Uma voz profética na Inglaterra

 

A atuação de Wesley diante dos graves problemas sociais e espirituais

 

 Odilon Massolar Chaves

 

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Capa: João Wesley – Print do Youtube

Tradutor: Google

Toda gloria a Deus!

Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

É casado com RoseMary. Tem duas filhas: Liliana e Luciana.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Foi editor do jornal oficial metodista e coordenador de Curso de Teologia.

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do livro

·       Uma voz profética denunciando a injustiça social

- Relato de Wesley sobre a crueldade infligida aos negros

- Wesley lutou por reformas no sistema prisional

·     Wesley combateu aos maus-tratos e a esportes violentos com animais

·       Wesley combateu às bebidas alcoólicas

·       Chamado ao arrependimento nacional

 

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Introdução

 

 

“Uma voz profética na Inglaterra” é um livro de 35 páginas que trata da ação profética de Wesley na Inglaterra, no século XVIII. 

“John Wesley agiu com uma voz profética na Inglaterra”. [1] 

“Sua atuação profética o levou  a confrontar o status quo social e religioso da época através de:

 

  • “Denúncia da Injustiça Social; 
  • Quebra de Barreiras Eclesiásticas;
  • Chamado ao Arrependimento Nacional; 
  • Uso Profético dos Bens. [2]

“Ele viveu de forma austera, afirmando que se morresse com mais de 20 libras seria considerado um ‘falso profeta’, e doava quase toda a sua renda para os pobres. 

Sua influência foi tão profunda que historiadores sugerem que o movimento metodista ajudou a Inglaterra a evitar uma revolução violenta semelhante à Revolução Francesa”.[3]

Destacamos neste livro algumas das áreas em que Wesley atuou de forma decisiva.

 

O Autor

 

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Destaques dos capítulos do livro

 

Uma voz profética denunciando a injustiça social

“Sua atuação profética não se limitava a prever o futuro, mas sim a confrontar o status quo social e religioso da época através de: Denúncia da Injustiça Social: Ele foi um crítico feroz da escravidão, chamando-a de ‘o somatório de todas as vilania’, e lutou por reformas no sistema prisional e na educação”. [4]

- Relato de Wesley sobre a crueldade infligida aos negros

 - Wesley lutou por reformas no sistema prisional

Wesley combateu aos maus-tratos e a esportes violentos com animais

Wesley falou das diversões selvagens, esportes irracionais e antinaturais e cita as touradas, brigas de galos, corridas de cavalos e caça, na Inglaterra. Disse que estas diversões causam dor a todos os cristãos.[5]

Wesley combateu às bebidas alcoólicas

“Em 1743, a nação de seis milhões e meio de pessoas bebeu mais de 18 milhões de litros de gim. E a maioria foi consumida pela pequena minoria da população que então vive em Londres e outras cidades. As pessoas no campo continuaram bebendo cerveja, cerveja e cidra”.[6]

Chamado ao arrependimento nacional

“Chamado ao Arrependimento Nacional: Em um período de decadência moral na Inglaterra, ele percorreu mais de 400 mil quilômetros a cavalo para pregar a necessidade de uma "santidade bíblica" que transformasse tanto o indivíduo quanto a sociedade”.[7]

 

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Uma voz profética denunciando a injustiça social

 

“Sua atuação profética não se limitava a prever o futuro, mas sim a confrontar o status quo social e religioso da época através de: Denúncia da Injustiça Social: Ele foi um crítico feroz da escravidão, chamando-a de ‘o somatório de todas as vilania’, e lutou por reformas no sistema prisional e na educação”. [8]

 

Relato de Wesley sobre a crueldade infligida aos negros

 Wesley tinha consciência bem nítida da origem da escravidão na Inglaterra.

No seu livro “Pensamentos sobre a escravidão”, publicado em 1774, ele cita o francês Barbot, e diz: "Muitos dos escravos vendidos pelos negros são prisioneiros de guerra, ou levados nas incursões que fazem nos territórios de seus inimigos. - Outros são roubados”.[9]

Wesley descreve o sofrimento os negros quando são colocados nos navios. São expostos nus e marcados como animais. Ele explica porque muitos morrem na viagem:

“Quando são trazidos para a costa para serem vendidos, nossos cirurgiões os examinam minuciosamente, e que, completamente nus, mulheres e homens, sem distinção: aqueles aprovados são definidos de um lado. Enquanto isso, um ferro em chamas, com os braços ou nome da Companhia, está no fogo, com o qual estão marcados no peito. Antes de serem colocados nos navios, seus mestres os tiram de tudo o que têm nas costas: para que eles venham a bordo nus, mulheres e homens. É comum que várias centenas deles sejam colocados a bordo de um navio; onde eles são armazenados juntos em tão pouco espaço, como é possível para eles estar lotado. É fácil supor que condição eles devem logo estar em, entre calor, sede, e fedor de vários tipos. De modo que não é de admirar, tantos devem morrer na passagem”. [10]

Wesley descreve o sofrimento os negros quando chegam ao seu destino. Para Wesley eles são tratados pior do que os animais de carga:

“Quando os navios chegam ao seu porto destinado, os negros são novamente expostos nus, aos olhos de todos os que se reúnem, e ao exame de seus compradores: Então eles são separados para as plantações de seus vários mestres, para se verem mais. Aqui você pode ver mães penduradas sobre suas filhas, dedurando seus seios nus com lágrimas, e filhas agarradas aos seus pais, até que o chicote logo as obriga a se separar. E o que pode ser mais miserável do que a condição que eles então entram? Banidos de seu país, de seus amigos e relações para sempre, de todo conforto da vida, eles são reduzidos a um estado escasso de qualquer maneira preferível ao dos animais de carga.” [11] 

De uma forma detalhista, Wesley escreve como  os negros são tratados cruelmente no local de trabalho:

“Seu sono é muito curto, seu trabalho contínuo, e frequentemente acima de sua força; de modo que a morte coloca muitos deles em liberdade, antes que eles tenham vivido metade de seus dias.

O tempo que eles trabalham nas Índias Ocidentais, é do intervalo do dia ao meio-dia, e de duas horas até escurecer”. [12]

Wesley ainda descreve como os negros são maltratados, se não fazem o trabalho como os supervisores acham que deveria ter sido feito.

Eles são chicoteados ficando “cicatrizes geralmente dos ombros para a cintura. E antes que eles sejam sofridos para ir para seus aposentos, eles têm comumente algo a fazer, como coletar ervas para os cavalos, ou coletar poucos para as caldeiras. De modo que muitas vezes passa dos doze, antes que eles possam chegar em casa. Portanto, se sua comida não foi preparada, às vezes são chamados a trabalhar novamente, antes que possam satisfazer sua fome. E nenhuma desculpa vai adiantar. Se eles não estão no campo imediatamente, eles devem esperar sentir o chicote”. [13]

João Wesley deixa uma pergunta: “Será que o Criador pretende que as criaturas mais nobres do mundo visível vivam uma vida como esta?”.

