De países
diferentes, mas todos com o coração aquecido
Odilon Massolar Chaves
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gratuitamente.
Art. 184 do Código Penal e Lei 96710 de 19 de
fevereiro de 1998.
Livros publicados na Biblioteca Digital Wesleyana:
757
Livros publicados pelo autor: 801
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Toda gloria a Deus!
Odilon Massolar Chaves é pastor metodista
aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São
Paulo.
Filho do rev.
Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.
É casado com RoseMary.
Tem duas filhas: Liliana e Luciana.
Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na
Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos
dias.
Teologia.
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Índice
· Introdução
· Uma voz do Sri Lanka para o
mundo
· Um teólogo na vanguarda em Samoa
· Presidente de Fiji e pregador
metodista
· De Santa Lúcia, ganhou o Prêmio
Nobel de Literatura
· Guerreiras e discipuladoras da
Jamaica
· Chefe indígena, apóstolo e
mártir da paz no Canadá
· Um diplomata suíço salvou
milhares de judeus na 2ª Guerra Mundial
· Australiano, fez a tradução da
Bíblia para a língua Dobu
· O mais jovem primeiro-ministro
da Nova Zelândia
· Do Uruguai, foi vice-presidente
da Conferência Cristã para a Paz
· Missionário da Índia, criador de
escola em Singapura
· Membro da Comissão de Paz do
Estado de Taraba, Nigéria
· Líder do Movimento da Paz na
Itália
· Presidente do metodismo na
Escócia
· Do País de Gales, autor do hino
“Ao Deus de Abrahão”
· Do Brasil, iniciou o metodismo
em Porto Alegre
· Dos EUA, criou a primeira Igreja
protestante na Bacia Amazônica
· Profeta dos Direitos Humanos na
Argentina
· Presidente do metodismo,
presidente da Macedônia do Norte
· Empresário, prefeito e metodista
bem-sucedido na Noruega
· Da Escola Dominical a
governadora de São Vicente e Granadinas
· O primeiro mexicano ordenado ao
ministério metodista
· Nasceu na China e fundou a
Associação Antituberculose em Cingapura
· Primeiro bispo metodista
angolano
· Um Bispo de Moçambique íntegro e
modelo para outros bispos
· Autor de hinos e o mais
destacado dos líderes em Portugal
· Autor do hino Nacional da África
do Sul
· Pioneiras no combate à escravidão
em Antígua
· O modelo de mulher santa no
metodismo na Inglaterra
· Voando alto para salvar vidas no
Congo
· Primeiro-ministro de Gana
· Uma santa diaconisa finlandesa
· Do Cazaquistão, Bispo da Igreja
Metodista Global na Rússia
· Jurista, patriota e mártir das
Filipinas
· Rainha Mãe de Tonga
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Introdução
“De países diferentes, mas todos de corações aquecidos” é um livro de 72
páginas sobre personagens metodistas de 35 Países.
Dentre esses países e capítulos, estão:
· Uma voz do Sri Lanka para o
mundo
· Um teólogo na vanguarda em Samoa
· Presidente de Fiji e pregador
metodista
· De Santa Lúcia, ganhou o Prêmio
Nobel de Literatura
· Guerreiras e discipuladoras da
Jamaica
· Chefe indígena, apóstolo e
mártir da paz no Canadá
· Um diplomata suíço salvou
milhares de judeus na 2ª Guerra Mundial
· Australiano, fez a tradução da
Bíblia para a língua Dobu
· O mais jovem primeiro-ministro
da Nova Zelândia
· Do Uruguai, foi vice-presidente
da Conferência Cristã para a Paz
· Missionário da Índia, criador de
escola em Singapura
· Membro da Comissão de Paz do
Estado de Taraba, Nigéria
· Líder do Movimento da Paz na
Itália
· Presidente do metodismo na
Escócia
· Primeiro bispo metodista
angolano
· Um Bispo de Moçambique íntegro e
modelo para outros bispos
Um estudo que nos edifica e vemos que Wesley cumpriu seu propósito do metodismo de espalhar a santidade bíblica por toda a Terra.
O Autor
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Uma voz do Sri Lanka para o mundo
Daniel Thambyrajah Niles (1908-1970) nasceu em Jaffna, Ceilão (Sri Lanka). Filho de um juiz distrital. Estudou no Jaffna Central College e se formou no United Theological College, Bangalore, Índia (1920-1933). Depois ganhou bolsa para um doutorado na Universidade de Londres.
Em 1935, ele se casou com Dulcie Solomons e tiveram dois filhos. Ensinou em Jaffna Central College até 1936. Participou e falou no Conselho Mundial de Igrejas em Amsterdam (1948), Evanston (1954) e Uppsala (1968).
Foi secretário-geral do Conselho Cristão Nacional do Ceilão; presidente do Departamento de Juventude do Conselho Mundial de Igrejas (1948 -1952); Secretário Executivo do Departamento de Evangelismo do Conselho Mundial de Igrejas (1953-1959), etc. Foi um dos presidentes do Conselho Mundial de Igrejas.
Em 1957, ajudou a fundar a Conferência Cristã da Ásia Oriental tornando-se seu primeiro Secretário Geral, e depois presidente, em 1968. Foi pastor metodista em Point Pedro (1946-1950); Maradana (1950-1953); Jaffna Central College (1956-1962); ministro superintendente da Igreja de São Pedro, Jaffna (1953-1959).
Em 1964, foi eleito presidente do Sínodo Norte do Ceilão e presidente da Conferência Metodista Ceilão. Promoveu o uso de idiomas indígenas na música na igreja local e nos hinos asiáticos editando o hinário para a Conferência Leste da Ásia Cristã, em 1963, contribuindo com 44 hinos.
Dentre seus
livros, estão: O budismo e as reivindicações de Cristo (1967); A mensagem e
seus mensageiros: Missões Hoje e Amanhã (1966). Em 1968, foi eleito presidente
da Igreja Metodista. Sua vocação era ser evangelista, testemunha do Cristo vivo
como salvador pessoal. Ele foi um dos líderes cristãos mais conhecidos do
mundo.[1]
Um teólogo
na vanguarda em Samoa
Upolu Lumâ Vaai nasceu em Samoa onde é pastor da Igreja Metodista desde 1999. Trabalhou como diretor de administração do governo de Samoa e atuou em vários comitês da Autoridade de Qualificação de Samoa. Upolu foi professor de teologia e ética no Piula Theological College em Samoa, em 2001, e entre 2008 e 2013.
A paixão de Upolu está nos estudos religiosos indígenas do Pacífico. Ele foi diretor de vários conselhos e membro de vários comitês no governo samoano.
É casado com Tuamasaga Vaai e têm quatro filhos e um deles, Century Upolu Vaai, tem sido um excelente aluno em Samoa e ganhou prêmio por ser o primeiro em diversas disciplinas. Century atribui seu sucesso a sua fé e cultura. Century agradece a seus pais por seu amor inabalável.
Upolu é membro do conselho editorial do Pacific Journal of Theology e participou nos “programas do Conselho Pacifico de Igrejas (PCC) sobre justiça social, mudança climática, desenvolvimento econômico, solidariedade e autodeterminação na região do Pacífico”. Upolu é conhecido por seus “escritos e publicações sobre teologia relacional e hermenêutica relacional como ferramentas críticas para desafiar os sistemas coloniais que moldaram o Pacífico por um longo tempo”. Ele fez uma palestra na Cúpula Inter-religiosa do G20 em Istambul, Turquia.
Desde 2014, ensina teologia, ética e hermenêutica no Pacific Theological College (PTC), Suva, Fiji. Suas especialidades são: “Cristianismo, Hermenêutica Relacional do Pacífico, Teologia Relacional, Ética Relacional, Epistemologia do Pacífico, Alterações Climáticas, Colonialismo, Economia e Justiça”.
É
conferencista Sênior e Chefe do Departamento de Teologia e Ética da PTC. Ele
está na vanguarda na promoção da importância da consciência relacional do
Pacífico. É autor de alguns livros, dentre eles: “Respeito: uma releitura
teológica da doutrina da Trindade de uma perspectiva de Samoa”.[2]
Presidente de Fiji e pregador
metodista
.
Ratu
Josefa Iloilovatu Uluivuda (1920-2011), conhecido como Josefa Iloilo, nasceu em
Vuda, Fiji. Casado com Adi Kavu Seniloli. As três filhas e os dois filhos eram
de um casamento anterior.
Trabalhou
como professor e mediador entre fazendeiros e madeireiros. Foi um homem
profundamente religioso.
Foi
pregador leigo e vice-presidente da Igreja Metodista de Fiji e Rotuma em 1997 e
1998. Foi presidente do Senado antes de se tornar vice-presidente de Fiji.
Foi presidente de Fiji de 2000 a 2009,
durante um período de agitação social e política.
Era
respeitado por suas tentativas de mediação entre os fijianos indígenas e a
minoria étnica indiana do país.
É
citada a sua “tenacidade” como político. Era um homem de oração e pediu aos
cidadãos das Ilhas Fiji que buscassem a Deus “para encontrar o caminho para a
nação”.
Considerava
que “a oração deve ser tão importante para nossa nação como a respiração é para
nossa vida”.
Aposentou-se
da Presidência aos 88 anos, como o mais velho chefe de Estado do mundo.
Ratu
Iloilo era um homem decente, que serviu a seu país. Foi saudado como um “grande
filho de Fiji”.[3]
De Santa
Lúcia, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura
Derek Alton Walcott (1930-2017) nasceu em Castries, Santa Lucia, país do Caribe, com um irmão gêmeo. Seu pai pintava e escrevia poesia, e morreu aos 34 anos. Sua mãe Alix Walcott, viveu 95 anos e foi diretora da Escola Infantil Metodista onde Derek estudou. O metodismo foi importante na vida de seu pai e influenciou a poesia de Derek.
Edward Baugh, poeta da Jamaica, na obra The art of Derek Walcott, sugere que a quadra da Seção 11 se baseia nos hinos wesleyanos. Derek estudou na University College of the West Indies, em Kingston, Jamaica. Aos 14 anos, publicou um Miltonic (estilo literário sublime e majestoso), um poema religioso no jornal A Voz de St. Lucia.
Um padre católico inglês condenou o poema de inspiração metodista como
blasfêmia numa resposta impressa no jornal. Suas duas primeiras coleções foram
publicadas com a ajuda de sua mãe, que pagou pela impressão: 25 Poems (1948) e Epitaph for a young: XII
cantos (1949). Sua coleção In a green
night: poems 1948-1960 atraiu a
atenção internacional. Omeros
(1990) recebeu elogios do The Washington
Post e The New York Times.
Walcott ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1992, e muitos outros prêmios literários. Publicou mais de 20 peças. Em 2010, ele se tornou professor de poesia na Universidade de Essex.
Metodismo e espiritualidade desempenham um papel significativo desde o início do trabalho de Walcott. Ele comentou: “Eu nunca separo a escrita da poesia da oração.
Eu cresci acreditando que é uma vocação, uma vocação religiosa”. Para ele, a poesia é um dom divino.[4]
Guerreiras
e discipuladoras da Jamaica
Mary
Ann Able Smith
Quando Thomas Coke chegou
em 17 de janeiro de 1789, em Port Royal,
na Jamaica, ele foi recebido calorosamente por um inglês, Mr. Fishley, o mestre
Caulker do estaleiro. [5]
O primeiro culto teve uma
grande congregação na casa de Sr. Treble, em Kingston. Como a casa era pequena,
um católico, Sr.Burn, cedeu uma grande sala de concertos para a pregação para
os outros cultos.[6]
Mas Thomas Coke logo enfrentou a oposição da aristocracia quando um bando de
homens brancos bêbedos entrou gritando no local ele pregava para cerca de 400
brancos e 200 negros.[7]
Foi defendido por um
homem chamado Touro e por Mary Ann Able Smith. Mary
pegou um par de tesouras e exclamou: “Agora você pode fazer o que quiser, mas o
primeiro homem que puser a mão violenta nele terá esta tesoura empurrada em seu
coração”.[8] Os molestadores recuaram resmungando.
Em 1789, chegou o
primeiro missionário, o reverendo William Hammett.[9]
Com a chegada de William
Hammett, “a primeira classe social em Hannah Town foi formada por oito pessoas.
