O Evangelismo e Discipulado transformador de Wesley

 

O que diferencia a prática de Wesley do atual evangelismo e discipulado

 

Odilon Massolar Chaves

 

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Toda gloria a Deus!

Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

É casado com RoseMary. Tem duas filhas: Liliana e Luciana.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Foi editor do jornal oficial metodista e coordenador de Curso de Teologia.

 

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Índice 

 

·        Introdução

·        Destaques dos capítulos do livro

·        O Evangelismo de Wesley

·        O Discipulado de Wesley


- As Bandas

- As Classes

·        A origem dos grupos de Wesley

 

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Introdução


O Evangelismo e Discipulado transformador de Wesley” é um livro de 32 páginas que trata de temas fundamentais sobre a Missão da Igreja: evangelismo e discipulado.

O que diferencia a prática de Wesley do atual evangelismo e discipulado?

“Wesley usava termos como ‘confessar com a boca que Jesus é o Senhor e crer no coração’ (citando Romanos 10:9-10), mas a formulação moderna de ‘aceitar Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal’ não fazia parte do seu vocabulário padrão ou da sua abordagem no século XVIII”. [1]

Havia uma coparticipação efetiva do Espírito Santo nas pregações de Wesley que tocava profundamente os ouvintes trazendo convicção do pecado e o arrependimento. Suas pregações em Bristol evidenciam isso claramente.

Wesley disse: “O mesmo Espírito que conduz o pecador arrependido a Cristo e lhe permite confessar  ´Jesus é Senhor´ (1Co 12.3) faz-nos não apenas andar uniformemente como Cristo andou (1Co 11.1) como também ter o mesmo sentimento que nele houve(...).”[2]

Havia uma convicção clara de que o Espírito Santo era quem convertia às pessoas. 

Os convertidos eram colocados em classes e bands, 

O propósito das sociedades e classes era trabalhar a salvação de seus membros (cf. Fil. 2:12) e buscar uma vida santa ("sem a qual ninguém verá o Senhor", Hb 12:14)”.[3] 

Uma função central da banda era o que Wesley chamou de "conversa próxima".[4]

A Band foi um modelo para tornar os discípulos perfeitos. Foi o local ideal para se buscar a santidade do coração.[5] 

Um estudo que nos mostra um  modelo que deu certo com Wesley. A questão hoje é como devemos realizar o evangelismo e o discipulado em nosso tempo.

 

O Autor

 

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Destaques dos capítulos do livro

 

O Evangelismo de Wesley

Wesley usava termos como "confessar com a boca que Jesus é o Senhor e crer no coração" (citando Romanos 10:9-10), mas a formulação moderna de "aceitar Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal" não fazia parte do seu vocabulário padrão ou da sua abordagem no século XVIII.

 

O Discipulado de Wesley

 

As Bandas

“A reunião da banda foi a principal expressão da síntese de John Wesley da piedade anglicana e morávia”[6] 

As Classes 

A reunião de Classe foi “a unidade instrucional mais influente do metodismo e, provavelmente, a maior contribuição de Wesley para o crescimento espiritual”[7]

A origem dos grupos de Wesley 

Na estrutura metodista, na Inglaterra, século XVIII, havia pequenos e grandes grupos - Sociedades, Bands, Classes e Ágapes.

 

 

O Evangelismo de Wesley

 

Wesley usava termos como "confessar com a boca que Jesus é o Senhor e crer no coração" (citando Romanos 10:9-10), mas a formulação moderna de "aceitar Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal" não fazia parte do seu vocabulário padrão ou da sua abordagem no século XVIII.

 

“A frase e o conceito de ‘aceitar Jesus como Salvador pessoal’ são desenvolvimentos teológicos e de linguagem que se tornaram comuns no evangelismo protestante e evangélico dos séculos XIX e XX, popularizados por figuras como Charles Finney. 

Os métodos de evangelismo de Wesley focavam primariamente na pregação do arrependimento e da fé justificadora (a ‘fé viva’ que traz a certeza do perdão dos pecados). Sua teologia enfatizava: 

A necessidade de uma conversão pessoal e da experiência do ‘novo nascimento’.

A justificação pela graça por meio da fé.

A santificação (um processo contínuo de crescimento em santidade e amor a Deus e ao próximo). 

Wesley usava termos como ‘confessar com a boca que Jesus é o Senhor e crer no coração’ (citando Romanos 10:9-10), mas a formulação moderna de ‘aceitar Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal’ não fazia parte do seu vocabulário padrão ou da sua abordagem no século XVIII”. [8]

O evangelismo propriamente dito realizado por Wesley começou em Bristol, em 1739. “O evangelismo de John Wesley em Bristol em 1739 é considerado o marco inicial do reavivamento metodista e de sua fase mais frutífera de ministério. 