Wesley ainda relata as formas cruéis como os negros são castigados:

“Quanto às punições infligidas a eles, diz Sir Hans Sloan: "Eles frequentemente os gelavam, ou cortam meio pé: Depois de serem chicoteados até ficarem crus, alguns colocam pimenta e sal sobre eles: Alguns derrubam cera derretida sobre sua pele. Outros cortam suas orelhas, e os constrangem a grelhar e comê-las. "Para a Rebelião", (isto é, afirmando sua Liberdade nativa, que eles têm tanto direito quanto o ar que respiram) "eles os prendem no chão com paus tortos em cada membro, e depois aplicando fogo por graus, aos pés e mãos, eles os queimam gradualmente para cima na cabeça." [14]

E Wesley diz: “essa forma de pegar e tratar os negros não é consistente nem com a misericórdia nem com a justiça”. [15]

A luta de Wesley contra a escravidão

 O que Wesley entendia sobre escravidão?

No seu livro “Pensamentos sobre a escravidão”, escrito em 1774 ele diz:

“Por escravidão quero dizer escravidão doméstica, ou de um servo para um mestre. Um escritor engenhoso tardio observa: ‘A variedade de formas em que a escravidão aparece, torna quase impossível transmitir uma noção justa dela, por meio da definição. No entanto, existem certas propriedades que acompanharam a escravidão na maioria dos lugares, pelo qual é facilmente distinguida daquele serviço doméstico leve que obtém em nosso próprio país."[16]

E explica no livro de que forma os negros se tornaram escravos:

“De que forma eles são adquiridos? Parte deles por fraude. Capitães de navios de vez em quando, convidaram negros para vir a bordo, e depois os levaram embora. Mas muito mais foram adquiridos à força. Os cristãos aterrissando em suas costas, tomaram quantos encontraram, homens, mulheres e crianças, e os transportaram para a América. Foi por volta de 1551, que os ingleses começaram a negociar com a Guiné: No início, por dentes de ouro e elefantes, mas logo depois, para os homens. Em 1566, Sir John Hawkins navegou com dois navios para Cabo Verde, onde enviou oitenta homens em terra para capturar negros. Mas os nativos voando, eles caíram mais para baixo, e lá colocou os homens em terra, "para queimar suas cidades e tomar os habitantes." Mas eles encontraram com tanta resistência, que tinham sete homens mortos, e levaram apenas dez negros. Então eles foram ainda mais para baixo, até ter tomado o suficiente, eles seguiram para as Índias Ocidentais, e vendeu-os”.[17]

Wesley agiu energicamente contra tal procedimento de um governo cristão, que permitia a existência da escravidão na Inglaterra.

Ele se reuniu com líderes, escreveu e pregou contra a escravidão.

Numa quint[18]a-feira, dia 3 de março de 1788, Wesley pregou contra a escravidão:

 “Dei aviso de que, na quinta feira, pregaria sobre o assunto muito discutido - A Escravidão.”

No livro Pensamento Sobre a Escravidão, assim Wesley se expressa: “Metade da riqueza de Liverpool é derivada da execrável soma de todas as vilanias comumente denominadas comércio de escravos. Desejo por Deus que o comércio de escravos nunca mais seja estabelecido. Que nunca mais roubemos e vendamos nossos irmãos como animais, nunca mais os assassinemos aos milhares e dezenas de milhares.”[19]

Outra atitude de Wesley foi apoiar os grandes líderes do país, que lutavam para acabar com a escravatura. Um dos líderes foi Guilherme Wilberforce para quem Wesley escreveu, entre outras coisas, o seguinte:

“Meu caro senhor: a não ser que o poder divino o tenha levantado para ser um athanasius contra mundum, não posso ver como poderá o senhor terminar sua gloriosa empresa, opondo-se àquela execrável vilania, que é o escândalo da religião, da Inglaterra e da natureza humana. A não ser que Deus o tenha verdadeiramente levantado para esta obra, o senhor será consumido pela oposição dos homens e dos demônios, mas, se Deus for pelo senhor, quem lhe dará conta? São eles todos juntos mais fortes que Deus? Oh! Não se canse de fazer o bem. Continue, em nome de Deus, e com a força do seu poder, até que a escravidão americana, a mais vil que já houve sob o sol, se desvaneça diante desse poder.

O servo que o estima, João Wesley.” [20]

Sua luta também o fez questionar grandes líderes evangélicos na época e também pessoas amigas, como George Whitefield, que pertenceu ao Clube Santo.

Em 1751, George Whitefield escreveu uma carta para  Wesley. Whitefield procurou justificar a necessidade da escravidão com textos bíblicos. Ele disse que “se  a Geórgia permite a  escravidão, pode  ser  (no   plano de Deus) para a evangelzação dos   escravos; Abraão   do  Antigo  Testamento  tinha  escravos;  o  Novo Testamento  refere-se  a  servos  que  provavelmente  eram  escravos;  a escravidão  pode  não  ser  tão  desagradável  para      aqueles  que nunca   conheceram  a liberdade; países quentes não podem  ser  cultivados  sem  negros;  e  se  alguns forem   convertidos com sucesso, isso  ‘engole    todos os inconvenientes  temporais ". [21]

Wesley argumenta contra a opinião de Whitefield de que escravos são necessários porque os europeus não podem trabalhar no   calor. Wesley cita seu próprio exemplo e experiência quando foi missionário na Geórgia e afirma, então, que os europeus podem sim trabalhar no calor.

Mas Wesley vai mais longe e afirma “que mesmo que os requisitos climáticos e trabalhistas exigissem uma força de trabalho escravo, isso não justifica. Seria muito melhor   não ter mão-de-obra realizada do que escravizar os inocentes”. [22]


Wesley lutou por reformas no sistema prisional

 

“John Wesley, que pregou na capela do Marshalsea em 1739 e 1753, ‘criticou a prisão, descrevendo-a como ‘um berçário de todo tipo de maldade. Oh, vergonha para o homem que haja tal lugar, tal imagem do inferno na terra!"[23]

Berçário de todo tipo de maldade

 

“Um berçário de todos os tipos de maldade. um lugar, tal imagem do inferno na terra!"

 

Em 3 de fevereiro de 1753, após uma visita à Prisão de Marshalsea, Southwark, Wesley a denominou como "um berçário de todos os tipos de maldade. um lugar, tal imagem do inferno na terra! E vergonha para aqueles que levam o nome de Cristo que haja necessidade de qualquer prisão na cristandade" (Journal, IV, 52). Tal foi o grito de frustração de alguém que gastou energia considerável buscando misericórdia para aqueles que o mundo atual havia abandonado. E, aparentemente, o mundo atual queria pouca ajuda ou interferência daqueles que não estavam dispostos a aceitar suas convenções; "... estamos proibidos de ir para Newgate, por medo de torná-los perversos", rosnou Wesley no final de fevereiro de 1750, "e para Bedlam por medo de enlouquecê-los!" {Diário, III, 455)”.[24]

Uma prisão miserável

 

“O barulho horrível da corrente, ou o som terrível da fechadura, é suficiente para aterrorizá-lo; mas quando você desce para a prisão, é miserável quase além da descrição”

Um comitê de deputados investigou a prisão.

