Primeiros pastores metodistas negros no
Brasil
Missão, luta e o legado dos irmãos Ludgero e
Bernardo
Odilon Massolar Chaves
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Odilon Massolar Chaves é pastor
metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista
de São Paulo.
Sua tese tratou sobre o avivamento
metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma
para nossos dias.
Foi editor do jornal oficial metodista e coordenador de Curso de
Teologia
Ludgero e Bernardo de Miranda resolveram dar
as suas vidas ao pastorado, tendo sido dedicadíssimos na obra.[1]
Índice
· Introdução
· Um pastor metodista afro-brasileiro
- Ludgero de Miranda
· Primeiro trabalhador brasileiro da Igreja
Metodista no Brasil
- Bernardo de Miranda
· Tributo aos irmãos Miranda
Introdução
“Primeiros pastores metodistas negros no Brasil”. Missão, luta e o
legado dos irmãos Ludgero e Bernardo. Este livro relata a história de dois
irmãos: Ludgero e Bernardo de Miranda, que se dedicaram imensamente na pregação
e no pastorado ainda que por pouco tempo.
Num tempo extremamente difícil para o exercício do trabalho missionário
e ministério pastoral devido às condições negativas da época, como as estradas
precárias; a oposição católica, a turbulência social e política; a falta de um
melhor preparo; a carência de obreiros; o fato de serem negros, etc.
Mas eles foram extremamente dedicados na obra do Senhor, no ministério
pastoral. São exemplos de abnegação em tempos tão difíceis.
Ludgero e Bernardo não permaneceram mais do que sete anos no ministério
da Palavra e no pastorado. Eles começaram em 1885/1886 e terminaram em
1891/1892.
A terrível febre amarela da época impediu que eles continuassem. O mesmo
aconteceu com outros missionários e missionárias.
Os historiadores são unânimes em realçarem o caráter, abnegação e a
dedicação de Bernardo e Ludgero no exercício pastoral.
Entre as chamadas Igrejas históricas, eles foram os primeiros pastores afro-brasileiros, juntamente com Felipe R. de Carvalho, que foram ordenados diáconos em 1890.
Este livro é dedicado especialmente aos dois irmãos.
Este livro é um tributo, para que suas vidas não sejam esquecidas e seus exemplos de amor à Igreja sejam seguidos.
O Autor
Um pastor metodista afro-brasileiro
Ludgero de Miranda
“Comecei a trabalhar sozinho na vinha do
Senhor; eu, fraco e ignorante, que havia de fazer, si nem falar sabia, porém
Deus falou e fez tudo por mim”.
Nas Atas e Documentos do Concílio Regional Central realizado entre os
dias 12 a 18 de novembro de 1930, o pastor metodista Guaracy Silveira escreveu sobre
Ludgero de Miranda.
Ele escreveu: "Depois apareceu em Capivari um pastor Ludgero de
Miranda. Era moço de cor, de um comportamento exemplar, recebido em casas de
costumes rigorosos, e que nele confiavam de modo impressionante".[2]
Essa afirmação do pastor metodista Guaracy Silveira revela o caráter de
Ludgero de Miranda. Ele foi chamado, como era o costume da época, de “moço de
cor”.
Quem foi Ludgero de Miranda?
Ludgero Luiz Corrêa de Miranda (1864-1892) nasceu em Vila Bela da
Princesa,[3]
São Paulo, em 1864.
Qual era o contexto em Vila Bela da Princesa no tempo de Ludgero de
Miranda?
Vila Bela era também
chamada de Vila Bela da Sereníssima Princesa Nossa Senhora. Vila Bela foi oficialmente
instalada em 23 de janeiro de 1806.[4]
“Nesse período,
começava a tomar vigor em Vila Bela da Princesa um novo ciclo econômico: o do
café; plantado, colhido, descaroçado, secado, torrado, ensacado e embarcado
única e exclusivamente por mão-de-obra escrava. Nessa época, o comércio de
escravos era realizado de forma clandestina, pois já fora proibido por
autoridades internacionais. Por isso, a região de Vila Bela da Princesa voltada
para o alto-mar – principalmente a Baía dos Castelhanos – era utilizada para o
desembarque de escravos contrabandeados”.[5]
A Vila Bela da
Princesa chegou a experimentar cerca de 80 anos de grande poder econômico. Os
fazendeiros se enriqueceram “graças à agricultura e, principalmente, ao café,
plantado em cerca de 30 fazendas espalhadas pelas Ilhas de São Sebastião e dos
Búzios”. [6]
Contudo, a degradação
do meio ambiente provocou grande devastação da Mata Atlântica e o
desaparecimento de espécies animais e vegetais.
Foi inviabilizada a
produção de café. Houve estagnação econômica.
Provavelmente, Ludgero saiu de Vila Bela da Princesa para tentar a sorte
em outro lugar. Aos 13 anos de idade, em 1877, decidiu sair da casa de seus
pais indo para Santos onde trabalhou em comércio e ficou por três anos.
