Wesley e seus encontros com Deus

 

Odilon Massolar Chaves

 

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Livros publicados pelo autor: 766

Capa: João Wesley

Tradutor: Google

Toda gloria a Deus!

Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

É casado com RoseMary. Tem duas filhas: Liliana e Luciana.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Foi editor do jornal oficial metodista e coordenador de Curso de Teologia.

 

 

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Índice

 

·       Introdução

·       Destaques dos capítulos do livro

·       O Encontro com Deus na Rua Aldersgate

·       Encontro com Deus no Pentecostes metodista

·       Encontros com Deus em Bristol

·       Wesley explica como Deus opera

·       O Encontro com Deus na sua morte

·       A renovação da aliança com Deus

 

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Destaques dos capítulos do livro

 

O Encontro com Deus na Rua Aldersgate

Wesley  fala dessa experiência como passar da fé de um servo para a segurança da fé de um filho de Deus

Encontro com Deus no Pentecostes metodista 

O poder de Deus veio poderosamente sobre nós, de tal forma que muitos gritaram de alegria e muitos caíram por terra. Assim que nos recuperamos um pouco daquele espanto e admiração pela presença de Sua majestade, irrompemos em uma só voz: 'Louvamos Vós, ó Deus, reconhecemos que és o Senhor.

Encontros com Deus em Bristol 

Tantas testemunhas vivas Deus deu, que sua mão ainda está estendida para curar, e que sinais e maravilhas são ainda agora forjados por seu santo filho Jesus 

Wesley explica como Deus opera

Como essas coisas podem ser? 

O Encontro com Deus na sua morte

O melhor de tudo é que Deus está conosco 

A renovação da aliança com Deus

Dedicação total da vida total a Deus

 

 

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Introdução

 

“Wesley e seus encontros com Deus” é um livro de 43 páginas baseado especialmente no diário de João Wesley.

“Além da célebre experiência do "coração aquecido" em Aldersgate, em 24 de maio de 1738, a vida de John Wesley foi marcada por várias outras experiências espirituais e encontros com Deus, que moldaram sua fé e ministério”. [1]

O primeiro encontro jamais se esquece: Foi na Rua Aldersgate, em 24 de maio de 1738.

O segundo foi na vigília de 31 de dezembro de 1738 para 1º de janeiro de 1739 no chamado “Pentecostes metodista”. Mas foi em Bristol, em 1739, que Wesley viu a poderosa mão de Deus realizando fatos sobrenaturais.

Durante seu ministério, Wesley sempre teve encontros com Deus.

Depois, Wesley criou a “Renovação da Aliança com Deus” para todo metodista ter uma “dedicação total da vida a Deus", "a entrega completa a Deus de todo o ser".

Um estudo que nos mostra a importância de ter sempre experiencias com Deus.

 

O Autor

 

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Destaques dos capítulos do livro

 

O Encontro com Deus na Rua Aldersgate

Wesley  fala dessa experiência como passar da fé de um servo para a segurança da fé de um filho de Deus

Encontro com Deus no Pentecostes metodista 

O poder de Deus veio poderosamente sobre nós, de tal forma que muitos gritaram de alegria e muitos caíram por terra. Assim que nos recuperamos um pouco daquele espanto e admiração pela presença de Sua majestade, irrompemos em uma só voz: 'Louvamos Vós, ó Deus, reconhecemos que és o Senhor.

Encontros com Deus em Bristol

Tantas testemunhas vivas Deus deu, que sua mão ainda está estendida para curar, e que sinais e maravilhas são ainda agora forjados por seu santo filho Jesus

Wesley explica como Deus opera

Como essas coisas podem ser?

O Encontro com Deus na sua morte

O melhor de tudo é que Deus está conosco

 A renovação da aliança com Deus

“Dedicação total da vida total a Deus", "a entrega completa a Deus de todo o ser".

 

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O Encontro com Deus na Rua Aldersgate

 

Wesley  fala dessa experiência como passar da fé de um servo para a segurança da fé de um filho de Deus

 

Diante dos fracassos que experimentou na América, Wesley foi muito crítico consigo mesmo e, então, notou que o seu coração estava corrompido.

Diante desse quadro, Wesley percebeu mais nitidamente o estado do seu coração. Por isso, afirmou que aprendeu na América que o seu coração estava corrompido:

 “(...) que eu tenho estado destituído da glória de Deus; que meu coração está completamente corrompido (...).”[2]

Wesley saiu da Geórgia com amargura e desapontamento. Como positivo, passou a ser mais cauteloso. Havia aprendido a conhecer com os moravianos direção paternal de Deus; havia vencido seu medo do mar. Em acréscimo, havia conhecido muitas pessoas que, como ele, buscavam a santidade e desejam servir a Deus.

A consciência de sua situação o levou a procurar ajuda e a se humilhar. Conheceu um moraviano chamado Pedro Bohler que lhe ensinou sobre a fé viva. Wesley disse:

“(...) me surpreendeu mais e mais com a explicação que me deu a respeito dos frutos da fé viva, a santidade e a felicidade que ele afirmou acompanharem tal fé.”

Os moravianos diziam que não existem graus de fé. Ou você tem ou não tem fé. Wesley não tinha a fé que os moravianos tinham, por isso, se julgava um incrédulo. Pedro Bohler lhe ensinou sobre a fé viva.

Wesley estava triste porque seus amigos haviam tido experiências com Deus e ele ainda não. George Whitefield  tinha tido uma experiência espiritual, em 1735, e  Benjamim Ingham também já havia experimentado uma transformação. Carlos Wesley também tinha sentido uma "palpitação no coração", em 21 de maio de 1738, mas João Wesley  ainda não havia tido a sua experiência.

Wesley estava consciente do estado do seu coração. Sabia que precisava de uma ação de Deus em sua vida. Havia aprendido que a fé viva poderia restaurar a sua vida. Pela influência dos moravianos, Wesley  pensava que não tinha fé e que era incrédulo. Ele aprendeu que precisa ter uma fé viva.

Diante das crises, Wesley decidiu procurar os moravianos, que o haviam mostrado sobre uma fé superior.

 “Uma semana após ter voltado para a Inglaterra, Wesley se encontrou com Peter Bohler, um ministro luterano (ordenado mais tarde por Zinzendorf para o ministério morávio) recentemente chegado da Alemanha e a caminho da América. O contato de Wesley com Bohler, durante os quatro meses seguintes, proporcionaria modelos tanto para a renovação espiritual como para o desenvolvimento organizacional do metodismo.”

Wesley, contudo, continuava preocupado com a falta de segurança da fé, que havia se tornado evidente em sua viagem durante as duas travessias do oceano. A vida de Wesley começou a ter um novo rumo, quando ele foi sem vontade a uma reunião numa sociedade, no dia 24 de maio de 1738. No culto, alguém comentava sobre a mudança que Deus opera pela fé em Jesus. 

 Wesley assim descreveu a sua experiência, quando disse ter sentido seu coração aquecido:

 “(...) senti que eu agora confiava em Cristo, somente em Cristo, para salvação; e me foi dada à segurança de que Cristo havia perdoado os meus pecados, sim, os meus, e que eu estava salvo da lei do pecado e da morte.”

Wesley comemorou a experiência com um testemunho diante dos presentes. Mais tarde, continuou no quarto de Carlos Wesley com um hino. Os ensinos de seus mentores morávios se tornaram uma confissão pública.

Em sua experiência, Wesley sentiu segurança: Ele sentiu que agora confiava em Cristo. Somente nele para a Salvação. Foi-lhe dada a segurança de que Cristo havia perdoado os seus pecados. Ele passou a ter  a segurança de ter sido salvo da lei do pecado e da morte.

