Graça imerecida e
gratuita
segundo Wesley
Odilon Massolar
Chaves
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Odilon Massolar
Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela
Universidade Metodista de São Paulo.
Sua tese
tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua
contribuição como paradigma para nossos dias.
Foi editor do
jornal oficial metodista e coordenador de Curso de Teologia.
É escritor,
poeta e youtuber.
Toda glória seja dada ao Senhor
Índice
Introdução
A graça
A graça em Wesley e Paulo
Amor, o fundamento da graça de Deus, o tesouro
celestial
A Trindade na concessão da graça
A analogia da casa para entender a graça
Crescendo em graça
Introdução
“Graça imerecida e gratuita segundo Wesley” aborda
alguns aspectos fundamentais sobre a graça de Deus.
O livro está fundamentando na visão de João Wesley,
avivador do cristianismo no século XVIII, na Inglaterra, e usado por Deus para
impactar essa nação e espalhar a santidade bíblica por toda a terra.
A graça tem, pelo menos, duas importantes facetas
bíblicas: uma se refere a dar graças, agradecer a Deus por Seu amor e
providencia em nossas vidas. Outra tem um sentido relacionado à salvação.
Afinal, a graça é irresistível?
A graça deve ser buscada?
Todos podem ter a graça de Deus?
Quais as etapas da graça de Deus em nossas vidas?
Qual o fundamento para a graça de Deus?
Existe biblicamente a graça preveniente?
São questões importantes que precisamos entender
biblicamente para o nosso próprio benefício.
No passado, o corinho “A sua graça é melhor que a
vida” marcou toda uma geração. Outros cânticos, como “Amazing grace”, retratam
o que é realmente a graça de Deus.
O Autor
A graça
Graça pode ter, pelo menos, dois sentidos na
Bíblia. Primeiro, a ação de graças, que significa agradecimento.
“Agradecer. Dar graças.
ευχαριστεω [eucharisteô] aparece 39 vezes no Novo Testamento.[2]
Em Mateus 15. 36, Jesus “tomou os sete pães e os
peixes, e, dando graças, partiu, e deu aos discípulos, e estes, ao povo.
– ευχαριστησας”.[3]
Paulo diz: “Deem graças em todas as circunstâncias,
pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus” (1Ts 5.18).
Um hino conhecido é “Graças
dou”, que no primeiro verso diz:
Graças dou por esta vida:
Pelo bem que revelou
Graças dou pelo futuro,
E por tudo que passou
Pelas bênçãos derramadas,
Pela dor, pela aflição
Pela graça revelada!
Graças dou pelo perdão.
O segundo significado de graça é em relação à
salvação.
Paulo disse aos efésios: “Porque pela graça sois
salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de
Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque
somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus
preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.8-10).
Essa palavra graça tem raiz na palavra grega:
CHARIS, a qual tem por significado: Amor incondicional, Dom gratuito, Favor
concedido a alguém, Generosidade incondicional.[4]
A história de John Newton (1725 -1807) revela
bem o sentido de graça.
John Newton era uma traficante de escravos, mas se
converteu e se tornou um defensor da libertação. Ele se tornou um pastor
anglicano e escreveu “Amazing grace”, que nos primeiros versos retrata bem o
que é a graça de Deus:
Graça sublime
Maravilhosa graça, quão doce é o som
Que salvou um miserável como eu
Eu estive perdido, mas agora fui encontrado
Era cego, mas agora eu vejo
Foi a graça que ensinou meu coração a temer
E a graça meus medos aliviou
Quão preciosa foi a aparição da graça
Na hora em que eu acreditei
Coro
Minhas correntes se foram,
Eu fui liberto
Meu Deus, meu Salvador, me resgatou
E como num dilúvio,
Sua misericórdia chove
Amor sem fim[5]
Graça incrível.
Aqui está o reconhecimento de que não merecemos nada, pois somos
pecadores, mas o grande amor de Deus nos alcança e nos restaura.
Na atualidade, Paulo Cesar Baruk escreveu na canção “Sobre a graça”:
Não
importa o que eu faça
Não importa o que eu diga
Seu amor por mim não falha
Sua graça é maior que a vida
Pela
graça eu salvo sou, pela graça me libertou
Eu jamais fui merecedor
Mas pela graça, pela graça.[6]
A história do
Filho Pródigo ou Filho Perdido, em Lucas 15.11-32, retrata bem o que é a graça
de Deus.
Um filho que
deixa o lar e se perde no mundão, mas arrependido volta para a casa do Pai, que
o receber com alegria e realiza uma festa para ele.
