Mulheres que deixaram legado no metodismo
brasileiro
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Copyright © 2026, Odilon Massolar Chaves
Todos os direitos reservados ao autor.
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gratuitamente.
Art. 184 do Código Penal e Lei 96710 de 19 de
fevereiro de 1998.
Livros publicados na Biblioteca Digital Wesleyana:
744
Livros publicados pelo autor: 789
Endereço: https://bibliotecawesleyana.blogspot.com
Capa: Anita. Simei e Amélia (parte de cima); Eunice, Ottilia, Martha e Leila
(parte de baixo)
Toda gloria a Deus!
Odilon Massolar Chaves é pastor metodista
aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São
Paulo.
Filho do rev.
Adherico Ribeiro Chaves e Roza Massolar Chaves.
É casado com RoseMary.
Tem duas filhas: Liliana e Luciana.
Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na
Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos
dias.
Foi editor do jornal oficial metodista e
coordenador de Curso de Teologia.
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Índice
· Introdução
· Destaques dos capítulos do livro
· Primeira brasileira Presidente
da Federação Mundial de Senhoras Metodistas
· Autora de “Mil Vozes Para
Celebrar”
· Pioneira no cuidado dos leprosos
no Brasil
· Criadora das revistas Bem-Te-Vi
e Voz Missionária
· Fundadora do Colégio
Piracicabano
· Missionária em Angola e no
Brasil
· Redatora da Voz Missionária
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Introdução
“Mulheres que deixaram legado no metodismo brasileiro” é um livro de 23
páginas que destacam a contribuição de algumas mulheres no metodismo
brasileiro.
Os capítulos estão assim divididos: Primeira brasileira Presidente
da Federação Mundial de Senhoras Metodistas; Autora de “Mil Vozes Para
Celebrar”; Pioneira no cuidado dos leprosos no Brasil; Criadora das revistas
Bem-Te-Vi e Voz Missionária; Fundadora do Colégio Piracicabano; Missionária em
Angola e no Brasil; Redatora da Voz Missionária.
São
inúmeras mulheres que deixaram legado. Destacamos aqui 7 delas.
“O legado das mulheres no metodismo brasileiro é fundamental para a identidade da denominação, tendo sido construído sobre três pilares principais: educação, assistência social e liderança eclesiástica. Com mais de 140 anos de história organizada, as mulheres metodistas foram pioneiras na alfabetização e na luta por direitos femininos no Brasil”. [1]
Exemplos de dedicação em amor ao reino de Deus e ao metodismo.
O Autor
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Destaques dos capítulos do livro
Primeira
brasileira Presidente da Federação Mundial de Senhoras Metodistas
O legado de Ottilia de Oliveira
Chaves (1898–1983) na
Igreja Metodista do Brasil é fundamental para a consolidação da autonomia da
denominação e para o protagonismo feminino na esfera eclesiástica e social.[2]
Autora de
“Mil Vozes Para Celebrar”
O legado de Simei Monteiro na hinologia metodista e ecumênica é definido por sua atuação como teóloga, compositora e especialista em liturgia, sendo uma das vozes mais influentes na renovação da música sacra brasileira. Seu trabalho é marcado pela busca de uma identidade musical autóctone (nativa) e pela tradução da rica tradição wesleyana para o contexto latino-americano. [3]
Pioneira no
cuidado dos leprosos no Brasil
Eunice Sousa Gabi Weaver (1902–1969) foi uma
notável filantropa brasileira e líder na luta contra a hanseníase (anteriormente
conhecida como lepra) no Brasil, dedicando sua vida a reformular a assistência
aos pacientes e a defesa de seus direitos entre as décadas de 1930 e 1960. Ela é reconhecida por humanizar o tratamento e
combater o estigma social da doença.. [4]
Criadora
das revistas Bem-Te-Vi e Voz Missionária
O legado
de Leila Flossie Epps (1884-1962) é marcado por sua dedicação
de quase quatro décadas ao serviço missionário e educacional no Brasil,
especialmente no contexto da Igreja Metodista.