Os pontos fundamentais desse período incluem: 

Pregação ao Ar Livre: Em 2 de abril de 1739, após o convite de George Whitefield, Wesley "tornou-se mais vil" ao pregar pela primeira vez em campos abertos para mineradores de carvão em Kingswood.

The New Room: Em maio do mesmo ano, Wesley lançou a pedra fundamental da New Room em Bristol, a capela metodista mais antiga do mundo.

Alcance Social: Bristol serviu como laboratório para as Sociedades Metodistas, focando não apenas na pregação, mas na educação e auxílio aos pobres e marginalizados”.[9]

Havia uma coparticipação efetiva do Espírito Santo nas pregações de Wesley que tocava profundamente os ouvintes que trazia convicção do pecado e arrependimento.

Wesley disse: “O mesmo Espírito que conduz o pecador arrependido a Cristo e lhe permite confessar  ´Jesus é Senhor´ (1Co 12.3) faz-nos não apenas andar uniformemente como Cristo andou (1Co 11.1) como também ter o mesmo sentimento que nele houve(...).”[10]

“A presença do Espírito Santo era o motor central do avivamento metodista. João Wesley acreditava que a pregação não deveria ser apenas intelectual, mas acompanhada pelo ‘testemunho do Espírito’, uma convicção íntima de salvação que transformava radicalmente os ouvintes. 

Durante suas pregações ao ar livre, as manifestações eram intensas: 

  • Convicção de Pecado: Multidões sentiam um peso espiritual tão forte que muitos caíam ao chão ou gritavam em angústia antes de experimentarem a paz da conversão”. [11]

Não era preciso fazer “apelo” para aceitar Jesus como Senhor e Salvador. 

Suas pregações sobre a salvação

Cerca de cinco mil estavam à tarde em Rose-Green”

 

Em Bristol, Wesley começou as pregações do campo, em 1739. Wesley pregava sobre a salvação em Jesus Cristo.

 

Em abril de 1739, ele disse em seu diário:

 

Se alguém tem sede, venha a nós e beba. Aquele que crê em mim, como as escrituras tanto disseram, do seu ventre fluirão rios de água viva

 

“Às sete da manhã, preguei a cerca de mil pessoas em Bristol, e depois a cerca de mil e quinhentos, no topo do Hannam-Mount em Kingswood (...). Cerca de cinco mil estavam à tarde em Rose-Green (do outro lado de Kingswood), entre os quais eu me levantei e clamei, em nome do Senhor: Se alguém tem sede, venha a nós e beba. Aquele que crê em mim, como as escrituras tanto disseram, do seu ventre fluirão rios de água viva”.

 

Cristo, feito de Deus para nós, sabedoria, e justiça, e santificação e redenção

 

“Ofereci a cerca de mil almas, a graça gratuita de Deus para curar seus retrocessos”

 

Na terça-feira, dia 10 de abril de 1739, Wesley foi a Bath; “onde ofereci a cerca de mil almas, a graça gratuita de Deus para curar seus retrocessos, e de manhã para (creio) mais de dois mil. Eu preguei mais ou menos para o mesmo número, em Baptist-Mills, no pós meio-dia sobre Cristo, feito de Deus para nós, sabedoria, e justiça, e santificação e redenção”. 

Pregando para 800 pessoas 

“Preguei na casa dos pobres” 

No sábado, dia 14 de abril de 1739, “preguei na casa dos pobres; mais trezentos ou quatrocentos dentro, e mais do que o dobro disso fora: a quem eu expliquei estas palavras confortáveis, quando eles não tinham nada a pagar, ele francamente perdoou os dois”, disse Wesley.[12]

 

Cristo nossa sabedoria, e justiça, e santificação e redenção 

“Choveu forte em Bristol, mas nem uma gota caiu sobre nós”

 

No domingo, dia 15 de abril, Wesley disse: “Expliquei às sete a 5 ou 6000 por filhos, a história do fariseu e do publicano. Cerca de três mil estavam presentes em Hannam-Mount. Eu preguei em Newgate depois do jantar para uma congregação desonesta. Entre cinco e meia fomos para Rose Green: choveu forte em Bristol, mas nem uma gota caiu sobre nós, enquanto eu declarei a cerca de cinco mil, Cristo nossa sabedoria, e justiça, e santificação e redenção. Concluí o dia gritando para a sociedade em Baldwin treet”.[13]


Arrependei-vos, porque o reino dos céus está próximo

 

29 de maio de 1739: 'Franklyn, um fazendeiro, me convidou para pregar em seu campo. Eu fiz isso, para cerca de quinhentos, em "Arrependei-vos, porque o reino dos céus está próximo", voltei para casa regozijando-me.[14]

 

Ó cada um que tem sede, vinde às águas

 

No domingo 17 de junho de 1739, dia do seu aniversário, aos 36 anos, Wesley pregou para “(creio) seis ou sete mil pessoas, ó cada um que tem sede, vinde às águas”,[15] disse Wesley.

