Martha
Watts,
A
jovem educadora revolucionária
Odilon
Massolar Chaves
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Odilon Massolar Chaves é
pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade
Metodista de São Paulo.
Sua tese tratou sobre o
avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como
paradigma para nossos dias.
Foi editor do jornal oficial
metodista e coordenador de Curso de Teologia
“Podem vocês imaginar a escuridão moral desse
império em que o grande “Iluminador” não é mais bem conhecido? Não há
necessidade de um trabalho de evangelização aqui, minhas irmãs? E vocês não
orarão por nós para que sejamos dotados do poder superior, tão necessário para
o trabalho que temos a fazer?”[1]
Martha Watts
Índice
· Introdução
· Piracicaba no século XIX
· A origem de Martha Watts
· A chegada à Piracicaba
· O que diferenciava Martha Watts
· Em defesa dos escravos
· Seu legado e homenagens
· Cartas de Martha Watts
Introdução
“Martha Watts, a jovem educadora revolucionária” é um livro que relata a história de uma jovem metodista norte-americana que fez toda a diferença na educação na cidade de Piracicaba, SP, dando origem a Universidade Metodista de Piracicaba.
Uma história conhecida e muito publicada.
Martha é pioneira e referência na educação. Viveu durante 15 anos em Piracicaba e promoveu um trabalho que ultrapassou os limites da evangelização.
Deixou um grande legado e recebeu diversas homenagens como a criação do “Centro Cultural Martha Watts”; “Rua Martha Watts”; uma história em quadrinhos e dezenas de livros publicados sobre sua trajetória.
Martha Watts educou com o exemplo. Foi a primeira que alforriou uma escrava em Piracicaba. Ela comprou e alforriou. O advogado que fez todo o processo para ela se chamava Prudente de Moraes, que depois foi eleito presidente da República.
Uma vida que nos inspira e estimula.
O Autor
Piracicaba
no século XIX
Qual era a situação do país quando a missionária Martha Watts chegou em 1881?
O Brasil era governado pelo Imperador D.Pedro II, mas havia sinais de mudanças no cenário político e econômico. “Alguns acontecimentos contribuíram para o seu desenvolvimento, como o Cientificismo, o Abolicionismo, o Positivismo, a crise da Monarquia e substituição da mão de obra escrava pela assalariada.[2]
No final do século XIX, o Brasil era majoritariamente agrícola e passava para uma nação mais industrializada. Era uma sociedade aristocrática e escravista, que usava muito a mão de obra do escravo, mas que dava lugar ao capitalismo industrial.
Qual era a situação social, econômica, religiosa e política da cidade de Piracicaba?
O país e, consequentemente a cidade de Piracicaba vivia num ambiente de desenvolvimento e progresso, mas também de grande disparate social com milhares de escravos sendo comercializados e trabalhando especialmente na lavoura.
Um ambiente ainda de domínio católico, que diminuiu grandemente a partir de 1889 com a Proclamação da República.
A criação de Piracicaba
Piracicaba foi fundada em 1765 para que servisse de ponto de apoio e abastecimento para as tropas que, partindo de Araritaguaba (atual Porto Feliz), seguiriam rumo às minas de Mato Grosso e Goiás, como também abasteceriam as tropas com destino ao Forte de Iguatemi. Em 1774, a povoação de Piracicaba é elevada à Freguesia.[3]
No decorrer do século XIX, a agricultura desenvolveu-se no município, com destaque para o cultivo da cana-de-açúcar e do café, mas houve posteriormente decadência com o fim do ciclo do café e a queda constante de preços do açúcar.[4]
População
Piracicaba era uma cidade grande no fim do século XIX. A cidade possuía 2.300 prédios e tinha 19.014 habitantes, dos quais 11.060 eram brasileiros.[5]
Havia intenso comercio de escravos em Piracicaba entre 1870-1880. As estatísticas apontam que “foram 293 as escrituras registradas em Piracicaba no período 1870-1880. No total, negociaram-se 871 pessoas a grande maioria delas (866, isto é, 99,4%) objeto de operações de compra e venda, sendo efetuadas ainda duas doações e uma permuta (duas escravas, de 16 e 13 anos de idade, por um rapaz de 25 anos).”[6]
A missionária Martha Watts encontrou uma Piracicaba que era a terceira
cidade em número de escravos do Estado de São Paulo.[7]
Entre 1874 e 1886, o total de escravos diminuiu para 3.820 pessoas.[8]
A religião
No período colonial brasileiro o catolicismo era oficial no Brasil.
“Pelo regime do padroado, o clero era submetido ao Estado e as determinações papais deviam ser aprovadas pelo governo imperial português por meio do beneplácito para serem cumpridas pelo clero. Os padres eram funcionários públicos e recebiam seus proventos do governo. Cada povoação deveria ter sua capela, ermida ou mesmo um rancho, onde pudesse ser entronizada a figura do padroeiro determinado para o local. Geralmente os pátios escolhidos para a construção da Matriz eram os melhores locais do sítio destacado para a delimitação do rocio e acabaram configurando as praças principais e os centros urbanos da maioria das cidades brasileiras”.[9]
Piracicaba foi fundada em 1867. Sete anos depois, a pequena comunidade conseguiu levantar o primeiro templo católico.