A Sra. Mary Akle Smith foi nomeada Líder dos membros brancos, negros, mestiços,
obrigacionistas e livres”.[10]
Em 1790, foi construído
um templo de dois andares para 1.600 pessoas, mas foi fechado depois pelas
autoridades por causa da ajuda metodista aos jamaicanos de ascendência
africana. Tentaram destruir o edifício. Jornais caluniaram os pastores.
Os escravos passaram a
usar um túnel subterrâneo sob o templo para entrar no edifício para o culto.
Certa vez, uma emboscada matou um grupo. As paredes ficaram manchadas de
sangue. [11]
Mary Wilkinson
“Mary encontrou a igreja fechada pelas autoridades e começou a
evangelizar noite e dia”
Mais tarde, Mary
Wilkinson se uniu à Igreja metodista em KIngston.
Ela era uma mulata livre
que fugiu de Manchioneal, em Kingston, porque os habitantes brancos
desaprovavam o casamento de escravos e Mary incentivou e realizou casamentos de
escravos, na ausência de ministros. [12]
“Wilkinson não era membro
do clero, mas ela mesma realizou os casamentos dos escravos. Esses casamentos
foram provavelmente os primeiros casamentos de escravos solenes na ilha”.[13]
Em Kingston, ela se
tornou uma líder muito útil e engenhosa.
“Em 1807, a Kingston
Corporation aprovou um decreto proibindo a realização de reuniões religiosas
após o pôr do sol. e antes do nascer do sol (o horário em que os escravos
podiam comparecer). A capela Metodista Parade em Kingston foi fechada por sete
anos por ordem do Tribunal”.[14]
Mary encontrou a igreja
fechada pelas autoridades e começou a evangelizar noite e dia.
Com a capela fechada,
“Mary Wilkinson encontrava sua turma no pátio da capela depois de escurecer e
às cinco horas da manhã em diferentes pontos da cidade. Ela também adorava na
Igreja Paroquial, onde, após o culto matinal, ela ia de banco em banco e aconselhava
os membros da congregação. Os primeiros metodistas em Barbados foram o Sr.
Button, um comerciante convertido pelo Dr. Coke em Baltimore e a Milícia
Irlandesa. na Guarnição”. [15]
Quando o templo foi
reaberto, em 1814, Mary Wilkinson apresentou ao pastor uma lista de 1.100 nomes
de pessoas discipuladas. Cresceu de 600 para 1700 membros. Em 1840, uma estrutura maior foi concluída no
mesmo local. O templo foi danificado pelo terremoto de 1907 e reconstruído em
estilo neogótico.
“O aumento no número de
membros foi creditado a Mary Wilkinson.”[16]
A Igreja Metodista Coke
foi declarada monumento nacional em 2 de janeiro de 2002.[17] O nome
da Igreja é uma homenagem ao Reverendo Dr. Thomas Coke, o fundador do metodismo
na Jamaica.
Chefe indígena, apóstolo e mártir da paz no
Canadá
Maskepetoon
(1807-1869) era chefe indígena da tribo Cree. Nasceu na região do Rio
Saskatchewan, Canadá. Era respeitado por sua habilidade como caçador, sua
generosidade e sabedoria. Na juventude, foi violento e escalpelou sua esposa
Susewisk.
Em 1831, ele e
outros chefes indígenas foram convidados pelo presidente Andrew Jackson para se
reunir em Washington. O famoso artista George Catlin pintou seu retrato. Em
1841, tornou-se amigo do pastor da Igreja Metodista Wesleyana Robert Terrill
Rundle. Maskepetoon o convidou para visitar a Casa da Montanha.
Ele se converteu e
foi batizado com a esposa e filhos. O reverendo James Evans criou o sistema
silábico da língua Cree, que foi um dos grandes fatores para o sucesso das
missões indígenas. O pastor Thomas Woolsey ensinou Maskepetoon a ler e a
escrever. Ele se transformou em apóstolo da paz e procurou fazer as pazes com
as tribos inimigas.
Quando conheceu
quem havia matado seu pai, convidou-o para ir ao seu alojamento, o perdoou e
lhe presenteou com um traje de chefe.
Em 1869, quando
aumentaram as hostilidades entre a tribo Cree e as tribos da nação Kainai,
Blackfoot e Piegan, ele procurou promover a paz e foi visitar o acampamento
Blackfoot, levando uma bandeira branca e a Bíblia aberta, mas o chefe Big Swan
o matou. Foi chamado de “Mártir da Paz” e “Gandhi dos Campos”. Ele se tornou
herói em muitos livros.
Revistas da Escola
Dominical destacaram sua capacidade de perdoar. Em sua homenagem, seu nome foi
incluído no mural em Collicut Centre de Red Deer Alberta. Hugh
A. Dempsey escreveu o livro Maskepetoon: líder, guerreiro,
pacificador.[18]
Um diplomata suíço salvou milhares de judeus
na 2ª Guerra Mundial
Carl Lutz (1895-1975) nasceu em Walzenhausen, na Suíça. Emigrou para os EUA e estudou para ser diplomata suíço no Wesleyan College Central e Universidade George Washington. Foi criado como um devotado metodista e ensinado na Escola Dominical.
Foi vice-cônsul da Suíça em Jajja (Israel). Foi transferido na 2ª Guerra Mundial para Budapeste, na Hungria (1942-1945). Em 1944, a Alemanha invadiu a Hungria.
Como vice-cônsul, emitiu milhares de documentos suíços falsos enganando o tenente-coronel Adolf Eichmann, que queria deportar os judeus. Lutz salvou mais de 62 mil judeus.
Metodista desde a juventude, Lutz procurou servir ao Senhor em alta conta. Lutz colocou a Agência Judaica sob a sua proteção diplomática e retirou milhares de judeus húngaros das linhas de marcha dos campos de concentração, entregando-lhes documentos de proteção.
Foi a maior operação de resgate de civis judeus no mundo durante o Holocausto. Após o seu regresso à Suíça, foi repreendido por ter se excedido em sua autoridade.
É chamado “O herói esquecido”. Mas no exterior sua ação foi reconhecida e ele recebeu vários prêmios e honrarias. Em 1964, recebeu a medalha de Righteous por ações corajosas. O filme Caminhando com o inimigo retrata sua história. Theo Tschuy escreveu o livro Diplomata corajoso.
Carl Lutz foi indicado três vezes ao Prêmio Nobel da Paz e condecorado com a Cruz de Honra, Ordem do Mérito da Alemanha. Em 2006, em Budapeste, foi erguido um memorial em sua homenagem.
Em Jerusalém, há o Memorial Yad Vashem em sua homenagem. Em 1999, um selo
especial foi lançado pelos Correios Suíços para homenageá-lo.[19]
Australiano, fez a tradução da Bíblia para a língua Dobu
Em 1879, foi ordenado e se casou com Harriet. Foi como missionário para Fiji onde ficou por dez anos. Depois voltou a Victoria e serviu durante um ano no circuito de Box Hill. Foi Secretário de Missão Estrangeira. Quando a Igreja decidiu ir para o sudeste da Nova Guiné Britânica, ele se ofereceu como missionário.
Em 1891, eles chegaram a Samarai (uma ilha na Papua-Nova Guiné). Havia diversos missionários incluindo vinte e dois professores. Eles logo começaram a aprender a língua Dobuan.
A sede ficou sendo na Ilha de Dobu. Bromilow foi o Presidente do Distrito e missionário pioneiro nas ilhas marítimas da Nova Guiné Britânica (Papua). Em 1908, Bromilow e sua esposa se aposentaram de Papua por razões de saúde.
Eles voltaram à Austrália e Bromilow esteve em vários circuitos em Sydney; trabalhou no Conselho de Missão (1913-1920) e recebeu um Doutorado. Em 1910 e 1911, foi eleito Presidente da Conferência Metodista de New South Wales. Graduou-se em 1910 pela Universidade de Aberdeen para seu trabalho de tradução da língua da Nova Guiné.
Com a
escassez de missionários, foi voluntário novamente em Papua (1920-1924). Um
legado que deixou foi a tradução da Bíblia para a língua Dobu. Em 1908, publicou
o Novo Testamento, que foi revisado em 1925 e publicado em 1927. Em 1929,
publicou “Vinte anos entre Papuásios primitivos”. [20]
O mais jovem primeiro-ministro da Nova
Zelândia
David Lange Russell (1942-2005) nasceu em
Otahuhu, Auckland, Nova Zelândia. Seu pai, Eric Roy Lange, médico, e sua mãe,
Phoebe Fysh Reid, eram metodistas ativos e David frequentava os cultos da
igreja, a Escola Dominical e a classe bíblica. Ele também cantava no coro de um
programa de rádio e pertencia à Brigada dos meninos.
Entre 1967 e 1968, David viajou pelo exterior.
Em Londres, trabalhou como auxiliar de contabilidade na Metodista Hall, onde
conheceu Naomi Alegria Crampton, que trabalhava na missão West London.
Eles se casaram na
Igreja Metodista em Newark e voltaram para a Nova Zelândia. Após se formar em
Direito na Universidade de Auckland, ele trabalhou para os mais desfavorecidos
em Auckland. Sua eleição para a Câmara dos Deputados, em 1977, mudou sua vida,
e ele se tornou o líder do Partido Trabalhista em 1983.
Sua política de
defesa não nuclear o levou a ganhar a eleição geral de 1984, e se tornou o mais
jovem primeiro-ministro da Nova Zelândia do século 20. David e seu partido
foram reeleitos em 1987, mas ele renunciou em 1989.
David fez profundas
reformas no país. Fez seu nome no cenário internacional com uma longa campanha
contra armas nucleares. Um líder notável, eloquente, fervoroso,
inteligente e bem-humorado.[21]
Do Uruguai, foi vice-presidente da Conferência Cristã para a Paz
Emilio Castro nasceu em uma família humilde e de tradição sindicalista, em Montevidéu, Uruguai (1927-2013). Aos 17 anos foi para Buenos Aires estudar na Faculdade Evangélica de Teologia. Ele se casou com Gladys Nieves e foi designado pastor da Igreja de Trinidad.
Nos anos 50 continuou seus estudos de graduação em Teologia em Buenos Aires. Depois fez um curso de pós-graduação na Suíça, com o professor e teólogo suíço Karl Barth.
Voltou e foi nomeado pastor na cidade de La Paz, na Bolívia. Aos 29 anos, foi nomeado para a Igreja Metodista Central em Montevidéu. Acompanhou pastoralmente sindicalistas, políticos e estudantes. Foi presidente da Sociedade de Cristãos e Judeus (1957-1966). Foi vice-presidente da Conferência Cristã para a Paz. Foi assessor do Estudante Federação Mundial Cristã (FUMEC). Em 1964, foi nomeado secretário-geral do Unelam (Comissão para a América Latina Evangélica Unity).
Ele foi fundamental na fundação da Federação de Igrejas Evangélicas do Uruguai (1956).
Durante os anos 1960-1972 era difícil defender os direitos e liberdades das pessoas humanas dentro de um contexto da ditadura. Apesar de sua atitude não-violenta, ele foi atacado por grupos antidemocráticos. A tortura foi aplicada cada vez mais, templos foram danificados e sua família ameaçada.
Em 1973 foi exilado com sua família. O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) o nomeou diretor da Comissão Mundial sobre Missão e Evangelismo Foi eleito Secretário-Geral do CMI entre 1985 e 1993 abrindo caminhos para uma participação ativa das Igrejas do Leste europeu no CMI.
Participou em vários programas de TV e rádio. Trabalhou incansavelmente pelo diálogo ecumênico e pelas relações judaico-Cristãs. Ele tinha um compromisso com uma Igreja renovada, aberta, inclusiva e que estivesse a serviço dos excluídos.
Em 2009,
foi homenageado como um “incansável lutador pela verdade e a democracia”, recebendo a ordem Bernardo O’ Higgins, em
Genebra.[22]
Missionario da Índia, criador de
escola em Singapura
William Fitzjames Oldham (1854-1937) nasceu em Bangalore, Índia. Ainda
bebê, perdeu a mãe e foi amamentado e criado por uma indiana.
Seu pai, James Oldham, era católico e oficial do exército britânico na
Índia.
