O combate de Wesley às heresias

 

Odilon Massolar Chaves

 

 

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Todos os direitos reservados ao autor.

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Art. 184 do Código Penal e Lei 96710 de 19 de fevereiro de 1998. 

Livros publicados na Biblioteca Digital Wesleyana: 739

Livros publicados pelo autor: 784

Capa: Site John Wesley Hispano - https://www.facebook.com/photo/?fbid=921995897020900&set=pb.100076314934352.-2207520000

Tradutor: Google

Toda gloria a Deus!

Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

É casado com RoseMary.

Tem duas filhas: Liliana e Luciana.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Foi editor do jornal oficial metodista e coordenador de Curso de Teologia.

 

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Índice


·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do livro

·       O desvio doutrinário dentro do Movimento Metodista

·       A heresia de negar o batismo de crianças

·       Principais seitas no século XVIII na Inglaterra

·       Wesley e os Quakers

·       De membro devoto do Clube Santo a uma vida inconstante

·       Heresia de George Maxfield e George Bell

·       Wesley diante das oposições e controvérsias religiosas

·       Conferência Anual trata de problemas doutrinários

·       Heresia, uma obra da carne

·       A heresia em Corinto        


 

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Introdução

 

“O combate de Wesley às heresias” é um livro de 55 páginas que trata do cuidado de Wesley em relação à fidelidade ao metodismo e às Escrituras.

“A heresia, segundo Wesley, surge frequentemente do amor-próprio, da autoconfiança e de um espírito não resignado a Deus. Ele via as heresias como "obras" — algo que se faz, não apenas algo que se acredita — que dividem o corpo de Cristo e provêm da natureza pecaminosa”.[1]

Importante destacar a atuação dos Pais Apostólicos. Vivendo em um ambiente hostil de perseguição e de heresias, “os Pais Apostólicos ajudaram a desenvolver a doutrina cristã sobre a Trindade, a encarnação e a salvação, entre outras questões teológicas. Eles também defendiam a autoridade das Escrituras e da tradição apostólica, e estabeleceram os fundamentos da igreja como uma instituição”.[2]

Wesley recorria aos escritos dos Pais Apostólicos para esclarecer ou confirmar uma doutrina.

Os capítulos estão assim divididos: O desvio doutrinário dentro do Movimento Metodista; A heresia de negar o batismo de crianças; Principais seitas no século XVIII na Inglaterra; Wesley e os Quakers; De membro devoto do Clube Santo a uma vida inconstante; Heresia de George Maxfield e George Bell; Wesley diante das oposições e controvérsias religiosas; Conferência Anual trata de problemas doutrinários; Heresia, uma obra da carne; A heresia em Corinto.

Importante destacar a contribuição da Inteligência Artificial (IA) do Google.

Um estudo que revela a fidelidade de Wesley às Escrituras e à essência do metodismo.

 

O Autor

 

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Destaques dos capítulos do livro

 

O desvio doutrinário dentro do Movimento Metodista

 

John Wesley, fundador do movimento metodista no século XVIII, combateu ativamente o que considerava heresias doutrinárias, focando-se em manter a integridade da teologia wesleyana-santidade. Ele via essas ameaças como desvios que corrompiam a essência da salvação e o "caminho metódico" da fé cristã, que unia graça, fé e santidade de vida.[3] 

A heresia de negar o batismo de crianças

John Wesley combateu o que considerava a "heresia" da negação do batismo infantil principalmente através de sua obra "Um Tratado sobre o Batismo" (1756), na qual defendeu o pedobatismo como uma prática bíblica, tradicional e necessária para a recepção da graça divina.[4]

Principais seitas no século XVIII na Inglaterra

O combate de John Wesley às heresias na Inglaterra do século XVIII foi uma batalha teológica e prática para salvar o metodismo nascente e o reavivamento evangélico de desvios doutrinários que ele considerava fatais, especialmente o antinomianismo, o calvinismo extremo e o misticismo extremo. Wesley via o cristianismo não apenas como uma fé intelectiva, mas como uma fé operante em amor, santidade de vida e coração, enfrentando com veemência qualquer doutrina que diminuísse a necessidade de santificação prática.[5]

Wesley e os Quakers

O relacionamento de John Wesley (1703-1791), fundador do metodismo, com os Quakers (Sociedade de Amigos) no século XVIII foi complexo: marcado por respeito mútuo em aspectos teológicos e sociais, mas também por críticas significativas de Wesley às práticas de adoração e eclesiologia dos Quakers.

Em termos gerais, os relacionamentos eram "frios em princípio, mas quentes na prática".[6]

De membro devoto do Clube Santo a uma vida inconstante

  “Dentro de um ano, ele próprio adotou os princípios morávios”

 

Heresia de George Maxfield e George Bell

John Wesley combateu veementemente as doutrinas extremistas e o fanatismo de Thomas Maxfield e George Bell no início da década de 1760. Maxfield, o primeiro pregador leigo de Wesley, e Bell, um cabo do exército e pregador, passaram a defender uma forma de "perfeição sinless" (perfeição sem pecado) que Wesley considerava herética e perigosa para a estabilidade do movimento metodista

Wesley diante das oposições e controvérsias religiosas

John Wesley (1703-1791) enfrentou intensas oposições e controvérsias religiosas ao longo de seu ministério no século XVIII, lidando com elas através de persistência, pregação itinerante e uma teologia equilibrada. Ele foi frequentemente rejeitado pela Igreja Anglicana, sofreu perseguição física e divergiu doutrinariamente de calvinistas, mantendo, no entanto, uma postura de amor cristão e firmeza doutrinária.[7]

Conferência Anual trata de problemas doutrinários

Sim, a Conferência Anual Metodista (Annual Conference) conduzida por John Wesley, especialmente durante a década de 1740 e início de 1750, tratava frequentemente de questões doutrinárias fundamentais para estabelecer o movimento.[8]

Heresia, uma obra da carne

 Em suas Notas Explanatórias sobre o Novo Testamento, Wesley interpreta "heresia" no contexto de Gálatas 5, referindo-se não só a falsos ensinamentos, mas a divisões, dissensões e partidos (factions) gerados por um espírito de orgulho e teimosia. Ele argumenta que algumas obras mencionadas como da "carne" são produzidas principalmente na mente, incluindo a heresia, demonstrando que a "carne" para ele não se limita aos apetites sensuais, mas à corrupção da natureza humana.[9]

A heresia em Corinto

Segundo as Notas sobre o Novo Testamento de John Wesley, a "heresia" em Corinto não era apenas um erro doutrinário abstrato, mas sim divisões práticas, divisões (cismas) e uma atitude irreverente que negava o amor cristão e a unidade. Wesley interpretava o termo "heresia" no contexto de 1 Coríntios 11:19 não como uma separação formal, mas como facções internas ou partidos ("I am of Paul, I am of Apollos") que destroçavam a comunhão da igreja. [10]

 

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O desvio doutrinário dentro do Movimento Metodista

 

 

John Wesley, fundador do movimento metodista no século XVIII, combateu ativamente o que considerava heresias doutrinárias, focando-se em manter a integridade da teologia wesleyana-santidade. Ele via essas ameaças como desvios que corrompiam a essência da salvação e o "caminho metódico" da fé cristã, que unia graça, fé e santidade de vida.[11] 

 

 

Os principais combates de Wesley foram contra:

“- Antinomianismo (Contra a "Lei") 

Wesley considerava o antinomianismo — a ideia de que a graça anula a necessidade de obedecer à lei de Deus — a "pior de todas as heresias".  

-  Calvinismo (Predestinação Incondicional)

Wesley foi um firme oponente da doutrina calvinista da predestinação, que ele acreditava ser "impia" e que transformava Deus em um tirano.  

- Quietismo e Erros Morávios

No início do movimento, Wesley rompeu com alguns Morávios (por volta de 1740) que defendiam o "quietismo", uma postura passiva na fé que negligenciava o uso dos "meios de graça" (como oração, leitura bíblica e ceia). 

- Perfeição Cristã mal compreendida

Wesley foi frequentemente acusado de ensinar perfeição angelical ou sem pecados (infallibilidade)”. [12] 

A disciplina era fundamental no movimento metodista. “Wesley não hesitou em expulsar alguém da sociedade, se eles não estavam seguindo o Senhor de todo o coração. Wesley sabia a condição de cada membro através da prestação de contas da classe.[13]

Em uma sociedade metodista, em 1743, Wesley excluiu alguns membros por não praticarem a disciplina metodista: “Dois por causa de blasfêmia. Dois por profanar o Dia do Senhor. Dezessete por embriagues. Dois por vender bebidas alcoólicas. Três por briga. Um por bater na esposa. Três por contar mentiras habitualmente. Quatro por ter ralhado e falado mal de outros. Um por preguiça e vadiação. E vinte e nove por mundanismo e leviandade.”[14]

Por diversas vezes, Wesley procurou resolver conflitos nas sociedades metodistas, mas as mais graves foram com os próprios líderes e até amigos. Foi assim com Thomas Maxfield[15] e George Bell.

