O caráter do discípulo
Odilon Massolar Chaves
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Toda gloria a Deus!
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Odilon Massolar Chaves é pastor metodista
aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São
Paulo.
Sua tese tratou sobre o avivamento metodista
na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos
dias.
Foi editor do jornal oficial metodista e
coordenador de Curso de Teologia
Índice
Introdução
Resgatando a identidade perdida
Amadurecendo com os erros e acertos
Arrancando
raízes venenosas pela circuncisão do coração
A verdade deve andar de mãos dadas com o amor
A nova vestimenta do cristão
O andar cristão
Por causa da obra de Cristo
Andar em amor
Paulo diz algo fundamental para os cristãos viverem bem: “Habite ricamente em vós a Palavra de Cristo; ensinai e aconselhai uns aos outros com toda a sabedoria, e cantai salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão no coração” (Cl 3.16).
Foi pelo uso da Palavra que Jesus venceu o inimigo dizendo “está escrito” registrado no Evangelho de Mateus 4.3: “Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães”. Jesus respondeu: “Está escrito: nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”.
Jesus ´procurou fazer discípulos. No sermão do monte, procurou ensinar aos discípulos: Jesus, vendo as multidões, subiu a um monte e, assentando-se, os seus discípulos aproximaram-se e ele começou a ensiná-los” (Mateus 5.1).
Estas mensagens vieram do coração de Deus para o meu coração e se transformaram, em pregações que têm edificado à Igreja.
Procuramos coloca-la agora a disposição de todos para que haja maior aprofundamento e como consequência crescimento, amadurecimento espiritual e vitória no viver diário. Elas destacam o caráter do discípulo de Cristo. Somos chamados a crescer até alcançar o caráter de Cristo. ´E obra do Espírito Santo: “Mas todos nós, com os rostos descobertos, refletindo como um espelho, a gloria do Senhor, somos transformados de gloria em gloria, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Coríntios 3.18).
Que o Espírito Santo ilumine seu entendimento para que a palavra via de Deus, entre profundamente em seu coração
O Autor
Resgatando a
identidade perdida
Vivemos em um mundo conturbado onde há grupos interessados em destruir os valores essenciais do cristianismo.
Mudanças sempre são necessárias, mas precisamos conservar o que é essencial ao bem-estar da família e a dignidade humana, conforme a Bíblia ensina.
Precisamos conservar nossa identidade cristã.
I - A perda da identidade
Deus nos criou com uma identidade. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus - com marcas do caráter de Deus - amor, livre arbítrio, senso moral, liberdade e capacidade de evoluir.
O pecado original nos fez perder parte dessa identidade. Precisamos ser restaurados pela graça de Deus e fé em Jesus.
Jesus veio para resgatar o ser humano
O Espírito de Deus está sobre mim pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos” - Lc 4.18. Mas mesmo os que readquiriram a identidade de filho e filha de Deus podem perde-la de novo, se não permanecerem com o Senhor.
II - A perda da identidade hoje
Perder uma identidade não é nada bom. Ela revela quem somos. Logo precisamos obter outra, pois não podemos andar sem identidade.
1. Alguns perdem a identidade por causa do curso desse mundo e pelas inclinações da carne (Efésios 2.2)
Muitos perdem a identidade por estarem fora do convívio familiar ou por causa das pressões da vida e uso de drogas, etc. Diversos adolescentes têm se identificado com os traficantes. Com a impotência diante do caos da sociedade, o adolescente se identifica com a ousadia, a radicalidade e a coragem dos traficantes.
2. Alguns perdem a identidade pela ação das trevas
Veja o exemplo do geraseno (Mc 5.1-13):
Vivia em ambiente de morte. “Veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem de espírito imundo” (Mc 5.2). Sem a identidade cristã, a pessoa passa a conviver em ambientes de morte e será sem dignidade - imunda sem a luz, o amor e a paz do Senhor.
Usava de violência - “e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele” (Mc 5.3-4).
Perdeu a noção do tempo e espaço – “Andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras” (Mc 5.5).
Tinha tormento em sua vida. A presença da Luz atormenta quem está em trevas: “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho de Deus Altíssimo! Conjuro-te por Deus que não me atormentes!” (Mc 5.7). Luz e trevas mão se dão.
Tinha perdido sua identidade: “E perguntou-lhe: qual é o teu nome? Respondeu ele: legião é o meu nome, porque somos muitos” (Mc 5.9).
III - Como Jesus agiu e a Igreja deve agir:
1. Jesus resgatou o geraseno expulsando os demônios que o atormentavam (Mc 5.8): “Porque Jesus lhe dissera: Espírito imundo, sai desse homem”.
A Igreja também deve exercitar a autoridade que Jesus deu para expulsar demônios.
2. Jesus permitiu que os demônios entrassem em porcos porque o ser humano é mais valioso (Mc 5.11-13).
O ser humano foi feito segundo a imagem de Deus. A Igreja é chamada a
libertar os cativos restaurando sua dignidade.
3. Jesus restabeleceu a identidade de filho ao que tivera legião - (Mc 5.15): “Viram o endemoninhado, o que tivera legião, assentado, vestido, em perfeito juízo”.