“Quando um comitê de deputados que investigava o estado da prisão do país visitou a prisão do devedor de Marshalsea em Borough em 1729, as condições que eles relataram foram terríveis”.[25]

Dentre o que foi relatado está:

"Ao sair da rua principal, um pátio sujo se apresenta à sua vista, que é terminado por grandes portões, fechados com uma enorme barra de ferro, presa com um enorme cadeado. O topo do muro alto sobre ele é guardado por um chevaux de frize, para evitar que prisioneiros infelizes escapem. Por uma porta estreita, para a qual você sobe três degraus, à sua direita, e que é presa com uma corrente pesada e uma grande fechadura você entra por uma sala suja, que é a estação da chave na mão. O barulho horrível da corrente, ou o som terrível da fechadura, é suficiente para aterrorizá-lo; mas quando você desce para a prisão, é miserável quase além da descrição. Casas, que são apartamentos para os prisioneiros, com uma janela escassa, exceto naqueles que os habitantes podem pagar por eles."[26]

Em 1811, o antigo prédio da prisão de  Marshallesa foi fechado e substituído por outro em melhores  condições.

As mudanças na prisão de Newgate

Depois de ver tanta maldade, mortes, sofrimento e condições desumanas dos prisioneiros, Wesley reconheceu as mudanças que estavam acontecendo.

E ele disse sobre essas mudanças para um famoso jornal de Londres.

Wesley escreve para o London Chronicle

“O London Chronicle foi um dos primeiros jornais familiares da Londres georgiana. Era um jornal noturno três vezes por semana, introduzido em 1756, e continha notícias mundiais e nacionais, e cobertura de eventos artísticos, literários e teatrais na capital”.[27]

Comparada ao inferno

“De todos os assentos da desgraça deste lado do inferno, poucos, suponho, excedem ou mesmo igualam Newgate”

Wesley fala da sujeira, o mau cheiro, a miséria e a maldade que havia na prisão há alguns anos.

Eis a carta:

“1761. Janeiro, sexta-feira 2.--Escrevi a seguinte carta:

Ao editor do London Chronicle.

"Senhor ,--De todos os assentos da desgraça deste lado do inferno, poucos, suponho, excedem ou mesmo igualam Newgate. Se alguma região de horror poderia excedê-lo há alguns anos, Newgate, em Bristol, o fez; tão grande era a sujeira, o mau cheiro, a miséria e a maldade, que chocavam todos os que tinham uma centelha de humanidade restante.

Como fiquei surpreso então, quando estive lá há algumas semanas! 1) Cada parte dela, acima das escadas e abaixo, até mesmo o poço onde os criminosos são confinados à noite é tão limpo e doce quanto a casa de um cavalheiro; sendo agora uma regra que todo prisioneiro lave e limpe seu apartamento completamente duas vezes por semana. 2) Aqui não há luta ou briga. Se alguém se achar mal utilizado, a causa é imediatamente encaminhada ao tratador, que ouve as partes em conflito face a face e decide o caso imediatamente. 3) Os motivos usuais de briga são removidos. Pois é muito raro que alguém trapaceie ou engane outro, como sendo certo, se algo desse tipo for descoberto, de ser comprometido com um confinamento mais próximo.

4) Aqui não há embriaguez sofrida, por mais vantajosa que possa ser para o guardião, bem como para a torneira. 5) Nem qualquer prostituição; as mulheres prisioneiras sendo observadas e mantidas separadas dos homens; nem qualquer mulher da cidade é agora admitida, não, não a qualquer preço. 6) Todos os cuidados possíveis são tomados para evitar a ociosidade; aqueles que estão dispostos a trabalhar em seus chamados recebem ferramentas e materiais, em parte pelo guardião, que lhes dá crédito com um lucro muito moderado; em parte pelas esmolas ocasionalmente dadas, que são divididas com a máxima prudência e imparcialidade. Assim, neste momento, entre outros, um sapateiro, um alfaiate, um braseiro e um cocheiro estão trabalhando em seus vários ofícios.

7) Somente no dia do Senhor eles não trabalham nem brincam, mas se vestem o mais limpo que podem, para assistir ao serviço público na capela, na qual cada pessoa sob o teto está presente. Ninguém é desculpado, a menos que esteja doente; nesse caso, ele é fornecido, gratuitamente, tanto com conselhos quanto medicamentos. 8) E a fim de ajudá-los em coisas da maior preocupação (além de um sermão todos os domingos e quintas-feiras), eles têm uma grande Bíblia acorrentada em um lado da capela, que qualquer um dos prisioneiros pode ler. Pela bênção de Deus sobre esses regulamentos, a prisão agora tem um rosto novo: nada ofende nem os olhos nem os ouvidos, e o todo tem a aparência de uma família tranquila e séria. E o guardião de Newgate não merece ser lembrado plenamente assim como o Homem de Ross? Que o Senhor se lembre d'Ele naquele dia! Enquanto isso, ninguém seguirá seu exemplo? Eu sou, senhor,

"Teu humilde servo,

"João Wesley."[28]

A prisão de Newgate, Wesley “observou, agora estava ‘limpa e doce’, não havia brigas ou brigas, as partes em disputa eram ouvidas cara a cara diante do guardião, nenhuma embriaguez era sofrida e as mulheres prisioneiras eram mantidas separadas dos homens”.[29]

Em 1780, Wesley escreveu mais três textos para o London Chronicle, em forma de correspondência.

Os assuntos foram: Crônica de Londres; Metodismo – História; Letra Inglesas.[30]

A transformação de um carcereiro

A conversão de carcereiros pela pregação metodista foi outro fator importante para o melhoramento dos cárceres. Um dos carcereiros convertidos foi Dagge. Eis um resumo e adaptação de uma carta de Wesley, sobre a transformação que este carcereiro teve na prisão:

 “1) A cadeia passou a ficar limpa, pois cada preso ficou com responsabilidade de limpar a cela;

2) Não houve mais brigas, pois o carcereiro resolvia logo com os presos as controvérsias que surgiam;

3) O roubo praticamente deixou de existir nas prisões, pois os presos sabiam que seria restrita a sua clausura se roubassem;

4) Não foi mais permitida a embriaguez, embora o carcereiro pudesse tirar lucro disto;

5) A prostituição acabou, pois foi tomado o procedimento de separar as mulheres dos homens nas prisões;

6) A ociosidade foi evitada, pois providenciavam-se ferramentas para os presos trabalharem;

7) O domingo era observado. Os detentos não se divertiam nem trabalhavam aos domingos. Eles participavam do culto público;

8) Passou a haver uma preocupação com a vida espiritual do preso.” [31]

 

Legado

 “As péssimas condições do sistema prisional foram motivo de grande preocupação para Wesley, que inspirou o movimento pela reforma prisional no final do século 18. O grande defensor da reforma prisional, John Howard, tirou força espiritual de Wesley, e estátuas de ambos podem ser vistas juntas na Catedral de São Paulo, em Londres”. [32]

Sr. Dagge

 “A prisão de Bristol Newgate era administrada por um Sr. Dagge, um dos primeiros convertidos do avivamento evangélico.”[33]

Abel Dagge se converteu sob a influência de George Whitefield em 1737.[34]

Hinos para os malfeitores condenados

 

Carlos Wesley publicou, em 1785, uma coleção de dez orações poéticas para malfeitores condenados. Um deles, diz:

“Ele quebra o poder do pecado cancelado,

ele liberta o prisioneiro,

seu sangue pode limpar o mais sujo;

 seu sangue valeu por mim.

