilizando sua posição na igreja para promover a
consciência nacionalista e a educação. [8]
Missionário preso por se opor ao domínio
português em Angola
Anita Betts Way e Marion
Way (também conhecido como Mário Way) foram
missionários metodistas norte-americanos que atuaram em Angola durante o auge
do movimento de independência, sendo perseguidos e expulsos pelo regime
colonial português em 1961. [9]
Da prisão e exílio à presidência
e herói de Angola
António
Agostinho Neto (1922–1979) foi um médico, poeta e político
angolano, filho de um pastor metodista, que liderou o MPLA e se tornou o
primeiro presidente de Angola (1975–1979). Preso várias vezes pela PIDE, a
polícia política colonial, foi deportado para o Tarrafal em Cabo Verde antes de
assumir a liderança da independência. [10]
Mártires e heróis de Angola
Os nomes mencionados referem-se a figuras centrais da Igreja Metodista Unida
em Angola que sofreram
severa perseguição e foram assassinadas pelo regime colonial português,
especialmente após o início da luta armada em 1961. [11]
Bispo metodista de Angola que apoiou a causa da
independência
Devido ao seu envolvimento
com ideais nacionalistas e à sua influência sobre a juventude, ele foi alvo do
regime colonial. Documentos históricos confirmam que figuras da Igreja
Metodista em Angola, como ele, foram frequentemente vigiadas e detidas pela
polícia política portuguesa (PIDE) por seu apoio à causa da independência. [12]
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Líder da juventude metodista no
Brasil preso e exilado por defender a democracia
Anivaldo Pereira Padilha é um sociólogo, liderança religiosa metodista e
ativista brasileiro, reconhecido por sua resistência à ditadura militar
(1964–1985) e sua defesa dos direitos humanos.
Ele é pai de Alexandre Padilha, atual ministro das Relações Institucionais. [13]
Anivaldo Padilha nasceu em São Pedro da União,
MG, em 1940.
Ele é
formado em Ciências Sociais e membro da Igreja Metodista.
Foi líder da juventude metodista na década de 60.
Foi editor da revista Cruz de Malta.
“Líder da
juventude metodista e do movimento ecumênico de juventude no Brasil e na
América Latina durante os anos 1960, Padilha lutou contra a
opressão e pela democracia”. [14]
Como ecumênico pertenceu a juventude na Ação
Popular (AP), uma organização que surgiu no Brasil a partir das
mobilizações da Juventude Católica (JEC e JUC).
Numa
entrevista, ele disse: ““Como militante da AP eu atuava no
movimento estudantil (cursava Ciências Sociais na USP) e me dedicava ao
trabalho de conscientização e de organização de setores da classe média. Ao
mesmo tempo, trabalhava na Igreja Metodista como diretor do Departamento
Nacional de Juventude e editor da “Cruz de Malta”, uma revista publicada
por essa igreja e dirigida especificamente ao público jovem. Eu era também o
secretário, para o Brasil, da União
Latino-americana de Juventudes Ecumênicas.
Sempre
procurei separar minha militância política na AP da minha
participação e atuação na igreja e no movimento ecumênico apesar de que, em
muitos casos, havia certa coincidência”.[15]
Denunciado
Anivaldo foi
denunciado por um bispo e um pastor metodista. Ele disse: “É importante
esclarecer que as denúncias feitas pelo bispo Isaias Fernandes Sucasas e
seu irmão pastor José Sucasas Jr. contra mim não foram a causa
imediata da minha prisão. Fui preso juntamente com uma companheira de
militância, Eliana Rolemberg, quando fomos à casa do tio de dois
jovens da Igreja
Metodista retirar um pacote de documentos que eles haviam deixado lá para nós. O tio deles abriu o pacote,
considerou o material subversivo e chamou o DEOPS” [16]
Ele fez uma
afirmação grave sobre os irmãos Sucasas: “há cerca de três anos descobri que
ambos eram informantes do DEOPS.” [17]
Anilvaldo foi
preso e torturado em 1970 pela chamada Operação Bandeirantes.