A Igreja existe para restaurar a dignidade, a identidade do ser humano.
O sangue de Jesus purifica de todo pecado e o Espírito Santo forma o caráter cristão.
4. Jesus faz retornar ao convívio familiar: “Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti” (Mc 5.19).
Para refletir: A sua identidade está em Cristo?
Amadurecendo com os erros e acertos
Você costuma ficar desenterrando erros do passado de uma pessoa amiga ou
consegue perdoar e esquecer?
Você perde a confiança numa pessoa amiga que comete erros ou decide dar
um voto de confiança para ela?
Você costuma corrigir uma pessoa amiga que erra ou vira às costas para
ela?
A história do "discípulo amado" João nos ajuda a compreender
sobre seu amadurecimento e sobre como Jesus procurou moldar seu caráter
investindo nele.
Veremos que o apóstolo João, no início teve algumas atitudes erradas,
mas Jesus tratou dele.
I - Atitudes que revelam erros no caráter de João
Desejo de privilégios da mãe e dos filhos João e Tiago no Reino (Mt 20.20-27).
Pediu para um sentar à direita e outro à esquerda no Reino. Jesus disse
que eles não deveriam querer ser como as pessoas do mundo e sim servir.
João e Tiago, com espírito de vingança, queriam pedir fogo dos céus sobre os samaritanos (Lc 9.54-55).
Eles não haviam deixado Jesus ficar numa aldeia samaritana.
Jesus os repreendeu e disse que eles não sabiam de que espírito eram. O Filho do Homem não veio para destruir, mas para salvar.
João e os discípulos, numa atitude de exclusivistas, proibiram algumas pessoas de expulsarem demônios porque não seguiam com eles (Lc 49-50).
Jesus disse para não os repreender porque quem não era contra eles era a favor.
II - Atitudes de João que revelam um caráter
moldado segundo a imagem de Jesus
Esteve junto à cruz com Jesus (Jo 19.25-27). Jesus pediu a João para ele cuidar de sua mãe revelando ter confiança nele. João a levou para sua casa.
João foi com Pedro orar no templo e participou da cura do coxo (Atos 3.1).
João foi enviado pelos apóstolos, junto com Pedro, para orar pelos samaritanos para que recebessem o Espírito Santo (At 8.14-15).
O fogo que João pediu desta vez para vir sobre os samaritanos era o fogo
do Espírito Santo.
III- Lições com a história do apóstolo João
A vida é um aprendizado. O que fizemos ontem de errado serve para nosso
amadurecimento. Não devemos ficar desesperados com uma falha e sim procurar
amadurecer.
Não temos o direito de ficar lembrando dos
erros de alguém do passado. Temos que ver o que a pessoa é hoje.
Jesus olhava as possibilidades que haviam em
João e não o problema que ele era e poderia causar no futuro.
Jesus corrigiu os erros de João, mas não o desprezou, não o rejeitou e nem teve preconceitos em relação a ele. Ele o amou e o ensinou.
Por João seguir os passos de Jesus ele veio a ser o discipulado amado, o servo fiel e líder espiritual.
Conclusão
A história da vida do apóstolo João nos ajuda a não termos preconceitos em relação aos que erram ou pensam diferente de nós.
Jesus quer investir em cada um. Seu objetivo é moldar nosso caráter. Apóstolo Paulo disse que fomos destinados a sermos iguais à imagem de Jesus (Rm 8.29). Isso é obra do Espírito Santo que através de Sua ação em nossa vida faz com que tenhamos o fruto do amor, alegria, paz, bondade, fidelidade, mansidão etc (Gl 5.21-22).
Como o apóstolo João, temos erros, bloqueios e impulsos, mas podemos ser transformados, se nos abrirmos ao mover do Espírito.
Arrancando
raízes venenosas pela circuncisão do coração
Deus libertou Israel que havia
ficado 400 anos preso no Egito. Nesse tempo as pessoas aprenderam novos
costumes, foram influenciados pelo curso do mundo no Egito, pelos principados e
pelas inclinações da carne.
Não bastou serem libertos fisicamente
do Egito porque no interior do coração havia muitas raízes venenosas.
O Egito e a arca de Noé.
Hoje também não basta sair do Egito.
Não basta estar dentro do templo como se estivesse dentro da arca de Noé. É
preciso retirar o Egito de dentro de nós.
Essa é a razão de existir em nosso meio
pessoas que desejam ser bons cristãos, mas agem agressivamente, com
incredulidade, fazem oposição aos líderes espirituais da
igreja, murmuram etc.
Pessoas que saíram de um ambiente negativo,
mas conservaram em seu coração raízes negativas.
Vemos algumas dessas raízes no povo que
saiu do Egito e que também existe em muitos que deixaram o mundo e estão na
Igreja.
1. Raízes do medo, de ironia e de conformismo
– Ex 14.10
Espírito de medo: “Levantaram os olhos,
e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então os
filhos de Israel clamaram ao Senhor”.
Fizeram o correto: clamar. Uma raiz
espiritual que estava dentro deles. Eles haviam aprendido a importância de
clamar.