Nascida em
Kingstree, na Carolina do Sul, ela é lembrada principalmente por suas
contribuições à educação infantil e à literatura religiosa no país. [5]
Fundadora
do Colégio Piracicabano
Martha Hite Watts (1845-1910) foi uma missionária e educadora metodista norte-americana, reconhecida como uma das figuras mais influentes na implantação da educação metodista no Brasil, sendo frequentemente chamada de "semeadora de escolas". Sua atuação no final do século XIX e início do XX foi fundamental para estabelecer uma rede de ensino baseada em princípios cristãos, focada no intelecto, moralidade e, pioneiramente, na educação feminina. [6]
Missionária
em Angola e no Brasil
Anita Betts Way (1931-2024) deixou um legado profundamente ligado
à Igreja
Metodista no Brasil, onde atuou
como missionária, educadora e musicista por décadas. Sua trajetória é marcada
pelo serviço cristão, especialmente na formação educacional e na preservação da
tradição musical sacra. [7]
Redatora da
Voz Missionária
O legado da Pastora Amélia Tavares
C. Neves (Revda. Amélia
Tavares Correia Neves) é marcado por sua atuação central na capacitação de lideranças e
na comunicação
missionária dentro da Igreja Metodista no Brasil. Ela faleceu em outubro de 2024, deixando um
histórico de dedicação ao ministério feminino e à formação teológica. [8]
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Primeira brasileira Presidente
da Federação Mundial de Senhoras Metodistas
O legado
de Ottilia
de Oliveira Chaves (1898–1983)
na Igreja Metodista do Brasil é fundamental para a consolidação da autonomia da
denominação e para o protagonismo feminino na esfera eclesiástica e social.[9]
Ottilia de Oliveira Chaves (1898–1983) nasceu em Santa Rita de Cássia,
Distrito de Tombos, Carangola. Era filha de Alves de Oliveira e Francisca
Gonçalves de Oliveira.[10]
Ottilia estudou Farmácia no Instituto Granbery, em Juiz
de Fora e se formou em 1915.
Ela se casou com o pastor metodista Derly Chaves.
Estiveram nos EUA onde Derly estudou no Emory University.
Em 1928, retornaram ao Brasil, para Juiz de Fora. Derly
Chaves foi eleito Reitor da Faculdade de Teologia, no Granbery.
Nesse período em Juiz de Fora, Ottília “lecionou no
Colégio Granbery, fez faculdade, graduando-se em 1936 no Curso de Educação
Religiosa; lecionou sociologia e psicologia na Faculdade de Pedagogia, e
Educação Religiosa e Sociologia na Faculdade de Teologia, ambas do Instituto
Granbery.5 Neste período Otília também exerceu a
presidência das Federações das Sociedades de Senhoras Metodistas da Conferência
do Sul (hoje, conhecidas como II e VI Regiões Eclesiásticas) e da Conferência
Anual Brasileira (hoje, conhecida como I e IV Regiões Eclesiásticas)”.[11]
Ottília foi redatora da Voz Missionária. “O nome Voz
Missionária foi sugestão de Ottília Chaves, que se inspirou na revista
norte-americana ‘The Missionary Voice’. Segundo ela, seu nome está ligado ao ‘ideal
missionário da mulher metodista, tendo por missão a propagação do Evangelho, a
divulgação de conhecimentos, de orientação, de educação, levando a todos
mensagens edificantes”. [12]
Ottilia “participou da Comissão Constituinte da Proclamação da Autonomia da Igreja
Metodista, em 1930, e de todos os Concílios Gerais até
1970/1971, sendo a primeira mulher brasileira eleita Presidente da Federação
Mundial de Senhoras Metodistas, no período de 1952-1956, onde se destacou pela
sua liderança e testemunho constante”.[13]
Alguns
anos mais tarde, Ottilia disse: “Considero como um dos maiores privilégios de
minha vida, no seio da Igreja Metodista, ter feito parte da Comissão que
declarou a sua autonomia e ter sido eleita para todos os Concílios Gerais,
desde o primeiro, ininterruptamente, até o bipartido Concílio de 1970-1971, que
reuniu, respectivamente, em Belo Horizonte e Rio de Janeiro”. [14]
Em 1939,
“o casal foi escolhido como representante das forças evangélicas do Brasil para
participar do Concílio Missionário Internacional de Madastra, Índia. Nesta
ocasião receberam vários convites que oportunizaram a passagem do casal por
diversas cidades da Europa, Egito e Terra Santa”. [15]
Em março de 1941, “Ottília é eleita presidente
da Federação das Sociedades de Senhoras do Sul. Durante esse período realizou
diversos trabalhos, incluindo o Lar Metodista, em Santa Maria; a Missão Caiuás;
a formação de um fundo conhecido como Cofre Adelaide Vurlod, que se destinava à
manutenção dos estudantes de teologia e ao auxílio à formação das diaconisas”.[16]
Em 1952,
Ottília foi eleita presidente da Federação Mundial de Senhoras Metodistas.