Sobre a vida
na prisão, ele disse: “Somados os três períodos em que estive no DOI-CODI e os em que estive no DEOPS, entre o final de
fevereiro o final de junho, foram três meses de terror. O período mais difícil
foi no DOI-CODI porque os interrogatórios acompanhados de
torturas foram diários durante cerca de três semanas. E as torturas não eram
somente físicas. Eram acompanhadas de torturas psicológicas para quebrar a
resistência do prisioneiro”. [18]
Numa
entrevista, ele disse: “Após conseguir liberdade condicional, permaneci no
Brasil vivendo na clandestinidade durante cerca de cinco meses. Nesse período
vivi com o auxílio do Conselho Mundial de Igrejas. Isso me possibilitou retomar contatos com meus companheiros da AP,
especialmente com minha companheira (não éramos casados) que também estava na
clandestinidade. Nesse período ela ficou grávida. Foi um período muito difícil
para mim. Eu estava fisicamente muito debilitado e psicologicamente abalado
devido às condições precárias da prisão e às torturas que havia sofrido. Não
podia conseguir emprego regular, pois as empresas exigiam atestado de
antecedentes. Meu pai havia praticamente perdido a visão devido a um derrame,
não tinha aposentadoria e vivia sob os cuidados da minha mãe. Eles dependiam
totalmente de mim financeiramente”. [19]
Anivaldo saiu do país para o exílio e
durante 13 anos morou em vários países da América Latina, Europa e nos
Estados Unidos.
“Em todos os lugares onde viveu como exilado,
trabalhou incessantemente na organização de apoios externos à
militância que atuava na resistência ao regime no Brasil, assim
como nas denúncias contra a ditadura”. [20]
De regresso ao
Brasil, em 1984, após a decretação da Lei de Anistia, Anivaldo
“incorporou-se ao Centro Ecumênico de Documentação e Informação – CEDI. Em
1994, participou da fundação de KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço. É membro
da equipe de assessores de KOINONIA, membro da Diretoria do Conselho
Latino-Americano de Igrejas (Região Brasil) e da Junta Diretiva do Church World
Service, dos Estados Unidos e mora em São Paulo”. [21]
Ele atuou como “assessor da Comissão Nacional
da Verdade entre os anos 2012 a 2014. É membro do Comitê
Paulista pela Memória, Verdade e Justiça e membro do Conselho de
Administração do Núcleo Memória, onde participa ativamente das
visitas mediadas que fazemos habitualmente ao prédio do ex DOI-Codi
(foto). Anivaldo também participa regularmente das Rodas de
Conversa com estudantes no Memorial da Resistência”.[22]
No Instragam há um vídeo com uma mensagem do seu
filho, então Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Dia dos Pais, com o
título “Essa é história do meu Pai”, onde ele testemunha sobre a prisão injusta
de Anivaldo Padilha.[23]
Ele diz que só foi conhece-lo e abraça-lo aos 8
anos de idade. E diz ainda que seu pai não era comunista, guerrilheiro e nem
tentou um golpe de Estado. Era um jovem evangélico, líder jovem, metodista que
defendia a democracia. Foi preso, torturado e teve que fugir do país “com ajuda
de uma rede de solidariedade de sua Igreja”. [24]
Uma menina arisca no tempo da ditadura
Heleny
Ferreira Telles Guariba (1941–1971) foi uma proeminente diretora de teatro, filósofa e militante
política brasileira, que se
tornou um símbolo da resistência contra a ditadura militar no Brasil. [25]
Heleny
Ferreira Telles Guariba (1941-1971) nasceu em Bebedouro, São Paulo. Filha de
Isaac Ferreira Caetano e Pascoalina Ferreira. Ficou orfã de pai aos dois anos.
Na adolescente deu aulas para crianças e jovens na Escola Dominical da Igreja
Metodista Central, em São Paulo.
Ela
escrevia artigos para os jovens metodistas na revista de Cruz de Malta.
Heleny teve dois filhos no casamento com o professor universitário Ulisses
Telles Guariba. Foi funcionária pública da Junta Comercial de São Paulo e
trabalhou como professora em um curso pré-vestibular.
Ela se
formou na Faculdade de Filosofia da USP. Em 1965
ganhou bolsa de estudos e foi para a Alemanha estudar teatro, política e artes.
Na França, fez seu doutorado. No Brasil, usou o teatro como instrumento de
transformação politica e liberdade. Deu aulas na Escola de Artes Dramáticas da
USP. Em Santo André, 1968, fundou o grupo Teatro da Cidade formado em sua
grande maioria por operários. Ela escreveu diversos artigos em jornais dos anos
60 provocando a ira da ditadura. Foi presa em 1970 e torturada pelo Dops.
Foi
solta em 1971 e quando se preparava para deixar o país foi presa novamente.
