Resgatando a doutrina do Novo
Nascimento
Baseado no diário, notas,
sermões e estudos de Wesley
Odilon Massolar Chaves
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Livros publicados pelo autor: 772
Capa: João Wesley – Print do Youtube
Tradutor: Google
Toda gloria a Deus!
Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia
e História pela Universidade Metodista de São Paulo.
É casado com RoseMary. Tem duas filhas: Liliana e Luciana.
Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século
XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.
Foi editor do jornal oficial metodista e coordenador de Curso de
Teologia.
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Índice
· Introdução
· Destaques dos capítulos do livro
· Novo nascimento: Início da nova
vida
· As principais marcas do Novo
Nascimento
· Nicodemos e o novo nascimento
· O Espírito Santo e o novo
nascimento
· Sinais do novo nascimento no
ministério de Wesley
· Novo Nascimento e a circuncisão
do coração
· As marcas do que é nascido de
Deus
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Introdução
“Resgatando a doutrina do Novo
Nascimento” é um livro de 36 páginas baseado no diário, notas, estudos e
sermões de Wesley.
“Observa-se,
em diversos círculos teológicos e eclesiásticos contemporâneos, uma preocupação
com o decréscimo da centralidade da pregação sobre o novo
nascimento (ou regeneração). Pastores e estudiosos alertam que
essa doutrina vital tem sido, por vezes, substituída por temas voltados à
autoajuda, prosperidade ou moralismo ético”.
É verdade!
Qual foi a última vez que você
ouviu ou pregou sobre o Novo Nascimento, a nova vida em Cristo?
Neste livro, procuramos destacar os estudos e
sermões de Wesley sobre o Novo Nascimento.
Um tema vital para o ser humano e o cristianismo.
O Autor
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Destaques dos capítulos do livro
Novo nascimento: Início da nova vida
Sim, para
John Wesley, o novo nascimento (ou regeneração) é o início da vida
cristã.
Ele
acreditava que o novo nascimento é a obra de Deus no coração e na vida de uma
pessoa, através do Espírito Santo, que a liberta do poder do pecado e a
capacita a viver uma vida de santidade e retidão. Não é meramente uma mudança
de comportamento externo, mas uma transformação espiritual interna fundamental,
necessária para entrar no Reino de Deus e começar uma vida de fé genuína.
Wesley
enfatizava que essa experiência deve ser buscada por todos os cristãos e é um
passo essencial na jornada em direção à santificação completa
(perfeição cristã).[1]
As principais marcas do Novo
Nascimento
Para John Wesley, as principais marcas do novo nascimento
são a Fé Viva em
Jesus Cristo, que leva à Prática
da Justiça e ao Amor incondicional a Deus e ao próximo, resultando em uma vida onde o pecado não reina mais,
mas se manifesta um despertar
dos sentidos espirituais, capacitando o crente a vencer o mundo e
sentir o amor de Deus derramado no coração, buscando a santificação contínua
através dos meios da graça, como a oração e a disciplina eclesiástica.[2]
Nicodemos e o novo nascimento
John Wesley usou o diálogo de Jesus com Nicodemos no
Evangelho de João (João 3:1-15) como a base bíblica fundamental para sua
doutrina do novo
nascimento (ou regeneração espiritual), que ele detalha em
seu influente "Sermão 45: O Novo Nascimento". [3]
O Espírito Santo e o novo nascimento
Para John
Wesley, o Espírito Santo é o agente central do novo
nascimento (regeneração), uma profunda transformação interior onde o
crente, antes espiritualmente morto, é vivificado e passa a viver uma nova vida
em Cristo, marcada pelo amor e pela busca por santidade, sendo o batismo uma
porta para essa graça, mas exigindo crescimento contínuo através dos meios da graça. A experiência não é só um evento, mas o início de uma jornada em direção à perfeição cristã, onde o
Espírito purifica gradualmente o coração e a mente, resultando em evidências
práticas como justiça, amor e vitória sobre o pecado habitual, culminando na
plenitude do amor de Deus. [4]
Sinais do novo nascimento no ministério de Wesley
“Os colisores selvagens e grosseiros de Kingswood foram finalmente
domados pelo metodismo. O fundador do movimento, John Wesley, afirmou em 1769
que os antigos selvagens haviam sido transformados em ‘um povo humano e
hospitaleiro, cheio de amor a Deus e ao homem"
Novo Nascimento e a circuncisão do coração
John
Wesley abordou a "circuncisão do coração" em seus sermões, como o
famoso Sermão 17, descrevendo-a como uma transformação interior profunda operada
pelo Espírito Santo, não uma marca física, que resulta em um estado de alma
renovado, um coração aberto à vontade de Deus e à salvação, e uma vida de
santidade e obediência, fundamental para o metodismo e o cristianismo
autêntico, contrastando com rituais exteriores vazios. [5]
As marcas do que é nascido de Deus
Para John Wesley, as marcas do que é nascido
de Deus são uma transformação
interior profunda operada pelo Espírito Santo, resultando
em uma fé viva que
vence o mundo, um amor
de Deus derramado no coração, a prática da justiça,
o desejo de santidade,
e uma vida de obediência e testemunho (como
amar a Deus acima de tudo, não pecar habitualmente e amar os irmãos),
contrastando com o espírito mundano e focado na salvação de almas. [6]
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Novo
nascimento: Início da nova vida
Sim, para
John Wesley, o novo nascimento (ou regeneração) é o início da vida
cristã.
Ele
acreditava que o novo nascimento é a obra de Deus no coração e na vida de uma
pessoa, através do Espírito Santo, que a liberta do poder do pecado e a
capacita a viver uma vida de santidade e retidão. Não é meramente uma mudança
de comportamento externo, mas uma transformação espiritual interna fundamental,
necessária para entrar no Reino de Deus e começar uma vida de fé genuína.
Wesley
enfatizava que essa experiência deve ser buscada por todos os cristãos e é um
passo essencial na jornada em direção à santificação completa
(perfeição cristã).[7]
Para alcançar o caráter de Cristo. a
perfeição cristã, são necessários a conversão e o novo nascimento. “Nossa
conversão inaugura uma jornada durante a qual estamos sendo transformados na
semelhança de Cristo. Assim, a salvação não é um estado a ser preservado
nem uma apólice de seguro que não requer mais investimento. É o começo de
uma peregrinação com Cristo”.[8]
“Você nasceu em pecado”, disse Wesley,
“portanto, importa nascer de novo’, nascer de Deus. Por natureza, você é
totalmente corrompido; pela graça, será totalmente renovado”.[9]
Temos conversões genuínas, mas vivemos dias
em que as verdadeiras conversões são mais escassas. Talvez por vivermos numa
geração muito tecnológica sem profundidade espiritual, imediatista e que quer
tudo rápido e pronto.[10]
Há mais adesão e atração por determinado tipo de Igreja, de líder espiritual,
de louvor do que um verdadeiro novo nascimento.
