Cura
no divã de Jesus
Odilon
Massolar Chaves
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Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia
e História pela Universidade Metodista de São Paulo.
Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século
XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.
Foi editor do jornal oficial metodista e coordenador de Curso de Teologia
Índice
Introdução
Restaurados à imagem de Deus
Como adquirimos as doenças
Como receber a Cura Interior
Os métodos de Jesus
para curar
Introdução
Num grande alerta ao mundo, a Organização Mundial de Saúde publicou, em 1996, que mais de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo sofrem algum distúrbio psiquiátrico ou de comportamento.
Disse ainda que apenas 50% reconhecem que têm distúrbios e somente 1% recebe tratamento psiquiátrico.
O Jornal “O Globo”, em 2017, também publicou uma matéria que coloca o Brasil como o pais mais deprimido da América Latina, segundo a Organização Mundial de Saúde
O artigo diz que o “Brasil está em primeiro lugar no ranking latino-americano da depressão e em quinta posição no mundial, aponta um relatório global sobre transtornos mentais publicado ontem pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo as estimativas da instituição ligada à ONU, em 2015 cerca de 322 milhões de pessoas (ou 4,4% da população global) sofriam com desordens depressivas, das quais mais de 11,5 milhões eram brasileiras — ou 5,8% da população nacional”.[1]
Estamos num mundo doente que precisa ser tratado. Não é sem motivo que Jesus se deu pelo mundo (Jo 3.16).
O mundo precisa ser amado, curado, restaurado. A Igreja deve ser o porta-voz, mas ela precisa também ser tratada. Os apóstolos precisaram.
A Cura Interior é um projeto de Deus. Desde que Adão e Eva pecaram, o Senhor iniciou um projeto para restaurar o ser humano. Ele saiu a procura de Adão: “Onde estás?” (Gn 3.9). Depois ainda fez vestimenta para eles (Gn 3.21).
Com Caim, o Senhor agiu também com amor, apesar dele ser um assassino. Para protegê-lo, Ele colocou um sinal em Caim “para que o não ferisse de morte quem quer que o encontrasse” (Gn 4.15).
O Senhor chamou Abrão para abençoar todas as famílias da terra (Gn 12.1-3). Jesus declarou que havia vindo para pôr em liberdade os oprimidos (Lc 4.l8).
Hoje temos a oportunidade de utilizar diferentes métodos, mas é pela graça de Deus que as pessoas são curadas e restauradas.
O propósito do Senhor é a restauração de todas as coisas (At 3.21).
No tratamento de Jesus com diversas pessoas, podemos aprender diferentes maneiras de curar. Foi assim com Zaqueu, a samaritana, Pedro etc.
Todos nós temos que chegar até o divã do maior psicólogo que é Jesus.
Os psicólogos são profissionais capazes e podem ajudar a curar enfermidades emocionais, mas a cura plena e perfeita só Jesus pode realizar.
A cura de Jesus leva à vida em abundância. Essa é a
diferença.
Nosso desejo e
oração é que este livro possa ser útil à sua vida.
O Autor
Restaurados
à imagem de Deus
A Cura Interior é a ministração que tem por objetivo curar as feridas e as doenças da alma que afetam o corpo do ser humano trazendo doenças físicas e emocionais.
Certa vez, uma senhora veio receber libertação. Mal conseguia andar. Logo pensei que iria ser algo difícil, pois seu estado era lamentável. Após fazer orações de libertação o Espírito do Senhor colocou em meu coração que o seu problema era na área do perdão.
Ao lhe perguntar se ela estava magoada com alguém, a resposta foi positiva. Então, lhe disse que, se ela não perdoasse, nada iria mudar. Na verdade, não adiantaria nenhuma oração. Depois do perdão, ela saiu andando já quase normalmente.
É isso que é Cura Interior.
A Cura Interior é a cura das lembranças desagradáveis, bem como dos registros negativos que estão arquivados no inconsciente trazendo perturbações e doenças físicas.
Todos temos um arquivo, um depósito, uma fita com tudo gravado de nossas vidas desde o útero materno. Em determinados momentos, essas lembranças se manifestam.