Ludgero devia ser um alforriado. Em 1888 havia 37.699 alforriados no
Brasil.[7]
Importante saber que “a possibilidade de compra de alforria pelos
escravos existia antes dos contratos de locação de serviços. No entanto, estes
escravos dependiam do acúmulo de pecúlio, economias conseguidas com trabalhos
extras, para juntar o valor exigido pelos senhores para a libertação”.[8]
Ludgero havia sido criado, como ele disse, “na religião de crendices,
rosário e água benta; meu lar parecendo mais umas Igreja no tempo da semana
santa do que uma morada – tudo celebrado com pompa sem igual”.[9]
Mas Ludgero disse. “Contudo, a Providência Divina, dum modo misterioso
mandou-me a um lugar longínquo onde mais tarde haveria de conhecer a religião
santa de Jesus”.[10]
Sua vida mudou ao assistir um culto na Igreja Metodista de São Paulo.
Ele disse: “Na noite de 15 de agosto de 1884, fui assistir ao culto na Igreja
metodista, convidado pelo meu irmão, Bernardo de Miranda, da qual ele já era
membro”, desde 10 de fevereiro de 1884.[11]
“Resolveram dar as suas vidas ao pastorado,
tendo sido dedicadíssimos na obra”.
Rev J.W. Tarboux era pastor na Igreja Metodista de São Paulo e pregou
sobre a porta estreita e Ludgero aceitou a Jesus sentindo paz e gozo em sua
vida. Ele entendeu que andava por um caminho largo. Em 12 de outubro de 1884
foi batizado.[12]
“Resolveram dar as suas vidas ao pastorado, tendo sido dedicadíssimos na
obra”.[13]
Logo no início de 1885, Rev.J.W. Koger, Superintendente da missão
metodista brasileira, convocou “uma reunião de todos os missionários, de ambos
os sexos, para a cidade de Piracicaba’. Surgia assim, a Conferência Anual
Missionária, realizada de 14 a 20 de janeiro de 1885. O rev. J.W.Koger ‘estabeleceu
uma organização geral da missão sob a Conferência Anual Missionária (...). Em
20 de janeiro de 1885, o rev. J. W. Koger, superintendente da missão metodista
brasileira, leu, pela primeira vez, as nomeações dos pregadores metodistas,
designando-os para seus respectivos campos de trabalho.”[14]
O nome de Ludgero de Miranda estava nas nomeações.
Ludgero foi para o Rio de Janeiro: “Em 5 de fevereiro de 1885 fui para o
Rio de Janeiro para começar os estudos necessários ao ministério sob a direção
do rev. J.J.Ransom”.[15]
Estudos que terminaram em 1889: “Em junho esse mesmo ano voltei a Juiz de Fora
para continuar com regularidade meus estudos, que felizmente fiz, graças ao bom
professor, rev. J.W.Wolling”.[16]
Um registro mostra Ludgero sendo transferido
para a Igreja Metodista do Catete em 1885: “Até 16 de março Kennedy recebeu
três membros por profissão de fé: Miss Jane Van Giesen, Hermann Gartner que se
tornou excelente auxiliar do pastor, e Manuel Anselmo dos Santos. Por
transferência: outro valioso cooperador, Ludgero Luís de Miranda, e também o
nosso conhecido Erasmo Fulton Smith e a senhora Ella Crowe Ransom”.[17]
“Assembleia da Igreja Metodista do Catete
recomendou três moços para serem exortadores: “Gartner, Ludgero de Miranda e ao
outrora desencorajado E. Fulton Smith”.
Depois, a Assembleia da Igreja Metodista do
Catete recomendou três moços para serem exortadores: “Gartner, Ludgero de
Miranda e ao outrora desencorajado E. Fulton Smith para serem licenciados
"exortadores" pela Conferência Trimestral, e Samuel Elliot
"pregador local". Este quadriunvirato representava uma força
significativa para o Metodismo carioca”.[18]
Ludgero teve todo acolhimento por parte da
Igreja e dos missionários inclusive quando esteve enfermo.
Sua luta começou com a febre amarela em
dezembro de 1885. Ele disse: “A 25 desse mesmo mês tive a febre amarela, porém
Deus me livrou.[19]
“Ludgero Luís Correia de Miranda, ajudante do
Rev. Kennedy, no Rio, adoece gravemente. Os sintomas logo se manifestam: é a
terrível febre. Como ninguém ainda lhe conhece as causas todos receiam o
contrário. Apesar de tudo, a generosa Mr. Kennedy conviu em levá-lo para casa e
dar-lhe o tratamento indicado pelo médico. Felizmente a crise passou e ele pôde
seguir para Juiz de Fora, a fim de restabelecerse melhor, e voltar ao trabalho
do Evangelho”.[20]
“Comecei a trabalhar sozinho na vinha do
Senhor; eu, fraco e ignorante, que havia de fazer, si nem falar sabia, porém
Deus falou e fez tudo por mim”.
