O combate de
Wesley às heresias
Odilon Massolar
Chaves
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Art. 184 do Código Penal e Lei 96710 de 19 de
fevereiro de 1998.
Livros publicados na Biblioteca Digital
Wesleyana: 739
Livros publicados pelo autor: 784
Capa: Site John Wesley Hispano - https://www.facebook.com/photo/?fbid=921995897020900&set=pb.100076314934352.-2207520000
Tradutor: Google
Toda gloria a Deus!
Odilon Massolar Chaves é pastor metodista
aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São
Paulo.
É casado com RoseMary.
Tem duas filhas: Liliana e Luciana.
Sua tese tratou sobre o avivamento metodista
na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos
dias.
Foi editor do jornal oficial metodista e
coordenador de Curso de Teologia.
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Índice
· Introdução
· Destaques dos capítulos
do livro
· O desvio doutrinário
dentro do Movimento Metodista
· A heresia de negar o
batismo de crianças
· Principais seitas no
século XVIII na Inglaterra
· Wesley e os Quakers
· De membro devoto do
Clube Santo a uma vida inconstante
· Heresia de George
Maxfield e George Bell
· Wesley diante das
oposições e controvérsias religiosas
· Conferência Anual trata
de problemas doutrinários
· Heresia, uma obra da
carne
· A heresia em Corinto
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Introdução
“O
combate de Wesley às heresias” é um livro de 55 páginas que trata do cuidado de
Wesley em relação à fidelidade ao metodismo e às Escrituras.
“A
heresia, segundo Wesley, surge frequentemente do amor-próprio, da autoconfiança
e de um espírito não resignado a Deus. Ele via as heresias como
"obras" — algo que se faz, não apenas algo que se acredita — que
dividem o corpo de Cristo e provêm da natureza pecaminosa”.[1]
Importante
destacar a atuação dos Pais Apostólicos. Vivendo em um ambiente hostil de
perseguição e de heresias, “os Pais Apostólicos ajudaram a desenvolver a
doutrina cristã sobre a Trindade, a encarnação e a salvação, entre outras
questões teológicas. Eles também defendiam a autoridade das Escrituras e da
tradição apostólica, e estabeleceram os fundamentos da igreja como uma
instituição”.[2]
Wesley
recorria aos escritos dos Pais Apostólicos para esclarecer ou confirmar uma
doutrina.
Os
capítulos estão assim divididos: O desvio doutrinário dentro do Movimento
Metodista; A heresia de negar o batismo de crianças; Principais seitas no
século XVIII na Inglaterra; Wesley e os Quakers; De membro devoto do Clube
Santo a uma vida inconstante; Heresia de George Maxfield e George Bell; Wesley
diante das oposições e controvérsias religiosas; Conferência Anual trata de
problemas doutrinários; Heresia, uma obra da carne; A heresia em Corinto.
Importante
destacar a contribuição da Inteligência Artificial (IA) do Google.
Um estudo que
revela a fidelidade de Wesley às Escrituras e à essência do metodismo.
O Autor
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Destaques dos capítulos do livro
O desvio doutrinário
dentro do Movimento Metodista
John Wesley, fundador
do movimento metodista no século XVIII, combateu ativamente o que
considerava heresias doutrinárias, focando-se em manter a integridade da
teologia wesleyana-santidade. Ele via essas ameaças como desvios que corrompiam a
essência da salvação e o "caminho metódico" da fé cristã, que unia
graça, fé e santidade de vida.[3]
A heresia de negar o
batismo de crianças
John
Wesley combateu o que considerava a "heresia" da negação do batismo
infantil principalmente através de sua obra "Um Tratado sobre o Batismo" (1756), na qual defendeu o pedobatismo como uma prática
bíblica, tradicional e necessária para a recepção da graça divina.[4]
Principais seitas no
século XVIII na Inglaterra
O combate de John
Wesley às heresias na Inglaterra do século XVIII foi uma batalha teológica e
prática para salvar o metodismo nascente e o reavivamento evangélico de desvios
doutrinários que ele considerava fatais, especialmente o antinomianismo, o calvinismo
extremo e o misticismo extremo. Wesley via o cristianismo não apenas como uma fé
intelectiva, mas como uma fé operante em amor, santidade de vida e coração,
enfrentando com veemência qualquer doutrina que diminuísse a necessidade de
santificação prática.[5]
Wesley e os Quakers
O
relacionamento de John Wesley (1703-1791), fundador do metodismo, com os
Quakers (Sociedade de Amigos) no século XVIII foi complexo: marcado por
respeito mútuo em aspectos teológicos e sociais, mas também por críticas
significativas de Wesley às práticas de adoração e eclesiologia dos Quakers.
Em termos
gerais, os relacionamentos eram "frios em princípio, mas quentes na
prática".[6]
De membro devoto do Clube Santo a uma vida
inconstante
“Dentro de um
ano, ele próprio adotou os princípios morávios”
Heresia de George
Maxfield e George Bell
John
Wesley combateu veementemente as doutrinas extremistas e o fanatismo de Thomas
Maxfield e George Bell no início da década de 1760. Maxfield, o primeiro
pregador leigo de Wesley, e Bell, um cabo do exército e pregador, passaram a
defender uma forma de "perfeição sinless" (perfeição sem pecado) que
Wesley considerava herética e perigosa para a estabilidade do movimento
metodista
Wesley
diante das oposições e controvérsias religiosas
John Wesley (1703-1791)
enfrentou intensas oposições e controvérsias religiosas ao longo de seu
ministério no século XVIII, lidando com elas através de persistência, pregação
itinerante e uma teologia equilibrada. Ele foi frequentemente rejeitado pela Igreja
Anglicana, sofreu perseguição física e divergiu doutrinariamente de
calvinistas, mantendo, no entanto, uma postura de amor cristão e firmeza
doutrinária.[7]
Conferência Anual trata
de problemas doutrinários
Sim, a Conferência
Anual Metodista (Annual Conference) conduzida por John Wesley, especialmente
durante a década de 1740 e início de 1750, tratava frequentemente de questões
doutrinárias fundamentais para estabelecer o movimento.[8]
Heresia, uma obra da carne
Em suas Notas Explanatórias sobre o Novo Testamento,
Wesley interpreta "heresia" no contexto de Gálatas 5, referindo-se
não só a falsos ensinamentos, mas a divisões, dissensões e partidos (factions)
gerados por um espírito de orgulho e teimosia. Ele argumenta que algumas obras
mencionadas como da "carne" são produzidas principalmente na mente,
incluindo a heresia, demonstrando que a "carne" para ele não se
limita aos apetites sensuais, mas à corrupção da natureza humana.[9]
A heresia em Corinto
Segundo as Notas sobre o Novo Testamento de John Wesley, a "heresia" em
Corinto não era apenas um erro doutrinário abstrato, mas sim divisões práticas,
divisões (cismas) e uma atitude irreverente que negava o amor cristão e a
unidade. Wesley interpretava o termo "heresia" no contexto de 1
Coríntios 11:19 não como uma separação formal, mas como facções internas ou
partidos ("I am of Paul, I am of Apollos") que destroçavam a comunhão
da igreja. [10]
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O desvio doutrinário dentro do Movimento Metodista
John Wesley, fundador do movimento metodista no século
XVIII, combateu ativamente o que considerava heresias doutrinárias,
focando-se em manter a integridade da teologia wesleyana-santidade. Ele via essas ameaças como desvios que corrompiam a
essência da salvação e o "caminho metódico" da fé cristã, que unia
graça, fé e santidade de vida.[11]
Os
principais combates de Wesley foram contra:
“- Antinomianismo (Contra a "Lei")
Wesley considerava o antinomianismo — a ideia de que a graça anula a necessidade de obedecer à lei de Deus — a "pior de todas as heresias".
- Calvinismo (Predestinação Incondicional)
Wesley foi um firme oponente da doutrina calvinista da predestinação, que ele acreditava ser "impia" e que transformava Deus em um tirano.
- Quietismo e Erros Morávios
No início do movimento, Wesley rompeu com alguns Morávios (por volta de 1740) que defendiam o "quietismo", uma postura passiva na fé que negligenciava o uso dos "meios de graça" (como oração, leitura bíblica e ceia).
- Perfeição Cristã mal compreendida
Wesley foi frequentemente acusado de ensinar perfeição
angelical ou sem pecados (infallibilidade)”. [12]
A
disciplina era fundamental no movimento metodista. “Wesley não hesitou em
expulsar alguém da sociedade, se eles não estavam seguindo o Senhor de todo o
coração. Wesley sabia a condição de cada membro através da prestação de contas
da classe.”[13]
Em uma
sociedade metodista, em 1743, Wesley excluiu alguns membros por não praticarem
a disciplina metodista: “Dois por causa de blasfêmia. Dois por profanar o Dia
do Senhor. Dezessete por embriagues. Dois por vender bebidas alcoólicas. Três
por briga. Um por bater na esposa. Três por contar mentiras habitualmente.
Quatro por ter ralhado e falado mal de outros. Um por preguiça e vadiação. E
vinte e nove por mundanismo e leviandade.”[14]
Por
diversas vezes, Wesley procurou resolver conflitos nas sociedades metodistas,
mas as mais graves foram com os próprios líderes e até amigos. Foi assim com
Thomas Maxfield[15] e George Bell.
