Celibato como uma opção superior para os pregadores do Movimento Metodista

 

Exemplos de metodistas que nunca se casaram para se dedicarem integralmente ao ministério

 

Odilon Massolar Chaves


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Toda gloria a Deus!

Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

Filho do rev. Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.

É casado com RoseMary.

Tem duas filhas: Liliana e Luciana.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Teologia.

 

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do livro

·       O celibato na visão de Wesley

·       O celibato da fundadora da primeira Escola Dominical

·       O celibato do “Apóstolo do metodismo na América”

·       O celibato da fundadora do Colégio Piracicabano

·       O celibato do “Estevão” do movimento metodista

·       O celibato da primeira mulher a falar no Capitólio

·       O celibato de uma jovem rica em generosidade

·       O celibato da premiada jornalista e apresentadora de televisão

 

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Introdução

 

“Celibato como uma opção superior para os pregadores do Movimento Metodista” é um livro de 27 páginas sobre o pensamento de Wesley sobre o celibato com exemplos de metodistas que nunca se casaram para se dedicarem integralmente ao ministério.

“O propósito e a evolução de John Wesley sobre o celibato foram marcados por uma transição de um idealismo monástico na juventude para uma visão pragmática voltada ao ministério itinerante, passando por um casamento conturbado e, finalmente, retornando funcionalmente ao celibato. Wesley via o celibato não como uma doutrina obrigatória (ao contrário do catolicismo), mas como um "dom" ou estratégia para a máxima utilidade no serviço a Deus.” [1]

Ao discernir entre o casamento e uma vida única, Wesley oferece o seguinte sábio conselho: "Em qual desses estados posso ser muito santo e fazer o melhor”?

Um estudo que revela a inteira dedicação ao ministério itinerante do Movimento Metodista no século XVIII.

O chamado “Apostolo do metodismo na América” nunca se casou. Asbury via o celibato como um sacrifício necessário para estabelecer a Igreja Metodista Episcopal nos Estados Unidos.

A fundadora do Colégio Piracicabano também não se casou.

Também há um histórico de uma metodista premiada apresentadora de TV que fez a opção de não se casar.

 

O Autor

 

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Destaques dos capítulos do livro

 

O celibato na visão de Wesley

Ao discernir entre o casamento e uma vida única, Wesley oferece o seguinte sábio conselho: "Em qual desses estados posso ser muito santo e fazer o melhor?”.

O celibato da fundadora da primeira Escola Dominical

Seguindo o conselho de Wesley, Hannah rompeu o noivado para se casar com um homem que ele considerava "ímpio". “Ela nunca se casou, mas viveu com a família e cuidava das crianças do irmão

O celibato do “Apóstolo do metodismo na América”

Asbury via o celibato como um sacrifício necessário para estabelecer a Igreja Metodista Episcopal nos Estados Unidos, permitindo que ele estivesse disponível para "sofrer com o povo" em qualquer lugar

O celibato da fundadora do Colégio Piracicabano

“A educadora metodista Martha Watts (1845-1910) dedicou sua vida ao ensino e à missão no Brasil após o falecimento de seu noivo, conforme relatos biográficos, permanecendo solteira e focada em sua vocação educacional. Ela fundou importantes instituições, incluindo o Colégio Piracicabano e o Colégio Americano em Petrópolis”.

 O celibato do “Estevão” do movimento metodista

 “Celibato e Ministério Itinerante: Na época do início do metodismo, muitos pregadores itinerantes acreditavam que o casamento poderia ser um ‘obstáculo’ ao trabalho missionário. Walsh dedicou-se inteiramente à pregação, muitas vezes ao ar livre e sob condições climáticas severas, e ao estudo intenso das línguas bíblicas”.[2]

O celibato da primeira mulher a falar no Capitólio

Ela dedicou sua vida inteira à causa missionária e abolicionista, acreditando que o casamento poderia ser um impedimento para o seu chamado divino de viajar e pregar”.

 O celibato de uma jovem rica em generosidade

“Ela foi uma jovem rica e devota do movimento metodista que, de fato, nunca se casou. Sua vida é frequentemente lembrada na história do metodismo devido à sua profunda amizade com John Wesley, o fundador do movimento.”

O celibato da premiada jornalista e apresentadora de televisão

“Gwen Ifill nunca se casou e não teve filhos [1, 2]. Ela era muito reservada sobre sua vida pessoal, focando quase inteiramente em sua prolífica carreira no jornalismo, onde quebrou barreiras como uma das mulheres negras mais influentes da mídia americana”.

