Homens santos que apoiaram e influenciaram
Wesley
Odilon Massolar Chaves
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Capa:
Toda gloria a Deus!
Odilon Massolar Chaves é pastor metodista
aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São
Paulo.
É casado com RoseMary.
Tem duas filhas: Liliana e Luciana.
Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na
Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos
dias.
Foi editor do jornal oficial metodista e
coordenador de Curso de Teologia.
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Índice
·
Introdução
· Destaques dos capítulos do livro
· George Whitefield
·
Peter Bohler
·
John Fletcher
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Introdução
“Homens santos que apoiaram e influenciaram Wesley” é um livro de 31
páginas que retrata o relacionamento amigável entre Wesley e John Fletcher,
George Whitefield e Peter Bohler.
“John Fletcher, George Whitefield e Peter Bohler foram figuras cruciais
no desenvolvimento teológico e no avivamento metodista liderado por John
Wesley, oferecendo suporte, inspiração e, por vezes, contrapontos teológicos
essenciais”. [1]
Peter Bohler foi um missionário
e bispo morávio que influenciou Wesley no entendimento da salvação pela fé viva
e não por obras.
Whitefield foi
fundamental ao convidar e incentivar Wesley a pregar pela primeira vez ao ar
livre em Bristol, o que impulsionou o avivamento metodista.
John Fletcher “foi um teólogo
e clérigo suíço-inglês, considerado por Wesley como a pessoa mais santa que já
conheceu. Fletcher foi um assistente próximo de Wesley, ajudando a sistematizar
a teologia metodista, especialmente na defesa da doutrina da "perfeição
cristã".[2]
Histórias de vidas santas que nos inspiram para nossos dias onde as
lideranças têm sido, muitas vezes, desacreditadas.
O Autor
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Destaques dos capítulos do livro
George Whitefield
Sim, o
evangelista George Whitefield foi um grande amigo, aliado e colaborador de John
Wesley, apesar de profundas diferenças teológicas. Eles foram líderes
fundamentais no avivamento metodista do século XVIII, mantendo profundo
respeito e unidade, mesmo com Whitefield sendo calvinista e Wesley arminiano.[3]
Peter Bohler
Peter Böhler, um pastor morávio, foi fundamental na transformação
espiritual de John Wesley em 1738, guiando-o da religiosidade formal para uma
fé viva baseada na graça. Böhler encorajou
Wesley a "pregar a fé até que a possua", influenciando diretamente
sua experiência de conversão em Aldersgate. [4]
John Fletcher
John William Fletcher (1729-1785) foi o principal colaborador
teológico de John Wesley, sendo considerado o "primeiro teólogo do
metodismo" e o braço direito de Wesley no Arminianismo Evangélico. Wesley via Fletcher como um homem santo e o desejava
como seu sucessor, apelidando-o de "um homem reto e perfeito". [5]
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George Whitefield
Sim, o evangelista George Whitefield foi um grande
amigo, aliado e colaborador de John Wesley, apesar de profundas diferenças
teológicas. Eles foram líderes fundamentais no avivamento metodista do século
XVIII, mantendo profundo respeito e unidade, mesmo com Whitefield sendo
calvinista e Wesley arminiano.[6]
Detalhes da Relação e Diferenças entre Wesley e
Whitefield
- Amizade
e Cooperação: Whitefield considerava Wesley o
homem mais santo que conhecia e pediu que ele pregasse em seu funeral,
enquanto Wesley admirava a eloquência e paixão de Whitefield.
- Divergência
Teológica: A principal diferença era sobre a
predestinação e a eleição, com Whitefield defendendo o calvinismo e Wesley
o arminianismo.
- Frase
Marcante: Questionado se veria Wesley no céu,
Whitefield respondeu: "Temo que não, ele estará tão perto do trono
eterno, e nós tão distantes, que quase não o veremos".
- Fundação
do Metodismo: Juntamente com os irmãos Wesley
(John e Charles), Whitefield foi essencial na fundação do movimento
metodista, embora tenha liderado o braço calvinista. [7]
Quem foi George Whitefield
George Whitefield é considerado por muitos estudiosos como cofundador do
Movimento Metodista junto com Carlos e João Wesley: “junto com John Wesley e Charles Wesley, fundou o movimento metodista. Evangelista anglicano e líder dos
metodistas calvinistas, ele foi o pregador mais popular do Avivamento
Evangélico na Grã-Bretanha e do Grande Despertar na América. Sua habilidade incomparável
de pregação, fervor evangelístico e métodos irregulares abriram caminho para o
sistema protestante multidenominacional que se desenvolveu na América”.[8]
George
Whitefield (1714-1770) nasceu em uma taberna de venda de bebidas
alcoólicas, em Gloucester, Gloucestershire, Inglaterra. [9]
Ficou órfão com apenas três
anos. Sempre viveu na pobreza e lutou muito para estudar.
“Durante sua infância,
demonstrou interesse pelas artes cênicas e lia peças de teatro incansavelmente,
muitas vezes até faltando aula para ensaiar. George abandonou os estudos por um
tempo para ajudar sua mãe, retomando-o em 1730”.[10]
Sua mãe se casou novamente e a Whitefield “foi
permitido continuar os estudos na escola. Na pensão de sua mãe, fazia a limpeza
dos quartos, lavava roupa e vendia bebidas no bar”.[11]
“Custeou os próprios estudos em Pembroke College, Oxford,
servindo como garçom em um hotel. Depois de estar algum tempo em Oxford,
ajuntou-se ao grupo de estudantes a que pertenciam João e Carlos
Wesley”. [12]
Sua participação no Clube Santo
Ele participou do Clube Santo
com os irmãos Wesley.