“Ela
também foi eleita como uma das nove vice-presidentes que formavam a Comissão
Executiva para o período de 1956-1961 (....) do Concílio Mundial de Igrejas
Metodistas”.
[17]
Em 1957,
Ottília recebeu o cargo de historiadora da Aliança das Mesas Redondas
Pan-americanas, e em 1958 foi eleita diretora geral desta organização.
Dentre as homenagens à
Ottilia, estão:
- Lar Ottilia Chaves em Porto Alegre,
RS, para idosos. Criado em 1956 com o nome de Mar Metodista que,
posteriormente, recebeu o nome de Lar Ottilia Chaves.
- “Cátedra
Otília Chaves” criada em 1990 para “exercer atividades
de ensino acadêmico e dar apoio às alunas da Faculdade de Teologia da Igreja
Metodista. Com o desenvolvimento do trabalho, houve uma ampliação do projeto
com assessorias e participação em atividades que enfatizam a presença e a ação
das mulheres nas igrejas e na sociedade. [18]
Autora de “Mil Vozes Para
Celebrar”
O legado
de Simei
Monteiro na hinologia
metodista e ecumênica é definido por sua atuação como teóloga,
compositora e especialista em liturgia, sendo uma das vozes mais influentes na
renovação da música sacra brasileira. Seu
trabalho é marcado pela busca de uma identidade musical autóctone (nativa)
e pela tradução da rica tradição wesleyana para o contexto latino-americano. [19]
Simei Monteiro nasceu em Belém,
no Pará. É metodista, “poetisa, compositora, tradutora e autora. Suas canções
aparecem em hinários e cancioneiros no Brasil, América Latina, EUA, Europa e
Ásia”.
[20]
Em 2010, Simei foi como “missionária da Igreja
Metodista Unida, servindo junto ao Conselho Mundial de Igrejas (CMI), em
Genebra, Suíça, na posição de Consultora para o Culto (Worship Consultant). Um
trabalho ligado atualmente ao setor de Vida e Espiritualidade do Conselho e,
anteriormente, ao departamento de Fé e Constituição”. [21]
Ela foi membro do Comitê de Culto das duas últimas
Assembleias Gerais do CMI e trabalhou como professora na Faculdade de Teologia
da Igreja Metodista em São Bernardo do Campo, SP. Foi professora assistente em
Liturgia e Hinologia.
Simei “é Bacharel em Música Sacra pelo Seminário
Teológico Batista do Sul do Brasil- STBSB. Possui certificado do Instituto
Ecumênico de Bossey, adjunto à Universidade de Genebra, Suíça e duas
licenciaturas: Língua e Literatura Portuguesa e Francesa, pela Universidade
Federal Fluminense- UFF e Licenciatura em Educação Artística pela Universidade
do Estado de São Paulo-UNESP onde também cursou Composição e Regência”. [22]
Simei é casada com o pastor metodista Rev. Dr.
Jairo Monteiro, que também foi missionário metodista em Genebra.