Ludgero, inclusive, logo entrou para o ministério: “A exigência de
trabalho e a falta de trabalhadores fizeram com que eu fosse em agosto desse
mesmo ano, mandado à cidade de Juiz de Fora”.[21]
Ele disse: “Comecei a trabalhar sozinho na vinha do Senhor; eu, fraco e
ignorante, que havia de fazer, si nem falar sabia, porém Deus falou e fez tudo
por mim”.[22]
“Em princípio de 1886, fui mandado para o Mar
de Espanha, para abrir trabalho lá”
Ele disse: “Em princípio de 1886, fui mandado para o Mar de Espanha,
para abrir trabalho lá, e em setembro esse mesmo ano,
retirei-me dali e fui tomar conta da Missão de Palmeira”.[23]
“Sem mais nem menos, o delegado da polícia intimou-o a deixar a cidade no prazo de três dias”
Não foi fácil o ministério de Ludgero de
Miranda em Mar da Espanha[24].
Sofreu perseguições. “Em fevereiro, Ludgero de Miranda acha-se em Mar de
Espanha dando começo ao trabalho metodista. Que, realmente, o nome de
"mar" se justificava, demonstram-no bem os vagalhões que caíram sobre
o referido pastor. Sem mais nem menos, o delegado da polícia intimou-o a deixar
a cidade no prazo de três dias. Porém, o Rev. Ransom sendo inteirado do fato
recorreu por telegrama ao presidente da província e seguiu logo para o local do
acontecimento. A culpa conforme se verificou não cabia ao delegado, mas ao
vigário local, que incitou o povo contra o pregador metodista, doendo-se muito ‘porque
estava sendo atrevido, negando os dogmas da Religião do Estado, etc."[25]
Talvez, por isso, ele disse: “Em setembro
esse mesmo ano, retirei-me dali e fui tomar conta da Missão de Palmeira”.[26]
Nas atas da primeira Conferência Annual
Brasileira da Egreja Metodista Episcopal do Sul, realizada no dia “16 de
Setembro de 1886, na capela metodista, Largo do Catete, Rio de Janeiro”[27]
está registrado que “As
nomeações feitas nesta Conferencia foram as mesmas feitas, havia dois meses, em
Piracicaba, menos a do sr. Ludgero de Miranda, que foi mudado de Mar de Espanha
para o Circuito de Palmeiras, E. F. D. Pedro II, hoje Central.”
Em Rio Novo,[28]
havia começado a obra metodista com Felipe Relave de Carvalho, que fixou
residência na cidade, enviado como pastor. Meses depois, em agosto, o metodismo
estava crescendo com recepção de membros.
“Dois praças e um cabo, por ordem do
delegado, prendem-nos”
“Então Ludgero de Miranda deixou Mar de
Espanha e foi dar uma ajuda ao vizinho colega. Eis senão, quando, no dia 27, dois praças e um cabo, por ordem do delegado, prendem-nos
e os escoltam pelas ruas até à estação policial. Que mal tinham feito?
Respondem-lhes que estavam perturbando as famílias com as novas doutrinas e,
por isso, deviam abandonar os termos de Rio Novo em 48 horas”. [29]
Enciumado, o vigário havia estimulado atos de
violência contra Felipe Relave.
O fato é que duas horas após a intimação do
delegado, o Rev. Kennedy em companhia do Bispo Granbery, recém-chegado ao
Brasil, desceram em Rio Novo.
“Bastou, contudo, uma entrevista de Rev.
Kennedy com a autoridade local para que a absurda medida fosse revogada e a
polícia deixasse de molestar aos dois jovens pregadores, o que realmente,
sucedeu. Nesse entrementes, a Missão adquiriu um cavalo, afim de que o pastor
pudesse atender mais satisfatoriamente ao circuito que se ia desenvolvendo”.[30]
“Os dois primeiros pastores metodistas presos pelas autoridades no Brasil
por pregarem o Evangelho.”
Provavelmente, foram os dois primeiros pastores
metodistas presos pelas autoridades no Brasil por pregarem o Evangelho. Talvez
os primeiros pastores brasileiros. [31]
“O primeiro pastor e pregador metodista
afro-brasileiro foi o Rev. Ludgero Luiz C. de Miranda”.
Segundo alguns pesquisadores, “o primeiro pastor e pregador metodista
afro-brasileiro foi o Rev. Ludgero Luiz C. de Miranda.[32]
“Ludgero de Miranda foi eleito secretario”
Ludgero de Miranda participou da Primeira Conferência Distrital do
Metodismo Brasileiro, em Juiz de Fora, em 18 de maio de 1887 onde foi eleito
secretário: “Na quarta-feira, 18 de Maio de 1887, reuniu-se na cidade de Juiz
de Fóra, bairro Mariano Procópio, na nova egreja methodista, a primeira
Conferencia Districtal do Methodismo Brasileiro. O presbytero presidente, J. L.
