Grandes Legados de homens e mulheres Wesleyanos

 

Odilon Massolar Chaves

 

  


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Art. 184 do Código Penal e Lei 9610 de 19 de fevereiro de 1998. 

Livros publicados na Biblioteca Wesleyana: 112

Endereço: https://bibliotecawesleyana.blogspot.com

 Tradutor: Google

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Odilon Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História pela Universidade Metodista de São Paulo.

Sua tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua contribuição como paradigma para nossos dias.

Foi editor do jornal oficial metodista e coordenador de Curso de Teologia.

É escritor, poeta e youtuber.

Toda glória seja dada ao Senhor

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Índice

 

·       Introdução

·       O legado de mulheres negras metodistas no Caribe

·       Jovem metodista ganha Prêmio Nobel pela descoberta da insulina

·       O médico metodista que descobriu a origem da febre amarela

·       Os três metodistas africanos ganhadores do Prêmio Nobel da Paz

·       Pioneirismo e legado do metodismo coreano



Introdução

 

“Grandes Legados de homens e mulheres Wesleyanos”. A contribuição de metodistas da América, África, Ásia e Europa. Seis desses personagens citados no livro ganharam o Prêmio Nobel.

Atuaram especialmente para resolver conflitos e defender os direitos humanos. Na área da saúde fizeram grandes descobertas que beneficia a toda humanidade.

Três foram presidentes do seu país também trazendo grande contribuição para o desenvolvimento e a defesa da liberdade.

Legado que tem origem em João Wesley, criador do metodismo, que sempre defendeu os direitos humanos, lutou pela saúde popular e promoveu a justiça e a paz.

Em nossos dias, precisamos que outros wesleyanos se levantem para deixar outros legados para o bem da humanidade.

O Autor

 


O legado de mulheres negras metodistas no Caribe

 

Diversas mulheres tiveram uma importância imensa na implantação e desenvolvimento do metodismo no Caribe. Mais do que isso, impactaram a sociedade, na época, e deixaram um legado. Dentre elas, estão as irmãs Hart, Mary Wilkinson e Sarah Ann Gill.

Desafiando a situação patriarcal e escravagista em Antigua

Elizabeth Hart Thwaites (1772-1833) e Anne Hart Gilbert (1773-1833) nasceram em Antígua, Caribe, na época um local de plantação, escravos e um posto naval britânico governado por brancos “ásperos e mercenários.” Elas eram filhas de Anne e Barry, uma família negra livre.[1]

Elizabeth e Anne causaram escândalo em Antígua, quando decidiram se casar com líderes metodistas leigos e brancos. Anne se casou com John Gilbert, em 1798, e Elizabeth com Charles, por volta de 1805.

“As irmãs usavam roupas simples, renunciavam à música e outras atividades mundanas, educavam os trabalhadores escravizados de seu pai e expressavam publicamente suas crenças abolicionistas”. [2]

Outro escândalo foi se batizarem ainda jovens na Igreja Metodista, em 1786, por Thomas Coke.[3] Elas trabalharam ativamente para espalhar o metodismo entre os negros de Antigua. Em 1797, havia 2.379 pessoas negras e 25 pessoas brancas na Igreja Metodista em Antígua.

As chamadas “irmãs Hart” “defendiam um cristianismo que desafiava a situação patriarcal e escravagista vigente. Elas insistiam que na obra de Deus as mulheres tinham o direito de buscar o trabalho santo e não apenas os homens. Defendiam a igualdade política propondo assim que negros e escravos fossem iguais aos brancos”.[4] Usaram a escrita para desafiar a ordem patriarcal. Foram as primeiras escritoras afro-caribenhas.[5]

Em 1804, Anne e Elizabeth escreveram uma breve história do metodismo na Antigua. Elizabeth escreveu também poesia, hinos, cartas e um tratado antiescravista.

Em 1801, Elizabeth fundou uma escola particular em St. John's. Em 1809, elas abriram a primeira Escola Dominical do Caribe para meninos e meninas, independente da raça.[6] “Anne realizou suas reuniões no escuro para que ninguém se envergonhasse de suas roupas esfarrapadas”. [7]

Em 1815, fundaram a “Sociedade do Refúgio Feminino” para órfãos e mulheres. Elas condenavam a prostituição.[8]  “A maioria das mulheres afrodescendentes, livres ou escravas, engajavam-se em concubinato em parcerias íntimas com homens negros ou brancos e tinham oportunidades educacionais e profissionais limitadas”.[9]

As irmãs Hart são consideradas as primeiras escritoras afro-caribenha.[10] Anne e Elizabeth foram pioneiras no combate a escravidão em Antigua.[11]

Elas “nasceram em Antígua para libertar pais negros. Como educadores, abolicionistas e metodistas, ambas as irmãs estavam muito ocupadas com as várias representações de negros e escravos circulando nas Índias Ocidentais e usavam sua escrita para desafiar efetivamente a ordem patriarcal (...)”.[12]

Guerreiras e discipuladoras da Jamaica

Quando Thomas Coke chegou em 17 de janeiro de  1789, em Port Royal, na Jamaica, e foi recebido calorosamente por um inglês, Mr. Fishley, o mestre Caulker do estaleiro.

O primeiro culto teve uma grande congregação na casa de Sr. Treble, em Kingston. Como a casa era pequena, um católico, Sr.Burn, cedeu uma grande sala de concertos para a pregação para os outros cultos.[13] Mas Thomas Coke logo enfrentou a oposição da aristocracia quando um bando de homens brancos bêbedos entrou gritando no local ele pregava para cerca de 400 brancos e 200 negros.[14]

Foi defendido por um homem chamado Touro e por Mary Ann Able Smith. Mary pegou um par de tesouras e exclamou: “Agora você pode fazer o que quiser, mas o primeiro homem que puser a mão violenta nele terá esta tesoura empurrada em seu coração”.[15] Os molestadores recuaram resmungando.

Em 1789, chegou o primeiro missionário, o reverendo William Hammett. Foi aberta uma célula com oito pessoas negras, brancas, pardas, escravas ou livres. Mary Ann Able Smith estava na célula.

Em 1790, foi construído um templo de dois andares para 1.600 pessoas, mas foi fechado depois pelas autoridades por causa da ajuda metodista aos jamaicanos de ascendência africana. Tentaram destruir o edifício. Jornais caluniaram os pastores. Os escravos passaram a usar um túnel subterrâneo sob o templo para entrar no edifício para o culto. Certa vez, uma emboscada matou um grupo. As paredes ficaram manchadas de sangue. [16]

Mais tarde, Mary Wilkinson se uniu à igreja. Era uma mulata livre que fugiu de Manchioneal, em Kingston, porque os habitantes brancos desaprovavam o casamento de escravos e Mary incentivou e realizou casamentos de escravos, na ausência de ministros. “Wilkinson não era membro do clero, mas ela mesma realizou os casamentos dos escravos. Esses casamentos foram provavelmente os primeiros casamentos de escravos solenes na ilha”.[17]

Mary encontrou a igreja fechada pelas autoridades e começou a evangelizar noite e dia.