Testemunhas afirmam que ela foi assassinada na “Casa da Morte” da ditadura, em
Petrópolis. Entrou na lista de “desaparecidos”.
Frei
Betto, numa carta enviada a Heleny, disse: “Pequena, arisca, você sempre me
pareceu uma pessoa muito bonita, dessa beleza que vem de dentro para fora,
enraizada no espírito ágil, que conserva, no corpo, o jeito de menina. Mesmo na
prisão, sua alegria contagiava. Guardo de você a última vez que a vi.
Era
seu aniversário e seus filhos levaram um bolo com velinhas e um presente. Ao
desfazer a fita de cetim rosa e papel colorido, você viu o que era e achou
muita graça, começou a mostrar a todo mundo, a beijar as crianças
(...),”. Tinha um modo de viver intenso. Seu nome foi dado a um Centro
Cultural em Diadema e ao Teatro Studio Heleny Guariba, SP. É exemplo
de coragem e perseverança.[26]
Mártires pelo testemunho de Jesus
Pastores metodistas coreanos sofreram
perseguição intensa em dois períodos: durante o domínio japonês (1910-1945),
devido à recusa em adorar no xintoísmo, e na Guerra da Coreia (1950-1953), alvos do regime comunista do norte
por sua fé e influência. Muitos foram presos, torturados e mortos, tornando-se
mártires da igreja metodista na península.[27]
Muitos pastores
metodistas coreanos morreram durante o domínio japonês (1910-1945) e invasão da
Coreia do Norte (1950-1953). O reverendo Dong-Chul
Kim (1899-1950), que morreu em 1950, quando o partido comunista tomou o poder
na Coreia. Muitos outros foram mortos, entre eles os pastores metodistas
coreanos Sug-Won Kim, Gimyusun e Gimyijun.
Outros metodistas foram
mortos na prisão durante o domínio do Japão (1910-1945): o reverendo Lee Yeong-Han e os pregadores Kwon-Ho Won e Choi In-Gyu. O reverendo Kang Jong-Geun negou adorar os deuses japoneses e foi torturado até a
morte em 3 de junho de 1943. No total, 50 protestantes foram mortos e 2 mil
sofreram na prisão porque se recusaram a adorar o santuário dos japoneses
(1910-1945).
A Coreia do Norte
(1950-1953) executou muitos presbiterianos, metodistas e outros cristãos.
Alguns metodistas morreram em 1950: o reverendo Kang Enyoung morreu por negar a política anticristã da Coreia do Norte;
o reverendo Yongman Kim era capelão
do hospital, foi preso e atirado ao mar; o reverendo Hongsik Kim e sua esposa foram mortos a tiros.
O sacrifício deles não foi em vão. A Igreja Metodista na Coreia do Sul hoje tem 1.587.385 membros; 9.795 pastores, 6.077 igrejas; 4 universidades; 3 Seminários e Universidades Teológicas; 9 Centros da Juventude; 11 Seminários Teológicos para a mulher; 23 escolas de ensino médio; 34 escolas secundárias. A Igreja Metodista da Coreia mantém 701 missionários em 71 países.[28]
A Joana d’Arc da Coreia
Ryu Gwansun (1902–1920) foi uma jovem cristã e estudante metodista que se tornou o rosto da resistência coreana contra a ocupação japonesa. Frequentemente chamada de "Joana d'Arc da Coreia", seu martírio ocorreu na Prisão de Seodaemun, em Seul, após sua liderança no histórico Movimento 1º de Março de 1919. [29]
Ryu Gwansun (1902-1920) nasceu em Cheonan-si, Chungcheongnam-do, Coreia do Sul. Era filha Ryu Jung-gwon e Yi So-je. Em 1919, era uma estudante na escola metodista Ewha Womans, em Seul. A escola foi fundada em 1886 por Mary F. Scranton, missionária metodista dos EUA. Sua professora Alice Sharp era missionária ocidental.
Gwansun entrou na escola de Ewha com uma bolsa de estudante. Gwansun ficou conhecida pela organização do Movimento 1º de Março contra o domínio colonial japonês da Coréia do Sul. Sua profunda fé em Deus e os ensinamentos da escola metodista Ewha lhes deram coragem de agir. Ela voltou para sua casa em Jiryeong-ri quando o governo japonês fechou todas as escolas coreanas. Junto com sua família, ela começou a despertar sentimentos públicos contra a ocupação japonesa. Visitou igrejas explicando sobre as condições das manifestações que se realizariam em Seul.
