Nossa Fé, nossas
Doutrinas
Nossa afirmação de fé segundo
os ensinos de João Wesley fundamentada na Bíblia
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© 2024, Odilon Massolar Chaves
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direitos reservados ao autor.
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permitido ler, copiar e compartilhar gratuitamente
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do Código Penal e Lei 96710 de 19 de fevereiro de 1998.
Livros
publicados na Biblioteca Wesleyana: 178
Livros
publicados pelo autor: 334
Livretos:
3
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Tradutor:
Google
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Odilon
Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História
pela Universidade Metodista de São Paulo.
Sua tese
tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua
contribuição como paradigma para nossos dias.
Foi
editor do jornal oficial metodista e coordenador de Curso de Teologia.
É
escritor, poeta e youtuber.
Toda glória seja dada ao Senhor
____________
Edições:
1ª
edição: 1980
2ª
edição: 1996
3ª
edição: 2019
4ª Edição:
2024
Primeiro
livro do autor.
Toda
glória a Deus
Índice
· Introdução
· O
caráter de Deus
· Criado
à imagem de Deus
· A trindade
· O
Espírito Santo
· O
Israel de Deus
· Igreja:
O novo Israel de Deus
· O
pecado original
· O
livre arbítrio
· A
certeza da salvação
· O
desenvolvimento da salvação
· A
perfeição cristã
· O
sacramento da Ceia do Senhor
· O
batismo cristão
· O
batismo infantil
· As
fontes de conhecimento espiritual
· O
dízimo
Introdução
A fé é fundamental para podermos agradar ao Senhor. Sem a fé nada seremos. Ela abre as portas do impossível e traz convicção inabalável à nossa vida cristã.
A doutrina explica o que cremos. Torna mais fácil a nossa compreensão do propósito de Deus para o nosso viver diário.
Esse livro, “Nossa fé, nossas doutrinas”, tem o propósito de ajudar aos simples e aos novos membros e novos convertidos na sua caminhada cristã.
O livro está fundamentado nos ensinamentos de João Wesley.
Está escrito de uma forma objetiva e simples para ajudar na compreensão de todos.
A graça de Deus alcança a todos. Nós respondemos “sim” e nos abrimos para a vida de comunhão com Deus. O crescimento espiritual é necessário. O nascer de novo é apenas uma porta aberta para chegarmos à perfeição cristã, à medida da estatura de Jesus (Ef 4.13). Nós somos chamados a alcançar o caráter de Cristo (Rm 8.29).
Faça a sua parte. O resto o Espírito de Deus fará em sua
vida, na medida em que você permitir.
Ele foi publicado inicialmente em 1980 pela área regional da 1ª Região Eclesiástica da Igreja Metodista sendo bispo Paulo Ayres Mattos e Secretária Regional de Educação Cristã revda. Sonia Ely Brum Claro Ortigoza.
O grande incentivador da publicação deste livro foi o rev. David Ponciano Dias, que depois se tornou bispo.
Que Deus te abençoe!
O Autor
O caráter de Deus
Afinal, como é o nosso Deus?
Pela Bíblia podemos entender como é o nosso Deus. Os atributos de Deus são as suas qualidades, o caráter que Ele revela em Sua ação.
Podemos assim dizer com toda convicção que Deus é:
Amor
A Bíblia registra a principal característica de Deus:
*
Deus
é amor (I Jo 4.8; Jo 3.16; I Jo 4.16);
*
O
amor procede de Deus (I Jo 4.7);
*
Deus
prova o Seu amor pelo fato do Seu filho ter morrido por nós (Rm 5.8).
Eterno
*
“
... desde a eternidade, tu és Deus” (Sl 90.2; 93.2; Is 9.6);
* João Wesley afirma: “Deus é um ser eterno. Existe de eternidade a eternidade”. (1)
Onipresente
*
Ele
está em todos os lugares (Sl 139.7-8);
* João
Wesley diz: “Ele não pode existir senão através de um espaço infinito”. (2)
Perfeito
*
João
Wesley declara: “Este ser eterno e onipresente é também perfeito. Possui, de
eternidade a eternidade, todas as perfeições”. (3)
* Jesus declarou: “Sede vós perfeitos, como perfeito é o vosso Pai Celeste” (Mt 5.48).
Misericordioso
*
Ao
Senhor pertence a misericórdia (Dn 9.9);
*
Ela
dura para sempre (Sl 136.1);
*
Deus
é rico em misericórdia (Ef 2.4).
Justo
*
O
Senhor julgará o mundo com justiça (Sl 96.13);
*
A
justiça pertence a Deus (Dn 9.7);
*
Deus
é justo, mesmo em sua ira (Rm 11.22).
Onisciente
*
Ele
sabe de tudo (Sl 139.1-4);
*
Wesley
afirma: “A onisciência de Deus é uma evidência clara e necessária da Sua
onipresença ...”. (4)
Onipotente
*
Ele
tudo pode (Lc 1.37; Sl 91.1);
* João
Wesley: “Não pode haver mais limite para o Seu poder do que para a Sua
presença”. (5)
Santo
*
“Tu
és Santo” (Sl 22.3; Ap 4.8);
* João
Wesley declara: “Ele está infinitamente distante de qualquer toque do mal”. (6)
Espírito
*
Deus
é Espírito (Jo 4.24);
* João Wesley afirma: “Este Deus é Espírito; não possui corpo, as partes e as paixões que os homens possuem”. (7)
Quando Deus pensou em criar o ser humano, Ele agiu com amor e com muita sabedoria. Ele se colocou como modelo, como espelho. Isto significa ser criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26.27).