Quando o templo foi reaberto, em 1814, apresentou ao pastor uma lista de 1.100 nomes de pessoas discipuladas. Cresceu de 600 para 1700 membros.  Em 1840, uma estrutura maior foi concluída no mesmo local. O templo foi danificado pelo terremoto de 1907 e reconstruído em estilo neogótico.

A Igreja Metodista Coke foi declarada monumento nacional em 2 de janeiro de 2002.[18] O nome da Igreja é uma homenagem ao Reverendo Dr. Thomas Coke, o fundador do metodismo na Jamaica.

A heroína de Barbados

Sarah Ann Gill (1795-1866) foi uma líder social e religiosa em Barbados, no Caribe. Na época, Barbados era um território ultramarino da Inglaterra. A mãe de Sarah era negra, e o pai, branco.

Em Barbados, uma pessoa de ascendência africana era considerada inferior.[19] Sarah se casou com Alexander George Gill, de ascendência mista, e aos 28 anos herdou a propriedade dele na ocasião de sua morte.

O casal teve um filho, que faleceu ainda novo. Em 1788, o metodismo chegou a Barbados com Thomas Coke e desafiou a ordem social vigente por sua luta contra a escravidão.

Sarah abraçou esta fé e doou o terreno para a construção do primeiro templo metodista. Em outubro de 1823, uma multidão de brancos destruiu a capela em construção, e o missionário William Shrewsbury e esposa tiveram que fugir.[20] “Em 1793, os missionários metodistas eram vistos como antagonistas antiescravidão e considerados agentes da Sociedade Antiescravidão baseada na Língua Inglesa”.[21]

Sarah e sua irmã Christiana Gill estavam entre os líderes da Igreja e abriram suas casas para a Igreja se reunir. Sarah realizou cultos em tempos de perseguição e ameaças físicas, que incluíam o incêndio de suas casas e processos por causa da realização de reuniões “ilegais”.

A casa de Sarah foi alvo de tiros e ela foi processada pela Assembleia da República, mas enfrentou as autoridades e continuou a defender a liberdade religiosa e a realizar cultos.

Em 25 de junho de 1825, a Câmara dos Comuns, na Inglaterra, declarou uma ampla proteção e tolerância religiosa em Barbados.[22]

O reverendo Moses Rayner foi nomeado para Barbados em abril de 1825 e construiu a capela metodista de James Street, em  Bridgetown, no terreno doado por Sarah. [23]

Sarah foi enterrada em 25 de fevereiro de 1866 no cemitério da capela metodista de James Street.

Por sua firmeza contra a opressão, coragem, perseverança e compromisso com a liberdade religiosa, o Parlamento de Barbados, em 1998, a incluiu como um dos dez Heróis Nacionais de Barbados, sendo a única mulher.[24]

Hoje ainda, diversas mulheres têm tido uma grande importância no metodismo e na sociedade caribenha.

 

Jovem metodista ganha Prêmio Nobel pela descoberta da Insulina

 

 

Frederick Grant Banting (1891-1941) nasceu em Alliston, Ontário, Canadá. Seus pais, William e Margaret, eram descendentes ingleses e agricultores. Tinham uma forte fé metodista.  Banting cresceu dentro da ética metodista e em meio à vida simples do campo.[25]

Em 1898, ele estudou na escola pública e, em 1906, no ensino médio. Lutou para terminar o ensino médio.

Em 1910, entrou no Colégio Victoria da Universidade de Toronto para ser pastor metodista, mas saiu antes do final do primeiro ano colocando o foco no curso de medicina. [26]

Em 1912, foi admitido na Faculdade de Medicina da Universidade de Toronto tendo se graduado, em 1916. Foi aceito no corpo médico do Exército canadense e serviu na França.

Ao voltar ao Canadá, completou sua formação como cirurgião ortopédico. Em 1920, começou a praticar medicina e cirurgia em Ontário. Fazia pesquisa para o tratamento da diabete, mas suas pesquisas não davam em nada.

Passou por grandes lutas financeiras e começou a pintar aquarelas simples esperando vender alguns esboços de óleo, no Hart House Sketch Club, em 1925. Uma das belas pinturas de Banting é o quadro Igreja Metodista Port Hope, em Vancouver [27]

Em suas pesquisas, foi desacreditado, contudo, em 1921, a Universidade concedeu a Banting permissão para prosseguir com seu projeto. Foi um sucesso o experimento em cães diabéticos. Em 1922, deu certo o experimento em um menino de 14 anos.

 “A pesquisa de Banting sobre diabetes, com o colega J.J.R. Macleod e o estudante de medicina Charles H. Best, levou à descoberta da insulina como tratamento para pacientes diabéticos. Ele e Macleod foram juntos premiados com o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1923 por suas pesquisas”.[28]

Banting dividiu o prêmio com Charles Best.

Ele foi o primeiro canadense a ganhar o Prêmio Nobel de Medicina e o mais jovem ganhador do prêmio (32 anos).[29]

Foi nomeado o primeiro professor de pesquisa médica do Canadá. Em 1923, era o homem mais famoso do Canadá.

Devido a vida estressante que viveu, não foi feliz na vida sentimental. Ele era uma pessoa que havia aprendido sobre a vida simples do campo.

Em 1930, o Parlamento do Canadá o ajudou na instalação do Instituto Banking, para investigação. Em 1934, foi nomeado cavaleiro no Canadá pelo rei George V. Durante a 2ª Guerra Mundial, foi major do corpo médico e chefe da secção médica do Conselho Nacional de Investigação do Canadá.

Faleceu por causa de um desastre aéreo.[30]

Antes e após seu falecimento, recebeu diversos prêmios e medalhas. Escolas canadenses e uma cratera na lua levam seu nome. Um museu preserva a casa onde ele concebeu sua grande ideia. [31]

Dia 14 de novembro, dia do nascimento de Frederick G. Banking, é o Dia Mundial da Diabetes criada pela ONU em 2006. 

 

O médico metodista que descobriu a origem da febre amarela

 

Walter Reed (1851-1902) descobriu a origem da febre amarela. Ele nasceu em Gloucester County, Virgínia, EUA. Era filho de Lemuel Sutton Reed (1819-1897), pastor metodista, e de Pharaba White.

Walter Reed teve duas irmãs e três irmãos, um dos quais se tornou pastor metodista, Rev. JC Reed.

Rev.Lemuel pregava para congregações na Carolina do Norte e Virgínia.

“Em 1851, ele foi designado para o circuito de Gloucester que incluía a Igreja de Bellamy. Mas pouco antes da família Reed chegar, a paróquia da igreja pegou fogo. Uma pequena casa na comunidade encruzilhada de Belroi foi encontrada para abrigar a família de Reed, que incluía cinco filhos e sua esposa, que estava esperando outro filho em breve. Em 13 de setembro de 1851, nesta modesta estrutura que permanece até hoje, os Reeds receberam seu sexto filho, Walter”.[32]

Após sua educação básica em Charlottesville, Virgínia, Walter Reed, aos 16 anos, foi para a Universidade de Virginia, onde se formou em medicina.  Ele continua sendo o mais jovem graduado na história da faculdade de medicina da universidade”.[33]

Ele se casou com Emilie Blackwell Lawrence. Foi médico assistente do Hospital das Crianças de Nova York.