“Em
janeiro de 1763, George Bell estava proclamando que o fim do mundo chegaria no
mês seguinte, dia 28 de fevereiro.”[16]
As
tentativas de mudar Bell foram em vão. Maxfield afirmava que o cristão perfeito
estava sem pecado e, uma vez perfeito, permanecia nesse estado quase angelical.[17] Ambos deixaram o metodismo.
Wesley
teve sérias dificuldades, pois alguns dos seus líderes e amigos tendiam para o
calvinismo, como George Whitefield e a condessa Lady Huntingdom. A condessa
havia banido Wesley de seus púlpitos.
Wesley
foi atacado também por um clérigo Walter Shirley, que durante algum tempo foi
aliado de Wesley. Houve um confronto e Walter Shirley reconheceu depois que
havia se enganado com os escritos de Wesley.[18]
Na
Sociedade Fettrer Lane houve conflito e uma divisão inevitável. A questão da
quietude que veio da influência morávia crescia. Carlos Wesley chegou a falar
de “espetáculo mudo” já que não falavam nada nos cultos.[19]
Wesley
tentou convence-los, mas chegaram ao ponto de não deixar mais Wesley
pregar na sociedade.
Wesley,
então os “entregou a Deus” e pediu que os que concordassem com ele o
acompanhassem e 18 ou 19 o acompanharam. E Fetter Lane deixou de ser uma
sociedade metodista.
Contudo,
“esses separatistas da Fetter Lane foram logo absolvidos pela Sociedade Unida,
que já estava maior que o grupo da Fetter Lane”.[20]
A heresia de negar o batismo de crianças
John Wesley combateu o que considerava a "heresia" da negação
do batismo infantil principalmente através de sua obra "Um Tratado sobre o
Batismo" (1756), na qual defendeu o pedobatismo como uma prática
bíblica, tradicional e necessária para a recepção da graça divina.[21]
Afinal,
qual a razão de consagrarmos a Deus as crianças através do batismo?
É preciso
voltar ao Antigo Testamento para entendermos esta doutrina.
Primeiramente,
houve a instituição da circuncisão pelo próprio Deus. Era aplicada às crianças
masculinas aos oito dias de vida (Gn 17.12).
É
importante aqui entender que a criança não decidia, e sim os seus pais (Gn
17.9-14).
Mas há
uma grande mensagem no batismo de crianças: Deus dá o primeiro passo para
salvar o ser humano. Nós não temos nada para oferecer, por isso, com a Sua
graça Deus derrama em nossos corações o Seu grande amor.
É o
início do processo de nutrição e desenvolvimento espiritual da criança. A graça
perdoadora começa a agir na criança antes mesmo dela tomar
consciência.
A Salvação era para toda a família:
* Família
de Cornélio (At 11.14; 10.48),
* Família
de Lídia (At 16.15),
* Família
de Estêfanas (1Co 1.16),
* Família
de Crispo (At 18.8).
A fé é importante no ato do batismo
* A
graça é algo que nos é dada por amor.
* Só,
porém, a fé torna o batismo válido:
- Os pais
devem pertencer ao Povo de Deus;
- O
batismo é para os da Família da Fé;
- A
criança deve crescer espiritualmente (Lc 2.52; 2Tm 1.5).
Os Pais Apostólicos batizavam crianças
Os
chamados Pais Apostólicos eram escritores, pastores ou teólogos da antiguidade
cristã que tinham um testemunho autorizado de fé.
“Um
primeiro grupo entre os Pais da Igreja tornou-se conhecido como Pais
Apostólicos. São estes: Clemente de Roma, Policarpo de Esmirna e Inácio de
Antioquia. Estes, como a geração que sucedeu os apóstolos no segundo século,
prepararam e legaram uma série de textos”.[22]
“Cuidado
com as facções e heresias e, principalmente, fidelidade em meio à
perseguição”
“Seus
temas mais comuns são: necessidade de comunhão e cuidado mútuo entre os
cristãos, cuidado com as facções e heresias e, principalmente, fidelidade em
meio à perseguição. Nesses textos, observa-se grande influência dos escritos
dos apóstolos Paulo e João. Nessa época, outro texto famoso, usado na
catequese, é o chamado Didaquê ou Ensino dos doze apóstolos (c. 150)”. [23]
Clareza de Wesley
“Em
nenhum lugar o Novo Testamento proíbe explicitamente a prática”
“Embora a
evidência direta do batismo infantil seja bastante escassa no primeiro século,
ele é claramente praticado no segundo, o que é difícil de explicar se não
tivesse sido praticado nos primeiros anos da igreja. Para aqueles que continuam
céticos, Wesley lembra-lhes que em nenhum lugar o Novo Testamento proíbe
explicitamente a prática”.[24]
“Batize
primeiro as crianças e, se elas puderem falar por si mesmas, deixe-as fazê-lo.
Caso contrário, deixe que seus pais ou outros parentes falem por eles” (A
Tradição Apostólica 21:16 [215 d.C.])”.[25]
Veja alguns dados históricos:
Orígenes
(185-254) nasceu de pais cristãos em Alexandria. Foi teólogo, escritor e
filósofo.[26] Foi
o mais completo conhecedor da Bíblia entre os escritores cristãos dos primeiros
séculos. Ele escreveu que o batismo de crianças veio dos apóstolos:
“Orígenes
também defende que a Igreja deve batizar as crianças: ‘A Igreja recebeu
dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém nascidos (Epist. ad
Rom. Livro 5,9).” [27]
“A Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar o batismo até às
crianças”
Ele
disse: “Toda alma que nasce na carne é manchada pela sujeira da maldade e do
pecado... Na Igreja, o batismo é dado para a remissão dos pecados e, de acordo
com o costume da Igreja, o batismo é dado até mesmo às crianças. Se não houvesse
nada nas crianças que exigisse a remissão dos pecados e nada nelas pertinente
ao perdão, a graça do batismo pareceria supérflua’ (Homilias sobre Levítico 8:3
[248 d.C.]). “A Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar o batismo até às
crianças. Os apóstolos, a quem foram confiados os segredos dos sacramentos
divinos, sabiam que existem em cada pessoa tensões inatas do pecado [original],
que devem ser lavadas pela água e pelo Espírito’ (Comentários sobre Romanos 5:9
[248 d.C.])”. [28]
Policarpo
foi bispo e discípulo do apóstolo João.
Em 155
DC, ele foi queimado vivo pelos romanos por não negar sua fé em Jesus. Seu
testemunho foi: "Oitenta e seis anos eu O servi, e Ele nunca me machucou.
Como posso blasfemar contra meu Rei e Salvador?’ (Policarpo, Martírio de
Policarpo 9 c. 156 DC).
Policarpo
tinha 86 anos na época de sua morte. Portanto, se afirma ter “servido Jesus
durante 86 anos, segue-se que ele foi batizado ainda criança. E, em outro
lugar, somos informados de que Policarpo foi batizado por ninguém menos que o
apóstolo João! :-) Portanto, pelo menos no caso de São João, podemos mostrar
conclusivamente que os Apóstolos batizavam crianças”.[29]
Testemunho de Cipriano
Cipriano
foi bispo de Cartago do século III. Ele se empenhou na expansão do cristianismo
na África. Ele afirmou que o batismo de crianças era prática comum
dos cristãos. Isto é confirmado no Concílio de Cartago (255 - 256 d.C.).[30]
“Eles não
deveriam ser batizados no segundo ou terceiro dia após o nascimento”
Ele
disse: “Quanto ao que diz respeito ao caso dos bebês: Você [Fidus] disse que
eles não deveriam ser batizados no segundo ou terceiro dia após o nascimento,
que a antiga lei da circuncisão deveria ser levada em consideração, e que você
não o fez. acho que alguém deveria ser batizado e santificado dentro do oitavo
dia após seu nascimento. Em nosso conselho, parecia-nos muito diferente.
Ninguém concordou com o curso que você achava que deveria ser seguido. Em vez
disso, todos nós julgamos que a misericórdia e a graça de Deus não devem ser
negadas a nenhum homem nascido” (Cartas 58:2 [253 d.C.])”.[31]
A oposição ao batismo infantil
Só no
século XVI surgiram os anabatistas condenando o batismo de crianças.
“Os
anabatistas levavam esse nome por recusarem o batismo em idade infantil,
reservando-o apenas à idade adulta, na qual o indivíduo estaria apto para
decidir a respeito”.[32]
Martinho
Lutero, que foi batizado quando criança e que fez a Reforma Protestante, não
concordou com os anabatistas e foi a favor do batismo de crianças.
Em nossos
dias, um outro Martinho Lutero Junior também foi batizado quando criança.
O batismo de Martin Luther King Jr
“Rev.
Martin Luther King Jr., foi batizado quando criança na igreja”
Martin
Luther King Jr. (1929-1968) “foi um pastor batista norte-americano que ficou
conhecido por sua liderança na luta contra a segregação racial nos EUA nas
décadas de 1950 e 1960”.[33]
Martin
Luther King Jr. era filho do pastor batista Martin Luther King
e Alberta
Williams King. Seu pai era
pastor na Igreja Batista Ebenezer.