Kennedy, presidiu a sessão. H. C.Tucker , J. R. de Carvalho, F R. de Carvalho e
Ludgero de Miranda, com o presidente, constituiram a Conferencia. Ludgero de
Miranda foi eleito secretario e H.C. Tucker, Secretario Registrador. Nessa
occasião, por nove noites seguidas, prégou-se o Evangelho, celebrou -se a Santa
Ceia e cinco pessoas fizeram a sua pública profissão de fé”.[33]
“O nosso estimado irmão e pegador local de
nossa Igreja, sr. Ludgero de Miranda,
mudou-se da capital de São Paulo, para Santo Amaro, SP, distante três léguas,
para abrir novo campo e circuito.”
O jornal Metodista Católico de 1º de abril de 1887 registrou: “O nosso
estimado irmão e pregador local de nossa Igreja, sr. Ludgero de Miranda,
mudou-se da capital de São Paulo, para Santo Amaro, SP, distante três léguas,
para abrir novo campo e circuito. Rogamos a Deus, de todo o coração, que este
irmão prospere muito no seu novo campo, sendo instrumento nas mãos de Deus para
a salvação de muitas almas”.[34]
Abrimos trabalho em Salto de Itú, sendo
pastor Ludgero de Miranda; em Santo Amaro, ao cuidado do Sr. Bernardo de
Miranda”
Ludgero havia sido nomeado para Santo Amaro, mas depois a nomeação foi
mudada. O bairro de Santo Amaro, ficava distante três léguas de São Paulo. “Então,
o Sr. Bernardo de Miranda é removido para lá. Isso seria em março do ano em curso”.[35]
Outra referência a Ludgero está na Conferência Anual de 1887: “O
metodismo também ampliou seu trabalho missionário: “Estendemos tambem os
arraiaes evangelicos; abrimos trabalho em Salto de Itú, sendo pastor Ludgero de
Miranda; em Santo Amaro, ao cuidado do Sr. Bernardo de Miranda, e em Capivary,
sob os cuidados do irmão professor Severo Augusto Pereira”.”[36]
Ludgero deve ter sido um ex-escravo, que foi alforriado, pois a Lei
Áurea só aconteceu em 1888 e ele já era um homem livre.
Em 1887, Ludgero foi tomar conta da missão em Itu e Capívary, para onde
se mudou em 1888. Ele disse que morou em Itu.
Ele foi admitido à experiência na Conferência Anual de 1888. Foram
quatro pregadores locais admitidos à experiencia: “Manoel de Camargo, da
Conferencia Trimensal de Juiz de Fóra; Antonio Cardoso da Fonseca, da
Conferencia Trimensal do Rio de Janeiro; Ludgero Corrêa de Miranda, da
Conferencia Trimensal de São Paulo, e Miguel Dickie, da Conferencia Trimensal
da "Broad Street Church, do Districto de Richmond, Conferencia de
Virginia, EUA.”[37]
Ludgero foi um dos dois primeiros alunos do Colégio
Granbery criado em 1889.
“Para iniciarem o projeto, que inaugura com apenas
dois alunos: Ludgero de Miranda e Felipe R. de Carvalho”
Bispo Granbery havia levado a “ideia ao ‘Board of Mission’ nos Estados Unidos, que é imediatamente aprovada, trazendo os pastores John MaCPhearson Lander e James William Wolling para iniciarem o projeto, que inaugura com apenas dois alunos: Ludgero de Miranda e Felipe R. de Carvalho.”[38]
Nesse mesmo ano, ele foi para Juiz de Fora continuar seus estudos. Depois foi ordenado como diácono da Igreja. Foi o dia mais feliz de sua vida.
“e foram eleitos e ordenados diaconos os
irmãos: James Harwell, Ludgero de Miranda, Bernardo de Miranda”
Os irmãos Ludgero e Bernardo foram eleitos e
ordenados diáconos em 1890. Foi a primeira ordenação de diáconos na Igreja
Metodista Brasileira. “Foi eleito e ordenado presbytero, M. Dickie, e foram eleitos e ordenados diaconos os
irmãos: James Harwell, Ludgero de Miranda, Bernardo de Miranda, J.R.
de Carvalho, F.R. de Carvalho, Christopher B.McFarland, Manoel de Camargo”. [39]
Foi na Quinta sessão da Conferencia Anual,
que se reuniu “sob a presidencia do Revmo bispo J.C. Granbery, no salão de
cultos da Egreja Methodista de Juiz de Fóra, a 13 de agosto de 1890”. [40]
“Trez
ministros brasileiros foram recebidos em plena connexão: J. R. de Carvalho,
F.R. de Carvalho e Ludgero de Miranda”
Foi registrado: “Trez ministros brasileiros
foram recebidos em plena connexão: J. R. de Carvalho, F.R. de Carvalho e
Ludgero de Miranda”.[41]
Ludgero esteve ainda na Conferência Anual realizada em Piracicaba no dia
13 de julho de 1891 onde foi eleito secretário.
“M. Dickie e Ludgero de Miranda foram eleitos
secretários”.
