Casais de coração aquecido no serviço ao
Reino de Deus
Odilon Massolar Chaves
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Art. 184 do Código Penal e Lei 96710 de 19 de
fevereiro de 1998.
Livros publicados na Biblioteca Digital Wesleyana:
754
Livros publicados pelo autor: 798
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Capa: 2011/04/dia-do-pastor-e-da-pastora-metodista.html
Toda gloria a Deus!
Odilon Massolar Chaves é pastor metodista
aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São
Paulo.
Filho do rev.
Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.
É casado com RoseMary.
Tem duas filhas: Liliana e Luciana.
Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na
Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos
dias.
Foi editor do jornal oficial metodista e
coordenador de Curso de Teologia.
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Índice
· Introdução
· Destaques dos capítulos do livro
· Mary Bosanquet e John Fletcher, união de dois
dos mais santos e dedicados do Movimento Metodista de Wesley
· Mary e Zacarias Barritt-Taft, em defesa do
ministério feminino
· Elizabeth e Samuel Evans, juntos em missões
itinerantes
· Annie Ayres Newman e J. J. Ransom, união de
duas linhagens pioneiras do metodismo brasileiro
· Derly e Ottilia Chaves, figuras centrais do
metodismo brasileiro
· Eunice e Charles Weaver, legado na
assistência social e educação no Brasil
· Marion e Anita Way, missionários com impactos
profundos no metodismo em Angola e Brasil
· Oleg e Yulia Starodubets, pastores
resilientes na Ucrânia
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Introdução
”Casais de coração aquecido no serviço ao Reino de Deus” é um livro de 37
páginas que destaca alguns casais do metodismo primitivo na Inglaterra e Brasil
bem como casais mais recentes.
É comum em nosso tempo haver casais que se tornaram pastores e servem na
mesma igreja local ou em igrejas locais diferentes.
É comum também pastores cujas esposas são chamadas de pastoras por serem
dedicadas e líderes no serviço do Senhor.
Os missionários geralmente têm em suas esposas mulheres missionárias dedicadíssimas
tanto no ministério da educação, música, infantil, etc. É creditado à
missionária Anita Way a criação da Escola Bíblica de Férias do metodismo em
Angola.
Aqui destacamos casais diversos que tiveram uma importância histórica.
Destacamos ainda um casal de pastores atual na Ucrânia, Oleg e Yulia
Starodubets.
Um estudo que pode ser também utilizado em célula de casais ou encontros
de pastores e pastores.
O Autor
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Destaques dos capítulos do livro
Mary
Bosanquet e John Fletcher, união de dois dos mais santos e dedicados do
Movimento Metodista de Wesley
Mary Bosanquet e John Fletcher foram
figuras centrais e influentes no movimento metodista do século XVIII, atuando
como colaboradores próximos de John Wesley. O
casamento entre os dois em 1781 foi visto pela comunidade metodista como a
união de dois dos seus membros mais santos e dedicados. [1]
Mary e Zacarias Barritt-Taft, em
defesa do ministério feminino
Mary Barritt Taft (1772–1851) e seu marido, Zacarias Taft (1772–1848),
foram figuras fundamentais na defesa e prática do ministério feminino dentro do
metodismo britânico no início do século XIX.
Enquanto Mary atuava como uma evangelista proeminente, pregando para multidões
apesar das restrições oficiais, Zacarias utilizava sua posição como ministro
para documentar e legitimar o ministério de mulheres santas. [2]
Elizabeth e
Samuel Evans, juntos em missões itinerantes
Elizabeth e Samuel Evans foram importantes
pregadores leigos metodistas na Inglaterra do século XIX, conhecidos
principalmente por terem servido de inspiração para personagens centrais do
primeiro romance de George Eliot (Mary Ann Evans), intitulado Adam Bede (1859).[3]
Annie Ayres Newman
e J. J. Ransom, união de duas linhagens pioneiras do metodismo brasileiro
A união entre Annie Ayres Newman e o Rev.
John James Ransom (J. J. Ransom) representa o encontro de
duas figuras fundamentais na consolidação do metodismo permanente no Brasil
durante o século XIX. [4]
Derly e
Ottilia Chaves, figuras centrais do metodismo brasileiro
Derly
Azevedo Chaves e Ottilia de Oliveira Chaves foram
figuras centrais no metodismo brasileiro, desempenhando papéis fundamentais na
consolidação da autonomia da Igreja Metodista do Brasil em 1930 e no
fortalecimento de suas instituições educacionais e sociais. [5]
Eunice e
Charles Weaver, legado na assistência social e educação no Brasil
Charles
teve um papel de destaque na gestão de instituições de ensino metodistas no
Brasil.
Eunice
Weaver (1902–1969) e Charles Anderson Weaver foram figuras fundamentais na
assistência social e na educação no Brasil, com uma trajetória profundamente
ligada à Igreja Metodista. [6]
Marion e Anita Way, missionários com impactos profundos no metodismo em Angola e Brasil
O legado dos missionários americanos Marion e Anita Way na
Igreja Metodista é marcado por mais de seis décadas de dedicação ao serviço
social e à evangelização, com impactos profundos no Brasil e na África. O casal é amplamente reconhecido por unir a pregação
do Evangelho a ações concretas de dignidade humana e justiça social. [7]
Oleg e Yulia
Starodubets, pastores
resilientes na Ucrânia
Oleg e Yulia Starodubets são pastores
associados à Conferência Provisória da Ucrânia-Moldávia, conforme registros da
United Methodist Church (UMC). Eles atuam na
região em um contexto de resiliência e adaptação, especialmente considerando os
desafios enfrentados pela liderança religiosa na área desde 2014.[8]
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Mary
Bosanquet e John Fletcher, união de dois dos mais santos e dedicados do Movimento
Metodista de Wesley
Mary Bosanquet e John Fletcher foram
figuras centrais e influentes no movimento metodista do século XVIII, atuando
como colaboradores próximos de John Wesley. O
casamento entre os dois em 1781 foi visto pela comunidade metodista como a
união de dois dos seus membros mais santos e dedicados. [9]
Mary Bosanquet (1739-1815) nasceu em
Leytonstone, Waltham Forest, Londres, Inglaterra. Seus pais, Samuel e Mary,
eram ricos e huguenotes.[10]
Eram de origem francesa. Sua família era da alta sociedade e um dos seus irmãos
era diretor do Banco da Inglaterra.