Não quer dizer que as nossas feições sejam idênticas as de Deus. Aqui a ênfase é no caráter.
Significa que:
1. Fomos criados com uma
parte divina em nós,
2. Fomos dotados de capacidade.
João Wesley afirmou:
*
Deus
criou o ser humano por amor, o abençoou e viu que era bom,
*
Ele
foi feito à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26-27);
Isto significa que:
*
Fomos
criados com uma parte divina em nós,
* Fomos criados dotados de capacidade.
João Wesley afirma: “Deus não fez o homem simplesmente matéria, um bloco de argila insensível e não inteligente, um espírito como ele mesmo, embora envolto num veículo material”. (8)
Capacidades do ser humano
Ele foi criado com as seguintes capacidades:
Liberdade
O ser humano pode escolher entre o bem e o mal, entre fazer a vontade de Deus e a sua vontade.
Moralidade
Ele foi criado com o senso do bem e do mal, do certo e do
errado.
Amar
Ele foi criado com capacidade para amar a si, a Deus, à natureza e ao próximo.
Transcendência
É a capacidade de ir além do que se é; de não estar satisfeito com o que se é ou o que se tem.
Os animais não têm essa capacidade do ser humano.
Raciocínio
O ser humano é o único animal com capacidade para pensar, avaliar e decidir. Mas, o pecado destruiu em parte essas capacidades.
Os Propósitos da Criação do Ser Humano
*
O
ser humano foi criado para viver uma vida de comunhão com Deus;
*
Como
resultado da presença de Deus em sua vida, viveria em amor e serviço para com
os outros;
*
Viveria
em harmonia consigo e com a natureza;
*
Deus
o colocou numa situação privilegiada;
*
Primeiro
criou todas as coisas (Gn 2.1-3), depois o colocou como mordomo da criação (Gn
2.15);
*
Deus
deu, assim, uma responsabilidade ao homem: administrar a sua obra;
* Ser mordomo significa ser servo, mas não dono.
A Queda do Ser Humano
*
Deus
fixou um limite (Gn 2.16-17);
*
Mas
o ser humano, tendo a liberdade e a transcendência, dispensou Deus;
*
Julgou
que poderia ser igual a Deus (Gn 3.5).
João Wesley diz:
“O homem não foi enganado, mas, com conhecimento e deliberadamente, se rebelou contra seu Pai e seu Rei.” (9)
A Trindade
Nós cremos em Deus Pai, Deus Filho, Deus Espirito Santo.
Não são três deuses, mas um só.
A Bíblia mostra a sua existência:
“... Jesus, saiu logo da água ... e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre Ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: este é o meu Filho amado, ...” (Mt 3.16-17).
“E eu (Jesus) rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador,” (Jo 14.16).
“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam, com todos vós.” (2Co 13.13).
“Há um só Deus vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo nem partes; de poder e sabedoria e bondade infinitos; criador e conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Na unidade desta divindade, há pessoas da mesma substância, poder e eternidade - Pai, Filho e Espírito Santo.” (10)
Assim, há um só Deus - Dt 4.35; 1Co
8.6; Ef 4.6; 1Tm 1.17.
Entendendo a Trindade
Não vamos entender pela razão, pois:
Pai -
Filho - Espírito Santo
São Três em Um
João Wesley diz: “Há três que dão testemunho no céu;
e estes três são um; creio também neste fato ... Que Deus é três
“Não seria um absurdo negar o fato
porque não entendo o modo?”, disse Wesley. (12)
Deus é:
*
Criador
(Gn 1.1)
*
Pai
(Jo 14.1-2; 14.16; Hb 1.3);
*
Amor
(Jo 3.16).
Jesus é:
*
Salvador
(Lc 2.11; Jo 4.42);
*
Senhor
(At 2.36; Rm 5.1; 10.9);
*
Filho
(Lc 3.22; Gl 1.16);
*
Deus
conosco (Mt 1.23; Jo 20.28);
O Espírito Santo é:
*
Auxiliador
de Jesus (Jo 16.8-13);
*
Pessoa
Divina (Rm 8.26; 8.27);
*
Deus
em nós (Jo 14.17; Rm 8.9-11).
O Espírito Santo
Nos últimos tempos tem havido um grande mover do Espírito Santo no mundo. Deus tem cumprido a Sua promessa de derramar o Espírito.
Mas também há sempre bloqueios, fanatismo em diversos lugares. É preciso ter uma base bíblica sobre a doutrina do Espírito.
João Wesley afirmou:
Condição para ter o Espírito Santo: Fé (Gl 3.2; 3.14; Ef 1.13).
Acima de tudo, o Espírito Santo vem para os que aceitaram a Jesus como Senhor e Salvador e têm uma fé viva (Gl 3.2; 3.14; Ef 1.13).
Mas para que o Espírito Santo veio?
Principalmente para completar a obra de Jesus (Jo 14.28; 16.7-16).
Entre as suas
funções estão:
*
Consolar
(Jo 14.16-17; 16.7);
*
Convencer-nos
do pecado (Jo 16.7-8);
*
Guiar-nos
à verdade (Jo 14.26; 16.13-15);
*
Justificar-nos
e santificar-nos (I Co 6.11; Tito 3.5);
*
Interceder
por nós (Rm 8.26-27);
*
Transformar
o nosso caráter (Gl 5.22-23);
*
Libertar-nos
da Lei (Gl 5.18; Rm 8.2);
*
Capacitar-nos
a fazer a vontade de Deus (Gl 5.16; Rm 8.13);
*
Dar-nos
testemunho de que somos filhos e filhas de Deus (Rm 7.16);
*
Distribuir
os dons (I Co 12.7-11);
*
Ungir
para missão (Lc 4.18-19; At 1.8);
*
Paulo
nos convoca a viver no Espírito e não na carne. Não é só “ter”, mas viver no
Espírito (Gl 5.16-26).