No dia 21 de junho de 1774, “foi criada a Paróquia Santo Antônio, desmembrada da Paróquia Nossa Senhora da Candelária de Itu, no território da Diocese de São Paulo, cujo bispo era o franciscano Dom Frei Manuel da Ressurreição”.[10]
Com a chegada da missionária Martha Watts e dos revds. J.W. Koger e J.L. Kennedy, o metodismo foi a primeira denominação protestante a se estabelecer em Piracicaba, em 1881.
Foram “seguidos, ao longo do século XX, pelos demais evangélicos, como batistas e presbiterianos, pentecostais, além dos espíritas (...)”.[11]
O transporte e desenvolvimento
A chegada das ferrovias, transporte fluvial e outros melhoramentos, a partir da segunda metade do século XIX, deram um impulso à cultura de exportação.
Mas Piracicaba passou a viver numa condição de uma cidade morta porque faltou o dinheiro e consequentemente a falta de melhoria de pontes e estradas foram um entrave ao progresso” da cidade.
No final do século XIX foi que Piracicaba começou a se desenvolver economicamente. Contribuíram para isso a chegada da iluminação pública, máquinas a vapor, a Estrada de Ferro Ituana e a construção da Fábrica de Tecidos Luiz de Queiroz.
Com os avanços tecnológicos, crescimento do comércio passou a haver uma maior concentração de pessoas na zona urbana, e a cidade foi deixando o seu aspecto rural.
Mas o “(...) desenvolvimento capitalista gerou um abismo entre pobres e ricos”.[12]
A educação
Era muito falho o ensino no século XIX. Como capital do Império, o investimento maior era na cidade do Rio de Janeiro. “Mesmo com a vinda da Família Real para o Brasil, não houve uma mudança significativa no campo educacional, principalmente em São Paulo, pois o investimento maior estava no Rio de Janeiro, especialmente no ensino superior. Em São Paulo, no início do século XIX, as condições de ensino eram bastante precárias, e no interior paulista o sistema educacional era ainda pior”.[13]
A primeira lei de educação do Brasil surgiu em 15 de outubro de 1827. Ela “determinava a criação de Escolas de Primeiras Letras, a qual deveria ser implantada em cidades, vilas e locais populosos, e adotar o método intitulado ensino mútuo”.[14]
No ensino para às crianças e adolescentes de 7 e 14 anos, os escravos não tinham direito à educação e nem quem tivesse doença contagiosa ou repugnante e não poderia ter sido expulso de uma escola. “Passada esta faixa etária, ou se o estudante tivesse algum dos impedimentos mencionados, restava-lhe o ensino particular ou ele teria de esperar completar 16 anos, idade em que poderia frequentar o ensino noturno. Esse ensino era destinado aos alunos considerados “atrasados” e também aos escravos, desde que seu senhor os autorizasse”.[15]
Portanto, o ensino era ineficiente no século XIX. Havia falta de preparo, pouca remuneração e pouca dedicação dos professores, ineficácia do método lancasteriano[16] e a ausência de fiscalização por parte das autoridades do ensino”.[17]
Foi nesse contexto que a missionaria Martha Watts chegou a Piracicaba em 1881.
A
origem de Martha Watts
Martha Hite Watts (1845-1910) nasceu no dia 13 de fevereiro de 1845 nos Estados Unidos, em Bardstown Kentucky. Era “filha de uma família já numerosa com nove filhos. O pai era advogado e a mãe uma zelosa dona de casa. Na sua mocidade mudou-se para Louisville, no mesmo Estado, onde se tornou professora. Ali frequentou a Igreja Metodista da Broadway, lugar onde enfrentou a perda do noivo, que morreu na Guerra da Secessão”.[18]
“A sua experiência de conversão aconteceu em 1874. Não aceitou dividir o seu coração com o mundo, desde aquele ano foi muito ativa no serviço de Cristo. Quando sentiu o chamado para o "Continente Esquecido", atendeu o encargo e embarcou para o Brasil no mês de Março de 1881”.[19]
Martha Watts “terminou o Curso Normal e dedicou-se ao ensino. Durante um reavivamento converteu-se e consagrou a vida ao Senhor Jesus. Anos depois, em fevereiro de 1881, o bispo Keener a apontou como primeira missionária para o Brasil”[20].
Martha foi contemporânea de Pedro Cartwright, pregador metodista
itinerante, que durante 69 anos, ministrou
Pedro Cartwright viu e participou de grandes reavivamentos realizados nos acampamentos[21], que reuniam de 12 a 25 mil participantes que experimentaram o “fogo celestial”, conforme sua expressão.
Uma hipótese é que Martha Watts tenha experimentado também essa chama do Espírito Santo, nessa época. Afinal, ela passou por um reavivamento.