Whitefield tinha ouvido falar do "Clube Santo" e quando
Charles Wesley gentilmente lhe convidou para o café da manhã, ele foi
rapidamente atraído para o grupo.
Wesley lhe emprestou um livro
Em 1733, Whitefield “conheceu os irmãos Wesley e se juntou ao grupo de
cristãos do “Clube Santo”, chamado por muitos críticos de ‘metodistas’, pela
abordagem sistemática às questões religiosas. Assim como seus amigos do clube,
Whitefield também buscou a salvação através de disciplina rígida e boas obras. Isso
lhe custou sua saúde e ele jamais se recuperou totalmente. John Wesley
emprestou a Whitefield o livro de Henry Scougal The life of God in the soul of
man (A vida de Deus na alma humana) que mostrou sua necessidade em nascer de
novo”.[13]
Pai espiritual em Cristo
"Senhor honrado"
Whitefield falou "com a maior deferência e respeito’ dos irmãos
Wesley, que tinham estado em internatos famosos e eram seus mais velhos.
Durante um período de aguda aflição, Whitefield foi enviado para aconselhamento
a John, e graças ao seu ‘excelente conselho e gestão’, Whitefield ‘foi
libertado das artimanhas de Satanás’. Esta era uma relação um tanto
subserviente. Whitefield escreveu: ‘De tempos em tempos, o Sr. Wesley me
permitiu ir a ele e me instruiu como eu era capaz de suportá-lo’. Whitefield
deferiu a John Wesley como seu ‘pai espiritual em Cristo’ e suas cartas se
dirigiam a Wesley como "Senhor honrado".[14]
Wesley confiou a Whitefield uma supervisão
“Supervisão dos metodistas de Oxford, enquanto ele estava ausente na
Geórgia”
“Em 1736,
John Wesley confiou ao recém-ordenado Whitefield a supervisão
dos metodistas de Oxford, enquanto ele estava ausente na Geórgia.
Whitefield logo alcançou a fama nacional como "o menino pregador’.
Caçadores de autógrafos o sitiaram. Uma enxurrada de panfletos o atacou. Ele
foi ricamente louvado e comparado a Moisés, a Davi e a Wycliffe como a ‘estrela
da manhã’ de uma segunda Reforma."[15]
George Whitefield substituiu Wesley em Savannah,
em 1738.
A função
de Whitefield em Savannah foi apenas temporária. Ele ainda não havia sido
ordenado como presbítero na Igreja da Inglaterra.
Ele
sentiu o desejo de estabelecer um lar para órfãos na Geórgia. Retornou à
Inglaterra para sua ordenação, em 1739, e levantou fundos para a construção do
Orfanato Bethesda”.
O
orfanato foi fundado em 1740.[16]
Trabalhando juntos pelo Reino de Deus
“Wesley disse que
sempre o honraria”
Whiefield se formou em Oxford.
Foi ordenado ao ministério pastoral da Igreja Anglicana. Para uns, foi o maior
avivalista do século dezoito. “Pregava cerca de 10 vezes por semana, em
auditórios geralmente com 10 mil pessoas”.[17]
Foi considerado um metodista
calvinista e por isso teve dificuldades com Wesley, mas sempre foram grandes
amigos. Convidado por Whitefield, Wesley realizou seu ofício fúnebre. Wesley
disse que sempre o honraria.
Em 17 de fevereiro de 1739,
George Whitefield, começou a pregar ao ar livre em Bristol e atraiu imensas
multidões.
A Gentleman's
Magazine relatou em 1739, em Bristol:
“O Rev. Sr. Whitefield . . .
tem sido maravilhosamente trabalhoso e bem-sucedido, especialmente entre os
pobres prisioneiros em Newgate e os rudes
Colliers de Kingswood, pregando todos os dias para
grandes audiências, visitando e expondo a sociedades religiosas. No sábado, dia
18, ele pregou no Monte Hannum para 5 ou 6000 pessoas, entre elas muitos
Colliers”.[18]
Os Colliers de Kingswood eram
os mineiros das minas de carvão.
Ele “pediu a seu amigo, John
Wesley, que continuasse seu trabalho em Bristol. A princípio, Wesley relutou em
pregar ao ar livre porque a Igreja desaprovava tal comportamento, mas depois se
convenceu de seu valor ao ver o impacto que Whitefield estava causando”.[19]
Na segunda-feira, 2 de abril,
John Wesley foi a uma olaria na área de St. Philips e pregou para uma multidão
de cerca de três mil pessoas: “Às quatro da tarde me submeti a ser mais vil e
proclamei nas estradas as boas novas da salvação”, disse Wesley.
E foi assim que começaram das
pregações de Wesley para multidões e o desenvolvimento do metodismo em Bristol.
Momentos de uma amizade
Destaques de momentos da amizade entre Whitefield e
Wesley.