Seu interesse pelo
metodismo começou aos seis anos com uma empregada metodista.[11]
Quando tinha treze anos, sua irmã mais velha a apresentou a um membro
da London Foundery Society, a Sra. Lefevre. Isso despertou seu
interesse pelo metodismo. Começou a rejeitar seu estilo de vida luxuoso e
passou a se vestir de maneira simples.[12]
Aos 21 anos, em 1760,
aborreceu seus pais ao se recusar se casar com um jovem rico. Ela deixou seus
pais e foi para uma propriedade da família em Leytonstone. Em 1763, decidiu
usar sua riqueza para ajudar aos carentes. Criou uma comunidade com a metodista
Sarah Ryan para cuidar de crianças e adultos carentes. Os pregadores metodistas
itinerantes encontravam ali repouso. A casa se tornou uma escola, orfanato,
hospital e hospedaria. “Em junho de 1768, a fim de estabelecer o trabalho em
uma base financeira mais segura, a comunidade mudou-se para Cross Hall”.[13]
Ela foi uma das primeiras diaconisas metodista.[14]
Em 1771, escreveu uma
carta para Wesley dizendo que tinha o chamado para pregar e solicitou
conselhos. Wesley respondeu: “Minha querida irmã: Acho que a força de sua causa
reside no seguinte: a chamada extraordinária que você tem. Eu estou tão certo
disso, pois tem cada um dos nossos pregadores leigos; Caso contrário, nenhuma
maneira que eu poderia aceitar sua pregação. É muito claro para mim a
dispensação extraordinária de Sua providência (...). Continuo, minha querida
irmã, Seu irmão amoroso, João Wesley."
Bosanquet se casou, em
1781, com John William Fletcher (1729-1785), nascido na Suiça e de origem
huguenote. Era grande líder do metodismo e amigo de Wesley. Em 1781, Fletcher
pegou uma correspondência de Mary Bosanquet. Eles haviam se conhecido no final
da década de 1770. Quando se conheceram, Fletcher considerou propor
casamento a Bosanquet, mas pensou que ela era muito rica para aceitar sua
proposta, e que ele se dedicaria melhor a Deus”.[15]
“Fletcher era conhecido na
Grã-Bretanha de sua época por sua piedade e generosidade; quando perguntado se
ele tinha alguma necessidade, ele respondeu: “(…) Eu não quero nada, mas mais
graça.” [16]
Durante os quatro anos de
casados, foram muito felizes e abriram novos pontos de pregação em Madeley. Ele
havia servido em West Midlands, pela primeira vez por vinte e cinco anos
(1760-1785), onde viveu e trabalhou com devoção e zelo, descrito por Bosanquet
"trabalhos sem precedentes".[17] Após
a morte de Fletcher, Bosanquet continuou o trabalho de seu marido na
paróquia. Isso ela fez pelos trinta anos seguintes. Ela morreu na
paróquia e foi enterrada no mesmo túmulo que seu marido em dezembro de 1815.[18]
Bosanquet era conhecida
como "Mãe em Israel", um termo metodista de honra, por seu trabalho
em espalhar a religião pela Inglaterra.[19]
Em 14 de agosto de 1815,
ela escreveu: "Trinta anos neste dia eu bebi a taça amarga e fechei os
olhos de meu amado marido, e agora eu mesmo estou morrendo, Senhor, prepara-me,
sinto a morte muito perto. Aguardo, e desejo voar para o seio do meu Deus!".
Mary Bosanquet disse: “Desde criança que sempre acreditei que Deus tinha em
mente um trabalho para mim, através do qual seria muito abençoada se fosse
fiel. “Muitas vezes ansiei intensamente por uma conformidade interior e
exterior para com a vontade de Deus, desejando muito viver como os primeiros
cristãos viveram, quando todos aqueles que eram crentes partilhavam o mesmo
espírito e não consideravam nenhumas das suas possessões como algo que lhes
pertencesse pessoalmente”.
Mary e Zacarias Barritt-Taft, em
defesa do ministério feminino
Mary Barritt Taft (1772–1851) e seu marido, Zacarias Taft (1772–1848),
foram figuras fundamentais na defesa e prática do ministério feminino dentro do
metodismo britânico no início do século XIX.
Enquanto Mary atuava como uma evangelista proeminente, pregando para multidões
apesar das restrições oficiais, Zacarias utilizava sua posição como ministro
para documentar e legitimar o ministério de mulheres santas. [20]
Mary Barritt-Taft (1772-1851),
nasceu em Lancashire, Inglaterra, em 12 de agosto 1772. Filha de John Barritt,
não crente, e de Mary, uma metodista, tinha uma irmã e cinco irmãos.
Seu irmão John era um pregador itinerante
wesleyano. Apesar da resistência do pai, Mary e seu irmão mais velho John
entraram para o metodismo. Aos 17 anos, ela já era ativa.
Em 1802, ela se casou com o reverendo Zacharias
Taft, pastor metodista desde 1801, com quem viajou e pregou.
Zacharias foi um grande protagonista da defesa de
mulheres pregadoras. Em 1803, ele publicou Pensamentos sobre pregações
femininas. Em 1809, defendeu a base bíblica do ministério feminino.
Os dois exerceram um ministério comum de pregação.
Mary converteu diversas pessoas, que se tornaram
pastores wesleyanos. Os convertidos com sua pregação da década de 1790 foram os
futuros ministros Thomas Jackson, Robert Newton e Joseph Taylor. Em 1827,
chegou a publicar um relato de seu trabalho como um evangelista.
Em 1803, as mulheres passaram a ter maiores
dificuldades para pregar por decisão da Conferência da Igreja. Algumas
ignoraram os obstáculos e continuaram a pregar. A mais famosa foi Mary
Barritt-Taft.
Ela inspirava as congregações com sua pregação. Em
1827, publicou Memórias da vida da Sra. Mary Taft, anteriormente
senhorita Barritt, que foi vendido com fins beneficentes.
Foi a pregadora mais conhecida de sua geração com
um ministério extremamente bem-sucedido por cinquenta anos.[21]
Elizabeth e Samuel Evans, juntos em missões
itinerantes
Elizabeth e
Samuel Evans foram importantes pregadores leigos metodistas na Inglaterra do
século XIX, conhecidos principalmente por terem servido de inspiração para
personagens centrais do primeiro romance de George Eliot (Mary Ann Evans), intitulado Adam Bede (1859).[22]
Elizabeth Evans
(1776-1849) nasceu em Newbold, Inglaterra. Era filha de Thomas e Mary
Tomlinson.
Ficou órfã
de mãe antes de um ano de vida. Em seu leito de morte, Mary a entregou ao
Senhor.
O pai de
Evans era membro da Sociedade Wesleyana de Griffydam e, desde cedo, Evans foi
levada à capela. Começou a trabalhar com 14 anos, em Derby. Depois se mudou
para Nottingham para trabalhar como mecânica de rendas, que exigia grande
destreza.
Aos vinte e
dois anos, em 1797, foi a uma casa de reunião dos wesleyanos, onde o Rev.
George Smith ministrava e ela teve uma profunda experiência espiritual
começando uma nova vida.
Evans
passou a ministrar aos doentes, pobres e presos. Sua missão em Derbyshire do
Sul teve oposição do ministro local. Mas ela pregou em todos os lugares levando
muitos ao Senhor.