“Ao longo
de sua longa história, a Igreja Batista Ebenezer, localizada em Atlanta,
Geórgia, tem sido um lar espiritual para muitos cidadãos da comunidade ‘Sweet
Auburn’. Seu membro mais famoso, Rev. Martin Luther King Jr., foi batizado
quando criança na igreja. Depois de proferir um sermão experimental à
congregação em Ebenézer, aos 19 anos, Martin foi ordenado ministro. Em 1960, o
Dr. tornou-se co-pastor de Ebenezer com seu pai, o Rev. Ele permaneceu nessa
posição até sua morte em 1968. Como despedida final de seu lar espiritual, o
funeral do Dr. Martin Luther King Jr.”[34]
O
distrito de “Sweet Auburn” está localizado ao leste do centro de Atlanta.
Um dever
“Consagrarmos
nossos filhos a Deus pelo batismo”
Wesley
afirma: “Em resumo, portanto, é nosso dever não somente legal e inocente, mas
justo e estrito, de conformidade com a prática ininterrupta de toda a Igreja de
Cristo desde os primeiros tempos, consagrarmos nossos filhos a Deus pelo
batismo como era ordem para que a Igreja dos judeus o fizesse pela
circuncisão”. [35]
Principais seitas no século XVIII na Inglaterra
O combate de John Wesley às heresias na Inglaterra do século XVIII foi
uma batalha teológica e prática para salvar o metodismo nascente e o
reavivamento evangélico de desvios doutrinários que ele considerava fatais, especialmente
o antinomianismo, o calvinismo extremo e o misticismo extremo. Wesley via o cristianismo não apenas como uma fé
intelectiva, mas como uma fé operante em amor, santidade de vida e coração,
enfrentando com veemência qualquer doutrina que diminuísse a necessidade de
santificação prática.[36]
A maior
parte dos ingleses vivia, no século XVII, em um mundo mágico. Para eles, Deus e
o demônio intervinham diariamente - um mundo de feiticeiras, fadas e
encantamentos.[37]
O fato é
que durante os anos de 1640 a 1650 surgiram movimentos sectários, na
Inglaterra: “Alguns deles como os Levellers e os Diggers, formaram seitas tanto
religiosas como políticas. Outros fortemente demonstraram tendências
milenáristas (relativo ao milênio), especialmente os Homens da Quinta
Monarquia. Ainda outros revelaram inclinações místicas, tais como os Seekers e
os Finders.”[38]
Dentre as
seitas estavam os Ranters, grande parte dos quais eram artesãos: “(...) um bom
número dos seus partidários foi recrutado entre artesãos itinerantes, que se
viram libertos durante a Revolução das peias que caracterizavam o sistema de
trabalho interior - homens que não tinham amarras e estavam prestes a romper
com a tradição.”[39]
Os
Ranters não formavam, necessariamente, uma congregação que se reunia para
cultos: “(...) grande população móvel e itinerante de pequenos cottagers
expulsos de sua terra, alguns camponeses, outros artesãos, que lentamente iam
sendo atraídos pelas grandes cidades, onde se sentiam como estranhos, dispostos
assim (às vezes) a se integrarem em grupos religiosos que rapidamente se
radicalizavam.” [40]
Para
eles, o juízo final era coisa inventada e a vida após a morte não existia:[41] “(...)
vinda de Cristo significa a vinda aos homens por intermédio do seu espírito. Quando
ele assim integrar nos corações dos homens, estes não precisarão mais de
socorros tão baixos a eles ministrados de fora.”[42]
A Lei de
9 de agosto de 1650 contra as blasfêmias visava especialmente os Ranters. As
penas eram severas: seis meses de reclusão, banimento em caso de reincidência e
morte se o banido se recusasse a deixar o pais ou retornasse
clandestinamente.[43] Os
blasfemadores foram tratados com rigor pelo Exército e obrigados a deixarem
suas fileiras, como Joseph Salmon. “Já que os ranters nunca tiveram
qualquer organização, ao que sabemos, é difícil afirmar que fim levou a massa
dos fiéis depois que foram detidos seus líderes, em 1650 e 1651.”[44]
Uma outra
seita chamava-se Anabatista ou ainda Familistas ou Membros da Família do Amor.
O familismo foi difundido na Inglaterra graças a um marceneiro itinerante de
origem holandesa – Christopher Vittels.
“A
principal doutrina anabatista era que as crianças não deviam ser batizadas. A
aceitação do batismo - isto é, a recepção na Igreja – tinha de ser o ato
voluntário de um adulto. Isso claramente subvertia o conceito de uma Igreja
Nacional, à qual todo inglês, toda inglesa pertencia; ao invés desta, propunha
a formação de congregações voluntárias por aqueles que acreditavam ser os
eleitos. Logicamente, um anabatista tinha de objetar ao pagamento de dízimos,
os dez por cento dos ganhos de cada um que, pelos menos teoricamente, serviam
para sustentar os ministros da Igreja estatal. Muitos anabatistas recusavam-se
também a prestar juramentos, pois não admitiam que uma cerimônia religiosa
servisse para finalidades judiciais e seculares; outros rejeitavam a guerra e o
serviço militar (...). O nome veio a ser usado num sentido pejorativo genérico,
para referir-se àqueles que, creditava-se, opunham-se `ordem social e política
vigente.”[45]
Os
familistas ou membros da Família do Amor eram seguidores de Henry Niclaes,
nascido em Munster, em 1502, que pregou que o céu e o inferno haviam de se
encontrar nesse mundo.
Existiram
ainda outras seitas, como a dos grindletonianos. Foi a única seita inglesa que
deve o seu nome a um lugar e não a uma pessoa ou a um conjunto de crenças
(...).[46]
A
congregação de fiéis desenvolveu diversas heresias. Entre elas,
afirmavam: “(1) Devemos confiar mais num ímpeto que nos venha do
espirito do que no próprio Verbo; (2) é pecado crer no Verbo (...) faltando um
ímpeto do espírito(3) o filho de Deus afetado pelo poder da graça desempenha
tão perfeitamente cada um dos seus deveres, que seria pecado ele pedir perdão
por qualquer falta que cometesse, tanto quanto à forma como quanto ao fundo
(...).”[47]
Mas de
todos esses movimentos um dos mais notáveis produtos das guerras civis na
Inglaterra foi os Quakers, chamados também de Sociedade dos Amigos. [48]
Seu
fundador foi Jorge Fox (1624-1691), que procurava ansiosamente a realidade
espiritual, o que aconteceu em 1646.
Contrário
ao formalismo, sua crença se baseava na imediata inspiração do Espírito Santo.
Os elementos externos eram condenados. Os sacramentos são verdades interiores e
espirituais. Os títulos artificiais, como Rei,
Juiz deviam ser rejeitados. A guerra é ilícita e a escravidão
incompatível.[49]
Eles
viviam em extrema vigilância do comportamento dos membros. Os Quakers foram
perseguidos, mas o Ato de Tolerância, em 1689, lhes deu liberdade. Fox morreu
em 1691. [50]
Wesley e os Quakers
O relacionamento de John Wesley (1703-1791), fundador do
metodismo, com os Quakers (Sociedade de Amigos) no século XVIII foi complexo:
marcado por respeito mútuo em aspectos teológicos e sociais, mas também por
críticas significativas de Wesley às práticas de adoração e eclesiologia dos
Quakers.
Em termos gerais, os relacionamentos eram
"frios em princípio, mas quentes na prática".[51]
“Quaker, uma grande inimiga do clamor”
Os Quakers eram chamados também de Sociedade
dos Amigos. [52]
Seu fundador foi Jorge Fox (1624-1691), que
procurava ansiosamente a realidade espiritual, o que aconteceu em 1646.
“Daí lhe veio a firme convicção de que toda
criatura recebe do Senhor uma porção de luz e que se esta ´Luz Interior´ é
seguida, ela seguramente leva à Luz da Vida e à verdade espiritual.”[53]
Em sua visão religiosa, os Quakers eram
sérios:
“Contrário ao formalismo, sua crença se
baseava na imediata inspiração do Espírito Santo. Os elementos externos eram
condenados. Os sacramentos são verdades interiores e espirituais. Os títulos
artificiais, como Rei, Juiz deviam ser
rejeitados. A guerra é ilícita e a escravidão incompatível”.[54]
Eles viviam em extrema vigilância do
comportamento dos membros. “Os Quakers foram perseguidos, mas o Ato de
Tolerância, em 1689, lhes deu liberdade. Fox morreu em 1691”. [55]
Algumas
referências de Wesley sobre os Quacres revelam que ele os tinha em bom
conceito:
O amor de Deus estava em seus corações
21/09/1743 –
quarta-feira.
Fui acordado entre três e quatro
horas da manhã, por uma larga multidão de pecadores que, temendo que pudesse
chegar muito /tarde, havia se reunido ao redor da casa, cantando e louvando a
Deus
Fui acordado
entre três e quatro horas da manhã, por uma larga multidão de pecadores que,
temendo que pudesse chegar muito tarde, havia se reunido ao redor da casa,
cantando e louvando a Deus. Às cinco, preguei uma vez mais sobre: “Crê em nosso
Senhor Jesus Cristo, e tu serás salvo”. Todos eles devoraram a Palavra. “Que
isto possa ser saúde para suas almas e tutano para seus ossos!”
Cavalgamos para Launceston hoje, terça-feira, 22.
“Teu nome não é John Wesley?”
Quando atravessávamos uma vila chamada Sticklepath alguém me parou e perguntou abruptamente: “Teu nome não é John Wesley?” Imediatamente, umas três pessoas vieram e me disseram que deveria parar ali. Assim fiz e, antes que falássemos algumas palavras, nossas almas puderam se conhecer.
