Grandes Legados de homens
e mulheres Wesleyanos
Odilon Massolar Chaves
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Art. 184 do
Código Penal e Lei 9610 de 19 de fevereiro de 1998.
Livros
publicados na Biblioteca Wesleyana: 112
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Google
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Odilon
Massolar Chaves é pastor metodista aposentado, doutor em Teologia e História
pela Universidade Metodista de São Paulo.
Sua
tese tratou sobre o avivamento metodista na Inglaterra no século XVIII e a sua
contribuição como paradigma para nossos dias.
Foi
editor do jornal oficial metodista e coordenador de Curso de Teologia.
É
escritor, poeta e youtuber.
Toda glória seja dada ao Senhor
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Índice
·
Introdução
·
O legado de
mulheres negras metodistas no Caribe
·
Jovem
metodista ganha Prêmio Nobel pela descoberta da insulina
·
O médico
metodista que descobriu a origem da febre amarela
·
Os três
metodistas africanos ganhadores do Prêmio Nobel da Paz
·
Pioneirismo e
legado do metodismo coreano
Introdução
“Grandes Legados de homens
e mulheres Wesleyanos”. A contribuição de metodistas da América, África, Ásia e
Europa. Seis desses personagens citados no livro ganharam o Prêmio Nobel.
Atuaram especialmente para
resolver conflitos e defender os direitos humanos. Na área da saúde fizeram
grandes descobertas que beneficia a toda humanidade.
Três foram presidentes do
seu país também trazendo grande contribuição para o desenvolvimento e a defesa
da liberdade.
Legado que tem origem em
João Wesley, criador do metodismo, que sempre defendeu os direitos humanos,
lutou pela saúde popular e promoveu a justiça e a paz.
Em nossos dias, precisamos
que outros wesleyanos se levantem para deixar outros legados para o bem da
humanidade.
O Autor
O legado de mulheres
negras metodistas no Caribe
Diversas mulheres tiveram uma importância
imensa na implantação e desenvolvimento do metodismo no Caribe. Mais do que
isso, impactaram a sociedade, na época, e deixaram um legado. Dentre elas,
estão as irmãs Hart, Mary Wilkinson
e Sarah Ann Gill.
Desafiando a situação
patriarcal e escravagista em Antigua
Elizabeth Hart Thwaites (1772-1833) e Anne
Hart Gilbert (1773-1833) nasceram em Antígua, Caribe, na época um local de
plantação, escravos e um posto naval britânico governado por brancos “ásperos e
mercenários.” Elas eram filhas de Anne e Barry, uma família negra livre.[1]
Elizabeth e Anne causaram escândalo em
Antígua, quando decidiram se casar com líderes metodistas leigos e brancos.
Anne se casou com John Gilbert, em 1798, e Elizabeth com Charles, por volta de
1805.
“As irmãs usavam roupas simples, renunciavam
à música e outras atividades mundanas, educavam os trabalhadores escravizados
de seu pai e expressavam publicamente suas crenças abolicionistas”. [2]
Outro escândalo foi se batizarem ainda jovens
na Igreja Metodista, em 1786, por Thomas Coke.[3]
Elas trabalharam ativamente para espalhar o metodismo entre os negros de
Antigua. Em 1797, havia 2.379 pessoas negras e 25 pessoas brancas na Igreja
Metodista em Antígua.
As chamadas “irmãs Hart” “defendiam um
cristianismo que desafiava a situação patriarcal e escravagista vigente. Elas
insistiam que na obra de Deus as mulheres tinham o direito de buscar o trabalho
santo e não apenas os homens. Defendiam a igualdade política propondo assim que
negros e escravos fossem iguais aos brancos”.[4]
Usaram a escrita para desafiar a ordem patriarcal. Foram as primeiras
escritoras afro-caribenhas.[5]
Em 1804, Anne e Elizabeth escreveram uma
breve história do metodismo na Antigua. Elizabeth escreveu também poesia,
hinos, cartas e um tratado antiescravista.
Em 1801, Elizabeth fundou uma escola
particular em St. John's. Em 1809, elas abriram a primeira Escola Dominical do
Caribe para meninos e meninas, independente da raça.[6]
“Anne realizou suas reuniões no escuro para que ninguém se envergonhasse de
suas roupas esfarrapadas”. [7]
Em 1815, fundaram a “Sociedade do Refúgio
Feminino” para órfãos e mulheres. Elas condenavam a prostituição.[8] “A maioria das mulheres
afrodescendentes, livres ou escravas, engajavam-se em concubinato em parcerias
íntimas com homens negros ou brancos e tinham oportunidades educacionais e
profissionais limitadas”.[9]
As irmãs Hart são consideradas as primeiras
escritoras afro-caribenha.[10]
Anne e Elizabeth foram pioneiras no combate a escravidão em Antigua.[11]
Elas “nasceram em Antígua para libertar pais
negros. Como educadores, abolicionistas e metodistas, ambas as irmãs estavam
muito ocupadas com as várias representações de negros e escravos circulando nas
Índias Ocidentais e usavam sua escrita para desafiar efetivamente a ordem
patriarcal (...)”.[12]
Guerreiras e discipuladoras
da Jamaica
Quando Thomas Coke
chegou em 17 de janeiro de 1789, em Port
Royal, na Jamaica, e foi recebido calorosamente por um inglês, Mr. Fishley, o
mestre Caulker do estaleiro.
O primeiro culto
teve uma grande congregação na casa de Sr. Treble, em Kingston. Como a casa era
pequena, um católico, Sr.Burn, cedeu uma grande sala de concertos para a
pregação para os outros cultos.[13]
Mas Thomas Coke logo enfrentou a oposição da aristocracia quando um bando de
homens brancos bêbedos entrou gritando no local ele pregava para cerca de 400
brancos e 200 negros.[14]
Foi defendido por
um homem chamado Touro e por Mary Ann Able Smith. Mary pegou um par de tesouras
e exclamou: “Agora você pode fazer o que quiser, mas o primeiro homem que puser
a mão violenta nele terá esta tesoura empurrada em seu coração”.[15] Os molestadores
recuaram resmungando.
Em 1789, chegou o
primeiro missionário, o reverendo William Hammett. Foi aberta uma célula com
oito pessoas negras, brancas, pardas, escravas ou livres. Mary Ann Able Smith
estava na célula.
Em 1790, foi
construído um templo de dois andares para 1.600 pessoas, mas foi fechado depois
pelas autoridades por causa da ajuda metodista aos jamaicanos de ascendência
africana. Tentaram destruir o edifício. Jornais caluniaram os pastores. Os
escravos passaram a usar um túnel subterrâneo sob o templo para entrar no
edifício para o culto. Certa vez, uma emboscada matou um grupo. As paredes
ficaram manchadas de sangue. [16]
Mais tarde, Mary
Wilkinson se uniu à igreja. Era uma mulata livre que fugiu de Manchioneal, em
Kingston, porque os habitantes brancos desaprovavam o casamento de escravos e
Mary incentivou e realizou casamentos de escravos, na ausência de ministros.
“Wilkinson não era membro do clero, mas ela mesma realizou os casamentos dos
escravos. Esses casamentos foram provavelmente os primeiros casamentos de
escravos solenes na ilha”.[17]
Mary encontrou a
igreja fechada pelas autoridades e começou a evangelizar noite e dia.
Quando o templo foi
reaberto, em 1814, apresentou ao pastor uma lista de 1.100 nomes de pessoas
discipuladas. Cresceu de 600 para 1700 membros.
Em 1840, uma estrutura maior foi concluída no mesmo local. O templo foi
danificado pelo terremoto de 1907 e reconstruído em estilo neogótico.
A Igreja Metodista
Coke foi declarada monumento nacional em 2 de janeiro de 2002.[18] O nome da Igreja é
uma homenagem ao Reverendo Dr. Thomas Coke, o fundador do metodismo na Jamaica.