Pregando em
Ashbourne, o pregador local e líder de classe Samuel Evans a cortejou e se
casou com ela, em 1804.
“Samuel
Evans (1777–1858) “era um zeloso pregador local e líder de classe na Sociedade
Metodista. Ele e Elizabeth casaram-se em 1804 e frequentemente pregavam juntos
em missões itinerantes pelas regiões de Derbyshire e Staffordshire”. [23]
Os dois
passaram a pregar em diversos lugares, dentre eles, Derby, Royston, Ellastone e
Millhouse.
Às vezes,
andavam 15 milhas em um domingo para pregar. Hugh Bourne, co-fundador do
Movimento Metodista Primitivo, ficou impressionado ao ouvi-los pregar em
Wooton.
Em 1819,
Evans e Samuel se estabeleceram em Wirksworth, onde participaram de um grande
avivamento.
Na época,
havia oposição às mulheres pregarem. Isso os fez deixar os “wesleyanos” e se
unir aos “metodistas arminianos”. Contudo, no final da vida, eles voltaram a se
unir aos “wesleyanos”.
Evans se
tornou uma das grandes pregadoras do século XIX e foi imortalizada no romance
Adam Bede (1859) de Mary Evans, sobrinha de Samuel, que escreveu sob o
pseudônimo de George Eliot.
Em seu
romance, a pregadora Dinah Morris do memorável sermão de Hayslope é Elizabeth
Evans. O romance Adam Bede foi transformado em um filme mudo britânico, em
1918.
Em 1991, um
novo filme Adam Bede foi produzido com sucesso.[24]
Annie Ayres Newman
e J. J. Ransom, união de duas linhagens pioneiras do metodismo brasileiro
A união entre Annie Ayres Newman e o Rev.
John James Ransom (J. J. Ransom) representa o encontro de
duas figuras fundamentais na consolidação do metodismo permanente no Brasil
durante o século XIX. [25]
Annie Newman (1856-1880)
nasceu em Livingston, Sumter County, Alabama, em 25 de dezembro de 1856. Ela
tinha apenas onze anos quando chegou ao Brasil.
Em maio de
1879, o pastor metodista Junius Newman fixou residência em Piracicaba onde suas
filhas Mary e Annie abriram um internato e externato começando com dez alunos e
no final do ano chegou a 40 alunos. É chamado o “precursor do Piracicabano”,
Colégio metodista em Piracicaba.
John James
Ransom chegou ao Brasil em 1876 e foi o primeiro missionário oficial enviado
pela Junta de Missões da Igreja Metodista Episcopal do Sul (EUA) para o
Brasil.
“Ransom foi o
responsável por organizar e estruturar juridicamente a missão metodista,
fundando igrejas e instituições de ensino”. [26] Seu ministério ficou conhecido como “Missão
Ransom”.
Ranson procurou
Junius Newman depois que chegou ao Brasil. Ele chegou para assumir a Missão
Metodista no Brasil.
Annie, filha
de Junius Newman, foi a primeira professora de português de J.J.Ransom. Ele,
contudo, resolveu estudar português em Campinas onde lecionou inglês e grego no
Collegio Internacional fundado pelos presbiterianos.[27]
Na verdade, foi
Annie Newman quem começou a traduzir a literatura metodista para o português no
Brasil
Na verdade,
foi Annie Newman quem começou a traduzir a literatura metodista para o
português no Brasil. Ela traduziu alguns dos primeiros hinos para o português.
Ela também traduziu o Catecismo do Bispo McTyeire sobre o Governo da Igreja e o
Catecismo Wesleyano, nº 3, para o português”.[28]
Mais tarde,
Ransom escreveria com admiração sobre a capacidade de Annie de falar como os
brasileiros instruídos falavam.
Annie era uma pessoa maravilhosa. “Ransom descreveu a beleza do corpo e
da alma de Annie. Ele descreveu sua devoção espiritual, sua força e seu amor
pela Bíblia, escrevendo que ‘ela desejava ardentemente auxiliar no
aperfeiçoamento da tradução portuguesa das Sagradas Escrituras; seus estudos
por algum tempo antes de sua morte tinham sido direcionados para esse fim,
embora ninguém além de mim soubesse do fato, nem da incansável indústria que
ela exerceu sobre o domínio das línguas originais da Escritura. ‘Ela se
esforçou:’ A variedade, a multidão e frequentemente a complexidade de seus
compromissos assustariam uma mente mais fraca ou menos ordeira; mas durante
tudo isso ela se portou não apenas com uma compostura feminina, mas com um
espírito tão radiante e tão equânime que só poderia ser encontrado em alguém
cuja inspiração estava no Trono da Graça.”[29]
Newman contou
para Ransom sobre a conversão de Annie
aos seis anos de idade e Ransom descreveu
como a inocência e a beleza de Annie haviam causado uma profunda impressão em seu coração anos
atrás. Ele disse: “tenho certeza de nunca ter visto igual em qualquer outro.
‘Depois de concordar que ‘a vida de Annie, desde a infância, foi a mais
adorável e a mais bela que jamais esperei ver neste mundo".[30]
Annie era tão talentosa que, após se formar, foi procurada por várias
escolas brasileiras. “Ela aceitou um cargo de professora no Colégio Rangel
Pestana, que era uma escola feminina de elite em São Paulo que atendia a
algumas das famílias mais destacadas da província. Uma das alunas dessa escola
era filha de Prudente de Moraes, e foi enquanto ela lecionava nessa escola que
os irmãos Barros procuraram Junius Newman para abrir uma escola em Piracicaba”.[31]
Newman desde
Niterói desejava abrir uma escola no Brasil e se mudou para Piracicaba em 1879
para levar o projeto adiante e incentivou Annie a assumir.
O missionário
J.J. Ransom apoiou o projeto e, mais do que isso, fez um apelo para a
Associação Executiva Geral da Sociedade Missionária da Mulher da Igreja
Metodista Episcopal do Sul, que se reuniria em Louisville em 16 de maio-17 de
1879, “que, em resposta, havia prometido US $ 500 para a "escola de Miss
Newman". No ano seguinte, a Woman's Missionary Society alocou US $ 1.000
para "fins escolares" no Brasil.[32]
Annie com
relutância aceitou abrir assumir a escola, pois seu desejo era se casar no
final de ano com o missionário Ransom e ela seria a esposa de um missionário.
Também ela sabia que depois os dois iriam se mudar para o Rio de Janeiro.
Em 1877,
faleceu Mary, a esposa do rev. Newman. Dois anos depois, ele decidiu se mudar
para Piracicaba.[33]
No dia do seu
aniversário, 25 dezembro de 1879, Annie se casou com o missionário Ransom.
Ranson foi com
Annie morar no Rio de Janeiro e no dia 17 de julho[34]
de 1880 ela faleceu.[35]
Ransom e Annie oraram juntos - e então cantaram um hino: ‘Assim como eu
- sem um apelo ... Ó Cordeiro de Deus, eu venho, eu venho
Annie havia
sido atacada por uma febre amarela que persistiu por cinco meses. O fim estava
se aproximando.