Um dado importante sobre Martha Watts é que ela não foi nomeada. Ela se ofereceu para trabalhar no Brasil:
“Uma carta publicada no Woman’s Advocate, periódico da Sociedade
missionária da Mulher nos EUA, em março de 1881 diz: As elites passaram, assim,
a se dar conta da importância da educação da mulher “Miss Mattie H. Watts de
Louisville, Kentucky, ofereceu-se como candidata a missionária, aspirando ir
para o Brasil. Tenho suas recomendações em mãos e devo acrescentar que são de
primeira ordem”. (Woman’s Advocate, março,1881, p.8)”.[22]
No dia 26 de março de 1881, com 36 anos, Martha e outros dois missionários “partiram de Nova York, via Europa, tendo como destino o nosso caro Brasil, os seguintes missionários: Rev.J.W.Koger, esposa, filhinho, a provecta educadora Miss Martha Watts e o rev. J.L.Kennedy, que ainda era solteiro.”[23]
Martha Watts não era inexperiente. Certamente, isso foi importante na sua escolha para ser missionária no Brasil.
Era uma jovem saudável, tinha uma mente ativa e bem disciplinada.
“Possuidora de um corpo forte e saudável, ao lado de uma mente ativa e
bem disciplinada por uma experiência de sete anos em escolas, ela é alegre, tem
um temperamento equilibrado, com uma rara combinação de amabilidade e força de
caráter. Tudo de si, vida, tempo e talentos, ela consagrou a Deus há vários
anos passados, e tem estado permanentemente engajada nos diferentes ramos de
trabalho da igreja. Por dois anos, ela desejou servir como missionária e quando
viu abrir-se o Brasil, a fé simples foi manifesta em sua resposta: Eis aqui a
criada do Pai (Woman´s Missionary Society of the Methodist Episcopal Church,
South) (MESQUITA, 2001)”.[24]
O blog Acervos históricos afirma: “Miss Martha Watts definitivamente
mudou a identidade da sociedade piracicabana no final do século XIX”.[25]
A chegada à Piracicaba
Quando chegou à Piracicaba, estava acontecendo a festa do Divino, o que para uma protestante foi algo novo e estranho. Ela disse: “Chegamos entre quatro e cinco horas e guardamos um bom lugar antes que se formasse uma grande aglomeração (...). O sol estava acima da linha do horizonte e o rio estava calmo (....), os balões soltos ao vento, o som dos fogos cobria o vozerio das pessoas (...) tudo tão novo e estranho formava um cenário interessante.”[26]
Chegou a Piracicaba com os revds. J.W. Koger e J.L. Kennedy, em 1881. Aprendeu logo o português e organizou a primeira Escola Dominical em Piracicaba, antes mesmo da organização da Igreja. “A dedicada missionária, Miss Watts, já nos princípios de julho, desse ano, reunindo várias crianças, todos os domingos, antes do culto da manhã, assim organizou efetivamente e dirigiu com perícia uma pequena escola dominical”.[27]
Martha Watts fundou o Colégio Piracicabano, no dia 13 de setembro de 1881, iniciando as aulas com apenas uma aluna – Maria Escobar. No Brasil, foi a primeira escola metodista. A dedicação a uma só aluna impressionou a todos.
O prédio da escola foi construído “na esquina das ruas Boa Morte e D.
Pedro II ficou pronta em 1884. O belo casarão de tijolo à vista e telhas
francesas diante do acanhado casario da vila na época, convenceu o povo de que
a escola viera para ficar e foi um sucesso.
A construção e o sustento do Colégio Piracicabano foram feitos pelas
mulheres metodistas dos EUA. O objetivo principal era promover a educação
feminina no Brasil”.[28]
Foi muito árduo seu trabalho inicial. Teve que começar da estaca zero.
Martha Disse: “(...) meus pertences, juntamente com a mobília da escola foram levados para uma nova casa que alugamos para a escola (...). O aluguel é de sessenta mil réis, ou quase 30 dólares por mês. Temos duas salas grandes na frente, um quarto grande e dois menores atrás (...). Temos na cozinha um fogão brasileiro que nos servirá até que tenhamos um melhor. Como é mais barato fazer o pão do que comprá-lo, compraremos um fogão ou construiremos um forno (...)” (Woman’s Missionary Advocate, Novembro 1881, p.3)”.[29]
Martha Watts iria “convulsionar Piracicaba de maneira extraordinária – Lançando as bases para uma reforma educacional que serviria de modelo para o ensino no estado de São Paulo.”[30].
Ela trouxe luz para a cidade, que passou a girar em torno do Colégio Piracicabano. [31]
O que diferenciava Martha Watts
Martha Watts chegou em 1881 e dois meses depois deu início a uma escola com uma aluna.
Mas em 1883 o quando era outro com “as principais famílias piracicabanas de então matricularam seus filhos na escola metodista, criando tensões com a comunidade católica. Martha Watts, com fé e convicção, a tudo enfrentou e, em 1883, lançou a pedra fundamental daquele que se tornaria um dos patrimônios culturais e arquitetônicos de Piracicaba: o Colégio Piracicaba”.[32]
Martha Watts tinha princípios de virtude e regras de moral. Nisso ela se mostrava admirável. Tinha uma rara e excepcional competência para exercer sua missão.