Os líderes não podem esperar encontrar o
fruto do Espírito na vida de quem não nasceu de novo!
Jesus disse que “se alguém não nascer de
novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3). Para João Wesley, nascer de novo
não tem nada a ver com o batismo ou mudança exterior, mas é uma “mudança
operada na alma pela influência do Espírito Santo: mudança em todo o modo de
existência, porque, desde o momento em que somos nascidos de Deus, passamos a
viver de maneira totalmente diversa da que éramos antes: entramos por assim
dizer, num mundo diferente”.[11]
Se antes seus sentidos eram bloqueados,
“(...) toda a sua alma é agora sensível às manifestações de Deus (...)”.[12]
Segundo Wesley, o sopro do Espírito penetra naquele que nasceu de novo e
continuamente ele é inspirado pela fé e expirado pelo amor, orações, louvor e
ações de graças. Essas orações, louvor e amor são respirados pela alma que é
verdadeiramente nascida de Deus. Quem nasce de novo tem os olhos do
entendimento abertos e vê o invisível; seus ouvidos estão abertos e ouvem a voz
de Deus; conhece a voz de seu Pastor.
Quem é nascido de Deus recebe sempre na alma
o fôlego da vida comunicado por Deus e a graciosa influência do Seu Espírito.
Ele, “crendo, amando e constantemente percebendo, pela fé, a ação de Deus sobre
seu Espírito, retribui, por uma espécie de reação espiritual, a graça que
recebe, com incessante amor, louvor e oração”.[13]
Wesley afirma que a circuncisão do coração,
ou perfeição cristã, é “um reto estado de alma, mente e espírito renovados à
imagem Daquele que os criou”.[14]
O certo é que, mesmo após o novo nascimento,
a alma ainda tem marcas do pecado e de desgastes. Por isso, Paulo afirma:
“(...) mesmo que o nosso homem exterior (alma) se corrompa, contudo, o nosso
homem interior (espírito) se renova de dia em dia” (2 Co 4.16).
Sim, o Espírito Santo fortalece e testifica:
“(...) vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito
no homem interior” (Ef 3.16). Ele diz ainda: “O próprio Espírito testifica com
o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).
Há uma experiência linda no novo nascimento.
Um mundo novo se abre para nós. Mas não é o bastante.
Para restaurar a natureza humana, Wesley fala
sobre “o método divino de curar a alma, que se encontra enferma”.[15]
Ele diz que somos curados do amor ao mundo em todos os seus aspectos pelo
derramamento do amor de Deus em nossos corações (Rm 5.5). Segundo Wesley, este
é o soberano remédio.
Portanto, o verdadeiro novo nascimento inicia
a cura da alma que está enferma e dá início a uma nova vida.
As principais marcas do Novo Nascimento
Para John Wesley, as
principais marcas do novo nascimento são a Fé Viva em Jesus
Cristo, que leva à Prática
da Justiça e ao Amor incondicional a Deus e ao próximo, resultando em uma vida onde o pecado
não reina mais, mas se manifesta um despertar
dos sentidos espirituais, capacitando o crente a vencer o mundo e
sentir o amor de Deus derramado no coração, buscando a santificação contínua
através dos meios da graça, como a oração e a disciplina eclesiástica.[16]
O
diálogo de Jesus com Nicodemos para Wesley ilustra bem a necessidade de novo
nascimento (João 3.1-21). Wesley
considerava a justificação pela fé e o novo nascimento como as doutrinas
fundamentais do cristianismo.
Ele
disse: “A primeira relacionada com a grande obra que Deus faz por nós, em
perdoando nossos pecados; o último, para a grande obra que Deus faz em nós,
renovando nossa natureza decaída. Na ordem do tempo, nenhum destes é anterior
ao outro: no momento em que somos justificados pela graça de Deus, pela
redenção que está em Jesus, também somos “nascidos do Espírito”.[17]
Mas
quais as principais marcas de alguém que nasceu de novo?
Interpretando
o pensamento de Wesley, o professor Kevin
M. Watson, do Candler School of Theology, Emory
University, EUA, afirma sobre as principais marcas do novo nascimento:
1
- A fé
“A
verdadeira fé viva não é apenas um assentimento, mas uma disposição que Deus
operou no coração de uma pessoa. Um fruto imediato e constante desta fé é o
poder sobre o pecado. Todo aquele que é nascido de Deus não peca. Outro fruto
desta fé viva é a paz. [18]
2
- A esperança
“Esta
esperança implica (1) testemunho de nosso próprio espírito. Andamos em
sinceridade e (2) no testemunho do Espírito. O próprio Espírito testifica com
nosso espírito que somos filhos de Deus”. [19]
3
- O amor
Quem
nasceu de novo “está unido ao Senhor que é "um só espírito". O fruto
necessário deste amor a Deus é o amor ao próximo. [20]
O
amor é derramado em nossos corações pelo Santo Espírito.[21] Ao próximo deve ser ministrado esse
amor, que proporciona ao cristão compromisso social. Segundo Wesley: “Os frutos
necessários desse amor de Deus são o amor a nosso próximo – a toda alma que
Deus criou, não excetuando nossos inimigos (...)”.[22]
Quem
nasceu de novo tem os olhos do seu entendimento abertos. Está pronto para ouvir
o que Deus tem a lhe ensinar.
João
Wesley disse mais. Quem nasceu de novo sente em seu coração “a poderosa
operação do Espírito de Deus’; não em um sentido grosseiro e carnal, já que os
homens do mundo estupidamente e intencionalmente interpretam mal a expressão;
embora tenham sido contados repetidas vezes, não queremos dizer nem mais nem
menos do que isso: Ele sente, é interiormente sensível às graças que o Espírito
de Deus opera em seu coração. Ele sente, tem consciência de uma ‘paz que
ultrapassa todo o entendimento’. Ele muitas vezes sente uma alegria em Deus que
é ‘inexprimível e cheio de glória’. Ele sente “o amor de Deus derramado em seu
coração pelo Espírito Santo que é dado a ele”; e todos os seus sentidos
espirituais são então exercitados para discernir o bem e o mal espirituais.
Pelo uso deles, ele está diariamente aumentando no conhecimento de Deus, de
Jesus Cristo a quem ele enviou e de todas as coisas pertencentes ao seu reino
interior. E agora pode-se dizer que ele vive apropriadamente: Deus o tendo
vivificado pelo seu Espírito, ele está vivo para Deus por meio de Jesus Cristo.