 

O que devo fazer para ser salvo?

 

“Para as pessoas mais insensíveis e mal comportadas que já vi no País de Gales”

 

Na sexta-feira 19 de outubro de 1739, “eu preguei de manhã em Newport, sobre O que devo fazer para ser salvo? Para as pessoas mais insensíveis e mal comportadas que já vi no País de Gales”, disse Wesley. “Um homem antigo, durante grande parte do sermão, amaldiçoou e jurou quase incessantemente: e para a conclusão pegou uma grande pedra, que muitas vezes ele tentou atirar. Mas isso ele não podia fazer. — Tais os campeões! Tais as armas contra a pregação de campo!” [16] 

Na segunda-feira, 12 de abril de 1773, Wesley pregou em Ballinaslo e Aghrim.

 

Testemunhas felizes da salvação do evangelho

 

Na terça-feira, “quando entrei em Eyre Court, a rua estava cheia de pessoas, que nos deram um barulho alto quando passamos pelo mercado”,[17] disse Wesley. 

“Eu preguei ao ar livre, para uma multidão de pessoas, todas civis e a maioria delas sérias. Um grande despertar tem estado nesta cidade ultimamente; e muitos dos pecadores mais notórios e perdulários são inteiramente mudados e são testemunhas felizes da salvação do evangelho[18], disse Wesley.

 

Aquele que tem o Filho tem vida; e quem não tem o Filho de Deus não tem vida

 

Na quinta-feira, 20 de setembro de 1759, “apliquei fortemente em Cantuária aos soldados em particular: "Aquele que tem o Filho tem vida; e quem não tem o Filho de Deus não tem vida" [I João 5:12].”[19]

 

Desperta, tu que dormes

 

No domingo, 16 de março de 1766, ele disse: “Eu preguei na rua dos príncipes, às oito, em ‘Desperta, tu que dormes’; à noite, para uma multidão ouvinte, sobre. ‘Vem, Senhor Jesus!”.[20]

 

Vinde a mim, todos os que trabalhais e estão carregados de peso

 

No domingo, 17 de agosto de 1766, depois de pregar em Leeds, Wesley cavalgou para Bristol e pregou sobre "Vinde a mim, todos os que trabalhais e estão carregados de peso." Em uma delas eu preguei, para uma imensa multidão, em “Vinde, Senhor Jesus!". [21]

 

O Espírito e a Noiva dizem: Vinde

 

No domingo, dia 27 de dezembro de 1789, “eu preguei em São Lucas, nossa igreja paroquial, à tarde, para uma congregação muito numerosa sobre "O Espírito e a Noiva dizem: Vinde" (Ap 22:17)”, disse Wesley. “Assim estão viradas as mesas que agora tenho mais convites para pregar nas igrejas do que posso aceitar”.[22] 

Wesley pregou sobre o “Cristo Crucificado”, “Salvação pela fé”, “arrependimento dos pecados”, “Ele foi ferido por nossas transgressões”, "O que devo fazer para ser salvo?" “O nome de Jesus Cristo de Nazaré”, "Confiai no Senhor Jeová; porque no Senhor está a força eterna"; "Se continuardes na minha palavra, então sois realmente meus discípulos" “A justiça da lei e a justiça da fé”, "Amai os vossos inimigos", "Estai também prontos vós", etc.

 

Não vejo outra maneira de pregar o evangelho a cada criatura

 

Depois de muitos anos, Wesley disse: "Até hoje a pregação do campo é uma cruz para mim, mas eu conheço a minha comissão e não vejo outra maneira de pregar o evangelho a cada criatura".[23]

 

O Discipulado de Wesley

 

As Bandas

 

“A reunião da banda foi a principal expressão da síntese de John Wesley da piedade anglicana e morávia”[24]

 

Uma função central da banda era o que Wesley chamou de "conversa próxima".[25] 

Band foi um modelo para tornar os discípulos perfeitos. Foi o local ideal para se buscar a santidade do coração.[26] 

Os bands eram pequenas companhias criadas para levarem os metodistas ao perfeito amor. 

Os bands foram importantes no processo de formação da organização metodista.[27] 

“Além das reuniões da Sociedade e da Classe, bandas de cerca de cinco pessoas do mesmo sexo e estado civil se reuniram para confessar pecados e lutas específicas uns aos outros. Estima-se que cerca de 1 em cada 4 metodistas participavam regularmente de uma banda”.[28] 

As principais atividades dos bands “eram a confissão e a oração; o alvo deles era o crescimento espiritual. Os bands eram homogêneos, de acordo com o modelo morávio; havia band de mulheres, de homens e mesmo de rapazes (...).”[29] 

Em 1738, Wesley foi à Alemanha conhecer de perto sobre a prática cristã de homens santos e sobre as bandas. 