Certa vez, uma jovem senhora me procurou porque ela estava tendo pensamentos de suicídio. Na ministração, o Espirito Santo lhe mostrou que, aos quatro anos, ela havia perdido a avó, que ela amava muito, e, por isso, também tinha grande influência em sua vida. Ela teve uma reativação da memória e viu a avó morta em cima da cama.
Aquele sentimento de perda, de morte ficou registrado dentro dela. Em determinados momentos, este sentimento aparecia trazendo o sentimento de morte e suicídio.
Quando ministramos e procurarmos reativar a memória do inconsciente, a pessoa vê como num filme ou vídeo toda a história de sua vida sem perder a consciência. Inclusive, ela conversa comigo sobre o que está vendo.
Isto é tão maravilhoso que podemos rever fatos que não lembrávamos mais. certa vez, uma jovem senhora veio me procurar com saudade de sua mãe que havia falecido quando ela tinha três anos de idade. Na ministração, ela viu o rosto de uma senhora com trança. No mesmo dia, perguntou ao irmão mais velho sobre a mãe e ficou confirmado que ela usava trança.
É importante termos consciência de que o ser humano se constitui de:
· Corpo
- parte física, externa;
· Alma
- constituída de sentimentos, intelecto, vontade e
· Espírito - chamado na Bíblia de homem interior (Ef 3.16) onde habita o Espírito de Deus.
O ser humano não pode ser entendido separadamente. Ele só é entendido como sendo integral, indivisível. Quando uma parte dele não está bem, a outra sofre. Por exemplo: uma pessoa que está com sentimento de ira, ódio acaba gerando no seu corpo colite, pressão alta, úlcera etc.
As pessoas precisam entender que o fato de nascerem de novo não lhes dá garantia de ter logo uma vida perfeita e sem problemas. Nascer de novo não é o final de tudo. É o início (Ef 4.13).
O caminho pode ser longo e penoso, mas não podemos desanimar. A perseverança é fundamental. Sem fé não se chega a lugar nenhum. A cura é possível.
A Cura Interior está dentro do projeto de Deus. Desde que o ser humano pecou houve toda uma ação de Deus para resgatar, restaurar o ser humano, segundo o caráter de Jesus.
Sua primeira palavra foi: “Adão, onde estás?”. O chamado de Abraão, a vinda de Jesus, o derramar do Espírito, a criação da Igreja fazem parte do projeto de Deus para que o ser humano volte novamente a ser imagem de Deus: “... nos predestinou para sermos conformes à imagem do seu Filho (Rm 8.29).
Esse é o objetivo principal da Cura Interior.
Como adquirimos as doenças
Nós adquirimos enfermidades emocionais através de diversas influências; entre elas:
1.
Influência dos nossos antepassados
Muitas pessoas não entendem e nem aceitam a afirmação de que podemos receber influências dos nossos antepassados. Não é só geneticamente que recebemos heranças, mas também psicologicamente.
Logo associam à maldição. Na verdade, herdamos tradições, costumes, vícios, virtudes etc. Em determinados momentos de nossas vidas podemos recorrer a essas heranças de uma forma inconsciente. Jeremias afirmou: “... Nossos pais herdaram só mentiras e cousas vãs...” (Jr 16.19).
Se observarmos, o povo de Israel, após a saída do Egito, estava cheio de idolatria, incredulidade, rebeldia. Não era para menos após viverem 400 anos nas terras do inimigo.
Certa vez, ministrei cura interior em uma pessoa que tinha, entre outras coisas, insatisfação em trabalhar na cozinha. Não entendia a razão.
Na ministração, reativando a memória, ela reviu cenas da vida da bisavó. Ela havia se casado ainda nova com um viúvo que já tinha dois filhos. Teve muitos outros. Cerca de 12.
A cozinha passou a ser um local de constante frequência, pois tinha que dar alimento para muitas pessoas. A cozinha passou a ser associada a um local de sofrimento.
