O discípulo que vai muito além

 

 

 

Odilon Massolar Chaves

 

  

 

 

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Toda gloria a Deus!

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Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Foi editor do jornal oficial metodista e coordenador de Curso de Teologia

 


 

Índice

 

Um amor além da nossa compreensão

A vida em profundidade de Tessalônica

Os sonhos se realizam na dimensão do Espírito

Revertendo situações na dimensão do Espírito

O discípulo que viveu em outro patamar

A fé que leva além

O sonho que vem dos céus

O poder da palavra profética

Poço, a água se encontra na profundidade

Profundidade no relacionamento com Deus


 

Introdução

 

 

“O discípulo que vai muito além” é um livro que fala das possibilidades infinitas para se alcançar no mundo espiritual.

Esse estágio espiritual significa ter a imagem de Deus restaurada pela graça de Deus, que nos torna servos, humildes, corações cheios de amor por Deus e pelo próximo.

Vivemos um tempo em que há pouca profundidade espiritual, pois a meditação na Bíblia é negligenciada e a maior parte dos membros da Igreja está em busca de prosperidade. Na verdade, estamos longe de ser discípulos de Jesus.

“O cristão em outro patamar” é um livro que se fundamenta no que Jesus disse a Natanael: “Jesus lhe respondeu: “Porque Eu disse que te vi debaixo da figueira, crês? Pois tu verás coisas muito maiores do que estas”. E disse-lhes Jesus: “Em verdade, em verdade vos asseguro que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem”” (João 1.50-51).

Podemos, sim, pela fé e santidade ir muito mais além. João Wesley acreditava nessa possibilidade quando ensinou sobre a perfeição cristã, ou seja, alcançar à medida da estatura de Cristo (Efésios 4.13), como Paulo também ensinou.

Isso não nos isenta de ser pecadores, humanos e estar sujeito a cair. Não nos torna super-homens ou mulheres-maravilhas. Esse estágio nos faz compreender o amor de Deus em toda sua extensão: “Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus” (Efésios 3.18-19).

Importante lembrar do que Paulo disse em Romanos 8.17: “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.”

Somos chamados a ser luz do mundo e sal da terra. Jesus acreditava que poderíamos fazer a diferença, mas para isso precisamos estar em outro patamar.

 

O Autor

 

 

Um amor além da nossa compreensão

 

Para nós seres humanos que vemos a falta de misericórdia, a corrupção, a ganancia e a insensibilidade acontecendo ao nosso redor é difícil entender um amor de doação, abnegação e tão belo como o amor de Deus (João 3.16).

Para nós que vivemos em uma sociedade que vive em superficialidade e na corrida pela solução das crises e em busca de prosperidade, é difícil entender esse amor.

O amor de Deus é um amor que foge aos padrões humanos.

Entre suas características estão: 

1.    Um amor que permite o livre-arbítrio: coloca uma chave na mão da pessoa amada

 Isso significa deixar na mão da pessoa que se ama uma chave para ela abrir a porta e sair na hora que desejar, mesmo que isso venha a doer muito...

 Paulo diz que esse amor “tudo sofre”, mas diz também “tudo suporta”...

É o que revela a história do Filho Pródigo: “Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente” (Lc 15.11-13).

Deus não nos criou em um quarto fechado. Ele colocou uma porta com a possibilidade de saída, mas também de volta. Ele nos deu o livre-arbítrio.

Foi assim com Adão e Eva no Jardim do Éden.

Quem ama permite a liberdade...

Quem tem paixão ou ódio, escraviza.

2.     Um amor que tem fartura

O amor genuíno não tira férias e nem pede licença para ficar longe do outro... Ele é perfeito e necessário continuamente a nossa vida. No amor existe fartura. Ele vem de Deus que é a fonte de amor.

Na Parábola existe a idéia de fartura no amor:

“Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti...” (Lc 15.17-18).

“Pão com fartura”:

Quem ama profundamente dá sempre o melhor...É assim com Deus que amou o mundo de tal maneira que deu seu único Filho... (Jo 3.16).

Quem não ama se agarra em uma pessoa para sugar sua energia. É um saco sem fundo. Nunca está satisfeito. Não tem o que dar.

- Deus nos dá esse pão com fartura toda manhã: a misericórdia de Deus se renova a cada manhã (Lm 3.22).

- Quantos pais não têm o que dar aos filhos ou são “pão duro”. Mas Deus nos dá infinitamente além do que pedimos ou pensamos (Ef 3.20).

 Deus atendeu a oração de Salomão:

“Disse-lhe Deus: Já que pediste esta cousa e não pediste longevidade, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos; mas pediste entendimento, para discernires o que é justo; eis que faço segundo as tuas palavras: dou-te coração sábio e inteligente, de maneira que antes de ti não houve teu igual, nem depois de ti o haverá” (I Reis 3: 11-12).

Mas Deus não parou por aqui. Ele disse a Salomão: “Também até o que me não pediste eu te dou, tanto riquezas como glória; que não haja teu igual entre os reis, por todos os teus dias. Se andares nos meus caminhos e guardares os meus estatutos e os meus mandamentos, como andou Davi, teu pai, prolongarei os teus dias” (I Reis 3: 13-14).

- Deus ama os filhos mesmo se eles não forem nada agradáveis: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 7.8).

Foi o caso do filho pródigo que devia estar cheirando mal, maltrapilho, esquelético etc.

 3. Um amor que nos leva a ser tratados sempre como alguém precioso

- O filho fez sua parte - reconheceu seu erro e se humilhou:

 “... já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores; E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lc 15.19-21).

- Deus é rico em misericórdia. Ele nos olha e trata com imenso amor:

“O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemos-nos; porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se” (Lc 15.22-24).

4. Um amor que perdoa, tem expressões físicas e se alegra com o sucesso do outro

- Um amor que perdoa – fica no prejuízo em benefício do outro

 1Pe 4.8b - O amor cobre multidão de pecados

Paulo diz que o amor não se ressente com o mal. Não é possível em Deus haver mágoa, ressentimento e ódio. Ele perdoa e não se lembra jamais dos nossos pecados...

- Um amor que tem expressões físicas: “Correndo, o abraçou e beijou”. Deus quer nos abraçar, tocar...

- Um amor que sempre realça o valor da pessoa amada: “Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado”.

- Um amor que expressa sentimento de alegria pela vitória da pessoa amada: “Comamos e regozijemos-nos; porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se”.

Quando isto acontece, aquele que é objeto da misericórdia não se sente humilhado, mas como que reencontrado e «revalorizado». O pai manifesta-lhe alegria, antes de mais por ele ter sido «reencontrado» e, por ter «voltado à vida». Esta alegria indica um bem que não foi destruído: o filho, embora pródigo, não deixa de ser realmente filho de seu pai.

5. Um amor que vai além da nossa compreensão

Quando o irmão ficou com ciúme porque o pai havia perdoado ao filho, o pai disse: “... era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (Lc 15.32).

O irmão não pode entender esse amor do pai pelo filho pródigo... O amor é, às vezes, incompreendido por muitos porque estamos acostumados a ver interesse, maldade, cobiça, joguinho etc. Por o amor ser essencialmente doação, por não exigir, por não cobrar qualquer retorno nem sempre o entendemos...

Era preciso” - Por Deus ter sua essência em amor Ele precisa passar esse amor para os outros... passar adiante esse amor com expressões...

A Parábola do Filho Pródigo mostra a intensidade desse amor...Um amor que se alegra com o sucesso do outro... Nele não há ciúme, inveja, cobiça, competição...

Em sua essência, esse amor precisa do outro para se manifestar, doar...

Conclusão

O mais perfeito quadro sobre o amor e longanimidade de Deus está retratado na conhecida parábola do Filho Pródigo. É uma revelação completa sobre o respeito de Deus ao livre-arbítrio do ser humano, isto é, o direito à escolha do mal ou do bem.

A misericórdia apresentada por Cristo na parábola do filho pródigo tem a característica interior do amor, que no Novo Testamento é chamado «ágape». Este amor é capaz de debruçar-se sobre todos os filhos pródigos, sobre qualquer miséria humana e, especialmente, sobre toda miséria moral, sobre o pecado.

Busque a Deus e experimente o Seu amor. Haverá cura das memórias doentias em sua vida; haverá auto-estima; saúde mental, física e emocional; haverá restauração e fortalecimento; haverá gosto pela vida.

Haverá, por fim, uma mudança fundamental: você deixará de exigir e será um doador...

  

 

A vida em profundidade de Tessalônica

    

A história mostra que o ser humano almeja alcançar a perfeição. O Guinness Book, o Livro dos Recordes, sediado em Londres, contém um arquivo de mais de 40 mil recordes.  

 

 Alguns recordes curiosos


- O paulista Alcides Lazarini levantou 100 quilos usando apenas o dedo mínimo.


- Em 1 de janeiro de 1907 o presidente americano Theodore Roosevelt apertou 8513 mãos.


- A corrida de táxi mais cara da história custou U$ 64336, de Londres a Cidade do Cabo.


- O político que mais sofreu tentativas de assassinato foi Charles de Gaulle: 31 ao todo.


- O inglês Dean Gould lambeu 450 selos em 4 minutos.

 

 As donas de casas vivem buscando a perfeição procurando alcançar o melhor tempero, fazer a melhor comida. O jogador de futebol quer ser o artilheiro...

 

Na vida espiritual também é assim. Nossa vida precisa ser pautada por alvos. Sem eles não há motivação alguma para ser vencedor, porque os alvos se constituem em grandes desafios para se alcançar o prêmio. A propósito disso, o apóstolo Paulo utiliza a metáfora da competição atlética para explicar esse fenômeno espiritual: "Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fp 3. 14).

 

 -  Para os Budistas: Para conseguir a perfeição, os monges pedem esmola, vivem em pequenas comunidades, observam as 250 normas para os homens e as 500 para as monjas, ditadas ao longo dos séculos, a partir da grande comunidade fundada por Buda.