Ele vive uma vida que o mundo não conhece, uma ‘vida que está escondida com
Cristo em Deus’. Deus está respirando continuamente, por assim dizer, na alma;
e sua alma está respirando em Deus. A graça está descendo em seu coração; e
oração e louvor ascendendo ao céu: E por esta relação entre Deus e o homem,
esta comunhão com o Pai e o Filho, como por uma espécie de respiração
espiritual, a vida de Deus na alma é sustentada (...)”.[23]
John Wesley usou o
diálogo de Jesus com Nicodemos no
Evangelho de João (João 3:1-15) como a base bíblica fundamental para sua
doutrina do novo
nascimento (ou regeneração espiritual), que ele detalha em
seu influente "Sermão 45: O Novo Nascimento". [24]
.
João 3
Versículo 1
Nicodemos,
príncipe dos judeus
Apóstolo João escreveu: E havia entre os fariseus um homem, chamado
Nicodemos, príncipe dos judeus.
Este veio a
Jesus de noite
Um governante
- Um dos grandes conselhos.
sabemos que
és mestre vindo de Deus
Apóstolo
João escreveu: Este veio a Jesus de noite e
disse-lhe: Rabi, sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer
estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.
O mesmo veio - Através do desejo; mas de noite - Pela
vergonha: Nós sabemos - Até nós, governantes e fariseus.
aquele que
não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus
Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que aquele que não
nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
Neste
discurso solene, nosso Senhor mostra que nenhuma profissão externa, nenhuma
ordenança cerimonial ou privilégio de nascimento poderia dar direito às bênçãos
do reino do Messias
Jesus respondeu - Que o conhecimento
não te valerá a menos que nasças de novo - Caso contrário, não poderás ver,
isto é, experimentar e desfrutar, seja o reino interior ou o glorioso reino de
Deus.
Neste
discurso solene, nosso Senhor mostra que nenhuma profissão externa, nenhuma
ordenança cerimonial ou privilégio de nascimento poderia dar direito às bênçãos
do reino do Messias: que uma mudança completa de coração e de vida era
necessária para esse propósito: que isso só poderia ser operado no homem pelo
poder onipotente de Deus:
que todo
homem nascido no mundo estava por natureza em estado de pecado, condenação e
miséria: que a livre misericórdia de Deus havia dado seu Filho para libertá-los
disso e ressuscitá-los para uma imortalidade abençoada
que todo
homem nascido no mundo estava por natureza em estado de pecado, condenação e
miséria: que a livre misericórdia de Deus havia dado seu Filho para libertá-los
disso e ressuscitá-los para uma imortalidade abençoada: que toda a humanidade,
gentios e judeus, pudesse compartilhar desses benefícios, obtidos por ele ser
levantado na cruz, e ser recebido pela fé nele: mas que se eles o rejeitassem,
sua condenação eterna e agravada seria a consequência certa.
A menos que um homem nasça de novo
A menos que um homem nasça de novo - Se
o nosso Senhor, por nascer de novo, significa apenas a reforma da vida, em vez
de fazer qualquer nova descoberta, ele só jogou uma grande quantidade de
obscuridade sobre o que era antes claro e óbvio.
Apóstolo
João escreveu que Nicodemos perguntou a Jesus:
Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode ele entrar segunda vez no ventre
de sua mãe e nascer?
Como o
próprio Nicodemos era
Quando ele é velho - Como o próprio
Nicodemos era.
aquele que
não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus
Apóstolo
João escreveu: Respondeu Jesus: Em verdade, em
verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar
no reino de Deus.
A menos que um homem nasça da água e do Espírito - A menos que ele experimente essa grande mudança interior pelo
Espírito, e seja batizado (onde quer que o batismo possa ser feito) como o
sinal externo e os meios dele.
o que é
nascido do Espírito é espírito
Aquilo que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é
espírito, apóstolo João escreveu.
O que é nascido da carne é carne -
Mera carne, vazia do Espírito, sim, em inimizade com ele; E o que é nascido do
Espírito é espírito - É espiritual, celestial, divino, como seu Autor.
É
necessário que nasçais de novo
Apóstolo
João escreveu: Não vos maravilheis de que eu te
disse: É necessário que nasçais de novo.
Nascer de
novo, é ser interiormente mudado de toda pecaminosidade para toda santidade
Vós deveis nascer de novo - Nascer de novo, é ser interiormente mudado de toda
pecaminosidade para toda santidade. É apropriadamente assim chamado, porque
uma mudança tão grande passa para a alma quanto para o corpo quando nasce no
mundo.
assim é
todo aquele que é nascido do Espírito
Citando Jesus, o apóstolo João escreveu: O vento sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas
não sabes de onde vem, e para onde vai: assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
Comentários
de Wesley:
O vento sopra - De acordo com sua própria natureza,
não a tua vontade, e tu ouves o som do mesmo - Tu tens certeza de que sopra,
mas não podes explicar a maneira particular de sua ação.
Assim é todo aquele que é nascido do Espírito - O fato é claro, a maneira de suas operações inexplicável.
Em verdade,
em verdade te digo
Citando
Jesus, o apóstolo João escreveu: Em verdade, em
verdade te digo: Falamos que sabemos e testificamos que vimos; e não recebeis o
nosso testemunho.
Falamos o que sabemos - eu
e todos os que acreditam em mim.
como
crereis, se eu vos falar das coisas celestiais?
Citando Jesus,
o apóstolo João escreveu: Se eu vos disse coisas
terrenas, e vós não credes, como crereis, se eu vos falar das coisas
celestiais?
Comentários
de Wesley
Coisas terrenas - Coisas feitas na
terra; como o novo nascimento e os privilégios atuais dos filhos de Deus.
Coisas celestiais - Como a eternidade do
Filho e a unidade do Pai, Filho e Espírito.
E ninguém
subiu ao céu, senão aquele que desceu do céu
E ninguém subiu ao céu, senão aquele que desceu do
céu, o Filho do homem que está nos
céus, escreveu o apóstolo João.
Por ninguém - Pois aqui você deve confiar no meu
único testemunho, enquanto lá você tem uma nuvem de testemunhas: subiu ao céu,
mas aquele que desceu do céu, disse Wesley.
Portanto,
ele é onipresente; caso contrário, ele não poderia estar no céu e na terra ao
mesmo tempo
Comentou
Wesley: Quem está no céu -
Portanto, ele é onipresente; caso contrário, ele não poderia estar no céu e na
terra ao mesmo tempo. Este é um exemplo claro do que geralmente é chamado de
comunicação de propriedades entre a natureza divina e humana; pelo que o que é
próprio da natureza divina é falado a respeito do humano, e o que é próprio do
humano é, como aqui, falado do divino.
assim
importa que o Filho do homem seja levantado
Citando
Jesus, o apóstolo João escreveu: E como Moisés
levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja
levantado.