William
Fitzjames Oldham foi estudar nos EUA. “Oldham obteve um diploma
de bacharel pela Universidade
de Boston e um mestrado pelo Allegheny College, e tornou-se um
agrimensor do governo. Ele foi escolhido a dedo para o Grande Levantamento
Trigonométrico da Índia, uma pesquisa chave do século 19 sobre a Índia e suas
terras adjacentes”.[23]
Em 1873, Oldham foi convidado para as tendas de pregação do visitante
americano Daniel O. Fox na Índia. Os ensinamentos desses missionários
metodistas, liderados pelo bispo William Taylor,
levaram a sua conversão e ele se tornou metodista.
Obteve, em 1876, sua licença de pregador local e pôde pregar em igrejas
metodistas.
“Durante
esse tempo, ele conheceu Marie Augusta Mulligan (1857-1938); Os dois se casaram
mais tarde e começaram a trabalhar como missionários educacionais. [1] Em
1879, Oldham viajou para o Allegheny College em Meadville, Pensilvânia, para
treinamento; Marie mais tarde viajou para os Estados Unidos para estudar no Mt
Holyoke College”.[24]
Em
1879, foi enviado para estudar no Colégio Alleghany, na Pensilvânia, EUA. Sua
esposa Marie Augusta só foi para os EUA quando William estava bem
financeiramente. Em 1883, ele se formou em Teologia na Universidade de Boston
Em
1883, Oldham entrou para a Conferência Anual de Michigan da Igreja ME.
“Ele
também serviu por um tempo sob os auspícios da Conferência de Ohio. Ele foi o
fundador de um ministério missionário em Cingapura. Os Oldhams foram então
nomeados para acompanhar o Bispo Thoburn para iniciar o trabalho metodista
pioneiro em Cingapura. Eles chegaram em 7 de fevereiro de 1885 no SS Khandalla
e foram recebidos por Charles Phillips. O trabalho dos Oldhams incluía cultos
em inglês na Prefeitura, palestras em casas, reuniões evangelísticas no
Instituto Cristão na Waterloo Street e pregação regular nas ruas”. [25]
Em
Cingapura, Oldham “encontrou acesso à população mercantil chinesa por meio de
escolas; ele estabeleceu o que se tornou a primeira de um grande número de
escolas metodistas no que era então a Malásia britânica e as Índias Orientais
Holandesas (Indonésia), bem como a primeira Igreja Metodista em Cingapura”.[26]
Com as
conversões, em 1885, organizou a Igreja Metodista Wesley e foi pastor da
primeira capela construída na Península da Malásia.
Foram
estabelecidas duas escolas para meninas: Escola Metodista de Meninas e Escola
Metodista de Fairfield entre 1887-1888.
A
missão ainda desenvolveu uma clínica e albergues para crianças sem-teto.[27]
Em
1887, a missionária Sophia Blackmore organizou uma escola metodista para
meninas.
William
ficou doente, obteve licença e voltou para os EUA em 1889. Depois, foi pastor
nos EUA. Em 1904, foi consagrado bispo do norte da Índia e Malásia.
Em
1912, foi nomeado secretário do Conselho Metodista de Missões Estrangeiras. Em
1916, foi eleito superintendente geral e assumiu a supervisão da América do Sul
até sua aposentadoria em 1928.
O dia
1º de março é designado como o Dia do Fundador da Escola Anglo-Chinesa, em
Singapura. William escreveu diversos livros e lançou os fundamentos espirituais
e intelectuais para muitas gerações na Ásia. É lembrado como amigo, pai e
mestre da família anglo-chinesa.[28]
“Ele
foi um forte defensor dos primeiros esforços de união da igreja nas Filipinas e
apoiou o Comitê Interdenominacional de Cooperação na América Latina. Na Índia,
Sudeste Asiático e Filipinas, ele encorajou o desenvolvimento de ministérios
educacionais e sociais como um elogio ao trabalho evangelístico”. [29]
Sua
principal contribuição para o “pensamento missiológico na Igreja Metodista
Episcopal foi em três áreas relacionadas: missões semi-autossuficientes,
educação e liderança nativa”. [30]
Ele faleceu em 27 de
março de 1937, Glendale,
Califórnia, EUA.
Membro da Comissão de Paz do Estado de Taraba,
Nigéria
Done Peter Dabale (1949-2006) nasceu em Nyabalang-Yotti, Nigéria. Órfão de mãe foi criado por uma das seis mulheres de seu pai, que era um adivinho. Dabale se casou com Kerike C. Dabale, uma evangelista e agricultora. Tiveram onze filhos. Fez diversos cursos, dentre eles: em 1967, estudou na Escola de Enfermagem de Numan em Adamawa, Nigéria.
Em 1974, fez o Curso Teológico em Bukuru Jos, Nigéria. Em 1980, obteve o diploma internacional na criação de animais, pela Barneveld College, Holanda e um diploma em Teologia pela Theological College em Bukuru-Jos. Em 1987, obteve o doutorado em Teologia pela Gbarnga School de Teologia, na Libéria.
Foi professor na Banyam Bible College e diretor do Instituto Bíblico Kakulu, na Nigéria. Foi superintendente distrital do East District Muri (EUB).
Fez trabalho pastoral em Zing e Yonko, Muri Leste, na Nigéria. Em 1992, foi eleito o primeiro bispo da Igreja Metodista Unida, na Nigéria. Falava cinco línguas. Sua reputação permitiu-lhe viajar por todo o mundo fazendo parceria com outros grupos religiosos e não-religiosos.
Sua liderança foi essencial no ministério nigeriano atendendo o povo em suas necessidades humanas enfatizando a educação e cuidado com as crianças deslocadas ou órfãs pela guerra e pela doença. Ele procurou reconstruir escolas e clínicas destruídas pela guerra e desenvolver programas de saúde e nutrição.
Em seu episcopado, a Igreja cresceu de 10.000 para 400.000 membros. É autor de livros sobre agricultura e teologia.
Foi um
membro do conselho de governadores do Colégio Teológico do Norte da Nigéria,
presidente da Associação Cristã da Nigéria; um membro
da Comissão de Paz do Estado de Taraba; membro do Comitê Consultivo para a
guerra contra indisciplina etc.[31]
Líder do Movimento da Paz na Itália
Lucio Schiro (1877-1961) nasceu em Park, Palermo, Itália. Seus pais eram de origem albanesa. Desde 1908 foi pastor em Scicli, centro agrícola do sudeste da Sicília e um ambiente de exploração dos proprietários de terras.
Ele fundou "O Simplista" (1913-1915 e 1919-1924), órgão da Igreja Metodista atento para a situação local e as questões da política nacional. Schiro era fascinado pela espiritualidade de John Wesley. Foi ser pastor em Umbria e fundou uma escola primária para os filhos de agricultores.
Ele foi eleito vereador em Modica. Quando chegou a guerra na Europa, como um pacifista, ardentemente lutou contra a guerra considerando-a bárbara e anti-cristã. Schiro era um orador carismático que citava a Bíblia unindo-a ao socialismo. Suas armas eram a palavra, discutir, dialogar.
Em 1919, foi eleito secretário da Federação Socialista do Syracuse. Ele foi detestado pelos fascistas, que o perseguiram. Em 1920, tornou-se prefeito de Scicli e vice-presidente do Conselho Provincial Syracuse. Ele e sua família foram ameaçados e ele foi forçado a renunciar ao cargo de prefeito. Lucio foi ferido e o seu único objetivo era lutar pela paz e a unidade de toda a comunidade.
Em 1921, ele escreveu: "nós temos que ir para pregar o Evangelho, para construir consciências, para ensinar as pessoas nas escolas”. Como pastor metodista e diretor de uma escola foi advertido e monitorado pelos fascistas.
Em 1924, o regime fascista fechou “O Simplista”. Em 1943, caiu o fascismo e Schiro retomou seu lugar no PSI e foi um dos líderes na sede provincial. Foi presidente do Comitê para a purificação do Ragusa.
Foi prefeito de Scicli (1944-1947) e líder do Movimento da Paz. Foi um lutador desarmado. Ele teve uma fé inabalável e foi capaz de provar ao mundo que podemos praticar o maior mandamento: "Ame o seu próximo como a si mesmo”.
Foi uma das figuras mais representativas e carismáticas do metodismo
italiano do século XX. Foi chamado o Martin Luther King da Sicília.[32]
Presidente do metodismo na Escócia
Mark Slaney pregou seu primeiro sermão aos 15
anos de idade. Antes de sua ordenação, “Mark serviu 10 anos no trabalho com
jovens, além de empregos como companheiro de construtor, faxineiro e motorista
de van”. [33]
Mark completou seus estudos no Wesley College,
Bristol.
Sua primeira nomeação foi para a igreja em
Wellington Road, Bebington.[34]
É casado com Rachel.
Ele se qualificou “em estudos comunitários e
juvenis e sido responsável pelo desenvolvimento da área do movimento Crusaders
em Yorkshire”. [35]
Ser metodista
Para ele, o que mais importa para ele “como
metodista é a palavra de três letras 'TODOS' que significa todos, em todos os
lugares, tudo, o escopo do Evangelho e do Reino e, portanto, adoração, missão e
ministério. [36]
“A história de Mark inclui missão formativa,
parcerias de estudo e colocações com a Igreja do Sul da Índia e a Igreja
Metodista de Serra Leoa, apoio do Fórum Inter-religioso”.
Na sua escolha para ser Presidente da Igreja
Metodista na Escócia, ele disse: "Estou muito feliz e honrado que a
Conferência tenha escolhido me designar como Presidente para 2026. Estou
realmente ansioso para conhecer o maior número possível de metodistas e
parceiros ecumênicos, além de representar a Igreja Metodista na Grã-Bretanha e
no exterior."[37]
Apaixonado por teologia
Mark é “apaixonado por teologia e como ela
informa a maneira como a igreja é e poderia ser. Ele está empenhado em explorar
como o padrão de vida, morte e ressurreição que vemos em Jesus também está
sendo vivido em nossas igrejas”. [38]
Na sua mensagem do Natal de 2024, baseado em
Sofonias 1.7, Rev. Mark
Slaney disse: “Queridos irmãos, irmãs, irmãos em Cristo,
'Silêncio diante do Senhor Deus, porque o dia do Senhor está próximo!' Sofonias
1 v.7 (Bíblia Inglesa Comum) 'Silencie o barulho' tem sido o tema dos recursos
do Advento para a Igreja Metodista este ano e fomos convidados a 'ouvir a
canção de amor dos anjos e participar”. [39]
Ele disse
ainda que “Deus nos ama silenciosamente porque Deus não
tem nenhum caso a fazer contra nós. A comunhão silenciosa absorve nosso ódio a
nós mesmos, como todo amante sabe. Não se trata de ausência, mas de promessa e
presença de Emanuel – Deus conosco. Deus é amor. Você é amado e você é o
suficiente”.[40]
Rev. Mark
Slaney citou ainda Wesley: “John Wesley ...
acreditava que Deus espera que as pessoas se acalmem, pois o mundo está cheio
de barulho e atividade. Wesley acreditava que as pessoas muitas vezes são
apressadas e apressadas quando vêm a Deus, e que isso torna improvável que
ouçam a voz de Deus. Ele também acreditava que as pessoas que são apanhadas no
barulho do mundo perdem o contato com seu eu interior”. [41]
Sobre o caráter e ministério do Rev. S Mark
Slaney
Sobre o ministério do Rev. Mark Slaney foi
escrito: “Ele é um ministro envolvente e enérgico, com uma óbvia profundidade
de fé. Antes do ministério ordenado, Mark tinha ampla experiência no trabalho
cristão com jovens. Ele é um praticante reflexivo que ouve e constrói sobre as
ideias de outras pessoas. Ele tem treinamento e experiência em resolução de
conflitos que está disposto a usar para capacitar outras pessoas.”[42]
Mark tem também um engajamento ecumênico de
várias maneiras, “particularmente expresso através do envolvimento em uma
escola metodista-anglicana e seu lugar na comunidade, e ele está ansioso para
trazer ênfases metodistas distintas para o engajamento ecumênico em Shetland e
na Escócia”. [43]
Por causa de sua energia, entusiasmo e um
desejo de ajudar os distritos a se envolverem com a alfabetização bíblica e a
ação social, alguns Sínodos havia recomendado “à Conferência que o Rev. S Mark
Slaney fosse nomeado para servir como Presidente dos Distritos de Shetland e
Escócia por um período de seis anos (...)”.[44]
Posteriormente, Mark foi eleito para algo
maior: Presidente do metodismo na Escócia, a partir de 2026.