O Israel de Deus
Deus chamou Abraão para formar um povo santo e com uma missão: anunciar a existência do único Deus e convidar a todos para serem abençoados. Deus queria que a Sua bênção chegasse a todos (Gn 12.1-3).
Veja como veio a surgir o nome Israel:
Os descendentes de Abraão foram Isaque (Gn 21.1-7) e Jacó (Gn 25.19-34).
Jacó tem o nome mudado para Israel (Gn 32.28; 35-10);
*
Os
12 filhos de Jacó dão origem às 12 tribos de Israel (Gn 35.23-29; 1Cr 2.1);
*
A
circuncisão é a marca dos que pertencem ao Povo de Deus (Gn 17.10);
* Mas Israel falha no cumprimento de sua missão:
- Pensa de uma maneira egoísta que a “eleição de Deus” era privilégio só de Israel e não também das outras nações (Jn 1.1-3; 4.10-11; Is 66.18-23);
- Israel é infiel a Deus (Am 3.2; Os 14.1; II Rs 17.9-14).
A Formação do Novo Povo de Deus:
*
Deus
envia Jesus (Jo 1.14; Jo 3.16);
*
Jesus
chama 12 apóstolos (Lc 6.12-16; Tg 1.1);
*
Jesus
estabelece a Igreja da qual é o Cabeça (Ef 1.22-23; 4.15-16);
*
Jesus
cumpre a sua Missão (Jo 16.25-33);
*
Jesus
manda fazer discípulos (Mt 28.18-20);
*
Jesus
envia o Espírito Santo para continuar a Sua obra (At 15.8);
*
O
Povo de Deus é chamado de cristão (At 11.26);
*
Assim,
não somente os judeus, mas também os que creem são o Povo de Deus (At 15.14; Rm
9.25-26). Estes descendem de Abraão (Gl 3.7).
Igreja: o novo Israel de Deus
A chave para entendermos esta afirmação está em Gálatas 3.7: “Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão”.
Os israelitas rejeitaram Jesus e tomavam para si o título de Povo de Deus, Israel de Deus. Paulo afirmou que a verdadeira circuncisão é a do coração. Os que adoravam no Espírito é que eram verdadeiramente circuncidados (Fp 3.3).
Jesus foi claro quando disse: “Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão” (Jo 8.39). Paulo declarou ainda que, pela incredulidade dos judeus, uma porta foi aberta aos gentios (Rm 11.11).
Mas a rejeição de Israel é temporária. O Senhor deseja que todos sejam salvos (Rm 11.25-29).
A Igreja, o Israel de Deus, “consiste de todas as pessoas no universo a quem Deus chamou do mundo...”. (14)
Ela é um
instrumento de Deus para comunicar a graça divina através do culto, dos
sacramentos e do serviço no mundo.
A Igreja é:
“Um corpo
unido por um Espírito, tendo uma fé, uma esperança, um batismo, um Deus Pai.”
(15)
Baseado em Atos 5.11, João Wesley descreve uma Igreja do Novo Testamento:
“Um grupo
de homens e mulheres chamados pelo Evangelho, integrados em Cristo pelo
batismo, animados pelo amor, unidos por toda sorte de companheirismo e
disciplinados pela morte de Ananias e de Safira.” (16)
Igreja - Corpo de Cristo
*
A
Igreja é a continuadora da missão de Cristo (1Pe 2.9-10),
*
É
o próprio corpo de Cristo (Ef 1.22-23),
*
Tem
Cristo como a sua cabeça (Cl 1.18; Ef 4.15),
*
O
Espírito capacita a Igreja a agir como corpo, concedendo dons a cada um dos
cristãos (1Co 12.4-11),
*
Embora
os dons sejam diferentes, todos existem para o desenvolvimento do corpo (Ef
4.11-13; 1Co 12.4-7),
* A Igreja será o corpo de Cristo, enquanto estiver unida a Cristo através da fé, da obediência, do amor e do serviço.
O pecado original
Pecado é uma palavra que traz peso, assusta e revela que algo está errado em nossa vida.
Para algumas pessoas, pecado é simplesmente fazer coisas erradas, roubar, matar, xingar, beber etc. As pessoas dizem: “Isso é pecado”!
Na verdade, pecado é algo mais profundo. Wesley diz que dá descrença é que vem todas as más palavras e obras.
Mas, afinal, o que é pecado?
Vamos dar várias definições que querem dizer a mesma coisa:
*
É
falta de fé (Rm 14.22-23), descrença, incredulidade (Jo 16.8-9; Hb 3.12-13);
*
É
querer ser o próprio Deus (Gn 3.5), é querer ser o “centro do mundo” (17);
*
É
amor-próprio (amar a si e não a Deus e aos outros);
* É desobediência (Rm 5.19), quebra da Lei de Deus (1Jo 3.4) etc.
As consequências de pecar são grandes e graves:
*
Medo
e fuga (Gn 3.9-10),
*
Não
assumir a culpa e acusar o outro (Gn 3.11-14),
*
Quebra
do relacionamento com o próximo (Gn 3.12; Gn 4.8),
*
Afastamento
de Deus (Gn 3.23-24),
*
Ira,
destruição (Gn 4.1-9),
* Morte (Rm 6.23).