É a chamada segunda conversão de Wesley em Aldersgate, em 24 de maio de 1738. Foi uma experiência de segurança interna de sua salvação, a uma vivência que os teólogos chamam de testemunho interior do Espírito Santo. Muitos anos mais tarde, Wesley  fala dessa experiência como passar da fé de um servo para a segurança da fé de um filho de Deus.[3]

Depois de sua experiencia, Wesley disse que começou “a orar com todas as minhas forças por aqueles que, de maneira mais especial, me usaram e perseguiram de forma desprezível. Então testemunhei abertamente para todos o que eu sentia primeiro no meu coração. Mas não demorou para que o inimigo sugerisse: 'Isso não pode ser fé; pois onde está a tua alegria?' Então fui ensinado que a paz e a vitória sobre o pecado são essenciais para a fé no Capitão da nossa salvação; mas que, quanto aos transportes de alegria que geralmente acompanham o início dela, especialmente naqueles que lamentaram profundamente, Deus às vezes dá, às vezes retém, segundo os conselhos de Sua própria vontade.“Depois de voltar para casa, fui muito atormentado por tentações, mas gritei, e elas fugiram. Eles voltaram repetidas vezes. Eu também levantava os olhos, e Ele 'me enviava ajuda de seu lugar sagrado.' E aí percebi que a diferença entre este e meu antigo estado consistia em chefia. Eu lutava, sim, lutando com todas as minhas forças sob a lei, assim como sob a graça. Mas às vezes eu era, se não frequentemente, conquistado; Agora, eu sempre fui conquistador”.[4]

Certa vez, “um hoteleiro, em cujo estabelecimento Wesley parou certa vez, perguntou-lhe quanto ganhava por ano para pregar. Depois de citar certa quantia, Wesley acrescentou que sua recompensa principal era a certeza de que por sua pregação muitas pessoas estavam sendo salvas. O hoteleiro ficou mudo de espanto. No entanto, para aquele que havia experimentado a salvação, esta resposta era perfeitamente compreensível. O encontro místico de Wesley em Aldersgate preparou-o para compreender simpaticamente as experiências de seus seguidores incultos, cujas relações com Deus ficavam quase sempre em níveis baixíssimos”.[5]

 

Encontro com Deus no Pentecostes metodista 

 

O poder de Deus veio poderosamente sobre nós, de tal forma que muitos gritaram de alegria e muitos caíram por terra. Assim que nos recuperamos um pouco daquele espanto e admiração pela presença de Sua majestade, irrompemos em uma só voz: 'Louvamos Vós, ó Deus, reconhecemos que és o Senhor 

 

João Wesley acreditava e ensinava sobre a personalidade do Espírito Santo. Ele não é apenas um espírito. O Espírito Santo é uma pessoa. 

“Uma leitura dos Hinos dos Wesleys na trindade revela uma concepção do Espírito Santo como ‘uma presença viva, ativa, ‘pessoal’ que entra em uma amizade interpessoal intima com o homem (...).”[6]

Mais do que um poder, uma energia ou um dom, o Espírito Santo é uma pessoa e faz parte da Trindade: Deus-Pai, Deus-Filho, Deus-Espírito Santo. Podemos dizer que Ele é Deus em nós.

Na vigília de 31 de dezembro de 1738 para 1739 aconteceu o que alguns chamam de Pentecostes metodista: “Na passagem do novo ano, durante uma noite de vigília na celebração da festa do amor, o poder de Deus veio  poderosamente sobre o grupo Fetter Lane, de tal maneira que muitos gritavam com extraordinária alegria e muitos caíram no solo.”[7]

Nesse grupo estavam João e Carlos Wesley e cerca de sessenta outros metodistas, que com temor entoaram o cântico que diz: "Louvamos-Te, ó Deus, reconhecemos  a Ti como Senhor.”

Wesley assim registrou em seu Diário: "Sr. Hall, Hinching, Ingham, Whitefield, Hutching e meu irmão Charles estiveram presentes em nosso banquete de amor em Fetter Lane com cerca de 60 de nossos irmãos. Por volta das três da manhã, enquanto continuávamos em oração instantânea, o poder de Deus veio poderosamente sobre nós, de tal forma que muitos gritaram de alegria e muitos caíram por terra. Assim que nos recuperamos um pouco daquele espanto e admiração pela presença de Sua majestade, irrompemos em uma só voz: 'Louvamos Vós, ó Deus, reconhecemos que és o Senhor. '"[8]

Para Wesley, o Espírito Santo pode vir sobre as pessoas “como uma torrente enquanto experimentam o poder dominador da graça salvadora (...). Mas Ele opera em outros de maneira muito diferente: Ele exerce a sua influência de maneira delicada, refrescante como o orvalho silencioso.”[9]

George Whitefield, que estava nessa vigília, disse o seguinte sobre os dias posteriores a esse fato:

“Na verdade, foi uma época pentecostal, às vezes noites inteiras eram passadas em oração. Frequentemente, temos nos enchido como vinho novo, e frequentemente os tenho visto oprimidos pela Presença Divina, e clamam: “Será que Deus, de fato, habitará com os homens na terra? Quão terrível é este lugar! Esta não é outra senão a casa de Deus e a porta do céu!”.[10]

 

Encontros com Deus em Bristol

 

Tantas testemunhas vivas Deus deu, que sua mão ainda está estendida para curar, e que sinais e maravilhas são ainda agora forjados por seu santo filho Jesus

 

Wesley pregava em Bristol e alguns fatos sobrenaturais ou reações espirituais às suas pregações começaram a acontecer, depois de 17 de abril de 1739.

Isso causou espanto e controvérsias.

Fatos sobrenaturais aconteciam: “Logo depois, duas outras pessoas (bem conhecidas neste lugar, como trabalhando para viver em toda a sã consciência para com todos os homens) foram tomadas com forte dor e constrangidas a rugir pelas inquietações de seu coração. Mas não demorou muito para que eles irrompessem em louvor a Deus e depois Salvador”. [11]

Wesley não só teve diversos encontros com Deus como também proporcionou com suas pregações e orações diversos encontros com Deus aos ouvintes.

O último que invocou a Deus como fora do ventre do inferno, foi um estranho em Bristol

“Tantas testemunhas vivas Deus deu, que sua mão ainda está estendida para curar, e que sinais e maravilhas são ainda agora forjados por seu santo filho Jesus”

Wesley disse: “O último que invocou a Deus como fora do ventre do inferno, foi um estranho em Bristol. E em um curto espaço ele também estava sobrecarregado de alegria e amor, sabendo que Deus havia curado seus retrocessos. Tantas testemunhas vivas Deus deu, que sua mão ainda está estendida para curar, e que sinais e maravilhas são ainda agora forjados por seu santo filho Jesus”.[12]

Baldwin é uma rua em Bristol.

E o amor de Deus foi derramado em seu coração

Derramamos nossas queixas diante de Deus

Na quarta-feira, dia 18 de abril de 1739, à noite, alguns foram admitidos na sociedade. Havia uma pessoa que não estava nada bem. “Nem de falar nem olhar para cima. As tristezas da morte a cercavam, as dores do inferno se apoderavam dela. Derramamos nossas queixas diante de Deus e mostramos a ele de seus problemas”.[13]

Deus atendeu a oração, “ela sentiu em si mesmo, que sendo justificada livremente, ela tinha paz com Deus, mas Jesus Cristo. Ela se regozijou na esperança da glória de Deus, e o amor de Deus foi derramado em seu coração”.[14]

Pensford é a maior vila da freguesia de Publow em Somerset, Inglaterra.

 Rogamos a Deus em seu favor, e ele transformou seu peso em alegria

“Imediatamente um, e mãe, e outro afundaram na terra: eles caíram de todos os lados como trovões”

E algo forte aconteceu quando pregava. “Imediatamente um, e mãe, e outro afundaram na terra: eles caíram de todos os lados como trovões. Um deles chorou em voz alta. Rogamos a Deus em seu favor, e ele transformou seu peso em alegria. Um segundo estando na mesma agonia, invocamos a Deus também por ela; e falou paz à sua alma. À noite, fui novamente pressionado em espírito a declarar que Cristo se deu um resgate por todos. E quase antes de invocá-lo, para colocar o seu selo, ser respondido. Uma delas estava tão ferida pela espada do espírito, que você teria imaginado que ela não poderia viver um momento. Mas, sua abundante bondade foi mostrada, e ela cantou alto sua justiça”.[15]

Deus enovou as forças de Wesley

“Foi a nossa primeira festa do amor”

E Wesley continuou suas pregações: “De Clifton fomos para Rose-green, onde estavam (por cálculo) perto de sete mil, e daí para a Gloucester-lane Society. Depois disso, foi a nossa primeira festa do amor na rua Baldwin”. [16]

Gloucester Lane é uma rua em Bristol. 