Mark é destacado por seu amor pelo Evangelho
e pelo dom de pregar além dos “muros da Igreja”.
Do País de Gales, autor do hino “Ao Deus de
Abrahão”
Thomas Olivers é o autor do hino “Ao Deus de
Abrahão, louvai”, que “é uma adaptação cristã do conhecido hino judaico
‘Yigdal’, livremente traduzido e cristianizado pelo evangelista Thomas Olivers
após uma visita à Grande Sinagoga de Londres em 1770”.[45]
Thomas Olivers “ouviu o renomado cantor judeu
Meyer Lyon cantar o Yigdal na Sinagoga Duke's Place, em Londres. Ele
foi movido para produzir uma paráfrase inglesa. ‘Eu o entreguei do hebraico’,
explicou Olivers, ‘dando-lhe, tanto quanto pude, um personagem cristão, e
chamei Leoni [o cantor Lyon] que me deu uma melodia de sinagoga para se adequar
a isso.”[46]
O hino foi publicado em 1772. “O título do
hino foi baseado em um verso no Livro do Êxodo: "Eu sou o Deus de teu Pai,
o Deus de Abraão". [47]
Thomas Olivers (1725-1799) nasceu na aldeia de Tregynon, em
Montgomeryshire, País de Gales. Seus pais morreram quando ele era bem pequeno
(1728 e 1729). Isso o levou a ser repassado para o cuidado de um parente após o
outro sendo criado de forma um tanto descuidada e com pouca educação.
Ele se tornou um sapateiro viajando de um lado para outro. Era
imprudente, miseravelmente pobre e muito
infeliz. Era
ocioso e inquieto. Após um escândalo, deixou sua casa. Em Bristol ouviu
Whitefield pregar a partir do texto "Não é este um tição tirado do
fogo?" Esse sermão mudou o curso de sua vida e ele se tornou um cristão
decidido e entrou para a sociedade metodista. Inicialmente, esteve com
Whitefield, mas depois seguiu Wesley.
Logo se tornou um pregador local. Inicialmente esteve estacionado para
pregar na Cornualha e depois por toda a Grã-Bretanha e Irlanda. Sua pregação
era sem medo. Wesley o convenceu a ser um pregador itinerante, o que ele fez
por 22 anos. Viajou a cavalo mais de 100 mil milhas.
Em 1775, Wesley o nomeou para ser co-editor da Revista Arminian Magazine (1775-1789). Apesar de
alguns erros de grafia, Wesley o manteve até 1789. Era amigo de Wesley. Um
relacionamento quase pai-filho. Olivers, várias vezes escreveu defendendo
Wesley e o metodismo de ataques dos opositores.
Ele foi autor de alguns livros. Escreveu vinte hinos, dentre eles: “Vem,
imortal Rei da glória”; “Nossos corações e mãos para Cristo se levantam” e o
mais conhecido: “Ao Deus de Abrahão louvai”.
Ele escreveu também uma elegia (poesia triste) sobre a morte de João
Wesley. Ele foi enterrado na sepultura de João Wesley.[48]
Ao Deus
de Abrahão, louvai
Do
vasto céu senhor
Eterno e poderoso pai
E Deus de amor
Excelso Jeová
Que terra e céu criou
Minha alma o nome exaltará
Do grande eu sou
Meu
guia Deus será
Seu infinito amor
Feliz em tudo me fará
Por onde eu for
Tomou-me
pela mão
Nas trevas deu-me luz
Concede a eterna salvação
Por vem da cruz
Ao Deus
de Abraão louvai
Eis por desígnio seu
Minha alma deixa a Terra e vai
Herdar o céu
O mundo
desprezei
Seu lucro e seu louvor
E Deus por meu quinhão tomei
E protetor
No que
meu Deus jurou
Humilde confiei
E para o céu que preparou
Eu subirei
Sua
face eu hei de ver
Confiando em seu amor
E sempre irei enaltecer
Meu redentor.[49]
Letra original do hino “Ao Deus de Abrão,
Louvai”
1 O Deus de Abraão louva
que reina entronizado acima;
o antigo dos dias eternos
e Deus do amor!
O Senhor, o grande eu sou,
pela terra e o céu confessou
nós nos curvamos diante de seu nome sagrado
para sempre abençoado.
2 Para ele levantamos nossa voz
em cujo comando supremo
da morte nos levantamos para ganhar as
alegrias
em sua mão direita:
todos nós na terra abandonar
sua sabedoria, fama e poder;
o Deus de Israel vamos fazer
nosso escudo e torre.
3 Embora a força da natureza decaia,
e terra e inferno resistem,
a seu comando lutamos à nossa maneira
para a terra de Canaã:
a água é profunda que passamos
com Jesus em nossa opinião,
e através do deserto uivando
nosso caminho persegue.
4 Ele pelo seu nome jurou
sobre isso vamos depender,
e como nas asas das águias até suportado
para o céu ascender:
lá veremos seu rosto,
seu poder que devemos adorar,
e cantar as maravilhas de sua graça
eternamente.
5 Lá governa o Senhor nosso Rei,
o Senhor nossa justiça,
vitorioso sobre a morte e o pecado,
o Príncipe da Paz:
na altura sagrada de Sião
seu reino que ele mantém,
e glorioso com seus santos à luz
para sempre reina.
6 Anfitriões triunfantes no alto
dar graças eternamente
e "Santo, santo, santo",
"Grande Trindade!"
Salve o Deus de Abraão e o nosso!
um hino poderoso que levantamos,
todo o poder e majestade ser seu
e elogios sem fim![50]
Do Brasil, iniciou o metodismo em Porto
Alegre
João
da Costa Corrêa nasceu no Rio Grande do Sul. Foi colportador* e pregador
itinerante (1875-1885). Depois, foi admitido como pastor com residência fixa
(1885-1895). Era casado com Maria Rejo Correa e tiveram uma filha, Ponciana.
Como evangelista itinerante, em 1877, pregou
em San Ramon, onde a viúva Carmen Chacon ouviu a pregação com seus seis filhos,
sendo Carmen a mais nova, que aos poucos ficou identificada com a família
Correa. A Igreja crescia em San Ramon e um terreno foi doado para a construção
de um templo. Corrêa adotou a filha mais nova, Carmen, que foi com a família
estudar em Montevideo.
Aos 11 anos, terminou o primário. Logo se
tornou professora da Escola Dominical e ocupou cargos na Escola Evangélica nº
4. Em 1883, aos 14 anos, ministrou a palestra “Quem caça almas é sábio”. Em
1885, foi nomeada instrutora auxiliar da Escola Dominical.
João Corrêa foi
nomeado pelo superintendente Dr. Thomas B. Wood para iniciar a obra permanente
do metodismo em Porto Alegre. No dia 27 de setembro de 1885, organizou a
primeira Igreja Metodista no Rio Grande do Sul. Carmen foi nomeada para trabalhar na obra
educacional. Junto com João Corrêa, fundou em 19 de outubro de 1885, o Colégio
Evangélico Misto n°1 dando origem ao Colégio Americano. Foi a primeira diretora
do colégio e amava a Escola Dominical.
Imprimiu nos alunos sentimentos de modéstia e
bondade. Era conhecida como a alma da instituição. Era abnegada e onde ela
estava havia alegria. Era dócil, sociável, obediente e carinhosa. Sua imensa
dedicação não permitiu que tratasse logo de uma tuberculose. Ela foi a
Montevideo com a mãe e o irmão Luis, onde fez tratamento durante dez meses
vindo a falecer em 18 de novembro de 1889.
O pastor João Corrêa não compareceu, pois, em
1888, adoeceu e ficou de cama por vinte e dois meses. Depois, deixou o
pastorado, em 1895, mas continuou ligado à Igreja. Carmen Chacon (1869-1889)
deixou um belo legado. Foi um raio de luz que passou entre nós.[51]
Dos EUA, criou a primeira Igreja protestante
na Bacia Amazônica
Justus
Henry Nelson (1850-1937) nasceu nos EUA.
Com o bispo William Taylor, no dia 19 de
junho de 1880, desembargou no Pará.
Ele desembarcou no porto de Belém do Pará como um
missionário autossustentável. Eles estabeleceram uma escola para meninos, que
depois foi incendiada.
Criou o jornal “Apologista Cristão”, que
defendeu a democracia, república e a separação entre Igreja e Estado. Sua
ousadia provocou perseguições. Foi julgado e preso por quatro meses. Eles
tiveram cinco filhos, em Belém, um deles morreu de malária.
O seu lema era: "Saibamos e pratiquemos
a verdade custe o que custar." A publicação incluía lições da Escola
Dominical, artigos religiosos, etc. Justus lutou contra a idolatria, jogos de
azar, álcool, tabaco, etc.
O missionário metodista no Pará, Brasil, traduziu
diversos hinos do inglês para o português enriquecendo a hinologia no país.
Ele traduziu o hino “A certeza do crente” ou “Eu
sei em quem tenho crido”, “Da linda pátria estou”, “Saudai o nome de Jesus”,
etc.
Ele estabeleceu a primeira Igreja protestante na
bacia amazônica em Belém do Pará. Trabalhou em uma missão metodista
norte-americana liderada pelo Bispo William Taylor com sustento próprio, criou
uma escola, o jornal “O Apologista Christão Brazileiro,” traduziu hinos e foi
preso por 4 meses por condenar a idolatria no Brasil.
Traduziu hinos de Carlos Wesley e foi o precursor
da hinódia wesleyana no Brasil. Trabalhou por quase 45 anos na missão no
Pará.
Depois, voltou aos EUA. Seus 28 hinos traduzidos
estão em diversos hinários das Igrejas evangélicas no Brasil.
Ele foi missionário durante quase 50 anos no Pará e
traduziu outros hinos como “O Exilado”, “Deus proverá” e “Achei um bom amigo”.
O hino “Saudai o Nome de Jesus” foi chamado de
"Hino Nacional da Cristandade”.
No Hinário Evangélico está com o título "Com
glória coroai", número 130.
Foi o missionário metodista Justus Henry Nelson
(1850-1937) quem traduziu o hino para o português.
Saudai o Nome de Jesus
Saudai o nome de Jesus!
Arcanjos adorai
Arcanjos adorai!
O Filho do glorioso Deus
Com glória, glória, glória, glória
Com glória coroai
Ó escolhida geração,
Do bom eterno Pai
Do bom eterno Pai
O grande autor da Salvação
Com glória, glória, glória, glória
Com glória coroai
Ó raças, tribos e nações
Ao Rei divino honrai;
Ao Rei divino honrai.
A quem quebrou os vis grilhões
Com glória, glória, glória, glória
Com glória coroai.[52]
Profeta dos Direitos Humanos na
Argentina
Federico
José Pagura (1923-2016), nasceu em Arroyo Seco, Santa Fé, Argentina. Na
adolescência, converteu-se na Igreja Metodista. Foi professor da Escola Normal
e se graduou na Faculdade Evangélica de Teologia em Buenos Aires. Casado com
Rita com quem teve três filhos.
Doutor
Honoris
Causa pela Universidade
de Toronto, Canadá, e pela Universidade
de Pauw, Indiana, EUA. Ordenado pastor
metodista em 1950. É escritor, poeta e compositor. Foi presidente do comitê
editorial que publicou em 1962 um
hinário interdenominacional, Cântico
Nuevo.
Eleito bispo em 1969, serviu na Costa Rica e Panamá até 1973. Foi um dos
fundadores do Movimento Ecumênico para os Direitos Humanos em 1976.
Foi eleito bispo da Igreja Metodista Evangélica da Argentina (1977-1989).
Na ditadura argentina (1976-1983), participou das vigílias silenciosas das Mães
da Plaza de Mayo, protestando contra o rapto de crianças. Ajudou os refugiados
na perseguição política.
Foi presidente do Conselho Latino-Americano de Igrejas e do Conselho de
Bispos Metodistas na América Latina e no Caribe. Em 1998, foi eleito um dos dez
copresidentes do Conselho Mundial de Igrejas.