Por muito tempo meu espírito aprisionado jazia, preso no pecado e na noite da natureza;

teu olho difundiu um raio vivificante;

Acordei, a masmorra inflamada com luz;

minhas correntes caíram,

meu coração estava livre, eu me levantei, saí e te segui.

Minhas correntes caíram, meu coração estava livre, eu me levantei, saí e te segui”.[35]

 

Wesley combateu aos maus-tratos e a esportes violentos com animais

 

Wesley falou das diversões selvagens, esportes irracionais e antinaturais e cita as touradas, brigas de galos, corridas de cavalos e caça, na Inglaterra. Disse que estas diversões causam dor a todos os cristãos.[36]

“John Wesley não é diretamente conhecido por ativismo em proteção animal, mas sua teologia, que enfatiza a misericórdia divina e a renovação de toda a criação em Cristo, sugere uma compaixão que se estende aos animais, sendo que a renovação de Deus incluirá a todos, tanto de "duas pernas" quanto de "quatro". Sua visão da ordem criada e a ênfase na "libertação geral de Deus" implicam que os animais também serão contemplados na salvação final.[37] 

No século 18, a Inglaterra era chamada de a “nação selvagem”. As touradas e rinha de galo eram passatempos considerados normais.

“No século XVIII em Inglaterra, os combates entre galos (cockfighting) eram jogos violentos e populares, embora desprovidos de regulamentação e cheios de crueldade, nos quais os galos eram treinados e lutavam até a morte, com o público a apostar no resultado, algo que só seria proibido no século XIX”.[38]

Para aumentar a violência e a emoção, os galos eram “equipados com lâminas nas patas para aumentar a brutalidade do combate, que terminava com um dos animais a morrer, ou ambos”. [39]

Wesley considerava as brigas de galo “um passatempo cruel e um ‘reproche à religião’. Wesley registrou em seu diário, em 1756, sua preocupação com o interesse dos homens em atividades como a luta de galos, descrevendo o ‘sofrimento infligido a cada coração cristão por esses divertimentos selvagens’ e questionando sua crueldade”. [40]

Wesley explicou Provérbios 10.12 sobre a atitude e o cuidado do justo com seus animais: “Ele não o destruirá nem pelo trabalho além de suas forças, nem negando-lhe o alimento ou descanso necessários. [41]

Já no ímpio “há crueldade misturada até mesmo com suas ações mais misericordiosas”, disse Wesley.

Wesley disse aos pregadores metodistas: ‘Tenha misericórdia de seu animal. Não apenas cavalgue com moderação, mas veja com seus próprios olhos que seu cavalo seja esfregado, alimentado e acomodado."

Wesley foi um homem de Deus que teve a coragem de ir para à rua pregar para que as pessoas não fossem se divertir com a briga de galos.

Na Inglaterra do século XVIII, “havia embriaguez e brigas de galos (...).”[42]

Wesley chamava essas diversões de antinaturais, selvagens e irracionais.

Ovelhas sem Pastor

 

“As condições morais eram realmente muito ruins. Embriaguez foi comum, mesmo entre crianças”

 

“Enquanto as pessoas inundavam as novas cidades de Burslem, Hanley e Lane End (agora Longton), as condições morais eram realmente muito ruins. Embriaguez foi comum, mesmo entre crianças; palavrões e vulgaridade eram ouvidos por toda parte”.[43] 

E mais ainda: “O jogo, a tourada e a rinha de galos eram passatempos normais.” [44] 

As semanas de férias (chamadas de "Wakes") eram ocasiões de todo tipo de imoralidade. 

Os esportes brutais em Black Country

“O Black Country é uma área vagamente definida do sul de Staffordshire e norte de Worcestershire, que fica ao norte e oeste de Birmingham, e ao sul e leste de Wolverhampton.”[45]

No século XVIII, “os esportes brutais dessas cidades refletiam a condição moral do povo. Iscas de touros e brigas de galos proporcionaram cenas de deleite desordenado”.[46]

“”Na Inglaterra do século XVIII, as iscas de touros (bull-baiting) eram um desporto popular, onde um touro era amarrado e cães (como os Old English Bulldogs) eram soltos para o morder, tentando morder o focinho ou a área da cabeça do animal. Este "esporte sangrento" foi progressivamente suprimido no século XVIII, e a sua proibição total ocorreu em 1835, com a Lei de Crueldade contra os Animais, que pôs fim a esta prática”. [47]

Sobre Provérbios 10.12: “O justo tem consideração pela vida dos seus animais, mas as afeições dos ímpios são cruéis”, Wesley explicou: “Atenciosamente - Ele não o destruirá nem pelo trabalho além de suas forças, nem negando-lhe o alimento ou descanso necessários. Cruel - Há crueldade misturada até mesmo com suas ações mais misericordiosas”.[48]

 

Wesley combateu às bebidas alcoólicas

 

“Em 1743, a nação de seis milhões e meio de pessoas bebeu mais de 18 milhões de litros de gim. E a maioria foi consumida pela pequena minoria da população que então vive em Londres e outras cidades. As pessoas no campo continuaram bebendo cerveja, cerveja e cidra”.[49]

Em 1730, havia cerca de 7 mil lojas de gim em Londres. O gim era chamado de “a ruína da mãe.

O gim do século XVIII na Inglaterra era um caldo do inferno.[50]

“Para muitos londrinos da classe trabalhadora, o gim tornou-se mais do que uma bebida. Saciava-se desesperadamente dores de fome, oferecia alívio do frio perpétuo, e era uma fuga abençoada da brutal labuta da vida nas favelas e casas de trabalho. Era um zumbido barato que poderia ser tido por centavos em qualquer arquibancada decrépita da esquina ou nas entranhas de algum porão fedorento — e rapidamente destruiu o interior da cidade de Londres”.[51]

O surgimento da epidemia do Gin na Inglaterra foi incentivado pelo Parlamento inglês.

• “O Parlamento inglês promoveu ativamente a produção de gim para utilizar grãos excedentes e aumentar a receita. Incentivados por políticas públicas, espíritos muito baratos inundaram o mercado. Foi numa época em que havia pouco estigma ligado à embriaguez. Os crescentes pobres urbanos em Londres buscaram alívio das realidades da vida urbana bebendo excessivamente a bebida barata. Assim, a chamada Epidemia de Gin se desenvolveu.

• Em 1685, o consumo de gim tinha sido de pouco mais de meio milhão de litros.  Em 1714, a produção de gim era de dois milhões de litros. Foi o dobro da produção de 1696. Em 1727, a produção oficial (declarada e tributada) atingiu cinco milhões de galões. Seis anos depois, só a área de Londres produziu 11 milhões de litros de gim.[52]

 A degradação social na Inglaterra, no século XVIII, atingia a todas as classes, inclusive os ministros da Igreja.