Deus renovou minhas forças

E de júbilo, Wesley exclamou: “Oh, como Deus renovou minhas forças! Que há dez anos costumava ser tão fraco e cansado, com pregação duas vezes em um dia!”.[17]

Vinha o poder de Deus

“Sobre os quais vinha o poder de Deus”

Na segunda-feira, dia 29 de abril de 1739, Wesley falou sobre os gritos das pessoas em seus cultos:

“Compreendemos que muitos se sentiam ofendidos com os gritos daqueles sobre os quais vinha o poder de Deus: entre os quais estava um médico, que temia muito que pudesse haver fraude ou impostura no caso. Hoje em dia, alguém que ele conhecia há muitos anos, foi o primeiro (enquanto eu estava pregando em Newgate) que irrompeu em fortes gritos (...).[18]

Reconhecendo o dedo de Deus

“Ele então não sabia o que pensar, sendo claramente convencido, não era fraude, nem ainda qualquer desordem natural”

Wesley disse que o médico “podia acreditar duramente em seus próprios olhos e ouvidos. Ele foi e ficou perto dela, e observou cada sintoma, até que grandes gotas de suor correram pelo rosto dela, e todos os seus ossos tremeram. Ele então não sabia o que pensar, sendo claramente convencido, não era fraude, nem ainda qualquer desordem natural. Mas quando sua alma e seu corpo foram curados em um momento, ele reconheceu o dedo de Deus”.[19]

Meu Senhor e meu Deus!

Muitos daqueles que tinham estado por muito tempo nas trevas, viram o alvorecer de uma grande luz

Na terça-feira, dia 1º de maio de 1739, Wesley reconheceu que “muitos foram ofendidos novamente, e de fato, muito mais do que antes. Pois na rua Balduíno minha voz mal podia ser ouvida em meio aos gemidos de alguns, e aos gritos de outros chamando em voz alta para aquele que é poderoso para salvar. Desejei que todos os que fossem sinceros de coração, suplicassem comigo o Príncipe exaltado por nós, que proclamasse a libertação aos cativos. E ele logo mostrou que ouviu a nossa voz. Muitos daqueles que tinham estado por muito tempo nas trevas, viram o alvorecer de uma grande luz; e dez pessoas (eu depois soo) então começaram a dizer em diz: meu Senhor e meu Deus!”.[20]

Regozijo-me novamente em Deus, meu Salvador

“Oramos com ela, e a deixamos fortemente convencida do pecado, e gemendo fervorosamente”

 Na quarta-feira 2 de maio de 1739, em Newgate, Wesley tomou uma decisão corajosa: “Desejava-me caminhar até uma casa vizinha para ver uma carta escrita contra mim, como um enganador do povo, ensinando que Deus quer que todos os homens sejam salvos. Alguém que há muito afirmava o contrário estava lá, quando uma jovem mulher entrou (que poderia dizer antes: ‘Eu sei que o meu Redentor vive") tudo em lágrimas e em profunda angústia de espírito. Ela disse: ‘Ela estava raciocinando consigo mesma, como essas coisas poderiam ser, ela estava cada vez mais perplexa, e agora ela descobriu que o Espírito de Deus se afastou dela.’ Começamos a ar, e ela gritou: ‘Ele veio! Ele veio! Regozijo-me novamente em Deus, meu Salvador." [21]

Mas não parou por aí. “Assim que nos levantamos de dar graças”, disse Wesley, “uma pessoa recuou quatro ou cinco passos, e depois caiu. Oramos com ela, e a deixamos fortemente convencida do pecado, e gemendo fervorosamente (...)”.[22]

Meu Senhor e Meu Deus

“Uma delas caiu numa violenta agonia”

Numa reunião das mulheres da sociedade, durante a oração, Wesley disse: “uma delas caiu numa violenta agonia: mas logo depois começou a gritar com confiança: Meu Senhor e Meu Deus!”. [23]

Agradou a Deus ajudar-me grandemente

“Agradou a Deus ajudar-me grandemente, em falar essas palavras”

No domingo, 13 de maio, Wesley começou “a expor pela manhã o XIII capítulo da primeira epístola aos Coríntios. Em Hannam eu expliquei mais longe, a promessa dada pela fé; como fiz também na Rose-green. Em Clifton, agradou a Deus ajudar-me grandemente, em falar essas palavras, Aquele que beber desta água terá sede novamente; mas todo aquele que beber da água que eu lhe darei nunca terá sede; mas a água que eu lhe darei será nele um poço de água, brotando para a vida eterna”.[24]

Hannam é um subúrbio de Bristol localizado no sudoeste da cidade. Havia um pequeno monte onde Wesley pregava para milhares de pessoas.

Nós clamamos a Deus

“Vieram até nós, carregados de peso. Nós clamamos a Deus, e eles foram novamente contaminados com paz e alegria em crer”.

Na terça-feira, dia 15 de maio, Wesley disse: “Como eu estava expondo na Back-lane, sobre a justiça dos escribas e fariseus, muitos que antes tinham sido justos aos seus próprios olhos, abominavam-se como em pó e cinzas. Mas dois, que pareciam estar mais profundamente convencidos do que os demais, não se entristeceram por muito tempo como homens sem esperança; mas descobriram, naquela hora, que tinham um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo: como fizeram três outros em Gloncester-lane na noite anterior,  e três na rua Baldwin esta noite. Cerca de dez, dois que, depois de ver uma grande luz, tinham novamente raciocinado na escuridão, vieram até nós, carregados de peso. Nós clamamos a Deus, e eles foram novamente contaminados com paz e alegria em crer”.[25]

Possuíam a mão de Deus

“Alguns zombavam e outros possuíam a mão de Deus”

Na quarta-feira, dia 16 e maio, disse Wesley: “Enquanto eu estava declarando em moinhos batistas, Ele foi ferido por nossas transgressões, um homem de meia-idade começou a bater violentamente em seu peito e a chorar para aquele por cujas listras somos curados. Durante nossa oração, Deus colocou um novo cântico em sua boca. Alguns zombavam e outros possuíam a mão de Deus. Particularmente uma mulher de moinhos batistas, que agora estava convencida de sua própria falta de um advogado junto a Deus, e foi para casa cheia de angústia, mas em poucas horas estava cheia de alegria, sabendo que ele havia apagado todas as suas transgressões”.[26]

Mas clamamos a Deus

“Mas clamamos a Deus, e suas almas foram libertadas”

No sábado, dia, 19 de maio, no salão de Weaver, “uma mulher primeiro, e depois um menino (cerca de quatorze anos de idade) foram oprimidos pelo pecado, tristeza e medo. Mas clamamos a Deus, e suas almas foram libertadas”.[27]

O envio de relâmpagos de Deus

O envio de relâmpagos de Deus com a chuva não impediu que cerca de mil e quinhentos ficassem em Rosa-verde”

No domingo, dia 20 de maio de 1739, Wesley vendo muitos dos ricos na igreja de Clifton, teve seu coração estava muito dolorido por eles.