Mas qual o motivo do primeiro homem pecar?
*
A
possibilidade do pecado surge do fato de ser o homem criado à imagem de Deus.
(18)
*
Deus
deu liberdade ao ser humano para prestar-lhe obediência ou não.
*
A
árvore representa esta liberdade (Gn 2.15-17).
* A história do filho pródigo ilustra esta realidade (Lc 15.11-24).
Respondendo a uma outra pergunta: qual a razão de todos nós sermos pecadores?
A razão é que toda a raça humana estava representada em Adão (Rm 5.12-14). Assim, todos são pecadores, por Adão nos representar tão mal (Rm 3.23).
Mas, o mais importante: como é que ficamos livres do pecado?
Devemos entender que Jesus é o segundo Adão (Rm 5.17; 1Co 15.22). Ele nos representou na cruz fazendo o sacrifício por todos nós (Ef 5.2; Hb 7.26-28).
O que
temos que fazer agora é aceitar este sacrifício de Jesus (Rm 5.1-11);
Wesley
afirma: “... mediante o sacrifício pelo pecado, feito pelo segundo Adão, como
nosso representante, Deus tão perfeitamente se reconciliou com todo o mundo,
que com ele fez um novo pacto, de modo que, uma vez preenchida a simples
condição imposta, “não há mais condenação para nós”, mas, “somos justificados
livremente pela sua graça, mediante a redenção que há
Livre arbítrio
Nos dias de Wesley, como nos dias de hoje, havia discussão sobre a predestinação e o livre arbítrio. Pessoas sinceras foram por caminhos contrários a Palavra.
Vamos ver na Bíblia as implicações dessas doutrinas.
O que é a predestinação?
É a doutrina que afirma que Deus soberano é quem decide quem é salvo.
Há dois tipos de predestinação:
Dupla: antes mesmo da pessoa nascer, Deus já predestinou uns para a salvação e outros para a perdição.
Essa doutrina traz, por isso, muita perturbação a muitas pessoas.
Simples: através de uma “Graça Especial”, Deus escolhe alguns para a salvação. Os que não estiverem nesta graça têm a liberdade de aceitar ou não a salvação em Cristo.
O que é
livre arbítrio?
É a doutrina que afirma que Deus dá liberdade ao ser humano de aceitar ou não a salvação que está em Cristo.
Leia a seguir textos bíblicos que relatam sobre o livre arbítrio:
*
João
3.16: “Deus amou ... para que todo aquele que nele crê não pereça, mas
tenha a vida eterna”;
* Atos 16.31: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo...”
O mal da predestinação: Wesley via vários pontos negativos na predestinação:
Toda pregação seria vã.
Todos já estariam com o seu destino traçado. Assim, a pregação não valeria nada.
Tende a destruir a santidade.
Tira de nós os primeiros motivos de seguirmos a santidade:
*
Os
predestinados para a perdição não teriam a recompensa futura. Para que, então,
procurar a santidade?
* Os predestinados para o céu não teriam mais o castigo futuro. Para que, então, procurar a santidade?
Tende a destruir a felicidade. As pessoas que se sentem condenadas não têm mais paz, pois não têm mais a oportunidade de serem salvas.
Tende a destruir o zelo pelas boas obras. Que adianta ajudar os que já estão condenados? Assim, dar de comer, vestir os nus podem ser negligenciados pois podemos julgar que essas pessoas já estariam predestinadas a essa situação.
Tende a subverter a revelação cristã. A vinda de Cristo não teria sentido, pois todos já teriam o seu destino.
Teria Jesus como mentiroso. Jesus pregou, dizendo para os homens se arrependerem (Mc 1.14-15). Se somente uns fossem salvos e não todos pudessem ser salvos, porque motivo Jesus pregou o arrependimento a todos? Porque Jesus mandou ir pelo mundo? (Mc 16.15-16). (20)
Mas como explicar a eleição na Bíblia?
Wesley acreditava na eleição de duas maneiras:
Todos os verdadeiros crentes são eleitos para a vida eterna: Quem tem o Filho tem a vida (1Jo 5.12);
*
...
vós que credes ... tendes a vida (1Jo 5.13);
* Quem crê no Filho tem a vida eterna (Jo 3.36).
2. Deus chama alguns para determinadas obras especiais, mas, mesmo assim, eles podem cair:
*
Servos
chamados que permaneceram fiéis: Abraão (Gn 12.1-3) e Paulo: (At 22.14-15),
*
Pessoas
chamadas que caíram: Judas (Jo 6.70) e Saul (1Sm 10.1-8; 15.10-11).
Assim cremos que o livre arbítrio é uma doutrina bíblica.
A certeza da salvação
A salvação é um
presente de Deus para todos que aceitam a Jesus como Senhor e Salvador e
permanecem fiéis (Ap 3.20).
Mas existem dúvidas
sobre a salvação e algumas pessoas sinceras perguntam:
*
Podemos
ter essa certeza?
*
Não
é Deus quem sabe tudo?
*
Seria
muita pretensão nossa?
*
Isso
não é adivinhar o futuro?
Veja logo a seguir
fatos que mostram sobre a possibilidade que temos de ter a certeza da salvação:
1. Testemunho do
Espírito
Wesley afirma: “Por
testemunho do Espírito quero dizer a impressão íntima feita sobre a alma.
*
Pela
qual o Espírito de Deus testifica a meu espírito que sou filho de Deus.