O pai disse ao
seu irmão: “Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos, porque este seu irmão
estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado” (Lucas 15.32).
No passado, diversos hinos e corinhos expressaram o
que é a graça, como o hino “Maravilhosa graça”.
Outro corinho é “A graça de Jesus”, que diz:
A Graça de Jesus
A graça de Jesus
Jamais me faltará
Jamais me faltará
Jamais me faltará
Eu canto noite e dia
Dia e noite sem parar
Com muita alegria
Sem nunca me cansar
A graça de Jesus
Jamais me faltará
Jamais me faltará
Jamais me faltará no coração.
Mas a graça precisa ser bem entendida para podermos
desfrutarmos melhor dessa maravilha de Deus.
A graça em Wesley e Paulo
Wesley: A generosidade ou favor de Deus: seu favor
gratuito e imerecido
John Wesley definiu a graça como a
"generosidade ou favor de Deus: seu favor gratuito e imerecido, ... o
homem não tendo direito à menor das suas misericórdias.
Citando Wesley, o bispo Kenneth L. Carter disse
que, foi a graça livre que 'formou o homem do pó da terra e soprou em ele uma
alma vivente ', e estampou naquela alma a imagem de Deus, e' pôs todas as
coisas debaixo de seus pés '. ... Pois não há nada que sejamos, ou tenhamos, ou
façamos, que possa merecer a mínima coisa das mãos de Deus." [7]
Graça é a presença de Deus para criar, curar,
perdoar, reconciliar e transformar os corações humanos, comunidades e toda a
criação. Onde quer que Deus esteja presente, há graça![8]
A salvação não é pelo esforço humano.
A graça na teologia de Paulo
Um exemplo bíblico clássico de querer a salvação
pelo próprio esforço foi a situação que os gálatas viviam. “Os gálatas estavam
decaídos na carne devido a busca da salvação pelos próprios méritos na lei (Gl
3.3). Paulo enfatiza que a salvação é pela fé (Gl 2.16), não se comportar para
ser salvo. A lei mostra o pecado e quando o ser humano olha constata que está
morto, a letra (leis mosaicas) mata, mas o espírito (graça) vivifica (2 Cor
3.6)”.[9]
Não depende de nossos esforços.
“A graça na teologia de Paulo está na justiça de Deus revelada à
humanidade em Cristo que justifica aqueles que creem.
A graça é um favor imerecido. O plano da
Graça de Deus se consuma em Jesus Cristo através da morte e ressurreição.
Em Cristo, Deus realiza o processo da
justificação para justificar a humanidade pela sua justiça”.[10]
Amor, o fundamento da graça de Deus, o tesouro
celestial
João Wesley disse: “Logo que cremos, amamos a Deus...”; “nós o amamos porque Ele nos amou
primeiro”.[11]
Esse amor é apenas o início, pois há uma medida maior do amor de Deus
para recebermos.
O amor de Deus derramado em nossos corações, segundo Romanos 5.5, “é um
dom transformador - produz amor por Deus e pelos outros”.[12]
“Wesley descreve o amor de Deus derramado em nossos corações como um
tesouro celestial em um vaso de barro. ‘Esse tesouro produz nossa felicidade
duradoura.”[13]
Um presente transformador
Para Wesley, Romanos 5:5 revela o amor de Deus como um presente
transformador: “É o dom de experimentar o amor de Deus por si mesmo. Esse
dom é recebido pela fé como evidência da relação filial justificada de alguém
com Deus. Este presente é a fonte de nosso amor por Deus e pelos outros,
quando respondemos ao amor de Deus com gratidão. [14]
A graça deve ser buscada
Mas não podemos ficar de braços cruzados esperando um milagre vir dos
céus.
Quem quer receber a graça deve buscá-la pela oração, dizia Wesley,
apontando a referência onde Jesus ensinou tal coisa, em Mt 7.7-8 e Mt 13.46.
Ele insiste que Jesus ensinou a pedir a presença do Espírito em oração [Lc 11.13].
Wesley também lembra que a oração pode pedir a sabedoria divina (Tg 4.2)
e acrescenta: “Mas peça com fé, do contrário, não pense que você receberá
qualquer coisa do Senhor.[15]
A Trindade na
concessão da graça
Wesley afirmou que a “A
graça de Deus é livre em todos e livre para todos”.[16]
Para Wesley, a graça não é irresistível. Para ele,
Deus deixa ao ser humano a possibilidade de aceitar ou rejeitar a graça.[17]
Segundo João Wesley, o que o ser humano fizer para
a sua salvação não é a causa, mas sim o efeito da graça de Deus,
A ação da graça de Deus não força, mas assiste e
capacita o ser humano.