Annie deixou
de lado sua caneta para sempre, “mas com seu último uso, ela deu a suas irmãs
da Igreja ME, do Sul, uma prova de quão profunda e ternamente ela amava o
trabalho para o qual alguns dias depois ela estava em algum sentido dar sua
vida. ‘Annie sofreu por dez dias. Os opiáceos a inclinaram a falar e ‘ela
contou sobre sua experiência cristã - como quando criança confiava em Deus com
uma fé tão infantil que hesitava em não pedir a ele qualquer coisa necessária’. Ransom e Annie oraram juntos - e então cantaram um hino:
‘Assim como eu - sem um apelo ... Ó Cordeiro de Deus, eu venho, eu venho!"[36]
O hino
“Just As I Am” todo diz:
Assim
como eu sou, sem um apelo
Mas que Teu sangue foi derramado por mim
E que Tu me oferecesses vir a Ti
O Cordeiro de Deus, eu venho! Eu vim!
Assim
como eu sou, embora jogado
Com muitos conflitos, muitas dúvidas
Lutas dentro e medos sem
O Cordeiro de Deus, eu venho, eu venho!
Assim
como eu sou pobre, miserável, cego
Visão, riquezas, cura da mente
Sim, tudo que preciso, em Ti para encontrar
O Cordeiro de Deus, eu venho, eu venho!
Assim
como eu sou, tu receberás
Bem-vindo, perdoe, limpe, alivie
Porque a tua promessa eu acredito
O Cordeiro de Deus, eu venho, eu venho!
Porque a tua promessa eu acredito
O Cordeiro de Deus, eu venho, eu venho![37]
Ransom ficou
abalado e foi passar um tempo nos EUA para se recuperar.
Em 1880,
Newman se casou com Lydia E. Barr.
Foi um período
de lutas. Em maio de 1883, Mary Newman e Leonor Smith, membros ativos da Igreja
em Piracicaba, retiraram-se para Santa Bárbara por causa de enfermidades. Mary
Newman se restabeleceu em Santa Bárbara. Depois abriu uma escola paroquial.[38]
Em 1890,
Junius Newman voltou para os EUA e faleceu em 1896.[39]
Ele deixou um legado. J.L.Kennedy falou de “quão grande dívida de gratidão o
nosso querido metodismo no Brasil tem para com este servo do nosso bom Deus”[40]
e J.J. Ransom disse: “(...) foi nosso irmão J.E.Newman a pessoas que mais
serviu de instrumento para que a nossa querida Igreja reiniciasse a sua
propaganda do bendito Evangelho no Brasil”.[41]
Uma história
de sonhos, lutas e legado do rev. Junius
Eastham Newman.
Sonho de
refazer a vida e ter a liberdade e a felicidade de volta.
Lutas pelas dificuldades
de estar em uma terra estranha e numa língua que não conhecia, mas ele veio com
fé e determinação. Luta porque perdeu a esposa e uma filha.
Legado, porque
lutou para implantar o metodismo permanente e insistiu com as autoridades
metodistas para enviarem missionários.
Temos uma
eterna gratidão ao rev. Newman e à sua família.
James Marshal Dawsey, autor de “Annie Ayres Newman Ransom (1856-1880) e
o Metodismo no Brasil”, publicado no livro “Methodist History” disse:
“Certamente, Annie Ayres deve ser lembrada como uma heroína do metodismo
brasileiro. O papel que ela desempenhou no estabelecimento do padrão de
educação metodista entre os filhos de brasileiros influentes marcou o futuro da
denominação no Brasil”.[42]
Annie também deixou um grande legado.
É considerada
uma heroína.
Derly e Ottilia Chaves, figuras
centrais do metodismo brasileiro
Derly Azevedo Chaves e Ottilia
de Oliveira Chaves foram figuras centrais no metodismo
brasileiro, desempenhando papéis fundamentais na consolidação da autonomia da
Igreja Metodista do Brasil em 1930 e no fortalecimento de suas instituições
educacionais e sociais. [43]
Ottilia de Oliveira
Chaves (1898–1983) nasceu em Santa Rita de
Cássia, Distrito de Tombos, Carangola. Era filha de Alves de Oliveira e
Francisca Gonçalves de Oliveira.[44]
Ottilia estudou Farmácia no Instituto Granbery, em Juiz
de Fora e se formou em 1915.
Derly de Azevedo Chaves
(1895-1988) nasceu em Rosário do Sul. Filho
de Ataliba da Rosa Chaves e
Etelvina de Azevedo Chaves.[45]
Derly era de origem católica. Na Igreja Metodista de Alegrete foi professor do colégio Metodista.
“Estudou no Instituto Granbery, de Juiz de Fora/MG, no qual se graduou
Bacharel em Ciências e Letras e em Teologia. Pós-graduou-se em Teologia pela
Emory University, na cidade de Atlanta, Estado da Geórgia/EUA”. [46]
Foi em Juiz de Fora que Derly conheceu e se casou com Ottilia. Estiveram nos EUA onde Derly estudou no Emory
University.
Em 1928, retornaram ao Brasil, para Juiz de Fora.
No Rio Grande do Sul, Derly foi pastor em São Borja,
Itaqui, São Luiz Gonzaga, Santa Maria e Cachoeira do Sul.
Foi vereador, deputado estadual e presidente da Câmara
Municipal de Porto Alegre, RS.
Foi reitor da Faculdade de Teologia do Instituto
Granbery, Juiz de Fora.