Eles têm duas filhas adultas: Denise e Aline.
Publicou o hinário "Mil
Vozes Para Celebrar" com Hinos de Charles e John Wesley com 85
partituras com textos originais para o contexto latino-americano.[23]
Dentre suas composições, estão: “Tua Palavra na
vida”; “Ouve, Senhor estou clamando” (Livro de Canto da IECLB 63).
Um outro cântico (letra e música) foi “Se caminhar
é preciso”.
O cântico
1 – Se
caminhar é preciso, / caminharemos
unidos, / e
nossos pés, nossos braços, /
sustentarão
nossos passos. / Não mais seremos
a massa, /
sem vez, sem voz, / sem história, / mas
uma Igreja
que vai / em esperança solidária.
2 – Se
caminhar é preciso, / caminharemos
unidos / e
nossa fé será tanta / que transporá as
montanhas.
/ Vamos abrindo fronteiras / onde só
havia
barreiras, / pois somos povo que vai / em
esperança
solidária.
3 – Se
caminhar é preciso, / caminharemos
unidos, / e
o Reino de Deus teremos / como
horizonte
de vida. / Compartiremos as dores, /
os
sofrimentos e as penas, / levando a força do
amor / em
esperança solidária.
4 – Se
caminhar é preciso, / caminharemos
unidos, / e
nossa voz no deserto / fará brotar
novas
fontes. / E a nova vida na terra / será
antevista
nas festas. / É Deus que está entre nós
/ em esperança
solidária.[24]
Pioneira no cuidado dos leprosos
no Brasil
Eunice Sousa
Gabi Weaver (1902–1969) foi uma notável filantropa brasileira e líder na luta
contra a hanseníase (anteriormente conhecida como lepra) no Brasil, dedicando
sua vida a reformular a assistência aos pacientes e a defesa de seus direitos
entre as décadas de 1930 e 1960. Ela é
reconhecida por humanizar o tratamento e combater o estigma social da doença.. [25]
Eunice Sousa Gabi Weaver (1902-1969) nasceu em São Miguel, São Paulo. Sua
mãe era portadora de hanseníase. Seus pais se mudaram para Uruguaiana (RS).
Ela
foi educada em escolas metodistas em Buenos Aires; no Colégio União, em
Uruguaiana, e em Piracicaba (SP), onde se formou em Educação Sanitária.
Em
1927, Eunice se casou com Charles Anderson Weaver, missionário norte-americano
da Igreja Metodista. Ele era viúvo e ex-diretor do Colégio União e diretor do
Colégio Granbery da Igreja Metodista, em Juiz de Fora (MG).
Eunice
acompanhou o marido, que dirigiu a Universidade Flutuante da América do Norte,
num transatlântico, viajando por 42 países nos quais fez diversos cursos e
procurou conhecer os problemas da hanseníase, tendo conhecido Mahatma Gandhi.
Seu marido foi nomeado diretor do Instituto Central do Povo da Igreja
Metodista.
Fundou
a Sociedade de Assistência aos Lázaros e o Educandário Santa Maria, no Rio de
Janeiro. Em 1935, conseguiu junto ao presidente Getúlio Vargas auxílio oficial
para a obra. Viajou por todo o país divulgando a campanha da Federação das
Sociedades de Assistência aos Lázaros e Defesa contra a Lepra.
Foi a
primeira mulher a receber, no Brasil, a Ordem Nacional do Mérito, no grau de
comendador.
Publicou
livros e representou o Brasil em congressos internacionais sobre a hanseníase.
Organizou serviços assistenciais em diversos países. Recebeu o título de
“Cidadã Carioca”. Foi a delegada brasileira no 12º Congresso Mundial da ONU
(1967). Diversas instituições de assistência aos hansenianos levam o nome de
“Sociedade Eunice Weaver”. Seu oficio fúnebre foi na Igreja Metodista. Foi uma
das mulheres mais brilhantes do Brasil.[26]
Criadora das revistas Bem-Te-Vi
e Voz Missionária
O legado de Leila Flossie Epps (1884-1962) é
marcado por sua dedicação de quase quatro décadas ao serviço missionário e
educacional no Brasil, especialmente no contexto da Igreja Metodista.