Que alguns deles pudessem entrar no reino dos céus

Wesley disse: “E eu estava sinceramente desejoso de que alguns deles pudessem entrar no reino dos céus. Mas cheio como eu estava, eu não sabia por onde começar advertindo-os a fugir da ira vindoura, até que meu testamento se abriu sobre essas palavras, eu não vim para chamar os justos, mas pecadores ao arrependimento: ao aplicar o qual, minha alma estava tão grande, que eu pensei que eu poderia ter gritado (em sentido do que o pobre e vaidoso Arquimedes) "Dê-me onde ficar, e sacudirei a terra." O envio de relâmpagos de Deus com a chuva não impediu que cerca de mil e quinhentos ficassem em Rosa-verde. Nossa escritura era: É o Deus glorioso que abafa o trovão. A voz do Senhor é poderosa em operação, a voz do Senhor é uma voz gloriosa”[28].

Wesley disse que três almas eram todas tempestades e imediatamente houve uma grande calma.

 

Wesley explica como Deus opera

 

“Como essas coisas podem ser?

 

A soma das respostas de Wesley

Wesley procurou responder às dúvidas e questionamentos que as pessoas de sua época estavam tendo em relação aos fatos sobrenaturais que estavam acontecendo em suas pregações.

“E inúmeras advertências me foram dadas (geralmente baseadas em deturpações grosseiras das coisas)”

Ele disse: “Durante todo esse tempo, quase continuamente me pediram, seja por aqueles que propositadamente vieram a Bristol, para perguntar a respeito desse estranho trabalho, ou por meus antigos ou novos correspondentes: Como essas coisas podem ser? E inúmeras advertências me foram dadas (geralmente baseadas em deturpações grosseiras das coisas): "Não considerar visões ou sonhos; ou a pessoas extravagantes que tinham remissão de pecados, por causa de seus gritos, ou lágrimas, ou profissões exteriores nuas.’ Para alguém que muitas vezes me escreveu sobre esta cabeça, a soma das minhas respostas era a seguinte”:[29]

A ação de Deus transformando vidas

“Ouvi estas coisas com os meus próprios ouvidos, e as vi com os meus olhos” 

"A questão entre nós se volta principalmente, se não totalmente, em matéria de fato. Você nega que Deus agora opere esses efeitos: pelo menos, que Ele os opere dessa maneira. Afirmo ambos; porque ouvi estas coisas com os meus próprios ouvidos, e as vi com os meus olhos. Eu vi (até onde uma coisa desse tipo pode ser vista) muitas pessoas mudaram em um momento, do espírito de medo, horror, desespero, para o espírito de amor, alegria e paz; e do desejo pecaminoso até então reinar sobre eles, para um puro desejo de fazer a vontade de Deus. Estas são questões de fato, das quais eu tenho sido, e quase diariamente sou, uma testemunha ocular ou de ouvido”.[30]

Sobre visões ou sonhos

“Conheço várias pessoas em quem essa grande mudança foi forjada, em um sonho”

“O que tenho a dizer sobre visões ou sonhos tocantes”, diz Wesley, “é o seguinte: conheço várias pessoas em quem essa grande mudança foi forjada, em um sonho ou durante uma forte representação aos olhos de sua mente, de Cristo na cruz ou em glória. Este é o fato; que qualquer um julgue como quiser. E que tal mudança foi então forjada, aparece (não apenas de suas lágrimas derramadas, ou caindo em ataques, ou clamando: estes não são os frutos, como você parece supor, pelos quais eu julgo, mas) de todo o teor de sua vida, até então de muitas maneiras perversas; a partir daquele momento, santo, justo e bom”.[31]

Argumentos vivos

“Estes são os meus argumentos vivos para o que afirmo”

Wesley, então passa a dizer sobre seu ministério: “Mostrar-te-ei aquele que até então era leão e agora é cordeiro; aquele que era um bêbado, e agora está exemplarmente sóbrio: o prostituto que era, que agora abomina a própria veste manchada pela carne. Estes são os meus argumentos vivos para o que afirmo, a saber, que Deus dá agora, como antes, a remissão dos pecados e o dom do Espírito Santo, mesmo a nós e aos nossos filhos: sim, e isso sempre de repente, até onde eu soube, e muitas vezes em sonhos ou nas visões de Deus. Se não for assim, sou encontrado um falso testemunho diante de Deus. Por estas coisas eu faço, e por sua graça o farei, testifico."[32]

Vejamos com nossos olhos e a ouçamos com nossos ouvidos

 a menos que a vejamos com nossos olhos e a ouçamos com nossos ouvidos, que Deus, em terna condescendência com nossa fraqueza, tenha sofrido tantos sinais exteriores do tempo em que Ele operou essa mudança interior, para ser continuamente visto e ouvido entre nós

Wesley continuou argumentando: “Talvez possa ser, por causa da dureza de nossos corações, despreparados para receber qualquer coisa, a menos que a vejamos com nossos olhos e a ouçamos com nossos ouvidos, que Deus, em terna condescendência com nossa fraqueza, tenha sofrido tantos sinais exteriores do tempo em que Ele operou essa mudança interior, para ser continuamente visto e ouvido entre nós. Mas, embora vissem sinais e maravilhas (pois assim devo chamá-los), muitos não acreditariam. Eles não podiam de fato negar os fatos; mas eles poderiam explicá-los.”[33]

Explicações: Efeitos naturais

“Alguns disseram:

Eram efeitos puramente naturais; o povo desmaiou, apenas por causa do calor e da proximidade dos quartos”.[34]

 

Explicações: Trapaça 

“E outros tinham certeza, 

Foi tudo uma trapaça: eles poderiam ajudá-lo se o fizessem. Caso contrário, por que essas coisas eram apenas em suas sociedades privadas? Por que eles não foram feitos em face do sol?”[35] 

O Senhor respondeu por si mesmo 

“Fique quieto e saiba que eu sou Deus 

Wesley teve a convicção que o Senhor lhe respondeu sobre essas questões diante de mais de duas mil pessoas. 

“Extremamente trêmulo com a presença de seu poder” 

Ele disse: “Hoje segunda-feira, 2•, nosso Senhor respondeu por si mesmo. Pois enquanto eu estava esforçando estas palavras, Fique quieto e saiba que eu sou Deus, ele começou a desnudar seu braço, não em uma sala fechada, nem em particular, mas ao ar livre, e diante de mais de duas mil testemunhas. Um, e outro, e outro foi atingido na terra; extremamente trêmulo com a presença de seu poder. Outros clamaram, com um grito alto e amargo: O que devemos fazer para sermos salvos? E em menos de uma hora, sete pessoas, totalmente desconhecidas para mim até aquele momento, estavam se regozijando, e cantando, e com todas as suas forças dando graças ao Deus de sua salvação.”[36]

Passei a declarar o que Deus já havia feito

Wesley disse que à noite, ele foi interrompido na rua Nicolau. E disse: “Quase assim que comecei a falar, pelos gritos de alguém que foi picado no coração e gemeu fortemente por perdão e paz. No entanto, passei a declarar o que Deus já havia feito, em prova dessa importante verdade, que ele não está disposto a ninguém que perece, mas que todos cheguem ao arrependimento”. [37]

E os fatos sobrenaturais continuaram. “Outra pessoa caiu, perto de alguém que era um forte afirmador de uma doutrina contrária”,[38] disse Wesley.

A mão de Deus

“Tinha saído da sociedade com toda a pressa, para que ela não pudesse se expor. Mas a mão de Deus a seguiu ainda”

A unção que estava presente nas pregações de Wesley alcançava às pessoas presentes, mas também agia mesmo algumas pessoas tentando fugir da situação.