Já Ottília “lecionou no Colégio Granbery, fez
faculdade, graduando-se em 1936 no Curso de Educação Religiosa; lecionou
sociologia e psicologia na Faculdade de Pedagogia, e Educação Religiosa e
Sociologia na Faculdade de Teologia, ambas do Instituto Granbery.5 Neste período Otília também exerceu a presidência das
Federações das Sociedades de Senhoras Metodistas da Conferência do Sul (hoje,
conhecidas como II e VI Regiões Eclesiásticas) e da Conferência Anual
Brasileira (hoje, conhecida como I e IV Regiões Eclesiásticas)”.[47]
Ottília foi redatora da Voz Missionária. “O nome Voz
Missionária foi sugestão de Ottília Chaves, que se inspirou na revista
norte-americana ‘The Missionary Voice’. Segundo ela, seu nome está ligado ao
‘ideal missionário da mulher metodista, tendo por missão a propagação do
Evangelho, a divulgação de conhecimentos, de orientação, de educação, levando a
todos mensagens edificantes”. [48]
Ottilia “participou da Comissão Constituinte da Proclamação da Autonomia da Igreja
Metodista, em 1930, e de todos os Concílios Gerais até
1970/1971, sendo a primeira mulher brasileira eleita Presidente da Federação
Mundial de Senhoras Metodistas, no período de 1952-1956, onde se destacou pela
sua liderança e testemunho constante”.[49]
Alguns
anos mais tarde, Ottilia disse: “Considero como um dos maiores privilégios de
minha vida, no seio da Igreja Metodista, ter feito parte da Comissão que
declarou a sua autonomia e ter sido eleita para todos os Concílios Gerais,
desde o primeiro, ininterruptamente, até o bipartido Concílio de 1970-1971, que
reuniu, respectivamente, em Belo Horizonte e Rio de Janeiro”. [50]
Em 1939,
“o casal foi escolhido como representante das forças evangélicas do Brasil para
participar do Concílio Missionário Internacional de Madastra, Índia. Nesta
ocasião receberam vários convites que oportunizaram a passagem do casal por
diversas cidades da Europa, Egito e Terra Santa”. [51]
Em março de 1941, “Ottília é eleita presidente
da Federação das Sociedades de Senhoras do Sul. Durante esse período realizou
diversos trabalhos, incluindo o Lar Metodista, em Santa Maria; a Missão Caiuás;
a formação de um fundo conhecido como Cofre Adelaide Vurlod, que se destinava à
manutenção dos estudantes de teologia e ao auxílio à formação das diaconisas”.[52]
Em 1952,
Ottília foi eleita presidente da Federação Mundial de Senhoras Metodistas.
“Ela
também foi eleita como uma das nove vice-presidentes que formavam a Comissão
Executiva para o período de 1956-1961 (....) do Concílio Mundial de Igrejas
Metodistas”.
[53]
Em 1957,
Ottília recebeu o cargo de historiadora da Aliança das Mesas Redondas
Pan-americanas, e em 1958 foi eleita diretora geral desta organização.
Dentre as homenagens à
Ottilia, estão:
- Lar Ottilia Chaves em Porto Alegre,
RS, para idosos. Criado em 1956 com o nome de Mar Metodista que,
posteriormente, recebeu o nome de Lar Ottilia Chaves.
-
“Cátedra Otília Chaves” criada
em 1990 para “exercer atividades de ensino acadêmico e dar apoio às alunas da
Faculdade de Teologia da Igreja Metodista. Com o desenvolvimento do trabalho,
houve uma ampliação do projeto com assessorias e participação em atividades que
enfatizam a presença e a ação das mulheres nas igrejas e na sociedade. [54]
Eunice e Charles Weaver, legado
na assistência social e educação no Brasil
Charles teve um papel de
destaque na gestão de instituições de ensino metodistas no Brasil.
Eunice Weaver (1902–1969) e
Charles Anderson Weaver foram figuras fundamentais na assistência social e na
educação no Brasil, com uma trajetória profundamente ligada à Igreja Metodista. [55]
Eunice
Sousa Gabi Weaver (1902-1969) nasceu em São Miguel, São Paulo. Sua mãe era
portadora de hanseníase. Seus pais se mudaram para Uruguaiana (RS).
Ela
foi educada em escolas metodistas em Buenos Aires; no Colégio União, em
Uruguaiana, e em Piracicaba (SP), onde se formou em Educação Sanitária.
Charles
Anderson Weaver era um missionário norte-americano da Igreja Metodista. Ele era
viúvo e ex-diretor do Colégio União e diretor do Colégio Granbery da Igreja
Metodista, em Juiz de Fora (MG).
“Casamento
e Trabalho Filantrópico: Casou-se com Eunice
de Sousa Gabbi Weaver em 1927, tornando-se seu parceiro
também nas atividades de assistência social. Eunice Weaver tornou-se uma
das maiores líderes no combate à hanseníase (lepra) no Brasil e na criação de
educandários (preventórios) para filhos de hansenianos.
ICP (Instituto Central do Povo): Em julho de 1934,
foi nomeado pastor do Instituto Central do Povo (ICP), uma instituição
metodista no Rio de Janeiro”.[56]
Eunice
acompanhou o marido, que dirigiu a Universidade Flutuante da América do Norte,
num transatlântico, viajando por 42 países nos quais fez diversos cursos e
procurou conhecer os problemas da hanseníase, tendo conhecido Mahatma Gandhi.
Seu marido foi nomeado diretor do Instituto Central do Povo da Igreja
Metodista.
Fundou
a Sociedade de Assistência aos Lázaros e o Educandário Santa Maria, no Rio de
Janeiro. Em 1935, conseguiu junto ao presidente Getúlio Vargas auxílio oficial
para a obra. Viajou por todo o país divulgando a campanha da Federação das
Sociedades de Assistência aos Lázaros e Defesa contra a Lepra.
Foi a
primeira mulher a receber, no Brasil, a Ordem Nacional do Mérito, no grau de
comendador.
Publicou
livros e representou o Brasil em congressos internacionais sobre a hanseníase.
Organizou serviços assistenciais em diversos países. Recebeu o título de
“Cidadã Carioca”. Foi a delegada brasileira no 12º Congresso Mundial da ONU
(1967). Diversas instituições de assistência aos hansenianos levam o nome de
“Sociedade Eunice Weaver”. Seu oficio fúnebre foi na Igreja Metodista. Foi uma
das mulheres mais brilhantes do Brasil.[57]
Marion e Anita Way, missionários com impactos profundos no
metodismo em Angola e Brasil
O legado dos missionários americanos Marion e Anita Way na Igreja Metodista é marcado por mais de seis décadas de
dedicação ao serviço social e à evangelização, com impactos profundos no Brasil
e na África. O casal é amplamente reconhecido
por unir a pregação do Evangelho a ações concretas de dignidade humana e
justiça social. [58]
Marion e Anita Way serviram como missionários da Igreja Metodista Unida.
Anita Betts Way (1931-2024) “nasceu em 3
de dezembro de 1931 em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, filha de missionários
metodistas americanos que serviam à Igreja Metodista do Brasil desde 1919”.[59]
Anita teve sua formação básica no Brasil. De 1952 a
1956 cursou a universidade nos EUA onde se formou em música sacra e educação
cristã. Depois, foi para uma escola de treinamento missionário para leigos onde
conheceu o Mário Way.
Mário (1930- 2013) nasceu na Carolina do Sul, EUA,
filho de metodistas. “Participou no movimento Estudantil Universitário
Metodista dos Estados Unidos, cujo um dos objetivos era o fim da segregação
racial e a construção da justiça e fraternidade entre todas as etnias e povos.
