Casais de coração aquecido no serviço ao Reino de Deus

 

Odilon Massolar Chaves

  

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Todos os direitos reservados ao autor.

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Art. 184 do Código Penal e Lei 96710 de 19 de fevereiro de 1998. 

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Livros publicados pelo autor: 798

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Capa: 2011/04/dia-do-pastor-e-da-pastora-metodista.html

Toda gloria a Deus!

Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

Filho do rev. Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.

É casado com RoseMary.

Tem duas filhas: Liliana e Luciana.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Foi editor do jornal oficial metodista e coordenador de Curso de Teologia.

 

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Índice

 

·    Introdução

·       Destaques dos capítulos do livro

·   Mary Bosanquet e John Fletcher, união de dois dos mais santos e dedicados do Movimento Metodista de Wesley

·       Mary e Zacarias Barritt-Taft, em defesa do ministério feminino

·       Elizabeth e Samuel Evans, juntos em missões itinerantes

·  Annie Ayres Newman e J. J. Ransom, união de duas linhagens pioneiras do metodismo brasileiro

·       Derly e Ottilia Chaves, figuras centrais do metodismo brasileiro

·       Eunice e Charles Weaver, legado na assistência social e educação no Brasil

· Marion e Anita Way, missionários com impactos profundos no metodismo em Angola e Brasil

·       Oleg e Yulia Starodubets, pastores resilientes na Ucrânia

 

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Introdução

 

”Casais de coração aquecido no serviço ao Reino de Deus” é um livro de 37 páginas que destaca alguns casais do metodismo primitivo na Inglaterra e Brasil bem como casais mais recentes.

É comum em nosso tempo haver casais que se tornaram pastores e servem na mesma igreja local ou em igrejas locais diferentes.

É comum também pastores cujas esposas são chamadas de pastoras por serem dedicadas e líderes no serviço do Senhor.

Os missionários geralmente têm em suas esposas mulheres missionárias dedicadíssimas tanto no ministério da educação, música, infantil, etc. É creditado à missionária Anita Way a criação da Escola Bíblica de Férias do metodismo em Angola.

Aqui destacamos casais diversos que tiveram uma importância histórica.

Destacamos ainda um casal de pastores atual na Ucrânia, Oleg e Yulia Starodubets.

Um estudo que pode ser também utilizado em célula de casais ou encontros de pastores e pastores.

 

O Autor

 

 

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Destaques dos capítulos do livro

 

Mary Bosanquet e John Fletcher, união de dois dos mais santos e dedicados do Movimento Metodista de Wesley

Mary Bosanquet e John Fletcher foram figuras centrais e influentes no movimento metodista do século XVIII, atuando como colaboradores próximos de John Wesley. O casamento entre os dois em 1781 foi visto pela comunidade metodista como a união de dois dos seus membros mais santos e dedicados. [1]

Mary e Zacarias Barritt-Taft, em defesa do ministério feminino

 

Mary Barritt Taft (1772–1851) e seu marido, Zacarias Taft (1772–1848), foram figuras fundamentais na defesa e prática do ministério feminino dentro do metodismo britânico no início do século XIX. Enquanto Mary atuava como uma evangelista proeminente, pregando para multidões apesar das restrições oficiais, Zacarias utilizava sua posição como ministro para documentar e legitimar o ministério de mulheres santas. [2]

Elizabeth e Samuel Evans, juntos em missões itinerantes

Elizabeth e Samuel Evans foram importantes pregadores leigos metodistas na Inglaterra do século XIX, conhecidos principalmente por terem servido de inspiração para personagens centrais do primeiro romance de George Eliot (Mary Ann Evans), intitulado Adam Bede (1859).[3]

Annie Ayres Newman e J. J. Ransom, união de duas linhagens pioneiras do metodismo brasileiro

A união entre Annie Ayres Newman e o Rev. John James Ransom (J. J. Ransom) representa o encontro de duas figuras fundamentais na consolidação do metodismo permanente no Brasil durante o século XIX. [4]

Derly e Ottilia Chaves, figuras centrais do metodismo brasileiro

 

Derly Azevedo Chaves e Ottilia de Oliveira Chaves foram figuras centrais no metodismo brasileiro, desempenhando papéis fundamentais na consolidação da autonomia da Igreja Metodista do Brasil em 1930 e no fortalecimento de suas instituições educacionais e sociais. [5]

 

Eunice e Charles Weaver, legado na assistência social e educação no Brasil

 

 Charles teve um papel de destaque na gestão de instituições de ensino metodistas no Brasil.

Eunice Weaver (1902–1969) e Charles Anderson Weaver foram figuras fundamentais na assistência social e na educação no Brasil, com uma trajetória profundamente ligada à Igreja Metodista. [6] 

Marion e Anita Way, missionários com impactos profundos no metodismo em Angola e Brasil

O legado dos missionários americanos Marion e Anita Way na Igreja Metodista é marcado por mais de seis décadas de dedicação ao serviço social e à evangelização, com impactos profundos no Brasil e na África. O casal é amplamente reconhecido por unir a pregação do Evangelho a ações concretas de dignidade humana e justiça social. [7]

Oleg e Yulia Starodubets, pastores resilientes na Ucrânia

Oleg e Yulia Starodubets são pastores associados à Conferência Provisória da Ucrânia-Moldávia, conforme registros da United Methodist Church (UMC). Eles atuam na região em um contexto de resiliência e adaptação, especialmente considerando os desafios enfrentados pela liderança religiosa na área desde 2014.[8]

 

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Mary Bosanquet e John Fletcher, união de dois dos mais santos e dedicados do Movimento Metodista de Wesley

 

Mary Bosanquet e John Fletcher foram figuras centrais e influentes no movimento metodista do século XVIII, atuando como colaboradores próximos de John Wesley. O casamento entre os dois em 1781 foi visto pela comunidade metodista como a união de dois dos seus membros mais santos e dedicados. [9]

 

Mary Bosanquet (1739-1815) nasceu em Leytonstone, Waltham Forest, Londres, Inglaterra. Seus pais, Samuel e Mary, eram ricos e huguenotes.[10] Eram de origem francesa. Sua família era da alta sociedade e um dos seus irmãos era diretor do Banco da Inglaterra.