 

 

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O celibato na visão de Wesley

 

Ao discernir entre o casamento e uma vida única, Wesley oferece o seguinte sábio conselho: "Em qual desses estados posso ser muito santo e fazer o melhor?”.

 

 “O celibato não era imposto como dogma, mas frequentemente apresentado como uma opção superior e pragmática para os pregadores itinerantes. Essa visão baseava-se na ideia de que a solteirice permitia uma dedicação total e desimpedida à missão evangelística”. [3]

Wesley defendia o celibato como uma opção superior para o ministério cristão no século XVIII.

“Muitos dos seus primeiros pregadores metodistas permaneceram solteiros, embora a visão de Wesley sobre o assunto tenha evoluído ao longo do tempo”. [4]

Embora valorizasse o celibato para ministério (single life), defendia o casamento como instituição divina, exigindo consentimento dos pais.[5]

Ao discernir entre o casamento e uma vida única, Wesley oferece o seguinte sábio conselho: "Em qual desses estados posso ser muito santo e fazer o melhor?”.[6]

Sobre ficar solteiro

Wesley chegou a defender o celibato ao escrever sobre Pensamentos de uma vida de solteiro onde ele exalta os exemplos de Jesus e de Paulo.[7]

Mas no seu diário, quarta-feira, de 6 fevereiro de 1751, Wesley disse: “Conheci os homens solteiros, e mostrou-lhes para quantas contas era bom aqueles que haviam recebido esse dom de Deus para permanecerem 'solteiros por causa do reino dos céus', a menos que quando um caso específico pode constituir uma excepção à regra geral”.[8]

Houve um amadurecimento e evolução do pensamento de Wesley em relação ao casamento.

Vejamos o que ele mesmo disse.

Sábado, 2 de fevereiro de 1751. “Tendo recebido uma resposta completa do Sr. P, eu estava claramente convencido de que eu deveria para casar. Por muitos anos fiquei solteiro, pois eu acreditava que poderia ser mais útil em um único do que em estado de casado; e louvo a Deus que me habilitou assim fazer. Eu agora acreditava plenamente nisso no meu presente. Eu poderia ser mais útil em um casado estado; em que, com esta clara convicção, e por conselho dos meus amigos, entrei alguns dias depois.”[9]

O amigo e conselheiro Vicente Perronet ou simplesmente Sr.Perronet (1693-1785), vigário da Igreja Anglicana, foi fundamental para o casamento de Carlos Wesley e Sally e como conselheiro de Wesley para sua decisão de se casar com Mary Vazielle.

“Mary Vazeille foi apresentada a João Wesley em 1751 por um amigo incomum chamado Vicent Perronet”.[10]

O casamento de Carlos Wesley foi abençoado, mas o de Wesley com Mary Vazeille não deu certo e ela o abandonou.

Wesley nunca mais se casou.

 

O celibato da fundadora da primeira Escola Dominical

 

Seguindo o conselho de Wesley, Hannah rompeu o noivado para se casar com um homem que ele considerava "ímpio". “Ela nunca se casou, mas viveu com a família e cuidava das crianças do irmão

 

Hanna Ball era filha de um fazendeiro. Ela nasceu em 13 de março de 1733 e passou a maior parte de sua vida em High Wycombe. Ela nunca se casou e nem teve filhos, mas viveu com vários parentes e cuidou dos filhos de seu irmão.

“Hannah leu os sermões de Thomas Walsh e ouviu John Wesley pregar em janeiro de 1765, após o que ela começou uma correspondência com ele e eles se tornaram amigos. Eles trocaram dezenas de cartas ao longo dos anos.

Hannah tornou-se um membro importante da sociedade metodista em High Wycombe e foi incansável em visitar os pobres e os doentes. Em 1769, ela começou uma "aula" para crianças que trabalhavam nas pousadas locais.

Eles se reuniam antes do culto dominical para instrução religiosa e às segundas-feiras para aprender a ler e escrever. Como se acredita que esta seja a primeira instituição desse tipo, Hannah agora é considerada a fundadora do movimento da Escola Dominical”.[11] 

Hannah Ball era membro da Sociedade Metodista em High Wycombe.[12]

A primeira Escola Dominical foi criada em 1769 pela metodista Hannah Ball (1734-1792) em Wycombe. Ela escreveu a Wesley e relatou o seu trabalho a John Wesley, em 1770: “As crianças se reúnem duas vezes por semana, aos domingos e segundas-feiras. É um grupo meio selvagem, mas parece receptivo à instrução. Trabalho entre eles com a ânsia de promover os interesses de Cristo”.[13] 

Hannah era uma pessoa consagrada e estava preocupada com o bem-estar espiritual dos adultos; ela foi responsável pelas várias conversões, incluindo uma Charles Dean, um homem "muito perverso" em seu leito de morte, bem como sua esposa e irmã. [14] 

“Ela foi muito encorajada em seu trabalho por John Wesley.