Ambos os seus pais foram mortos a tiros pela polícia japonesa. Ela foi presa e sofreu tortura. Foi condenada a cinco anos de prisão. Durante o julgamento, Gwansun protestou contra a injusta administração colonial japonesa e a lei do Governador-Geral da Coreia.
Gwansun morreu na prisão, em 28 de setembro de 1920. Suas palavras finais foram: "Mesmo que minhas unhas sejam arrancadas, o nariz e as orelhas sejam rasgadas, e as minhas pernas e braços sejam esmagadas, esta dor física não se compara à dor de perder a minha nação. Meu único arrependimento é não ser capaz de fazer mais do que dedicar minha vida para o meu país." Os japoneses não qjueriam liberar o corpo, mas Lulu Frey e Jeannette Walter, diretores de Ewha Womans School, ameaçaram divulgar a causa de sua morte. Em 14 de outubro de 1920 seu funeral foi realizado na Igreja em Jung-dong pelo ministro Kim Jong-wu. Gwansun tem sido chamada de Joana d'Arc da Coreia.
Foi condecorada com a Ordem do Mérito da Independência, em 1962. É um
símbolo da luta coreana pela independência pelo protesto pacífico.[30]
Metodistas que lutaram
contra o domínio português em Angola
O reverendo metodista Gaspar de Almeida
(1907–2007) foi uma figura
central na resistência ao domínio colonial português em Angola, utilizando sua
posição na igreja para promover a consciência nacionalista e a educação. [31]
Gaspar de Almeida (1907-2007) nasceu em Calomboloca, Angola.
Frequentou a escola primária metodista em Calomboloca e, em 1923, aos 16 anos, mudou-se para Luanda para continuar sua educação primária na escola missionária metodista.
Concluiu o
estudo escolar e passou no exame governamental, em 1924. “Nos cinco anos
seguintes ele ensinou em escolas primárias metodistas em Calomboloca,
Hombo-a-Njinji e Quiongua”. [32]
Gaspar de Almeida se casou com Juliana António Amaro, em 1935, e tiveram seis filhos: Jerónimo, Loide Ana, Maria Eugénia, Liliana, Generoso e Paulo.
“Em 1952, ele foi para Portugal, onde estudou teologia no Seminário Presbiteriano e passou no exame governamental para o quinto ano do ensino médio. Posteriormente, ele ensinou na Escola Bíblica de Quessua e depois foi professor no seminário interdenominacional em Dondi de 1958 até 1965, exceto por dois anos, de 1961 a 1963, quando foi preso em Luanda pela PIDE, a polícia secreta portuguesa. [34]
Em 1965,
ele se tornou diretor da Escola Bíblica de Quessua (que logo se tornaria a
Escola de Teologia) e, em 1969, também se tornou Diretor da Missão de Quessua.
Em 1973, retornou a Luanda para se tornar Diretor de Educação Religiosa da
Igreja Metodista Unida em Angola até sua aposentadoria em 1976. A igreja
metodista unida Rev. Gaspar de Almeida, foi dado em homenagem ao Pastor Gaspar.
[35]
Já em 1930, é chamado para o Ministério Pastoral, onde
é recebido como membro à prova, categoria inicial da Igreja Evangélica Ramo
Metodista, como era chamada a igreja à época. E ali começa uma longa odisseia
de um forte trabalho conjugado no binómio igreja-escola, que o levaria a várias
missões de pregar o evangelho e ensinar; ocasiões sempre aproveitadas para
passar a mensagem da liberdade, da liberdade do homem angolano. [36]
Em 13 de Fevereiro de 1935, “o jovem Gaspar Adão de
Almeida casa-se com a jovem Juliana Amaro, professora de costura e culinária,
com quem gerou cinco Filhos.” [37]
A Igreja Metodista Unida em Angola “contribuiu muito
para a Independência de Angola, através do engajamento Físico e espiritual dos
seus pastores e membros na luta de libertação nacional; e ao lado dos grandes
protagonistas está certamente o Reverendo Gaspar Adão de Almeida.”[38]
Ele era uma pessoa da unidade, reconciliadora e
respeitadora das diferenças. Nacionalista nato e patriota, que respeitava as
diferenças. Ele "sabia que não somos todos iguais, pois cada um tem a sua
forma de pensar, mas era necessário encontrar um denominador comum para o
alcance dos objetivos que era a independência”. [39]
Quando faleceu, aos 99 anos, reverendo Gaspar Adão de Almeida “mereceu a homenagem do então Presidente da República, José Eduardo dos Santos. No funeral do reverendo, que foi sepultado no cemitério Alto das Cruzes, em Luanda, o então presidente da Assembleia Nacional, Roberto de Almeida disse que o reverendo Gaspar Adão de Almeida deu um grande contributo ao povo angolano, sobretudo para os jovens. ‘Foi uma figura que deu um grande contributo para o povo angolano. Ensinou muita gente a ser fiel à pátria angolana e por causa disso pagou com alguns anos de prisão", disse. [40]
Em 2025,
rev. João Gaspar foi condecorado pelo governo na classe de Independência
Nacional, no âmbito das celebrações dos 50 anos da Independência de Angola.
