A influência
do temperamento no ministério de Wesley
Odilon Massolar Chaves
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fevereiro de 1998.
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Tradutor: Google
Toda gloria a Deus!
Odilon Massolar Chaves é pastor metodista
aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São
Paulo.
É casado com RoseMary. Tem duas filhas:
Liliana e Luciana.
Sua tese tratou sobre o avivamento metodista
na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos
dias.
Foi editor do jornal oficial metodista e
coordenador de Curso de Teologia.
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Índice
· Introdução
· Destaques dos capítulos do livro
· No temperamento melancólico, a razão funciona
como uma ferramenta de análise profunda e busca por ordem
· A autodisciplina é uma característica central
do temperamento melancólico
· Uma marca do temperamento melancólico é a
lealdade extrema e a profundidade dos laços que cria com os amigos
· O temperamento melancólico é inclinado
à abnegação e ao autossacrifício
· O temperamento melancólico tem a tendência de
busca a perfeição
Introdução
“A influência do temperamento no ministério de Wesley” é um livro de 37
páginas baseado no diário e escritos de Wesley.
“John Wesley, o fundador do Metodismo, é frequentemente descrito por
biógrafos e historiadores como possuidor de um temperamento
predominantemente melancólico, equilibrado com fortes traços coléricos”.
[1]
Foi Hipócrates, o pai da medicina, quem dividiu os temperamentos em
Fleumático, Melancólico, Sanguíneo e Colérico.
Do ponto de vista da fé cristã, “todo
temperamento, com seus pontos fortes e fracos, precisa ser trabalhado e moldado pelo Espírito Santo para
que as virtudes de Deus (amor, paciência, bondade, mansidão, temperança) possam
se manifestar de forma saudável, controlando as inclinações negativas de cada
um”. [2]
Em Savannah, antes da experiência do coração aquecido e
do chamado Pentecostes metodista, o temperamento melancólico influenciou
negativamente a Wesley, em algumas ocasiões. Ele foi mais radical nos
relacionamentos e, por isso teve que fugir da América.
Posteriormente, Wesley passou a ser uma pessoa mais
cheia do amor e ser controlado pelo Espírito.
Deus chamou muitas pessoas do temperamento melancólico
para serem profetas, como Elias, Isaías, Daniel, Jeremias, João Batista e
também Moises. Era necessário profundidade espiritual, abnegação e autossacrifício
em tempos difíceis.
Wesley fez menção sobre os temperamentos ao pregar sobre
George Whitefield: “E, embora no púlpito ele frequentemente achasse necessário,
através 'dos terrores do Senhor, persuadir homens', ele não tinha nada de
melancólico em sua natureza; sendo singularmente alegre, assim como caridoso e
de bom coração”.[3]
Publicamos aqui algumas marcas do temperamento
melancólico regenerado de Wesley que contribuíram grandemente para a eficácia
de seu ministério.
O Autor
Destaques dos capítulos do livro
“No temperamento melancólico, a razão
funciona como uma ferramenta de análise profunda e
busca por ordem.
Enquanto outros temperamentos podem agir por impulso ou intuição, o melancólico
utiliza a mente para processar cada detalhe antes de uma tomada de decisão”.[4]
A autodisciplina é uma característica central do temperamento melancólico
Sim, a autodisciplina é uma característica central do temperamento
melancólico, frequentemente manifestada por meio do seu alto padrão de
ordem, planejamento e busca por perfeição. [5]
Uma marca do temperamento melancólico é a lealdade extrema e a
profundidade dos laços que cria com os amigos
Uma das características
mais marcantes do temperamento melancólico é a lealdade
extrema e a profundidade dos laços que cria[6]
O temperamento melancólico é inclinado à abnegação e
ao autossacrifício
O temperamento
melancólico é naturalmente inclinado à abnegação e
ao autossacrifício devido à sua profunda busca por propósito,
justiça e lealdade.
Diferente de outros perfis, o
melancólico encontra satisfação em se dedicar intensamente a causas que
considera elevadas ou moralmente corretas, muitas vezes colocando as
necessidades de um ideal ou do próximo acima do próprio conforto[7]
O temperamento melancólico tem a tendência de busca a perfeição
Essa busca
pela perfeição no temperamento melancólico está ligada à sua
natureza analítica e ao desejo de ordem. [8]
No temperamento melancólico, a razão funciona como uma ferramenta
de análise
profunda e busca por ordem
“No temperamento melancólico, a razão
funciona como uma ferramenta de análise profunda e
busca por ordem. Enquanto outros temperamentos podem agir por impulso
ou intuição, o melancólico utiliza a mente para processar cada detalhe antes de
uma tomada de decisão”.[9]
“John
Wesley não
apenas usou a razão, como a integrou de forma estrutural em sua teologia
através do que hoje conhecemos como o Quadrilátero Wesleiano. Para
Wesley, a fé não era cega nem puramente emocional; ela precisava passar pelo
"crivo" do intelecto”. [10]
No quadrilátero de Wesley, além da Bíblia, Tradição
Cristã e Experiência Pessoal, Wesley colocava também a razão, que é uma marca
do temperamento melancólico.
Sobre a razão, ele disse:
* “A razão é um dom de Deus para a
investigação da verdade;
* A razão não pode dar fé,
esperança, amor, virtude, Salvação;
* A razão, assistida pelo Espírito
Santo, nos dá condições de compreendermos as Escrituras, o novo nascimento, a
santidade;
* A religião que não usa a razão é
falsa” (Verifique: Rm 12.1-3; 1Co 11.28; At 17.11.). [11]
E pela razão, assistida pelo Espírito Santo, Wesley
escreveu diversos livros, que o sustentaram ao longo da vida.
Ele tinha mais de mil livros. “John Wesley viveu de
acordo com a Bíblia e afirmou ser um homem de um livro (homo unius libri). Mas seu foco único nas Escrituras não
resultou da falha em ler outros livros. Foi algo que ele conseguiu no outro
lado da leitura ampla e de muito aprendizado. Wesley sabia como aprender com
cristãos de todas as idades e denominações, e ele queria passar esse privilégio
para o maior número de pessoas que pudesse”.[12]
Em 1750, ele lançou um conjunto de cinquenta
volumes de livros. “Em um esforço para tornar os livros menos caros e mais
simples, ele publicou sua "Biblioteca Cristã" – 50 volumes! Ele pegou
os escritos de outros e os resumiu”.[13]
Ele extraiu o melhor das obras de seus autores
favoritos, “preservando aproximadamente uma página de cada cinquenta páginas de
texto original, Wesley teve o cuidado de editar qualquer indício da doutrina da
predestinação, de modo a enfatizar o que ele julgou ser suas contribuições mais
edificantes para o fio comum da piedade cristã”.[14]
Dentre os livros históricos, estão: “As Epístolas
dos Padres Apostólicos, São Clemente, Santo Inácio, São Policarpo, Os Martírios
de Santo Inácio e São Policarpo”.[15]
Wesley leu sobre Sócrates,
Shakespeare, Ilíada de Homero, Jean-Jacques Rousseau,
etc. Só para
citar alguns.