Mas revelaram espírito de ironia:
“Será, por não haver sepulcros no Egito, que nos tirastes de lá, para que
morramos neste deserto?” (Ex 14.12).
Ironia exprime o contrário do que as
palavras significam e que serve para depreciar ou engrandecer.
Revelaram ter espírito de conformismo
com a desgraça: “Melhor nos fora servir aos egípcios do que morremos no
deserto” (Ex 14.12). Os pais haviam passado para eles todas as desgraças que
viveram no Egito nesses 400 anos.
Conformismo é o ato de se conformar com uma
situação ruim.
Palavras de ânimo de Moisés: “Não temais;
aquietai-vos e vede o livramento do Senhor” (Ex 14.13).
Palavras de fé de Moisés: “O Senhor pelejará
por vós, e vós vos calareis” (Ex 14.14).
2. Raiz de murmuração – Ex 15.24
É falar mal de alguém ou de alguma coisa; difamar,
desacreditar; queixar-se em voz baixa; lamentar-se; resmungar.
A palavra murmuração - (e seus
derivados) - ocorre 40 vezes na Bíblia, em um total de 33 versículos espalhados
em nada menos de 14 livros.
Apesar do poder de Satanás para
introduzir essa maldade no mundo, nós podemos estar colaborando, abrindo
caminho para que o germe da murmuração seja semeado.
A murmuração acontece, nas seguintes
áreas: incredulidade, incapacidade de recordar, incapacidade de contemplar os
atos de Deus, indelicadeza, intolerância, ingratidão e insegurança.
A murmuração quase sempre descamba numa
reclamação contra Deus. Revela o baixo nível da espiritualidade do murmurador,
sua falta de gratidão, sua falta de respeito, sua falta de sabedoria, sua falta
de fé. A murmuração é própria para falar mal de Deus: "Ele não é o que diz
ser, não faz o que promete fazer, não ama como diz que ama."
O Senhor fez o povo de Israel passar
pelo mar vermelho e os inimigos foram destruídos. Como resultado, o povo
“temeu ao Senhor e confiou no Senhor e em Moisés, seu servo” (Ex 14.31).
Nada como uma grande vitória para trazer
alegria, unidade e festa. O povo cantou ao Senhor (Ex 15.1).
Mas três dias depois, eles ficaram com sede e
murmuraram, pois as águas eram amargas: “e o povo murmurou contra Moisés” (Ex
15.24).
Faz-nos lembrar de alguém que é abençoado,
louva a Deus e nós pensamos até que agora ela ficará firme, mas três dias
depois vem um grande problema e seu coração volta a blasfemar, murmurar contra
os líderes da igreja e contra Deus...
São pessoas que vivem com muitas raízes
doentias no porão do seu coração. Nos momentos difíceis elas brotam e produzem
ervas amargas contaminando as pessoas.
O problema foi resolvido porque Moisés clamou
e o Senhor transformou as águas amargas em doces (Ex 15.15).
Uma promessa do Senhor: Se ouvirdes atento a
voz do Senhor, fizeres o que é reto, seguirdes os mandamentos, estatutos,
nenhuma enfermidade virá sobre ti.... (Ex 15.26).
O povo, porém, voltou a murmurar quando
faltou alimento (Ex 17.3) – saudades das panelas do Egito.
Troque a murmuração pelo desabafo. O desabafo
diante de Deus é muito diferente. É uma exposição respeitosa na presença de
Deus da tristeza interior, dos abalos emocionais, da confusão momentânea, dos
acontecimentos desagradáveis, da pressão provocada por algum incômodo, do
aperto pelo qual se passa, de algum drama pessoal.[1]
3. Raiz de idolatria – Ex 17.3
Adoração dos ídolos;
Ação de prestar a certas entidades as honras
próprias da divindade;
Amor, dedicação excessiva.
Bastou Moisés se ausentar para que o povo
falasse com Arão: “Levante-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós” (Ex
32.1) . Eles tinham a necessidade de ver, apalpar os deuses...
Não basta ver os milagres e nem ouvir a voz
de Deus. É preciso ter experiência com Deus e ter o coração transformado.
Arão falou a Moises tentando se justificar:
“Tu sabes que o povo é propenso para o mal” (Ex 32.22). É propenso para o mal
porque há raízes doentias em seu coração.
Idolatria pode vir por termos tido um
antepassado bruxo, por causa dos pais que passaram imagem negativa de Deus por
agirem inadequadamente, pelo ambiente de incredulidade que vivemos etc. O povo
de Israel viveu 400 anos em meio aos outros deuses.
Deus não deixou esse povo que saiu do Egito
chegar à Palestina. Morreram nos 40 anos que caminharam no deserto.
Eles contaminariam todos os demais...
Conclusão
Os que saem do Egito precisam:
a - Fazer uma
entrega pessoal de suas vidas: “Quem é do Senhor venha até mim” (Ex 32.6).
Deve existir um só Senhor em sua vida.
b - Consagrar as suas vidas: “Consagrai-vos
hoje ao Senhor” (Ex 32.29).