Ele também pediu que ela monitorasse o trabalho dos pregadores em sua área e contou a ela sobre os novos pregadores de circuito e como apoiá-los. Por exemplo, em abril de 1774, ele escreveu sobre Joseph Bradford;

"Adverti-o gentilmente para não falar muito rápido ou muito alto, e diga-lhe se ele não prega forte e explicitamente sobre a perfeição"

Seguindo o conselho de Wesley, Hannah rompeu o noivado para se casar com um homem que ele considerava "ímpio".

Wesley, no entanto, encorajou Hannah e um grupo de outras mulheres metodistas a se corresponderem, darem ajuda mútua e visitarem as sociedades umas das outras”. [15] 

“Ela nunca se casou, mas viveu com a família e cuidava das crianças do irmão”.[16]

Ganhadora do prestigiado prêmio George Foster Peabody Award. É editora-chefe do PBS NewsHour.[17]

 

O celibato do “Apóstolo do metodismo na América”

 

Asbury via o celibato como um sacrifício necessário para estabelecer a Igreja Metodista Episcopal nos Estados Unidos, permitindo que ele estivesse disponível para "sofrer com o povo" em qualquer lugar

 

Francis Asbury (1745-1816) nasceu em Hamstead Bridge, em Staffordshire, Inglaterra. Seus pais eram pobres e, aos 14 anos, após um breve período de estudos na escola da aldeia de Barre, foi trabalhar como aprendiz de um fabricante de fivelas para cintos.

Ele e sua mãe passaram a assistir às reuniões metodistas. A devoção de sua mãe à religião deu a Francis uma nova dimensão espiritual. Wesley o considerava seu “braço direito” e foi chamado “ministro das Relações Exteriores do Metodismo” por sua paixão missionária.

Aos sete anos, ele já lia a Bíblia. Seus pais estiveram entre os primeiros convertidos no avivamento na Inglaterra. Francis se converteu ao metodismo aos 13 anos e aos 16 se tornou pregador local. Era um orador simples, fluente e fez tamanho sucesso que, em 1767, o próprio Wesley o nomeou ministro itinerante regular.

Em 1771, Wesley convidou os pregadores metodistas a irem à América evangelizar e Francis aceitou. Sem dinheiro, alguns amigos o ajudaram com uma “coleta”.

Em 1784, Wesley o nomeou, juntamente com Thomas Cock, como cossuperintendente do metodismo na América. Foi eleito o primeiro bispo metodista na América.

Era uma pessoa humilde, sem vaidade e “um dos homens mais sábios e clarividentes de sua época”. Levantava-se às 5 horas da manhã para ler a Bíblia.

Ele nunca se casou, pois desejava servir ao Senhor sem nenhum embaraço.

 Ele “tomou a decisão deliberada de permanecer celibatário para se dedicar inteiramente à evangelização itinerante [1, 2].

Aqui estão alguns pontos que explicam essa escolha:

Vida Itinerante: Ele viajava constantemente a cavalo (estimados 430 mil quilômetros ao longo da vida), cruzando fronteiras e territórios perigosos. Ele acreditava que uma esposa e filhos sofreriam com sua ausência ou com a precariedade dessa rotina [1, 2].

Exemplo de Sacrifício: Asbury via o celibato como um sacrifício necessário para estabelecer a Igreja Metodista Episcopal nos Estados Unidos, permitindo que ele estivesse disponível para "sofrer com o povo" em qualquer lugar [2, 3].

Visão Prática: Ele chegou a escrever em seu diário que, embora não fosse contra o casamento de outros ministros, para a missão específica dele, os laços familiares seriam um "embaraço" (obstáculo) para o trabalho missionário urgente”.[18]

Pregou cerca de 16.500 sermões, viajou 432 mil km e expandiu o metodismo na América. Enfrentou todo tipo de adversidades e doenças, como febres, úlceras, reumatismo crônico, mas nunca desistiu.

Francis Asbury foi chamado de “apóstolo do Metodismo na América”. Em reconhecimento ao que fez pela América, em 1924 foi erigida uma estátua sua em Washington.[19]

 

O celibato da fundadora do Colégio Piracicabano

 

 

“A educadora metodista Martha Watts (1845-1910) dedicou sua vida ao ensino e à missão no Brasil após o falecimento de seu noivo, conforme relatos biográficos, permanecendo solteira e focada em sua vocação educacional. Ela fundou importantes instituições, incluindo o Colégio Piracicabano e o Colégio Americano em Petrópolis”. 