Ela tinha uma visão muito grande sobre a necessidade de conversão e salvação de todas as pessoas para uma mudança de vida que iria influenciar o futuro especialmente das criancinhas. Ela perguntou: (...) deveríamos ser surdos ao seu clamor e contemplar indiferentemente a visão da imensa aflição de centenas de criancinhas que crescem em meio ao pecado e a uma corrupção tão vil, que ao chegarem a vida adulta tornar-se-ão tão somente delinquentes e párias sociais? Ou deveríamos, com a ajuda de Deus, buscar a salvação dessas preciosas almas? (...) (p.22)”.[33]
Martha Watts percebia a grande diferença social na população. Ela
firmou: “As pessoas se vestem tão bem quanto nos EUA, isto é, as de melhor
classe. O povo e os negros não se vestem nem mesmo com o mínimo de dignidade.
Todas as mulheres e homens envolvem-se em xales, seja de manhã ou à noite, de
tal forma que lembram figuras orientais.” (Woman’s
Missionary Advocate, Dez. 1881, p. 5)”.[35]
Mas o que diferenciava Martha Watts era sua pedagogia. “No prédio novo, usando métodos pedagógicos até então desconhecidos no Brasil, Miss Watts granjeou para a sua escola a fama da melhor da cidade, e com isto, as filhas e filhos das melhores famílias do lugar”. [36]
Na época, A Gazeta de Piracicaba fez uma reportagem sobre o exame no Colégio Piracicabano:“ O benefício do ensino proporcionado por aquela instituição é real; todos os pais devem se convencer desta verdade e as suas filhas devem ser encaminhadas para receber uma educação sólida, baseada em princípios seguros, de acordo com o progresso dos tempos... Além de uma paciência invejável, Miss Watts possui um método que pode ser considerado original... Não exageramos quando dizemos que o estabelecimento, debaixo de sua direção, é o primeiro na província de São Paulo; e esperamos vê-lo procurado por aqueles pais que desejam dar às suas filhas uma verdadeira educação – aquela que vai além do eterno e universal ‘decorar, decorar, decorar’ (...).”[37]
O Colégio Piracicabano iria tornar-se numa causa célebre da luta pela educação liberal no Brasil.
O objetivo das missionárias era impactar, mudar os destinos da nação brasileira. “O sonho de um pequeno grupo de mulheres missionárias norte-americanas no Brasil foi de conquistar a elite e exercer influência sobre a reconstrução da cultura nacional. Dessa maneira, as mulheres metodistas optaram pela utilização da educação enquanto instrumento estratégico para conquistar uma posição que lhes permitisse influenciar a política pública do ensino e os destinos do país”[38].
Martha tinha uma visão de independência da mulher. Seu ensino estava dentro dessa visão. Ela escreveu às autoridades da Igreja nos EUA: “As mulheres aí nos EUA clamam pelo direito ao Voto, mas aqui, a necessidade primeira delas é a liberdade.”[39]
Nos EUA, as mulheres só “conquistaram o direito ao voto no início da década de 1920 por mudar sua abordagem – não mais falando sobre direitos femininos e feminismos, mas sim em direitos da raça humana e democracia”.[40]
Martha Watts foi perseguida pelas autoridades locais, mas os liberais saíram em defesa do Colégio.
O educandário foi a semente para a Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), criada em 1975.
Em defesa dos escravos
Miss Martha Watts foi a primeira a alforriar escravos, em Piracicaba.[41]
Martha Watts comprou uma escrava e “pediu ao advogado Prudente de Moraes, então futuro Presidente do Brasil para preparar uma carta de alforria, documento este exposto no local”.[42]
“Em vários momentos, Martha Watts sofreu ao presenciar o suicídio de uma escrava no rio, com os filhos nos braços. Em outros, ela fala de sua determinação pelo trabalho missionário no Brasil e também se admira com o progresso na Noiva da Colina. Mas o fato é que em pouco menos de seis meses de permanência, Martha Watts se mostra encantada com a nova missão. ‘Agora, caras amigas, o que acham de ‘minha cidade’, como eu já a chamo? Já me sinto muito ligada a ela e pressinto que serei muito feliz aqui”.[43]
As escolas tinham a função de auxiliar na evangelização. Na Conferência Distrital do Rio de Janeiro, em 1892, foi dito que “(...) apreciamos os colégios como auxiliares fortes na evangelização pátria”.[44]
Neste sentido, há uma estatística sobre o Colégío Piracicabano, em 1891:
Alunos
matriculados............................................ 131
Número
maior de assistência em qualquer tempo106
Pensionistas..........................................................20
Alunos
que assistem a Escola Dominical............. 45
Alunos
membros da Igreja.................................... 17
Unidos
à Igreja no correr do ano..........................1.[45]
Nos 15 anos em que viveu em Piracicaba, ela “promoveu um
trabalho que ultrapassou os limites da evangelização, ao elaborar um registro
de grande contribuição à história piracicabana. Martha Watts narrou, por
meio de cartas, aspectos curiosos da cultura local, da culinária, os hábitos
dos moradores e as tradições religiosas.”[46]
Martha Watts foi a Petrópolis e lá
instalou outra escola, em 1895, com o nome de Colégio Americano de Petrópolis.