E como Moisés - E mesmo esta única testemunha em breve
será tirada de você; sim, e da maneira mais ignominiosa. Números 21:8-9, disse Wesley.
todo aquele
que nele crê
Citando
Jesus, o apóstolo João completou: para que todo
aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Disse
Wesley: Que todo aquele que –
Ele deve ser levantado, para que assim ele possa comprar a salvação para todos
os crentes: todos aqueles que olham para ele pela fé recuperam a saúde
espiritual, assim como todos os que olharam para aquela serpente recuperaram a
saúde corporal.
Porque Deus
amou o mundo de tal maneira
O apóstolo João escreveu: Porque Deus
amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna.
Comentários
de Wesley:
sim, e esse
foi o próprio desígnio do amor de Deus ao enviá-lo ao mundo.
Todo aquele que crê nele - Com
aquela fé que opera pelo amor, e retém firme o início de sua confiança firme
até o fim.
Deus amou o mundo de tal maneira - Ou
seja, todos os homens debaixo do céu; mesmo aqueles que desprezam seu amor e,
por essa causa, finalmente perecerão. Caso contrário, não acreditar não seria
pecado para eles. Pois em que eles deveriam acreditar? Deveriam crer que Cristo
foi dado por eles? Então ele foi dado por eles.
Ele deu seu único Filho -
Verdadeira e seriamente. E o Filho de Deus se entregou, Gálatas 4:4, verdadeira e seriamente.
mas para
que o mundo seja salvo por meio dele
Escreveu
João: Porque Deus enviou seu Filho ao mundo para
condenar o mundo; mas para que o mundo seja salvo por meio dele.
Deus não enviou seu Filho ao
mundo para condenar o mundo - Embora muitos o
acusem disso, afirmou Wesley.
Quem nele
crê não é condenado
Citando
Jesus, o apóstolo João escreveu: Quem nele crê
não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no nome do
Filho unigênito de Deus.
Aquele que crê nele não é condenado - É
absolvido, é justificado diante de Deus, disse Wesley.
O nome do
Filho unigênito de Deus
O nome do Filho unigênito de Deus - O nome de uma pessoa é muitas vezes colocado para a própria pessoa.
Mas talvez seja mais sugerido nessa expressão, que a pessoa mencionada é grande
e magnífica. E, portanto, é geralmente usado para expressar Deus Pai ou Filho,
explicou Wesley.
amaram mais
as trevas do que a luz
O apóstolo
João escreveu: E esta é a condenação: que a luz
veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas
obras eram más.
Esta é a condenação - isto é, a causa
disso. Portanto, Deus é claro, afirmou Wesley.
Citando
Jesus, o apóstolo João escreveu: Mas aquele que
pratica a verdade vem para a luz, para que as suas obras se manifestem, para
que sejam realizadas em Deus.
Aquele que
pratica a verdade (isto é, a verdadeira religião) vem para a luz - Assim fez
até Nicodemos, depois.
São forjados em Deus - Isto é, na luz,
poder e amor de Deus.[25]
O Espírito
Santo e o novo nascimento
Para John Wesley, o Espírito Santo é
o agente central do novo nascimento (regeneração), uma
profunda transformação interior onde o crente, antes espiritualmente morto, é
vivificado e passa a viver uma nova vida em Cristo, marcada pelo amor e pela
busca por santidade, sendo o batismo uma porta para essa graça, mas exigindo
crescimento contínuo através dos meios da graça. A experiência não é
só um evento, mas o início de uma
jornada em direção à perfeição cristã, onde o Espírito purifica gradualmente o
coração e a mente, resultando em evidências práticas como justiça, amor e
vitória sobre o pecado habitual, culminando na plenitude do amor de Deus. [26]
Pessoas salvas de dentro e de fora do pecado
“Provas vivas do poder de fé; pessoas salvas de
dentro e de fora do pecado, pelo ‘amor de Deus derramado em seus corações"
Em
1738, na viagem à Alemanha para se encontrar com os moravianos, Wesley disse:
“E aqui eu me deparei continuamente com o que busquei, a saber, provas vivas do
poder de fé; pessoas salvas de dentro e de fora do pecado, pelo ‘amor de Deus
derramado em seus corações’; e de toda dúvida e medo, pelo testemunho
permanente do ‘Espírito Santo que lhes foi dado". [27]
A
razão assistida pelo Espírito Santo
“A
razão que, assistida pelo Espírito Santo, nos capacita”
Wesley
pergunta: “Não é a razão que, assistida pelo Espírito Santo, nos capacita a
entender o que as Sagradas Escrituras declaram a respeito do ser e dos
atributos de Deus? Da sua eternidade e imensidade, do seu poder, sabedoria e
santidade? É pela razão que Deus nos capacita, até certo ponto, a
compreendermos o seu método de tratar com os filhos dos homens, a natureza de
suas várias dispensações - da velha e da nova, da lei e do evangelho. É por
esta que nós entendemos (o seu Espírito abrindo e iluminando os olhos do nosso
entendimento) que não nos devemos arrepender de nos termos arrependido, que é
pela fé que somos salvos, quais são a natureza e a condição da justificação e
quais são os seus frutos imediatos e subsequentes. Pela razão aprendemos o que
é o novo nascimento sem o qual não podemos entrar no reino do céu, e a
santidade sem a qual nenhum homem verá o Senhor. Pelo uso devido da razão, nós
chegamos a conhecer os elementos implícitos na santidade interior e o que
significa ser santo exteriormente - santo em toda conversação; em outras
palavras: qual é a mente que houve em Cristo e o que é andar como Cristo
andou”.[28]
Ponto
de maior importância
“É
o Espírito Santo que nos guia em toda verdade e santidade”
Wesley
disse que “não pode haver ponto de maior importância para ele que sabia que é o
Espírito Santo que nos guia em toda verdade e santidade do que considerar com
que sentimento da alma nos certificamos da sua divina presença de maneira que
não o afastemos de nós nem o desapontemos nos seus objetivos graciosos que
constituem a finalidade da sua habitação conosco, o qual não é diversão para
nosso entendimento, mas conversão e completa santificação do nos so coração e
da nossa vida”. [29]
Como
saber?