 

 

Martha Watts (1845-1910) nasceu em Bardstown, Kentucky, EUA. Fez o Curso Normal e durante um reavivamento se converteu, em 1874, e consagrou a sua vida ao Senhor Jesus.

 

“A educadora metodista Martha Watts (1845-1910) dedicou sua vida ao ensino e à missão no Brasil após o falecimento de seu noivo, conforme relatos biográficos, permanecendo solteira e focada em sua vocação educacional. Ela fundou importantes instituições, incluindo o Colégio Piracicabano e o Colégio Americano em Petrópolis”. [20]

 

Em fevereiro de 1881, o bispo Keener a apontou como primeira missionária para o Brasil. Martha foi contemporânea de Pedro Cartwright, pregador metodista itinerante e avivalista.

No dia 26 de março de 1881, com 36 anos, Martha e outros dois missionários partiram de Nova York, via Europa, tendo como destino o Brasil. Os missionários foram: Rev.J.W.Koger, esposa, filhinho e o rev. J.L.Kennedy. Aprendeu logo o português e organizou a primeira Escola Dominical em Piracicaba, antes mesmo da organização da Igreja.

Ela fundou o Colégio Piracicabano, no dia Martha Watts 13 de fevereiro, iniciando as aulas com apenas uma aluna – Maria Escobar. No Brasil, foi a primeira escola metodista. Foi perseguida pelas autoridades locais, mas os liberais saíram em defesa do Colégio. O educandário foi a semente para a Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), criada em 1975. 

Foi a primeira a alforriar escravo em Piracicaba. Martha Watts foi a Petrópolis e lá instalou outra escola, em 1895, com o nome de Colégio Americano de Petrópolis. Ela participou ainda da organização do Instituto Metodista Izabela Hendrix fundado em 5 de outubro de 1904. Em sua homenagem,  na Unimep, tem o Centro Cultural Marta Watts.[21]

 

 

O celibato do “Estevão” do movimento metodista

 

“Celibato e Ministério Itinerante: Na época do início do metodismo, muitos pregadores itinerantes acreditavam que o casamento poderia ser um ‘obstáculo’ ao trabalho missionário. Walsh dedicou-se inteiramente à pregação, muitas vezes ao ar livre e sob condições climáticas severas, e ao estudo intenso das línguas bíblicas”.[22]

 

 

Thomas Walsh (1730-1759) nasceu em Ballylin, County Limerick, Irlanda. Era filho de um carpinteiro e de uma família católica. Aos 19 anos foi para a Igreja Anglicana.  Era professor em Limerick. 

Em 1749, o pregador metodista Robert Swindells foi pregar em Limerick e, dentre os ouvintes, estava Thomas Walsh que, em 1750, passou a frequentar a Sociedade Metodista em Newmarket. 

Depois de quatro meses nas reuniões, nasceu de novo em meio às orações e dos cânticos experimentando o verdadeiro poder e amor de Deus. 

Por causa de sua fé, foi ridicularizado por católicos e protestantes sendo chamado de hipócrita, louco, enganador, mas ele prosseguiu desejando ser ensinado mais a respeito de Cristo. Ele disse neste momento: "Desejei estar sempre na escola de Cristo, aprendendo as lições de Sua graça". 

Aproveitou que Wesley estava em uma excursão de três meses na Irlanda e lhe perguntou sobre o chamado de Deus que acreditava ter recebido. Wesley pediu que Thomas lhe enviasse um testemunho escrito de sua conversão e experiência espiritual. Depois, Wesley respondeu em uma nota: "Meu caro Irmão. É difícil julgar o que Deus tem chamado a você até que a experimentação seja feita. Portanto, quando tiverem oportunidade, poderão ir a Shronell e passar dois ou três dias com as pessoas ali. Fale com eles em irlandês”. 

Ele foi com um amigo andando trinta milhas para sua primeira pregação em Shronell, onde uma grande congregação se reuniu em um celeiro. 

Thomas pregou sobre Romanos 3.28: "Portanto concluímos que um homem é justificado pela fé sem as obras da lei”. 

Ele pregava em irlandês e inglês e se tornou um evangelista talentoso e determinado. Era destemido e foi preso na cidade de Bandon, mas continuou a pregar a partir da janela da cela. Em 1753, Wesley o nomeou para a itinerância* inglesa. 