Reed trabalhou para o Conselho de Saúde de Nova York e do Brooklyn. Em 1875, foi contratado como cirurgião assistente no Exército dos EUA como primeiro-tenente.[34] Mas Walter Reed dizia que não havia descoberto grandes vantagens em viver nas grandes metrópoles.[35]

Dentre outras funções, ele esteve de serviço no Hospital Johns Hopkins e como professor de bacteriologia e microscopia clínica na recém-organizada Escola de Medicina do Exército em Washington em 1893. Reed era patologista e bacteriologista e viajou para Cuba para estudar as doenças em acampamentos do Exército dos EUA.

Em 1900, quando a febre amarela apareceu entre as tropas americanas em Havana, Cuba, ele foi nomeado chefe da comissão de oficiais médicos do Exército dos EUA para investigar sobre a causa da febre amarela. 

Depois de um trabalho infrutífero, Walter Reed e sua equipe descobriram, que a febre amarela não é transmitida por água contaminada ou por contato com roupas usadas ​​por um doente com febre amarela.

Provou que a febre amarela é causada pela picada de um mosquito infectado, Stegomyia fasciata (mais tarde renomeado Aedes aegypti). Acabou com o surto em Cuba em 90 dias.

Em 1901, após voltar de Cuba como major, Reed continuou a publicar sobre a febre amarela.

Ao retornar, assumiu suas funções de professor na Escola de Medicina do Exército.

Walter Reed teve uma participação importante na eliminação da febre amarela (1903-1908) no Rio de Janeiro, a capital do país. O missionário metodista H.C. Tucker colocou o Dr. Osvaldo Cruz em contato com o Dr. Walter Reed, que havia saneado Cuba.[36]

Oswaldo Cruz se baseou nas descobertas de Walter Reed, segundo Dinair Couto Lima na tese de Doutorado do Programa de Pós-Graduação Biologia Parasitária pelo Instituto Oswaldo Cruz.

“Sua transmissão vetorial foi descoberta na primeira década do século XX, com os estudos coordenados por Walter Reed em Cuba, em 1900-1901, que conseguiu controlar a transmissão a partir do controle e vigilância do mosquito vetor. Baseados nestes resultados, no Brasil, Oswaldo Cruz e Emílio Ribas também enfrentaram epidemias com o combate ao vetor”.[37]

No Rio de Janeiro, pessoas simples e ilustres morreram de febre amarela, inclusive a filha do Presidente Rodrigues Alves e diversos missionários, dentre eles, o metodista rev. James Koger, em 1886. A sua morte abalou em muito a Igreja Metodista. Ele havia organizado as igrejas de São Paulo e Piracicaba e era o superintendente da Missão. Os missionários J.J. Ransom e James L. Kennedy conseguiram vencer a febre amarela.[38] O mesmo não aconteceu com a missionária Cynthia Harriet Kidder, em 1840.

A Igreja Presbiteriana também teve perdas. O missionário pioneiro no Brasil, Rev. Ashbel Green Simonton, faleceu em 1867, vítima de febre amarela com apenas 34 anos. Sua esposa Helen Murdoch havia falecido em 1864.

A febre amarela deixava um rastro de morte por onde passava. “No período de 1850 a 1902 havia sido registrado na antiga capital federal, 58.063 óbitos por febre amarela”.[39]  Em1903, essa doença mortal atacou 200 mil pessoas”.[40] Em 1907, a febre amarela foi erradicada do Rio de Janeiro.

Em 1902, Walter Reed recebeu o título honoris causa pela universidade de Harvard e Universidade de Michigan, em reconhecimento por sua obra.

Em sua homenagem, foi criado o Hospital Geral Walter Reed, em Washington.

Ele foi primeiro reitor da Escola Médica do Exército.

Após sua morte, em 1902, “a Associação Memorial Walter Reed foi fundada para sustentar sua esposa e filha, e para erguer um memorial para ele em Washington, D.C.”[41]

“Em 1912, ele recebeu postumamente a Medalha Walter Reed por seu trabalho contra a febre amarela, que desde então foi batizada em sua homenagem”.[42]

Em 1927, a Sociedade Médica da Virgínia restaurou o local do seu nascimento em Gloucester, Virgínia, e o abriu como um local histórico.[43]

Em 1938, o filme Yellow Jack retratou sua história em Cuba no combate à febre amarela.[44]  

A parceria de Oswaldo Cruz e Walter Reed, no início do século 20, continua. Em 2016, a “Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) - por meio do seu Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) - a Sanofi Pasteur e o Walter Reed Army Institute of Research (WRAIR) - Laboratório do Departamento de Defesa dos Estados Unidos - assinaram acordo de colaboração para o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus zika. As três organizações de pesquisa têm um histórico de colaboração no desenvolvimento de vacinas contra flavivírus”.[45]

O nome do Instituto é uma homenagem a Walter Reed.[46] O Instituto de Pesquisa do Exército Walter Reed “desenvolve vacinas, medicamentos e diagnósticos para doenças atuais e emergentes, que representam uma ameaça para as operações militares e de prontidão”.[47]

É o maior centro de pesquisa biomédica administrado pelo Departamento de Defesa dos EUA.[48]

Em 2020, a “Fundação Fairfield anunciou uma parceria colaborativa com a Fundação de Preservação Gloucester. Como parte do acordo, a Fundação Fairfield cuidará do local de nascimento de Walter Reed”.[49]

Walter Reed viveu para servir e Deus ouviu sua oração. Ele escreveu à sua esposa, na virada do século: “A oração que tem sido minha por vinte ou mais anos, para que eu possa ser permitido de alguma forma ou em algum momento fazer algo para aliviar o sofrimento humano foi respondida!"[50] 



Os três metodistas africanos ganhadores do Prêmio Nobel da Paz

 

Albert John Luthuli

Albert John Luthuli (1898-1967) era também conhecido como Zulu. Ele nasceu na Rodésia do Sul (Zimbábue) numa missão Adventista.
Ele “foi o ex-presidente do Congresso Nacional Africano (ANC). Antes de ser eleito para a presidência do ANC, ele foi o presidente de sua tribo e o líder de cerca de 10 milhões de negros africanos em sua luta não violenta pelos direitos civis na África do Sul”.
[51]

Luthuli era filho do missionário Adventista do Sétimo Dia John Bunyan Lutuli e Mtonya Gumede. Seu pai passou a maior parte dos últimos anos de sua vida nas missões entre os Ndebele da Rodésia, hoje Zimbábue. Depois da morte do pai, Luthuli foi para a África do Sul.

Em 1915, Luthuli entrou para a Edendale, uma faculdade de professores metodistas.[52]

“Ao concluir um curso de ensino em Edendale, perto de Pietermaritzburg, Lutuli aceitou o cargo de diretor e único professor em uma escola primária na zona rural de Blaauwbosch, Newcastle, Natal. Aqui Lutuli foi confirmado na Igreja Metodista”.[53]

A elegante Igreja e Escola Metodista Blaauwbosch foi construída de arenito e pedra umgabaana, em 1912. “De 1917 a 1918, o conhecido Chefe Albert Luthuli (1898-1967) foi nomeado diretor da pequena escola intermediária. Ele hospedou-se com a família Xaba, uma família evangelista da igreja”.[54]Luthuli lecionou nesta escola metodista por dois anos.[55]

“Durante esse período, ele confirmou à Igreja Metodista e, juntamente com o ensino, também se tornou um pregador leigo”.[56]

Em 1933, ele se tornou presidente da Associação de Professores Africanos. Ele também era ativo no trabalho missionário. [57]

A linguagem da Bíblia e princípios cristãos afetaram profundamente seu estilo político e as crenças para o resto de sua vida.