O Conselho Nacional das Igrejas de Cristo dos Estados Unidos lhe outorgou
o Prêmio Mauricio López de Direitos Humanos. Em 2003, o Congresso argentino
incluíu Pagura entre os “mais notáveis” do país.
Em
2012, foi lançada sua biografia Alvorada de Esperança – Vida e testemunho de
um profeta latino-americano. É um ícone da resistência contra as ditaduras
militares e da profética defesa dos direitos humanos. Muitos o consideram um
herói latino-americano.[53]
Presidente do metodismo, presidente
da Macedônia do Norte
Boris Trajkovski (1956-2004) nasceu na aldeia Strumica, na Macedônia do
Norte. Era de uma família metodista num país onde apenas 0,01% são cristãos.
Foi advogado e político. Serviu como secretário da Juventude Metodista por 12
anos. Foi presidente do Conselho da Igreja Metodista da Macedônia, na Europa.
Estudou Teologia nos EUA para se tornar um
ministro leigo. Em 1999, foi vice-chanceler e vice-ministro dos Negócios
Estrangeiros. Foi presidente da República da Macedônia (1999-2004), um
embaixador de Cristo. Casado com Vilma, teve dois
filhos.
Ele dizia: “Minha fé é uma parte muito
importante da minha vida [...]. Eu não sinto que me tornei presidente deste
país por acidente, mas que fui escolhido porque ninguém pode me acusar de
favorecer os muçulmanos albaneses ou os ortodoxos”. Ele foi ativo na igreja
desde sua infância em Strumica. Permaneceu presidente do conselho da Igreja
após ter sido eleito presidente da Macedônia. Ele uniu um país dividido.
Em 2002,
foi agraciado com o Prêmio Mundial
Metodista da Paz. Faleceu num desastre aéreo em 2004 quando ainda era
presidente. Uma grande perda para a Macedônia e para o metodismo.[54]
Empresário, prefeito e metodista bem-sucedido na Noruega
Sigmund Kroslid nasceu em 1947, em Flekkefjord, Noruega. É filho de David Kroslid e Mathilde Heskestadé, é casado e tem três filhos. É um político do Partido Democrata Cristão. Foi prefeito de Flekkefjord por 14 anos. Cursou o ensino secundário em Farsund em 1967.
Foi aprendiz de eletricista na fábrica
Flekkefjord Slipp & Maskinfabrikk. Estudou na Escola Técnica Stavanger e
voltou para a fábrica, onde teve sua carreira profissional como diretor de
mercado desde 1997. Iniciou na política em 1972 como líder local da Juventude
do Partido Popular Cristão. Kroslid foi membro do Conselho Municipal de
Flekkefjord (1975-2007), vice-prefeito (1990-1991) e prefeito (1987-1989 e
1995-2007).
Deixou o cargo em 2007 para dedicar mais tempo
à família e para retomar a sua carreira na Flekkefjord Slipp &
Maskinfabrikk. Serviu como vice-representante no Parlamento da Noruega por
quatro mandatos (1993-1997, 1997- 2001, 2001-2005 e 2005-2009).
Também foi membro suplente do Conselho do
Condado Vest-Agder.
Foi membro do conselho e presidente das
agências locais do Estado Autoridade Alimentar norueguês e da Associação
Norueguesa de Autoridades Locais e Regionais.
Em 2005, ele se tornou presidente da Agder
Energi, a segunda maior empresa produtora de energia da Noruega. Ela opera 31
usinas hidrelétricas e a rede de energia em 31 municípios.
Kroslid é um metodista ativo. Foi membro do
Comitê Central da Igreja Metodista da Noruega na União de Igrejas Metodistas na
Europa do Norte.[55]
Da Escola Dominical a governadora de São Vicente e Granadinas
Monica Jessie Dacon
nasceu em 1934, em São Vicente e Granadinas, um país das Pequenas Antilhas. Foi
a primeira mulher nomeada vice-governadora geral e governadora geral em São
Vicente e Granadinas. Monica Dacon estudou
no The Girls’ High School e no Cambridge School Higher.
Como docente, ensinou em duas escolas de
Trinidad e Tobago e, em 1966, no Colégio dos Bispos, em São Vicente, em
Kingstown. Em 1980, ganhou o certificado do Colégio dos Professores St.
Vincent, e dois anos depois o grau de bacharel em Educação pela Universidade
das Índias Ocidentais. Foi professora na Faculdade de Formação de Professores
St. Vincent.
Monica atuou como diretora do Colégio dos
Bispos por alguns meses antes de voltar para o Girls’ High School, onde
permaneceu por quase 15 anos. Monica sempre foi envolvida com a igreja e em
atividades cívicas. Ela era membro da Associação de Guias de Meninas. Ensinou
na Escola Dominical por muitos anos e ajudou no currículo escolar da Igreja
Metodista.
Em 2001, foi nomeada membro do Conselho de
Administração do Serviço Público de Recursos. No mesmo ano, foi nomeada
vice-governadora geral e, em 2002, governadora geral. Monica foi nomeada dama
comandante da Ordem do Império Britânico em 2010. Ela é a primeira mulher a ser
condecorada Vicentina, tendo sempre exercido suas funções com graça e
dignidade.[56]
O primeiro mexicano ordenado ao ministério metodista
Alejo Hernández (1842-1875) nasceu em Águas
Calientes, no México. Era filho de uma família rica.
“Hernández nasceu em tempos difíceis no México,
apenas alguns anos após a perda do Texas e pouco antes da eclosão da Guerra do México”. [57]
Seus pais o enviaram ao Seminário
para ele se
tornar um padre católico.
“Durante seu primeiro ano, no entanto, ele perdeu a fé, deixou a escola e, sem contar aos pais, juntou-se aos soldados que lutavam contra as forças francesas que invadiram o México em 1862”. [58]
Em determinado momento da guerra, o “exército mexicano recuou para a fronteira do Texas perto de Mier, onde Hernández se deparou com um livro que esperava alimentar seus sentimentos anticatólicos e fortalecer suas inclinações ao ateísmo - Noches con los Romanistas (Noites com os romanistas). O livro, deixado lá por um soldado americano durante a Guerra do México, incutiu nele a curiosidade de saber mais sobre a Bíblia. Para esse fim, ele viajou para os Estados Unidos em 1870 e entrou no Texas na cidade de Rio Grande antes de viajar para Brownsville.” [59]
Entrou em contato com os metodistas em Brownsville, Texas.
“Ele não apenas recebeu uma Bíblia, mas durante um culto metodista ele experimentou a conversão, embora o inglês falado pelo pregador não fosse sua língua. [60]
Hernandez descreveu sua experiência:
“Senti que o Espírito de Deus estava ali, embora não conseguisse entender uma palavra do que estava sendo dito. Senti meu coração estranhamente aquecido... Nunca ouvi um órgão tocar tão docemente, nunca vozes humanas soaram tão adoráveis para mim, nunca as pessoas pareciam tão bonitas como naquela ocasião. Fui embora chorando de santa alegria”.[61]
Alejo ficou pouco tempo em Brownsville e voltou ao México por alguns meses para espalhar sua nova fé, mas encontrou pessoas hostis à mensagem que ele trouxe. Ele logo retornou ao Texas e no verão de 1870 começou sua tutela informal sob um pastor metodista local, JW Brown em Corpus Christi. Hernández se juntou à Igreja Metodista e, acompanhado pelo ministro metodista, reverendo John W. DeVilbiss, começou a pregar em comunidades mexicanas ao longo do rio Medina”. [62]
“Em 1870, ele começa a liderar um estudo bíblico em espanhol na Primeira Igreja Metodista no que hoje é conhecido como Corpus Christi, Texas. Nesse mesmo ano, ele viaja pelo rio Medina com John Wesley DeVilbiss, pregando para comunidades hispânicas. Isso é monumental, já que a Igreja Metodista Episcopal do Sul tentou, sem sucesso, se envolver com esse grupo”.[63]
Em 24 de dezembro de 1871, recebeu sua nomeação[64] pela Igreja metodista Episcopal do Sul e deu o primeiro passo para se tornar membro da conferência anual.
Ele “recebeu a ordenação de diácono do bispo Enoch Marvin e foi nomeado para trabalhar entre os mexicanos ao longo do Rio Grande. Após sua morte, o bispo John Keener disse: "Ele estava pronto para qualquer empreendimento a serviço do Mestre, para ir sozinho e com uma hora de antecedência, se necessário, até os confins da terra".[65]
“Participando da conferência anual novamente em 1872, Hernández foi designado para Corpus Christi. Durante semanas, ele pregou naquela cidade e em Rockport com tremendo sucesso”. [66]
Sofreu terríveis perseguições e passou necessidades, mas o Senhor o fortaleceu.
“Em dezoito meses, ele sofreu um derrame
grave, que o deixou incapaz de se mover mais do que a cabeça e as mãos.
No entanto, durante seu breve ministério,
Hernandez inspirou pessoas de língua espanhola, tanto no México quanto no
Texas. Sua pregação provocou reavivamentos e, às vezes, sua oratória apaixonada
colocava congregações inteiras de joelhos.”[67]
Mas um derrame encerrou definitivamente o ministério de Hernandez na Cidade do México.
“E voltou para Corpus Christi, onde, junto com sua esposa e dois filhos pequenos, viveu, quase totalmente paralisado, até sua morte em 27 de setembro de 1875. [68]
Foi a primeira pessoa de ascendência mexicana
a se tornar pastor metodista. “Ele se tornou o primeiro mexicano ordenado ao
ministério metodista e serviu quatro anos no México e no Texas antes de sua
morte prematura”.[69]
Nasceu na
China e fundou a Associação Antituberculose em Cingapura
.
Chen Su Lan (1885-1972) nasceu em Fuzhou,
Fujian, China.
Sua mãe foi uma devotada metodista que ficou
viúva quando ele era jovem.
Em 1905, foi para Cingapura e estudou na King
Edward VII College of Medicine, tendo
obtido licenciatura em Medicina e Cirurgia em 1910.
Fundou a Associação de Estudantes da Faculdade
de Medicina e presidiu a filial malaia da
British Medical Association.
Ele se preocupou com as condições sociais e de
saúde em Cingapura, especialmente com o ópio. Foi o presidente da Singapore
Anti-Opium Society e diretor da Clínica Anti-Opium, fundada em 1933 para tratar
os viciados.
Após a invasão
japonesa, tentou fugir, em 1942, mas o navio foi bombardeado. Os sobreviventes
conseguiram uma jangada e chegaram a uma floresta de mangue. Foram salvos na
manhã seguinte por um barqueiro que ouviu seus gritos e trouxe uma equipe de
resgate.
Em Cingapura, foi
detido pelos japoneses, que acreditavam que os líderes metodistas estavam
conspirando contra eles. Foi liberto por não encontrarem nada em sua casa.
Após a guerra,
fundou a Associação Cristã de Homens (YMCA) em 1945, para ajudar os que estavam
se sentindo desmoralizados. Em 1947, Chen montou a Fundação Chen Su Lan Trust,
que ofereceu recursos e terras especialmente para organizações cristãs.
Foi membro fundador
da Cingapura Antituberculose Association em 1947. A Casa Metodista Infantil
Chen Su Lan foi inaugurada em 1968 com a ajuda da Fundação Chen Su Lan Trust.[70]
Primeiro
bispo metodista angolano
Emílio Júlio Miguel de Carvalho nasceu em 1933, na aldeia de Quiongua, região de Pungo Andongo, província de Malanje, Angola. Seus pais, Eva Pedro de Andrade Miguel e Júlio João Miguel, eram cristãos. Emilio foi Presidente Geral da Juventude da Igreja Metodista em Angola (1950-1953),
Casado com Marilina Stella de Jesus Figueiredo foi ordenado diácono em 1960, na primeira Igreja Metodista de Wisconsin Rapids, EUA, e presbítero, na Igreja Metodista Central de Luanda.
No início da luta pela independência, em 1961, foi preso por verem no seu ministério um atentado à soberania portuguesa. Foi considerado preso político e submetido a diversas torturas.
Foi colocado em liberdade vigiada com residência fixa, em 1963.
Foi professor e reitor do Seminário Emanuel, na Missão do Dondi Angola (1965-1972).
Bispo Emilio disse que “na década de 60, o metodismo teve um papel muito importante no processo político angolano porque quando começou a luta pela independência a igreja viu-se envolvida no meio daquele temporal.