Missionário preso por se opor ao domínio
português em Angola
Anita Betts Way e Marion Way (também
conhecido como Mário
Way) foram missionários metodistas norte-americanos que atuaram
em Angola durante o auge do movimento de independência, sendo perseguidos e
expulsos pelo regime colonial português em 1961. [41]
Anita Betts Way (1931-2024) “nasceu em 3
de dezembro de 1931 em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, filha de missionários
metodistas americanos que serviam à Igreja Metodista do Brasil desde 1919”.[42]
Anita teve sua formação básica no Brasil. De 1952 a
1956 cursou a universidade nos EUA onde se formou em música sacra e educação
cristã. Depois, foi para uma escola de treinamento missionário para leigos onde
conheceu o Mário Way.
Mário (1930- 2013) nasceu na Carolina do Sul, EUA,
filho de metodistas. “Participou no movimento Estudantil Universitário
Metodista dos Estados Unidos, cujo um dos objetivos era o fim da segregação
racial e a construção da justiça e fraternidade entre todas as etnias e povos.
Em 1951 formou-se em Pedagogia. Na Igreja trabalhou em muitos ministérios e
tarefas. Também em 1951 ficou sabendo que a Igreja estava procurando jovens que
tivessem experiência no trabalho com juventude para serem enviados a trabalhar em
várias partes da África. Sentindo o chamado de Deus na sua vida, foi enviado
pela Igreja para trabalhar em Angola, então uma colônia portuguesa na parte sul
do continente africano. Sua tarefa era basicamente organizar sociedades de
jovens, promovendo acampamentos, congressos, treinamentos; ajudando as igrejas
locais a formarem grupos de jovens. Participava regularmente de equipes de
pastores, professores, enfermeiras, etc... que visitavam as aldeias”.[43]
Marion serviu à Igreja Metodista de Angola até 1955, “quando então
retorna aos Estados Unidos para se fazer seu mestrado em Serviço Social, e
candidatar-se a ter um ministério permanente como missionário. Foi nessa época
que conheceu Anita”. [44]
Estudaram na mesma escola para missionários. Anita e Mário casaram-se em
1957 em Porto Alegre, Brasil, e passaram a lua de mel no Rio de Janeiro. Foi
quando visitaram o Instituto Central do Povo (ICP) e o Acampamento Clay. ‘Foi
amor à primeira vista’, dizem em relação ao ICP e ao Brasil. ‘Se não houvesse o
compromisso com Angola, gostaria de trabalhar aqui’, o Mário disse na ocasião”. [45]
Serviram como missionários em Angola “durante uma época em que as
igrejas metodistas eram rotineiramente acusadas de instigar o povo angolano a
trabalhar pela independência de Portugal”. [46]
Anita “desenvolveu um brilhante trabalho na área de
educação e música, no Centro Comunitário em Luanda”. [47]
“Marion desenvolveu vários programas, inclusive
capacitando as pessoas em diversas áreas, por exemplo, datilografia, costura,
aulas de inglês e conhecimentos de informática. Anita era responsável pela
educação, serviços de apoio cristão para crianças carentes, além de ser
professora de música. Ao longo dos anos servindo no Brasil, o casal estava
sempre atento às mudanças da sociedade. Em 1995, Anita foi nomeada para a
Equipe Regional de Trabalho com Crianças”.[48]
Marion ou Mário serviu em Angola de “1958-1961 até Marion ser detido,
preso e deportado junto com a esposa”.[49]
Marion foi preso por duas semanas “sendo acusado de conspiração;
posteriormente foi transferido para Portugal onde permaneceu durante três meses
sem acusação formal. Foi liberto e expulso do país. [50]
Em 1962 o casal foi enviado pela Junta de Ministérios Globais da Igreja
como missionários no Instituto Central do
Povo – ICP”, [51] no
Brasil, onde serviram por mais de 50 anos.