Wesley escreveu em seu diário:
Segunda-feira, 11 de dezembro
de 1738
“Ouvindo que o Sr. Whitefield estava chegando
da Geórgia, corri para Londres de Oxford; e na terça-feira, 12, Deus nos deu
mais uma vez para tomarmos doces conselhos juntos”.[20]
Quinta-feira, 14 de julho de
1739
“Fui com o Sr. Whitefield a Blackheath,
onde estavam, acredito, doze ou quatorze mil pessoas. Ele me surpreendeu um
pouco ao desejar que eu pregasse em seu lugar; o que fiz (embora a natureza
tenha recuado) sobre meu assunto favorito, "Jesus Cristo, que de Deus nos
é feito sabedoria, justiça, santificação e redenção".[21]
Sexta-feira, 6 de julho de
1739
“À tarde, eu estava com o
Sr. Whitefield”
“À tarde, eu estava com o Sr. Whitefield,
recém-vindo de Londres, com quem fui a Baptist Mills, onde ele pregou sobre
"o Espírito Santo, que todos os que crêem devem receber"; não sem uma
justa e severa censura daqueles que pregam como se não houvesse Espírito
Santo”.[22]
Um
pouco de tempo com Whitefield
“Tive a satisfação de
passar um pouco de tempo com o Sr. Whitefield”
Segunda-feira, 16 de maio de
1763
“Partindo um mês depois do habitual, julguei
necessário fazer mais pressa; então eu peguei post chaises e por esse meio
facilmente cheguei a Newcastle na quarta-feira, 18. Daí segui à vontade e vim para Edimburgo, no sábado, 21.
No dia seguinte, tive a satisfação de passar um pouco de tempo com o Sr. Whitefield. Humanamente
falando, ele está desgastado; mas temos a ver com Aquele que tem todo o poder
no céu e na terra”.[23]
Segunda-feira, 28 de janeiro
de 1765
“Tomei café da manhã com o Sr. Whitefield”
“Tomei café da manhã com o Sr. Whitefield, que
parecia ser um homem velho, bastante desgastado no serviço de seu Mestre,
embora ele mal tenha visto cinquenta anos; e, no entanto, agrada a Deus que eu,
que agora estou no meu sexagésimo terceiro ano, não encontre nenhuma desordem,
nenhuma fraqueza, nenhuma decadência, nenhuma diferença do que eu era aos cinco
e vinte anos; só que tenho menos dentes e mais cabelos grisalhos”.[24]
Sexta-feira, 31 de janeiro de
1766
“O Sr. Whitefield me chamou”
“O Sr. Whitefield me chamou. Ele não respira nada
além de paz e amor. A intolerância não pode ficar diante dele, mas esconde a
cabeça onde quer que ela venha”.[25]
Peter Bohler
Peter Böhler, um pastor morávio, foi
fundamental na transformação espiritual de John Wesley em 1738, guiando-o da
religiosidade formal para uma fé viva baseada na graça. Böhler encorajou Wesley a "pregar a fé até que a possua",
influenciando diretamente sua experiência de conversão em Aldersgate. [26]
Peter Böhler (1712-1775) ou Pedro Bohler foi
um pastor, missionário e bispo morávio que atuou como um importante mentor
espiritual para John Wesley. [27] Ele nasceu
em 31 de dezembro de 1712, em Frankfurt am Main, e faleceu em 27 de abril de 1775, em Londres.
Pedro Bohler “foi um bispo morávio germano-inglês
e missionário que teve influência na Igreja
Morávia nas Américas e na
Inglaterra durante o século XVIII”.[28]
Seu pai queria que ele fosse médico. “Ele
iniciou sua educação aos quatro anos de idade; aos oito anos já estudava Latim
para se preparar para a faculdade de medicina”.[29]
Mas ele foi atraído para o “estudo da
teologia pelos renomados membros do corpo docente da
universidade, como Johann Franz Buddeus, Johann Georg Walch e Nicolaus Ludwig Zinzendorf”. [30]
Em seu primeiro ato oficial como bispo, o Conde von
Zinzendorf ordenou Pedro Bohler ao sacerdócio em 15 de
dezembro de 1737.
Seu
encontro com Wesley
“Em 7 de fevereiro do ano seguinte, quando estava
em Londres se preparando para sua
viagem às Américas, Bohler conheceu John Wesley, que mais tarde fundaria o
movimento metodista, que acabara de retornar de
um período de dois anos como capelão em Savannah, Geórgia.(...). Wesley acompanhou
Bohler em sua viagem a Oxford, durante a qual os dois
iniciaram um discurso extenso e muito pessoal sobre a natureza da fé. Wesley
havia retornado à Inglaterra como um homem
problemático, deprimido por sua falta de fé e por seu trabalho na América
(...). O conselho de Bohler sobre a natureza da graça e a ‘religião do
coração’ foi fundamental para as conversões tanto de John quanto de Charles
Wesley”. [31]
Em 1738, Bohler foi pela primeira vez como missionário
para a América.
Bohler “foi superintendente da Igreja Morávia na
Inglaterra de 1747 a 1753 e foi nomeado bispo da igreja em 1748. Bohler
retornou à América e dirigiu novos assentamentos morávios nas colônias de 1753
a 1764”. [32]
Ele é mais conhecido por seu ministério junto a
Wesley.
“Foi Bohler quem convenceu John Wesley da doutrina
da justificação pela fé, libertando assim sua alma perturbada de tentar
conquistar sua salvação pela retidão. Ele foi amigo de longa data de ambos os
Wesleys.
Quem era esse homem que conseguiu desempenhar um
papel tão importante na história da igreja?
“Peter Bohler, um estudante de teologia pietista de
Frankfurt, Alemanha, foi o primeiro homem ordenado pelo Conde von Zinzendorf.