 

Ficam obrigados a se purificar de todo desejo e paixão que implique um apego afetivo às coisas e às pessoas, tanto que, até os pais, tornam-se estranhos para os filhos monges.  

 

 - Para os escribas e fariseus: No AT a perfeição dos escribas e fariseus estava no cumprimento da Lei (Sl 119; Jó 1,1; Lc 1.6; Jo 5.44; Rm 10.3s; Gl 3.10s).

 

 Afinal, o que a Bíblia fala sobre o cristão perfeito?  

 

E é importante para nossa vida alcançar a estatura de cristão perfeito ou basta ser um cristão de segunda categoria?  

 

Mas quais são as marcas de um cristão que é perfeito, maduro e modelo?  

 

 A Bíblia traz o exemplo da  Igreja de Tessalônica que alcançou a perfeição.

 

1. A santificação se alcança em meio às lutas e pela ação do Espírito

 

Não será fugindo mundo e das lutas que a maturidade será alcançada. Ao contrário, as lutas podem ajudar no aperfeiçoamento.

 

Será que tudo sempre correu às mil maravilhas para que Tessalônica se tornasse uma Igreja modelo?

 

Não!

 

Ela  foi uma Igreja que nasceu e cresceu com lutas: arrastaram Jasom e alguns irmãos perante as autoridades", acusando-os de hospedar homens que "procedem contra os decretos de César, afirmando ser Jesus outro rei" (Atos 17.6-7).

 Mas algo belo aconteceu...O Espírito Santo os ajudou a superar as tribulações: “apesar de muito sofrimento, receberam a palavra com alegria proveniente do Espírito Santo” (1 Ts 1.6).

 Sem o Espírito Santo não é possível experimentar as riquezas que há no mundo espiritual e nem alcançar o caráter de Cristo. Sem o Espírito não venceremos as lutas.

 Jesus também não nos prometeu uma vida cristã sem lutas: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).

 2. A maturidade alcançada pela Igreja de Tessalônica

 Aí está a diferença de algumas pessoas para  a Igreja de Tessalônica: o alvo que alguns têm.

 Qual é o nosso alvo espiritual?

 Nosso alvo espiritual é ter somente um determinado dom?

 É ter reconhecido nosso valor espiritual?

 A Igreja de Tessalônica alcançou:lembrando-nos sem cessar da vossa obra de fé, do vosso amor de abnegação e da vossa firmeza de esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai” (1 Ts  1.3):

 - Fé operante: A fé operante é aquela que traz crescimento, que realiza, que aceita os desafios e parte para as conquistas do Senhor.
A fé operante é o poder de Deus em nós. A fé operante produz frutos. Não existe vida cristã vitoriosa sem a fé operante.

Exemplo do oficial romano com seu criado pedindo que Jesus enviasse apenas uma palavra que ele seria curado - Jesus disse: Faça-se conforme a sua fé (Mt 8.13). E naquele momento o empregado ficou curado.

 - Amor de abnegação:

Devemos amar a Deus, em manifestação integral do nosso ser – sentimento e intelecto:

  • de todo o teu coração;
  • de toda a tua alma;
  • de todo o teu entendimento.

Essa expressão dá uma cor bem forte e muito especial ao exercício do amor dos tessalonicenses. A expressão  “abnegado” é composta do prefixo “ab”, o qual, no latim, tem o sentido de “ausência” e da palavra “negado”, cujo sentido é “recusar”, “renunciar”, “abster-se”. Essa palavra composta significa, pois, abster-se totalmente, renunciar de forma irreversível. O seu conceito traz implícita a idéia de “sacrifício”.

Um bom exemplo é o de Abraão, quando renunciou o seu filho Isaac, dispondo-se a sacrifica-lo, por amor a Deus, amor tão grande que o fez disposto a obedecer o Senhor, aceitando o pagamento do alto preço que lhe foi cobrado.

“Abnegar-se” é renunciar a sua própria vontade, a favor da vontade de outro. Um desprendimento total e desapego completo de tudo o que não diga respeito a Deus e ao seu propósito para as nossas vidas. Foi o que aquela Igreja modelar demonstrou.

- Firmeza de esperança:

 É uma esperança sem vacilar mesmo nas tempestades e escassez...

 É a plena convicção de que depois da tempestade virá a bonança;

 É a convicção de que mesmo que haja choro na noite, a alegria virá pela manhã.

 É o descansar em Deus na convicção de que, mesmo que demore, Ele irá dar a benção prometida.

 3. As atitudes da Igreja de Tessalônica que contribuíram para ela chegar a ser modelo

 “De sorte que vos tornastes modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia. Porque, partindo de vós fez-se ouvir a palavra do Senhor, não somente na Macedônia e na Acaia, mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se divulgou, de tal maneira que não temos necessidade de falar coisa alguma” (1 Ts 1.7-8).

 O que a fez chegar a esse ponto? 

1.  Tornaram-se imitadores de Paulo e do Senhor (1Ts 1.6): “E vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra em muita tribulação, com alegria do Espírito Santo”.  

2.    Deixaram ídolos, convertendo-se e servindo a um Deus vivo: “deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro" (1 Ts 1.9).

3.  Acolheram a palavra como sendo de Deus e não de homens:”quando ouviram a Palavra de Deus que anunciamos, vocês a acolheram não como palavra humana, mas como ela realmente é, como Palavra de Deus, que age com eficácia em vocês que acreditam” (1Ts 2.13).

Acolheram a palavra com a alegria vinda do Espírito Santo (1Ts 1.6). 

4. A necessidade de um constante crescimento

Paulo orava para que o Senhor os fizesse crescer e aumentar o amor (1Ts 3.12): ”Que o Senhor os faça crescer e aumentar no amor mútuo e para com todos, assim como é o nosso amor para com vocês”.

Para que chegassem a uma santificação integral: corpo, alma e espírito: “Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam conservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 3.13; 5.23).

Apesar de ser uma Igreja modelo e ser muito abençoada, ela deveria continuar almejando bênçãos maiores e vivendo na dimensão do Espírito:

Deveriam continuar progredindo cada vez mais (1Ts 4.1, 4.10);

Deveriam se portar com dignidade (1Ts 4.12); 

Deveriam procurar entender a Palavra não sendo ignorantes (1Ts 4.13); 

Deveriam ser sóbrios revestindo-se da couraça da fé e do amor e usando o capacete da salvação (1Ts 5.8); 

Deveriam acatar com apreço os que trabalhavam entre eles e os que os presidiam (1Ts 5.12-13); 

Deveriam ser atuantes edificando um ao outro: admoestar os insubmissos, consolar os desanimados, amparar os fracos e ser paciente com todos (1Ts 5.14); 

Deveriam ter uma vida cristã ativa: regozijar-se sempre; orar sem cessar; dar graças em tudo; valorizar as questões espirituais (1Ts 5.16-22).

 Conclusão

Alerta: A Igreja de Tessalônica nos alerta para a necessidade de termos um cristianismo saudável onde a base é a fé operante, o amor de abnegação e uma esperança que tem firmeza. Temos que alinhar nossa vida espiritual com as práticas citadas nessa Igreja.

 

Desafio: Essa Igreja nos desafia a sair da mesmice e a crescer espiritualmente para alcançarmos a estatura de cristão perfeito.

 

Crescimento integral: Paulo fala da importância de nos santificarmos inteiramente: corpo, alma e espírito. Devemos ter os dons, mas também o fruto do Espírito.

 

Lembrete: O crescimento traz vida plena através do amor, paz e alegria que passam a fazer parte do nosso ser;  traz ainda uma fé que proporciona vitória  nas lutas.

  


Sonhos se realizam na dimensão do Espírito

 

“Prosseguiu o anjo: Levanta os teus olhos e vê que todos os bodes que cobrem o rebanho são listrados, salpicados e malhados; porque tenho visto tudo o que Labão te vem fazendo. Eu sou o Deus de Betel, onde ungiste uma coluna, onde me fizeste um voto” (Gn 31.12-13).

Todo tem sonhos. Os sonhos da carne nem sempre são realizados.

Os que vêm do espírito, sim. Eles são de Deus e se realizam.

Mas existem princípios bíblicos e é preciso ter plena compreensão das circunstâncias que envolvem a realização de um sonho.

 A história de Jacó nos ensina como ser vitorioso na vida sentimental, profissional e nos relacionamentos com as pessoas raivosas. 

1.    Os sonhos não são alcançados sem luta e sem a mão de Deus

Sendo passado para trás: - “Mas vosso pai me tem enganado, e dez vezes mudou o meu salário; Deus, porém, não lhe permitiu que me fizesse mal” (Gn 31.7).

Oposição:  - “ Vejo que o rosto de vosso pai para comigo não é como anteriormente; porém o Deus de meu pai tem estado comigo” ( Gn 31. 5).

Mão de Deus: - “Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e o Temor de Isaque não fora por mim, certamente hoje me mandarias embora vazio. Mas Deus tem visto a minha aflição e o trabalho das minhas mãos, e repreendeu-te ontem à noite” (Gn 31.41).

Ás vezes, temos que retroceder estrategicamente: “Disse o Senhor, então, a Jacó: Volta para a terra de teus pais e para a tua parentela; e eu serei contigo” ( Gn 31.3).  

2.    Não podemos desanimar com as circunstâncias negativas

 - Sofrimento físico: “Assim andava eu; de dia me consumia o calor, e de noite a geada; e o sono me fugia dos olhos” (Gn 31.40).

 - Sofrimento sentimental e profissional: “Estive vinte anos em tua casa; catorze anos te servi por tuas duas filhas, e seis anos por teu rebanho; dez vezes mudaste o meu salário”.

 - Sofrendo prejuízo: “Não te trouxe eu o despedaçado; eu sofri o dano; da minha mão requerias tanto o furtado de dia como o furtado de noite” (Gn 31.39).  

3.    Devemos andar na integridade e no tempo de Deus

- Perseverar mesmo que demore. Esperar o tempo de Deus: “Estes vinte anos estive eu contigo” (Gn 31.39).