A heroína de Barbados
Sarah Ann Gill
(1795-1866) foi uma líder social e religiosa em Barbados, no Caribe. Na época,
Barbados era um território ultramarino da Inglaterra. A mãe de Sarah era negra,
e o pai, branco.
Em Barbados, uma
pessoa de ascendência africana era considerada inferior.[19] Sarah
se casou com Alexander George Gill, de ascendência mista, e aos 28 anos herdou
a propriedade dele na ocasião de sua morte.
O casal teve um
filho, que faleceu ainda novo. Em 1788, o metodismo chegou a Barbados com
Thomas Coke e desafiou a ordem social vigente por sua luta contra a escravidão.
Sarah abraçou esta
fé e doou o terreno para a construção do primeiro templo metodista. Em outubro
de 1823, uma multidão de brancos destruiu a capela em construção, e o
missionário William Shrewsbury e esposa tiveram que fugir.[20] “Em 1793, os
missionários metodistas eram vistos como antagonistas antiescravidão e
considerados agentes da Sociedade Antiescravidão baseada na Língua Inglesa”.[21]
Sarah e sua irmã
Christiana Gill estavam entre os líderes da Igreja e abriram suas casas para a
Igreja se reunir. Sarah realizou cultos em tempos de perseguição e ameaças
físicas, que incluíam o incêndio de suas casas e processos por causa da
realização de reuniões “ilegais”.
A casa de Sarah foi
alvo de tiros e ela foi processada pela Assembleia da República, mas enfrentou
as autoridades e continuou a defender a liberdade religiosa e a realizar
cultos.
Em 25 de junho de
1825, a Câmara dos Comuns, na Inglaterra, declarou uma ampla proteção e
tolerância religiosa em Barbados.[22]
O reverendo Moses
Rayner foi nomeado para Barbados em abril de 1825 e construiu a capela
metodista de James Street, em
Bridgetown, no terreno doado por Sarah. [23]
Sarah foi enterrada
em 25 de fevereiro de 1866 no cemitério da capela metodista de James Street.
Por sua firmeza
contra a opressão, coragem, perseverança e compromisso com a liberdade
religiosa, o Parlamento de Barbados, em 1998, a incluiu como um dos dez Heróis
Nacionais de Barbados, sendo a única mulher.[24]
Hoje ainda,
diversas mulheres têm tido uma grande importância no metodismo e na sociedade
caribenha.
Jovem metodista ganha Prêmio
Nobel pela descoberta da Insulina
Frederick Grant Banting (1891-1941) nasceu em
Alliston, Ontário, Canadá. Seus pais, William e Margaret, eram descendentes
ingleses e agricultores. Tinham uma forte fé metodista. Banting cresceu dentro da ética metodista e
em meio à vida simples do campo.[25]
Em 1898, ele estudou na escola pública e, em 1906,
no ensino médio. Lutou para terminar o ensino médio.
Em 1910, entrou no Colégio Victoria da
Universidade de Toronto para ser pastor metodista, mas saiu antes do final do
primeiro ano colocando o foco no curso de medicina. [26]
Em 1912, foi admitido na Faculdade de
Medicina da Universidade de Toronto tendo se graduado, em 1916. Foi aceito no
corpo médico do Exército canadense e serviu na França.
Ao voltar ao Canadá, completou sua formação
como cirurgião ortopédico. Em 1920, começou a praticar medicina e cirurgia em
Ontário. Fazia pesquisa para o tratamento da diabete, mas suas pesquisas não
davam em nada.
Passou por grandes lutas financeiras e
começou a pintar aquarelas simples esperando vender alguns esboços de óleo, no
Hart House Sketch Club, em 1925. Uma das belas pinturas de Banting é o quadro
Igreja Metodista Port Hope, em Vancouver [27]
Em suas pesquisas, foi desacreditado,
contudo, em
“A pesquisa de Banting
sobre diabetes, com o colega J.J.R. Macleod e o estudante de medicina
Charles H. Best, levou à descoberta da insulina como tratamento para pacientes
diabéticos. Ele e Macleod foram juntos premiados com o Prêmio Nobel de
Fisiologia ou Medicina de 1923 por suas pesquisas”.[28]
Banting dividiu o prêmio com Charles Best.
Ele foi o primeiro canadense a ganhar o Prêmio
Nobel de Medicina e o mais jovem ganhador do prêmio (32 anos).[29]
Foi nomeado o primeiro professor de pesquisa
médica do Canadá. Em 1923, era o homem mais famoso do Canadá.
Devido a vida estressante que viveu, não foi
feliz na vida sentimental. Ele era uma pessoa que havia aprendido sobre a vida
simples do campo.
Em 1930, o Parlamento do Canadá o ajudou na
instalação do Instituto Banking, para investigação. Em 1934, foi nomeado
cavaleiro no Canadá pelo rei George V. Durante a 2ª Guerra Mundial, foi
major do corpo médico e chefe da secção médica do Conselho Nacional de
Investigação do Canadá.
Faleceu por causa de um desastre aéreo.[30]
Antes e após seu falecimento, recebeu
diversos prêmios e medalhas. Escolas canadenses e uma cratera na lua levam seu
nome. Um museu preserva a casa onde ele concebeu sua grande ideia. [31]
Dia 14 de novembro, dia do nascimento de Frederick G. Banking, é o Dia Mundial da Diabetes criada pela ONU em 2006.
O médico metodista que descobriu a origem da
febre amarela
Walter Reed (1851-1902) descobriu a
origem da febre amarela. Ele nasceu em Gloucester County, Virgínia, EUA. Era
filho de Lemuel Sutton Reed (1819-1897), pastor metodista, e de Pharaba White.
Walter Reed teve
duas irmãs e três irmãos, um dos quais se tornou pastor metodista, Rev. JC
Reed.
Rev.Lemuel pregava para congregações na
Carolina do Norte e Virgínia.
“Em 1851, ele foi designado para o
circuito de Gloucester que incluía a Igreja de Bellamy. Mas pouco antes da
família Reed chegar, a paróquia da igreja pegou fogo. Uma pequena casa na
comunidade encruzilhada de Belroi foi encontrada para abrigar a família de
Reed, que incluía cinco filhos e sua esposa, que estava esperando outro filho
em breve. Em 13 de setembro de 1851, nesta modesta estrutura que permanece até
hoje, os Reeds receberam seu sexto
filho, Walter”.[32]
Após sua educação básica em Charlottesville,
Virgínia, Walter Reed, aos 16 anos, foi para a Universidade de Virginia, onde
se formou em medicina. Ele continua sendo o mais
jovem graduado na história da faculdade de medicina da universidade”.[33]
Ele se casou com Emilie Blackwell Lawrence.
Foi médico assistente do Hospital das Crianças de Nova York.
Reed
trabalhou para o Conselho de Saúde de Nova York e do Brooklyn. Em 1875, foi
contratado como cirurgião assistente no Exército dos EUA como primeiro-tenente.[34] Mas
Walter Reed dizia que não havia descoberto grandes vantagens em viver nas
grandes metrópoles.[35]
Dentre
outras funções, ele esteve de serviço no Hospital Johns Hopkins e como
professor de bacteriologia e microscopia clínica na recém-organizada Escola
de Medicina do Exército em Washington em 1893. Reed era patologista e bacteriologista e viajou para Cuba para estudar
as doenças em acampamentos do Exército dos EUA.
Em
1900, quando a febre amarela apareceu entre as tropas americanas em Havana,
Cuba, ele foi nomeado chefe da comissão de oficiais médicos do Exército dos EUA
para investigar sobre a causa da febre amarela.
Depois de um
trabalho infrutífero, Walter Reed e sua equipe descobriram, que a febre amarela
não é transmitida por água contaminada ou por contato com roupas usadas por
um doente com febre amarela.