“Todo
o homem para crer para salvação, precisa receber o Espírito Santo”
“O
autor da fé e da salvação é só Deus”, explicou Wesley. “É ele que opera em nós
o querer e o fazer. É o único doador de todo dom perfeito e o único autor de
toda a boa obra. Não há mais poder do que mérito no homem; mas como todo mérito
está no Filho de Deus pelo que Ele fez e sofreu por nós, assim todo o poder
está no Espírito de Deus. Portanto, todo o homem para crer para salvação,
precisa receber o Espírito Santo. É isto essencialmente necessário a todo
cristão, não para que opere milagres, mas para fé, paz, alegria e amor - os
frutos comuns do Espírito. Embora nenhum homem na terra possa explicar o modo
particular pelo qual o Espírito de Deus opera em nossa alma, contudo todo
aquele que tiver estes frutos sabe e sente que Deus operou-os em seu coração. [30]
“Por
esses mesmos frutos distinguirei a voz de Deus de qualquer engano do Diabo”
Wesley
diz mais: “Por esses mesmos frutos distinguirei a voz de Deus de qualquer
engano do Diabo. Aquele espírito orgulhoso não pode humilhar-me diante de Deus.
Ele, também, não pode abrandar o meu coração e fazê-lo aborrecer-se contra Deus
e do meu amor filial. Não é o adversário de Deus e do homem que me capacita a
amar o meu vizinho ou o que me dá mansidão, benignidade, paciência, temperança
e toda a armadura de Deus. Ele não está dividido contra si mesmo nem é
destruidor do pecado - a sua própria obra. Somente o filho de Deus veio
"para destruir as obras do diabo". Assim como certamente a santidade
é de Deus e o pecado é obra do diabo, assim o testemunho que tenho em mim mesmo
não é de Satanás, mas de Deus”.
[31]
O
Espírito Santo nos prepara
“O
Espírito Santo nos prepara para o seu reino interior”
Wesley
ensinou que o “Espírito Santo nos prepara para o seu reino interior removendo o
véu de nosso coração e capacitando-nos a conhecermos-nos a nós mesmos como
somos conhecidos por Ele, ‘convencendo-nos do pecado’, da nossa má natureza,
dos nossos maus sentimentos, das nossas más palavras e ações e de tudo que
participa da corrupção do nosso coração do qual promanam. Ele, então, nos
convence do deserto dos nossos pecados”.
[32]
Sinais do novo nascimento no ministério de Wesley
“Os colisores selvagens e grosseiros de Kingswood
foram finalmente domados pelo metodismo. O fundador do movimento, John Wesley,
afirmou em 1769 que os antigos selvagens haviam sido transformados em ‘um povo
humano e hospitaleiro, cheio de amor a Deus e ao homem"
Na terça-feira, 27 de
novembro de 1738, após um pedido, Wesley faz um relato do que havia acontecido
em Kingswood:
“Na primavera, ele fez
isso”, [33]
escreveu Wesley.
“E como havia milhares que não recorriam a nenhum lugar de culto
público, ele foi atrás deles em seu próprio deserto”
“E como havia milhares que
não recorriam a nenhum lugar de culto público, ele foi atrás deles em seu
próprio deserto, "para buscar e salvar o que estava perdido". Quando
ele foi chamado, outros entraram ‘nas estradas e sebes, para obrigá-los a entrar’.
E, pela graça de Deus, seu trabalho não foi em vão”, [34]escreveu
Wesley.
“O cenário já mudou. Kingswood não ressoa agora, como há um ano, com
xingamentos e blasfêmias”
“O cenário já mudou.
Kingswood não ressoa agora, como há um ano, com xingamentos e blasfêmias. Não
está mais cheio de embriaguez e impureza e os desvios ociosos que naturalmente
levam a isso. Não está mais cheia de guerras e lutas, de clamor e amargura, de
ira e invejas. Paz e amor estão lá. Grande número de pessoas é suave, gentil e
fácil de ser suplicado. Eles ‘não choram, nem se esforçam’; e dificilmente a
sua ‘voz é ouvida nas ruas’; ou, na verdade, na sua própria madeira; a não ser
quando estiverem em seu habitual desvio noturno - cantando louvor a Deus, seu
Salvador”,[35]
escreveu Wesley.
No
domingo, dia 9 de agosto de 1739, Wesley pregou “a cerca de dez mil em
Moorfields, o que eles devem fazer para serem salvos”.[36]
Na
quarta, dia 12 de setembro de 1739. À noite, em Fetter-lane, Wesley descreveu a
vida de fé, e muitos dos se “descobriram que não eram mais do que bebês
recém-nascidos”[37].
Às quatro horas, de 4 de
setembro de 1739, Carlos Wesley escreveu:
“Preguei na escola em Kingswood, para alguns
milhares, (principalmente colisores), e cumpri as promessas, de Isaías xxxv.:
"O deserto e o lugar solitário se alegrarão por eles; e o deserto se
alegrará, e florescerá como a rosa." Eu triunfei na misericórdia de Deus
para com esses pobres párias (pois ele os chamou de um povo que não era um
povo) e na realização dessa escritura: "Então os olhos dos cegos serão
abertos, e os ouvidos dos surdos serão ininterruptos; então o coxo saltará como
um cervo, e a língua do mudo cantará; porque no deserto irromperão águas, e
riachos no deserto",[38]
disse Carlos.
“Oh, quão alegremente os pobres recebem o Evangelho”
“Oh, quão alegremente os
pobres recebem o Evangelho: Nós mal sabíamos como nos separar. Assim que eu
comecei no salão de Weaver, o diabo colocou sua garganta em Benjamin Eutter. Eu
peguei isso ocasião para convencer os ouvintes do pecado; do próprio pecado
daquele pobre réprobo. O capítulo exposto foi Rom. A Deus seja toda a glória
que falei de forma convincente”, [39]
disse Carlos.
“Os colisores selvagens e
grosseiros de Kingswood foram finalmente domados pelo metodismo. O fundador do
movimento, John Wesley, afirmou em 1769 que os antigos selvagens haviam sido
transformados em "um povo humano e hospitaleiro, cheio de amor a Deus e ao
homem".[40]
“Seu diário é uma exposição viva de homens e mulheres cujas
vidas haviam sido renovadas pelo evangelho. Nele há o relato de um barbeiro que
passou doze meses sem beber, embora tenha sido "um dos bêbados mais
conhecidos de toda a cidade" até encontrar-se com Wesley. Há um tropeiro a
caminho do prostíbulo que, convidado por um metodista para participar de um
culto de vigília, sai de lá se regozijando no caminho estreito. Há um esposo
que testifica que os metodistas silenciaram a língua rabugenta de sua esposa.