Mais tarde, foi nomeado bispo na América, onde fundou muitos assentamentos
morávios na Pensilvânia. Ele foi um dos primeiros homens na América a ministrar
entre os escravos negros, ensinando tanto teologia quanto os fundamentos da
educação que, de outra forma, teriam sido negados. Ele também serviu como
missionário entre os índios e estabeleceu uma obra morávia na Inglaterra”.[33]
Os contatos de Wesley com Pedro Bohler na
Inglaterra
Um dia é para ser muito lembrado
7/02/1738 – terça-feira (esse dia é para ser muito lembrado). Na casa do
Sr. Weinantz, comerciante holandês, conheci Peter Böhler, Schulius Richter e
Wensel Neiser, recém chegados da Alemanha. Certificando-me que eles não tinham
nenhum conhecido na Inglaterra, ofereci-me para conseguir um alojamento para
eles, e o fiz perto da hospedaria do Sr. Hutton, onde eu estava. Desse momento
em diante, de boa vontade, não perdi nenhuma oportunidade de conversar com
eles, enquanto fiquei em Londres.[34]
8/02 – quarta-feira. Fui novamente ao Sr. James Oglethorpe, mas não tive
oportunidade de falar como tinha desejado. Posteriormente, esperei à mesa dos
Depositários61 e lhes dei um pequeno, mas evidente, informe sobre o estado da
colônia; um informe, receio, nem um pouco diferente daqueles que eles recebiam
frequentemente antes, e por isso tenho razões para acreditar que alguns deles
não me perdoaram esse dia. [35]
Pedro Bohler pede para Wesley jogar sua
filosofia fora
17/02/1738 – sexta-feira. Parti para Oxford com o Sr. Peter Böhler, onde
fomos recebidos carinhosamente pelo Sr. Sarney, o único que permaneceu aqui,
dos muitos que, com nosso embarque para a América, foram usados para “levar
doces deliberações” e regozijarem-se em “suportarem a repreensão de Cristo”. [36]
18/02 – sábado. Fomos para Stanton Harcourt, até a casa do Sr. Gamboldo.
Certificamo-nos de que meu velho amigo recuperou-se de sua mística ilusão e
convenceu-se de que Paulo era melhor escritor do que Tauler ou Jacob Behmen.
No dia seguinte, preguei mais uma vez no castelo (em Oxford), para uma
numerosa e séria congregação. Nessa oportunidade, conversei muito com Peter
Böhler, mas não o entendi; por fim ele me disse: “Meu irmão, meu irmão, esta
sua filosofia deve ser lançada fora”. [37]
20/02 – segunda-feira. Retornei a Londres e, na terça-feira, preguei na
Great St. Helen. “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada
dia a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23). 22/02 – quarta-feira. Estive com os
Curadores novamente, para os quais, então, fiz um breve relato (e, mais tarde,
lhes entreguei a ata por escrito) das razões porque deixei a Geórgia. [38]
Wesley estabelece propósitos para seu
comportamento
28/02/1738 – terça feira. Com respeito a meu próprio comportamento,
agora renovei e escrevi minhas resoluções anteriores.
1. Usar de absoluta franqueza e sem reservas para com todos aqueles com
quem devo conversar.
2. Trabalhar, depois de ininterrupta seriedade, não favorecendo de boa
vontade a mim mesmo no menor comportamento leviano, ou em dar risadas nem por
um momento.
3. Não falar nenhuma palavra que não vise à glória de Deus, em especial,
não falar de coisas mundanas. Outras eu posso mais do que isto, devo. Mas, o
que é isso para ti?
4. Não ter prazer naquilo que não vise à glória de Deus, agradecendo a
ele, a todo o momento, por tudo que tenho e, consequentemente, rejeitando todo
tipo e condição no qual eu sinta que não possa ser grato a ele nisso e por
isso. [39]
Wesley começa a pregar uma nova doutrina
4/03/1738 – sábado. Encontrei meu irmão em Oxford recuperando-se de sua
pleurisia, e com ele Peter Böhler; por quem, pelas mãos do grande Deus, no
domingo, dia 5, fui claramente convencido da incredulidade e do desejo daquela
fé por meio da qual somente, somos salvos. Imediatamente golpeou em minha
mente: “Deixe de pregar! Como pode pregar a outros quem não tem fé ele
próprio?”
Então perguntei a Böhler se ele achava que eu deveria deixar isso de
fora ou não. E ele respondeu: “De modo algum!”. Tornei a perguntar: “Mas o que
devo pregar?”. E ele disse: “Pregue a fé, até que você a tenha e, então, porque
a tem, você irá pregar a fé!”.
Consequentemente, no domingo, dia 05, comecei a
pregar essa nova doutrina, embora minha alma voltasse atrás nas obras. A
primeira pessoa para quem ofereci salvação apenas pela fé foi um prisioneiro,
sentenciado à morte. Seu nome era Clifford. Peter Böhler pediu-me muitas vezes
que eu falasse com ele. Mas não pude persuadir-me, então, a fazê-lo, sendo
ainda, como tenho sido há muitos anos, um zeloso defensor da impossibilidade do
arrependimento no leito de morte. [40]
Sobre conversões instantâneas
22/04/1738 – sábado. Encontrei-me com Peter Böhler uma vez mais, e agora
eu não fazia qualquer objeção ao que ele disse sobre a natureza da fé; ou seja,
(para usar as palavras de nossa Igreja), “da confiança e convicção que um homem
tem em Deus, de que, através dos méritos de Cristo, seus pecados são perdoados
e ele reconciliado ao favor de Deus”. Nem eu poderia negar a felicidade ou
santidade que ele descreveu como os frutos desta fé viva. “O próprio Espírito
testemunha com nosso espírito que somos filhos de Deus”. [41]
E, “Aquele que crê que tem o testemunho em si mesmo”, convenceu-me
completamente do primeiro: uma vez que, “quem quer que seja nascido de Deus,
não comete pecado”, e, “quem quer que creia que seja nascido de Deus”, do
último.