Provou que a febre
amarela é causada pela picada de um mosquito infectado, Stegomyia fasciata (mais tarde renomeado Aedes aegypti). Acabou com o surto em Cuba em 90 dias.
Em 1901, após
voltar de Cuba como major, Reed continuou a publicar sobre a febre amarela.
Ao
retornar, assumiu suas funções de professor na Escola de Medicina do Exército.
Walter Reed teve uma
participação importante na eliminação da febre amarela (1903-1908) no Rio de
Janeiro, a capital do país. O missionário metodista H.C. Tucker colocou o Dr.
Osvaldo Cruz em contato com o Dr. Walter Reed, que havia saneado Cuba.[36]
Oswaldo Cruz se baseou nas
descobertas de Walter Reed, segundo Dinair Couto Lima na tese de Doutorado do
Programa de Pós-Graduação Biologia Parasitária pelo Instituto Oswaldo Cruz.
“Sua transmissão vetorial
foi descoberta na primeira década do século XX, com os estudos coordenados por
Walter Reed em Cuba, em 1900-1901, que conseguiu controlar a transmissão a
partir do controle e vigilância do mosquito vetor. Baseados nestes resultados,
no Brasil, Oswaldo Cruz e Emílio Ribas também enfrentaram epidemias com o
combate ao vetor”.[37]
No Rio de Janeiro, pessoas
simples e ilustres morreram de febre amarela, inclusive a filha do Presidente
Rodrigues Alves e diversos missionários, dentre eles, o metodista rev. James
Koger, em 1886. A sua morte abalou em muito a Igreja Metodista. Ele havia
organizado as igrejas de São Paulo e Piracicaba e era o superintendente da
Missão. Os missionários J.J. Ransom e James L. Kennedy conseguiram vencer a
febre amarela.[38] O mesmo não aconteceu com a missionária Cynthia Harriet Kidder, em 1840.
A Igreja Presbiteriana
também teve perdas. O missionário pioneiro no Brasil, Rev. Ashbel Green
Simonton, faleceu em 1867, vítima de febre amarela com apenas 34 anos. Sua
esposa Helen Murdoch havia falecido em 1864.
A febre amarela deixava um
rastro de morte por onde passava. “No período de 1850 a 1902 havia sido
registrado na antiga capital federal, 58.063 óbitos por febre amarela”.[39] Em1903, essa doença mortal atacou 200
mil pessoas”.[40]
Em 1907, a febre amarela foi erradicada do Rio de Janeiro.
Em 1902, Walter
Reed recebeu o título honoris causa
pela universidade de Harvard e Universidade de Michigan, em reconhecimento por
sua obra.
Em sua homenagem,
foi criado o Hospital Geral Walter Reed, em Washington.
Ele foi primeiro reitor da Escola Médica
do Exército.
Após sua morte, em
1902, “a Associação Memorial Walter Reed foi fundada para sustentar sua esposa
e filha, e para erguer um memorial para ele em Washington, D.C.”[41]
“Em 1912, ele
recebeu postumamente a Medalha Walter Reed por seu trabalho contra a febre
amarela, que desde então foi batizada em sua homenagem”.[42]
Em 1927, a
Sociedade Médica da Virgínia restaurou o local do seu nascimento em Gloucester,
Virgínia, e o abriu como um local histórico.[43]
Em 1938, o filme Yellow Jack retratou sua história em
Cuba no combate à febre amarela.[44]
A parceria de Oswaldo Cruz e
Walter Reed, no início do século 20, continua. Em 2016, a “Fundação Oswaldo
Cruz (Fiocruz) - por meio do seu Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos
(Bio-Manguinhos/Fiocruz) - a Sanofi Pasteur e o Walter Reed Army Institute
of Research (WRAIR) - Laboratório do Departamento de Defesa dos Estados Unidos
- assinaram acordo de colaboração para o desenvolvimento de uma vacina
contra o vírus zika. As três organizações
de pesquisa têm um histórico de colaboração no desenvolvimento de vacinas
contra flavivírus”.[45]
O nome do
Instituto é uma homenagem a Walter Reed.[46]
O Instituto de Pesquisa do Exército Walter Reed “desenvolve vacinas,
medicamentos e diagnósticos para doenças atuais e emergentes, que representam
uma ameaça para as operações militares e de prontidão”.[47]
É o maior
centro de pesquisa biomédica administrado pelo Departamento de Defesa dos EUA.[48]
Em 2020,
a “Fundação Fairfield anunciou uma parceria colaborativa com a Fundação de
Preservação Gloucester. Como parte do acordo, a Fundação Fairfield cuidará do
local de nascimento de Walter Reed”.[49]
Walter Reed viveu para servir e Deus ouviu sua oração. Ele escreveu à sua esposa, na virada do século: “A oração que tem sido minha por vinte ou mais anos, para que eu possa ser permitido de alguma forma ou em algum momento fazer algo para aliviar o sofrimento humano foi respondida!"[50]
Os três metodistas africanos ganhadores do Prêmio Nobel da Paz
Albert
John Luthuli
Albert John Luthuli
(1898-1967) era também conhecido como Zulu. Ele nasceu na Rodésia do Sul
(Zimbábue) numa missão Adventista.
Ele “foi o ex-presidente do Congresso Nacional
Africano (ANC). Antes de ser eleito para a presidência do ANC, ele foi o
presidente de sua tribo e o líder de cerca de 10 milhões de negros africanos em
sua luta não violenta pelos direitos civis na África do Sul”.[51]
Luthuli era filho do missionário
Adventista do Sétimo Dia John Bunyan Lutuli e Mtonya Gumede. Seu pai passou a
maior parte dos últimos anos de sua vida nas missões entre os Ndebele da
Rodésia, hoje Zimbábue. Depois da morte do pai, Luthuli foi para a África do
Sul.
Em 1915, Luthuli entrou para a Edendale, uma faculdade de professores metodistas.[52]
“Ao concluir um
curso de ensino em Edendale, perto de Pietermaritzburg, Lutuli aceitou o cargo
de diretor e único professor em uma escola primária na zona rural de
Blaauwbosch, Newcastle, Natal. Aqui Lutuli foi confirmado na Igreja Metodista”.[53]
A elegante Igreja e
Escola Metodista Blaauwbosch foi construída de arenito e pedra umgabaana, em
1912. “De 1917 a 1918, o conhecido Chefe Albert Luthuli (1898-1967) foi nomeado
diretor da pequena escola intermediária. Ele hospedou-se com a família Xaba, uma
família evangelista da igreja”.[54]Luthuli lecionou nesta escola metodista por dois anos.[55]
“Durante esse período, ele confirmou à
Igreja Metodista e, juntamente com o ensino, também se tornou um pregador
leigo”.[56]
Em 1933, ele se
tornou presidente da Associação de Professores Africanos. Ele também era ativo
no trabalho missionário. [57]
A linguagem da
Bíblia e princípios cristãos afetaram profundamente seu estilo político e as
crenças para o resto de sua vida.
“Em 1938 representou o Conselho Cristão
da África do Sul no Conselho Missionário Internacional na Índia”.[58]
Foi
presidente-geral do Congresso Nacional Africano a de dezembro de 1952 até sua
morte em 1967.
“Como um dos principais combatentes
contra o sistema de separação racial da ‘África do’ Sul, Luthuli trouxe uma
mensagem de esperança e perseverança à maioria negra oprimida da nação. Embora
defendesse o desafio’ ousado às leis discriminatórias do apartheid de seu país,
ele estava comprometido com o princípio da não-violência; e ele imaginou uma África
do Sul cega por cores em que
cidadãos negros e brancos poderiam viver lado a lado pacificamente como
iguais”.[59]
Em 1960, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, por seu papel não
violento contra o apartheid. Ele não
apoiou a violência porque sua carreira política estava fundamentada em sua fé.