Nascida em Kingstree, na Carolina do Sul, ela é lembrada principalmente por suas contribuições à educação infantil e à literatura religiosa no país. [27]
Leila Flossie Epps (1884-1962)
nasceu em Kingstree, na Carolina do Sul, e estudou em Leesville, no Meridian,
Mississippi e na Escola de Formação em Kansas City, Missouri, em 1911. Em 1911,
chegou ao Brasil, onde serviu por 37 anos, primeiro na área educativa. Ela
criou a revista Bem-Te-Vi para as
crianças da Escola Dominical da Igreja Metodista.
Em
1929, o Conselho Missionário da Mulher da Igreja Metodista Episcopal (EUA)
nomeou Leila Epps para o trabalho com as mulheres. Ela resistiu, mas um sonho
com as mulheres brasileiras mudou seu pensamento e ela aceitou a nomeação. Foi
pioneira no desenvolvimento e expansão do trabalho das mulheres metodistas no
Brasil. Quando a Igreja Metodista no Brasil se tornou autônoma, em 1930, Epps
foi convidada a continuar esta tarefa. Em 1930, junto com as federações de
mulheres, criou a Voz Missionária, uma revista para as
sociedades de mulheres. Foi a primeira editora. Ela era entusiasmada,
bem-humorada e a chamavam de Dona Mizépe.
Epps
se preocupou com a situação dos índios negligenciados no Brasil. Apoiou a
criação de uma missão interdenominacional que foi estabelecida entre os índios
Cauiá de Mato Grosso, e as mulheres ajudaram a apoiar um jovem médico
brasileiro, Nelson de Araújo, um médico-missionário. Ela se arriscou a pegar
doenças e enfrentou perigos na selva. Também ajudou a educar um dos jovens
índios dessa tribo.
Na
imprensa, combateu a tragédia dos leprosos no Brasil e apoiou o trabalho com os
leprosos da metodista Eunice Weaver, que se tornou mundialmente conhecida.
Leila se aposentou em 1950, na Carolina do Sul, EUA.[28]
Fundadora do Colégio
Piracicabano
Martha Hite
Watts (1845-1910) foi uma missionária e educadora metodista norte-americana,
reconhecida como uma das figuras mais influentes na implantação da educação
metodista no Brasil, sendo frequentemente chamada de "semeadora de
escolas". Sua atuação no final do século
XIX e início do XX foi fundamental para estabelecer uma rede de ensino baseada
em princípios cristãos, focada no intelecto, moralidade e, pioneiramente, na
educação feminina. [29]
Martha Watts (1845-1910) nasceu em Bardstown,
Kentucky, EUA. Fez o Curso Normal e durante um reavivamento se converteu, em
1874, e consagrou a sua vida ao Senhor Jesus.
Em fevereiro de 1881, o bispo Keener a apontou como primeira missionária
para o Brasil. Martha
foi contemporânea de Pedro Cartwright, pregador metodista itinerante e
avivalista.
No dia
26 de março de 1881, com 36 anos, Martha e outros dois missionários partiram de
Nova York, via Europa, tendo como destino o Brasil.
Os
missionários foram: Rev.J.W.Koger, esposa, filhinho e o rev. J.L.Kennedy.
Aprendeu logo o português e organizou a primeira Escola Dominical em
Piracicaba, antes mesmo da organização da Igreja.
Ela fundou o Colégio Piracicabano, no dia 13 de fevereiro, iniciando as aulas com apenas uma aluna – Maria Escobar. No Brasil, foi a primeira escola metodista.
Foi perseguida pelas autoridades locais, mas os liberais saíram em defesa do Colégio. O educandário foi a semente para a Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), criada em 1975.