Seu interesse pelo metodismo começou aos seis anos com uma empregada metodista.[11] Quando tinha treze anos, sua irmã mais velha a apresentou a um membro da London Foundery Society, a Sra. Lefevre. Isso despertou seu interesse pelo metodismo. Começou a rejeitar seu estilo de vida luxuoso e passou a se vestir de maneira simples.[12]

Aos 21 anos, em 1760, aborreceu seus pais ao se recusar se casar com um jovem rico. Ela deixou seus pais e foi para uma propriedade da família em Leytonstone. Em 1763, decidiu usar sua riqueza para ajudar aos carentes. Criou uma comunidade com a metodista Sarah Ryan para cuidar de crianças e adultos carentes. Os pregadores metodistas itinerantes encontravam ali repouso. A casa se tornou uma escola, orfanato, hospital e hospedaria. “Em junho de 1768, a fim de estabelecer o trabalho em uma base financeira mais segura, a comunidade mudou-se para Cross Hall”.[13] Ela foi uma das primeiras diaconisas metodista.[14]

Em 1771, escreveu uma carta para Wesley dizendo que tinha o chamado para pregar e solicitou conselhos. Wesley respondeu: “Minha querida irmã: Acho que a força de sua causa reside no seguinte: a chamada extraordinária que você tem. Eu estou tão certo disso, pois tem cada um dos nossos pregadores leigos; Caso contrário, nenhuma maneira que eu poderia aceitar sua pregação. É muito claro para mim a dispensação extraordinária de Sua providência (...). Continuo, minha querida irmã, Seu irmão amoroso, João Wesley."

Bosanquet se casou, em 1781, com John William Fletcher (1729-1785), nascido na Suiça e de origem huguenote. Era grande líder do metodismo e amigo de Wesley. Em 1781, Fletcher pegou uma correspondência de Mary Bosanquet. Eles haviam se conhecido no final da década de 1770. Quando se conheceram, Fletcher considerou propor casamento a Bosanquet, mas pensou que ela era muito rica para aceitar sua proposta, e que ele se dedicaria melhor a Deus”.[15]

“Fletcher era conhecido na Grã-Bretanha de sua época por sua piedade e generosidade; quando perguntado se ele tinha alguma necessidade, ele respondeu: “(…) Eu não quero nada, mas mais graça.” [16]

Durante os quatro anos de casados, foram muito felizes e abriram novos pontos de pregação em Madeley. Ele havia servido em West Midlands, pela primeira vez por vinte e cinco anos (1760-1785), onde viveu e trabalhou com devoção e zelo, descrito por Bosanquet "trabalhos sem precedentes".[17] Após a morte de Fletcher, Bosanquet continuou o trabalho de seu marido na paróquia. Isso ela fez pelos trinta anos seguintes. Ela morreu na paróquia e foi enterrada no mesmo túmulo que seu marido em dezembro de 1815.[18]

Bosanquet era conhecida como "Mãe em Israel", um termo metodista de honra, por seu trabalho em espalhar a religião pela Inglaterra.[19] 

Em 14 de agosto de 1815, ela escreveu: "Trinta anos neste dia eu bebi a taça amarga e fechei os olhos de meu amado marido, e agora eu mesmo estou morrendo, Senhor, prepara-me, sinto a morte muito perto. Aguardo, e desejo voar para o seio do meu Deus!". Mary Bosanquet disse: “Desde criança que sempre acreditei que Deus tinha em mente um trabalho para mim, através do qual seria muito abençoada se fosse fiel. “Muitas vezes ansiei intensamente por uma conformidade interior e exterior para com a vontade de Deus, desejando muito viver como os primeiros cristãos viveram, quando todos aqueles que eram crentes partilhavam o mesmo espírito e não consideravam nenhumas das suas possessões como algo que lhes pertencesse pessoalmente”.

 

Mary e Zacarias Barritt-Taft, em defesa do ministério feminino

 

 

Mary Barritt Taft (1772–1851) e seu marido, Zacarias Taft (1772–1848), foram figuras fundamentais na defesa e prática do ministério feminino dentro do metodismo britânico no início do século XIX. Enquanto Mary atuava como uma evangelista proeminente, pregando para multidões apesar das restrições oficiais, Zacarias utilizava sua posição como ministro para documentar e legitimar o ministério de mulheres santas. [20]

 

 

 

Mary Barritt-Taft (1772-1851), nasceu em Lancashire, Inglaterra, em 12 de agosto 1772. Filha de John Barritt, não crente, e de Mary, uma metodista, tinha uma irmã e cinco irmãos.

 

Seu irmão John era um pregador itinerante wesleyano. Apesar da resistência do pai, Mary e seu irmão mais velho John entraram para o metodismo. Aos 17 anos, ela já era ativa.

 

Em 1802, ela se casou com o reverendo Zacharias Taft, pastor metodista desde 1801, com quem viajou e pregou.

 

Zacharias foi um grande protagonista da defesa de mulheres pregadoras. Em 1803, ele publicou Pensamentos sobre pregações femininas. Em 1809, defendeu a base bíblica do ministério feminino.

 

Os dois exerceram um ministério comum de pregação.

 

Mary converteu diversas pessoas, que se tornaram pastores wesleyanos. Os convertidos com sua pregação da década de 1790 foram os futuros ministros Thomas Jackson, Robert Newton e Joseph Taylor. Em 1827, chegou a publicar um relato de seu trabalho como um evangelista.

 

Em 1803, as mulheres passaram a ter maiores dificuldades para pregar por decisão da Conferência da Igreja. Algumas ignoraram os obstáculos e continuaram a pregar. A mais famosa foi Mary Barritt-Taft.

 

Ela inspirava as congregações com sua pregação. Em 1827, publicou Memórias da vida da Sra. Mary Taft, anteriormente senhorita Barritt, que foi vendido com fins beneficentes.

 

Foi a pregadora mais conhecida de sua geração com um ministério extremamente bem-sucedido por cinquenta anos.[21]

 

 

Elizabeth e Samuel Evans, juntos em missões itinerantes

 

Elizabeth e Samuel Evans foram importantes pregadores leigos metodistas na Inglaterra do século XIX, conhecidos principalmente por terem servido de inspiração para personagens centrais do primeiro romance de George Eliot (Mary Ann Evans), intitulado Adam Bede (1859).[22]

 

Elizabeth Evans (1776-1849) nasceu em Newbold, Inglaterra. Era filha de Thomas e Mary Tomlinson. 

Ficou órfã de mãe antes de um ano de vida.  Em seu leito de morte, Mary a entregou ao Senhor. 

O pai de Evans era membro da Sociedade Wesleyana de Griffydam e, desde cedo, Evans foi levada à capela. Começou a trabalhar com 14 anos, em Derby. Depois se mudou para Nottingham para trabalhar como mecânica de rendas, que exigia grande destreza. 

Aos vinte e dois anos, em 1797, foi a uma casa de reunião dos wesleyanos, onde o Rev. George Smith ministrava e ela teve uma profunda experiência espiritual começando uma nova vida. 

Evans passou a ministrar aos doentes, pobres e presos. Sua missão em Derbyshire do Sul teve oposição do ministro local. Mas ela pregou em todos os lugares levando muitos ao Senhor. 