“Em um brilhante dia de abril de 1743, John Wesley estava pregando para uma multidão ao ar livre as grandes verdades da salvação. A congregação de trapos, que tinha vindo ao campo para ouvir este famoso pregador, ouviu arrebatada sua mensagem de regeneração e nova vida. Naquele momento, um velho bêbado montou seu cavalo no meio da multidão, criando a besta e gritando todo tipo de maldições e palavras amargas para o pregador. Wesley, que por desta vez foi usado para tais exibições, tentou ignorar o homem e continuar seu sermão. Esse curso, no entanto, rapidamente se mostrou impossível quando o tolo puxou seu cavalo para cima e, ainda vomitando veneno em Wesley e seu evangelho, tentou atropelar parte da multidão. Pessoas espalhadas, ninguém foi pisoteado, e em poucos minutos a situação foi controlada. Falando mais tarde com alguns moradores locais, Wesley ficou chocado ao saber quem era o velho bêbado vacilante: um clérigo de uma igreja paroquial vizinha!”[53]

Em 1789, “O primeiro uísque do Kentucky foi destilado pelo Reverendo Elijah Craig, um pastor batista”.[54]

Os valores cristãos estavam distorcidos. A religião era dissociada da vida das pessoas e dos negócios.

Mas Wesley “rejeitou a noção comum de que a religião poderia ser mantida separada dos negócios, pois a menos que fosse permeada por valores cristãos e dedicada aos objetivos cristãos, Wesley pensou que os negócios não poderiam deixar de ser transformados em fins diabólicos. Wesley protestou contra a degradação social e cultural de sua época, defendendo os pobres, punindo a aristocracia britânica por desperdiçar e acumular seus bens, condenando o tráfico de bebidas alcoólicas que havia reduzido a força de trabalho do país a um estupor bêbado, e repreendendo advogados e políticos por usarem a lei para satisfazer seus próprios desejos gananciosos”.[55] 

Wesley escreveu aos soldados ingleses em 1745 apontado os males da profissão de soldado: embriaguez, vingança, fornicação e adultério e indicou que a embriagues é a facilitadora dos três outros males.

“Num dos seus pequenos tratados dirigidos aos soldados, Wesley (1745a, p.5-6) explicita que "embriaguez, vingança, fornicação, adultério" acompanham a profissão. Nesse caso, a embriaguez é vista como facilitadora das três práticas mencionadas em seguida. Fornicação e adultério referem-se provavelmente à procura de prostitutas por soldados; vingança, talvez, às crueldades cometidas que iam além dos deveres do soldado de desmobilizar ou desarmar seu inimigo. Novamente, o descontrole é o alvo do julgamento, da censura, apesar de Wesley ter mantido durante toda a sua vida uma posição muito crítica em relação a qualquer tipo de guerra”.[56]

Wesley tinha também uma posição cuidadosa em relação ao café e chá. “Em seu livro de saúde e bem-estar Primitive Physick, Wesley escreveu: "Café e chá são extremamente dolorosos para pessoas que têm nervos fracos."[57]

Certamente, hoje muitos metodistas discordam de Wesley. Mas outros o apoiam, como Stephen Burk:

“Gosto do conselho de homens piedosos, como John Wesley, e Adam Clarke, e considero muito valioso. Se não bebêssemos chá e café, refrigerante e outras bebidas com cafeína e açúcar, teríamos menos diabetes, pressão alta e câncer. Pagaremos as consequências por comer e viver intemperados. Sofremos pelo nosso prazer míope!!”.[58]

Dever do metodista não beber

As Regras Gerais do metodismo condenavam a bebida alcoólica.

"As Regras Gerais de 1743 descartaram a compra ou a bebida de 'bebidas espirituosas' exceto em casos de extrema necessidade, o que significa uso medicinal", disse Campbell. "Não foi abstinência total, mas abstinência das coisas duras, uísque e gim em particular."[59]

“Em 1746, Wesley publicou seu primeiro guia medicinal, "Coletânea de receitas para uso dos pobres". Em termos do uso medicinal de álcool, o texto refere-se seis vezes ao uso de vinho (Wesley, 1746, p.5, 7, 9, 13, 14, 15). Na página 5 (receita 35), aconselha-se tomar um remédio ou com água ou com vinho; na p.7 (receita 60), p.9 (receita 144) e p.14 (receita 168), recomenda-se tomar um remédio com uma taça de vinho branco. Tais propostas de uso correspondem à permissão do uso medicinal "em casos de necessidade", encontrada tanto nas "Regras gerais" como no sermão 50”.[60]

O “guia Primitive physick (Wesley, 1747, p.XX) distingue duas classes e diversos tipos de bebidas alcoólicas:

- Licores fortes não conseguem prevenir os males de um excesso, nem ajudam a superar seus efeitos de forma tão segura quanto a água.

- Licores de malte (exceto uma cerveja clara ou leve [ou um pequeno ale], em seu período de validade) são bastante prejudiciais para pessoas frágeis [ou sensíveis].

'Licores de malte' são cervejas. A mais conhecida, a porter, tinha de 6% a 9,5% de álcool e era uma cerveja tipo ale. Uma pale ale, por sua vez, tinha cerca de 4,6% de álcool, e uma 'cerveja clara ou leve', small beer, aproximadamente 2,6%. A partir da edição de 1781, Wesley refere-se também a uma 'pequena ale' (small ale). Isso parece ter sido uma adaptação linguística, porque nessa época acabou-se usando small ale como sinônimo de small beer.”[61]

Aqueles que bebiam eram expulsos da sociedade metodista.

No da 13 de março de 1743, ele publicou no seu diário, que expulsou 64 pessoas, alguns por xingarem, outro por bater na esposa e ainda outros por mentiras. Por bebida alcoólica, ele expulsou 17 pessoas.[62] E disse: “Estou cada vez mais convencido de que o próprio diabo deseja nada mais do que isso, que o povo de qualquer lugar deve ser meio despertado, e então deixado para si mesmos para dormir novamente”.[63]

Wesley reconhecia que o álcool poder ser usado pela medicina para o bem. “É verdade, estes podem ter um lugar na medicina; eles podem ser de uso em alguns distúrbios corporais; embora raramente haveria ocasião para eles se não fosse pela falta de habilidade do praticante. Portanto, como prepará-los e vendê-los apenas para este fim pode manter sua consciência limpa”.[64]

Wesley afirmava que há veneno no vinho e implorava para jogá-lo fora.

Para aqueles que dizem que o vinho "não é veneno para mim, embora seja para os outros", Wesley responde: “Então eu digo, jogue fora por causa do seu irmão, para que você não o encoraje a beber também. Por que tua força deve ocasionar teu irmão fraco para perecer, por quem Cristo morreu? [1 Cor. 8:11] Agora deixe qualquer um julgar que é a pessoa não caridosa: Aquele que se declara contra o vinho ou a diversão, pelo bem de seu irmão; ou aquele que se declara contra a vida de seu irmão, por causa do vinho ou das diversões”.[65]

 

Chamado ao arrependimento nacional

 

“Chamado ao Arrependimento Nacional: Em um período de decadência moral na Inglaterra, ele percorreu mais de 400 mil quilômetros a cavalo para pregar a necessidade de uma "santidade bíblica" que transformasse tanto o indivíduo quanto a sociedade”.[66]

 

Wesley perguntou: "Qual é o desígnio de Deus ao levantar os pregadores chamados metodistas?"