Mas eu não pude compreender o que ele falou sobre uma obra instantânea.
Como um homem poderia, de imediato, ser assim transformado das trevas para a
luz, do pecado e miséria para a retidão e alegria no Espírito Santo?
Eu busquei nas Escrituras, novamente, no tocante a esta mesma coisa,
especialmente nos Atos dos Apóstolos. Mas, para meu completo assombro,
dificilmente encontrei alguns exemplos lá de outras que não conversões
instantâneas; dificilmente alguma tão vagarosa quanto a de Paulo, que ficou
três dias nas dores do novo nascimento. Tive apenas um consolo, ou seja,
“assim, eu garanto, Deus trabalhou nos primeiros anos do cristianismo, mas os
tempos mudaram. Que razão temos para acreditar que ele opera da mesma forma
agora? [42]
Não esconda na terra o talento que Deus deu a
você
23/04/1738 – domingo. Perguntei novamente a Peter Böhler se não devia me
abster de ensinar a outros. Ele disse, “Não! Não
esconda na terra o talento que Deus deu a você”.
Assim sendo, na terça-feira, dia 25, falei de maneira clara e completa
em Blendon, para a família do Sr. Delamotte, sobre a natureza e frutos da fé. O
Sr. Broughton e meu irmão estavam lá. A grande objeção do Sr. Broughton era a
de que ele nunca poderia pensar que eu não tivesse fé, uma vez que eu havia
feito e sofrido tais coisas.
Meu irmão estava muito irado, e disse-me que eu não sabia do dano que
havia causado falando assim. E, realmente, agradou a Deus acender um fogo, o
qual, eu confio, nunca será extinto. [43]
Pedro Bohler exorta Wesley a não suspender a
graça de Deus
26/04/1738 - Peter Böhler caminhou comigo algumas milhas e me exortou a
não suspender a graça de Deus. Em Gerard’s Cross, declarei claramente àqueles
que Deus entregou em minhas mãos a fé como ela é encontrada em Jesus. Como o
fiz, no dia seguinte, a um jovem que encontrei na estrada, e, à noite, a nossos
amigos em Oxford.
Uma doutrina estranha que alguns, que não se preocuparam ainda em
contradizer, não souberam o que fazer dela; mas um ou dois que estavam
completamente destruídos pelo pecado, de boa vontade ouviram e receberam
alegremente. Alguns dias depois, fui muito confirmado na “verdade que é segundo
a santidade”, ouvindo as experiências do Sr. Hutchins, da Faculdade de
Pembroke, e da Sra. Fox: duas testemunhas vivas, às quais Deus pode (se é que
ele não faz sempre!) dar aquela fé que salva, tão de repente como se fosse um
raio caindo do céu. [44]
Regras para a sociedade de Fetter Lane com
Pedro Bohler
Na Inglaterra, o líder moraviano Pedro Bohler organizou no dia 1º de maio de 1738 (antes da experiência de Wesley) a Sociedade de Fetter Lane, Londres.
João Wesley e John Hutton participaram da organização da sociedade. As regras tinham o objetivo de proporcionar saúde espiritual. Quando Bohler foi embora deixou Wesley na liderança da sociedade.
1/05/1738 – segunda-feira. Hoje à noite, nossa pequena sociedade teve início, em Fetter Lane, com
Peter Böhler. Nossas regras fundamentais são, como segue: Em obediência ao
mandamento de Deus, através de Tiago, a conselho de Peter Böhler, concordamos
que:
1. Encontrarmo-nos-íamos uma vez por semana, para “confessarmos nossas
faltas uns aos outros, e orarmos uns pelos outros para que possamos ser
curados”.
2. As pessoas seriam divididas em diversos grupos, ou em pequenas
companhias, nenhuma delas consistindo de menos que cinco ou mais do que dez
pessoas.
3. Cada um, em ordem, fale livre,
clara e concisamente, quanto puder, do real estado de seu coração com suas
diversas tentações e livramentos, desde o último encontro.
4. Todos os grupos tenham uma conferência, às oito, toda quarta-feira,
começando e terminando com cântico e oração.
5. A alguém que deseje ser admitido nesta sociedade seja perguntado:
“Quais as razões para desejar isto? Você está inteiramente aberto, não usando
de nenhum tipo de reserva? Você tem alguma objeção a alguma de nossas ordens?
(Que podem, então, ser lidas).
6. Quando algum novo membro é proposto, cada um dos presentes fale clara
e livremente sobre a objeção que tem para com ele.
7. Aqueles contra os quais nenhuma objeção razoável apareça, sejam, com
o objetivo de seu teste, formados em um ou mais grupos distintos e algumas
pessoas concordem em assisti-los.
8. Depois de dois meses de prova, se nenhuma objeção aparecer, eles
possam ser admitidos na sociedade.
9. A cada quatro sábados seja observado como um dia de intercessão
geral.
10. No domingo, sete noites seguidas, seja a festa geral do amor, das
sete até às dez da noite.
11. Nenhum membro específico seja admitido, se agir em alguma coisa
contrária a alguma ordem da sociedade. E que, se algumas pessoas, depois de
serem por três vezes admoestadas, não se adequarem a isto, não sejam mais
consideradas como membros. [45]
Pedro Bohler é instrumento de Deus para abrir
os olhos de Carlos Wesley
3/05/1738 – quarta-feira. Meu irmão teve uma longa e particular conversa
com Peter Böhler. E agradou a Deus abrir seus olhos, de forma que ele também
pôde ver claramente a natureza daquela verdadeira fé viva, por meio da qual
apenas “pela graça somos salvos”.