O casal missionário, Marion (em memória) e Anita Way, recebeu o Prêmio
Metodista Mundial da Paz de 2013 em reconhecimento ao seu trabalho em Angola e
no Brasil.
O prêmio foi entregue em 12 de setembro de 2013, na Capela Wesley, em
Londres, Inglaterra, durante reunião do Conselho Metodista Mundial.[52]
“Ao longo de 54 anos de trabalho contínuo, o casal ajudou mais de 15.000
crianças e 45.000 famílias, e mais de 100.000 foram alcançadas por meio de seus
esforços. Eles usaram sua fé para ajudar na luta contra a opressão política, o
racismo e outros obstáculos ao longo de sua carreira”.[53]
Marion Way faleceu em 2013 e Anita em 2024.[54]
O “Colégio Estadual Missionário Mario Way”, em Inhoaíba, RJ, é uma homenagem
a Marion. Foi inaugurado em 2014.
A “Creche Comunitária Anita Way”, localizada no Morro da
Providência, RJ, é uma homenagem à Anita.
Da prisão e exílio à presidência
e herói de Angola
António Agostinho Neto (1922–1979) foi um médico, poeta e político
angolano, filho de um pastor metodista, que liderou o MPLA e se tornou o
primeiro presidente de Angola (1975–1979). Preso várias vezes pela PIDE, a
polícia política colonial, foi deportado para o Tarrafal em Cabo Verde antes de
assumir a liderança da independência. [55]
Antônio
Agostinho Neto (1922-1979) nasceu na aldeia de Kaxicane, região de Icolo e
Bengo, Angola. Seu pai Agostinho era pastor e professor da Igreja Metodista, e
sua mãe, Maria da Silva Neto, professora.
Foi
poeta, nacionalista e estadista. Aos 13 anos de idade, matriculou-se no Liceu
Salvador Correia. Foi membro ativo da Igreja Metodista. Cantou em coral.
Participou
da criação do Centro Evangélico da Juventude Angolana. Em 1947, foi para
Portugal, para a Faculdade de Medicina de Coimbra, com uma bolsa de estudos da
Igreja Metodista dos EUA. Envolvido em atividades políticas, foi preso em 1951.
Denunciou e lutou contra a opressão do povo angolano sob o jugo do colonialismo
português.
Preso
pela polícia do regime salazarista, fugiu da prisão em Cabo Verde, foi para o
exílio e assumiu a direção do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA)
durante a Guerra da Independência de Angola (1961-1974).
Como
vencedor, pelo MPLA, assumiu as funções de presidente da República em 1975 e
foi o primeiro presidente de Angola. No seu aniversário é comemorado o Dia
Nacional dos Heróis.
“A
Igreja Metodista participou ativamente na luta clandestina e armada de
libertação nacional por ter despertado o espírito nacionalista dos angolanos”.
Diversos pastores metodistas foram presos e mortos, como o reverendo Cristovão
Miguel da Silva, e Guias de Classe, como Homes Mucagi.
O
bispo José Quipungo de Angola se refere a Agostinho Neto como “o metodista de
sangue e de coração”.[56]
Mártires e heróis de Angola
Os nomes
mencionados referem-se a figuras centrais da Igreja Metodista Unida
em Angola que sofreram
severa perseguição e foram assassinadas pelo regime colonial português,
especialmente após o início da luta armada em 1961. [57]
A luta pela independência de Angola do domínio português teve início em 1961. Diversos metodistas participaram dessa luta, e muitos leigos e pastores metodistas morreram.
O reverendo Guilherme Pereira Inglês morreu com sua filha Juliana. Preso, em 1961, “Foi morto de forma atroz. Cortaram um braço e outras partes do corpo. Depois, deram-lhe um tiro de misericórdia”.
Sua filha Luzia Inglês fugiu para as matas. Entrou para a guerrilha e fez os estudos primários numa escola de refugiados angolanos, no Congo, controlada por professores sobreviventes de escolas da Igreja Metodista de Angola. Hoje, ela é a secretária-geral da Organização da Mulher Angolana.