E ele mesmo respondeu: "Não formar nenhuma nova seita; mas para reformar a nação, particularmente a Igreja; e espalhar a santidade bíblica sobre a terra."[67]

Qual era o contexto social da Inglaterra no século XVIII?

Franz Hinkelammert, durante o Primeiro Encontro de Teologia Protestante, na Costa Rica, entre 6 e 11 de fevereiro de 1983, afirmou: “Que representa o século XVIII para a Inglaterra? É o século na qual a economia inglesa se transforma no centro da economia mundial; o século no qual o império colonial inglês se constituí no império dominante e na qual se acham as bases da industrialização inglesa.”[68]

A crescente necessidade de matéria prima implicou numa mudança na estrutura agrária inglesa. A produção de alimentos deu lugar à produção de lã. Os grandes latifundiários transformaram suas fazendas em produtoras de lã. Os fazendeiros começaram a ocupar as terras cedidas aos agricultores para integrá-las às suas fazendas e transformá-las em fazendas de lã, utilizando menos mão de obra levando a expulsão de grande número de camponeses de suas terras.[69]

A desapropriação das terras proporcionou uma crise social enorme, que afetou grande parte da população trazendo desemprego em massa.

Segundo Edwards Thompson: “Na agricultura, os anos entre 1760 e 1820 foram a época de intensificação dos cercamentos, em que os direitos a uso da terra comunal foram perdidos numa vila após a outra; os destituídos de terras e, no sul, os camponeses empobrecidos são abandonados às expensas dos granjeiros, dos proprietários de terras e dos dízimos da Igreja.”[70]

Muitos passaram a vaguear pela cidade procurando onde ficar. Para o historiador Christhoper Hill, a realidade social na Inglaterra, no final do século XVII, era alarmante:  “(...) por baixo da aparente estabilidade da Inglaterra rural, dos vastos e plácidos campos abertos que cativam o olhar, havia portanto a fermentação e mobilização dos invasores de florestas, dos artesãos e pedreiros itinerantes, de desempregados de ambos os sexos em busca de trabalho, de atores, menestréis e jograis ambulantes, bufarinheiros e charlatões, ciganos, vagabundos, vadios, concentrando-se principalmente em Londres e nas grande cidades.”[71]

Uma contradição enorme na Grã-Bretanha que passou a ter a hegemonia mundial, mas que vivia  grave crise social:

 “A expansão comercial, o movimento de fechamento das terras comunais, os inícios da Revolução Industrial - tudo ocorreu à sombra da forca. Os escravos brancos deixavam nossas costas para as plantações americanas e depois para a Terra de Van Dieman, enquanto Bristol e Liverpool enriqueceram com os lucros da escravidão branca; e os proprietários de escravos das plantações das Índias ocidentais transportavam sua riqueza para antigas linhagens genealógicas no mercado casamenteiro de Barth. Não é um quadro agradável. Nas profundezas, policiais e carcereiros apascentavam nos pastos do crime: o pagamento por assassinatos de encomenda, o dinheiro embargado pela justiça, o comércio de álcool para suas vítimas. O sistema de recompensa proporcional à gravidade do crime, oferecidas pela captura de ladrões, incitava-os a aumentar o delito dos acusados. Os pobres perdiam seus direitos na terra e eram tentados ao crime pela sua pobreza e pelas medidas preventivas inadequadas; o pequeno comerciante ou.” mestre de ofícios eram tentados à falsificação ou a transações ilícitas por temor à prisão por dívidas (...).”[72]

Para o historiador inglês Edward Thompson, a Revolução Industrial foi catastrófica para o povo: “O povo foi submetido, simultaneamente, à intensificação de duas formas intoleráveis de relação: a exploração econômica  a opressão política. As relações entre patrões e empregados tornaram-se mais duras e  menos pessoais (...).”[73]

Segundo o metodista Francis Gerald Ensley, no século XVIII, a conduta moral de uma grande parte era irregular, na Inglaterra: “A Bretanha estava nas garras de uma Idade do Gelo, mais conhecida na história como a Idade da Razão. Muitos consideravam morta a organização Eclesiástica e também a vida cristã (...). A moral era baixa, como resultante. Os estadistas proeminentes eram incrédulos e distinguiam-se pela conduta irregular, enquanto as massas pobres eram ignorantes e brutais num grau de difícil descrição.”[74]

Entre os problemas sérios na sociedade inglesa, o historiador metodista Duncan Alexander Reily cita alguns e afirma que havia imoralidade ente os altos oficiais do governo; o jogo havia se tornado quase um passatempo; o alcoolismo era um problema tremendo; a recreação era bárbara em geral; o roubo de todo tipo era comum, etc.[75]

Como consequência de toda uma insatisfação social, a lei era odiada e desprezada. O movimento de resistência à lei tomava a forma de atos individuais e de insurreições esporádicas. O povo inglês era conhecido pela sua turbulência e o povo de Londres pela sua falta de respeito.[76]

Diversos motins surgiram por questões sociais e econômicas:       “(...) ocasionados pelos preços do pão, pelos pedágios e portagens, impostos de consumo, 'resgates', greves, nova maquinaria, fechamento das terras comunais, recrutamentos e uma série de outras injustiças.”[77]

Motins famosos por causa de alimentos foram os registrados na Feira do Ganso em Nottingham, 1764, e ficou conhecido como o "Grande Motim do Queijo", quando queijos inteiros rolaram pelas ruas. Na mesma cidade, houve o motim provocado pelo alto preço da carne, em 1788. O povo arrancou as portas e venezianas dos açougues,  que foram incendiados.[78]

O anglicanismo não tinha penetração transformadora junto ao povo.

Os sermões eram, geralmente, sobre as virtudes morais.         Segundo o historiador Mateo Lelièvre, a Inglaterra apresentava um aspecto sombrio em sua religiosidade. Ele cita  Montesquieu: “Não ha religião na Inglaterra; quatro ou cinco membros da Câmara dos Comuns frequentam a missa ou o culto oficial. Se por ventura alguém falar em Deus, todos riem.”[79]

Alec Vidler afirma que a Igreja Anglicana era quase sem expressão na vida do povo: “Conservadora sem ser teológica. Pensava-se pouco em problemas doutrinários. A religião, como se ensinava na Igreja Anglicana, significava obediência moral ao desejo de Deus.”[80]

 Havia homens sábios e talentosos na Igreja Anglicana, no século XVIII, como os teólogos Guilherme Sherlock, Daniel Waterland, o bispo Butler e o cônego Prideaux, mas seus sermões eram meras dissertações sobre assuntos morais, que eram lidos em tons frívolos e superficiais.[81]

Foi nesse contexto que nasceu Wesley e surgiu o metodismo.

Wesley nasceu numa Inglaterra doente. Alguns autores chegam a afirmar que a Inglaterra estava à beira de uma revolução semelhante a que aconteceu na França em 1789,[82] ou seja, três anos antes de Wesley falecer.