Wesley relatou que alguém se sentindo uma “convicção como ela nunca tinha conhecido antes, tinha saído da sociedade com toda a pressa, para que ela não pudesse se expor. Mas a mão de Deus a seguiu ainda, de modo que, depois de dar alguns passos, ela foi forçada a ser levada para casa e, quando estava lá, ficava cada vez pior. Ela estava em uma agonia violenta quando chegamos. Invocamos a Deus, e sua alma encontrou descanso”.[39]

Nosso próprio Deus nos deu a sua bênção

“E Deus, sim, o nosso próprio Deus nos deu a sua bênção”

No domingo, 3 de junho de 1739, em Hannam-mount, Wesley pregou: “Para que toda boca seja parada, e todo o mundo se torne culpado diante de Deus: E novamente na tarde em Rose-green, creio que oito ou nove mil. À noite, não sendo permitido nos encontrarmos na rua Baldwin, nos encontramos na concha de nossa nova sala da sociedade. A escritura que veio em curso para ser explicada, era, maravilha não, se o mundo te odeia. Nós cantamos

Braço do Senhor, desperto, desperto,

Tua própria força imortal revesti-te: E Deus, sim, o nosso próprio Deus, nos deu a sua bênção”.[40]

 

O Encontro com Deus na sua morte

 

O melhor de tudo é que Deus está conosco

 

Os relatos, a seguir, dos últimos momentos de Wesley, foram registrados pela sua enfermeira Elizabeth Ritchie, que estava presente junto a Wesley.

Última visita

“Na quinta-feira [24 de fevereiro de 1791] o Sr. Wesley fez sua última visita àquele lugar encantador e família, o do Sr. Wolff, em Balaão, do qual muitas vezes o ouvi falar com prazer e muito carinho. Aqui, Rogers disse que estava alegre e parecia quase tão bem quanto o habitual até sexta-feira, na hora do café da manhã, quando parecia muito pesado. [41]

Por volta das onze horas, a Sra. Wolff o trouxe para casa: fiquei impressionado com sua maneira de sair do ônibus e entrar na casa, mas mais ainda quando ele subiu as escadas e quando ele se sentou na cadeira. Corri para um refresco, mas antes que eu pudesse conseguir qualquer coisa para ele, ele mandou o Sr. R – para fora da sala, e desejou não ser interrompido por meia hora por ninguém, acrescentando, nem mesmo se Joseph Bradford viesse”. [42] 

O Sr. Bradford veio alguns minutos depois, e assim que o tempo limitado expirou, entrou na sala; imediatamente depois ele saiu e desejou que eu rebolasse um pouco de vinho com especiarias e o levasse para o Sr. Wesley: ele bebeu um pouco e parecia sonolento. Em poucos minutos, ele foi tomado pela doença, atirou-a para cima e disse: "Devo deitar-me". Imediatamente mandamos chamar o Dr. Whitehead: ao chegar, o Sr. Wesley sorriu e disse: "Doutor, eles estão mais com medo do que com dor". Ele ficou deitado a maior parte do dia, com um pulso rápido, febre ardente e extremamente sonolento. [43]

Último sábado e domingo

Sábado, dia vinte e seis, ele continuou da mesma forma; falava pouco, e se despertado para responder a uma pergunta, ou tomar um pouco de refresco (que raramente era mais do que uma colher de cada vez) logo cochilava novamente.  [44]

No domingo de manhã, com um pouco da ajuda de Bradford, Wesley se levantou, tomou uma xícara de chá e parecia muito melhor. Muitos de nossos amigos eram todos esperançosos: no entanto, o Dr. Whitehead disse que não estava fora de perigo de suas queixas atuais.  [45]

Segunda e terça

“Toda a glória a Deus no céu,
e a paz na terra seja restaurada”
 

Na segunda-feira, vigésimo oitavo dia, a fraqueza de Wesley “aumentou rapidamente e seus amigos em geral estavam muito alarmados, o Dr. Whitehead estava desejoso de que eles chamassem outro médico. O Sr. Bradford mencionou seu desejo ao nosso Pai Honrado, que ele recusou absolutamente, dizendo: "O Dr. Whitehead conhece minha condição melhor do que ninguém; estou perfeitamente satisfeito e não terei mais ninguém." Dormia a maior parte do dia, falava pouco; no entanto, esse pouco testificou o quanto todo o seu coração foi ocupado no caso das igrejas, da glória de Deus e das coisas pertencentes àquele reino para o qual ele estava se apressando. Uma vez de uma maneira baixa, mas muito distinta, ele disse: "Não há caminho para o mais santo senão pelo sangue de Jesus". Se ele tivesse tido forças na época, parecia que ele teria dito mais”.[46]

Na terça-feira, 1º de março de 1791, “depois de uma noite muito agitada (embora, quando perguntado se ele estava com dor, ele geralmente respondeu "Não", e nunca se queixou de toda a sua doença, exceto uma vez, quando ele disse que sentiu uma dor no seio esquerdo quando respirou), ele começou a cantar:

Toda a glória a Deus no céu,
e a paz na terra seja restaurada.

[Tendo cantado dois versos] sua força falhou, mas depois de ficar parado por algum tempo, ele chamou o Sr. Bradford para lhe dar uma caneta e tinta; ele os trouxe, mas a mão direita quase esqueceu sua astúcia, e aqueles dedos ativos que tinham sido os abençoados instrumentos de consolo espiritual e instrução agradável para milhares, não podiam mais desempenhar seu ofício”. [47]

Senão que Deus esteja conosco

Algum tempo depois, ele me disse: "Eu quero escrever’: Eu lhe trouxe uma caneta e tinta, e ao colocar a caneta em sua mão e segurar o papel diante dele, ele disse: "Eu não posso". Eu respondi: "Deixe-me escrever para você, senhor; diga-me o que você diria." "Nada", retornou ele, "senão que Deus esteja conosco". À véspera, ele disse: "Vou levantar-me". Enquanto suas coisas se preparavam, ele irrompeu de uma maneira que, considerando sua extrema fraqueza, surpreendeu a todos nós, com estas palavras abençoadas:

Louvarei o meu Criador enquanto respirar, E quando a minha voz se perder na morte,
o Louvor empregará os meus mais nobres pow'rs;
Meus dias de louvor não passarão, enquanto a vida, e o pensamento, e ser o último,
ou a imortalidade perdurar.
[48] 

Foram as últimas palavras que “nosso Reverendo e querido Pai já proferiu na Capela da Estrada da Cidade, a saber, na terça-feira à noite antes de pregar de: "Nós através do Espírito esperamos", e assim por diante. [49]

Quando ele entrou em sua cadeira, nós o vimos mudar para a morte; mas ele, independentemente de sua moldura moribunda, disse, com uma voz fraca: "Senhor, Tu dás força aos que podem falar, e aos que não podem: Fala, Senhor, a todos os nossos corações, e deixa-os saber que Tu soltas línguas."  [50]

“Ele então cantou:

Ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
que docemente todos concordam”
 [51]

Quando cantava, a voz de Wesley falhou.

“Depois de ofegante, ele disse: ‘Agora nós fizemos – vamos todos nós’. Fomos obrigados a deitá-lo na cama da qual ele não se levantou mais: mas depois de ficar quieto e dormir um pouco, ele me chamou para ele e disse: ‘Betsy, seu Sr. Bradford, e os outros oram e louvam". Ajoelhamo-nos e verdadeiramente os nossos corações estavam cheios da Presença Divina; a sala parecia estar cheia de Deus”. [52]

Um pouco depois, Wesley falou com o Sr. Bradford sobre “a chave e o conteúdo de seu escritório; enquanto atendia às instruções que lhe eram dadas, o Sr. Wesley me chamou e disse: ‘Eu teria todas as coisas prontas para meus Executores, Sr. Wolff, Sr. Horton e Sr. Marriott’ – aqui sua voz novamente falhou; mas, tomando fôlego, acrescentou: "Deixe-me ser enterrado em nada além do que é de lã, e que meu cadáver seja levado em meu caixão para a Capela". Então, como se tivesse terminado com tudo abaixo, ele novamente implorou que orássemos e louvássemos”. [53]

Wesley desejava que seu sermão sobre o amor de Deus fosse espalhado

Uma cena marcante foi o grande esforço que Wesley “fez para fazer o Sr. B. (que não havia saído da sala) entender que ele desejava fervorosamente que um sermão que ele havia escrito sobre o amor de Deus fosse espalhado no exterior e dado a todos. Outra coisa ele queria dizer, mas, infelizmente! seu discurso falhou; e aqueles lábios que costumavam alimentar muitos não eram mais capazes (exceto quando uma força particular era dada) de transmitir seus sons acostumados”. [54]