“Em 1938 representou o Conselho Cristão da África do Sul no Conselho Missionário Internacional na Índia”.[58]

Foi presidente-geral do Congresso Nacional Africano a de dezembro de 1952 até sua morte em 1967.

“Como um dos principais combatentes contra o sistema de separação racial da ‘África do’ Sul, Luthuli trouxe uma mensagem de esperança e perseverança à maioria negra oprimida da nação. Embora defendesse o desafio’ ousado às leis discriminatórias do apartheid de seu país, ele estava comprometido com o princípio da não-violência; e ele imaginou uma África do Sul cega por cores em que cidadãos negros e brancos poderiam viver lado a lado pacificamente como iguais”.[59]

Em 1960, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, por seu papel não violento contra o apartheid. Ele não apoiou a violência porque sua carreira política estava fundamentada em sua fé. Era frequentemente preso por suas atividades antiapartheid.

Em 1962, foi eleito reitor da Universidade de Glasgow pelos alunos, cargo que exerceu até 1965.

Foi o líder africano mais conhecido e respeitado de sua época. Em sua homenagem, hoje é concedida a Ordem dos Luthuli, a mais alta condecoração da África do Sul, a quem contribui para a democracia, os direitos humanos, a justiça e a paz.[60]

Em sua homenagem, hoje é concedida a Ordem dos Luthuli, a mais alta condecoração da África do Sul, a quem contribui para a democracia, os direitos humanos, a justiça e a paz.[61]

Nelson Mandela

Nelson Mandela (1918-2013) nasceu em Mvezo, Transkei, África do Sul. Filho da metodista Noqaphi Nosekeni e de Henry Gadla, descendente de Thembu, chefe de um clã dos Xhosas. Mandela foi o primeiro da família a ter uma educação formal, na Escola Missionária Wesleyana, perto de Qunu.

“Ao longo de sua vida, Nelson Mandela teve muitas conexões com o metodismo. Formado em um internato metodista, o campeão anti-apartheid foi orientado por pregadores e educadores metodistas e formou um vínculo com um capelão metodista enquanto estava na prisão. Como presidente da África do Sul, ele trabalhou com líderes da igreja na formação de uma nova nação e eventualmente casou-se com Graça Machel, uma Metodista Unida”.[62]

Quando Mandela tinha cerca de sete anos foi batizado na Igreja Metodista e recebeu o prenome inglês de "Nelson" por seu professor.[63] O chefe Jongintaba e sua esposa se tornaram tutores de Mandela quando o pai dele morreu.

Eles eram cristãos devotos e levaram Mandela para frequentar a Clarkesbury School, a mais antiga missão wesleyana em Thembuland.

“Aos 21 anos, Nelson foi para a Universidade de Fort Hare. Aqui ele era um membro da Sociedade Bíblica e dava aulas bíblicas para as pessoas locais aos domingos, juntamente com Oliver Tambo. Ele morava no dormitório Wesley House.”[64]

Em 1943, entrou para o Congresso Nacional Africano, que, em 1952, articulou a resistência ao apartheid com a Campanha do Desafio.

Em 1964, Mandela e toda a diretoria do Congresso Nacional Africano foram presos. Depois que saiu da prisão, acabou com a segregação racial, tornando-se o primeiro presidente negro da África do Sul (1994-1999).

Mandela sempre manteve ligação com a Igreja Metodista em toda a sua vida. Ele foi visitado por um capelão metodista durante sua prisão em Robben Island.

“O Reverendo Seth Mokitimi era capelão da escola. Um renomado pregador e educador metodista que em 1964 se tornou a primeira pessoa negra eleita para liderar uma grande denominação na África do Sul, ele teve uma poderosa influência sobre Mandela.”[65]

Após sua libertação participou da Conferência Anual da Igreja Metodista da África do Sul, em 1994, 1998 e 2001.

Casou-se com a metodista Graça Machel, filha de pastor metodista. Em 1993, ele ganhou o Prêmio Nobel da Paz. No ano de 2000, Mandela ganhou o Prêmio Metodista Mundial da Paz. 

Cinema e televisão retrataram sua vida em várias ocasiões.  Músicas foram compostas em sua homenagem. Dentre seus prêmios estão: “Condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade dos EUA,  e a Ordem do Canadá, ele foi a primeira pessoa viva a se fazer um cidadão canadense honorário”.[66]

Era advogado e é considerado por muitos como o “Pai da nação”. Para outros, “antes de ser ativista ou lutador da liberdade, prisioneiro da esperança, e presidente, Nelson Rolihlahla Mandela era metodista”.[67]

Em 1999, Mandela fez um discurso em um culto da Igreja Metodista Langa, Cidade do Cabo: “(...) Como a religião nos fortaleceu na resistência à opressão, sabemos que ela pode nos ajudar a nos fortalecer para cumprir a missão que a história deu à nossa geração e à próxima - para tornar realidade nossas esperanças de uma vida melhor para todos”.[68]

Morreu aos 95 anos. O memorial para Nelson Mandela foi na Igreja Metodista do Calvário de Midrand, em Johannesburg.[69]

Por determinação da ONU, o Dia Internacional de Nelson Mandela passou a ser celebrado desde 18 de julho de 2010.[70]

Ellen Johnson Sirleaf

Ellen Johnson Sirleaf, “membro da Primeira Igreja Metodista Unida, Monróvia, Libéria, em 2006 foi a primeira mulher a ser eleita chefe de Estado na África moderna”.[71] Ela foi presidente da Libéria por duas vezes.

Ellen nasceu em Monróvia, na Libéria, em 1938. Seu avô era alemão e se casou com uma mulher da área rural cujas avós eram liberianas indígenas. Ellen se formou na Faculdade de África Ocidental, um colégio da Igreja Metodista Unida. Ela é bacharel em Ciências Contábeis da Universidade de Wisconsin, EUA.[72]

É formada em economia pela Universidade do Colorado, EUA, e fez mestrado em Administração Pública pela Universidade de Harvard, EUA.

Em 1985, foi candidata ao Senado e criticou o regime militar, o que lhe valeu uma condenação de dez anos de prisão. Depois da passagem pela cadeia, viveu no exílio até 1997, quando regressou à Libéria como economista do Banco Mundial e do Citibank na África. Foi eleita presidente da Libéria em 2005.[73]

George Bush lhe concedeu a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior honra civil do país, em uma cerimônia de premiação na Sala Leste da Casa Branca. [74]

Ela foi Presidente da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).[75]

Como metodista, falou na Conferência Geral da Igreja Metodista Unida de 2008. Lutou contra a corrupção e por profundas reformas institucionais na Libéria.

Ela é mãe de quatro filhos. Ela fez da educação de meninas uma prioridade. Criou a Liberia Education Trust e um ambicioso programa de formação de professores. Foi reeleita presidente da Libéria em 2011.

Ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2011 por seu trabalho sobre os direitos das mulheres.

Motivação do prêmio: "por sua luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos direitos das mulheres à participação plena no trabalho de construção da paz".[76]

Ela é conhecida como a “Dama de ferro da Libéria”.[77] 

 


Pioneirismo e legado do metodismo coreano

 

A Igreja Metodista da Coreia do Sul tem uma história marcante e impactante. Por causa de seu testemunho, leigos e pastores morreram durante o domínio japonês (1910-1945)[78] e invasão da Coreia do Norte (1950-1953).

O metodismo também liderou avivamentos. “Um movimento de reavivamento que ocorreu em Wonsan em 1903 e outro em Pyongyang em 1907 tornaram-se marcos do crescimento explosivo da igreja”. [79]

O metodismo sempre foi forte na educação. Dentre sua contribuição na área educacional está a criação, em 1885, do Colégio Pai Chai Hak Dang, a primeira escola ocidental de estilo moderno.

Hoje a Igreja Metodista tem 11 Conferências Anuais. “Estas conferências estão divididas em 220 distritos, cada qual com cerca de 30 igrejas locais” Hoje, mais de 6.500 igrejas metodistas estão servindo a seus vizinhos e pregando o evangelho em seus respectivos lugares, enquanto obedientemente são a missão do senhor”.[80]

São mais de 8.415 ministros e 1.508.430 membros.[81] O metodismo coreano tem em sua história a marca do pioneirismo:

Primeiro missionário na Coreia

Henry Gerhard Appenzeller (1858-1902) nasceu em Souderton, Pensilvânia, EUA. Converteu-se na Igreja Reformada Emmanuel e ingressou na Igreja Metodista Episcopal três anos após a conversão. Foi pregador metodista e se formou no Seminário Teológico de Drew.

No domingo de Páscoa, 5 de abril de 1885, rev. Henry Gerhard Appenzeller (1858-1902) com um missionário Presbiteriano chamado H. G. Underwood, chegou a Coréia, a fim de "levar o povo coreano à luz e da liberdade de Deus' Es crianças.[82]

Foi o primeiro missionário metodista na Coreia, aonde chegou em 1885. Desejava modernizar a Coréia, educar ambos os sexos e promover a independência política do país. Havia perseguição aos cristãos e não era permitido abrir igreja, nem pregar em público, o que aconteceu só em 1887, quando foi aberta uma congregação.

Henry Gerhard Appenzeller “é conhecido por suas três principais contribuições para a Coreia: o Paichai College Hall, a Primeira Igreja Metodista Episcopal de Seul e o Novo Testamento traduzido”.[83]

“Primeira Igreja Metodista Chung Dong é a primeira Igreja protestante da Coreia. Foi estabelecida em 1897 pelo missionário americano Henry Appenzeller”.[84]

Em 1885, foi aberta a primeira escola de estilo ocidental, chamada Pai Chai Hak Dang (salão de criação de homens úteis). A escola se tornou um centro do movimento progressista na Coréia. Henry incentivou a adoção de novas tecnologias dos EUA, incluindo automóveis, energia elétrica, iluminação e técnicas agrícolas.

Ele pregou viajando por todo o país. Estudou o idioma coreano cinco horas por dia para poder pregar e ajudar na tradução da Bíblia. Abriu uma livraria em 1894.

Ele e seus colegas salvaram muitas vidas na epidemia de cólera de 1895. Henry participou da fundação da primeira Igreja Metodista coreana em Chong Dong, em Seul, servindo como seu pastor (1887-1902). Fez parte do Conselho de tradução da Bíblia para o coreano.

Em 1902, viajava de navio para participar de uma reunião para a tradução da Bíblia quando houve uma colisão de navios. Morreu tentando salvar seu assistente e uma coreana que se afogavam.

Dentre suas contribuições estão: criação do Colégio Pai Chai Hak Dang, a primeira escola ocidental de estilo moderno; fundação da Igreja Metodista da Coreia; tradução do Novo Testamento para o coreano. Foi um grande viajante, explorador, professor, organizador e evangelista.[85]

Primeira médica coreana

 

Kim Jum-dong, depois Esther Kim Pak (1876-1910), nasceu em Jeong-dong, Seul, Coréia. Sua família pobre. A educação para as mulheres era limitada.

“O pai de Kim trabalhava para o Reverendo Henry Appenzeller, um missionário metodista americano. Através do Reverendo Appenzeller, ele aprendeu sobre a escola para meninas aberta pela Sociedade Missionária Estrangeira da Mulher (WFMS) da Igreja Episcopal Metodista. Esther entrou na Escola Ewha, a primeira escola ocidental para meninas coreanas, aos 11 anos”.[86]

Na escola, Esther  se converteu ao cristianismo e foi batizada pelo missionário metodista Franklin Olinger. Ela recebeu o nome de "Esther" em seu batismo.

“A vida de Esther pode ser amplamente revisada em três partes: a escola em EwhaHaktang (atualmente Ewha Womans University), educação nos Estados Unidos e trabalho missionário médico depois de voltar para a Coreia dos Estados Unidos”.[87]

Em 1886, “ela conheceu a missionária Mary F. Scranton, fundadora da Ewha Girls School (agora Ewha Women's College),e se tornou uma de suas primeiras alunas. Depois de se casar com Park Yeo-seon (1868-1899) em 1893, ela mudou seu nome Kim Jeom-dong para Esther Park”.[88] Eles foram o primeiro casal a realizar uma cerimônia de casamento ocidental numa Igreja na Coreia.

Kim era uma boa aluna e sabia bem o inglês. Quando a missionária americana Rosetta Sherwood Hall visitou a escola, ela foi convidada a trabalhar como sua intérprete.

Após a sua graduação, Esther serviu como tradutora para médicos americanos no primeiro hospital só para mulheres da Coreia, fundado por Mary F. Scranton.

“Ela se mudou para os Estados Unidos com o marido esse  tornou estudante no Women's Medical College of Baltimore em 1896. Enquanto ela estudava, seu marido trabalhava em uma fazenda para sustentá-la, mas ele morreu de tuberculose três semanas antes de sua formatura”.[89]

Esther Pak estudou em Nova York, onde aprendeu latim, física e matemática.

“Enquanto aprendia, ela sofria de frustração acadêmica, dificuldade econômica, morte do marido e assim por diante, mas ela acabou superando essas adversidades e completou os quatro anos de cursos acadêmicos para se tornar médica. Sua fé religiosa e vontade de ajudar os coreanos como médico a encorajaram a terminar o que ela tinha planejado originalmente”.[90]

“Em 1900, ela voltou para a Coreia e tornou-se a primeira médica coreana. Ela tratou mais de 3.000 pacientes nos primeiros 10 meses após chegar em casa e continuou a praticar medicina por 10 anos”.[91]

“Durante dez meses de trabalho lá, o Dr. Pak ajudou mais de 3.000 pacientes, e depois em 1901 mudou-se para Pyongyang, onde o Dr. Hall estabeleceu um novo hospital. Pak viajou por toda a Coreia, inclusive durante a epidemia de cólera, ajudando os pacientes gratuitamente. Além do trabalho principal, também realizou atividades educativas e pedagógicas, ensinando a primeira geração de médicas coreanas. Pak liderou palestras públicas nas quais enfatizou a importância da educação em saúde e educação para as mulheres, e promoveu o cristianismo”.[92]

Esther ajudou às pessoas pobres e falou da importância de educar as mulheres.