Dentro do seu dinamismo, Wesley aplicou algumas práticas dos moravianos e outras deixou de lado.

 

As Classes

 

 

A reunião de Classe foi “a unidade instrucional mais influente do metodismo e, provavelmente, a maior contribuição de Wesley para o crescimento espiritual”[30]

 

Havia um propósito para as reuniões de classe. 

Seu objetivo principal “era a santidade pessoal. A Reunião de Classe serviu como um lugar onde as 6–12 pessoas reunidas puderam ser honestas sobre sua condição e receber exortação amorosa e encorajamento em suas batalhas. Ele forneceu um fórum onde todos foram recebidos em um ambiente de aceitação. Eles compartilhariam sobre a experiência da semana anterior, agradeceriam a Deus pelo progresso e honestamente compartilhariam seus fracassos, tentações ou batalhas internas”.[31]

 Com mais detalhes e com momentos históricos, resumimos um pouco sobre o seu princípio e desenvolvimento, as lutas e as vitórias. 

O início 

Wesley percebeu que alguns metodistas estavam se esfriando na fé e algo precisava ser feito. “A reunião de classe wesleyana surgiu em Bristol no início de 1742, um pouco por acidente. Wesley estava cada vez mais preocupado com o fato de que muitos metodistas não viviam o evangelho; "vários esfriaram e deram lugar aos pecados que há muito os afligiam facilmente." (Obras, 77-78) Claramente, algum mecanismo para exercer a disciplina era necessário (...).[32] 

Para atender uma dívida 

Para atender à dívida da casa de pregação em Bristol, a sociedade de lá (agora com mais de 1.100) foi dividida em ‘classes’ de uma dúzia cada. Os líderes foram nomeados para garantir contribuições semanais para a dívida, e Wesley, sendo Wesley, pediu aos líderes que também ‘fizessem uma investigação particular sobre o comportamento daqueles que ele via semanalmente’. (Obras, 9:261) Isso proporcionou a oportunidade de exercer disciplina”.[33] 

Tudo começou na segunda-feira, 15 de fevereiro de 1742. Wesley escreveu em seu diário: “Muitos se reuniram para consultar sobre um método adequado para quitar a dívida pública; foi finalmente acordado 1) que cada membro da sociedade, que fosse capaz, deveria contribuir com um centavo por semana; 2) que toda a sociedade deve ser dividida em pequenas companhias ou classes – cerca de doze em cada classe; e 3) que uma pessoa em cada classe deve receber a contribuição do resto e trazê-la para os mordomos semanalmente”.[34]

Mais tarde, o método foi usado em Londres e em todos os outros lugares. 

Estabelecendo as classes em Londres 

Na quinta-feira, dia 25 de março de 1742, Wesley decidiu estabelecer as classes em Londres, depois de muita conversa: “Designei vários homens sérios e sensatos para me encontrar, a quem mostrei a grande dificuldade que há muito encontrava em conhecer as pessoas que desejavam estar sob meus cuidados. Depois de muita conversa, todos concordaram que não havia melhor maneira de chegar a um conhecimento seguro e completo de cada pessoa do que os dividir em classes, como as de Bristol, sob a inspeção daqueles em quem eu mais podia confiar. Esta foi a origem de nossas classes em Londres, pelas quais nunca poderei louvar suficientemente a Deus; a utilidade indescritível da instituição desde então tem sido cada vez mais manifesta”.[35] 

Uma ferramenta crucial 

Logo a reunião de classe metodista se “transformou em muito mais do que uma campanha capital. Tornou-se uma ferramenta crucial para capacitar os metodistas a "vigiar uns sobre os outros em amor", para apoiar e encorajar uns aos outros em suas vidas com Deus. De fato, John Wesley achava que a supervisão e o apoio que a reunião de classe fornecia eram tão importantes que se tornaram um requisito para a adesão a uma sociedade metodista. Ser metodista significava que você estava envolvido em uma reunião de classe semanal”.[36]

 Classe, um modelo para fazer discípulos 

As sociedades organizadas no metodismo dividiam os membros em classes, que eram agrupadas geograficamente e continham todas as pessoas da Sociedade. Por volta de 1742, a Sociedade de Londres tinha mais de mil membros. 