Em 1951 formou-se em Pedagogia. Na Igreja trabalhou em muitos ministérios e
tarefas. Também em 1951 ficou sabendo que a Igreja estava procurando jovens que
tivessem experiência no trabalho com juventude para serem enviados a trabalhar em
várias partes da África. Sentindo o chamado de Deus na sua vida, foi enviado
pela Igreja para trabalhar em Angola, então uma colônia portuguesa na parte sul
do continente africano. Sua tarefa era basicamente organizar sociedades de
jovens, promovendo acampamentos, congressos, treinamentos; ajudando as igrejas
locais a formarem grupos de jovens. Participava regularmente de equipes de
pastores, professores, enfermeiras, etc... que visitavam as aldeias”.[60]
Marion serviu à Igreja Metodista de Angola até 1955, “quando então
retorna aos Estados Unidos para se fazer seu mestrado em Serviço Social, e
candidatar-se a ter um ministério permanente como missionário. Foi nessa época
que conheceu Anita”. [61]
Estudaram na mesma escola para missionários. Anita e Mário casaram-se em
1957 em Porto Alegre, Brasil, e passaram a lua de mel no Rio de Janeiro. Foi
quando visitaram o Instituto Central do Povo (ICP) e o Acampamento Clay. ‘Foi
amor a primeira vista’, dizem em relação ao ICP e ao Brasil. ‘Se não houvesse o
compromisso com Angola, gostaria de trabalhar aqui’, o Mário disse na ocasião”. [62]
Serviram como missionários em Angola “durante uma época em que as
igrejas metodistas eram rotineiramente acusadas de instigar o povo angolano a
trabalhar pela independência de Portugal”. [63]
Anita “desenvolveu um brilhante trabalho na área de
educação e música, no Centro Comunitário em Luanda”. [64]
“Marion desenvolveu vários programas, inclusive
capacitando as pessoas em diversas áreas, por exemplo, datilografia, costura,
aulas de inglês e conhecimentos de informática. Anita era responsável pela
educação, serviços de apoio cristão para crianças carentes, além de ser
professora de música. Ao longo dos anos servindo no Brasil, o casal estava
sempre atento às mudanças da sociedade. Em 1995, Anita foi nomeada para a
Equipe Regional de Trabalho com Crianças”.[65]
Marion ou Mário serviu em Angola de “1958-1961 até Marion ser detido,
preso e deportado junto com a esposa”.[66]
Marion foi preso por duas semanas “sendo acusado de conspiração;
posteriormente foi transferido para Portugal onde permaneceu durante três meses
sem acusação formal. Foi liberto e expulso do país. [67]
Em 1962 o casal foi enviado pela Junta de Ministérios Globais da Igreja
como missionários no Instituto Central do Povo – ICP”, [68] no
Brasil, onde serviram por mais de 50 anos.
O casal missionário, Marion (em memória) e Anita Way, recebeu o Prêmio
Metodista Mundial da Paz de 2013 em reconhecimento ao seu trabalho em Angola e
no Brasil.
O prêmio foi entregue em 12 de setembro de 2013, na Capela Wesley, em
Londres, Inglaterra, durante reunião do Conselho Metodista Mundial.[69]
“Ao longo de 54 anos de trabalho contínuo, o casal ajudou mais de 15.000
crianças e 45.000 famílias, e mais de 100.000 foram alcançadas por meio de seus
esforços. Eles usaram sua fé para ajudar na luta contra a opressão política, o
racismo e outros obstáculos ao longo de sua carreira”.[70]
Marion Way faleceu em 2013 e Anita em 2024.[71]
O “Colégio Estadual Missionário Mario Way”, em Inhoaíba, RJ, é uma
homenagem a Marion. Foi inaugurado em 2014.
A “Creche Comunitária Anita Way”, localizada no Morro da
Providência, RJ, é uma homenagem à Anita.
Oleg e Yulia Starodubets, pastores resilientes
na Ucrânia
Oleg e Yulia Starodubets são pastores
associados à Conferência Provisória da Ucrânia-Moldávia, conforme registros da
United Methodist Church (UMC). Eles atuam na
região em um contexto de resiliência e adaptação, especialmente considerando os
desafios enfrentados pela liderança religiosa na área desde 2014.[72]
Oleg e Yulia são conhecidos por sua liderança
espiritual e humanitária, especialmente após a invasão russa em 2022.
Oleg Starodubets nasceu em 14 de janeiro de 1980. [73]
Em 2018, Oleg se tornou pastor da Igreja Metodista Unida.
Em 2002, ele se casou com a Rev. Dra. Yulia Starodubets (Pastora e
Médica). Eles têm sido fonte de resistência, apoio e informações na guerra da
Rússia e Ucrânia.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.
"Fomos acordados do sono matinal profundo pelo
som de explosões e muitos telefonemas de amigos", disse o reverendo Oleg
Starodubets, superintendente distrital que enviou uma mensagem ao Notícias MU
de Kiev em 24 de fevereiro. "As pessoas pegaram seus entes queridos e
tentaram deixar as cidades."[74]
“Kiev, também Kiev, é a capital e a cidade mais populosa da Ucrânia. Localizada na parte centro-norte do país,
ela se estende por ambos os lados do rio Dnieper. Em 1º de janeiro de 2022, sua população era
de 2.952.301, tornando Kiev a sétima cidade mais populosa da Europa. Kiev é um
importante centro industrial, científico, educacional e cultural. É o lar de
muitas indústrias de alta tecnologia, instituições de ensino superior e marcos
históricos. A cidade possui um extenso sistema de transporte público e infraestrutura, incluindo o metrô de Kiev.”[75]
As reações de metodistas e
outros
Foras várias as reações de metodistas e demais evangélicos condenando a
invasão e pedindo paz.
Dentre eles, destacamos:
“O Conselho Metodista Mundial, atuando com a Federação Luterana Mundial
(FLM), a Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas (WCRC) e a Conferência das
Igrejas Europeias (CEC), condenou os
ataques à Ucrânia, pediu
oração pela paz e anunciou um culto
especial de oração pela paz na Quarta-feira de Cinzas.
Após a invasão, o Conselho Metodista Europeu emitiu uma oração pela
paz na Europa. A Igreja
Metodista na Grã-Bretanha postou sua própria
oração, juntamente com recursos adicionais de adoração.
Os bispos da IMU na Europa também pediram paz. O bispo Eduard Khegay,
cuja área episcopal inclui a Rússia e a Ucrânia, postou no
Facebook um dia
antes do ataque pedindo orações pela paz, condenando a guerra e levantando em
particular a congregação da IMU em Luhansk. Os meios de comunicação Metodistas
Unidos na Alemanha e na Suíça também compilaram reações”.[76]
Rev. Yulia
Starodubets
“Oleg e Yulia são pais felizes de filhas gêmeas. Eles têm 9 anos e seus
nomes Vita e Eva”.[77]
Oleg é Superintendente Distrital na Ucrânia. “Oleg atuou como SD da UMC
da Ásia Central. A Rev. Yulia Starodubets serve como pastora na Lighthouse UMC,
Kiev”.
Eles plantaram a Igreja Metodista Unida de Lighthouse em 2018.
No início da guerra, a Igreja Metodista Unida na Ucrânia era composta
por dez igrejas e 350 membros ativos.[78]
Muitos têm ido embora.