“Em janeiro de 1763, George Bell estava proclamando que o fim do mundo chegaria no mês seguinte, dia 28 de fevereiro.”[16]

As tentativas de mudar Bell foram em vão. Maxfield afirmava que o cristão perfeito estava sem pecado e, uma vez perfeito, permanecia nesse estado quase angelical.[17] Ambos deixaram o metodismo.

Wesley teve sérias dificuldades, pois alguns dos seus líderes e amigos tendiam para o calvinismo, como George Whitefield e a condessa Lady Huntingdom. A condessa havia banido Wesley de seus púlpitos.

Wesley foi atacado também por um clérigo Walter Shirley, que durante algum tempo foi aliado de Wesley. Houve um confronto e Walter Shirley reconheceu depois que havia se enganado com os escritos de Wesley.[18]

Na Sociedade Fettrer Lane houve conflito e uma divisão inevitável. A questão da quietude que veio da influência morávia crescia. Carlos Wesley chegou a falar de “espetáculo mudo” já que não falavam nada nos cultos.[19]

Wesley tentou convence-los, mas chegaram ao ponto de não deixar mais Wesley pregar  na sociedade.

Wesley, então os “entregou a Deus” e pediu que os que concordassem com ele o acompanhassem e 18 ou 19 o acompanharam. E Fetter Lane deixou de ser uma sociedade metodista.

Contudo, “esses separatistas da Fetter Lane foram logo absolvidos pela Sociedade Unida, que já estava maior que o grupo da Fetter Lane”.[20]

 


A heresia de negar o batismo de crianças

 

John Wesley combateu o que considerava a "heresia" da negação do batismo infantil principalmente através de sua obra "Um Tratado sobre o Batismo" (1756), na qual defendeu o pedobatismo como uma prática bíblica, tradicional e necessária para a recepção da graça divina.[21]

 

Afinal, qual a razão de consagrarmos a Deus as crianças através do batismo?

É preciso voltar ao Antigo Testamento para entendermos esta doutrina.

Primeiramente, houve a instituição da circuncisão pelo próprio Deus. Era aplicada às crianças masculinas aos oito dias de vida (Gn 17.12). 

É importante aqui entender que a criança não decidia, e sim os seus pais (Gn 17.9-14). 

Mas há uma grande mensagem no batismo de crianças: Deus dá o primeiro passo para salvar o ser humano. Nós não temos nada para oferecer, por isso, com a Sua graça Deus derrama em nossos corações o Seu grande amor. 

É o início do processo de nutrição e desenvolvimento espiritual da criança. A graça perdoadora começa a agir na criança antes mesmo  dela tomar consciência. 

A Salvação era para toda a família:

*      Família de Cornélio (At 11.14; 10.48),

*      Família de Lídia (At 16.15),

*      Família de Estêfanas (1Co 1.16),

*      Família de Crispo (At 18.8). 

A fé é importante no ato do batismo 

*      A graça é algo que nos é dada por amor. 

*      Só, porém, a fé torna o batismo válido: 

- Os pais devem pertencer ao Povo de Deus; 

- O batismo é para os da Família da Fé; 

- A criança deve crescer espiritualmente (Lc 2.52; 2Tm 1.5). 

Os Pais Apostólicos batizavam crianças 

Os chamados Pais Apostólicos eram escritores, pastores ou teólogos da antiguidade cristã que tinham um testemunho autorizado de fé. 

“Um primeiro grupo entre os Pais da Igreja tornou-se conhecido como Pais Apostólicos. São estes: Clemente de Roma, Policarpo de Esmirna e Inácio de Antioquia. Estes, como a geração que sucedeu os apóstolos no segundo século, prepararam e legaram uma série de textos”.[22]

“Cuidado com as facções e heresias e, principalmente, fidelidade em meio à perseguição” 

“Seus temas mais comuns são: necessidade de comunhão e cuidado mútuo entre os cristãos, cuidado com as facções e heresias e, principalmente, fidelidade em meio à perseguição. Nesses textos, observa-se grande influência dos escritos dos apóstolos Paulo e João. Nessa época, outro texto famoso, usado na catequese, é o chamado Didaquê ou Ensino dos doze apóstolos (c. 150)”. [23]

Clareza de Wesley 

“Em nenhum lugar o Novo Testamento proíbe explicitamente a prática” 

“Embora a evidência direta do batismo infantil seja bastante escassa no primeiro século, ele é claramente praticado no segundo, o que é difícil de explicar se não tivesse sido praticado nos primeiros anos da igreja. Para aqueles que continuam céticos, Wesley lembra-lhes que em nenhum lugar o Novo Testamento proíbe explicitamente a prática”.[24]

“Batize primeiro as crianças e, se elas puderem falar por si mesmas, deixe-as fazê-lo. Caso contrário, deixe que seus pais ou outros parentes falem por eles” (A Tradição Apostólica 21:16 [215 d.C.])”.[25]

Veja alguns dados históricos: 

Orígenes (185-254) nasceu de pais cristãos em Alexandria. Foi teólogo, escritor e filósofo.[26] Foi o mais completo conhecedor da Bíblia entre os escritores cristãos dos primeiros séculos. Ele escreveu que o batismo de crianças veio dos apóstolos: 

“Orígenes também defende que a Igreja deve batizar as crianças: ‘A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém nascidos (Epist. ad Rom. Livro 5,9).” [27]

“A Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar o batismo até às crianças”

Ele disse: “Toda alma que nasce na carne é manchada pela sujeira da maldade e do pecado... Na Igreja, o batismo é dado para a remissão dos pecados e, de acordo com o costume da Igreja, o batismo é dado até mesmo às crianças. Se não houvesse nada nas crianças que exigisse a remissão dos pecados e nada nelas pertinente ao perdão, a graça do batismo pareceria supérflua’ (Homilias sobre Levítico 8:3 [248 d.C.]). “A Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar o batismo até às crianças. Os apóstolos, a quem foram confiados os segredos dos sacramentos divinos, sabiam que existem em cada pessoa tensões inatas do pecado [original], que devem ser lavadas pela água e pelo Espírito’ (Comentários sobre Romanos 5:9 [248 d.C.])”. [28]

Policarpo foi bispo e discípulo do apóstolo João. 

Em 155 DC, ele foi queimado vivo pelos romanos por não negar sua fé em Jesus. Seu testemunho foi: "Oitenta e seis anos eu O servi, e Ele nunca me machucou. Como posso blasfemar contra meu Rei e Salvador?’ (Policarpo, Martírio de Policarpo 9 c. 156 DC). 

Policarpo tinha 86 anos na época de sua morte. Portanto, se afirma ter “servido Jesus durante 86 anos, segue-se que ele foi batizado ainda criança. E, em outro lugar, somos informados de que Policarpo foi batizado por ninguém menos que o apóstolo João! :-) Portanto, pelo menos no caso de São João, podemos mostrar conclusivamente que os Apóstolos batizavam crianças”.[29]

Testemunho de Cipriano 

Cipriano foi bispo de Cartago do século III. Ele se empenhou na expansão do cristianismo na África. Ele afirmou que o batismo de crianças era prática comum dos cristãos. Isto é confirmado no Concílio de Cartago (255 - 256 d.C.).[30]

“Eles não deveriam ser batizados no segundo ou terceiro dia após o nascimento” 

Ele disse: “Quanto ao que diz respeito ao caso dos bebês: Você [Fidus] disse que eles não deveriam ser batizados no segundo ou terceiro dia após o nascimento, que a antiga lei da circuncisão deveria ser levada em consideração, e que você não o fez. acho que alguém deveria ser batizado e santificado dentro do oitavo dia após seu nascimento. Em nosso conselho, parecia-nos muito diferente. Ninguém concordou com o curso que você achava que deveria ser seguido. Em vez disso, todos nós julgamos que a misericórdia e a graça de Deus não devem ser negadas a nenhum homem nascido” (Cartas 58:2 [253 d.C.])”.[31]

A oposição ao batismo infantil 

Só no século XVI surgiram os anabatistas condenando o batismo de crianças. 

 “Os anabatistas levavam esse nome por recusarem o batismo em idade infantil, reservando-o apenas à idade adulta, na qual o indivíduo estaria apto para decidir a respeito”.[32]

Martinho Lutero, que foi batizado quando criança e que fez a Reforma Protestante, não concordou com os anabatistas e foi a favor do batismo de crianças.

Em nossos dias, um outro Martinho Lutero Junior também foi batizado quando criança. 

O batismo de Martin Luther King Jr 

“Rev. Martin Luther King Jr., foi batizado quando criança na igreja”

Martin Luther King Jr. (1929-1968) “foi um pastor batista norte-americano que ficou conhecido por sua liderança na luta contra a segregação racial nos EUA nas décadas de 1950 e 1960”.[33]

Martin Luther King Jr. era filho do pastor batista Martin Luther King e Alberta Williams King. Seu pai era pastor na Igreja Batista Ebenezer. 