“Foi um século, cuja poesia não tinha romance, cuja filosofia não tinha penetração, e cujos políticos não tinham caráter; século de luz sem amor, cujos próprios méritos eram da terra, terrenos.” [83]

A influência do Metodismo teria sido vital para mudar a situação vigente na Inglaterra. Wesley não foi um reformador de estruturas e nem via o indivíduo como agente de transformação social, mas sua contribuição, dentro da visão da época, foi fundamental para mudar a situação social. Alguns se entusiasmam tanto que chegam a colocar o metodismo  até como o remédio para aquela época na Inglaterra: “O evangelho de Wesley era o remédio para aquele século enfermo. Não somente abrasou corações, esclareceu inteligências, expulsou temores, acalmou os nervos, repreendeu pecados específicos e estimulou o amor ao próximo, mas expressou-se em atos de caridade.”[84]

Desde o princípio, Wesley estava interessado numa pergunta: “Você ama e serve a Deus?” [85]

Wesley tinha um cristianismo prático. Não lhe agradava um avivamento enclausurado. O avivamento deveria levar a um compromisso social. A fórmula de Wesley era: Avivamento traz santificação[86], que é igual a amor perfeito.[87] O amor perfeito inclui amar a Deus e ao próximo.[88] Em seu sermão Os quase cristãos, pregado em Santa Maria, Oxford, em 25 de julho de 1741, Wesley afirma que aquele que é totalmente cristão, além de amar a Deus, ama também ao próximo:A segunda coisa em que implica o ser totalmente cristão é o amor ao próximo.”[89]

A santificação, necessariamente deveria trazer atos concretos de amor a Deus e ao próximo.

“Visto que a santificação é amor, ela é necessariamente santificação social. Por mais que Wesley pareça, algumas vezes, concentrar-se na experiência do indivíduo na vivência de sua santificação, o horizonte da santificação sempre é o da comunidade; o esforço pela comunhão perfeita com Deus inclui o reto relacionamento com os outros homens.”[90]

Em 1742, Wesley escreveu sobre O Caráter de um metodista, cuja marca principal era o amor a Deus e ao próximo. Wesley começa este texto dizendo o que não são as marcas de um metodismo:

“As marcas distintivas de um metodista não são as suas opiniões de qualquer sorte. O seu assentimento a este ou aquele esquema de religião ou o seu abraçar de qualquer grupo particular de noções ou o seu esposar o julgamento de um ou outro homem, estão completamente fora de discussão.”[91]

Mas qual é, então, a marca?

Wesley pergunta e responde que a sua principal marca  de um metodista é o amor: “Um Metodista é alguém que tem o amor de Deus em seu coração, pelo Espírito Santo que lhe foi dado; é alguém que ama ao Senhor seu Deus, ‘com todo o seu coração, com toda  a sua alma, com todo o entendimento e força’(...). Ele faz o bem a todos, amigos e inimgos, ao próximo e ao estranho, e isto em todas as espécies: não só aos seus corpos, vestindo os nús, dando de comer a quem tem fome, mas muito mais do que isto, procurando o bem de suas almas, de acordo com os dons que vêm de Deus (...).”[92]

Heitzenhater interpreta o que Wesley afirma sobre as marcas de um metodista: “A ação filantrópica dos metodistas, muitas vezes, foi a nível pessoal. João Wesley procurou envolver a comunidade na expressão de atos de misericórdia. Ele dizia que as pessoas que se enriquecem devem proporcionalmente aumentar seus atos de misericórdia, caso contrário, serão avarentos.” [93]

Uma das formas de levantar dinheiro para ajudar aos necessitados era através de "pregações de caridade".[94]

Uma hipótese para a ênfase metodista nas obras de caridade:  sua origem pode ter sido nas próprias Sociedades. Ao ajudar os necessitados, os membros da Sociedade pretendiam melhorar seu nível de vida espiritual.[95]

“As sociedades religiosas, na tentativa de ajudar a melhorar essa situação, acharam necessário assumir uma atitude apologética que sustentasse programas tais como o desenvolvimento das escolas de caridade, destacando, com muito cuidado, que tais escolas não eram o berço de descontentes ou revolucionários (...).” [96]

Em termos teológicos, contudo, a visão de Wesley para que ajudássemos o necessitado pode ser encontrada em seu sermão O Mordomo Fiel  escrito em 1768. Para ele, somos dispenseiros da alma, corpo, bens materiais e dos vários talentos dados por Deus. Baseado em Lucas 17, Wesley afirma que um dia o Juiz nos julgará:

 “Foste consequentemente, um benfeitor geral da humanidade, alimentando o faminto, vestindo o nu, confortando o enfermo, abrigando o forasteiro, consolando o aflito, segundo suas várias necessidades? Foste os olhos do cego, os pés do estropiado? Foste o pai dos órfãos e o marido da viúva? E trabalhaste por levar a efeito todas as obras de misericórdia, como meio de salvar as almas da morte?” [97]

 

 

 



[1] Modo IA do Google

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[5] https://veganplace.blog/tag/navs-summerfest/

[6] https://www.alcoholproblemsandsolutions.org/liquor-in-the-18th-century-history-distilled-spirits-timeline/

[7] Modo IA do Google

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[9] https://docsouth.unc.edu/church/wesley/wesley.html

[10] https://docsouth.unc.edu/church/wesley/wesley.html

[11] https://docsouth.unc.edu/church/wesley/wesley.html

[12] https://docsouth.unc.edu/church/wesley/wesley.html

[13] https://docsouth.unc.edu/church/wesley/wesley.html

[14] https://docsouth.unc.edu/church/wesley/wesley.html

[15] https://docsouth.unc.edu/church/wesley/wesley.html

[16] https://docsouth.unc.edu/church/wesley/wesley.html

[17] https://docsouth.unc.edu/church/wesley/wesley.html

[18] WESLEY, João. Trechos do Diário de João Wesley. SP, Imprensa Metodista, p.190.

[19] LUCCOCK, Halford E. Linha de Esplendor Sem Fim. JGEC, Imprensa Metodista, [s.d.], p. 31.

[20] LUCCOCK, Halford E. Linha de Esplendor Sem Fim. JGEC, Imprensa Metodista, [s.d.], p. 31.

[21] http://www.digitalcommons.georgefox.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1116&context=ccs

[22] http://www.digitalcommons.georgefox.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1116&context=ccs

[23] https://pastinthepresent.net/2017/04/27/mansions-of-misery-visiting-the-marshalsea-prisons-dark-past-with-jerry-white/

[24] https://place.asburyseminary.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1683&context=asburyjournal

[25] https://pastinthepresent.net/2017/04/27/mansions-of-misery-visiting-the-marshalsea-prisons-dark-past-with-jerry-white/

[26] https://pastinthepresent.net/2017/04/27/mansions-of-misery-visiting-the-marshalsea-prisons-dark-past-with-jerry-white/

[27] https://en.wikipedia.org/wiki/London_Chronicle

[28] A Revista de John Wesley, com uma introdução por Hugh Price Hughes, m.a., editado por Percy Livingstone Parker, chicagomoody press, 1951. https://wesleyscholar.com/wp-content/uploads/2019/01/Volume-3-Journal-1760-1773.pdf

[29] https://www.igrc.org/newsdetail/41831

[30]https://dl.atla.com/concern/works/47429g275?locale=em. “Carta: To London Chronicle from John Wesley, 5-8 de fevereiro de 1780”.