As pessoas queriam entender o que Wesley desejava falar. “o Sr. Horton entrando, esperávamos que, se ele tivesse algo de momento em sua mente, que ele desejasse comunicar, ele tentaria novamente nos dizer o que era, e que o Sr. Horton, ou alguns daqueles que estavam mais acostumados a ouvir a voz moribunda de nosso querido Pai seriam capazes de interpretar seu significado; mas, embora ele se esforçasse para falar, ainda não tínhamos sucesso”.  [55]

O melhor de tudo é que Deus está conosco

“Descobrindo que não conseguíamos entender o que ele dizia, ele parou um pouco e, com toda a força que tinha, gritou: "O melhor de tudo é que Deus está conosco"; e então, como que para afirmar a fidelidade de nosso Jeová cumpridor de promessas e consolar o coração de seus amigos que choram, erguendo seu braço moribundo em sinal de vitória e elevando sua voz fraca com um triunfo santo que não deve ser expresso, repetiu novamente as palavras que reavivam o coração: "O melhor de tudo é que Deus está conosco!" [56]

O Senhor está conosco, o Deus de Jacó é o nosso refúgio!

Havia todo um cuidado com o bem-estar de Wesley, especialmente de sua enfermeira Elizabeth Ritchie. “Algum tempo depois, dando-lhe algo para molhar os lábios ressecados, ele disse: ‘Não vai adiantar, devemos tomar a consequência; não importa a pobre carcaça’. Fazendo uma pequena pausa, ele gritou: ‘As nuvens deixam cair gordura!’ e logo depois: ‘O Senhor está conosco, o Deus de Jacó é o nosso refúgio!’ Ele então nos chamou para a oração. O Sr. Broadbent foi novamente a boca de nossos corações cheios, e embora o Sr. Wesley estivesse muito exausto por esses esforços, ele parecia ainda mais fervoroso em espírito. A maior parte da noite seguinte, embora ele fosse frequentemente ouvido tentando repetir o salmo mencionado anteriormente, ele só conseguia sair”. [57]

Última palavra: Adeus

As pessoas que se encontravam na sala perceberam que era hora de Wesley partir para os braços do Pai.

“Na manhã de quarta-feira, descobrimos que a cena de encerramento se aproximava. O Sr. Bradford, seu amigo fiel e filho muito afetuoso, orou com ele, e a última palavra que ele foi ouvido a articular foi: ‘Adeus!’ Poucos minutos antes das dez, enquanto a Srta. Wesley, o Sr. Horton, o Sr. Brackenbury, o Sr. e a Sra. Rogers, o Dr. Whitehead, o Sr. Broadbent, o Sr. Whitefield, o Sr. Bradford e E. R. estavam ajoelhados ao redor de sua cama; de acordo com o seu desejo muitas vezes expresso, sem um gemido persistente, este homem de Deus levantou os pés na presença dos seus irmãos!” [58]

Uma santa enfermeira ao lado de Wesley

Wesley combinou com a metodista e enfermeira Elizabeth Ritchie (1754-1835), cerca de dois meses antes de sua morte, que ela seria sua enfermeira e deveria vir para ficar ao seu lado. Ela nunca mais deixou Wesley até que, com as próprias mãos, fechou seus olhos quando ele faleceu.

Ela foi enfermeira e atendente de Wesley. Elizabeth disse: “Eu tirei muito prazer de sua conversa. Seu espírito parecia todo amor; ele respirava o ar do paraíso”.

Quando Wesley faleceu, dia 2 de março de 1791, um pequeno grupo que estava em volta do leito cantou emotivo hinos suaves. Elizabeth pediu que todos se ajoelhassem e “orassem pelo manto de nosso Elias” (Wesley) para que caísse sobre eles.  [59]

Ela escreveu sobre a última quinzena de vida de Wesley. 

O relato por escrito de Elizabeth Ritchie da cena do leito de morte de Wesley foi aceito como oficial. Foi impresso e enviado aos pregadores itinerantes no metodismo. 

No culto fúnebre de Wesley, seu relato da cena final de Wesley descrito por Elizabeth foi lido perante todos.

 

A renovação da aliança com Deus

 

“Dedicação total da vida a Deus", "a entrega completa a Deus de todo o ser".

 

“A Oração da Aliança de John Wesley na verdade começou com Richard Alleine,[60] um puritano que a publicou em 1663. John Wesley o adaptou e o usou pela primeira vez em 1755. Ele incentivou as pessoas a fazerem essa oração do convênio no início de cada novo ano para lembrar e reafirmar os votos feitos em seu batismo”. [61]

O que é a Oração da Aliança?

“É simplesmente um momento no início do novo ano para nos comprometermos novamente com Deus. É um pouco como uma resolução de Ano Novo, só que mais profunda e pessoal, e é sobre nosso relacionamento com Deus.[62]

 

"Aventurem-se com ele; lançai-vos sobre a sua justiça, como aquilo que vos levará a Deus

 

“Ele usou a frase Aventurem-se em Cristo ao escrever: Aventurem-se com ele; lançai-vos sobre a sua justiça, como aquilo que vos levará a Deus: como um pobre exilado cativo que é lançado em uma terra estranha, uma terra de ladrões e assassinos, onde está prestes a perecer, e não tendo esperança, nem de permanecer lá, nem de fugir de casa com vida. Wesley disse que nossos pecados nos colocaram no exílio, separados de Deus, basicamente nos colocando em uma terra de brinquedos desajustados. Mas há esperança, quando Deus vem a nós em Cristo, como um piloto de barco de resgate que veio para nos salvar. Como Wesley escreve isso: "E encontrando-se por um tempo com um piloto, que se oferece para transportá-lo em segurança para casa, Jesus embarca em uma aventura com ele e tudo o que ele tem em seu navio: você deve fazer o mesmo. Se você se aventurar com ele, Cristo oferece e depois o leva para casa, e ele o levará a Deus”.[63]

 

Em 1775, John Wesley introduziu um serviço de aliança como uma parte importante da vida espiritual nas Sociedades Metodistas

 

“Em 1775, John Wesley introduziu um serviço de aliança como uma parte importante da vida espiritual nas Sociedades Metodistas. Este serviço de renovação era um momento para os metodistas se reunirem anualmente em um tempo de autoexame, reflexão e dedicação. O serviço de renovação da aliança é uma prática que continua nas igrejas e comunidades cristãs hoje, muitas vezes perto do início do novo ano”. [64]

Todos os anos, em ou perto de 1º de janeiro, os metodistas se reuniam para renovar sua aliança com Deus

 

Foi para o  culto (serviço) anual para uso pelas sociedades metodistas que Wesley criou, em 1755, criou a “renovação da aliança”.

“Todos os anos, em ou perto de 1º de janeiro, os metodistas se reuniam para renovar sua aliança com Deus. O serviço é adaptado de um ritual puritano. É um momento poderoso de autoexame e confissão que culmina na renovação do compromisso com o discipulado.”[65]

 

“O Serviço de Renovação da Aliança, ou simplesmente chamado de Serviço da Aliança foi adaptado por John Wesley

 

“O Serviço de Renovação da Aliança, ou simplesmente chamado de Serviço da Aliança, foi adaptado por John Wesley, o fundador do Metodismo, com o propósito de renovar a aliança do crente cristão com Deus”. [66]

 

As Instruções para Renovar Nossa Aliança com Deus, de Wesley, publicadas pela primeira vez em 1780

 

As Instruções para Renovar Nossa Aliança com Deus, de Wesley, publicadas pela primeira vez em 1780, contêm suas instruções para um serviço de aliança adaptado dos escritos de Richard Alleine e destinado ao uso no culto metodista como "um meio de aumentar a religião séria".  O primeiro serviço desse tipo foi realizado em 11 de agosto de 1755, em Londres”. [67]

 

Na Igreja Metodista na Grã-Bretanha, o costume é que o serviço seja realizado no primeiro domingo do Ano Novo

 

Quem participa do culto de renovação da aliança?