Em suas pregações, alguns zombavam e outros se voltaram para o Senhor. Sentindo o chamado ardente de Deus, ele se entregou ao ministério do Evangelho pregando duas vezes por dia em Limerick com grande poder. As pessoas que o ouviam começaram a ter profunda convicção do pecado e eram convertidas. 

 

“Celibato e Ministério Itinerante: Na época do início do metodismo, muitos pregadores itinerantes acreditavam que o casamento poderia ser um "obstáculo" ao trabalho missionário. Walsh dedicou-se inteiramente à pregação, muitas vezes ao ar livre e sob condições climáticas severas, e ao estudo intenso das línguas bíblicas”.[23]

Deixou seu trabalho de professor e viajou por outras partes do sul da Irlanda pregando duas a três vezes por dia. Pregava nas montanhas e estradas, prados, casas particulares, prisões e navios. 

“Multidões de todas as denominações vinham ouvi-lo pregar. Em cidades de campo muitas pessoas pararam para escutá-lo por curiosidade, mas logo foram encontradas chorando”. Os pobres caíam de joelhos clamando pela misericórdia de Deus. 

Além da língua irlandesa, sabia o inglês, latim, grego e hebraico. “Os sacerdotes e outros inimigos do Evangelho ficaram indignados com o seu sucesso e influência e assim começaram a espalhar relatórios falsos e rumores sobre ele. Isso não funcionou. Então, multidões foram agitadas contra ele. Frequentemente era atacado com varas e pedras; mesmo enquanto pregava, teria de fugir da vida de uma turba arremessadora de pedras”. 

Em janeiro de 1752, viajava para Roscrea e um grupo de homens armados com paus e pedras, que haviam feito um juramento para prejudicá-lo,  o levou cativo. Eles trouxeram um padre católico e protestante fora da cidade na esperança que ele rejeitasse o metodismo. Como Estevão foi sábio em respostas e os confundiu. Então, eles prometeram deixá-lo ir desde que não voltasse mais à Roscrea. Ele respondeu que preferiria morrer a fazer isso. Foi levado para a cidade, onde ameaçaram jogá-lo em um poço, se ele não prometesse que ele não voltaria. Mais uma vez recusou. 

Um ministro local veio em seu auxílio e o escoltou com segurança. Mas Thomas era destemido como Estevão e logo foi para a rua. Em meio da multidão do mercado pregou ousadamente o Evangelho. A multidão o pegou violentamente e o jogou para fora da cidade. Em seu cavalo levantou a voz em oração a Deus. Thomas não desistiu e voltou, mais tarde, onde alguns haviam crido e assim formou uma Sociedade Metodista.  

Por volta de 1752, era um dos únicos nove pregadores itinerantes metodistas existentes na terra. 

Em maio de 1754, Thomas Walsh pregou em Londres, ao ar livre, para grandes multidões em sua própria língua. Uma semana depois, pregou em Moorfeilds, em irlandês e inglês. 

“Walsh voltou de Londres para Cork, onde teve uma boa audição de grandes multidões de católicos que o ouviram com alegria mesmo que os sacerdotes fizessem tudo o que estava ao seu alcance para o impedir”. 

Wesley disse que não conhecia nenhum pregador que em tão poucos anos Deus usasse para converter tantas pessoas. Wesley disse também: "Tal mestre de conhecimento bíblico que eu nunca vi antes, e nunca esperaria ver novamente." 

Thomas era fervoroso na Palavra e orações. Ele chorava ao ver as pessoas se voltarem para Cristo. 

Caiu gravemente enfermo, mas logo depois continuou a pregar. 

Em 1756, visitou Newtownards para pregar e uma multidão o arrastou pelas ruas. Conseguiu se libertar e, depois, fez outra tentativa de pregar, mas foi atacado por essa multidão e correu para salvar sua vida indo pelos campos até as montanhas se encharcando completamente, o que certamente piorou sua saúde. 

Em 1758 morreu em Dublin em um quarto na capela da Rua de Whitefriar. 

Em 1762, James Morgan escreveu, em Londres, o livro “A vida e a morte de Mr.Thomas Walsh”. 

João Wesley declarou que com seis homens como Thomas Walsh teria virado a Irlanda de cabeça para baixo.[24]

“Walsh é amplamente lembrado na história do metodismo por sua devoção extrema e vida ascética, o que contribuiu para sua morte prematura aos 28 anos devido à exaustão e tuberculose (então chamada de "consumo")”.[25]

 

 

O celibato da primeira mulher a falar no Capitólio

 

 Ela dedicou sua vida inteira à causa missionária e abolicionista, acreditando que o casamento poderia ser um impedimento para o seu chamado divino de viajar e pregar”. 