Pregando em Ashbourne, o pregador local e líder de classe Samuel Evans a cortejou e se casou com ela, em 1804. 

“Samuel Evans (1777–1858) “era um zeloso pregador local e líder de classe na Sociedade Metodista. Ele e Elizabeth casaram-se em 1804 e frequentemente pregavam juntos em missões itinerantes pelas regiões de Derbyshire e Staffordshire”. [23]

Os dois passaram a pregar em diversos lugares, dentre eles, Derby, Royston, Ellastone e Millhouse. 

Às vezes, andavam 15 milhas em um domingo para pregar. Hugh Bourne, co-fundador do Movimento Metodista Primitivo, ficou impressionado ao ouvi-los pregar em Wooton. 

Em 1819, Evans e Samuel se estabeleceram em Wirksworth, onde participaram de um grande avivamento. 

Na época, havia oposição às mulheres pregarem. Isso os fez deixar os “wesleyanos” e se unir aos “metodistas arminianos”. Contudo, no final da vida, eles voltaram a se unir aos “wesleyanos”. 

Evans se tornou uma das grandes pregadoras do século XIX e foi imortalizada no romance Adam Bede (1859) de Mary Evans, sobrinha de Samuel, que escreveu sob o pseudônimo de George Eliot. 

Em seu romance, a pregadora Dinah Morris do memorável sermão de Hayslope é Elizabeth Evans. O romance Adam Bede foi transformado em um filme mudo britânico, em 1918. 

Em 1991, um novo filme Adam Bede foi produzido com sucesso.[24]


 

Annie Ayres Newman e J. J. Ransom, união de duas linhagens pioneiras do metodismo brasileiro

A união entre Annie Ayres Newman e o Rev. John James Ransom (J. J. Ransom) representa o encontro de duas figuras fundamentais na consolidação do metodismo permanente no Brasil durante o século XIX. [25]

 

Annie Newman (1856-1880) nasceu em Livingston, Sumter County, Alabama, em 25 de dezembro de 1856. Ela tinha apenas onze anos quando chegou ao Brasil.

Em maio de 1879, o pastor metodista Junius Newman fixou residência em Piracicaba onde suas filhas Mary e Annie abriram um internato e externato começando com dez alunos e no final do ano chegou a 40 alunos. É chamado o “precursor do Piracicabano”, Colégio metodista em Piracicaba.

John James Ransom chegou ao Brasil em 1876 e foi o primeiro missionário oficial enviado pela Junta de Missões da Igreja Metodista Episcopal do Sul (EUA) para o Brasil. 

“Ransom foi o responsável por organizar e estruturar juridicamente a missão metodista, fundando igrejas e instituições de ensino”. [26] Seu ministério ficou conhecido como “Missão Ransom”.

Ranson procurou Junius Newman depois que chegou ao Brasil. Ele chegou para assumir a Missão Metodista no Brasil.

Annie, filha de Junius Newman, foi a primeira professora de português de J.J.Ransom. Ele, contudo, resolveu estudar português em Campinas onde lecionou inglês e grego no Collegio Internacional fundado pelos presbiterianos.[27]

Na verdade, foi Annie Newman quem começou a traduzir a literatura metodista para o português no Brasil

Na verdade, foi Annie Newman quem começou a traduzir a literatura metodista para o português no Brasil. Ela traduziu alguns dos primeiros hinos para o português. Ela também traduziu o Catecismo do Bispo McTyeire sobre o Governo da Igreja e o Catecismo Wesleyano, nº 3, para o português”.[28]

Mais tarde, Ransom escreveria com admiração sobre a capacidade de Annie de falar como os brasileiros instruídos falavam.

Annie era uma pessoa maravilhosa. “Ransom descreveu a beleza do corpo e da alma de Annie. Ele descreveu sua devoção espiritual, sua força e seu amor pela Bíblia, escrevendo que ‘ela desejava ardentemente auxiliar no aperfeiçoamento da tradução portuguesa das Sagradas Escrituras; seus estudos por algum tempo antes de sua morte tinham sido direcionados para esse fim, embora ninguém além de mim soubesse do fato, nem da incansável indústria que ela exerceu sobre o domínio das línguas originais da Escritura. ‘Ela se esforçou:’ A variedade, a multidão e frequentemente a complexidade de seus compromissos assustariam uma mente mais fraca ou menos ordeira; mas durante tudo isso ela se portou não apenas com uma compostura feminina, mas com um espírito tão radiante e tão equânime que só poderia ser encontrado em alguém cuja inspiração estava no Trono da Graça.”[29]

Newman contou para Ransom sobre a conversão  de Annie aos seis anos de idade e Ransom descreveu  como a inocência e a beleza de Annie haviam causado  uma profunda impressão em seu coração anos atrás. Ele disse: “tenho certeza de nunca ter visto igual em qualquer outro. ‘Depois de concordar que ‘a vida de Annie, desde a infância, foi a mais adorável e a mais bela que jamais esperei ver neste mundo".[30]

Annie era tão talentosa que, após se formar, foi procurada por várias escolas brasileiras. “Ela aceitou um cargo de professora no Colégio Rangel Pestana, que era uma escola feminina de elite em São Paulo que atendia a algumas das famílias mais destacadas da província. Uma das alunas dessa escola era filha de Prudente de Moraes, e foi enquanto ela lecionava nessa escola que os irmãos Barros procuraram Junius Newman para abrir uma escola em Piracicaba”.[31]

Newman desde Niterói desejava abrir uma escola no Brasil e se mudou para Piracicaba em 1879 para levar o projeto adiante e incentivou Annie a assumir.

O missionário J.J. Ransom apoiou o projeto e, mais do que isso, fez um apelo para a Associação Executiva Geral da Sociedade Missionária da Mulher da Igreja Metodista Episcopal do Sul, que se reuniria em Louisville em 16 de maio-17 de 1879, “que, em resposta, havia prometido US $ 500 para a "escola de Miss Newman". No ano seguinte, a Woman's Missionary Society alocou US $ 1.000 para "fins escolares" no Brasil.[32]

Annie com relutância aceitou abrir assumir a escola, pois seu desejo era se casar no final de ano com o missionário Ransom e ela seria a esposa de um missionário. Também ela sabia que depois os dois iriam se mudar para o Rio de Janeiro.

Em 1877, faleceu Mary, a esposa do rev. Newman. Dois anos depois, ele decidiu se mudar para Piracicaba.[33]

No dia do seu aniversário, 25 dezembro de 1879, Annie se casou com o missionário Ransom.