Morreu de tuberculose em 13 de abril de 1910, aos 34 anos.

Em 2006, a Academia Coreana de Ciências induziu Esther Park ao Hall da Fama da Ciência e Tecnologia coreana.

“Em 2008, o Comitê de Ex-alunos da Universidade Ewha criou a Medalha Esther Park, que reconhece o mérito das mulheres que se formaram na universidade e se tornaram médicas”.[93]

Esther é considerada a primeira médica da Coreia.

Primeira advogada e juíza da Coreia

Tai-Young Lee (1914-1998) nasceu em Pukjin, Unsan County, hoje Coreia do Norte. Seu pai era minerador de ouro. Foi a primeira advogada do gênero feminino e a primeira juíza da Coreia.

Ela lutou pelos direitos das mulheres por toda a sua vida. Uma de suas frases mais citadas é: “nenhuma sociedade pode ou vai prosperar sem a cooperação das mulheres”.

Ela é da terceira geração de metodistas. Seu avô fundou a Igreja Metodista na cidade de Pukjin.

Após estudar na escola em Pukjin, formou-se na Chung Ei Girls High School, em 1931. Estudou na Ewha Womans University, Seul, graduando-se em Economia Doméstica.

Em 1936, casou-se com Yil Hyung Chyung, pastor metodista, que foi preso sob a acusação de ser espião dos EUA. Mais tarde, ele se tornou ministro dos Negócios Estrangeiros da República da Coreia.

Em 1938, eles se mudaram para Seul, onde seu esposo ensinou no Seminário Teológico Metodista. Foi a fundadora do primeiro Centro de Assistência Jurídica da Coreia, em 1956.

Em 1971, participou da Conferência Mundial da Paz. Em 1975, recebeu o Prêmio Ramon Magsaysay, pela atuação na causa dos direitos judiciais iguais para a libertação de mulheres coreanas.

Em 1977, foi presa e no ano seguinte recebeu o prêmio da Associação Internacional de Assistência Jurídica. Em 1981, recebeu o doutorado honorário em Direito pela Universidade de Maddison.

Em 1984, recebeu o Prêmio Metodista Mundial da Paz. Tai-Young Lee escreveu 15 livros.[94]

Primeiro presidente da Coréia do Sul

Syngman Rhee ou Yi Seung-man (1875–1965) nasceu numa família rural, na província de Hwanghae, Coreia. Concluiu a educação confucionista e, em seguida, ingressou numa escola metodista, onde aprendeu inglês.[95]

Foi eleito o primeiro presidente do Governo Provisório da República da Coreia, bem como o primeiro presidente da Coreia do Sul.

Rhee se uniu a um clube de Independência, um movimento de reforma política, em 1896.

Foi preso e acusado de sedição em 1899. Foi torturado e condenado à prisão perpétua.

Na prisão, estudou livros contrabandeados por amigos e diplomatas. Converteu-se ao cristianismo e passou a se dedicar a estudos bíblicos na prisão com outros presos.

Foi solto em 1904. Com a ajuda dos missionários, Rhee foi estudar nos EUA. Voltou no final de 1910 e se tornou o secretário-chefe da Associação Cristã de Moços, em Seul. Com o domínio japonês, Rhee voltou ao exílio nos EUA.

Em Nova York, participou da Igreja Metodista Coreana.

“Rhee conheceu Francesca Maria Barbara Donner,  filha de uma família de mercadores de ferro vienenses. Dois anos depois, eles se casaram em uma cerimônia metodista em Nova York”.[96]

Após a rendição do Japão em 1945, voltou à Coreia e foi eleito presidente da Coreia do Sul (de agosto de 1948 a abril de 1960).

Seu governo foi fortemente afetado pela Guerra Fria e pelas tensões na península coreana.[97]

O bispo Jun Myang KU, Presidente atual da Igreja Metodista da Coréia, dentre outros, coloca Rhee Syngman como patriota e metodista que se dedicou ao “esclarecimento nacional e à independência, incluindo Kim Gu, Lee Jun, An Changho, Yun-Chi-ro, Soh Paipil, Rhee Syngman, Jeon Deok Gi, Yu Gwansun e assim por diante”[98], que eram metodistas coreanos.

 

Legado de paz de metodistas para as guerras e conflitos na Europa

 

Diversos metodistas deixaram marcas profundas em solo europeu, especialmente salvando vidas e promovendo a paz.

Dentre eles, destacamos: Artur Henderson, Carl Lutz e Harold Good que atuaram na 1º e 2ª Guerra Mundial e ainda em conflitos na Irlanda.

Evangelista ganha Prêmio Nobel da Paz

Arthur Henderson (1863-1935) foi um britânico, filho de um trabalhador têxtil. Com nove anos, Arthur deixou a escola para trabalhar na loja de um fotógrafo. Quando seu pai morreu, a família ficou na pobreza.[99]

Em sua adolescência, ouviu o famoso evangelista Gipsy Smith, que era capitão do Exército da Salvação. Ele se converteu e se tornou membro da Igreja Wesleyana, à qual se dedicou imensamente.[100]

Na Igreja conheceu Eleanor com quem se casou, em 1888. Eles se casaram na Igreja Wesleyana.[101]

Ele era dedicado à família e tiveram três filhos. Um deles morreu na 1ª Guerra Mundial e os outros dois se tornaram colegas de seu pai na Câmara dos Comuns.[102] Após a Segunda Guerra Mundial, seus filhos receberam o título de Barão.[103]

Arthur “foi o primeiro ministro do Gabinete trabalhista, o primeiro ministro das Relações Exteriores da União da Grã-Bretanha e, excepcionalmente, serviu três mandatos separados como Líder do Partido Trabalhista em três décadas diferentes. Ele era popular entre seus colegas, que o chamavam de ‘tio Arthur’ em reconhecimento de sua integridade, sua devoção à causa e sua imperturbabilidade”.[104]

Arthur foi arquiteto, herói do Partido Trabalhista e serviu como secretário de Relações Exteriores (1929-1931). Presidiu a Conferência Mundial do Desarmamento, que se reuniu em Genebra em 1932. [105]

Ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1934. Sua abordagem foi conciliatória e de temperança. Trabalhou de forma incansável para a cooperação internacional e o desarmamento. Foi conhecido como uma "bússola moral” em seu tempo. Era um evangelista eloquente na igreja local. [106]

Foi professor na Escola Dominical e teve profundo compromisso com o metodismo.[107] Foi chamado de “Apóstolo da paz”.[108]

Herói suíço que salvou milhares de judeus

Carl Lutz (1895-1975) nasceu em Walzenhausen, na Suíça.[109] Emigrou para os EUA e estudou para ser diplomata suíço no Wesleyan College Central e Universidade George Washington. Foi criado como um devotado metodista e ensinado na Escola Dominical.