“Ao longo de sua longa história, a Igreja Batista Ebenezer, localizada em Atlanta, Geórgia, tem sido um lar espiritual para muitos cidadãos da comunidade ‘Sweet Auburn’. Seu membro mais famoso, Rev. Martin Luther King Jr., foi batizado quando criança na igreja. Depois de proferir um sermão experimental à congregação em Ebenézer, aos 19 anos, Martin foi ordenado ministro. Em 1960, o Dr. tornou-se co-pastor de Ebenezer com seu pai, o Rev. Ele permaneceu nessa posição até sua morte em 1968. Como despedida final de seu lar espiritual, o funeral do Dr. Martin Luther King Jr.”[34]

O distrito de “Sweet Auburn” está localizado ao leste do centro de Atlanta. 

Um dever 

“Consagrarmos nossos filhos a Deus pelo batismo” 

Wesley afirma: “Em resumo, portanto, é nosso dever não somente legal e inocente, mas justo e estrito, de conformidade com a prática ininterrupta de toda a Igreja de Cristo desde os primeiros tempos, consagrarmos nossos filhos a Deus pelo batismo como era ordem para que a Igreja dos judeus o fizesse pela circuncisão”. [35]

 

Principais seitas no século XVIII na Inglaterra

 

O combate de John Wesley às heresias na Inglaterra do século XVIII foi uma batalha teológica e prática para salvar o metodismo nascente e o reavivamento evangélico de desvios doutrinários que ele considerava fatais, especialmente o antinomianismo, o calvinismo extremo e o misticismo extremo. Wesley via o cristianismo não apenas como uma fé intelectiva, mas como uma fé operante em amor, santidade de vida e coração, enfrentando com veemência qualquer doutrina que diminuísse a necessidade de santificação prática.[36]

 

A maior parte dos ingleses vivia, no século XVII, em um mundo mágico. Para eles, Deus e o demônio intervinham diariamente - um mundo de feiticeiras, fadas e encantamentos.[37]

O fato é que durante os anos de 1640 a 1650 surgiram movimentos sectários, na Inglaterra: “Alguns deles como os Levellers e os Diggers, formaram seitas tanto religiosas como políticas. Outros fortemente demonstraram tendências milenáristas (relativo ao milênio), especialmente os Homens da Quinta Monarquia. Ainda outros revelaram inclinações místicas, tais como os Seekers e os Finders.”[38]

Dentre as seitas estavam os Ranters, grande parte dos quais eram artesãos: “(...) um bom número dos seus partidários foi recrutado entre artesãos itinerantes, que se viram libertos durante a Revolução das peias que caracterizavam o sistema de trabalho interior - homens que não tinham amarras e estavam prestes a romper com a tradição.”[39]

Os Ranters não formavam, necessariamente, uma congregação que se reunia para cultos: “(...) grande população móvel e itinerante de pequenos cottagers expulsos de sua terra, alguns camponeses, outros artesãos, que lentamente iam sendo atraídos pelas grandes cidades, onde se sentiam como estranhos, dispostos assim (às vezes) a se integrarem em grupos religiosos que rapidamente se radicalizavam.” [40]

Para eles, o juízo final era coisa inventada e a vida após a morte não existia:[41] “(...) vinda de Cristo significa a vinda aos homens por intermédio do seu espírito. Quando ele assim integrar nos corações dos homens, estes não precisarão mais de socorros tão baixos a eles ministrados de fora.”[42]

A Lei de 9 de agosto de 1650 contra as blasfêmias visava especialmente os Ranters. As penas eram severas: seis meses de reclusão, banimento em caso de reincidência e morte  se o banido se recusasse a deixar o pais ou retornasse clandestinamente.[43] Os blasfemadores foram tratados com rigor pelo Exército e obrigados a deixarem suas fileiras, como Joseph  Salmon. “Já que os ranters nunca tiveram qualquer organização, ao que sabemos, é difícil afirmar que fim levou a massa dos fiéis depois que foram detidos seus líderes, em 1650 e 1651.”[44]

Uma outra seita chamava-se Anabatista ou ainda Familistas ou Membros da Família do Amor. O familismo foi difundido na Inglaterra graças a um marceneiro itinerante de origem holandesa – Christopher Vittels.

 “A principal doutrina anabatista era que as crianças não deviam ser batizadas. A aceitação do batismo - isto é, a recepção na Igreja – tinha de ser o ato voluntário de um adulto. Isso claramente subvertia o conceito de uma Igreja Nacional, à qual todo inglês, toda inglesa pertencia; ao invés desta, propunha a formação de congregações voluntárias por aqueles que acreditavam ser os eleitos. Logicamente, um anabatista tinha de objetar ao pagamento de dízimos, os dez por cento dos ganhos de cada um que, pelos menos teoricamente, serviam para sustentar os ministros da Igreja estatal. Muitos anabatistas recusavam-se também a prestar juramentos, pois não admitiam que uma cerimônia religiosa servisse para finalidades judiciais e seculares; outros rejeitavam a guerra e o serviço militar (...). O nome veio a ser usado num sentido pejorativo genérico, para referir-se àqueles que, creditava-se, opunham-se `ordem social e política vigente.”[45]

Os familistas ou membros da Família do Amor eram seguidores de Henry Niclaes, nascido em Munster, em 1502, que pregou que o céu e o inferno haviam de se encontrar nesse mundo.

Existiram ainda outras seitas, como a dos grindletonianos. Foi a única seita inglesa que deve o seu nome a um lugar e não a uma pessoa ou a um conjunto de crenças (...).[46]

A congregação de fiéis desenvolveu diversas heresias. Entre elas, afirmavam:  “(1) Devemos confiar mais num ímpeto que nos venha do espirito do que no próprio Verbo; (2) é pecado crer no Verbo (...) faltando um ímpeto do espírito(3) o filho de Deus afetado pelo poder da graça desempenha tão perfeitamente cada um dos seus deveres, que seria pecado ele pedir perdão por qualquer falta que cometesse, tanto quanto à forma como quanto ao fundo (...).”[47]

Mas de todos esses movimentos um dos mais notáveis produtos das guerras civis na Inglaterra foi os Quakers, chamados também de Sociedade dos Amigos. [48]

Seu fundador foi Jorge Fox (1624-1691), que procurava ansiosamente a realidade espiritual, o que aconteceu em 1646.

Contrário ao formalismo, sua crença se baseava na imediata inspiração do Espírito Santo. Os elementos externos eram condenados. Os sacramentos são verdades interiores e espirituais. Os títulos artificiais, como Rei,  Juiz deviam ser rejeitados. A guerra é ilícita e a escravidão incompatível.[49]

Eles viviam em extrema vigilância do comportamento dos membros. Os Quakers foram perseguidos, mas o Ato de Tolerância, em 1689, lhes deu liberdade. Fox morreu em 1691. [50]

 

Wesley e os Quakers

 

O relacionamento de John Wesley (1703-1791), fundador do metodismo, com os Quakers (Sociedade de Amigos) no século XVIII foi complexo: marcado por respeito mútuo em aspectos teológicos e sociais, mas também por críticas significativas de Wesley às práticas de adoração e eclesiologia dos Quakers.

Em termos gerais, os relacionamentos eram "frios em princípio, mas quentes na prática".[51]

 

“Quaker, uma grande inimiga do clamor”

Os Quakers eram chamados também de Sociedade dos Amigos. [52]

Seu fundador foi Jorge Fox (1624-1691), que procurava ansiosamente a realidade espiritual, o que aconteceu em 1646.

“Daí lhe veio a firme convicção de que toda criatura recebe do Senhor uma porção de luz e que se esta ´Luz Interior´ é seguida, ela seguramente leva à Luz da Vida e à verdade espiritual.”[53]

Em sua visão religiosa, os Quakers eram sérios:

“Contrário ao formalismo, sua crença se baseava na imediata inspiração do Espírito Santo. Os elementos externos eram condenados. Os sacramentos são verdades interiores e espirituais. Os títulos artificiais, como Rei,  Juiz deviam ser rejeitados. A guerra é ilícita e a escravidão incompatível”.[54]

Eles viviam em extrema vigilância do comportamento dos membros. “Os Quakers foram perseguidos, mas o Ato de Tolerância, em 1689, lhes deu liberdade. Fox morreu em 1691”. [55]

Algumas referências de Wesley sobre os Quacres revelam que ele os tinha em bom conceito:

 

O amor de Deus estava em seus corações 

 

21/09/1743 – quarta-feira.

 

Fui acordado entre três e quatro horas da manhã, por uma larga multidão de pecadores que, temendo que pudesse chegar muito /tarde, havia se reunido ao redor da casa, cantando e louvando a Deus

 

Fui acordado entre três e quatro horas da manhã, por uma larga multidão de pecadores que, temendo que pudesse chegar muito tarde, havia se reunido ao redor da casa, cantando e louvando a Deus. Às cinco, preguei uma vez mais sobre: “Crê em nosso Senhor Jesus Cristo, e tu serás salvo”. Todos eles devoraram a Palavra. “Que isto possa ser saúde para suas almas e tutano para seus ossos!”

Cavalgamos para Launceston hoje, terça-feira, 22. 

“Teu nome não é John Wesley?” 

 Quando atravessávamos uma vila chamada Sticklepath alguém me parou e perguntou abruptamente: “Teu nome não é John Wesley?” Imediatamente, umas três pessoas vieram e me disseram que deveria parar ali. Assim fiz e, antes que falássemos algumas palavras, nossas almas puderam se conhecer. 