Ranson foi com Annie morar no Rio de Janeiro e no dia 17 de julho[34] de 1880 ela faleceu.[35]

Ransom e Annie oraram juntos - e então cantaram um hino: ‘Assim como eu - sem um apelo ... Ó Cordeiro de Deus, eu venho, eu venho

Annie havia sido atacada por uma febre amarela que persistiu por cinco meses. O fim estava se aproximando.

Annie deixou de lado sua caneta para sempre, “mas com seu último uso, ela deu a suas irmãs da Igreja ME, do Sul, uma prova de quão profunda e ternamente ela amava o trabalho para o qual alguns dias depois ela estava em algum sentido dar sua vida. ‘Annie sofreu por dez dias. Os opiáceos a inclinaram a falar e ‘ela contou sobre sua experiência cristã - como quando criança confiava em Deus com uma fé tão infantil que hesitava em não pedir a ele qualquer coisa necessária’. Ransom e Annie oraram juntos - e então cantaram um hino: ‘Assim como eu - sem um apelo ... Ó Cordeiro de Deus, eu venho, eu venho!"[36]

O hino “Just As I Am” todo diz:

 

Assim como eu sou, sem um apelo
Mas que Teu sangue foi derramado por mim
E que Tu me oferecesses vir a Ti
O Cordeiro de Deus, eu venho! Eu vim!

Assim como eu sou, embora jogado
Com muitos conflitos, muitas dúvidas
Lutas dentro e medos sem
O Cordeiro de Deus, eu venho, eu venho!

Assim como eu sou pobre, miserável, cego
Visão, riquezas, cura da mente
Sim, tudo que preciso, em Ti para encontrar
O Cordeiro de Deus, eu venho, eu venho!

Assim como eu sou, tu receberás
Bem-vindo, perdoe, limpe, alivie
Porque a tua promessa eu acredito
O Cordeiro de Deus, eu venho, eu venho!

Porque a tua promessa eu acredito
O Cordeiro de Deus, eu venho, eu venho
![37]

 

Ransom ficou abalado e foi passar um tempo nos EUA para se recuperar.

Em 1880, Newman se casou com Lydia E. Barr.

Foi um período de lutas. Em maio de 1883, Mary Newman e Leonor Smith, membros ativos da Igreja em Piracicaba, retiraram-se para Santa Bárbara por causa de enfermidades. Mary Newman se restabeleceu em Santa Bárbara. Depois abriu uma escola paroquial.[38]

Em 1890, Junius Newman voltou para os EUA e faleceu em 1896.[39] Ele deixou um legado. J.L.Kennedy falou de “quão grande dívida de gratidão o nosso querido metodismo no Brasil tem para com este servo do nosso bom Deus”[40] e J.J. Ransom disse: “(...) foi nosso irmão J.E.Newman a pessoas que mais serviu de instrumento para que a nossa querida Igreja reiniciasse a sua propaganda do bendito Evangelho no Brasil”.[41]

Uma história de sonhos, lutas e legado do rev. Junius  Eastham Newman.

Sonho de refazer a vida e ter a liberdade e a felicidade de volta.

Lutas pelas dificuldades de estar em uma terra estranha e numa língua que não conhecia, mas ele veio com fé e determinação. Luta porque perdeu a esposa e uma filha.

Legado, porque lutou para implantar o metodismo permanente e insistiu com as autoridades metodistas para enviarem missionários.

Temos uma eterna gratidão ao rev. Newman e à sua família.

James Marshal Dawsey, autor de “Annie Ayres Newman Ransom (1856-1880) e o Metodismo no Brasil”, publicado no livro “Methodist History” disse: “Certamente, Annie Ayres deve ser lembrada como uma heroína do metodismo brasileiro. O papel que ela desempenhou no estabelecimento do padrão de educação metodista entre os filhos de brasileiros influentes marcou o futuro da denominação no Brasil”.[42]

Annie também deixou um grande legado.

É considerada uma heroína.

 

Derly e Ottilia Chaves, figuras centrais do metodismo brasileiro

 

 

Derly Azevedo Chaves e Ottilia de Oliveira Chaves foram figuras centrais no metodismo brasileiro, desempenhando papéis fundamentais na consolidação da autonomia da Igreja Metodista do Brasil em 1930 e no fortalecimento de suas instituições educacionais e sociais. [43]

 

 

Ottilia de Oliveira Chaves (1898–1983) nasceu em Santa Rita de Cássia, Distrito de Tombos, Carangola. Era filha de Alves de Oliveira e Francisca Gonçalves de Oliveira.[44]

 

Ottilia estudou Farmácia no Instituto Granbery, em Juiz de Fora e se formou em 1915.

 

Derly de Azevedo Chaves (1895-1988) nasceu em Rosário do Sul. Filho de Ataliba da Rosa Chaves e Etelvina de Azevedo Chaves.[45]

 

Derly era de origem católica. Na Igreja Metodista de Alegrete foi professor do colégio Metodista.

 

“Estudou no Instituto Granbery, de Juiz de Fora/MG, no qual se graduou Bacharel em Ciências e Letras e em Teologia. Pós-graduou-se em Teologia pela Emory University, na cidade de Atlanta, Estado da Geórgia/EUA”. [46]

 

Foi em Juiz de Fora que Derly conheceu e se casou com Ottilia. Estiveram nos EUA onde Derly estudou no Emory University.

 

Em 1928, retornaram ao Brasil, para Juiz de Fora.

 

No Rio Grande do Sul, Derly foi pastor em São Borja, Itaqui, São Luiz Gonzaga, Santa Maria e Cachoeira do Sul.

 

Foi vereador, deputado estadual e presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, RS.

 

Foi reitor da Faculdade de Teologia do Instituto Granbery, Juiz de Fora.

 

Já Ottília “lecionou no Colégio Granbery, fez faculdade, graduando-se em 1936 no Curso de Educação Religiosa; lecionou sociologia e psicologia na Faculdade de Pedagogia, e Educação Religiosa e Sociologia na Faculdade de Teologia, ambas do Instituto Granbery.5 Neste período Otília também exerceu a presidência das Federações das Sociedades de Senhoras Metodistas da Conferência do Sul (hoje, conhecidas como II e VI Regiões Eclesiásticas) e da Conferência Anual Brasileira (hoje, conhecida como I e IV Regiões Eclesiásticas)”.[47]

 

Ottília foi redatora da Voz Missionária. “O nome Voz Missionária foi sugestão de Ottília Chaves, que se inspirou na revista norte-americana ‘The Missionary Voice’. Segundo ela, seu nome está ligado ao ‘ideal missionário da mulher metodista, tendo por missão a propagação do Evangelho, a divulgação de conhecimentos, de orientação, de educação, levando a todos mensagens edificantes”. [48]

 