 

Dorothy Ripley (1767-1832) nasceu em Whitby, Yorkshire, na Inglaterra. Seu pai enfrentou a pobreza. Foi um mestre pedreiro e um pregador metodista que acompanhou Wesley e construiu a primeira Igreja Metodista em Whithy. Dorothy conheceu Wesley e seus pregadores na casa de seu pai. 

Em 1797, ela teve uma forte experiência espiritual e sentiu que Deus lhe havia ordenado a deixar sua casa na Inglaterra e viajar para os EUA em uma missão para ajudar os escravos africanos. Foi a pé até Londres, onde conseguiu embarcar. 

Em 1802, viajou para Washington para falar com o presidente Jefferson, especialmente sobre seu desejo de ajudar as mulheres escravas e o desafiou a ter compaixão de seus 300 escravos. 

Este fato abriu as portas para ser a primeira mulher a falar, em 12 de janeiro de 1806, na Câmara de Representantes, na presença do presidente Thomas Jefferson. Fez sua base em Charleston, a fortaleza da escravidão americana do sul. 

Sua teologia wesleyana se revela na sua pregação sobre a justiça social, doutrina de expiação que assume a salvação universal, a garantia da nossa salvação e doutrina da santidade de Wesley. Proclamou "o anúncio jubiloso de salvação" para crianças etíopes e se envolveu na reforma das prisões. 

Ela se reuniu com Thomas Jefferson, presidente dos EUA, pregou em várias igrejas e escreveu vários livros. Em 12 de janeiro de 1806, ela se tornou a primeira mulher a pregar no Capitólio* EUA. 

Lutou também contra a imoralidade da pena de morte. Em 1818, abriu a primeira capela metodista no condado de Bingham em Nottinghamshire. Foi presa acusada de incitar motins. 

Dorothy era uma mulher de oração. 

Apesar de ser filha de um pregador metodista, ela se identificava como uma Quaker. 

Foi pregadora, escritora e missionária que passou 30 anos nos EUA e atravessou o Oceano Atlântico nove vezes procurando melhorar a vida dos escravos. Pregou em várias Igrejas e escreveu vários livros.[26] 

“Ela dedicou sua vida inteira à causa missionária e abolicionista, acreditando que o casamento poderia ser um impedimento para o seu chamado divino de viajar e pregar”.[27]

 


O celibato de uma jovem rica em generosidade

 

“Ela foi uma jovem rica e devota do movimento metodista que, de fato, nunca se casou. Sua vida é frequentemente lembrada na história do metodismo devido à sua profunda amizade com John Wesley, o fundador do movimento.” 

 

 

Margaret Lewen (1742-1766) nasceu em Leytonshire, Inglaterra.  

Era uma jovem devotada, rica em propriedades, mas pobre em saúde com problema cardíaco. 

As visitas de João Wesley faziam mais bem do que as visitas de todos os seus médicos, disse seu pai. 

Wesley conheceu Margaret Lewen, em 1764. Ela tinha apenas vinte e dois anos e grande riqueza. Seu rendimento anual era de 600 libras. 

Wesley e Margaret desenvolveram uma amizade. Margaret encontrou a paz com Deus e se juntou aos metodistas. 

Foi introduzida por João Wesley, em Durham, e alguns meses mais tarde, em Newcastle, em maio de 1764. 

Foi membro também da sociedade Metodista de Londres. 

Wesley a visitava e, quando não podia, escrevia cartas, como a “Carta a Margaret Lewen (junho de 1764)”. 

Em 20 de março de 1765, Wesley escreveu: "M. Lewen levou-me em um post-chaise (carruagem)* para Derby [De Birmingham]”. No dia 8 de abril, em Durham, seu pai, agradeceu a Wesley por toda sua assistência espiritual para sua filha. 

Em dezembro de 1765, aos 62 anos, Wesley caiu de seu cavalo e Margaret Lewen soube. Ela, então, ofereceu-lhe uma carruagem e dois cavalos. Assim, Wesley inaugurou uma nova forma de viajar. 

Lewin, que sofria de doença cardíaca grave, aconselhada pelo seu pai, mudou-se para Londres, em abril de 1765, e se instalou no orfanato/comunidade de Leytonstone. 

O orfanato era dirigido pela metodista Mary Bosanquet e Sarah Ryan onde ajudou no orfanato. 

Seu propósito era estar em maior comunhão com Wesley e os metodistas. 

Ela morreu em Leytonstone, em 30 de outubro de 1766. 

Em seu testamento, deixou £1000 para João Wesley e £2000 para Mary Bosanquet, que dirigia o orfanato, mas seu desejo era doar mais ainda. 