Leu livros sobre viagens, poesia, história,
teologia, gramática e livros que estavam “bombando” na época. Leu sobre peça
teatral famosa.
Wesley lia especialmente nas viagens a cavalo e nos
momentos de lazer.
Quando não podia mais ler, devido a sua idade avançada, uma enfermeira metodista passou a ler para ele.
Texto bíblico relacionado à razão
Qual é o seu serviço razoável - A adoração dos
pagãos era totalmente irracional, Romanos 1:18, etc.; assim foi a glória dos judeus, Romanos 2: 3 , etc. Mas o cristão age em todas as coisas
pela mais alta razão, pela misericórdia de Deus, inferindo seu próprio dever
Romanos 12
Versículo 1
que é o vosso culto racional
Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que
apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que
é o vosso culto racional.
Comentou
Wesley:
Eu te exorto -
São Paulo usa para adequar suas exortações às doutrinas que ele tem
transmitido. Portanto, aqui o uso geral do todo está contido no primeiro e no
segundo versículos. Os usos particulares seguem, do terceiro versículo até o
final da Epístola.
Pelas ternas misericórdias de Deus - Todo o sentimento é derivado de Romanos
1:-v. A expressão em si é particularmente oposta à "ira de
Deus", Romanos 1:18.
Tem uma referência aqui a todo o evangelho, a toda a economia da graça ou
misericórdia, livrando-nos da "ira de Deus" e estimulando-nos a todo
o dever.
Apresentar -
Assim, Romanos 6:13; Romanos 16:19; agora, na verdade, para exibir diante de Deus.
Ou seja, vocês mesmos
Comentou
Wesley:
Seus corpos -
Ou seja, vocês mesmos; uma parte é colocada para o todo; em vez disso, como nos
antigos sacrifícios de animais, o corpo era o todo. Estes também são
particularmente nomeados em oposição ao abuso vil de seus corpos
mencionado, Romanos 1:24 .
Seguem-se várias expressões, que também têm uma referência direta a outras
expressões no mesmo capítulo.
Comentou
Wesley:
Um sacrifício - Morto para
o pecado e vivo - Por aquela vida que é mencionada, Romanos 1:17 ; Romanos 6:4,
etc.
Santo –
Como a santa lei exige, Romanos 7:12.
Aceitável - Romanos 8:8 .
Qual é o seu serviço razoável - A adoração dos
pagãos era totalmente irracional, Romanos 1:18, etc .; assim foi a glória dos
judeus, Romanos 2: 3 , etc. Mas o cristão age
em todas as coisas pela mais alta razão, pela misericórdia de Deus, inferindo
seu próprio dever.
E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação
da vossa mente
E não vos conformeis com este mundo, mas
transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja
a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Comentou
Wesley:
E não se conforme - Nem em julgamento, espírito, nem
comportamento.
Para este mundo -
Que, negligenciando a vontade de Deus, segue inteiramente a sua própria.
Para que possais provar - Conhecei por julgamento seguro; o que é
facilmente feito por aquele que assim se apresentou a Deus.
Qual é a boa, aceitável e perfeita vontade de Deus - A vontade de Deus deve ser entendida aqui
de toda a parte preceptiva do cristianismo, que é em si tão excelentemente boa,
tão aceitável a Deus e tão perfeita de nossas naturezas.
não pense de si mesmo mais do que convém; mas pensar sobriamente
Pois eu digo, pela graça que me foi dada, a todo
homem que está entre vós, que não pense de si mesmo mais do que convém; mas
pensar sobriamente, conforme Deus repartiu a cada homem a medida da fé.
Comentou
Wesley:
E eu digo -
Ele agora passa a mostrar qual é a vontade de Deus.
Através da graça que me é dada - Ele modestamente acrescenta isso, para que
ele não pareça esquecer sua própria direção.
A todos os que estão entre vocês - crentes em Roma. Feliz, se eles sempre se
lembrassem disso! A medida da fé - Tratada no primeiro capítulo e nos capítulos
seguintes, dos quais fluem todos os outros dons e graças.[16]
Para Wesley religião e razão devem caminhar juntas,[17] mas para ele a razão não pode dar fé, esperança, amor ou produzir virtudes.[18] “Somente ele pode dar aquela fé que é a ‘evidência’ e a convicção ‘das coisas não vistas’. Somente ele pode fazer-nos gozar a esperança viva de uma herança eterna nos céus, e só ele pode ‘derramar o seu amor no vosso coração pelo Espírito Santo que vos é dado.”[19]
Sobre a importância da razão, ele diz: “o Filho de Deus começa a suas obras no homem capacitando-nos a crer nele. Ele abre e alumia os olhos de nosso entendimento”.[20]
Para Wesley a razão era
importante para o conhecimento religioso e o fazer teológico, mas segundo ele,
a revelação se sobrepõe a razão. É racional entender que a revelação transcende
“a toda certeza humana”, “A razão, sabendo que a informação ou revelação divina
é de fato divina, já está convencida de que ela excede a toda certeza humana. A
única coisa, portanto, de que se deve estar convencido neste sentido é que a
revelação é divina ou que a Escritura é de autoridade divina.”[21]
A autodisciplina é uma
característica central do temperamento melancólico
Sim, a autodisciplina é uma característica central do temperamento
melancólico, frequentemente manifestada por meio do seu alto padrão de
ordem, planejamento e busca por perfeição. [22]
Wesley
tinha grande autodisciplina e um forte senso de organização.
Destacamos:
“Rotina Austera: Wesley era conhecido por uma rotina de vida
extremamente organizada e austera, o que lhe permitiu ser altamente produtivo.
Gestão do Movimento: Ele estabeleceu um sistema de
"conexão" e conferências que demonstra um grande senso de organização
estrutural para supervisionar as congregações e os pregadores itinerantes.
Pregação Incansável: A
sua disciplina permitiu-lhe pregar uma média de três sermões por dia durante 50
anos,
Registos Detalhados: Wesley tinha o costume de anotar e acompanhar a vida espiritual das pessoas, o que requeria um método e disciplina consideráveis”. [23]
Uma marca do temperamento melancólico é a disciplina e a organização.
Wesley teve uma grande disciplina em sua vida. Acorda sempre cedinho
para estudar a Bíblia, orar e pregar.
Wesley foi um gênio na organização e com grande
disciplina, que aprendeu com sua mãe.
O próprio Clube Santo tinha uma grande disciplina
espiritual daí veio a expressão “metodista”, que tem origem em método.
Na verdade, tudo em Wesley era dinâmico. A
estrutura do Clube Santo, que ele dirigiu, era dinâmica. Suas atividades, como
a missão na Geórgia, a itinerância, a evangelização, a visitação, seus métodos,
sua tentativa de mudar a situação anticristã da Inglaterra, eram apenas
reflexos de seu dinamismo e seu cristianismo prático.
A organização das próprias sociedades, refletiam
seu dinamismo, pois “à medida que as pessoas se convertiam eram imediatamente
arroladas numa Sociedade, composta de moradores de uma mesma área e, ainda,
numa classe, esta organizada com 12 pessoas sob a direção e um líder. Essas
pessoas eram nutridas, diariamente, pela pregação do evangelho e, quando
realmente despertadas, eram encaminhadas a um Band (bandas) para ali buscar a
“perfeição em amor”.