Isso ficou registrado em seu inconsciente. Seus filhos, netos e bisnetos herdaram essa sensação; inclusive a neta que tinha pavor de cozinha.
É evidente que essa imagem, esse sentimento pode ser mudado através do poder de Deus utilizando uma técnica especial.
2.
Influência dos problemas diários
Vivemos num mundo neurótico, pecaminoso, desumano. Não ficamos sem sofrer influências negativas através de relacionamentos inadequados, traumas, decepções, stress etc.
Somos marcados pelos nossos pais, pelos nossos amigos e até por estranhos. Uma pessoa violentada sexualmente ficará marcada a vida toda. Um lar desfeito trará marcas, quebra da unidade dentro do ser humano.
Já ministrei em diversas pessoas que foram molestadas sexualmente por parentes, inclusive, pelo pai.
Nas ministrações pedimos que o Senhor revele a existência de espíritos atrás das pessoas que agiram de forma inadequada. Isso acontece e serve para retirar o peso, o espírito de vingança em relação aos parentes.
Pedimos também que o Espírito Santo mostre como seria a atitude das pessoas sem os demônios. Em todas as vezes, há uma mudança radical.
As pessoas têm atitudes normais, equilibradas, de carinho, respeito.
Algumas pessoas são marcadas por perdas. Há todo um processo de restauração desde o ato de querer negar o fato até a cicatrização. Às vezes, essas etapas demoram.
Os sentimentos de rejeição e de culpa também marcam
profundamente as pessoas trazendo consequências ainda maiores.
3.
Influência das trevas
O inimigo procura perturbar a vida das pessoas: “...andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” (Ef 2.2-3).
Tenho ministrado em algumas pessoas que foram marcadas negativamente por causa de pactos feitos pelos pais.
Certa vez, ministrei em um jovem que havia se envolvido com o homossexualismo. Ele achava que havia sido algo natural, mas, ao ministrar, foi revelado a ele que o seu pai o havia oferecido na maçonaria quando ele nasceu. Na visão, o jovem viu que atrás do bode havia uma mulher vestida de vermelho que dava gargalhada.
Em outra ocasião, uma jovem viu o pai a oferecendo a uma imagem que estava perto da casa dele. Ele era espírita. Ela tinha problemas de relacionamento com o marido. Há uma estratégia maligna para destruir as pessoas.
Como receber a
Cura Interior
A ministração de Cura Interior é realizada de diversas maneiras; depende muito da pessoa que ministra, do problema da pessoa e da ação do Espírito Santo.
De um modo geral, podemos enumerar as seguintes formas de ministração:
1.
No divã com Jesus Cristo
Isto acontece quando entregamos os nossos problemas nas mãos do Senhor: “Vinde a mim os que estão cansados e oprimidos e eu vos aliviarei”, disse Jesus. A Bíblia ainda diz: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais Ele fará” (Sl 37.5).
É uma entrega total nas mãos do Senhor. Ele assume o comando e nós descansamos em paz.
Pode ser no momento do louvor, na oração individual, no altar, debaixo de um chuveiro etc. O importante é a entrega total nas mãos do Senhor.
Certa vez, quando jovem, estava muito decepcionado e sem esperanças. Não via saída para aquele momento. Fui até o banheiro e pensei em dar fim à minha vida utilizando, talvez, uma gilete.
Disse com toda a seriedade para o Senhor que se Ele não retirasse a guerra que estava em minha cabeça, não via outra saída. Então, senti uma brisa suave vindo sobre mim e como uma borracha apagou toda revolta, ódio e sentimento de morte que estavam em minha sofrida mente.
O Salmo 23 nos diz que o Senhor nos conduz para os verdes pastos, para as águas tranquilas. Diz também que Ele enche o nosso cálice.
Verdadeiramente aqui está o que chamamos de deitar no divã de Jesus Cristo. Ele ministra diretamente ao nosso coração, cura as nossas feridas e doenças e restaura as nossas forças.
No divã com Jesus, deitamos em verdes pastos. Somos guiados mansamente às águas tranquilas. Temos refrigério da alma.