“A graça de Deus precede a todo conhecimento e
decisão humana. Esta é a base da mensagem paulina da graça.”[18]
A influência da graça preveniente é o primeiro
passo na vida do homem no caminho para a salvação. A graça salvadora precede a
todo esforço e a toda ação humana.[19]
Paulo disse aos filipenses: “Sendo assim, meus
amados, como sempre obedecestes, não somente na minha presença, porém muito
mais agora na minha ausência, colocai em prática a vossa salvação com
reverência e temor a Deus, pois é Deus quem produz em vós tanto o querer como o
realizar, de acordo com sua boa vontade. Fazei tudo sem murmurações nem
contendas” (Fp 2.13-14).
A ação da Trindade na concessão da graça
- A graça preveniente corresponde a ação de Deus
como Criador;
- A graça justificante, à ação redentora de Jesus
Cristo;
- A graça santificante, à ação do Espírito Santo.[20]
Os meios de graça
Para Wesley, os meios de graça são oferecidos como
auxílios divinos para a diagnose e para a cura total.
Nele, as pessoas podem encontrar diretrizes e são despertados
como auxílios divinos:
- “A pregação que fala no coração; leituras da Bíblia
e de livros que os levam a entende-la; tentativas iniciais de orar por próprio
impulso e a comunhão com homens que ensinam, pelos seus exemplos, como abrir
seu próprio coração a Deus em oração; participação na santa ceia – tudo são
passos que levam os homens a encontrar o caminho para Deus”.[21]
Os meios de graça também nos ajudam no nosso
crescimento espiritual.
“Wesley prescreveu algumas maneiras de nos
colocarmos em posição de receber uma graça santificadora de Deus. Esses ‘meios de graça’
são coisas que fazem para crescer em direção à ‘santidade de coração e vida’,
como Wesley chamou de fé madura”.
[22]
As quatro categorias básicas dos meios de graça
“A Igreja Metodista Unida compreende os meios da graça
em quatro categorias básicas: atos de adoração, devoção, justiça e
compaixão. Os atos de adoração incluem ir à igreja e receber o sacramento
da comunhão. Atos de devoção são aqueles momentos privados de adoração que
incluem atividades como oração privada e estudo da Bíblia”.[23]
Sem a graça de Deus não somos nada!
Com a graça de Deus temos a possiblidade de
vitória. A graça de Deus é maior do que o nosso pecado.
Carlos Wesley expressou sobre a graça de Deus nos
milhares de hinos que compôs.
No seu hino “Amor Divino,
Todos os Amores Excelentes”, ele disse:
Conclui então tua nova criação,
Puro e sem pecado, deixe-nos ser,
Deixe-nos ver sua grande salvação,
Perfeitamente restaurada em ti;
Transformados de glória em glória,
Até no céu tomarmos nosso lugar,
Até lançarmos nossas coroas diante de ti,
Perdidos em admiração, amor e louvor![24]
A analogia da casa para entender a graça
Três expressões da graça
Wesley descreve três movimentos ou expressões de
graça de Deus:[25]
Graça Preventiva: O amor que
vem antes
Uma dinâmica ou expressão da graça de Deus é
preveniência ou "prevenção" da graça.
A graça preveniente inclui,
de acordo com Wesley, "tudo o que é operado na alma pelo que é apresentado
denominado 'consciência natural', ... todos os 'desenhos' do 'Pai', 'os desejos
após Deus, ... que 'luz' com a qual o Filho de Deus
'ilumina a todos os que fornecemos ao mundo,' mostrando a cada homem 'que faça
justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com seu Deus'; todas as
convicções que seu Espírito de vez em quando opera em cada filho do homem.[26]
Todos que nascem recebem uma dose de fé para
poderem buscar a ajuda e também para poderem responder à graça de Deus.
Alguns canalizam a fé para deuses ou ídolos.
Por isso, a necessidade de ensinarmos ao ser humano
para onde deve canalizar a sua fé, para Jesus.
Graça preveniente, a varanda
Wesley define a graça preveniente como a varanda de
uma casa. É onde nos preparamos para entrar na casa.
A graça também pode ser comparada a uma viagem.
A vontade de embarcar na viagem, uma estrada ou uma
trilha, o veículo em que se fará uma viagem e o mapa a ser percorrido são
dádivas ou dádivas. A beleza da paisagem, a mente e os olhos que
conceberam a viagem e percebem a sua beleza, até o explorador que abriu o
caminho são dons imerecidos - graça!