Soube que se tratavam dos quakers 

Soube que se tratavam dos quacres; mas isso não me preocupou, vendo que o amor de Deus estava em seus corações. [56] 

 

Um honesto Quakers 

 

12/02/1772 – quarta-feira. 

li um livro muito diferente, publicado por um honesto quacre, sobre aquela execrável soma de todas as vilanias, que é comumente chamada de comércio de escravos 

No retorno, li um livro muito diferente, publicado por um honesto quakers, sobre aquela execrável soma de todas as vilanias, que é comumente chamada de comércio de escravos. Não li nada parecido no mundo pagão, tanto antigo quanto moderno, e infinitamente excede, em muitos exemplos, à barbaridade que os escravos cristãos sofreram em terras maometanas. [57] 

 

Sobre a salvação do Quakers 

 

Carta a um Batista 

“Você pensa que o modo de batismo é ‘necessário à salvação’: Eu nego até mesmo que o próprio batismo o seja;

se fosse assim, todo quacre estaria condenado, no que não poderia de modo algum acreditar. Não defendo que qualquer coisa seja necessária (estritamente falando) à salvação, a não ser a mente que havia em Cristo. Se não pensasse que tinha uma medida disto, seria alguém que o amaria assim como um ateu ou um publicano. Aqueles que acreditam na fé operada pelo amor são filhos de Deus. [58]

 

 

De membro devoto do Clube Santo a uma vida inconstante

 

“Dentro de um ano, ele próprio adotou os princípios morávios”

 

Westley Hall (1711–1776) nasceu em Salisbury. “Seu pai, Thomas, era um tecelão e sua mãe, Margaret, filha de Thomas Westley, reitor de Imber, perto de Warminster”. [59]

Seu irmão, Robert, tornou-se Lord Mayor de Londres e foi nomeado cavaleiro em 1744.

Westley “herdou a Mansão Hornington de seu pai e uma casa em Fisherton, perto de Salisbury, de sua mãe. Ele recebeu sua educação inicial do irmão de sua mãe, Thomas, Reitor de Berkeley, perto de Frome, e matriculou-se como um cavalheiro plebeu no Lincoln College, Oxford, em 26 de janeiro de 1731”. [60]

Westley era considerado excêntrico.[61]

Westley se tornou um “aluno de Wesley, que mais tarde recordou que ele tinha sido ‘santo e irrepreensível em todo tipo de conversa” [62]  e era um membro assíduo do Clube Santo, causando uma impressão tão favorável em Wesley que ele foi convidado para sua casa em Epworth”. [63]

Ele se tornou um “membro devoto do Clube Santo e um amigo da família Wesley. Tanto João quanto Carlos Wesley e sua mãe Susana ficaram impressionados com sua piedade; mas ele provou ser um homem de grande encanto que perseguiu seus próprios interesses impiedosamente, ignorando as consequências de sua infidelidade e libertinagem”. [64]

Casamento com irmã de Wesley

“Ele ficou secretamente noivo da irmã mais velha de Wesley, Martha, que ele havia conhecido quando ela estava hospedada com seu tio, Mateus, em Londres. Alguns meses depois, no entanto, ele pediu a irmã mais nova, Keziah, em casamento, e obteve o consentimento da família.

Quando Marta revelou seu noivado, ele abandonou Keziah e se casou com Martha, em 1735. Sua ação foi fortemente condenada por Charles e Samuel Wesley, que o descreveram como um ‘hipócrita de língua mansa". [65]

Wesley depois se reconciliou com Westley.

Convidado a ser capelão em Savannah

Westley deixou Oxford, em 1734, sem um diploma, mas foi consagrado “diácono e sacerdote pelo bispo de Londres com o objetivo de se tornar capelão em Savannah, na recém-criada colônia da Geórgia, em sucessão a Samuel Quincy. Ele se juntou aos Wesley e outros membros da expedição pretendida em Gravesend em 1735, mas (apesar de ter gasto £ 100 em roupas e móveis), em parte por causa de objeções de sua família, ele optou por sair, informando ao governador Oglethorpe que ele tinha sido oferecido um sustento por um tio”. [66]

Curador

“Homem de extraordinária piedade e amor às almas"

Westley se tornou curador em Wootton Rivers, Wiltshire, mudando-se para a casa de sua mãe em Fisherton, em 1735. Ele foi acompanhado pela Susanna Wesley que havia se tornado viúva. [67]

Sua inconstância

“Criticando fortemente a gestão da sociedade por João, bem como seu ensino religioso”

Em 1739, “a família mudou-se para Londres, onde ele se engajou ativamente na promoção da jovem sociedade metodista, pregando contra a doutrina morávia da ‘quietude’ e pedindo a expulsão de 2 membros da sociedade por não aderirem aos princípios da Igreja da Inglaterra. Dentro de um ano, ele próprio adotou os princípios morávios, convertendo Susana ao ‘testemunho do Espírito’ e criticando fortemente a gestão da sociedade por João, bem como seu ensino religioso”. [68]

Do moravianismo para o deísmo

Depois de passar algum tempo como curador em Gloucestershire, mudou-se para Salisbury, onde estabeleceu uma sociedade metodista, mas logo começou a seguir seu próprio caminho altamente instável.

Em 1743, em Salisbury, Westley criou uma “sociedade religiosa à qual instou João e Carlos a se juntarem, mas suas opiniões se tornaram cada vez mais extremas, passando do moravianismo para o deísmo, repudiando os sacramentos, negando a ressurreição e pregando e praticando a poligamia”.  [69]

Wesley lhe escreveu, em 18 de agosto de 1743 afirmando que ele é “um homem fraco, injurioso, inconstante, irresoluto, profundamente entusiasmado e altamente opinativo. Você precisa de um tutor agora mais do que quando veio para Oxford". [70]

Westley persistiu em suas opiniões excêntricas, procurando perturbar as reuniões de oração de Carlos em Bristol, 1750-51. [71]

Pouco depois, acompanhado de sua amante, mudou-se para as Índias Ocidentais, visitando Essequibo, na Guiana e em Barbados.

Reconciliando com sua esposa

Em seu retorno à Inglaterra, ele assumiu o dever clerical e se reconciliou com sua esposa.

Westley foi pai de 12 filhos e filhas, dos quais pelo somente três sobreviveram à infância.[72]

Ele faleceu em Bristol em 3 de janeiro de 1776.

João ajudou em seu serviço funerário, comentando em seu diário: "Deus lhe dera profundo arrependimento. Tal outro monumento da misericórdia divina, considerando quão baixo ele havia caído, e de que altura de santidade, eu não vi, não, não em 70 anos". [73]

Sua esposa, Martha morreu em 12 de julho de 1791.

 


Heresia de Thomas Maxfield e George Bell

 

John Wesley combateu veementemente as doutrinas extremistas e o fanatismo de Thomas Maxfield e George Bell no início da década de 1760. Maxfield, o primeiro pregador leigo de Wesley, e Bell, um cabo do exército e pregador, passaram a defender uma forma de "perfeição sinless" (perfeição sem pecado) que Wesley considerava herética e perigosa para a estabilidade do movimento metodista.[74]

 

Esse jovem se chamava Thomas Maxfield, que veio a ser um pregador metodista.

“Ele experimentou uma conversão dramática enquanto John Wesley estava pregando em Bristol em 1739 e logo se tornou assistente leigo de Wesley. Em 1741 ele foi deixado no comando da sociedade Foundery enquanto Wesley estava em Bristol. Sabendo que Maxfield tinha começado a pregar, Wesley estava prestes a intervir, mas sua mãe Susanna o convenceu a ouvir Maxfield primeiro. Depois de ouvi-lo, Wesley reconheceu seu chamado de Deus e o nomeou um dos primeiros de seus pregadores leigos, referindo-se a ele como seu primeiro ‘filho no evangelho".[75]

Maxfield, contudo, seguiu o fanático George Bell, em 1763, e deixou também o metodismo. Mais tarde, escreveu contra João e Carlos Wesley, mas eles não reagiram.

“Antes de morrer, houve alguma cura da fenda e John Wesley pregou em sua capela duas vezes em 1783 e o visitou em sua doença final. Ele morreu em Londres em 18 de março de 1784”.[76]

“Eu nunca vi alguém tão dilacerado pelo maligno”

Falando ainda sobre a libertação de Thomas Maxfield, Wesley reconheceu que essa era uma ação maligna. Ele disse: “Exceto J—n H—n, eu nunca vi alguém tão dilacerado pelo maligno. Mesquinho enquanto muitos outros começaram a clamar ao Salvador de todos, para que ele viesse e os ajudasse, na medida em que toda a casa (e na verdade toda a rua por algum espaço) estava em alvoroço. Mas continuamos em oração; e antes das dez, a maior parte encontrou descanso para suas almas”.[77]

 

Wesley diante das oposições e controvérsias religiosas

 

John Wesley (1703-1791) enfrentou intensas oposições e controvérsias religiosas ao longo de seu ministério no século XVIII, lidando com elas através de persistência, pregação itinerante e uma teologia equilibrada. Ele foi frequentemente rejeitado pela Igreja Anglicana, sofreu perseguição física e divergiu doutrinariamente de calvinistas, mantendo, no entanto, uma postura de amor cristão e firmeza doutrinária.[78]

 

Em sua caminhada, Wesley enfrentou toda espécie de oposição, incompreensão, crítica  e abandono. Ele viveu em um período difícil para o povo inglês, que explodia em revoltas. A Inglaterra se tornava o principal centro econômico do mundo, mas com o povo pagando um alto preço.[79]

 “As classes populares da Inglaterra do século XVIII eram ignorantes, grosseiras e desordenadas. Tinham herdado as agitações políticas do século anterior e havia uma tendência muita elevada aos alvoroços (...) nunca mudava seu ódio intenso aos papistas, de um lado e, de outro, aos dissidentes.”[80]

Foi na Universidade, em Oxford, que Wesley começou a experimentar  oposição às suas ideias e práticas religiosas.