O exemplo do Clube Santo
O começo [24]das
atividades do Clube Santo foi no fim do inverno de 1729, quando Bob Kirklam
deixou sua sociedade e começou a encontrar-se com Wesley e Morgan
regularmente.
O Clube Santo surgiu “em 1729, com Charles
Wesley, William Morgan e Bob Kirkham, que passaram a se reunir com muita
regularidade e a se animarem mutuamente para determinadas atividades religiosas
e acadêmicas. A partir de junho do mesmo ano, com o retorno de John Wesley, o
grupo se fortalece e se organiza de forma definitiva”.[25]
Wesley encorajado
“A palavra de Carlos, em maio de 1729,
de que havia convencido um colega a se juntar a ele num estudo sério e a
frequentar semanalmente a Igreja, encorajou João a visitar Oxford, onde ele
chegou no dia de seu aniversário, 17 de junho. Durante os dois meses seguintes,
João, Carlos, o amigo de Carlos, William Morgan (e ocasionalmente seu velho
amigo Bob Kirkham), animavam um ao outro em suas atividades acadêmicas e
religiosas, reunindo-se ocasionalmente para o estudo e indo à igreja todas as
semanas. O diário de João mostra que essas reuniões entre amigos, durante essas
dez semanas que ele passou em Oxford no verão de 1729, não eram regulares; mas
as sementes de um modelo organizacional começaram a germinar durante esse
período.” [26]
Escrevendo ao pai de William Morgan, Wesley disse:
"Em novembro, I729, época em que passei a residir em Oxford, seu filho,
meu irmão, eu e mais um, concordou em passar três ou quatro noites em uma
semana junto. Nosso projeto era ler os clássicos, que antes tínhamos lido em
privado em comum noites, e no domingo algum livro na divindade”.[27]
A influência de Morgan
A visão de organizador de Wesley foi colocada
em prática também quando William Morgan,[28] um
irlandês e um dos participantes do Clube Santo, sugeriu que fossem visitados os
presos e condenados na Prisão do Castelo. O jovem irlandês começou também a
trazer crianças das famílias pobres de Oxford.[29]
Morgan foi o planejador de grande parte do
trabalho social no início do Metodismo.[30]
Nessa etapa, eles foram chamados de Clube
Santo, Traças da Bíblia e Metodistas.[31] Pouco
a pouco, novos membros, tanto catedráticos como estudantes participaram das
reuniões.
No dia 14 de agosto de 1730, os irmãos Wesley
acompanharam Morgan na visita aos presos. “Em dezembro de 1730, o grupo
expandiu suas atividades e passou a incluir a visitação aos encarcerados da
prisão na cidade no North Gate (Bocardo)”.[32]
Morgan foi o planejador de grande parte do
esquema de ação social dos metodistas, começou também a trazer crianças da[33]s
famílias pobres em Oxford, pelo menos já no começo da primavera de 1731 (...)
João percebeu bem depressa que a situação exigia uma organização permanente, e
pelo fim de junho de 1731, ele contratou a senhora Plat para tomar conta das
crianças. Os metodistas, entretanto, continuaram a ter um ativo interesse e
participação no progresso das crianças.”
Autoexame
Os metodistas de Oxford tinham suas ações
guiadas para um autoexame em cada dia. Eles observavam se estavam amando mais a
Deus, ao próximo, se tinham mais humildade, mortificação, abnegação, mansidão e
gratidão.[34]
As reuniões
"Era costume deles reunirem-se na maioria
das noites, seja em seu quarto ou em um dos outros, onde depois de algumas
orações (cujo principal assunto era a caridade), eles comem a ceia juntos, e
lia algum livro. Mas o principal negócio era rever o que cada um tinha feito
naquele dia, em busca de seu projeto comum, e consultar os passos que deveriam
ser dados em seguida”.[35]
O compromisso
“O compromisso incluía várias
particularidades: conversar com jovens estudantes, visitar as prisões, instruir
algumas famílias pobres, cuidar de uma escola e de uma casa de trabalho
paroquial. Eles se esforçaram muito com os membros mais jovens da Universidade,
para resgatá-los das más companhias, e encurralá-los em uma vida sóbria e
estudiosa... Alguns ou outros iam ao Castelo todos os dias, e outro mais
comumente a Bocardo; quem viesse ao Castelo devia ler na Capela para quantos
prisioneiros assistisse, e conversar com o homem ou homens que ele havia tomado
parte no comando.” [36]
Faculdade Igreja de Cristo e Faculdade Lincoln
“O primeiro grupo wesleyano a ser chamado de
metodista se reuniu na Christ Church, em Oxford”.[37]
A Igreja de Cristo é uma faculdade em
Oxford pertencente à Igreja Anglicana fundada em 1546 pelo rei Henrique VIII.
Era o local onde Wesley, Carlos e alguns
membros do Clube Santo estudaram, a maior faculdade de Oxford.[38]
Benjamin Ingham era da Faculdade Queen's
College, Oxford.[39] Charles Kinchen foi
educado no Corpus Christ College, em Oxford.[40]
John Gambold foi do Christ Church College, em Oxford, etc.
Mais tarde, Wesley para ser ordenado sacerdote
na Igreja da Inglaterra, foi eleito membro da Faculdade Lincoln em Oxford.
“Como bolsista, Wesley tinha garantido um quarto, refeições, alunos para
lecionar e uma bolsa anual vitalícia, desde que permanecesse solteiro”.[41]
Wesley e Carlos
Wesley “foram
ordenados na Catedral da Igreja de Cristo quando eram anglicanos”.[42]
Ponto central
Qual era o ponto central da espiritualidade
dos metodistas de Oxford?
Era a religião do coração, a vida interior,
que leva a uma vida santa, que são características pietistas: “Era,
então, um estado interior da alma refletido no (e medido pelo) seu estilo de
vida cristã.”[43]
Outra característica dos metodistas de Oxford
foi que as várias regras e métodos que dirigiam as atividades dos metodistas
originavam-se, geralmente, do grupo de João Wesley depois de testadas.[44]
Uma marca do temperamento melancólico é a lealdade extrema e a profundidade dos laços que cria com os amigos
Uma das características
mais marcantes do temperamento melancólico é a lealdade extrema e
a profundidade dos laços que cria[45]
“Essa característica de João Wesley fundamentou sua visão de ‘santidade social’, defendendo que o cristianismo é essencialmente uma
religião comunitária. Sua lealdade e a profundidade de seus laços
manifestaram-se de formas marcantes”. [46]
Destacamos ainda:
- Lealdade Institucional e Pessoal: Wesley manteve-se leal à Igreja da Inglaterra durante
toda a vida, apesar de pregar ao ar livre e ser frequentemente
marginalizado pelas autoridades eclesiásticas.
- Amizades Além das
Divergências: Mesmo com
profundas discórdias teológicas sobre a predestinação, ele manteve um laço
de respeito mútuo com George Whitefield. Whitefield chegou a
declarar que Wesley estaria "tão perto do trono eterno" no céu
que ele mal conseguiria vê-lo. [47]
Wesley teve vários amigos.