Wesley escreveu em seu diário, em novembro de 1776: 

"Achei necessário apressar-me a Leytonshire, mas cheguei tarde demais. Miss Lewen morreu no dia anterior, testemunhando essa boa confissão (...). 

Assim morreu Margaret Lewen** um padrão para todas as mulheres jovens de fortuna na Inglaterra, uma verdadeira cristã da Bíblia. Ela descansa de seus trabalhos e seus trabalhos a seguem." 

Em 1777, Wesley recebeu um legado grato de mil libras provavelmente a maior soma que ele já teve em sua posse e começou imediatamente a dar tudo para os pobres. 

Wesley disse: "Eu sou mordomo de Deus para os pobres." 

Ele disse: “Você não considera que o dinheiro nunca fica comigo, ele me queimaria, se o fizesse. Eu o descarto das minhas mãos o mais rápido possível para que não encontre um caminho para dentro do meu coração." 

“Ela foi uma jovem rica e devota do movimento metodista que, de fato, nunca se casou. Sua vida é frequentemente lembrada na história do metodismo devido à sua profunda amizade com John Wesley, o fundador do movimento.”[28] 

Ela era considerada um influente membro da Sociedade Metodista de Londres.[29]

 

 

O celibato da premiada jornalista e apresentadora de televisão

 

“Gwen Ifill nunca se casou e não teve filhos [1, 2]. Ela era muito reservada sobre sua vida pessoal, focando quase inteiramente em sua prolífica carreira no jornalismo, onde quebrou barreiras como uma das mulheres negras mais influentes da mídia americana”.  

 

Filha de Oliver Urcille Ifill,  pastor da Igreja Metodista Episcopal Africana, imigrante do Panamá, e de Eleanor Ifill, que nasceu em Barbados, Gwen Ifill (1955-2016) nasceu                                                              em Queens, Nova Iorque, EUA.  

Por seu pai ser pastor metodista e itinerante, Gwen Ifill viveu na Pensilvânia,  Massachusetts, Buffalo e Nova York.  Em 1977, ela se formou com um Bacharel de Artes em Comunicação pela Simmons College, em Boston, Massachusetts. Depois de se formar foi trabalhar para o Boston Herald-americana como uma repórter. 

Gwen Ifill trabalhou para o Baltimore Evening Sun (1981-1984), The Washington Post (1984-1991), The New York Times (1991-1994), e NBC. 

Ela é uma analista política. Foi a moderadora dos debates vice-presidenciais de 2004 e 2008. Em 2009 lançou o livro The Breakthrough: Politics and Race na idade de Obama. 

Em outubro de 1999, ela tornou-se o moderador do programa PBS Washington Week in Review. Ela é correspondente sênior para a PBS NewsHour. Ifill tem aparecido em vários programas de notícias, incluindo Meet the Press. 

Ela fez parte do conselho do Instituto Harvard de Política, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, o Museu da Televisão e Rádio, e da Universidade de Philip Merrill Faculdade de Jornalismo de Maryland. 

Em de 2011, Gwen Ifill foi feita um membro honorário da Delta Sigma Theta. Gwen Ifill já recebeu 15 títulos honorários. Ela foi membro do conselho de várias organizações. 

“Gwen Ifill nunca se casou e não teve filhos [1, 2]. Ela era muito reservada sobre sua vida pessoal, focando quase inteiramente em sua prolífica carreira no jornalismo, onde quebrou barreiras como uma das mulheres negras mais influentes da mídia americana”.[30]

 

  

 



[1] Visão geral do IA do Google

[2] Visão geral do IA do Google

[3] Visão geral do IA do Google

[4] Visão geral do IA do Google

[5] Visão geral criada por IA

[6] http://www.umc.org/what-we-believe/marriage-or-the-single-life-advice-from-john-wesley

[7] LELIÈVRE, Mateo. João Wesley - Sua vida e obra. São Paulo: Editora Vida, 1997, p.194.

[8] Wesley, seu próprio historiador. https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley, seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870.

[9]Wesley, seu próprio historiador. https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley, seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870.

[10] https://cafeebonslivros.home.blog/ 2015/10/10/a-esposa-de-joao-wesley-2/

[11] https://www.mywesleyanmethodists.org.uk/content/people-2/lay_people/hannah-ball-friend-john-wesley-founder-first-sunday-school

[12] LUCCOCK, Halford E.Linha de Esplendor sem fim.  Junta Geral de Educação Cristã da Igreja Metodista do Brasil, p. 86.