Rev. Yulia Starodubets disse: "Temos mães de soldados mortos",
disse ela. "Todas as famílias têm sua própria história especial. Todos
eles experimentaram uma tragédia."[79]
"Nos primeiros dois anos da guerra, as pessoas estavam mais
otimistas e mais patrióticas’, disse a Rev. Yulia Starodubets, que está morando
com refugiados em Under the Castle, um centro missionário Metodista Unido perto
de Kam'yanytsya, Ucrânia, enquanto faz o que pode para ajudar. ‘Hoje em dia, as
pessoas se cansam e, claro, os soldados se cansam. … Não estamos tão otimistas
hoje em dia."[80]
“Yulia também é médica, pediatra experiente e estudou psicologia”. [81]
Sob a liderança corajosa de Oleg e Yulia, “a UMC na Ucrânia está em
processo de desenvolvimento de um Centro Social e Espiritual de Reabilitação na
região da Transcarpática da Ucrânia. Este centro de trauma será uma expressão
relevante e apropriada da igreja neste tempo de guerra e suas consequências.
Muito simplesmente, isso é igreja sendo igreja. É o que fazemos. Porque é o
tipo de coisa que Jesus faria. Servindo pessoas que estão sofrendo. Caminhando
com quem precisa de ajuda. Trazendo cura e integridade. Oferecendo esperança.
Não deixando ninguém para trás”. [82]
Abrigo
"Desde
os primeiros dias da guerra, nosso objetivo era encontrar lugares seguros para
nosso povo", disse Yulia Starodubets.
Ela
disse que antes que a igreja tivesse abrigos montados - agora são três - os
membros formaram uma rede de pessoas dispostas a receber os evacuados em suas
próprias casas ou encontrar lugares para abrigá-los.
No
início, eles iam diariamente à estação de trem para encontrar os evacuados que
chegavam. Agora, existem páginas de mídia social criadas para que as pessoas
possam aprender sobre os abrigos Metodistas Unidos antes mesmo de deixarem sua
área”. [83]
Fuga e pedido de oração
Oleg disse:
“Uma guerra é o momento difícil. Mas durante este tempo tornas-te testemunha do
trabalho de Deus através dos nossos irmãos e irmãs de todo o mundo. O mundo
inteiro ora pela Ucrânia e apoia financeiramente”.[84]
“À medida que a invasão russa aumentava, o reverendo Starodubets, sua
esposa e filhas gêmeas de 9 anos tiveram que fugir de sua casa em Kiev para o
oeste da Ucrânia para buscar abrigo em uma escola. Eles estão na Ucrânia para
continuar a fornecer ajuda aos membros de sua igreja e outros que permanecem no
país. "Temos um pastor de uma igreja em Kharvkiv que foi cercada por
bombardeios no início da guerra que não foi embora", disse o Rev.
Starodubets”. [85]
Um dos pedidos de oração do rev. Oleg é para que a capital Kiev
permaneça. “Queremos paz para o nosso povo. Queremos a paz sob a condição de
liberdade dos ocupantes que estão matando nosso povo para deixar nossa terra.
Ore pela liberdade da Ucrânia." Como John Wesley disse: "O mundo é
minha paróquia". O amor de Cristo não conhece fronteiras. Isso nos lembra
que temos mais trabalho a fazer em nossa missão de aproximar o mundo do Reino
de Deus na Terra. Oramos pela segurança dos ucranianos e pelo fim desta guerra”.[86]
Oleg e família se refugiram no metro após ataque aéreo russo
Reportagem
"Um ataque aéreo russo deixou ao menos sete mortos e 82 feridos em
Kiev, capital da Ucrânia, na madrugada desta quinta-feira (31). Segundo
autoridades ucranianas, mais de 12 locais foram atingidos, e o número de
vítimas pode aumentar. A ofensiva envolveu 309 drones e oito mísseis
hipersônicos Iskander lançados pela Rússia".[87]
Relato de Oleg
De Kiev, com as mãos trêmulas.
Nossa primeira noite em Kiev a caminho de Kharkiv — para enterrar o
Pastor Igor Pak.
Não esperávamos que começasse assim.
Sirenes. Drones. Mísseis.
Corremos para o metrô com as meninas.
Passamos a noite no subsolo, ouvindo o céu rugir e estalar.
As explosões estavam perto. Perto demais.
As meninas estavam assustadas, mas não choraram. Elas seguraram a mão do
pai e esperaram.
É o que as crianças na Ucrânia fazem agora — esperam o fim da guerra em
silêncio.
Pela manhã, mais foguetes.
Alguns não sobreviveram à noite.
Casas foram destruídas.
Vidas foram perdidas.
Isso não é "apenas guerra".
Isso é terror — direcionado a pessoas que dormem.
E ainda temos um longo caminho pela frente.
Para Kharkiv. Para o luto. Para a fé.
Mas estamos vivos.
E ainda acreditamos na luz”.[88]
[1]
Modo IA do Google
[2]
Modo IA do Google
[3]
Modo IA do Google
[4]
Modo IA do Google
[5] Modo IA do Google
[6] Modo IA do Google
[7] Modo IA do Google
[8] Visão geral criada por IA do Google
[9]
Modo IA do Google
[10]Huguenotes era o nome dado aos protestantes franceses durante as guerras religiosas
na França (segunda
metade do século XVI). https://pt.wikipedia.org/wiki/Huguenote.
[11]
http://chrisfieldblog.com/2008/09/01/mary-bosanquet-early-methodist-woman-preacher
[12] https://en.m.wikipedia.org/wiki/Mary_Bosanquet_Fletcher
[13]https://www.oxforddnb.com/view/10.1093/ref:odnb/9780198614128.001.0001/odnb-9780198614128-e-40209
[14]
https://histometodista.wordpress.com/2016/01/29/los-predicadores-laicos-maria-bosanquet-xix/
https://www.findagrave.com/cgi-bin/fg.cgi?page=gr&GRid=88658145
https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/EL/.../4411
https://histometodista.wordpress.com/2016/01/29/los-predicadores-laicos-maria-bosanquet-xix/
http://www.metodistavilaisabel.org.br/artigosepublicacoes/descricaobiografias.asp?Numero=1242
Carta
de uma Dama ao Reverendo Sr. Wesley, Londres, 1764 -
https://gcsrw.org/Portals/13/Women-Called-to-Ministry/Women-Called-PO-Addendum-(2015).pdf
[15] https://en.m.wikipedia.org/wiki/John_William_Fletcher
[17] Idem.
[18] Idem.
[19] https://en.m.wikipedia.org/wiki/Mary_Bosanquet_Fletcher
[20]
Modo IA do Google
[21] BARBIERI, Sante Uberto, Estranha estirpe de audazes.
Imprensa Metodista, SP.