“A 6.a sessão da Conferencia Anual reuniu-se na Egreja Methodista de
Piracicaba, no dia 13 de Julho de 1891, presidida pelo Rev. Tucker, devido a
ausência do bispo. Á chamada responderam os seguintes membros: J.L. Kennedy,
J.W. Wolling, J.W. Tarboux, H.C Tucker, E.A. Tilly, M. Dickie, Ludgero de
Miranda, F.R. de Carvalho. M. Dickie e Ludgero de
Miranda foram eleitos secretários.”[42]
“Então,
Ludgero de Miranda apresentou uma proposta ‘sui- generis’: que se formasse uma
sociedade, com esse fim”
Ludgero
contribuiu para criar uma organização nacional para as Missões. Por algum tempo
se discutia “o apaixonante problema da implantação do Evangelho, que estava a
exigir recursos humanos e econômicos. Então, Ludgero de Miranda apresentou uma
proposta ‘sui- generis’: que se formasse uma sociedade, com esse fim. Mas o
Rev. Tucker foi mais longe e requereu que se levasse o plano à próxima
Conferência Anual, visto interessar a toda a igreja. Como se vê, nasceu aí a
feliz ideia de uma Junta Nacional de Missões”.[43]
Mas “a 17 de janeiro de 1892, a nossa Igreja foi enlutada pela morte do
rev. Ludgero de Miranda, um dos primeiros pregadores brasileiros ordenados”. [44]
Ludgero foi secretário na primeira Conferência Distrital do Metodismo
Brasileiro, em Juiz de Fora, em 18 de maio de 1887.
Foi também eleito secretário na Conferência Anual, em 1891, em Piracicaba.
Esteve nomeado em Mar de Espanha, Palmeira”, [45] Salto de Itu, Capivary e auxiliar na Igreja Metodista do Catete.
Rev. Edmond A. Tilly escreveu o livro “Doutrinas Cristãs” e o capítulo XV,
“O futuro estado dos justos,” foi dedicado à vida de Ludgero de Miranda.
Bernardo de Miranda
“Era homem dedicado ao trabalho, muito
espiritual e profundamente interessado na propagação do Evangelho.”
Quem foi Bernardo de Miranda?
Bernardo de Miranda (1863-1891) nasceu em Paranaguá,[46]
Paraná, em 1863. Foi recebido à comunhão da Igreja pelo rev. J.W.Koger em 10 de
fevereiro de 1884.
Seu nome figura entre os quatro primeiros membros da Catedral Metodista
Central de São Paulo, antiga Igreja Metodista de São Paulo.
Bernardo era irmão de Ludgero de Miranda chamado pelo pastor metodista
Guaracy Silveira de “moço de cor”. Certamente, Bernardo também era um
alforriado. Em 1888 havia 37.699 alforriados no Brasil.[47]
Uma história de um escravo em Paranaguá, por esse
tempo, dá um indicio porque Bernardo era livre.
“Retirado à força de sua pátria, na África, quando
tinha entre 10 e 12 anos, Luís jamais voltou a ver seus pais e irmãos. Ele
chegou ao Brasil nos primeiros meses de 1850 e, durante 27 anos, foi
escravizado em Paranaguá, no litoral paranaense, até que, em janeiro de 1877,
entrou com um processo pedindo a alforria ao seu proprietário Jacinto Luís
Figueira. Somente em 1879 a justiça prevaleceu e Luís passou a ser um homem
livre. O processo, movido pera libertá-lo, encontra-se no acervo do Museu do
Tribunal de Justiça do Paraná”.[48]
Em 7 de novembro de 1883, ele foi assistir a um culto na casa do sr.
Magalhães, “quando me falaram do Evangelho”.[49]
Nesse dia, ele adquiriu a sua primeira Bíblia.
Bernardo de Miranda se tornou membro da Igreja Metodista de São Paulo em
10 de fevereiro de 1884.[50]
Bernardo foi nomeado pregador em 20 de janeiro de 1885.[51]
Na primeira Conferência Anual de 1886, o bispo Granbery confirmou sua nomeação.
“Na Conferência Anual de
Agosto de 1890, sob a presidência do Bispo J.C. Granbery, Ludgero, Bernardo,
Filippe e Justiniano foram admitidos em plena conexão na conferência e
ordenados diáconos”.
“Bem antes da organização da Conferência Anual (1886),
havia um bom número de obreiros de várias categorias de serviço; nesse ano, a
estatística oficial acusa seis pregadores locais e três exortadores, sendo que
um desses últimos, Bernardo de Miranda, já constara das nomeações em 1885, o
primeiro ano de publicação das mesmas. Além de Bernardo, seu irmão Ludgero de
Miranda, Filippe Relave de Carvalho e Justiniano de Carvalho receberam nomeação
episcopal em 1886. Na Conferência Anual de 1887, todos estes, exceto Ludgero,
foram admitidos à Conferência em experiência. Finalmente, na Conferêncial Anual de Agosto de 1890, sob a presidência
do Bispo J.C. Granbery, Ludgero, Bernardo, Filippe e Justiniano foram admitidos
em plena conexão na conferência e ordenados diáconos.” [52]
Bernardo foi admitido à experiência na
Conferência Anual de 1887: “As
forças nacionaes foram augmentadas, entrando em experiência os Srs. J.R.