Wesley orientou como as pessoas deveriam se agrupar: “Para que se possa discernir mais facilmente se estão realmente realizando a sua salvação, cada sociedade é dividida em grupos menores chamados classes, de acordo com as suas residências. Há cerca de 12 pessoas em cada classe sendo uma delas indicada para ser o líder.” [37]  

David Lowes Watson, no seu livro Discipulado Responsável, um moderno manual sobre o sistema de classes, escreve: "Foi uma reunião semanal, uma subdivisão da sociedade, em que os membros eram obrigados a prestar contas uns aos outros de seu discipulado, e, assim, para sustentar um ao outro em seu testemunho”.[38] 

Cada metodista pertencia a uma classe. A reunião era uma partilha da experiência pessoal da semana passada. Eles aprenderam com isso a terem autoconfiança e a capacidade de falar em público. 

A classe foi um lugar para serem aceitas todas as pessoas de diferentes origens sociais.[39] Todas as pessoas confessavam as suas falhas e buscavam a salvação e a santificação. 

“Em 1760 havia 20.000 indivíduos nas classes. Em 1790, esse número mais que dobrou para mais de 53.000. Assim, da população total da Inglaterra e País de Gales de 8.216.096, aproximadamente 6,5% faziam parte da sociedade metodista em uma classe ou banda”.[40] 

Wesley escreveu como uma pessoa era admitida na classe e na Sociedade: Qualquer pessoa determinada a salvar a sua alma podia ser unida com os metodistas (esta é a única condição necessária). Mas esse desejo devia ser comprovado por três marcas: evitar todo o pecado conhecido, fazer o bem e atender todas as ordenanças de Deus. 

A pessoa era então colocada em uma classe que fosse conveniente para ela onde passava cerca de uma hora por semana. E no próximo trimestre, nada se opondo, seria admitida na Sociedade. 

A disciplina era fundamental no movimento metodista. “Wesley não hesitou em expulsar alguém da sociedade, se eles não estavam seguindo o Senhor de todo o coração. Wesley sabia a condição de cada membro através da prestação de contas da classe.”[41] 

Em uma sociedade, em 1743, ele excluiu alguns membros: “Dois por causa de blasfêmia. Dois por profanar o Dia do Senhor. Dezessete por embriagues. Dois por vender bebidas alcoólicas. Três por briga. Um por bater na esposa. Três por contar mentiras habitualmente. Quatro por ter ralhado e falado mal de outros. Um por preguiça e vadiação. E vinte e nove por mundanismo e leviandade.”[42] 

"As classes serviram como uma ferramenta evangelística (a maioria das conversões ocorreu neste contexto) e como um agente de discipulado”.[43] 

Nos pequenos grupos de Wesley os líderes compartilhavam “honestamente sobre suas falhas, pecados, tentações, ou batalhas interiores. Eles foram os modelos para os outros. 

As reuniões de classe giravam em torno da experiência pessoal, não doutrina ou informação bíblica. O amor perfeito foi o objetivo das reuniões de classe”.[44] 

“O propósito das sociedades e classes era trabalhar a salvação de seus membros (cf. Fil. 2:12) e buscar uma vida santa ("sem a qual ninguém verá o Senhor", Hb 12:14)”.[45] 

As classes eram agrupadas geograficamente e continham todas as pessoas da Sociedade. Por volta de 1742, a Sociedade de Londres tinha mais de mil membros. 

Wesley orientou como as pessoas deveriam se agrupar:  “Para que se possa discernir mais facilmente se estão realmente realizando a sua salvação, cada sociedade é dividida em grupos menores chamados classes, de acordo com as suas residências. Há cerca de 12 pessoas em casa classe sendo uma delas indicada para ser o líder.”[46]     

Os membros da sociedade receberam bilhetes trimestrais de Wesley ou de seus ministros, “desde que não tivessem perdido mais de três reuniões de classe durante o trimestre anterior. Isso levou à sua participação regular e ativa e forneceu uma maneira indolor de se livrar dos membros que violaram as regras. Geralmente acontecia se alguém não queria melhorar e corrompia o grupo; contanto que ele tivesse uma centelha de vida espiritual, ele raramente era excluído. O próprio Wesley prestou muita atenção às suas sociedades; ele não era apenas um gênio organizador, mas também se importava com detalhes”.[47]    

As classes se diferenciam dos bands: eram agrupadas geograficamente em vez de serem divididas pela idade, sexo ou estado civil; elas continham todas as pessoas da sociedade, não apenas aquelas que voluntariamente se agrupavam.[48]  

Classe de meninos e meninas 

João Wesley percebeu a necessidade de colocar os meninos e as meninas da sociedade em classes. Ainda não havia a Escola Dominical formal nas Igrejas evangélicas da Inglaterra. 

Em 23 de novembro de 1760, ele disse: “À tarde, designei as crianças para se encontrarem em Bristol, cujos pais eram da sociedade. Trinta delas vieram hoje, e mais de cinquenta no domingo e nas quinta-feira seguintes. Cerca de metade delas eu dividi em quatro classes, duas de meninos e duas de meninas; e nomeei líderes adequados para encontrá-las separadamente”. [49] 

Wesley fazia questão de se encontrar com elas em reunião. 