Há uma pobre alma desesperada, afastada do suicídio. Não é de se admirar que
este tipo de religião, capaz de operar tais milagres morais, tenha se espalhado
pela Inglaterra”.[41]
Em 8 de março de 1781, Wesley registrou essa
mudança em Burslem: “Voltei para Burslem. Como toda a face deste país muda em
cerca de vinte Anos! Desde então, os habitantes têm fluído continuamente de
todos os lados. Por isso, o deserto está literalmente se tornando um campo
fecundo. Casas Surgiram: aldeias, vilas, e o país não melhorou mais do que o
povo. A palavra de Deus teve curso livre entre eles; Pecadores são diariamente
despertados e convertidos a Deus, e os crentes crescem no conhecimento de Cristo.
À noite a casa encheu-se de gente, e com a presença de Deus. Isso me obrigou a
estender o serviço muito mais tempo do que estou acostumado a fazer."[42]
Novo Nascimento e a circuncisão do coração
John Wesley abordou a
"circuncisão do coração" em seus sermões, como o famoso Sermão 17,
descrevendo-a como uma transformação interior profunda operada pelo Espírito
Santo, não uma marca física, que resulta em um estado de alma renovado, um
coração aberto à vontade de Deus e à salvação, e uma vida de santidade e
obediência, fundamental para o metodismo e o cristianismo autêntico,
contrastando com rituais exteriores vazios. [43]
“Circuncisão é a do coração, no espírito, e
não na letra” (Rm 2.29; Fp 3.3; Cl 2.11-15).
Circuncisão
do coração é outro nome para perfeição cristã.
A
santificação se inicia no momento em que a pessoa é justificada. a regeneração,
o novo nascimento não é o mesmo que santidade. o novo nascimento é o começo da
santificação.
“Em seu sermão
'O Novo Nascimento' ... João Wesley três frases para marcar essas dimensões de
ser criado à imagem de Deus: imagem natural (somos seres
humanos espirituais com liberdade de vontade); imagem política (somos
governantes do mundo criado e nos relacionamos com os outros); e imagem
moral (pretendemos ser santos e justos).
Esta imagem
perfeita, este reflexo ininterrupto de Deus, foi destruída pelo pecado
humano. Foi necessária a perfeição de Jesus Cristo para restaurar a imagem”.[44]
Wesley
pregou o sermão “Circuncisão do coração” na Universidade de Oxford. Começa
dizendo que o homem sensato que prega os deveres essenciais do Cristianismo
corre o risco de ser tido como divulgador de doutrinas novas. As pessoas vivem
tão distantes das verdades, amam mais o mundo do que a Deus, que acham que as
mensagens são coisas estranhas.
Ele diz que
a circuncisão do coração, as marcas do verdadeiro cristão não “são nem a
circuncisão exterior, ou o batismo, ou qualquer outra forma externa, mas um
reto estado de alma, a mente e o espírito renovados à imagem daquele que os
criou”.
Em que
consiste a circuncisão do coração?
É o que se
chama nas escrituras de santidade, que implica em purificação de pecados e, em
conseqüência, o cristão passa a ser “dotado das virtudes que também havia em
Cristo Jesus; ser renovado no espírito de sua mente, de modo a ser perfeito
como nosso Pai celestial é perfeito”.
“A circuncisão implica em humildade, fé,
esperança e caridade.”
A humildade
é uma justa apreciação de nós mesmos. Ela purifica nossas mentes do alto
conceito, “da indevida opinião acerca de nossas capacidades e talentos, que é
genuíno fruto da natureza corrompida.”
“Convence-nos de que somos, por natureza,
mesmo em nossa melhor condição, pecado e vaidade; que a confusão, a ignorância
e o erro reinam em nosso entendimento; que as paixões irracionais, terrenas,
sensuais e diabólicas usurpam o domínio de nossa vontade.”
Sabemos que
não podemos nos auxiliar, que sem o Espírito Santo nada podemos fazer, nem
nutrir um bom pensamento.
Pela
humildade conhecemo-nos a nós mesmos, por isso, não desejamos o aplauso que
sabemos não merecer.
“Esta é
aquela humildade de mente que aprenderam de Cristo, seguindo seu exemplo e
marchando em suas pegadas.” E esse conhecimento da enfermidade e a cura das
enfermidades (orgulho e vaidade) nos levam a abraçar a fé, que é a
segunda coisa que se inclui na circuncisão do coração.
Mas essa
deve ser uma fé poderosa em Deus, que derruba fortalezas, destrói preconceitos
e todos os costumes e hábitos ruins, bem como toda sabedoria do mundo.
Pela
circuncisão do coração, os olhos do entendimento são iluminados e vemos a nossa
vocação: glorificar a Deus, que nos comprou por preço elevado.
Essa fé é o
fundamento inabalável de tudo quanto Deus revelou nas Escrituras, mas é também
“a revelação de Cristo em nosso coração; uma divina evidência ou convicção de
Seu amor; Seu livre espontâneo amor a mim, pecador; uma segura confiança em Sua
misericórdia perdoadora operando em nós pelo Espírito Santo; uma confiança pela
qual todo verdadeiro crente é habilitado a dar este testemunho: 'Sei que meu
Remidor vive', que tenho um 'Advogado junto ao Pai' e que 'Jesus Cristo, o
Justo', é meu Senhor e a 'propiciação pelos meus pecados'; sei que Ele 'me amou
e entregou-se a si mesmo por mim'; que Ele me reconciliou com Deus e 'tenho
redenção pelo sangue e o perdão de pecados”.
Essa fé
liberta do jugo do pecado e purifica a consciência de obras mortas. Fortalece
de tal modo que não mais somos constrangidos a obedecer ao pecado, mas nos
entregarmos inteiramente a Deus.
A outra
qualidade em que implica a circuncisão do coração é a esperança. O Espírito
testifica no nosso próprio espírito de que somos filhos e filhas de Deus.
É o Espírito
quem “dá uma viva expectação de receber das mãos de Deus todas as boas dádivas,
uma jubilosa expectativa daquela coroa de glória que lhes está reservada nos
céus. Por essa âncora, o cristão se guarda firme em meio das ondas tempestuosas
do mundo, sendo libertado do perigo de lançar-se contra uma destas escolhas
fatais; a presunção ou o desespero”.
Não
desanima em face da inconcebível severidade de seu Senhor, nem considera que as
adversidades da carreira que lhe está proposta sejam maiores do que as suas
forças lhe permitam vencer.
Se desejas
ser perfeito, junte às virtudes citadas, a prática do amor “e aí tens a
circuncisão do coração”.
“O amor
resume em si todos os mandamentos. Nele está a perfeição, a glória e a
felicidade. A lei real dos céus e da terra é esta: 'Amarás o Senhor teu Deus de
todo o coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua mente, e de toda a tua
força.”