Carvalho, F.R. de Carvalho e Bernardo de Miranda e, como pregador local, o
irmão Manoel de Arruda Camargo, supplente.”[53]
“Abrimos trabalho em Salto de Itú, sendo
pastor Ludgero de Miranda; em Santo Amaro, ao cuidado do Sr. Bernardo de
Miranda”.
Bernardo foi nomeado pastor em Santo Amaro, SP.
Na Conferência Anual de 1887 está registrado: “O metodismo também
ampliou seu trabalho missionário: “Estendemos tambem os arraiaes evangelicos;
abrimos trabalho em Salto de Itú, sendo pastor Ludgero de Miranda; em Santo
Amaro, ao cuidado do Sr. Bernardo de Miranda, e em Capivary, sob os cuidados do
irmão professor Severo Augusto Pereira”.”[54]
A casa de Bernardo era um local de culto. O
missionário Kennedy relatou que a sua esposa costuma acompanhá-lo e às vezes
levava “um pequeno harmônio, tal como sucedeu quando pregou em Santo Amaro na
casa de Bernardo de Miranda, em campanha de evangelização. [55]
“O padre reuniu cerca de sessenta pessoas e
juntos se dirigiram ao local, perturbando abusivamente a reunião”.
Bernardo também sofreu perseguição do vigário em Santo Amaro: “Ainda um
segundo que apelou para a afronta nesse ano de 1888, foi o padre de Santo
Amaro. O Rev. Kennedy realizou ali dois cultos evangélicos no salão instalado
na casa do pastor Bernardo P. de Miranda, os quais despertaram interesse e
deram novo estímulo ao trabalho. Em consequência, no domingo seguinte, o padre reuniu cerca de sessenta pessoas e juntos se
dirigiram ao local, perturbando abusivamente a reunião”.[56]
Bernardo de Miranda pode ter sido um escravo, que foi alforriado, pois a
Lei Áurea só aconteceu em 1888 e ele já era um homem livre.
Ele sofria de reumatismo.
Bernardo foi nomeado pastor em Taubaté, em 1889: “Em Dezembro foi
organizada a Egreja Methodista de Taubaté, pelos Revs. E. A. Tilly e Bernardo
de Miranda, sendo este último nomeado pastor”.[57]
Foi eleito e ordenado presbytero, M. Dickie,
e foram eleitos e ordenados diaconos os irmãos: James Harwell, Ludgero de
Miranda, Bernardo de Miranda”
Os irmãos Ludgero e Bernardo foram eleitos e ordenados diáconos em 1890.
Foi a primeira ordenação de diáconos na Igreja Metodista Brasileira. “Foi
eleito e ordenado presbytero, M. Dickie, e foram eleitos e ordenados diaconos
os irmãos: James Harwell, Ludgero de Miranda, Bernardo de Miranda, J.R. de
Carvalho, F.R. de Carvalho, Christopher B.McFarland, Manoel de Camargo”. [58]
Foi na Quinta sessão da Conferencia Anual, que se reuniu “sob a
presidencia do Revmo bispo J.C. Granbery, no salão de cultos da Egreja
Methodista de Juiz de Fóra, a 13 de agosto de 1890”. [59]
“O irmão sr. Bernardo de Miranda foi
localizado por motivo de moléstia”
Foi registrado que em 1890 “o irmão sr. Bernardo de Miranda foi
localizado por motivo de moléstia.”[60]
Duncan A. Reily explicou: “Na mesma ocasião,
Bernardo foi localizado, isto é, deixou a itinerância”.[61]
Ele foi localizado no Rio de Janeiro na esperança de que fosse melhor
para ele, mas a Conferência Anual, que se reuniu em Piracicaba no dia de junho
de 1891, registrou “com pesar a morte do rev. Bernardo de Miranda,”[62] com
apenas 28 anos de idade. Faleceu por causa da febre amarela. Uns dias antes dele
falecer, sua esposa Hermynia e o filhinho faleceram, ambos com febre amarela.
Nesse mesmo ano, a Escola do Alto, nas Laranjeiras, foi fechada “por
causa da terrível febre amarela”.[63]
“Era homem dedicado ao trabalho, muito
espiritual e profundamente interessado na propagação do Evangelho.”
O redator do Expositor Cristão, missionário J.W.Wolling, disse que
Bernardo pregou bons e edificantes sermões. “Era homem dedicado ao trabalho,
muito espiritual e profundamente interessado na propagação do Evangelho.”[64]
É considerado o “primeiro trabalhador brasileiro
da Igreja Metodista no Brasil”.[65]
Saíram da vil escravidão
Onde havia tantas pessoas maldosas
E sofrimento e morte.
Saíram das crendices religiosas
Com suas práticas fantasiosas
Para conhecerem o amor de Cristo,
Um amor nunca antes visto.
E logo desejaram servir ao Reino de Deus
Após conhecerem Jesus,
O
Senhor, Salvador e amigo.
Sim, logo desejaram servir no metodismo
Onde foram tão bem acolhidos.