  - Mesmo no prejuízo  manter-se honesto: “...as tuas ovelhas e as tuas cabras nunca abortaram, e não comi os carneiros do teu rebanho” (Gn 31.39).

4.    Devemos lutar com garra pela nossa benção

Ao passar o vau de Jaboque com sua família, Jacó ficou só...

“Jacó, porém, ficou só; e lutava com ele um homem até o romper do dia. Quando este viu que não prevalecia contra ele, tocou-lhe a juntura da coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, enquanto lutava com ele. Disse o homem: Deixa-me ir, porque já vem rompendo o dia. Jacó, porém, respondeu: Não te deixarei ir, se me não abençoares. Perguntou-lhe, pois: Qual é o teu nome? E ele respondeu: Jacó.

Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; porque tens lutado com Deus e com os homens e tens prevalecido. Perguntou-lhe Jacó: Dize-me, peço-te, o teu nome. Respondeu o homem: Por que perguntas pelo meu nome? E ali o abençoou “ (Gn 32.24-29).

Colocou o nome do lugar como Peniel: Porque tenho visto Deus face a face, e a minha vida foi preservada. 

5.    Deus estará constantemente conosco e mudará nossas circunstâncias negativas

 Nossa determinação, fidelidade a Deus e integridade trarão recompensa:

 - Inimigos serão sensibilizados:  “Labão lhe respondeu: Se tenho achado graça aos teus olhos, fica comigo; pois tenho percebido que o Senhor me abençoou por amor de ti” n( Gn 30.27).

 - Deus multiplicará nosso trabalho:  “Ao que lhe respondeu Jacó: Tu sabes como te hei servido, e como tem passado o teu gado comigo.Porque o pouco que tinhas antes da minha vinda tem se multiplicado abundantemente; e o Senhor te tem abençoado por onde quer que eu fui. Agora, pois, quando hei de trabalhar também por minha casa?” (Gn 30.29-30).

- Os anjos estarão em nosso caminho: “Jacó também seguiu o seu caminho; e encontraram-no os anjos de Deus. Quando Jacó os viu, disse: Este é o exército de Deus. E chamou àquele lugar Maanaim” (Gn 32.1-2).

 - As circunstâncias ameaçadoras serão revertidas:“Levantou Jacó os olhos, e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele” (Gn 33.1).

- Jacó se humilhou diante de Esaú e as barreiras foram quebradas...” Mas ele mesmo passou adiante deles, e inclinou-se em terra sete vezes, até chegar perto de seu irmão. Então Esaú correu-lhe ao encontro, abraçou-o, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou; e eles choraram” (Gn 33.3-4).

Ele havia feito um pedido ao Senhor que cumpriu: “Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú, porque eu o temo; acaso não venha ele matar-me, e a mãe com os filhos” (Gn 32.11).

6. Nossos sonhos serão realizados na dimensão do espírito

- Num sonho vi....dimensão do espírito: “De modo que Deus tem tirado o gado de vosso pai, e mo tem dado a mim. Pois sucedeu que, ao tempo em que o rebanho concebia, levantei os olhos e num sonho vi que os bodes que cobriam o rebanho eram listrados, salpicados e malhados. Disse-me o anjo de Deus no sonho: Jacó! Eu respondi: Eis-me aqui” (Gn 31.9-10)

- O Senhor responderá nosso clamor:  “Prosseguiu o anjo: Levanta os teus olhos e vê que todos os bodes que cobrem o rebanho são listrados, salpicados e malhados; porque tenho visto tudo o que Labão te vem fazendo” (Gn 31.11-12)

- Deus se lembrará de nosso voto: “Eu sou o Deus de Betel, onde ungiste uma coluna, onde me fizeste um voto; levanta-te, pois, sai-te desta terra e volta para a terra da tua parentela” (Gn 31.9-13).

Conclusão

Toda grande benção sempre veio após lutas, perseverança e fidelidade a Deus.

Foi assim com todos servos e servas como Abrahão, Jacó, Moisés, Davi, Gideão, Paulo...Wesley, Lutero, Martin Luther King, Nelson Mandela etc...

Foi assim como pessoas simples como a Mulher de Cananéia, a mulher com hemorragia, o aleijado que esperava o mover da água etc.

Hoje ainda é assim. Devemos caminhar no equilíbrio sabendo das dificuldades, mas caminhar também na esperança porque o nosso Deus é o mesmo de Abrahão, Isaque e Jacó...

Jacó passou por lutas imensas, mas foi vitorioso na vida profissional, sentimental e espiritual.


Revertendo situações na dimensão do Espírito

 

Quantas escolhas erradas fizemos no passado por achar que eram as decisões mais certas! Se soubéssemos como seria o amanhã, certamente não teríamos ido por aquele caminho e a nossa vida seria outra.

Às vezes, vamos até buscar orientação em Deus, mas nem sempre esperamos Sua resposta e, no fundo, conseguimos as repostas que nem são de Deus e sim de nosso coração.

Estudar a história da vida de personagens que passaram por essa situação nos ajuda a rever nossa caminhada e a tomar as melhores decisões hoje e, quem sabe, a consertar o que foi feito de errado no passado.

A história de Jacó é igual a de muitos hoje: 

Atitudes em família que proporcionaram conflitos

 - A preferência de Isaque por  Esaú e de Rebeca por Jacó trouxe  desarmonia no lar. (Gn 25.28). Esaú agradava a Isaque com a caça e Jacó por ser filho pacato, caseiro acabava agradando a Rebeca. Eram os ingredientes que gerariam conflitos no lar.

 -  O fato de Esaú ter nascido primeiro lhe dará direitos de herança o que deixou Jacó com sentimento de rejeição, inutilidade, frustração e baixa alta-estima. Jacó por isso agiu maquiavelicamente para tirar esse direito de Esaú (Gn 25.31-34)

-   Rebeca propõe ao filho Jacó enganar ao pai Isaque para receber a sua benção (Gn 27.6-23)

-   Essa  situação gerou ódio no coração de Esaú que quis matar Jacó (Gn 28.41).

-   Por Jacó ter agido na carne as conseqüências foram desastrosas para ele que teve que fugir de casa aconselhado pela mãe (Gn 28.42).

-   Rebeca quis dar um jeitinho e complicou a vida da família. Deus havia respondido a oração de Rebeca e lhe dito que o filho mais velho (Esaú) serviria ao mais moço (Jacó). Ela mesmo assim se precipitou (Gn 25.22-23).

A benção proporciona benção

 -   O lado bom dessa história foi que Isaque, apesar de tudo que Jacó fez, o abençoou (Gn 28.1-4).

-    Logo ao sair de casa, Jacó tem um sonho em que Deus o abençoava (Gn 28.10-17). Sentiu a presença do Senhor e edificou um altar a Ele.

Na dimensão do Espírito, Jacó reverte sua situação:

Na vida sentimental:

Jacó aceitou trabalhar 7 anos para ter a mulher que amava, mas acabou sendo enganado e tendo outra esposa. O pai empurrou a filha Lia para Jacó.

- Apesar disso, ele não desistiu. Para ter a mulher dos seus sonhos ele trabalhou mais 7 anos (Gn 29.18-20). Pelo muito que ele a amava pareciam poucos anos...

Na vida profissional:

-  Deus abençoou financeiramente a Labão pelo trabalho de Jacó (Gn 30.30).

 -  Seu sogro o enrolava e havia mudado seu salário já 14 vezes. Jacó faz um trato com seu sogro, entra na dimensão do Espírito e fica muito rico, mais do que o sogro (Gn 30. 31-43).

Na vida espiritual:

 -   Jacó, ao sair de casa, teve um sonho com anjos e o Senhor lhe prometeu bênçãos. Jacó fez um voto: Se Deus for com ele e o abençoar, O Senhor será o seu Deus, a coluna que ele levantou será a Casa de Deus e de tudo ele dará o dízimo (Gn 28.20-22).

-    Jacó procurou entrar em contato profundo com Deus. Jacó ofereceu um sacrifício a Deus na montanha e os anjos saíram ao seu encontro (Gn 31.54-55; 32.1-2).

-   Certa vez, Jacó segurou o anjo durante toda a noite para que fosse abençoado (Gn 32.24-28)

No relacionamento com o irmão:

  - Jacó toma a iniciativa de reconciliar-se com seu irmão (Gn 32.2-4).               

 - Ele teve medo de Esaú, mas buscou e se humilhou diante de Deus pedindo livramento (Gn 32.7-12).

 -   Ofereceu um grande presente ao irmão (Gn 32.13-15).

-    Pediu a benção do anjo para  sua vida (Gn 32.29).

-   Jacó se humilhou diante do irmão (Gn 33-3-4).

-   Os irmãos se reconciliaram. Eles se abraçaram, beijaram e choraram (Gn 33.4). 

-   Quando houve reconciliação com seu irmão, Jacó levantou um altar ao Senhor ( Gn 33.20).

 Conclusão

 Uma história que começou errada, mas na dimensão do Espírito, pela determinação e fé Jacó a reverteu.

 Houve mudança na sua vida espiritual, sentimental, profissional e no relacionamento com seu irmão.

 O mesmo pode acontecer conosco hoje. Somos herdeiros e co-herdeiros com Cristo das promessas feitas a Abrahão.

  

 

O discípulo que viveu em outro patamar

 

Atos 4.36 nos mostra que os apóstolos deram a José, um levita de Chipre, o nome Barnabé. Seu nome significa "filho da Consolação". Os apóstolos passaram a chamá-lo de Barnabé, que significa "encorajador". Este nome é citado 29 vezes em Atos e 5 vezes nas cartas de Paulo.

 Barnabé é aquele que dá ânimo, encoraja... Eleva as pessoas. Estimula, edifica...

Ele formava e reconstruía o caráter dos novos discípulos pela Palavra e pela unção do Espírito...