“Congregações de algumas conexões metodistas (notadamente na Igreja Metodista UnidaIgreja Metodista Livre e Igreja Peregrina de Santidade nos Estados Unidos) costumam usar a liturgia da Renovação da Aliança para o serviço noturno da véspera de Ano Novo e do Dia de Ano Novo.  Na Igreja Metodista na Grã-Bretanha, o costume é que o serviço seja realizado no primeiro domingo do Ano Novo, quando um presbítero está disponível (uma vez que a ordem de serviço da Aliança inclui a Sagrada Comunhão, que de acordo com a disciplina metodista britânica normalmente não pode ser presidida por um pregador local). Em ambos os casos, o objetivo é renovar o compromisso com Cristo e com a Igreja no início do ano. [4] Inclui hinos, orações, lições das Escrituras, um sermão e a Sagrada Comunhão”.[68]

 

destinado ao uso no culto metodista como um meio de aumentar a religião séria

 

"Instruções para Renovar Nossa Aliança com Deus", de John Wesley, publicado pela primeira vez em 1780, contém suas instruções para um Serviço de Aliança adaptado dos escritos do puritano Richard Alleine e destinado ao uso no culto metodista como "um meio de aumentar a religião séria". Central para o Serviço é o convite para o compromisso total da vida com Deus, refletindo a espiritualidade holística de Wesley. Frank Whaling, em sua introdução ao volume Classics of Western Spirituality sobre John e Charles Wesley, cita o Serviço da Aliança em uma lista de dez depósitos-chave de espiritualidade herdados dos Wesleys, perdendo apenas para os hinos de Charles”. [69]

a entrega completa a Deus de todo o ser

 

“O fato de a caça à baleia e outros darem a ela tal prioridade nas discussões sobre a espiritualidade wesleyana pode ser devido à maneira pela qual ela incorporou o coração ou o núcleo da espiritualidade dos Wesleys - "dedicação total da vida a Deus", "a entrega completa a Deus de todo o ser". Davies chega ao ponto de afirmar que o Serviço da Aliança "expressa melhor,  provavelmente, do que qualquer prática metodista, o ethos metodista."  O Serviço evoluiu de exortações iniciais para a aliança expressas nos sermões de John Wesley7, para o primeiro Serviço de Aliança formal realizado na Igreja Francesa em Spitalfields em permanecer para sempre"9, levou-o a conduzir Serviços de Aliança em toda a Grã-Bretanha enquanto viajava para visitar suas várias Sociedades”. [70]

 

Em 1762, surgiu um padrão de conduzir o Serviço do Convênio anualmente no dia de Ano Novo e, em 1782, isso mudou para o primeiro domingo de janeiro

 

“Em 1762, surgiu um padrão de conduzir o Serviço do Convênio anualmente no dia de Ano Novo e, em 1782, isso mudou para o primeiro domingo de janeiro. As "Instruções para Renovar Nosso Convênio com Deus" de Wesley de 1780 forneceram o primeiro conteúdo impresso oficial para o Serviço, embora, como Baker aponta, eles "permanecessem uma forma de orientação espiritual em vez de uma Ordem de Serviço".  As Instruções apareceram em várias edições com pequenas modificações entre 1781 e a década de 1830 e, posteriormente, passaram por uma revisão mais significativa à medida que o Serviço se desenvolveu em um rito mais completo. Até e incluindo nosso próprio tempo, ele foi adaptado para uso em vários contextos de adoração metodistas e relacionados à metodista. De forma mais ampla, agora é concebido como uma composição litúrgica genuína com relevância para toda a Igreja Cristã”. [71]

 

O serviço da aliança, muitas vezes celebrado no primeiro domingo do ano, está no centro da devoção e discipulado dos metodistas e de sua dedicação em trabalhar pela justiça social

 

O serviço da aliança, muitas vezes celebrado no primeiro domingo do ano, está no centro da devoção e discipulado dos metodistas e de sua dedicação em trabalhar pela justiça social. No serviço, a Igreja celebra com alegria a oferta graciosa de Deus de que "Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo".

Esse relacionamento envolve principalmente a vida corporativa da comunidade do povo de Deus. Está preocupado com indivíduos dentro desse grupo”. [72]

 

A Aliança não é um contrato no qual Deus e os seres humanos concordam em fornecer bens e serviços específicos um para o outro!

 

“O que Deus oferece é um relacionamento amoroso. A Aliança não é um contrato no qual Deus e os seres humanos concordam em fornecer bens e serviços específicos um para o outro! Não é algo que temos que fazer para criar um relacionamento com Deus. Deus livre e graciosamente já tornou isso possível.

Em vez disso, a Aliança é o meio de graça pelo qual aceitamos o relacionamento e depois procuramos sustentá-lo. Portanto, não se trata tanto de entrar em um relacionamento com Deus, mas de permanecer nele. Não se trata de adquirir um relacionamento com Deus, mas de viver dentro do relacionamento amoroso que Deus já nos ofereceu”.[73]

 

Em 25 de dezembro de 1747, John Wesley instou fortemente os metodistas a renovarem sua Aliança com Deus

 

“Em 25 de dezembro de 1747, John Wesley instou fortemente os metodistas a renovarem sua Aliança com Deus. Seu primeiro Serviço de Aliança foi realizado na Igreja Francesa em Spitalfields em 11 de agosto de 1755, que ele publicou naquele ano na ‘Biblioteca Cristã’. Wesley publicou isso como um panfleto em 1780, e o formulário foi usado sem alteração por quase um século. Várias modificações foram feitas então, até que um formulário foi preparado que deu ao povo uma participação maior nas devoções. Esse formulário foi agora revivido com profundo senso da importância de um serviço que tem sido uma fonte frutífera de bênçãos para o Metodismo desde 1755.” ~ The Book of Offices, The Methodist Church of Great Britain and Ireland”.[74]

 

somos chamados, é uma vida em Cristo, redimida do pecado por ele, e através dele consagrada a Deus. Pois para esta vida entramos, tendo sido admitidos naquela nova aliança (novo acordo) da qual nosso Senhor Jesus Cristo é mediador, e que ele selou com seu próprio sangue, para que permanecesse para sempre

 

“Amados, a vida cristã, para a qual somos chamados, é uma vida em Cristo, redimida do pecado por ele, e através dele consagrada a Deus. Pois para esta vida entramos, tendo sido admitidos naquela nova aliança (novo acordo) da qual nosso Senhor Jesus Cristo é mediador, e que ele selou com seu próprio sangue, para que permanecesse para sempre. [75]

 

De um lado da aliança está a promessa de Deus de que ele cumprirá em e por meio de nós tudo o que ele declarou em Jesus Cristo, que é o autor e consumador de nossa fé

 

“De um lado da aliança está a promessa de Deus de que ele cumprirá em e por meio de nós tudo o que ele declarou em Jesus Cristo, que é o autor e consumador de nossa fé. E temos certeza de que suas promessas ainda permanecem, pois conhecemos sua bondade e sua graça é provada em nossas vidas dia a dia. Do outro lado da aliança, estamos comprometidos a não viver mais para nós mesmos, mas para aquele que nos amou e se entregou por nós e nos chamou para servi-lo para que os propósitos de sua vinda sejam cumpridos. De tempos em tempos, renovamos nossos votos de consagração, especialmente quando nos reunimos à mesa do Senhor; mas neste dia nos reunimos com um propósito, como gerações de nossos pais e mães se encontraram, para que possamos renovar alegre e solenemente a aliança, que os uniu e nos une a Deus. Lembremo-nos, pois, das misericórdias de Deus e da esperança do seu chamado, examinando-nos a nós mesmos à luz do seu Espírito, para que vejamos onde falhamos ou ficamos aquém na fé e na prática e, considerando tudo o que esta aliança significa, possamos entregar-nos novamente a Deus. [76]

Muitos choraram diante de Deus e muitos foram consolados" (abril de 1756)

 

“Wesley achou o serviço rico e significativo, conforme expresso em seu Diário: "Muitos choraram diante de Deus e muitos foram consolados" (abril de 1756); [77]

 

"Foi, como sempre, uma época de bênçãos notáveis" (outubro de 1765).