Muitos dos nossos obreiros e pastores foram escorraçados, presos e mortos por estarem próximos dos outros angolanos a lutarem pela independência”.
Ele explica que na década de 60, Agostinho Neto, filho de pastor metodista e herói nacional, recebeu bolsa de estudo paga pela Igreja Metodista.
Emilio foi o primeiro bispo angolano da Igreja Metodista em Angola e reeleito bispo vitalício pela Conferência Central de África.
É autor, tradutor e escritor.
Falando
sobre a prática da Igreja Metodista em Angola, o Bispo Emílio Carvalho contou
que, indo visitar uma determinada região acompanhado de um Superintendente
Distrital (SD), os cristãos do lugar, ao recebê-los, começaram a dançar.
O SD logo os repreendeu, mas o Bispo solicitou que o povo continuasse a dançar. É que o africano não sabe demonstrar a sua alegria, sem dançar. O Bispo Emílio afirma que "para ser cristão, o africano não precisa rejeitar (todos) os seus costumes e tradições".
Em 2002 recebeu o título de Cidadão Honorário da Cidade de Luanda. Tem nove obras literárias publicadas e dezenas de artigos. Sua história é contada no “Emílio J.M. de Carvalho uma Biografia”, de autoria de João da Graça.[71]
Dentre outras homenagens, estão:
“2004 - Detentor de um dos Troféus “Homenagem à Paz” outorgado pela Liga Africana.
2010 - Homenageado pelo Comité Provincial de Luanda do MPLA, em 21 de agosto de 2010, na Mesa Redonda alusiva ao 68° aniversário do Camarada Presidente Eng José Eduardo dos Santos, “Famílias Angolanas: A Hora de Começarmos a Construir uma Nova Mentalidade, é Esta.”[72]
Igrejas metodistas e corais foram designados com seu nome em sua homenagem.
Um Bispo de
Moçambique íntegro e modelo para outros bispos
João Somane Machado (1946-2023) em1 6 de maio em Cambine, distrito de Morrumbene, província de Inhambane.
Frequentou a escola primária em Cambine e mais tarde fez a formação de professores.
Foi casado
com Nocia Madonela Machado e teve três filhos e 12 netos.
Num momento
trise para a família, um filho faleceu em acidente de carro.[73]
Somane fez
o curso teológico na Faculdade de Teologia da Igreja Metodista em Rudge Ramos,
SP, Brasil, de 1975 a 1978, onde obteve o diploma de bacharel em teologia.
“Obteve um
mestrado em teologia em Kinshasa e regressou a Moçambique, onde serviu como
pastor assistente na Igreja Metodista Unida de Malhangalene, em Maputo. Ao
mesmo tempo que foi assistente episcopal do falecido Bispo Almeida Penicela.
Machado foi
eleito para o episcopado em 1988 em Lubumbashi, Congo, e serviu como bispo da
Igreja Metodista Unida em Moçambique e na África do Sul até 2008, altura em que
reformou após quase 20 anos de ministério e serviço”.[74]
Bispo João
Somane Machado liderou a Área de
Moçambique da Igreja Metodista Unida durante quase 20 anos sendo visto como um
homem íntegro e um modelo para outros bispos africanos.[75]
Sobre as dificuldades em Moçambique
Numa entrevista, Bispo Somane disse que a escassez de água potável e a
carência de saúde e educação fazem da vida um constante desafio em Moçambique:
“As vidas de muitas pessoas são verdadeiros milagres em face das condições
diárias. "Eu visitei uma escola rural recentemente e vi umas cem garrafas
de vidro, de diferentes tamanhos e formas, enfileiradas do lado da sala. Elas
estavam cheias de líquidos de cores diferentes, pendendo para o verde e o
marrom. Eu não podia imaginar o que eram aqueles líquidos e perguntei à
professora. Ela disse que era água, que cada criança havia trazido de sua casa,
como uma forma de pagamento pelas aulas", conta o bispo Machado. A
professora revelou: "Se você ou eu bebêssemos desta água, nós estaríamos
mortos. Mas isto é tudo o que essas crianças têm para beber, e elas
sobrevivem... às vezes".[76]
Suas principais
realizações
“As principais realizações do bispo incluem a
ordenação das primeiras mulheres pastoras em Moçambique e fazer parte de um
grupo de líderes religiosos que contactou os rebeldes insurgentes da
Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) para acabar com a agitação civil de
15 anos e restaurar a paz em Moçambique em 1992, disse Hoguane.
Machado, o
terceiro bispo Metodista Unido para Moçambique é creditado por promover e
apoiar a educação dos jovens e pelo estabelecimento de uma escola na Província
de Tete que foi apropriadamente denominada Escola Secundária Bispo João Somane
Machado”. [77]
A Bispa
Joaquina F. Nhanala viu João Somane Machado como um professor e mentor que
expandiu a igreja para novas áreas do país: “Ele foi um defensor do ministério
das mulheres e serviu o país e além fronteiras. Ele foi um exemplo de fazer do
mundo a sua paróquia,” disse Nhanala, a primeira e única mulher bispa da
Metodista Unida em África. [78]
Faleceu aos 77 anos de idade.
Autor de
hinos e o mais destacado dos líderes em Portugal
Alfredo Henrique da Silva (1872-1950) nasceu
em Porto, Portugal.
Era formado em ciências econômicas e financeiras e foi
professor de língua inglesa”.[79]
Alfredo sucedeu a Robert Hawkey Moreton, na
liderança da Igreja Evangélica Metodista Portuguesa.
Ele foi o mais destacado dos líderes, tendo
expandido a obra da Igreja ao longo dos anos mais favoráveis da I República.
Moreton organizou esta igreja no ano de 1871. Foi durante a direção do dr.
Alfredo, mais precisamente entre 1920 e 1940, que a Igreja Evangélica Metodista
Portuguesa atravessou o seu período de expansão mais frutífero, recrutando
membros de todas as classes sociais, aumentando o número das suas escolas e
confirmando-se como uma das mais dinâmicas e prestigiadas Igrejas Evangélicas
do País”.[80]
Além de pastor, ele foi também professor em
Porto, e vereador.
“Foi fundador da Associação Cristã da
Mocidade, do Porto, e redator do Amigo da Infância, um jornal evangélico para
crianças, muito apreciado em seu tempo. Ele esteve no Brasil em 1922, chefiando
a delegação que representou o Governo Português nas comemorações do Centenário
da Independência política”. [81]
No hinário Salmos e Hinos são encontrados 10
hinos de sua autoria ou sua versão.
“Entre eles está o hino ‘Bem de manhã, embora o céu sereno’ que ele traduziu, em 1913, do hinário francês Psaumes et
Cantiques (Salmos e Cânticos). Sua versão está em quase todos os hinários
evangélicos do Brasil, demonstrando seu valor. Não se conhece o autor do
original francês, pois a maioria dos hinários das Igrejas Reformadas da época
não registravam os nomes dos autores…”[82]
Ele foi um dos “grandes compositores e
tradutores da Harpa Cristã, inclusive, foi ele que compôs ou traduziu os
hinos de N° 582 “A Barca da Vida“, e o louvor de N° 185 “Invocação e Louvor“.[83]
Ele também compôs os hinos “Vigiar e orar”,
“Mãos ao trabalho”, “Mensageiro do Senhor”, “Não vos demoreis” e outros.
O hino
Não vos demoreis, Jesus vos chama,
Ele chama com amor.
Não vos demoreis, Jesus vos ama,
Ele acalma a vossa dor.
Não vos demoreis!
Não vos demoreis!
Vinde sem temor!
Quem vos chama é Jesus,
Que morreu por nós na cruz.
[2]
Não vos demoreis, perdão alcança
Quem confia no Senhor.
Não vos demoreis, e sem tardança
Recebei o Redentor.
[3]
Não vos demoreis, Jesus foi morto
E remiu ao pecador.
Não vos demoreis, paz e conforto.[84]
Autor do hino Nacional da África do Sul
Enoch Mankayi Sontonga (1873-1905) nasceu em Uitenhage, no Leste do Cabo,
no clã Mpinga, da tribo Tembu, na África do Sul.
Em 1896, Sontonga foi enviado para a Missão na Escola Metodista em
Nancefield, perto de Joanesburgo, onde lecionou e foi pregador por quase oito
anos.
Ele se casou com Diana Mngqibisa, filha de um pastor da Igreja Metodista
Episcopal Africana (AME) e tiveram uma filha chamada Diana.
Ele foi o compositor de Sikelei ‘iAfrika Nkosi (Deus abençoe a
África). Desde 1925, tem sido o hino nacional da África do Sul. Também se
tornou o hino nacional da Tanzânia e Zâmbia.
Sontonga escreveu os dois primeiros versos e a música em 1897:
Que suas glórias sejam exaltadas
Ouça nossas preces
Deus nos abençoe,
porque somos seus filhos
Deus, cuide de nossa nação
Acabe com nossos conflitos
Nos proteja e proteja nossa nação
A África do Sul, nação África do Sul
Em
1899, o hino foi cantado pela primeira vez em público na ordenação do pastor
metodista Mboweni.
Em 24
de setembro de 1996, seu túmulo foi declarado monumento nacional, e um memorial
foi inaugurado pelo presidente Nelson Mandela.
Na
mesma cerimônia, a Ordem do Mérito Sul-Africana foi concedida postumamente a
Enoch Sontonga.[85]
Pioneiras no
combate à escravidão em Antígua
Elizabeth Hart Thwaites (1772-1833) e Anne
Hart Gilbert (1773-1833) nasceram em Antígua, Caribe, na época um local de
plantação, escravos e um posto naval britânico governado por brancos “ásperos e
mercenários.”
Elas eram filhas de Anne e
Barry, uma família negra livre. Elizabeth e Anne causaram escândalo em Antígua,
quando decidiram se casar com líderes metodistas leigos e brancos, Anne com
John Gilbert, em 1798, e Elizabeth com Charles, por volta de 1805. [44]
Outro escândalo foi se
batizarem ainda jovens na Igreja Metodista, em 1786, por Thomas Coke. Elas
trabalharam ativamente para espalhar o metodismo entre os negros de
Antígua.
Em 1797, havia 2.379
pessoas negras e 25 pessoas brancas na Igreja Metodista em Antígua.
As chamadas
“irmãs Hart” defendiam um cristianismo que desafiava a situação patriarcal e
escravagista vigente.
Elas insistiam que na obra
de Deus as mulheres tinham o direito de buscar o trabalho santo e não apenas os
homens.
Defendiam a igualdade
política propondo assim que negros e escravos fossem iguais aos brancos. Usaram
a escrita para desafiar a ordem patriarcal. Foram as primeiras escritoras
afro-caribenhas.
Em 1804, Anne e Elizabeth
escreveram uma breve história do metodismo na Antígua. Elizabeth escreveu
também poesia, hinos, cartas e um tratado antiescravista.
Em 1801, Elizabeth fundou
uma escola particular em St. John's. Em 1809, elas abriram a primeira Escola
Dominical do Caribe para meninos e meninas, independente da raça.
Em 1813, foi construída a
Escola Betesda para crianças escravizadas.
Em 1815, fundaram a
“Sociedade do Refúgio Feminino” para órfãos e mulheres.
Elas condenavam a
prostituição. “A maioria das mulheres afrodescendentes, livres ou escravas,
engajavam-se em concubinato em parcerias íntimas com homens negros ou brancos e
tinham oportunidades educacionais e profissionais limitadas”. Anne e Elizabeth
foram pioneiras no combate a escravidão em Antigua.[45]
Elas foram educadoras,
escritoras e defensoras da libertação dos escravos.[86]
O modelo de mulher santa no
metodismo na Inglaterra
Hester Ann Roe (1756-1794) nasceu em Macclesfield, Inglaterra. Era filha do Rev. James Roe, da Igreja Anglicana, curador de São Miguel. “Seu irmão, Charles Roe, era um empreendedor principal nas indústrias da seda e do cobre”. Aos 9 anos, ela perdeu seu pai.
Hester era uma menina religiosa, que se sentia sempre caindo em pecado: "eu caí em todos os vãos costumes e prazeres de um mundo ilusório”. Ela vivia em culpa e longe da alegria do Senhor.