*
Que
Jesus Cristo me amou e deu-se a Si mesmo por mim.
*
E
que todos os meus pecados estão cancelados.
* E eu, sim eu, sou reconciliado com Deus. (21) (Textos bíblicos: Rm 8.16; 2Co 5.1-8; 1Co 2.9-16.).
2. Testemunho
Bíblico
A
Bíblia nos declara:
*
“E
o testemunho é este, que Deus nos deu a vida eterna...” (1Jo 5.11-13),
*
“Mas
cremos que fomos salvos pela graça” (At 15.11),
*
“...
o poder de Deus, que nos salvou ...” (2Tm 1.8-9).
3. Testemunho da fé
Acima de tudo o que conta é a sua fé.
*
“...
fé é a certeza das coisas que se esperam” (Hb 11.1).
*
“...
estou bem certo de que nem ... poderá separar-nos do amor de Deus, que está em
Cristo ...” (Rm 8.38-39).
4. Testemunho
pessoal
Mas você também pode sentir:
*
Wesley
falou dessa certeza: “Senti meu coração estranhamente aquecido,
*
Senti
que eu agora confiava realmente em Cristo, somente em Cristo, para a salvação,
*
E
me foi dada a segurança de que Cristo havia perdoado os meus pecados, sim, os
meus,
*
E
que eu estava salvo da lei do pecado e da morte”.
O desenvolvimento da salvação
A salvação é dada gratuitamente a todos que aceitam a Jesus como Senhor e Salvador. Não cremos, contudo, que uma vez salvo, salvo para sempre. Cremos que a salvação precisa ser desenvolvida.
Veja a seguir algumas afirmações importantes:
Somos salvos pela graça
*
As
obras não podem salvar (Rm 4.1-8),
*
Deus
nos oferece a salvação gratuitamente (Ef 2.1-10),
*
O
que temos que fazer é aceitar esta salvação através da fé
A Necessidade de
Crescimento
*
Crescer
em fé (2Co 10-15),
*
Crescer
em amor (1Ts 3.12; 4.9-10),
*
Crescer
em ação de graça (Cl 2.6-7),
*
Crescer
na graça e no conhecimento (2Pe 3.18),
* Crescer em tudo (Ef 4.15).
Motivo do Crescimento
* A
salvação não é algo que nos é dado definitivamente, pois nós podemos perdê-la
(1Co 10.12),
*
Assim,
temos que desenvolver a salvação (Fp 2.12),
*
O
crescimento é para atingirmos a perfeição cristã (Ef 4.11-14),
*
O
crescimento é para a salvação (1Pe 2.1-2).
O fruto revela a sua fé
*
A
salvação é pela fé, demonstrada pelas obras, sempre que há tempo para isto (Mt
25.41-45),
*
A
fé se revela através das obras (Tg 2.14-18).
Wesley afirma: “As boas obras são tão necessárias que, se o homem voluntariamente as negligenciar, não poderá razoavelmente esperar que jamais seja santificado; ele não pode crescer na graça, na imagem de Deus, na posse da mente que havia em Cristo; não pode conservar a graça que já tinha recebido; não pode perseverar na fé ou no favor de Deus”. (22)
Obras que devemos praticar
1. Obras de piedade:
“Culto público, culto doméstico, oração privada, participação da Ceia do Senhor, estudo das Escrituras, ouvindo-as, lendo-as, meditando-as; uso do jejum e abstinência até o limite permitido pela saúde de nosso corpo.” (23)
2. Obras de misericórdia
“Alimentar os famintos, vestir os nus, dar pousada ao peregrino, visitar aos que estão enfermos, presos, aflitos; procurar instruir os ignorantes ...” (24).
A perfeição cristã
A palavra perfeição não é tão comentada no meio evangélico. Traz a ideia de soberba, pretensão etc. Mas é uma expressão bíblica e é uma recomendação do Senhor: “Sede perfeito” (Mt 5.43-48).
O que temos que fazer é entender o significado da perfeição. Algumas pessoas acham impossível alcançá-la porque a entendem de uma forma equivocada.
Mas o que é a perfeição?
É acima de tudo amor perfeito! (1Jo 4.18)
Veja a seguir alguns princípios sobre a perfeição:
1. Nós podemos alcançar a
perfeição.
Wesley conheceu em suas sociedades várias pessoas que
tinham alcançado a perfeição. Eis os procedimentos de uma senhora que a
alcançou:
*
Trabalhava
para os pobres;
*
Tinha
ardente amor;
*
Tinha
grande alegria;
*
Estava
pronta a morrer;
*
Não
gostava de faltar aos cultos;
*
Sentia
que a sua vontade era a vontade de Deus.
*
Verifique: Mt 5.43; Ef
4.13;Cl 1.28; Fp 3.15.
2. A perfeição não se alcança imediatamente.
Nós temos que caminhar em sua direção (Ef 4.15; 1Ts 3.12; 2Pe 3.18; Tg 1.4; Hb 6.1).
3. A perfeição não é absoluta.
*
Não
nos coloca em igualdade a Deus (Fl 2.6),
*
A
nossa palavra não é a palavra de Deus,
*
O
nosso ensino sobre as Escrituras não é infalível.
4. A perfeição não nos torna sem erros.
Somente Deus não erra. Podemos ser perfeitos e não saber nada sobre os sinais de trânsito. Podemos errar numa conta de matemática etc (Rm 7.19; Lc 11.4; Lc 6.37).