Dentre eles, destacamos Henry Piers (1694-1770) foi
o vigário de Bexley em Kent, e um amigo próximo dos Wesley.
Um dos mais proeminentes líder e amigo de Wesley foi
Robert Jones II .do Pais de Gales. Muitas vezes, esteve em sua casa, que
era um castelo.
Ebenezer Blackwell (1711–1782), foi “um banqueiro londrino, nascido em Tewkesbury”.[48] Era advogado. Foi amigo íntimo e correspondente dos Wesley por mais de 40 anos.
John William Fletcher (1729-1785) foi outro amigo de Wesley. Ele foi um
suíço de língua francesa que nasceu em Nyon, Suiça.[49] Foi metodista e pároco de
Madeley. Ajudou muito Wesley em defesa do livre arbítrio.
George Whitefield foi seu grande amigo. Mesmo com divergência
teológica foram muito amigos. Foi Whitefield quem chamou Wesley, em 1739, para
o ajudar na pregação ao ar livre, em Bristol. Whitefield convidou também Wesley
para fazer o sermão no seu oficio fúnebre.
Destaques de momentos da amizade entre George Whitefield
e Wesley.
Wesley escreveu em seu diário:
Segunda-feira, 11 de
dezembro de 1738
“Ouvindo que o Sr. Whitefield estava chegando
da Geórgia, corri para Londres de Oxford; e na terça-feira, 12, Deus nos deu
mais uma vez para tomarmos doces conselhos juntos”.[50]
Quinta-feira, 14 de julho de
1739
“Fui com o Sr. Whitefield a Blackheath,
onde estavam, acredito, doze ou quatorze mil pessoas. Ele me surpreendeu um
pouco ao desejar que eu pregasse em seu lugar; o que fiz (embora a natureza
tenha recuado) sobre meu assunto favorito, "Jesus Cristo, que de Deus nos
é feito sabedoria, justiça, santificação e redenção".[51]
Sexta-feira, 6 de julho de
1739
“À tarde, eu estava com o
Sr. Whitefield”
“À tarde, eu estava com o Sr. Whitefield,
recém-vindo de Londres, com quem fui a Baptist Mills, onde ele pregou sobre
"o Espírito Santo, que todos os que crêem devem receber"; não sem uma
justa e severa censura daqueles que pregam como se não houvesse Espírito
Santo”.[52]
Um pouco de tempo
com Whitefield
“Tive a satisfação de
passar um pouco de tempo com o Sr. Whitefield”
Segunda-feira, 16 de maio de
1763
“Partindo um mês depois do habitual, julguei
necessário fazer mais pressa; então eu peguei post chaises e por esse meio
facilmente cheguei a Newcastle na quarta-feira, 18. Daí segui à vontade e vim para Edimburgo, no sábado, 21.
No dia seguinte, tive a satisfação de passar um pouco de tempo com o Sr. Whitefield. Humanamente
falando, ele está desgastado; mas temos a ver com Aquele que tem todo o poder
no céu e na terra”.[53]
Segunda-feira, 28 de janeiro
de 1765
“Tomei café da manhã com o Sr. Whitefield”
“Tomei café da manhã com o Sr. Whitefield, que
parecia ser um homem velho, bastante desgastado no serviço de seu Mestre,
embora ele mal tenha visto cinquenta anos; e, no entanto, agrada a Deus que eu,
que agora estou no meu sexagésimo terceiro ano, não encontre nenhuma desordem,
nenhuma fraqueza, nenhuma decadência, nenhuma diferença do que eu era aos cinco
e vinte anos; só que tenho menos dentes e mais cabelos grisalhos”.[54]
Sexta-feira, 31 de janeiro de
1766
“O Sr. Whitefield me chamou”
“O Sr. Whitefield me chamou. Ele não respira nada
além de paz e amor. A intolerância não pode ficar diante dele, mas esconde a
cabeça onde quer que ela venha”.[55]
Whitefield
os chamava de “Meus queridos e honrados amigos, os reverendos Srs. John e
Charles Wesley, estando agora há algum tempo embarcados para a
Geórgia...".[56]
Wesley defendeu Whitefield: “Penso que, de fato, muitos clérigos são culpados, na medida em que não se
informam melhor, do Sr. Whitefield, de você mesmo e de suas doutrinas, de sua
própria boca: Estou convencido de que, se eles fizessem isso com um
espírito cristão, as diferenças entre vocês logo estariam no fim”,[57]
disse Wesley.
“Em 1770, o ano da morte de sua morte, Whitefield
escreveu a Charles como ‘meu velho amigo muito querido’ e descreveu John como
‘seu irmão honrado’. A cada um legou um anel de luto, ‘em sinal da minha união
indissolúvel com eles no coração e na afeição cristã, não obstante a nossa
diferença de julgamento sobre alguns pontos particulares da doutrina".[58]
Por fim, Wesley disse que sempre o honraria.
O temperamento melancólico tem a tendência
para a genialidade
Exatamente! Essa conexão entre o temperamento
melancólico e a genialidade é uma ideia que atravessa
milênios, fundamentada especialmente na filosofia clássica[59]
“A expressão ‘gênio’ se encaixa muito bem ao
descrever João Wesley (1703-1791). Ele não foi apenas um
líder religioso, mas um estrategista brilhante que transformou a sociedade
inglesa do século XVIII”. [60]
Em sem tempo, Wesley restaurou as doutrinas da
santidade e do Espírito Santo. Escreveu as Notas Explicativas sobre a Bíblia.
Criou a Escola de Kingswood para os filhos dos mineiros e filhos dos pegadores.
Um dos poucos líderes que lutou contra a escravidão e deu atenção especial à
reforma das prisões.
Ele se preocupou com a saúde do povo e criou
três clinicas populares gratuitas.
“John Wesley abordou a missão cristã por meio
de um tratamento terapêutico (no sentido bíblico) motivo. Wesley usou cura
física, espiritual e social para promover a missão cristã na Inglaterra, Irlanda
e América. O Evangelho informa, e impulsiona a missão cristã, a
compreensão de Wesley e prática de cura. Este estudo ilumina as formas e
graus que Wesley empregou práticas de cura física que o ajudaram a cuidar e
alcançaras massas na Inglaterra com o evangelho. Wesley demonstrou que a
medicina e a intervenção médica foi um elemento importante na missão /trabalho
ministerial. Deus não só trabalha por meio de intervenção direta, mas por
meio de remédios também. Wesley usou todos os meios bíblicos, éticos e
teologicamente conveniente para a missão cristã”[61].
Vários historiadores atribuíram a Wesley um
dos mais notáveis eletro terapeutas do século XVIII e estimulantes
desenvolvimentos do século XIX em psiquiatria e medicina geral. [62]
“Fisica Primitiva ou Método
Fácil e Natural de Curar a Maioria das Doenças” foi escrito por João Wesley.
O temperamento melancólico é inclinado
à abnegação e ao autossacrifício
O temperamento melancólico é
naturalmente inclinado à abnegação e ao autossacrifício devido
à sua profunda busca por propósito, justiça e lealdade.