Foi a primeira a alforriar escravo em Piracicaba. Martha Watts foi a Petrópolis e lá instalou outra escola, em 1895, com o nome de Colégio Americano de Petrópolis.
Ela participou ainda da organização do Instituto Metodista Izabela
Hendrix fundado em 5 de outubro de 1904. Em sua homenagem, na Unimep, tem o Centro Cultural Marta Watts.[30]
Missionária em Angola e no
Brasil
Anita Betts Way (1931-2024) deixou um legado
profundamente ligado à Igreja Metodista no Brasil, onde atuou como missionária, educadora e musicista
por décadas. Sua trajetória é marcada pelo serviço cristão, especialmente na
formação educacional e na preservação da tradição musical sacra. [31]
Anita Betts Way (1931-2024) “nasceu em 3 de dezembro de 1931 em Uruguaiana, Rio
Grande do Sul, filha de missionários metodistas americanos que serviam à Igreja
Metodista do Brasil desde 1919”.[32]
Anita teve sua formação básica no Brasil. De 1952 a
1956 cursou a universidade nos EUA onde se formou em música sacra e educação
cristã. Depois, foi para uma escola de treinamento missionário para leigos onde
conheceu o Mário Way, com quem se casaria.
Marion (1930- 2013) nasceu na Carolina do Sul, EUA,
filho de metodistas. “Participou no movimento Estudantil Universitário
Metodista dos Estados Unidos, cujo um dos objetivos era o fim da segregação
racial e a construção da justiça e fraternidade entre todas as etnias e povos.
Em 1951 formou-se em Pedagogia. Na Igreja trabalhou em muitos ministérios e
tarefas. Também em 1951 ficou sabendo que a Igreja estava procurando jovens que
tivessem experiência no trabalho com juventude para serem enviados a trabalhar
em várias partes da África. Sentindo o chamado de Deus na sua vida, foi enviado
pela Igreja para trabalhar em Angola, então uma colônia portuguesa na parte sul
do continente africano. Sua tarefa era basicamente organizar sociedades de
jovens, promovendo acampamentos, congressos, treinamentos; ajudando as igrejas
locais a formarem grupos de jovens. Participava regularmente de equipes de
pastores, professores, enfermeiras, etc... que visitavam as aldeias”.[33]
Marion serviu à Igreja Metodista de Angola até 1955, “quando então
retorna aos Estados Unidos para se fazer seu mestrado em Serviço Social, e
candidatar-se a ter um ministério permanente como missionário. Foi nessa época
que conheceu Anita”. [34]
Anita se casou com Marion Way e eles foram missionários
em Angola e no Brasil.
Estudaram na mesma escola para missionários. Anita e Mário casaram-se em
1957 em Porto Alegre, Brasil, e passaram a lua de mel no Rio de Janeiro. Foi
quando visitaram o Instituto Central do Povo (ICP) e o Acampamento Clay. ‘Foi
amor a primeira vista’, dizem em relação ao ICP e ao Brasil. ‘Se não houvesse o
compromisso com Angola, gostaria de trabalhar aqui’, o Mário disse na ocasião”. [35]
Serviram como missionários em Angola “durante uma época em que as
igrejas metodistas eram rotineiramente acusadas de instigar o povo angolano a
trabalhar pela independência de Portugal”. [36]
Anita “desenvolveu um brilhante trabalho na área de
educação e música, no Centro Comunitário em Luanda”. [37]
Anita foi quem introduziu a Escola Bíblica de Férias no
metodismo em Angola.
“Marion desenvolveu vários programas, inclusive
capacitando as pessoas em diversas áreas, por exemplo, datilografia, costura,
aulas de inglês e conhecimentos de informática. Anita era responsável pela
educação, serviços de apoio cristão para crianças carentes, além de ser
professora de música”.[38]
Marion ou Mário serviu em Angola de “1958-1961 até Marion ser detido,
preso e deportado junto com a esposa”.[39]
Em 1962 o casal foi enviado pela Junta de Ministérios Globais da Igreja
como missionários no Instituto Central do
Povo – ICP”,
[40]
no Brasil, onde serviram por mais de 50 anos.