5. A perfeição não evita a tentação.
* O próprio Jesus era perfeito e foi tentado; verifique: Lc 4.1-2; Lc 6.13.
6. A perfeição pode ser perdida.
* Temos o livre arbítrio. O diabo anda ao nosso derredor; verifique: 1Co 10.12; Ap 3.11.
Mas o que é perfeição a
cristã?
Wesley a descreveu assim: “... aquele em quem existe a mente que houve em Cristo e que anda como Cristo andou; um homem que tem as mãos limpas e um coração puro.
... Aquele que não é motivo de tropeço para os outros e aquele que de fato não cometeu pecado.
... A sua alma é realmente toda amor, cheia de entranhas de misericórdia, bondade, magnanimidade e tolerância.
A sua vida está de acordo com estas qualidades, cheias das obras da fé, da paciência, da esperança e da obra do amor”. (25)
O sacramento da Ceia do
Senhor
Utilizando um pequeno pedaço de pão e um copinho de suco de uva, os evangélicos participam da Ceia do Senhor, geralmente, no primeiro domingo de cada mês.
A ceia do Senhor é um sacramento. É um sinal visível de uma graça invisível de Deus.
Foi instituída por Jesus.
Mas qual
o motivo de praticarmos a Santa Ceia?
A Ceia do Senhor é o sinal de nossa redenção em Cristo e o memorial perpétuo de sua paixão e morte.
Quais os elementos que constituem a Ceia do Senhor?
*
O
pão (Mt 26.26), que simboliza o corpo de Cristo.
* O vinho (Mt 26.27), que simboliza o sangue de Cristo.
A
importância da confiança no ato da Ceia
*
Para
Wesley, o simples ato da Ceia do Senhor para nada aproveita!
*
“Não
há poder para salvação senão no Espírito de Deus”.
*
Não
há mérito senão no sangue de Cristo.
* “Aquilo que é ordenado por Deus não transmite graça se não confiarmos somente nele.” (26)
Quais os benefícios que a Ceia do Senhor traz?
*
Perdão
dos nossos pecados passados,
*
O
fortalecimento presente,
* E a renovação das nossas almas. (27)
O que é necessário para participarmos da Ceia do Senhor?
*
Pertencer
ao povo de Deus através da fé em Jesus (1Co 11.25),
*
Examinar
a consciência e confessar o pecado (1Co 11.28-29),
* Participar com a consciência em paz com Deus e com o próximo (1Co 11.20-22,33).
A Ceia do Senhor, portanto, é para recordarmos o que Jesus fez por nós na cruz e para tomarmos posse das bênçãos que temos direito como descendentes de Abraão pela fé em Jesus.
O Batismo Cristão
O que é o batismo?
Wesley diz: “É o sacramento iniciatório que nos faz entrar na aliança com Deus.
*
Foi
instituído por Cristo, o único que tem poder para instituir um sacramento
adequado,
*
Um
sinal, um selo, garantia e meio de graça,
* Perpetuamente obrigatório para todos os cristãos”. (28)
A Bíblia não se preocupa com a forma. Apenas diz: “Quem crer e for batizado será salvo” (At 16.16).
Vamos
agora ver as três formas de batismo:
1. Aspersão
A aspersão consiste em jogar um pouco de água na cabeça da pessoa. Há vários acontecimentos na Bíblia que mostram esta prática:
- Ananias partiu, entrou na casa, impôs-lhe as mãos e disse: “Saulo, meu irmão, quem me envia é o Senhor, esse Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas ... A seguir, levantou-se e foi batizado” (At 9.17-19).
- O carcereiro de Filipos também foi batizado dentro da
cadeia e não em um rio (At 16.31-33).
- É importante lembrar que a palavra batismo é usada para dizer que o Espírito Santo veio sobre a pessoa (At 1.5-8; 11.15-17).
2. Imersão
A imersão consiste em afundar a pessoa na água; há dois fatos na Bíblia que dão ideia de ser batismo por imersão;
- O batismo de João Batista (Mc 3.6).
- O batismo do eunuco (At 8.26-40).
3. Derramamento ou lavagem
Consiste em derramar água sobre a pessoa; há um fato na Bíblia que dá a impressão de ter havido este batismo: quando três mil pessoas foram batizadas num só dia (At 2.41),
Ezequiel 36.25 diz: “Derramarei água pura sobre vós e ficareis purificados ...”.
Os elementos do Batismo:
*
Jesus
apenas disse: “Ide, portanto, fazei discípulos de todos as nações, batizando-os
em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.
(Mt 28.19).
* Então, importa no batismo:
- Batizar com água;
- Batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
O Batismo na Igreja Metodista:
*
A
Igreja Metodista batiza comumente por aspersão, mas não considera somente este
batismo válido;
* Ela reconhece os batismos por imersão e derramamento.
Wesley afirma: “Digo pela lavagem, imersão ou aspersão porque a Escritura não determina qual destes meios deve ser usado quer por preceito expresso, quer por um exemplo claro que o prove, quer ainda pela força ou pelo significado da palavra batizar”. (29)
Os benefícios do
batismo
- Somos lavados da
nossa culpa do pecado original
Wesley afirma: “... todos nascemos sobre a culpa do pecado de Adão ... E a virtude deste dom gratuito, os méritos da vida e da morte de Cristo nos são aplicados no batismo”. (30)
- Entramos na
aliança de Deus
Wesley diz: “Como a circuncisão era o meio de se entrar naquela aliança; o batismo o é agora”. (31)
- Somos feitos
membros de Cristo
Wesley afirma: “Somos admitidos na Igreja pelo batismo e, consequentemente, feitos membros de Cristo, a sua cabeça ... Pois, ‘todos os que são batizados em Cristo’- (Gal 3.27), isto é, são misticamente unidos e feitos um com Ele”. (32)
- Somos feitos
filhos de Deus
Wesley diz: “Sendo enxertados no corpo da Igreja de Cristo, somos feitos filhos de Deus pela adoção e pela graça”.