Em tempo de escassez de obreiros
E dificuldades
mil
Não mediram esforços
Para evangelizar esse imenso Brasil
Com tanta fé, amor,
Dedicação e um imenso fervor.
Sofreram duras perseguições
Indo até parar na prisão
Por causa do Evangelho,
Mas perseveraram
E mesmo com a febre maldita
Na fé permaneceram.
Foi muito pesaroso e sofrido
Na época que partiram.
Só é compreensível
Porque era algo na época previsível
Com a terrível febre amarela
Que matava ou deixava sequelas.
Hoje quando se conhece a história
Dos dedicados irmãos Miranda
Vem à nossa memória
Que somos peregrinos aqui na terra
E que um dia a vida aqui se encerra.
Paulo, Marta, Maria, Pedro, João
E tantas outras irmãs e irmãos
Já partiram para estarem com o Senhor
Num lugar onde não há despedidas nem dor,
Mas somente alegria e paz.
Os irmãos Miranda foram para à casa do Pai
E louvam ao Senhor juntos com Abraão
E dos seus amigos e amigas missionárias.
Ludgero e Bernardo
Foram pessoas extraordinárias
E serão sempre lembradas
Como verdadeiros discípulos de Cristo
Cujos exemplos devem ser seguidos.
(Odilon Massolar Chaves)
[1] LONG, Eula Kennedy. Do um velho baú
metodista. Junta Geral de Educação Cristã, 1968, p.80.
[2]
ROCHA, Isnard. Pioneiros e Bandeirantes do metodismo no Brasil. São aulo,
Imprensa Metodista. 1967, p.109.
[3]
Para o pastor Vitorino Gonçalves, ele nasceu em Paranaguá, mas o pastor Isnard
Rocha prefere acreditar que ele nasceu em Vila Bela.
[4]
https://www.ilhabela.com.br//historia/
[5]
Idem.
[6]
https://www.ilhabela.com.br//historia/
[7]
https://todasasrespostas.pt › quantos-escravos-havia-no-brasil-em-1888
[8]
https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil/alforriados-negros-ainda-foram-explorados-como-escravos.htm
[9] LONG,
Eula Kennedy. Do um velho baú metodista. Junta Geral de Educação Cristã, 1968,
p.79.
[10] Idem.
[11] ROCHA, Isnard. Pioneiros e Bandeirantes do metodismo no
Brasil. São Paulo, Imprensa Metodista. 1967, p.61.
[12]
Idem.
[13]
LONG, Eula Kennedy. Do um velho baú metodista. Junta Geral de Educação Cristã,
1968, p.80.
[14]http://www.expositorcristao.com.br/wp-content/uploads/2017/03/O-Metodismo-na-4ª-Região-Eclesiástica.pdf
[15] ROCHA, Isnard. Pioneiros e Bandeirantes do metodismo no
Brasil. São Paulo, Imprensa Metodista. 1967, p.61.
[16] ROCHA, Isnard. Pioneiros e Bandeirantes do metodismo no
Brasil. São Paulo, Imprensa Metodista. 1967, p.62.
[17] SALVADOR,
José Gonçalves. História do metodismo no Brasil. Imprensa Metodista, p.102.
Centro Editorial Metodista de Vila Isabel. http://www.metodistavilaisabel.org.br/docs/docs/historiadometodismobrasileiro.pdf
[19] ROCHA, Isnard. Pioneiros e Bandeirantes do metodismo no
Brasil. São Paulo, Imprensa Metodista. 1967, p.61.
[20] SALVADOR,
José Gonçalves. História do metodismo no Brasil. Imprensa Metodista, p.103.
Centro Editorial Metodista de Vila Isabel. http://www.metodistavilaisabel.org.br/docs/docs/historiadometodismobrasileiro.pdf
[21] ROCHA,
Isnard. Pioneiros e Bandeirantes do metodismo no Brasil. São Paulo, Imprensa
Metodista. 1967, p.61.
[22]
Idem.
[23] Op.
Cit., p.62.
[24]
Mar da Espanha é um município de Minas Gerais fundado em 1851. Vizinho
dos municípios de Senador Cortes, Pequeri e Chiador. Tem cerca de 12 mil
habitantes.
[25] SALVADOR,
José Gonçalves. História do metodismo no Brasil. Imprensa Metodista, p.117.
Centro Editorial Metodista de Vila Isabel. http://www.metodistavilaisabel.org.br/docs/docs/historiadometodismobrasileiro.pdf
[26] Op.
Cit., p.62.
[27]
“Criada em 16 de setembro de 1886, tinha como um de seus objetivos tornar-se
reconhecida pelo governo brasileiro e ter o direito de registrar suas
propriedades. Isso só ocorreu com a instalação da República (1889)”.
http://www.expositorcristao.com.br/wp-content/uploads/2017/03/O-Metodismo-na-4ª-Região-Eclesiástica.pdf
[28] É
um município de Minas Gerais criado em 1870 com cerca de 9 mil habitantes.
[29] SALVADOR, José Gonçalves. História do metodismo no Brasil.