Nessa época, começava a construção da nova Capital do Estado das montanhas, e
Martha Watts teve a sua atenção voltada para esse fato importante.[47]
Sobre esse momento, Martha Watts
afirmou: “, em maio de 1895, registra o início do funcionamento do Colégio
Americano: “(…) chegamos a Petrópolis em 5 de abril. (…). Hoje, quando abrimos
a escola com nossos três alunos, na presença das mães de dois deles, sentimos
que não fizemos feio (…).”[48]
Ela participou ainda da organização
do Instituto Metodista Izabela Hendrix fundado em 5 de outubro de 1904. Ela
teve a missão de “criar uma escola para mulheres brasileiras, com recursos das
mulheres americanas. O trabalho foi pioneiro
Como sempre, o início foi difícil. Ela disse: "Recebemos hoje apenas cinco crianças. Esperávamos que fossem em maior número, mas estamos contentes assim mesmo, e tudo faremos para torná-las bons cidadãos e boas cidadãs deste País. Tudo o que fazemos é para a glória de Deus." Um pouco depois, ela escreveu uma outra carta e disse: "Já não somos mais cinco, somos 18 crianças no Isabella."[50]
Sua missão no Brasil pode ser dividida assim: missão no Colégio Piracicabano (1881-1895), missão no Colégio Americano de Petrópolis (RJ) (1895-1900), missão no Colégio Mineiro de Juiz de Fora (1902-1904) e missão no Colégio Izabela Hendrix de Belo Horizonte (1904-1908).[51]
Rev. J.L. Kennedy,
assim noticiou seu falecimento: “No dia 1º de janeiro de 1910, faleceu em
Lousville, EUA, a venerada missionária Miss Martha H. Watts, pioneira
cooperadora na obra do Senhor,
Outros afirmam que ela faleceu em 30 de dezembro de 1909, nos Estados Unidos.[53]
“Uma
fratura na bacia, resultante de uma queda, e a progressão implacável do câncer
de que padecia, foram padecimentos que enfrentou com estoicismo até a morte,
ocorrida aos 64 anos de idade”.[54]
Seu legado e homenagens
Uma das homenagens à Martha Watts é a “Rua Miss Martha Watts”, Piracicaba, SP, cep 13417-645.
Hoje há também na Unimep o Centro Cultural Martha Watts, que é um espaço de cultura, memória e história, localizado na cidade de Piracicaba no interior de São Paulo. “O prédio foi construído no século XIX com o propósito de abrigar o Colégio Piracicabano e hoje é tombado como patrimônio histórico pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba (Codepac).[55]
“A Bíblia metodista de Martha Watts, linda, impressionante e restaurada, se encontra permanentemente exposta em uma das salas de exposição do local. O centro recebe constantes exposições de grande importância para a cidade.”[56]
A Bíblia que ela usou enquanto esteve no Brasil foi editada por A. J. Holman & Cia, em Philadelphia, no ano de 1882.[57]
Um ex-aluno assim se expressou sobre Martha Watts: “Sempre que se oferecia ensejo de inocular princípios de virtude e regras de moral, era quando se mostrava admirável, comprovando a rara e excepcional competência de que fora dotada para exercer tão sublime missão.
Eu bem me lembro que perto de Miss Watts ninguém era capaz de mentir ou dissimular; as traquinadas e travessuras, escondidas cautelosamente, eram-lhe fielmente narradas quando nos interpelava, tal o império que sobre nós sabia exercer, sem jamais usar para isso de outro meio que não a força do bem e o devotamento com que praticava seu sagrado sacerdócio. Muito lhe deve a sociedade piracicabana; muito lhe devem seus ex-alunos; muito lhe devo eu”. [58]
Importante foram os princípios de moral e conselhos elevados de Martha Watts.
“Os princípios salutares de moral que me ministrou, assim como os conselhos elevados que me dispensou com tanto carinho e solicitude durante minha infância, repercutem-me ainda na alma como uma voz amiga que me dirige os passos, e por isso, ao saber que ela já não mais vive na Terra, rendo-lhe este preito de homenagem, simples e singelo, porém sincero e verdadeiro, como que desfolhando sobre a campa da querida mestra umas pétalas humildes que em seguida o vento arrebatará, mas cujo tênue perfume chegará até ela, levando-lhe o penhor de minha gratidão pelo muito que de suas benfazejas mãos recebi."[59]
No Piracicabano, Martha foi diretora nos
períodos de 1881 a 1886, 1888 a 1892 e 1894 a 1895.[60]
Em 2017, “surgiu uma história em quadrinhos para contar sobre a vida e o trabalho de Martha Watts em Piracicaba, cidade que escolheu para fundar um Colégio, o Piracicabano, no mesmo ano em que foi construído o Engenho, que é o local onde se passa esta história”.[61]
Os organizadores foram Joceli C. Lazier, Glauco Madeira, Camilo Riani, Hugo de Lima, Mariana B. Prezutti, Gabriela Tozati, Ana Paula P. Castilho.[62]
A história em quadrinhos se chama “Martha Watts”.