Quem quiser conhecer o padrão bíblico de um servo de Deus, especialmente de um arquiteto espiritual, deve inspirar-se no exemplo de pessoas como Barnabé, aqui chamado de “homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé” (At 11.24).  

1.    Ele amava ao Senhor de todo coração, alma e entendimento

O texto de At 4.37 diz que Barnabé vendeu um campo que possuía e “trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos”. 

Logo a seguir a Bíblia registra a infidelidade e morte de Ananias e Safira.

 Barnabé foi louvado pela transparência e fidelidade; Ananias e Safira foram mortos por sua hipocrisia.

Barnabé levou à serio a vida cristã, Ananias e Safira, não.  

O Senhor não é contra termos bens materiais. Ele promete bênçãos para nós. Mas devemos colocar o Reino em primeiro lugar...

 Se não nos dermos ao Senhor de corpo e alma, em alguma área de nossa vida seremos infiéis.

 Cristianismo de “mentirinha”. Muitos dizem que não são apegados aos bens materiais, mas prometem fazer isso e aquilo, se não tiverem o que desejam... Não são capazes de sacrificar o seu “Isaque” por isso não são abençoados.

Barnabé é um exemplo de plena dedicação, consagração.

Ele era dava oportunidade às pessoas que queriam mostrar seu valor

Paulo teve um início difícil. Pela sua má fama anterior, ninguém queria saber dele. Mas Barnabé lhe deu uma oportunidade:

(Paulo) “procurou juntar-se com os discípulos; todos, porém, o temiam, não acreditando que ele fosse discípulo. Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos; e contou-lhes como ele vira o Senhor no caminho, e que este lhe falara, e como em Damasco pregara ousadamente em nome de Jesus” (At 9.6-27).

 Como é difícil recomeçar depois de uma fase negativa, uma queda. Somos preconceituosos, medrosos e até mesmo “fariseu”.

Barnabé é um exemplo de alguém que teve discernimento, sabedoria, visão e abriu caminho para Paulo ser o apóstolo que foi.  

3.    Ele se entusiasmava e se dedicava à obra de Deus

Para Barnabé não havia dia ruim, falta de tempo ou missão impossível. Ele estava sempre disponível para servir ao Senhor.

 -  Ele vibrava: “O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração” (Atos 11.23).

 - Ele dava tempo para a obra do Senhor:  “partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo; tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (At 11.25-26). 

 - Ele realizava a obra do Senhor  com dedicação: “Mas Paulo e Barnabé demoraram-se em Antioquia, ensinando e pregando com muitos outros a palavra do Senhor”   (Atos 15.35).  

4. Ele era submisso à liderança  e estava pronto para servir

 Barnabé tinha o ego crucificado. Tinha aprendido a ser um servo, submisso porque era cheio do Espírito: 

- Jerusalém envia Barnabé:  “E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia” (Atos 11.22).

Quando, mais tarde, foi preciso ser submisso, ele novamente se submeteu:

- Antioquia envia Barnabé e Paulo à Judéia para levarem suprimentos aos cristãos:“Enviando-os aos presbíteros por intermédio de Barnabé e de Saulo” (Atos 11.30). 

4.  Ele vivia  em comunhão com a igreja e aceitou o desafio missionário

Um servo procura estar em comunhão com o corpo de Cristo e ser sensível à voz do Espírito:

 Na igreja em Antioquia havia alguns profetas e doutores: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado (Atos 13.1-2).

 Um servo quer servir, não importa o cargo ou o título. Como Barnabé era humilde ele não se importou de perder o papel de líder na primeira missão cristã (At 13.7, 13),

 6. Ele tinha ousadia na Palavra e não temia tomar decisões radicais

  “E, despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos religiosos seguiram Paulo e Barnabé; os quais, falando-lhes, os exortavam a que permanecessem na graça de Deus.

E no sábado seguinte ajuntou-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus.

 Então os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava.

Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios;

Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra. 

E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.

E a palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província.

Mas os judeus incitaram algumas mulheres religiosas e honestas, e os principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus termos.

Sacudindo, porém, contra eles o pó dos seus pés, partiram para Icônio.

E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo” (Atos 13.43-52).

  7. Ele foi decisivo na preservação da ênfase da graça do Senhor na Igreja

Quando alguns novos cristãos quiseram que os convertidos praticassem as leis do Antigo testamento, alguns cristãos sábios se levantaram, entre eles Barnabé, para defenderem a graça de Deus:

 “Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos.   Tendo Paulo e Barnabé contenda e não pequena discussão com eles, os irmãos resolveram que Paulo e Barnabé e mais alguns dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, por causa desta questão.  Eles, pois, sendo acompanhados pela igreja por um trecho do caminho, passavam pela Fenícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios; e davam grande alegria a todos os irmãos.    E, quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos, e relataram tudo quanto Deus fizera por meio deles.  Mas alguns da seita dos fariseus, que tinham crido, levantaram-se dizendo que era necessário circuncidá-los e mandar-lhes observar a lei de Moisés” (Atos 15.1-5).

 Pedro se levantou e falou do que Deus havia feito aos gentios.

 Palavra de Barnabé e Paulo: “Então toda a multidão se calou e escutava a Barnabé e a Paulo, que contavam quantos sinais e prodígios Deus havia feito por meio deles entre os gentios” (Atos 15.12).

  8. Ele dava nova oportunidade ao que errou pensando em sua restauração

 Como Marcos um dia havia abandonado a obra missionária, Paulo não estava disposto a aceitá-lo de novo. Barnabé queria dar nova oportunidade a Marcos:

“houve entre eles tal desavença, que vieram a separar-se. Então, Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. Mas Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu encomendado pelos irmãos à graça do Senhor. E passou pela Síria e Cilícia, confirmando as igrejas” (At 15.36-41). 

 Cerca de onze anos mais tarde, ao escrever aos Colossenses e a Filemon (Cl 4.10; Fm 23-24) Paulo se refere a João Marcos como um dos seus cooperadores na prisão, e na segunda carta a Timóteo, já no final da sua vida, ele dá este testemunho: “Somente Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério” (2 Tm 4.11). É a prova de que Barnabé estava certo.

 Conclusão

Nos dias de hoje em que muitos líderes vivem nas manchetes e chegam a ser idolatrados, nada melhor do que recorrer à Palavra e seguirmos o exemplo de servos e servas que foram exemplos para nós.

 Barnabé tinha dons do Espírito e o caráter de Cristo.

Somos chamados a ter o mesmo procedimento, mas mesmas marcas de Cristo em nós que é obra do Espírito Santo de Deus.

 Precisamos de Barnabés hoje, em dias difíceis, que dê ânimo ás pessoas, estimulem a permanecer na graça do Senhor e a se manterem fiéis.

 Somos chamados a ser arquitetos espirituais, para construir, edificar.

 Não somos demolidores e sim construtores espirituais.  

 

A fé que leva além  

Recentemente ouvi a história de uma pessoa de nossa igreja que passava por um sério problema que exigia uma solução imediata e ela disse tranquilamente: “Deus dará um jeito!”. E Deus, depois, deu um jeito...

A fé é o que temos de mais importante.

A fé cristã é um dom de Deus. Dom é um presente. Deus dá a fé.

 Todos têm essa fé que precisa ser desenvolvida. Ela é ativada nos momentos mais difíceis quando dependemos somente de Deus... 

Com Jesus podemos aprender sobre o que é a fé:

1. Os aspectos negativos da falta de fé

- A dúvida nos leva para o fundo 

 Pedro teve medo e começou a afundar: “...E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco, e fossem adiante para a outra banda, enquanto despedia a multidão. E despedida a multidão, subiu ao monte para orar à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só. E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário; mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, caminhando por cima do mar. E os discípulos, vendo-o caminhar sobre o mar, assustaram-se, dizendo: é um fantasma. E gritaram com medo. Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: tende bom ânimo, sou eu, não temais. E respondeu Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou dizendo: Senhor, salva-me. E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? E, enquanto subiram para o barco, acalmou o vento.” (Mateus 14.22-32).

 - A incredulidade impede a cura e libertação

Discípulos não puderam expulsar demônio: "E chegados junto do povo, apresentou-se um homem que, lançando-se de joelhos diante de Jesus, disse-lhe: `Senhor,  tem compaixão de meu filho, que é lunático e sofre muito;

pois muitas vezes cai no fogo  e outras na água.  Apresentei-o aos teus discípulos, e não puderam curá-lo'.

Respondeu-lhe Jesus: `Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos hei de suportar?  Trazei-mo para cá'. E Jesus intimou ao demônio que saísse dele; e desde aquele momento o pequeno ficou curado.  Então os discípulos chegaram a Jesus, em particular, e disseram-lhe: `Por que é que nós não o conseguimos expulsar?'
E ele lhes disse:  `Por causa de vossa pouca fé'" (Mt 17. 14-20).

  - A falta de fé nos leva a temer enfrentar as tempestades

  Discípulos temeram a tempestade: "Certo dia sendo já tarde, Jesus disse a seus discípulos: Passemos para outra banda do mar; e , entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram juntamente com outros barquinhos; e eis que no mar se levantou uma tempestade tão grande que o barco era coberto pelas ondas, de maneira que já se enchia de água; mas Jesus , porém , estava dormindo na popa sobre uma almofada. E os seu discípulos, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Mestre, não se te dá conta que pereçamos? Salva-nos! E Jesus, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança. E disse aos discípulos: Por que temeis ? Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé? ..." (Mateus 8.23-27).

 2. Os aspectos positivos da fé

  - A fé é suficiente para trazer bênçãos

O cego é curado: “Que quer que eu faça para você?, perguntou Jesus. Mestre, disse o cego, eu quero ver! Jesus lhe disse: A sua fé curou você! No mesmo instante, o cego pôde ver e seguia a Jesus pela estrada afora” (Mc 10.51-52).

Exemplo de uma mãe que orou pelo filho: Constantino foi o primeiro Imperador Romano a ser converter à fé cristã pelo exemplo e orações de Helena, sua mãe - ano 313 AD.