A pecadora que ungiu a Jesus foi curada quando se colocou no divã de Jesus (Lc 7.36-50).
Seu estado era aflitivo. Vencendo todo medo, ela entrou na casa do seu pior inimigo - um fariseu. Ela sabia que Jesus, o grande psicólogo, estava ali. Jesus procurou curá-la, apesar da crítica do fariseu.
Ele a elogiou diante de todos. Com toda a sabedoria, o nosso Psicólogo disse: “Vês está mulher?” O Senhor passou a falar de suas belas atitudes mostrando ao fariseu que o passado não mais importava. Ele a estava perdoando naquele momento (Lc 7.47).
Por fim, Jesus lhe disse: “(...) a tua fé te salvou; vai-te em paz” (Lc 7. 50).
2. Quando conhecemos a verdade
Há muitas pessoas que são prisioneiras do passado. Vivem aprisionadas e não sabem. Jesus disse que, se conhecermos a verdade, a verdade nos libertará (Jo 8.32).
Ninguém pode desejar a cura, se não tem consciência de que precisa. Nós vivemos em um meio onde as pessoas, na grande maioria, acham que não precisam de nada, pois já aceitaram a Jesus e nasceram de novo. Outras pessoas já se acham perfeitas, santas suficientemente.
Sempre digo que o padrão é Jesus. Como Ele foi, nós devemos ser. Temos já o mesmo amor, a mesma humildade, a mesma mansidão, a mesma fé, a mesma autoridade, a mesma comunhão com o Pai?
Pedro aprendeu um dia a lição. Através da graça de Deus, Pedro teve uma visão e descobriu que tinha preconceito em relação aos gentios.
Foi preciso uma intervenção de Deus para mostrar que ainda havia doenças em sua alma. Ele disse: “Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo” (At 10.28).
Nas ministrações individuais, peço sempre ao Espírito para mostrar como está o coração da pessoa que nos procurou. Em algumas ocasiões, a pessoa se vê num espelho como verdadeiramente ela está. Também a pessoa vê como está o seu coração.
Certa vez, ministrei a Cura Interior em uma senhora que durante sessenta anos achou que havia sido molestada sexualmente pelo pai. Isso trouxe revolta contra o pai e problemas depois no relacionamento com o marido.
Na ministração, ela conheceu a verdade e se libertou do passado. O pai fazia carinho nela, mas a mãe, cheia de tabus, viu na atitude do pai um abuso sexual. A mãe passou essa imagem para a filha. Na ministração, ela teve a oportunidade de rever a cena e ver que havia sido apenas um ato de carinho. O Espírito Santo lhe mostrou ainda diversas outras vezes em que o pai a havia tratado igualmente com carinho e respeito.
Quando somos sinceros com Jesus no divã, então, Ele pode entrar em nosso coração e sarar as feridas. Não adianta esconder nada, pois Ele sabe tudo. À samaritana, Jesus disse: “Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade” (Jo 4.17b,18).
Veja que Jesus não acusou a mulher, mas procurou levá-la ao encontro do verdadeiro Messias.
3.
Quando somos preenchidos em nossas necessidades
Veja que esta afirmação tem limites. Há pessoas que são um
saco sem fundo. Nunca ficarão satisfeitas. Precisam de uma profunda
restauração. Acima de tudo, precisam de Jesus. Como disse Paulo: “tudo posso
naquele que me fortalece.” (Fp 4.13). Antes, ele disse: “aprendi a viver contente em toda e qualquer situação”
(Fp 4.11b).
Mas não vamos ser simplórios. Há muitos e muitos cristãos que têm necessidades não preenchidas. Há pessoas dentro da igreja que são carentes; outras são medrosas e ainda outras têm insegurança etc.
Cristo preencheu algumas necessidades e há ainda outras que não foram preenchidas. Vamos aprender a nos disciplinar, a mudar o rumo das nossas satisfações. Quando não estivermos mais no centro e sim Jesus, então, nos satisfaremos em Jesus. Ele preencherá as nossas necessidades.