Soube que se tratavam dos quakers
Soube que se tratavam dos quacres; mas isso não me preocupou, vendo que o amor de Deus estava em seus corações. [56]
Um honesto Quakers
12/02/1772 – quarta-feira.
li um livro muito diferente, publicado por um honesto quacre, sobre aquela execrável soma de todas as vilanias, que é comumente chamada de comércio de escravos
No retorno, li um livro muito diferente, publicado por um honesto quakers, sobre aquela execrável soma de todas as vilanias, que é comumente chamada de comércio de escravos. Não li nada parecido no mundo pagão, tanto antigo quanto moderno, e infinitamente excede, em muitos exemplos, à barbaridade que os escravos cristãos sofreram em terras maometanas. [57]
Sobre a salvação do Quakers
Carta a um Batista
“Você pensa que o modo de batismo é ‘necessário
à salvação’: Eu nego até mesmo que o próprio batismo o seja;
se fosse assim, todo quacre estaria condenado, no que não poderia de modo algum acreditar. Não defendo que qualquer coisa seja necessária (estritamente falando) à salvação, a não ser a mente que havia em Cristo. Se não pensasse que tinha uma medida disto, seria alguém que o amaria assim como um ateu ou um publicano. Aqueles que acreditam na fé operada pelo amor são filhos de Deus. [58]
De membro
devoto do Clube Santo a uma vida inconstante
“Dentro de um ano, ele próprio adotou os princípios morávios”
Westley
Hall (1711–1776) nasceu em Salisbury. “Seu pai, Thomas, era um tecelão e
sua mãe, Margaret, filha de Thomas Westley, reitor de Imber, perto de
Warminster”. [59]
Seu
irmão, Robert, tornou-se Lord Mayor de Londres e foi nomeado cavaleiro em 1744.
Westley
“herdou a Mansão Hornington de seu pai e uma casa em Fisherton, perto de
Salisbury, de sua mãe. Ele recebeu sua educação inicial do irmão de sua mãe,
Thomas, Reitor de Berkeley, perto de Frome, e matriculou-se como um cavalheiro
plebeu no Lincoln College, Oxford, em 26 de janeiro de 1731”. [60]
Westley
era considerado excêntrico.[61]
Westley
se tornou um “aluno de Wesley, que mais tarde recordou que ele tinha sido
‘santo e irrepreensível em todo tipo de conversa” [62] e
era um membro assíduo do Clube Santo, causando uma impressão tão favorável em
Wesley que ele foi convidado para sua casa em Epworth”. [63]
Ele se
tornou um “membro devoto do Clube Santo e um amigo da família Wesley. Tanto João quanto Carlos Wesley e sua mãe Susana ficaram
impressionados com sua piedade; mas ele provou ser um homem de grande encanto
que perseguiu seus próprios interesses impiedosamente, ignorando as
consequências de sua infidelidade e libertinagem”. [64]
Casamento com irmã de Wesley
“Ele
ficou secretamente noivo da irmã mais velha de Wesley, Martha, que ele havia
conhecido quando ela estava hospedada com seu tio, Mateus, em Londres. Alguns
meses depois, no entanto, ele pediu a irmã mais nova, Keziah, em casamento, e
obteve o consentimento da família.
Quando
Marta revelou seu noivado, ele abandonou Keziah e se casou com Martha, em 1735.
Sua ação foi fortemente condenada por Charles e Samuel Wesley, que o
descreveram como um ‘hipócrita de língua mansa". [65]
Wesley
depois se reconciliou com Westley.
Convidado a ser capelão em Savannah
Westley
deixou Oxford, em 1734, sem um diploma, mas foi consagrado “diácono e sacerdote
pelo bispo de Londres com o objetivo de se tornar capelão em Savannah, na
recém-criada colônia da Geórgia, em sucessão a Samuel Quincy. Ele se juntou aos
Wesley e outros membros da expedição pretendida em Gravesend em 1735, mas
(apesar de ter gasto £ 100 em roupas e móveis), em parte por causa de objeções
de sua família, ele optou por sair, informando ao governador Oglethorpe que ele
tinha sido oferecido um sustento por um tio”. [66]
Curador
“Homem de
extraordinária piedade e amor às almas"
Westley
se tornou curador em Wootton Rivers, Wiltshire, mudando-se para a casa de sua
mãe em Fisherton, em 1735. Ele foi acompanhado pela Susanna Wesley que havia se
tornado viúva. [67]
Sua inconstância
“Criticando
fortemente a gestão da sociedade por João, bem como seu ensino religioso”
Em 1739,
“a família mudou-se para Londres, onde ele se engajou ativamente na promoção da
jovem sociedade metodista, pregando contra a doutrina morávia da ‘quietude’ e
pedindo a expulsão de 2 membros da sociedade por não aderirem aos princípios da
Igreja da Inglaterra. Dentro de um ano, ele próprio adotou os princípios
morávios, convertendo Susana ao ‘testemunho do Espírito’ e criticando
fortemente a gestão da sociedade por João, bem como seu ensino
religioso”. [68]
Do moravianismo para o deísmo
Depois de
passar algum tempo como curador em Gloucestershire, mudou-se para Salisbury,
onde estabeleceu uma sociedade metodista, mas logo começou a seguir seu próprio
caminho altamente instável.
Em 1743,
em Salisbury, Westley criou uma “sociedade religiosa à qual instou João e
Carlos a se juntarem, mas suas opiniões se tornaram cada vez mais extremas,
passando do moravianismo para o deísmo, repudiando os sacramentos, negando a
ressurreição e pregando e praticando a poligamia”. [69]
Wesley
lhe escreveu, em 18 de agosto de 1743 afirmando que ele é “um homem fraco,
injurioso, inconstante, irresoluto, profundamente entusiasmado e altamente
opinativo. Você precisa de um tutor agora mais do que quando veio para
Oxford". [70]
Westley
persistiu em suas opiniões excêntricas, procurando perturbar as reuniões de
oração de Carlos em Bristol, 1750-51. [71]
Pouco
depois, acompanhado de sua amante, mudou-se para as Índias Ocidentais,
visitando Essequibo, na Guiana e em Barbados.
Reconciliando com sua esposa
Em seu
retorno à Inglaterra, ele assumiu o dever clerical e se reconciliou com sua
esposa.
Westley
foi pai de 12 filhos e filhas, dos quais pelo somente três sobreviveram à
infância.[72]
Ele
faleceu em Bristol em 3 de janeiro de 1776.
João
ajudou em seu serviço funerário, comentando em seu diário: "Deus lhe dera
profundo arrependimento. Tal outro monumento da misericórdia divina,
considerando quão baixo ele havia caído, e de que altura de santidade, eu não
vi, não, não em 70 anos". [73]
Sua
esposa, Martha morreu em 12 de julho de 1791.
Heresia
de Thomas Maxfield e George Bell
John
Wesley combateu veementemente as doutrinas extremistas e o fanatismo de Thomas
Maxfield e George Bell no início da década de 1760. Maxfield, o primeiro
pregador leigo de Wesley, e Bell, um cabo do exército e pregador, passaram a
defender uma forma de "perfeição sinless" (perfeição sem pecado) que
Wesley considerava herética e perigosa para a estabilidade do movimento
metodista.[74]
Esse
jovem se chamava Thomas Maxfield, que veio a ser um pregador metodista.
“Ele experimentou
uma conversão dramática enquanto John Wesley estava pregando em Bristol em 1739
e logo se tornou assistente leigo de Wesley. Em 1741 ele foi deixado no comando da sociedade Foundery enquanto Wesley estava em Bristol. Sabendo que Maxfield tinha
começado a pregar, Wesley estava prestes a intervir, mas sua mãe Susanna o
convenceu a ouvir Maxfield primeiro. Depois de ouvi-lo, Wesley reconheceu seu
chamado de Deus e o nomeou um dos primeiros de seus pregadores leigos,
referindo-se a ele como seu primeiro ‘filho no evangelho".[75]
Maxfield,
contudo, seguiu o fanático George Bell, em 1763, e deixou também o metodismo.
Mais tarde, escreveu contra João e Carlos Wesley, mas eles não reagiram.
“Antes de
morrer, houve alguma cura da fenda e John Wesley pregou em sua capela duas
vezes em 1783 e o visitou em sua doença final. Ele morreu em Londres em 18 de
março de 1784”.[76]
“Eu nunca
vi alguém tão dilacerado pelo maligno”
Falando
ainda sobre a libertação de Thomas Maxfield, Wesley reconheceu que essa era uma
ação maligna. Ele disse: “Exceto J—n H—n, eu nunca vi alguém tão dilacerado
pelo maligno. Mesquinho enquanto muitos outros começaram a clamar
ao Salvador de todos, para que ele viesse e os ajudasse, na medida em que
toda a casa (e na verdade toda a rua por algum espaço) estava em alvoroço. Mas
continuamos em oração; e antes das dez, a maior parte encontrou descanso para
suas almas”.[77]
Wesley diante das oposições e controvérsias religiosas
John Wesley (1703-1791)
enfrentou intensas oposições e controvérsias religiosas ao longo de seu
ministério no século XVIII, lidando com elas através de persistência, pregação
itinerante e uma teologia equilibrada. Ele foi frequentemente rejeitado pela
Igreja Anglicana, sofreu perseguição física e divergiu doutrinariamente de
calvinistas, mantendo, no entanto, uma postura de amor cristão e firmeza
doutrinária.[78]
Em sua
caminhada, Wesley enfrentou toda espécie de oposição, incompreensão,
crítica e abandono. Ele viveu em um
período difícil para o povo inglês, que explodia em revoltas. A Inglaterra se
tornava o principal centro econômico do mundo, mas com o povo pagando um alto
preço.[79]
“As classes populares da Inglaterra do século
XVIII eram ignorantes, grosseiras e desordenadas. Tinham herdado as agitações
políticas do século anterior e havia uma tendência muita elevada aos alvoroços
(...) nunca mudava seu ódio intenso aos papistas, de um lado e, de outro, aos
dissidentes.”[80]
Foi na
Universidade, em Oxford, que Wesley começou a experimentar oposição às suas ideias e práticas
religiosas.