4/05 – quinta-feira. Peter Böhler deixou Londres para embarcar para a
Carolina. Oh! Que trabalho Deus tem começado desde que ele veio para a
Inglaterra! Trabalho que nunca terminará até que céus e terra passem. [46]
Abrindo os olhos de Carlos Wesley
Quarta e quinta-feira, 3–4
de maio de 1738
“Londres, Inglaterra
Meu irmão teve uma conversa longa e
particular com Peter Boehler. E agora agradava a Deus abrir seus olhos; de modo
que ele também via claramente qual era a natureza daquela única fé verdadeira e
viva, pela qual somente ‘pela graça, somos salvos."
Peter Boehler deixou Londres para embarcar
rumo à Carolina. Ó que obra Deus iniciou desde que chegou à Inglaterra! Um que
nunca chegará ao fim, até que o céu e a terra passem”.[47]
Revigorado com uma carta de Pedro Bohler
10/05 – quarta-feira. Sr. Stonehouse, Pároco de Islington, foi
convencido da “verdade como ela é em Jesus”. Desde este dia, até o sábado, dia
13, estive pesaroso e muito oprimido; sem condições para ler, meditar, cantar,
orar, nem fazer alguma coisa. Ainda assim, senti-me um pouco revigorado por uma
carta de Peter Böhler.
14/05 – domingo. Preguei de manhã em St. Ann, Aldersgate e, à tarde, na
capela em Savoy, a salvação livre através da fé no sangue de Cristo. Fui
rapidamente notificado de que, também em St. Ann, não deveria mais pregar. [48]
Wesley, apesar do Clube Santo, apesar de ser pastor
anglicano, não se considerava um cristão, no verdadeiro sentido da palavra,
antes de 1738.
Em seu diário, antes da experiência do coração
aquecido, ele diz: “Encontrei-me de novo com Pedro Bohler, que me surpreendeu
mais e mais com a explicação que me deu a respeito dos frutos da fé viva, a
santidade e a felicidade que ele afirmou acompanham tal fé”.[49]
Pedro Bohler havia convencido Wesley de que ele não
tinha uma fé real. Mais tarde Wesley diria: “Por um cristão quero dizer alguém
que crê em Cristo der tal maneira que o pecado não mais tenha domínio sobre
ele; e neste sentido obvio da palavra, eu não era um cristão antes
de 24 de maio próximo passado”.[50]
John Fletcher
John William Fletcher (1729-1785) foi o
principal colaborador teológico de John Wesley, sendo considerado o
"primeiro teólogo do metodismo" e o braço direito de Wesley no
Arminianismo Evangélico. Wesley via Fletcher
como um homem santo e o desejava como seu sucessor, apelidando-o de "um homem
reto e perfeito". [51]
Seus estudos e
vocação
Jean Guillaume de la Fléchère ou John William Fletcher (1729-1785), foi um suíço de língua francesa que
nasceu em Nyon, Suiça.[52]
Era “filho de Jacques, juiz do Landvogteigericht, e Suzanne-Elisabeth
Crinsoz de Colombier”.[53]
Fletcher foi educado em Genebra. “Ele frequentou a
academia em Genebra (mais tarde, a Universidade de Genebra)”.[54]
Em Genebra, “ele se distinguiu como um brilhante
estudioso de clássicos. Possuindo as qualificações intelectuais para o trabalho
como professor ou clérigo”.[55]
Quando jovem, ele pretendia entrar no exército. Uma
série de circunstâncias frustraram seus planos.[56]
“Ele estava programado para navegar em um navio de guerra português que
o levaria ao Brasil quando um acidente de pré-embarque o limitou a pousar. Em
seguida, um tio rico prometeu-lhe uma comissão no exército holandês, mas morreu
antes que o sobrinho pudesse se tornar um oficial. Desanimado agora, Fletcher
imigrou para a Inglaterra e encontrou trabalho como tutor para os filhos de uma
família proeminente”.[57]
Ele foi para a Inglaterra na década de cinquenta. “No outono de 1751, ele se tornou tutor para
os filhos de Thomas e Susanna Hill, uma família rica de Shropshire.”[58]
Foi através de um bispo que Fletcher entrou para a vida sacerdotal. “Um
bispo anglicano, tendo revisado o histórico acadêmico de Fletcher da
universidade suíça, ordenou-o. Logo ele estava ministrando com outro anglicano,
John Wesley, na Capela West Street, bem como onde quer que os refugiados
protestantes de língua francesa ("Huguenots") se reuniam em Londres”.[59]
Fletcher descobriu sua vocação pastoral. “Em 1757 Fletcher foi ordenado
diácono (6 de março 1757) e sacerdote (13 de março de 1757) na Igreja da
Inglaterra, depois de pregar seu primeiro sermão em Atcham ser nomeado
coadjutor ao Rev. Rowland Chambre na freguesia de Madeley, Shropshire”.[60]
Ele recusou uma oferta para ser rico vivendo em Dunham, aceitando em vez
uma humilde paróquia em Madeley em Shropshire.
Ele desenvolveu “uma preocupação religiosa e social sincera para o povo
desta parte populosa da região de West Midlands onde tinha servido em primeiro
lugar no ministério cristão, e aqui, há vinte e cinco anos (1760-1785), viveu e
trabalhou com exclusivo devoção e zelo, descrito por sua mulher como seus
‘trabalhos’ sem exemplo no epitáfio que ela escreveu para seu túmulo de ferro”.[61]
Fletcher era conhecido na Grã-Bretanha por sua piedade e generosidade.