Ao longo dos anos servindo no Brasil, o casal estava
sempre atento às mudanças da sociedade. Em 1995, Anita foi nomeada para a
Equipe Regional de Trabalho com Crianças”
O casal missionário, Marion (em memória) e Anita Way, recebeu o Prêmio
Metodista Mundial da Paz de 2013 em reconhecimento ao seu trabalho em Angola e
no Brasil.
O prêmio foi entregue em 12 de setembro de 2013, na Capela Wesley, em
Londres, Inglaterra, durante reunião do Conselho Metodista Mundial.[41]
“Ao longo de 54 anos de trabalho contínuo, o casal ajudou mais de 15.000
crianças e 45.000 famílias, e mais de 100.000 foram alcançadas por meio de seus
esforços. Eles usaram sua fé para ajudar na luta contra a opressão política, o
racismo e outros obstáculos ao longo de sua carreira”.[42]
Marion Way faleceu em 2013 e Anita em 2024.[43]
O “Colégio Estadual Missionário Mario Way”, em Inhoaíba, RJ, é uma
homenagem a Marion. Foi inaugurado em 2014.
A “Creche Comunitária Anita Way”, localizada no Morro da
Providência, RJ, é uma homenagem à Anita.
Redatora da Voz Missionária
O legado
da Pastora
Amélia Tavares C. Neves (Revda.
Amélia Tavares Correia Neves) é marcado por sua atuação central
na capacitação de
lideranças e na comunicação missionária dentro da
Igreja Metodista no Brasil. Ela faleceu em
outubro de 2024, deixando um histórico de dedicação ao ministério feminino e à
formação teológica. [44]
Amélia Tavares C. Neves nasceu no Nordeste e se formou na Faculdade de Teologia, em Rudge Ramos, em 1978.
Foi pastora na 3ª Região Eclesiástica e secretária executiva do CEMEC (Centro Metodista de Capacitação) da 3ª Região Eclesiástica da Igreja Metodista no Brasil.
Dentre as igrejas que pastoreou está Igreja Metodista Central de São Bernardo do Campo, SP.
Foi redatora da Revista Voz Missionária, uma revista que em 18 de setembro nasceu, na cidade de São Paulo. O número 1 da revista foi impresso no primeiro trimestre de 1930.[45]
Promoveu diversos Encontros de Capacitação para Agentes Regionais da Revista Voz Missionária.[46]
Dentre as
funções que exerceu, estão: Foi Secretaria do Departamento Regional para a
Escola Dominical da 3ª Região [47] e Assessora
Episcopal junto a Federação de Mulheres Metodistas.[48]
“Identidade negra e religião: consulta sobre cultura negra e teologia na América Latina / [organização do texto, Amélia Tavares C. Neves]”[50] foi uma das suas produções literárias.
“Pastora Amélia, uma mulher dedicada à causa do evangelho e à capacitação teológica, exerceu um papel fundamental como líder e educadora na Igreja Metodista, contribuindo incansavelmente para a formação de líderes e membros da igreja”. [51]
Em sua trajetória, Amélia teve uma “forte atuação nas áreas de Teologia e Administração, sendo também presidente da Comissão Nacional de Educação Teológica (CONET), onde integrou diversos seminários regionais e assessorou o Colégio Episcopal nas normativas da educação teológica. Ela também atuou como assessora junto à Federação Metodista de Mulheres na 3ª Região Eclesiástica, sempre vivendo com zelo o seu chamado pastoral”. [52]
Deixou um “legado
de amor, fé e compromisso com a missão cristã.[53]
[1]
Modo IA do Google
[2]
Modo IA do Google
[3]
Modo IA do Google
[4] Modo IA
do Google
[5]
Modo IA do Google
[6] Modo IA
do Google
[7] Modo IA
do Google
[8]
Modo IA do Google
[9]
Modo IA do Google
[10]
http://portal.metodista.br/centrootiliachaves/artigos-para-estudo
[11]
http://portal.metodista.br/centrootiliachaves/artigos-para-estudo/nos-trilhos-da-vida-contando-a-historia-de-otilia-de-oliveira-chaves
[12]
https://www.expositorcristao.com.br/um-voz-que-encanta-revista-completa-90-anos-de-circulacao-no-brasil/
[13]
Idem;
[14]
Idem.