Por que a fé suficiente?

Para Abraão a fé foi imputada como justiça : "Ele creu no Senhor, e isso foi lhe imputado para justiça" (Gênesis 15.6). "Imputar" significa creditar na conta da pessoa.

 Creditar é constituir-se como credor: aquele que tem direito ou é digno de estima, respeito, consideração.

 - Basta uma pequena fé para mover céus e terra

 - Até a natureza nos obedece: "... Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis à amoreira: Desarraiga-te daqui, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria" (Lucas 17.6).

- Recebemos o que pedimos com fé: "... Em verdade vos digo que , se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até , se a este monte disserdes: Ergue-te e precipita-te no mar , assim será feito; e tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis." (Mateus 21.21-22).

 - Pela fé temos todas as possibilidades

 Tudo é possível: "...Por que temeis ? Por que sois tão tímidos ? Ainda não tendes fé ? ..."; "...Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê". Assim disse Jesus. (Mateus 8.26); (Marcos 4.40).

Fé como hipóstasis:  Há quase 400 anos, quando estavam traduzindo o Novo Testamento do Grego para Inglês, os tradutores se depararam com um problema difícil de resolver: Como deveriam traduzir a palavra 'hipostasis' que aparecia no Capítulo 11 de Hebreus.

Mas há apenas alguns anos, arqueólogos desenterraram as ruínas queimadas de uma antiga estalagem no norte de Israel.

Lá encontraram um pequeno cofre de ferro, o qual, ao que tudo indicava, continha valiosos documentos de uma fidalga romana que havia viajado naquela ocasião por Israel, inspecionando as várias terras e propriedades que tinha em Israel.

Nesses pequenos cofres que encontraram, a maioria dos documentos tinham um grande título: “HIPOSTASIS”.

 E adivinhem o que eram todos esses documentos que tinham no topo a palavra “Hipostasis”?

Eram as escrituras dos seus imóveis! Mas isto aconteceu muito depois da Bíblia ter sido traduzida, de forma que não foram favorecidos por essa descoberta.

 3. Aspectos da verdadeira fé

 - A verdadeira fé: não exige provas

Tomé exigiu provas:  "Ora Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles, quando veio Jesus. Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos nas suas mãos, e não meter a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.

E, oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco.

Depois, disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente.

Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu.

Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram" (João 20.24-29).

- A verdadeira fé: não exige a presença física de Jesus

Centurião que pediu para Jesus enviar apenas uma palavra:"E, entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe, E dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa, paralítico e violentamente atormentado.

E Jesus lhe disse: Eu irei e lhe darei saúde.  E o centurião, respondendo, disse-lhe: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas, dize somente uma palavra, e o meu criado sarará;

Pois também eu sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu criado: faz isto, e ele faz.

E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.

Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaac, e Jacó, no reino dos céus;

E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores: ali haverá pranto e ranger dentes.

Então disse Jesus ao centurião: vai, e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou" (Mateus 8.5-13).

- A verdadeira fé abre nossos olhos para ver o mundo espiritual

 Natanael: creu: “Filipe achou Natanael e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na Lei e de quem escreveram os Profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.

 “Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem e vê.

Jesus viu Natanael vir ter com ele e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo.
 Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu estando tu debaixo da figueira.
Natanael respondeu e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel.
 Jesus respondeu e disse-lhe: Porque te disse: vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás.
E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que, daqui em diante, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o Filho do Homem”  (Jo 1.45-51).

A verdadeira fé gera forças para enfrentar todas as barreiras

Mulher Cananéia: “Ora, partindo Jesus dali, retirou-se para as regiões de Tiro e Sidom. E eis que uma mulher cananéia, daquela região, clamava, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim, que minha filha está horrivelmente endemoninhada.

Contudo ele não lhe respondeu palavra. Chegando-se, pois, a ele os seus discípulos, rogavam-lhe, dizendo: Despede-a, porque vem clamando atrás de nós.

Respondeu-lhes ele: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Então veio ela e, adorando-o, disse: Senhor, socorre-me.Ele, porém, respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.

Ao que ela disse: Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos. Então respondeu Jesus, e disse-lhe: ó mulher, grande é a tua fé! seja-te feito como queres. E desde aquela hora sua filha ficou sã” (Mt 15.21-28).

Exemplo de Inácio de Antioquia: no século II, discípulo do apóstolo João. Inácio de Antioquia estando preso em Roma para ser executado soube que cristãos eminentes tentavam libertá-lo e estavam orando nessa intenção. Escreveu-lhes então no sentido de que desistissem de tal intento, estas belas palavras: “Peço-lhes que não dispensem uma bondade inoportuna em meu favor. Deixem que eu seja devorado pelas feras, através das quais chegarei à presença de Deus. Eu sou o trigo de Deus e é preciso que eu seja triturado pelos dentes dos animais selvagens para tornar-me puro pão de Cristo”. O que realmente se realizou.

Conclusão

A fé é um dom de Deus. Mas, ao mesmo tempo requer uma opção e um esforço nossos. A fé é a liberdade para sermos plenamente humanos e não para a restrição de nossa humanidade. A fé libera um poder dentro de nós, um poder que vem de Deus.

A fé recebida de Deus precisa ser assumida!

Precisa ser professada, confessada, declarada, exercida, vivida. 

  

O sonho que vem dos céus

  

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Ef 2.19).

 O sonho mais conhecido na Bíblia é o de José:

 “José, aos dezessete anos de idade, teve um sonho e contou a seus irmãos. Ele lhes disse: "Estávamos nós atando molhos no campo e eis que o meu molho, levantando-se, ficou em pé; e os vossos molhos o rodeavam e se inclinavam ao meu molho". Responderam-lhe seus irmãos: "Tu pois, reinarás sobre nós e deveras terás domínio sobre nós?" Por causa dos seus sonhos e das suas palavras o odiavam ainda mais” (Gênesis 37.5-8).

 O sonho mais famoso vem de um discurso do pastor Martin Luther King na Marcha para Washington, 1963:

“Digo-lhes, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações  do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. 

Tenho um sonho  que algum dia esta  nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado de sua crença. “Afirmamos que estas verdades  são evidentes; todos os homens foram criados iguais”. 

Tenho um sonho que algum dia nas montanhas rubras da Geórgia os filhos de antigos escravos  e os filhos de antigos donos de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade. 

Tenho um sonho que  algum dia o estado do Mississipi, um estado deserto  sufocado pelo calor da injustiça e opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça. 

Tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter”.

Imagine, a música mais famosa de John Lennon, fala de um sonho:

Imagine um mundo sem posses
Eu me surpreenderei se você conseguir
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade entre os homens
Imagine todas as pessoas
Dividindo todo o mundo...

Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Eu espero que um dia você se junte a nós
E o mundo será um só.

 Os sonhos de Deus para nós são grandiosos

Seus sonhos são os propósitos, desejos que Deus deseja realizar em nossa vida.

Os sonhos de Deus são grandiosos. Eles são para os Seus filhos e filhas. Então, são os melhores sonhos.

 Sua Palavra diz:

 "Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam." (1 Co 2.9).

 Você precisa de cura?

 Deus pode te dar a cura, mas Ele quer te dar muito mais do que isso!

 Você precisa de felicidade conjugal?

Deus pode te dar a felicidade conjugal, mas Ele deseja te dar muito mais do que isso!

 Talvez, você esteja com sua visão espiritual limitada. Você precisa deixar Deus restaurar sua visão, como temos cantado:

 “Deus está restaurando os seus sonhos e a sua visão”.

Peça para Ele iluminar os olhos do teu entendimento. Peça para Ele ampliar ou restaurar a sua visão espiritual. Você irá sair da sua mesmice e verá que...

 As promessas de Deus são grandiosas

Sua Palavra diz:

 Ele “é poderoso para fazer infinitamente além daquilo que pedimos ou pensamos” (Ef 3.20).

 Quais são os grandiosos sonhos de Deus para nós?

1.    Deus sonha que tenhamos qualidade de vida  

Você sabia que, de acordo com os dados do Instituto Pólis, que toma como referência o conceito de desenvolvimento humano, Niterói é a quarta cidade brasileira em qualidade de vida e primeira do Estado?

Mas ainda temos sérios problemas com trânsito, traficantes, assalto, segurança pública, desemprego, saúde etc.

A qualidade de vida que Deus quer nos dar é de primeiríssima qualidade! É para príncipes e princesas...

Por termos nascidos em pecado estávamos longe da verdadeira vida. Na verdade, estávamos mortos em nossos delitos e pecados e o Senhor nos
deu vida.

“Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo amor imenso com que nos amou, ricamente a nós que estávamos mortos pelas nossas faltas, deu-nos a vida com Cristo - é pela graça que vocês estão salvos” (Ef 2.4-5).

Sim, Jesus quer nos dar vida plena!

 A palavra "vida" usada por Paulo em Efésios 2.1 é, em grego, ZOE e não BIOS, indicando, desse modo, aquela qualidade de vida espiritual e eterna que só Jesus pode dar.

Como um pai normal deseja que seus filhos sejam felizes e tenham uma vida maravilhosa, assim é Deus conosco. A diferença de Deus para os pais humanos é que Ele pode nos dar uma qualidade de vida.

O propósito de Deus é visto na afirmação de Jesus: eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10.10).

Quando você anda em comunhão com o Senhor e sob o controle do Espírito Santo de Deus, todos os dias ficam cheios de significado e propósito. Sua vida transborda de qualidades desejáveis: ''Mas o fruto do Espírito é:amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio'' (Gl 5.22-23).

 2. Deus sonha em nos elevar à postura de príncipe e princesa

 Ele nos fez assentar nos lugares celestiais, isto é, reinar (Ef 2.6): “com ele nos ressuscitou e nos sentou nos altos céus, em Cristo”.