“(...) em
1731, os estudantes de mais tempo de casa fizeram uma reunião com o fim
expresso de deter o progresso do Metodismo. No ano seguinte, a imprensa, que já
exercia uma grande influência na Inglaterra, também entrou na luta. O semanário
Eogg´s Weekly Journal atacou com violência Wesley e seus amigos, comparando-o
com os essênios da Judéia e os pietistas da Suíça, e acusando-os de querer
transformar a Universidade em um mosteiro.”[81]
Um dos
problemas sérios e de provas para o grupo metodista aconteceu em 1732, com a
notícia da morte de William Morgan, cujo boato dizia que sua morte foi devido
ao rigoroso ascetismo do estilo de vida metodista.[82]
As
controvérsias foram especialmente em relação às doutrinas. Wesley queria que os
pregadores e clérigos metodistas pregassem, especialmente, sobre as três
doutrinas principais metodistas:
“(...) as três grandes doutrinas bíblicas - o pecado original, a
justificação pela fé, e a consequente santidade.”[83]
Ele
definia a santidade ou a perfeição cristã
numa palavra – o amor de Deus derramado no coração pelo Espírito Santo:
“Nas Minutes, Wesley mais uma vez define a
perfeição cristã como ‘amar a Deus de todo o coração, de modo que qualquer mal
temperamento é destruído, e todo o pensamento, palavra e ação surgem e são
conduzidos para aquele fim pelo puro amor a Deus e ao nosso próximo.”[84]
Em 1764,
Wesley fez uma revisão e um sumário do que ele entendia sobre a doutrina da
perfeição cristã.[85]
Umas das
piores dificuldades que Wesley teve em seu ministério foi as controvérsias
teológicas com o seu amigo Jorge Whitefield. Por causa da defesa de Whitefield
da predestinação[86] e sua
tendência de depreciar a necessidade de santificação e de edificação na vida
cristã, eles se separaram.[87]
Qual era
a diferença básica entre o arminianismo de Wesley e a predestinação de
Whitefield?
Para
Wesley, o livre arbítrio contribuía mais para a glória de Deus do que a
predestinação, que ele chamava também de “condenação”.[88]
Ao
contrário de Wesley, George Whitefield acreditava na doutrina da perseverança
do crente:
“A
disputa teológica de Wesley com Whitefield tinha dois pontos: as doutrinas
relacionadas com a predestinação e as questões da justiça imputada. Whitefield
aceitava a crença dos calvinistas de que uma pessoa verdadeiramente justificada
por Deus perseveraria na fé até o fim – não havia nada parecido com recaída
entre os verdadeiros crentes.”[89]
Sobre a
justiça de Cristo, Wesley e Whitefield
tinham a seguinte opinião:
“Sobre a
justificação, Whitefield concordava com a
idéia calvinista de que apenas a justiça de Cristo é imputada a nós para
nossa salvação, e que não temos justiça a não ser a de Cristo. Wesley estava
ficando convencido que a atividade de Deus em Cristo, embora a causa de nossa
salvação, era apenas uma parte do quadro; a atividade de Deus em nós era também
importante, de modo que a fé que temos, em nós, pela graça de Deus (“uma
confiança real que o homem tem de que Cristo o amou e morreu por ele” ) era a condição
exigida para nossa salvação. E essa fé resultaria em uma verdadeira mudança no
crente, onde, pela graça de Deus , a justiça de Cristo seria concedida à
pessoa, que não apenas seria tida como justa mas se tornaria justa
(santificação ou santa).”[90]
Whitefield
era o principal líder calvinista entre os reavivalistas evangélicos.[91] Em 1741, eles se
separaram. Foi inevitável, pois Wesley era arminiano e Whitefield, calvinista.[92]
Entre as discordâncias com Whitefield estava sobre a possibilidade da
eliminação do pecado na vida humana. Whitefield disse: “Não concordo que a realidade do pecado íntima possa ser
destruída nesta vida.”[93]
Em abril
de 1739, Wesley pregou seu sermão Livre Graça e depois o publicou juntamente
com o poema “Redenção Universal” de Carlos Wesley: “O sermão tratou diretamente
de seu ponto básico de diferença com George Whitefield, a doutrina da graça
irresistível e todos os corolários da predestinação: redenção limitada, eleição
incondicional, condenação (lei ‘horrível’) e perseverança dos santos.[94]
Uma das
batalhas teológicas travadas por Wesley foi contra o antinomianismo, que a
Conferência de 1744 definiu assim:
“P. Que é antinomianismo?
R. A
doutrina que torna a lei inútil em presença da fé.” [95]
Wesley
precisou fazer um vigoroso protesto junto à Conferência pela tendência de
alguns metodistas para o calvinismo antinominiano. Suas três questões foram:
“Dissemos,
em 1774: ´Temo-nos inclinado demasiadamente para o calvinismo. Em quê?
1.Com
relação à fidelidade do homem. Nosso Senhor mesmo ensinou-nos a usar essa
expressão. Nunca devíamos envergonhar-nos dela. Devíamos proclamar firmemente,
estribados em sua autoridade, que, se o homem não for fiel nas riquezas
injustas, Deus lhe não dará as riquezas verdadeiras.
2. Em
relação a trabalhar pela vida. Isto também nosso Senhor nos recomendou
expressamente. Trabalhai – literalmente operai – pela comida que permanece para
a vida eterna. E, de fato, todo crente, até que suba à glória, trabalha para a vida e pela vida.
3. Temos
recebido como máxima que ó homem nada deve fazer para a justificação. Nada pode
ser mais falso. Quem quer que deseje
achar graça diante de Deus, ´cesse de fazer o mal e aprenda a fazer o
bem´., Quem quer que se arrependa, fará
´obras dignas de arrependimento´. E se isto não se faz para achar graça, para
que, então, se faz?” [96]
Wesley
teve também batalhas teológicas com os Moravianos, especialmente em relação ao
quietismo,[97] mas as
batalhas teológicas contra a predestinação,[98]
foram mais intensas. Wesley teve sérias
dificuldades, pois alguns dos seus líderes e amigos tendiam para o calvinismo,
como George Whitefield e a condessa Lady Huntingdom. Foi preciso a Conferência
Anual de 1770 confirmar o metodismo arminiano,[99]
com o apoio de Fletcher.[100]
“Em 1769, a controvérsia sobre a predestinação
renovou-se com intensidade. Na ´Conferência´ de 1770 Wesley tomou forte posição
arminiana e foi defendido por seu devotado discípulo, o suíço John William Fletcher (...). O resultado da controvérsia foi
confirmar o caráter arminiano do metodismo wesleyano.”[101]
Mas mesmo
tendo dificuldades, inclusive, com George Whitefield, eles continuaram amigos.
Inclusive, a pedido dele, Wesley pregou no seu ofício fúnebre, em 1770.[102]
Talvez,
por isso, Wesley publicou, em 1771, o sermão
O Senhor nossa Justiça. O objetivo foi prevenir mal-entendido sobre a
salvação pela fé. Contudo, ele repudiava as contendas sobre religião:
“Como são odiosas e como são numerosas as
contendas levantadas acerca da religião! E não somente entre os filhos deste
século, entre os que não conhecem o que seja a verdadeira religião, mas entre
os filhos de Deus (...). Quantas almas débeis se escandalizam por essa causa!
Quantos estropiados se desviaram do caminho! Quantos pecador esse afervoraram
no desprezo de toda a religião e na aversão àqueles que professam!”[103]
Por
diversas vezes, Wesley procurou resolver conflitos nas sociedades metodistas,
mas as mais graves foram com os próprios líderes e até amigos. Foi assim com
Thomas Maxfield[104] e George Bell.
“Em
janeiro de 1763, George Bell estava proclamando que o fim do mundo chegaria no
mês seguinte, dia 28 de fevereiro.”[105]
As
tentativas de mudar Bell foram em vão. Maxfield afirmava que o cristão perfeito
estava sem pecado e, uma vez perfeito, permanecia nesse estado quase angelical.[106] Ambos deixaram o
metodismo.
Conferência Anual trata de problemas doutrinários
Sim,
a Conferência Anual Metodista (Annual Conference) conduzida por John Wesley,
especialmente durante a década de 1740 e início de 1750, tratava frequentemente
de questões doutrinárias fundamentais para estabelecer o movimento..[107]
“A Conferência
anual dos pregadores realizada em Leeds, em maio de 1753, apresentou uma
oportunidade para se estabelecer diversos assuntos. Os problemas doutrinários
eram a primeira ordem do dia, especialmente as contínuas tensões com 'a
corrupção dos alemães' (isto é, os morávios) e a 'mancha' da predestinação e do
antinomianismo (isto é, Whitefield) ".[108]
Nesse
período o assunto perfeição cristã causava certa comoção. Alguns acreditavam
ter recebido o dom da perfeição entusiasmando assim a Wesley, seu ardente
defensor. Por outro lado problemas
começaram a surgir com extremismos de certos pregadores. “Alguns haviam
afirmado que até a perfeição a pessoa estava sob a maldição de Deus, entre
eles, Thomás Maxfield e George Bell, que levaram a doutrina até as últimas consequências
afirmando que com a perfeição as pessoas passavam a viver em estado angelical.