Em 1774, ouviu as pregações do metodista Samuel Bardsley e buscou o novo nascimento orando em casa e cortando laços com o mundo. Depois, disse: "Meus pecados se foram, minha alma estava feliz; e eu desejava partir e estar com Jesus. Eu era verdadeiramente uma nova criatura, e parecia estar em um mundo novo!".
Em 1776, conheceu Wesley. A visita de dois dias de Wesley a Macclesfield, onde ela morava, foi um turbilhão. Numa manhã, Wesley pregou três vezes.
Ela ficou impressionada com a "ternura parental", de pai para filha, de Wesley com ela e com a sabedoria de seu conselho espiritual. Ela esteve uma hora sozinha com Wesley, depois do café da manhã e disse: "Que maravilha é esse querido santo de Deus! Agora acima de 70 anos de idade. Quão saudável e forte! Quão alegre na piedade! Quão ativo e laborioso na obra de Deus! Dez bênçãos descem neste dia sobre os seus cabelos."
Entre 1776 e 1784, Wesley anualmente visitou Macclesfield. Hester registrou seis encontros com Wesley em seu diário. Anotava o tempo e o sermão de Wesley pregado. Ela teve uma renovação espiritual ocasionada por uma "conversa confortável com ele sozinha "durante uma visita em abril de 1777.
O envolvimento de Hester com os metodistas trouxe dura perseguição e indiferença de familiares e amigos. Certa vez, ela se aconselhou com Wesley e registrou sobre sua forma de orar: “orava com um espírito de luta, para que eu pudesse suportar”.
Foi uma das mulheres que se relacionava com facilidade com Wesley, de quem se tornou amiga e correspondente devotada. Foi na leitura dos sermões e tratados de Wesley que ela o viu como seu mentor espiritual.
Em 1782, ela se casou com o pregador metodista James Rogers, cuja primeira esposa havia morrido. Eles ministraram em Dublin, Irlanda, Cork e Londres. Haster era próxima de Wesley. Em 1791, estava no quarto, onde Wesley morreu. Provavelmente, devia ser governanta de Wesley, pois estava presente em seu leito de morte.
Liderou "reuniões de classe" e "bandas" para os que buscavam o "amor perfeito". Liderou as "Festas do Amor". Também visitava. Ela disse: "Fui com o Sr. Rogers para visitar muitas famílias”. Hester foi pregadora, líder de classe, escritora, visitadora dos doentes, etc. Ela escreveu o livro: “A experiência da Sra. HA Rogers”. Foi considerada por Wesley como “um grande exemplo vivo de sua doutrina da perfeição cristã”. Seu funeral foi dirigido por Thomas Coke, que a viu como pastora e não simplesmente uma pregadora.
Após a morte de Hester, o sermão do Thomas Coke no funeral chamado “O Caráter e Morte da Sra. Hester Ann Rogers”, foi publicado, em 1795, e apresentou a vida de Hester como um modelo para as mulheres metodistas. Durante décadas seguintes, sua história foi reeditada dezenas de vezes. Também foi publicado “Vida e Diário da Sra. Hester Ann Rogers”, por E. Davies, em 1882.
Era
carinhosamente conhecida como "H.etty". Ela se tornou famosa pela sua
“santidade, zelo e influência cristã”. Essa fama foi em grande parte graças à
publicação de extratos do seu diário após sua morte publicado por R. Edwards,
em 1796, “A Experiência da Sra. Hester Ann Rogers” tornou-se um trato
devocional extremamente popular.[87]
Voando alto para salvar vidas no Congo
Gaston Nkulu Ntambo nasceu em 1996. É naural de Kamina, República
Democrática do Congo. Missionário da Igreja Metodista Unida. Estudou nos EUA.
Sonhava em aprender a pilotar.
Ganhou um certificado em Contabilidade, grau de associado em pilotagem do
College Davis, Ohio (EUA) e certificado de mecânico do Instituto de Aeronáutica
Michigan, em Detroit (MI).
“Antes de ser comissionado como missionário do GBGM, Gaston trabalhou
seis anos como piloto do Wings of the Morning. Anteriormente, atuou como
assistente e secretário da Igreja Metodista Unida em Lumbumbashi, RDC”.
Seu propósito era ser piloto comercial, mas no primeiro voo ele entendeu
que deveria servir à Igreja.
Gaston é casado com a missionária Jeanne Kabove Ntambo, formada em
Contabilidade pelo Institut Kitumaini e em Economia pela Universidade de
Lubumbashi.
Ela é operadora de rádio para o Ministério de Asas da Manhã num país sem serviço de meteorologia ou
controle de tráfego aéreo. Jeanne o atualiza na previsão do tempo e em outras
questões de segurança.
A missionária Jeanne Kabove Ntambo fornece a assistência técnica
necessária para manter Gaston seguro. Eles formam uma equipe. Eles têm cinco
filhos.
O pai de Gaston é o bispo aposentado Ntambo Nkulu, que foi bispo da
Conferência Norte Katanga.
Gaston é membro de uma Igreja Metodista Unida local no Luena.
Também ajudam os fazendeiros a trabalhar melhor suas terras e dão suporte
às igrejas para fazer o melhor na luta contra a malária. Estão fazendo um
trabalho com os soldados e suas famílias para que vivam em paz.
Refletindo sobre seu trabalho, ele lembra que uma vez voou sem saber para
uma zona de guerra na tentativa de salvar vidas. "Como um milagre, o mais
alto oficial naquela vila naquele dia também era meu tio", ele relata.
"Do nada, ele de repente se apresentou para mim pela primeira vez."
Gaston disse: “Eu acredito que Deus está me usando como uma ferramenta
para alcançar e salvar vidas”.[88]
Primeiro-ministro de Gana
Kofi Abrefa
Busia (1913-1978) nasceu como membro da casa real de Wenchi, um subgrupo da
Ashanti, a maior tribo de Gana. Foi criado e recebeu educação em casa de
missionários metodistas, reverendo e Sra. William Whittle. Foi educado na
Escola Metodista Kumasi e no Wesley College.
Recebeu diploma de bacharel em
Política. Foi treinado como professor na Faculdade de Wesley, em Kumasi, entre
1931 e 1932, onde se tornou professor.
Estudou na Universidade de
Oxford e se tornou o primeiro africano a receber um diploma da University
College, de Oxford.
Foi o primeiro comissário do
Distrito Africano na Colônia Gold Coast; o primeiro professor africano do
Departamento de Sociologia da Universidade de Gana. Foi membro da Assembleia
Legislativa em 1952.
Em 1954, tornou-se líder da
oposição no Parlamento, mas foi para o exílio. Em 1959, tornou-se professor de
Sociologia e Cultura da África na Universidade de Leiden, perto de Haia, na
Holanda.
Voltou após a derrubada do
governo e ocupou vários cargos no Conselho de Libertação Nacional e fundou o
Partido do Progresso, que venceu as eleições em 1969.
Foi primeiro-ministro de Gana
(1969-1972). Foi o primeiro líder ganense a criar um ministério para o
desenvolvimento rural. Sua ideologia política foi completamente inundada por
suas convicções cristãs.
Um golpe derrubou o governo,
em 1972, quando ele estava na Grã-Bretanha. Gostava do hino 896, que sublinha a
necessidade de louvar o Senhor.
Seus
escritos revelam sua piedade e sua fé. Era um pregador local. Tinha uma
profunda piedade metodista.[89]
Uma santa diaconisa finlandesa
Anna Eklund (1867-1949)
nasceu na Finlândia e se tornou diaconisa da Igreja Metodista na Rússia. O
metodismo começou entre os imigrantes suecos em São Petersburgo, na Rússia, em
1881.
Desde o início, o metodismo
cuidou dos pobres, doentes e necessitados. Em 1908, a Casa Diaconal Betânia foi
aberta, chefiada por sua mentora Anna Eklund durante a epidemia de cólera. Anna
foi treinada em Hamburgo e Frankfurt.
Ela e quatro irmãs
ofereceram cuidados de enfermagem e ajuda humanitária. Em 1909, a Igreja
Metodista foi legalizada e, em 1910, havia 500 membros em São Petersburgo.
O metodismo continuou na
Rússia mesmo após a Revolução de 1917, através dos esforços de Anna Eklund. Ela
era uma ministra única.
Durante a
fome, em 1921, em São Petersburgo, ela liderou a distribuição de alimentos para
os que passavam fome. Um orfanato foi aberto perto de São Petersburgo. Em 25 de dezembro de
1931, o novo regime fechou a igreja localizada em Bolshoi. Em 1937, o regime
stalinista forçou o fechamento da Igreja Metodista na Rússia.
Forçada a terminar seu
trabalho, Anna voltou para a Finlândia em 1939. Mas seus sonhos se tornaram
realidade: o metodismo renasceu na Rússia.
Foi criado o Prêmio Anna
Eklund para os que se destacam no serviço pioneiro do metodismo na Rússia. Um
livro foi publicado sobre sua vida: Irmã Anna Eklund, 1867-1949: uma santa
metodista na Rússia; suas palavras e testemunho, St. Petersburg 1908-1931”.[90]
Do Cazaquistão, Bispo da Igreja Metodista Global na Rússia
Eduard Khegay
nasceu em1970 e cresceu em Alma-Ata, Cazaquistão, União Soviética.
Ele disse:
“Nasci em Almaty, Cazaquistão, que na época fazia parte da União Soviética. Eu
cresci lá até terminar o ensino médio. E então me mud ei para Moscou para estudar na universidade técnica”.[91]
Ele estudou na
Universidade Técnica Bauman de Moscou e se formou em Engenharia Hidráulica
Mecânica.
“Crescendo na
União Soviética, ele era cético em relação à fé cristã. Então, um grupo de
amigos convidou o futuro bispo para a igreja, onde ele descobriu o que
significava seguir a Cristo, servir ao próximo, viver com alegria e fazer parte
de algo maior”.[92]
Bispo Khegay
disse: “Parte do meu estudo foram as armas nucleares e, particularmente, os
mísseis com armas nucleares... Fomos treinados para construir mísseis melhores
para proteger nosso país. Nunca senti tanto amor, graça e diversão... Se a fé
cristã é assim, quero seguir a Cristo. Eu quero servir aos outros. Quero ter
uma vida alegre e quero fazer parte de algo maior”.[93]
Eduard é
casado com Viktoria Nogay e eles têm duas filhas, Liudmila e Lydia.[94]
“Ele se tornou
cristão através do trabalho missionário de Jonathan Park durante seus anos na
universidade e passou a estudar no Seminário Teológico Metodista Unido de
Moscou, onde se formou em 1996”. [95]
“Durante a
década de 1990, Eduard serviu como líder dos ministérios de estudantes
universitários na UMC Central de Moscou e pastor da Primeira UMC em São
Petersburgo. Na década de 2000, ele serviu como diretor de desenvolvimento de
igrejas da UMC da Rússia, pastor da UMC de Aspiração e superintendente
distrital do distrito de São Petersburgo, pastor do ministério Raduga da UMC de
Moscou, assistente do bispo Hans Vaxby e superintendente distrital da Ásia
Central”. [96]
Em 2006,
Khegay gerenciou o Mesto Vstrechi, a edição russa do guia de devoção diária de
renome mundial, o No Cenáculo.
“Ele recebeu
seu mestrado em Divindade pela Candler School of Theology, Emory University em
Atlanta, Geórgia em 2001 e doutorado em Ministério pelo Wesley Seminary em
Washington, DC em 2010. Eduard é casado com Viktoria Nogay e eles têm duas
filhas, Liudmila e Lydia. Eles moram em Moscou, Rússia”. [97]
Após seus
estudos, “Khegay retornou ao seu país natal para servir como superintendente
distrital de 2009 a 2011 e até sua eleição como bispo foi diretor de relações
internacionais do Centro de Liderança da Igreja na Ásia Central”. [98]
Aos 42 anos,
Eduard foi eleito bispo da Área Episcopal da Eurásia da Igreja Metodista na
Eurásia.
Foi eleito em
19 de outubro de 2012 como o novo bispo da Área Episcopal da Eurásia da Igreja
Metodista Unida, a partir do início de 2013.
A área episcopal da Eurásia incluía Rússia, Ucrânia, Cazaquistão, Bielorrússia e Moldávia.