Mas, uma casa é mais do que a varanda! Uma
viagem é mais do que o desejo de viajar! Devemos entrar na casa ou começar
a jornada.[27]
Graça Justificadora: As boas
vindas, a porta para uma nova existência
A graça preveniente nos
prepara para a graça justificadora. “Justificação”, disse
Wesley, “é outra palavra para perdão. É o perdão de todos os nossos
pecados, e ... nossa aceitação por Deus”.[28]
A graça justificadora é a certeza do perdão que vem
do arrependimento, de se voltar para o dom gracioso de Deus de uma nova
vida. É ser reconciliado e realinhado com Deus e a aceitação do ato
expiatório de Deus em Jesus Cristo.[29]
Wesley considerou a justificação, ou graça
justificadora, como a porta de entrada na casa da salvação de Deus. Deus nos
reconcilia com o próprio Deus, nos adota na vida, morte e ressurreição de Jesus
Cristo, confere sobre nós nossa identidade como filhos e filhas amados e nos
incorpora ao corpo de Cristo, a igreja.[30]
A descrição de Wesley de sua experiência em
Aldersgate Street em 24 de maio de 1738, talvez retrate o significado da graça
justificadora:
"Cerca de quinze para as nove, enquanto ele [o
líder] estava descrevendo a mudança que Deus opera no coração pela fé em
Cristo. Senti meu coração estranhamente aquecido. Senti que confiava em Cristo,
somente Cristo para a salvação e uma certeza foi dada que ele havia
tirado meus pecados, até mesmo os meus, e me salvou da
lei do pecado e da morte. "
Aceitar nossa identidade é entrar na porta de uma
existência totalmente nova. É uma identidade que nunca podemos conquistar.
Continuando a analogia da casa, a graça
justificadora é a porta e o processo de passar por ela.
A porta está aberta com um sinal de
boas-vindas. Se a graça é comparada a uma viagem, chega o momento em que o
viajante faz como malas, se junta ao guia e se dirige ao destino. Isso é
graça justificadora, voltando-se para um novo futuro.[31]
Graça Santificadora: o amor nos aperfeiçoando
Os cômodos da ampla habitação da presença de Deus
A compreensão de Wesley da graça vai além do perdão
e aceitação de nossa identidade como filhos amados de Deus. O objetivo de
Deus para a humanidade é uma restauração completa da imagem divina e a
conformidade de toda a criação à imagem de Jesus Cristo. Santificação
(de sanctus , santo) denota o processo pelo qual o crente é
feito santo e completo em resposta à justificação.[32]
Wesley afirmou que a graça de Deus busca nada menos
do que uma nova criação à semelhança de Jesus Cristo. A graça
santificadora é a presença e o poder dados gratuitamente por Deus para
restaurar a plenitude da imagem de Deus na qual fomos criados. Wesley
falou sobre santificação em termos de perfeição cristã, pelo que ele quer dizer
completa "santidade de coração e vida".[33]
Santificação é o processo contínuo de ser
aperfeiçoado no amor e de remover o desejo de pecar.
Crescendo em graça
Apóstolo Pedro ensinou: “Cresçam, porém, na graça e
no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória,
agora e para sempre! Amém” (2Pe 3.18).
João Wesley “ensinou que a
graça de Deus nos molda ao longo de nossas vidas. Depois que a graça
preveniente de Deus nos
convence de nosso pecado e necessidade de Cristo, e depois de recebermos o
perdão pela fé por meio da graça
justificadora de Deus , nosso crescimento espiritual continua. Pela graça
santificadora de Deus, amadurecemos como discípulos de Jesus Cristo”.[34]
Para Wesley, “a graça libera
o crente para seguir a vontade do Espírito e crescer na graça. Tal
amadurecimento - indo até a perfeição no amor - requer que o crente abra sua
alma para o derramamento do Espírito de Deus através das obras de piedade e
obras de misericórdia que nos trazem na comunhão diária com o Espírito para que
nosso espírito possa ser conformado com o espírito de Cristo”.[35]
Graça envolve dom e resposta.
Nossa identidade como filhos e filhas de Deus é um presente de Deus para nós.
Viver no mundo como filhos redimidos de Deus é o nosso presente para Deus. A
graça justificadora nos reconcilia com Deus, nos incorpora ao corpo de Cristo e
nos coloca na jornada em direção à totalidade.[36]
A graça santificante continuamente nos forma à
semelhança de Cristo e derramamento o amor de Deus em nossos corações, nossas
ações e nossos serviços.