[31] REILY,  Duncan Alexander.A Influência do Metodismo Revolução Social  na Inglaterra no século XVIII, Ibidem, p. 13.

[32] https://www.dunedinmethodist.org.nz/articles/view/john-wesley-action-and-compassion-beyond/

[33] Idem.

[34] https://digitalcommons.georgefox.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1297&context=ccs 

[35] ttp://igrc.s3.amazonaws.com/6145FE26D5194BF2841D4A4D57DFDA2F_Castle_Prison_and_Aldersgate_Street.pdf

[36] https://veganplace.blog/tag/navs-summerfest/

[37] Visão geral criada por IA do Google

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[39] Visão geral criada por IA do Google

[40] Visão geral criada por IA do Google

[41] https://www.biblestudytools.com/ccommentaries/wesleys-explanatory-notes/proverbs/proverbs-12.html

[42] A Revista de John Wesley, editado por Percy Livingstone Parker, Chicago, Moody Press, 1951.

[43] http://www.thepotteries.org/ history/spiritual_history.html

[44] Idem.

[45] https://wikishire.co.uk/wiki/Black_Country

[46] http://www.pacefamilyhistory.info/history.htm

[47] Visão geral criada por IA do Google

[48] https://www.biblestudytools.com/ccommentaries/wesleys-explanatory-notes/proverbs/proverbs-12.html

[49] https://www.alcoholproblemsandsolutions.org/liquor-in-the-18th-century-history-distilled-spirits-timeline/

[50] https://www.vice.com/en/article/53jj7z/how-a-gin-craze-nearly-destroyed-18th-century-london

[51] Idem.

[52]https://www.alcoholproblemsandsolutions.org/liquor-in-the-18th-century-history-distilled-spirits-timeline/

[53] https://biblemesh.com/blog/drunks-derelicts-and-the-unquietable-conscience-of-john-wesley/

[54] https://www.alcoholproblemsandsolutions.org/liquor-in-the-18th-century-history-distilled-spirits-timeline/Grimes, W. Straight Up or On the Rocks: A Cultural History of American Drink. NY: Simon & Schuster, 1993, pp. 52-53.

[55] https://biblemesh.com/blog/drunks-derelicts-and-the-unquietable-conscience-of-john-wesley/

[56] https://www.scielo.br/j/hcsm/a/pkFbnhc7GfQT7tXhjHVtY4P/

[57] https://goodnewsmag.org/2017/05/23/a-cup-of-joe-john-wesley/

[58] https://goodnewsmag.org/2017/05/23/a-cup-of-joe-john-wesley/

[59] https://www.christiancentury.org/article/2011-03/methodists-shun-bottle-no-one-wants-talk-about

[60] https://www.scielo.br/j/hcsm/a/pkFbnhc7GfQT7tXhjHVtY4P/

[61] https://www.scielo.br/j/hcsm/a/pkFbnhc7GfQT7tXhjHVtY4P/

[63] Idem.

[64] Idem.

[65] https://nodrinking.com/john-wesley-word-to-a-drunkard/

[66] Modo IA do Google

[67] [1. Da "Grande" Acta, pergunta 3.]”. https://teddyray.com/ /2017/01/15/reform-nation-particularly-church-vision-church/

[68] “Las Condiciones económico-sociales Del Metodismo em la Inglaterra Del Siglo XVIII” (Franz Hinkelammert apud Departamento Ecuménico de Investigaciones, 1983, p.21).

[69] Ibidem.

[70] THOMPSON, Edward P.  A Formação da Classe Operária Inglesa.  2 v. Paz e Terra, 1987, p.22.

[71] HILL, Christopher. O mundo de ponta-cabeça.  São Paulo: Companhia Duas Cidades, 1991, p.65.

[72] THOMPSON, Edward P., Ibidem, 1 v. p.64.

[73] ______.  2 v. p.23.

[74] ENSLEY, Francis Gerald. João Wesley, o Evangelista. São Paulo, Junta Geral de Educação cristã, 1960, p.10.

[75] REILY, Duncan Alexander. Metodismo brasileiro e wesleyano. São Paulo: Imprensa Metodista, 1981, p.148-53.

[76] THOMPSON, Edward P. 1 v. Ibidem, p.64.

[77]  Ibidem, p.64-5.

[78] Ibidem, p.67.

[79]“Notes Su L' Anglaterre” (Monstesquieu apub Lelièvre, 1997, p.11).

[80] VIDLER, Alec R. A Igreja numa era de revolução. Lisboa: Editora Ulisséia Limitada, 1961p.36.

[81] LILIÈVRE, Mateo. João Wesley – Sua vida e obra. São Paulo: Editora Vida, 1997, p.16.

[82] Edward P.Thompson afirma que o metodismo talvez tenha inibido a revolução (A Formação da Classe Operária Inglesa. 2 v. Ibidem, p.264). Já o historiador francês Elie Halévy (1870 -1938), no livro História do Povo Inglês no século XVIII, afirma que a Inglaterra têm uma dívida com o metodismo porque ele impediu a Revolução semelhante a da França, em 1789.

[83] JOY, James Richard. O despertamento religioso de João Wesley. Instituto Metodista Bennett, 1996, p. 96.

[84] Ibidem, p.97.

[85] “O amor de Deus está no coração da tradição wesleyana. Ele é a base de sua teologia, é o ímpeto para sua missão, e é a razão de sua organização”  (HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p. 321).

[86] WESLEY, João. Trechos do diário de João Wesley. Ibidem, p.130.

[87] ______. Explicação clara sobre a perfeição cristã. Ibidem, p.52, 130.

[88] Ibidem, p.52.

[89] ______. Sermões de Wesley. 1 v, Ibidem, p.53.

[90] KLAIBER Walter;  MARQUARDT, Manfred, p.302.

[91] WESLEY, João. As marcas de um Metodista. São Paulo: Imprensa Metodista, [s.d], p.1

[92] WESLEY, João. As marcas de um Metodista. São Paulo: Imprensa Metodista, [s.d], p.1

[93] HEITZENHATER, Richard P., Wesley e o Povo Chamado Metodista, Editeo-Pastoral Bennett, 1996, p.252.

[94] Ibidem,  p.127.

[95] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem., p.23.

[96] Ibidem, p.23-4. A SPCK (Sociedade para a propagação do Evangelho) procurou desenvolver canais para a educação do povo nos princípios cristãos. Samuel Wesley, pai de João e Carlos Wesley, organizou uma sociedade em Epworth. Livros e panfletos foram pedidos a SPCK. A Sociedade era composta por 12 pessoas, modelo que Wesley seguiu mais tarde com seus amigos em Oxford. (HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p.25-8).

[97] WESLEY, João. Sermos de Wesley. v.2, ibidem, p.509.

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