Isso é andar junto de Deus, em comunhão com
Ele. Jesus disse: “Quem permanece em mim e eu nele esse dá muito
fruto”.
c -
Purificar-se do pecado: Moises foi fazer “propiciação pelo pecado do povo (Ex
32.30)”.
Cada dia pedir perdão, purificação. Se
dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos.
d - Buscar
um novo coração: “O Senhor, teu Deus, circuncidará o teu
coração e o coração de tua descendência, para amares o Senhor, teu Deus, de
todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas” (Dt 30.6).
Em Ez 36.25-27 o Senhor fala desse novo
coração: “Espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as
vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. E vos darei um
coração novo e porei dentro vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra
da vossa carne e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu
espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os
observeis”.
Paulo diz: Mas é judeu aquele que o é
interiormente, e circuncisão é a do coração, no espírito, e não na letra” (Rm
2.29).
Uma mudança radical no interior para eliminar
as raízes doentias e pecaminosas. Seremos dotados das virtudes de
Cristo.
Só através da circuncisão do coração é que as
raízes serão eliminadas. Elas precisam sair para que no terreno do nosso
coração o Espírito Santo possa ser plantado e produzir o fruto de fidelidade a
Deus, bondade, paz, amor, benignidade para com o próximo etc.
A verdade deve andar de mãos dadas com o amor
Vivemos tempo confusos. Alguns grupos mais radicais praticam uma verdade
onde justificam a corrupção e, em alguns casos, justificam matar. Outros
ensinam doutrinas, a sua verdade, sem a importância da prática do amor gerando
assim seguidores agressivos, extremistas sem a prática do amor e perdão ao que
pensa diferente.
A verdade concebida e transmitida através do amor gera vida, luz,
fraternidade. Sem isso correremos sérios riscos de desejar praticar a verdade e
acabar agindo contra a Palavra de Deus. A verdade concebida e transmitida pela
carne gera farisaísmo e morte.
Quem é extremamente zeloso pode atravessar a linha divisória entre o
amor e o farisaísmo e passar para o lado fariseu sem perceber.
A história da mulher pecadora (Lc 7.36-50) nos ensina:
Impulsionado pelo preconceito o fariseu só conseguiu ver algo negativo
na mulher e em Jesus
O fariseu aprendeu a exercitar o julgamento,
mas não o amor. Por isso depois de lhe contar uma parábola, Jesus lhe disse:
“Julgaste bem”. Ele até entendia, mas era incapaz de amar. Por essa razão só
tinha preconceito em relação à mulher pecadora.
A verdade sem amor levou o fariseu a criticar
Jesus. O fariseu seguia a lei e entendeu que a
mulher havia infligido a lei e que Jesus não era um ungido de Deus por não a
condenar: “Se este fora profeta bem saberia quem e qual é a mulher que lhe
tocou, porque é pecadora” (Lc 7.39).
Olhos fundamentados no preconceito entenderam
que a mulher era pecadora; a mulher não havia sido
convidada; a mulher chegou numa hora imprópria; a mulher estava incomodando; a
mulher, então deve ser retirada da sala
Jesus seguiu a verdade em amor e reconheceu o valor da mulher
Ele conseguiu perceber coisas boas na mulher: humildade, fé e amor:
– Ela derramou
humildemente sua alma perante Jesus: Ela regou seus pés com
lágrimas
– Ela derramou todo seu amor aos pés de Jesus: Ela não cessou
de lhe beijar os seus pés;
– Ela agiu com fé reconhecendo ser Jesus o
Senhor: Ela ungiu seus pés.
Você já se colocou alguma vez junto aos pés de Jesus?
Jesus mostrou o erro do
fariseu, mas agiu impulsionado também pelo amor
Usou uma parábola sobre o perdão (Lc 7.41-42), o fariseu respondeu
corretamente a pergunta de Jesus que lhe disse: “Julgaste bem” (Lc 7.43).
Mas depois Jesus lhe mostrou que ele não praticou o amor. A mulher
pecadora, sim.
Como consequência
da atitude amorosa e de fé da mulher ela
recebeu o perdão (Lc 7.48); alcançou a paz e foi salva (Lc 7.50).
Seguir a verdade sem amor pode transformar um
cristão em um fariseu que mata julgando com isso tributar um culto
a Deus.
Jesus nos ensina a praticar
a verdade fundamentada no amor. Seguir a verdade em amor traz crescimento integral: “Seguindo a verdade em amor
cresçamos em tudo”.
O crescimento será sadio, integral e produzirá uma vida
equilibrada.
Temos membros e igrejas atrofiadas, doentes, desequilibradas porque o
crescimento não foi em amor.
Uma Igreja que age pelo amor terá sempre crescimento integral e a benção
de Deus.
Seguir a verdade em amor produz perdão e traz
paz. O ódio produz agressividade, vingança e
destrói.
O amor produz perdão, reconciliação e restauração. Verdade e amor
são duas faces da mesma moeda: o caráter de Deus.[2]
Para refletir: Você tem o equilíbrio de seguir a verdade em amor?
A nova vestimenta do cristão
Dizem que a roupa faz a pessoa. É costume ouvirmos: “Hoje você está bonito!”.