“Eu os encontrava todas juntas, duas vezes por semana; e não demorou muito para que Deus começasse a tocar alguns de seus corações. Na terça e quarta-feira visitei algumas das sociedades do país”. [50]

 

A origem dos grupos de Wesley

 

Na estrutura metodista, na Inglaterra, século XVIII, havia pequenos e grandes grupos - Sociedades, Bands, Classes e Ágapes. 

As sociedades religiosas foram iniciadas na Inglaterra por Anthony Horneck, na década de 1670. Elas eram formadas de pequenos grupos de leigos, que representavam uma fusão quase espontânea de moralismo e devoção, zelosos de promoverem a real santidade.[51] Mais tarde, surgiram outros grupos, como a Sociedade para a Reforma de Costumes, em 1691. “Preocupada com a moralidade da vizinhança, esta sociedade foi designada para encorajar e ajudar os magistrados a executarem seus deveres no cumprimento das leis a respeito de ofensas morais, especialmente ´profanação e devassidão.”[52]

 Outra sociedade surgiu - A SPCK (Sociedade para a Propagação do Evangelho). Esta sociedade procurou atacar o que considerou a raiz do problema: a ignorância. A SPCK procurou desenvolver canais para a educação do povo. “O programa da SPCK consistia principalmente em estimular o estabelecimento de escolas de caridade para ensinar os pobres, promovendo a disseminação de bibliotecas de empréstimo e visitando os presos para dar-lhes instrução e livros, além de prestar-lhes assistência religiosa.”[53]

A sociedade era algo comum. Alguns amigos de Wesley tinham sua própria sociedade, como John Clayton.[54] 

A sociedade de Oxford teve início no fim do inverno de 1729/30 quando Bob Kirkham começou a se encontrar com João e Carlos Wesley e Morgam regularmente. Aos poucos o grupo ampliou suas atividades.  

O líder moraviano Pedro Bohler organizou no dia 1º de maio de 1738 (antes da experiência de Wesley) a Sociedade de Fetter Lane, que veio a ser o terceiro surgimento do metodismo.[55] 

João Wesley e John Hutton participaram da organização da sociedade.[56] As regras tinham o objetivo de proporcionar saúde espiritual. Quando Bohler foi para Londres deixou Wesley na liderança da sociedade.  

João Wesley e John Hutton participaram da organização da sociedade. As regras tinham o objetivo de proporcionar saúde espiritual. Quando Bohler foi embora deixou Wesley na liderança da sociedade.  

1/05/1738 – segunda-feira. Hoje à noite, nossa pequena sociedade teve início, em Fetter Lane, com Peter Böhler. Nossas regras fundamentais são, como segue: Em obediência ao mandamento de Deus, através de Tiago, a conselho de Peter Böhler, concordamos que: 

1. Encontrarmo-nos-íamos uma vez por semana, para ‘confessarmos nossas faltas uns aos outros, e orarmos uns pelos outros para que possamos ser curados’.

2. As pessoas seriam divididas em diversos grupos, ou em pequenas companhias, nenhuma delas consistindo de menos que cinco ou mais do que dez pessoas.

 3. Cada um, em ordem, fale livre, clara e concisamente, quanto puder, do real estado de seu coração com suas diversas tentações e livramentos, desde o último encontro.

4. Todos os grupos tenham uma conferência, às oito, toda quarta-feira, começando e terminando com cântico e oração.

5. A alguém que deseje ser admitido nesta sociedade seja perguntado: “Quais as razões para desejar isto? Você está inteiramente aberto, não usando de nenhum tipo de reserva? Você tem alguma objeção a alguma de nossas ordens? (Que podem, então, ser lidas).

6. Quando algum novo membro é proposto, cada um dos presentes fale clara e livremente sobre a objeção que tem para com ele.

7. Aqueles contra os quais nenhuma objeção razoável apareça, sejam, com o objetivo de seu teste, formados em um ou mais grupos distintos e algumas pessoas concordem em assisti-los.

8. Depois de dois meses de prova, se nenhuma objeção aparecer, eles possam ser admitidos na sociedade.

9. A cada quatro sábados seja observado como um dia de intercessão geral.

10. No domingo, sete noites seguidas, seja a festa geral do amor, das sete até às dez da noite.

11. Nenhum membro específico seja admitido, se agir em alguma coisa contrária a alguma ordem da sociedade. E que, se algumas pessoas, depois de serem por três vezes admoestadas, não se adequarem a isto, não sejam mais consideradas como membros. [57] 

 Os morávios estão ligados historicamente a experiência do “coração aquecido” de Wesley. Ele foi a uma Sociedade Moravia, em 24 de maio de 1738, quando teve sua experiência. Alguns estudiosos chegam a falar de sua “conversão Moravia”.[58] 

Após sua experiência, Wesley foi até a Alemanha passar um período com eles. Através dos moravianos, Wesley aprendeu sobre a dedicação total ao senhor.