“(...) em 1731, os estudantes de mais tempo de casa fizeram uma reunião com o fim expresso de deter o progresso do Metodismo. No ano seguinte, a imprensa, que já exercia uma grande influência na Inglaterra, também entrou na luta. O semanário Eogg´s Weekly Journal atacou com violência Wesley e seus amigos, comparando-o com os essênios da Judéia e os pietistas da Suíça, e acusando-os de querer transformar a Universidade em um mosteiro.”[81]

Um dos problemas sérios e de provas para o grupo metodista aconteceu em 1732, com a notícia da morte de William Morgan, cujo boato dizia que sua morte foi devido ao rigoroso ascetismo do estilo de vida metodista.[82]

As controvérsias foram especialmente em relação às doutrinas. Wesley queria que os pregadores e clérigos metodistas pregassem, especialmente, sobre as três doutrinas principais metodistas:      “(...) as três grandes doutrinas bíblicas - o pecado original, a justificação pela fé, e a consequente santidade.”[83]

Ele definia a santidade ou a perfeição cristã  numa palavra – o amor de Deus derramado no coração pelo Espírito Santo:

  “Nas Minutes, Wesley mais uma vez define a perfeição cristã como ‘amar a Deus de todo o coração, de modo que qualquer mal temperamento é destruído, e todo o pensamento, palavra e ação surgem e são conduzidos para aquele fim pelo puro amor a Deus e ao nosso próximo.”[84]

Em 1764, Wesley fez uma revisão e um sumário do que ele entendia sobre a doutrina da perfeição cristã.[85]

Umas das piores dificuldades que Wesley teve em seu ministério foi as controvérsias teológicas com o seu amigo Jorge Whitefield. Por causa da defesa de Whitefield da predestinação[86] e sua tendência de depreciar a necessidade de santificação e de edificação na vida cristã, eles se separaram.[87]

Qual era a diferença básica entre o arminianismo de Wesley e a predestinação de Whitefield?

Para Wesley, o livre arbítrio contribuía mais para a glória de Deus do que a predestinação, que ele chamava também de “condenação”.[88]

Ao contrário de Wesley, George Whitefield acreditava na doutrina da perseverança do crente:

“A disputa teológica de Wesley com Whitefield tinha dois pontos: as doutrinas relacionadas com a predestinação e as questões da justiça imputada. Whitefield aceitava a crença dos calvinistas de que uma pessoa verdadeiramente justificada por Deus perseveraria na fé até o fim – não havia nada parecido com recaída entre os verdadeiros crentes.”[89]

Sobre a justiça de Cristo, Wesley e Whitefield  tinham a seguinte opinião:

“Sobre a justificação, Whitefield concordava com a  idéia calvinista de que apenas a justiça de Cristo é imputada a nós para nossa salvação, e que não temos justiça a não ser a de Cristo. Wesley estava ficando convencido que a atividade de Deus em Cristo, embora a causa de nossa salvação, era apenas uma parte do quadro; a atividade de Deus em nós era também importante, de modo que a fé que temos, em nós, pela graça de Deus (“uma confiança real que o homem tem de que Cristo o amou e morreu por ele” ) era a condição exigida para nossa salvação. E essa fé resultaria em uma verdadeira mudança no crente, onde, pela graça de Deus , a justiça de Cristo seria concedida à pessoa, que não apenas seria tida como justa mas se tornaria justa (santificação ou santa).”[90]

Whitefield era o principal líder calvinista entre os reavivalistas evangélicos.[91] Em 1741, eles se separaram. Foi inevitável, pois Wesley era arminiano e  Whitefield, calvinista.[92] Entre as discordâncias com Whitefield estava sobre a possibilidade da eliminação do pecado na vida humana. Whitefield disse: “Não concordo  que a realidade do pecado íntima possa ser destruída nesta  vida.”[93]

Em abril de 1739, Wesley pregou seu sermão Livre Graça e depois o publicou juntamente com o poema “Redenção Universal” de Carlos Wesley: “O sermão tratou diretamente de seu ponto básico de diferença com George Whitefield, a doutrina da graça irresistível e todos os corolários da predestinação: redenção limitada, eleição incondicional, condenação (lei ‘horrível’) e perseverança dos santos.[94]

Uma das batalhas teológicas travadas por Wesley foi contra o antinomianismo, que a Conferência de 1744 definiu assim:

 “P. Que é antinomianismo?

R. A doutrina que torna a lei inútil em presença da fé.” [95]

Wesley precisou fazer um vigoroso protesto junto à Conferência pela tendência de alguns metodistas para o calvinismo antinominiano. Suas três questões foram:

“Dissemos, em 1774: ´Temo-nos inclinado demasiadamente para o calvinismo.  Em quê?

1.Com relação à fidelidade do homem. Nosso Senhor mesmo ensinou-nos a usar essa expressão. Nunca devíamos envergonhar-nos dela. Devíamos proclamar firmemente, estribados em sua autoridade, que, se o homem não for fiel nas riquezas injustas, Deus lhe não dará as riquezas verdadeiras.

2. Em relação a trabalhar pela vida. Isto também nosso Senhor nos recomendou expressamente. Trabalhai – literalmente operai – pela comida que permanece para a vida eterna. E, de fato, todo crente, até que suba  à glória, trabalha para a vida e pela vida.

3. Temos recebido como máxima que ó homem nada deve fazer para a justificação. Nada pode ser mais falso. Quem quer que deseje  achar graça diante de Deus, ´cesse de fazer o mal e aprenda a fazer o bem´., Quem  quer que se arrependa, fará ´obras dignas de arrependimento´. E se isto não se faz para achar graça, para que, então, se faz?” [96]

Wesley teve também batalhas teológicas com os Moravianos, especialmente em relação ao quietismo,[97] mas as batalhas teológicas contra a predestinação,[98] foram mais intensas. Wesley  teve sérias dificuldades, pois alguns dos seus líderes e amigos tendiam para o calvinismo, como George Whitefield e a condessa Lady Huntingdom. Foi preciso a Conferência Anual de 1770 confirmar o metodismo arminiano,[99] com o apoio de Fletcher.[100]

 “Em 1769, a controvérsia sobre a predestinação renovou-se com intensidade. Na ´Conferência´ de 1770 Wesley tomou forte posição arminiana e foi defendido por seu devotado discípulo,  o suíço John William Fletcher  (...). O resultado da controvérsia foi confirmar o caráter arminiano do metodismo wesleyano.”[101]

Mas mesmo tendo dificuldades, inclusive, com George Whitefield, eles continuaram amigos. Inclusive, a pedido dele, Wesley pregou no seu ofício fúnebre, em 1770.[102]

Talvez, por isso, Wesley publicou, em 1771, o sermão  O Senhor nossa Justiça. O objetivo foi prevenir mal-entendido sobre a salvação pela fé. Contudo, ele repudiava as contendas sobre religião:

  “Como são odiosas e como são numerosas as contendas levantadas acerca da religião! E não somente entre os filhos deste século, entre os que não conhecem o que seja a verdadeira religião, mas entre os filhos de Deus (...). Quantas almas débeis se escandalizam por essa causa! Quantos estropiados se desviaram do caminho! Quantos pecador esse afervoraram no desprezo de toda a religião e na aversão àqueles que professam!”[103]

Por diversas vezes, Wesley procurou resolver conflitos nas sociedades metodistas, mas as mais graves foram com os próprios líderes e até amigos. Foi assim com Thomas Maxfield[104] e George Bell.

“Em janeiro de 1763, George Bell estava proclamando que o fim do mundo chegaria no mês seguinte, dia 28 de fevereiro.”[105]

As tentativas de mudar Bell foram em vão. Maxfield afirmava que o cristão perfeito estava sem pecado e, uma vez perfeito, permanecia nesse estado quase angelical.[106] Ambos deixaram o metodismo.