No Jardim do Éden, após pecarem, Deus fez “vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gn 3.21).
Eles se sentiam feios, envergonhados, por terem feito algo errado. Essa roupa não resolveu o problema de Adão e Eva. Apenas cobriu a nudez.
Foi um ato de amor de Deus revelando seu cuidado para com seus filhos.
Longe de Deus, vestindo a roupagem pecaminosa, o ser humano passou a ser guiado por três inimigos:
-
O curso desse mundo
-
Os principados
- As inclinações da carne (Ef 2.2-3)
Através de Jesus, o ser humano foi resgatado, perdoado e selado com o Espírito Santo (Ef 1.7-11).
Deus está estabelecendo uma nova criação, na qual Jesus é o primogênito. Deus quer colocar no ser humano uma nova vestimenta - o seu caráter. Uma roupagem que vem do Cordeiro – Jesus.[o1]
Ele deseja que andemos:
- Fazendo o bem (Ef 2.10);
- De modo digno (Ef 4.1);
- Em amor (Ef 5.1);
- Como filhos da luz (Ef 5.8);
- Como sábios (Ef 5.15).
Para isso acontecer:
É preciso tomar a iniciativa de se despojar da velha natureza – Ef 4.22
Temos o livre arbítrio.
Essa velha natureza está se destruindo por causas das suas inclinações e influências ruins...É uma roupa suja, contaminada que nos faz mal.
É preciso ter o propósito de renovar os corações (sentimentos) e a mente (pensamentos) – Ef 4.23
Influenciados pelas tendências negativas, sem uma força interior, temos o entendimento obscurecido da realidade e da vontade de Deus, ficamos insensíveis e assim agimos erradamente (Ef 3.18-19).
Precisamos adquirir a mente de Cristo de uma forma sobrenatural. Precisamos ter a roupagem da santidade de Deus.
É preciso ser revestido da nova roupagem que é dada por Deus – Ef 4.24
Essa nova natureza não vem de fora como uma roupa comum que vestimos assim como Adão e Eva vestiram a roupa de pele. Essa natureza é preciso ser mudada e inculcada em nosso interior através da circuncisão do coração.
Isso acontece quando somos purificados pelo sangue de Jesus (Ef 1.7), tratados e fortalecidos com poder mediante o Espírito no nosso interior (Ef 3.16).
Enquanto muitos não podem comprar hoje uma boa roupa, Jesus nos dá de graça essa nova roupagem.
- Pela fé Cristo habitará em nossos corações, e transmitirá em nosso interior essa nova natureza circuncidando o nosso coração (Ef 3.17);
- Assim compreenderemos e conheceremos o amor de Cristo (Ef 3.18-19);
- Seremos tomados de toda plenitude de Deus (Ef 3.19).
4. Essa nova roupagem será uma armadura de Deus – Ef 6.11
“Vos revistais do novo homem criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef 4.24).
Deus nos reveste para sermos protegidos, guerreiros e vencedores frente
ao maligno – Ef 6.13:
-
Reveste com a verdade (Ef 6.14);
-
Reveste com a couraça da justiça (Ef 6.14);
-
Reveste calçando os nossos pés com o
Evangelho da Paz (Ef 6.15);
-
Reveste dando o escudo da fé (Ef 6.16);
- Reveste dando capacete da salvação e a espada do Espírito (Ef 6.17).
Nos dias atuais Deus está dando uma nova roupa ao ser humano - o caráter de Cristo.
A roupa natural pode dar uma falsa impressão sobre uma pessoa, pois o seu interior pode estar estragado e ela ser um sepulcro caiado, apesar dela estar com uma roupa nova e bela. A única roupagem que faz o ser humano ser belo é a roupagem do caráter de Cristo.
É um processo que depende do ser humano. Deus já tomou a iniciativa de dar um novo guarda-roupa ao ser humano com vestes celestiais.
Esse novo homem e essa nova mulher são contra o uso da mentira para levar vantagem. Eles têm Cristo reinando em seus corações e por isso praticam a verdade (Ef 4.25).
Esse novo homem e essa nova mulher são seres humanos normais, mas eles não deixam a ira permanecer em seus corações (Ef 4.26);
Esse novo homem e essa nova mulher não retiram o que é do próximo. Como tem uma nova natureza, eles trabalham e acodem ao necessitado (Ef 4.28). Esse novo homem e essa nova mulher não utilizam palavras que corrompem e destroem, mas eles têm a natureza de Deus que os leva a utilizar palavras para edificação e transmitir graças às pessoas (Ef 4.29).
Esse novo homem e essa nova mulher não vivem amargurados, irados e agressivos. Eles têm a marca do caráter de Cristo e por isso são benignos, compassivos e perdoadores (Ef 4.32).
Você já tem a roupa que nos faz um novo homem e uma nova mulher?
Os sete demônios de Maria
Madalena
Os evangelhos contam a história de uma mulher chamada Maria Madalena de quem Jesus expulsou sete demônios (Lc 8.2). Maria Madalena mudou radicalmente a sua vida após ser liberta e seguir os passos de Jesus. Dentre as marcas do seu caráter e personalidade, estão:
Um coração doador. Maria Madalena e outras mulheres ajudavam a manter o ministério de Jesus com seus bens: "as quais lhes prestavam assistência com os seus bens" (Lc 8.3).