Ele sucedeu o
bispo Hans Växby, que se aposentou.Ele é o primeiro bispo Metodista Unido da
antiga União Soviética.
Bispo Khegay
disse: “Bem, eu nunca quis ser um líder. Cheguei à fé por causa de um
missionário dos EUA que me discipulou naquele ano. E eu estava tão inspirado
por... através dos estudos bíblicos, comunhão e amizade”.
Quem fez seu
discipulado foi o pastor Jonathan Park.
O novo bispo
era pastor da Igreja Metodista Unida Raduga em Moscou e assistente de Växby
desde 2005. “Ele também ocupou uma ampla gama de cargos dentro da Igreja
Metodista Unida Russa nos últimos doze anos. Ele continuou uma afiliação com
ministérios missionários e educacionais nessa área”.[99]
Khegay disse
que sua "missão é inspirar as pessoas a se tornarem semelhantes a Cristo e
[a] se desenvolverem em pleno potencial dado por Deus para servir a Deus e às
pessoas".[100]
Bispo Khegay
disse ainda: “Eu senti que se toda a fé cristã é assim que eu quero ser... Eu
quero seguir a Cristo. Quero servir aos outros e quero ter uma vida alegre. E
eu quero fazer parte de algo maior”. [101]
Especialmente,
por casa da questão de casamento entre pessoas do mesmo sexo, em 2024, bispo
Khegay deixou a Igreja Metodista Unida juntamente com as Igrejas metodistas na
Rússia, Bielorrússia, Quirguistão e Cazaquistão e formaram uma Igreja autônoma,
a Igreja Metodista Cristã. Esse desejo de desligamento foi aprovado por uma
grande maioria dos delegados da Conferência Geral que ocorreu em Charlotte,
Carolina do Norte, em 25 de abril de 2024. [102]
Na época, foi
dito: “As quatro conferências anuais da Eurásia – todas lideradas pelo bispo
Eduard Khegay, que também está saindo – têm 66 igrejas no total. De acordo com
os dados mais recentes do Conselho Geral de Finanças e Administração da
denominação, as conferências tinham 1.123 membros em 2017”.
O bispo Eduard
Khegay apontou vários motivos para que as “igrejas eurasianas” tomassem essa
decisão: a divisão entre Oriente e Ocidente, lutas de poder geopolítico, altos
e baixos econômicos e também controvérsias teológicas.
Mas em 2025, o
bispo se filiou à Igreja Metodista Global.
Assim foi noticiado:
"Temos o
prazer de anunciar que o Comitê Episcopal Global e a Assembleia dos Bispos
receberam o Bispo Eduard Khegay na Assembleia dos Bispos.
Chris Ritter,
Presidente do Comitê Episcopal, descreveu o Bispo Khegay como um "líder
guiado pelo Espírito com um profundo compromisso em espalhar a santidade
bíblica por todo o mundo".
Junte-se a nós
para dar as boas-vindas ao Bispo Khegay e orem por ele em sua transição para
este novo papel como líder na Igreja Metodista Global".
Jurista,
patriota e mártir das Filipinas
Jose Abad Santos (1886-1942) nasceu em San Fernando, Pampanga, Filipinas. Em 1904, foi para os EUA como pensionista do governo. Fez o curso pré-Direito no Colégio Santa Clara, na Califórnia, e o bacharelado em Direito na Universidade Northwestern, em Evanston, Illinois. EUA. Fez mestrado em Direito na Universidade George Washington, em 1909.
Quando voltou às Filipinas, atuou como assistente do procurador no Departamento de Justiça (1913-1917). Em 1919, foi fundamental para estabelecer as bases legais da Philippine Universidade Feminina.
Era um ferrenho metodista, membro da Igreja Metodista Central de Manilha. Casou com Amanda Teopaco e tiveram seis filhos. Foi o primeiro advogado corporativo filipino do Philippine National Bank, Manila Railroad Company.
Ele se tornou procurador-geral e atuou como diretor Jurídico do presidente do Senado e do presidente da Câmara dos Deputados das Filipinas. Foi secretário de Justiça (1921-1923, 1928 e 1931).
Em 1932, tornou-se juiz da Suprema Corte, e chefe de Justiça em 1941.
Na invasão japonesa nas Filipinas, em 1942, o presidente Manuel L. Quezon foi para os EUA e nomeou José Abad Santos como presidente interino. Foi capturado com seu filho, Jose Jr. (Pepito). Foi para o pelotão de fuzilamento por não colaborar com os japoneses, mas antes disse ao filho: “Não chore, Pepito, mostre a estas pessoas que você é corajoso.
É uma honra morrer pelo país. Nem todo mundo tem essa chance”. Foi executado em 2 de maio de 1942.
É lembrado por ter servido nas Filipinas com a máxima honra e patriotismo. Recebeu muitas homenagens: uma das escolas da Universidade das Mulheres e um dos seis campi da Universidade Arellano têm o seu nome.[103]
Rainha Mãe de Tonga
Halaevalu Mata'aho'Ahome'e (1926-2017) nasceu em Tonga. Filha mais velha de "Ahome'e e Heu'ifanga, bisneta do último rei do Império Tu'i de Tonga.
Ela se casou com Taufa'ahau Tupou IV, em 10 de junho de 1947, e falecido em 2006. Foi mãe de cinco crianças, dentre elas, o falecido rei George Tupou V.
Ela foi Presidente da Sociedade da Cruz Vermelha Tonga desde 1972. Dentre seus títulos, estão: O Honorável Halaevalu Mata'aho'Ahome'e (1926-1947); Sua Alteza Real Princesa Halaevalu Mata'aho, A Princesa Real de Tonga (1947-1965); Sua Majestade Rainha Halaevalu Mata'aho, A Rainha de Tonga (1965-2006) e Sua Majestade Rainha Halaevalu Mata'aho, A Rainha Mãe de Tonga (desde 2006).
A rainha escreveu para o No Cenáculo, na celebração do Pentecostes de 2005, e disse: "O 'Pentecostes de Tonga' transformou nossa terra em uma nação cristã, tornamo-nos um povo missionário e compartilhamos as boas novas de Jesus Cristo com os nossos vizinhos da ilha".
Em 2011, a rainha comemorou seu 85º aniversário com uma celebração de cinco dias. As celebrações começaram com cem mulheres tonganesas na casa do Rev. Dr. 'Aiô, Presidente da Igreja Wesleyana Livre de Tonga. Em seguida, foi realizado um culto na Igreja Centenária e um almoço real no Palácio Real em Nuku'alofa.
No seu 90º aniversário, no dia 27 de maio de 2016, o governo fez um tributo à rainha através do Primeiro-Ministro Hon. Samuela 'Akilisi Pohiva e os ministros de gabinete. Foi destacado suas numerosas contribuições “para o desenvolvimento do Reino de Tonga em Educação, Saúde, Pessoas com Necessidades Especiais, Pessoas Idosas, Empoderamento de Mulheres e Organizações Caritativas”.
Foi dito
ainda de sua sabedoria, fé, compaixão, compromisso com a caridade e o amor pelo
povo de Tonga.[104]
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[8] Idem.
[9]
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[10]
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[13]
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[14]
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[15] Idem.
[16]
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[17] Pesquisa:;http://jamaicamethodist.org/index.php?option=com_content&view=article&id=46&Itemid=27
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[20] http://adb.anu.edu.au/biography/bromilow-william-edward-5369 ; https://www.amazon.com/Twenty-years-among-primitive-Papuans/dp/B0008667JE ; http://webjournals.ac.edu.au/ojs/index.php/ADEB/article/view/1368/1365 ; http://www.worldcat.org/title/twenty-years-among-primitive-papuans-with-plates/oclc/753007199/editions?referer=di&editionsView=true; http://adb.anu.edu.au/biography/bromilow-william-edward-5369;
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[21] Pesquisa: www.teara.govt.nz/en/.../6l1/lange-david-russel, www.theguardian.com › News
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[22] http://portal.metodista.br/fateo/noticias/conselho-mundial-de-igrejas-presta-tributo-a-emilio-castro
http://www.uruguaytransparente.org.uy/index.php?option=com_content&view=article&id=8&Itemid=49
http://metodistaecumenico.blogspot.com.br/2007/01/kairs-publica-livro-sobre-emilio-castro.htmlhttp://www.luteranos.com.br/noticias/falecimento-do-pastor-metodista-emilio-castro-1
[23]
https://en.wikipedia.org/wiki/William_Fitzjames_Oldham
[24]
https://en.wikipedia.org/wiki/William_Fitzjames_Oldham
[25]
https://en.wikipedia.org/wiki/William_Fitzjames_Oldham
[26]
https://www.bu.edu/missiology/missionary-biography/n-o-p-q/oldham-william-fitzjames-1854-1937/
[27]
https://www.liquisearch.com/methodist_church_in_singapore/history
[28] * Península da Malásia ou
Malaia é uma grande península do sueste asiático e inclui Tailândia, Myanmar,
Singapura e Malásia.
Pesquisa: http://www.bu.edu/missiology/missionary-biography/n-o-p-q/oldham-william-fitzjames-1854-1937/
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[29]
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[30]
https://www.bu.edu/missiology/missionary-biography/n-o-p-q/oldham-william-fitzjames-1854-1937/
[31] https://en.wikipedia.org/wiki/Done_P._Dabale
http://www.christiannewswire.com/news/386212542.html
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[32] http://www.ragusanews.com/articolo/29252/lucio-schiro-il-pacifista-armato-della-parola
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http://www.telenovaragusa.it/2012/11/30/omaggio-a-lucio-schiro/
http://tallanopsis.com/article/lucio-schiro
[33]
https://www.methodist.org.uk/about/structure-and-governance/the-methodist-conference/conference-2025/presidency/president-and-vice-president-designate-2026-27/
[34]https://www.wirralglobe.co.uk/
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[35]https://www.wirralglobe.co.uk/
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[36]
https://www.methodist.org.uk/about/structure-and-governance/the-methodist-conference/conference-2025/presidency/president-and-vice-president-designate-2026-27/
[37]
https://www.methodist.org.uk/about/structure-and-governance/the-methodist-conference/conference-2025/presidency/president-and-vice-president-designate-2026-27/
[38]
https://media.methodist.org.uk/media/documents/conf-2018-50-Appointments-of-District-Chairs_ktoaN6n.pdf
[39]https://dundeemethodist.org.uk/what
Deus fez por nós
[40]https://dundeemethodist.org.uk/what
Deus fez por nós
[41]https://dundeemethodist.org.uk/what
Deus fez por nós
[42]
https://media.methodist.org.uk/media/documents/conf-2018-50-Appointments-of-District-Chairs_ktoaN6n.pdf
[43]
https://media.methodist.org.uk/media/documents/conf-2018-50-Appointments-of-District-Chairs_ktoaN6n.pdf
[44]
https://media.methodist.org.uk/media/documents/conf-2018-50-Appointments-of-District-Chairs_ktoaN6n.pdf
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[51] *Colportagem é a
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[58]https://gcah.org/biographies/alejo-hernandez/
[59]Idem
[60]Idem.
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[62]https://gcah.org/biographies/alejo-hernandez/
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[64]
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[65]https://gcah.org/biographies/alejo-hernandez/
[66]Idem.
[67]Idem.
[68]https://gcah.org/biographies/alejo-hernandez/
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[71] http://www.redeangola.info/especiais/ge-emilio-de-carvalho-a-editar/; https://kapitololo.wordpress.com/2012/10/22/bispo-emilio-de-carvalho-celebra-40-anos-da-sua-ascensao-ao-cargo/; http://jornaldeangola.sapo.ao/gente/emilio_de_carvalho_festeja_aniversario; http://www.muanadamba.net/2015/11/honremos-a-memoria-da-i-e-b-a.html;
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[75]Idem.
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[78] Idem.
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[82]Idem.
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[89] Pesquisa:
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[90] Pesquisa: http://www.gracerussia.org/news
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[91]https://www.umc.org/en/content/meet-bishop-eduard-khegay-get-your-spirit-in-shape
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[93]https://www.umc.org/en/content/meet-bishop-eduard-khegay-get-your-spirit-in-shape
[94]
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Halaevalu_Mata'aho
https://www.revolvy.com/main/index.php?s=Halaevalu+Mata%27aho+%27Ahome%27e&item_type=topic
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