"Foi, como sempre, uma época de bênçãos notáveis" (outubro de 1765). "Foi uma ocasião para uma variedade de experiências espirituais ... Não sei se alguma vez tivemos uma bênção maior. Depois disso, muitos desejaram retribuir agradecimentos, seja por um sentimento de perdão, pela salvação completa, ou por uma nova manifestação de Suas graças, curando todas as suas apostasias" (1º de janeiro de 1775). Em Londres, esses serviços eram geralmente realizados no dia de Ano Novo. Em todo o país, o Serviço da Aliança era conduzido sempre que John Wesley visitava as Sociedades Metodistas. [78]

 

Após o tempo de Wesley, várias versões do Serviço do Pacto foram desenvolvidas, gradualmente dando ao material de Wesley menos lugar no serviço total

 

“Após o tempo de Wesley, várias versões do Serviço do Pacto foram desenvolvidas, gradualmente dando ao material de Wesley menos lugar no serviço total. O presente culto segue nosso Padrão Básico de adoração, permite que a congregação participe mais plenamente e atualiza a linguagem. Mais significativo, a liturgia que começa com o Convite é tirada diretamente do serviço de Wesley de 1780”. [79]

 

O coração do serviço, focado na Oração da Aliança, exige que as pessoas se comprometam com Deus. Este pacto é sério e pressupõe uma preparação adequada e uma resposta contínua ao pacto

 

“O coração do serviço, focado na Oração da Aliança, exige que as pessoas se comprometam com Deus. Este pacto é sério e pressupõe uma preparação adequada e uma resposta contínua ao pacto. Os líderes de adoração devem levar a sério a necessidade de preparar a congregação para este culto, possivelmente por meio de sessões de estudo e oração. Os líderes também devem assumir a responsabilidade de ajudar as pessoas a serem fiéis ao pacto, possivelmente por meio de reuniões para disciplina espiritual. O Culto da Aliança é mais comumente realizado na véspera ou no dia de Ano Novo e, portanto, às vezes é chamado de Culto da Noite de Vigília. Historicamente, um culto noturno duraria três horas ou mais, incluindo leituras das Escrituras e canto de hinos. Este Serviço de Aliança também seria apropriado em um dos domingos após a Epifania, durante a Quaresma, em um aniversário da igreja ou durante uma missão de reavivamento ou pregação. Idealmente, o serviço deve ser usado apenas uma vez por ano no mesmo domingo. O vermelho é uma cor apropriada para paramentos e vestimentas. Recomenda-se a todos os adoradores cópias individuais do Serviço do Convênio para que possam assiná-las e guardá-las como lembretes.[80]

 

 

 



[1] Visão geral criada por IA do Google

[2] WESLEY, João. Trechos do Diário de João Wesley. São Paulo: Imprensa Metodista, 1965, p. 21.

[3] James Fowler coloca esse momento na vida de Wesley como a passagem de um estágio da fé. Provavelmente, foi a passagem do estágio da  fé sintético-convencional (Estágios da fé. Ibidem, p.130), para a fé individuativo-reflexiva (Ibidem, p.154), isto é, o “adulto começa a assumir seriamente o encargo da responsabilidade por seus próprios compromissos, estilo de vida, crenças e atitudes” (Ibidem, p.154).

[4] https://holyjoys.org/john-wesleys-salvation-testimony/

[5] http://metodistavilaisabel.org.br/docs/Joao_Wesley_O_Evangelista.pdf

[6] STAPLES, Rob L. John Wesley’s doctrine of the hole Spirit. https://iliff.instructure.com/courses/1439137/files/.../download?.

[7] Ibidem, p. 90. Esta experiência é citada por alguns carismáticos e pentecostais como a experiência do Batismo com  o Espírito Santo ou unção do Espírito . No livro Heróis da Fé está escrito sobre essa experiência: ”Essa unção do Espírito Santo dilatou grandemente os horizontes espirituais de Wesley” (BOYER, Orlando. Heróis da Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 1986, p.68).

[8] https://en.m.wikipedia.org/wiki/Fetter_Lane_Society; Telford, John (1947). A Vida de John Wesley . Londres : The Epworth Press. p. 394. ISBN 0-88019-320-4. pp117.

[9] BUYERS, Paul Eugene. Diário de João Wesley. São Paulo, Imprensa Metodista, 1965, p.95.

[10] http://romans1015.com/tag/fetter-lane-revival/;  John Gillies, Memoirs of the Life of George Whitefield, p.34

[11] Idem.

[13] Idem.

[14] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[15] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[16] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[17] Idem.

[18] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[19] Idem.

[20] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[21] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[22] Idem.

[23] Idem.

[25] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[26] Idem.

[27] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[29] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[30] Idem.

[31] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[32] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[34] Idem.

[35] Idem.

[36] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[37] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[38] Idem.

[39] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[40] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[41] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/21

[42] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/21

[43] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/20

[44] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/20

[45] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/20

[46] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/21

[47] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/21

[48] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/21

[49] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/20

[50] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/20

[51] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/21

[52] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/21

[53] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/21

[54] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/21

[55] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/21

[56] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/21

[57] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/21

[58] https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/21

[61] https://dearbornfirstumc.org/stories/jwcovenant

[62] https://dearbornfirstumc.org/stories/jwcovenant

[63] https://winnemuccaunitedmethodistchurch.org/wwp-content/uploads/2024/01/Renewing-Our-Covenant-with-God.pdf

[64] https://www.bible.com/ events/146417 

[65]https://www.umcdiscipleship.org/blog/covenant-renewal

[66] https://en.wikipedia.org/wiki/Covenant_Renewal_Service

[67] https://en.wikipedia.org/wiki/Covenant_Renewal_Service

[68] https://en.wikipedia.org/wiki/Covenant_Renewal_Service

[69]https://didache.nazarene.org/ /index.php/volume-10-2/821-didache-v10n2-07-covenant-renewal-service-hahn-hardy-lewis/file

[70]https://didache.nazarene.org/ /index.php/volume-10-2/821-didache-v10n2-07-covenant-renewal-service-hahn-hardy-lewis/file

[71]https://didache.nazarene.org/ /index.php/volume-10-2/821-didache-v10n2-07-covenant-renewal-service-hahn-hardy-lewis/file

[72]https://www.methodist.org.uk/about/what-is-distinctive-about-methodism/the-covenant-service/

[73]https://www.methodist.org.uk/about/what-is-distinctive-about-methodism/the-covenant-service/

[74] https://www.spvame.com/uploader/uploads/190106%20SPV%20Bulletin%20-%20Wesley%20Covenant%20Service%20and%20Communion%20Celebration.pdf

[75] https://www.spvame.com/uploader/uploads/190106%20SPV%20Bulletin%20-%20Wesley%20Covenant%20Service%20and%20Communion%20Celebration.pdf

[76] https://www.spvame.com/uploader/uploads/190106%20SPV%20Bulletin%20-%20Wesley%20Covenant%20Service%20and%20Communion%20Celebration.pdf

[77] https://www.ngumc.org/files/fileslibrary/ ministerialservices/bom+documents/candidacy+summit/wesley+covenant+renewal+service.pdf

[78] https://www.ngumc.org/files/fileslibrary/ ministerialservices/bom+documents/candidacy+summit/wesley+covenant+renewal+service.pdf

[79] https://www.ngumc.org/files/fileslibrary/ ministerialservices/bom+documents/candidacy+summit/wesley+covenant+renewal+service.pdf

[80] https://www.ngumc.org/files/fileslibrary/ ministerialservices/bom+documents/candidacy+summit/wesley+covenant+renewal+service.pdf

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