Era frequentemente preso por suas atividades antiapartheid.
Em 1962, foi eleito
reitor da Universidade de Glasgow pelos alunos, cargo que exerceu até 1965.
Foi o líder
africano mais conhecido e respeitado de sua época. Em sua homenagem, hoje é
concedida a Ordem dos Luthuli, a mais
alta condecoração da África do Sul, a quem contribui para a democracia, os
direitos humanos, a justiça e a paz.[60]
Em sua homenagem,
hoje é concedida a Ordem dos Luthuli, a mais alta condecoração da África do
Sul, a quem contribui para a democracia, os direitos humanos, a justiça e a
paz.[61]
Nelson
Mandela
Nelson Mandela
(1918-2013) nasceu em Mvezo, Transkei, África do Sul. Filho da metodista
Noqaphi Nosekeni e de Henry Gadla, descendente de Thembu, chefe de um clã dos
Xhosas. Mandela foi o primeiro da família a ter uma educação formal, na Escola
Missionária Wesleyana, perto de Qunu.
“Ao longo de sua vida, Nelson Mandela teve muitas
conexões com o metodismo. Formado em um internato metodista, o campeão
anti-apartheid foi orientado por pregadores e educadores metodistas e formou um
vínculo com um capelão metodista enquanto estava na prisão. Como presidente da
África do Sul, ele trabalhou com líderes da igreja na formação de uma nova
nação e eventualmente casou-se com Graça Machel, uma Metodista Unida”.[62]
Quando Mandela tinha cerca de sete anos foi batizado na
Igreja Metodista e recebeu o prenome inglês de "Nelson" por seu
professor.[63] O chefe Jongintaba e sua esposa
se tornaram tutores de Mandela quando o pai dele morreu.
Eles eram cristãos
devotos e levaram Mandela para frequentar a Clarkesbury School, a mais antiga
missão wesleyana em Thembuland.
“Aos 21 anos,
Nelson foi para a Universidade de Fort Hare. Aqui ele era um membro da
Sociedade Bíblica e dava aulas bíblicas para as pessoas locais aos domingos,
juntamente com Oliver Tambo. Ele morava no dormitório Wesley House.”[64]
Em 1943, entrou
para o Congresso Nacional Africano, que, em 1952, articulou a resistência ao apartheid com a Campanha do Desafio.
Em 1964, Mandela e
toda a diretoria do Congresso Nacional Africano foram presos. Depois que saiu
da prisão, acabou com a segregação racial, tornando-se o primeiro presidente
negro da África do Sul (1994-1999).
Mandela sempre
manteve ligação com a Igreja Metodista em toda a sua vida. Ele foi visitado por
um capelão metodista durante sua prisão em Robben Island.
“O Reverendo Seth Mokitimi era capelão da escola. Um
renomado pregador e educador metodista que em 1964 se tornou a primeira pessoa
negra eleita para liderar uma grande denominação na África do Sul, ele teve uma
poderosa influência sobre Mandela.”[65]
Após sua libertação
participou da Conferência Anual da Igreja Metodista da África do Sul, em 1994,
1998 e 2001.
Casou-se com a
metodista Graça Machel, filha de pastor metodista. Em 1993, ele ganhou o Prêmio
Nobel da Paz. No ano de 2000, Mandela ganhou o Prêmio Metodista Mundial da
Paz.
Cinema e televisão
retrataram sua vida em várias ocasiões.
Músicas foram compostas em sua homenagem. Dentre seus prêmios estão:
“Condecorado com a Medalha
Presidencial da Liberdade dos EUA, e a Ordem do Canadá, ele foi a primeira pessoa viva a se
fazer um cidadão
canadense honorário”.[66]
Era advogado e é
considerado por muitos como o “Pai da nação”. Para outros, “antes de ser
ativista ou lutador da liberdade, prisioneiro da esperança, e presidente,
Nelson Rolihlahla Mandela era metodista”.[67]
Em 1999, Mandela fez um discurso em um
culto da Igreja Metodista Langa, Cidade do Cabo: “(...) Como a religião nos
fortaleceu na resistência à opressão, sabemos que ela pode nos ajudar a nos
fortalecer para cumprir a missão que a história deu à nossa geração e à próxima
- para tornar realidade nossas esperanças de uma vida melhor para todos”.[68]
Morreu aos 95 anos. O memorial para
Nelson Mandela foi na Igreja Metodista do Calvário de Midrand, em Johannesburg.[69]
Por determinação da ONU, o
Dia Internacional de Nelson Mandela passou a ser celebrado desde 18 de julho de
2010.[70]
Ellen
Johnson Sirleaf
Ellen Johnson
Sirleaf, “membro da Primeira Igreja Metodista Unida, Monróvia, Libéria, em 2006
foi a primeira mulher a ser eleita chefe de Estado na África moderna”.[71]
Ela foi presidente da Libéria por duas vezes.
Ellen nasceu em
Monróvia, na Libéria, em 1938. Seu avô era alemão e se casou com uma mulher da
área rural cujas avós eram liberianas indígenas. Ellen se formou na Faculdade
de África Ocidental, um colégio da Igreja Metodista Unida. Ela é bacharel em
Ciências Contábeis da Universidade de Wisconsin, EUA.[72]
É formada em
economia pela Universidade do Colorado, EUA, e fez mestrado em Administração
Pública pela Universidade de Harvard, EUA.
Em 1985, foi
candidata ao Senado e criticou o regime militar, o que lhe valeu uma condenação
de dez anos de prisão. Depois da passagem pela cadeia, viveu no exílio até
1997, quando regressou à Libéria como economista do Banco Mundial e do Citibank
na África. Foi eleita presidente da Libéria em 2005.[73]
George Bush lhe
concedeu a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior honra civil do país, em
uma cerimônia de premiação na Sala Leste da Casa Branca. [74]
Ela foi Presidente
da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).[75]
Como metodista,
falou na Conferência Geral da Igreja Metodista Unida de 2008. Lutou contra a
corrupção e por profundas reformas institucionais na Libéria.
Ela é mãe de quatro
filhos. Ela fez da educação de meninas uma prioridade. Criou a Liberia
Education Trust e um ambicioso programa de formação de professores. Foi
reeleita presidente da Libéria em 2011.
Ganhou o Prêmio
Nobel da Paz de 2011 por seu trabalho sobre os direitos das mulheres.
Motivação do
prêmio: "por sua luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos
direitos das mulheres à participação plena no trabalho de construção da
paz".[76]
Ela é conhecida como a “Dama de ferro da Libéria”.[77]
Pioneirismo e legado do metodismo coreano
A Igreja Metodista
da Coreia do Sul tem uma história marcante e impactante. Por causa de seu
testemunho, leigos e pastores morreram durante o domínio japonês (1910-1945)[78]
e invasão da Coreia do Norte (1950-1953).
O metodismo também
liderou avivamentos. “Um movimento de reavivamento que ocorreu em Wonsan em
1903 e outro em Pyongyang em 1907 tornaram-se marcos do crescimento explosivo
da igreja”. [79]
O metodismo sempre
foi forte na educação. Dentre sua contribuição na área educacional está a
criação, em 1885, do Colégio Pai Chai Hak Dang, a primeira escola
ocidental de estilo moderno.
Hoje a Igreja
Metodista tem 11 Conferências Anuais. “Estas conferências estão divididas em
220 distritos, cada qual com cerca de 30 igrejas locais” Hoje, mais de 6.500
igrejas metodistas estão servindo a seus vizinhos e pregando o evangelho em
seus respectivos lugares, enquanto obedientemente são a missão do senhor”.[80]
São mais de 8.415
ministros e 1.508.430 membros.[81] O metodismo coreano tem em sua história a marca do pioneirismo:
Primeiro missionário na Coreia
Henry Gerhard
Appenzeller (1858-1902) nasceu em Souderton, Pensilvânia, EUA. Converteu-se na
Igreja Reformada Emmanuel e ingressou na Igreja Metodista Episcopal três anos
após a conversão. Foi pregador metodista e se formou no Seminário Teológico de
Drew.