José Mendes de Carvalho, chamado de Hoji-ya-Henda (Leão do Amor), era filho de Agostinho de Carvalho, enfermeiro e metodista consagrado. José pertencia à juventude metodista e seu grupo coral. Em 1954, foi morar em Luanda, na casa do pastor Agostinho, pai de Agostinho Neto. Depois, foi comandante das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola e morreu em combate. É herói nacional angolano. Por sua combatividade e integridade moral, tornou-se o símbolo patriótico da juventude angolana.
O
pastor Evangelista Bernardo Panzo, por cerca de 14 anos, viveu com milhares de
angolanos nas matas, ministrando ao povo: “construímos casas para adoração...
Abri uma escola para o ensino da Bíblia. Ninguém saía para lutar sem primeiro
confessar-se ao pastor”. Eles oravam às 4 horas, às 5 horas da manhã e ao
meio-dia. Eram cerca de 3.500 pessoas. Em 1975, os angolanos conseguiram a
independência, com Agostinho Neto, herói nacional e metodista.[58]
Bispo metodista de Angola que apoiou a causa da
independência
Devido ao seu envolvimento com ideais nacionalistas e à sua influência sobre a juventude, ele foi alvo do regime colonial. Documentos históricos confirmam que figuras da Igreja Metodista em Angola, como ele, foram frequentemente vigiadas e detidas pela polícia política portuguesa (PIDE) por seu apoio à causa da independência. [59]
Emílio Júlio Miguel de Carvalho nasceu em 1933, na aldeia de Quiongua, região de Pungo Andongo, província de Malanje, Angola. Seus pais, Eva Pedro de Andrade Miguel e Júlio João Miguel, eram cristãos. Emilio foi Presidente Geral da Juventude da Igreja Metodista em Angola (1950-1953).
Casado com Marilina Stella de Jesus Figueiredo foi ordenado diácono em 1960, na primeira Igreja Metodista de Wisconsin Rapids, EUA, e presbítero, na Igreja Metodista Central de Luanda.
No início da luta pela independência, em 1961, foi preso por verem no seu ministério um atentado à soberania portuguesa. Foi considerado preso político e submetido a diversas torturas. Foi colocado em liberdade vigiada com residência fixa, em 1963. Foi professor e reitor do Seminário Emanuel, na Missão do Dondi Angola (1965-1972).
Bispo Emilio disse que “na década de 60, o metodismo teve um papel muito importante no processo político angolano porque quando começou a luta pela independência a igreja viu-se envolvida no meio daquele temporal. Muitos dos nossos obreiros e pastores foram escorraçados, presos e mortos por estarem próximos dos outros angolanos a lutarem pela independência”. Ele explica que na década de 60, Agostinho Neto, filho de pastor metodista e herói nacional, recebeu bolsa de estudo paga pela Igreja Metodista.
Emilio foi o primeiro bispo angolano da Igreja Metodista em Angola e
reeleito bispo vitalício pela Conferência Central de África. É autor, tradutor
e escritor. Em 2002 recebeu o título de Cidadão Honorário da Cidade de Luanda.
Tem nove obras literárias publicadas e dezenas de artigos. Sua história é
contada no “Emílio J.M. de Carvalho uma Biografia”, de autoria de João da
Graça.[60]
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[14]https://www.ihu.unisinos.br/
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[20] https://www.nucleomemoria.com.br/anivaldo-padilha-integrante-do-conselho-de-administracao-do-nucleo-memoria-recebe-o-premio-de-direito-a-memoria-e-a-verdade-alceri-maria-gomes-da-silva
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[22] https://www.nucleomemoria.com.br/anivaldo-padilha-integrante-do-conselho-de-administracao-do-nucleo-memoria-recebe-o-premio-de-direito-a-memoria-e-a-verdade-alceri-maria-gomes-da-silva
[23]https://www.instagram.com/
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[24]https://www.instagram.com/
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[26] http://advivo.com.br/comentario/re-lembrancas-da-luta-armada-15
http://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-resistencia/heleny-telles-ferreira-guariba/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Heleny_Guariba
http://irmandadedosmartires.blogspot.com.br/
http://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-resistencia/heleny-telles-ferreira-guariba/
GUARIBA, Heleny. O falso “milagre”. Cruz
de Malta, p.31-33.