Quando perguntado se ele tinha alguma necessidade, ele respondeu: “… Eu não
quero nada, mas mais graça.”[62]
Sua vida como
metodista
“Ambos
compartilhavam uma paixão profunda pela doutrina da santificação completa ou
"perfeição cristã", com Fletcher influenciando grandemente o
entendimento de Wesley sobre a perfeição através do amor”. [63]
Fletcher ouviu
dizer bem dos metodistas como um povo que orava muito. Ele se interessou em
conhecer. Sua alma sentia necessidade de algo mais profundo.
Trabalhando
como tutor, seus patrões costumam viajar para Londres para passar alguns dias.
Em 1751, em
“uma das estadias da família em Londres, Fletcher ouviu pela primeira vez dos
metodistas e tornou-se pessoalmente familiarizado com John e Charles Wesley,
assim como sua futura esposa, Mary Bosanquet”.[64]
Assim, tendo se mudado para a Inglaterra, em 1751, e conhecendo Wesley e
o metodismo, “começou a trabalhar com John Wesley, tornando-se um intérprete-chave da teologia wesleyana no século XVIII e um dos primeiros grandes teólogos
do Metodismo”.[65]
Era amigo pessoal de Wesley e um metodista convicto de suas doutrinas.
“No mesmo dia de sua ordenação, em 1757, Fletcher correu para a Capela
West Street, em Londres, para ajudar Wesley a servir a Santa Comunhão, e para
sempre se tornou o coadjutor de Wesley”.[66]
Fletcher se dedicou ao movimento de renovação e reavivamento espiritual
e se comprometeu com Wesley por correspondência a ir em seu “auxílio como um
teólogo, mantendo um compromisso nunca vacilando para a Igreja da Inglaterra”.[67]
João Fletcher era um arminiano. “Na teologia, ele confirmou as doutrinas
arminianas do livre-arbítrio, a redenção universal e expiação geral, contra as
doutrinas calvinistas da eleição incondicional e expiação limitada. Sua
teologia arminiana é mais claramente delineado em seus cheques famosos para
Antinomianismo. Ele tentou confrontar seus adversários teológicos com cortesia
e justiça (e de John Wesley), embora alguns de seus contemporâneos julgou
severamente por seus escritos”.[68]
Em 1770, na Conferência Anual, houve um conflito entre metodistas
calvinistas e metodistas arminianos. Havia uma acusação de que os metodistas
calvinistas levaram à “mediocridade espiritual e ao antinomianismo.”[69] A Condessa Selina que levantou questões.
Fletcher, então se levantou na reunião para defender Wesley.
Para os ouvidos calvinistas, as atas da Conferencia Anual de 1770,
pareciam “endossar obras necessárias para a salvação. A Condessa exigiu que
seus professores assinassem uma desaprovação, o que no final Fletcher se
recusou a fazer. Renunciando à faculdade, ele colocou sua caneta a serviço de
Wesley e sua teologia arminiana”.[70]
O metodista José Benson era diretor do colégio Trevecca que a Condessa
Selina havia criado. Como ele não abraçou a predestinação, foi demitido.
Fletcher, era presidente da Instituição da Condessa, então tomou uma posição.[71]
Fletcher escreveu à Condessa renunciando à presidência da Instituição:
“O Sr. Benson fez uma defesa muito justa quando disse que comigo sustentava a
possibilidade de salvação para todos os homens e que a misericórdia ou é
oferecida a todos, embora possa ser recebida ou rejeitada. Se isto é o que sua
senhoria identifica como opinião do Sr. Wesley, livre arbítrio ou arminianismo,
e se qualquer arminiano tem de deixar o colégio, de fato estou igualmente
despedido. Diante de meu atual ponto de vista nesta questão, vejo-me obrigado a
manter este sentimento, ase em verdade a Bíblia é verdadeira e Deus é Amor”.[72]
Era uma pessoa de princípios e de caráter. Ele se demitiu preferindo
deixar a presidência da Universidade do Sul de
Gales fundada por Selina, Condessa de Huntingdon.
Desde, então, “Fletcher emergiu como intérprete autoritário de Wesley
com a publicação de uma série de livros sob o título, Checks to
Antinomianism, que foram editados, corrigidos e publicados por
Wesley”. [73]
João Fletcher foi
muito útil a Wesley e ao metodismo. Foi
“muito útil na luta que precisou sustentar para defender o ponto de vista arminiano
perante seus opositores calvinistas. Dessa maneira, o metodismo produziu um
grande teólogo sem que este realmente escrevesse um tratado de teologia como a
“Suma Teológica” de Tomás de Aquino ou “As Instituições Cristãs” de Calvino.