A Conferência de 1763 procurou tratar desses abusos ”.[109]
Heresia, uma
obra da carne
Em
suas Notas Explanatórias sobre o Novo Testamento, Wesley interpreta "heresia" no contexto de
Gálatas 5, referindo-se não só a falsos ensinamentos, mas a divisões,
dissensões e partidos (factions) gerados por um espírito de orgulho e teimosia.
Ele argumenta que algumas obras mencionadas como da "carne" são
produzidas principalmente na mente, incluindo a heresia, demonstrando que a
"carne" para ele não se limita aos apetites sensuais, mas à corrupção
da natureza humana.[110]
Gálatas 5, Versículo
1
Firmes na liberdade
Permanecei, pois, firmes na liberdade
com que Cristo nos libertou, e não vos enredai novamente no jugo da servidão.
Comentários de Wesley
E não se enrede novamente com o jugo da escravidão legal
Permanecei firmes, portanto, na
liberdade - Da lei cerimonial.
Com o qual Cristo nos fez - E todos os crentes, livres; e não se enrede novamente com o jugo da escravidão legal.'
Versículo 2
Se fordes circuncidados, Cristo de nada vos aproveitar
Eis que eu, Paulo, vos digo que,
se fordes circuncidados, Cristo de nada vos aproveitará.
Comentários de Wesley
Se você for circuncidado
Se você for circuncidado - E
procurar ser justificado por isso.
Cristo - A
instituição cristã.
De nada vos aproveitará
De nada
vos aproveitará - Pois você
renuncia a Cristo e a todas as bênçãos que são pela fé nele.
Versículo 3
Devedor de cumprir toda a lei
Pois eu testifico novamente a
todo homem que é circuncidado, que ele é devedor de cumprir toda a lei.
Comentários de Wesley
Eu testifico a todo homem -
todo gentio.
Ou seja, circuncidado - Ele
assim se torna um devedor - Obriga.
Versículo 4
Cristo tornou-se inútil para vós
Cristo
tornou-se inútil para vós, qualquer um de vós que for
justificado pela lei; vós caístes da graça.
Comentários de Wesley
Portanto, Cristo não tem efeito para vocês
Portanto, Cristo não tem efeito para vocês -
que procuram ser justificados pela lei. Vós caístes da graça - Vós renunciais à
nova aliança. Vós renunciais ao benefício desta graciosa dispensação.
Versículo 5
Aguardamos a esperança da justiça
Pois nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça pela fé.
Comentários de Wesley
Pois nós - que
cremos em Cristo, que estamos sob a dispensação do evangelho.
Através do Espírito - Sem
qualquer uma dessas ordenanças carnais.
Espere - com
certeza de alcançar.
A justiça que esperamos, e a recompensa completa dela
A esperança da justiça - A
justiça que esperamos, e a recompensa completa dela. Esta justiça recebemos de
Deus pela fé; e pela fé obteremos a recompensa.
Versículo 6
Nem a circuncisão nem a incircuncisão
Pois em Jesus Cristo nem a
circuncisão nem a incircuncisão têm valor algum; mas a fé que opera pelo amor.
Comentários de Wesley
Aliança cristã
em Cristo Jesus - De
acordo com a instituição que ele estabeleceu, de acordo com o teor da aliança
cristã.
Nem circuncisão - Com
a observância mais pontual da lei.
Nem incircuncisão - Com
a moralidade pagã mais exata.
Rumo à justificação
Aproveita qualquer coisa -
Rumo à justificação presente ou salvação eterna.
Mas a fé -
Sozinha; mesmo aquela fé que opera pelo amor - Toda santidade interior e
exterior.
Versículo 7
Quem vos impediu
Você correu bem; Quem vos impediu
de obedecer à verdade?
Comentários de Wesley
Você correu bem - Na
corrida da fé. Quem vos impediu no vosso proceder, para que não obedeçais à
verdade?
Esta persuasão não vem daquele
que vos chama.
Comentários de Wesley
Esta vossa persuasão atual não vem de Deus
Esta vossa persuasão atual não vem de Deus, que
vos chamou - para o seu reino e glória.
Versículo 9
Um pouco de fermento leveda toda
a massa.
Um perturbador perturba a todos
Um pouco de fermento leveda toda
a massa - Um perturbador, versículo 10,
perturba a todos.
Versículo 10
Não pensareis de outra forma
Tenho confiança em vós pelo
Senhor, que não pensareis de outra forma; mas
aquele que vos perturbar levará o seu juízo, seja ele quem for.![]()
Comentários de Wesley
No entanto, tenho confiança de que - Depois de
ler isso.
Você não terá outra mente - Do
que eu, e você era.
Se esforçou para seduzi-los
Mas aquele que te incomoda -
Parece ter sido uma pessoa principalmente que se esforçou para seduzi-los.
Deve suportar o seu julgamento - Um
fardo pesado, já pairando sobre sua cabeça.
Versículo 11
Se ainda prego a circuncisão
E eu, irmãos, se ainda prego a
circuncisão, por que ainda sofro perseguição? então cessou a ofensa da cruz.
Comentários de Wesley
Mas se eu ainda pregar a
circuncisão - Como aquele perturbador parece ter afirmado, provavelmente
aproveitando a ocasião de ter circuncidado Timóteo.
Isso implicava a abolição da lei
Por que eu ainda sofro
perseguição? então a ofensa da cruz cessou - A grande razão pela
qual os judeus ficaram tão ofendidos com sua pregação de Cristo crucificado, e
tão amargamente o perseguiram por isso, foi que isso
implicava a abolição da lei. No entanto, São Paulo não condenou a
conformidade, por condescendência com a fraqueza de ninguém, nem mesmo com a
lei cerimonial; mas ele condenou absolutamente aqueles que o ensinavam como
necessário para a justificação.
Versículo 12
Eu gostaria que eles fossem
cortados, o que o incomoda.
Comentários de Wesley
Eu gostaria que eles fossem cortados
Eu gostaria que eles fossem
cortados - Da sua comunhão; expulso de sua igreja, que assim o
perturba.
Versículo 13
Fostes chamados à liberdade
Porque, irmãos, fostes chamados à
liberdade; Não useis apenas a liberdade para ocasião à carne, mas pelo amor
servi uns aos outros.
Comentários de Wesley
Vós fostes chamados à liberdade - Do
pecado e da miséria, bem como da lei cerimonial.
Apenas não use a liberdade para uma ocasião para a carne
Apenas não use a liberdade para
uma ocasião para a carne - Não tome ocasião daqui para gratificar
a natureza corrupta.
Mas pelo amor servi uns aos
outros - E aqui mostre que Cristo vos libertou.
Versículo 14
Pois toda a lei se cumpre em uma só palavra
Pois toda a lei se cumpre em uma
só palavra, mesmo nesta; Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Comentários de Wesley
Amarás o teu próximo como a ti mesmo
Pois toda a lei é cumprida nisso:
Amarás o teu próximo como a ti mesmo - visto que ninguém pode
fazer isso sem amar a Deus, 1 João 4:12; e o amor
de Deus e do homem inclui toda a perfeição. Levítico 19:18.
Versículo 15
Se vos morderdes e vos devorardes uns aos outros
Mas, se vos morderdes e vos
devorardes uns aos outros, vede-vos que.
Comentários de Wesley
Em consequência das divisões que esses perturbadores ocasionaram entre
vocês
Mas se -
Pelo contrário, em consequência das divisões que esses perturbadores
ocasionaram entre vocês, vocês se mordem por falar mal.
E devorar uns aos outros - Por
injúria e clamor.
Acautelai-vos
Acautelai-vos
de não vos consumirdes uns dos outros - Por
amargura, contenda e contenda, nossa saúde e força, tanto do corpo quanto da
alma, são consumidas, assim como nossa substância e reputação.
Versículo 16
Andai no Espírito
Digo, pois, isto: Andai no
Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.
Comentários de Wesley
Eu digo então - Ele
agora explica o que ele propôs, Gálatas 5:13 .
Ande pelo Espírito -
Siga sua orientação em todas as coisas.
E não cumprir - Em
nada.
O desejo da carne - De
natureza corrupta.
Versículo 17
A carne cobiça contra o Espírito
Porque a
carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, e estes são
contrários um ao outro, de modo que não podeis fazer o que quereis.
Comentários de Wesley
A natureza deseja o que é totalmente contrário ao Espírito de Deus
Pois a carne deseja contra o
Espírito - A natureza deseja o que é totalmente contrário ao Espírito
de Deus.
Mas o Espírito contra a carne- - Mas
o Espírito Santo, por sua vez, se opõe à sua natureza maligna.
Não pode haver acordo entre eles
Estes são contrários um ao outro - A
carne e o Espírito; não pode haver acordo entre eles.
Para que não façais o que
quereis- - Para que, sendo assim fortalecidos pelo Espírito, não
cumprais o desejo da carne, como de outra forma faríeis.