No domingo de Páscoa, 5 de abril de 1885, rev. Henry Gerhard Appenzeller
(1858-1902) com um missionário Presbiteriano chamado H. G. Underwood, chegou a
Coréia, a fim de "levar o povo coreano à luz e da liberdade de Deus' Es
crianças.[82]
Foi o primeiro
missionário metodista na Coreia, aonde chegou em 1885. Desejava modernizar a
Coréia, educar ambos os sexos e promover a independência política do país.
Havia perseguição aos cristãos e não era permitido abrir igreja, nem pregar em
público, o que aconteceu só em 1887, quando foi aberta uma congregação.
Henry Gerhard
Appenzeller “é conhecido por suas três principais contribuições para a Coreia: o Paichai
College Hall, a Primeira Igreja Metodista Episcopal de Seul e o Novo Testamento traduzido”.[83]
“Primeira Igreja
Metodista Chung Dong é a primeira Igreja protestante da Coreia. Foi
estabelecida em 1897 pelo missionário americano Henry Appenzeller”.[84]
Em 1885, foi aberta
a primeira escola de estilo ocidental, chamada Pai Chai Hak Dang (salão de
criação de homens úteis). A escola se tornou um centro do movimento
progressista na Coréia. Henry incentivou a adoção de novas
tecnologias dos EUA, incluindo automóveis, energia elétrica, iluminação e
técnicas agrícolas.
Ele pregou viajando
por todo o país. Estudou o idioma coreano cinco horas por dia para poder pregar
e ajudar na tradução da Bíblia. Abriu uma livraria em 1894.
Ele e seus colegas
salvaram muitas vidas na epidemia de cólera de 1895. Henry participou da
fundação da primeira Igreja Metodista coreana em Chong Dong, em Seul, servindo
como seu pastor (1887-1902). Fez parte do Conselho de tradução da Bíblia para o
coreano.
Em 1902, viajava de
navio para participar de uma reunião para a tradução da Bíblia quando houve uma
colisão de navios. Morreu tentando salvar seu assistente e uma coreana que se
afogavam.
Dentre suas
contribuições estão: criação do Colégio Pai Chai Hak Dang, a primeira escola
ocidental de estilo moderno; fundação da Igreja Metodista da Coreia; tradução
do Novo Testamento para o coreano. Foi um grande viajante, explorador, professor,
organizador e evangelista.[85]
Primeira médica coreana
Kim Jum-dong, depois Esther Kim Pak (1876-1910), nasceu em Jeong-dong, Seul, Coréia. Sua família pobre. A educação
para as mulheres era limitada.
“O pai de Kim trabalhava
para o Reverendo Henry Appenzeller, um missionário metodista americano. Através
do Reverendo Appenzeller, ele aprendeu sobre a escola para meninas aberta pela
Sociedade Missionária Estrangeira da Mulher (WFMS) da Igreja Episcopal
Metodista. Esther entrou na Escola Ewha, a primeira escola ocidental para
meninas coreanas, aos 11 anos”.[86]
Na escola, Esther se converteu ao cristianismo e foi batizada
pelo missionário metodista Franklin Olinger. Ela recebeu o nome de
"Esther" em seu batismo.
“A vida de Esther pode ser
amplamente revisada em três partes: a escola em EwhaHaktang (atualmente Ewha
Womans University), educação nos Estados Unidos e trabalho missionário médico
depois de voltar para a Coreia dos Estados Unidos”.[87]
Em 1886, “ela conheceu a
missionária Mary F. Scranton, fundadora da Ewha Girls School (agora Ewha
Women's College),e se tornou
uma de suas primeiras alunas. Depois de se casar com Park Yeo-seon (1868-1899)
em 1893, ela mudou seu nome Kim Jeom-dong para Esther Park”.[88]
Eles foram o primeiro casal a realizar uma cerimônia de casamento ocidental
numa Igreja na Coreia.
Kim era uma boa aluna e sabia bem o inglês.
Quando a missionária americana Rosetta Sherwood Hall visitou a escola, ela foi convidada a
trabalhar como sua intérprete.
Após a sua graduação, Esther serviu como
tradutora para médicos americanos no primeiro hospital só para mulheres da
Coreia, fundado por Mary F. Scranton.
“Ela se mudou para os
Estados Unidos com o marido esse tornou
estudante no Women's Medical College of Baltimore em 1896. Enquanto ela
estudava, seu marido trabalhava em uma fazenda para sustentá-la, mas ele morreu
de tuberculose três semanas antes de sua formatura”.[89]
Esther Pak estudou em Nova
York, onde aprendeu latim, física e matemática.
“Enquanto
aprendia, ela sofria de frustração acadêmica, dificuldade econômica, morte do
marido e assim por diante, mas ela acabou superando essas adversidades e
completou os quatro anos de cursos acadêmicos para se tornar médica. Sua fé
religiosa e vontade de ajudar os coreanos como médico a encorajaram a terminar
o que ela tinha planejado originalmente”.[90]
“Em 1900, ela voltou para
a Coreia e tornou-se a primeira médica coreana. Ela tratou mais de 3.000
pacientes nos primeiros 10 meses após chegar em casa e continuou a praticar
medicina por 10 anos”.[91]
“Durante dez meses de trabalho lá, o Dr. Pak
ajudou mais de 3.000 pacientes, e depois em 1901 mudou-se para Pyongyang, onde o Dr. Hall estabeleceu um novo
hospital. Pak viajou por toda a Coreia, inclusive durante a epidemia de cólera, ajudando os pacientes gratuitamente.
Além do trabalho principal, também realizou atividades educativas e
pedagógicas, ensinando a primeira geração de médicas coreanas. Pak liderou
palestras públicas nas quais enfatizou a importância da educação em saúde e
educação para as mulheres, e promoveu o cristianismo”.[92]
Esther ajudou às pessoas
pobres e falou da importância de educar as mulheres.
Morreu de tuberculose em
13 de abril de 1910, aos 34 anos.
Em 2006, a Academia Coreana de Ciências induziu Esther Park ao Hall da Fama da
Ciência e Tecnologia coreana.
“Em 2008, o Comitê de Ex-alunos da
Universidade Ewha criou a Medalha Esther Park, que reconhece o mérito das
mulheres que se formaram na universidade e se tornaram médicas”.[93]
Esther é
considerada a primeira médica da Coreia.
Primeira
advogada e juíza da Coreia
Tai-Young
Lee (1914-1998) nasceu em Pukjin, Unsan County, hoje Coreia do Norte. Seu pai
era minerador de ouro. Foi a primeira advogada do gênero feminino e a primeira
juíza da Coreia.
Ela
lutou pelos direitos das mulheres por toda a sua vida. Uma de suas frases mais
citadas é: “nenhuma sociedade pode ou vai prosperar sem a cooperação das
mulheres”.
Ela
é da terceira geração de metodistas. Seu avô fundou a Igreja Metodista na
cidade de Pukjin.
Após
estudar na escola em Pukjin, formou-se na Chung Ei Girls High School, em 1931.
Estudou na Ewha Womans University, Seul, graduando-se em Economia Doméstica.
Em
1936, casou-se com Yil Hyung Chyung, pastor metodista, que foi preso sob a
acusação de ser espião dos EUA. Mais tarde, ele se tornou ministro dos Negócios
Estrangeiros da República da Coreia.
Em
1938, eles se mudaram para Seul, onde seu esposo ensinou no Seminário Teológico
Metodista. Foi a fundadora do primeiro Centro de Assistência Jurídica da
Coreia, em 1956.