Diferente de outros perfis, o melancólico encontra satisfação em se
dedicar intensamente a causas que considera elevadas ou moralmente corretas,
muitas vezes colocando as necessidades de um ideal ou do próximo acima do
próprio conforto[63]
“John Wesley é
amplamente reconhecido como um exemplo de abnegação e autossacrifício na
história do cristianismo, vivendo sob uma disciplina rigorosa para servir a
Deus e ao próximo”. [64]
Wesley viveu uma pobreza voluntária; enfrentou destemido as
perseguições; tinha resiliência na Missão e um compromisso inabalável com seu
Senhor.
Wesley era um homem destemido e desejava
pregadores que não temessem a nada.
Wesley correu várias vezes o risco de perder a
vida por causa das perseguições.
Wesley costumava chamar aos seus agressores de
leões. Disse, algumas vezes, que estava numa “cova de leões”. Leões significava
para ele pessoas selvagens, que ele também chamava de feras ou bestas.
Mas muitos desses leões se transformaram em
cordeiros.
O teólogo metodista Samuel J. Rogal escreveu o livro “John Wesley no País de
Gales, 1739-90: Leões e Cordeiros”.
Uma das marcas do ministério de Wesley foi
transformar vidas pelo poder do Espírito Santo. Ele observou que muitos desses
leões se transformaram em cordeiros: Ele disse que “os leões de Breage estão agora transformados em cordeiros”. [65]
Desde o Clube Santo, os participantes eram vistos
como sendo diferentes, exagerados, metódicos, etc. Por isso foram chamados de
“metodistas”, que passou a ser visto inicialmente como algo pejorativo.
Mas foi a mensagem de impacto dos metodistas que
trouxe uma forte reação do clero inglês, que passou a ver os metodistas como
inimigos.
O movimento metodista sofria a acusação de que
estava minando e dividindo a Igreja Anglicana.
Nem todos acreditavam que o metodismo fosse obra de
Deus, dentre eles, Thomas Herring, arcebispo de York.
Provavelmente Edmund Gibson, bispo de Londres
escreveu “Observações sobre a conduta e o comportamento de certa seita
conhecida pelo nome de metodista”.[66]
Para ele, os metodistas eram ilegais de acordo com o
Ato de Tolerância. Era um tempo onde as rebeliões não eram incomuns.
Um motim derrubou uma sociedade metodista e quase
destruiu a casa de John Bennet onde Carlos Wesley estava hospedado.
Em outubro de 1743, Wesley enfrentou violenta
oposição levantada pelo vigário de Wednesbury onde Wesley chegou para pregar.[67]
Wesley recebeu dois golpes e foi arrastado pelo
campo, mas houve uma chuva intensa e a turba foi confrontada por um grupo rival
da vila vizinha. Wesley afirmou que ninguém conseguiu derrubá-lo.[68]
Mas as acusações contra os metodistas continuaram a
crescer. Wesley escreveu em março de 1744 uma carta ao rei George II chamada
“Uma humilde mensagem das Sociedades da Inglaterra e Gales daqueles que em
escarnio são chamados metodistas”. Wesley declarou na carta que eles são parte
fiel da Igreja da Inglaterra e que detestam e abominam as doutrinas
fundamentais da Igreja de Roma e que estavam firmemente unidos à pessoa de Sua
Majestade.[69]
Mas a oposição e acusação proporcionou a morte do
metodista William Seward (1702-1740).
Wesley passou a utilizar a expressão “leões” ou
feras para se referir aos que agiam com violência contra ele e contra os outros
metodistas.
Só depois de algumas décadas é que o quadro mudou
favoravelmente para os metodistas e para Wesley.
Indo para a
cruz em Bolton
“Havia um grande número de pessoas, mas muitas delas totalmente
selvagens”
Pela primeira vez, Wesley foi a Bolton em 28 de agosto
de 1748.
Onde fica Bolton?
A cidade de Bolton está no condado
metropolitano de Grande Manchester, noroeste da Inglaterra.
Wesley escreveu: "Em um deles, fui para a cruz
em Bolton. Havia um grande número de pessoas, mas muitas delas totalmente
selvagens. Assim que comecei a falar, eles começaram a empurrar para lá e para
cá; esforçando-me para me jogar para baixo dos degraus em que eu estava.
Fizeram-no uma ou duas vezes; mas subi novamente e continuei meu discurso”.[70]
A situação para Wesley piorou, mas houve um grande livramento: “Eles
então começaram a atirar pedras; ao mesmo tempo, alguns subiram à cruz, atrás
de mim, para me empurrar para baixo; sobre o qual eu não pude deixar de
observar como Deus domina até mesmo as circunstâncias mais minúsculas. Um homem
estava batendo na minha orelha, quando uma pedra o atingiu na bochecha, e ele
ainda estava. Um segundo estava forçando seu caminho até mim, até que outra
pedra o atingiu na testa; ele voltou para trás, o sangue escorreu e ele não
chegou mais longe. O terceiro ser se aproximou de mim, estendeu a mão e, no
instante, uma pedra afiada se deparou com as articulações de seus dedos. Ele
apertou a mão e ficou muito quieto, até que concluí meu discurso e fui
embora."[71]
Uma grande confusão e livramento
“À noite, comecei perto do mercado de Stockton, como
de costume. Eu mal tinha terminado o hino quando observei o povo, em grande
confusão”
Na quarta-feira, 4 de julho de 1759, Wesley foi
pregar no mercado de Stockton.
Onde fica Stockton?
A cidade industrial Stockton é um porto no rio Tees no nordeste de
Inglaterra.
Wesley disse que a confusão foi ocasionada por um
tenente: “À noite, comecei perto do mercado de Stockton, como de costume. Eu
mal tinha terminado o hino quando observei o povo, em grande confusão; isso foi
ocasionado por um tenente de um homem de guerra que havia escolhido aquele
momento para trazer seus soldados” [72]
O grande problema é que o tenente ordenou que eles
levassem Joseph Jones e William Alwood.
Quem foi William Alwood?
“William Allwood, nascido em 1728 em Staveley,
Derbyshire, foi convertido ao metodismo quando John Wesley estava na área. Ele
se tornou um pregador viajante com Wesley e é mencionado várias vezes em seu
diário. William, ou Billy, como era chamado por Wesley, eventualmente se
estabeleceu em Cheshire e morreu em 1811 na Burland Farm”.[73]
Diante da situação confusa, Joseph Jones disse ao
tenente: "Senhor, eu pertenço ao Sr. Wesley’. Depois de algumas palavras,
ele o deixou ir; como fez da mesma forma William Alwood, depois de algumas
horas, entendendo que ele era um pregador licenciado. Ele também se apoderou de
um jovem da cidade, mas as mulheres o resgataram com força principal. Eles
também quebraram a cabeça do tenente e apedrejaram tanto ele quanto seus homens
que fugiram com toda a velocidade”.[74]
Joseph Jones quis dizer ao tenente que estava
trabalhando junto com Wesley como pregador.
Uma grande confusão e também livramento para Wesley
e seus companheiros.