Isto se baseia no seguinte: “Se um homem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3.5). Assim, pela água como um meio, a água do batismo, somos regenerados ou nascidos de novo, de onde o ser ele chamado também pelo apóstolo de ‘a lavagem da regeneração’ ”. (33)
- Somos herdeiros do Reino dos Céus
*
“Somos
herdeiros do Reino dos Céus em consequência de sermos feitos filhos de Deus.”
(34)
*
“O
batismo nos salva se a nossa vida correspondê-lo, se nos arrependermos, crermos
e obedecermos o Evangelho; supondo-se isso, como ele nos admite à Igreja daqui,
assim também o somos na glória futura.” (35)
O batismo infantil
Afinal, qual a razão de consagrarmos os nossos filhos e
filhas através do batismo?
É preciso voltar ao Antigo Testamento para entendermos esta doutrina.
Primeiramente, houve a instituição da circuncisão pelo próprio Deus. Era aplicada às crianças masculinas aos oito dias de vida (Gn 17.12).
É importante aqui entender que a criança não decide, e sim os pais (Gn 17.9-14).
Mas há uma grande mensagem no batismo infantil: Deus dá o primeiro passo para salvar o ser humano. Nós não temos nada para oferecer, por isso, com a Sua graça Deus derrama em nossos corações o Seu grande amor.
É o início do processo de nutrição e desenvolvimento espiritual da criança. A graça perdoadora começa a agir na criança antes mesmo dela tomar consciência.
A Salvação era para toda a família:
*
Família
de Cornélio (At 11.14; 10.48),
*
Família
de Lídia (At 16.15),
*
Família
de Estêfanas (1Co 1.16),
*
Família
de Crispo (At 18.8).
A fé é importante no ato do batismo
*
A
graça é algo que nos é dada por amor.
* Só, porém, a fé torna o batismo válido:
- Os pais devem pertencer ao Povo de Deus;
- O batismo é para os da Família da Fé;
- A criança deve crescer espiritualmente (Lc 2.52; 2Tm 1.5).
A Igreja dos apóstolos batizava crianças
Veja
alguns dados históricos:
* Orígenes, que foi o mais completo conhecedor da Bíblia entre os escritores da Igreja Primitiva, escreve que a Igreja Cristã praticava o batismo de crianças e que esta prática veio dos apóstolos.
* Irineu,
que foi bispo no 2º século e discípulo de uma pessoa que foi discípula do
apóstolo João, foi batizado quando criança.
* Cipriano, que viveu no 3º século, afirma que o batismo de crianças era prática comum dos cristãos. Isto é confirmado no Concílio de Cartago (255 - 256 d.C.).
A oposição ao batismo infantil
Só no século XVI surgiram os
anabatistas condenando o batismo de crianças.
Lutero, que foi batizado quando criança e que fez a Reforma Protestante, não concordou com os anabatistas e foi a favor do batismo de crianças.
Wesley afirma: “Em resumo, portanto, é nosso dever não somente legal e inocente, mas justo e estrito, de conformidade com a prática ininterrupta de toda a Igreja de Cristo desde os primeiros tempos, consagrarmos nossos filhos a Deus pelo batismo como era ordem para que a Igreja dos judeus o fizesse pela circuncisão”. (36)
As fontes do
conhecimento espiritual
João Wesley afirmava que a Igreja verdadeira tem que se basear em 5 fontes para chegar à verdade sobre a vontade de Deus para as novas vidas:
1 - A Bíblia:
*
“A
Bíblia é a única e suficiente regra da fé;
*
Deus,
através das escrituras, nos ensina o caminho da Salvação;
* A
Bíblia não pode ser invenção de homens bons ou anjos, pois eles não fariam um
livro contando mentiras e dizendo: “Assim disse o Senhor”, quando, então,
seriam eles que estariam dizendo;
* A
Bíblia não pode ser uma invenção de homens maus ou de demônios, pois não fariam
um livro condenando o pecado;
* A Bíblia, então, foi escrita por inspiração divina”. (Verifique: 2Tm 3.16; Jo 5.39; Gl 3.8; At 18.28.) - (37)
2 - A Razão:
*
“A
razão é um dom de Deus para a investigação da verdade;
*
A
razão não pode dar fé, esperança, amor, virtude, Salvação;
*
A
razão, assistida pelo Espírito Santo, nos dá condições de compreendermos as
Escrituras, o novo nascimento, a santidade;
* A religião que não usa a razão é falsa”. (Verifique: Rm 12.1-3; 1Co 11.28; At 17.11.) (38)
3 - Experiência
Cristã:
* “A experiência com Cristo é suficiente para negar ou confirmar qualquer doutrina que tenha por base as Escrituras;
* A experiência com Cristo abre os olhos do entendimento para uma nova realidade e os ouvidos para ouvir a voz de Deus;
*
A
experiência verdadeira é aquela que está em conformidade com a Bíblia.”
(Verifique: Rm 8.16; 2Co 5.1-8; 1Co 2.9-16).