 Vi na TV a história de Ben, um cachorro que ficou cego por causa de maus tratos. Ele deveria ser sacrificado, mas um outro cachorro Bill passou a ajuda-lo. Ele o pega com a boca e o leva para comer e beber água. Parecem dois irmãos. Quando sua história foi noticiada, a instituição recebeu mais de 5 mil telefonemas de pessoas querendo adotá-los. Ele foi para uma casa tipo palácio...Passou a viver como um príncipe.

 Assim éramos também: míseros plebeus destinados a uma vida de sobrevivência.

 Qual era a nossa natureza básica, antes de termos nascido de novo, espiritualmente? Éramos por "natureza filhos da ira", mortos no pecado, sujeitos ao poder de Satanás, vivendo somente para cumprir concupiscências e desejos pecaminosos - Ef 2.1-3.

 Somos transformados em príncipes e princesas, membros da família real: “Visto que pelo seu divino poder, nos tem sido doadas todas as coisas... pelas quais nos tem sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina... (2 Pe 1.3-4)”.

 3. Deus sonha em nos dar de presente a salvação

 Muitas pessoas sonham em ter sua casa própria e uma boa aposentadoria. Mas depois de anos de trabalho acabam recebendo uma aposentadoria que mal dá para sobreviver.

 Por amor a nós, o maior presente que nos foi dado por Deus foi o envio do Seu próprio Filho ao mundo (Jo 3.16).

 Deus sonha o melhor para nós aqui e no futuro. Jesus nos promete lindas mansões: na casa de meu Pai há muitas moradas (Jo 14.1).

 Deus quer nos dar a eternidade: “Pois é pela graça de Deus que vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é presente dado por Deus. A salvação não é resultado dos esforços de vocês mesmos, e por isso ninguém deve se orgulhar" (Ef 2.8-9).

  4. Deus sonha que sejamos seus parceiros na transmissão de Sua misericórdia

 Deus nos vê com tendo capacidade de sermos seus parceiros na transformação do mundo: (Ef 2.10): “Porque nós fomos feitos por ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na prática das boas obras que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos”.

Somos parceiros de Deus. Somos por Ele capacitados e enviados para transformar o mundo.

Foi para isso que Jesus preparou discípulos. Ele não deseja que você seja apenas mais um na multidão. Ele deseja que você seja instrumento do Seu amor e poder.

No sermão do monte estão várias bem-aventuranças que nos estimulam a ser instrumentos de Deus:

 - bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia;

- bem-aventurados os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus;

- bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão fartos.

 5. Deus sonha que sejamos membros da família real

 Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Ef 2.19).

Muitas pessoas são discriminadas porque não têm um título, uma profissão de destaque, um nome de destaque ou não têm uma boa aparência.

Muitas pessoas são rejeitadas pela sua cor, idade, tamanho, raça.

 Lembram do índio Galdino que foi queimado em Brasília por jovens da classe média?

 Brincaram cruelmente com um ser humano, mas que era desconsiderado como gente...

Deus deseja nos aproximar. Ele quer congregar todos. Para Ele não existe estrangeiro. Todos devem pertencer a família de Deus, a família real.

Somos feitos dignos por Ele, somos importantes,  somos filhos e filhas amadas com igual valor.

 O sonho de Deus é que os filhos que se afastaram e, estão vivendo como mendigos e em situações desumanas, sejam restauradas e incluídos na família real.

Que vivem com dignidade, de cabeça erguida, com auto-estima.

  6. Deus sonha que nosso coração seja seu lar

Deus habitou no Tabernáculo: O tabernáculo era a habitação de Deus, onde o homem encontrava-se com a Divindade. 

Deus viera "Tabernacular" (sakan) ou "habitar" no meio dela. Traz a idéia da habitação de Deus com o povo. Deriva o seu nome de mishkan lugar de habitação (Ex 25.8; 29.44-45).

Deus habita no Alto e com o contrito: "Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e vivificar o coração dos contritos" (Is 57.5).

O coração, o espírito recriado em Cristo, torna-se habitação de Deus: Ef 2. 22; 1 Co 3. 16.

O apóstolo também declara que nossas vidas são "juntamente edificadas para morada de Deus no Espírito" (Ef 2.22). Paulo orou para que "Cristo habite pela fé nos vossos corações" (Ef 3.17), ou seja, que ele pudesse vir de mudança, e fazer seu lar permanente dentro de nós.

O nosso Senhor disse aos seus discípulos: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada" (Jo 14.23). Era difícil para eles entenderem o que Jesus estava dizendo. Como seria possível ele fazer a sua morada com eles neste sentido?

 Seu propósito é se aproximar mais  de nós para viver em comunhão.

 7. Deus sonha que participemos das Suas bênçãos

 "... os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho" (Ef 3.6).

 “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo" (Rm 8.16-17).

 Devemos andar com essa postura de filho ou filha, que tem direitos por ser herdeiro.

 Quem pauta sua vida pelo princípio de que é filho ou filha de Deus não se importará com uma dificuldade que possa surgir. Ao contrário, ela poderá até ser motivo da benção chegar.

 Amador Aguiar, fundador do BRADESCO, foi membro da Igreja Metodista em Penápolis, SP, e pautou sua vida por princípios cristãos. Aos 22 anos, Aguiar era office-boy na filial de Birigui (SP) do Banco Noroeste do Estado de São Paulo. Foi nessa época que começou a acalentar a idéia de subir na vida e, algum dia, tornar-se poderoso. Dois anos depois, numa carreira fulminante, ele já ocupava o cargo de gerente. Mais do que à ambição, ele atribuía o êxito a um detalhe aparentemente secundário. "Todo o meu sucesso profissional eu atribuo à asma. Eu não dormia à noite e, por isso, lia tudo sobre as atividades bancárias. Assim, superei muitos funcionários mais letrados do que eu."

 Conclusão

É muito bom saber que Deus sonha o melhor para nós. Seus sonhos não são sonhos egoístas que retiram de nós a liberdade. Seus sonhos têm como fundamento o amor.

Deus não exclui ninguém. Tire essa idéia do seu coração. Viva em novidade de vida. Viva já como herdeiro e co-herdeiro com Cristo.

Deus pensa grande para você. Seu propósito não é simplesmente resolver um problema material para nós.

Seu propósito é nos elevar, repartir com nós suas bênçãos e nos fazer felizes.

Por isso, quando você falar com Deus, pense grande. Ele pode te dar infinitamente muito mais além do que pede ou pensa...

 

  

O poder da palavra profética

 

A parábola do vale de ossos secos nos mostra o poder da ação do Espírito e da palavra profética. Era um tempo em que o povo de Israel precisava de esperança e de restauração. Estavam como mortos, cativos, sem esperança.

O povo de Deus precisava ser fortalecido e o profeta Ezequiel procurou fortalecer e trazer esperança.

Ezequiel significa Deus fortalece.

A parábola do vale dos ossos secos é semelhante a situação de muitas pessoas hoje. Muitos precisam ser revitalizados pelo Espírito Santo.

Há uma necessidade de que haja cristãos com a visão profética e prática de Ezequiel para que vidas sejam restauradas.

Nesta parábola aprendemos:

1. O Espírito sabe o que faz. Devemos estar submissos a Ele

"A mão do Senhor estava sobre mim, e por seu Espírito ele me levou a um vale cheio de ossos."

"me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos... eram numerosos e estavam sequíssimos" (Ez 37. 1-2).

Da mesma forma que um dia o Espírito Santo levou Jesus para o deserto, às vezes, o Espírito pode nos levar para lugares inesperados para nos ensinar e para proferirmos a sua palavra. Foi isto o que Deus fez com Ezequiel.

O Espírito nos leva para lugares de paz, alegria e amor, sim,  mas nos leva também aos ossos de hoje que estão sem vida para que possamos promover a sua restauração.

Somos chamados a ser instrumentos de restauração.

Somos instrumentos de um Reino onde existe a paz, alegria, amor... vida plena. Jesus disse que o mundo jaz no maligno. Ele disse: se eu expulso demônios é chegado o Reino até vós...O Espírito o moveu para vir ao mundo cheio de trevas para trazer luz...

2. Devemos crer que por causa da misericórdia e do poder de Deus há esperança no vale

Uma pessoa no vale da sombra da morte ou no vale de ossos secos pode estar sem esperança. Todos os recursos já acabaram. Que fazer agora?

O Senhor provou a Ezequiel dizendo:

 “E me disse: Filho do homem, porventura viveräo estes ossos? E eu disse: Senhor DEUS, tu o sabes” (Ez 37.3).

"Senhor Deus, Tu o sabes". Essa foi a resposta sábia do profeta. Ele tinha consciência da situação horrível em que se achava; contudo, sabia também que o Deus que servia era Deus de milagres, e dependia totalmente dEle para sair daquele vale de ossos secos. Só o Deus de misericórdia e que faz muito além do que pedimos ou pensamos pode tirar alguém do vale.

Muitos estão no vale da sombra da morte e outros no vale dos ossos secos...sem vida, sem esperança. Estão cativos de vícios, problemas emocionais e de trevas.

Por causa do grande amor de Deus temos esperança. Deus quer retirar de nós o jugo. Mas precisamos de fé.

Se crermos, veremos a glória de Deus. Depende de nós...

A verdadeira fé em Deus nos leva a saber que Deus pode fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos...

A verdadeira fé em Deus nos leva a esperar sempre a última palavra decisiva como vindo de Deus...


3. Devemos estar atentos para ouvir e obedecer a Palavra do Espírito

"Então ele me disse: "Profetize a estes ossos e diga-lhes: Ossos secos, ouçam a palavra do SENHOR!"

"Então me disse: Profetiza sobre estes ossos e dize-lhes: ossos secos, ouvi a palavra do Senhor..." (Ez 37. 4).

Ezequiel deve ter pensado: será que estou ouvindo direito: devo falar a palavra do Senhor à estes ossos secos? Será que já estou ficando louco? Às vezes, as ordens divinas nos parecem loucuras, devaneios mentais ouvidos ocasionalmente. Mas quando Deus nos dá uma ordem, ela deve ser cumprida. Notamos aqui que Deus busca no profeta duas coisas: a fé para crer no impossível e a obediência para presenciar a realização do inacreditável. Então o profeta, em obediência ao Senhor profere as palavras: "Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis". Aqui duas coisas acontecem: o profeta fala em nome do Senhor Deus a sua palavra e ordena ao espírito que assopre sobre os ossos para que vivam.