[15]
http://portal.metodista.br/centrootiliachaves/artigos-para-estudo/nos-trilhos-da-vida-contando-a-historia-de-otilia-de-oliveira-chaves
[16]
Idem.
[17]
Idem.
[18]
https://metodista.br/centro-otilia-chaves/quem-foi-otilia-chaves
[19]
Modo IA do Google
[20]
https://www.hinologia.org/simei-monteiro/
[21] Idem.
[22] Idem.
[23]
https://www.hinologia.org/simei-monteiro/
[24]
https://www.provinciadorio.org.br/cantos-religiosos/exibir/214/SE-CAMINHAR-E-PRECISO-C.html
[25] Modo IA
do Google
[26]
Pesquisa: http://www.prohansen.org/#!fpheuniceweaver/c1hw2
http://www.mocavo.com/The-Encyclopedia-of-World-Methodism-Vol-2-J-Z-Volume-2/311448/1122
[27]
Modo IA do Google
[29] Modo IA
do Google
[30]
http://exemplosdahistoria.blogspot.com.br/2012/11/martha-watts.html
http://www.piracicabano.com.br/php/v8modcomunicin.php?codigo=4380&modulo=COLNOT&stscab=off
LANDER, J.M. O Granbery. Expositor Christão.
Rio de Janeiro, 27 de julho de 1899, v. XII, nº30, p.8.
Missionários em Sessão. Expositor Christão. Rio
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Universit%C3%A1rio_Metodista_Izabela_Hendrix
http://www.almg.gov.br/dia/A_2004/11/L061104.htm.
http://www.piracicabano.com.br/php/v8modcomunicin.php?codigo=4380&modulo=COLNOT&stscab=off
LUCCOCK, Halford E.Linha de Esplendor sem
fim. Junta Geral de Educação Cristã da
Igreja Metodista do Brasil, p.
REILY, Duncan A.História Documental do
Protestantismo no Brasil. ASTE, 1984, p. 90-1.
MESQUITA, Peri – TAVARES, Luciana. Mulheres
Missionárias Metodistas e a Educação no Brasil, de 1880 a 1930: A Educação da
Elite Republicana. www2.pucpr.br/reol/index.php/DIALOGO?dd1=675&dd99=pdf
http://www.camarapiracicaba.sp.gov.br/camara07/index8.asp?id=1040
[31] Modo IA
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=995660439262507&id=100064556808152&set=a.552251453603410
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https://www.facebook.com/FMM1Re/posts/nota-de-falecimento-que-o-espírito-santo-console-nossos-corações-e-de-todos-os-f/1032000562300900/
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https://www.metodista.org.br/vencedores-do-premio-mundial-metodista-da-paz-trabalharam-no-brasil-e-angola
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perfeito.massamba.75/posts/retrato-do-rev-sebastião-joão-rodrigues-segurando-a-criança-do-casal-missionário/1458486118453880/
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[45] https://www.expositorcristao.com.br/um-voz-que-encanta-revista-completa-90-anos-de-circulacao-no-brasil/
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https://www.expositorcristao.com.br/encontro-de-capacitacao-com-agentes-regionais-da-voz-missionaria/
[47]https://metodista3re.org.br/n
nomeacoes-pastorais-2024/
[48]
https://www.metodista.org.br/
44-congresso-regional-de-mulheres-metodistas-3-regiao-eclesiastica/
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[50]
https://test.nypl.org/ research/research-catalog/bib/pb479542
[51]
https://www.facebook.com//sedenacionalmetodista/posts/é-com-imenso-pesar-que-comunicamos-o-falecimento-da-revda-amélia-tavares-c-neves/988968373273768/
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