 

Conferência Anual trata de problemas doutrinários

 

Sim, a Conferência Anual Metodista (Annual Conference) conduzida por John Wesley, especialmente durante a década de 1740 e início de 1750, tratava frequentemente de questões doutrinárias fundamentais para estabelecer o movimento..[107]

 

“A Conferência anual dos pregadores realizada em Leeds, em maio de 1753, apresentou uma oportunidade para se estabelecer diversos assuntos. Os problemas doutrinários eram a primeira ordem do dia, especialmente as contínuas tensões com 'a corrupção dos alemães' (isto é, os morávios) e a 'mancha' da predestinação e do antinomianismo (isto é, Whitefield) ".[108]

Nesse período o assunto perfeição cristã causava certa comoção. Alguns acreditavam ter recebido o dom da perfeição entusiasmando assim a Wesley, seu ardente defensor. Por outro lado  problemas começaram a surgir com extremismos de certos pregadores. “Alguns haviam afirmado que até a perfeição a pessoa estava sob a maldição de Deus, entre eles, Thomás Maxfield e George Bell, que levaram a doutrina até as últimas consequências afirmando que com a perfeição as pessoas passavam a viver em estado angelical. A Conferência de 1763 procurou tratar desses abusos ”.[109]

 

Heresia, uma obra da carne

 

 Em suas Notas Explanatórias sobre o Novo Testamento, Wesley interpreta "heresia" no contexto de Gálatas 5, referindo-se não só a falsos ensinamentos, mas a divisões, dissensões e partidos (factions) gerados por um espírito de orgulho e teimosia. Ele argumenta que algumas obras mencionadas como da "carne" são produzidas principalmente na mente, incluindo a heresia, demonstrando que a "carne" para ele não se limita aos apetites sensuais, mas à corrupção da natureza humana.[110]

 

Gálatas 5, Versículo 1

Firmes na liberdade

 

Permanecei, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não vos enredai novamente no jugo da servidão.

Comentários de Wesley

E não se enrede novamente com o jugo da escravidão legal

Permanecei firmes, portanto, na liberdade - Da lei cerimonial.

Com o qual Cristo nos fez - E todos os crentes, livres; e não se enrede novamente com o jugo da escravidão legal.'

Versículo 2

Se fordes circuncidados, Cristo de nada vos aproveitar

Eis que eu, Paulo, vos digo que, se fordes circuncidados, Cristo de nada vos aproveitará.

Comentários de Wesley

Se você for circuncidado

Se você for circuncidado - E procurar ser justificado por isso.

Cristo - A instituição cristã.

De nada vos aproveitará

De nada vos aproveitará - Pois você renuncia a Cristo e a todas as bênçãos que são pela fé nele.

Versículo 3

Devedor de cumprir toda a lei

Pois eu testifico novamente a todo homem que é circuncidado, que ele é devedor de cumprir toda a lei.

Comentários de Wesley

Eu testifico a todo homem - todo gentio.

Ou seja, circuncidado - Ele assim se torna um devedor - Obriga.

Versículo 4

Cristo tornou-se inútil para vós

Cristo tornou-se inútil para vós, qualquer um de vós que for justificado pela lei; vós caístes da graça.

Comentários de Wesley

Portanto, Cristo não tem efeito para vocês

Portanto, Cristo não tem efeito para vocês - que procuram ser justificados pela lei. Vós caístes da graça - Vós renunciais à nova aliança. Vós renunciais ao benefício desta graciosa dispensação.

Versículo 5

Aguardamos a esperança da justiça

Pois nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça pela fé.

Comentários de Wesley

Pois nós - que cremos em Cristo, que estamos sob a dispensação do evangelho.

Através do Espírito - Sem qualquer uma dessas ordenanças carnais.

Espere - com certeza de alcançar.

A justiça que esperamos, e a recompensa completa dela

A esperança da justiça - A justiça que esperamos, e a recompensa completa dela. Esta justiça recebemos de Deus pela fé; e pela fé obteremos a recompensa.

Versículo 6

Nem a circuncisão nem a incircuncisão

Pois em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão têm valor algum; mas a fé que opera pelo amor.

Comentários de Wesley

Aliança cristã

em Cristo Jesus - De acordo com a instituição que ele estabeleceu, de acordo com o teor da aliança cristã.

Nem circuncisão - Com a observância mais pontual da lei.

Nem incircuncisão - Com a moralidade pagã mais exata.

Rumo à justificação

Aproveita qualquer coisa - Rumo à justificação presente ou salvação eterna.

Mas a fé - Sozinha; mesmo aquela fé que opera pelo amor - Toda santidade interior e exterior.

Versículo 7

Quem vos impediu

Você correu bem; Quem vos impediu de obedecer à verdade?

Comentários de Wesley

Você correu bem - Na corrida da fé. Quem vos impediu no vosso proceder, para que não obedeçais à verdade?

Versículo 8freestar

Esta persuasão não vem daquele que vos chama.

Comentários de Wesley

Esta vossa persuasão atual não vem de Deus

Esta vossa persuasão atual não vem de Deus, que vos chamou - para o seu reino e glória.

Versículo 9

Um pouco de fermento leveda toda a massa.

Um perturbador perturba a todos

Um pouco de fermento leveda toda a massa - Um perturbador, versículo 10, perturba a todos.

Versículo 10

Não pensareis de outra forma

Tenho confiança em vós pelo Senhor, que não pensareis de outra forma; mas aquele que vos perturbar levará o seu juízo, seja ele quem for.freestar

Comentários de Wesley

No entanto, tenho confiança de que - Depois de ler isso.

Você não terá outra mente - Do que eu, e você era.

Se esforçou para seduzi-los

Mas aquele que te incomoda - Parece ter sido uma pessoa principalmente que se esforçou para seduzi-los.

Deve suportar o seu julgamento - Um fardo pesado, já pairando sobre sua cabeça.

Versículo 11

Se ainda prego a circuncisão

E eu, irmãos, se ainda prego a circuncisão, por que ainda sofro perseguição? então cessou a ofensa da cruz.

Comentários de Wesley

Mas se eu ainda pregar a circuncisão - Como aquele perturbador parece ter afirmado, provavelmente aproveitando a ocasião de ter circuncidado Timóteo.

Isso implicava a abolição da lei

Por que eu ainda sofro perseguição? então a ofensa da cruz cessou - A grande razão pela qual os judeus ficaram tão ofendidos com sua pregação de Cristo crucificado, e tão amargamente o perseguiram por isso, foi que isso implicava a abolição da lei. No entanto, São Paulo não condenou a conformidade, por condescendência com a fraqueza de ninguém, nem mesmo com a lei cerimonial; mas ele condenou absolutamente aqueles que o ensinavam como necessário para a justificação.

Versículo 12

Eu gostaria que eles fossem cortados, o que o incomoda.

Comentários de Wesley

Eu gostaria que eles fossem cortados

Eu gostaria que eles fossem cortados - Da sua comunhão; expulso de sua igreja, que assim o perturba.

Versículo 13

Fostes chamados à liberdade

Porque, irmãos, fostes chamados à liberdade; Não useis apenas a liberdade para ocasião à carne, mas pelo amor servi uns aos outros.

Comentários de Wesley

Vós fostes chamados à liberdade - Do pecado e da miséria, bem como da lei cerimonial.

Apenas não use a liberdade para uma ocasião para a carne

Apenas não use a liberdade para uma ocasião para a carne - Não tome ocasião daqui para gratificar a natureza corrupta.

Mas pelo amor servi uns aos outros - E aqui mostre que Cristo vos libertou.

Versículo 14

Pois toda a lei se cumpre em uma só palavra

Pois toda a lei se cumpre em uma só palavra, mesmo nesta; Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Comentários de Wesley

Amarás o teu próximo como a ti mesmo

Pois toda a lei é cumprida nisso: Amarás o teu próximo como a ti mesmo - visto que ninguém pode fazer isso sem amar a Deus, 1 João 4:12; e o amor de Deus e do homem inclui toda a perfeição. Levítico 19:18.

Versículo 15

Se vos morderdes e vos devorardes uns aos outros

Mas, se vos morderdes e vos devorardes uns aos outros, vede-vos que.

 

Comentários de Wesley

Em consequência das divisões que esses perturbadores ocasionaram entre vocês

Mas se - Pelo contrário, em consequência das divisões que esses perturbadores ocasionaram entre vocês, vocês se mordem por falar mal.

E devorar uns aos outros - Por injúria e clamor.

Acautelai-vos

Acautelai-vos de não vos consumirdes uns dos outros - Por amargura, contenda e contenda, nossa saúde e força, tanto do corpo quanto da alma, são consumidas, assim como nossa substância e reputação.

Versículo 16

Andai no Espírito

Digo, pois, isto: Andai no Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.

Comentários de Wesley

Eu digo então - Ele agora explica o que ele propôs, Gálatas 5:13 .

Ande pelo Espírito - Siga sua orientação em todas as coisas.

E não cumprir - Em nada.

O desejo da carne - De natureza corrupta.

Versículo 17

A carne cobiça contra o Espírito

Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, e estes são contrários um ao outro, de modo que não podeis fazer o que quereis.

Comentários de Wesley

A natureza deseja o que é totalmente contrário ao Espírito de Deus

Pois a carne deseja contra o Espírito - A natureza deseja o que é totalmente contrário ao Espírito de Deus.

Mas o Espírito contra a carne- - Mas o Espírito Santo, por sua vez, se opõe à sua natureza maligna.

Não pode haver acordo entre eles

Estes são contrários um ao outro - A carne e o Espírito; não pode haver acordo entre eles.