Ottilia “participou da Comissão Constituinte da Proclamação da Autonomia da Igreja Metodista, em 1930, e de todos os Concílios Gerais até 1970/1971, sendo a primeira mulher brasileira eleita Presidente da Federação Mundial de Senhoras Metodistas, no período de 1952-1956, onde se destacou pela sua liderança e testemunho constante”.[49]

Alguns anos mais tarde, Ottilia disse: “Considero como um dos maiores privilégios de minha vida, no seio da Igreja Metodista, ter feito parte da Comissão que declarou a sua autonomia e ter sido eleita para todos os Concílios Gerais, desde o primeiro, ininterruptamente, até o bipartido Concílio de 1970-1971, que reuniu, respectivamente, em Belo Horizonte e Rio de Janeiro”. [50]

Em 1939, “o casal foi escolhido como representante das forças evangélicas do Brasil para participar do Concílio Missionário Internacional de Madastra, Índia. Nesta ocasião receberam vários convites que oportunizaram a passagem do casal por diversas cidades da Europa, Egito e Terra Santa”. [51]

Em março de 1941, “Ottília é eleita presidente da Federação das Sociedades de Senhoras do Sul. Durante esse período realizou diversos trabalhos, incluindo o Lar Metodista, em Santa Maria; a Missão Caiuás; a formação de um fundo conhecido como Cofre Adelaide Vurlod, que se destinava à manutenção dos estudantes de teologia e ao auxílio à formação das diaconisas”.[52]

Em 1952, Ottília foi eleita presidente da Federação Mundial de Senhoras Metodistas.

“Ela também foi eleita como uma das nove vice-presidentes que formavam a Comissão Executiva para o período de 1956-1961 (....) do Concílio Mundial de Igrejas Metodistas”. [53]

Em 1957, Ottília recebeu o cargo de historiadora da Aliança das Mesas Redondas Pan-americanas, e em 1958 foi eleita diretora geral desta organização.

Dentre as homenagens à Ottilia, estão:

- Lar Ottilia Chaves em Porto Alegre, RS, para idosos. Criado em 1956 com o nome de Mar Metodista que, posteriormente, recebeu o nome de Lar Ottilia Chaves.

- “Cátedra Otília Chaves” criada em 1990 para “exercer atividades de ensino acadêmico e dar apoio às alunas da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista. Com o desenvolvimento do trabalho, houve uma ampliação do projeto com assessorias e participação em atividades que enfatizam a presença e a ação das mulheres nas igrejas e na sociedade. [54]

 

 

Eunice e Charles Weaver, legado na assistência social e educação no Brasil

 

 Charles teve um papel de destaque na gestão de instituições de ensino metodistas no Brasil.

Eunice Weaver (1902–1969) e Charles Anderson Weaver foram figuras fundamentais na assistência social e na educação no Brasil, com uma trajetória profundamente ligada à Igreja Metodista. [55]

 

Eunice Sousa Gabi Weaver (1902-1969) nasceu em São Miguel, São Paulo. Sua mãe era portadora de hanseníase. Seus pais se mudaram para Uruguaiana (RS).

 

Ela foi educada em escolas metodistas em Buenos Aires; no Colégio União, em Uruguaiana, e em Piracicaba (SP), onde se formou em Educação Sanitária.

 

Charles Anderson Weaver era um missionário norte-americano da Igreja Metodista. Ele era viúvo e ex-diretor do Colégio União e diretor do Colégio Granbery da Igreja Metodista, em Juiz de Fora (MG).

 

“Casamento e Trabalho Filantrópico: Casou-se com Eunice de Sousa Gabbi Weaver em 1927, tornando-se seu parceiro também nas atividades de assistência social. Eunice Weaver tornou-se uma das maiores líderes no combate à hanseníase (lepra) no Brasil e na criação de educandários (preventórios) para filhos de hansenianos.

 

ICP (Instituto Central do Povo): Em julho de 1934, foi nomeado pastor do Instituto Central do Povo (ICP), uma instituição metodista no Rio de Janeiro”.[56]

 

Eunice acompanhou o marido, que dirigiu a Universidade Flutuante da América do Norte, num transatlântico, viajando por 42 países nos quais fez diversos cursos e procurou conhecer os problemas da hanseníase, tendo conhecido Mahatma Gandhi. Seu marido foi nomeado diretor do Instituto Central do Povo da Igreja Metodista.

 

Fundou a Sociedade de Assistência aos Lázaros e o Educandário Santa Maria, no Rio de Janeiro. Em 1935, conseguiu junto ao presidente Getúlio Vargas auxílio oficial para a obra. Viajou por todo o país divulgando a campanha da Federação das Sociedades de Assistência aos Lázaros e Defesa contra a Lepra.

 

Foi a primeira mulher a receber, no Brasil, a Ordem Nacional do Mérito, no grau de comendador.

 

Publicou livros e representou o Brasil em congressos internacionais sobre a hanseníase. Organizou serviços assistenciais em diversos países. Recebeu o título de “Cidadã Carioca”. Foi a delegada brasileira no 12º Congresso Mundial da ONU (1967). Diversas instituições de assistência aos hansenianos levam o nome de “Sociedade Eunice Weaver”. Seu oficio fúnebre foi na Igreja Metodista. Foi uma das mulheres mais brilhantes do Brasil.[57]

 

 

Marion e Anita Way, missionários com impactos profundos no metodismo em Angola e Brasil

 

O legado dos missionários americanos Marion e Anita Way na Igreja Metodista é marcado por mais de seis décadas de dedicação ao serviço social e à evangelização, com impactos profundos no Brasil e na África. O casal é amplamente reconhecido por unir a pregação do Evangelho a ações concretas de dignidade humana e justiça social. [58]

 

Marion e Anita Way serviram como missionários da Igreja Metodista Unida. 

Anita Betts Way (1931-2024) “nasceu em 3 de dezembro de 1931 em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, filha de missionários metodistas americanos que serviam à Igreja Metodista do Brasil desde 1919”.[59]

Anita teve sua formação básica no Brasil. De 1952 a 1956 cursou a universidade nos EUA onde se formou em música sacra e educação cristã. Depois, foi para uma escola de treinamento missionário para leigos onde conheceu o Mário Way.