Versículo 18
Se sois guiados pelo Espírito
Mas, se sois guiados pelo
Espírito, não estais debaixo da lei.
Comentários de Wesley
Mas se sois guiados pelo Espírito - De
liberdade e amor, em toda santidade.
Vós não estais debaixo da lei
Vós não estais debaixo da lei - Não
sob a maldição ou escravidão dela; não sob a culpa ou o poder do pecado.
Versículo 19
São manifestas as obras da carne
Ora, são manifestas
as obras da carne, que são estas; Adultério, prostituição, impureza,
lascívia,
Comentários de Wesley
Agora, as obras da carne -
Pelo qual esse princípio interior é descoberto.
As obras são mencionadas no plural porque são distintas e muitas vezes
inconsistentes umas com as outras
São manifestos -
Simples e inegáveis. As obras são mencionadas no plural
porque são distintas e muitas vezes inconsistentes umas com as outras.
Mas "o fruto do Espírito" é mencionado no singular
Mas "o fruto do Espírito" é
mencionado no singular, Gálatas 5:22, como sendo todos
consistentes e conectados entre si.
Obras da carne x fruto do Espírito
Quais são estes - Ele
enumera as "obras da carne" para as quais os gálatas estavam mais
inclinados; e aquelas partes do "fruto do Espírito" das quais eles
estavam em maior necessidade.
Aquém da impureza real
Lasciviousness - A
palavra grega significa qualquer coisa interna ou externa que seja contrária à
castidade, e ainda assim aquém da impureza real.
Versículo 20
Idolatria, feitiçaria, ódio,
discórdia, emulações, ira, contenda, sedições, heresias,
Comentários de Wesley
Aparece a partir de sua união com a adoração de deuses do diabo
Idolatria, feitiçaria - Que
isso significa feitiçaria, estritamente falando, (não envenenamento), aparece a
partir de sua união com a adoração de deuses do diabo, e não com assassinato.
Isso é frequente e solenemente proibido no Antigo Testamento. Negar, portanto,
que existe, ou já existiu, tal coisa, é, por consequência clara, negar a
autoridade tanto do Antigo quanto do Novo Testamento.
Heresias são divisões em comunidades religiosas
Divisões - Em questões domésticas ou
civis. Heresias são divisões em comunidades religiosas.
Versículo 21
Invejas, homicídios, bebedices,
orgias e coisas semelhantes, das quais eu vos digo antes, como também já vos
disse outrora, que os que tais coisas fazem não herdarão o reino de Deus.
Comentários de Wesley
É claro que o apóstolo não quer dizer "carne" apenas o corpo,
ou apenas os apetites e inclinações sensuais, mas a corrupção da natureza
humana
Folias - Entretenimentos luxuosos.
Algumas das obras aqui mencionadas são feitas principalmente, se não
inteiramente, na mente; e, no entanto, são chamadas de "obras da
carne". Portanto, é claro que o apóstolo não quer
dizer "carne" apenas o corpo, ou apenas os apetites e inclinações
sensuais, mas a corrupção da natureza humana, à medida que se espalha por
todos os poderes da alma, bem como por todos os membros do corpo.
Do qual eu lhe digo antes -
Antes do evento, eu o aviso.
O fruto do Espírito
Mas o fruto do Espírito é: amor,
alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé,
Amor - A
raiz de todo o resto.
Para com todos os homens
Gentileza -
Para com todos os homens; homens ignorantes e perversos em particular.
No temperamento ou no comportamento
Bondade - A
palavra grega significa tudo o que é benigno, suave, vencedor, terno, seja no
temperamento ou no comportamento.
Versículo 23
Mansidão, temperança: contra isso
não há lei.
Comentários de Wesley
Afeições e paixões em equilíbrio
Mansidão -
Mantendo todas as afeições e paixões em equilíbrio.
Versículo 24
E os que são de Cristo
crucificaram a carne com as afeições e concupiscências.
Comentários de Wesley
E aqueles que são de Cristo - Verdadeiros crentes nele. Crucificou
assim a carne
E aqueles que são de Cristo -
Verdadeiros crentes nele. Crucificou assim a carne - Pregou-a, por assim dizer,
a uma cruz de onde não tem poder para se soltar, mas é continuamente cada vez
mais fraca.
Todas as suas paixões, apetites e inclinações malignas
Com suas afeições e desejos - Todas as suas paixões, apetites e inclinações malignas.
Versículo 25
Se vivemos no Espírito
Se vivemos no Espírito, andemos
também no Espírito.
Comentários de Wesley
Se vivermos pelo Espírito - Se
realmente ressuscitamos dos mortos, e estamos vivos para Deus, pela operação do
seu Espírito.
Vamos andar pelo Espírito
Vamos andar pelo Espírito -
Vamos seguir a sua orientação, em todos os nossos temperamentos, pensamentos,
palavras e ações.
Versículo 26
Não sejamos desejosos de glória
vã, provocando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.
Comentários de Wesley
Não deseje a glória vã
Não
deseje a glória vã - Do louvor
ou estima dos homens. Aqueles que não seguem cuidadosa e atentamente o
Espírito, facilmente deslizam para isso: cujos efeitos naturais são, provocando
a inveja daqueles que estão abaixo de nós, e invejando aqueles que estão acima
de nós.[111]
A heresia em Corinto
Segundo
as Notas sobre o Novo Testamento de John Wesley, a "heresia" em Corinto não
era apenas um erro doutrinário abstrato, mas sim divisões práticas, divisões
(cismas) e uma atitude irreverente que negava o amor cristão e a unidade.
Wesley interpretava o termo "heresia" no contexto de 1 Coríntios
11:19 não como uma separação formal, mas como facções internas ou partidos
("I am of Paul, I am of Apollos") que destroçavam a comunhão da
igreja. [112]
1 Coríntios 11
Versículo 18
quando vos reunis na igreja, ouço que há divisões entre vós
Pois, antes de tudo, quando vos
reunis na igreja, ouço que há divisões entre vós; e eu acredito em parte.
Na igreja - Na
assembleia pública.
Ouvi dizer que há cismas entre vocês; e eu acredito em parte nisso - Isto é, eu acredito nisso de alguns de vocês, disse Wesley.
mas divisões sem caridade nela; pois os coríntios continuaram a ser uma igreja; e, apesar de todas as suas lutas e contendas
Comentários
de Wesley:
É claro que por cismas não se entende qualquer separação da igreja, mas divisões sem caridade nela; pois os coríntios continuaram a ser uma igreja; e, apesar de todas as suas lutas e contendas, não havia separação de nenhuma das partes das demais, no que diz respeito à comunhão externa. E é no mesmo sentido que a palavra é usada, 1 Coríntios 1:10; 1 Coríntios 12:25; que são os únicos lugares no Novo Testamento, além deste, onde os cismas da igreja são mencionados. Portanto, ceder a qualquer temperamento contrário a esse terno cuidado um do outro é o verdadeiro cisma bíblico. Isso é, portanto, uma coisa bem diferente daquela separação ordenada das igrejas corruptas que as eras posteriores estigmatizaram como cismas; e fingiram as mais vis crueldades, opressões e assassinatos que perturbaram o mundo cristão.
Tanto as heresias quanto os cismas são aqui mencionados quase no mesmo sentido; a menos que por cismas se entenda, em vez disso, aquelas animosidades internas que ocasionam heresias
Comentários
de Wesley:
Tanto as heresias quanto os cismas são aqui mencionados quase no mesmo sentido; a menos que por cismas se entenda, em vez disso, aquelas animosidades internas que ocasionam heresias; isto é, divisões ou partidos externos: de modo que, enquanto um dizia: "Eu sou de Paulo", outro, "Eu sou de Apolo", isso implicava tanto cisma quanto heresia. Tão maravilhosamente as eras posteriores distorceram as palavras heresia e cisma de seu significado bíblico.
Portanto, tanto a heresia quanto o cisma, no sentido moderno das palavras, são pecados dos quais a escritura nada sabe
Comentários
de Wesley:
A heresia não é, em toda a Bíblia, considerada "um erro nos fundamentos" ou em qualquer outra coisa; nem cisma, para qualquer separação feita da comunhão externa dos outros. Portanto, tanto a heresia quanto o cisma, no sentido moderno das palavras, são pecados dos quais a escritura nada sabe; mas foram inventados apenas para privar a humanidade do benefício do julgamento privado e da liberdade de consciência.
Deus os permite, para que apareça quem entre vocês é e quem não é reto
de coração
Pois também deve haver heresias
entre vocês, para que os aprovados se manifestem entre vocês.
Comentários
de Wesley:
Deve haver heresias -
divisões.
Entre vocês - No
curso normal das coisas; e Deus os permite, para que apareça quem entre vocês é
e quem não é reto de coração. [113]
[1]
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[2]
https://www.repositoriocristao.com/conteúdo/estudos/pais-da-igreja
[3] Visão geral criada por IA do Google
[4] Visão
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[5] Visão
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[6] Visão
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[7] Visão
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[8] Visão
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[9] Visão
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[10]
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[11] Visão geral criada por IA do Google
[13] http://www.andrewthompson.com/
[14] WESLEY, João Wesley. Trechos do Diário de João Wesley. Traduzido por Paul Eugene
Buyers. Junta Geral de Educação Cristã, 1965, p.41.
[15] Maxfield foi o
primeiro pregador leigo do metodismo, em abril de 1739, após ter tido uma
violenta experiência em Bristol com a pregação de Wesley (HEITZENHATER, Richard
P., Ibidem, p.115).