Para que não façais o que quereis- - Para que, sendo assim fortalecidos pelo Espírito, não cumprais o desejo da carne, como de outra forma faríeis.

Versículo 18

Se sois guiados pelo Espírito

Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.

Comentários de Wesley

Mas se sois guiados pelo Espírito - De liberdade e amor, em toda santidade.

Vós não estais debaixo da lei

Vós não estais debaixo da lei - Não sob a maldição ou escravidão dela; não sob a culpa ou o poder do pecado.

Versículo 19

São manifestas as obras da carne

Ora, são manifestas as obras da carne, que são estas; Adultério, prostituição, impureza, lascívia,

Comentários de Wesley

Agora, as obras da carne - Pelo qual esse princípio interior é descoberto.

As obras são mencionadas no plural porque são distintas e muitas vezes inconsistentes umas com as outras

São manifestos - Simples e inegáveis. As obras são mencionadas no plural porque são distintas e muitas vezes inconsistentes umas com as outras.

Mas "o fruto do Espírito" é mencionado no singular

Mas "o fruto do Espírito" é mencionado no singular, Gálatas 5:22, como sendo todos consistentes e conectados entre si.

Obras da carne x fruto do Espírito

Quais são estes - Ele enumera as "obras da carne" para as quais os gálatas estavam mais inclinados; e aquelas partes do "fruto do Espírito" das quais eles estavam em maior necessidade.

Aquém da impureza real

Lasciviousness - A palavra grega significa qualquer coisa interna ou externa que seja contrária à castidade, e ainda assim aquém da impureza real.

Versículo 20

Idolatria, feitiçaria, ódio, discórdia, emulações, ira, contenda, sedições, heresias,

Comentários de Wesley

Aparece a partir de sua união com a adoração de deuses do diabo

Idolatria, feitiçaria - Que isso significa feitiçaria, estritamente falando, (não envenenamento), aparece a partir de sua união com a adoração de deuses do diabo, e não com assassinato. Isso é frequente e solenemente proibido no Antigo Testamento. Negar, portanto, que existe, ou já existiu, tal coisa, é, por consequência clara, negar a autoridade tanto do Antigo quanto do Novo Testamento.

Heresias são divisões em comunidades religiosas

Divisões - Em questões domésticas ou civis. Heresias são divisões em comunidades religiosas.

Versículo 21

Invejas, homicídios, bebedices, orgias e coisas semelhantes, das quais eu vos digo antes, como também já vos disse outrora, que os que tais coisas fazem não herdarão o reino de Deus.

Comentários de Wesley

É claro que o apóstolo não quer dizer "carne" apenas o corpo, ou apenas os apetites e inclinações sensuais, mas a corrupção da natureza humana

Folias - Entretenimentos luxuosos. Algumas das obras aqui mencionadas são feitas principalmente, se não inteiramente, na mente; e, no entanto, são chamadas de "obras da carne". Portanto, é claro que o apóstolo não quer dizer "carne" apenas o corpo, ou apenas os apetites e inclinações sensuais, mas a corrupção da natureza humana, à medida que se espalha por todos os poderes da alma, bem como por todos os membros do corpo.

Do qual eu lhe digo antes - Antes do evento, eu o aviso.

O fruto do Espírito

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé,

Amor - A raiz de todo o resto.

Para com todos os homens

Gentileza - Para com todos os homens; homens ignorantes e perversos em particular.

No temperamento ou no comportamento

Bondade - A palavra grega significa tudo o que é benigno, suave, vencedor, terno, seja no temperamento ou no comportamento.

Versículo 23

Mansidão, temperança: contra isso não há lei.

Comentários de Wesley

Afeições e paixões em equilíbrio

Mansidão - Mantendo todas as afeições e paixões em equilíbrio.

Versículo 24

E os que são de Cristo crucificaram a carne com as afeições e concupiscências.

Comentários de Wesley

E aqueles que são de Cristo - Verdadeiros crentes nele. Crucificou assim a carne

E aqueles que são de Cristo - Verdadeiros crentes nele. Crucificou assim a carne - Pregou-a, por assim dizer, a uma cruz de onde não tem poder para se soltar, mas é continuamente cada vez mais fraca.

Todas as suas paixões, apetites e inclinações malignas

Com suas afeições e desejos - Todas as suas paixões, apetites e inclinações malignas.

Versículo 25

Se vivemos no Espírito

Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.

Comentários de Wesley

Se vivermos pelo Espírito - Se realmente ressuscitamos dos mortos, e estamos vivos para Deus, pela operação do seu Espírito.

Vamos andar pelo Espírito

Vamos andar pelo Espírito - Vamos seguir a sua orientação, em todos os nossos temperamentos, pensamentos, palavras e ações.

Versículo 26

Não sejamos desejosos de glória vã, provocando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.

Comentários de Wesley

Não deseje a glória vã

Não deseje a glória vã - Do louvor ou estima dos homens. Aqueles que não seguem cuidadosa e atentamente o Espírito, facilmente deslizam para isso: cujos efeitos naturais são, provocando a inveja daqueles que estão abaixo de nós, e invejando aqueles que estão acima de nós.[111]

 

 

A heresia em Corinto

 

Segundo as Notas sobre o Novo Testamento de John Wesley, a "heresia" em Corinto não era apenas um erro doutrinário abstrato, mas sim divisões práticas, divisões (cismas) e uma atitude irreverente que negava o amor cristão e a unidade. Wesley interpretava o termo "heresia" no contexto de 1 Coríntios 11:19 não como uma separação formal, mas como facções internas ou partidos ("I am of Paul, I am of Apollos") que destroçavam a comunhão da igreja. [112]

 

1 Coríntios 11

 

Versículo 18

quando vos reunis na igreja, ouço que há divisões entre vós

Pois, antes de tudo, quando vos reunis na igreja, ouço que há divisões entre vós; e eu acredito em parte.

Na igreja - Na assembleia pública. 

Ouvi dizer que há cismas entre vocês; e eu acredito em parte nisso - Isto é, eu acredito nisso de alguns de vocês, disse Wesley. 

mas divisões sem caridade nela; pois os coríntios continuaram a ser uma igreja; e, apesar de todas as suas lutas e contendas 

Comentários de Wesley:

É claro que por cismas não se entende qualquer separação da igreja, mas divisões sem caridade nela; pois os coríntios continuaram a ser uma igreja; e, apesar de todas as suas lutas e contendas, não havia separação de nenhuma das partes das demais, no que diz respeito à comunhão externa. E é no mesmo sentido que a palavra é usada, 1 Coríntios 1:101 Coríntios 12:25; que são os únicos lugares no Novo Testamento, além deste, onde os cismas da igreja são mencionados. Portanto, ceder a qualquer temperamento contrário a esse terno cuidado um do outro é o verdadeiro cisma bíblico. Isso é, portanto, uma coisa bem diferente daquela separação ordenada das igrejas corruptas que as eras posteriores estigmatizaram como cismas; e fingiram as mais vis crueldades, opressões e assassinatos que perturbaram o mundo cristão. 

Tanto as heresias quanto os cismas são aqui mencionados quase no mesmo sentido; a menos que por cismas se entenda, em vez disso, aquelas animosidades internas que ocasionam heresias 

Comentários de Wesley:

Tanto as heresias quanto os cismas são aqui mencionados quase no mesmo sentido; a menos que por cismas se entenda, em vez disso, aquelas animosidades internas que ocasionam heresias; isto é, divisões ou partidos externos: de modo que, enquanto um dizia: "Eu sou de Paulo", outro, "Eu sou de Apolo", isso implicava tanto cisma quanto heresia. Tão maravilhosamente as eras posteriores distorceram as palavras heresia e cisma de seu significado bíblico. 

Portanto, tanto a heresia quanto o cisma, no sentido moderno das palavras, são pecados dos quais a escritura nada sabe 

Comentários de Wesley:

A heresia não é, em toda a Bíblia, considerada "um erro nos fundamentos" ou em qualquer outra coisa; nem cisma, para qualquer separação feita da comunhão externa dos outros. Portanto, tanto a heresia quanto o cisma, no sentido moderno das palavras, são pecados dos quais a escritura nada sabe; mas foram inventados apenas para privar a humanidade do benefício do julgamento privado e da liberdade de consciência. 

Versículo 19

Deus os permite, para que apareça quem entre vocês é e quem não é reto de coração

Pois também deve haver heresias entre vocês, para que os aprovados se manifestem entre vocês.

Comentários de Wesley:

Deve haver heresias - divisões.

Entre vocês - No curso normal das coisas; e Deus os permite, para que apareça quem entre vocês é e quem não é reto de coração. [113]

 

 



[1]
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[2] https://www.repositoriocristao.com/conteúdo/estudos/pais-da-igreja

[3] Visão geral criada por IA do Google

[4] Visão geral criada por IA do Google

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[13] http://www.andrewthompson.com/

[14] WESLEY, João Wesley. Trechos do Diário de João Wesley. Traduzido por Paul Eugene Buyers. Junta Geral de Educação Cristã, 1965, p.41.