O temperamento melancólico tem a tendência de
busca a perfeição
Essa busca pela perfeição no temperamento melancólico está
ligada à sua natureza analítica e ao desejo de ordem. [75]
Aqui estão alguns pontos centrais dessa
característica:
- Padrões Elevados: O
melancólico possui um ideal interno muito alto, o que o leva a buscar a
excelência em tudo o que faz, conforme detalhado pelo Instituto
Itard.
- Atenção aos Detalhes: Sua
capacidade de observar o que outros ignoram permite que identifique falhas
e organize sistemas com precisão.
- Risco de Autocrítica: Quando
não atinge seus próprios padrões, pode cair no desânimo ou
na procrastinação por medo de errar. [76]
“John Wesley (João Wesley em português) buscou e ensinou intensamente a doutrina da 1perfeição cristã’.
A ‘perfeição
cristã’ ou ‘santificação’ foi um dos pilares da teologia de Wesley, o fundador
do metodismo”. [77]
João Wesley utilizou algumas expressões bíblicas para explicar o que é a
perfeição cristã, dentre elas, santidade, circuncisão do coração, inteira
santificação e perfeição em amor.
Anes mesmo da experiência do coração aquecido, Wesley procurou ler
livros sobre a perfeição cristã. O Clube Santo tinha esse propósito.
Também as classes e bands criadas após sua experiência do coração
aquecido e de sua volta da Alemanha tinham esse propósito.
Já em 1733 ele explicou e fundamentou o que ele entendia por circuncisão
do coração pregando na Universidade, na Igreja de Santa Maria.
Ele disse: “Em 1º de janeiro de 1733, preguei na Universidade, na Igreja
de Santa Maria (Oxford), sobre “a circuncisão do coração” [Deuteronômio 30:
6; Romanos 2:29; cf. Deuteronômio 10:16; Jeremias 4:
4]; um relato que fiz nestas palavras:
É aquela
disposição habitual da alma, que nas escrituras sagradas é denominada santidade e que implica diretamente ser
purificado do pecado; de toda imundície tanto da carne quanto do
espírito; e, por consequência, o ser dotado daquelas virtudes que estavam
em Cristo Jesus; ser tão “renovado na imagem de nossa mente” [Efésios
4:23], a ponto de ser “perfeito como nosso Pai que está nos céus é perfeito”
[Mateus 5:48.][78]
No livro, “Um relato claro da perfeição cristã”, ele continuou a
explicar no sermão “circuncisão do coração”:
No mesmo sermão que observei, “O amor é o cumprimento da lei”
[Romanos 13:10], “o fim do mandamento” [ 1 Timóteo 1: 5 ]. Não é apenas o
primeiro e grande mandamento [Mateus 22:38], mas todos os mandamentos em um:
“Tudo o que é justo, tudo o que é puro, se houver virtude, se houver louvor”
[Filipenses 4: 8], todos eles estão incluídos nesta palavra, amor. Nisso está
perfeição, glória e felicidade! A lei real do céu e da terra é esta: “Amarás o
Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua
mente e de todas as tuas forças” [Marcos 12:30; Lucas 10:27; cf. Deuteronômio
6: 5]. O único bem perfeito será o seu fim último. Uma coisa desejareis por si
mesma - a fruição d'Aquele que é tudo em todos. Uma felicidade que vocês devem
propor a suas almas, sim, uma união com Aquele que as criou; o “ter comunhão
com o Pai e o Filho” [1 João 1: 3]; o ser "unido ao Senhor em um só
espírito" [1 Coríntios 6:17] Um desígnio que vocês devem seguir até o
fim dos tempos - o desfrute de Deus neste tempo e na eternidade. Deseje
outras coisas na medida em que elas tendam a isso: ame a criatura, pois ela
conduz ao Criador. Mas em cada passo que você dá, seja este o ponto
glorioso que encerra a sua visão. Que toda afeição, pensamento, palavra e
ação sejam subordinados a isso. O que quer que desejem ou temam, tudo o
que busquem ou evitem, tudo o que pensem, falem ou façam, seja para sua
felicidade em Deus - o único fim, bem como a fonte, de seu ser.[79]
Nos seus comentários sobre o Novo Testamento, ele explicou alguns
versículos sobre o tema
“santidade” e “perfeição”:
Um mandamento de
Jesus: sede perfeitos
“Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês” (Mateus 5.48).
Só este mandamento basta para termos que crer e seguir o que Jesus
disse. A perfeição é possível!
Jesus não nos daria um mandamento, se não fosse possível praticarmos.
Portanto, sereis perfeitos; como o seu
Pai que está nos céus é perfeito - Assim o original é executado,
referindo-se a toda aquela santidade que é descrita nos versículos anteriores,
que nosso Senhor no início do capítulo recomenda como felicidade, e no final
disso como perfeição. E quão sábio e gracioso é isso, para resumir e, por
assim dizer, selar todos os seus mandamentos com uma promessa! Até mesmo a
promessa adequada do Evangelho! Que ele coloque essas leis em nossas mentes
e as escreva em nossos corações! Ele sabia muito bem como nossa descrença
estaria pronta para gritar, isso é impossível! E, portanto, aposta nele
todo o poder, verdade e fidelidade daquele a quem todas as coisas são
possíveis.[80]
O
perfeito amor lança fora o medo
“No amor não há
medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo.
Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor” (1 João 4.18).
O perfeito amor é
possível!
Amor perfeito é
sinônimo de perfeição cristã ou santidade.
É o que o apóstolo
João ensinou.
João Wesley
comentou:
Não há medo no
amor; mas o amor perfeito lança fora o medo: porque o medo traz
tormento. Aquele que teme não é perfeito no amor.
Não há medo no amor - Nenhum medo servil
pode estar onde o amor reina. Mas o amor adulto perfeito lança fora o medo
servil: porque tal medo traz tormento - E assim é inconsistente com a
felicidade do amor. Um homem natural não tem medo nem amor; aquele que
está desperto, medo sem amor; um bebê em Cristo, amor e medo; um pai
em Cristo, amor sem medo.[81]
Desejo
de Paulo para a Igreja de Corinto: a perfeição
“Porque
nos regozijamos de estar fracos, quando vós estais fortes; e o que desejamos é
a vossa perfeição” (2Co 13.9).
Paulo
desejava a perfeição cristã à Igreja de Corinto porque ele sabia que era possível
alcançar.
João
Wesley comentou:
Porque
nos alegramos quando somos fracos e vós fortes; e isto também desejamos: a
vossa perfeição.
Pois nos alegramos quando
somos fracos - Quando aparecemos assim, não tendo
ocasião de mostrar nosso poder apostólico.[82]
E isso nós desejamos, até
mesmo a sua perfeição - Na fé que opera pelo amor.
Sede
perfeitos
“Quando
ao mais irmãs, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo
parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco” (2Co 13.11).
É
possível se regozijar. É possível ser consolado! É possível ser de um mesmo
parecer! É possível viver em paz!
Então,
é possível também ser perfeito!
João
Wesley comentou:
Finalmente,
irmãos, adeus. Sejam perfeitos, tenham bom conforto, tenham uma só mente,
vivam em paz; e o Deus de amor e paz estará com você.