REILY,
Duncan Alexander. Metodismo brasileiro e wesleyano. São Bernardo do Campo:
Imprensa Metodista, 1981 http://www.library.manchester.ac.uk/searchresources/guidetospecialcollections/methodist/using/womeninmethodism/roleofwomen/.
https://rylandscollections.wordpress.com/tag/mary-bosanquet-fletcher/
https://biblicalstudies.org.uk/pdf/whs/55-3.pdf
http://old.library.manchester.ac.uk/searchresources/guidetospecialcollections/methodist/using/biographicalindex/tabbtotyerman/header-title-max-32-words-65533-en.htmhttp://www.stjohnsallestree.org.uk/meth_hist_part3.htm
[22]
Modo IA do Google
[23]
Modo IA do Google
[24] http://www.mywesleyanmethodists.org.uk/page/elizabeth_evans?path=0p3p
http://www.myprimitivemethodists.org.uk/page_id__13.aspx
[25]
Modo IA do Google
[26] Modo IA do Google
[27] KENNEDY, James L. Cincoenta anos de
methodismo no Brasil, São Paulo, Imprensa Metodista, 1928, p.20.
[29] DAWSEY, James Marshal. Annie Ayres Newman Ransom
(1856-1880) and Methodism in Brazil. Publicado no METHODIST HISTORY pela
General Commission on Archives and History of The United Methodist Church,
U.S.A., 1995, p.162-172.
[30] Idem.
[31] Idem.
[32] Idem.
[34] Alguns outros
colocam sua morte em março de 1880. Salvador. José
Gonçalves.
História do metodismo no Brasil. Imprensa Metodista, SP, 1982, p.79.
[35] Op.cit., p.61.
[36] DAWSEY, James Marshal. Annie Ayres Newman Ransom
(1856-1880) and Methodism in Brazil. Publicado no METHODIST HISTORY pela
General Commission on Archives and History of The United Methodist Church,
U.S.A., 1995, p.162-172.
[38] KENNEDY, James L. Cincoenta anos de methodismo no Brasil,
São Paulo, Imprensa Metodista, 1928, p.32.
[39] Op.cit, p.57.
[40] KENNEDY, James L. Cincoenta anos de methodismo no Brasil,
São Paulo, Imprensa Metodista, 1928, p. 19.
[41] Idem.
[42] DAWSEY, James Marshal. Annie Ayres Newman Ransom
(1856-1880) and Methodism in Brazil. Publicado no METHODIST HISTORY pela
General Commission on Archives and History of The United Methodist Church,
U.S.A., 1995, p.162-172.
[43] Modo IA do Google
[44]
http://portal.metodista.br/centrootiliachaves/artigos-para-estudo
[45]
https://memorial.camarapoa.rs.gov.br/galeriadospresidentes/derly-de-azevedo-chaves-2/
[46]
https://memorial.camarapoa.rs.gov.br/galeriadospresidentes/derly-de-azevedo-chaves-2/
[47]
http://portal.metodista.br/centrootiliachaves/artigos-para-estudo/nos-trilhos-da-vida-contando-a-historia-de-otilia-de-oliveira-chaves
[48]
https://www.expositorcristao.com.br/um-voz-que-encanta-revista-completa-90-anos-de-circulacao-no-brasil/
[49] Idem;
[50] Idem.
[51]
http://portal.metodista.br/centrootiliachaves/artigos-para-estudo/nos-trilhos-da-vida-contando-a-historia-de-otilia-de-oliveira-chaves
[52] Idem.
[53] Idem.
[54]
https://metodista.br/centro-otilia-chaves/quem-foi-otilia-chaves
[55] Modo IA do Google
[56] Visão geral criada por IA do Google
[57] Pesquisa: http://www.prohansen.org/#!fpheuniceweaver/c1hw2
http://www.mocavo.com/The-Encyclopedia-of-World-Methodism-Vol-2-J-Z-Volume-2/311448/1122
[58] Modo IA do Google
[59]
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=995660439262507&id=100064556808152&set=a.552251453603410
[60]
https://www.facebook.com/FMM1Re/posts/nota-de-falecimento-que-o-espírito-santo-console-nossos-corações-e-de-todos-os-f/1032000562300900/
[61]
https://www.facebook.com/FMM1Re/posts/nota-de-falecimento-que-o-espírito-santo-console-nossos-corações-e-de-todos-os-f/1032000562300900/
[62]
https://www.facebook.com/FMM1Re/posts/nota-de-falecimento-que-o-espírito-santo-console-nossos-corações-e-de-todos-os-f/1032000562300900/
[63] https://share.google/35FxSP0nSLhFxxV8R
[64]
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=995660439262507&id=100064556808152&set=a.552251453603410
[65]
https://www.metodista.org.br/vencedores-do-premio-mundial-metodista-da-paz-trabalharam-no-brasil-e-angola
[66] https://www.facebook.com/
perfeito.massamba.75/posts/retrato-do-rev-sebastião-joão-rodrigues-segurando-a-criança-do-casal-missionário/1458486118453880/
[67]
https://www.facebook.com/FMM1Re/posts/nota-de-falecimento-que-o-espírito-santo-console-nossos-corações-e-de-todos-os-f/1032000562300900/
[68] https://www.metodista.org.br/
vencedores-do-premio-mundial-metodista-da-paz-trabalharam-no-brasil-e-angola
[69] https://share.google/kHnETgyQbxuqncUnJ
[70] https://share.google/35FxSP0nSLhFxxV8R
[71] https://share.google/cXl2NbOptxzUzMfzq
[72] Visão geral criada por IA do Google
[73]
https://www.facebook.com//oleg.starodubets/about_contact_and_basic_info
[74]
https://www.calpacumc.org/news/united-methodists-respond-to-invasion-of-ukraine-um-news/
[75] https://en.wikipedia.org/wwiki/Kyiv
[76]
http://www.umglobal.org/2022/02/methodists-react-to-russian-invasion-of.htm
[77] https://www.unityinmission.net/blog/speaker/oleg-yulia/
[78] https://www.umc-ne.org/blogs/a-country-at-war/
[80]https://www.nyac.com/newsdetail/bishops-ukrainians-need-church-s-presence-19252319
[81]
https://www.methodist.org.uk/about/our-stories/rebuilding-lives-destroyed-by-the-war/
[82]
https://www.methodist.org.uk/about/our-stories/rebuilding-lives-destroyed-by-the-war/
https://www.calpacumc.org/[83]
stories/ukrainian-united-methodists-care-for-fellow-countrymen-um-news/
[84]https://
www.facebook.com/oleg.starodubets
[85]https://www.umcnic.org/media/files/eNews/Prayers%20for%20Ukranian%20Methodists.pdf
[86]https://www.umcnic.org/
media/files/eNews/Prayers%20for%20Ukranian%20Methodists.pdf
[87] Reportagem: Luca Bassani, #JornalDaManhã; Jovem Pan news.
[88] https://www.facebook.com/share/v/1CjJU2ZJYq/
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