Mário (1930- 2013) nasceu na Carolina do Sul, EUA, filho de metodistas. “Participou no movimento Estudantil Universitário Metodista dos Estados Unidos, cujo um dos objetivos era o fim da segregação racial e a construção da justiça e fraternidade entre todas as etnias e povos. Em 1951 formou-se em Pedagogia. Na Igreja trabalhou em muitos ministérios e tarefas. Também em 1951 ficou sabendo que a Igreja estava procurando jovens que tivessem experiência no trabalho com juventude para serem enviados a trabalhar em várias partes da África. Sentindo o chamado de Deus na sua vida, foi enviado pela Igreja para trabalhar em Angola, então uma colônia portuguesa na parte sul do continente africano. Sua tarefa era basicamente organizar sociedades de jovens, promovendo acampamentos, congressos, treinamentos; ajudando as igrejas locais a formarem grupos de jovens. Participava regularmente de equipes de pastores, professores, enfermeiras, etc... que visitavam as aldeias”.[60]

Marion serviu à Igreja Metodista de Angola até 1955, “quando então retorna aos Estados Unidos para se fazer seu mestrado em Serviço Social, e candidatar-se a ter um ministério permanente como missionário. Foi nessa época que conheceu Anita”. [61]

Estudaram na mesma escola para missionários. Anita e Mário casaram-se em 1957 em Porto Alegre, Brasil, e passaram a lua de mel no Rio de Janeiro. Foi quando visitaram o Instituto Central do Povo (ICP) e o Acampamento Clay. ‘Foi amor a primeira vista’, dizem em relação ao ICP e ao Brasil. ‘Se não houvesse o compromisso com Angola, gostaria de trabalhar aqui’, o Mário disse na ocasião”. [62]

Serviram como missionários em Angola “durante uma época em que as igrejas metodistas eram rotineiramente acusadas de instigar o povo angolano a trabalhar pela independência de Portugal”. [63]

Anita “desenvolveu um brilhante trabalho na área de educação e música, no Centro Comunitário em Luanda”. [64]

“Marion desenvolveu vários programas, inclusive capacitando as pessoas em diversas áreas, por exemplo, datilografia, costura, aulas de inglês e conhecimentos de informática. Anita era responsável pela educação, serviços de apoio cristão para crianças carentes, além de ser professora de música. Ao longo dos anos servindo no Brasil, o casal estava sempre atento às mudanças da sociedade. Em 1995, Anita foi nomeada para a Equipe Regional de Trabalho com Crianças”.[65]

Marion ou Mário serviu em Angola de “1958-1961 até Marion ser detido, preso e deportado junto com a esposa”.[66]

Marion foi preso por duas semanas “sendo acusado de conspiração; posteriormente foi transferido para Portugal onde permaneceu durante três meses sem acusação formal. Foi liberto e expulso do país. [67]

Em 1962 o casal foi enviado pela Junta de Ministérios Globais da Igreja como missionários no Instituto Central do Povo – ICP”, [68] no Brasil, onde serviram por mais de 50 anos.

O casal missionário, Marion (em memória) e Anita Way, recebeu o Prêmio Metodista Mundial da Paz de 2013 em reconhecimento ao seu trabalho em Angola e no Brasil.

O prêmio foi entregue em 12 de setembro de 2013, na Capela Wesley, em Londres, Inglaterra, durante reunião do Conselho Metodista Mundial.[69]

“Ao longo de 54 anos de trabalho contínuo, o casal ajudou mais de 15.000 crianças e 45.000 famílias, e mais de 100.000 foram alcançadas por meio de seus esforços. Eles usaram sua fé para ajudar na luta contra a opressão política, o racismo e outros obstáculos ao longo de sua carreira”.[70]

Marion Way faleceu em 2013 e Anita em 2024.[71]

O “Colégio Estadual Missionário Mario Way”, em Inhoaíba, RJ, é uma homenagem a Marion. Foi inaugurado em 2014.

A “Creche Comunitária Anita Way”, localizada no Morro da Providência, RJ, é uma homenagem à Anita.


 

Oleg e Yulia Starodubets, pastores resilientes na Ucrânia

 

Oleg e Yulia Starodubets são pastores associados à Conferência Provisória da Ucrânia-Moldávia, conforme registros da United Methodist Church (UMC). Eles atuam na região em um contexto de resiliência e adaptação, especialmente considerando os desafios enfrentados pela liderança religiosa na área desde 2014.[72]

Oleg e Yulia são conhecidos por sua liderança espiritual e humanitária, especialmente após a invasão russa em 2022.

Oleg Starodubets nasceu em 14 de janeiro de 1980. [73] Em 2018, Oleg se tornou pastor da Igreja Metodista Unida.

Em 2002, ele se casou com a Rev. Dra. Yulia Starodubets (Pastora e Médica). Eles têm sido fonte de resistência, apoio e informações na guerra da Rússia e Ucrânia.

 A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.

"Fomos acordados do sono matinal profundo pelo som de explosões e muitos telefonemas de amigos", disse o reverendo Oleg Starodubets, superintendente distrital que enviou uma mensagem ao Notícias MU de Kiev em 24 de fevereiro. "As pessoas pegaram seus entes queridos e tentaram deixar as cidades."[74]

“Kiev, também Kiev, é a capital e a cidade mais populosa da Ucrânia. Localizada na parte centro-norte do país, ela se estende por ambos os lados do rio Dnieper. Em 1º de janeiro de 2022, sua população era de 2.952.301, tornando Kiev a sétima cidade mais populosa da Europa.  Kiev é um importante centro industrial, científico, educacional e cultural. É o lar de muitas indústrias de alta tecnologia, instituições de ensino superior e marcos históricos. A cidade possui um extenso sistema de transporte público e infraestrutura, incluindo o metrô de Kiev.”[75]

As reações de metodistas e outros

Foras várias as reações de metodistas e demais evangélicos condenando a invasão e pedindo paz.

Dentre eles, destacamos:

“O Conselho Metodista Mundial, atuando com a Federação Luterana Mundial (FLM), a Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas (WCRC) e a Conferência das Igrejas Europeias (CEC), condenou os ataques à Ucrânia, pediu oração pela paz e anunciou um culto especial de oração pela paz na Quarta-feira de Cinzas.

Após a invasão, o Conselho Metodista Europeu emitiu uma oração pela paz na Europa. A Igreja Metodista na Grã-Bretanha postou sua própria oração, juntamente com recursos adicionais de adoração.

Os bispos da IMU na Europa também pediram paz. O bispo Eduard Khegay, cuja área episcopal inclui a Rússia e a Ucrânia, postou no Facebook um dia antes do ataque pedindo orações pela paz, condenando a guerra e levantando em particular a congregação da IMU em Luhansk. Os meios de comunicação Metodistas Unidos na Alemanha e na Suíça também compilaram reações”.[76]

Rev. Yulia Starodubets

“Oleg e Yulia são pais felizes de filhas gêmeas. Eles têm 9 anos e seus nomes Vita e Eva”.[77]

Oleg é Superintendente Distrital na Ucrânia. “Oleg atuou como SD da UMC da Ásia Central. A Rev. Yulia Starodubets serve como pastora na Lighthouse UMC, Kiev”.