A palavra foi objetiva: sobre esses ossos!

Nem mais, nem menos.

É necessário dizer, expressar. No mundo espiritual a palavra tem grande valor...

Arafat disse: A palavra tem mais poder do que o revólver!

Não podemos profetizar por ritualismo, por brincadeira ou por fantasia. Só quando tivermos a certeza do Espírito.

O líder espiritual Antonio Conselheiro profetizou para mais de 5 mil pobres pessoas que " O Sertão vai virar Mar e o Mar vai virar Sertão ". Eles morreram sem ver o mar...

4. Devemos reconhecer que o poder pertence a Deus

O fato de eu orar ou profetizar e alguém ser abençoado, não significa que a glória é minha. Fui apenas canal. A Bíblia é clara ao dizer:

“Assim diz o Senhor DEUS a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis. E porei nervos sobre vós e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou o SENHOR” (Ez 37.5-6).

Veja o exemplo de Paul Schoo: Ele andava desanimado porque nada acontecia em sua Igreja na Coréia. Só havia uma meia dúzia de membros. Um dia ele pensou em desistir, mas eis que um membro de sua igreja levou um aleijado para ele curar. Ele ficou desesperado. Como um aleijado espiritual pode orar para um aleijado físico. Ele orava e pedia o aleijado para andar, mas ele caia no chão parecendo que ia se quebrar todo. Então, foi ao altar do Senhor e lhe disse algo assim: Senhor, se Tu não me deres unção e tamanha fé para essa cura, estou desistindo de tudo. Houve uma plena entrega e a unção veio sobre ele. Então, orou para o aleijado andar e ele foi curado...

Nós somos canais, instrumentos, mas o poder, a glória pertence toda a Deus.

5. Devemos crer e obedecer integralmente a Palavra do Senhor

"E eu profetizei conforme a ordem recebida..." (Ez 37. 7).

Só fazer o que o Senhor determinar. Não ir além e nem deixar de fazer o que o Senhor determina.

Somos servos e servas. Ele é o Senhor. A nós cabe apenas acatar suas determinações.

Se obedecermos, se formos fiéis e tivermos fé, o poder de Deus se moverá através de nós...

6. Quando profetizamos com fé e unção algo acontece 

"Enquanto profetizava, houve um barulho, um som de chocalho, e os ossos se juntaram, osso com osso." (Ez 37. 7b).

"e eis que se fez um reboliço, e os ossos se juntaram, cada osso ao seu osso.."

Wesley diz que Deus nada faz senão em resposta às nossas orações...

Jesus disse que, se pedir, receberemos. Somos filhos e filhas, herdeiros e co-herdeiros com Cristo.

7. Devemos profetizar para que haja o mover do Espírito

“E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam” (Ez 37.9).

Jesus disse que, se pedíssemos o Espírito, o Pai daria (Lc 11. 13).

Se você não tem o Espírito Santo, como os discípulos em Samaria (Atos 8) não haviam recebido, peça a Deus.

Se falta unção e intrepidez em seu ministério, peça a Deus. Os discípulos oraram e ficaram cheios do Espírito e passaram a pregar com intrepidez.

8. O Espírito irá agir e promover restauração

"Profetizei conforme a ordem recebida, e o espírito entrou neles; eles receberam vida e se puseram em pé. Era um exército enorme!...Ó meu povo, vou abrir os seus túmulos e fazê-los sair; trarei vocês de volta à terra de Israel. E quando eu abrir os seus túmulos e os fizer sair, vocês, meu povo, saberão que eu sou o SENHOR." (Ez 37.13-14).

Deus quer restaurar e trazer vida plena a todos. Jesus veio para que todos pudessem passar do reino das trevas para o reino do Filho do seu amor (Cl 1.13).

O Espírito do Senhor estava sobre Jesus  para ele libertar o cativo, por em liberdade o oprimido, curar os cegos etc (Lc 4.16-19).

Conclusão

Os fatos contidos no livro de Ezequiel situam o ministério do profeta no começo do exílio babilônico, entre os anos 593 a 570 aC. O profeta Ezequiel, fazendo da Babilônia o seu palco de acontecimentos, profetizou a restauração da nação de Israel.

  Aos seus desesperados ouvintes, depois da queda de Jerusalém ele veio a ser um consolador, um arauto da salvação, um expositor da necessidade da religião interior, um profeta do reajuntamento e o que previa a restauração divina do Templo, dos cultos e da terra para um Israel redimido e purificado.

 A situação política de Israel nos dá o pano de fundo dessa visão tão conhecida do Antigo Testamento. Após a queda de Jerusalém, o povo se viu sitiado e espalhado entre as nações, e a profecia de Ezequiel traz ao povo, que se encontra como na visão, sem perspectivas, a esperança de restauração e retorno à terra de sua parentela.

 Essa possibilidade de resgatar a dignidade e a alegria, não se encontra nos méritos do povo, que havia se desviado de Deus e traído a sua confiança, mas reside na imensa misericórdia de Deus.

 Hoje, se você também se sente sem vida, seco, é preciso deixar o Espírito restaurar sua vida e lhe fortalecer.

 Abra-se ao mover do Espírito de Deus que traz vida hoje também. Ele lhe dará: amor, alegria, paz...

 Deus quer restaurar as pessoas hoje em toda a terra, mas para isso é preciso que: existam homens e mulheres dispostos a proferir a palavra do Senhor com fé e obediência; é preciso que esperemos pelos resultados da palavra que foi proferida.

 

 

Poço, a água se encontra na profundidade

 

"Tomaram então, a Jeremias e o lançaram na cisterna. Na cisterna não havia água, senão lama; e Jeremias atolou na lama" (Jr 38.6).

Há pessoas que estão como o profeta Jeremias, no fundo do poço, chegaram no limite da existência humana, não vêem mais solução para a crise estabelecida, estão sozinhas, machucadas, com feridas internas que ser humano nenhum pode curar, dores profundas que a medicina não consegue explicar. O que está de fato a sua frente são as impossibilidades e muita escuridão.

O fundo do poço é o lugar da não sobrevivência, da lama, da sujeira imposta pelos outros ou por uma circunstância.

Temos que aprender a estar junto do poço de águas cristalinas.

 A Bíblia realça a importância do poço.

 1. Algumas pessoas tiveram sua história mudada junto ao poço

 Veja alguns exemplos na Bíblia:

- Rebeca, a futura esposa de Isaque foi encontrada junto a um poço - “Fora da cidade, fez ajoelhar os camelos junto a um poço de água, à tarde, hora em que as moças saem a tirar água.
...considerava ele ainda, quando saiu Rebeca, filha de Betuel, filho de Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, trazendo um cântaro ao ombro”
  (Gn 24. 11 e 15).

- Jacó conheceu Raquel junto a um poço:  ”Pôs-se Jacó a caminho e se foi à terra do povo do Oriente.
Olhou, e eis um poço no campo...
Tendo visto Jacó a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, chegou-se removeu a pedra da boca do poço, e deu de beber ao rebanho de Labão, irmão de sua mãe.Feito isso, Jacó beijou a Raquel e, erguendo a voz, chorou”
(Gn 29.1-2, 10-11).

Moisés encontrou sua esposa, Zípora, junto a um poço: “...porém Moisés fugiu da presença de Faraó, e se deteve na terra de Midiã; e assentou-se junto a um poço.

O sacerdote de Midiã tinha sete filhas, as quais vieram a tirar água...”  (Ex 2.15-16).

A mulher samaritana teve seu encontro com Jesus junto ao poço de Jacó: “Estava ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte, por volta da hora sexta.

Nisto veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: dá-me de beber.” (Jo 4. 6-7).

 Alguns ensinamentos sobre o poço:

 2. Para obter seu poço, caminhe pelo Espírito e não pela obra da carne

 Evite o ódio, as tramas, o ressentimento e o espírito de vingança. A obra da carne fecha os poços: ”Semeou Isaque naquela terra e, no mesmo ano, recolheu cento por um, porque o Senhor o abençoava.
Enriqueceu-se o homem, prosperou, ficou riquíssimo;
possuía ovelhas e bois, e grande número de servos, de maneira que os filisteus lhe tinham inveja.
E, por isso, lhe entulharam todos os poços que o servos de seu pai haviam cavado, nos dias de Abraão, enchendo-os de terra.

Disse Abimeleque a Isaque: Aparta-te de nós, porque já és muito mais poderoso do que nós.
Então Isaque saiu dali e se acampou no vale de Gerar, onde habitou” (Gn 26.16-22).

 - Isaque caminhou pela humildade e procurou a paz. Quando Abimeleque, invejoso, pediu para Isaque sair dali, ele o fez. Evitou a briga, a polêmica. Por isso seria depois abençoado.

 - Isaque caminhou pela fé. “Não pode ser aquele poço? Não importa! O Senhor dará outro”.  Por isso, ele partiu...

 3. Procure poços que lhe abram os horizontes

 Não podemos desistir por causa de uma luta ou oposição. Nem podemos aceitar o primeiro poço que aparece...

 Isaque teve critérios para cavar um poço - Isaque primeiro foi aos poços que haviam dando abundante água no passado:  ”E tornou Isaque a abrir os poços que se cavaram nos dias de Abraão, seu pai (porque os filisteus os haviam entulhado depois da morte de Abraão), e lhes deu os mesmos nomes que já seu pai lhes havia posto” (Gn 26.19).

 - Mas eram poços marcados pela polêmica. Isaque não ficou junto a esses poços. Não haveria progresso e bem-estar: “Cavaram os servos de Isaque no vale, e acharam um poço de água nascente. Mas os pastores de Gerar contenderam com os pastores de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso chamou o poço de Eseque, porque contenderam com ele. Então cavaram outro poço, e também por causa desse contenderam; por isso recebeu o nome de Sitna” (Gn 26.20).