Em
1971, participou da Conferência Mundial da Paz. Em 1975, recebeu o Prêmio Ramon Magsaysay, pela atuação na causa dos direitos judiciais
iguais para a libertação de mulheres coreanas.
Em
1977, foi presa e no ano seguinte recebeu o prêmio da Associação Internacional
de Assistência Jurídica. Em 1981, recebeu o doutorado honorário em Direito pela
Universidade de Maddison.
Em
1984, recebeu o Prêmio Metodista Mundial
da Paz. Tai-Young Lee escreveu 15 livros.[94]
Primeiro
presidente da Coréia do Sul
Syngman Rhee ou Yi
Seung-man (1875–1965) nasceu numa família rural, na província de Hwanghae,
Coreia. Concluiu a educação confucionista e, em seguida, ingressou numa escola
metodista, onde aprendeu inglês.[95]
Foi eleito o
primeiro presidente do Governo Provisório da República da Coreia, bem como o
primeiro presidente da Coreia do Sul.
Rhee se uniu a um
clube de Independência, um movimento de reforma política, em 1896.
Foi preso e acusado
de sedição em 1899. Foi torturado e condenado à prisão perpétua.
Na prisão, estudou
livros contrabandeados por amigos e diplomatas. Converteu-se ao cristianismo e
passou a se dedicar a estudos bíblicos na prisão com outros presos.
Foi solto em 1904.
Com a ajuda dos missionários, Rhee foi estudar nos EUA. Voltou no final de 1910
e se tornou o secretário-chefe da Associação Cristã de Moços, em Seul. Com o
domínio japonês, Rhee voltou ao exílio nos EUA.
Em Nova York,
participou da Igreja Metodista Coreana.
“Rhee conheceu
Francesca Maria Barbara Donner, filha de
uma família de mercadores de ferro vienenses. Dois anos depois, eles se casaram
em uma cerimônia metodista em Nova York”.[96]
Após a rendição do
Japão em 1945, voltou à Coreia e foi eleito presidente da Coreia do Sul (de
agosto de 1948 a abril de 1960).
Seu governo foi
fortemente afetado pela Guerra Fria e pelas tensões na península coreana.[97]
O bispo Jun Myang KU,
Presidente atual da Igreja Metodista da Coréia, dentre outros, coloca Rhee
Syngman como patriota e metodista que se dedicou ao “esclarecimento nacional e
à independência, incluindo Kim Gu, Lee Jun, An Changho, Yun-Chi-ro, Soh Paipil,
Rhee Syngman, Jeon Deok Gi, Yu Gwansun e assim por diante”[98],
que eram metodistas coreanos.
Legado de paz de metodistas para as guerras e
conflitos na Europa
Diversos metodistas
deixaram marcas profundas em solo europeu, especialmente salvando vidas e
promovendo a paz.
Dentre eles,
destacamos: Artur Henderson, Carl Lutz e Harold Good que atuaram na 1º e 2ª
Guerra Mundial e ainda em conflitos na Irlanda.
Evangelista ganha Prêmio
Nobel da Paz
Arthur Henderson (1863-1935) foi um britânico, filho
de um trabalhador têxtil. Com nove anos, Arthur deixou a escola para trabalhar
na loja de um fotógrafo. Quando seu pai morreu, a família ficou na pobreza.[99]
Em sua
adolescência, ouviu o famoso evangelista Gipsy Smith, que era capitão do
Exército da Salvação. Ele se converteu e se tornou membro da Igreja Wesleyana,
à qual se dedicou imensamente.[100]
Na Igreja conheceu
Eleanor com quem se casou, em 1888. Eles se casaram na Igreja Wesleyana.[101]
Ele era dedicado à
família e tiveram três filhos. Um deles morreu na 1ª Guerra Mundial e os outros
dois se tornaram colegas de seu pai na Câmara dos Comuns.[102] Após a Segunda
Guerra Mundial, seus filhos receberam o título de Barão.[103]
Arthur “foi o
primeiro ministro do Gabinete trabalhista, o primeiro ministro das Relações
Exteriores da União da Grã-Bretanha e, excepcionalmente, serviu três mandatos
separados como Líder do Partido
Trabalhista em três décadas diferentes. Ele era popular entre seus colegas, que
o chamavam de ‘tio Arthur’ em reconhecimento de sua integridade, sua devoção à
causa e sua imperturbabilidade”.[104]
Arthur foi
arquiteto, herói do Partido Trabalhista e serviu como secretário de Relações
Exteriores (1929-1931). Presidiu a Conferência Mundial do Desarmamento, que se
reuniu em Genebra em 1932. [105]
Ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1934. Sua
abordagem foi conciliatória e de temperança. Trabalhou de forma incansável para
a cooperação internacional e o desarmamento. Foi conhecido como uma
"bússola moral” em seu tempo. Era um evangelista eloquente na igreja
local. [106]
Foi professor na
Escola Dominical e teve profundo compromisso com o metodismo.[107] Foi chamado de “Apóstolo da paz”.[108]
Herói suíço que salvou milhares de judeus
Carl Lutz
(1895-1975) nasceu em Walzenhausen, na Suíça.[109] Emigrou para os EUA
e estudou para ser diplomata suíço no Wesleyan College Central e Universidade
George Washington. Foi criado como um devotado metodista e ensinado na Escola
Dominical.
“Sua mãe ensinava
religião na capela metodista aos domingos, enquanto seu pai era dono de uma
pequena pedreira de mármore. Carl foi o nono filho de Lutz e passou sua
infância e adolescência nessa comunidade muito puritana que lhe deu seu
duradouro senso de compromisso social e responsabilidade pessoal, enquanto sua
mãe o incentivava a estudar muito e levar seu trabalho a sério”.[110]
Foi vice-cônsul da
Suíça em Jajja (Israel). Foi transferido na 2ª Guerra Mundial para Budapeste,
na Hungria (1942-1945). “Lutz chegou em Budapeste em janeiro de
1942 para servir como vice-cônsul da Suíça, e foi colocado no comando de
representar o Une Estados, Grã-Bretanha, e outros países que cortaram laços com a
Hungria”. [111]
Em 1944, a Alemanha
invadiu a Hungria. Como vice-cônsul, emitiu milhares de documentos suíços
falsos enganando o tenente-coronel Adolf Eichmann, que queria deportar os
judeus. Lutz salvou mais de 62 mil judeus.
Lutz colocou a
Agência Judaica sob a sua proteção diplomática e retirou milhares de judeus
húngaros das linhas de marcha dos campos de concentração, entregando-lhes
documentos de proteção. Foi a maior operação de resgate de civis judeus no
mundo durante o Holocausto. Após o seu regresso à Suíça, foi repreendido por
ter se excedido em sua autoridade. É chamado “O herói esquecido”. Mas em 1964, “Lutz e sua esposa, Gertrud, foram
designados como Justo entre as Nações por Yad
Vashem”.[112]
Ele recebeu vários
prêmios e honrarias. Em 1964, recebeu a medalha de Righteous por ações
corajosas. O filme Caminhando com o
inimigo retrata sua história. Theo Tschuy escreveu o livro Diplomata corajoso.
Ele foi indicado
três vezes ao Prêmio Nobel da Paz e
condecorado com a Cruz de Honra, Ordem do Mérito da Alemanha.
Carl Lutz não
ganhou o Prêmio Nobel da paz, mas deixou um legado de paz.