Podemos resistir à presença graciosa de Deus e
retroceder
Wesley afirmou que a graça de Deus está
universalmente presente em todos. Embora a presença e o poder de Deus para
criar, perdoar, reconciliar e transformar universal e persistentemente
presentes, podemos resistir à presença graciosa de Deus.
A liberdade de dizer "não" ao convite à
reconciliação e à transformação reconhecida. Wesley afirmou que podemos perder
nossa capacidade de resposta à graça e, portanto, "retroceder" ou nos
desligar da graça de Deus.
Mesmo assim, a graça de Deus permanece constante,
sempre abençoando, sustentando e acenando para a integridade e salvação.
Em outras palavras, palavras crescemos na
semelhança de Cristo à medida que abrimos nossas vidas para a presença e o
poder de Deus em ação em nós e no mundo.[37]
Crescer na graça não pode ser feito com as nossas
próprias normas ou forças.
Precisamos da ação do Espírito Santo em nossa vida.
Precisamos viver como Corpo de Cristo.
Paulo disse aos tessalonicenses: “Sempre damos
graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações, lembrando-nos
sem cessar da obra da vossa fé, do trabalho do amor, e da paciência da
esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai (1 Tessalonicenses 1.2-3).
Assim aprendemos também a sempre dar graças pela
graça de Deus em nossas vidas.
[1]
KLAIBER, Walter – MARQUARDT, Manfred. Viver a graça de Deus – Um compendio
da teologia metodista. SP, Editeo – Editora Cedro, 1999, p´.238.
[2] https://dicionariobiblico.blogspot.com/2008/04/dar-gracas.html
[3]
Idem.
[4] https://www.oholyao-em-queimados-rj.com.br/estudos-escriturais/o-verdadeiro-significado-da-palavra-gra%C3%A7a/
[5] https://www.letras.mus.br/elida-araujo/maravilhosa-graca/
[6] https://www.letras.mus.br/paulo-cesar-baruk/sobre-a-graca/
[7]O bispo Kenneth L. Carder (aposentado) serviu nas áreas de
Nashville e Mississippi. Ele começou sua aposentadoria em setembro de 2004
como professor da prática de formação pastoral na Duke Divinity
School. Ele agora mora em Chapin, Carolina do Sul, onde atua como capelão
em uma unidade de tratamento de memória. Originalmente publicado na
Intérprete,novembro-dezembro 2016.https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace
[8]
Idem.
[9] A
TEOLOGIA DA GRAÇA EM PAULO: a Suficiência do Sacrifício de Cristo para a
Salvação. Ruberdan de Souza Lima. https://faculdadecristadecuritiba.com.br/storage/2018/12/Numero8-Junho-2018-Art2.pdf
[10] Idem.
[11] BURTNER,
Robert - CHILES, Robert. Coletânea da
Teologia de João Wesley. Junta Geral de Educação Cristã, Imprensa Metodista,
1960, p. 207.
[12]NASMITH, Ben - https://medium.com/@BNasmith/john-wesley-on-the-love-of-god-shed-abroad-in-our-hearts-9b9c45cf66b3 - As Obras de John Wesley [vol. 2; ed. AC Outler; Abingdon, 1985],
433.
[13] Idem.
[14] Idem.
[15] https://salcultural.com.br/wesleyano/index.php/2019/01/29/os-meios-da-graca-no-pensamento-de-john-wesley/
[16]
KLAIBER, Walter – MARQUARDT, Manfred. Viver a graça de Deus – Um compendio
da teologia metodista. SP, Editeo – Editora Cedro, 1999, p´.238.
[17]
Op.cit, p.239.
[18]
Idem.
[19]
Op.cit., p.240.
[20] Op.cit., p.241
[21] Op.cit, p.243.
[22]
https://www.umc.org/en/content/graces-power-over-sin-sanctifying-grace
[23]
Idem.
[24] https://www.umc.org/en/content/graces-power-over-sin-sanctifying-grace
[25]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace
[26]
Idem.
[27]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace
[28]
Idem.
[29]
Idem.
[30]
Iem.
[31]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace
[32]
Idem.
[33]
Idem.
[34] https://www.umc.org/en/content/graces-power-over-sin-sanctifying-grace
[35] SMITH,
J.Warren. “Estar aberto ao Espírito de Deus: a teologia de
Wesley sobre os meios da graça”
- https://wesleyancovenant.org/2018/05/17/being-open-to-the-spirit-of-god-wesleys-theology-of-the-means-of-grace/
[36]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace
[37]https://www.resourceumc.org/en/content/a-wesleyan-understanding-of-grace
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