É preciso também disciplina e sacrificar a carne com os seus desejos. Enquanto ela dominar, nada nos satisfará. O Espírito Santo é quem poderá preencher as nossas necessidades. Ele pode derramar o amor em nossos corações (Rm 5.5).
Zaqueu era uma pessoa com insatisfação. Era revoltado por ser de pequena estatura (Lc 19). Quis ser o maioral para compensar, mas a sua satisfação nunca era preenchida. Ele se sentia complexado, desmerecido pelas pessoas. Jesus o valorizou e preencheu as suas necessidades.
Ele precisava que alguém importante e com autoridade o restaurasse. Jesus o chamou pelo nome e disse que iria à sua casa. Ele se sentiu alguém, ele se sentiu amado e importante. Não precisava mais de dinheiro ilícito.
Zaqueu esteve no divã com Jesus e foi curado em Seu grande amor por nós.
Há pessoas que precisam ouvir apenas uma palavra de perdão para ter alívio em seu sentimento de culpa e encontrar a paz. Há outras pessoas que precisam de aceitação para se sentirem amadas.
Segundo os psicólogos, uma criança que não recebe, pelo menos, quatro abraços por dia não resistirá e morrerá. Ela tem que receber uma média de oito abraços por dia para poder crescer de uma forma normal. Com doze, ela terá condições de criar coisas e de dar amor.
“Qualquer contato de pele entre as pessoas implica um sentimento de comunicação. A afetividade sentida por uma criança reflete-se no modo pelo qual a mãe a segura.”[2]
A pele reflete o estado emocional. A urticária, a coceira, o eczema estão relacionados a insegurança. Não é sem motivo que Jesus tocava as pessoas para curá-las.
4.
Quando a nossa memória é transformada pelo poder de Deus
O Espírito do Senhor pode sondar os corações e descobrir pensamentos e imagens de fatos registrados em nosso inconsciente e que precisam ser tratados.
O Senhor pode entrar
em nosso interior (Ap 3.20) e mudar os registros negativos. Ele faz isso para curar as nossas feridas. Davi pediu:
“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração” (Sl 139.23a). Disse mais: “... e
conhece os meus pensamentos” (Sl 139.23b).
O Senhor realiza uma profunda “operação” no inconsciente. Para que isto aconteça, a pessoa precisa entrar num relaxamento assentada ou deitada para o inconsciente fluir. Usando um fundo musical, pedimos ao Espírito Santo para trazer à memória da própria pessoa os registros de sua vida que abrangem até a sua formação no ventre materno.
Também ali estão registradas as heranças dos seus antepassados que o psicólogo Jung chamava de inconsciente coletivo.
É possível que algumas pessoas tenham dificuldades e bloqueios no princípio por causa do cansaço, medo, preconceito, stress etc. É preciso ter compreensão e paciência para que a pessoa possa depois ser ministrada com eficiência.
Neste tipo de ministração, procuramos decodificar os registros negativos e remover as imagens e sentimentos. Procuramos quebrar as cadeias negativas e construir cadeias positivas.
É preciso ter algum conhecimento de psicologia, uma vida equilibrada, discernimento e bastante comunhão com Deus. Os resultados têm sido muito bons.
A pessoa faz uma viagem fantástica. Ela entra em contato com os personagens registrados em seu inconsciente, pois não existe o tempo. O ontem é como o hoje. Imagens são mudadas, pois também os anjos agem quando pedimos.
A própria pessoa vê a ação dos anjos. Algo que temos aprendido nas ministrações: os demônios escondidos no inconsciente são destruídos sem haver manifestação. A própria pessoa vê essa destruição.
A Cura Interior é algo espiritual. É um projeto de Deus para restaurar o ser humano, para que ele volte a ser novamente imagem e semelhança de Deus.
Mas, não é só isso. Aprendemos que podemos herdar sentimentos, pensamentos, virtudes e defeitos dos nossos antepassados da mesma forma que herdamos traços físicos.
Há coisas fantásticas que acontecem neste tipo de ministração, mas que também só poderão ser entendidas por pessoas espirituais.