“Sua mãe ensinava religião na capela metodista aos domingos, enquanto seu pai era dono de uma pequena pedreira de mármore. Carl foi o nono filho de Lutz e passou sua infância e adolescência nessa comunidade muito puritana que lhe deu seu duradouro senso de compromisso social e responsabilidade pessoal, enquanto sua mãe o incentivava a estudar muito e levar seu trabalho a sério”.[110]

Foi vice-cônsul da Suíça em Jajja (Israel). Foi transferido na 2ª Guerra Mundial para Budapeste, na Hungria (1942-1945). “Lutz chegou em Budapeste em janeiro de 1942 para servir como vice-cônsul da Suíça, e foi colocado no comando de representar o Une EstadosGrã-Bretanha, e outros países que cortaram laços com a Hungria”. [111]

Em 1944, a Alemanha invadiu a Hungria. Como vice-cônsul, emitiu milhares de documentos suíços falsos enganando o tenente-coronel Adolf Eichmann, que queria deportar os judeus. Lutz salvou mais de 62 mil judeus.

Lutz colocou a Agência Judaica sob a sua proteção diplomática e retirou milhares de judeus húngaros das linhas de marcha dos campos de concentração, entregando-lhes documentos de proteção. Foi a maior operação de resgate de civis judeus no mundo durante o Holocausto. Após o seu regresso à Suíça, foi repreendido por ter se excedido em sua autoridade. É chamado “O herói esquecido”. Mas  em 1964, “Lutz e sua esposa, Gertrud, foram designados como Justo entre as Nações por Yad Vashem”.[112]

Ele recebeu vários prêmios e honrarias. Em 1964, recebeu a medalha de Righteous por ações corajosas. O filme Caminhando com o inimigo retrata sua história. Theo Tschuy escreveu o livro Diplomata corajoso.

Ele foi indicado três vezes ao Prêmio Nobel da Paz e condecorado com a Cruz de Honra, Ordem do Mérito da Alemanha.

Carl Lutz não ganhou o Prêmio Nobel da paz, mas deixou um legado de paz.

Em 2006, em Budapeste, foi erguido um memorial em sua homenagem. Em Jerusalém, há o Memorial Yad Vashem em sua homenagem. Em 1999, um selo especial foi lançado pelos Correios Suíços para homenageá-lo.[113]

Premiado por promover a paz na Irlanda do Norte

Harold Good nasceu em Londonderry, Irlanda, em 1937. Foi ordenado ministro da Igreja Metodista em 1962. Foi presidente da Igreja Metodista na Irlanda (2001-2002) e atuou como diretor do Centro para a Reconciliação Corrymeela (1973-1979), lugar de refúgio para aqueles que são afetados pelos conflitos na Irlanda.[114] 

Harold Good “na primeira década do século XXI desempenhou um papel vital no processo de paz da Irlanda do Norte”. [115]

Tem tido uma posição corajosa e fez amizade com todos os lados nos conflitos na Irlanda do Norte. Nos tumultos de 1969, feridos foram trazidos para a sua igreja, e, quando uma bomba do IRA[116] explodiu antes do Natal, em 1971, ele foi um dos que ajudaram a retirar as crianças mortas dos escombros.

Ministrou para prisioneiros da Estrada Crumlin e foi vital para o IRA pedir desculpas no 30º aniversário da “Sexta-Feira Sangrenta”. Ele tem promovido a reconciliação na Irlanda do Norte.

Ele “foi membro da Comissão de Direitos Humanos da Irlanda do Norte em 1999”.[117]

Em 2005, Harold Good foi uma das duas testemunhas independentes “que supervisionou o descomissionamento de armas, uma parte vital do processo de paz”.[118]

Ganhou o Prêmio Mundial Metodista da Paz, em 2007. Recebeu o Gandhi Peace Award e o Prêmio Rene Casin dos Direitos Humanos, do governo basco. A rainha Elizabeth II o nomeou membro da Ordem do Império Britânico, em 1970, e Oficial da Ordem do Império Britânico, em 1985.[119]

 

 



[1] https://www.encyclopedia.com/.../hart-sisters-antigua

[2] https://oxford.universitypressscholarship.com/view/10.1093/acprof:..

[3] https://www.bu.edu/missiology/gilbert-anne-hart-1768-1833

[4] https://en.wikipedia.org/wiki/Elizabeth_Hart_Thwaites

[5] https://www.encyclopedia.com/.../hart-sisters-antigua

[6] Idem.

[7] https://suffragettecity100.com/wcw04

[8] https://www.bu.edu/missiology/gilbert-anne-hart-1768-1833

[9] https://www.researchgate.net/publication/267516106_The_Hart_Sisters_of...

[10] https://www.encyclopedia.com/.../hart-sisters-antigua

[12] https://storia.wiki/sorelle-hart-di-antigua

[13] https://sites.google.com/site/beemethodistjamaica/history-of-the-methodists-in-jm

[14] www.jamaicamethodist.org/history-of-church

[15] Idem.

[16] https://jis.gov.jm/information/jamaica-heritage-sites/kingston-heritage-sites

[17] www.jamaicamethodist.org/history-of-church

[19] https://thereaderwiki.com/en/Sarah_Ann_Gill

[20] caribelect.easycgi.com/knowledge/biography/bios/gill_sarah_ann.asp

[21] Idem.

[22] Idem.

[23] Idem.

[25]https://www.thecanadianencyclopedia.ca/en/article/sir-frederick-grant-banting

[26] https://www.oxfordreference.com/view/10.1093/oi/authority...

[27] https://www.invaluable.com/artist/banting-frederick-grant-u87vxulx07/

[28] https://www.bac-lac.gc.ca/.../100-stories/Pages/banting.aspx?wbdisable=true

[29] https://www.sbp.com.br/.../Mini-Biografia_-_Frederick_Banting2.pdf 

[30] * Prêmio Nobel ou Prémio Nobel é um conjunto de prêmios internacionais anuais concedidos, em várias categorias por comitês suecos e noruegueses, em reconhecimento aos avanços culturais e/ou científicos (https://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9mio_Nobel).

https://www.collectionscanada.gc.ca/physicians/030002-2000-e.html

https://www.chemheritage.org/historical-profile/frederick-banting-charles-best-james-collip-and-john-macleod

https://pt.wikipedia.org/wiki/Frederick_Banting

http://www.thecanadianencyclopedia.ca/en/article/sir-frederick-grant-banting/

http://www.nndb.com/people/843/000126465/

[31] https://www.thecanadianencyclopedia.ca/en/article/sir-frederick-grant-banting

[32] https://fairfieldfoundation.org/dr-walter-reed-and-yellow-fever-part-1

[34] https://biography.yourdictionary.com/walter-reed

[35] https://www.pbs.org/wgbh/americanexperience/features/fever-walter-reed

[36] http://www.expositorcristao.com.br/expositor-cristao-febre-amarela-e-os-desafios-da-igreja/

[37] https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/23814/2/dinair_lima_io

[38] Salvador. José Gonçalves. História do metodismo no Brasil. Imprensa Metodista, SP, 1982, p.177.