João Wesley partilhou de alguns pressupostos teológicos do conde Zinzendorf, especialmente a fé: “Os cristãos são santificados unicamente pela fé, em Cristo; mas Wesley tem, além disto, a convicção que o poder santificador da graça de Deus entra eficientemente na vida dos homens e os capacita para o perfeito amor a Deus e os homens.”[59] 

Por ser uma pessoa prática, houve afirmações teológicas que Wesley teve que deixar de lado.[60] Ele reteve o que considerou bom.  

 “Wesley também prestou muita atenção à organização morávia. A divisão de Herrnhut em grupos de vizinhança, chamados “coros”, fornecia a base para onze ‘classes’ baseadas na localização geográfica. Além dessas havia dez classes, determinadas pelo sexo e idade, que formavam a base para a supervisão espiritual diária para conversações religiosas regulares.”[61] 

Por outro lado, a fé e a organização morávia foram aceitas, em parte, por Wesley e contribuíram na formação da identidade metodista.  

Quando o movimento evangelístico trouxe novos desafios pastorais, Wesley soube tomar novas decisões:  “A crescente necessidade de estrutura e organização, à medida que o movimento crescia em tamanho e complexidade, é refletida no sumário de uma reunião realizada no final de junho de 1732, e registrada no diário de Wesley: ´separei homens e tarefas.”[62] 

O propósito das sociedades e classes era trabalhar a salvação de seus membros (cf. Fil. 2:12) e buscar uma vida santa ("sem a qual ninguém verá o Senhor", Hb 12:14)”.[63] 

As classes eram agrupadas geograficamente e continham todas as pessoas da Sociedade. Por volta de 1742, a Sociedade de Londres tinha mais de mil membros. 

Wesley orientou como as pessoas deveriam se agrupar:  “Para que se possa discernir mais facilmente se estão realmente realizando a sua salvação, cada sociedade é dividida em grupos menores chamados classes, de acordo com as suas residências. Há cerca de 12 pessoas em cada classe sendo uma delas indicada para ser o líder.”[64]      

“Os membros receberam bilhetes trimestrais de Wesley ou de seus ministros, desde que não tivessem perdido mais de três reuniões de classe durante o trimestre anterior. Isso levou à sua participação regular e ativa e forneceu uma maneira indolor de se livrar dos membros que violaram as regras. Geralmente acontecia se alguém não queria melhorar e corrompia o grupo; contanto que ele tivesse uma centelha de vida espiritual, ele raramente era excluído. O próprio Wesley prestou muita atenção às suas sociedades; ele não era apenas um gênio organizador, mas também se importava com detalhes”.[65]    

As classes se diferenciam dos bands: eram agrupadas geograficamente em vez de serem divididas pela idade, sexo ou estado civil; elas continham todas as pessoas da sociedade, não apenas aquelas que voluntariamente se agrupavam.[66] 

Sempre que possível, Wesley se reunia com os lideres semanalmente. 

Os bands foram importantes no processo de formação da organização metodista. Eles eram mais wesleyanos do que muitas sociedades.[67] 

 “Suas principais atividades eram a confissão e a oração; o alvo deles era o crescimento espiritual. Os bands eram homogêneos, de acordo com o modelo morávio; havia band de mulheres, de homens e mesmo de rapazes (...).”[68] 

“A banda consistia em 4 a 6 pessoas do mesmo sexo, estado civil e idade semelhante. A associação era voluntária aqui (embora Wesley a propagasse enfaticamente em outras reuniões como seu grupo favorito), e era para pessoas que queriam crescer lá dentro, na pureza de suas intenções também. Os membros desses grupos compartilharam e examinaram seus motivos e impressões de seus corações com total honestidade”.[69] 

Com o desenvolvimento do movimento metodista, Wesley foi necessário tomar decisões radicais e se separar dos moravianos. Procurou seu próprio modelo de bands.  Como homem simples e que tinha sensibilidade para com os problemas do ser humano, Wesley percebeu equívocos no modelo morávio: “(...)  não se adaptava bem às necessidades da classe trabalhadora inglesa, pessoas que enfrentavam as dificuldades da mudança social e das condições econômicas do mundo de trabalho diário.”[70]   

O objetivo principal dos pequenos grupos era reunir “pessoas interessadas em buscar seriamente o estudo de um viver santo”.[71] 

Mais tarde, diante das novas exigências, Wesley fez novas adaptações, criou os bands seletos para aqueles que haviam recebido a remissão dos pecados e estavam tendo uma vida exemplar.  