(39)
* 4 - A Criação Natural:
*
“Pelas
constantes gerações de plantas e animais, podemos ver a eternidade de Deus;
*
Através
das chuvas, do sol, das colheitas, podemos ver a bondade de Deus;
*
Através
do trovão, do relâmpago, do terremoto, dos vulcões, podemos ver o terror da ira
de Deus;
* Através do céu, das estrelas, dos astros, podemos ver o poder e a sabedoria de Deus”. (Verifique: Sl 19.1-4; Mt 5.45.).
5 - A Tradição Cristã:
*
“A
verdade plena, nós tivemos quando Cristo veio ao mundo no ano 1 da era cristã;
*
Quanto
mais os anos vão passando, mais nos distanciamos do dia que esta verdade veio
ao mundo;
*
Os
que viveram um pouco depois de Jesus (até o século IV) tiveram um cristianismo
mais autêntico do que os que nascem hoje e escrevem sobre Jesus e a sua Igreja;
*
Devemos
recorrer aos “pais apostólicos”, lendo os seus escritos, pois eles estiveram
mais perto da verdade do que nós;
* Eis alguns dos pais apostólicos: Inácio, Irineu, Policarpo etc.” (Verifique: 1Co 11.2; 2Tm 2.15.) (40)
O dízimo
O dízimo deve ser visto como uma oportunidade dada por Deus para que possamos expressar a nossa gratidão, a nossa dependência da soberania do Senhor e a nossa fé num Deus vivo que jamais nos deixará em falta.
O dízimo será uma bênção em nossa vida na medida em que ofertarmos com fidelidade e com gratidão.
No Antigo Testamento havia estas orientações sobre o dízimo:
*
Dar
o dízimo de tudo (Gn 14.20);
*
Dar
o dízimo de todo fruto (Dt 14.22);
*
Dar
o dízimo das primícias (2Cr 31.4-6);
* Dar o dízimo e as ofertas (Dt 12.11).
No Novo Testamento encontramos as seguintes orientações:
*
Jesus
disse para darmos o dízimo e praticarmos a justiça, a misericórdia e a fé (Mt
23.23; Lc 11.42).
*
A
Igreja de corinto contribui com regularidade e proporcionalmente (1Co 16.2).
* A Igreja da Macedônia dava acima das suas forças (2Co 8.9), voluntariamente (2Co 8.4) e a si mesmo se deram (2Co 8.5).
A orientação de Wesley
Wesley levanta ofertas em benefício dos desempregados e menos favorecidos.
Sua orientação era:
*
Ganhar
tanto quanto possível;
*
Guardar
tudo o que é possível;
*
Dar
tudo o que é possível.
Dez motivos para dar o dízimo:
1. O dízimo não me
pertence, e sim ao Senhor (Lv 27.30-32; Ml 3.10);
2. Em Cristo todas as
minhas necessidades são preenchidas (Fp 4.19);
3. A certeza de que Deus
se alegra com a minha fidelidade (2Co 9.7);
4. Estou investindo no
Reino de Deus;
5. Assumo a postura de que
sou cidadão do Reino de Deus, por isso, não fico preso a ganância;
6. Haverá fartura na Casa
de Deus e o reino das trevas ficará mais fraco;
7. O devorador será
destruído e, assim, as bênçãos permanecerão em minha casa;
8. Crescerei
espiritualmente e aprenderei a viver contente em toda e qualquer situação (Fp
4.10-13);
9. Participarei da ajuda
aos necessitados e, assim, estarei servindo ao próprio Jesus;
10.Participarei das Missões em vez de gastar o dinheiro naquilo que perece.
O dízimo é santo e traz promessas para a nossa vida. O Senhor promete: “... abrir as janelas dos céus... derramar sobre vós bênçãos sem medida” (Ml 3.10).
Citações
1. BURTNER, R. - Chiles, R. Coletânea da
Teologia de João Wesley, S. P., Jugec - 1960, p. 44.
2. Idem, p. 44.
3. Idem, p. 45.
4. Idem, p. 45.
5. Idem, p. 45.
6. Idem, p. 45.
7. Idem, p. 46.
8. Idem, p. 112.
9. Idem, p. 112.
10. Cânones da Igreja Metodista, São Paulo,
Imprensa Metodista, 1971, p. 19.
11.
BURTNER, R. - Chiles, R. op. cit. pp. 43 e 44.
12. Idem, p. 91.
13. Idem, p. 261.
14. Idem, p. 261.
15. Idem, p. 262.
16. Idem, p. 262.
17.NEWBIGIN, C. - Pecado e Salvação,
SP, JUGEC, 1963, p. 28.
18.
Idem, p. 28.
19. WESLEY,
J. - Sermões de Wesley, SP, Imp. Met., 1954, p. 111, v. 1.
20.BURTNER R. R. CHILES, R. - Coletânea
da Teologia de João Wesley, SP, JUGEC, 1960, p. 51 até 54.
21.WESLEY, J. - Sermões de Wesley, op. cit. p. 205.
22. WESLEY, J. - Sermões de Wesley.
Imprensa Metodista, v.2, 1954, p. 352.
23.Idem, p. 354.
24.Idem, p. 354.
25.BURTNER,
R. - op. cit. p. 210.
26.Idem, p. 269.
27.Idem, p. 270.
28.Idem, p. 273.
29.Idem, p. 273.
30.Idem, p. 274.
31.Idem.
32.Idem, p. 275.
33.Idem.
34.Idem.
35.Idem.
36.Idem, p. 276.
37.Idem, p. 15 até 22.
38.Idem, p. 22 até 28.
39.Idem, p. 28 até 33.
40.Idem, p. 36 até 39.
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