Eles plantaram a Igreja Metodista Unida de Lighthouse em 2018.

No início da guerra, a Igreja Metodista Unida na Ucrânia era composta por dez igrejas e 350 membros ativos.[78]

Muitos têm ido embora.

Rev. Yulia Starodubets disse: "Temos mães de soldados mortos", disse ela. "Todas as famílias têm sua própria história especial. Todos eles experimentaram uma tragédia."[79]

"Nos primeiros dois anos da guerra, as pessoas estavam mais otimistas e mais patrióticas’, disse a Rev. Yulia Starodubets, que está morando com refugiados em Under the Castle, um centro missionário Metodista Unido perto de Kam'yanytsya, Ucrânia, enquanto faz o que pode para ajudar. ‘Hoje em dia, as pessoas se cansam e, claro, os soldados se cansam. … Não estamos tão otimistas hoje em dia."[80]

“Yulia também é médica, pediatra experiente e estudou psicologia”. [81]

Sob a liderança corajosa de Oleg e Yulia, “a UMC na Ucrânia está em processo de desenvolvimento de um Centro Social e Espiritual de Reabilitação na região da Transcarpática da Ucrânia. Este centro de trauma será uma expressão relevante e apropriada da igreja neste tempo de guerra e suas consequências. Muito simplesmente, isso é igreja sendo igreja. É o que fazemos. Porque é o tipo de coisa que Jesus faria. Servindo pessoas que estão sofrendo. Caminhando com quem precisa de ajuda. Trazendo cura e integridade. Oferecendo esperança. Não deixando ninguém para trás”. [82]

Abrigo

"Desde os primeiros dias da guerra, nosso objetivo era encontrar lugares seguros para nosso povo", disse Yulia Starodubets.

Ela disse que antes que a igreja tivesse abrigos montados - agora são três - os membros formaram uma rede de pessoas dispostas a receber os evacuados em suas próprias casas ou encontrar lugares para abrigá-los.

No início, eles iam diariamente à estação de trem para encontrar os evacuados que chegavam. Agora, existem páginas de mídia social criadas para que as pessoas possam aprender sobre os abrigos Metodistas Unidos antes mesmo de deixarem sua área”. [83]

Fuga e pedido de oração

Oleg disse: “Uma guerra é o momento difícil. Mas durante este tempo tornas-te testemunha do trabalho de Deus através dos nossos irmãos e irmãs de todo o mundo. O mundo inteiro ora pela Ucrânia e apoia financeiramente”.[84]

“À medida que a invasão russa aumentava, o reverendo Starodubets, sua esposa e filhas gêmeas de 9 anos tiveram que fugir de sua casa em Kiev para o oeste da Ucrânia para buscar abrigo em uma escola. Eles estão na Ucrânia para continuar a fornecer ajuda aos membros de sua igreja e outros que permanecem no país. "Temos um pastor de uma igreja em Kharvkiv que foi cercada por bombardeios no início da guerra que não foi embora", disse o Rev. Starodubets”. [85]

Um dos pedidos de oração do rev. Oleg é para que a capital Kiev permaneça. “Queremos paz para o nosso povo. Queremos a paz sob a condição de liberdade dos ocupantes que estão matando nosso povo para deixar nossa terra. Ore pela liberdade da Ucrânia." Como John Wesley disse: "O mundo é minha paróquia". O amor de Cristo não conhece fronteiras. Isso nos lembra que temos mais trabalho a fazer em nossa missão de aproximar o mundo do Reino de Deus na Terra. Oramos pela segurança dos ucranianos e pelo fim desta guerra”.[86]

Oleg e família se refugiram no metro após ataque aéreo russo

Reportagem

"Um ataque aéreo russo deixou ao menos sete mortos e 82 feridos em Kiev, capital da Ucrânia, na madrugada desta quinta-feira (31). Segundo autoridades ucranianas, mais de 12 locais foram atingidos, e o número de vítimas pode aumentar. A ofensiva envolveu 309 drones e oito mísseis hipersônicos Iskander lançados pela Rússia".[87]

Relato de Oleg

De Kiev, com as mãos trêmulas.

Nossa primeira noite em Kiev a caminho de Kharkiv — para enterrar o Pastor Igor Pak.

Não esperávamos que começasse assim.

Sirenes. Drones. Mísseis.

Corremos para o metrô com as meninas.

Passamos a noite no subsolo, ouvindo o céu rugir e estalar.

As explosões estavam perto. Perto demais.

As meninas estavam assustadas, mas não choraram. Elas seguraram a mão do pai e esperaram.

É o que as crianças na Ucrânia fazem agora — esperam o fim da guerra em silêncio.

Pela manhã, mais foguetes.

Alguns não sobreviveram à noite.

Casas foram destruídas.

Vidas foram perdidas.

Isso não é "apenas guerra".

Isso é terror — direcionado a pessoas que dormem.

E ainda temos um longo caminho pela frente.

Para Kharkiv. Para o luto. Para a fé.

Mas estamos vivos.

E ainda acreditamos na luz”.[88]

 



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[10]Huguenotes era o nome dado aos protestantes franceses durante as guerras religiosas na França (segunda metade do século XVI). https://pt.wikipedia.org/wiki/Huguenote.

[11] http://chrisfieldblog.com/2008/09/01/mary-bosanquet-early-methodist-woman-preacher

[12] https://en.m.wikipedia.org/wiki/Mary_Bosanquet_Fletcher

[13]https://www.oxforddnb.com/view/10.1093/ref:odnb/9780198614128.001.0001/odnb-9780198614128-e-40209

[14] https://histometodista.wordpress.com/2016/01/29/los-predicadores-laicos-maria-bosanquet-xix/

https://www.findagrave.com/cgi-bin/fg.cgi?page=gr&GRid=88658145

 https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/EL/.../4411

https://histometodista.wordpress.com/2016/01/29/los-predicadores-laicos-maria-bosanquet-xix/

http://www.metodistavilaisabel.org.br/artigosepublicacoes/descricaobiografias.asp?Numero=1242

http://www.academia.edu/11871419/That_Peculiar_Voice_Jane_Eyre_and_Mary_Bosanquet_Fletcher_an_Early_Wesleyan_Preacherhttp://chrisfieldblog.com/2008/09/01/mary-bosanquet-early-methodist-woman-preacher

Carta de uma Dama ao Reverendo Sr. Wesley, Londres, 1764 - https://gcsrw.org/Portals/13/Women-Called-to-Ministry/Women-Called-PO-Addendum-(2015).pdf

[15] https://en.m.wikipedia.org/wiki/John_William_Fletcher

[17] Idem.