http://revista.faculdadeunida.com.br/index.php/reflexus/article/viewFile/33/87
[27] Visão geral criada por IA do Google
[28] Pesquisa:
http://kcmma.org/board/bbs/board.php?bo_table=bd1
http://www.cck.or.kr/eng/html/intro01.htm
http://m.blog.daum.net/_blog/_m/articleView.do?blogid=0G7b2&articleno=7076876#
www.pastordougroman.wordpress.com
http://m.dangdangnews.com/articleView.html?idxno=21018&menu=1
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[30] http://fr.dbpedia.org/page/Ryu_Gwansun
https://www.facebook.com/changweon.jang/posts/10203024238677466
http://fr.dbpedia.org/page/Ryu_Gwansun
https://en.wikipedia.org/wiki/Ryu_Gwansun
https://www.geni.com/people/Ryu-Gwan-sun/6000000013343474856
[31] Visão geral criada por IA do Google
[32]
https://www.facebook.com/100067169976849/posts/um-filho-amado-do-metodismo-o-reverendo-gaspar-de-almeida-nasceu-em-calomboloca-/781137084135284/
[33] Idem.
[34]
https://www.facebook.com/100067169976849/posts/um-filho-amado-do-metodismo-o-reverendo-gaspar-de-almeida-nasceu-em-calomboloca-/781137084135284/
[35] Idem.
[36] https://www.pressreader.com/angola/jornal-cultura/2
20180116/281573766104065?srsltid=AfmBOoqwjVZWlVEvX5xgvd1qfH9YWOVK1795ZqFEUyah4bFALqi67Ov3
[37] Idem.
[38] https://www.pressreader.com/angola/jornal-cultura/2
20180116/281573766104065?srsltid=AfmBOoqwjVZWlVEvX5xgvd1qfH9YWOVK1795ZqFEUyah4bFALqi67Ov3
[39] Idem.
[40] Idem.
[41] Visão geral criada por IA do Google
[42]
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[43]
https://www.facebook.com/FMM1Re/posts/nota-de-falecimento-que-o-espírito-santo-console-nossos-corações-e-de-todos-os-f/1032000562300900/
[44]
https://www.facebook.com/FMM1Re/posts/nota-de-falecimento-que-o-espírito-santo-console-nossos-corações-e-de-todos-os-f/1032000562300900/
[45]
https://www.facebook.com/FMM1Re/posts/nota-de-falecimento-que-o-espírito-santo-console-nossos-corações-e-de-todos-os-f/1032000562300900/
[46] https://share.google/35FxSP0nSLhFxxV8R
[47]
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=995660439262507&id=100064556808152&set=a.552251453603410
[48]
https://www.metodista.org.br/vencedores-do-premio-mundial-metodista-da-paz-trabalharam-no-brasil-e-angola
[49] https://www.facebook.com/
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[50]
https://www.facebook.com/FMM1Re/posts/nota-de-falecimento-que-o-espírito-santo-console-nossos-corações-e-de-todos-os-f/1032000562300900/
[51] https://www.metodista.org.br/
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[53] https://share.google/35FxSP0nSLhFxxV8R
[54] https://share.google/cXl2NbOptxzUzMfzq
[55] Visão geral criada por IA do Google
[56]Pesquisa:
http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2013/8/38/Realizada-primeira-Conferência-sobre-vida-obra-Agostinho-Neto,2eb34e7d-1cfb-4462-9ab9-13d92f6357ef.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_Neto
www.opais.net/pt/opais/?det=28801&id=1805&utm_medium=referral&u
QUIPUNGO, Jose. Cristãos num Mundo Novo. Imprensa
Metodista, SP, 1984.
[57] Visão geral criada por IA do Google
[58] Pesquisa: KIPUNGO, Jose. Cristãos num mundo novo.
Imprensa Metodista, São Paulo, 1984, p.66
http://m.ja.sapo.ao/politica/governador_pede_participacao_em_massa_dos_cidadaos
http://m.ja.sapo.ao/politica/governador_pede_participacao_em_massa_dos_cidadaoshttp://kantoximpi.blogspot.com.br/2007/01/mulheres-angolanas-histricas-4uma.html
http://angola-luanda-pitigrili.com/who%E2%80%99s-who/l/luzia-ingles-van-dunem-inga
[59] Visão geral criada por IA do Google
[60] http://www.redeangola.info/especiais/ge-emilio-de-carvalho-a-editar/
http://jornaldeangola.sapo.ao/gente/emilio_de_carvalho_festeja_aniversario
http://www.muanadamba.net/2015/11/honremos-a-memoria-da-i-e-b-a.html
http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/lazer-e-cultura/2012/2/11/Vida-obra-bispo-Emilio-Carvalho-contada-livro,540b4a81-b4ff-4419-9b66-37542b91daad.html
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