Wesley diz
algo importante: “Não que esse mandamento nos proíba de ter amor a outro objeto
além de Deus: implica, ao revés, em que amemos também a nosso irmão. Nem proíbe
(como alguns têm a extravagância de imaginar) que tenhamos prazer em qualquer
coisa, exceto em Deus”.
O que o
Senhor diz é que devemos amar a Deus como único Senhor. Não devemos ter outros
deuses diante de nós. Uma só coisa desejarás: gozar daquele que é Tudo em todas
as coisas. Um único objetivo terás: perseverar até o fim no gozo de Deus, no
tempo e na eternidade. “Seja o que for que desejas ou temas, que procures ou
evites, penses, fales ou faças - nisso palpite como alvo tua felicidade em Deus, o Fim único e a Fonte de teu ser.”
A procura
da felicidade nas coisas do mundo gratifica o desejo da carne.
Wesley
passa a mencionar as reflexões que fez sobre o significado da circuncisão do
coração: “Ninguém possui credenciais que
o habilitem a agradar a Deus, a não ser que seu coração seja circuncidado pela
humildade; a não ser que se faça pequenino, baixo e vil a seus próprios olhos
(...), a não ser que continuamente sinta no íntimo de sua alma que, sem o
Espírito Santo, repousando sobre si, não pode pensar, nem desejar, nem falar,
nem realizar nenhum bem, ou coisa que seja agradável à vista de Deus.”
Outra
verdade - diz Wesley - “é que ninguém obterá a honra que vem de Deus enquanto
seu coração não for circuncidado pela fé, uma fé de operação divina”.
Uma fé que
dirija todos os passos, que “guie todos
os seus desejos, desígnios e pensamentos, todas as suas ações e conversações,
como quem penetrou através do véu, para além do qual Jesus se assenta à mão
direita de Deus”.
Em terceiro
lugar, “ninguém é verdadeiramente conduzido pelo Espírito, a não ser que o
Espírito testifique com seu espírito, que ele é filho de Deus”.
Wesley
adverte que é errado ensinar que servindo a Deus não devemos ter em vista a
nossa própria felicidade. Ao contrário, diz ele, somos chamados por Deus a
atentarmos para a recompensa da retribuição; a contrastar o sofrimento com a
alegria colocada dentro de nós. Estamos na esperança de uma herança
incorruptível.
Por fim,
Wesley fala do amor que suprime toda a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a
vaidade da vida e nos leva unicamente a agradar a Deus e a amar ao próximo.
Diz ele:
“Eis, pois, aí a súmula da lei perfeita; esta é a verdadeira circuncisão do
coração”. Diz mais: “Que o homem se ofereça continuamente a Deus através de
Cristo, em chamas de vivo amor”.
Ele conclui
dizendo: “Que tua alma se encha tão completamente de seu amor, que não ames a
qualquer outra coisa senão por amor dele”. Assim teremos a mente que houve em
Cristo.[45]
As marcas do que é nascido de Deus
Para
John Wesley, as marcas do que é nascido de Deus são uma transformação interior profunda operada
pelo Espírito Santo, resultando em uma fé viva que vence o mundo, um amor de Deus derramado no coração,
a prática da justiça,
o desejo de santidade,
e uma vida de obediência e testemunho (como
amar a Deus acima de tudo, não pecar habitualmente e amar os irmãos),
contrastando com o espírito mundano e focado na salvação de almas. [46]
Wesley pregou o sermão “O quase
cristão” em St. Mary's, Oxford, perante
a Universidade, em 25 de julho de 1741, na Inglaterra.
O texto bíblico base foi: "Quase me persuade a ser cristão" (Atos 26.28).
Depois de considerações sobre
práticas que parecem indicar quer a pessoa é cristão, Wesley coloca três marcas
que indicam verdadeiramente que uma pessoa é cristã.
A primeira é amar a Deus.
Wesley afirma: “Se for
perguntado: "O que mais do que isso está implícito em ser totalmente
cristão?" Eu respondo primeiro, o amor de Deus. Pois assim diz sua
palavra: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua
alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças". [47]
A segunda é amar ao próximo.
“A segunda coisa implícita em
ser totalmente cristão é o amor ao próximo. Pois assim disse nosso
Senhor nas seguintes palavras: "Amarás o teu próximo como a ti
mesmo", [48] lembra
Wesley.
A terceira coisa implícita é que
“Todo aquele que crê é nascido de Deus”.
Todo aquele
que crê é nascido de Deus
"A todos quantos o
receberam, deu-lhe o poder de se tornarem filhos de Deus. até mesmo para
aqueles que creem em seu nome."
Em terceiro lugar, Wesley diz:
“Há ainda mais uma coisa que pode ser considerada separadamente, embora não
possa realmente ser separada da anterior, que está implícita em ser totalmente
cristão; e essa é a base de tudo, até mesmo da fé. Coisas muito excelentes
são ditas sobre isso em todos os oráculos de Deus. "Todo aquele que crê é
nascido de Deus", diz o discípulo amado. "A todos quantos o
receberam, deu-lhe o poder de se tornarem filhos de Deus. até mesmo para
aqueles que creem em seu nome." E "esta é a vitória que vence o
mundo, a nossa fé". sim, o próprio nosso Senhor declara: "Quem crê no
Filho tem a vida eterna; e não entra em condenação, mas passou da morte para a
vida."
"Deve-se diligentemente
notar que a fé que não produz arrependimento, amor e todas as boas obras não é
aquela fé viva e correta, mas morta e diabólica”
“Mas aqui que nenhum homem
engane sua própria alma. "Deve-se diligentemente notar que a fé que não
produz arrependimento, amor e todas as boas obras não é aquela fé viva e
correta, mas morta e diabólica”, diz Wesley. “Pois, até os demônios acreditam
que Cristo nasceu de uma virgem: que ele operou todos os tipos de milagres,
declarando-se verdadeiro Deus: que, por nossa causa, ele sofreu uma morte muito
dolorosa, para nos redimir da morte eterna; que ressuscitou ao terceiro dia:
que subiu ao céu, e está assentado à direita do Pai, e na consumação dos
séculos virá outra vez para julgar tanto os vivos como os mortos”.
“Esses artigos de nossa fé os
demônios acreditam, e assim eles acreditam em tudo o que está escrito no Antigo
e no Novo Testamento. E, no entanto, apesar de toda essa fé, eles são apenas
demônios”
“Esses artigos de nossa fé os
demônios acreditam, e assim eles acreditam em tudo o que está escrito no Antigo
e no Novo Testamento”, diz Wesley. “E, no entanto, apesar de toda essa fé, eles
são apenas demônios. Eles permanecem ainda em seu estado condenável, sem a
verdadeira fé cristã. [Homilia sobre a Salvação do Homem”.