[13] https://www.mywesleyanmethodists.org.uk/content/people-2/lay_people/hannah-ball-friend-john-wesley-founder-first-sunday-school

[14] https://www.mywesleyanmethodists.org.uk/content/people-2/lay_people/hannah-ball-friend-john-wesley-founder-first-sunday-school

[15] https://www.mywesleyanmethodists.org.uk/content/people-2/lay_people/hannah-ball-friend-john-wesley-founder-first-sunday-school

[16] https://teologiahistoriavidacrista.wordpress.com/2 2017/12/13/a-historia-da-escola-biblica-dominical/

[18] Modo IA do Google

[19] Crédito foto: Delaware Historical Society. Fonte foto: http://www.delawaretoday.com/Delaware-Today/February-2015/Founder-of-US-Methodism-Sought-Refuge-in-Delaware/

Pesquisa: www.en.wikipedia.org/wiki/Francis_Asbury‎

www.christianitytoday.com/ch/.../asbury.htm

www.wesley.nnu.edu/other-theologians/francis-asbury

www.archive.org ›... › The American Methodism Project‎

[20] Visão geral criada por IA do Google

[21] http://exemplosdahistoria.blogspot.com.br/2012/11/martha-watts.html

http://www.piracicabano.com.br/php/v8modcomunicin.php?codigo=4380&modulo=COLNOT&stscab=off

LANDER, J.M. O Granbery. Expositor Christão. Rio de Janeiro, 27 de julho de 1899, v. XII, nº30, p.8.

Missionários em Sessão. Expositor Christão. Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 1891, v. VI, nº10, p.1.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Universit%C3%A1rio_Metodista_Izabela_Hendrix

http://www.almg.gov.br/dia/A_2004/11/L061104.htm.http://www.piracicabano.com.br/php/v8modcomunicin.php?codigo=4380&modulo=COLNOT&stscab=off

 p.

REILY, Duncan A.História Documental do Protestantismo no Brasil. ASTE, 1984, p. 90-1.

MESQUITA, Peri – TAVARES, Luciana. Mulheres Missionárias Metodistas e a Educação no Brasil, de 1880 a 1930: A Educação da Elite Republicana. www2.pucpr.br/reol/index.php/DIALOGO?dd1=675&dd99=pdf

http://www.camarapiracicaba.sp.gov.br/camara07/index8.asp?id=1040 

[22] Visão geral do IA do Google

[23] Visão geral do IA do Google

[25] Visão geral do IA do Google    

[26] *O Capitólio é o local de reunião do Congresso estadunidense, formado peloSenado (câmara alta) e pela Câmara dos Representantes (câmara baixa). https://pt.wikipedia.org/wiki/Capit%C3%B3lio_dos_Estados_Unidos

 http://www.cbeinternational.org/files/u1/free-art/brp171_her_own_story.pdf

https://en.wikipedia.org/wiki/Dorothy_Ripley

https://personalpedia.wordpress.com/2008/06/10/dorothy-ripley-1767-1832-believe-it-or-not/

http://www.politico.com/story/2015/01/this-day-in-politics-114159

[27] Visão geral do IA do Google

[28] Visão geral do IA do Google

[29]*Carruagem, quatro rodas, carro fechado, contendo um assento para dois ou três passageiros, que era popular na Inglaterra do século 18 (https://global.britannica.com/technology/post-chaise).

** Lewen é referida nos trabalhos de Wesley, vol.Ii. 205, 207, 208, 268; Vol. Xii. 131, 309. 

 https://biblicalstudies.org.uk/pdf/whs/07-3.pdf

https://archive.org/stream/briefchronicleof00cain/briefchronicleof00cain_djvu.txt

http://www.library.manchester.ac.uk/search-resources/guide-to-special-collections/methodist/using-the-collections/biographicalindex/labdon-lushington/header-title-max-32-words-365509-en.htm

http://www.methodist.org.uk/media/604919/epworth-review-theruleofchristianfaithpracticeandhope-0411.pdf

http://www.imarc.cc/buletins/history10.html

https://books.google.com.br/books?id=SeoJkEYP-hwC&pg=PA17&lpg=PA17&dq=margaret+lewen+methodist+wesley&source=bl&ots=2fXcYkKcOQ&sig=QwtNVaLCjCdxS8mfQxYrixNixZc&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjOlfycyLXRAhXLPpAKHTNUARgQ6AEIJDAB#v=onepage&q=margaret%20lewen%20methodist%20wesley&f=false

http://www.lauriehaller.org/money-never-stays-with-me/

https://barefootpreachr.wordpress.com/category/church/methodist/john-wesley/ 

[30] Visão geral do IA do Google

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