- Isaque encontrou um poço que tinha ampla possibilidade de sucesso: “Partindo dali, cavou ainda outro poço; e, como por esse não contenderam, chamou-lhe Reobote, e disse: Porque agora nos deu lugar o Senhor, e prosperaremos na terra. Dali subiu para Berseba” (Gn 26. 22 ).

 Reobote significa “Lugares amplos”.

 4. A bênção virá quando encontrarmos o poço certo

 - Devemos esperar a benção porque somos filhos e filhas de Deus:  Na mesma noite lhe apareceu o Senhor, e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas porque eu sou contigo; abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, meu servo” (Gn 26.23-24).

 - Os poços devem ser abertos após a busca do Senhor: “Então levantou ali um altar e, tendo invocado o nome do Senhor, armou a sua tenda; e os servos de Isaque abriram ali um poço” (Gn 26.25).

 - Como resultado da benção do Senhor os inimigos nos deixarão em paz:  De Gerar foram ter com ele Abimeleque e seu amigo Ausate, e Ficol, comandante do seu exército. Disse-lhe Isaque: Por que vieste a mim, pois me odiais, e me expulsaste do vosso meio?” (Gn 26.26-27).

”Eles responderam: Vimos claramente que o Senhor é contigo; então dissemos: Haja agora juramento entre nós e ti, e façamos aliança contigo.

Jura que nos não farás mal, como também não te havemos tocado, e como te fizemos somente o bem, e te deixamos ir em paz. Tu és agora o abençoado do Senhor.

Então Isaque lhes deu um banquete, e comeram e beberam.Levantando-se de madrugada, juraram de parte a parte; Isaque os despediu, e eles se foram em paz” (Gn 26. 28- 31).

 A benção do Senhor virá no momento próprio: Nesse mesmo dia vieram os servos de Isaque e, dando-lhe notícia do poço que tinham cavado, lhe disseram: Achamos água.Ao poço chamou-lhe Seba; por isso Berseba é o nome daquela cidade até ao dia de hoje”  (Gn 26.32-33).

Conclusão

 Algumas atitudes para sermos abençoados:

 -  Evite estar junto dos pântanos ou dos brejos... Dali só saem coisas ruins...

Esteja sempre junto ao poço, onde há água cristalina. Você um dia encontrará a sua benção.

 - Peça a Deus para abrir teus olhos para enxergar onde está o poço: “Mas Deus ouviu a voz do menino e, do céu, o anjo de Deus chamou Hagar, Disse ele: “Hagar, que aconteceu? Não tenha medo! Deus ouviu a voz do menino, dali onde ele está. Vamos! Levante-se! Vá lá e trate de animar o rapaz. Pois vou fazer uma grande nação dos descendentes dele”.

Deus abriu os olhos de Hagar, e ela viu um poço de água. Foi lá, encheu o cantil, e deu água ao filho”(Gn 21.17-18).

 - Não feche e nem deixe ninguém fechar teu poço. Quando você encontrar teu poço, lute por ele. Não deixe ninguém fechar teu poço, mas também não seja descuidado. Zele por ele. Ele é fonte de bênçãos para você.

  -  Cave poço bem alicerçado para que a água não vaze: “Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram para si cisternas, cisternas rachadas, que não retêm as águas” (Jr 2.13).

   

 

Profundidade no relacionamento com Deus

 

A TotalFinaElf, em 2002, fez uma descoberta de petróleo na Bacia de Campos numa parceria com a Petrobrás. Segundo o presidente da empresa no Brasil "o projeto tem um desafio muito grande, que é a alta profundidade do poço".

O poço está localizado numa lâmina dágua de 2,4 mil metros. Nem a Petrobrás perfurou tão fundo".

Um tribunal da Flórida concedeu, em 2003, a um grupo de americanos caçadores de tesouro os direitos limitados sobre o que talvez seja a descoberta submarina mais valiosa do mundo - um tesouro estimado em US$ 3,2 bilhões encontrado a bordo de um navio naufragado que eles afirmam ser o galeão Notre Dame de Deliverance (Nossa Senhora do Bom Parto), há muito perdido.

Tesouros se encontram em grande profundidade.

Paulo fala dessa riqueza que há em Deus e coloca a necessidade de algumas atitudes nossas para adquirirmos esse tesouro:

Necessidade da profundidade no relacionamento com Deus 

"Ó profundidade das riquezas da sabedoria e da ciência de Deus! Quão incompreensíveis são os seus juízos e imperscrutáveis os seus caminhos! Pois quem conheceu o pensamento do senhor? Ou que foi o seu conselheiro? Ou quem lhe deu alguma coisa, primeiro, para que tenha que receber em troca? Porque dele, por ele e para ele são todas as coisas; a ele glória por todos os séculos. Amém" (Rm 11.33-36).

Profundidade é o contrário de superficialidade.

A expressão Imperscrutável quer dizer não se pode esquadrinhar; investigar minuciosamente, penetrar; sondar atentamente; procurar devassar o futuro.

Devido a esta profundidade e riqueza incompreendida pela razão humana  não é possível ser superficial no relacionamento com Deus. Para se relacionar com Deus é preciso profundidade, ter coração, entrega, dedicação, consagração.

 Paulo fala dessa profundidade:

- "E, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade" (Ef 3.17-18).

-  "Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós" (Ef 3.20).

-  "e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus" (Ef 3.19).

- Jesus fala dessa profundidade:

- "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22.36-39).

Por isso, Paulo roga:

"Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.  E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.1-2). 

É preciso realizar um culto lógico para Deus - com sacrifício vivo, santo e agradável de nossas vidas.

Como adquirir essa profundidade no relacionamento com Deus?

Necessidade de recusar a forma do mundo 

Temos o livre arbítreo...Não culpe a Deus, se você se envolver com as trevas e negar à Palavra...

No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1 Pe. 2.11).

O cristão não pertence ao mundo (Jo 15.19),  não deve amar o mundo (Jo 2.15), deve vencer o mundo (Jo 5.4), odiar a iniqüidade do mundo (Hb 1.9), morrer para o mundo (Gl 6.14) e ser libertos do mundo (Cl 1.13; Gl 1.4).

Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele (Lc 23.35).

Não se conformar, não se moldar (Rm 12.1) é não adquirir a forma do que é negativo no mundo.

“É comum o nosso pensamento e comportamento se moldarem de acordo com quem nos rodeia. É mais comum ainda nos moldarmos conforme aqueles à quem gostamos ou respeitamos. Também é fácil sermos moldados por aquilo que lemos e ouvimos no dia a dia. Infelizmente muitos Cristãos tem se deixado moldar pelo que lêem e o pelo que ouvem nos meios de comunicação em geral. Muitos programas de TV e rádio além de matérias em jornais e revistas apresentam idéias contrárias ao que encontramos na Palavra de Deus”.

- Quem se conforma cedeu à tentação.

- Quem se conforma não tinha boa estrutura e não suportou a pressão.

Certamente, viveu um cristianismo superficial sem os fundamentos da fé cristã.

-Quem se conforma perde a identidade. Adquire a forma do anti-reino.

Necessidade de quebrantamento para haver transformação

Não é possível com a mente carnal ter comunhão profunda e nem amar a Deus. Essa mente precisa ser transformada.

A mente carnal é qualquer pessoa que vive para este mundo e para a aprovação dos homens, em vez de viver para o céu e para a aprovação de Deus.

Precisamos, então, quebrar paradigmas...romper com tradições estéreis e a mentalidade quadrada, limitada...Para isso, precisamos de quebrantamento...

Quando Deus nos quebranta, seu objetivo não é nos destruir. Ele quer destruir as atitudes incorretas que há em nós, para que assim a sua glória possa refletir-se por nosso intermédio" (Marcos Witt).

Veja como é um ciclo: Quebrantamento leva ao arrependimento, e arrependimento leva ao perdão; perdão leva à liberdade e liberdade nos proporciona uma maior capacidade de amar; o amor sempre nos leva de volta para a verdadeira adoração a Deus, e adoração a Deus nos leva a níveis mais profundos de comunhão com Deus.

 

Exemplo do milho: A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. E você o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá?

-É pelo Espírito Santo que adquirimos a forma do caráter de Cristo: comunhão com Deus, solidariedade com próximo, prática da justiça, vida em profundidade...

Consequências de uma mente renovada

- Experimentaremos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Rm 12.2). Estaremos em sintonia com a dimensão de Deus e poderemos assim discernir Sua vontade e sermos vitoriosos.

- Alcançaremos a sobriedade no corpo de Cristo ...(Rm 12.3-8): “não tenha de si mesmo mais alto conceito do que convém; mas que pense de si sobriamente, conforme a medida da fé que Deus, repartiu a cada um. Pois assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma função, assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente uns dos outros”.   

-Exerceremos nosso ministério com fervor: exerceremos os ministérios com fé,  alegria, liberalidade, dedicação, zelo (Rm 12.4-8) - "sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor" ( Rm 12.11).   

- Teremos verdadeira prática de amor para com o próximo: Amaremos com amor sincero e de doação (Rm 12.9-10, 13): "O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12.9-10); "Acudi aos santos nas suas necessidades, exercei a hospitalidade" (Rm 12.13).

- O fruto do Espírito estará presente na vida do cristão: paciência na tribulação; alegria na esperança e perseverantes na oração: "alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração" (Rm 12.12).

Conclusão

 Vivemos em constante tensão no mundo. Se não nos agarrarmos à Palavra de Deus e ao mover constante do Espírito, sofreremos influências e nos moldaremos conforme o mundo. Quando menos esperarmos estaremos repetindo o mundo em sua prática. Poderemos perder a nossa benção.

 Precisamos, por isso, dar tempo à Palavra, à vida devocional, à igreja como sendo fundamentais à nossa vida.

  

 

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