Maria aprendeu que mais bem-aventurado é dar do que receber. Quem tem o amor ágape sempre se doa ao próximo e a Deus. Quem vive segundo somente a sua própria natureza, a tendência é sempre querer mais de uma forma descontrolada e, muitas vezes, desumana e injusta.
Movida pelo amor. No dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de
madrugada" (Jo 20.1).
Cá entre nós, quem levantaria de madrugada para ir ao cemitério ver um morto? É verdade que ela esperava encontrar o corpo de Jesus. Deus expulsou o espírito de medo e lhe deu espírito de coragem e de amor!
O que moveu Maria Madalena para ter essa coragem foi o amor que ela
tinha por Jesus. A Bíblia diz que o perfeito amor lança fora o medo (1 Jo
4.18).
Quem tem experiência com Jesus e experimenta seu amor passa a ter qualidade de vida e sabe que nEle está o manancial da vida.
Alegria de compartilhar sobre Jesus: "correu e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, a quem Jesus amava" (Jo 20.2).
Ela compartilhou do que sabia. Mostrou ser responsável e ter compromisso. Isso se aplica ao nosso compromisso com a comunidade, Igreja, trabalho, família e relacionamento com os amigos e amigas. Isso se chama também cidadania.
Serva, submissa e membro do corpo de Cristo. Quando viu que Jesus não estava mais no túmulo, ela procurou à liderança da igreja mostrando ser submissa aos líderes e contou sobre o desaparecimento do corpo de Jesus que poderia até mudar a história do cristianismo (Jo 20.2).
O individualismo é prejudicial. Trabalhar em equipe produz mais e erramos menos. Respeitar aos líderes é fundamental. Traz unidade ao grupo. Devemos compartilhar uns com os outros.
Uma mulher perseverante. Os discípulos viram o túmulo vario e voltaram para casa (Jo 20.10)."Maria, entretanto, permanecia junto à entrada do túmulo" (Jo 20.11).
O Senhor lhe deu espírito de persistência, perseverança nas dificuldades. Ela não olhou para as circunstâncias. Se os discípulos haviam esmorecido, talvez com medo ou decepção, ela permaneceu firme à procura de Jesus.
Seguir somente a Jesus. Ela olhou para dentro do túmulo e viu dois anjos (Jo 20.12), que foram até cordiais com ela e lhes perguntaram porque ela chorava. Mas ela queria era Jesus e ela respondeu: "porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram" (Jo 20.13).
Há uma onda de esoterismo no mundo onde muitos anjos são cultuados. Existe anjo para tudo. Eles acabam sendo mais importantes do que Jesus. Eles são, sim, nossos auxiliares (Hb 1.14), mensageiros de Deus, mas o mais importante é Jesus.
Ela amava a Jesus e demonstrou isso indo ao túmulo, mas ela também expressou sua emoção e não teve vergonha de esconder o que sentia. Ela chorava e perguntava aonde estava Jesus (Jo 20. 13, 15).
Aprendendo com Maria Madalena
Aprendemos nessa história que Jesus está perto dos que o procuram. Essa história de Maria Madalena nos mostra que Jesus está perto daqueles que o amam e o buscam: "Tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus em pé" (Jo 20.14).
Jesus se preocupa com a nossa dor. Jesus perguntou a Maria:
"Mulher, por que choras? A quem procuras?" (Jo 20.15).
O Senhor não é indiferente aos nossos problemas. Ele sabe do que passamos e deseja que superemos nossas dificuldades. Mas temos que abrir nosso coração para Ele e o buscar com fé.
Jesus nos conhece pelo nosso nome. Jesus disse somente "Maria" (Jo 20.16). Uma palavra bastou para abrir os olhos de Maria e ela entender que Jesus estava ali vivo.
O Mestre, como Maria chamou, nos conhece pelo nosso nome. Ela sabia que somente Jesus poderia chamá-la assim com ternura.
Jesus nos chama a viver em comunidade. Jesus disse para Maria Madalena: "vai ter com os meus irmãos" (Jo 20.17).
Em outras palavras, Jesus diz: deixe o cemitério, os mortos, e vá para o convívio da família da fé. Eu não estou mais aqui. Eu ressuscitei e estou presente onde dois ou três estão reunidos em meu nome.
Voltar ao convívio fraternal num ambiente de fé é extremamente saudável e necessário. Ser religioso somente em sua própria casa não é o suficiente. Precisamos ouvir, expressar nossa fé, aprender e compartilhar em comunidade.
Precisamos deixar de olhar para o negativo, o túmulo e passar a olhar
para as promessas do Senhor. Devemos procurar trazer à memória o que pode dar
esperança
Jesus quebra paradigma e chama a mulher para ser porta-voz.
Logo depois, Jesus diz: "Vai ter com meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus" (Jo 20.17).