Martha Watts ficou conhecida como "semeadora de escolas".[63]
Foi chamada a “missionária do futuro”.[64]
Foi ainda chamada de semeadora da
educação”.[65]
Cartas de Martha Watts
Martha Watts escreveu diversas
cartas, dentre elas, para Woman’s Missionary Advocate, e editora da sociedade
Missionária de Mulheres Metodistas dos EUA.
Em 1887, Martha Watts escreveu
uma carta às irmãs dos EUA falando da escuridão moral do Império. Revela sua
confiança no poder de Deus e pede orações: “Podem vocês imaginar a escuridão
moral desse império em que o grande “Iluminador” não é mais bem conhecido? Não
há necessidade de um trabalho de evangelização aqui, minhas irmãs? E vocês não
orarão por nós para que sejamos dotados do poder superior, tão necessário para
o trabalho que temos a fazer?”[66]
Numa das cartas para as. Butler da
editora da sociedade Missionária de Mulheres Metodistas dos EUA. Ela descreve
sobre o prédio da escola e diz:
“Cara sra. Butler….
A casa tem uma aparência muito
formosa, vista por fora. O prédio principal é alto e possui uma ala de dois
andares em cada lateral. No topo da parte central, há um andar coberto com
zinco gradeado ao redor, feito para ser um observatório; e de lá temos uma bela
visão de todos os lados. (…)
A porta da frente possui três degraus
e é ampla e formosa – pintada de verde-garrafa escuro. O saguão é amplo, com
uma porta de cada lado. À esquerda chegamos até a sala de visitas, uma pequena
salinha. (…)
A porta, à direita, abre para o
escritório, que é somente outra sala que também possui cortinas de renda
e tapetes e o mesmo tipo de mobília; a única diferença é que ela possui uma
escrivaninha e cadeira. (…)
Na parte dos fundos, temos três arcos
que servem como linha divisória, sem separá-la, de uma pequena sala, a qual
possui uma porta no saguão de trás e no qual fica a estante de livros da
biblioteca e uma estante de curiosidades, reunidas aqui de tempos em tempos.
(…).
Em uma
ponta do saguão há uma escada para o terceiro andar; e diante dela há uma outra
para o `observatório`. Quando tivermos equipamento para estudar astronomia,
devemos ter estudantes interessados, não somente na escola, como também entre
nossos amigos. (…).”[67]
Numa outra carta, ela descreve a
vida social do povo piracicabano:
“(…) agora vejo as mulheres indo
para casa com seus fardos de roupas para lavar sobre suas cabeças. Elas devem
ter ido ao rio muito cedo para que pudessem ter feito tanto até agora. E vejo
aquele velho cavalheiro que queria colocar suas meninas em nossa escola, mas
que como não tínhamos uma professora de música estrangeira, ele preferiu
deixá-las continuar com seu velho ‘ mestre’. Ele parou para ouvir o canto, eu
sei, mas agora já seguiu. Eu me pergunto por que os homens tiram seus chapéus
quando passam por essas janelas. É para nós? Ou é para o local de culto? Devo
perguntar sobre isso quando puder falar com eles. A senhora sabe que é costume
nesse lugar para cavalheiros de boa educação saudar as damas que passam? (…)”.[68]
Também
ela escreve sobre a indiferença das pessoas em guardar o domingo e sobre seu
desejo de que todos fossem à Igreja:
“(…) já é hora de sair para a
escola dominical e, assim, deixe-nos trancar as portas e começar. Nossos
vizinhos não parecem sentir a santidade do dia, pois cada um deles dá
continuidade a suas tarefas diárias. O carpinteiro está trabalhando: deve ser
algo de extraordinário – certamente é um caixão! Mas todas as lojas estão
abertas; e vejo os ferros do alfaiate esquentando à porta. Sim, e há um deles
tirando medidas e outro costurando – e o fundidor de estanho também está
trabalhando! Ah! Eu gostaria de poder reunir estas crianças sujas, lhes dar um
banho e levá-las à escola dominical comigo! Ah! Bom dia, irmão, está um dia
agradável; espero que todos venham à Igreja hoje”.[69]
Ela faz observação semelhante
quando estava dentro da Igreja na hora do sermão ouviu barulho na rua. Ficou chocada das
pessoas não guardarem o domingo: “(...) – é um tambor batendo, e no domingo
também. O que pode essa gente querer, eu me pergunto. Eles não sabem que
deveriam manter esse dia santo? Está realmente passando por aqui! É o
“Caia-Pó”, e o pregador tem que parar, pois a confusão é tamanha, que ele
prefere não competir com aqueles negros, pintados e vestidos como selvagens,
enquanto dançam e gritam, mantendo o tempo do tambor e o de suas próprias
vozes. Quão suavemente o pregador se refere a isso, chamando de tolice! Tenho
visto coisas tão tolas do mesmo caráter feitas nos Estados Unidos, mas não no
domingo. (pp.43-44)”.[70]
Em
outra carta data de abril de 1900, ela faz menção sobre a Proclamação da
República:
“O
Brasil está indo para frente, e devemos seguir com ele, carregando a religião
do Evangelho, pois os líderes não percebem a necessidade de eles próprios o
buscarem. Eu não escrevi sobre a República, mas digo que a vida tem tido um
sentido maior no Brasil desde 15 de novembro de 1889. Desde 7 de janeiro – dia
da oração pelas nações – todos os homens são livres para louvar a Deus de
acordo com o que dita suas próprias consciências neste Brasil beato e dirigido
por padres. “Glória a Deus nas alturas!”[71]
Cartas que revelam uma profundidade na visão, um coração doador e a convicção sobre seu chamado por Deus para a missão.