[18] Idem.

[19] https://en.m.wikipedia.org/wiki/Mary_Bosanquet_Fletcher

[20] Modo IA do Google

[21] BARBIERI, Sante Uberto, Estranha estirpe de audazes. Imprensa Metodista, SP.

REILY, Duncan Alexander. Metodismo brasileiro e wesleyano. São Bernardo do Campo: Imprensa Metodista, 1981 http://www.library.manchester.ac.uk/searchresources/guidetospecialcollections/methodist/using/womeninmethodism/roleofwomen/.

https://rylandscollections.wordpress.com/tag/mary-bosanquet-fletcher/

https://biblicalstudies.org.uk/pdf/whs/55-3.pdf

http://old.library.manchester.ac.uk/searchresources/guidetospecialcollections/methodist/using/biographicalindex/tabbtotyerman/header-title-max-32-words-65533-en.htmhttp://www.stjohnsallestree.org.uk/meth_hist_part3.htm 

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[26] Modo IA do Google

[29] DAWSEY, James Marshal. Annie Ayres Newman Ransom (1856-1880) and Methodism in Brazil. Publicado no METHODIST HISTORY pela General Commission on Archives and History of The United Methodist Church, U.S.A., 1995, p.162-172.

[30] Idem.

[31] Idem.

[32] Idem.

[34]  Alguns outros colocam sua morte em março de 1880. Salvador. José

Gonçalves. História do metodismo no Brasil. Imprensa Metodista, SP, 1982, p.79.

[35] Op.cit., p.61.

[36] DAWSEY, James Marshal. Annie Ayres Newman Ransom (1856-1880) and Methodism in Brazil. Publicado no METHODIST HISTORY pela General Commission on Archives and History of The United Methodist Church, U.S.A., 1995, p.162-172.

[38] KENNEDY, James L. Cincoenta anos de methodismo no Brasil, São Paulo, Imprensa Metodista, 1928, p.32.

[39]  Op.cit, p.57.

[40] KENNEDY, James L. Cincoenta anos de methodismo no Brasil, São Paulo, Imprensa Metodista, 1928, p. 19.

[41] Idem.

[42] DAWSEY, James Marshal. Annie Ayres Newman Ransom (1856-1880) and Methodism in Brazil. Publicado no METHODIST HISTORY pela General Commission on Archives and History of The United Methodist Church, U.S.A., 1995, p.162-172.

[43] Modo IA do Google

[44] http://portal.metodista.br/centrootiliachaves/artigos-para-estudo

[45] https://memorial.camarapoa.rs.gov.br/galeriadospresidentes/derly-de-azevedo-chaves-2/

[46] https://memorial.camarapoa.rs.gov.br/galeriadospresidentes/derly-de-azevedo-chaves-2/

[47] http://portal.metodista.br/centrootiliachaves/artigos-para-estudo/nos-trilhos-da-vida-contando-a-historia-de-otilia-de-oliveira-chaves

[48] https://www.expositorcristao.com.br/um-voz-que-encanta-revista-completa-90-anos-de-circulacao-no-brasil/

[49] Idem;

[50] Idem.

[51] http://portal.metodista.br/centrootiliachaves/artigos-para-estudo/nos-trilhos-da-vida-contando-a-historia-de-otilia-de-oliveira-chaves

[52] Idem.

[53] Idem.

[54] https://metodista.br/centro-otilia-chaves/quem-foi-otilia-chaves

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[56] Visão geral criada por IA do Google

[58] Modo IA do Google

[59] https://www.facebook.com/photo.php?fbid=995660439262507&id=100064556808152&set=a.552251453603410

[60] https://www.facebook.com/FMM1Re/posts/nota-de-falecimento-que-o-espírito-santo-console-nossos-corações-e-de-todos-os-f/1032000562300900/

[61] https://www.facebook.com/FMM1Re/posts/nota-de-falecimento-que-o-espírito-santo-console-nossos-corações-e-de-todos-os-f/1032000562300900/

[62] https://www.facebook.com/FMM1Re/posts/nota-de-falecimento-que-o-espírito-santo-console-nossos-corações-e-de-todos-os-f/1032000562300900/

[63] https://share.google/35FxSP0nSLhFxxV8R

[64] https://www.facebook.com/photo.php?fbid=995660439262507&id=100064556808152&set=a.552251453603410

[65] https://www.metodista.org.br/vencedores-do-premio-mundial-metodista-da-paz-trabalharam-no-brasil-e-angola

[66] https://www.facebook.com/ perfeito.massamba.75/posts/retrato-do-rev-sebastião-joão-rodrigues-segurando-a-criança-do-casal-missionário/1458486118453880/

[67] https://www.facebook.com/FMM1Re/posts/nota-de-falecimento-que-o-espírito-santo-console-nossos-corações-e-de-todos-os-f/1032000562300900/

[68] https://www.metodista.org.br/ vencedores-do-premio-mundial-metodista-da-paz-trabalharam-no-brasil-e-angola

[69] https://share.google/kHnETgyQbxuqncUnJ

[70] https://share.google/35FxSP0nSLhFxxV8R

[71] https://share.google/cXl2NbOptxzUzMfzq

[72] Visão geral criada por IA do Google

[73] https://www.facebook.com//oleg.starodubets/about_contact_and_basic_info

[74] https://www.calpacumc.org/news/united-methodists-respond-to-invasion-of-ukraine-um-news/

[75] https://en.wikipedia.org/wwiki/Kyiv

[76] http://www.umglobal.org/2022/02/methodists-react-to-russian-invasion-of.htm

[77] https://www.unityinmission.net/blog/speaker/oleg-yulia/

[78] https://www.umc-ne.org/blogs/a-country-at-war/

https://www.umnews.org/[79] news/ukrainian-delegate-glad-to-be-united-methodist

[80]https://www.nyac.com/newsdetail/bishops-ukrainians-need-church-s-presence-19252319

[81] https://www.methodist.org.uk/about/our-stories/rebuilding-lives-destroyed-by-the-war/

[82] https://www.methodist.org.uk/about/our-stories/rebuilding-lives-destroyed-by-the-war/

https://www.calpacumc.org/[83] stories/ukrainian-united-methodists-care-for-fellow-countrymen-um-news/

[84]https:// www.facebook.com/oleg.starodubets

[85]https://www.umcnic.org/media/files/eNews/Prayers%20for%20Ukranian%20Methodists.pdf

[86]https://www.umcnic.org/ media/files/eNews/Prayers%20for%20Ukranian%20Methodists.pdf

[87] Reportagem: Luca Bassani, #JornalDaManhã; Jovem Pan news. 

[88] https://www.facebook.com/share/v/1CjJU2ZJYq/

 

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