Imprensa Metodista, p.117-118. Centro Editorial Metodista de Vila Isabel. http://www.metodistavilaisabel.org.br/docs/docs/historiadometodismobrasileiro.pdf.
[30] Idem.
[31] O
missionário metodista no Pará Justus H. Nelson, “Por suas críticas à Igreja
Católica e a seus dogmas, com artigos que foram considerados ofensivos, Nelson
foi preso durante quatro meses, em 1893”.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Justus_Henry_Nelson
[32]
LOIOLA, José Roberto Alves. “Metodismo de imigração e afro-brasileiros: Análise
de alguns aspectos importantes da relação entre imigrantes metodistas
estadunidenses e população afro-brasileira na região de Piracicaba no período
de 1867 a 1930”. Faculdade de Humanidades e Direito,
Programa de Pós-Graduação em Ciências da
Religião. http://tede.metodista.br/jspui/bitstream/tede581/1/Jose%20Roberto%20Alves%20Loiola.pdf
[33] KENNEDY, J.L. Cinquenta Anos de Metodismo no Brasil. São
Paulo:Imprensa Metodista, 1928, p.51.
[34] ROCHA, Isnard. Pioneiros e Bandeirantes do metodismo no
Brasil, 1967, p.57-58.
SALVADOR, José Gonçalves. História do metodismo no Brasil. Imprensa
Metodista, p.133. Centro Editorial Metodista de Vila Isabel. http://www.metodistavilaisabel.org.br/docs/docs/historiadometodismobrasileiro.pdf
[35] KENNEDY, J.L. Cinquenta Anos de
Metodismo no Brasil. São Paulo:Imprensa Metodista, 1928, p.50-172.
[36] Op.cit., p.50-172.
[37]
KENNEDY, J.L. Cinquenta Anos de Metodismo no Brasil. São Paulo:Imprensa
Metodista, 1928, p.50-172.
[38]
http://colegiometodista.g12.br/granbery/institucional/apresentacao/apresentacao
[39] KENNEDY, J.L. Cinquenta Anos de Metodismo no Brasil. São
Paulo:Imprensa Metodista, 1928, p.50-172.
[40] Idem.
[41] Idem.
[42] KENNEDY, J.L. Cinquenta Anos de Metodismo no Brasil. São
Paulo: Imprensa Metodista, 1928.
[43] SALVADOR,
José Gonçalves. História do metodismo no Brasil. Imprensa Metodista, p.138.
Centro Editorial Metodista de Vila Isabel. http://www.metodistavilaisabel.org.br/docs/docs/historiadometodismobrasileiro.pdf
[44] Idem.
[45] ROCHA,
Isnard. Pioneiros e Bandeirantes do metodismo no Brasil. São Paulo, Imprensa
Metodista. 1967, p.62.
[46]
Para os pastores Vitorino Gonçalves e Isnard Rocha, ele nasceu em Pranaguá.
[47] https://todasasrespostas.pt ›
quantos-escravos-havia-no-brasil-em-1888
[48] https://www.plural.jor.br/colunas/francisco-camargo/
/a-outra-face-da-libertacao-dos-escravos/
[49] ROCHA, Isnard. Pioneiros e Bandeirantes do metodismo no
Brasil. São Paulo, Imprensa Metodista. 1967, p.58.
[50] Op.cit., p.61.
[51] Ele primeiramente foi nomeado pregador em 1885. Foi
admitido à experiência na Conferência Anual de 1887. Nesse mesmo ano, Bernardo
foi nomeado pastor em Santo Amaro.
[52] REILY, Duncan A.
https://docplayer.com.br/20054564-Os-metodistas-no-brasil-1889-1930.html#show_full_text
[53] KENNEDY, J.L. Cinquenta Anos de
Metodismo no Brasil. São Paulo:Imprensa Metodista, 1928, p.51.
[54] Op.cit., p.50-172.
[55] SALVADOR, José Gonçalves. História
do metodismo no Brasil. Imprensa Metodista, p.142. Centro Editorial Metodista
de Vila Isabel. http://www.metodistavilaisabel.org.br/docs/docs/historiadometodismobrasileiro.pdf
[56] Op.cit., p.150.
[57] KENNEDY, J.L. Cinquenta Anos de
Metodismo no Brasil. São Paulo:Imprensa Metodista, 1928, p.58 .
[58] KENNEDY, J.L. Cinquenta Anos de
Metodismo no Brasil. São Paulo: Imprensa Metodista, 1928, p.50-172.
[59] Idem.
[60] Op.cit., p. 60.
[61] REILY,
Duncan A.
https://docplayer.com.br/20054564-Os-metodistas-no-brasil-1889-1930.html#show_full_text
[62] KENNEDY, J.L. Cinquenta Anos de
Metodismo no Brasil. São Paulo:Imprensa Metodista, 1928, p. 62.
[63] Op.cit., p. 61.
[64] ROCHA, Isnard. Pioneiros e
Bandeirantes do metodismo no Brasil. São Paulo, Imprensa Metodista. 1967, p.58.
[65] Idem.
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