[16] HEITZENHATER, Richard
P., Wesley e o Povo Chamado Metodista, Editeo-Pastoral Bennett, 1996, p.209-0.
[17] Ibidem.
[18] Idem, p.246.
[19] Idem,
p.111
[20] Idem,
p.112.
[21] Visão
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[22]
https://www.oamadorteologo.com/ post/história-da-igreja-os-pais-da-igreja#
[23]
https://www.oamadorteologo.com/ post/história-da-igreja-os-pais-da-igreja#
[24]
http://www.allanbevere.com/2015/08/john-wesley-on-infant-baptism.html
[25]
https://www.churchfathers.org/infant-baptism
[26]
https://www.estudantedefilosofia.com.br/filosofos/origenes.php
[27]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Orígenes
[28]
https://www.churchfathers.org/infant-baptism
[29]
https://servantofchrist.tripod.com/ofsuchisthekingdom/id18.html
[30] https://servantofchrist.tripod.com/ofsuchisthekingdom/id18.html;
https://northamanglican.com/infant-baptism-a-treatise-in-defense-of-infant-baptism-written-in-the-scholastic-style-part-i/
[31]
https://www.churchfathers.org/infant-baptism
[32]
https://escolakids.uol.com.br/historia/revoltas-anabatistas.htm
[33]
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/martin-luther-king.htm
[34]
https://www.nps.gov/malu/planyourvisit/ebenezer_baptist_church.htm
[35] BURTNER,
Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São
Paulo: Imprensa Metodista, 1960,.p.210.
[36] Visão
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[37]
WALKER, Welliston. História da Igreja Cristã. 2 v. ASTE, São Paulo,
[s.ed], [s.d],p.160.
[38] WALKER, Welliston, Ibidem, p.160.
[39] HILL, Christopher. O mundo de
ponta-cabeça. São Paulo: Companhia Duas Cidades, 1991p.204
[40] Ibidem.
[41] Ibidem,
p.207.
[42] Ibidem.
[43] Ibidem,
p.208.
[44] Ibidem,
p. 225.
[45] Ibidem,
p. 43-4.
[46] Ibidem,
p.94.
[47] Ibidem, p.95.
[48] WALKER, Welliston, Ibidem, p.160.
[49] WALKER, Welliston, Ibidem, p.160-1.
[50] Ibidem.
[51] Visão
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[52] WALKER,
Welliston. História da Igreja Cristã. 2 v. São Paulo: Imprensa metodista, ASTE,
1967, p.160.
[53] HILL,
Christopher. O mundo de ponta-cabeça. São Paulo: Companhia Duas Cidades, 1991.
p.95.
[54] WALKER,
Welliston. História da Igreja Cristã. 2 v. São Paulo: Imprensa metodista, ASTE,
1967, p.160-1.
[55] Ibidem.
[56] O Diário
de John Wesley, o Pai do Metodismo (1735-1791). Angular Editora, 2017.
[57] O Diário
de John Wesley, o Pai do Metodismo (1735-1791). Angular Editora, 2017.
[58] O Diário
de John Wesley, o Pai do Metodismo (1735-1791). Angular Editora, 2017.
[59]
http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html
[60]
http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html
[61]
https://en.wikisource.org/wiki/Dictionary_of_National_Biography,_1885-1900/Hall,_Westley
[62]
https://en.wikisource.org/wiki/Dictionary_of_National_Biography,_1885-1900/Hall,_Westley
[63]
http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html
[64]
https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=1230
[65]
http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html
[66]
http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html
[67]
https://en.wikisource.org/wiki/Dictionary_of_National_Biography,_1885-1900/Hall,_Westley
[68]
http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html
[69]
http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html
[70]
http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html
[71]
http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html
[72]
http://www.wesleyresearch.net/westley-hall.html
[73]
http://darbygray.blogspot.com/2008/06/other-holy-clubbers.html
[74] Visão
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[75]
https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=1849
[76]
https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=1849
[78] Visão
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[79] Conferir
Contexto Social e Wesley no contexto
social-político-religioso da Inglaterra no no século XVIII , no Capítulo 2 da
tese, onde há uma descrição mais detalhada da grave crise em que vivia o povo.
[80] LILIÈVRE,
Mateo. João Wesley – Sua vida e obra. São Paulo: Editora Vida, 1997p.12.
[81] Ibidem,
p.46.
[82]
HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p.46.
[83] Ibidem.,
p.204.
[84] Ibidem.,
p.205.
[85] 1)
Existe a perfeição, pois ela é
constantemente citada nas Escrituras. 2) Ela não vem cedo como a
justificação, pois as pessoas justificadas precisam ‘prosseguir para a
perfeição’ - Hebreus 6:1. 3) Não é tão tardia quanto a morte, pois S.Paulo nos
fala de homens vivos que eram perfeitos – Fil.3:15. 4) Não é absoluta. A
perfeição absoluta não pertence ao homem, nem aos anjos, mas somente a Deus. 5)
Ela não torna o homem infalível: ninguém é infalível enquanto está no corpo.
6) É ela sem pecado? Não vale a pena
contendermos a respeito de termos. Ela é ’salvação do pecado’. 7) É ‘amor
perfeito’ - I Jo 4:18. Este é a essência da mesma. As suas propriedades ou
frutos inseparáveis são: alegria constante, oração sem cessar e em tudo darmos
graças- I Ts 5:16, etc. 8) Não podemos prová-la. Não pode de maneira nenhuma
permanecer como um ponto indivisível, ser incapaz de desenvolvimento, pois uma
pessoa aperfeiçoada em amor pode crescer na graça muito mais rapidamente do que
o fazia antes. 9) Pode ser perdida. Temos muitos exemplos disto. Mas não
tínhamos inteira convicção disso até 5 ou 6 anos atrás. 10) É constantemente
precedida e seguida de um trabalho gradual.” (BURTNER, Robert W.; CHILES,
Robert E. Coletânea da teologia de João Wesley. Ibidem, p.212).
[86]
HEITZENHATER, Richard P., Ibidem., p.107.
[87] Ibidem,
p.214.
[88] Eis um
resumo do que Wesley pensava sobre a predestinação: Se existe a eleição, toda a
pregação seria vã; ela tende a destruir diretamente a santidade; tende a
destruir o nosso zelo pelas boas obras; subverte toda a revelação cristã; faz a
revelação contradizer-se; é uma doutrina cheia de blasfêmia, pois coloca Jesus
como um hipócrita, um enganador do povo, etc (BURTNER, Robert W.; CHILES,
Robert E. Coletânea da teologia de João Wesley. Ibidem, p. 53-4)
[89]
HEITZENHATER, Richard P.Ibidem, p.107.
[90] Ibidem.
[91] Segundo
D.M.Lloyd-Jones, Os temas das pregações de Whitefield eram: O pecado original,
A regeneração, o Espírito Santo, a justificação pela fé, etc. (JONES, D. M.
Lloyd. Os puritanos. Ibidem, p.130-1).
[92]
HEITZENHATER, Richard P.Ibidem, p.120-1.
[93] Ibidem,
p.120.
[94] Ibidem
[95] WESLEY.
João. Sermões de Wesley. v.2, ibidem, p.174.
[96] Ibidem,
p.174-5.
[97] Um
moraviano, Philip Henry Molther, ensinava que, para alcançar a verdadeira
religião, deveriam ser abandonados
“todos os meios de graça e todas as obras de piedade e, em vez disso, deviam
permanecer ‘quietos’ diante do Senhor” (HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p.154).
[98] Rudof
Otto afirma que “Ela é o meio pelo qual tenta-se dar uma expressão conceitual a
algo que não pode ser explicado. Como mistério, ela é absolutamente
indispensável e perfeitamente legítima. Esta liberdade torna-se summainjúria
quando não se leva em conta que ela é um signo analógico, e quando se toma esse
ideograma por um conceito e por base de uma teoria. A idéia de predestinação
torna-se, numa religião racional como o cristianismo, perniciosa e intolerável,
por mais que se tente faze-la inofensiva de atenuações múltiplas” (OTTO, Rudof.
O Sagrado. Ibidem, p.91.).
[99] WALKER,
Welliston, Ibidem, p. 212.
[100] João
Guilherme de La Flechére ou João Fletcher nasceu em Nyon, Suíça, em 12 de
setembro de 1729. Descendia de uma família francesa e estudou na Universidade
de Genebra. Por questões de consciência não se tornou pastor da Igreja
Reformada, por causa do credo calvinista. Foi um dos líderes que apoiou Wesley.
No Anexo, abordaremos sobre a sua vida e ministério.
[101]WALKER, Welliston,
Ibidem, p.212.
[102] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p. 241.
[103] WESLEY,
João. Sermões de Wesley. v.1, ibidem, p.406.
[104] Maxfield
foi o primeiro pregador leigo do metodismo, em abril de 1739, após ter tido uma
violenta experiência em Bristol com a pregação de Wesley (HEITZENHATER, Richard
P., Ibidem, p.115).
[105] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p.209-0.
[106] Ibidem.
[107] Visão
geral criada por IA do Google
[108] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p. 186.
[109] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p. 209-0
[110] Visão
geral criada por IA do Google
[111]
https://www.studylight.org/commentaries/eng/wen/galatians-5.html
[112]
Visão geral criada por IA do Google
[113]
https://www.studylight.org/comentários/eng/wen/1-corinthians-11.html.
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