Limitou-se a defender uma doutrina que lhe pareceu mais afinada com o ensino
que o cristianismo primitivo ministrava segundo o testemunho do Novo
Testamento”.[74]
Fletcher não havia aceitado o convite de Wesley para trabalhar junto a
ele e para ser seu sucessor, pois “acreditava que sua tarefa contínua era
escrever como um intérprete da teologia de Wesley: ‘Eu coloquei minha caneta de
lado por algum tempo; no entanto, retomei-o na semana passada, a pedido do seu
irmão, para continuar com o meu tratado sobre a Perfeição Cristã”.[75]
Entre 1770 e
1778-81 foi pregador do movimento de reavivamento durante estadias em Nyon.[76]
[1] Visão geral criada por IA do Google
[2] Visão geral criada por IA do Google
[3] Visão geral criada por IA do Google
[4] Visão geral criada por IA do Google
[5] Visão geral criada por IA do Google
[6] Visão geral criada por IA do Google
[7] Visão geral criada por IA do Google
[8]
https://www.georgiaencyclopedia.org/articles/arts-culture/george-whitefield-1714-1770/
[9]
https://apmt.org.br/george-whitefield-o-principe-dos-pregadores-ao-ar-livre/
[10]George
Whitefield - Ministérios Pão Diário (paodiario.org).
https://paodiario.org/autores-classicos/george-whitefield/
[11]http://biografiadosheroisdafe.blogspot.com/
2010/01/jorge-whitefield.html
[12]http://biografiadosheroisdafe.blogspot.com/
2010/01/jorge-whitefield.html
[13] George
Whitefield - Ministérios Pão Diário (paodiario.org).
https://paodiario.org/autores-classicos/george-whitefield/
[14] https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/wesley-vs-whitefield
[15] https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/wesley-vs-whitefield
[16] https://www.georgiaencyclopedia.org/articles/arts-culture/bethesda/
[17]https://apmt.org.br/george-whitefield-o-principe-dos-pregadores-ao-ar-livre/
[18] https://seedbed.com/
when-george-whitefield-and-john-wesley-met-radical-things-started-to-happen/
[19]
https://www.newroombristol.org.uk/content/uploads/2017/04/A_brief_guide_to_the_New_Room.pdf
[20] A Revista de John Wesley, editado por Percy Livingstone Parker, chicagomoody press,
1951, op.cit.
[21] Idem.
[22] A Revista
de John Wesley, editado por Percy Livingstone Parker, chicagomoody press,
1951, op.cit.
[23]
https://www.visionofbritain.org.uk//travellers/J_Wesley/13
[24]
https://www.visionofbritain.org.uk//travellers/J_Wesley/14
[25] Idem.
[26] Visão geral
criada por IA do Google
[27] Visão geral
criada por IA do Google
[28] https://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Boehler
[29] https://biteproject.com/peter-bohler/
[30] https://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Boehler
[31] https://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Boehler
[32] https://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Boehler
[33] https://www.tentmaker.org/biographies/bohler.htm
[34] O Diário de
João Wesley, o Pai do Metodismo, 1735-1791. São Paulo, Angular editora, 2017.
[35] O Diário de
João Wesley, o Pai do Metodismo, 1735-1791. São Paulo, Angular editora, 2017.
[36] O Diário de
João Wesley, o Pai do Metodismo, 1735-1791. São Paulo, Angular editora, 2017.
[37] O Diário de
João Wesley, o Pai do Metodismo, 1735-1791. São Paulo, Angular editora, 2017.
[38] O Diário de
João Wesley, o Pai do Metodismo, 1735-1791. São Paulo, Angular editora, 2017.
[39] O Diário de João Wesley, o Pai do
Metodismo, 1735-1791. São Paulo, Angular editora, 2017.
[40] O Diário de João Wesley, o Pai do
Metodismo, 1735-1791. São Paulo, Angular editora, 2017.
[41] O Diário de João Wesley, o Pai do
Metodismo, 1735-1791. São Paulo, Angular editora, 2017.
[42] O Diário de João Wesley, o Pai do
Metodismo, 1735-1791. São Paulo, Angular editora, 2017.
[43] O Diário de João Wesley, o Pai do
Metodismo, 1735-1791. São Paulo, Angular editora, 2017.
[44] O Diário de João Wesley, o Pai do
Metodismo, 1735-1791. São Paulo, Angular editora, 2017.
[45] O Diário de João Wesley, o Pai do
Metodismo, 1735-1791. São Paulo, Angular editora, 2017.
[46] O Diário de João Wesley, o Pai do
Metodismo, 1735-1791. São Paulo, Angular editora, 2017.
[47]https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/moravians-and-wesley
[48] O Diário de João Wesley, o Pai do
Metodismo, 1735-1791. São Paulo, Angular editora, 2017.
[50]
Reily, Duncan Alexander. Expositor Cristão, março
de 1978, p.11
[51] Visão geral criada por IA do
Google
[52]
https://www.eismeaqui.com.br/sem-categoria/john-fletcher-1729-1785
[53]
https://hls-dhs-dss.ch/de/articles/029084
[54]
https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[56]
https://www.christianity.com/church/church-history/timeline/1701-1800/
[57]
https://victorshepherd.ca/john-fletcher-jean-guillaume-de-la-flechere
[59]
https://victorshepherd.ca/john-fletcher-jean-guillaume-de-la-flechere
[60]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.
[61]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.
[62] Idem.
[63] Visão geral criada por IA do
Google
[64]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.
[65]
https://wikimili.com/en/John_William_Fletcher
[66]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[67]https://chamadoparanacoes.wordpress.com/2015/12/16/a-vida-de-john.
[68] Idem.
[69] No. XXVI, Londres, terça-feira, 7
de agosto de 1770, Q. 28. A. 2. Minutos das Conferências Metodistas
1744-98 [Mason, 1862] 95).
[70]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[73]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[74] Sante Uberto Barbieri.Estranha
Estirpe de Audazes,Cap. 7 – O Paladino da Divina Misericórdia. https://arminianismo.wordpress.com/john-fletcher
[75]https://www.catalystresources.org/john-fletcher-the-first-wesley-scholar
[76]https://hls-dhs-dss.ch/de/articles/029084
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