A fé cristã correta e verdadeira
é...
"A
fé cristã correta e verdadeira é" (para continuar com as palavras de
nossa própria Igreja), "não apenas acreditar que a Sagrada Escritura e os
Artigos de nossa Fé são verdadeiros, mas também ter uma confiança segura e
confiança para ser salvo da condenação eterna por Cristo”, diz Wesley. “É uma
confiança segura que um homem tem em Deus, que, pelos méritos de Cristo, seus
pecados são perdoados e ele se reconcilia com o favor de Deus; do qual segue um
coração amoroso, para obedecer aos seus mandamentos”.
A fé que
purifica o coração
“Agora, quem tem essa fé, que
"purifica o coração" (pelo poder de Deus, que nele habita) do
"orgulho, ira, desejo, de toda injustiça" de "toda imundícia de
carne e espírito;" que o enche de amor mais forte que a morte, tanto para
Deus quanto para toda a humanidade”, diz Wesley;
“Quem tem essa fé operando assim
pelo amor não é quase apenas, mas
completamente, um cristão”
E Wesley continua: “Amor que faz
as obras de Deus, gloriando-se de gastar e ser gasto por todos os homens, e que
suporta com alegria, não apenas o opróbrio de Cristo, o ser escarnecido,
desprezado e odiado por todos os homens, mas tudo o que a sabedoria de Deus
permite que a malícia dos homens ou demônios infliga, - quem tem essa fé
operando assim pelo amor não é quase apenas,
mas completamente, um cristão”. [49]
[1]
Visão geral criada por IA do Google
[2]
Visão geral criada por IA do Google
[3]
Visão geral criada por IA do Google
[4] Visão geral criada por IA do Google
[5] Visão geral criada por IA do Google
[6]
Visão geral criada por IA do Google
[7] Visão geral criada por IA do Google
[8]
https://www.salvationist.org/extranet_main.nsf/vw_sublinks/8E93913570C2699B80256F16006D3C6F?openDocument
[9] WESLEY,
João. Sermões. Imprensa Metodista, SP, volume 1, 1994, p.37.
[10] As
últimas gerações são chamadas de Geração X, Geração Y, Geração Z, Geração
Alpha, etc muito ligadas às redes sociais. http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Geracao_X_Geracao_Y_Geracao_Z.htm
[11] WESLEY, John. Sermões de Wesley. Segundo
volume, São Bernardo do Campo, SP, Imprensa Metodista, 1981, p.388.
[12] Idem, p.
390.
[13] Idem, p.
392.
[14] WESLEY,
João . Vol. I, p. 351.
[15] WESLEY,
João. Vol. II, op. cit. p. 375.
[16] Visão geral criada por IA do Google
[17]
https://www.hopefaithprayer.com/salvationnew/the-new-birth-john-wesley/
[18] Kevin M. Watson é professor no Candler School of Theology, Emory
University. https://kevinmwatson.com/2020/08/18/john-wesleys-sermon-the-marks-of-the-new-birth-a-brief-summary/
[19] Kevin M. Watson é professor no Candler School of Theology, Emory
University. https://kevinmwatson.com/2020/08/18/john-wesleys-sermon-the-marks-of-the-new-birth-a-brief-summary/
[20] Kevin M. Watson é professor no Candler School of Theology, Emory
University. https://kevinmwatson.com/2020/08/18/john-wesleys-sermon-the-marks-of-the-new-birth-a-brief-summary/
[21] WESLEY,
João. Sermões de Wesley. 1 v., p.376.
[22] WESLEY,
João. Sermões de Wesley. 1 v.,
p.376.
[23] Kevin M. Watson é professor no
Candler School of Theology, Emory University. https://kevinmwatson.com/2020/08/18/john-wesleys-sermon-the-marks-of-the-new-birth-a-brief-summary/
[24] Visão geral criada por IA do Google
[25] https://www.studylight.org/NicodemusComentários/Eng/Wen/john-3.html.
[26] Visão
geral criada por IA do Google
[27] Wesley,
seu próprio historiador.
https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley,
seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870
[28] BURTNER,
Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São
Paulo: Imprensa Metodista, 1960. IV O Espírito Santo.
[29] BURTNER,
Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São
Paulo: Imprensa Metodista, 1960. IV O Espírito Santo.
[30] BURTNER,
Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São
Paulo: Imprensa Metodista, 1960. IV O Espírito Santo.
[31] BURTNER,
Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São
Paulo: Imprensa Metodista, 1960. IV O Espírito Santo.
[32] BURTNER,
Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. JGEC. São
Paulo: Imprensa Metodista, 1960. IV O Espírito Santo.
[33]A Revista de John
Wesley, Editado por Percy Livingstone
Parker, Chicagomoody Press, 1951, CHICAGO, MOODY PRESS. Op.cit.
[34] Idem.
[35]A Revista de John Wesley, Editado
por Percy Livingstone Parker,
Chicagomoody Press, 1951, op.cit.
[36] Idem.
[37] Idem.
[40]https://www.jdwetherspoon.com/pub-histories/england/bristol/the-kingswood-colliers-kingswood
[41]
http://metodistavilaisabel.org.br/docs/Joao_Wesley_O_Evangelista.pdf
[42]
http://www.thepotteries.org/borough/010_wesley.htm
[43] Visão
geral criada por IA do Google
[44]https://www.umc.org/en/content/ask-the-umc-what-is-meant-by-the-term-image-of-god. Este
conteúdo foi produzido por Ask The UMC, um ministério das Comunicações
Metodistas Unidos.
[45] Para um
melhor entendimento, leia todo sermão em Sermões de Wesley, volume I, entre as
páginas 350 e 362. WESLEY, Sermões de Wesley. Tradutor Nicodemus Nunes. São
Paulo: Imprensa metodista, 1953.
[46] Visão
geral criada por IA do Google
[47] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2661&t=feat - Capela de Wesley e Missão
Leysian 49 City Road, Londres EC1Y 1AU – The Museum of Methodism & John
Wesley’s Housed=
[48] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2661&t=feat - Capela de Wesley e Missão
Leysian 49 City Road, Londres EC1Y 1AU – The Museum of Methodism & John
Wesley’s Housed=
[49] https://www.wesleysheritage.org.uk/exhibits/john-wesleys-sermons/sermon-sheet/?o=2661&t=feat - Capela de Wesley e Missão
Leysian 49 City Road, Londres EC1Y 1AU – The Museum of Methodism & John
Wesley’s Housed=
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