Em 2006, em
Budapeste, foi erguido um memorial em sua homenagem. Em Jerusalém, há o
Memorial Yad Vashem em sua homenagem. Em 1999, um selo especial foi lançado
pelos Correios Suíços para homenageá-lo.[113]
Premiado
por promover a paz na Irlanda do Norte
Harold Good nasceu
em Londonderry, Irlanda, em 1937. Foi ordenado ministro da Igreja
Metodista em 1962. Foi presidente da Igreja Metodista na Irlanda (2001-2002) e
atuou como diretor do Centro para a Reconciliação Corrymeela (1973-1979), lugar
de refúgio para aqueles que são afetados pelos conflitos na Irlanda.[114]
Harold Good “na primeira década do
século XXI desempenhou um papel vital no processo de paz da Irlanda do
Norte”. [115]
Tem tido uma
posição corajosa e fez amizade com todos os lados nos conflitos na Irlanda do
Norte. Nos tumultos de 1969, feridos foram trazidos para a sua igreja, e,
quando uma bomba do IRA[116] explodiu antes do
Natal, em 1971, ele foi um dos que ajudaram a retirar as crianças mortas dos
escombros.
Ministrou para
prisioneiros da Estrada Crumlin e foi vital para o IRA pedir desculpas no 30º
aniversário da “Sexta-Feira Sangrenta”. Ele tem promovido a reconciliação na
Irlanda do Norte.
Ele “foi membro da Comissão de Direitos
Humanos da Irlanda do Norte em 1999”.[117]
Em 2005, Harold Good foi uma das duas
testemunhas independentes “que supervisionou o descomissionamento de armas, uma
parte vital do processo de paz”.[118]
Ganhou o Prêmio
Mundial Metodista da Paz, em 2007. Recebeu o Gandhi Peace Award e o Prêmio Rene
Casin dos Direitos Humanos, do governo basco. A rainha Elizabeth II o nomeou
membro da Ordem do Império Britânico, em 1970, e Oficial da Ordem do Império
Britânico, em 1985.[119]
[1] https://www.encyclopedia.com/.../hart-sisters-antigua
[2] https://oxford.universitypressscholarship.com/view/10.1093/acprof:..
[3] https://www.bu.edu/missiology/gilbert-anne-hart-1768-1833
[4] https://en.wikipedia.org/wiki/Elizabeth_Hart_Thwaites
[5] https://www.encyclopedia.com/.../hart-sisters-antigua
[6] Idem.
[7] https://suffragettecity100.com/wcw04
[8] https://www.bu.edu/missiology/gilbert-anne-hart-1768-1833
[9]
https://www.researchgate.net/publication/267516106_The_Hart_Sisters_of...
[10] https://www.encyclopedia.com/.../hart-sisters-antigua
[11]
Pesquisa:https://www.thefreelibrary.com/Antiguan+Methodism+and+Antislavery+Activity%3A+Anne+and+Elizabeth+Hart...-a065541447
http://www.encyclopedia.com/history/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/hart-sisters-antigua
https://www.questia.com/library/2718572/the-hart-sisters-early-african-caribbean-writers
[12] https://storia.wiki/sorelle-hart-di-antigua
[13] https://sites.google.com/site/beemethodistjamaica/history-of-the-methodists-in-jm
[14] www.jamaicamethodist.org/history-of-church
[15] Idem.
[16] https://jis.gov.jm/information/jamaica-heritage-sites/kingston-heritage-sites
[17] www.jamaicamethodist.org/history-of-church
[18] Pesquisa:;http://jamaicamethodist.org/index.php?option=com_content&view=article&id=46&Itemid=27
http://jamaica-gleaner.com/gleaner/20060122/out/out3.html
https://sites.google.com/site/beemethodistjamaica/history-of-the-methodists-in-jm
[19] https://thereaderwiki.com/en/Sarah_Ann_Gill
[20]
caribelect.easycgi.com/knowledge/biography/bios/gill_sarah_ann.asp
[21] Idem.
[22] Idem.
[23] Idem.
[24] http://barbadosadvocate.com/newsitem.asp?more=local&NewsID=10024
[25]https://www.thecanadianencyclopedia.ca/en/article/sir-frederick-grant-banting
[26] https://www.oxfordreference.com/view/10.1093/oi/authority...
[27] https://www.invaluable.com/artist/banting-frederick-grant-u87vxulx07/
[28]
https://www.bac-lac.gc.ca/.../100-stories/Pages/banting.aspx?wbdisable=true
[29]
https://www.sbp.com.br/.../Mini-Biografia_-_Frederick_Banting2.pdf
[30] * Prêmio Nobel ou Prémio Nobel é um conjunto de prêmios
internacionais anuais concedidos, em várias categorias por comitês suecos e
noruegueses, em reconhecimento aos avanços culturais e/ou científicos
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9mio_Nobel).
https://www.collectionscanada.gc.ca/physicians/030002-2000-e.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Frederick_Banting
http://www.thecanadianencyclopedia.ca/en/article/sir-frederick-grant-banting/
[31]
https://www.thecanadianencyclopedia.ca/en/article/sir-frederick-grant-banting
[32] https://fairfieldfoundation.org/dr-walter-reed-and-yellow-fever-part-1
[34] https://biography.yourdictionary.com/walter-reed
[35] https://www.pbs.org/wgbh/americanexperience/features/fever-walter-reed
[36] http://www.expositorcristao.com.br/expositor-cristao-febre-amarela-e-os-desafios-da-igreja/
[37] https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/23814/2/dinair_lima_io
[38] Salvador. José Gonçalves. História do metodismo no Brasil. Imprensa
Metodista, SP, 1982, p.177.
[39] http://jmr.medstudents.com.br/febreamarela.htm
[40] http://epoca.globo.com/edic/20020218/brasil1a.htm
[41] https://fairfieldfoundation.org/dr-walter-reed-and-yellow-fever-part-2
[42] https://eng.ichacha.net/zaoju/walter reed
medal.html
[43]
https://fairfieldfoundation.org/dr-walter-reed-and-yellow-fever-part-2
[44] Pesquisa: http://en.wikipedia.org/wiki/Walter_Reed_Army_Medical_Center, http://en.wikipedia.org/wiki/Walter_Reed, www.nndb.com/people/697/000091424/, http://yellowfever.lib.virginia.edu/reed/reed.html, http://www.answers.com/topic/walter-reed, www.britannica.com/EBchecked/topic/.../Walter-Ree.
[45] https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-assina-acordo-de-cooperacao..
[46] www.en.wikipedia.org/wiki/Walter_Reed_Army_Institute_of_Research
[47] https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-assina-acordo-de-cooperacao..
[48] https://military.wikia.org/wiki/Walter_Reed_Army_Institute_of_Research
[49] https://fairfieldfoundation.org/dr-walter-reed-and-yellow-fever-part-2
[50] https://www.pbs.org/wgbh/americanexperience/features/fever-walter-reed
[51]
losingmyapartheid.weebly.com/albert-john-luthuli.html
[52] https://www.encyclopedia.com/.../luthuli-albert-1898-1967
[53] https://prabook.com/web/albert.lutuli/1344102; satucket.com/lectionary/albert_luthuli.htm
[54]
https://www.battlefieldsroute.co.za/place/chief-albert-luthuli-and-the-blaauwbosch-methodist-school-and-church/
[55]Há biografia que coloca Luthuli como Congregacional
(https://dacb.org/stories/southafrica/luthuli-albert4/), mas a maior parte o
coloca como metodista (www.satucket.com/lectionary/albert_luthuli.htm).
[56] https://www.thefamouspeople.com/profiles/albert-john-luthuli-9.php
[58] https://www.encyclopedia.com/.../luthuli-albert-1898-1967
[59] Idem.