Isso foi uma revelação para aquele momento em que os discípulos estavam desanimados. Eles precisavam de um alento. Uma mulher foi a porta-voz de Jesus.
Jesus poderia pedir aos anjos que chamassem Pedro e João para eles serem os mensageiros nesse momento importante e decisivo para o cristianismo. Jesus valorizou a mulher e quebrou a tradição de que a mulher deve ficar calada.
E Maria Madalena entusiasmada disse: "Vi o Senhor! E contava que ele lhe dissera essas coisas" (Jo 20.18).
Quem tem experiência com o Senhor não consegue ficar calado, mas testemunha!
Quando o Senhor liberta, Ele nos capacita e nos faz instrumento do Reino
de Deus, como fez com Maria Madalena.
O andar cristão
Você tem feito caminhada?
Está provado que a caminhada traz saúde.
Você tem andado no caminho de Cristo?
Está provado que neste Caminho há a verdade e a vida e nele somos vitoriosos.
Medite: “Se você quer chegar a algum lugar, ande pelo caminho que te levara a este lugar”.
Você poderá escolher andar por um atalho, mas você poderá se perder e não chegar a lugar nenhum ou queimar etapas e não terá a força suficiente para superar as pedras e os espinhos do caminho.
Ouvi contar a história de um indiozinho que para acompanhar as pegadas do pai precisava dar saltos para pisar em cada lugar que o pai pisou...
Você tem andado nas pegadas de Cristo?
Como andam as pessoas m Cristo?
- Na vaidade dos pensamentos;
- Obscurecidos de entendimento;
- Alheios à vida de Deus por causa da
ignorância e dureza do coração:
- Tornaram-se insensíveis;
- Entregaram-se à dissolução para cometerem tudo de errado (Ef 4.17-19).
Paulo diz para andarmos no Espírito para não satisfazermos os desejos da carne. Andar no Espírito é o caminho da vida.
O caminho do homem interior (no Espírito) é firme e te levará ao porto seguro, à felicidade e a salvação.
Somos chamados a andar:
1. Andar de modo digno – Ef 4.1
Conforme a vocação que fostes chamados: com
humildade, mansidão, longanimidade suportando-vos uns aos outros etc.
2. Andar em amor – Ef 5.2
Nosso caminho como cristãos é o aperfeiçoamento no amor para termos qualidade de vida e sermos testemunhas de Jesus.
“Amais uns aos outros e sereis reconhecidos como meus discípulos...”
3. Andar como filhos da Luz – Ef 5.8
O fruto da luz consiste em toda bondade,
justiça e verdade. Não sendo cúmplices das obras das trevas.
4. Andar como sábios – Ef 5.15
Devemos saber utilizar o tempo que temos. Não vivendo na mesmice, na mediocridade com picuinhas. Não se tornar insensatos, mas procurar saber qual a vontade do Senhor.
Andar de modo digno, em amor, como filhos da luz e como sábios é ser um
discípulo de Cristo. Quem é discípulo de Jesus anda e permanece junto dele,
segue sua Palavra e por isso dá muito fruto.
Por causa da obra de Cristo
O verdadeiro cristão sempre faz algo pela obra de Cristo. Ele é um servo.
Ele não pertence mais a esse mundo. Ele é um instrumento de Deus aqui.
Vivemos hoje a procura da igreja apenas para satisfazer necessidades sem um compromisso com Cristo.
O cuidado, disponibilidade e sensibilidade de Paulo
- O cuidado/interesse: Paulo tudo fazia pelas igrejas para elas serem supridas em suas necessidades: “Espero, porém, no Senhor Jesus mandar-vos Timóteo, o mais breve possível, a fim de que eu me sinta animado também, tendo conhecimento da vossa situação”. (Fp 2.19)
- A disponibilidade: Paulo também procura estar presente para fortalecer as igrejas: “E estou persuadido no Senhor de que também eu mesmo, brevemente, irei” (Fp 2.24)
- Sensibilidade: Paulo sentia a dor do companheiro e da igreja: “Para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza” (Fp 2.27); “...mais me apresso em manda-lo, para que, vendo-o novamente, vos alegreis, e eu tenha menos tristeza” (Fp 2.28).
O cuidado para com o que é de Jesus, disponibilidade e sensibilidade são marcas do discípulo de Cristo..
A abnegação, dedicação e submissão de Timóteo
- A abnegação: Timóteo sentia amor e sinceramente cuidava dos
interesses da igreja:” ...a ninguém tenho de igual sentimento que,
sinceramente, cuide dos vossos interesses” (Fp 2.20).
- Dedicação e submissão: Era servo e trabalhava como Corpo de Cristo:
Serviu juntamente comigo como um filho ao pai: “Serviu ao Evangelho, junto
comigo, como filho ao pai” (Fp 2.22)
A abnegação, dedicação e submissão são marcas do
discípulo de Jesus.
A dedicação/servo e doação de Epadrodito
-
Era um servo;
-
Era chamado de irmão,
-
Cooperador
-
Companheiro de lutas
-
Mensageiro
- E auxiliar nas necessidades (Fp 2. 25-26).