Os métodos de Jesus para curar
Todo psicólogo tem um método, uma técnica, um fundamento. Eles sabem aonde querem chegar ao atenderem a um paciente.
E Jesus, como agiu?
Nos diversos diálogos com os discípulos e com as pessoas que tinham problemas, Jesus ministrou cura agindo assim: utilizou o exemplo da natureza.
Aos discípulos que estavam ansiosos, Ele pediu para olharem os lírios e os pássaros (Lc 12.24-27). Com isso, Jesus mostrou que Deus cuida dos seus filhos e filhas com muito amor.
Teve toda a calma para resolver o problema; quando lhe apresentaram a mulher pecadora, Jesus começou a escrever na areia. Esteve à disposição do Espírito de Deus para saber agir da maneira correta (Jo 8.6).
Usou de franqueza; à Marta disse que ela estava fazendo muitas coisas ao mesmo tempo e que isso não era bom. Foi claro e objetivo e disse que Maria tinha escolhido a boa parte (Lc 10.42).
Foi direto ao problema; apareceu aos seus discípulos e pediu que Tiago colocasse o dedo nas feridas e visse suas mãos furadas (Jo 20. 27).
Tomou a iniciativa do diálogo; viu o Zaqueu na árvore e o chamou pelo nome. Disse que iria ficar em sua casa (Lc l9.5).
Utilizou parábolas para quebrar preconceitos, tabus e
retirar as pessoas do círculo vicioso levando-as à reflexão (Lc
15.3-16.13).
Ouviu atentamente; a samaritana abriu o seu coração e Jesus revelou a sua real situação. Ela teve um encontro com o verdadeiro Messias (Jo 4.1-42).
Fez perguntas iniciais; à Maria perguntou por que ela chorava e a quem ela procurava (Jo 20.15).
Chamava a pessoa pelo nome; foi assim com Zaqueu (Lc 19.5); Marta (Lc 10.42); Simão (Lc 7.40); Maria (Jo 20.16). Assim, Jesus mostrava ser amigo e ter interesse pela pessoa.
Falou mansamente: “Não se turbe o vosso coração...” (Jo 14.1). Disse ainda: “Olhai os lírios do campo ...” (Lc 12.27).
No seu diálogo com os sofredores, não há palavras ásperas ou ofensivas, mas doces e esperançosas.
Respeitou às pessoas; não falou nada para Zaqueu sobre coisas ilícitas (Lc 19) e nem para a mulher que foi apanhada em adultério (Jo 8). Seu amor e compreensão estavam em primeiro lugar.
Procurou realizar mudança de vida; a todo momento, Jesus procurou levar as pessoas a uma mudança. À pecadora disse: “Vai, e não peques mais” (Jo 8.11).
À samaritana, Jesus disse que era o Messias que ela esperava (Jo 4.25-26). Aos discípulos ansiosos disse para buscarem o Reino em primeiro lugar (Lc 12. 31).
Com estes e muitos outros procedimentos de Jesus que vemos na Bíblia entendemos a razão das pessoas serem curadas e restauradas. Lembramos também que Jesus tinha unção e um ministério dado por Deus.
Nos dias de hoje podemos ainda sentar no divã de Jesus. Ele quer nos curar e restaurar. Esse divã pode ser em sua casa, no altar do Senhor, num monte ou outro lugar qualquer. O importante é a disposição do coração e a entrega total em Suas mãos.
Mas, se você deseja mesmo estar literalmente no divã de Jesus, faça o seguinte: coloque um fundo musical, de preferência instrumental evangélico, e fique assentado ou deitado. Pela sua fé, visualize Jesus ministrando em seus problemas emocionais. Tome posse.
Certamente, isso acontecerá em sua vida. Ele mesmo ministrará. Você sentirá todas as suas dores saindo. Uma paz muito grande inundará todo o seu ser.
Faça isso quantas vezes forem necessárias. Seria aconselhável que houvesse alguém perto de você para acompanhar toda a ministração. Alguém da igreja que crê no poder de Deus.
Lembre-se de que “os que esperam no
Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se
cansam, caminham e não se cansam” (Is 40.31).
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