[60] Pesquisa:http://www.congregationallibrary.org/get-connected/beacon-street-diary/201402,http://www.sahistory.org.za/people/chief-albert-john-luthuli;http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/1960/lutuli-bio.html;http://satucket.com/lectionary/albert_luthuli.htm;http://www.answers.com/topic/albert-lutuli; http://www.southafrica.info/about/history/albert-luthuli.htm
[61] Pesquisa:
http://www.congregationallibrary.org/get-connected/beacon-street-diary/201402
http://www.sahistory.org.za/people/chief-albert-john-luthuli
http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/1960/lutuli-bio.html
http://satucket.com/lectionary/albert_luthuli.htm
http://www.answers.com/topic/albert-lutuli
http://www.southafrica.info/about/history/albert-luthuli.htm
[62] www.umnews.org/en/news/nelson-mandela-and-methodism
[63]
www.bilaltechclass.wordpress.com/2013/07/22/the-history-behind-nelson-mandela/
[64]
https://www.mymethodisthistory.org.uk/people-2/lay-people/nelson-mandela-1918-2013
[65]
https://um-insight.net/.../views-from-a-ridge/mandela-legacy-to-methodists
[66]
bilaltechclass.wordpress.com/2013/07/22/the-history-behind-nelson-mandela/
[67]
https://www.holmanumc.com/2013/07/03/nelson-mandela-a-methodist-on-a.
[68]
www.mandela.gov.za/mandela_speeches/1994/940918_methodist.htm
[69] https://www.dailymaverick.co.za/article/2013-12-12-mandela-memorial...
[70]Pesquisa:
www.africanhistory.about.com/od/mandelanelson/a/bio_mandela.htmhttp://bafanaciencia.blogspot.com/2007/06/nelson-mandela-os-anos-de-formao-e.htmlwww.findarticles.com/p/articles/mi_m1077/is_n10_v49/ai_15687222
http://umcconnections.org/2013/12/06/methodists-religious-leaders-pay-tribute-mandela/http://www.religionnews.com/2013/12/06/shaped-methodists-mandela-paid-tribute-role-religion/ http://www.mymethodisthistory.org.uk/page.aspx?id=312
[71] https://www.txcumc.org/newsdetail/37151
[72] https://cronocaron.com/pt/politicians/3936-ellen-johnson-sirleaf-8211..
[73] https://www.notablebiographies.com/.../Sirleaf-Ellen-Johnson.html
[74] https://achievement.org/achiever/ellen-johnson-sirleaf
[75] https://www.worldhistoryedu.com/ellen-johnson-sirleaf-10-major...
[76] https://www.nobelprize.org/prizes/peace/2011/johnson_sirleaf
[77] Pesquisa:
http://www.newworldencyclopedia.org/entry/Ellen_Johnson-Sirleaf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ellen_Johnson-Sirleaf
[78] https://pt.wikipedia.org/wiki/Ocupação_japonesa_da_Coreia
[79] https://worldmethodistcouncil.org/asia/name/korea-methodist-church/
[80]
https://youtu.be/_7O05VAhF1Q
[81]
http://worldmethodistcouncil.org/asia/name/korea-methodist-church/
[82] Idem.
[83]
https://en.wikipedia.org/wiki/Henry_Appenzeller
[84]
https://www.youtube.com/watch?v=f-h9VIGhnt0
[85] Pesquisa: http://www.newworldencyclopedia.org/entry/Henry_G._Appenzeller
http://www.thefreelibrary.com/The+legacy+of+Henry+G.+Appenzeller.-a016408626
http://library.columbia.edu/content/dam/libraryweb/locations/burke/fa/mrl/ldpd_6257734.pdf
http://www.drewmagazine.com/2012/09/the-korean-wesley/
[87]
https://europepmc.org/article/MED/18548974
[88]
https://mujeresconciencia.com/2018/03/16/esther-park-medica
[94] Pesquisa: http://en.wikipedia.org/wiki/Lee_Tai-Young
http://worldmethodistcouncil.org/whatwedo/world-methodist-peace-award/recipients/
http://en.wikipedia.org/wiki/Lee_Tai-Young
http://www.rmaf.org.ph/newrmaf/main/awardees/awardee/biography/229
http://www.koreafocus.or.kr/design2/layout/content_print.asp?group_id=101999
[95] https://www.britannica.com/biography/Syngman-Rhee
[96] https://zh.wikipedia.org/zh-cn/李承晚
[97] Pesquisa: www.britannica.com/EBchecked/.../Syngman-Rhee
www.pt.wikipedia.org/wiki/Syngman_Rhee
www.biography.yourdictionary.com/syngman-rhe
www.answers.com/topic/syngman-rhee
http://en.wikipedia.org/wiki/Syngman_Rhee
http://www.britannica.com/EBchecked/topic/501064/Syngman-Rhee
[99]https://en.wikipedia.org/wiki/Arthur_Henderson
[100] https://biography.yourdictionary.com/arthur-henderson
[101] https://www.alamy.com/wedding-miss-eleanor-henderson-daughter-of-the.
[102]https:// www.nobelprize.org/prizes/peace/1934/henderson/biographical/
[103] https://pt.findagrave.com/memorial/20318/arthur-henderson
[104] https://kaiserreich.fandom.com/wiki/Arthur_Henderson
[105] https://www.nobelprize.org/prizes/peace/1934/henderson/biographical/
[106] https://biography.yourdictionary.com/arthur-henderson
[107] Pesquisa: www.nobelprize.org/nobel.../henderson-bio.html;
www.en.wikipedia.org/wiki/Arthur_Henderson
www.csm.uk.endis.com/Mobile/default.aspx?group
http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/1934/henderson-bio.html
www.encyclopedia.com/topic/Arthur_Henderson.asp
www.helengoodman.co.uk/.../local-heroes-arthur-he
http://www.helengoodman.co.uk/constituency/local-heroes-arthur-henderson/
http://biography.yourdictionary.com/arthur-henderson
[108] https://pt.findagrave.com/memorial/20318/arthur-henderson
[109] https://www.geni.com/people/Carl-Lutz/6000000015968826617
[110] https://en.gariwo.net/righteous/shoah-and-nazism/carl-lutz-7573.html
[111] https://www.jewishvirtuallibrary.org/carl-lutz
[112] https://www.jewishvirtuallibrary.org/carl-lutz - “Yad Vashem é o memorial oficial de Israel para lembrar as vítimas
judaicas do Holocausto. Foi estabelecido em 1953 através da Lei Yad Vashem
passada pela Knesset, o Parlamento de Israel” -
https://en.wikipedia.org/wiki/Yad_Vashem.
[113]Pesquisa:http://www.emk-birsfelden.ch/nc/de/startseite/newsdetail/artikel/2014/aug/methodist-carl-lutz-im-schweizer-fernsehen.html; http://foraus.ch/media/medialibrary/2013/07/Carl_Lutz_Foundation_Information_July_2013.pdfhttp://www.greatsynagogue.hu/gallery_lutz.html; http://celebratemessiah.com.au/personal-stories/260-putting-the-dictates-of-god-before-those-of-man-the-life-of-carl-lutz.htmlhttp://mandarchiv.hu/cikk/2993/Mentoangyal_svajci_zaszloval
[114]https://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/northern_ireland/4283674.stm
[115] https://hyperleap.com/topic/Harold_Good
[116] “O Exército Republicano Irlandês, mais conhecido por sua
sigla em inglês, IRA, é um conjunto de diversos grupos paramilitares
irlandeses que, nos séculos XX e XXI, lutaram contra a influência
Britânica na ilha da Irlanda”.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Exército_Republicano_Irlandês.
[117]
https://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/northern_ireland/4283674.stm
[118]
https://thereaderwiki.com/en/Harold_Good
[119]Pesquisa:http://sluggerotoole.com/2005/10/03/profile_reveren/; www.news.bbc.co.uk/2/hi/uk...ireland/4283674.stm; www.creighton.edu/.../news/.../haroldgoodnr093011
www.htmlsite.methodist.org.sg/.../wmpeaceaward.html;http://blogs.owu.edu/connect2/the-reverend-dr-harold-good-awarded-honorary-owu-degree/
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