-
Sua doação:
Ele chegou a estar disposto a dar a vida para ajudar nas necessidades de Paulo: “Se dispôs a dar a própria vida, para suprir a vossa carência de socorro para comigo” (Fp 2.30).
Paulo disse que devemos honrar sempre pessoas como Epafrodito: “ Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como este” (Fp 2.29).
A dedicação e doação são marcas do caráter de Cristo em nossas vidas.
Conclusão:
Quem é alcançado pelo Evangelho de Cristo tem sua vida transformada e passa a viver nos valores do Reino de Deus.
Ele tem o caráter de Cristo.
Torna-se um discípulo de Jesus e passa a ser um instrumento nas mãos de
Deus.
Andar em amor
Vivemos num mundo de correria. Tudo é rápido. Não tiramos bom proveito
do tempo. Andando, muitas vezes, sem conhecer a vontade do Senhor e sem
prudência por isso acabamos nos envolvendo em maus relacionamentos e também
agimos de forma errada.
O amor de Cristo deve ser nossa fonte e fundamento para nossas ações e
relacionamentos
O segredo para sermos bem-sucedidos é andar em amor. O amor que existe
em Cristo deve ser nosso padrão e fonte diária.
O amor de Cristo é um amor de doação: “Andai em amor, como também Cristo nos amou e a si mesmo se entregou por nós” (Efésios 5.2).
Como consequência: Andando em amor estaremos tão cheios da presença de Deus, “santos”, que não será possível haver cumplicidade com as trevas: “Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos” (Ef 5.3).
O amor, a santidade de Deus em nós, irá nos afastar do mal. Irá fazer a
separação do que é maligno.
Andando em amor, em vez de utilizarmos palavras vergonhosas, inconvenientes, grosseiras, que amaldiçoam e ofendem, teremos “pelo contrário, ação de graças” em nossos corações e lábios (Efésios 5.4).
Reconhecemos a razão maior da nossa existência quando experimentamos o
imenso amor de Deus. Ele preenche nossas necessidades.
A tríade do cristão: ser cheio do Espírito para andar em amor como filho
da luz
Andar em amor é a marca dos que são filhos da luz - os filhos da luz andam em toda bondade,
justiça e verdade (Efésios 5.8-9).
Andar em amor ocorre com quem é cheio
do Espírito (Efésios 5.18). E quem procura ser cheio do Espírito é
sábio.
As maravilhosas consequências de ser cheio do Espírito:
É na dimensão do espírito que flui o amor ágape...
É somente sendo cheios do Espírito que nossa conversação será agradável.
Andaremos “falando entre vós com
salmos, entoando e louvando de coração...” (Efésios 5.19);
É somente sendo cheios do Espírito que daremos sempre graças em vez de
maldizermos e murmurarmos: “dando sempre graças por
tudo a nossa Deus e Pai...” (Efésios 5.20).
É somente sendo cheios do Espírito que em vez de explorarmos ou ofendermos às pessoas, nos sujeitaremos uns aos outros: “sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Efésios 5.21).
O relacionamento marido e mulher está dentro do contexto de ser cheio do Espírito e andar em amor:
Sendo cheios do Espírito será possível haver um encaixe natural entre marido e mulher:
Ela será submissa, receptiva, feminina em sua essência, pois não caminhará segundo os padrões do mundo, da sua natureza dominadora, rebelde e exploradora de pessoas.
Ela irá se “alinhar abaixo” – irá se inclinar para o marido de uma forma confiante e docemente.
Qual é a mulher que não irá desejar correr para os braços do marido que a ama intensamente, dá sempre o melhor para ela e ainda sempre lhe valoriza?
Isso ocorrerá porque cheio do Espírito o marido terá o caráter de Cristo, um coração cheio de amor.
Como consequência: Assim, como Cristo é Salvador, o marido será o salvador da mulher: protegendo-a, abençoando-a, curando-a com o amor; respeitando-a ouvindo suas opiniões, crescendo com ela (Efésios 5.23);
Como Cristo se doou à Igreja, o marido irá se doar sempre a mulher (Efésios 25);
Como Cristo valorizou e deu dignidade à Igreja, o marido irá procurar elevar a esposa, reconhecendo seu valor, a apoiando para ela se realizar como pessoa; irá tratá-la tão bem para que ela tenha vida digna, saúde plena e seja sem defeito ou ruga (Efésios 5.27);
O marido amará sua esposa como ama ao seu próprio corpo: alimentando e cuidando dela (Efésios 5.29);
Como consequência será através desse amor demonstrado pelo marido que a esposa irá respeitar ao seu esposo (Efésios 5.33).
Se uma esposa não conseguir agir assim depois de receber todo amor do marido, então ela não está cheia do Espírito e não anda em amor. Ela pode ter bloqueios emocionais ou espirituais...
Conclusão
É necessário ser cheio do Espírito para ter um coração cheio de amor, um amor ágape que é doação, que eleva, valoriza, cuida e produz vida nas pessoas;
Só teremos forças para vencermos as inclinações da carne e o curso desse mundo, se tivermos um coração cheio de amor;
O casal só será “uma só carne”, se os dois
andarem no espírito procurando ser cheios do amor divino.
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