[39] http://jmr.medstudents.com.br/febreamarela.htm

[40] http://epoca.globo.com/edic/20020218/brasil1a.htm

[41] https://fairfieldfoundation.org/dr-walter-reed-and-yellow-fever-part-2

[42] https://eng.ichacha.net/zaoju/walter reed medal.html

[43] https://fairfieldfoundation.org/dr-walter-reed-and-yellow-fever-part-2

[45] https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-assina-acordo-de-cooperacao..

[46] www.en.wikipedia.org/wiki/Walter_Reed_Army_Institute_of_Research

[47] https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-assina-acordo-de-cooperacao..

[48] https://military.wikia.org/wiki/Walter_Reed_Army_Institute_of_Research

[49] https://fairfieldfoundation.org/dr-walter-reed-and-yellow-fever-part-2

[50] https://www.pbs.org/wgbh/americanexperience/features/fever-walter-reed

[51] losingmyapartheid.weebly.com/albert-john-luthuli.html

[52] https://www.encyclopedia.com/.../luthuli-albert-1898-1967

[53] https://prabook.com/web/albert.lutuli/1344102; satucket.com/lectionary/albert_luthuli.htm

[54] https://www.battlefieldsroute.co.za/place/chief-albert-luthuli-and-the-blaauwbosch-methodist-school-and-church/

[55]Há biografia que coloca Luthuli como Congregacional (https://dacb.org/stories/southafrica/luthuli-albert4/), mas a maior parte o coloca como metodista (www.satucket.com/lectionary/albert_luthuli.htm).

[56] https://www.thefamouspeople.com/profiles/albert-john-luthuli-9.php

[58] https://www.encyclopedia.com/.../luthuli-albert-1898-1967

[59] Idem.

[61] Pesquisa: http://www.congregationallibrary.org/get-connected/beacon-street-diary/201402

http://www.sahistory.org.za/people/chief-albert-john-luthuli

http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/1960/lutuli-bio.html

http://satucket.com/lectionary/albert_luthuli.htm

http://www.answers.com/topic/albert-lutuli

http://www.southafrica.info/about/history/albert-luthuli.htm

[62] www.umnews.org/en/news/nelson-mandela-and-methodism

[63] www.bilaltechclass.wordpress.com/2013/07/22/the-history-behind-nelson-mandela/

[64] https://www.mymethodisthistory.org.uk/people-2/lay-people/nelson-mandela-1918-2013

[65] https://um-insight.net/.../views-from-a-ridge/mandela-legacy-to-methodists

[66] bilaltechclass.wordpress.com/2013/07/22/the-history-behind-nelson-mandela/

[67] https://www.holmanumc.com/2013/07/03/nelson-mandela-a-methodist-on-a.

[68] www.mandela.gov.za/mandela_speeches/1994/940918_methodist.htm

[69] https://www.dailymaverick.co.za/article/2013-12-12-mandela-memorial...

[70]Pesquisa: www.africanhistory.about.com/od/mandelanelson/a/bio_mandela.htmhttp://bafanaciencia.blogspot.com/2007/06/nelson-mandela-os-anos-de-formao-e.htmlwww.findarticles.com/p/articles/mi_m1077/is_n10_v49/ai_15687222 http://umcconnections.org/2013/12/06/methodists-religious-leaders-pay-tribute-mandela/http://www.religionnews.com/2013/12/06/shaped-methodists-mandela-paid-tribute-role-religion/ http://www.mymethodisthistory.org.uk/page.aspx?id=312

[71] https://www.txcumc.org/newsdetail/37151

[72] https://cronocaron.com/pt/politicians/3936-ellen-johnson-sirleaf-8211..

[73] https://www.notablebiographies.com/.../Sirleaf-Ellen-Johnson.html

[74] https://achievement.org/achiever/ellen-johnson-sirleaf

[75] https://www.worldhistoryedu.com/ellen-johnson-sirleaf-10-major...

[76] https://www.nobelprize.org/prizes/peace/2011/johnson_sirleaf

[78] https://pt.wikipedia.org/wiki/Ocupação_japonesa_da_Coreia

[79] https://worldmethodistcouncil.org/asia/name/korea-methodist-church/

[80] https://youtu.be/_7O05VAhF1Q

[81] http://worldmethodistcouncil.org/asia/name/korea-methodist-church/

[82] Idem.

[83] https://en.wikipedia.org/wiki/Henry_Appenzeller

[84] https://www.youtube.com/watch?v=f-h9VIGhnt0

[87] https://europepmc.org/article/MED/18548974

[88] https://mujeresconciencia.com/2018/03/16/esther-park-medica

[95] https://www.britannica.com/biography/Syngman-Rhee

[96] https://zh.wikipedia.org/zh-cn/李承晚

[97] Pesquisa: www.britannica.com/EBchecked/.../Syngman-Rhee

www.pt.wikipedia.org/wiki/Syngman_Rhee‎

www.biography.yourdictionary.com/syngman-rhe

www.answers.com/topic/syngman-rhee

http://en.wikipedia.org/wiki/Syngman_Rhee

http://www.britannica.com/EBchecked/topic/501064/Syngman-Rhee

[99]https://en.wikipedia.org/wiki/Arthur_Henderson

[100] https://biography.yourdictionary.com/arthur-henderson

[101] https://www.alamy.com/wedding-miss-eleanor-henderson-daughter-of-the.

[102]https:// www.nobelprize.org/prizes/peace/1934/henderson/biographical/

[103] https://pt.findagrave.com/memorial/20318/arthur-henderson

[104] https://kaiserreich.fandom.com/wiki/Arthur_Henderson

[105] https://www.nobelprize.org/prizes/peace/1934/henderson/biographical/

[106] https://biography.yourdictionary.com/arthur-henderson

[108] https://pt.findagrave.com/memorial/20318/arthur-henderson

[109] https://www.geni.com/people/Carl-Lutz/6000000015968826617

[110] https://en.gariwo.net/righteous/shoah-and-nazism/carl-lutz-7573.html

[111] https://www.jewishvirtuallibrary.org/carl-lutz

[112] https://www.jewishvirtuallibrary.org/carl-lutz - “Yad Vashem é o memorial oficial de Israel para lembrar as vítimas judaicas do Holocausto. Foi estabelecido em 1953 através da Lei Yad Vashem passada pela Knesset, o Parlamento de Israel” - https://en.wikipedia.org/wiki/Yad_Vashem.

[114]https://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/northern_ireland/4283674.stm

[115] https://hyperleap.com/topic/Harold_Good

[116] “O Exército Republicano Irlandês, mais conhecido por sua sigla em inglês, IRA, é um conjunto de diversos grupos paramilitares irlandeses que, nos séculos XX e XXI, lutaram contra a influência Britânica na ilha da Irlanda”. https://pt.wikipedia.org/wiki/Exército_Republicano_Irlandês.

[117] https://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/northern_ireland/4283674.stm

[118] https://thereaderwiki.com/en/Harold_Good

[119]Pesquisa:http://sluggerotoole.com/2005/10/03/profile_reveren/; www.news.bbc.co.uk/2/hi/uk...ireland/4283674.stm; www.creighton.edu/.../news/.../haroldgoodnr093011

www.htmlsite.methodist.org.sg/.../wmpeaceaward.html‎;http://blogs.owu.edu/connect2/the-reverend-dr-harold-good-awarded-honorary-owu-degree/


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