[1]file:///C:/Users/odilo/Downloads/Dialnet-OsAnjosDoProgressoNoBrasil-5175262.pdf
[2]
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/artes/realismo-no-brasil
[5] www.repositorio.unesp.br. FÁBIO AUGUSTO
PACANO O FORJAR DA MODERNIDADE: PIRACICABA E A BELLE ÉPOQUE CAIPIRA
(1889-1930).
[7]https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2019/11/20/piracicaba-foi-3a-cidade-com-mais-escravos-no-estado-diz-historiador-idoso-busca-reconhecer-cemiterio.ghtml
[9]
http://ipplap.com.br/site/wp-content/uploads/2013/03/igrejas-3.pdf
[10]
https://diocesedepiracicaba.org.br/capa.asp?p=324
[11] http://ipplap.com.br/site/wp-content/uploads/2013/03/igrejas-3.pdf
[12] http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/anteriores/edicao30/materia04/texto04.pdf
[13]
http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/anteriores/edicao34/materia02/texto02.pdf
[14]https://sites.google.com/site/historiadaeducacaonobr/escolas-de-primeiras-letras
[15]
PATROCÍNIO, Ana Luiza do. A educação durante o império. Revista Histórica, São
Paulo, n. 10, p. 7, 2003.
[16] O método Lancaster, também
conhecido como Ensino Mútuo ou Monitorial, teve como objetivo ensinar um maior
número de alunos, usando pouco recurso, em pouco tempo e com qualidade. Foi
criado por Joseph Lancaster, quaker inglês,
influenciado pelo trabalho do pastor anglicano Andrew Bell.
Contudo, Lancaster amparou seu método no ensino oral da repetição e memorização, pois acreditava que esta
dinâmica inibia a preguiça, a ociosidade, e aumentava o desejo pela quietude.
Nesta metodologia não se esperava que os alunos tivessem “originalidade ou
elucubração intelectual” na atividade pedagógica, mas disciplinarização mental
e física. https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9todo_Lancaster
[17] SAVIANI,2001:130.https://sites.google.com/site/historiadaeducacaonobr/escolas-de-primeiras-letras
[18] http://iepapp.unimep.br/biblioteca_digital/pdfs/2006/JCXNCAQNVXCJ.pdf
[19] https://dgmcriadorxcriaturas.blogspot.com/2012/12/martha-hite-watts.html
[20] SALVADOR. José Gonçalves. História do
metodismo No Brasil. Imprensa metodista, 1982. p.113.
[21] LUCCOCK,
Halford E.Linha de Esplendor sem fim,
Junta Geral de Educação Cristã da Igreja Metodista do Brasil, p. 46, 52
[22] Zuleica de Castro Coimbra Mesquita. “Martha
Watts: uma educadora metodista na belle époque tropical * Martha Watts: a
methodist educator in the tropical belle époque”. Zuleica, doutora em Educação (Unimep)
Coordenadora do Projeto Memória da Unimep (Piracicaba-SP).https://www.metodista.br/revistas/revistas-cogeime/index.php/COGEIME/article/viewFile/577/523
[23] KENNEDY, J.L.
Cincoenta annos de methodismo no Brasil. 1928,p. 22.
[24]Lilian Sarat de
Oliveira. http://iepapp.unimep.br/biblioteca_digital/pdfs/2006/JCXNCAQNVXCJ.pdf. Universidade
Metodista de Piracicaba – Faculdade de Ciênias Humanas. Programa de Pós-Graduação em
Educação – Martha Whatts: Um olhar sobre o Brasil.
[25] http://acervoshistoricos.blogspot.com/2014/
[26]Woman’s
Missionary Advocate, outubro de 1881.p.4. https://www.metodista.br/revistas/revistas-cogeime/index.php/COGEIME/article/viewFile/577/523
[27] KENNEDY, J.L.
Cincoenta annos de methodismo no Brasil. 1928, p. 25.
[28] http://oespiritodolugar.blogspot.com/p/colegio-piracicabano.html
[29]
https://www.metodista.br/revistas/revistas-cogeime/index.php/COGEIME/article/viewFile/577/523
[30] LUCCOCK,
Halford E.Linha de Esplendor sem fim.
Junta Geral de Educação Cristã da Igreja Metodista do Brasil, p.