Seja
perfeito - Aspire ao mais alto grau de
santidade.
Tenha
bom conforto - Cheio de consolo divino.
Tenha
uma mente - Deseje, trabalhe, ore por isso, ao
máximo grau que for possível.[83]
Em
Jesus recebemos a plenitude
“(...) e, por
estarem nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a
plenitude” (Colossenses 2.10).
Plenitude é
alcançar a medida da estatura de Cristo (Efésios 4.13).
João Wesley
comentou:
E estais perfeitos nele,
que é a cabeça de todo o principado e potestade:
E você - Quem
acredita.
Estão cheios dele - João 1:16 . Cristo
está cheio de Deus e vocês estão cheios de Cristo. E vocês estão cheios
por ele. A plenitude de Cristo transborda sua igreja, Salmos 133: 3 . Ele
está originalmente cheio. Estamos cheios dele com sabedoria e santidade.
Quem é o cabeça de todo principado e poder -
Dos anjos assim como dos homens Não dos anjos, portanto, mas de suas cabeças,
devemos pedir tudo o que necessitamos.[84]
Apresentar
todo homem perfeito em Cristo
“Nós o
proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que
apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (Colossenses 1.28).
Paulo também fez essa
afirmação em Efésios 4.11-13. Deus colocou líderes com ministérios na Igreja
para aperfeiçoar os cristãos.
Seu propósito com as
Igrejas era apresentar todos perfeitos em Cristo.
João Wesley
comentou: a quem pregamos, advertindo a cada homem e ensinando a cada homem em
toda a sabedoria; para que possamos apresentar todo homem perfeito em
Cristo Jesus: Ensinamos os ignorantes e admoestamos os que já foram ensinados.[85]
Conserveis
perfeitos
“Saúda-vos Epafras, que é
dos vossos, servo de Cristo, combatendo sempre por vós em orações, para que vos
conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus” (Colossenses 4.12).
A perfeição pode ser
perdida. Por isso, Paulo disse que Epafras, líder da Igreja em Colossos, orava
para que os colossenses permanecessem perfeitos, algo que eles já haviam
alcançado.
João Wesley
comentou:
Epafras, que é um de vós,
servo de Cristo, vos saúda, trabalhando sempre com fervor por vós nas orações,
para que permaneçais perfeitos e completos em toda a vontade de Deus.
Perfeito - Dotado de toda graça cristã.
Cheios - Como não sendo mais bebês, mas crescidos à medida da estatura de
Cristo; sendo cheio de sua luz, graça, sabedoria, santidade.[86]
Alcançar a
perfeita varonilidade
“(...) até que
todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e
cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo” (Efésios 4.13).
Deus estabeleceu
lideres nas igrejas para que todos fossem santificados e crescessem até
alcançar à santidade, em Cristo.
João Wesley
comentou:
Até que todos cheguemos na
unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus a um homem perfeito, à medida
da estatura da plenitude de Cristo:
Até todos nós - E cada um de nós.
Venha para a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus - Tanto para um acordo exato na doutrina cristã, quanto para um
conhecimento experimental de Cristo como o Filho de Deus.
Para um homem perfeito - Para
um estado de masculinidade espiritual tanto em compreensão como em força.
À medida da estatura da plenitude de Cristo - À maturidade de idade e estatura espiritual em que seremos
cheios com Cristo, para que ele seja tudo em todos.[87]
Prossigo
para o alvo
“Não
que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar
aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus.
Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é
que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão
diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em
Cristo Jesus. Por isso todos quantos já somos perfeitos, sintamos isto mesmo;
e, se sentis alguma coisa de outra maneira, também Deus vo-lo revelará” (Filipenses 3:12-15).
Paulo
explica no início do versículo que ele ainda não era perfeito, mas continuava
buscando esse alvo.
João
Wesley comentou:
|
Não que eu já tenha alcançado - O prêmio. Ele aqui
entra em um novo conjunto de metáforas, tiradas de uma corrida. Mas
observe como, com o maior fervor, ele mantém sua sobriedade de
espírito. Ou já sou perfeito - há uma diferença entre aquele que é
perfeito e aquele que é perfeito. Aquele está preparado para a
corrida, Filipenses 3:15 ; o outro, pronto para receber o
prêmio. Mas eu persigo, se posso compreender isso - Santidade perfeita,
preparatória para a glória. Pois, a fim de que fui apreendido por Cristo
Jesus - Aparecendo a mim no caminho, Atos 26:14 . Falar condicionalmente aqui e no versículo
anterior não implica incerteza, mas apenas a dificuldade de atingir.[88] |
Sejamos
santos
“Mas, assim como é
santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem” (1 Pedro 1.15).
Apóstolo Pedro recomenda a santidade à Igreja assim como Jesus.
Santificar na verdade
“Santifica-os na
verdade; a tua palavra é a verdade”
(João 17.17).
João Wesley
comentou: Santifica-os na verdade; a tua palavra é a
verdade.
Santificar - Consagra-os pela unção do teu
Espírito ao seu ofício, e aperfeiçoa-os em santidade, por meio da tua palavra.[89]
Aperfeiçoando a santidade
“Amados, visto que
temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o
espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus” (2 Coríntios 7.1).
É necessário
eliminar tudo que contamina nossa vida. É necessário a purificação diária
para nossa santidade ser aperfeiçoada.
João Wesley
comentou:
Tendo, portanto, estas
promessas, amados, vamos nos purificar de toda imundície da carne e do
espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.
Vamos nos purificar -
Esta é a última parte da exortação, que foi proposta, 2 Coríntios 6: 1 , e
retomada, 2 Coríntios 6:14.
De toda poluição da carne -
Todo pecado exterior.
E do espírito - Tudo para
dentro. No entanto, não vamos descansar na religião negativa, mas na
santidade perfeita - Levando-a ao alto em todos os seus galhos e perseverando
até o fim no temor amoroso de Deus, o fundamento seguro de toda santidade.[90]
Sem
santidade ninguém verá o Senhor
“Esforcem-se para
viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o
Senhor” (Hebreus 12.14).
O contexto era de
martírio para muitos cristãos, na época. O autor de Hebreus procura dar alento,
esperança, mas também alerta aos cristãos. É necessário perseverar, buscar,
resistir às tentações. É necessário se manter fiel nas provações.
“O termo traduzido
como “segui” é o grego diokete, que transmite a ideia de correr
prontamente e com determinação a fim de capturar alguma coisa, nesse caso, a
paz.”[91]
João Wesley
comentou:
Siga a paz com todos os
homens e a santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor:
Siga a paz com todos os homens - Este
segundo ramo da exortação diz respeito aos nossos vizinhos; o terceiro,
Deus.
E santidade - não seguir depois de toda a
santidade, é o caminho direto para cair em pecado de todo tipo.[92]
Deus
nos chamou para a santidade
“Porque Deus não
nos chamou para a impureza, mas para a santidade” (1 Tessalonicenses 4.7).
Sim, este é o
propósito de Deus para nossas vidas. Cristo veio nos resgatar do domínio do
pecado. O Espírito Santo foi enviado para nos capacitar e santificar. Deus
estabeleceu líderes na Igreja para desenvolver nosso crescimento espiritual
para alcançarmos o caráter de Cristo.