[15] Maxfield foi o primeiro pregador leigo do metodismo, em abril de 1739, após ter tido uma violenta experiência em Bristol com a pregação de Wesley (HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p.115).

[16] HEITZENHATER, Richard P., Wesley e o Povo Chamado Metodista, Editeo-Pastoral Bennett, 1996, p.209-0.

[17] Ibidem.

[18] Idem, p.246.

[19] Idem, p.111

[20] Idem, p.112.

[21] Visão geral criada por IA do Google

[22] https://www.oamadorteologo.com/ post/história-da-igreja-os-pais-da-igreja#

[23] https://www.oamadorteologo.com/ post/história-da-igreja-os-pais-da-igreja#

[24] http://www.allanbevere.com/2015/08/john-wesley-on-infant-baptism.html

[25] https://www.churchfathers.org/infant-baptism

[26] https://www.estudantedefilosofia.com.br/filosofos/origenes.php

[27] https://pt.wikipedia.org/wiki/Orígenes

[28] https://www.churchfathers.org/infant-baptism 

[29] https://servantofchrist.tripod.com/ofsuchisthekingdom/id18.html

[30] https://servantofchrist.tripod.com/ofsuchisthekingdom/id18.html; https://northamanglican.com/infant-baptism-a-treatise-in-defense-of-infant-baptism-written-in-the-scholastic-style-part-i/

[31] https://www.churchfathers.org/infant-baptism

[32] https://escolakids.uol.com.br/historia/revoltas-anabatistas.htm

[33] https://brasilescola.uol.com.br/historiag/martin-luther-king.htm

[34] https://www.nps.gov/malu/planyourvisit/ebenezer_baptist_church.htm

[35] BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São Paulo: Imprensa Metodista, 1960,.p.210.

[36] Visão geral criada por IA do Google

[37]  WALKER, Welliston. História da Igreja Cristã. 2 v. ASTE, São Paulo, [s.ed], [s.d],p.160.

[38] WALKER, Welliston, Ibidem, p.160.

[39] HILL, Christopher. O mundo de ponta-cabeça.  São Paulo: Companhia Duas Cidades, 1991p.204

[40] Ibidem.

[41] Ibidem, p.207.

[42] Ibidem.

[43] Ibidem, p.208.

[44] Ibidem, p. 225.

[45] Ibidem, p. 43-4.

[46] Ibidem, p.94.

[47] Ibidem, p.95.

[48] WALKER, Welliston, Ibidem, p.160.

[49] WALKER, Welliston, Ibidem, p.160-1.

[50] Ibidem.

[51] Visão geral criada por IA do Google

[52] WALKER, Welliston. História da Igreja Cristã. 2 v. São Paulo: Imprensa metodista, ASTE, 1967, p.160.

[53] HILL, Christopher. O mundo de ponta-cabeça. São Paulo: Companhia Duas Cidades, 1991.

p.95.

[54] WALKER, Welliston. História da Igreja Cristã. 2 v. São Paulo: Imprensa metodista, ASTE, 1967,  p.160-1.

[55] Ibidem.

[56] O Diário de John Wesley, o Pai do Metodismo (1735-1791). Angular Editora, 2017.

[57] O Diário de John Wesley, o Pai do Metodismo (1735-1791). Angular Editora, 2017.

[58] O Diário de John Wesley, o Pai do Metodismo (1735-1791). Angular Editora, 2017.

[59] http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html

[60] http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html

[61] https://en.wikisource.org/wiki/Dictionary_of_National_Biography,_1885-1900/Hall,_Westley

[62] https://en.wikisource.org/wiki/Dictionary_of_National_Biography,_1885-1900/Hall,_Westley

[63] http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html

[64] https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=1230

[65] http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html

[66] http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html

[67] https://en.wikisource.org/wiki/Dictionary_of_National_Biography,_1885-1900/Hall,_Westley

[68] http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html

[69] http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html

[70] http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html

[71] http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html

[72] http://www.wesleyresearch.net/westley-hall.html

[73] http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html

[74] Visão geral criada por IA do Google

[75] https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=1849

[76] https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=1849

[78] Visão geral criada por IA

[79] Conferir Contexto Social  e Wesley no contexto social-político-religioso da Inglaterra no no século XVIII , no Capítulo 2 da tese, onde há uma descrição mais detalhada da grave crise em que vivia o povo.

[80] LILIÈVRE, Mateo. João Wesley – Sua vida e obra. São Paulo: Editora Vida, 1997p.12.

[81] Ibidem, p.46.

[82] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p.46.

[83] Ibidem., p.204.

[84] Ibidem., p.205.

[85] 1) Existe a perfeição, pois ela é  constantemente citada nas Escrituras. 2) Ela não vem cedo como a justificação, pois as pessoas justificadas precisam ‘prosseguir para a perfeição’ - Hebreus 6:1. 3) Não é tão tardia quanto a morte, pois S.Paulo nos fala de homens vivos que eram perfeitos – Fil.3:15. 4) Não é absoluta. A perfeição absoluta não pertence ao homem, nem aos anjos, mas somente a Deus. 5) Ela não torna o homem infalível: ninguém é infalível enquanto está no corpo. 6)  É ela sem pecado? Não vale a pena contendermos a respeito de termos. Ela é ’salvação do pecado’. 7) É ‘amor perfeito’ - I Jo 4:18. Este é a essência da mesma. As suas propriedades ou frutos inseparáveis são: alegria constante, oração sem cessar e em tudo darmos graças- I Ts 5:16, etc. 8) Não podemos prová-la. Não pode de maneira nenhuma permanecer como um ponto indivisível, ser incapaz de desenvolvimento, pois uma pessoa aperfeiçoada em amor pode crescer na graça muito mais rapidamente do que o fazia antes. 9) Pode ser perdida. Temos muitos exemplos disto. Mas não tínhamos inteira convicção disso até 5 ou 6 anos atrás. 10) É constantemente precedida e seguida de um trabalho gradual.” (BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da teologia de João Wesley. Ibidem, p.212).

[86] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem., p.107.

[87] Ibidem, p.214.

[88] Eis um resumo do que Wesley pensava sobre a predestinação: Se existe a eleição, toda a pregação seria vã; ela tende a destruir diretamente a santidade; tende a destruir o nosso zelo pelas boas obras; subverte toda a revelação cristã; faz a revelação contradizer-se; é uma doutrina cheia de blasfêmia, pois coloca Jesus como um hipócrita, um enganador do povo, etc (BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da teologia de João Wesley. Ibidem, p. 53-4)

[89] HEITZENHATER, Richard P.Ibidem, p.107.

[90] Ibidem.

[91] Segundo D.M.Lloyd-Jones, Os temas das pregações de Whitefield eram: O pecado original, A regeneração, o Espírito Santo, a justificação pela fé, etc. (JONES, D. M. Lloyd. Os puritanos. Ibidem, p.130-1).

[92] HEITZENHATER, Richard P.Ibidem, p.120-1.

[93] Ibidem, p.120.

[94] Ibidem

[95] WESLEY. João. Sermões de Wesley. v.2, ibidem, p.174.

[96] Ibidem, p.174-5.

[97] Um moraviano, Philip Henry Molther, ensinava que, para alcançar a verdadeira religião,  deveriam ser abandonados “todos os meios de graça e todas as obras de piedade e, em vez disso, deviam permanecer ‘quietos’ diante do Senhor” (HEITZENHATER, Richard  P., Ibidem, p.154).

[98] Rudof Otto afirma que “Ela é o meio pelo qual tenta-se dar uma expressão conceitual a algo que não pode ser explicado. Como mistério, ela é absolutamente indispensável e perfeitamente legítima. Esta liberdade torna-se summainjúria quando não se leva em conta que ela é um signo analógico, e quando se toma esse ideograma por um conceito e por base de uma teoria. A idéia de predestinação torna-se, numa religião racional como o cristianismo, perniciosa e intolerável, por mais que se tente faze-la inofensiva de atenuações múltiplas” (OTTO, Rudof. O Sagrado. Ibidem, p.91.).

[99] WALKER, Welliston, Ibidem, p. 212.

[100] João Guilherme de La Flechére ou João Fletcher nasceu em Nyon, Suíça, em 12 de setembro de 1729. Descendia de uma família francesa e estudou na Universidade de Genebra. Por questões de consciência não se tornou pastor da Igreja Reformada, por causa do credo calvinista. Foi um dos líderes que apoiou Wesley. No Anexo, abordaremos sobre a sua vida e ministério.

[101]WALKER, Welliston,  Ibidem, p.212.

[102] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p. 241.

[103] WESLEY, João. Sermões de Wesley. v.1, ibidem, p.406.

[104] Maxfield foi o primeiro pregador leigo do metodismo, em abril de 1739, após ter tido uma violenta experiência em Bristol com a pregação de Wesley (HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p.115).

[105] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p.209-0.

[106] Ibidem.

[107] Visão geral criada por IA do Google

[108] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p. 186.

[109] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p. 209-0

[110] Visão geral criada por IA do Google

[111] https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/galatians-5.html

[112] Visão geral criada por IA do Google

[113] https://www.studylight.org/comentários/eng/wen/1-corinthians-11.html.

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