[31]
http://www.piracicabano.com.br/php/v8modcomunicin.php?codigo=4380&modulo=COLNOT&stscab=off
[32] https://www.aprovincia.com.br/icen/conteudo-noticias/a-forca-da-mulher-piracicabana-martha-watts-a-educadora-20054/
[33] http://iepapp.unimep.br/biblioteca_digital/pdfs/2006/JCXNCAQNVXCJ.pdf
[34] https://www.metodista.br/revistas/revistas-cogeime/index.php/COGEIME/article/viewFile/577/523
[35] https://www.metodista.br/revistas/revistas-cogeime/index.php/COGEIME/article/viewFile/577/523
[36] http://www.piracicabano.com.br/php/v8modcomunicin.php?codigo=4380&modulo=COLNOT&stscab=off,
p. 98
[37] REILY, Duncan
A. História Documental do Protestantismo no Brasil. ASTE, 1984, p. 90-1.
[38] MESQUITA, Peri
– TAVARES, Luciana. Mulheres Missionárias Metodistas e a Educação no Brasil, de
1880 a 1930: A Educação da Elite Republicana.
www2.pucpr.br/reol/index.php/DIALOGO?dd1=675&dd99=pdf
[39]https://www.metodista.br/revistas/revistas-cogeime/index.php/COGEIME/article/viewFile/577/523
- Woman’s Advocate, outubro 1884, p. 4
[40] https://www.politize.com.br/conquista-do-direito-ao-voto-feminino/
[42] https://www.tripadvisor.com.br/LocationPhotoDirectLink-g303621-d4377008-i117724791-Martha_Watts_Cultural_Center-Piracicaba_State_of_Sao_Paulo.html
[43]
http://www.piracicabano.com.br/php/v8modcomunicin.php?codigo=4380&modulo=COLNOT&stscab=off
[44] LANDER, J.M. O
Granbery. Expositor Christão. Rio de Janeiro, 27 de julho de 1899, v. XII,
nº30, p.8.
[45] Missionários
[46]
http://www.piracicabano.com.br/php/v8modcomunicin.php?codigo=4380&modulo=COLNOT&stscab=off
[47] Idem.
[48] Martha Watts,
carta de 7 de maio de 1895, publicada em MESQUITA, Zuleica (org.). Evangelizar
e Civilizar: Cartas de Martha Watts, 1881-1908. Piracicaba: Editora
UNIMEP, 2001, p.101-102.; publicado pelo Instituo Histórico de Petrópolis - http://ihp.org.br/?p=6948
[50]
http://www.almg.gov.br/dia/A_2004/11/L061104.htm.
[51]
http://www.piracicabano.com.br/php/v8modcomunicin.php?codigo=4380&modulo=COLNOT&stscab=off
[52] KENNEDY, J.L.
Cincoenta annos de methodismo no Brasil. 1928, p.138. Outras fontes indicam sua
morte em 10 de janeiro.
[53]
https://www.aprovincia.com.br/memorial-piracicaba/especial/memoria-centro-cultural-martha-watts-12-27032/
[54]
http://wiki.ihgp.org.br/WATTS,_Martha_Hite
[55]
https://querobolsa.com.br/revista/conheca-o-centro-cultural-martha-watts
[56]https://www.tripadvisor.com.br/LocationPhotoDirectLink-g303621-d4377008-i117724791-Martha_Watts_Cultural_Center-Piracicaba_State_of_Sao_Paulo.html
[57]https://www.aprovincia.com.br/memorial-piracicaba/especial/memoria-centro-cultural-martha-watts-16-27176/
[58]
http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_4043.html
[59] Idem.
[60]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Martha_Watts
[61]
http://editora.metodista.br/publicacoes/martha-watts
[62] Idem.
[63]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Martha_Watts
[64]https://www.aprovincia.com.br/memorial-piracicaba/especial/memoria-centro-cultural-martha-watts-12-27032/
[65]https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/piracicaba-250-anos/noticia/trajetoria-de-missionaria-conhecida-como-semeadora-da-educacao-e-transformada-em-hq-em-piracicaba.ghtml
[66]file:///C:/Users/odilo/Downloads/Dialnet-OsAnjosDoProgressoNoBrasil-5175262.pdf
[67]https://www.aprovincia.com.br/memorial-piracicaba/especial/memoria-centro-cultural-martha-watts-16-27176/ (Carta de Martha Watts à sra. Butler, secretária executiva e editora da sociedade Missionária de Mulheres Metodistas dos EUA, em agosto de 1884. Trecho retirado do livro “Evangelizar e Civilizar – Cartas de Martha Watts, 1881 – 1908”, organizado por Zuleica Mesquita.).
[68]https://www.aprovincia.com.br/memorial-piracicaba/almanaque/as-cartas-de-miss-martha-watts-24196/ - As cartas de
Martha Watts são reprodução do livro “Evangelizar e civilizar, 1881/1908”,
organizado por Zuleica Mesquita, Editora UNIMEP, Piracicaba, 2001.
[69] Idem.
[70]
http://iepapp.unimep.br/biblioteca_digital/pdfs/2006/JCXNCAQNVXCJ.pdf
[71]
Idem.
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