No seu
livro “Um relato claro da perfeição cristã”, João Wesley cita alguns hinos com
o tema “perfeição”.
Um
deles diz:
Salvador do pecado, espero provar
Que Jesus é o Teu nome de cura;
Para perder, quando aperfeiçoado no amor, O
que eu tenho, ou posso, ou sou:
eu me mantenho em Tua palavra fiel:
“O servo será como seu Senhor”.
Responde a esse gracioso fim em mim,
pelo qual a tua vida preciosa foi dada;
Resgate de toda iniquidade,
Restaure e me faça ir para o céu.
A menos que Tu limpe todas as minhas manchas,
Teu sofrimento e minha fé são em vão.
Não morreste para que eu pudesse não viver
mais para mim, mas para ti?
Poderiam o corpo, a alma e o espírito dar
Àquele que se entregou por mim?
Venha então, meu Mestre, e meu Deus,
Pegue a querida compra de Teu sangue.
Teu próprio servo clama,
Por Tua própria verdade e amor por misericórdia;
Santifica em mim o Teu glorioso nome;
Eu por Teu próprio neste momento toma,
E muda e purifica completamente;
Só teu posso viver e morrer[93].
[1] Modo
IA do Google
[2] Modo
IA do Google
[3] https://www.monergismo.com/textos/sermoes/morte_whitefield_wesley.htm
[4]
Modo IA do Google
[5]
Modo IA do Google
[6]
Modo IA do Google
[7]
Modo IA do Google
[8]
Modo IA do Google
[9]
Modo IA do Google
[10]
Modo IA do Google
[11]
WESLEY, J. - Sermões de Wesley. Imprensa Metodista, v.2, 1954, p. 22-28.
[12]
https://scriptoriumdaily.com/so-many-good-books-wesleys-christian-library/
[13]
https://www.sgaumc.org/newsdetail/john-wesley-s-christian-library-16379290
[14]
https://bridwell.omeka.net/exhibits/show/earlymethodists/booksearlymethodists/christianlibrary
[15]
http://www.whdl.org/en/browse/resources/12354
[16]
https://www.studylight.org/ Comentários/Eng/Wen/romans-12.html
[17]
BURTNER, Robert; CHILES, Robert. Coletânea da Teologia de João Wesley. SP, Imprensa
Metodista, p.25.
[18]
Ibidem, p.27.
[19]
Ibidem.
[20]Ibidem,
p.23.
[21]
BURTNER Robert; CHILES, Robert, Ibidem, p. 22.
[22]
Modo IA do Google
[23]
Modo IA do Google
[24]
HEITZENHATER, Richard P., Wesley e o Povo Chamado Metodista, Editeo-Pastoral
Bennett, 1996, p. 41.
[25]
https://moisescoppe.blogspot.com/2020/06/o-clube-santo-wesley.html?m=0
[26]
HEITZENHATER, Richard P., p.38
[27]
Wesley, seu próprio historiador.
https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley,
seu próprio historiador. Cincinnati: Hitchcock e Walden. 1870.
[28]
William Morgan influenciou os líderes do Clube Santo para o exercício da
solidariedade aos presos, crianças, idosos e pobres.
[29] HEITZENHATER, Richard P., Ibidem,
p. 40-1.
[30]
Ibidem.
[31]
Ibidem, p.41.
[32]
HEITZENHATER, Richard P. Ibidem, p.40.
[33]
Ibidem, p.40-1.
[34]
Ibidem, p.47.
[35]
https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=1370
[36]
https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=1370
[37]
https://www.umc.org/en/content/the-method-of-early-methodism-the-oxford-holy-club
[38]
https://www.universitychurch.ox.ac.uk/ content/john-wesley
[39]
Wesley, seu próprio historiador.
https://quod.lib.umich.edu/m/moa/AGV9079.0001.001?rgn=main;view=fulltext.Wesley,
seu próprio historiador. Cincinnati:
Hitchcock e Walden. 1870
[40] https://hymnary.org/
person/Kinchen_C1
[41]
https://www.umc.org/en/content/the-method-of-early-methodism-the-oxford-holy-club
[42]
https://en.wikipedia.org/wiki/Christ_Church_Cathedral,_Oxford
[43]
HEITZENHATER, Richard, ibidem, p.47.
[44]
Ibidem, p.49.
[45]
Modo IA do Google
[46]
Modo IA do Google
[47]
Modo IA do Google
[48]
https://dmbi.online/index.php?do=app.entry&id=351
[49]
https://www.eismeaqui.com.br/sem-categoria/john-fletcher-1729-1785
[50] A Revista de John Wesley, editado por Percy Livingstone Parker, chicagomoody press,
1951, op.cit.
[51] Idem.
[52] A Revista de John Wesley, editado por Percy Livingstone Parker, chicagomoody press,
1951, op.cit.
[53]
https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/13
[54]
https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/14
[55]
Idem.
[56]
https://thepoetpreacher.com/george-whitefield-quotes-on-his-dear-friend-charles-wesley/
[57] Um
extrato do diário do rev. sr. John Wesley, de 12 de agosto de 1738 a 1º de
novembro de 1739.
https://quod.lib.umich.edu/e/evans/N22587.0001.001/1:18?rgn=div1;view=fulltext
[58]
https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/wesley-vs-whitefield
[59] Modo
IA do Google
[60] Modo
IA do Google
[61]
https://www.asa3.org/ASA/PSCF/1995/PSCF12-95Malony.html
[62] https://place.asburyseminary.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=2480&context=asburyjournal - R.
Jeffrey Hiatt é um professor afiliado do Asbury Theological Seminary,
ensina Teologia Wesleyana, Missiologia e Formação Espiritual Cristã, etc.
[63]
Modo IA do Google
[64]
Modo IA do Google
[65]
https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/11
[66]
HEITZENHATER, Richard P., Wesley e o Povo Chamado Metodista,
. Editeo-Pastoral Bennett, 1996, p.131.
[67]
Idem, p.132-133.
[68]
Idem, p.133
[69] Idem, p.135.
[71] Idem,
[72]
https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/11
[73]https://www.mywesleyanmethodists.org.uk/content/people-2/
family-history/william-allwood
[74]
https://www.visionofbritain.org.uk/travellers/J_Wesley/11
[75] Modo
IA do Google
[76]
Modo IA do Google
[77] Modo
IA do Google
[78]
https://finestofthewheat.org/plain_account_01/
[79] Op.cit.
[80]
https://www.christianity.com/bible/commentary.php?com=wes&b=40&c=5
[81]
https://www.christianity.com/bible/commentary.php?com=wes&b=62&c=4
[82]
https://www.christianity.com/bible/commentary.php?com=wes&b=47&c=13
[83]
https://www.christianity.com/bible/commentary.php?com=wes&b=47&c=13
[84]
https://www.christianity.com/bible/commentary.php?com=wes&b=51&c=2
[85]
https://www.christianity.com/bible/commentary.php?com=wes&b=51&c=1
[86]
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https://estiloadoracao.com/segui-paz-com-todos-e-santificacao/
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