Wesley colocou algumas mulheres de Bristol que haviam se tornado negligentes em um band separado. Ficou conhecida como bands penitenciais.[72] 

Havia ainda um grande grupo chamado Ágapes "nas quais se reuniam os membros de todas as classes de uma sociedade com o objetivo de partirem o pão juntos, seguindo o costume da igreja primitiva, e onde se relatavam publicamente suas experiências cristãos".[73] 

Essas adaptações e abertura ao novo, caracterizaram Wesley e o metodismo, na Inglaterra, no século XVIII. 

 

        

  

 



[1] Modo IA do Google.

[2] REILY, Duncan Alexander. “João Wesley e o Espírito Santo” em História, Metodismo, Libertações. p. 18. 

[4]https://belonggsumc.com/john-wesleys-small-groups-models-of-christian-community/

[5]https://academic.oup.com/book/27734/chapter-abstract/197911662?redirectedFrom=fulltext

[6]https://academic.oup.com/book/27734/chapter-abstract/197911662?redirectedFrom=fulltext

[7] https://belonggsumc.com/john-wesleys-small-groups-models-of-christian-community/.Mark A. Maddix é professor de Educação Cristã e decano da Escola de Teologia e Ministérios Cristãos da Universidade Nazarena do Noroeste.

[8] Modo IA do Google.

[9] Modo IA do Google.

[10] REILY, Duncan Alexander. “João Wesley e o Espírito Santo” em História, Metodismo, Libertações. p. 18. 

[11] Modo IA do Google. 

[12] https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext

[13] Idem.

[14]https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=1025

[16] Wesley, seu próprio historiador. https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley, seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870.https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley, seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870.

[17] https://www.visionofbritain.org.uk//travellers/J_Wesley/16

[18] Idem.

[20] Wesley, seu próprio historiador. https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley, seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870. 

[21] Wesley, seu próprio historiador. https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley, seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870. 

[22] A Revista de John Wesley, editado por Percy Livingstone Parker, Chicago, Moody Press, 1951 

[23] http://johnandellenduncan.com/jw_grave.htm

[24]https://academic.oup.com/book/27734/chapter-abstract/197911662?redirectedFrom=fulltext

[30] https://belonggsumc.com/john-wesleys-small-groups-models-of-christian-community/.Mark A. Maddix é professor de Educação Cristã e decano da Escola de Teologia e Ministérios Cristãos da Universidade Nazarena do Noroeste.

[33] Idem.

[35] Idem.

[41] Idem.

[47] Idem.

[50] Idem.

[51] HEITZENHATER, Richard  P. Wesley e o povo chamado metodista. Editeo-Pastoral Bennett, 1996, p.21.

[52] Ibidem, p.24.

[53] Ibidem., p.24.

[54] HEITZENHATER, Richard P. Wesley e o povo chamado metodista. idem, p.78.

[55] HEITZENHATER, Richard  P., Ibidem., p.78.

[56] Ibidem, p.79.

[57] O Diário de João Wesley, o Pai do Metodismo, 1735-1791. São Paulo, Angular editora, 2017.

[58] RUMBLE, L. “Os Metodistas” em Vozes em defesa da fé. Petrópolis:Editora Vozes Limitada, 1959, p.30.

[59] KLAIBER, Walter; MARQUARDT, Manfred. Viver a graça de Deus. Editeo-Editora Cedro, 1999, p. 302. 

[60] Em 1739, com tendências morávias, Philip Henry Molther, passou a ensinar nas sociedades de Londres que não haviam meios de graça e sim Cristo. Eles deveriam permanecer "quietos", diante do Senhor. Essa "teologia sublime" era contrária "a tudo em que Wesley há muito tempo cria e praticava". Wesley exortou as sociedades a esperarem no Senhor em todas as sua ordenanças (HEITZENHATER, Richard  P., Ibidem, p.106).

[61] HEITZENHATER, Richard  P.  Ibidem, p. 84.

[62] Ibidem, p.45.

[64] BURTNER, Robert; CHILES, Robert. Coletânea da Teologia de João Wesley, ibidem, p.264.

[65] Idem.

[66] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p.104.

[67] LELIÈVRE, Mateo. João Wesley, Sua vida e obra. Editora Vida, 1997, p.118.

[68] Existiam diversas sociedades na Inglaterra. Wesley e outros líderes do Clube Santo lideravam algumas, mas não necessariamente elas eram consideradas metodistas (HEITZENHATER, Richard P., Ibidem, p.103

[69] Idem.

[70] Idem, p.119.

[71] Ibidem, p.108.

[72] Ibidem, p.123.

[73] LELIÈVRE, Mateo. João Wesley, Sua vida e obra., ibidem, p.366.

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